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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4884 | 11 de Agosto de 2020

DEFESA AGROPECUÁRIA: Questões ligadas à sanidade animal são discutidas em videoconferência

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, estiveram reunidos com lideranças do setor produtivo paranaense, entre as quais o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. O encontro ocorreu por videoconferência, nesta segunda-feira (10/08), com o objetivo de discutir questões ligadas à sanidade animal e contou também com a participação de representantes do Ministério da Agricultura, Faep, Sindiavipar, Sindicarne, Fundepec e Frimesa.

Inquérito - Um dos pontos em debate foi resultado do inquérito soro-epidemiológico do rebanho bovino do Estado, iniciado pela Adapar na segunda quinzena do mês de maio. Trata-se de uma das últimas providências para o reconhecimento internacional do Paraná como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), prevista para ocorrer em 2021. O inquérito foi concluído com a coleta de 10 mil amostras em 330 propriedades rurais do Estado. Na videoconferência, foram tratados sobre os próximos passos dentro do processo de reconhecimento internacional do Paraná como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, legislação e, ainda, peste suína clássica, brucelose e turberculose.

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REFORMA TRIBUTÁRIA I: Sistema OCB inicia ciclo de debates

sistema ocb 11 08 2020Começou nesta segunda-feira (10/08) o ciclo de debates sobre a Reforma Tributária, promovido pelo Sistema OCB. A grande meta da iniciativa é esclarecer todas as dúvidas dos profissionais que lidam diariamente com as obrigações tributárias no cooperativismo brasileiro. Os debates são gratuitos e abertos a toda a população, basta se inscrever previamente.

Alcance - O primeiro debate, realizado na tarde desta segunda, foi de alcance amplo, para todos os ramos. A partir da próxima rodada, os temas serão focados para cada um dos sete ramos de atuação do cooperativismo. A programação completa e o link para se inscrever estão AQUI.

Horário - Os debates vão acontecer sempre às 16h, nos dias programados, pelo canal do Sistema OCB no Youtube (aproveite para se inscrever e ativar as notificações pra gente te avisar quando for começar). (Informe OCB)

 

REFORMA TRIBUTÁRIA II: Proposta deve respeitar especificidades existentes, afirma relator

“Sabemos da real dimensão e importância do setor cooperativista no Brasil. Temos a exata compreensão do que o setor representa, seja na área médica, de crédito, na agropecuária, entre outros segmentos”, afirmou o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária na Comissão Mista Especial do Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, o foco de seu trabalho será construir uma proposta que “seja compatível com os interesses do país, respeitando as especificidades existentes”. Ribeiro participou, na tarde desta segunda-feira (10/08), do ciclo de debates sobre a reforma tributária, promovido pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras).

Cooperativismo - O deputado disse que está aberto ao diálogo com o cooperativismo. “Fui secretário da Agricultura na Paraíba e tive uma convivência muito próxima com o cooperativismo agropecuário e sei de sua importância e capilaridade”, ressaltou. “Tenho certeza que vamos caminhar para um bom termo, e é muito importante que o cooperativismo esteja engajado no desafio que é aprovar um sistema tributário novo e eficiente, que possa também melhorar o ambiente de negócios do país, para que seja mais seguro e confiável a quem vai investir no país. É uma oportunidade que não podemos perder”, enfatizou.

Proposta única- De acordo com o deputado, as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 e 110, respectivamente, em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, vão convergir para uma proposta única, acoplando ainda o Projeto de Lei 3.887, do Governo Federal. “Temos o desafio de transformar o sistema tributário brasileiro, para que seja mais simples e transparente, e as pessoas saibam claramente o quanto pagam de tributos. Dessa forma teremos mais justiça tributária e segurança jurídica”, disse.

Votação - O parlamentar considera viável votar a proposta de reforma tributária ainda em 2020. “De maneira objetiva, se não votarmos neste ano, talvez não consigamos mais ter um ambiente federativo tão receptivo quanto temos agora, com disposição para que a votação ocorra. Infelizmente, o nosso país vive em eleições e, em 2021, já começa as movimentações pré-eleições aos governos estaduais e à Presidência”, observou.

Reforma Administrativa - Quanto à reforma administrativa, Ribeiro diz que é uma prerrogativa exclusiva do Executivo, e não cabe ao Parlamento propô-la. “Se o Congresso pudesse, já teríamos enfrentado essa questão. Penso que o tema vai além de uma reforma administrativa, é uma reforma do Estado brasileiro, que custa muito caro, é muito lento e entrega pouco dos compromissos constitucionais que deveria cumprir junto aos cidadãos que pagam seus impostos”, concluiu Ribeiro.

Frencoop - Na visão do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado federal Evair de Melo (PP-ES), as distorções do sistema tributário contribuíram para acentuar as desigualdades sociais do país. A reforma, segundo o parlamentar, seria uma oportunidade para corrigir tais distorções, para que o sistema tributário brasileiro se torne uma ferramenta justa de desenvolvimento. “O cooperativismo está participando de forma ativa nas discussões, com a mobilização dos parlamentares da Frencoop, e acredito que a importância do setor como instrumento de oportunidades econômicas e sociais, vai permitir que sejamos ouvidos e possamos contribuir para enriquecer o texto da reforma tributária”, afirmou.

Organização - Segundo o presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Marcio Lopes de Freitas, para que o cooperativismo garanta a defesa de suas propostas à reforma tributária, é necessário diálogo, bom senso e muita relação política. “Temos que construir um ambiente para fazer uma reforma tributária justa e correta, e que preserve o ambiente para as nossas cooperativas se desenvolverem. E com esse intuito que iniciamos esse ciclo de debates. Precisamos ter organização, técnica e justiça, acima de tudo”, afirmou.

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COVID-19: Cooperativas do PR iniciam debate sobre o compartilhamento de soluções em TI, diz comunicado 94

covid 19 destaque 11 08 2020O projeto Compartilhamento de Soluções em TI começou a ser discutido com a participação de 17 cooperativas agropecuárias paranaenses, na primeira reunião sobre o tema realizada virtualmente nesta segunda-feira (10/08). Esse é um dos destaques do comunicado 94, divulgado na manhã desta terça-feira (11/08) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Veja abaixo todas as informações do boletim.

1. No dia 10 de agosto, o Sistema Ocepar realizou a reunião de kick-off (reunião inicial) do projeto Compartilhamento de Soluções em TI, que conta com a participação de 17 cooperativas agropecuárias, com o objetivo de realizar o estudo de viabilidade de compartilhamento de serviços de tecnologia e informação, apresentado por meio de um plano de negócios.

2. No dia 10 de agosto, o Sistema Ocepar participou da reunião com o Grupo Técnico para tratar sobre a Sanidade do Paraná - Aftosa, Peste Suína Clássica, Brucelose e Tuberculose, com a participação dos representantes do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária - Mapa, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná - Seab, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná - Adapar, Faep, Fundepec, Sindiavipar, Sindicarne e Frimesa.

3. O Sistema OCB iniciou o Ciclo de Debates Cooperativismo na Reforma Tributária, uma série de oito encontros on-line com especialistas e parlamentares para explicar os impactos da reforma para as cooperativas. Para se inscrever, acesse: https://bit.ly/ciclo-debates.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

SICOOB OURO VERDE: Colaboradores participarão do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense

sicoob ouro verde 11 08 2020Pela segunda vez, o Sicoob Ouro Verde terá representantes no Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, promovido pelo Sistema Ocepar. O ciclo 2020/2021 tem sua aula inaugural prevista para ocorrer no dia 19 de agosto e terá a participação de 10 colaboradores da cooperativa.

Virtual - Uma das novidades deste ano é que, devido à pandemia do coronavírus, as atividades deverão ser realizadas majoritariamente em formato virtual, com exceção dos laboratórios. Assim, as aulas da trilha comum e da trilha específica de cada turma serão online, em tempo real, por meio da plataforma Zoom. A trilha de mentoria deverá ocorrer no laboratório de inovação, presencialmente, em meados de 2021.

Agregação de conhecimento - Segundo o gerente de Crédito, Marcelo Ramos, que participou do programa no ano passado, é muito importante agregar conhecimento na área da inovação. Para ele, é um tema importantíssimo, de grande valor e principalmente, enriquecedor. “Quando falamos de inovação pensamos em algo novo, que desperta do zero, mas com o curso vi que não. Pode ser algo que você pode modificar, alterar, implantar ou mesmo começar do zero. O programa ajuda a trazer muitas ideias para a cooperativa. É um privilégio participar”, explica.

Motivador - O especialista Financeiro, Willyan Patrykc de Araujo Goncalves, que participará do programa este ano, diz quando surge a oportunidade de participar de atividades que requerem inovação consciente, é realmente motivador. Segundo ele, é incrível perceber ao final de uma jornada, que as entregas individuais e do time são muito maiores do se imaginava no começo.

Expectativa - “Tenho muitas expectativas para este ciclo do programa, por mim, pelo trabalho em equipe, pelo time, sobre os conhecimentos que vamos adquirir e, especialmente, pelas contribuições que vamos entregar para nossa cooperativa. É uma missão de muita responsabilidade, que me motiva ainda mais”, afirma.

Sobre o programa - O Isae, em parceria com a Arbache Innovations e com o apoio do Sistema Ocepar, criou um Programa de Inovação para desenvolver os colaboradores e estabelecer um ambiente favorável à formação de uma cultura de inovação nas cooperativas, para assim colocar em prática ações originais e de grande valor.

Pessoas e mercado - Os participantes do programa terão a oportunidade de ter uma formação pensada na inovação com foco nas pessoas e no mercado, com o objetivo de disseminar a cultura da mudança e o aprimoramento das ações já existentes.

Colaboradores - Participarão os colaboradores:

• Bianca Cavalcante Costa Villela - Assistente de agência

• Bruce Germinaro - Especialista de Crédito

• Carmem Paiva - Gerente Administrativa

• Danielle Martins Lopes - Supervisora de Atendimento

• Dayane Sasso - Gerente Geral de Agência

• Fernando Belomo de Souza - Gerente de Negócios

• Flávia Lemes Bussadori - Analista de Comunicação

• Julio Cezar Cruz da Trindade - Gerente de DHO

• Nadiane Maria Fernandes - Gerente Geral de Agência

• Willyan Patrikc de Araújo Gonçalves - Especialista Financeiro

(Imprensa Sicoob Unicoob)

 

COOPAVEL: Análises de solo evoluem para melhor performance agrícola

coopavel 11 08 2020Embora a essência de cultivar a terra ainda seja a mesma, muita coisa mudou dos primórdios da atividade até a agricultura de grande escala contemporânea. Qualidade, boa produtividade e a melhor performance dependem da associação de inúmeros fatores. Um deles é a análise de solos, que protagoniza novos episódios do Ciclo do Trigo mostrado em plataformas digitais pelo Show Rural Coopavel Edição de Inverno.

Técnica - A análise de solos não é uma técnica nova e no Brasil ela começou a despertar interesse há mais de 130 anos. Inclinado em contribuir para ampliar ainda mais os resultados da cafeicultura, Dom Pedro II contratou uma empresa europeia para, em parceria com a Estação Agronômica de Campinas, realizar estudos para melhorar a performance do café. A exemplo de tudo o que dá suporte à agricultura e ao agronegócio, a análise de solos evoluiu bastante ao longo dos anos.

Capítulos - O terceiro e quarto capítulos do Show Rural Coopavel Edição de Inverno trazem informações sobre essa ferramenta desenvolvida para indicar o quanto o solo pode fornecer de determinados nutrientes. Ela é apontada como indispensável para, de forma confiável e técnica, revelar o estado nutricional e o grau de fertilidade de uma determinada área agrícola. Com esses dados em mãos então é possível decidir o melhor a fazer para obter o desempenho e os resultados possíveis e desejados.

Inovação - Um dos saltos mais importantes na evolução da técnica foi dado recentemente, fruto de parceria da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e do Ibra (Instituto Brasileiro de Análises), de Campinas, interior de São Paulo. A novidade está em fazer a leitura do solo por meio da espectroscopia no infravermelho, técnica batizada de SpecSolo. Para alcançar a maior precisão possível, o sistema utiliza até recursos como a Inteligência Artificial e o Big Data (sistema que estuda como tratar, analisar e obter informações de conjuntos de dados que, devido ao seu tamanho, não podem ser processados por mecanismos convencionais).

Pesquisador - O pesquisador da Embrapa Solos, do Rio de Janeiro, Daniel Vidal Pérez, acompanhou e participou das etapas que chegaram ao SpecSolo, e ele se diz animado com tudo o que essa novidade pode oferecer ao campo. “Esse é um método baseado na resposta do solo ao infravermelho. A análise de infravermelho tem muita relação com a questão das vibrações nas ligações químicas, principalmente em compostos contendo carbono, hidrogênio e nitrogênio”. Essa tecnologia é utilizada em solos e correlacionada exatamente nas principais análises que a Embrapa realiza, como de teor de carbono no solo, granulometria, pH e outros atributos.

Validação - Daniel informa que depois de analisar mais de 100 mil amostras, conseguiu-se verificar e validar a questão da análise principalmente para carbono e textura. “Já se conseguiu até a ISO 17.025 para o uso dele para esses dois atributos”, afirma o pesquisador. O Ibra desenvolveu o equipamento e uma joint-venture chamada SpecLab na qual usa essa técnica para fazer diversas análises em solo e outros materiais. Há um software em nuvem destinado ao processamento de informações e um sistema automatizado à coleta de espectros do solo, o SpecSolo-Scan.

Não destrutiva - Por meio do SpecSolo, a análise de amostras ocorre de maneira não destrutiva, com economia e velocidade. Parâmetros de matérias orgânica e física, como argila, areia e silte, são estudados em apenas alguns segundos e de forma conjunta. Com a plataforma digital criada a partir desses estudos, observa Daniel Pérez, os agricultores têm em mãos uma solução desenvolvida para facilitar a elaboração de recomendações de correção e fertilização do solo. Segundo o Ibra, esse procedimento é on-line a partir de consulta a um banco de dados onde estão informações referentes às culturas.

Planejamento - Nos capítulos 3 e 4 do Show Rural Edição de Inverno, o pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural, de Santa Tereza do Oeste, Luiz Antônio Zanão Júnior, dá detalhes sobre o planejamento agrícola a partir da análise de solo. A adubação conta com três fases importantes (análise, controle da acidez e correta aplicação dos corretivos), tudo para conhecer a fundo as características do solo da propriedade.

Trigo - Como a base dos trabalhos é a cultura do trigo, o primeiro episódio do tema análise de solos aborda os conceitos centrais da técnica e o segundo traz informações sobre adubação nitrogenada. Para assistir ao Show Rural Coopavel Edição de Inverno basta acessar uma das plataformas digitais do evento - Instagram, Facebook, Youtube ou o endereço eletrônico . (Imprensa Coopavel)

 

COCAMAR I: Uso do APP para fixar a safra cresce entre cooperados

cocamar I 11 08 2020A fixação da safra por meio do aplicativo disponibilizado pela Cocamar está se tornando comum entre os cooperados e um número cada vez maior deles vem aderindo a essa praticidade.

Expandindo - Nos últimos meses, o percentual de comercialização da safra pela internet, na cooperativa, saltou de 6,41% em junho para 12,47% no mês seguinte e já atingia 15,31% no começo de agosto.

Comodidade - Cooperados como Cleber Veroneze, de Maringá, comercializam quase toda a sua produção recorrendo a essa ferramenta no aparelho celular, realizando a operação com comodidade e segurança. “Desde quando a Cocamar lançou o aplicativo, há alguns anos, eu passei a utilizá-lo, é fácil, simples e seguro”, afirma.

Seguro - Segundo Veroneze, pelo menos 90% da última safra de soja foi negociada desta forma. “Percebo que alguns cooperados ainda têm um certo receio, com certeza por falta de costume, mas não há problema, pois só você tem acesso à sua conta”, acrescenta.

Praticidade - Há dois anos como cooperada na unidade de Floresta, Mayte Garcia conta que ficou satisfeita ao saber que poderia fazer a fixação da safra pelo aplicativo. “Nem sempre tenho tempo para ir à unidade”, diz, salientando que por meio da ferramenta, cujo manuseio considera fácil, ela tem acesso ao preço do dia e outras informações que costuma acessar, como as notícias. “Traz muita praticidade, é algo moderno e necessário, pois viajo bastante,” diz a produtora, que reside em Maringá.  

Tecnologia - O cooperado Sérgio Luis Viúdes, de Cambé, também está entre os que, costumeiramente, fazem a negociação de suas safras por meio do dispositivo. “A tecnologia está aí para facilitar a nossa vida. Ao usar o aplicativo, a gente economiza tempo e dinheiro e não se expõe aos riscos oferecidos pela pandemia”, comenta. Viúdes, inclusive, é capa da edição de agosto da revista Globo Rural, da Editora Globo, que traz uma reportagem especial sobre o assunto.

Mais fácil - Em tempos de Covid-19, em que todo cuidado se faz necessário, a Cocamar tem incentivado ainda mais os cooperados a utilizarem o aplicativo. Com tal facilidade, eles não precisam se deslocar até a unidade apenas para fixar a safra.

Serviço - Gratuito, o aplicativo pode ser baixado nas lojas virtuais Apple Store, para quem possui aparelho IOS, e Google Play, em caso de Android. (Imprensa Cocamar)

 

COCAMAR II: Campeões da soja serão conhecidos no domingo

cocamar II 11 08 2020Contagem regressiva: vão ser conhecidos no próximo domingo (16/08), por meio do programa semanal de televisão RIC Rural, da RIC TV Record, os vencedores de mais uma edição do Concurso Cocamar de Produtividade de Soja, referente a Safra de verão 2019/2020.

Premiação - Exibido das 9 às 10h pelas emissoras integrantes da Rede Independência de Comunicação (RIC), que cobre todo o estado, o RIC Rural será praticamente todo dedicado à premiação dos ganhadores: 1º e 2º lugares nas categorias Geral e 1º em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Divulgação - Com a pandemia e os protocolos de isolamento social, a TV foi a alternativa encontrada para apresentar os resultados do Concurso – e, de quebra, garantir ampla divulgação -, ante a impossibilidade de a cooperativa realizar neste momento um evento de premiação, como faz todos os anos.

Maior média- De acordo com o Departamento Técnico da Cocamar, a safra 2019/2020 apresentou a maior média de produtividade de todos os tempos nas áreas do Concurso: 243 sacas por alqueire, o equivalente a 101,25 sacas por hectare. A maior, até então, havia sido registrada na safra 2017/2018, de 230 sacas por alqueire (95 sacas/hectare).

Participantes - Foi, também, a maior média geral obtida entre os participantes do Concurso, com 186 sacas por alqueire (76,8/hectare), bem acima do volume médio de produtividade de soja no Brasil, de 132 sacas/alqueire (54,5/hectare).

Números - Com a participação de 150 cooperados de todas as regiões de atuação da cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, o Concurso Cocamar de Produtividade auditou 39 áreas. (Imprensa Cocamar)

 

CONAB: Produção de grãos sinaliza recorde final de 253,7 milhões de toneladas

conab 11 08 2020A produção de grãos da safra 2019/20 do Brasil caminha para o desfecho final de mais um recorde, com a marca de 253,7 milhões de toneladas. Isto representa um crescimento de 4,8% ou o equivalente a 11,6 milhões de toneladas sobre a produção da safra passada. O carro-chefe dos grãos é comandado pela soja e milho, que garantem quase 90% da produção nacional. Os dados podem ser conferidos no 11º Levantamento de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta terça-feira (11/08).

Análise - Com o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das commodities, o estudo passa a analisar as culturas de terceira e de inverno, de olho no comportamento climático que vem favorecendo as lavouras até agora. A soja já tem garantida a produção recorde estimada em 120,9 milhões de toneladas, com ganho de 5,1%.

Milho total - Também o milho total, recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de toneladas, já encerrou a primeira safra e caminha para o fechamento da segunda, dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

Culturas de inverno - Enquanto isso, as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de crescimento de 12,1% na área plantada, com destaque para o trigo, que sinaliza um crescimento de 14,1% e alcance de 2,33 milhões de hectares. A depender da ajuda climática, a produção deve chegar a um recorde de 6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6 milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica, sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas.

Demais produtos - Os demais produtos que integram a cadeia de grãos, como algodão, arroz e feijão, caminham também para a finalização da colheita, com um desempenho de produção acima do produzido no último período. O arroz deve crescer 6,6% e colher 11,2 milhões de toneladas. Dessas, 10,3 milhões em áreas de cultivo irrigado.

Algodão - Por sua vez, o algodão aumenta 5,4%, prevendo uma produção de 2,93 milhões de toneladas de pluma. E o feijão total cresce 5,4%, alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é da espécie comum cores.

Exportações - A história de recordes da safra continua. No caso da soja, o mercado indica uma estimativa de exportações sem igual este ano, com 82 milhões de toneladas, devido à expectativa de câmbio elevado e as negociações antecipadas que estão ocorrendo.

Arroz - Também o arroz tem boas perspectivas de mercado, com exportações recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o período de comercialização da nova safra.

Outras informações - Confira outras informações sobre as demais culturas plantadas no país no documento completo do 11º Levantamento – Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab. (Conab)

FOTO: Arquivo CNH

 

IBGE: Estimativa de julho eleva recorde da safra para 250,5 milhões de toneladas em 2020

ibge 11 08 2020A safra nacional de grãos deve chegar a 250,5 milhões de toneladas e bater novo recorde em 2020, segundo as estimativas de julho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgadas nesta terça-feira (11/08) pelo IBGE. Isso representa um aumento de 3,8% na comparação com a colheita de 2019, com mais 9,0 milhões de toneladas.

Soja - A soja deve ter crescimento recorde de 5,9%, o que corresponde a 120,1 milhões de toneladas. “A produção da leguminosa só não deve ser maior devido à produção gaúcha, que caiu em 7,3 milhões de toneladas, em relação ao ano passado, por conta da estiagem prolongada. A produção de soja no Rio Grande do Sul foi estimada em 11,2 milhões de toneladas”, disse o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Antônio Barradas.

Milho - A produção do milho é outro destaque que, embora menor que a do ano passado, deve chegar a 99,8 milhões de toneladas em 2020. “Demandas internas e externas elevadas têm mantidos os preços do produto em patamares elevados, estimulando maiores investimentos nas lavouras de milho, principalmente no Paraná e na região Centro-Oeste”, comentou o analista.

Trigo - Barradas também lembra do trigo, cuja estimativa de produção está 41,0% maior e deve gerar 7,4 milhões de toneladas. Ele afirma que as perdas decorrentes das estiagens em algumas regiões devem ter influenciado produtores a aumentar os investimentos nas lavouras de inverno, como forma de recuperar os prejuízos.

Dólar - “Com a valorização do dólar, os preços do trigo no mercado interno aumentaram, melhorando as perspectivas quanto à rentabilidade do produto. Motivados por essa conjuntura favorável, os produtores ampliaram as áreas de plantio, bem como os investimentos em tecnologia de produção”, explicou o analista de Agropecuária do IBGE.

Comparação mensal - Na comparação mensal, a variação de 1,3% da safra de grãos decorre do milho 2ª safra (2,2 milhões de toneladas), do trigo (416,7 mil toneladas), da soja (231,3 mil toneladas), do arroz (196,0 mil toneladas), da aveia (70,5 mil toneladas) e do feijão 3ª safra (48,5 mil toneladas).

Centro-Oeste deve colher 118 milhões de toneladas - O IBGE projeta crescimento na produção de grãos em quase todas as regiões do país. No Centro-Oeste, maior produtor, deve aumentar 5,8%, somando 118,0 milhões de toneladas. Outras altas estão previstas para o Nordeste (13,9%), Norte (9,6%) e Sudeste (7,9%). No Sul, segundo maior produtor, a colheita deve recuar 3,8% (74,3 milhões de toneladas). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Abiove

 

INPEV: Ações de solidariedade marcam comemoração do Dia Nacional do Campo Limpo

A comemoração da 16ª edição do Dia Nacional do Campo Limpo, em 18 de agosto, será realizada em sintonia com o momento atual. Com o tema “Celebrar conquistas e multiplicar solidariedade”, o evento terá atividades virtuais e a promoção de ações de solidariedade, que vão envolver 97 unidades de recebimento de todo o país. Por meio da mobilização da comunidade e de parcerias com instituições, o Sistema Campo Limpo (programa de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas) deve promover a doação de 9 mil cestas básicas, equivalente a mais de 140 toneladas de alimentos, ajudando quem precisa neste momento.

Bons resultados - A solidariedade será a forma de comemorar os bons resultados do Sistema, que é referência mundial e já destinou corretamente mais de 575 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas desde 2002. No ano passado, foram encaminhadas para reciclagem 94 de cada 100 embalagens recebidas.

Iniciativas virtuais - Este ano, as atividades presenciais serão substituídas por iniciativas virtuais e por ações solidárias nas diversas localidades. O inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade gestora do Sistema, e associações de revendas realizaram parcerias com instituições para promover doações de cestas básicas e outros itens. “O Sistema vai mobilizar a comunidade para celebrar a data praticando o bem. Ao mesmo tempo em que reconhecemos o empenho de todos que mantiveram o Sistema funcionando com segurança e eficiência, reafirmamos nosso compromisso com a construção de uma sociedade melhor”, destaca João Cesar Rando, diretor-presidente do inpEV.

Programa - No dia 18, como evento oficial de celebração da data, o Canal Terra Viva vai exibir o programa Agro 360 Especial Dia Nacional do Campo Limpo, às 13h. Com a participação de representantes de elos da cadeia agrícolas e convidados, o programa mostrará várias ações de solidariedade que acontecerão em todo o país. O primeiro evento virtual da semana de comemorações acontecerá dia 17 de agosto, durante o “Dia de Campo: Caminhos do Agro SP", promovido pela secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Às 17h30, haverá uma live com a participação do diretor-presidente do inpEV e do secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, além da exibição de episódio especial sobre o Sistema Campo Limpo.

Redes sociais - Durante toda a semana, as redes sociais do inpEV divulgarão essas iniciativas, assim como tours virtuais pelas unidades de recebimento e uma esquete teatral gravada, direcionada para alunos do Ensino Fundamental.

Confira - Para acompanhar as atividades, siga as redes sociais do inpEV e acesse https://inpev.org.br/dncl/

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo - O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Desde então, cerca de um milhão de pessoas, de todo o país, já participaram das comemorações. A celebração da data é realizada pelas unidades de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV, seus associados fabricantes de defensivos agrícolas, entidades representativas do setor, organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais.

Sobre o inpEV - Desde 2002, o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) é entidade gestora do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

Sobre o Sistema Campo Limpo - O Sistema Campo Limpo tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

Mais informações - Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site www.inpev.org.br, no Facebook, Youtube e Instagram. (Assessoria de Imprensa do inpEV)

inpev 11 08 2020

TECNOLOGIA: Pesquisa mostra o retrato da agricultura digital brasileira

tecnologia 11 08 2020Pesquisa conduzida pela Embrapa, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra como os produtores rurais usam a internet. Mais de 70% dos produtores rurais que responderam à pesquisa disseram que acessam a internet para interesses gerais sobre agricultura. Já as redes sociais, como o Facebook, e os serviços de mensagem, como o WhatsApp, foram apontados por 57,5% deles como meios utilizados para obter ou divulgar informações relacionadas à propriedade, comprar insumos ou vender a produção.

Planejamento e gestão - “Essas ferramentas são utilizadas em atividades gerais com o objetivo de ajudar no planejamento e na gestão da propriedade, mas foi possível observar também que uma boa parte dos produtores rurais já utiliza outras aplicações a partir de sensores remotos e de campo, eletrônica embarcada, aplicativos ou plataformas digitais para fins específicos em uma cultura ou sistema de produção”, explica o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária (SP) Édson Bolfe, que coordenou o estudo.

Utilização - Cerca de 40% dos produtores disseram que vêm usando essas novas tecnologias como canal para a compra e venda de insumos e da produção e, ainda, em torno de um terço deles utiliza soluções digitais com o objetivo de mapear a lavoura e a vegetação e para a previsão de riscos climáticos. “Outras aplicações das tecnologias aparecem em número menor, mas vemos como áreas com tendência de crescimento aquelas voltadas para o bem-estar animal, citada por 21,2% dos respondentes; e para certificação ou rastreabilidade dos alimentos, mencionada por 13,7% deles”, completa Bolfe. Ele ressalta ainda que 95% dos produtores registraram na pesquisa que desejam mais informações sobre agricultura digital.

Participantes - A pesquisa ouviu mais de 750 participantes entre produtores rurais, empresas e prestadores de serviço sobre tendências, desafios e oportunidades para a agricultura digital no Brasil. (Mapa)

> Leia aqui a pesquisa completa

FOTO: Embrapa

 

INCRA: Emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural 2020 será liberada em 17 de agosto

incra 11 08 2020Solicitação por meio de computadores, smartphones, tablets, Salas da Cidadania e Unidades Municipais de Cadastramento. Essas vão ser as maneiras disponibilizadas aos titulares de imóveis rurais a fim de obterem o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) referente ao exercício 2020.

Liberação - A liberação de acesso para impressão ocorrerá a partir das 16 horas do dia 17 de agosto. Para o documento ser válido, é necessário quitar a Taxa de Serviços Cadastrais.

Comprovação - O CCIR atualizado comprova a regularidade da área junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), base de dados do governo federal, gerenciada pelo Incra. As informações sobre os cerca de 6,54 milhões de imóveis rurais em todo o país nela constantes – a exemplo de titularidade, localização e tipo de exploração no local – permitem ampliar o conhecimento sobre a malha fundiária brasileira e, consequentemente, melhor gerenciá-la.

Impedimento - “Sem a apresentação do documento em cartório, não há como legalizar transferências, arrendar, hipotecar, desmembrar, remembrar ou realizar a partilha de qualquer imóvel rural”, explica o diretor de Governança Fundiária do Incra, Humberto Maciel, ao citar, ainda, o fato de ser necessário para a contratação de empréstimos bancários. Contudo, ressalta o diretor, o CCIR não garante o direito de propriedade.

Taxa - O pagamento da Taxa de Serviços Cadastrais deve ser feito na rede de atendimento do Banco do Brasil, até 15 de setembro de 2020. O valor é diferenciado conforme o tamanho da área. Caso a quitação não ocorra até a data limite, haverá cobrança de multa e juros.

Impressão - A impressão do certificado é inviabilizada caso as informações fornecidas divergirem daquelas constantes no SNCR. O interessado deve retificá-las por meio da Declaração para Cadastro Rural (DCR) e, com isso, o próprio sistema gera novo certificado com a Guia de Recolhimento da União (GRU) com os valores atualizados.

Procedimentos - A emissão eletrônica do CCIR poderá ser feita via internet a partir de banner, que será publicado dia 17 de agosto, no site do Incra, diretamente no endereço https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao e ainda na Sala da Cidadania Digital. Outra opção é utilizar as plataformas Google Play ou App Store para baixar o aplicativo “SNCR-Mobile” em dispositivos móveis.

Sem internet - Quem não tem acesso à internet contará com o serviço nas Salas da Cidadania das superintendências regionais do Incra, unidades avançadas da autarquia ou em uma Unidade Municipal de Cadastramento (UMC), instalada em parceria do instituto com prefeituras.

Atenção - A emissão do certificado ficará indisponível temporariamente no dia 17 de agosto até às 16 horas para geração do CCIR 2020. Após esse horário, os titulares de imóveis rurais poderão acessar o sistema para gerar o documento de sua propriedade ou posse.

Informações - Mais informações podem ser obtidas junto à Coordenação-Geral de Cadastro Rural pelos telefones (61) 3411-7370 ou (61) 3411-7378. (Mapa)

 

INFRAESTRUTURA I: Governador autoriza início da construção do novo Trevo Cataratas

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta segunda-feira (10/08) a ordem de serviço para início da reconfiguração do Trevo Cataratas, em Cascavel, com a construção de um viaduto. O entroncamento é um dos maiores gargalos rodoviários do Estado e a passagem em nível vai facilitar o fluxo de cerca de 45 mil veículos que circulam pelo local diariamente.

Expectativa - A expectativa para conclusão da obra é de dois anos e o investimento é de R$ 82 milhões. “É uma obra emblemática. A população cobrava do Estado há mais de 30 anos. Cascavel é uma das cidades mais importantes do País e essencial no desenvolvimento do Paraná. Precisava desatar esse nó”, afirmou Ratinho Junior.

Entroncamento - O Trevo Cataratas é um entroncamento que reúne as rodovias BR-369, no sentido de Maringá, a BR-277, entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, a BR-467, em direção a Toledo, e a Avenida Brasil, que é principal via de acesso a Cascavel. Assim, para impactar o mínimo possível no trânsito e nas áreas próximas, explicou o governador, a intervenção será feita em duas etapas.

Vias marginais - Inicialmente, serão construídas as vias marginais para que o trânsito possa fluir durante a execução da obra. Depois, ao longo da segunda fase, esses desvios servirão de ponto principal, permitindo o desligamento dos semáforos que funcionam atualmente no local.

Cronograma - O governador Ratinho Junior ressaltou, ainda, que a concessionária tem um cronograma a ser executado e já existe uma tratativa com o Ministério da Infraestrutura para que, em caso de atraso, o Trevo Cataratas siga em obras após o fim da atual concessão, em novembro de 2021. “Ou seja, não há risco dessa obra não ser entregue. Preciso agradecer do Ministério Público Federal que aceitou a indicação do Paraná para a execução desta obra”, disse.

Pacote - A obra, lembrou o secretário do Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, integra um pacote de projetos que começaram a executados com recursos do acordo de leniência de R$ 400 milhões firmado pela Ecorodovias com o Ministério Público Federal (MPF).

Investimentos - A empresa controla a Ecovia e a Ecocataratas e fará investimentos de R$ 150 milhões até 2021 ao longo da BR-277, principal corredor rodoviário e de exportação do Paraná. “É um momento especial não só para Cascavel, mas para todo o Paraná. Será colocado um ponto final num dos maiores gargalos do País”, ressaltou o secretário.

Acordo - O acordo prevê R$ 130 milhões para a execução de obras no trecho da Ecocataratas, na BR-277 entre Cascavel e Guarapuava, com a criação de terceiras faixas e o novo viaduto da entrada de Cascavel, e R$ 20 milhões em intervenções da Ecovia, no trecho entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral.

Redução de tarifas - Outros R$ 220 milhões estão sendo abatidos com a redução de tarifas e R$ 30 milhões serão pagos em multas. “Meu desejo é que com a próxima concessão possam ter a BR-277 duplicada de Foz até Paranaguá", destacou Ratinho Junior.

Gerações - O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, disse que o novo trevo deveria ter saído do papel há uma década para acompanhar o crescimento do volume de veículos que trafegam pela região.

Grande expectativa- “Cascavel vive uma grande expectativa por causa da importância desta obra, uma luta de gerações em nome da solução para um gargalo de desenvolvimento. É uma obra que vai mudar o Oeste do Paraná porque Cascavel é um corredor da produção do Paraná, Mato Grosso do Sul e do Paraguai”, afirmou.

Setor produtivo - A reformulação do trevo terá impacto na economia de toda a Região Oeste. Presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar), Alci Rotta Júnior lembrou que as empresas passam a ganhar mais agilidade logística, diminuindo custos e ganhando agilidade.

Momento histórico - “É um momento histórico. Sempre que trocava o Governo do Estado, ficava o apelo e a expectativa desta obra neste importante entroncamento. A obra agora sai, e por isso precisamos agradecer o grande esforço do governador Ratinho Junior”, afirmou. “Se trata de uma das maiores obras do Paraná, que vai melhorar muito o trânsito no local. Sem semáforos, o motorista não vai mais precisar ficar parado no trevo", completou Michel Lopes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic).

Leniência - A Justiça Federal do Paraná homologou o acordo de leniência da Ecorodovias em setembro deste ano e a empresa reduziu as tarifas nas suas seis praças de pedágio em 30%. Os R$ 400 milhões do acordo devem ser pagos até o fim das concessões, em 2021. A concessionária reconheceu o pagamento de propinas para conseguir mudanças contratuais, atos de corrupção e lavagem de dinheiro. “Não medimos esforços para que isso acontecesse, com a melhor solução de engenharia. Representa o desenvolvimento do Paraná”, disse o diretor-superintendente da Ecocataratas, Silvio Caldas.

Presenças - Participaram do lançamento da obra os secretários Marcel Micheletto (Administração e Previdência) e Valdemar Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes); o presidente da Cohapar, Jorge Lange; o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti; o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; os deputados federais Evandro Roman e José Carlos Schiavinato; os deputados estaduais Márcio Pacheco, Gugu Bueno, Coronel Lee e Nelson Luersen; além de lideranças políticas e empresariais da região. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

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INFRAESTRUTURA II: Portos do Paraná firma colaboração inédita com Fundación Valenciaport

infraestrutura 11 08 2020A empresa pública Portos do Paraná firmou uma colaboração técnica inédita com a Fundación Valenciaport, um centro de pesquisa, inovação e formação do setor logístico portuário, com sede no porto de Valência, na Espanha, e atuação em portos da Europa, América Latina, Ásia e Oriente Médio. Objetivo é modernizar os portos paranaenses, com grandes projetos na área de tecnologia, inovação e qualificação humana.

Única - A proposta é única no Brasil e devem modernizar os portos de Paranaguá e Antonina, com estratégias que são referência nos mais importantes e eficientes portos do mundo. “Ter a fundação ao nosso lado, ajudando a compor projetos estratégicos, vai transformar nossos portos para o futuro”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Marco - “Trata-se de uma instituição renomada e o Paraná quer trazer esse conhecimento para se manter na vanguarda entre os portos brasileiros. Temos certeza que será um dos marcos históricos em cooperação de trabalho internacional”, destaca Garcia.

Projetos - A colaboração prevê a construção do Port Community System, uma plataforma de troca de dados da comunidade portuária. O PCS conecta múltiplos sistemas usados por diferentes organizações envolvidas na atividade, integrando as informações de toda cadeia logística.

Transformação digital - “A intenção é acompanhar e auxiliar os portos paranaenses na execução da sua transformação digital. Esta parceria teve origem em uma série de conversas, sobre o que os portos do Paraná planejavam para o futuro e o que a Fundación previa para a América Latina. O encontro de ideias permitiu discutir um trabalho conjunto que será inédito em um porto brasileiro”, informa o diretor Internacional da Fundacíon Valenciaport, Miguel Garín Alemany.

Novo modelo - O Port Collaborative Decision Making (PortCDM) propõe um novo modelo de gerenciamento das operações marítimas, em tempo real, entre todos os agentes envolvidos nas operações de chegada e saída de navios. Além disso, a parceria discute questões de segurança digital e tecnologia de proteção de dados.

Piloto - “O porto de Paranaguá foi escolhido como piloto e será o primeiro da América Latina a desenvolver uma plataforma nestes moldes. Junto com o porto de Valência, estarão entre os primeiros do mundo na aplicação deste conceito. O PortCDM é uma inovação incrível e o Paraná será referência para portos de todos os países”, avalia o diretor do Projeto da Fundación Valenciaport, Jonas Mendes Constante.

Capacitação - Os projetos serão completamente bilíngues e preveem, ainda, a capacitação e treinamento das equipes e funcionários da empresa pública paranaense na construção de um “smart port”, usando automação e tecnologias inovadoras para melhorar a performance.

Competividade - “Quanto mais competitivos forem nossos recursos humanos, mais competitivos são nossos portos. Então teremos um programa de formação em gestão estratégica de portos, gestão de talentos, gestão comercial e marketing portuário, além de gestão da eficiência energética e Meio Ambiente”, explica Ana Rumbeu Daviu, diretora de Formação e responsável pelos treinamentos.

Cronograma - As ações em parceria já começam a ser desenvolvidas, em conjunto, nesta semana. O cronograma será executado ao longo de 12 meses e a expectativa é que os Portos do Paraná ganhem destaque no cenário europeu, com atração de novos investimentos e aumento nas movimentações. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Ivan Bueno

 

INFRAESTRUTURA III: Aeroporto de Cascavel está pronto e aguarda liberações

A construção do Aeroporto Coronel Adalberto Mendes da Silva ou SBCA, em Cascavel, na Região Oeste, está 100% concluída, de acordo com a prefeitura, aguardando apenas as liberações por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Aeronáutica para que o terminal possa começar a funcionar.

Vistoria - Nesta segunda-feira (10/08), logo após assinar a ordem de serviço para o início da obra do Trevo Cataratas, o governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou as obras de modernização do aeroporto. “É uma obra estruturante que traz mais investimentos para o Paraná. Cascavel merecia um aeroporto de primeiro nível”, afirmou Ratinho Junior.

Previsão - A previsão é que em setembro haja a migração do antigo para o novo ponto de embarque e desembarque da cidade. A obra envolveu mais de dez contratos e investimento de cerca de R$ 40 milhões.

Recursos - O Governo do Estado participou disponibilizando recursos do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), administrado pelo Paranacidade e pela Fomento Paraná. Foram R$ 8 milhões para a construção do novo terminal de embarque e desembarque e mais R$ 3 milhões para a compra de mobiliário.

Verba federal - Há, ainda, verba federal a fundo perdido (R$ 2,3 milhões), da Itaipu Binacional (R$ 4 milhões) e verba municipal. Apenas o prédio principal do terminal de passageiros (Octacílio Mion) custou cerca de R$ 19 milhões.

Estimativa - A estimativa é que o espaço possa receber em pouco tempo a circulação diária de até 1.200 pessoas, atingindo a marca de mais 400 mil passageiros por ano. Até por isso, já há estudos para uma ampliação, com a construção do terminal 2.

Intervenção - A intervenção completa englobou a revitalização e duplicação de 2,2 quilômetros da Avenida Itelo Webber com novo sistema de iluminação, seis quilômetros de cerca, estacionamento para 398 automóveis, sistema de drenagem da água da chuva do sítio aeroportuário, novo pátio de estacionamento das aeronaves com piso de concreto, iluminação em LED, um novo terminal de passageiros com cinco portões e dois pavimentos, dois fingers, uma novidade entre os aeroportos do interior do País; mobiliário aeroportuário, equipamentos de informática e novas esteiras; deslocamento dos nove hangares particulares para uma nova área dentro da faixa de segurança; e demolição da estrutura atual, construída nos anos 70.

Voos - O aeroporto de Cascavel tem voos com destino a Curitiba, Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Porto Alegre, em operações das companhias Gol e Azul. “É o momento de prestar contas de um grande presente para Cascavel, que saiu do papel com a ajuda do Governo do Estado”, ressaltou o prefeito Leonaldo Paranhos. (Agência de Notícias do Paraná)

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BRDE: Banco capta recursos junto à AFD para projetos alinhados aos ODS

brde 11 08 2020O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) inaugura, em 2020, a segunda etapa de captação de recursos internacionais junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que já viabilizou investimentos sustentáveis nos três estados da Região Sul. A celebração do contrato de financiamento, no valor de 70 milhões de euros – cerca de R$ 425 milhões –, será realizada nesta terça-feira (11/08), às 14 horas, em evento on-line transmitido pelo YouTube @brdeoficial.

Presenças - Participam do ato de assinatura Philippe Orliange, Diretor da AFD no Brasil; Olivier da Silva, Encarregado de Negócios da Embaixada da França; Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; Carlos Moisés, governador de Santa Catarina; Darci Piana, vice-governador do Paraná; Luiz Corrêa Noronha, diretor-presidente do BRDE; Wilson Bley Lipski, vice-presidente e diretor de Operações do BRDE e Marcelo Haendchen Dutra, Diretor Financeiro do BRDE.

Consolidação da parceria - “Este segundo financiamento vem consolidar ainda mais a parceria entre a AFD e o BRDE, sobretudo pela inclusão no projeto de uma análise de desenvolvimento sustentável para toda a carteira do BRDE, permitindo assim o financiamento de ainda mais projetos de alto impacto social e ambiental”, afirma o Diretor da AFD no Brasil, Philippe Orliange.

Resposta - Para o Encarregado de Negócios da Embaixada da França, Olivier da Silva, “é necessária não somente a resposta aos tempos atuais, mas também uma resposta às gerações futuras, principalmente ao fortalecer e cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Objetivo constante - Segundo o diretor-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, a ampliação da oferta de crédito para a Região Sul é um objetivo constante do Banco, principalmente no contexto atual de acentuada crise econômica.

Ampliação - “Nessa nova rodada de recursos franceses, a linha de crédito foi ampliada e contemplará projetos que contribuem positivamente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas, em especial os investimentos em saúde, educação e patrimônio cultural. Desse modo, o BRDE busca consolidar sua carteira verde, social e sustentável”, afirma.

Histórico - O primeiro empréstimo do BRDE junto à AFD, obtido em 2018, no montante de 50 milhões de euros, aproximadamente R$ 304 milhões, foi direcionado ao Programa BRDE PCS - Produção e Consumo Sustentáveis, que financia projetos de impacto positivo sobre o meio ambiente e o clima.

Demanda - O PCS se tornou a linha de crédito mais demandada no BRDE nos últimos anos, abrangendo cinco eixos prioritários: energias limpas e renováveis; gestão de resíduos e reciclagem; uso racional e eficiente da água; agronegócio sustentável e cidades sustentáveis.

Tempo real- Para acompanhar o evento em tempo real, acesse www.youtube.com/brdeoficial

Mais sobre a AFD

Mais sobre o BRDE

(Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: BRDE

 

CÂMBIO: Dólar fecha no maior nível em 45 dias com tensões entre EUA e China

cambio 11 08 2020Num dia de agravamento das tensões entre Estados Unidos e China, o dólar voltou a subir e fechou no maior valor em 45 dias. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (10/08) vendido a R$ 5,465, com alta de R$ 0,052 (+0,97%).

Quarta sessão - Essa foi a quarta sessão seguida de alta da moeda. A cotação operou em baixa durante quase toda a manhã, mas reverteu a tendência e passou a subir durante a tarde, até encerrar próximo da máxima do dia. A divisa acumula alta de 36,18% em 2020.

China - Maior parceiro comercial do Brasil, a China impôs nesta segunda sanções a 11 cidadãos dos EUA, incluindo parlamentares do Partido Republicano, ao qual pertence o presidente Donald Trump. O país asiático retaliou sanções decretadas pelo governo norte-americano contra Hong Kong e autoridades chinesas acusadas de restringir liberdades políticas na ex-colônia britânica.

Ruídos - Ruídos entre as duas maiores economias do mundo há tempos sacodem os mercados financeiros, à medida em que o embate comercial escala para questões geopolíticas. Todas as principais moedas da América Latina, grande fornecedora de matérias primas para a China, sofreram desvalorização nesta sessão.

Bolsa - No mercado de ações, o dia também foi marcado por oscilações, mas terminou em ganhos. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), encerrou esta segunda-feira com alta de 0,65%, aos 103.444 pontos.

Divulgação - No Brasil, o mercado financeiro aguarda a divulgação, nesta terça-feira (11/08), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). O documento vai indicar se a autoridade monetária pretende diminuir ainda mais a taxa Selic (juros básicos da economia), que foi reduzida para 2% ao ano na última semana. (Agência Brasil)

 

INDÚSTRIA: Setor cresce em 14 dos 15 locais pesquisados em junho

industria 11 08 2020Mostrando uma recuperação gradativa da produção, a indústria brasileira apresentou, em junho, alta em 14 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-Reg), na comparação com maio. Todos os locais cresceram, exceto Mato Grosso (-0,4%), que apontou o único resultado negativo.

Crescimentos regionais - Divulgada nesta (11/08) pelo IBGE, a pesquisa mostra que os crescimentos da indústria regional em maio e junho não representam recuperação total das perdas de março e abril na maioria dos locais, ocasionadas pela suspensão das atividades por conta da pandemia da Covid-19. "A indústria, desde maio, segue um crescimento no intuito de compensar as perdas. Ainda estamos na pandemia, ainda há isolamento, mas no caminho para um retorno da produção nos patamares anteriores”, reflete Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

Maior parque industrial - Maior parque industrial do país, São Paulo segue puxando a média nacional (8,9%), com alta de 10,2% em comparação com maio. É a segunda taxa positiva consecutiva na indústria paulista, que apresenta -14,2% no acumulado do ano. “Ainda não foi suficiente para compensar a perda nos meses mais restritivos de isolamento social”, ressalta Bernardo. Em comparação com junho de 2019, a taxa de São Paulo foi de -11,8%.

Amazonas se recupera e elimina perda na pandemia Em junho, Amazonas (65,7%) e Ceará (39,2%) assinalaram as maiores altas na comparação com maio, com ambos marcando a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando ganhos de 95,1% e 42,5% nesse período, respectivamente. O estado da região Norte teve a segunda maior influência da taxa de junho e eliminou a perda acumulada durante os meses de medidas restritivas mais severas, quando apresentou -55,1%. Ainda na comparação com o mês anterior, o estado também registrou a taxa mais alta desde o início da série histórica, em janeiro de 2002. Já no confronto com junho de 2019, o Amazonas mostrou perda de 10,4%.

Gaúcha - Outro destaque da Pesquisa foi a indústria gaúcha, que teve alta maior que a média nacional e registrou 12,6% na comparação com maio. Foi a segunda taxa positiva seguida para o Rio Grande do Sul, acumulando 31,6% em maio e junho. A perda acumulada entre março e abril, entretanto, foi de 37,1%, e a indústria do estado ainda não compensou a perda da pandemia. Na comparação com junho de 2019, a taxa foi de -12,2%

Mais - Além de Rio Grande do Sul e São Paulo, Santa Catarina, com taxa de 9,1% também mostrou alta maior que a média nacional. A região Nordeste (8,0%), Minas Gerais (5,8%), Paraná (5,2%), Pernambuco (3,5%), Pará (2,8%), Goiás (0,7%), Rio de Janeiro (0,7%), Bahia (0,6%) e Espírito Santo (0,4%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em junho, na comparação com maio.

Mato Grosso - Por outro lado, Mato Grosso (-0,4%) apontou o único resultado negativo. "A queda foi influenciada pelo setor de alimentos, bastante atuante na indústria do estado. A taxa negativa veio após um crescimento de 3,6% em maio”, afirma Bernardo Almeida.

Na comparação com junho de 2019, resultado é negativo em 12 dos 15 locais Quando comparamos junho de 2020 com junho de 2019, a indústria brasileira teve queda em 12 dos 15 locais pesquisados pela PIM, mesmo com o chamado “efeito-calendário” sendo positivo – ou seja, junho de 2020 teve dois dias úteis a mais do junho de 2019. Para Bernardo, esse resultado mostra que, apesar de uma retomada progressiva, o ritmo da produção industrial no país permanece reduzido, ainda influenciado pelos efeitos do isolamento social.

Recuos mais intensos - Nesta comparação, Espírito Santo (-32,4%) e Ceará (-22,1%) assinalaram os recuos mais intensos. Bahia (-14,4%), Região Nordeste (-13,0%), Santa Catarina (-12,6%), Rio Grande do Sul (-12,2%), São Paulo (-11,8%) e Amazonas (-10,4%) também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria nacional (-9,0%), enquanto Pará (-8,0%), Paraná (-6,8%), Minas Gerais (-6,0%) e Rio de Janeiro (-0,4%) completaram o conjunto de locais com queda na produção de junho de 2020 contra junho de 2019. Por outro lado, Goiás (5,4%) apontou o avanço mais intenso nesse mês, seguido por Pernambuco (2,8%) e Mato Grosso (1,6%). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcelo Benedicto / Agência IBGE Notícias

 

ECONOMIA: Comida Boa movimentou R$ 113 milhões no comércio

economia 11 08 2020Com o prazo para as compras encerrado na sexta-feira (07/08), o programa Cartão Comida Boa garantiu uma movimentação de R$ 113 milhões na economia paranaense em 2,7 milhões de transações de compras nos 399 municípios. No total, 786,6 mil vouchers foram utilizados pelos beneficiários.

Curitiba - Apenas em Curitiba foram distribuídos 65.782 vouchers, somando R$ 9,4 milhões em compras. No dia 8, os valores dos cartões foram zerados, conforme o Decreto 5.069, que prorrogava o benefício por um mês.

Ajuda emergencial - O Comida Boa foi uma ajuda emergencial criado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para que fosse garantido o bem-estar da população. Durante três meses, foi concedido o valor de R$ 50,00 para pessoas economicamente vulneráveis comprarem gêneros alimentícios no comércio previamente cadastrado.

Recursos - Os recursos vieram do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza e a coordenação envolveu vários órgãos, como as Secretarias da Agricultura e do Abastecimento, da Justiça, Família e Trabalho e Fazenda.

Renda - Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o programa foi um marco no auxílio à população economicamente vulnerável. “Além de ajudar as famílias nesse momento difícil da pandemia, o Cartão Comida Boa garantiu renda aos estabelecimentos comerciais”, diz. Durante os três meses, 6.740 estabelecimentos comerciais foram cadastrados para as vendas aos beneficiários.

Distribuição - No total, 794 mil vouchers foram distribuídos. Após 3 meses do início da Ação Emergencial, 200 mil Cartões que estavam à disposição dos cidadãos que se enquadram como beneficiários não foram retirados. Por isso, esses Cartões foram devolvidos à Secretaria da Justiça, responsável, juntamente com as prefeituras, pela gestão da entrega desses dos cartões.

Esforço - Segundo o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Mauro Rockenbach, este foi mais um esforço do Governo do Paraná para garantir alimentação durante a crise causada pela pandemia da Covid-19, e dar instabilidade às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social. “Atingimos a meta e contribuímos com todos os 399 municípios do Estado, levando mais dignidade aos paranaenses”, destacou.

União - O auxílio governamental foi entregue a moradores do Paraná inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal e que atendiam requisitos estabelecidos na regulamentação do programa. Também foram contemplados autônomos e microempreendedores individuais que tiveram a renda momentaneamente afetada pela pandemia.

Cooperação - Além das entidades públicas estaduais, contribuíram para o sucesso do Comida Boa a cooperação de todas as prefeituras, da Associação Paranaense de Supermercados, de centenas de empreendimentos comerciais espalhados pelo Estado, várias entidades filantrópicas, movimentos sociais e igrejas que se dispuseram a ceder o espaço para entrega dos cartões. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: Brasil tem 3,05 milhões de casos e 101,7 mil mortes

Desde o início da pandemia, o Brasil acumula 3.057.470 casos de covid-19, conforme balanço diário divulgado nesta segunda-feira (10/08) pelo Ministério da Saúde. Desde domingo (09/08), foram 22.048 novos casos informados pelas secretarias de saúde. Domingo (09/08), o painel apresentava 3.035.422 pessoas infectadas desde o início da contagem.

Mortes - O número de mortes chegou a 101.752. Há ainda 3.569 óbitos em investigação. Nas últimas 24 horas, foram registrados 703 óbitos. Ontem, o sistema do Ministério da Saúde marcava 101.049 falecimentos.

Acompanhamento - Atualmente, 791.096 pacientes com covid-19 estão em acompanhamento. Já a quantidade de pessoas recuperadas chega a 2.163.812.

Menores - Os números diários de casos e mortes são menores aos domingos e segundas em função da dificuldade de pessoal para alimentação dos bancos de dados durante os fins de semana. Já na terça-feira, em geral, há mais casos pois o balanço diário traz o acúmulo dos casos registrados nos dias anteriores.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,3%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 48,4. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1454,9.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais mortes em função da covid-19 são: São Paulo (25.151), Rio de Janeiro (14.108), Ceará (7.979), Pernambuco (6.970) e Pará (5.893). As Unidades da Federação com menos óbitos foram Tocantins (461), Mato Grosso do Sul (523), Roraima (547), Acre (562), Amapá (603). (Agência Brasil)

saude I 11 08 2020

 

SAÚDE II: Sesa informa 93.139 infecções e 2.370 óbitos no Paraná

saude II 11 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde informa que o Gerenciador de Ambiente Laboratorial ainda está instável e, por isso, os números do informe epidemiológico do novo coronavírus estão atrasados. Nesta segunda-feira (10/08) as áreas técnicas trabalharam de forma a compilar e limpar os bancos de dados para conferir e liberar dados e números precisos de casos confirmados e óbitos pela Covid-19.

Números - Dessa forma, os casos confirmados e óbitos por data de diagnóstico e de divulgação serão, excepcionalmente, os mesmos em quantidade. No sábado (08/08) foram confirmados 2.340 diagnósticos positivos e 49 óbitos. No domingo (09/08) foram confirmados 1.547 diagnósticos positivos e 26 óbitos. Nesta segunda-feira (10/08) foram 1.338 diagnósticos positivos e 53 mortos.

Acumulado - O monitoramento da Secretaria da Saúde acumula 93.139 diagnósticos positivos e 2.370 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - Havia 976 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados nesta segunda-feira. Destes, 746 em leitos SUS (366 em UTI e 380 em enfermaria) e 230 em leitos da rede particular (99 em UTI e 131 em enfermaria).

Resultados - Há outros 1.175 pacientes internados, 525 em leitos UTI e 650 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Arquivos - Os arquivos em formato PDF e CSV serão liberados com datas de sábado, domingo e segunda-feira (10/08) e publicados assim que forem finalizados. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SIMEPAR: Estiagem no Paraná pode perdurar até fevereiro do ano que vem

simepar 11 08 2020O horizonte para a recomposição dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que operam atualmente com um terço da capacidade, não é muito animador. A estiagem que já dura um ano no Paraná, com mais intensidade na região Leste (RMC e Litoral), não deve dar trégua até a primavera. A previsão do Simepar é que ela se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão, entre dezembro e fevereiro do ano que vem.

Inverno seco - “Podemos esperar um resto de inverno seco, com poucos eventos e chuvas menos intensas até o início da primavera. Mesmo que chova mais na próxima estação do que agora, o volume ainda será insuficiente”, explica o diretor-presidente do Simepar, Eduardo Alvim. “Esta situação preocupa porque precisamos de pelo menos três meses de chuva dentro ou acima da média para conseguir recompor os níveis dos mananciais”, diz.

La Niña - Além disso, os paranaenses também precisam torcer desde já para que o fenômeno La Ninã, que pode se formar no início do ano que vem, não se concretize. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico pode ter como consequência um verão mais seco no Estado, justamente quando são esperadas as chuvas mais intensas, que ajudariam os mananciais a recuperarem o nível normal de vazão. “Se a estiagem se prolongar para o verão, as consequências serão muito graves”, afirma Alvim.

Meio ambiente - Não é apenas o abastecimento de água que fica comprometido com a falta de chuvas. A estiagem é ruim para o meio ambiente, aumenta o risco de queimadas, reduz a qualidade do ar, causando vários problemas respiratórios em um momento em que o mundo todo se preocupa com a Covid-19, e traz impactos para a economia, afetando a agricultura, a produção industrial e o fornecimento de energia.

Estiagem - Uma passada de olho no mapa do Simepar mostra uma variação de diferentes tons de marrons, que medem a intensidade de estiagem no Estado. Trata-se do SPI, sigla em inglês para o Índice Padronizado de Precipitação. Nas localidades em que o tom é mais escuro – abrangendo parte das regiões Oeste, Central, Sul, Centro-Sul, RMC e Litoral – a ocorrência é de estiagem extrema, a maior em 50 anos. Nas demais, o nível varia de estiagem leve (a pior dos últimos três anos), para moderada (10 anos) a forte (20 anos)

Inverno - O inverno, que já é um período normalmente seco, tem sido ainda mais árido neste ano. Com exceção de parte do Centro-Oeste e do Sudoeste, a média de chuvas ficou o abaixo do normal em todo o Estado entre maio e julho.

Julho - Julho foi mês mais seco: em praticamente todo o Paraná, choveu de 80% a 100% menos do que era esperado para o período. Na estação meteorológica de Curitiba, por exemplo, o acumulado de chuvas foi de 26,4 milímetros em julho, contra 128,4 milímetros em junho, quando as precipitações ficaram próximas à média.

Acumulado - Em nenhuma das estações do Simepar o acumulado ultrapassou 60,2 milímetros no mês passado. O menor índice foi registrado na estação de Maringá, que chegou a apenas 8,6 milímetros.

Emergência - O Paraná está desde maio em situação de emergência hídrica, o que permite a adoção de medidas de racionamento para equilibrar a distribuição de água. Desde o início do ano, dez municípios também registraram ocorrências no sistema da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil por causa da estiagem. Foram eles: Pinhais, Tijucas do Sul, Rio Negro, Iretama, Prudentópolis, Roncador, Nova Tebas, Lidianópolis, Morretes e São João do Triunfo.

Abastecimento - A possibilidade que falte água para o abastecimento tem sido a maior preocupação da Sanepar, que está tomando novas medidas para mitigar a falta d’água. O nível médio das quatro barragens que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba está em 31,09%. A represa do Iraí opera com 11,72% da capacidade, Passaúna com 34,17%, Piraquara I tem 17,21% do nível e Piraquara II 93,06%.

Rodízio - Por causa desta situação, a companhia implantou, em março um rodízio no abastecimento, primeiramente na região Sul de Curitiba e em São José dos Pinhais. Com o passar do tempo, a crise hídrica agravou as vazões de rios e poços que abastecem a região, o que levou a Sanepar a ampliar o rodízio para todas as regiões de Curitiba e Região Metropolitana.

Extremamente severa - “Acompanhando as chuvas que tivemos no último ano e a previsão para os próximos meses, fica claro que estamos em uma estiagem extremamente severa. Esta situação, combinada às necessidades por causa da Covid-19, levou nossos reservatórios a níveis que nunca estiveram antes, estão muito baixos”, afirma o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

Insuficientes - “Com isso, as ações que estamos fazendo, como rodízio, busca por captação alternativa, transposição de rios e a economia da população, estão se mostrando insuficientes”, afirma. “Cabe a nós termos a responsabilidade de tomar novas medidas, mesmo que sejam mais duras, para garantir o acesso à água pela população futuramente. E é papel também de cada um em fazer um uso racional da água, com zero desperdício”, ressalta.

Pessoas afetadas - Atualmente, cerca de 750 mil pessoas estão em rodízio todos os dias. Como as medidas ainda são insuficientes, a Sanepar deve endurecer ainda mais este sistema. No restante do Estado, o abastecimento tem se mantido normal. Na Região Oeste, em Medianeira, há uma situação mais crítica, com avaliações periódicas para definir se haverá ou não rodízio.

Queimadas - O grave acidente que aconteceu no domingo (2) em São José dos Pinhais também acendeu o sinal de alerta para outra situação que é agravada pela estiagem. O engavetamento que envolveu 22 veículos, matou oito pessoas e deixou outras 22 feridas foi consequência da falta de visibilidade causada por uma queimada na beira da BR-277, combinada à neblina.

Incêndios - De acordo com os dados do Sysbm, o sistema que contabiliza os atendimentos do Corpo de Bombeiros do Paraná, já foram registrados neste ano 6.640 incêndios em vegetação em todo o Estado, 788 somente em julho e 384 nos últimos 7 dias. No ano passado, o número de focos de queimadas chegou a 12.719, uma média de quase 35 por dia.

Ação humana - O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Samuel Prestes, explica que praticamente todos esses incêndios são causados por ação humana. “Por causa da estiagem, as nossas matas estão muito secas e, portanto, muito vulneráveis às queimadas. Nós orientamos a população para que tenha cuidado com o manejo do fogo, que evite queimar lixo, fazer queimadas para limpeza de terrenos”, diz. “Com a vegetação seca, os incêndios tomam um volume muito grande rapidamente, podendo atingir uma residência, uma indústria ou causar perda de visibilidade, como na tragédia que aconteceu na BR-277”, ressalta.

Ocorrências - “Temos atendido muitas ocorrências por causa da estiagem, sem contar que a crise hídrica também afeta a disponibilidade de água, o principal insumo que usamos para apagar os incêndios”, ressalta o coronel Prestes.

Controle - “Não temos como controlar as condições atmosféricas, mas o início do fogo é feito pelo ser humano, que deve evitar e ter cuidado com o manejo. Contamos com o apoio de toda a população, para que seja mais cautelosa e cuidadosa no uso do fogo”, orienta.

Queima controlada - A situação levou o Instituto de Água e Terra (IAT) a publicar uma portaria que suspende por 30 dias a prática de queima controlada na cultura de cana-de-açúcar. Isso porque as queimadas também são responsáveis pelo aumento do chamado material particulado, que amplia a poluição atmosférica.

Problemas respiratórios - A gerente de Licenciamento Ambiental do IAT, Ivonete Chaves, explica que a baixa umidade atmosférica, agravada pela falta de chuvas e pela fumaça, aumenta a dispersão de partículas, trazendo problemas respiratórios tantos para os humanos, como para os animais. “Nas cidades, a fuligem das fábricas e dos carros fica mais presente no ar. No meio rural, há a questão das queimadas e da poeira das estradas não pavimentadas, o que agrava muito os problemas respiratórios. As pessoas ficam com a boca, olhos e nariz secos, há dificuldade para respirar”, diz.

Rios e lagos - Outro problema diz respeitos aos rios e lagos, que estão com menor vazão. “A falta de água nos corpos hídricos aumenta a concentração de poluentes, como se o rio não tivesse a capacidade de dissolver essas partículas. É um problema sério que causa falta de oxigênio na água, aumentando a mortalidade dos peixes e trazendo um custo maior para o tratamento sanitário”, explica Ivonete.

Energia - Outro setor que é afetado pela estiagem é o de energia, já que a falta de chuvas interfere no armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas. Na região Sul do Estado, a Copel registrou o pior nível dos últimos 20 anos nos lagos de suas usinas. Porém, mesmo com a situação preocupante dos reservatórios, não há risco de falta de energia, porque o suprimento para a região Sul do Brasil é complementado com energia proveniente do Sudeste.

Sistema - A existência do Sistema Interligado Nacional e a capacidade de intercâmbio energético entre as regiões, através de redes de transmissão robustas, garantem o atendimento da demanda nesse período crítico, explica o gerente do Centro de Operações de Geração e Transmissão da Copel, Ricardo Rodrigues de Almeida.

ONS - O Operador Nacional do Sistema (ONS), responsável pelo planejamento energético e controle do sistema, adotou, no início do ano, uma política de redução da geração de energia nas hidrelétricas do subsistema Sul e aumentou o intercâmbio da região Sudeste com o Sul. “O sistema tem uma dependência muito grande da geração hidráulica. Com a estiagem, esta operação tem sido bastante prejudicada por causa da baixa disponibilidade dos reservatórios”, explica Almeida. “Nossa energia vem sido suprida, na maior parte dos dias, pelo que é produzido nos outros estados”, diz.

Reservatórios - Até a sexta-feira (07/08), os dados disponibilizados pela Copel na página de monitoramento hidrológico mostravam que o reservatório de Foz do Areia estava com 42% do volume útil e o de Salto Santiago com 38%. Ambos estão localizados na bacia do Rio Iguaçu e representam, juntos, 47% de todo o subsistema.

Outras bacias - A situação também é crítica em outras bacias, como a do Tibagi. O reservatório da Usina Governador Jayme Canet Junior (Mauá), que também cumpre uma função de regularização no Tibagi, está em 35%.

Medições - A Copel disponibiliza ao público as medições coletadas nos postos de monitoramento hidrológico, que geram dados em tempo real da vazão dos rios onde tem usinas. Esses dados são usados para subsidiar o trabalho das equipes de operação e podem ser acessados na página www.copel.com/monitoramento. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 


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