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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4875 | 29 de Julho de 2020

FÓRUM DOS PRESIDENTES I: Evento virtual reúne 180 dirigentes e discute o novo planejamento estratégico do setor

“Quando há um rumo definido e objetivos para o futuro, aumentam as chances de se acertar o alvo”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na abertura do 1º Fórum Digital dos Presidentes de Cooperativas do Paraná, na tarde desta terça-feira (28/07). O evento online reuniu cerca de 180 dirigentes cooperativistas e teve como principal tema debater a estruturação do novo plano estratégico do setor. “Até a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Ocepar, em 2 de abril de 2021, quando a entidade completará 50 anos, pretendemos ter uma proposta elaborada, que será submetida aos cooperativistas para que decidam sobre sua continuidade”, explicou Ricken. “Com o novo planejamento estratégico do cooperativismo, o PRC200, vamos desafiar as cooperativas paranaenses a alcançar a meta de R$ 200 bilhões em faturamento. Parece audaciosa, mas é um objetivo que se pode ver no horizonte e, se a gente fizer a lição de casa, nos estruturarmos, poderemos chegar neste patamar com segurança”, disse.

Desafio - O ano de 2020 marca o fim do ciclo do PRC100, que tinha como meta financeira um faturamento conjunto das cooperativas paranaenses de R$ 100 bilhões, objetivo que será superado até dezembro, com uma estimativa de alcançar os R$ 102 bilhões, segundo estimativas da Ocepar. “Agora, o desafio é R$ 200 bilhões. Se mantivermos o mesmo crescimento dos últimos 10 anos, temos condições de chegar a esse valor em 2026”, projetou Ricken. O dirigente lembrou que, em 2014/15, quando foram traçadas as metas para o PRC100, o setor tinha um faturamento próximo a R$ 50 bilhões, e a meta de dobrá-lo em cinco anos, naquele momento também pareceu um objetivo difícil de ser realizado. “Pelo mesmo princípio, vamos agora em busca de um novo desafio. E não se trata somente da meta financeira: o planejamento estratégico é um conjunto de ações que fortalece o cooperativismo em inúmeros fatores e envolve o setor num estudo profundo que indica o que fazer para potencializar os resultados de nosso trabalho, em todas as áreas”, ressaltou. 

PRC200 - O PRC200 terá seis diretrizes fundamentais, cada qual com metas específicas cuja aplicabilidade será debatida pelo setor nos próximos meses. A inspiração para a formatação do plano foram as discussões realizadas em 2019, no Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC). “Representação; Comunicação; Administração de Cooperativas; Inovação; Intercooperação e Mercado. Estes vão ser os temas de base para o novo planejamento do cooperativismo paranaense”, explicou Ricken.

Compromisso - O presidente da Ocepar ressaltou o compromisso do cooperativismo com a sociedade, neste momento de dificuldades causadas pela pandemia. “A maioria das cooperativas se manteve em plena atividade, por atuar em segmentos essenciais, contribuindo para garantir o abastecimento de alimentos e a prestação de serviços importantes para a população, sejam na saúde, no transporte, na produção agropecuária, na disponibilização de crédito aos empreendedores, entre outros setores”, disse. Segundo Ricken, as cooperativas estão fazendo um esforço constante em assegurar condições seguras de trabalho a seus cooperados e funcionários. “A saúde e a segurança das pessoas é prioridade no setor”, enfatizou.

Diferencial - De acordo com ele, em momentos extremos como o atual, ter um planejamento estratégico faz a diferença no dia a dia de uma cooperativa. “No universo dos negócios, para estar pronto a responder às dificuldades, é preciso antever riscos e ameaças, tendo um norte e um objetivo claro de crescimento. Esse suporte de informações contribui para que as decisões sejam tomadas no momento certo, sem adiamentos, com o alinhamento de todos os seus públicos”, disse. “No cooperativismo, o planejamento formal tem sido uma tarefa prioritária do Sistema Ocepar há décadas, num trabalho que ganhou força com o PRC100, um conjunto de ações que visa preparar o setor para os desafios do futuro, e que agora terá continuidade com o PRC200”, concluiu.

Indicadores - Durante o evento virtual, o presidente apresentou os indicadores econômicos e sociais do cooperativismo do Paraná. Atualmente, as 215 cooperativas ligadas à Ocepar congregam 2,6 milhões de cooperados, geram mais de 110 mil empregos diretos e promovem investimentos anuais de R$ 3,5 bilhões, principalmente em estruturas agroindustriais. O setor deve fechar o ano de 2020 com um faturamento de R$ 102 bilhões ou mais, e um resultado líquido em sobras do exercício de R$ 5,4 bilhões.

Presenças - O 1º Fórum Digital de Presidentes contou com a presença do governador e do vice-governador do Paraná, Ratinho Junior e Darci Piana, além do secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, do vice-presidente do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Wilson Bley Lipski, do diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira, do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, além dos ex-presidentes da Ocepar, João Paulo Koslovski e Dick de Geus. Também prestigiou o evento, o presidente em exercício do Crea-PR, Osvaldo Danhoni. Durante o fórum, o economista José Mendonça de Barros fez palestra sobre os cenários e perspectivas da economia brasileira e mundial, e a advogada e professora da PUCPR, Leila Dissenha, fez palestra sobre a viabilidade de constituição da Câmara de Mediação e Arbitragem do Cooperativismo.

Clique aqui para conferir a apresentação do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken

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FÓRUM DOS PRESIDENTES II: É uma meta ambiciosa, mas tenho certeza de que será atingida, diz governador

A meta das cooperativas do Paraná de atingir R$ 200 bilhões de faturamento, anunciada na tarde desta terça-feira (28/07), durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas, foi elogiada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Já era ambicioso quando se falava em R$ 100 bilhões e agora se fala de R$ 200 bilhões. Mas temos certeza de que isso vai ser atingido”, afirmou.

PRC 200 - A proposta de alcançar R$ 200 bilhões em faturamento nos próximos anos foi feita pelo Sistema Ocepar, entidade que representa as 215 cooperativas que atuam no estado, nos ramos agropecuário, crédito, saúde, consumo, transporte, infraestrutura e bens, produtos e serviços. “Se tem algo que diferencia o cooperativismo do Paraná é o fato de que aqui temos tradição em planejamento estratégico do sistema, ou seja, um planejamento único, construído com base no conjunto e com visão macro. Este ano atingiremos a meta do PRC100, lançado em 2015, e no qual propomos dobrar o faturamento, passando de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões. E, agora, o Sistema Ocepar propõe um novo desafio. Sabemos que não é a curto prazo, mas temos uma visão otimista de que isso é possível”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Aprovação - A proposta do PRC200 foi aprovada por unanimidade pelos presidentes das cooperativas paranaenses que participaram do Fórum. O novo planejamento estratégico do cooperativismo paranaense será formatado pela equipe técnica do Sistema Ocepar. O lançamento oficial acontecerá em abril de 2021, na Assembleia Geral do Sistema Ocepar, quando a organização completará 50 anos. “Parabenizo e agradeço às cooperativas porque, mesmo numa uma época difícil, anunciam uma meta grandiosa como essa. E tenham certeza de que o Governo do Estado apoiará as cooperativas no que for preciso. O Paraná tem um Banco de Projetos e alguns já estão sendo colocados em prática, somente com decisões administrativas”, disse Ratinho Junior.

Central logística - Segundo o governador, uma das estratégicas é transformar o Paraná na principal central logística da América do Sul. “Temos investimentos em todos os modais. Vamos modernizar a malha rodoviária, estender a malha ferroviária, aumentar a capacidade de movimentação de cargas no Porto de Paranaguá, modernizar e ampliar aeroportos”, afirmou. Ele citou como exemplo o processo de licitações que abrange, num mesmo pacote, trechos de rodovias federais e estaduais; a contratação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da nova ferrovia Maracaju (MS) até Paranaguá, além de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

Aeroportos e porto - Em relação aos aeroportos, Ratinho Junior comentou sobre a concessão de quatro aeroportos (São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu) para a iniciativa privada e as melhorias no terminal de Cascavel e nas pistas de Foz do Iguaçu e Maringá para receber mais voos internacionais, no primeiro caso, e voos de carga, no segundo. Na questão portuária, o governador ainda citou os projetos para o Porto de Paranaguá: a ampliação da capacidade do Corredor de Exportação, projetada para começar ainda neste ano; a revitalização da moega para descarga dos trens, cujo projeto executivo está sendo feito pela Rumo; e a manutenção das obras de calado para favorecer o acesso de navios maiores.

Descomplica Rural - Ele também falou de outros projetos que beneficiam o agronegócio, como o Descomplica Rural, que desburocratiza os pedidos de licença ambiental, e o Paraná Trifásico, que irá levar 25 mil quilômetros de cabos de energia para o meio rural. “Este é o maior legado do atual governo para o setor agrícola. As novas redes trarão aumento de produtividade. Vai transformar as cadeias produtivas do leite, da avicultura, piscicultura e suinocultura e, acima de tudo, vai levar energia de qualidade para o Paraná crescer em bom ritmo nos próximos 30 anos”, acrescentou. “A linha monofásica impedia saltos maiores, ampliações ou novas instalações porque a rede não suportava as tecnologias. O novo sistema elimina essa dificuldade”, frisou. O Paraná Trifásico envolve investimentos de R$ 2,1 bilhões e será concluído apenas em 2025.

Escola 4.0 - Ratinho Junior finalizou destacando o projeto da Escola Agrícola 4.0, anunciado esta semana, e que prevê a instalação de um Colégio Agrícola em Curitiba. “Vamos dar um novo uso para a Granja Canguiri, ex-residência oficial dos governadores do Paraná, e também para o Parque Castelo Branco. Queremos ter um colégio agrícola que seja um campo tecnológico, reunindo entidades de pesquisa, startups e cooperativas. Vamos criar uma nova geração de jovens antenados como o que está acontecendo no agronegócio no mundo”, disse. De acordo com o projeto, o novo colégio agrícola terá disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura. “Queremos unir a repaginação da infraestrutura com conhecimento. As novas gerações de jovens estão antenados ao que há de mais moderno no agronegócio, uso de drones, inteligência artificial, novos mapas. Queremos consolidar o Paraná cada vez mais como grande produtor de alimentos porque é um mercado com potencial global”, concluiu.

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FÓRUM DOS PRESIDENTES III: A retomada virá, mas será lenta

 

forum mendonca 29 07 2020Cenários e perspectivas econômicas para o Brasil e o mundo no pós-pandemia foi o tema da palestra ministrada, na tarde desta terça-feira (28/07), no 1º Fórum Digital dos Presidentes, pelo diretor da Consultoria MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. Promovido pelo Sistema Ocepar, por meio da plataforma Microsoft Teams, o evento reuniu 180 líderes cooperativistas.  “A retomada da economia começa no segundo semestre deste ano, inclusive no Brasil, mas será lenta. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento no ano que vem, mas com uma característica: em nenhum lugar do mundo o crescimento vai compensar a queda deste ano. A única exceção é a China”, disse. 

 

Parada súbita - Mendonça de Barros disse que a parada súbita na economia provocou a maior recessão da história moderna. Segundo ele, a redução no consumo de energia é um bom indicador interno do que aconteceu. “Em março, em três semanas, o consumo caiu 20%. E a redução continua, mas é menor, confirmando que a recuperação já está em curso, porém, num ritmo bastante lento”, disse.

 

Rápida propagação - Na sua avaliação, uma das razões para o tamanho da crise atual é a própria natureza do novo coronavírus. “Ele viaja de avião, vai de um lugar a outro com muita rapidez. E a tendência é de que permaneça bastante tempo entre nós. Nos Estados Unidos, por exemplo, a expectativa é que o pico da pandemia ocorra somente em setembro”, disse.

 

Setores - Segundo ele, por mais que os governos acenem com medidas emergenciais, o fato é que muita gente vai quebrar, principalmente na cadeia da hospitalidade. “O risco maior é entre os pequenos negócios, restaurantes, hotéis, bares, entre outros, que não tenham fôlego financeiro para atravessar essa crise”, afirmou.

 

Agronegócio - Para o economista, o Brasil deve sofrer este ano uma redução de mais de 6% no PIB (Produto Interno Bruto). “A queda só não será maior porque alguns setores, entre os quais o agronegócio, estão sustentando e até alavancando os negócios. A agricultura do Brasil é a mais competitiva do mundo, mesmo sem subsídios. Isto se deve a méritos próprios.”

Cenário internacional - Em relação ao mercado de commodities, Mendonça de Barros disse que o resultado é diferenciado, varia de lugar para lugar. “O que se projeta é a manutenção dos preços agrícolas, uma recuperação mais forte dos metais, questão muito associada à China, e uma fraca recuperação do petróleo, setor que mais sentiu o impacto no consumo e que vai demorar mais para voltar ao normal”, comentou. De todos os setores, a alimentação é que se mantém melhor no cenário atual, porque é a única coisa comum no mundo inteiro na cesta de necessidades básicas das famílias.

Entrevista completa - Quer saber mais sobre o que o economista Mendonça de Barros pensa a respeito da retomada da economia? Confira a entrevista que ele concedeu à reportagem da Revista Paraná Cooperativo. Clique aqui 

 

FÓRUM DOS PRESIDENTES IV: Ocepar e Crea-PR selam acordo de cooperação

forum presidentes danhoni 29 07 2020Durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes realizado nesta terça-feira (28/07), o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o presidente em exercício do Crea-PR, Osvaldo Danhoni, assinaram o Acordo de Cooperação – ART Social – Campo Fácil, para produtores da agricultura familiar com DAP – Declaração de Aptidão ao Pronaf, ativa.  

Agricultores - O acordo visa estabelecer compromissos entre as partes signatárias, objetivando o acesso de agricultores familiares filiados às cooperativas que integram a Ocepar às condições necessárias para desenvolvimento rural sustentável, criando condições de melhoria da qualidade de vida da população rural, ampliação da renda de agricultores e preservação ambiental do espaço rural, mediante a participação de profissional habilitado no Sistema Confea/Crea. 

Vantagens - Por meio deste convênio, independentemente do valor do contrato/projeto técnico, o valor de registro da ART é fixado na faixa 3 da Tabela B da taxa e valores da ART, ou seja com a assinatura do convênio o valor passa de R$ 88,78 para R$5,22. Este contrato permite que as cooperativas integrantes do Sistema Ocepar, que assistem aos agricultores familiares cooperados, possam assinar individualmente com o Crea-PR o seu convênio, pois há necessidade de se cumprir algumas metas, mas garantido o valor referenciado. 

Assistência técnica - Além da economia que a diminuição da taxa representa, o que se busca é a democratização do acesso a assistência técnica, incentivando a filiação dos produtores da agricultura familiar às cooperativas. Essa democratização permite que novas técnicas, pesquisas, inovações sejam disponibilizadas a todos de maneira técnica e responsável por profissionais capacitados e habilitados sempre em busca da excelência e sustentabilidade da produção agropecuária. “Esse convênio tem um alcance social importante, que vai beneficiar os agricultores familiares cooperados. Entendo que as cooperativas fizeram e fazem um papel fundamental como agentes de desenvolvimento do Paraná”, afirmou o presidente em exercício do Crea-PR, Osvaldo Danhoni.   

Contato - Para assinatura dos convênios Cooperativa/Crea-PR, as cooperativas devem entrar em contato, na Ocepar, com Jhony Möller, analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, jhony.moller@sistemaocepar.coop.br. (Com informações da Assessoria de Comunicação do Crea-PR)

FOTO: Crea-PR

 

FÓRUM DOS PRESIDENTES V: Câmara de Mediação e Arbitragem é opção para solucionar conflitos com rapidez

Segundo a advogada e professora da PUCPR, Leila Dissenha, viabilizar no Judiciário uma Câmara de Mediação e Arbitragem do Cooperativismo pode ser uma opção para solucionar conflitos do setor, especialmente os que exigem maior velocidade e com especificidades relacionadas ao modelo distinto de negócios de uma cooperativa. “Uma cooperativa não é uma empresa qualquer, pois gera impactos econômicos e sociais, e é preciso que o julgador entenda estes impactos e este contexto. A câmara pode ser uma oportunidade para julgamentos com maior conhecimento técnico e científico”, afirmou, em palestra no Fórum dos Presidentes, na tarde desta terça-feira (28/07).

Serviço - A advogada explicou que o primeiro serviço oferecido por uma câmara é a mediação, colocando pessoa treinada e apta a aproximar as partes em busca de um acordo. “É um dos meios aclamados em todo o mundo para a solução de conflitos”, ressaltou. “A mediação funciona muito bem, por exemplo, quando uma das partes quer rever uma cláusula, mas sem desfazer o contrato e o relacionamento”, explicou. Já a arbitragem, segundo Leila, tem “um poder de fogo maior”, pois decide o conflito. “Um árbitro, especialista no assunto em questão, tem 180 dias, no máximo, para uma decisão definitiva e irrecorrível, na qual sua palavra tem força idêntica à palavra de um juiz”.  

Possibilidades - Quanto aos conflitos que poderiam ser levados à uma câmara do cooperativismo, Leila afirmou que, num primeiro momento, ela poderia ser “um terreno seguro” para tratar de desacordos entre cooperativa e cooperados, cooperativa e cooperativa, a exemplo de conflitos em contratos de intercooperação, fidelização, entre outros. “No futuro pode se avançar a outras controvérsias, como conflitos trabalhistas, entre outros”, finalizou.

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FÓRUM DOS PRESIDENTES VI: Estado vai apoiar o cooperativismo nas metas de crescimento

forum presidentes aen 29 07 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior disse nesta terça-feira (28/07) que o Governo do Estado vai apoiar o cooperativismo paranaense para que alcance as metas do PRC200, plano estratégico elaborado pela Ocepar para atingir R$ 200 bilhões de faturamento nos próximos anos. A parceria envolve crédito, melhorias na infraestrutura e desburocratização.

Influência - “O Estado deve muito à qualidade das suas cooperativas, que empregam milhares de paranaenses. Queremos ajudar a Ocepar a alcançar a meta otimista, em 2026, o quanto antes”, disse Ratinho Junior. “Todos os investimentos e a cadeia do agronegócio têm influência direta no dia a dia da economia do Estado”, afirmou.

Apresentação - A apresentação do plano estratégico ao governador foi feita pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas. O PRC200 ainda será formatado e o lançamento oficial acontecerá em abril de 2021, na Assembleia Geral da entidade, quando o sistema completa 50 anos. Ele será uma atualização do PRC100, de 2015, e que terá fim neste ano, com a previsão das cooperativas paranaenses de ultrapassar faturamento de R$ 100 bilhões – R$ 102 bilhões, no cenário otimista.

Central de logística - O Paraná, disse o governador, será a central logística da América do Sul. “Temos investimentos e modernizações em todos os modais. Com isso, vamos ajudar o cooperativismo e toda a sociedade”.

Programas - No apoio ao agronegócio, o governador citou o programa Paraná Trifásico, da Copel, que prevê implementação de 25 mil quilômetros de linhas seguras para os produtores rurais; o Descomplica Rural, que permite acesso mais ágil às licenças necessárias para ampliação da produção; a conquista de área livre de febre aftosa sem vacinação, que deve ser chancelada pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) em 2021; e o Plano Safra e os programas regulares de investimento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Produção e PIB - O sistema cooperativo responde por 60% da produção de grãos e 45% da indústria de carnes e lácteos no Paraná e vai encerrar o ano com mais de 100 mil funcionários diretos. As 112 unidades agroindustriais das cooperativas e os 2,6 milhões de cooperados ajudaram o Produto Interno Bruto (PIB) estadual a crescer 2,3% no primeiro trimestre de 2020, mesmo diante dos impactos da pandemia provocada pelo novo coronavírus. O segmento agroindustrial, responsável por cerca de 34% da fatia da geração de riquezas da economia do Estado, cresceu 14,96% nesse mesmo período.

Ocepar - A Ocepar reúne 221 cooperativas. Além do agronegócio, no segmento de crédito as cooperativas geram mais de 14 mil empregos, e, na saúde, as 35 cooperativas médicas e odontológicas reúnem 2 milhões de beneficiários e 13 mil profissionais associados. O Paraná possui, ainda, entidades com esse perfil que atuam nos ramos de transporte, infraestrutura, consumo, trabalho, produção de bens e serviços.

Presenças – Participaram do encontro virtual o vice-governador Darci Piana; o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas; e o diretor administrativo do BRDE, Luiz Carlos Borges da Silveira.

Projeto Escola Agrícola 4.0 leva inovação aplicada à agricultura - No evento, o governador também apresentou o projeto da Escola Agrícola 4.0, anunciado nesta terça-feira. Disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura familiar serão oferecidas no Colégio Estadual de Educação Profissional (CEEP) Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele funcionará como um laboratório de práticas inovadoras que podem ser usadas em todo o Ensino Técnico Agrícola do Estado.

União - “Estamos unindo infraestrutura, crédito e conhecimento. As novas gerações estão antenadas ao que há de mais moderno no agronegócio, como uso de drones, inteligência artificial, novos mapas”, disse Ratinho Junior.

Panorama dos investimentos em infraestrutura - O governador também apresentou um panorama dos investimentos em infraestrutura, além da garantia de recursos para continuidade da modernização dos municípios. Fazem parte desse pacote o novo Anel de Integração com pelo menos 1,3 mil quilômetros a mais do que o desenho original; a concessão da Ferroeste para a iniciativa privada e um financiamento de R$ 1,6 bilhão para investimento em rodovias, no Litoral e em estradas rurais.

Banco de Projetos - Ele citou, ainda, o Banco de Projetos e o lançamento de licitações importantes para melhorias em rodovias de todas as regiões; a nova ferrovia Maracaju (MS) até Paranaguá, além de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu; e a concessão de quatro aeroportos (São José dos Pinhais, Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu) para a iniciativa privada e as melhorias no terminal de Cascavel e nas pistas de Foz do Iguaçu e Maringá para receber mais voos internacionais. Também foram mencionados os projetos para o Porto de Paranaguá, como a ampliação da capacidade do Corredor de Exportação, a revitalização da moega para descarga dos trens e a manutenção das obras de calado para favorecer o acesso de navios maiores.

Crédito - O BRDE terá R$ 460 milhões para fomentar o desenvolvimento do agronegócio do Paraná entre 2020 e 2021. O valor integra o Plano Safra, editado pelo Governo Federal. Uma novidade em relação ao anterior é a redução nas taxas de juros aplicadas sobre os recursos para as atividades no campo.

Soma - Eles se somam a uma carteira de programas próprios do BRDE para financiamento das cooperativas, como o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária.

Esforço - “Temos um esforço diário de expansão dos limites de crédito. Mais de 60% das operações do BRDE são voltadas ao agronegócio e, dentro desse planejamento, estamos conversando como BNDES para disponibilizar ainda mais recursos”, destacou Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, que também participou do encontro virtual. “Dentro das nossas competências seremos parceiros dessa expansão programada para os próximos anos”.

BRDE anuncia financiamento de R$ 88,4 milhões para três cooperativas - O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou no 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas financiamento de R$ 88,4 milhões para três cooperativas paranaenses.

Copacol - A Copacol captou R$ 60 milhões dentro do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). A cooperativa possui um abatedouro de aves em Cafelândia, no Oeste do Estado, desde 1982, e vai ampliar e melhorar a planta para acrescentar abate de 50 mil aves/dia na produção, alcançando 380 mil aves/dia; melhorar a qualidade de produção do peito de frango; adequar a planta para abate Halal; atender as novas determinações sanitárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e modernizar o ambiente de trabalho para os funcionários.

Fases - O projeto está divido em três fases: adequação até o resfriamento e aumento da capacidade final de 340 mil aves/dia; mudanças na sala de cortes, com aumento para 360 mil aves/dia; e modernização do congelamento (embalagem secundária, entrada e saída de túnel e paletização) e do tratamento de efluentes para alcançar a capacidade final de produção de 380 mil aves/dia. A fase 1 está em execução desde novembro de 2018 com apoio do BRDE A previsão de conclusão é janeiro de 2021.

Integrada - A cooperativa Integrada financiou R$ 4 milhões para capital de giro para ter plenas condições de comercializar 11.034 sacas de café do tipo arábica. Depois de vender e receber pelos produtos, a cooperativa liquidará a operação no BRDE.

Coagru - Já a cooperativa Coagru captou R$ 24,4 milhões das linhas Prodecoop e Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). O objetivo é construir um entreposto de recebimento e armazenamento de grãos na localidade de São João, em Ubiratã, Centro-Oeste do Estado, no valor de R$ 2,2 milhões; ampliar a capacidade de armazenamento do moinho de trigo de Campina da Lagoa, também no Centro-Oeste, no valor de R$ 3,1 milhões; e ampliar a capacidade de armazenamento da unidade de grãos de Campina da Lagoa, no valor de R$ 17,6 milhões. Também será realizada a modernização do depósito de insumos e espaço de atendimento ao cooperado em Campina da Lagoa, no valor de R$ 1,3 milhão. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COVID-19: Confira o comunicado 85 emitido pelo Comitê de Acompanhamento

covid 19 destaque 29 07 2020O comunicado 85, publicado na manhã desta quarta-feira (29/07) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar, destaca o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas do Paraná, realizado na tarde desta terça-feira (28/07), com mais de 180 lideranças do setor. O boletim informa ainda sobre a sanção da Lei 14.030, que dispõe sobre as assembleias digitais nas sociedades cooperativas. Confira abaixo o conteúdo na íntegra.

1. O Sistema Ocepar realizou, no dia 28 de julho, o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas do Paraná. O evento contou a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do vice-governador Darci Piana, do presidente do Sistema OCB, Marcio Lopes de Freitas, demais autoridades e mais de 180 líderes do setor. No fórum, os temas abordados foram:

a. diretrizes para o novo ciclo de planejamento estratégico do cooperativismo paranaense;

b. estratégias do Estado do Paraná para as áreas econômica e de infraestrutura e parcerias com o cooperativismo;

c. cenários e perspectivas econômicas para o Brasil e mundo, com José Roberto Mendonça de Barros;

d. apresentação da proposta para estruturação de uma câmara de mediação e arbitragem para o cooperativismo, com a professora Leila Dissenha;

e. assinatura do acordo de cooperação nº 2020/6-000007-8 entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná – Crea-PR e a Ocepar;

f. anúncio pelo BRDE de investimentos de mais R$ 88 milhões nas cooperativas Coagru, Copacol e Integrada.

2. O Governo do Estado do Paraná ratificou durante o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas do Paraná que apoiará as metas de desenvolvimento econômico e social do novo ciclo do planejamento estratégico do cooperativismo, com crédito, infraestrutura e desburocratização. Para acessar a matéria clique aqui.

3. No dia 28 de julho, o Sistema Ocepar participou da primeira Assembleia Geral Ordinária Digital da história da Cooperativa Coofamel.

4. No dia 27 de julho, o Sistema Ocepar iniciou, por meio do Sescoop/PR, a formação dos conselheiros fiscais das cooperativas paranaenses, que neste ano acontecerá de forma virtual. Os assuntos abordados com os conselheiros foram: o papel do conselho fiscal, contabilidade de sociedades cooperativas e análise de indicadores econômicos financeiros.

5. No dia 28 de julho, O Governo Federal sancionou a Lei nº 14.030, que dispõe sobre assembleias e reuniões de sociedades anônimas, sociedades limitadas, sociedades cooperativas e entidades de representação do cooperativismo durante o exercício de 2020. Clique aqui para acessar a Lei.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

LEGISLAÇÃO: Sancionada lei sobre AGOs digitais

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) informa que foi sancionada a Lei 14.030/20, que altera a Lei 5.764/71 e permite a participação e votação virtual em assembleias de forma permanente. O tema teve forte atuação da OCB e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) em todas as etapas. Além disso, a Lei amplia a permissão de realização de AGOs em 2020 até nove meses (setembro) após o término do exercício social. O texto assegura a continuidade dos mandatos até o momento da AGO.

E-book Para saber mais sobre como realizar sua AGO virtual, acesse o e-book explicativo (https://bit.ly/AGOdigital) ou o curso on-line (https://capacita.coop.br). A OCB lembra ainda que a Coopersystem oferece seu software, Curia, para que AGOs virtuais possam ser realizadas no prazo e sem riscos para seus cooperados. Em parceria com a OCB, o aplicativo é gratuito neste ano (http://curia.coop). (OCB)

Clique aqui e acesse na íntegra a Lei 14.030/20

 

CNCOOP: MP das relações trabalhistas deixa de valer

cncoop 29 07 2020Com o fim da validade da Medida Provisória 927, as cooperativas empregadoras não poderão mais se apoiar nas medidas previstas no texto da medida emergencial. Publicada no dia 22 de março, ela trazia diversas alterações na legislação trabalhista com o intuito de preservar emprego e renda, trazendo alternativas trabalhistas para o enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Análise - Com isso, os contratos de trabalho voltam a ser regidos pelos dispositivos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). E, para orientar as cooperativas sobre como seguir de agora em diante, em assuntos como banco de horas, teletrabalho, férias, recolhimento de FGTS e saúde e segurança do trabalho, o Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativistas (CNCoop), acaba de disponibilizar uma análise que vai contribuir com as coops.

Atuação - Paralelamente, o Sistema OCB continua atuando junto aos Poderes Legislativo e Executivo em busca de alternativas para o cumprimento das exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho das cooperativas brasileiras. (OCB)

Clique aqui para acessar a análise.

 

 

INTERCOOPERAÇÃO: Castrolanda e Sicredi lançam parceria para difundir o cooperativismo nos Campos Gerais

intercooperacao 29 07 2020Duas das maiores cooperativas da região dos Campos Gerais, Sicredi e Castrolanda se juntam, agora em parceria no rádio, para falar sobre o cooperativismo e seus benefícios. A iniciativa vai ao ar a partir desta quinta-feira (30/07), no quadro ‘Boas Práticas do Cooperativismo”, dentro do tradicional Ponto de Encontro, na rádio Antena Sul. As produções serão veiculadas às terças e quintas-feiras, das 11h40 ao meio-dia.

Iniciativas - O Boas Práticas vai apresentar iniciativas que contemplem o modelo de negócio e os princípios cooperativistas. A ideia é mostrar ao público que o cooperativismo, mais que centenário no Brasil, é um dos motores das economias locais e que também promove ganhos na qualidade de vida das pessoas.

Entrega - Recentemente, por exemplo, Sicredi e Castrolanda estiveram juntas na entrega de 2.046 cestas básicas para o Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) de Castro. A doação foi possível graças a parcerias que envolviam o Fundo Social do Sicredi e o Projeto Abraçar, da Castrolanda.

PIB - As iniciativas sociais, no entanto, não são os únicos benefícios do cooperativismo. Um estudo lançado no começo desse ano em parceria do Sicredi com a Fipe demonstra que o cooperativismo incrementa o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando, portanto, o empreendedorismo local.

Coeficiente - A pesquisa da Fipe também calculou o Multiplicador do Crédito Cooperativo, um coeficiente que indica o impacto do crédito concedido pelas cooperativas no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – cada R$ 1,00 concedido em crédito gera R$ 2,45 no PIB da economia e a cada R$ 35,8 mil concedidos pelas cooperativas, uma nova vaga de emprego é criada no país.

Mundo mais solidário e cooperativo - Para Popke Ferdinand Van der Vinne, o seu Fredy, que já foi presidente da Castrolanda e atualmente preside a Sicredi Campos Gerais, o Ponto de Encontro é uma iniciativa importante para demonstrar que o mundo está ficando cada vez mais solidário e colaborativo. Na visão do seu Fredy, o programa desempenha papel fundamental atestando a solidez que o cooperativismo já atingiu na região. Em 2019, por exemplo, a Sicredi Campos Gerais - PR/SP atingiu resultado recorde, ultrapassando a marca dos 52 milhões de reais em resultado.

Transformações coletivas - O presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, reforça a satisfação de poder trabalhar em parceria com o Sicredi mais uma vez. “Nosso objetivo aqui é mostrar ao público como as cooperativas e os valores do cooperativismo estão inseridos na sociedade e na vida de todos. Sabemos que um futuro melhor depende das nossas atitudes no hoje. Este promete ser um pequeno passo para incentivar transformações coletivas na comunidade”, completa Bouwman. (Imprensa Castrolanda)

 

COCARI: Importantes informações históricas e técnicas foram apresentadas no Circuito Técnico do Vale do Ivaí

Dando continuidade aos eventos técnicos de avaliação do milho safrinha, nesta terça-feira (28/07), às 18h30, a Cocari exibiu o Circuito Técnico da região do Vale do Ivaí, com resultados obtidos em propriedades de São Pedro do Ivaí e Bom Sucesso, no Paraná. Mais de 25 mil pessoas foram alcançadas pela transmissão nas redes sociais da cooperativa.

São Pedro do Ivaí – Localizado na região do Vale do Ivaí, o município de São Pedro do Ivaí-PR tem população estimada em mais de 10.900 habitantes. Desde 1980, a Cocari oferece suporte aos produtores locais para a realização das atividades no campo. Com 322 mil km² de área territorial, o município é banhado pelo Rio Ivaí, com 685 km de extensão.

Resgate histórico – O presidente da Cocari, Vilmar Sebold, comentou sobre a história da cultura de milho safrinha na região. “Precisamos lembrar um pouco da história de nossa região em relação ao milho safrinha. Não faz tanto tempo que temos essa cultura. Em São Pedro do Ivaí, em 1993, foi o cooperado Akiharu Tateyama que começou o plantio do milho safrinha, com cinco alqueires, alcançando produtividade de 150 sacas por alqueire”, disse.

Em busca de desenvolvimento– “Naquele momento, não existia tecnologia, não existia o processo do plantio na palha. O primeiro desafio foi conseguir fazer com que alguém adaptasse a plantadeira para fazer aquele plantio. Como sempre, a inovação, a experiência e a insatisfação dos produtores é que fazem toda a diferença. É partindo da insatisfação que nós pesquisamos e isso gera a oportunidade de desenvolvermos o nosso processo produtivo”, destacou o presidente da cooperativa.

Mostra de tecnologias – O superintendente de Logística Integrada, Jacy César Fermino da Rocha, deu as boas-vindas aos produtores e à comunidade que acompanhava o evento. “Este circuito foi preparado visitando vários agricultores, mostrando ao associado que é possível utilizar as tecnologias recomendadas pelo Departamento Técnico”, disse.

Momento para avaliação – Éric Heil de Araújo, superintendente Comercial, pediu que os agricultores aproveitassem a oportunidade para agregar conhecimentos em busca do aumento da produtividade. “Aproveitem para identificar todos os materiais que estão indo bem nessa região”, convidou.

Áreas comerciais – A gerente das unidades de São Pedro do Ivaí e Bom Sucesso, Marcia Regina Alviano Caetano, lembrou que as demonstrações são feitas em áreas comerciais. “A área comercial é aquela em que o produtor planta como negócio de família, é dali que ele tira o sustento. Nossos técnicos preparam essas parcelas juntamente com os produtores e os fornecedores de empresas parceiras para que o público do evento possa fazer as suas comparações e ter uma aula de agricultura da região”, salientou.

Atração musical e sorteios – O Circuito Técnico teve a apresentação de Dé Rico, cover da dupla sertaneja Milionário & José Rico. Durante a transmissão, a cooperativa realizou sorteios para todos os cooperados, para marcar o Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho. Além disso, houve sorteios de produtos oferecidos por empresas parceiras da Cocari especialmente para os produtores de São Pedro do Ivaí. A comunidade externa também concorreu a brindes.

Evento disponível – Para rever o evento e consultar todas as demonstrações feitas pelo Departamento Técnico para o milho na região do Vale do Ivaí, acesse os perfis @cocaricoop no Facebook ou no Youtube.

Próximas transmissões – Nesta quinta-feira (30/07), a cooperativa transmite, às 10h, o sorteio da XV Campanha Cocari Solidária, pelos canais em nossas redes sociais. No dia 04 de agosto, terça-feira, às 18h30, a Cocari promove o Conexão Jovemcoop, que contará com a palestra “Construindo Tropas de Elite”, ministrada pelo ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, show de comédia com Juca Bala e sorteio de prêmios. Assista e participe. (Imprensa Cocari)

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SICREDI: Apoio da instituição financeira cooperativa é decisivo para desenvolvimento do agronegócio brasileiro

O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ainda segundo números das Projeções do Agronegócio, Brasil 2019/20 a 2029/30, divulgadas no último dia 22 de julho, a produção de grãos no país deve crescer 27% na próxima década. Por trás de números positivos está o personagem central do agronegócio: o produtor rural, que com atividade na lavoura garante a produção de alimentos e geração de renda.

Parceria - Com raízes no campo, o Sicredi tem uma longa parceria com agronegócio. Nos últimos anos, a instituição financeira cooperativa tem se destacado no ranking de desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pela liberação de recursos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Somente para o Plano Safra 2020/2021, o Sicredi está disponibilizando mais de R$ 22,9 bilhões em crédito rural, volume 10% superior ao ano-safra anterior. Do total, R$ 4,3 bilhões são previstos para pequenos produtores ligados ao Pronaf.

Agricultura familiar - “Grande parte dos nossos associados é ligada ao agronegócio, em especial à agricultura familiar. Por isso, celebrar o Dia do Agricultor (28/07) é fortalecer nossa própria história, nossos propósitos. Ao longo dos anos, a atuação do Sicredi tem sido focada na oferta de crédito aos produtores rurais, além de produtos e serviços que ajudam a gestão de risco no campo. Ao impulsionar o desenvolvimento nas áreas rurais contribuímos para o crescimento econômico regional”, analisa o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias.

Pequenos e médios - No Plano Safra 2019/2020, os pequenos e médios produtores rurais estiveram entre os perfis de associados mais atendidos pela instituição, representando 80% das operações realizadas. “O cooperativismo atua diretamente no fomento ao produtor rural com compromisso de oferecer consultoria e crédito responsável adequado às necessidades dos produtores associados”, finaliza Farias.

Agricultura e tecnologia - Ao longo dos anos, o Sicredi também tem apoiado a agricultura de última geração, como a desenvolvida pela Biorgânica, em Realeza, interior do Paraná. A empresa, associada da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, comercializa produtos orgânicos para o Brasil e o exterior, com a missão de conectar diferentes etapas da cadeia de produção como produtores, processadores e clientes.

Forte - Para o desenvolvimento da Biorgânica, os sócios Mauro Reichert e Roberto Machado contaram com a instituição financeira cooperativa. “O início foi bem desafiador porque a gente não tinha recursos, não tinha um reconhecimento no mercado. No início o Sicredi já entrou, apostou e investiu na nossa empresa. E, desde então, a parceria continua mais forte”, afirmam os sócios.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICOOB CREDICAPITAL: Cooperada aprendeu com o pai os valores do cooperativismo

sicoob credicapital 29 07 2020Bruna Fernanda Pereira é estudante de fisioterapia e ajuda os pais na criação de porcos e vacas leiteiras no sítio onde moram, em Céu Azul (PR). Cooperada do Sicoob Credicapital, Bruna afirma que não teve dúvidas em abrir sua conta e começar gerenciar sua vida financeira quando soube que se tratava de uma cooperativa de crédito.

Ajuda - “Fiz um financiamento e com esse dinheiro compramos mais vacas de leite. Isso tem nos ajudado muito, pois com a renda gerada consigo pagar minha faculdade e ainda investir na nossa propriedade”, afirma.

Cooperativismo - Ela e o irmão cresceram vendo o pai, que é associado em uma cooperativa agroindustrial, cuidando dos negócios da família com carinho. Através dele, aprenderam os valores e a importância do cooperativismo.

Comitês - “Meus pais sempre foram envolvidos diretamente nos comitês centrais [da cooperativa agro], na área de leite e suínos. Com isso, eu e meu irmão participamos na área de jovens e aprendemos muito sobre o cooperativismo. Por isso, hoje fazemos tudo junto, em família”, destaca Bruna.

Exemplo - Para a cooperada, esses laços e valores passados de pai para filho ecoam nas ações e decisões futuras. Por isso, ela define o pai como “exemplo de força e garra”. “Ele me inspira a correr atrás dos meus sonhos, apoia minhas decisões e me aconselha. Foi ele quem me apresentou o cooperativismo e a importância disso”, diz. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICOOB MARECHAL: Pato Bragado ganha agência da cooperativa

sicoob marechal 29 07 2020Na segunda-feira (27/07), o Sicoob Marechal inaugurou sua sétima agência. O novo ponto de atendimento fica localizado na cidade de Pato Bragado (PR).

Cidade importante - Segundo o presidente do Conselho de Administração, Gainor Sabka, Pato Bragado é uma cidade importante para a região por sua agricultura, indústrias e comércio muito fortes. “Estamos muito felizes e sabemos que será uma agência que dará resultado rápido, porque a cidade nos permite isso”, afirma.

Localização - O novo ponto de atendimento, que fica na Av. Willy Barth, 2941, já está prestando atendimento ao público tomando todas as medidas de segurança para evitar a disseminação da Covid-19. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

DEFESA SANITÁRIA: Adapar atualiza regras para brucelose e tuberculose

defesa sanitaria 27 07 2020Para melhor alinhar as exigências para identificação e saneamento de casos de brucelose e tuberculose em animais, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), publicou as portarias 154 e 157, de 17 de julho de 2020. Os documentos complementam a Resolução Estadual número 55 de 26 de junho de 2020, da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

Indenizações - A Resolução Estadual nº 55/2020 dispõe sobre novas regras de indenização de proprietários de bovinos e bubalinos com diagnóstico positivo para tuberculose.

Adesão - De maneira geral, ela estabelece que a adesão do interessado no modelo de indenização de proprietário de bovinos e búfalos é voluntária e deve atender as seguintes normas: o proprietário de animais positivos para tuberculose deverá encaminhá-los para um estabelecimento sob inspeção oficial (SIM, SIP ou SIF) e realizar o saneamento da propriedade para tuberculose, conforme legislação da Adapar.

Até dois animais diagnosticados - Segundo a Resolução, nas propriedades com até dois animais diagnosticados como reagentes positivos para tuberculose, o proprietário ou responsável legal poderá, sem prejuízo da indenização, optar em sacrificá-los na propriedade rural ou encaminhá-los ao abate sanitário em matadouro com inspeção oficial, seguindo os protocolos da Adapar e dos órgãos ambientais.

Protocolo - O requerimento de indenização poderá ser protocolado em qualquer núcleo regional da Secretaria em até 60 dias após o saneamento da propriedade.

Complemento - A Portaria nº 154/2020 complementa a Resolução nº 55. Ela indica que a determinação do peso do animal vivo será realizada por Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, acompanhado do proprietário do animal, ou seu representante, e do médico veterinário habilitado responsável pela realização do exame.

Comunicado - O matadouro deverá comunicar à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) o recebimento e abate dos animais positivos para tuberculose. A Guia de Trânsito Animal (GTA) deverá conter identificação e descrição obrigatória dos animais positivos para tuberculose, com a finalidade de “abate sanitário”.

Saneamento - A Portaria nº 157/2020 estabelece as normas para o saneamento de propriedade com bovino ou búfalo diagnosticado positivo para brucelose ou tuberculose. A partir da detecção do foco, o produtor deve identificar todos os bovinos e búfalos com dispositivo de identificação individual.

Exames - Precisa também realizar exames nos demais animais da propriedade em até 90 dias do abate sanitário ou sacrifício do animal positivo. Todos os procedimentos devem atender as normas de bem-estar animal.

Baixar incidência - O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, explica que, com estas medidas, o Paraná busca baixar a prevalência e incidência de brucelose e tuberculose. “As normativas estão fundamentadas em estudos realizados pelo serviço veterinário oficial do Paraná e esfera federal”, diz Martins. Em 2018, foi realizado o último inquérito soro epidemiológico de brucelose e tuberculose, que deve ser divulgado em breve.

Medidas sanitárias - Desde 2002, com a implantação do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT), o Paraná intensificou as medidas sanitárias para controle e posterior erradicação destas duas doenças.

Estratégias - As estratégias de controle incluem a obrigatoriedade da vacinação contra brucelose para bezerras entre 3 e 8 meses de idade e sua comprovação, realização de exames de diagnóstico para movimentação de animais com destino a reprodução e adesão voluntária a certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose.

Doenças - A brucelose e a tuberculose são doenças crônicas que geram prejuízos ao rebanho, como baixa na produtividade, abortamento, dificuldades respiratórias, entre outras. “As duas enfermidades são zoonoses, portanto as estratégias de combate precisam de atenção da população.

Comunicação imediata - “A Adapar realiza comunicação imediata dos casos detectados em bovinos e bubalinos para as secretarias municipais e a Secretaria Estadual de Saúde”, explica o gerente de Saúde Animal da Adapar Rafael Gonçalves Dias. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Unsplash

 

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: Granja do Canguiri será transformada na Escola Agrícola 4.0

A Granja do Canguiri, ex-residência oficial dos governadores do Paraná, terá novo uso e será transformada na Escola Agrícola 4.0. Nesta terça-feira (28/07), Dia do Agricultor, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o documento que formaliza a transferência do imóvel, localizado em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, que será responsável pela implantação do projeto-piloto da unidade.

Suporte - A área de 27 mil metros quadrados funcionará como suporte às atividades do Colégio Estadual de Educação Profissional (CEEP) Newton Freire Maia, que fica próximo à propriedade.

Inovação - Disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura familiar serão oferecidas no CEEP, que funcionará como um laboratório de práticas inovadoras que podem ser usadas em todo o Ensino Técnico Agrícola do Estado.

Ato de transferência - O ato de transferência foi formalizado no lançamento do Pense Agro, um hackathon online que busca soluções para as pequenas propriedades rurais e para o próprio CEEP, contribuindo com o projeto da Escola Agrícola 4.0. A iniciativa é da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), em parceria com o Governo do Estado.

Proposta - “Antes mesmo de assumir o governo, tínhamos a proposta de disponibilizar esta área para a criação do primeiro colégio agrícola 4.0 do Estado, projeto pioneiro que coloca mais uma vez o Paraná como protagonista na inovação do ensino técnico agrícola do País”, afirmou Ratinho Junior.

Respeito - “Também é uma demonstração do nosso respeito com o dinheiro público e do compromisso com o fim das regalias. Uma propriedade que era de uso de algumas autoridades passará a formar técnicos que vão contribuir com a modernização da agricultura paranaense”, salientou.

Desenvolvimento das ideias - Com o Pense Agro, ressaltou o governador, os próprios alunos ajudarão a desenvolver as ideias que poderão ser implantadas na Escola Agrícola 4.0. “A participação dos jovens vai ajudar na formulação de como será a escola e como agregar a tecnologia ao ensino. As ferramentas tecnológicas vão atrair os jovens para a agricultura, transformando os estudantes em bons técnicos e grandes gestores das propriedades rurais”, disse.

Novo conceito - A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, enviou um vídeo comentando a iniciativa do Governo do Estado. “Neste Dia do Agricultor, que também marca os 160 anos de fundação do Ministério da Agricultura, gostaria de parabenizar o Paraná pela iniciativa de transformar um imóvel que era moradia dos governadores em uma escola agrícola com um novo conceito, que vai colocar os jovens que se interessam por essa atividade no mais alto patamar de tecnologia e aprendizado”, elogiou.

Agricultura familiar - O presidente da Fetaep, Marcos Brambilla, destacou que a iniciativa será fundamental para o levar o desenvolvimento à agricultura familiar, que corresponde a 75% de todos os estabelecimentos rurais do Estado. São cerca de 228 mil propriedades, onde trabalham aproximadamente 535 mil pessoas.

Relevância - “A agricultura familiar tem grande relevância na produção de alimentos e na garantia da segurança alimentar dos paranaenses”, afirmou Brambilla. “A proposta do hackathon e da Escola Agrícola 4.0 vai gerar desenvolvimento e levar conhecimento e qualidade de vida aos pequenos produtores rurais. São soluções para avançar na produção agrícola, muitas vezes em regiões com baixos índices de desenvolvimento”, ressaltou.

Processo - Para o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o setor agrícola passa por um grande processo de inovação ao longo dos anos, que também está chegando às pequenas propriedades rurais. Ele afirmou que a chamada Agricultura 4.0 envolve práticas de biotecnologia, genética, digitalização e mecanização.

Qualificação - “A agricultura brasileira, que abastece uma a cada cinco pessoas no mundo, tem um espaço fantástico de crescimento, que vai demandar novos conhecimentos”, disse o secretário. “Por isso a importância de qualificar os jovens que serão os sucessores das propriedades rurais e vão sair da escola com conhecimento técnico que permite fazer o melhor, usando menos recursos. O agricultor moderno precisa estar preparado para usar essas ferramentas”, afirmou.

A escola - Criado em 2005, o CEEP Newton Freire Maia conta atualmente com 556 alunos, que saem da escola com o diploma de Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Agropecuária ou Técnico em Sistemas de Energia Renovável.

Atualização - A atualização no currículo do CEEP para incluir disciplinas da inovação também deverá ser expandida para os outros 18 colégios agrícolas do Paraná, ressaltou o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. “Nosso compromisso é modernizar o aprendizado na área, levando ao Ensino Técnico Agrícola inovações, tecnologias e mais ciência”, disse.

Parcerias - De acordo com ele, o Estado também estuda parcerias para aproximar os estudantes do dia a dia de trabalho das cooperativas e de empresas do setor do agronegócio. “Os jovens formados nestes locais vão sair preparados para o mercado de trabalho, para entregar às propriedades rurais o que há de mais moderno na agropecuária, para continuar fazendo do Paraná um dos líderes agrícolas mundiais”, ressaltou.

Pense Agro - As inscrições para o Pense Agro, que acontece entre 21 e 23 de agosto, podem ser feitas pelo site www.penseagro.pr.gov.br até o dia 16 de agosto. A maratona de inovação é voltada para estudantes do Ensino Técnico Agrícola, universitários, professores e profissionais das áreas de inovação e agricultura.

Seleção - Serão selecionados mil participantes, divididos em equipes de quatro a seis integrantes. Cada participante deverá fazer a sua inscrição individual, sendo que os times serão montados posteriormente, com a participação de pelo menos dois estudantes do CEEP Newton Freire Maia. A idade mínima para participação é de 14 anos, mas os menores de 16 anos precisam ter um responsável maior de idade na equipe.

Soluções - O hackathon busca soluções para a melhoria dos procedimentos do CEEP e que também possam ser aplicadas nas atividades da agricultura familiar. Os desafios foram divididos em três categorias: Energias Renováveis; Uso e Reúso de Água na Produção Agrícola; e Horticultura em Condições Climáticas Adversas.

Primeira live - A primeira live acontece já nesta quarta-feira (29/07), às 14h, para explicar e tirar dúvidas sobre o funcionamento do hackathon. Para participar, basta se inscrever pelo link https://event.webinarjam.com/register/84/7v0q4ik8.

Presenças - Participaram do lançamento o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário estadual da Administração e Previdência, Marcel Micheletto; o superintendente de Inovação, Henrique Domakoski; os presidentes da Copel, Daniel Slaviero; e da Celepar, Leandro de Moura; o superintendente do Sebrae-PR, Vítor Tioqueta; o diretor do CEEP Newton Freire Maia, Edson Magalhães Blum; Marcos Pelegrina, da coordenadoria de Ciência e Tecnologia da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; e Mauro Fávero, vice-presidente de Vendas e Serviços para a América Latina da Huqsvarma.

Programação do hackathon prevê série de eventos online a partir de agosto - A previsão era que o hackathon acontecesse de forma presencial em março deste ano, mas por causa da pandemia do novo coronavírus a programação foi adaptada para o modelo virtual, mantendo a participação do público. A programação do Pense Agro compreende sessões de mentoria, oficinas e avaliações para a seleção das melhores soluções desenvolvidas.

Eventos online - Também está prevista uma série de eventos online que acontecem a partir da primeira semana de agosto, com workshops e palestras relacionadas ao setor. Os bate-papos virtuais incluem temas como Cooperativismo e Agricultura Familiar; Agro 4.0, Inovações e Tecnologia do Setor; e sobre cada um dos temas do hackathon. A programação completa pode ser conferida no site www.penseagro.com.br.

Promoção - O Pense Agro é promovido pela Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), com apoio do Governo do Estado. A metodologia do hackathon é da Startup Panic Lobster, que também foi responsável pelo Hack pelo Futuro.

Participação - Primeiro hackathon online do Governo do Estado, a maratona contou com a participação de 600 pessoas desenvolvendo alternativas inovadoras para o pós-coronavírus.

Coordenação - A iniciativa tem coordenação da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Superintendência de Inovação; com apoio das Secretarias de Estado da Educação e do Esporte; da Agricultura e do Abastecimento; e do Planejamento e Projetos Estruturantes; da Paraná Projetos e do Sebrae-PR. Tem patrocínio da Copel, Celepar, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da Huqsvarma. (Agência de Notícias do Paraná)

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CAGED I: País registra perda de 10,9 mil vagas de empregos formais em junho

caged 29 07 2020As demissões de empregos formais chegaram a 906.444 e as admissões a 895.460, em junho. Com isso, o saldo negativo ficou em 10.984 vagas, número inferior ao registrado em maio (-350.303), informou nesta terça-feira (28/07) a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, que divulgou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Melhora - A secretaria destaca que, em junho, “o mercado formal de trabalho apresentou melhora em relação a maio. Junho teve 16% menos desligamentos (166.799) e 24% mais admissões (172.520) do que maio”.

Primeiro semestre - No primeiro semestre, o saldo do emprego formal ficou negativo em 1.198.363, resultado de 6.718.276 admissões e 7.916.639 desligamentos.

Vínculos ativos - A quantidade total de vínculos ativos com carteira assinada ficou em 37.611.260. O salário médio de admissão em junho foi de R$ 1.696,92. O secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou que os dados mostram “uma reação clara do mercado de trabalho”, com retomada da economia. “Posso trazer indícios claros que já iniciamos a retomada. A retomada do mercado de trabalho é muito forte, expressiva. Temos meios para surpreender o mundo, como o nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito”, afirmou.

Setores - A agropecuária foi o setor de melhor desempenho, com a abertura de 36.836 novas vagas, seguido pela construção civil, que registrou saldo positivo de 17.270 postos de trabalho. Comércio e serviços registram saldos negativos com o fechamento de 16.646 e 44.891 vagas, respectivamente.

Regiões - Entre as regiões, o Centro-Oeste, Norte e Sul tiveram resultados positivos, com saldos de 10.010, 6.547 e 1.699, respectivamente. O pior resultado foi o da Região Sudeste que fechou o mês com menos 28.521 vagas. No Nordeste, o saldo ficou negativo em 1.341.

Unidades da Federação - Entre as unidades da Federação, o melhor resultado foi registrado em Mato Grosso com a abertura de 6.709 postos de trabalho. Em contrapartida, o pior resultado foi no Rio de Janeiro que em junho registrou o fechamento de 16.801 vagas.

Reforma trabalhista- A modalidade trabalho intermitente teve saldo positivo de 5.223 empregos, resultado de 11.848 admissões e 6.625 desligamentos. De acordo com a secretaria, 79 trabalhadores tiveram mais de um contrato intermitente.

Tempo parcial - Com 5.889 admissões em regime de tempo parcial e 11.461 desligamentos, o trabalho em regime de tempo parcial teve resultado negativo (-5.572). Foram registrados 19 trabalhadores com mais de um contrato em regime de tempo parcial. (Agência Brasil)

 

CAGED II: Paraná tem saldo positivo de empregos em junho

caged II 29 07 2020O Paraná registrou saldo positivo de 2.829 empregos com carteira assinada em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (28/07). Foi o sexto melhor resultado do País, atrás de Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás, Maranhão e Pará, e o primeiro balanço positivo após três meses de baixas, apontando certo reequilíbrio da economia.

Setores - Os setores que mais se destacaram em junho foram construção civil (saldo de 1.828 empregos criados), seguido de indústria de transformação (1.438), serviços industriais de utilidade pública (161), agricultura (77), serviços (46). O comércio foi o único grande segmento com saldo negativo, acumulando 721 demissões no mês, mas houve inflexões em transporte, armazenagem e correio (-663), alojamento e alimentação (-1.577) e artes, cultura, esporte e recreação (-309)

Resultado - “Após três meses de índices negativos, resultado da pandemia e da redução na atividade econômica para controlar a disseminação do coronavírus, o Paraná voltou a apresentar saldo positivo em junho. O resultado é sinal do esforço do Governo em abrir novas vagas com a intermediação das Agências do Trabalhador”, disse o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Mauro Rockenbach.

Municípios - Os municípios que conseguiram se sobressair foram Arapongas (593 empregos gerados), Ponta Grossa (450), Matelândia (371), Cascavel (319), Ortigueira (308), Curitiba (301), Cambé (185), Campo Largo (149), Palotina (147) e Andirá (139). Grandes centros como Maringá (-600), Foz do Iguaçu (-442), Londrina (-409), Fazenda Rio Grande (-183) e Colombo (-168) ainda sofrem com os impactos da pandemia.

Semestre - No acumulado de janeiro a junho, o saldo do Paraná ficou em -47.070 empregos, o que o coloca em 20º no ranking das unidades federativas. Ainda assim, o Estado está acima dos demais do Sul: Santa Catarina registrou resultado de -53.592 no semestre, e o Rio Grande do Sul perdeu 94.490 empregos. Grandes centros como São Paulo (-364.470) e Rio de Janeiro (-184.928) também estão distantes de recuperar o fôlego no mercado de trabalho.

Saldo - Foram três meses positivos e três negativos no ano. Em janeiro o saldo foi de 17.859 admissões e em fevereiro de 28.781, mas março (-13.277), abril (-55.008) e maio (-23.856) geraram grandes perdas no emprego formal.

Queda - O resultado semestral representa queda de 216,4% em relação aos 40.413 empregos criados entre janeiro e junho de 2019. No consolidado do ano, o Paraná aparecia em terceiro lugar no número absoluto de contratações e na quarta posição no saldo total de vagas de trabalho, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. O emprego crescia em sete dos oito segmentos analisados pela entidade ligada ao Ministério da Economia.

Nacional - O País registrou aumento de 24% na geração de empregos em junho, mas o saldo ainda ficou negativo: menos 10.984 vagas. Entre as regiões, Centro-Oeste, Norte e Sul tiveram resultados positivos, com saldos de 10.010, 6.547 e 1.699, respectivamente. O pior resultado foi o da região Sudeste, que fechou o mês com menos 28.521 vagas.

Agropecuária - A agropecuária foi o setor com o melhor desempenho nacional, com a abertura de 36.836 novas vagas, seguido pela construção civil, que registrou um saldo positivo de 17.270 postos de trabalho. Comércio e serviços registram saldos negativos: -16.646 e -44.891 vagas, respectivamente.

Melhora - O resultado demonstrou uma considerável melhora, porém ainda negativa, em relação ao mês passado, que registrou saldo de -331.901 postos de trabalho. Houve queda de 382,6% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2019 (424.051 novas carteiras assinadas). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

ECONOMIA: Contas externas têm saldo positivo de US$ 2,2 bilhões em junho

economia 29 07 2020As contas externas registraram saldo positivo em junho, informou nesta terça-feira (28/07) o Banco Central (BC). O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 2,235 bilhões. Esse foi o terceiro mês seguido de superávit e, de acordo com dados revisados, é o maior saldo positivo para junho da série histórica do BC, iniciada em 1995.

Déficit - Em junho de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 2,659 bilhões. “Essa mudança decorreu, principalmente, da redução de US$ 2,2 bilhões no déficit em serviços e do aumento de US$ 2,2 bilhões no superávit comercial”, disse o BC, em relatório.

Primeiro semestre - No primeiro semestre, as transações correntes tiveram déficit de US$ 9,734 bilhões, recuo de 53,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo negativo chegou a US$ 20,998 bilhões.

12 meses - Em 12 meses encerrados em junho, o déficit chegou a US$ 38,2 bilhões (2,35% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 43,1 bilhões (2,58% do PIB) até o mês anterior.

Balança comercial - Em junho, as exportações de bens totalizaram US$ 17,997 bilhões e as importações, US$ 11,099 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 6,898 bilhões, contra US$ 4,714 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a junho, o superávit comercial chegou a US$ 19,327 bilhões, ante US$ 22,412 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços - O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,371 bilhão em junho, ante US$ 3,550 bilhões em igual período de 2019. No primeiro semestre, o saldo negativo chegou a US$ 11,187 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a junho de 2019, de US$ 17,653 bilhões.

Pandemia - “A pandemia de covid-19 permanece afetando a conta de viagens internacionais, na qual se observou diminuição interanual de 93,7% nas despesas líquidas [receitas de estrangeiros no Brasil menos gastos de brasileiros no exterior] para US$ 72 milhões em junho de 2020, em comparação a US$ 1,2 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Ainda na comparação interanual, ocorreram recuos de 55,3% e de 84,3% nas receitas e despesas de viagens, respectivamente”, informou o BC.

Destaque - O banco destacou “reduções de 28,7% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, para US$ 941 milhões, e de 83,4% nas despesas líquidas de transporte, para US$90 milhões”, que também fazem parte da conta de serviços.

Viagens internacionais - Em julho, até o último dia 23, a conta de viagens gerou receitas de US$ 93 milhões e despesas de US$ 181 milhões, resultando no déficit de US$ 88 milhões. A conta de viagens internacionais tem sido afetada pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Rendas - Em junho de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 3,452 bilhões, contra US$ 3,876 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a junho, o saldo negativo ficou em US$ 18,608 bilhões, ante US$ 26,420 bilhões em igual período do ano passado.

Renda secundária - A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 160 milhões, contra US$ 52 milhões em junho de 2019. Nos seis meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 734 milhões, ante US$ 662 milhões em igual período de 2019.

Investimentos - Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões no mês passado, ante US$ 574 milhões em junho de 2019.

Valor - No primeiro semestre, o IDP chegou a US$ 25,349 bilhões, ante US$ 32,233 bilhões nos cinco meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em junho de 2020, o IDP totalizou US$ 71,7 bilhões, correspondendo a 4,41% do PIB, em comparação a US$ 67,5 bilhões (4,05% do PIB) no mês anterior.

Investimentos - Em junho, após quatro meses de saídas líquidas, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,380 bilhões, dos quais US$ 1,948 bilhão em títulos de dívida e US$ 432 milhões em ações e fundos de investimento. Nos seis primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 31,252 bilhões, de ingressos líquidos de US$ 9,087 bilhões, em período similar do ano anterior. Nos 12 meses até junho, a saída líquida de investimento em carteira no mercado doméstico somou US$ 47,9 bilhões. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Brasil terá mais 100 leilões de ativos até fim do ano, diz ministro

infraestrutura 29 07 2020O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse nesta terça-feira (28/07) que a superação de gargalos que envolviam direitos dos trabalhadores, obtida com a reforma trabalhista, já foi percebida pelos investidores estrangeiros e, com o portfólio de ativos atraentes no país; a trajetória de recuperação fiscal; e a queda da taxa básica de juros (Selic), representa um conjunto de fatores que colocam o Brasil na mira dos investimentos.

Mais de 100 leilões - Freitas disse que toda essa conjuntura permitirá que, até o fim do ano, mais de 100 leilões de ativos sejam implementados pela pasta e destacou os projetos de concessão das rodovias BR-116/101 (a Nova Dutra, entre Rio de Janeiro e São Paulo) e a BR-163, no Pará, e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, além da sexta rodada de concessão de 22 aeroportos.

Atenção - “Se colocarmos em um gráfico países de dimensão continental, acima de 5 milhões de quilômetros quadrados, com uma população gigantesca, acima de 200 milhões de habitantes, portanto, com grande mercado consumidor, e PIB [Produto Interno Bruto] acima de US$ 1 trilhão, veremos que, na intersecção desse diagrama, teremos apenas três países: Brasil, China e Estados Unidos”, disse Freitas, ao participar do webinar Invest Brasil Infraestructure 2020, promovido pela Apex-Brasil. “Isso, por si só, já chama a atenção dos investidores estrangeiros."

Questão trabalhista - "E tem mais ainda: a trajetória em que nos encontramos, tendo passado por crise severa; e, a partir daí, a mudança estrutural onde os principais riscos percebidos pelos investidores foram atacados, como a questão trabalhista", acrescentou o ministro, ao reiterar que, com a reforma, o país conseguiu superar os gargalos que envolviam direitos trabalhistas. "Houve uma diminuição extraordinária dos processos trabalhistas após a reforma.”

Mais atrativo - Ainda segundo o ministro, o cenário ficou mais atrativo com a aprovação do teto dos gastos, que iniciou uma trajetória de recuperação fiscal, e com a reforma da Previdência. Além disso, a queda dos juros teve continuidade, com a taxa Selic em 2,25%, o que é "extraordinário" para os investimentos em infraestrutura. “Temos o maior programa de concessão do mundo, que trará avalanche de dinheiro privado à nossa economia, transformando nossa infraestrutura nos próximos anos”, destacou Freitas, ao lembrar que o Brasil tem também “um histórico de respeito a contratos”, que é bem visto pelos investidores.

Estruturação - De acordo com Freitas, o país aprendeu a estruturar suas concessões e, por isso, tem hoje, provavelmente, “a estrutura mais sofisticada do mundo, no que diz respeito a compartilhamento de riscos”. Como exemplo, citou o risco cambial, um assunto que, apesar de aparecer como preocupação dos investidores, sempre foi “jogado para debaixo do tapete”.

Estratégia - Para superar tal problema, o ministro disse que a estratégia adotada foi a da chamada “outorga variável”, medida que, segundo ele, amortece as variações de câmbio nas situações em que o investidor tem de tomar dinheiro no exterior. “Vamos abater, do valor da outorga variável, a perda com eventual desvalorização de câmbio, ou acrescentar o ganho com eventual valorização. Vamos trabalhando com débitos e créditos numa conta gráfica até o final do período do financiamento, deixando um período de calda para o acerto de contas”, explicou o ministro. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE I: País tem 88,5 mil mortes e 2,48 milhões de casos acumulados

A atualização diária do Ministério da Saúde mostra que já ocorreram no Brasil 88.539 mortes em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 921 óbitos. A soma marcou um aumento de 1% em relação a segunda-feira (27/07), quando o balanço trazia 87.618 falecimentos.

Novos casos - Ainda de acordo com a pasta, foram acrescidos às estatísticas 40.816 novos casos nas últimas 24 horas. Com isso, o total de casos acumulados chegou a 2.483.191. O número representa elevação de 1,6% em comparação com segunda-feira, quando o painel marcava 2.442.375 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Acompanhamento - Segundo o boletim, há 673.092 pacientes em acompanhamento. Até o momento, 1.721.560 pessoas já se recuperaram da covid-19. Há também 3.842 óbitos em investigação.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,6%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 32,1. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1181,6.

"Dificuldade para exportar dados" - A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo informou que teve "dificuldade para exportar a base de dados a tempo de atualizar o painel nacional". As informações serão agregadas nesta quarta-feira (29/07). Já a Secretaria de Saúde do Pará fez uma revisão dos dados, reduzindo o total de mortes do estado.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais mortes provocadas pelo novo coronavírus são: São Paulo (21.676), Rio de Janeiro (13.033), Ceará (7.613), Pernambuco (6.421) e Pará (5.716). As Unidades da Federação com menos óbitos causados pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (328), Tocantins (357), Roraima (479), Acre (500) e Amapá (558). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 29 07 2020

SAÚDE II: Paraná se aproxima dos 70 mil casos e registra 1,7 mil mortes

saude II 29 07 2020Boletim divulgado nesta terça-feira (28/07) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma 1.370 novos casos e 40 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná acumula 68.644 diagnósticos positivos e 1.721 mortos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - 1.173 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. 884 pacientes estão em leitos SUS (388 em UTI e 496 em leitos clínicos/enfermaria) e 289 em leitos da rede particular (110 em UTI e 179 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultado - Há outros 1.092 pacientes internados, 518 em leitos UTI e 574 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Mortes - A secretaria informa a morte de 40 pacientes, todos estavam internados. São 12 mulheres e 28 homens, com idades que variam de 34 a 94 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 21 de maio a 28 de julho. Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (16), Araucária (4), Cascavel (3), Ponta Grossa (2), além de um óbito em cada um dos seguintes municípios: Campo Magro, Corbélia, Ipiranga, Jandaia do Sul, Jesuítas, Maringá, Matelândia, Nova Aurora, Pato Branco, Piên, Pinhais, Santa Terezinha de Itaipu, São José dos Pinhais, Telêmaco Borba e Virmond.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria registra 748 casos de residentes de fora. 22 pessoas morreram.

Ajustes - Alteração de município. Um caso confirmado no dia 25/7 em Santo Antônio do Paraíso foi transferido para Londrina.

Um óbito confirmado no dia 15/7 em Santa Mariana foi transferido para Araguari/MG.

Um óbito confirmado no dia 24/7 em Curitiba foi transferido para Araucária.

Exclusões - Um caso confirmado na data de 17/7 em Curitiba foi excluído por duplicidade de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira Boletim no http://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-07/informe_epidemiologico_28_07_2020_.pdf

 

SAÚDE III: Governo assina termo para produção de vacina contra Covid

saude III 29 07 2020O Governo do Paraná deu mais um passo na parceria de cooperação técnica e científica com a China para iniciar a testagem e a produção de vacina contra a Covid-19 no Estado, por meio do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná).

Termo de confidencialidade - O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta terça-feira (28/07), durante ato simbólico por videoconferência, o termo de confidencialidade com a empresa estatal chinesa Sinopharm que possibilitará a realização da terceira fase de testes da vacina no Paraná. A expectativa é que o processo possa começar ainda no mês de agosto.

Emirados Árabes - Atualmente, apenas os Emirados Árabes Unidos, com 15 mil voluntários, participaram no momento da experiência, iniciado neste mês. “É mais um passo, mais um avanço na pesquisa em busca de uma solução para o coronavírus. Esperamos ter sucesso para ajudar o Paraná, o Brasil e os países vizinhos”, afirmou o governador.

Resultados - Além de passar a integrar o processo de testagem, o acordo garante ao Estado acesso ao resultado das duas primeiras fases de testagem. Segundo o laboratório, os processos iniciais, já encerrados, tiverem 100% de positivação e sem reação adversa grave.

Termo científico - Agora, destacou Ratinho Junior, serão estabelecidos o termo científico regulatório e o protocolo sanitário de validação para identificar o melhor modelo de testagem a ser seguido.

Repasse de tecnologia - E, no caso da manutenção dos resultados favoráveis, haverá repasse de tecnologia por parte do Sinopharm para que o Tecpar possa produzir a vacina. A empresa estima finalizar os testes em estágio avançado em humanos em três meses.

Polo - De acordo com o governador, a intenção é fazer do instituto paranaense um polo produtor e distribuidor do medicamento para o restante do Brasil e também para países da América do Sul. Ele afirmou, porém, que todo o processo depende da liberação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Interesse - “Conversei com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello e ele se mostrou muito interessado, indicando que o Governo Federal será um grande parceiro neste projeto. São protocolos importantes que fazem a parceria avançar, ganhar velocidade”, disse Ratinho Junior.

Elogio - Ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil, QU Yuhui elogiou a iniciativa do Governo do Paraná de ter procurado a empresa estatal chinesa para a formalização da parceria. “Um acordo com o maior laboratório de biotecnologia da China que revela a visão estratégica do Estado”, ressaltou.

Grupo de trabalho - Um grupo de trabalho está sendo formado para definir o protocolo de validação para o início dos testes em fase III da vacina desenvolvida pelo Sinopharm.

Integrantes - Pelo lado paranaense, integram o grupo especialistas e técnicos do Tecpar; a Secretaria da Casa Civil; da Superintendência-Geral da Ciência Tecnologia e Ensino Superior; e a Secretaria da Saúde. O protocolo de realização da fase III deve envolver ainda as universidades estaduais e seus hospitais universitários para promover a testagem da população.

Órgãos regulatórios - A intenção é que nos próximos 15 dias o termo seja submetido aos órgãos regulatórios. Após a aprovação, deve ser iniciada a fase de testagem da população. A expectativa é que o processo seja iniciado até o fim de agosto.

Vacinação - “A Secretaria de Estado da Saúde vai fazer parte desta cadeia produtiva vacinando a população para que ela possa criar uma defesa orgânica contra o coronavírus. Esse é atualmente o maior desafio da saúde pública mundial”, afirmou o secretário Beto Preto.

Produção - De acordo com o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, estudos clínicos na fase III, que avaliam a eficácia da vacina, costumam ser feitos em torno de três a quatro meses.

Tratativas - Apenas após resultados satisfatórios obtidos na fase III, lembrou ele, é possível iniciar as tratativas para a produção, uma nova etapa na parceria. Inicialmente, os resultados dos estudos clínicos devem ser submetidos à Anvisa e ao Ministério da Saúde, para que seja solicitada a permissão de produção.

Validação - “Iniciada a produção, a vacina precisa ainda passar por várias etapas de validação da sua qualidade em um processo industrial. Além dos estudos clínicos, estamos trabalhando com a questão de transferência de tecnologia para o País, fortalecendo o Paraná e o Brasil na área da saúde”, ressaltou Jorge Callado.

Rússia - O Paraná também pode se tornar parceiro da Rússia na produção da vacina contra o novo coronavírus que está em fase final de testes naquele país. O assunto deve ser tratado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nos próximos dias com o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.

Ensaios clínicos - No início desta semana, o governo russo anunciou ter concluído com sucesso a fase de ensaios clínicos do seu antivírus, desenvolvido pelo Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. A expectativa é que esteja disponível no primeiro semestre do próximo ano.

Recursos garantidos - O Governo do Paraná já se antecipou para garantir recursos para a compra e distribuição de vacinas no Estado. Na segunda-feira (20/07), o Governo do Estado enviou uma emenda ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício de 2021 para alocar R$ 100 milhões no caixa da Secretaria de Saúde para aquisição de vacinas contra o novo coronavírus.

Outras vacinas - Cerca de 130 vacinas contra a Covid-19 estão sendo produzidas no mundo. Em estágio avançado estão os estudos realizados pela Universidade Oxford, da Inglaterra. O Brasil tem uma parceria para a produção da vacina, por meio da Fiocruz. A expectativa é que a vacina da Oxford possa ser produzida no início de 2021. Os testes também estão na fase 3.

Instituto Butantã - O Instituto Butantã, de São Paulo, está testando no Brasil a vacina produzida pela Sinovac, que tem sede na China. Esta vacina já está na fase de testagem clínica em humanos. A intenção é de que a vacina comece a ser produzida no início do ano que vem.

Presenças - Participaram do ato o secretário chefe da Casa Civil, Guto Silva; e o superintendente-geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ARTIGO: Inovação como cultura, como um valor a ser buscado por todos

artigo 29 07 2020*Leandro Macioski

As cooperativas estão inseridas em um ambiente competitivo e de grande complexidade, e estão cada vez mais expostas a um número maior de externalidades. Diante deste cenário buscam incorporar sistemas e unidades de inteligência competitiva em seus processos, objetivando explorar seus recursos e competências de maneira aprimorada nos processos de inovação. Os mecanismos de inteligência funcionam como indutores para um ambiente de inovação. Se devidamente alinhados, esses processos podem gerar bons resultados e propiciar ganhos para as cooperativas.

A administração dos processos de gestão da inovação integra aspectos tecnológicos e humanos na sua construção. Essa integração perpassa por diversas áreas das organizações, geralmente carregada por alto grau de incerteza e desconfiança. A gestão dos processos de inovação provoca confronto entre múltiplos fatores do ambiente externo, forçando as organizações a reagir com rapidez. Em paralelo instabilidade do ambiente interno, exige dos gestores e da direção, delegação de poderes para tomada de decisão, o que pode exigir reavaliação do modelo de gestão adotado.

A busca pelo conhecimento dentro dos processos inovadores está disseminada nas mais diferentes fontes. Para que isso efetivamente ocorra às cooperativas, precisam criar canais que possibilitem que os seus cooperados, colaboradores, parceiros e clientes colaborem e interajam formando um ecossistema de inovação.  

Os modelos de inovação comumente exigem uma relação intrínseca entre as etapas de desenvolvimento, implantação de conhecimentos tácitos e atividades de pesquisa. Porém podemos examinar que o desenvolvimento da inovação não segue padrões lineares de construção e interagem com fontes de conhecimento que estão pulverizadas nas organizações, como elementos da cultura organizacional e processos de aprendizagem que não deram certo em um primeiro momento.

Com o objetivo de fomentar a cultura da inovação nas cooperativas paranaenses, o Sistema Ocepar idealizou o Programa de Inovação para o Cooperativismo Paranaense, um programa de capacitação, sólido e escalável para atender cooperativas de diferentes segmentos e fomentar a inovação de forma bastante prática e adequada à realidade, independentemente do ramo de atuação da cooperativa. O programa tem a intenção de alavancar resultados de forma eficiente, sustentável e exponencial, expandindo a visão de um setor que já é inovador em sua essência.

Por fim, para lidar com as constantes mudanças no contexto, a atualização dos conhecimentos é fundamental. A inovação pode acontecer em qualquer lugar e as pessoas são agentes que geram oportunidades que não podem ser perdidas. Nosso objetivo com o programa de inovação é ter diversidade de pensamento e entendemos que disseminar a cultura da inovação é um processo de melhoria contínua e não um destino.

Para saber mais sobre o Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense acesse aqui: http://paranacooperativo.coop.br/programadeinovacao/

*Leandro Macioski é coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR

 


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