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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4878 | 03 de Agosto de 2020

SISTEMA OCEPAR: Diretoria executiva discute planejamento estratégico com equipes de trabalho

As atividades que devem ser desenvolvidas pelo Sistema Ocepar até o mês de dezembro estiveram em pauta, na manhã desta segunda-feira (03/08), durante a apresentação do planejamento estratégico de 2020 ocorrida na reunião virtual com a participação da diretoria executiva e dos funcionários da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), as três entidades que formam o Sistema Ocepar.

Revisão - Segundo o coordenador de gestão estratégica, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, em julho, as equipes de trabalho discutiram a revisão das metas estabelecidas pelas áreas para este ano, especialmente em virtude dos novos desafios trazidos pela pandemia do coronavírus, que alteraram a rotina das atividades, com a implantação do trabalho remoto, em março. “Nós rediscutimos com as equipes o plano de ações que deve ser executado até dezembro de 2020. De modo geral, houve um aumento de 22% nas metas e de 4% nas ações em relação ao último replanejamento, realizado em março, o que demonstra o aumento do trabalho e de produtividade”, frisou Alfredo.

Total - Ainda de acordo com ele, o Sistema Ocepar estabeleceu para este ano um total de 343 metas e 1.770 ações, distribuídas entre os 11 itens que integram as diretrizes estratégicas da entidade: representação (29 metas); planejamento (8), intercooperação (2), desenvolvimento (21), infraestrutura (4), comunicação e desenvolvimento (39), soluções para as cooperativas (39), mercados (18), gestão e governança (15), inovação (2) e gestão organizacional (166). No balançogeral, a entidade cumpriu até o momento 45% do plano de metas de 2020.

Abertura - Na abertura, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, procurou transmitir otimismo aos funcionários e destacou a evolução do trabalho realizado até o momento. Ele iniciou fazendo um relato sobre o 1º Fórum Digital dos Presidentes das Cooperativas do Paraná, realizado no dia 28 de julho, com a presença do governador Ratinho Júnior e participação expressiva de lideranças do cooperativismo paranaense. O evento reuniu mais de 180 participantes e um dos destaques foi o anúncio de um mais um desafio, o PRC200, um novo ciclo do planejamento estratégico do setor, cuja meta financeira é atingir R$ 200 bilhões de faturamento nos próximos anos. A proposta foi aprovada durante o Fórum e representa um desdobramento do PRC100, iniciado em 2015 e que deverá ser encerrado no final deste ano, com o atingimento do objetivo de alcançar R$ 100 bilhões de faturamento.

Atuação - De acordo com Ricken, a entidade continuou atuando com eficiência mesmo durante o período da pandemia e a utilização da tecnologia tem possibilitado a participação da diretoria executiva e demais colaboradores em um número maior de atividades. “Se, por um lado, estamos em isolamento individual, por outro, estamos tendo uma presença mais ativa nos eventos”, afirmou. Ele encorajou todos a seguirem os objetivos propostos no planejamento estratégico. “Podemos fazer um bom planejamento porque temos muita demanda. Nosso propósito é contribuir para o desenvolvimento econômico e social das pessoas. Somos instrumentos para o desenvolvimento do cooperativismo”, disse.

Cuidado com a saúde - Ricken também recomendou que todos cuidem da saúde. “Nós implantamos o trabalho remoto para preservar a saúde dos nossos colaboradores e chegamos bem até agora. É importante que cada um faça a sua parte também pois a saúde é a coisa mais importante em nossas vidas. Nós evoluímos muito em nosso trabalho. Eu estou otimista. Estamos firmes e fortes. Por isso, vamos continuar atuando para que as cooperativas vejam a importância do nosso trabalho. Vamos fazer o que é necessário e para elas e de forma bem feita”, acrescentou. “Um bom segundo semestre para todos. Tenho certeza de que vamos sair mais fortalecidos dessa situação”, finalizou.

Apresentações - A reunião foi encerrada às 11h, após a apresentação realizada pelos superintendentes, gerentes e coordenadores de área sobre as atividades que serão desenvolvidas até o final deste ano, as prioridades e os novos desafios de cada setor.

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INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS: Reunião com Banco Sicredi encerra ciclo de encontros virtuais

Com as presenças do diretor-executivo de Crédito, Gustavo de Castro Freitas, e da gerente de Crédito Rural, Marilucia Dalfert, do Banco Sicredi, aconteceu, no final da tarde de sexta-feira (31/07), a última rodada de reuniões virtuais do Sistema Ocepar com agentes financeiros parceiros do setor cooperativista. Participaram também representando a Central Sicredi PR/SP/RJ, o diretor de Desenvolvimento, Adilson Felix de Sá, diretor de Supervisão, Reginaldo José Pedrão e o gerente de Desenvolvimento de Negócios, Gilson Nogueira Farias.

Parceria - A reunião foi coordenada pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que ressaltou a importância do Banco Sicredi para o sistema cooperativista. “O Sistema Sicredi, ao longo de sua história, tem sido um parceiro atuante, afinal ele surgiu dentro das próprias cooperativas agropecuárias. A Central Sicredi teve sua origem na Cocecrer Paraná e seu ato de fundação aconteceu no auditório da Ocepar, em janeiro de 1985, onde funcionava o Comitê de Constituição das Cooperativas de Crédito do Paraná”, destacou.

Sistemática - Essas reuniões, que devido à pandemia acontecem por videoconferências, têm como sistemática apresentar um panorama econômico-financeiro das cooperativas paranaenses e conhecer as estratégias dos agentes financeiros para ampliar o financiamento das cooperativas paranaenses, em especial, com os recursos disponíveis no Plano Safra 2020/2021. Durante o mês de julho, o Sistema Ocepar se reuniu com nove instituições financeiras, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Caixa, Itaú/Unibanco, BRDE, BNDES, Bancoob e Banco Sicredi.

Proximidade - Ricken destacou que o objetivo é estar sempre próximos. “Sabemos das limitações de todas as instituições, em especial por recursos federais, afinal passamos por um momento de dificuldades. Nessas reuniões, ouvimos o que é possível financiar para as cooperativas e dar liquidez para os cooperados e, assim, ajudar indiretamente as próprias cooperativas”. O dirigente agradeceu a disposição de todos em participar desta reunião o que demonstra a importância que o cooperativismo representa para o banco. “Este é um ano de bons resultados, mesmo com a pandemia e o setor não pode parar e não vai parar”, frisou.

Resiliência - Gustavo de Castro Freitas, diretor-executivo de Crédito do Banco Sicredi, afirmou que a queda no PIB de pouco mais de 5% para este ano, devido à pandemia do coronavírus, “serviu para provar o quanto o agronegócio é mais resiliente em todo o país. Apostamos muito no setor cooperativista, não só por ser de sucesso, mas porque é a nossa raiz, de onde viemos. Ao longo do tempo o sistema vem se preparando e o Banco é o apoio para que tudo aconteça de uma forma eficaz”, frisou.

Recursos - Gustavo disse que nos programas de longo prazo “o sistema tem uma certa restrição e a situação fiscal deve piorar ainda mais devido a tudo que estamos acompanhando. Nossa estimativa para custeio é de aproximadamente R$ 23 bilhões, incluindo investimentos, dos quais 30% irão para o Paraná, em torno de R$ 8 bilhões. Podemos avançar ainda mais nesta aproximação com as cooperativas do Paraná. Queremos trazer investimentos verde, o chamado dinheiro sustentável nesses projetos novos que as cooperativas paranaenses estão realizando. Aproveitar bem esta onda e vender e mostrar que o agro é sustentável, produz e preserva ao mesmo tempo”. O dirigente do banco finalizou afirmando que este tipo de reunião realizada pelo Sistema Ocepar “é muito produtiva para que possamos ver o posicionamento econômico e financeiro do cooperativismo e a visão de vocês com relação a nossa atuação”.

Intercooperação - Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, frisou que “a intercooperação está no nosso radar. Trabalhamos para realizar essas parcerias com financiamentos e fortalecer essa aproximação cada vez mais com o setor. Nosso foco é otimizar ao máximo os recursos do Banco Sicredi para o Paraná. Só no Paraná teremos neste ano R$ 600 milhões de custeio agrícola, boa parte será destinada para os cooperados, que irão comprar insumos para a próxima safra e ajudar a movimentar a economia local. Estamos atuando firmemente para que investimentos não fiquem para depois, fazer antes e atender as necessidades no momento certo”, destacou.

Participações - Participaram do encontro, pelo Sistema Ocepar, os superintendentes Robson Mafioletti, Leonardo Boesche, Nelson Costa, respectivamente da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, além dos gerentes, técnico econômico, Flávio Turra, e de desenvolvimento do cooperativismo, Maria Emília Pereira, e os coordenadores João Gogola Neto, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, Silvio Krinski e Samuel Milléo Filho.

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MERCADO: Ricken se reúne com adido agrícola do Mapa na Indonésia

“Poder conversar com o adido agrícola do Brasil em Jacarta, com uma diferença de 10 horas de fuso horário entre o Brasil e a Indonésia, somente foi possível graças à facilidade que temos hoje da tecnologia. Neste momento difícil que vivemos, podemos afirmar que este é um lado para podermos prospectar novos negócios para as cooperativas paranaenses”, destacou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao participar de uma videoconferência, na manhã de sexta-feira (31/07), com Gustavo Bracale, que, desde 2018, exerce a função de adido agrícola no país asiático. Acompanharam também a vídeo, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o gerente técnico, Flávio Turra, o analista, Maiko Zanella, e o coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho.

Potencial - Durante uma hora, Bracale falou sobre as principais demandas do país em alimentos e que podem interessar as cooperativas paranaenses. “A Indonésia é um país interessante, bem desafiador. O mercado asiático é pouco conhecido pelo agronegócio brasileiro, onde temos um potencial grande de trabalho e, com certeza, poderemos ajudar na prospecção de possíveis negócios de interesse para as cooperativas do Paraná que exportam para vários países da região, entre os quais a Indonésia”, frisou. No ano passado a Indonésia abriu seu mercado para o Brasil exportar carne, graças negociações realizadas pela ministra Tereza Cristina com o apoio de Bracale.

Exportações - Em 2019 foram exportados para Indonésia U$ 1,7 bilhão, entre os principais itens estão farelo e grão de soja. Já as importações, na maioria no ramo têxtil, atingiram U$ 1,3 bilhão, com um saldo positivo para o Brasil de aproximadamente U$ 416 milhões. As exportações para o sudeste asiático, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Miamar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã, têm sido mantidas acima de U$ 5 bilhões ao longo dos últimos anos. No primeiro semestre de 2020, o Brasil exportou U$ 3,2 bilhões para esses países, sendo que os principais produtos estão no complexo soja (40%), cereais, farinhas e preparações (20%) e fibras e produtos têxteis (17%).

Cultura - Segundo ele, a Indonésia, nação do sudeste asiático com uma população de 250 milhões de pessoas, “é formada por mais de 17 mil ilhas, muitas das quais vulcânicas, abriga centenas de grupos étnicos que falam vários idiomas”. O país é conhecido pelas praias, vulcões, dragões de Komodo e selvas, onde vivem elefantes, orangotangos e tigres. Na ilha de Java, está localizada a capital do país, Jacarta, onde Bracale vive.

Função - Os adidos têm um mandato de quatro anos no exterior. Após o fim deste mandato, eles retornam ao Brasil, onde são obrigados a ficar por dois anos e podem se candidatar para outro país novamente, com um novo processo de seleção. O Brasil possui seis adidos localizados nas embaixadas na Colômbia, Canadá, União Europeia, Marrocos, Egito e Indonésia.

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COVID-19: Confira o comunicado 88 do Comitê de Acompanhamento

covid 19 destaque 03 08 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar divulgou, na manhã desta segunda-feira (03/08), o comunicado 88, informando sobre as reuniões virtuais realizadas pelo Sistema Ocepar, no dia 31 de julho, com o Banco Sicredi e com o adido agrícola do Mapa em Jacarta, na Indonésia, para discutir o potencial de negócios entre as cooperativas com o país e demais mercados no continente asiático. Veja abaixo todos os destaques.

1. No dia 31 de julho, o Sistema Ocepar realizou reunião virtual com o Banco Sicredi para tratar das perspectivas e das estratégias futuras do cooperativismo paranaense.

2. O Sistema Ocepar realizou reunião virtual, no dia 31 de julho, com o adido agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa em Jacarta, na Indonésia, Gustavo Bracale, com objetivo de verificar o potencial de negócios das cooperativas com o país e demais mercados no continente asiático.

3. No dia 31 de julho, o Sistema Ocepar participou da reunião com o representante da Funai, que apresentou o projeto de cooperativa de indígenas.

4. O Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou a 21ª Live com os agentes das cooperativas paranaenses com o tema – Desafios do Planejamento Estratégico em Tempos de Incerteza. As 21 lives promovidas pela Gerência de Desenvolvimento Cooperativo - Gecoop até o momento contaram com mais de 1300 participações, trazendo diversos temas de interesse dos agentes, com o intuito de mantê-los atualizados e atentos às mudanças que estão surgindo no cenário incerto que estamos vivendo.

5. No dia 31 de julho, o Sistema Ocepar participou da primeira Assembleia Geral Ordinária Digital da história da cooperativa Camisc.

6. O Sistema OCB realizou, no dia 31 de julho, o Encontro de Superintendentes, que contou com a participação das Unidades Estaduais para discutir as questões de desenvolvimento das cooperativas brasileiras.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

GETEC: Informe nº 36 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 03 08 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (03/08), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2020, 2021 e 2022. Juntamente com A Getec publicou também o Informe Mensal contendo o histórico das projeções do Banco Central para julho.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

Clique aqui para conferir o Informe Mensal de julho

 

EVENTO: Região Sul promove Seminário Online do Ramo Transporte no dia 6 de agosto

As Organizações Estaduais das Cooperativas do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina promovem, na quinta-feira (06/08), o Seminário Online Perspectivas e Fortalecimento do Ramo Transporte da Região Sul, das 15h às 17h30, por meio da plataforma Microsoft Teams.

Novidades - O evento tratará sobre as novidades e ações do ramo, apresentação de cases de cooperativas sobre intercooperação, inovação e identidade cooperativa, além de uma palestra sobre Cooperação x Competição no Cooperativismo de Transporte. A programação será aberta por representantes do Sistema OCB e da Ocepar, Ocergs e Ocesc.

Inscrições - As inscrições podem ser feitas pelo link http://bit.ly/3j5YSIO. No dia do evento, o participante receberá o link de acesso ao seminário, no período da manhã.

Informações - Para mais informações: tatiana-francisco@sescooprs.coop.br. (Com informações da Ocergs)

 

evento folder 28 07 2020

LIVE: Evento online discute desafios do planejamento estratégico em tempos de incerteza

“Com sua vasta experiência como consultor, alguma vez a pandemia apareceu como uma ameaça nas suas análises SWOT, em tantos planejamentos que você já fez na vida?” Com essa provocação ao palestrante Rui Rocha, da Partner Consulting, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Leandro Macioski, iniciou o debate sobre “Os desafios do planejamento estratégico em tempos de incertezas”, tema da 21ª live promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), na tarde de sexta-feira (31/07), pela plataforma Microsoft Teams. Participaram 70 pessoas, entre profissionais das cooperativas paranaenses e do Sistema Ocepar.

SWOT - A análise SWOT é utilizada nos planejamentos estratégicos para auxiliar as organizações a identificar as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças relacionadas aos seus negócios. Com 20 anos atuando como consultor e estrategista de negócios, “fazendo planejamento estratégico e ajudando as empresas nesse trabalho”, Rocha disse que nunca identificou um cenário com Covid-19. “Realmente é algo inusitado. O planeta inteiro está sofrendo com isso. Acredito que cada um, em sua empresa, no seu local de trabalho, nos seus negócios, sabe o quanto tem sido difícil passar por um momento como esse, mas que está gerando muitos aprendizados, que podemos compartilhar com vocês”, disse Rocha.

Acelerador de futuros - Ele destacou que a pandemia do novo coronavírus é um acelerador de futuros. Rocha citou como exemplo uma empresa em que presta consultoria. “É uma empresa com faturamento de R$ 700 milhões, que colocou no planejamento estratégico desenvolver um canal de comércio eletrônico até 2023, que contemplasse 10% das vendas. Com o lockdown, chegaram entre 47% e 60% das vendas em comércio eletrônico. Tiveram que fazer agora algo que estava previsto para o futuro. A empresa não tinha infraestrutura necessária pois não estava preparada para essa situação. Mas, em 40 dias, reformaram a plataforma tecnológica e conseguiram refazer todos os caminhos. Assim, o que estava previsto para 2023 teve que ser feito agora, como meio de sobrevivência. As ações e investimentos também foram antecipados para dar conta do negócio e isso aconteceu com várias empresas. Verdadeiramente estamos vivendo num tempo de acelerar o futuro”, frisou.

Velocidade e assertividade- Em sua avaliação, os fatores determinantes para superar os obstáculos e obter sucesso nesse quadro de crise provocado pela Covid-19 são: velocidade e assertividade. “Velocidade é a palavra. As empresas que conseguem ter um planejamento que permita rapidamente identificar as mudanças de mercado e se adaptarem a elas são as que se saem melhor em momentos de crise. Mesmo porque não basta apenas ter um planejamento estratégico. É algo imprescindível, importante, mas, se não der a devida atenção, se não souber conduzi-lo, não será bem-sucedido. Tanto que 44% dos planos estratégicos das empresas acabam fracassando por causa de falhas na execução. São belas estratégias, belos planos de ação mas que, sem uma pegada de implantação, pouco adiantam”, afirmou. “Os planejamentos estratégicos também têm que ser mais cleans, mais focados, com menos firulas, e orientado para que as empresas conduzam seus negócios de forma mais assertiva. A assertividade e o foco são fundamentais nesse momento para sair de crises como a que estamos passando”, acrescentou.

Mudanças - Rocha destacou ainda a importância das empresas terem equipes com profissionais abertos a mudanças. “É necessário ter pessoas com perfil adequado para encarar desafios. Porque eu tenho certeza de que a empresa cuja equipe não consiga fazer as mudanças com a rapidez e a velocidade necessárias é prejudicada. O que eu estou aprendendo com a pandemia é como a velocidade e a assertividade com que as coisas são feitas fazem a diferença. Como não foi possível identificar a crise com antecedência, temos que ser rápidos para agir. A empresa deve que ter jogo de cintura para isso e, ao mesmo tempo, é preciso ter pessoas. Hoje ser rápido, versátil, conectado e assertivo é fundamental, pois não dá para ficar tentando muitos tiros para acertar o alvo. Tem que ser assertivo e isso se faz com uma equipe com perfil adequado. As empresas, então, vão valorizar executivos e profissionais que tenham essa mobilidade, essa versatilidade de entender o momento e fazer a mudança rapidamente. Isso está comprovado agora”, acrescentou.

Mundo VUCA - Rocha também discorreu sobre as os conceitos usados para descrever o mundo que vivemos atualmente, sintetizado na sigla em inglês VUCA: Volatility (volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade) e Ambiguity (ambiguidade). “É um mundo volátil, onde tudo muda muito rápido. Incerto, pois essa falta de previsibilidade já era algo latente nas empresas e nos negócios. É complexo, porque tem muitas variáveis e estamos vivendo isso nesse momento. Também é ambíguo porque há muitas interpretações sobre a mesma situação”, frisou. “O mercado atual está em constante estado de VUCA. Nesse contexto, saber como reagir ou se preparar para a mudança de cenários é fundamental para se manter no jogo.”

Erros - O palestrante apontou ainda os erros que devem ser evitados em relação ao planejamento estratégico, entre os quais: confundir planejamento com orçamento; fugir do risco razoável; centralizar o plano em uma pessoa só; ter medo de mudar e esquecer de motivar e recompensar. “Trabalhar com planejamento estratégico é valorizar. Há a questão da meritocracia e as equipes de alto desempenho, que fazem acontecer, fazem a diferença, precisam ser reconhecidas e motivadas”, frisou. Rocha listou também os fatores críticos de sucesso, como patrocínio; cultura; envolvimento; divulgação e comprometimento e respeito à metodologia. “É preciso saber o caminho que se quer seguir ou não seguir e respeitar esse caminho”, destacou. Ao final, Rocha citou a frase de Peter Drucker, escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado como o pai da administração ou gestão moderna: “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com o futuro das decisões presentes.” E ele reforçou: “São as decisões que tomamos agora que impactam no futuro. Isso é bastante importante. Não dá para deixa chegar lá para ver o que eu faço. Tem que pensar agora”, sublinhou.

PRC200 - No início da live, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, agradeceu Rocha e à Partner Consulting pelo trabalho realizado na construção e execução do PRC100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, iniciado em 2015 e cuja meta financeira, de alcançar R$ 100 bilhões, deverá ser alcançada neste ano. “A nossa previsão inicial é no final do ano ultrapassar um pouco os R$ 100 bilhões. Isso não tem bem a ver com a curva normal, até porque tivemos um ano excepcional de produção e de preços, motivado pelo nível cambial, mas acho que vamos fechar um ciclo, isso que é importante. A ideia é comemorar essa conquista nos 50 anos da Ocepar, no dia 2 de abril de 2021, e iniciar um novo processo”, disse Ricken. “Agora, nós lançamos um novo desafio, o PRC200, no Fórum dos Presidentes, realizado no dia 28 de julho, com 183 participantes. Colocamos a proposta em votação e houve 153 aprovações. Eu acho que os outros não conseguiram votar. Quero aproveitar a oportunidade para falar sobre a importância da Partner nesse processo e agradecer pela parceria. Vamos agora para uma nova jornada. Isso é uma demonstração de que o planejamento deu certo”, complementou o presidente do Sistema Ocepar.

Novo desafio - Segundo Ricken, o próximo passo é chegar a R$ 200 bilhões de faturamento. “Dobrar o valor do faturamento do setor é uma simbologia, um desafio. Parece um valor absurdo, mas nós projetamos atingi-lo em três hipóteses: natural, conservadora e uma bem mais conservadora. Nós vamos nos estruturar para isso, calcular tudo, usar a metodologia. Quem planeja, tem mais chance de acertar o alvo e isso vale como lição para todos. E, se existe uma pequena diferença do cooperativismo paranaense em relação a outros estados, é que aqui sempre houve planejamento”, frisou.

Caminho certo - Para Rocha, o cooperativismo paranaense está no caminho certo. “O modelo de cooperativismo do Paraná é o mais desenvolvido do país, é uma referência, sem dúvida, e muito disso é realmente é resultado do planejamento. Vocês são bem organizados. O cooperativismo do Paraná se desponta e eu conheço muitos líderes do setor. São pessoas muito conectadas. Gosto muito de falar com elas, porque sabem do que estão falando, fruto de benchmarking, viagens de intercâmbio, das ações de capacitações, enfim, o cooperativismo do Paraná investe muito nas pessoas e isso faz com que as coisas deem certo e é só olhar o resultado que, se comparado com o de outros estados, demonstra uma grande diferença, não só em relação ao desempenho econômico-financeiro mas, também, quanto às pessoas”, afirmou o consultor.

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CMN: Aprovadas novas medidas de apoio para agricultores e cooperativas

cmn 03 08 2020Em reunião ordinária realizada na quinta-feira passada (30/07), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medidas de apoio ao setor agropecuário, especialmente a agricultura familiar. Parte do pacote anunciado estava entre os pleitos da OCB, e contou com total apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Redução dos juros - Entre as medidas está a redução da taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ciclone bomba na região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020. O CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo ciclone, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o ano agrícola 2020/2021.

Prorrogação - O Conselho Monetário Nacional também decidiu prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020 o prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos de mutuários cujas atividades foram prejudicadas pelas medidas de distanciamento social ligadas à pandemia de Covid-19.

Limites - Também foi aprovada a elevação dos limites de crédito de industrialização para agroindústria familiar, no âmbito do Pronaf. O objetivo é a apoiar os agricultores familiares, por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente por causa das consequências da pandemia.

Algodão - O Conselho aprovou também medidas sobre o valor base para os preços do algodão em pluma e a renegociação de parcelas para agricultores atingidos pela estiagem, ampliando o número de municípios e de produtores beneficiados.

Órgão colegiado - O CMN é o órgão colegiado presidido pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos, e pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Medidas - Confira as especificidades anunciadas:

1 - Prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020, o vencimento das parcelas vencidas ou vincendas no período de 1º de janeiro de 2020 a 14 de dezembro de 2020, das operações de crédito rural de custeio e investimento contratadas por produtores rurais, inclusive agricultores familiares, e suas cooperativas de produção agropecuária, cuja comercialização da produção tenha sido prejudicada em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas para mitigar os impactos da pandemia provocada pelo COVID-19, de que trata a Resolução Bacen nº 4.801/2020.

2 - Autorizar as instituições financeiras a renegociar as parcelas e as operações de crédito rural de custeio e de investimento, vencidas ou vincendas no ano de 2020, inclusive aquelas que já foram objeto de prorrogações anteriores, contratadas pelos produtores rurais e pelas cooperativas de produção agropecuária que tiveram prejuízos em decorrência da seca ou estiagem em municípios com decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública no período de 20 de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020, reconhecida pelo Governo Estadual, de que trata a Resolução nº 4.802/2020. A medida amplia o número de municípios e de produtores beneficiados, dado que, até então, a resolução somente alcançava os municípios cujos decretos tenham sido emitidos entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2020.

3 - Admitir que a instituição financeira possa considerar o indicador de preços de algodão em pluma Cepea/Esalq como valor base para o Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) aos produtores de algodão, em operações contratadas até 15 de outubro de 2020, ao amparo de recursos controlados do crédito rural. A possibilidade da adoção desses preços, se reveste de significativa importância, quando os preços de mercado estão substancialmente acima do Preço Mínimo, referência básica para operações dessa natureza. Essa medida complementa o disposto na Resolução Bacen nº 4.824/2020, que elevou de R$ 4,5 milhões para R$ 32,5 milhões o limite de financiamento para estocagem, devido as dificuldades de fechamento de contratos e escoamento da produção ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus.                                                

4 - A passagem do "Ciclone Bomba" pela região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020 provocou danos em vários municípios dos estados dessa Região, sobretudo em Santa Catarina, onde, segundo o governo do estado, ao menos 241 municípios foram atingidos. O ciclone afetou a atividade de muitos produtores rurais, especialmente os agricultores familiares. Diante desses problemas e por solicitação da Senhora Ministra da Agricultura, o CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo “Ciclone Bomba”, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o anos agrícola 2020/2021, desde que os municípios afetados tenham decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência do “Ciclone Bomba”, com reconhecimento pelo Governo Estadual.

5 - Foi aprovada a elevação dos limites de crédito de Industrialização para Agroindústria Familiar, no âmbito do Pronaf. A medida visa a apoiar os agricultores familiares, empreendedores rurais familiares e as cooperativas de agricultores familiares por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente nesse momento de crise em função das medidas de distanciamento social decorrentes da pandemia de Covid-19. Diante disso, em caráter excepcional no ano agrícola 2020/2021, autorizou-se o aumento dos seguintes limites, por beneficiário:

I - Pessoa física: de R$ 45.000,00 para R$ 60.000,00;

II - Empreendimento familiar rural - pessoa jurídica: de R$ 210.000,00 para R$ 300.000,00;

III - Cooperativa singular: de R$ 15.000.000,00 para R$ 20.000.000,00;

IV - Cooperativa central: de R$ 30.000.000,00 para R$ 40.000.000,00.

Para conferir a íntegra da resolução, clique aqui.

(OCB, com informações do Mapa)

FOTO: Arquivos Secs

 

 

LEGISLATIVO: Comissão da reforma tributária retoma trabalhos; Guedes será ouvido na quarta

legislativo 03 08 2020A Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária retomou suas atividades na sexta-feira (31/07) após mais de quatro meses de suspensão provocada pela pandemia de covid-19. O presidente da comissão, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), reiniciou os trabalhos comunicando que o ministro da Economia, Paulo Guedes, será ouvido na quarta-feira (05/08), às 10h. As reuniões são feitas remotamente, por videoconferência entre deputados federais e senadores.

Ferramenta indispensável - Para Roberto Rocha, a reforma tributária é uma ferramenta indispensável para que o país volte para o caminho do desenvolvimento econômico e da geração de emprego e renda, especialmente depois dos efeitos negativos causado pelo coronavírus. Na opinião dele, o sistema tributário brasileiro é “um verdadeiro pandemônio tributário”. O presidente pediu apoio a todos os deputados e senadores que integram ou não a comissão mista.

Condução do debate - Após iniciar a reunião, Roberto Rocha passou a condução do debate para o vice-presidente do colegiado, o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), que passou a palavra inicialmente para o relator da comissão mista, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). 

Propostas - O relator disse que a comissão terá de debater as PECs 110/2019 (do Senado) e 45/2019 (da Câmara), além da proposta do governo federal, cuja primeira parte  foi entregue há 10 dias ao Congresso Nacional. Para ele, os parlamentares têm o desafio de avançar “nesse debate complexo” pensando no cenário pós-pandemia. Aguinaldo Ribeiro disse acreditar que a reforma tributária vai ajudar o país a aumentar o PIB ano após ano. Em sua opinião, a reforma tributária tem que simplificar o sistema e torná-lo mais justo e transparente, o que dará segurança jurídica e confiabilidade ao Brasil.

Mudanças estruturais - Ribeiro disse que o Congresso tem que buscar uma reforma ampla que traga mudanças estruturais, pois o Brasil tem uma concentração de renda extrema e enorme desigualdade social. Ele acrescentou que a reforma precisa proporcionar mais equilíbrio fiscal, alavancar a geração de emprego e renda e ajudar a combater as mazelas sociais do país. “Não basta a simplificação tributária, tem que haver mudanças estruturais que reduzam custos e preços e proporcionem crescimento econômico”, salientou o relator.

"Justiça tributária"- O senador Major Olimpio (PSL-SP), primeiro vice-relator da comissão, afirmou que esse colegiado terá um papel fundamental para a história do Brasil. Ele disse que a discussão sobre uma reforma tributária vem desde 1988 e afirmou que o Parlamento não deseja aumentar a carga tributária.

Importante - A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) disse concordar com a simplificação e a unificação tributária, mas afirmou que a “a justiça tributária é mais importante”. A senadora acrescentou que “os mais pobres do país são os que mais pagam tributos”. Em sua avaliação, a reforma tem que taxar a distribuição de lucros e dividendos e as grandes fortunas, além de reduzir a carga tributária do consumo e reformular a tabela do imposto de renda.

Sobrecarregadas - Por sua vez, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que as empresas brasileiras estão sobrecarregadas de tributos e de burocracia. Ele defendeu uma reforma tributária que promova distribuição de renda e justiça tributária e simplifique o país. Ele afirmou que as micro e pequenas empresas são as maiores geradoras de emprego do país, mas sofrem com a alta carga tributária e a burocracia.

Indústria e comércio - O senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse que os empresários brasileiros pagam muito impostos, o que atravanca a geração de empregos. Ele defendeu a redução da carga tributária dos setores industrial e comercial. “Os empresários não são os vilões. Tem que reduzir a carga tributária do empresário e do consumidor. Não dá para desafogar o consumidor e deixar a empresa afogada”, opinou Angelo Coronel.

"Sustentabilidade fiscal" - Para o senador José Serra (PSDB-SP), o foco do Congresso não deveria se apenas a reforma tributária, mas sim, principalmente, equacionar o orçamento público à nova realidade trazida pela pandemia, fazendo uma profunda revisão qualitativa dos gastos públicos. Ele disse que o país precisa de sustentabilidade fiscal e econômica a longo prazo, sem penalizar os mais pobres, e um ousado programa de revisão de gastos públicos.

Gastos sociais e investimentos - “Teremos que acomodar maiores gastos sociais e maiores investimentos, e só faremos isso sem o aumento da carga tributária se nos dedicarmos a avaliar, repensar e aperfeiçoar nossas políticas e programas públicos, não tem outra saída”, disse Serra.

Consumidor - Já o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) opinou que a reforma não pode ser feita apenas dos pontos de vista arrecadatório ou da justiça social. Todo imposto é repassado aos custos das empresas e recaindo sobre o consumidor, disse.

Amigável - “É claro que é desejável que quem ganha mais pague mais e quem ganha menos pague proporcionalmente menos, mas a maior justiça social que se pode ter é um país crescendo, é um país criando empregos e gerando riquezas. Além do imposto ser progressivo, além de ter alguma justiça social, que seja um sistema tributário simples, que não aumente o tamanho da carga tributária e que seja amigável a quem quer empreender e gerar empregos e riquezas”, afirmou Oriovisto.

Presenças - Também participaram da reunião os deputados Luiz Miranda (DEM-DF), Alexis Fonteyne (Novo-SP), Afonso Florence (PT-BA), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Mauro Benevides Filho (PDT-CE), Hugo Leal (PSD-RJ) e Angela Amin (PP-SC). (Agência Senado)

FOTO: Reprodução TV Senado / Agência Senado

 

COPACOL: “Teremos desafios maiores se os impostos aumentarem”, analisa Valter Pitol

copacol 03 08 2020A previsão de reforma tributária no Congresso Nacional provoca reações de desconfiança nos setores da economia nacional. O receio é de uma elevação nos impostos cobrados, o que tende a ocasionar impacto direto no agronegócio – setor que vem atuando fortemente em empregabilidade e geração de renda ao País neste momento de crise. “A reforma tributária normalmente vem acompanhada de alta de impostos. O agronegócio está dando sustentação ao País – precisa de apoio. Temos uma grande preocupação, pois já estamos sobrecarregados em impostos – qualquer alta vai nos trazer grande impacto, refletindo diretamente no preço do nosso produto. Isso vai dificultar ainda mais nossos negócios. Teremos desafios maiores se impostos aumentarem”, afirma o presidente da Copacol, Valter Pitol.

Sensibilização - A OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e a Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) atuam com frentes no Congresso Nacional para sensibilizar as bancadas parlamentares para que não aprovem o aumento de tributação sobre a produção. “Se não tivermos uma articulação forte no Congresso nossas atividades serão atingidas por uma tributação maior da que já temos. O governo e o Congresso precisam também rever os próprios custos – o que não vemos acontecer”, pontua Pitol. (Imprensa Copacol)

 

AGRÁRIA: Cooperativismo dá ao Colégio Imperatriz primeiro lugar em premiação nacional

O cooperativismo, uma das bases da criação do Distrito de Entre Rios (PR), acaba de resultar em uma importante conquista para o Colégio Imperatriz Dona Leopoldina. No início da semana passada, a Humus Consultoria Educacional divulgou os vencedores do Prêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE) 2020. O Colégio, mantido pela Cooperativa Agrária, recebeu o Troféu Ouro na categoria Gestão Acadêmica, com o projeto Cooperativismo: do resgate da história à sucessão de uma comunidade de Suábios do Danúbio no interior do Paraná.

Valorização - O PNGE tem como objetivo valorizar práticas de gestão educacional eficazes, realizadas por instituições privadas de ensino básico e superior. O prêmio é divido nas categorias Gestão Acadêmica, Responsabilidade Social e Gestão Administrativa e Comunicação. Em 2019, o Colégio Imperatriz já havia sido premiado com a segunda colocação na mesma categoria pelo projeto Dono de Área.

Abrangência - O projeto de Cooperativismo do Colégio Imperatriz começou em 2018 e sua abrangência vai além da sala de aula, com atividades que envolvem toda a comunidade. “Vários desdobramentos desse projeto envolvem a contribuição de colaboradores da Agrária, de diretores, de gerentes, de coordenadores, de cooperados, de pais, de alunos e de professores, ou seja, de todos. A comunidade entende, também, que é importante que a escola ajude tanto no resgate quanto no fortalecimento do cooperativismo”, observa Josiane Richter, Diretora Educacional do Colégio.

Adequação - A professora Hildegard Stecher Teixeira, que ministra a disciplina de cooperativismo, lembra que foi necessário adequar os planos de aulas aos diversos níveis de ensino oferecidos pelo Imperatriz. Ela comenta que o grande diferencial do projeto está na formação dos alunos como cidadãos. “A aceitação do projeto é ótima visto que não apenas atende à BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e aos ensinamentos do conceito de Cooperativismo, mas também induz a análises críticas sociais, ambientais, financeiras e de sustentabilidade, o que é bem aceito pelos alunos e se reflete em toda a comunidade”, enfatiza.

Comprometimento - Mãe dos alunos Klaus e Vitor Maroso, Mireille Gärtner Maroso considera a conquista do PNGE uma prova do comprometimento do Colégio Imperatriz com a formação de seus alunos. “Como vivemos em uma comunidade que se formou pela Agrária, projetos como este criam nas crianças um maior senso de voluntariado e cooperativismo. Como mãe sinto muito orgulho, pois esse prêmio tão importante nos mostra que a educação que o Imperatriz oferece vai muito além somente do ensino básico”, afirma Mireille.

Repercussão - A repercussão com a conquista do PNGE está sendo positiva não apenas entre a comunidade escolar, mas também entre outras instituições de ensino, que têm procurado a direção do Colégio para parabenizá-la e obter mais informações sobre o projeto vencedor. “O prêmio mostra a seriedade e a inovação com que a escola é gerida, o que é objetivado também em nossa missão: queremos ser reconhecidos como escola que tem um sistema de gestão empreendedor”, conclui Josiane Richter. (Imprensa Agrária)

*Fotos de arquivo, tiradas antes da pandemia

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CAPAL: Vencedores do Prêmio Leite de Qualidade são anunciados em webinar sobre manejo na pecuária

capal 03 08 2020No dia 24 de julho, a Capal realizou, em parceria com a OnFarm, webinar “Inovação e ferramentas de auxílio à redução de CCS”. No evento também houve o anúncio dos produtores reconhecidos no Prêmio Leite de Qualidade Capal.

Expoleite - Tradicionalmente, a premiação é realizada durante a Expoleite. Neste ano, porém, com o cancelamento da feira por conta do coronavírus, a cerimônia foi online. Na abertura, o Presidente do Conselho de Administração da Capal, Erik Bosch ressaltou o uso positivo da tecnologia. “Eu gostaria que o evento fosse em Arapoti, na nossa Expoleite, mas infelizmente não é possível. Por outro lado, estamos vendo coisas que achávamos que não dariam certo. Com a tecnologia, estamos vendo transformações que provavelmente vão continuar”, afirmou.

Mastite subclínica - Durante o webinar, o professor e doutor Marcos Veiga dos Santos, do laboratório Qualileite, da Universidade de São Paulo (USP) ministrou a palestra “Manejo estratégico da mastite subclínica: do pós-parto até a secagem”. O assunto, abordado de maneira teórica, apresentou soluções práticas. “O tema que foi proposto vai ao encontro do esforço feito pela Capal de levar informação ao produtor. A ideia é trazer estratégias e ferramentas que o produtor poderia utilizar no dia a dia, buscando reduzir as células somáticas, aumentar a qualidade do leite e ter uma produção mais lucrativa e sustentável”, explicou o professor.

Cultura microbiológica- Em seguida, Jéssica Quirino, técnica responsável pela qualidade do leite na Capal, palestrou sobre o uso da cultura microbiológica pelos produtores associados. A médica veterinária apresentou dados, casos de sucesso e dividiu experiências. Ela ressaltou que a tomada de decisão se tornou mais ágil depois que a prática de cultura microbiológica foi adotada. “A cultura na fazenda foi uma ferramenta que trouxe clareza e foco para o nosso trabalho”, indica.

Resultados - Jéssica elencou também os principais resultados da assistência técnica aliado à cultura microbiológica: “hoje os cooperados estão muito mais próximos da equipe técnica. Nós desenvolvemos uma linha de trabalho, estabelecemos metas, fizemos um cronograma de atividades. O trabalho técnico é voltado para a qualidade e sustentabilidade. Também fazemos o controle de antibióticos vendidos com receita”.

Informações - Eduardo Pinheiro, médico veterinário da OnFarm, também apresentou dados. Ele mencionou que as informações dos OnFarmers, ou seja, de usuários dos produtos da empresa, dão mais segurança na escolha das práticas de manejo. “A partir dessa base robusta, a gente consegue gerar diversas informações que podem nos auxiliar no controle da mastite”, comentou.

Prêmio Leite de Qualidade - Depois das palestras, o coordenador de Pecuária Leite da cooperativa, Roberto Caldeira, divulgou os nomes dos produtores reconhecidos no prêmio Leite de Qualidade. A premiação abrange os produtores que entregam para o Pool Leite. A pontuação levou em consideração a contagem de células somáticas (CCS) e contagem bacteriana total (CBT). O cálculo foi realizado mês a mês, entre julho de 2019 e junho de 2020, com base nas análises fornecidas pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Melhor desempenho - “O programa foi criado em 2016 com o intuito de premiar os produtores de leite com o melhor desempenho em CCS e CBT ao longo do ano. A missão da Capal é promover o desenvolvimento contínuo do cooperado pela agregação de valor à produção”, destacou o coordenador Roberto Caldeira.

Categorias - O prêmio conta com cinco categorias. Na categoria acima de 6.000 litros de leite por dia, o vencedor foi Henri Martinus Kool (8.846,86 litros), com 92 pontos, seguido de Fernanda Krieger Bacelar Pereira (8.148,08 litros), que alcançou 91 pontos, e Wilko Laurens Verburg (12.093,95 litros), com 90 pontos.

- Na categoria de 3.001 e 6.000 litros diários, o vencedor foi Erik Bosch (3.879,14 litros), com 88 pontos. Em segundo lugar, Anna Maria Noordegraaf Jongsma (3.620,44 litros), com 79 pontos; e, em seguida, Jan Gerrit Berendsen (4.719,21 litros), com 76 pontos.

- Entre 1.001 a 3.000 litros, o primeiro lugar é de Gerson Luiz Zych (1.510,7 litros), com 86 pontos, seguido por Daniel Nunes Gomes (1.052,73 litros), que conquistou 79 pontos, e Valmir Bronoski (1.626,52 litros), com 56 pontos.

- Já entre 501 e 1.000 litros, José Bulka (719,16 litros) alcançou 90 pontos, Raul dos Santos (884,52 litros) chegou a 80 pontos, e Rafael Draghi (699,59 litros), em terceiro lugar, teve 68 pontos.

- Por último, em produção de até 500 litros, os produtores reconhecidos foram Clovis Mendes Paiva (323,60 litros), com 87 pontos, Claudio Aparecido de Souza (271,22 litros), que teve 83 pontos, e Adriano Hennig (208,94 litros), 82 pontos. (Imprensa Capal)

 

COCAMAR: Orientação técnica aumenta rentabilidade do produtor

A experiência nesta safra de inverno dos cooperados Diogo e Ivan Carrara, primos e sócios em Jaguapitã, norte do estado, onde cultivam terras próprias e arrendadas, mostra como é importante seguir a orientação técnica especializada, prestada pela Cocamar.

Projeto - Eles foram visitados no dia 30/07 pelo Giromilho Cocamar Pioneer, projeto que tem o apoio da concessionária Zacarias Chevrolet.

Tarde - Segundo Diogo, por causa do atraso na colheita da soja, eles semearam o milho ainda dentro da janela, mas um pouco tarde e, preocupados com a maior exposição ao risco, decidiram reduzir o investimento.

Preocupados - “Como o milho entrou mais tarde, nós fechamos a mão pra baixar o investimento porque estava mais tardio e é mais arriscado. Se fosse um milho plantado no comecinho de fevereiro, o investimento seria outro”, afirma Diogo. “Muito mais que a geada, o fator limitante aqui é a seca”, observa Ivan.

Uma surpresa- Depois de 40 dias de estiagem, eles achavam que a safra estava perdida e acionaram o seguro. No entanto, como voltou a chover, viram que a lavoura reagiu, dispensaram o seguro e, surpresos, constatam agora que a produção ainda vai ser boa, acima da média regional.

Tecnologia - “Não podemos dominar o clima mas podemos utilizar a tecnologia, que está ao nosso alcance”, comemora Ivan. A expectativa dos Carrara é colher 90 sacas em média por hectare, para um custo inferior a 45. Considerando o preço da saca, valeu a pena.

Padrão - “A gente pode observar que o material está com um padrão de espiga muito igualado, muito homogêneo, com um bom número de fileiras e um bom número de grãos por fileira”, cita o agrônomo Guilherme Araújo, da unidade local da Cocamar. Ele acrescenta que apesar do longo período de estiagem, o material se expressou bem no campo e resultou em produtividade, diferenciando muito da realidade da região.

Rotação - Araújo diz também que os Carrara seguem a orientação técnica e investem no solo, fazendo rotação com aveia e crotalária.

Relacionamento - “É muito importante esse relacionamento que a gente tem junto aos produtores e o técnico da cooperativa, para que estejamos bem alinhados e possamos oferecer ao produtor a melhor tecnologia”, afirma o engenheiro agrônomo João Ferrari, representante comercial da Pioneer.

Híbrido adequado - A melhor tecnologia, segundo Ferrari, se observa com a adoção do híbrido adequado para o que o produtor está buscando, pelo investimento, pelo tipo de solo que ele tem, pela região, altitude, época de plantio. “Essas características são muito importantes para a tomada de decisões, porque são vários híbridos no mercado”, explica, mencionando ainda que, a partir daí, são selecionados os mais apropriados para aquele produtor.

Aprendizado - “É muito positiva essa interação que a gente tem com o técnico da Cocamar e aprendermos juntos, pois cada ano é diferente do outro”, continua o representante comercial da Pioneer, exemplificando que o híbrido utilizado pelos Carrara suportou mais o ataque de percevejo. Com a baixa população, o colmo do milho engrossou mais rápido e escapou bem do ataque do percevejo no começo. “Essas coisas a gente vai aprendendo com o tempo e repassando para o produtor.” E garante: com um investimento maior, o resultado seria ainda melhor, pois o milho responde bem.

Rentabilidade - O gerente da Cocamar em Jaguapitã, José Conti, enfatiza que os produtores têm a soja como a cultura principal, mas a segunda safra tem garantido uma boa rentabilidade. “Com os preços remuneradores do milho, os produtores despertaram para a necessidade do investimento. Com tecnologia, é possível ter duas boas safras e isto é bom para todo mundo”, completa. (Imprensa Cocamar)

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PRIMATO I: Primeira Reunião de Campo Digital é realizada com a diretoria

primato I 03 08 2020No dia 28 de julho foi comemorado o dia do agricultor e, para celebrar a data, foi realizada a primeira Live Reunião de Campo Digital Primato com a diretoria executiva da cooperativa. A transmissão foi feita pelos canais do Youtube e Facebook da Primato e teve grande audiência e participação. Os convidados foram o diretor-presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, diretor vice-presidente, Cezar Luiz Dondoni e o diretor executivo Anderson Sabadin. O mediador foi o jornalista e especialista em marketing Daniel Meneghini.

Cooperativa - Durante a Reunião de Campo Digital foram abordados assuntos relacionados ao primeiro semestre de 2020. “Estamos passando por um novo momento onde ainda precisamos ter atenção, cuidados e promovermos prevenção nos relacionamentos com nossos cooperados de forma presencial, mas, entendemos que é preciso encontrar novas formas de haver essa interação, por isso, no dia do agricultor iremos promover a reunião de Campo Digital para falarmos dos resultados e ações da cooperativa neste semestre e que, tivemos grandes investimentos e estamos conseguindo ter resultados acima da expectativa, se considerarmos a pandemia que trouxe incertezas”, destacou o diretor presidente da Primato, Ilmo Werle Welter.

Ações - “A cooperativa só existe devido aos nossos cooperados que acreditam e são parceiros nos negócios desenvolvidos, por isso, outro tema importante será as ações ao produtor que a Primato vem desenvolvendo nestes 23 anos. E a parte de leite e suínos vem surpreendendo pela produtividade e valorização no mercado, o que nos traz uma sensação positiva mas que também temos a responsabilidade de darmos conta desta demanda e aproveitarmos o momento para valorizar nossos cooperados de leite e suínos”, explicou o diretor vice presidente da Primato, Cezar Luiz Dondoni.

Digital - “Devido à pandemia do coronavírus estamos vivendo um momento de muitas restrições principalmente no que tange o relacionamento com nossos cooperados e clientes. Por isso a importância da transformação digital, algo que desde o ano passado estamos implementando em todos os negócios da Primato. A implementação de novo sistema de gestão, lançamento de site e aplicativos do varejo, tecnologia no campo via satélite, atendimento aos nosso cooperados e clientes, cada vez mais tem canais de relacionamento para ser efetivo. O olho no olho e o atendimento presencial sempre será importante, porém, agilidade e assertividade são diferenciais que fazem a fidelização com a marca Primato”, enfatizou o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin.

Outros temas - Outros temas abordados foram: Compliance, importância dos colaboradores e o Programa de Participação nos Resultados, novos investimentos, números do primeiro semestre, integração, gado, 23 anos da cooperativa e o futuro da Primato.

Público - Durante a transmissão houve mais de 500 pessoas simultaneamente e mais de 10 mil visualizações após o evento no Youtube e Facebook. “Agradecemos a todos que participaram, enviaram perguntas e acompanharam essa primeira Live da Reunião de Campo Digital 2020 Primato, com um grande conteúdo e muita informação ao nosso público”, agradeceu Ilmo ao final do evento.

Evento - A segunda Live da Reunião de Campo Digital Primato 2020 acontece dia 04 de julho às 19h com o tema “Importância da Biosseguridade em tempos de Covid-19”, com o gerente de originação da Primato, Marcio José Bach, encarregado do fomento leite, Leandro Marrassi e o zootecnista Renato Quinelato. A transmissão será feita através dos canais da Primato no Youtube (primatocooperativaagroindustrial) e, também, pela página do Facebook (@CooperativaAgroindustrialPrimato). (Imprensa Primato)

 

PRIMATO II: Segunda Reunião de Campo Digital vai abordar importância da biosseguridade, nesta terça-feira

primato II 03 08 2020Dando sequência à Reunião de Campo Digital Primato 2020, será realizada a segunda live, nesta terça-feira (04/08), às 19h, com o tema “Importância da Biosseguridade em tempos de Covid-19”, com o gerente de originação da Primato, Marcio José Bach, encarregado do fomento leite, Leandro Marrassi e o zootecnista Renato Quinelato.

Cooperativa - A Reunião de Campo Digital 2020 acontece devido a pandemia e que não há possibilidades, ainda, de reunir os cooperados e produtores rurais em estações de campo como é o modelo deste tipo de evento. “E, justamente neste momento, vamos debater a importância da biosseguridade em tempos de pandemia do novo coronavírus, destacando os cuidados que nossos cooperados que atuam com suinocultura e pecuária possam estar por dentro de tudo que é preciso saber sobre o tema”, destacou o Marcio José Bach, um dos convidados da Live.

Ações - “O agronegócio não parou durante a pandemia e estamos trabalhando a todo vapor para que o alimento não falte na mesa de todos nós. Por isso, as ações que a cooperativa vem promovendo para que haja toda a segurança e demanda aos nossos cooperados vão ser um dos temas que vamos debater”, disse Leandro Marassi, segundo convidado da Live.

Atividades - “Nossos cooperados que atuam com atividades relacionadas a pecuária e suinocultura têm feito um grande trabalho para que tudo esteja na conformidade. Mas os desafios são cada vez mais no controle de qualidade para a produção destas atividades, por isso, iremos debater a segurança, o controle de qualidade e os mercados que estão consumindo nossa carne e leite em todo o Brasil e em todo o mundo”, enalteceu Renato Quinelato, terceiro convidado da Live.

Evento - A transmissão da segunda edição da Reunião de Campo Digital Primato será feita através dos canais da Primato no Youtube (primatocooperativaagroindustrial) e, também, pela página do Facebook (@CooperativaAgroindustrialPrimato). (Imprensa Primato)

 

SICREDI: Standard & Poor's concede nota BB- com perspectiva estável para a instituição cooperativa em rating global

sicredi 03 08 2020A Standard & Poor’s, uma das principais agências de classificação de risco de crédito do mundo, avalia o rating de crédito, em escala global, para os próximos 12 meses do Sicredi em BB- com perspectiva estável. A indicação de perspectiva estável reflete a tendência de manutenção do rating em longo prazo, mesmo em um cenário de incertezas na economia brasileira por causa dos impactos da pandemia de covid-19. É a primeira vez que a instituição consta na classificação global da agência.

Rede integrada - Entre os fatores levados em consideração na avaliação está o fato de que o Sicredi é uma rede integrada que provê o apoio necessário entre suas cooperativas. Ainda, a S&P destacou que a instituição continua fortalecendo seu modelo de negócio cooperativo e ampliando o número de associados, assim como o escopo geográfico das cooperativas. A agência ainda destaca que o Sicredi reporta crescimento médio de mais de 20% nos últimos anos, acima da média do mercado. Apesar do forte crescimento, a entidade conseguiu manter níveis confortáveis de capitalização graças aos sólidos resultados dos últimos anos.

Desempenho - “Estar em mais um rating global, agora da S&P, contribui para nosso melhor desempenho nas negociações para captação de recursos no exterior”, afirma Fábio Magalhães Nunes, gerente de Finanças Corporativas da Confederação Sicredi.

Rating nacional - Ainda em julho, o Sicredi manteve o rating de crédito de emissor de longo prazo em Br.AAA, com perspectiva estável, para o rating nacional. A atuação em sistema, refletindo a qualidade de crédito agregada, também foi um dos pontos levados em consideração pela S&P para essa avaliação. As boas métricas de qualidade de ativos e o próprio modelo de negócio da instituição, que a torna muito mais competitiva e promove alta estabilidade e fidelidade da base de associados, foram outros aspectos destacados. Os ratings atribuídos pela S&P em nível nacional e global colocam o Sicredi no mesmo patamar dos principais conglomerados financeiros do Brasil

Solidez - Segundo Nunes, os reconhecimentos são mais uma prova da solidez da instituição financeira cooperativa. “Nós contamos com práticas de governança corporativa pautadas pela transparência e representatividade de todos os associados, pois eles são os verdadeiros donos do negócio e nos ajudam a tomar as decisões em linha com os princípios do cooperativismo. Essa atuação em sistema e com responsabilidade corporativa tem nos permitido crescer de forma contínua, segura e como referência no segmento de cooperativismo de crédito mundial”.

Histórico - O Sicredi tem um histórico de boas avaliações das maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo. Nos ratings de longo prazo nacional, além da nota Br.AAA, da Standard & Poor’s, a instituição recebeu a avaliação AA (bra) da Fitch Ratings e Aa1.Br, da Moody’s. Nos ratings de longo prazo globais, além da Standard & Poor’s, o Sicredi foi classificado como Ba2 pela Moody’s.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Moradora de Pérola (PR) é contemplada na promoção Poupar e Ganhar sem Parar

sicredi vale 03 08 2020A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP teve mais uma associada sorteada na promoção Poupar e Ganhar sem Parar. Desta vez, a contemplada com R$ 5 mil é da cidade de Pérola (PR). A campanha já havia premiado outros sete associados na área de atuação da cooperativa, moradores das cidades de Palotina, Assis Chateaubriand, Francisco Alves, Umuarama e Luiziana, no Paraná.

Feliz - “Estou muito feliz que tivemos uma ganhadora de nossa cidade, a oitava da nossa cooperativa”, afirma o gerente da agência de Pérola (PR), José Eduardo Carvalho Guilherme. “Para nós do Sicredi, poupar é assim. Além de proporcionar rendimentos, os associados também concorrem a prêmios. Sempre valorizamos o a importância de saber lidar com o dinheiro e a gastar com inteligência. Isso ajuda a garantir um futuro mais seguro financeiramente”, completa.

Dezembro - Até dezembro, a promoção vai distribuir R$ 2,5 milhões em prêmios, o maior valor em cinco edições da campanha. A cada R$ 100 depositados na poupança, o associado recebe um número da sorte. Se as aplicações forem na modalidade programada, quando há o débito programado mensal para a poupança, as chances de ganhar são em dobro.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP- A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 110 cooperativas do Sicredi, conta com 31 anos de história e mais de 155 mil associados. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD. São 88 espaços de atendimento, sendo 52 no Paraná e 36 em São Paulo (sicredi.com.br/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,6 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados e no Distrito Federal, com mais de 1900 agências e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Concurso premiará fotos feitas em casa

sicredi parque araucarias 03 08 2020A pandemia de Covid-19 mudou o cotidiano da grande maioria das pessoas. O distanciamento social é a principal medida de prevenção ao avanço da doença, e ficar em casa passou a ser uma recomendação das autoridades de saúde.

Interação - Para promover a interação entre as famílias nesse período de maior convivência, a Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP está promovendo o concurso fotográfico Você no Foco, ação para estimular fotos criativas no contexto doméstico.

Melhores imagens - O concurso será realizado até o próximo dia 15 de agosto e premiará as melhores imagens com brindes do Sicredi e um grande prêmio de R$ 300 em dinheiro. Para participar basta postar a foto no seu feed do Instagram com as hashtags #sicrediparque e #vocênofoco. Também é preciso seguir o perfil da Sicredi Parque no Instagram (@sicrediparquedasaraucaurias).

Critério - O participante deve obrigatoriamente residir em uma das cidades da área de atuação da cooperativa, que no Sudoeste do Paraná, oeste e meio oeste de Santa Catarina e noroeste de São Paulo. O regulamento completo do concurso está disponível no site: www.sicredi.com.br/coop/parquedasaraucarias.

Prêmio - A melhor foto de cada semana, escolhida por uma comissão técnica da cooperativa, ganhará um brinde do Sicredi e uma vaga para as etapas finais. As fotos finalistas serão submetidas à votação popular, e a grande vencedora ganhará o prêmio de R$ 300. O resultado da votação popular acontece no dia 20/08 e o nome do vencedor ou vencedora será divulgado no dia 24/08.

Convivência e descontração - De acordo com Fabio Vedelago Burille, diretor executivo da Sicredi Parque das Araucárias, o concurso foi criado como uma forma de promover a interação da cooperativa com seus associados e a comunidade em geral. “E tentar estimular um momento de convivência e descontração, em um período de dificuldade como esse. Além de permitir a interação entre familiares, também é uma oportunidade de ganhar um prêmio em dinheiro, algo certamente bem vindo nesse momento de instabilidade”, completa o diretor. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

UNIMED LONDRINA: Cooperativa doa 175 protetores faciais para internos do Hospital Universitário

unimed londrina 03 08 2020Na semana passada, os alunos do internato do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) puderam contar com uma proteção extra contra o novo coronavírus. A Unimed Londrina doou 175 protetores faciais de acrílico (face shields) a todos os internos. Uma entrega simbólica aconteceu na última quinta-feira (30/07), no hospital. A ação é uma resposta à solicitação da diretoria do internato e foi realizada graças ao apoio da Federação das Unimed do Paraná, que disponibilizou os equipamentos.

Auxílio - De acordo com o vice-preceptor do internato médico do HU, Rogério Nabor Kondo, o calendário das aulas foi suspenso no início da pandemia, quando o vírus ainda era muito desconhecido, e as atividades curriculares só foram retomadas agora em julho. “Tínhamos alguns protetores faciais disponíveis, mas não era possível atender todos os alunos. Então, solicitamos auxílio da Unimed Londrina que prontamente nos atendeu”, afirma.

Comunidade - Segundo o diretor-presidente da Unimed Londrina, Omar Genha Taha, a cooperativa sempre contribui com a comunidade de diferentes formas e, em se tratando dos estudantes do internato da UEL, a operadora de planos de saúde sentiu um grande prazer em ajudar. “Nos preocupamos com a segurança dos profissionais da saúde de todas as instituições, mas do HU em especial porque é referência para o tratamento da Covid-19 na nossa região”, destaca.

Segunda vez - Esta é a segunda vez que a Unimed Londrina realiza doações para o HU neste ano. Em maio foram entregues à instituição quase R$ 50 mil em equipamentos que permitiram a realização de videoconferências e gravação de treinamentos para os profissionais que estão na linha de frente. (Imprensa Unimed Londrina)

 

INFRAESTRUTURA: Governo planeja ampliar capacidade de mais de 260 quilômetros de rodovias

Mais de 260 quilômetros de rodovias estaduais do Paraná serão restaurados e passarão por obras de ampliação de capacidade. É o que prevê o Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), a partir do projeto de remodelação do “eixo estruturante” de rodovias do Estado.

Rotas - O eixo é formado por importantes rotas que ligam os principais polos produtivos do Paraná. O projeto está dividido em cinco lotes e inclui quatro rodovias: PR-487, PR-460, PR-272 e PR-466.

Chamamento público - O Chamamento Público para Manifestação de Interesse do projeto foi publicado pelo DER/PR no último dia 24. As empresas que quiserem participar da licitação de elaboração dos projetos de engenharia para as obras têm até o dia 10 de agosto para se manifestar.

Estratégico - A remodelação do “eixo estruturante” de rodovias do Paraná está incluída no Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, e conta com financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

Trechos importantes - “Reunimos trechos importantes de rodovias estaduais para iniciar um projeto de remodelação do que chamamos de ‘eixo estruturante’ dos nosso modal rodoviário”, explica o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Dinamismo - “Nossa intenção é investir em obras de restauração e ampliação da capacidade das estradas para dar maior dinamismo ao transporte de cargas dentro do Estado”, comentou. “É um projeto de longo prazo, que se alinha ao plano do Governo Ratinho Junior. de transformar o Paraná no hub logístico da América do Sul”, complementou.

Otimizar ligação - Para o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti, esses projetos serão importantes para otimizar a ligação rodoviária entre polos produtivos do Norte do Estado e o Porto de Paranaguá.

Dois corredores - “A ideia é viabilizar dois corredores da região Norte em direção a Pitanga, no Centro do Estado: um partindo de Mauá da Serra e outro de Campo Mourão. Na prática, iremos garantir deslocamento por boas rodovias entre Londrina, Campo Mourão e Guarapuava, já que outros projetos irão garantir a duplicação entre Londrina e Mauá da Serra e entre Pitanga e Guarapuava”, explicou. “De Guarapuava até Paranaguá, passando por Curitiba, já temos um deslocamento consolidado pela BR-277”, acrescentou.

Trechos - A Manifestação de Interesse está dividida em cinco lotes. O primeiro deles começa no município de Pitanga, segue por 31,9 quilômetros pela PR-460 e por mais 20,6 quilômetros pela PR-487, até a altura do rio Muquilão, próximo ao município de Iretama.

Lote 2 - Já o lote 2 está inteiramente na PR-487, começando na altura do cruzamento com o rio Muquilão, passando pelos entroncamentos com as PR-462 e PR-553 e terminando no entroncamento com a PR-369, já em Campo Mourão. São aproximadamente 63,1 quilômetros só neste lote.

Terceiro lote - O terceiro lote tem início próximo a Mauá da Serra, no Norte do Estado, mais precisamente no entroncamento da PR-272 com a PR-376. O trecho segue pela PR-272 por aproximadamente 54,8 quilômetros, passando pela cidade de Faxinal até chegar ao entroncamento com a PR-466, já em Porto Ubá, que pertence ao município de Lidianópolis.

Dois últimos - Por fim, os dois últimos lotes estão inteiramente na PR-466, com o lote 4 começando exatamente nesse último entroncamento, saindo de Porto Ubá e indo até o acesso ao município de Ivaiporã. Daí até o entroncamento com a PR-460, em Pitanga, estão os 43 quilômetros restantes, referentes ao lote 5.

Restauração e ampliação - Todos esses trechos passarão por obras de restauração e ampliação de capacidade. Especificamente no lote 4, no trecho entre Jardim Alegre e Ivaiporã, também haverá duplicação da rodovia.

Etapas - O Chamamento Público é o primeiro passo para elaboração dos projetos de engenharia que serão usados nas obras do “eixo estruturante”. Com o recebimento das Manifestações de Interesse, o DER/PR irá definir quais empresas ou consórcios estão aptos para disputar a licitação a partir da análise das experiências prévias das interessadas.

Inclusão - A relação de trabalhos prévios para análise do DER/PR deve incluir projetos de implantação de terceira faixa e restauração e duplicação de rodovias. Após análise será montada uma “lista curta”, composta por até oito empresas ou consórcios, para as quais serão enviadas solicitação de propostas dos projetos.

Seleção - Na fase licitatória a empresa ou consórcio será selecionado de acordo com o método de Seleção Baseada na Qualidade e Custo (SBQC) e conforme os procedimentos indicados nas Políticas para a Seleção e Contratação de Consultores de empreendimentos financiados pelo BID.

Participação - Podem participar empresas ou consórcios nacionais e estrangeiros. De acordo com o aviso de manifestação publicado no Diário Oficial da União, as empresas interessadas terão até as 18 horas do dia 10 de agosto para encaminhar as manifestações de interesse. Todos os documentos sobre essa Manifestação de Interesse estão disponíveis na página Compras Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

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DESENVOLVIMENTO RURAL: IDR-Paraná completa 200 dias de existência

desenvolvimento rural 03 08 2020Já se passou um semestre desde que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater foi criado (Lei 20.121, de 31/12/2019). Nesses mais de 200 dias, o IDR-Paraná se consolidou, mesmo em meio a uma pandemia, como entidade de referência no meio rural. Unindo quatro instituições (Emater, Iapar, CPRA e Codapar), o IDR congrega a excelência da pesquisa, da assistência técnica e extensão rural, do fomento e da agroecologia.

Desafio - Com o desafio de entregar um serviço com mais qualidade ao agricultor paranaense, o instituto proporcionou que pesquisa e extensão tivessem maior proximidade. “Quando unimos essas duas áreas, levamos a visão conjunta ao campo e mantemos as especificidades de cada função, pesquisador e extensionista. Isto fortalece o acompanhamento das necessidades do meio rural”, diz Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná.

Assertividade - Segundo ele, a extensão leva para a pesquisa as novas prioridades e a pesquisa consegue ser mais assertiva naquilo que é necessário ser desenvolvido. “A pesquisa leva para os extensionistas as inovações. A contribuição é mútua. Todos ganham. Os avanços chegam mais rápido ao campo”, afirmou. “O signo do instituto é o da articulação: articular para dentro para ter qualidade nas soluções, articular para fora para ser assertivo e atender às necessidades. O que nós queremos é evoluir, também, na criação de um ambiente mais integrado”, acrescentou.

Histórico - Os quatro organismos que deram origem ao IDR têm histórico de contribuição relevante para o processo de interiorização do Estado, em geração de conhecimento, disponibilização de tecnologia para os agricultores e orientação técnica. “A nossa história reúne um processo consistente de desenvolvimento rural”, assegura Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, à qual o instituto está vinculado.

Modernização - De acordo com ele, o IDR veio para modernizar e potencializar os serviços rurais. “Com a pandemia, alguns dos objetivos iniciais precisaram ser adiados, contudo estamos conseguindo ter eficácia administrativa, reduzindo aluguéis, definindo estratégias e reposicionando o conjunto dos servidores para exercer suas novas funções. Essas ações nos preparam para realizarmos importantes movimentos no futuro, como a contratação de novos pesquisadores e a renovação do quadro de extensão”.

Integração - Trabalhando em conjunto, os órgãos encontram melhores estratégias para atuar com os agricultores. Quem garante que tudo isso vai funcionar e trazer resultados mais amplos é a Diretoria de Integração Institucional, criada junto com o IDR. “Nosso maior desafio é mesclar as culturas institucionais e integrar as pessoas”, diz o diretor Rafael Fuentes Llanillo.

Sociedade - Além da conexão interna, a diretoria vai provocar um melhor relacionamento com a sociedade. O IDR já trabalha, nesses primeiros meses, na criação de conselhos, como o Conselho Consultivo Estadual e os Conselhos Consultivos das Mesorregiões. Este tempo foi dedicado a formar as equipes, que vão articular a extensão e a pesquisa em cada região.

Apoio - “Queremos um planejamento estratégico de pesquisa e extensão e um programa de desenvolvimento rural. Para isso, vamos contar com o apoio de sindicatos, universidades, associações, empresas de assistência técnica privadas e outras. Isso também irá colaborar para criarmos uma sensação de pertencimento do IDR”, diz o diretor.

Pesquisa e extensão - O sonho de quem trabalha com o meio rural é oferecer ao agricultor um serviço completo. E quando pesquisa e extensão se juntam, o modelo de gestão de projetos e resultados proporciona uma assistência técnica qualificada.

Demandas mais complexas - Para Nelson Harger, diretor de Extensão Rural do instituto, as demandas dos agricultores estão cada vez mais complexas. “Para construir soluções, temos que unir as áreas, levar acesso à informação de maneira mais rápida e isso só é possível com transferência de tecnologia mais qualificada e melhorando as entregas”, afirma.

Necessidade - “O agricultor tem uma necessidade que depende da pesquisa. Mas o contato direto dele é com o extensionista. Agora, o papel da extensão é levar ao pesquisador o desenvolvimento de uma nova solução já com a sua visão e a experiência de quem vive o dia a dia do produtor. Então, pesquisador e extensionista trabalharão juntos e gerarão entregas mais assertivas”, diz Harger.

Integração - Este resultado depende do fortalecimento e da ampliação da integração entre as duas áreas. A diretora de Pesquisa e Inovação, Vânia Moda Cirino, conta que esta integração pode proporcionar a transferência de conhecimentos e tecnologias para o agricultor e promover, dessa forma, o desenvolvimento rural sustentável.

Gestão eficaz - “A gestão eficaz e eficiente assegura um contínuo monitoramento das entregas; o atendimento contínuo das demandas dos sistemas produtivos, delineando estratégias para a busca de soluções inovadoras; o incentivo para trabalhos em rede, fortalecendo e ampliando parcerias, reguladas por meio de contratos e convênios; e, finalmente e não menos importante, desenvolve produtos tecnológicos competitivos, visando ao aumento da captação de recursos”, diz. Esses recursos podem gerar renda ao produtor e ao próprio instituto.

Negócios - Quando se melhora a integração entre pesquisa e extensão, também é possível articular negócios e buscar parceiros. Atualmente, um terço do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense vem do agro. Isso significa que pode gerar negócios, portanto é uma oportunidade a ser aproveitada. O IDR nasceu também com esse objetivo.

Referência - O diretor de Negócios, Altair Sebastião Dorigo, reforça que o IDR uniu instituições que já eram referência naquilo que faziam. Os projetos podem ser ainda mais valorizados quando se criam estratégias de mercado. “O IDR tem autonomia para ser mais forte. Por isso, precisa consolidar sua área de engenharia e logística, criando projetos para municípios, capacitando profissionais internos e externos para a criação desses projetos, qualificando ainda mais a classificação do que se exporta pelo Porto de Paranaguá, aumentando o critério para a auditoria dos trens e caminhões de soja, assim como a análise da merenda escolar”, explica.

Certificado de propriedade - O IDR também trabalha para criar o certificado de propriedade, que vai avaliar sustentabilidade. “O mercado exige cada vez mais a agroecologia, a agricultura sustentável. E, por isso, esse certificado vai analisar o manejo correto, a conservação do solo, o Manejo Integrado de Pragas (MIP), o Manejo Integrado de Doenças (MID) etc. O instituto está atento a isso e trabalha para se tornar moderno no assunto”, acrescenta o diretor.

Ativa - Além de gerar negócios, a instituição se mantém ativa na comercialização de materiais propagativos, na fiscalização de royalties, na negociação com cooperativas e, também, na comercialização de tecnologias com variedades de sementes, grãos e publicações. E, para se comercializar, é preciso, antes, pesquisar e criar.

Continuidade - “Mesmo com alguns contratempos gerados pela pandemia, a pesquisa não parou nesses sete meses de IDR. Nós continuamos com 139 projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. A safra de verão foi finalizada e se iniciaram as atividades de pesquisa e de produção de sementes das espécies de inverno, como o trigo, triticale, aveia e centeio”, ressalta a diretora Vânia Cirino. “Também lançamos quatro cultivares de acerola e, em breve, novas cultivares de café, mandioca e feijão serão registradas para cultivo. Além disso, 15 novas propostas de pesquisa foram elaboradas pelas equipes dos programas estaduais, voltadas ao desenvolvimento sustentável, envolvendo parcerias com instituições públicas como Itaipu Binacional, Universidades, dentre outras”.

Meio urbano - O fortalecimento dessas parcerias reflete na imagem do IDR no meio urbano. “Precisamos saber o que busca consumir quem mora na cidade. Não podemos ficar focados apenas no interior. Além disso, os grandes centros urbanos também podem proporcionar projetos que gerem renda a pequenos produtores em suas áreas rurais. E também não podemos esquecer que o IDR é responsável desde o desenvolvimento de uma semente, o seu plantio, o acompanhamento do seu crescimento, a colheita, a entrega e toda a logística de um alimento que vai virar merenda para os alunos da rede estadual de ensino”, destaca Harger.

Alimentação orgânica - O IDR participa do esforço conjunto do Estado de implantar a alimentação orgânica em todas as escolas públicas paranaenses até 2030.

Pessoas - A estrutura do instituto só funciona bem porque há um corpo técnico preparado. “Nosso grande desafio nesse primeiro semestre foi reconstituir o grupo de servidores de todos os órgãos, acomodar a estrutura, readequar as unidades, entre outras adaptações, para garantir a redução de 40% em cargos de comissão e em 28% em despesas, como era a previsão na criação do IDR. Estamos ainda nesse processo, amadurecendo novos procedimentos, redigindo regimentos, visão, valores, organizando os times das novas diretorias para garantir que todos se sintam parte de um único órgão e não mais de quatro”, frisa Diniz Dias Doliveira, diretor de Gestão Institucional.

Continuidade - Para o futuro, este processo deve continuar, além de consolidar a criação e a organização das sete mesorregiões, em que o Estado foi dividido, com o objetivo de facilitar a integração de pesquisa e extensão e sua comunicação com a sede, em Curitiba. “O IDR dividido em mesorregiões, com as suas atribuições, permitirá que cada uma construa um uso mais harmônico das suas potencialidades”, explica o diretor. (Agência de Notícias do Paraná)

 

 

FOCUS: Mercado financeiro prevê redução da Selic para 2% ao ano nesta semana

O mercado financeiro espera que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida de 2,25% para 2% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco central (BC), marcada para esta terça e quarta-feira (03 e 04/08). Depois dessa redução, a expectativa é que não haja novos cortes na Selic neste ano.

Final do ano - Para o final de 2021, a previsão é que a Selic esteja em 3% ao ano. No ano seguinte, a previsão é que a taxa chegue a 5% ao ano, e ao final de 2023, a 6% ao ano. Essas expectativas estão no boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com estimativas para os principais indicadores econômicos.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Queda do PIB - A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano é de 5,66%. Essa foi a quinta revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,77%.

Próximo ano - Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 10 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação - A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no boletim desta semana, passou de 1,67% para 1,63%.

Estimativa - Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%. A previsão para os anos seguintes - 2022 e 2023 - também não teve alterações: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

Abaixo do piso da meta - A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5. (Agência Brasil)

PNAD COVID19: Trabalho remoto cai pela primeira vez com flexibilização do distanciamento social

1pnad covid 03 08 2020Pela primeira vez, o número de pessoas ocupadas que trabalhavam de forma remota caiu, passando de 8,9 milhões na primeira semana de julho, para 8,2 milhões na segunda semana. Isso significa que cerca de 700 mil pessoas podem ter retornado ao trabalho presencial com a flexibilização das medidas de distanciamento social. Os dados são da edição semanal da PNAD COVID19, divulgada sexta-feira (31/07) pelo IBGE.

Primeira queda - “Essa é a primeira queda significativa nesse grupo desde o início de maio, quando a pesquisa começou. A redução foi observada tanto em valores absolutos (643 mil) quanto percentuais (11,6%) e reflete o que já estamos vendo, que é o retorno de parte dessas pessoas aos seus locais de trabalho antes da pandemia”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Temporariamente afastados - Na segunda semana de julho, continuou caindo o grupo de pessoas que estava temporariamente afastado do trabalho devido ao distanciamento social, 1,2 milhão a menos na comparação com a semana anterior (8,2 milhões). Por outro lado, aumentou em 623 mil as pessoas que alegam motivo diferente do distanciamento para estarem afastadas do trabalho, totalizando 3,1 milhões.

Motivo - “O distanciamento social vem deixando de ser motivo para o afastamento das pessoas do trabalho. Elas estão alegando outras razões, como licença para tratamento de doença e licença maternidade, por exemplo. Nesse grupo, há ainda pessoas que podem ter sido dispensadas do trabalho”, analisa Maria Lúcia, acrescentando que cerca de 10,1 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho na segunda semana de julho. No início de maio, eram 20 milhões

Chega a 19,2 milhões número de pessoas que não buscaram trabalho devido à pandemia A pesquisa mostra também que ficou estável o número de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procurou trabalho devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade em que vive (19,2 milhões). Depois de uma queda em junho (17,3 milhões), esse grupo voltou ao patamar do início de maio (19,1 milhões).

Desocupação - Com isso, na segunda semana de julho, a taxa de desocupação ficou em 13,1%, o que corresponde a 12,2 milhões de pessoas sem trabalho. A ocupação também pouco variou na mesma semana, frente a anterior, somando 81,1 milhões de pessoas, mas esse número é menor que o da primeira semana de maio (83,9 milhões). Menos da metade da população (47,6%) estava trabalhando na segunda semana de julho.

Informalidade - Já a taxa de trabalhadores na informalidade ficou em 34,0%, atingindo 27,6 milhões de pessoas. No início de maio, eram 29,9 milhões.

Quem são - Entre os informais estão os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregadores que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Três milhões de pessoas com sintomas buscaram atendimento médicoA PNAD COVID19 mostra ainda que das 13,9 milhões de pessoas que se queixaram de algum dos sintomas de síndrome gripal, cerca de 3,0 milhões buscaram atendimento médico na segunda semana de julho. Esses dados ficaram estáveis na comparação com a semana anterior, mas são menores que os registrados no início de maio (26,8 milhões e 3,7 milhões, respectivamente).

Dor de cabeça - Dor de cabeça foi o sintoma mais recorrente (6,3 milhões), seguido por nariz entupido ou escorrendo (5,1 milhões), tosse (4,4 milhões), dor muscular (3,6 milhões), dor de garganta (3,5 milhões), fadiga (2,4 milhões), perda de cheiro ou de sabor (1,7 milhão), dificuldade de respirar (1,7 milhão) e dor nos olhos (1,5 milhão).

Locais - Entre os cerca de 3,0 milhões de pessoas que tiveram algum desses sintomas e buscaram atendimento, 45,9% disseram ter buscado atendimento médico em postos de saúde públicos, 20,3% em prontos-socorros e outros 17,9% em hospitais do SUS. Já na rede privada, 10,6% procuraram ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas, 4,4% foram para prontos-socorros privados e 13% para hospitais privados.

Hospital - Ao todo, 914 mil buscaram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas, e 124 mil ficaram internados.

Não procuraram - Entre as pessoas que tiveram algum sintoma, 78,8% não procuraram nenhum estabelecimento de saúde na segunda semana de julho. Já 57,4% tomaram remédio por conta própria. Outros 13,4% tomaram medicamento com orientação médica. Além disso, 4,6% ligaram para algum profissional de saúde e 2,3% receberam visita de algum profissional de saúde do SUS.

Pesquisa - A PNAD COVID19 é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal. O IBGE faz divulgações semanais e uma mensal da pesquisa, que se enquadra como um dos produtos das Estatísticas Experimentais. (Agência IBGE de Notícias)

pnad covid tab I 03 08 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

pnad covid tab II 03 08 2020

 

 

 

SAÚDE I: Brasil tem 2,733 milhões de contaminados e 94,1 mil mortos

saude I 03 08 2020Mais 541 pessoas morreram por causa da covid-19 no Brasil, conforme registros oficiais, neste domingo (02/08). Com isso, o total de mortos chega a 94.104 desde março – 45 casos a cada 100 mil habitantes. As informações são do Ministério da Saúde e estão disponíveis na internet.

Novos casos - De acordo com a atualização dos dados deste domingo (02/08), 25,8 mil pessoas foram infectadas pelo vírus desde sábado (01/08). O balanço totaliza 2,733 milhões de casos de contaminação pelo novo coronavírus – 1.301 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Segundo o ministério, 1,883 milhões de pessoas recuperaram a saúde depois da infecção.

Sudeste - A Região Sudeste registra um total de 942.948 casos de infecção por covid-19, seguida pela Região Nordeste com 878,1 mil casos. No Norte do país, somam 414.492 casos. No Centro-Oeste, 259.509 casos. E no Sul, 238.627 infectados.

São Paulo - O Estado de São Paulo, o mais populoso e com maior número de contaminações, registra hoje mais 6.397 casos, somando 558.685 casos desde o início da pandemia – 1.217 casos acumulados em 100 mil habitantes. Nesse período, totalizam 23.317 mortes no estado – 81 novos falecimentos registradas neste domingo por causa da pandemia – 51 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE II: Paraná registra mais 1.654 infectados pela Covid-19 e 30 mortes

saude II 03 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde, em informe epidemiológico deste domingo (02/08) divulgou mais 1.654 pessoas infectadas pela Covid-19 no Paraná e 30 mortes pela infecção. O Estado acumula 78.751 diagnósticos positivos e 1.983 mortos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - Neste domingo, havia 1.256 pacientes com diagnóstico confirmado internados. Destes, 967 em leitos SUS (406 em UTI e 561 em enfermaria) e 289 em leitos da rede particular (110 em UTI e 179 em enfermaria). Há outros 913 pacientes internados, 465 em leitos UTI e 448 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 30 pacientes que faleceram, relatados neste informe, estavam internados. São 11 mulheres e 19 homens, com idades que variam de 31 a 92 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 30 de julho a 02 de agosto. Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (18), São José dos Pinhais (2), Pinhais (2) e um caso em cada um dos municípios de Campo Magro, Colombo, Formosa do Oeste, Mercedes, Piraquara, Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Tibagi.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 854 casos de residentes de fora, sendo que 22 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município: Um caso confirmado no dia 30/07 em Rio Branco do Ivaí foi transferido para Arapongas.

Exclusões - Um caso confirmado no dia 01/06 em Tapejara foi excluído por duplicidade de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI

 

SAÚDE III: Julho concentrou 66% das infecções e 60% das mortes

saude III 03 08 2020A Covid-19 alcançou 50.152 paranaenses e vitimou 1.152 pessoas entre os dias 1º e 31 de julho, no recorte de data de diagnóstico ou ocorrência do óbito, segundo boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Saúde na sexta-feira (31/07). Esses números representam 66% do total de 75.300 casos e 60% das 1.899 mortes registradas desde o começo da pandemia no Paraná, em março.

Piores indicadores - O mês também concentra os três piores indicadores de casos (2.538 no dia 30, 2.242 no dia 21 e 2.221 no dia 09) e de óbitos (59 no dia 21, 52 nos dias 20 e 28 e 46 no dia 06) em 24 horas. Apenas dois dias registraram índices menores do que 1.000 casos (930 no dia 26 e 248 no dia 31). O menor pico diário de mortes foi na sexta-feira (31/07), com 6 óbitos. A tendência, no entanto, é de aumento nos indicadores no dia 31 com a entrada das análises do final de semana.

Média móvel - A média móvel de casos é de 1.994 (acréscimo de 0,3% em relação aos últimos 14 dias) e de óbitos de 31,8 (decréscimo de 10,6% na comparação com duas semanas atrás).

Comparativo - No comparativo da data de divulgação, julho concentra 52.707 casos e 1.263 óbitos. Nesse recorte, o mês representa 69,9% dos casos e 66% das mortes. Os dias com maior número de casos e de óbitos nesse indicador também foram de julho: 2.605 casos no dia 31 e 71 mortes no dia 29. A média móvel de casos é de 1.667 e de óbitos de 46.

País - Mesmo diante desse aumento expressivo nos últimos 31 dias, o Estado ainda tem o terceiro menor índice do País em casos por 100 mil habitantes (665,7) e a quinta menor taxa de óbitos pela mesma faixa populacional (16,8). A taxa de letalidade do coronavírus no Paraná é de 2,5%. O Estado tem mais de 33 mil casos ativos da doença.

Cidades - Apenas seis cidades paranaenses ainda não registraram a presença do coronavírus: Boa Ventura de São Roque, Flor da Serra do Sul, São Carlos do Ivaí, Rio Bom, Nova Santa Bárbara e Godoy Moreira. Elas reúnem 28.331 habitantes, 0,2% da população do Estado. Na segunda-feira passada (27/07) eram oito municípios, mas Bom Sucesso do Sul e São Pedro do Paraná informaram os primeiros três casos nesta semana.

Regionais - Já há casos do novo coronavírus em todos os municípios das regionais de Saúde de Paranaguá, Curitiba e Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Maringá, Londrina, Jacarezinho, Toledo e Telêmaco Borba.

Curitiba e Região Metropolitana - Em números absolutos, a regional de Curitiba e Região Metropolitana é a que concentra mais casos (31.140), seguida por Cascavel (6.333), Londrina (5.132), Maringá (4.643) e Foz do Iguaçu (4.495). Já há mais de 1.000 casos em 18 das 22 regionais de Saúde.

Mortes - As mortes alcançaram 233 municípios, mais de 58% do Paraná. As maiores incidências absolutas são em Curitiba e Região Metropolitana (947), Londrina (170), Cascavel (126), Maringá (89), Paranaguá (77) e Toledo (50).

Faixa etária - A faixa etária média dos casos no Paraná é de 40,1 anos, idade da população economicamente ativa, enquanto a de óbitos é de 68,2 anos, o que indica que as complicações da doença se concentram entre as pessoas mais idosas. A Covid-19 impacta mais a população feminina (52%), mas mata mais os homens (61%).

Mais afetada - São 17.221 casos entre pessoas com 30 e 39 anos, parcela mais afetada pela doença, o que representa 22,8% do total de infectados no Estado. A segunda é a de pessoas entre 20 e 29 anos, com 15.442 casos, ou 20,5% dos infectados. São, ainda, 6.670 casos entre crianças e jovens de 0 a 19 anos (8,8% do total) e 10.447 casos entre quem tem mais de 60 anos, 13,8%.

Gênero - Em relação aos óbitos, a análise do quadro mostra que a Covid-19 acomete mais mulheres conforme o aumento da idade. A faixa mais atingida é a de mais de 80 anos (224 óbitos), seguida por 70 a 79 anos (202), 60 a 69 (143) e 50 a 59 (99). Entre os homens há diferença. A faixa mais vitimada foi entre 70 a 79 (302 mortes), seguida por 60 a 69 (268) e mais de 80 (258).

Internados - Segundo o boletim epidemiológico, ainda há 1.273 internados, 1,7% do total de infectados no Paraná. Desses, 540 estão em uma das 1.054 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) criadas pelo Governo do Estado desde o começo da pandemia e 733 em enfermarias exclusivas para a Covid-19.

Ocupação de leitos - As taxas de ocupação nos leitos exclusivos são de 75% em UTIs adultas, 20% em UTIs pediátricas, 52% em enfermarias para adultos e 34% em enfermarias infantis. A maior preocupação é na macrorregião Leste (85% de ocupação de leitos de UTI adultos).

Confirmados e suspeitos - No entanto, somados confirmados e suspeitos internados na rede pública e privada de Covid-19 em todo o Estado são 2.213 internados em leitos clínicos (1.232) e avançados (981).

Comorbidades - Cerca de 66% dos casos hospitalizados desde o começo da pandemia apresentavam comorbidades. As mais comuns até agora foram cardiopatia (2.369), diabetes (1.615), pneumopatia (354), doença renal crônica (342) e obesidade (341).

Populações específicas - O Paraná tem 85 casos confirmados nas comunidades indígenas, além de 247 suspeitos e 252 casos descartados. Entre a população privada de liberdade são 355 casos confirmados e 389 suspeitos.

Profissionais de saúde - No recorte de profissionais de saúde, são 3.679 infectados desde o começo da pandemia, com prevalência de casos entre enfermeiros e técnicos de enfermagem (1.802), médicos (391), farmacêuticos (109) e dentistas e ortodontistas (97). (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE IV: OMS prevê que pandemia durará muito tempo

O Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a pandemia da covid-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo. Segundo dados oficiais da OMS, a doença já provocou 675.060 mortos e infectou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

Evolução - O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência, avaliou a evolução da pandemia de covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião. O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países.

Crise sanitária- "A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

Balanço - O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora enfrentando novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e de óbitos, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”.

Recomendações - Entre as principais recomendações que o Comitê de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países com serviços médicos mais frágeis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19. O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar. Ou seja, defendeu o Comitê, afirmando que a distribuição de vacinas deve ser a mais equitativa possível.

Vacinas - Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos, da Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

Possibilidade - A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”.

Viagens - Relativamente às viagens, o Comitê indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular.

Reforço - Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contatos. (RTP - Rádio e Televisão de Portugal / Agência Brasil)

 


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