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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4869 | 21 de Julho de 2020

GESTÃO: Sistema Ocepar promove 1º Fórum Digital dos Presidentes no dia 28 para debater planejamento estratégico

Daqui a sete dias, o Sistema Ocepar estará reunido lideranças de todo o Estado para debater a estruturação do novo planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, no 1º Fórum Digital dos Presidentes. O evento ocorrerá virtualmente, no dia 28 de julho, das 13h30 às 16h30, por meio da plataforma Microsoft Teams. A ideia é discutir uma nova fase do PRC100 (Plano Paraná Cooperativo 100), iniciado em 2015 e cuja meta financeira de alcançar R$ 100 bilhões de faturamento deve ser atingida pelo setor neste ano. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, vai apresentar as diretrizes do novo ciclo de planejamento das cooperativas do Paraná, juntamente com os diretores da entidade.

Governador - A programação contempla ainda a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que irá falar sobre as estratégias do Paraná para as áreas econômica e de infraestrutura, além das parcerias com o cooperativismo.

Cenário econômico - Na sequência, o diretor da Consultoria MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, apresenta os cenários e as perspectivas econômicas para o Brasil e o mundo no pós-pandemia.

Câmara de Mediação e Arbitragem - No Fórum também será discutida a viabilidade de constituição da Câmara de Mediação e Arbitragem do Cooperativismo, com a presença da professora da PUCPR, Leila Dissenha, e do gerente da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Anderson Lechechem.

Informações e inscrições - Informações e inscrições com Neuza Oliveira, pelo telefone (41) 99151-2148 ou e-mail secretaria@sistemaocepar.coop.br.

sistema ocepar folder 21 07 2020

CRÉDITO: Sistema Ocepar realiza reunião com representantes do Bancoob

credito 21 07 2020Como vem ocorrendo nas reuniões realizadas com várias instituições financeiras, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, na manhã desta terça-feira (21/07), de uma videoconferência com o Banco Cooperativo do Brasil S/A (Bancoob), que é um banco múltiplo privado, sociedade anônima de capital fechado, cujo controle acionário pertence às cooperativas centrais de crédito do Sicoob. Criado em 1996, é regido e regulamentado pela Lei 4.595/64 e pela Resolução 2.788/00 do Conselho Monetário Nacional. Participaram do encontro, o diretor de Desenvolvimento e Supervisão do Sicoob Confederação, Francisco Silvio Reposse Júnior, e o superintendente de Negócios e Desenvolvimento do Bancoob, Luciano Ribeiro Machado, além dos superintendentes, gestores e técnicos do Sistema Ocepar.

Reinventar- Ricken falou que essas videoconferências vieram substituir o Fórum presencial que era realizado anualmente com todos os agentes financeiros no auditório do Sistema Ocepar. “Devido ao momento que vivemos, precisamos nos reinventar e hoje já estamos na reunião de número sete com bancos e cooperativas de crédito. Nossa meta nessas reuniões, além de apresentar uma radiografia do sistema, é aproximar nossas cooperativas dos bancos. Nossas cooperativas têm um planejamento definido e querem continuar crescendo. Para isso, precisam de uma relação bem transparente de acesso ao crédito e o Bancoob faz parte do sistema e tem muito a oferecer”, frisou.

Necessidades – Já o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, destacou que, além das demandas do Plano Safra, as cooperativas necessitam de crédito para financiar a meta de R$ 3,5 bilhões em investimentos para o biênio 2020/2021. “Essas rodadas de apresentações que estamos fazendo para todo os agentes financeiros é para demonstrar a solidez do setor. Um destaque para a área de infraestrutura, que precisa de investimentos, especialmente na construção de armazéns, entre outros”, lembrou.

Crescimento- Reposse Júnior agradeceu a oportunidade e frisou que o Bancoob tem como meta crescer ainda mais no setor do agronegócio. “Precisamos pensar em novos mecanismos para fazer todo esse dinheiro que está aplicado retorne para o setor. Vamos fortalecer nossa estrutura de crédito rural para as cooperativas, pois temos muito espaço para crescer no Paraná”. O dirigente disse que o objetivo é “focar na questão de financiamentos em infraestrutura. Nós do cooperativismo de crédito temos o desafio de atender melhor as cooperativas e os produtores do que os demais bancos comerciais, para isso precisamos de parceiros como o Sistema Ocepar. Estruturar produtos de captação a produtos de crédito e repasse de programas do BNDES”, destacou.

Desafios - “Na atual conjuntura, enfrentamos muitos desafios. A participação do Sicoob na safra do Paraná vem se intensificando nos últimos anos e precisamos crescer mais”, lembrou Luciano Ribeiro Machado. O superintendente frisou que, “a partir de 2013, além do ramo empresarial, passamos a focar nosso olhar para o campo. Hoje temos R$ 1,1 bilhão disponíveis. Olhando o tamanho do potencial que vocês apresentaram aqui, nossa atuação poderia ser ainda maior”, disse. Para Luciano, “o cooperativismo de crédito tem a capacidade de multiplicar seus efeitos na comunidade, quando retorna para os seu cooperados e para a comunidade. E a fidelização espontânea é o diferencial do sistema Sicoob no Paraná. Nosso desafio é conhecer melhor o negócio das cooperativas paranaenses e focar em produtos e serviços para elas. O sistema cooperativista no Paraná já é exemplo de transparência e governança e isso facilita muito a disponibilidade de crédito. Este encontro ajuda muito para tirarmos todas as dúvidas e se posicionar sobre como estão as cooperativas do estado financeiramente e economicamente através das apresentações dos técnicos”.

Videoconferências - Já foram realizadas reuniões virtuais com Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal e BRDE. Estão agendadas ainda videoconferências com o BNDES, nesta quarta-feira (22/07), e com o Banco Sicredi, no dia 31 de julho.

 

COVID-19: Comitê de Acompanhamento publica comunicado 79

covid 19 destaque 21 07 2020O Zoneamento de Risco Climático para o milho segunda safra para o Estado do Paraná foi apresentado pelo Ministério da Agricultura por meio de videoconferência ocorrida nesta segunda-feira (20/07). Esse é um dos destaques do comunicado 79, emitido na manhã desta terça-feira (21/07) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Confira abaixo todas as informações do boletim.

1. No dia 20 de julho, o Sistema Ocepar realizou, por meio do Sescoop/PR, a 18ª Live com os Agentes das cooperativas paranaenses com o tema – Tendências Tecnológicas e a Educação Corporativa.

2. O Sistema Ocepar realizou reunião virtual, no dia 20 de julho, com representantes do Banco Santander para discutir a operacionalização de financiamentos sustentáveis para o cooperativismo paranaense.

3. No dia 20 de julho, o Ministério da Agricultura e Abastecimento – Mapa realizou videoconferência para apresentar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) da cultura do milho 2ª safra para o Estado do Paraná.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

RECEITA FEDERAL: Código é instituído para o recolhimento de multa por problemas na entrega do Livro Caixa Digital do Produtor Rural

receita federal 21 07 2020O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (21/07) traz a publicação do Ato Declaratório Executivo da Receita Federal do Brasil nº 23, que institui um código de receita para o recolhimento de multa por omissão, incorreção ou atraso na entrega do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR). Assim, foi criado o código de receita 5794, que deverá ser informado em Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para que seja efetuado o recolhimento de que trata o artigo 23-B da Instrução Normativa SRF nº 83, de 11 de outubro de 2001.

Obrigatório - O coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Devair Mem, lembra que a entrega do LCDPR passou a ser obrigatória a partir do ano-calendário de 2019, para produtores rurais com receita bruta anual total da atividade rural superior a R$ 4.800.000,00. “Excepcionalmente para o ano-calendário de 2019, ficou estabelecido o valor igual ou superior a R$ 7.200.000,00 de receita bruta para entrega obrigatória do LCDPR, cujo prazo final de entrega foi o mesmo de entrega da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, que no exercício de 2020, referente ao calendário de 2019, foi em 30 de junho.”

Clique aqui para conferir na íntegra o Ato Declaratório Executivo nº 23

 

SICREDI: Sete projetos vão concorrer à premiação internacional voltada para o protagonismo jovem

sicredi 21 07 2020Por mais um ano, associados e colaboradores do Sicredi vão representar a instituição financeira cooperativa no World Council Young Credit Union People (WYCUP), um programa mundial que estimula a formação de jovens lideranças e premia participantes que desenvolveram projetos com potencial de causar influência global no segmento de Cooperativismo de Crédito. Historicamente, o WYCUP Fórum sempre integrou a programação da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês), mas como a Conferência deste ano aconteceria nos Estados Unidos e foi cancelada por causa da pandemia de covid-19, o evento será virtual, entre os dias 22 e 24 de julho.

Sete cases - Este ano, o Sicredi vai concorrer com sete cases. As iniciativas são lideradas por quatro colaboradores e três associados em municípios do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Tocantins e uma delas no Haiti, país do Caribe. Os projetos têm foco em temas como participação dos jovens no Cooperativismo de Crédito, no relacionamento das cooperativas com a comunidade local com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico e social, educação financeira, agricultura familiar e empoderamento feminino, entre outros.

Agricultura familiar - Um dos representantes do Sicredi nesta edição, o engenheiro agrônomo Vinícius Mattia, 26 anos, associado a Cooperativa Vale do Piquiri ABCD/PR/SP, vai concorrer com um projeto focado em agricultura familiar. “O WYCUP é uma iniciativa que ajuda jovens do mundo inteiro a entenderem a importância da nossa participação no Cooperativismo de Crédito e a relevância desse segmento não somente para o nosso crescimento pessoal, mas também do ponto de vista do coletivo, para o desenvolvimento das regiões onde vivemos. Nesse sentido, o apoio do Sicredi também motiva colaboradores e associados, como eu, e desperta o interesse de outros jovens a fazerem o mesmo, a pensarem em ações que sejam cooperativas”, explica.

Legado - Já Hiana Batista Leal, 29 anos, colaboradora da Central Sicredi Centro Norte, destaca que a satisfação com a oportunidade de utilizar seu conhecimento em um projeto que transforma a vida de muitas pessoas na comunidade. “Poder participar do WYCUP tem sido uma grande experiência. Ansiosa pela cerimônia, mas independentemente do resultado, o mais importante é o legado que os projetos deixam nas comunidades e a transformação que eles causam”, declara.

2019 - Na edição de 2019 do evento, o Sicredi participou com 11 cases, sendo dois deles premiados. Um deles foi o projeto “Mulheres que Cooperam”, que reuniu um grupo de mulheres em Guarantã do Norte (MT) para contribuir com o desenvolvimento local e para estimular a participação da figura feminina nos negócios da cidade. A outra iniciativa é o “Programa Líder Jovem”, criado para atender a região do Alto Uruguai (RS), incentivando o espírito de liderança nos jovens. O projeto já formou mais de 400 jovens na região. Esses cases foram construídos, respectivamente, pelas colaboradoras do Sicredi Carla Borré e Micheli Thiesen, que realizarão uma apresentação para os participantes deste ano no dia 23.

Agenda relevante - “A participação no WYCUP é uma agenda muito relevante para o Sicredi. Nós acreditamos que o Cooperativismo de Crédito, que tem muito a contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Brasil, a exemplo do impacto positivo de todos os projetos que já apresentamos nas últimas edições do WYCUP, pode ganhar muito mais força com a participação dos jovens. A presença de jovens em nosso segmento é fundamental para que ele tenha perenidade, além de trazer grandes acréscimos em termos de ideias e inovações. Programas como o WYCUPS são fundamentais para incentivar esse público, agregando ainda os benefícios do intercâmbio entre os participantes de diferentes partes do mundo”, comenta Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Woccu.

Apresentação - Gisele Gomes, associada do Sicredi, membra do Steering Committee do WYCUP e Embaixadora da Global Women Leadership Network, vai fazer parte da apresentação com os temas “Institucionalização da Inclusão, Legado de ex-Alunos e Engajar, Inspirar e Conectar” no dia 22. No último dia do evento, 24, Manfred Dasenbrock integrará o painel “Empoderamento de Jovens para o Mundo”, abordando o trabalho do Sicredi com esse público, que tem gerado consecutivas premiações no WYCUP. Essa temática também contará com a apresentação do gerente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ, André Assis, com a palestra “Sicredi: Desenvolvendo Profissionais e Comunidades através de Comitês de Jovens”.

Os projetos - Conheça os projetos que serão apresentados pelo Sicredi no WYCUP 2020:

A coordenação de núcleo e o seu papel junto à comunidade, desenvolvido pela associada Leiza Santos, da Cooperativa União MS/TO e Oeste da Bahia, e que beneficia associados da região de Aquidauana (MS).

Agricultura Familiar e Alimentos Sustentáveis, criado por Vinícius Mattia, associado da Cooperativa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, e que atende a população de Palotina (PR). 

Educação Financeira: fazer mais com o mesmo e realizar sonhos, da colaboradora Mainara Weirich, da Cooperativa Sicredi Integração RS/MG, voltado para a população de Lageado (RS). 

Intercooperar para Transformar, criado pela colaboradora Ana Claudia Zanatta, da Cooperativa Sicredi Grandes Rios MT/PA, e que atende a comunidade de Peixoto de Azevedo (MT). 

Missão Zilda Arns, iniciativa da colaboradora Carla Guedes, da Cooperativa Sicredi Centro Oeste Paulista, e que beneficiou crianças e adolescentes de uma instituição de ensino no Haiti, no Caribe. 

O Jovem não é o futuro, mas sim o presente, desenvolvido pela associada Camila Medeiros, da Cooperativa Sicredi Campos Gerais PR/SP, e com iniciativas voltadas para a população de Ponta Grossa (PR).

Sicredi na Comunidade, iniciativa da colaboradora Hiana Batista, da Central Sicredi Centro Norte, e que atende a regiões do Acre, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Tocantins.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

FOTO: Divulgação / Beto Frost

 

COPAGRIL: Cooperativa realiza projetos sobre custeio agrícola safra verão 2020/2021

copagricola 21 07 2020O setor agropecuário permanece contribuindo decisivamente para que o Brasil se consolide como um dos principais produtores mundiais de alimentos, garantindo o abastecimento interno e aumentando a participação no comércio internacional. Esse resultado revela a força da agricultura brasileira e sua capacidade de enfrentar adversidades e responder aos seus desafios. Para isso, conta com uma política agrícola voltada para garantir níveis adequados de apoio ao produtor rural, principalmente por meio das políticas de apoio à comercialização, seguro rural e de crédito rural, cuja oferta de recursos com taxas de juros abaixo das praticadas pelo mercado tem sido crescente.

Alicerces - Um dos alicerces para o crescimento da economia nacional é o crédito rural, principalmente o destinado ao custeio agrícola, incentivando e assegurando aos produtores rurais as condições necessárias à contínua expansão de suas atividades, com maior segurança, eficiência e competitividade, mantendo dessa forma o País na posição de destaque entre os líderes na produção de alimentos.

Instrumento - O custeio agrícola é o instrumento que oportuniza aos produtores a aquisição de insumos e serviços para a implantação e condução de lavouras, ou seja, os investimentos necessários para dar continuidade à produção. O seguro e as taxas de juro reduzidas fazem com que o desenvolvimento econômico seja maior e haja fôlego para o aprimoramento de tecnologias e técnicas de produção, trazendo melhores resultados e mais qualidade de vida do homem do campo. “O cooperado que financia sua lavoura com instituições financeiras, além de adquirir recursos com juros reduzidos, tem seu investimento assegurado em casos de frustrações de safras ocasionadas pela ocorrência de sinistros, como estiagem, chuva excessiva, tromba d’água, ventos fortes, variação excessiva da temperatura, granizo e geadas”, enfatiza o engenheiro agrônomo e supervisor agronômico da Copagril, Paulo Brunetto.

Segurança - O custeio agrícola permite ao produtor trabalhar com mais segurança, possibilita a compra dos insumos com pagamento antecipado, garantindo descontos atrativos e juros reduzidos. Para facilitar a contratação do custeio pelos cooperados, a Copagril, em parceria com as principais instituições financeiras que disponibilizam o crédito rural, possui uma equipe técnica especializada para orientar e elaborar os projetos técnicos que dão acesso ao custeio agrícola. A cooperativa também realiza o acompanhamento técnico agronômico de cada empreendimento, propiciando ao agricultor uma segurança a mais em seus investimentos. (Imprensa Copagril)

 

CAPAL: Adiada por conta da pandemia, Expoleite deixa saudades

Neste ano, em que a Capal completa seis décadas, a Expoleite chegaria à 48ª edição. No entanto, a pandemia do coronavírus ocasionou o adiamento da feira, que aconteceria entre os dias 15 a 18 deste mês.

Papel relevante - A tradicional feira de gado holandês realizada em Arapoti (PR) tem papel relevante na pecuária leiteira e alia tradição e tecnologia desde as primeiras edições. “Desde o início da imigração, o leite foi um dos pilares principais da cooperativa. E os produtores viram que era necessário (e queriam também, porque era tradição na Holanda) fazer uma exposição para ver a genética das vacas. E ter aquele brilho, aquele gosto, um campeonato para quem tinha os melhores animais”, relata o diretor-presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch.

Qualidade - A valorização do rebanho marcou a Expoleite já em sua origem. Apesar de a inseminação artificial em bovinos não ser uma prática comum ou acessível na época, a venda de crias das vacas premiadas constituía uma oportunidade de negócios para os produtores.

Característica - Atualmente, o reconhecimento da qualidade genética e produtiva dos animais se mantém como característica da feira. “Os produtores conseguem mostrar como é alto o nível deles. Valoriza bastante os animais, principalmente para a venda”, explica Faine de Souza, colaboradora do setor de Pecuária da cooperativa.

Troca de experiências - A troca de experiências entre os produtores também é muito importante, avalia Erik Bosch: “no fim da feira, você percebe com quantas pessoas e empresas parceiras conversou, quantas novas ideias surgiram e volta pra casa com vontade de trazer mais inovação. Dá para ver vários tipos de produção e se orientar para futuros investimentos”.

Município e região - Além disso, o reconhecimento não se limita aos criadores premiados. Município e região ganham visibilidade ao mostrar a excelência da atividade pecuária. “A exposição é muito importante para divulgar a qualidade dos plantéis dos cooperados, da genética em que esse pessoal investe. A feira dá visibilidade nacional, desde que se tornou uma etapa do Circuito Nacional da Associação de Criadores. Nós tivemos alguns campeões nacionais que são de Arapoti”, aponta o diretor industrial da Capal, Lourenço Teixeira.

Crescimento - Ao longo do tempo, a Expoleite se tornou mais que uma exposição de animais. A realização de palestras técnicas para cooperados de outros ramos, como agricultura e suinocultura, ampliou o alcance e as contribuições do evento. “A CAPAL foi aumentando e a feira foi ficando mais técnica, com mais possibilidade de palestras para os cooperados, inclusive das outras unidades, que tiveram oportunidade para vir visitar”, comenta Ana Regina de Matos, colaboradora da cooperativa que integra a organização da feira há mais de 20 anos.

Expansão - O diretor-presidente do Conselho de Administração também ressalta a expansão da feira. “A parte do gado é importantíssima, seria a parte principal da Expoleite, mas o entorno se tornou tão importante quanto”, afirma. A presença de empresas parceiras, expondo produtos e serviços, oportuniza o contato entre fornecedores e cooperados.

Âmbito social - Erik Bosch acrescenta que, além de alcançarem outros setores agropecuários promovendo atualização técnica para os produtores, as palestras são relevantes no âmbito social. “A ideia não era mais só o leite, mas também palestras com vários assuntos para agricultura, suinocultura e, inclusive, motivacional, como tivemos ano passado com o (José Luiz) Tejon, que foi um sucesso. As pessoas até hoje falam como isso é importante, ter a oportunidade de ver um palestrante desse nível”, expõe.

Produção local - Ao expandir a atuação, a Expoleite também dá maior visibilidade para a produção leiteira na comunidade local. “A feira permite o conhecimento da nossa região, mostra para o pessoal da cidade, todo mundo vê o cuidado com os animais. A comunidade, os ‘leigos’ da área conseguem aprender um pouco”, comenta Faine, colaboradora do setor de Pecuária.

Comunidade - O interesse pela comunidade também é uma marca da feira. O diretor-presidente do Conselho de Administração recorda que, desde o início, a Expoleite é um espaço de confraternização. “A Expoleite era o evento do ano, da comunidade, famílias inteiras se reuniam, até traz memórias boas para mim. Eu lembro, quando criança, como a gente gostava, contava os meses para esse momento da exposição de leite, que teria também a festa social”, conta Erik Bosch.

Atrações culturais - Além da interação, a feira exerce função social importante, ao promover atrações culturais e apoiar entidades filantrópicas e sem fins lucrativos do município. O espaço na praça de alimentação contribui para a geração de renda nessas instituições. Com o crescimento da Expoleite, o comércio do município também foi beneficiado. “A praça de alimentação ficou muito maior. Como o público foi aumentando, além das entidades filantrópicas, nós abrimos para o mercado local e para os food trucks, trazendo novidades. Isso deixou mais atrativo e trouxe mais jovens para conhecer a feira”, assinala Ana Regina.

Comércio local - A Expoleite contribui com o comércio local não apenas no parque de exposições, mas em todo o município: restaurantes, lanchonetes, hoteis e outros estabelecimentos atendem à organização e aos participantes da feira; e a geração de empregos temporários também movimenta a economia.

Adiamento - Neste ano, por causa da pandemia do coronavírus, a Expoleite foi adiada. O impacto de sua falta certamente é sentido em todos os setores: cooperativa, produtores associados, empresas parceiras e comércio local. “Decepcionou todos nós; tanto nós funcionários, que amamos essa ação, como produtores... Mas estamos aqui, prontos para ano que vem, se for possível”, comenta Ana Regina. Faine também torce com otimismo para a próxima edição: “espero que nos 61 anos a gente possa estar com a mesma animação, os produtores principalmente, para fazer uma feira bem legal”. E a expectativa encontra eco na Diretoria da Capal: “Hoje, com a pandemia, estamos ‘pulando’ um ano da feira e sentimos um vazio. Mas vamos continuar a realizar a Expoleite e melhorar cada vez mais”, afirma o diretor-presidente.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 20 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

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COAMO: Qualidade e segurança na produção de alimentos

coamo 21 07 2020Qualidade e segurança de alimentos sempre foram premissas da Coamo para a produção de alimentos. Com diversas certificações e sistemas implementados, é possível assegurar que os alimentos produzidos pela Coamo - óleo de soja refinado, margarinas, cafés, farinhas, misturas para pães e bolos e gorduras - têm além de origem e rastreabilidade, total segurança. Aspectos que têm sido mais enfatizados e requeridos pelo consumidor devido a pandemia do novo coronavírus, mas, que sempre fizeram parte das rotinas de produção dos alimentos industrializados pela Coamo.

Certificações - A cooperativa conta, portanto, com certificações significativas para o ramo de alimentos, que abrangem todas as etapas da produção, tais como: FSSC 22000 (Food Safety System Certification); GMP+B2 (Feed Safety Assurance - Holanda); GMP+B3 Internacional; PQC - Programa de Qualidade do Café da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café na Torrefação de Café; e pela Kosher e Halal, que atestam que os alimentos foram produzidos dentro dos requisitos exigidos de qualidade.

Comitê - Considerando a declaração de pandemia para o coronavírus, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dia 11 de março, que afetou todos os setores do mercado mundial, a Coamo criou o Comitê de Prevenção ao Coronavírus, intensificando a segurança de todo esse trabalho, conforme explica o gerente Organizacional e Gestão da Qualidade e membro do comitê, Mario Arantes. “Criamos um Plano de Contingência e várias medidas foram implementadas para assegurar a saúde dos cooperados, funcionários, parceiros, fornecedores e a comunidade em geral.”

Industrial - Além das medidas gerais, a cooperativa intensificou os cuidados no Parque Industrial onde há a industrialização dos Alimentos Coamo. Conforme a chefe do departamento de Gestão da Qualidade, Alessandra Cavalcanti, historicamente a cooperativa atende todos os requisitos de boas práticas de fabricação e análise de perigos e pontos críticos de controle. “Atendemos legislações bem específicas e certificações de qualidade, que já possuem todos os critérios para garantir as condições higiênico sanitárias das pessoas, equipamentos, ambientes e, principalmente dos produtos. Essa sempre foi uma preocupação da Coamo.”

Processos - Segundo Cavalcanti, com a pandemia, as rotinas de monitoramento e verificação foram intensificadas. “Podemos assegurar que produzimos alimentos livres de qualquer contaminação, física, química, microbiológica e alergênica. Os processos de fabricação são muito controlados, pois as plantas produtivas são dotadas de alta tecnologia e automação, onde não há contato manual dos funcionários. Temos equipamentos com sensores de controle de processos, temperatura, contaminantes, além de peneiras, filtros, detectores de metais, que garantem a segurança do produto.”

Logística - Outro aspecto importante é que após o envase seguro dos Alimentos Coamo, o transporte e a entrega, mantêm as rotinas de segurança e higiene. Segundo o gerente de Transporte, Rodolpho Coletti Gomes Leite, o produto já sai das plantas industriais todo envelopado com filme strech, que protege de qualquer contaminação na embalagem primária. "Os produtos são alocados em drive sem contato com o chão e em um centro distribuição totalmente lacrado. Dali saem para o consumidor e o transporte é realizado por frota própria, inspecionada e refrigerada. Entregamos aos nossos clientes um alimento seguro.” (Imprensa Coamo)

 

UNIUM: Quando o consumo ajuda o desenvolvimento regional

unium 21 07 2020Quando o consumidor vai ao supermercado e se depara com uma infinidade de produtos, ele pode escolher entre os itens tradicionais, das grandes indústrias, e os produtos regionais, boa parte deles com o selo de cooperativas agropecuárias. São leites, carnes, farinhas, grãos e uma série de derivados que são produzidos e industrializados por alguma das mais de 1,6 mil cooperativas agrárias no país. Ao escolher a segunda alternativa, mesmo sem saber, o comprador está impulsionando o desenvolvimento econômico da região.

Números - O Brasil conta com mais de 6,8 mil cooperativas de diversos setores – financeiro, educacional, habitacional e outros – e quase 15 milhões de cooperados, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O setor agropecuário é o maior e, em número de cooperados, se equipara às cooperativas de infraestrutura, ambos com cerca de 1 milhão de associados.

Parcerias estratégicas - Mais recentemente, para ganhar espaço no mercado e aumentar o volume de produção, cooperativas brasileiras vêm formando parcerias estratégicas para minimizar custos do processo produtivo e de industrialização, aumentar os investimentos em tecnologia, industrializar a produção, melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados. No Paraná, um exemplo é a Unium, criada em 2017 e que é resultado da parceria entre três grandes cooperativas, a Frísia, a Castrolanda e a Capal.

Investimentos conjuntos - Produtores de carne suína passaram a vender seus produtos processados até no exterior. Para o consumidor, o resultado mais evidente é a qualidade do produto que ele adquire, resultado de investimentos em todas as etapas do processo produtivo. De acordo com o professor e pesquisador Gabriel Sperandio Milan, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o intercooperativismo – como é chamada essa parceria entre cooperativas – é um fator que fortalece o sistema, beneficia o cooperado e que ganha competitividade no mercado.

Processos internos - Milan, que é pós-doutor em Administração e doutor em Engenharia de Produção, explica que esses resultados são reflexo dos processos internos adotados no modelo de intercooperativismo, que estimula a troca de informações técnicas e de mercado, o aprendizado proveniente da interação com os parceiros de negócio, os investimentos em inovação e a evolução nos modelos de gestão das cooperativas.

Estrutura - O produtor rural Ricardo de Aguiar Wolter, cooperado da Frísia em Carambeí há cerca de 30 anos, destaca a importância desse modelo para os cooperados, que têm acesso à orientação técnica especializada, estrutura comercial, preços atrativos para a compra de insumos, entre outros benefícios. “Há outras questões importantes, como a garantia da entrega da produção, a qualidade e rastreabilidade do produto, além da rentabilidade para o associado”, afirma.

Fortalecimento - Armando Rabbers, cooperado da Castrolanda, em Castro, salienta outro fator fundamental para o fortalecimento desse vínculo: a dificuldade que o produtor individual tem para competir com os grandes players no mercado. “O pequeno produtor não tem como concorrer. Como cooperativa, formamos uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria”, reforça.

Industrialização - Rabbers comenta que uma parte da produção é industrializada dentro da própria cooperativa, mas a parcela excedente é vendida para outras indústrias.

Leite e derivados das cooperativas paranaenses ganham espaço na mesa do consumidor - Para Lucio Cunha Drinko, que é produtor de leite e cooperado da Capal em Arapoti, a qualidade dos produtos da Unium é o grande atrativo para o consumidor. Como associado, porém, ele destaca outros pontos fundamentais para esse tipo de parceria: o apoio técnico, a troca de experiência entre as cooperativas e entre os próprios cooperados, além de todo o suporte necessário para o manejo da produção.

Comércio internacional - Para quem trabalha no comércio internacional, o selo de uma cooperativa faz toda a diferença na hora da negociação. O empresário Kleber Fontes, diretor comercial do Grupo Casco e consultor na área de comércio exterior, explica que o olhar do comprador externo avalia muito mais do que a qualidade do produto na hora de fechar negócio.

Governança corporativa - “A cooperativa é muito bem vista na hora da negociação. Além de oferecer qualidade e quantidade, é uma estrutura que conta com governança corporativa e isso chama a atenção do comprador externo. Outros segmentos deveriam se espelhar nesse modelo para ganhar espaço e competitividade internacional”, comenta. (Jornal Tribuna)

 

UNIMED LONDRINA: Live apresenta dicas sobre saúde na pandemia e realiza sorteio de brindes

unimed londrina 21 07 2020A Unimed Londrina realiza na quinta-feira (23/07), a partir das 11h30, a live "Papo Saúde com Londrina Basketball". O presidente da cooperativa médica, Omar Genha Taha, apresentará o bate-papo acompanhado do nutricionista Rafael Aismoto e do educador físico Mário Balvedi. Os três falarão sobre hábitos saudáveis e atividade física durante a pandemia. Um sorteio com kit de brindes também está programado para os internautas que acompanharem a transmissão.

Bons hábitos - Com informações e dicas práticas, os convidados discutirão a importância de adotar bons hábitos alimentares e físicos para manter a saúde e a qualidade de vida durante a pandemia da Covid-19.

Sorteio - O público poderá participar de um sorteio durante a live. Ao registrar a participação no QRCode que será exibido durante a transmissão, o internauta poderá concorrer a um kit de brindes.

Adultos e infantil - Serão sorteados dois kits adultos e um infantil. Cada kit conterá uma camiseta oficial do Londrina Basketball, uma mochila, uma saladeira, um copo com tampa e um moleskini, estes quatro últimos da Unimed Londrina.

Transmissão simultânea - A live será transmitida simultaneamente na página oficial do Facebook e no canal do YouTube da Unimed Londrina e na página oficial do Facebook do Londrina Basketball. (Imprensa Unimed Londrina)

 

MAPA: Ministério lança canal anônimo para denunciar venda casada no crédito agrícola

mapa 21 07 2020O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou, nesta segunda-feira (20/07), uma nova plataforma de denúncias da prática de venda casada na oferta de serviços financeiros para produtores rurais. Com o serviço, os produtores poderão fazer reclamações anônimas sobre a prática, que ocorre quando bancos condicionam a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros.

Lançamento - O produto foi lançado durante o webinar "O produtor rural e o combate à venda casada", realizado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Segurança - No evento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, reforçou que a nova plataforma do Mapa dá segurança para aqueles que são coagidos quando vão tomar financiamento de custeio ou investimento do Plano Safra.

Ilegal e imoral - “Isso é ilegal e imoral. Não é possível que os produtores rurais ainda tenham que passar pelo desconforto neste momento em que vão tomar esse crédito subvencionado pelo governo”, disse, lembrando que muitas vezes eles as taxas de juros praticamente dobram de valor com a venda casada.

Coibida - “Essa prática tem que ser coibida, hoje o produtor pode ter certeza de que poderá fazer a denúncia com sigilo absoluto”, garantiu a ministra.

Impacto significativo - O ministro da Justiça, André Mendonça, disse que a venda casada no âmbito do crédito rural, especialmente para o pequeno agricultor, traz impacto significativo aos resultados e à renda do homem do campo.

Útil e efetiva - “Queremos que essa plataforma seja útil e efetiva para a redução da taxa de juros para esse trabalhador, para o incremento de recursos disponibilizados para o financiamento do pequeno agricultor, o aumento da transparência, a desburocratização na obtenção do financiamento e a defesa desse relevante consumidor nacional que tanto carece em uma relação muitas vezes desigual com as instituições financeiras ao tratar da obtenção do seu financiamento”, disse o ministro.

Fundamental - Para o coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Contraf Brasil), Marcos Rochinski, a iniciativa é fundamental principalmente para os agricultores familiares, que muitas vezes são intimidados pelo banco para adquirir outros produtos. “Espero que os bancos definitivamente botem a mão na consciência e acabem com essa pratica que tem lesado as nossas condições de liberdade de colocar o credito rural para aquilo que efetivamente precisamos”.

Não compactua - O diretor de Autorregulação da Febraban, Amaury Oliva, garantiu que a entidade não compactua com a prática de venda casada e está alinhada aos ministérios da Agricultura e da Justiça no combate a esta prática abusiva. Segundo ele, além de ser proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, a venda casada é vedada pelas normas do Banco Central e nos compromissos da autoregulação bancária da Febraban.

Plataforma de denúncia - O secretário adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Jr., explicou como vai funcionar a plataforma do Mapa, com o passo a passo que o produtor deverá seguir para fazer a denúncia, que pode ser feita de forma anônima.

Formulário - Há um formulário com 12 perguntas que deve ser preenchido com as informações sobre as irregularidades constatadas na hora de contratar um crédito rural, como a oferta de outros produtos ou mesmo se houve represália da instituição financeira por ter realizado alguma denúncia.

Orientação - A plataforma orienta o produtor a guardar os documentos que comprovem a venda casada, como contratos de financiamento, extratos bancários, documentos da negociação e pedidos de esclarecimento da negativa de concessão de créditos.

Dúvidas - As dúvidas sobre o assunto podem ser solucionadas pelo whatsapp (61) 99840-9079 ou pelo e-mail sadj.spa@agricultura.gov.br

Queixa - O secretário-adjunto explicou que a denúncia por parte dos produtores é fundamental para que a prática seja coibida no país. “O sucesso dessa empreitada depende fundamentalmente da reclamação. Entendemos que o produtor rural às vezes se sente muito desamparado, por isso contamos com o apoio das entidades de classe”, ressaltou.

Unanimidade - Segundo ele, os produtores rurais são quase unânimes em relatar casos em que os bancos exigem a contratação de produtos financeiros como títulos de capitalização, consórcios, seguros e manutenção de depósitos a prazo, para que o produtor tenha acesso ao financiamento agrícola.

Denúncia- A denúncia de venda casada também pode ser feita na Plataforma Consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, ou pelo canal online da CNA.

Venda casada - A prática ocorre quando a instituição financeira condiciona a liberação do crédito à aquisição de outros produtos financeiros, como títulos de capitalização, consórcios e seguros estranhos à atividade financiada. Para o consumidor, é importante entender e identificar as formas de venda casada, além de saber como e onde denunciar a ação.

Acordo - Em outubro do ano passado, Mapa e Ministério da Justiça já tinham firmado um acordo de cooperação técnica para prevenir a ocorrência da venda casada no momento que o produtor rural toma financiamento agrícola nos bancos. (Mapa)

 

SOJA: Porto de Paranaguá embarca volume recorde de farelo em um único navio

Um novo embarque recorde está sendo realizado no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, nesta semana. No berço 214, o navio E.R Bayonne carrega 104,2 mil toneladas de farelo de soja. Este é o maior volume de granel de exportação já movimentado pelo porto.

Segundo do ano - É o segundo carregamento do ano, e da história, que passa das cem mil toneladas. O outro foi o navio Pacific South que, em junho, carregou pouco mais de 103 mil toneladas.

Referência - “O Porto de Paranaguá é um porto graneleiro, referência no mercado internacional e entre os exportadores brasileiros pela eficiência e pelo modelo único, adotado no Corredor de Exportação, que garante agilidade no embarque dos graneis. Esses fatores fazem com que, cada vez mais, embarques volumosos aconteçam por aqui”, afirma o diretor presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Tendência - Segundo ele, a tendência é receber cada vez mais navios graneleiros de grande porte. “O Paraná já prepara o projeto de remodelação, modernização e repotenciamento do Corredor de Exportação, que permitirá que nossos portos sejam ainda mais competitivos”, afirma o presidente.

Gigante - A embarcação chegou na madrugada desta segunda-feira (20/07) e começou a carregar pela manhã, apesar da névoa. A carga que começa a encher os porões do navio chega de três diferentes terminais: Cotriguaçu, Coamo e Silos Públicos (horizontais). São quatro operadores envolvidos no carregamento (Céu Azul, Gransol, Cotrigraçu e Coamo) e o granel vem de cinco exportadores: Agrária, Cocamar, Cargill, Coamo e ADM.

Bandeira - O E.R Bayonne tem bandeira da Libéria. Assim como o Pacific South que, em junho, carregou pouco mais de 103 mil toneladas, este navio também mede 292 metros de comprimento e 45,05 metros de largura e tem nove porões (dois a mais que as embarcações que normalmente carregam graneis pelos portos do Paraná).

Grande porte - O farelo de soja carregado em Paranaguá será levado para o porto de Amsterdã, na Holanda. A operação no porto paranaense deve ser concluída até sexta-feira (24/07), data prevista para a saída do navio.

Preparados - O diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, afirma que os portos paranaenses estão preparados em infraestrutura marítima e terrestre para receber e operar grandes embarcações e grandes volumes de carga. “Estamos atentos a esse mercado dos navios de grande porte e fazemos todos os ajustes operacionais, nos berços, para recebê-los”, garante.

Operação direta - Segundo Teixeira, esse tipo de super navio geralmente não opera direto, como é feito comumente com as embarcações de até 225 metros. “Este tipo de navio, devido ao tamanho, precisa fazer o giro para carregar, o que demanda mais tempo de atracação. Em contrapartida, levam duas vezes a quantidade de carga de uma embarcação que temos com mais frequência (de 65 mil toneladas)”, completa.

Evolução - “A vinda desse segundo navio indica uma tendência de mercado. Se o mercado aponta para esse tipo de navio de maior porte, o Porto de Paranaguá deve evoluir e construir as condições necessárias, de infraestrutura marítima, terrestre e armazenagem, para atender”, diz Teixeira.

Frete - De acordo com ele, o frete por tonelada, usado em embarques volumosos, deixa o produto exportado por Paranaguá ainda mais competitivo. “Paranaguá tem uma história na movimentação do farelo de soja, devido às fábricas instaladas na área de influência, que aumentam a demanda. Temos força e tradição no carregamento do produto”, conclui. Atualmente, o Porto de Paranaguá é o segundo do país na exportação de farelo de soja.

Operadores - De acordo com o diretor da Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (Atexp), André Maragliano, esse segundo embarque de grande porte é resultado dos investimentos da empresa pública e do desempenho que o segmento dos granéis de exportação vem alcançando este ano, mês após mês.

Reforço dos berços - Ele cita o reforço dos berços, ampliação do calado (hoje de 12,5 metros), troca dos shiploaders. “Hoje estamos captando o resultado desses investimentos. Além disso, temos as regras de atracação que foram alteradas, na busca por maior eficiência e, com isso, reduziram os tempos e os pagamentos em demurrage (sobrestadia). Isso melhorou muito a atratividade do Porto de Paranaguá”, destaca.

Volume - Segundo Maragliano, outro fator que colabora para a demanda seria o volume de exportação de origem (principalmente do Paraná), que cresceu com a boa safra colhida e as condições atuais de mercado, como câmbio e preço. (Agência de Notícias do Paraná)

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INFRAESTRUTURA I: Governo e bancada federal discutem novo Anel de Integração

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e os 30 deputados federais que representam o Paraná em Brasília discutiram nesta segunda-feira (20/07) a modelagem, obras e trechos previstos no novo Anel de Integração. A reunião foi por videoconferência.

Pontos estratégicos - Foram alinhados pontos estratégicos da concessão para a iniciativa privada, como a necessidade de implementar tarifas menores e ter contratos equilibrados. O estudo é tocado pela Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), em parceria com o IFC, braço de projetos do Banco Mundial.

Um dos maiores - O programa de concessões rodoviárias do Paraná será um dos maiores do País. O projeto deve incorporar ao Anel de Integração original de 2,5 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais pelo menos mais 1,3 mil quilômetros. Estão sendo estudadas implementações novas em todas as regiões do Estado e um modelo de licitação que contemple obras fundamentais para o setor produtivo e a segurança dos usuários, além de desonerar os bolsos dos paranaenses.

Alinhados - “O Governo do Estado e a bancada federal estão alinhados com a necessidade de ter transparência e contratos mais justos”, disse o governador Ratinho Junior. “Temos tido cautela nesse processo porque é um tema delicado, mas vamos ampliar a nossa capacidade rodoviária, deixá-la mais moderna e acessível. Existe a disposição de todos os envolvidos para encontrar a melhor equação”.

Leilão híbrido - O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, explicou que o modelo que está sendo estudado em conjunto com a União prevê um leilão de forma híbrida. Além de uma redução em relação aos preços praticados atualmente, as empresas interessadas poderão oferecer mais descontos tarifários até atingir um teto. Se todas as concorrentes alcançarem esse teto, a disputa será pela maior outorga.

Ajustes - “Estamos fazendo ajustes para apresentar para a população paranaense um projeto robusto na fase de consultas. Estamos debatendo com as bancadas federal e estadual para decidir em conjunto a melhor forma de encaminhar o novo Anel de Integração para leilão. O paranaense quer uma tarifa justa”, afirmou Sandro Alex. “O modelo precisa evitar que o contrato se torne inexequível porque os estudos indicam pelo menos R$ 40 bilhões de investimentos em operação, além de R$ 42 bilhões em obras que se concentram nos primeiros anos de contrato”.

Compromisso - Segundo o coordenador da bancada do Paraná na capital federal, deputado Toninho Wandscheer, os parlamentares e o Governo do Estado têm compromisso com o desenvolvimento econômico e com o fim da mancha de corrupção sobre as concessões. “Já tivemos uma reunião com a EPL e ainda faltam ajustes nos estudos, precisamos chegar no equilíbrio, entender mais os processos. Queremos uma versão equilibrada para esses contratos de longo prazo”, acrescentou.

Reunião - Também foi agendada uma reunião com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para apresentar as demandas e dúvidas dos parlamentares. Um dos objetivos é indicar ao estudo contratado pelo governo federal especificidades regionais do Estado, uma vez que os novos traçados ficarão sob responsabilidade da iniciativa privada por 30 anos.

Desenho final - O desenho final do Anel de Integração será divulgado apenas no ano que vem, depois das consultas públicas, quando será encaminhado para licitação. As novas gestões assumem já a partir de novembro de 2021, quando vencem os contratos assinados nos anos 1990.

Saúde - Os deputados federais e representantes da Secretaria de Estado da Saúde que acompanharam o encontro também discutiram emendas dos parlamentares para hospitais filantrópicos e a necessidade de construir um novo documento legal para efetivar esses repasses. Também foi debatida a indicação de R$ 117 milhões para custeio dos hospitais públicos, privados e filantrópicos da rede estratégica de combate ao novo coronavírus no Paraná.

Ônibus escolares - Toninho Wandscheer ainda garantiu ao governador Ratinho Junior que os 168 ônibus escolares adquiridos no ano passado para 116 municípios serão entregues em outubro. O investimento é de R$ 76 milhões. O objetivo da bancada federal e do Governo do Estado é ampliar esse convênio nos próximos anos.

Presenças - Participaram do encontro os 30 deputados federais; o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Fernando Furiatti; o chefe de Gabinete da Secretaria de Saúde, Geraldo Gentil Biesek; e o assessor especial da Secretaria de Saúde, Ian Sonda. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Rodrigo Felix Leal / Agência de Notícias do Paraná

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INFRAESTRUTURA II: Brasil é admitido como observador no Fórum Internacional de Transporte

infraestrutura II 21 07 2020O Brasil foi admitido como membro-observador do Fórum Internacional de Transportes (ITF, na sigla em inglês) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (20/07). O status de membro-observador tem validade de dois anos, renovável por igual período, e permitirá ao Brasil participar das atividades do fórum.

Atividades - Com 60 países-membros, o ITF promove pesquisas, discussões e intercâmbio de experiências sobre políticas públicas em todos os modais de transporte (ferroviário, rodoviário, hidroviário, dutoviário e aeroviário).

Acesso - De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), ao participar como observador da articulação, o Brasil terá maior acesso às experiências internacionais na área de transportes e poderá compartilhar com outros membros exemplos de políticas públicas bem-sucedidas no setor.

Aprofundamento das relações - O Itamaraty disse ainda que embora não seja um requisito formal, a admissão do Brasil como membro-observador do ITF aprofunda mais as relações com a OCDE, cujo pedido de ingresso foi feito pelo Brasil em 2017. "Embora não constitua requisito formal do processo de acesso à OCDE, a adesão ao fórum aprofunda ainda mais o relacionamento do Brasil com a organização e está alinhada com o propósito do governo brasileiro de constante aperfeiçoamento regulatório", informou o ministério em nota. (Agência Brasil)

FOTO: Divulgação PPI.Gov.Br

 

ENERGIA ELÉTRICA: Consumo registra queda de 3,4% em junho, diz ONS

O mês de junho registrou queda de 3,4% no consumo de energia elétrica no país, em relação ao mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20/07) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o boletim, a razão é a diminuição da atividade econômica em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Também pesou a influência de fatores fortuitos, como o número de dias úteis e a temperatura

Acumulado - No acumulado dos últimos 12 meses, houve variação negativa de 2% na carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), se comparado com o mesmo período do ano anterior. De acordo com o boletim, em junho, foi registrada, pela terceira vez consecutiva, queda no consumo de energia em todos os subsistemas.

Mais afetado- "O mais afetado continua sendo o Nordeste com queda de 5,1%; seguido do Sudeste/Centro-Oeste, com retração de 3,9%. Já o Norte com 1,7% a menos e o Sul com recuo de 0,7%", disse o operador.

Percentuais - Apesar da queda em comparação com mesmo mês do ano passado, os percentuais de uso de eletricidade apresentaram elevação de 2,5% na comparação com o mês anterior, maio. O ONS disse que o aumento foi ocasionado, principalmente, pela flexibilização das medidas de isolamento social, com aumento das atividades econômicas.

Retomada modesta - De acordo com operador, apesar das notícias positivas sobre os volumes de produção, a retomada ainda é modesta, com as empresas operando em níveis abaixo da sua capacidade. Além disso, também contribuiu para o resultado da carga no período, o maior número de dias úteis quando comparado com maio.

Recuperação - "É importante destacar que, apesar da melhora do setor nesses últimos dois meses, a recuperação representa somente 60% do que foi perdido entre março e abril. De maneira geral, os resultados dos indicadores utilizados no processo de análise do comportamento da carga sugerem, embora ainda muito distantes dos níveis anteriores ao início da pandemia, que o pior momento tenha passado", informou o ONS. (Agência Brasil)

ECONOMIA: Banco do Brics aprova financiamento para auxílio emergencial no Brasil

Em uma operação inédita, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, do nome em inglês New Development Bank), formado pelos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), aprovou financiamento, no valor de US$ 1 bilhão, para o Programa Auxílio Emergencial do governo brasileiro. Os recursos deverão ser usados no combate à covid-19 e seus impactos socioeconômicos no país. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (20/07) pela direção do NDB

Impacto - O financiamento vai beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas. Criado em razão da pandemia do novo coronavírus, o Programa Auxílio Emergencial inclui famílias de baixa renda, trabalhadores informais e desempregados. A renda básica oferecida pelo programa contribuirá para que famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica tenham acesso à comida, medicamentos e produtos de higiene, fundamentais à contenção da pandemia, explicou o NDB.

Aplicação - Com os recursos do banco do Brics, o empréstimo total ao Brasil incluindo financiamentos feitos também por outros cinco bancos multilaterais e agências internacionais de desenvolvimento chega a US$ 4 bilhões que deverão ser aplicados em programas sociais, programas de integração com políticas públicas de saúde, educação e emprego, considerados mitigadores dos impactos do coronavírus.

Fortalecimento - O presidente do NDB, Marcos Troyjo, reforçou que “a operação emergencial do NDB para o Brasil contribuirá para fortalecer mecanismos de proteção social e enfrentar impactos socioeconômicos da pandemia, particularmente sobre a população mais vulnerável”.

Conquista - Troyjo acrescentou que a operação também marca importante conquista do governo brasileiro e do NDB na colaboração com outros bancos multilaterais e agências de desenvolvimento, que uniram esforços para combater a covid-19 no país.

Instituições financeiras - Fazem parte dos esforços o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial (Bird), Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Agência Francesa de Desenvolvimento (ADF) e o banco de desenvolvimento estatal alemão (KFW).

Quarta operação - Essa é a quarta operação emergencial do NDB para apoiar países-membros a atenuar impactos do novo coronavírus. Já foram concedidos financiamentos semelhantes à China, Índia e África do Sul.

Carteira - Com esse novo financiamento ao Brasil, a carteira de projetos aprovados pelo NDB no país, desde sua criação, em 2014, totaliza US$ 2,55 bilhões.

Análise - Outros sete projetos no país estão em análise pelo NDB e deverão ser aprovados até o final deste ano, representando financiamentos adicionais de US$ 2 bilhões. (Agência Brasil)

LEGISLATIVO I: Ministro da Economia entrega proposta de reforma tributária ao Congresso nesta terça

legislativo I 21 07 2020O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebem nesta terça-feira (21/07) a proposta de reforma tributária do governo federal. O texto será entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na Presidência do Senado, às 14h30. Guedes vai ao Congresso acompanhado do secretário especial da Receita Federal, José Tostes.

Duas propostas - Desde 2019, o Congresso discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que buscam aperfeiçoar o sistema tributário nacional: a PEC 110/2019, do Senado, e a PEC 45/2019, da Câmara. As duas propostas têm em comum a previsão de extinção de diversos tributos que incidem sobre bens e serviços, que seriam substituídos por um só imposto sobre valor agregado (IVA).

Comissão - No início deste ano, parlamentares aprofundaram a discussão do tema, com a criação da Comissão Mista da Reforma Tributária. Entretanto, o colegiado teve suas reuniões interrompidas devido à pandemia de covid-19. (Agência Senado)

FOTO: Ministério das Minas e Energia

 

LEGISLATIVO II: Câmara aprova projeto de ajuda a agricultores familiares durante pandemia

legislativo II 21 07 2020O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (20/07), o Projeto de Lei 735/20, do deputado Enio Verri (PT-PR) e outros, que estabelece medidas para ajudar agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus. Estão previstas medidas como benefício especial, recursos para fomento da atividade e prorrogação de condições para o pagamento de dívidas. A matéria será enviada ao Senado.

Beneficiários - Segundo o substitutivo do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), poderão ter acesso às medidas os agricultores e empreendedores familiares, os pescadores, os extrativistas, os silvicultores e os aquicultores.

Garantia - Para o relator, a agricultura familiar não pode esperar. “Temos de garantir que os invisíveis se tornem visíveis. Esses mecanismos são emergenciais, mas estratégicos”, disse Zé Silva, esperando que não haja vetos.

Homenagem - O deputado Enio Verri propôs que a futura lei seja chamada de Lei Assis Carvalho, em homenagem ao deputado federal pelo PT do Piauí falecido recentemente e que militava nessa área.

Auxílio emergencial- O agricultor que não tiver recebido o auxílio emergencial poderá receber do governo federal o total de R$ 3 mil por meio de cinco parcelas de R$ 600,00. A mulher provedora de família monoparental terá direito a R$ 6 mil.

Cronograma - O cronograma de pagamento seguirá o do auxílio para as demais pessoas, previsto na Lei 13.982/20, podendo ocorrer antecipação de valor igual ao já pago em meses anteriores aos beneficiários que não são agricultores.

Requisitos - Os requisitos do auxílio aos agricultores são semelhantes ao do auxílio emergencial: não ter emprego formal; não receber outro benefício previdenciário, exceto Bolsa Família ou seguro-defeso; e ter renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos.

Cálculo - No cálculo da renda familiar, não serão contados os rendimentos obtidos por meio dos programas de apoio à conservação ambiental e de fomento às atividades rurais, previstos na Lei 12.512/11.

Pagamentos - Os pagamentos deverão ser feitos por bancos federais com o uso de contas de poupança social digital, sem taxas e com proibição de usar os recursos depositados para quitar eventuais dívidas do beneficiado junto à instituição.

Saque - Caso o agricultor não tenha acesso a dispositivos digitais, poderá realizar o saque nas agências bancárias apresentando CPF e RG. Entretanto, o acesso ao benefício ainda dependerá de cadastro em plataforma digital se a pessoa não estiver cadastrada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal.

Disponibilização - Essa plataforma deverá ser disponibilizada por entidade de assistência técnica e extensão rural credenciada junto à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

Segurado especial - O texto deixa claro que o recebimento do auxílio emergencial ou desse benefício não faz o agricultor perder a condição de segurado especial perante a Previdência Social, cujas regras para acesso a seus benefícios são diferenciadas.

Dinheiro para fomento - Para agricultores familiares em situação de pobreza e extrema pobreza, o substitutivo cria o Fomento Emergencial de Inclusão Produtiva Rural com o objetivo de apoiar a atividade produtiva durante o estado de calamidade pública.

Extrema pobreza - Na definição do conceito de extrema pobreza, ficarão de fora os benefícios previdenciários rurais. O valor do fomento será de R$ 2,5 mil por unidade familiar. Se a família monoparental for comandada por mulher, a parcela será de R$ 3 mil.

Ajuda - Os interessados contarão com ajuda do Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para elaborar um projeto simplificado de estruturação da unidade produtiva familiar.

Valor - Os órgãos desse serviço receberão da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) R$ 100,00 por projeto elaborado, que poderá contemplar a construção de cisternas ou o uso de outras tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos. Caso esteja prevista a construção da cisterna, o valor sobe para R$ 3,5 mil.

Linha de crédito - O texto de Zé Silva permite ao Conselho Monetário Nacional (CMN) criar linhas de crédito, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para agricultores com renda familiar total mensal de até três salários mínimos (R$ 3.135,00) e que tenham efetuado cadastro simplificado junto a entidade de assistência técnica e extensão.

Taxa - A taxa prevista será de 1% ao ano, com dez anos para pagar e carência de cinco anos incluída nesse tempo. O valor máximo do empréstimo será de R$ 10 mil por beneficiário.

Pedido - Os interessados terão até 30 de dezembro de 2021 para pedir o empréstimo, podendo usar até 20% do valor obtido para a manutenção da família.

Projeto simplificado - O acesso ao crédito dependerá de projeto simplificado de crédito elaborado por entidade de assistência técnica e extensão rural credenciada junto à Anater. O custo do projeto será de R$ 300,00 e poderá ser incluído no empréstimo, mas o texto aprovado prevê desconto no mesmo valor por quitação em dia das parcelas, a ser aplicado no início dos pagamentos.

Agricultora - Quando o empréstimo for para agricultora familiar provedora de família monoparental, a taxa de juros efetiva será de 0,5% ao ano e com desconto adicional de 20% se o pagamento da parcela ocorrer em dia.

Recursos - Os recursos virão dos fundos constitucionais de financiamento e também da União se a linha de crédito for por meio da subvenção de juros (equalização de taxas).

Programa de alimentos - Para os agricultores que não tenham vendido à Companhia Nacional de Alimentos (Conab) nos últimos dois anos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o projeto cria uma versão emergencial (PAA-E). O PAA realiza a compra de alimentos para abastecer famílias carentes.

Doação simultânea - A ideia é viabilizar a compra com doação simultânea dos alimentos a pessoas em situação de insegurança alimentar ou a entidades recebedoras previamente definidas pelo governo federal.

Execução - A execução do PAA-E ficará a cargo da Conab, que providenciará um cadastro simplificado para os agricultores interessados e aptos a participar. Nesse ambiente virtual, haverá acesso ainda à lista de produtos, ao período de entrega e a demais informações.

Valor máximo - Nesse programa emergencial, a compra será no valor máximo de R$ 4 mil por unidade familiar produtora (R$ 5 mil no caso de mulher agricultora). Os preços poderão ser cotados com base na metodologia do PAA ou na lista de referência do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Assistências rurais - O substitutivo determina ainda que as assistências rurais receberão da Anater R$ 100,00 por agricultor familiar participante.

Cédula rural - Outra medida prevista no substitutivo de Zé Silva é a permissão para as cooperativas de agricultores familiares pagarem com produtos o valor em dinheiro representado por títulos emitidos em favor da Conab em transações realizadas no PAA. Os títulos beneficiados são as cédulas de produto rural (CPR) com vencimento em 2020 e em 2021.

Vencimento adiado - O relatório do deputado Zé Silva adia por um ano o pagamento das parcelas vencidas ou a vencer em 2020 relativas a operações de crédito rural contratadas por agricultores familiares e suas cooperativas de produção cujas condições econômicas foram prejudicadas pela Covid-19. A regra valerá ainda para as dívidas no âmbito do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).

Suspensão - Durante o estado de calamidade pública, serão suspensos os prazos de encaminhamento para cobrança e execução judicial das parcelas não pagas e também do prazo final para cobrança (prescrição). Entretanto, mantêm-se os descontos por pagamento em dia e outros benefícios originalmente previstos.

Permissão - Para custear o pagamento prorrogado, o texto permite ao governo usar recursos do Orçamento para garantir taxas menores (equalização de taxas). Se o dinheiro tiver sido emprestado pelos fundos constitucionais de financiamento, eles deverão assumir os custos.

Garantia-safra - Quanto ao programa Garantia-Safra, o projeto determina, durante o estado de calamidade pública, a concessão automática dessa espécie de seguro a todos os agricultores familiares aptos a recebê-lo.

Obrigação - O agricultor continua com a obrigação de apresentar laudo técnico de vistoria municipal comprovando a perda de safra.

Dívidas rurais - Segundo o texto aprovado, os devedores de alguns tipos de dívidas rurais tratadas pela Lei 13.340/16 contarão com novo prazo para a concessão de descontos na quitação ou na renegociação dos débitos.

Encerrado - O prazo tinha se encerrado em 30 de dezembro de 2019 e agora é reaberto até 30 de dezembro de 2021, seja para empréstimos com recursos dos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE) ou do Norte (FNO), para empréstimos com recursos de outras fontes ou de fontes mistas.

Débitos - No caso dos débitos inscritos na dívida ativa da União, o texto autoriza a concessão de desconto já previsto em lei (de 60% a 90%, conforme a faixa) até 2021 se as parcelas não pagas forem encaminhadas para inscrição até 31 de dezembro de 2020 e a inadimplência tiver ocorrido até 30 de junho de 2020.

Cobrança - Em razão do novo período para concessão de desconto, a dívida somente poderá ser enviada para cobrança ou execução judicial depois de 30 de dezembro de 2021. Até lá, também não corre o prazo de prescrição da dívida.

Custeio e investimento - Em relação a dívidas tomadas para atividades de custeio e investimento que contaram com renegociação pela Lei 13.606/18, o substitutivo aumenta o universo de contratos passíveis de renegociação. Atualmente, para obter a renegociação, esses contratos devem ter sido firmados até 31 de dezembro de 2016. A data final passa a ser 31 de dezembro de 2019. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

 

SAÚDE I: Brasil registra 632 óbitos e mais de 20 mil casos de Covid-19 em 24h

Na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada no início da noite desta segunda-feira (20/07), consta que foram registradas 632 novas mortes por covid-19 entre domingo (19/07) e segunda, totalizando 80.120. O balanço apresenta também 20.257 novos casos confirmados de covid-19 nas últimas 24 horas. No total, 2.118.646 pessoas foram diagnosticadas com a covid-19 no Brasil desde o início da pandemia e 1.409.202 se recuperaram da doença.

Acompanhamento - De acordo com o Ministério da Saúde, 629.324 pacientes estão em acompanhamento. Há ainda 3.946 óbitos em investigação.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 38,1. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1008,2.

Menor - Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número diário registrado tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais registro de mortes por covid-19 são: São Paulo (19.788), Rio de Janeiro (12.161), Ceará (7.185), Pernambuco (6.036) e Pará (5.538). As Unidades da Federação com menos óbitos são: Mato Grosso do Sul (228), Tocantins (299), Roraima (431), Acre (465) e Amapá (515).

Mais casos - Os estados com mais casos confirmados desde o início da pandemia são: São Paulo (416.434), Ceará (147.566), Rio de Janeiro (141.005), Pará (139.396) e Bahia (123.292). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (16.337), Tocantins (17.898), Acre (17.462), Roraima (25.686) e Rondônia (29.801). (Agência Brasil)

saude I tabela 21 07 2020

SAÚDE II: Em 130 dias, Paraná soma mais de 55 mil casos e 1.338 mortes por Covid-19

saude 21 07 2020Após 130 dias, o Paraná atinge a marca de 55.294 casos confirmados e 1.338 mortos em decorrência da Covid-19. Em informe epidemiológico desta segunda-feira (20/07), a Secretaria de Estado da Saúde divulga 1.268 novas confirmações e 31 óbitos. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - Nesta segunda-feira havia 1.073 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. Do total, 829 em leitos SUS (354 em UTI e 475 em enfermaria) e 244 em leitos da rede particular (80 em UTI e 164 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.073 pacientes internados, 510 em UTI e 563 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 31 pacientes que foram a óbito, relatadas neste informe, estavam internados. São 10 mulheres e 21 homens, com idades que variam de 22 a 101 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 6 a 20 de julho. Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (12), Campo Largo (2), Rolândia (2), São José dos Pinhais (2). Também houve uma morte em cada um dos municípios de Campo Mourão, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Guaraci, Irati, Itaperuçu, Lidianópolis, Londrina, Ponta Grossa, Rio Branco do Sul, São João e Urai.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 615 casos de residentes de fora. 19 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município:

Um caso confirmado dia 02/06 em Londrina foi transferido para Rolândia.

Um caso confirmado dia 17/07 em Rio Branco do Sul foi transferido para Itaperuçu.

Um caso confirmado dian16.07 em Inácio Martins foi transferido para Curitiba.

Um caso confirmado também ia 16.07 em Inácio Martins foi transferido para Andirá.

Outro caso, também confirmado dia 16/7 em São Jerônimo da Serra foi transferido para Medianeira.

Um caso confirmado na data de 03/07 em Ivaiporã foi transferido para Jardim Alegre.

Um caso confirmado em 16/7 em Ivaiporã foi transferido para Jardim Alegre.

Um óbito confirmado na data de 07/07 em Curitiba foi transferido para Almirante Tamandaré.

Um óbito confirmado em 22/6 em Curitiba foi transferido para Piraquara.

Um óbito confirmado dia 10/7 em Curitiba foi transferido para São José dos Pinhais.

Dois óbitos confirmados na data de 11/7 em Curitiba foram transferidos para São José dos Pinhais.

Um óbito confirmado em 14/7 em Curitiba foi transferido para São José dos Pinhais.

Exclusão:

Um óbito confirmado dia 16/7 em Ivaiporã foi excluído por erro de notificação.

(Agência de Notícias do Paraná)

Confira o boletim epidemiológico completo desta segunda-feira (20/07).

 

SAÚDE III: Governo propõe R$ 100 milhões para compra de vacina contra o coronavírus

saude III 21 07 2020O Governo do Estado apresentou nesta segunda-feira (20/07) uma emenda ao projeto de lei 248/2020, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2021, para alocar R$ 100 milhões no caixa da Secretaria de Saúde para aquisição de vacinas contra o novo coronavírus.

Iniciativa - A iniciativa foi determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e apresentada para a Assembleia Legislativa para assegurar recursos para a compra futura da medicação, que atualmente passa por fase de testes de eficácia em estudos de diversos laboratórios. “Estamos trabalhando com planejamento e nos antecipando. É mais uma medida para proteger os paranaenses”, afirmou o governador.

Expectativa - De acordo com o chefe da Casa Civil, Guto Silva, a expectativa é que a vacina esteja disponível no início de 2021 e, nesse quadro, o Paraná já estará apto a iniciar o processo de aquisição. “Ainda não temos uma vacina testada e comprovada no mercado, mas evitamos entraves burocráticos. Assim que tivermos uma resposta definitiva da ciência, o Paraná terá agilidade para adquirir as vacinas”, destacou.

Entrega - A proposta foi entregue ao presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, e será encaminhada para a Comissão do Orçamento, que já avalia outras 124 emendas apresentadas pelo Poder Executivo e pelos 54 deputados estaduais. “Ainda não votamos a LDO. Essa proposta tem o objetivo de fazer uma emenda, um remanejamento orçamentário para garantir recursos para a compra de vacinas”, acrescentou Traiano. “É uma precaução importante diante do cenário atual da pandemia”.

Prioridade - Segundo o líder do Governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri, a proposta será encaminhada com prioridade. “A emenda mostra que a Secretaria de Saúde está se preparando para o momento em que o mundo tiver uma vacina contra o novo coronavírus. Garantiremos recursos para atender os paranaenses assim que a ciência conseguir disponibilizar um método eficaz”, disse o deputado.

LDO - O Governo do Estado encaminhou a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2021 em abril deste ano. A peça prevê uma arrecadação total de R$ 47,7 bilhões, valor 3,1% maior do que o estimado para 2020, de R$ 46,2 bilhões – estimativa que não deve ser correspondida diante da queda de arrecadação, que já alcançou R$ 1,5 bilhão.

Queda - A LDO para o próximo ano já prevê uma queda de R$ 2,1 bilhões na receita tributária do Estado, passando de R$ 38,9 bilhões para R$ 36,8 bilhões.

Emendas - Todas as 125 emendas já apresentadas estão com o relator da LDO, deputado Tiago Amaral, para elaboração do documento final que será votado pela Comissão do Orçamento. Como não haverá recesso em 2020, por decisão da Mesa Diretora da Casa, os deputados terão prazo mais amplo para votar o texto em plenário. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Rodrigo Felix Leal / Agência de Notícias do Paraná

 

ARTIGO: A revolução dos meios de pagamento está a caminho

* Juliana Olivieri Refundini

Você sabia que estar bem informado sobre as novidades do mercado, especialmente sobre como ele está se programando para o futuro, pode fazer você - além de sair a frente dos demais – economizar? Isso mesmo, o mercado financeiro vem se reformulando e modernizando, trazendo novidades que irão revolucionar a forma como a gente se relaciona com o dinheiro.

Você já ouviu falar do PIX? O PIX é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que está previsto para iniciar o funcionamento em novembro de 2020. Pagamentos instantâneos são as transferências monetárias eletrônicas que ocorrem em até 10 segundos, quase que em tempo real, e estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano. As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia redução nos valores de transação.

O sistema vai beneficiar o pequeno empreendedor, seja o vendedor de paçocas da esquina, que irá gerar um QR Code, e bastando você abrir o aplicativo de sua instituição financeira, poderá transferir o valor apenas com a leitura do QR Code, em segundos, sendo confirmada por ele no mesmo instante. Com esta ferramenta, você aumenta a segurança em suas transferências e consegue confirmar para quem exatamente você está pagando ou transferindo, com muita agilidade.

O que se espera é que seu smartphone passe a ser sua principal ferramenta de pagamentos. Já existem sistemas similares, como é o caso de Alipay e o Wechat na China. Os pagamentos também poderão ser feitos através de links, em que o recebedor gera um link e envia para o pagador, que o utiliza para pagar com a mesma agilidade que contei acima. Suas contas terão apelidos e você pode receber de alguém ou transferir bastando indicar o apelido de sua conta, não sendo necessário - como hoje - o detalhamento de diversos dados, como banco, contas, CPF, etc. Estes apelidos estarão cadastrados no sistema PIX, sendo mais uma ferramenta de segurança, pois em caso de qualquer inconsistência não cadastrada previamente, a transferência será cancelada. Claro que a forma tradicional como é feita hoje não será extinta e dentro do PIX funcionará também, e, em caso de erro, o motivo será informado a você na hora.

O número de instituições que podem se cadastrar para fornecer este serviço também vai gerar benefícios, pois em finanças a lei da oferta e procura sempre funciona, e quanto maior a concorrência no setor mais benefícios o usuário acaba conseguindo. As vantagens alcançarão todos, desde o pequeno empreendedor – como já citei, pessoa física e grandes empresas. Os benefícios são muitos e pode ter certeza de que vai revolucionar a forma como você se relaciona com seu dinheiro. Por isso, fique atento. E qualquer dúvida, entre em contato!

Gostaria de saber sobre outro assunto da área financeira? Fale com a gente através do e-mail: faleconosco@uniprimebr.com.br.

*Juliana Olivieri Refundini é colaboradora Uniprime e profissional com Certificação CFP®.


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