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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4894 | 25 de Agosto de 2020

PROGRAMA DE INOVAÇÃO I: Segundo ciclo tem 533 alunos e 70 cooperativas inscritas

O Sistema Ocepar iniciou, na tarde desta segunda-feira (24/08), o segundo ciclo do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense. “Hoje iniciamos a hora zero de um total de 192 horas/aula de capacitação”, destacou o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), Leonardo Boesche, ao dar as boas-vindas aos mais de 260 cooperativistas conectados no Youtube, canal utilizado para transmissão do evento online. Também participaram da abertura o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o vice-presidente do Isae Escola de Negócios, Roberto Pasinato. Para marcar o início do programa, houve a palestra “Construindo uma Cultura da Inovação”, ministrada pelo consultor em Desenvolvimento Humano e Organizacional, Desenvolvimento Humano e Organizacional, Adeildo Nascimento.

O momento exige inovação - Ao recepcionar os participantes, Boesche fez um balanço da primeira turma, que encerrou este ano, com chamada “Hora 193”, em alusão ao número de horas que compõem o programa. “Em função do sucesso da primeira turma, a meta era iniciar um novo ciclo em abril, mas em função da pandemia, interrompemos as atividades. Mas com o tempo, as cooperativas começaram a questionar. E percebemos que não existe momento mais propício para a implantação de um programa com esse propósito O momento exige inovação.  As cooperativas também perceberam isso, tanto que o plano era fechar essa nova etapa com oito turmas, mas em função da demanda ampliamos para 17 turmas. Temos 553 alunos inscritos, 70 cooperativas e cinco ramos representados”, destacou.

Inovação é cultura - Ao falar sobre os objetivos do programa, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que essa ação cumpre o propósito de difundir a cultura da inovação.  “Inovação é cultura. Sem isso dificilmente uma ação terá sucesso. Inovar também é uma combinação de uma boa informação com o exercício da criatividade. E a criatividade não ocorre de forma espontânea. Tem que ser estimulada para gerar algo original e de valor. Este é o objetivo desse programa”, comentou. Segundo ele, o Programa de Inovação é voltado para a formação de lideranças inovadoras. “Você não está aqui por acaso. Se está aqui, é porque sua cooperativa está investindo em você para que lidere o processo de inovação no seu ambiente. E, como Sistema Ocepar, temos uma responsabilidade grande que é atender a essa expectativa. Vamos trazer o que tiver de melhor para que vocês tenham essa possibilidade”, destacou. “Se incentivar isso, vai modernizar processos, atualizar nossas empresas e resolver muitos problemas práticos. A inovação é um instrumento prático para solução de problemas. Mas nenhuma solução inovadora acontece por acaso. A gente tem que fazer acontecer”.

Desafios - O Programa de Inovação do Cooperativismo Paraná nasceu em 2017. Após elaborar a proposta, o Sescop/PR buscou o apoio de instituições educacionais para viabilizar ação. “Analisamos várias propostas e a que mais se mostrou alinhada com os nossos objetivos foi a apresentada pelo Isae”, lembrou Leonardo Boesche. “Para nós é uma satisfação participar dessa iniciativa. O que sempre nos estimula são os desafios que o Sescoop/PR nos traz nessa caminhada. Queremos contribuir para fomentar a cultura da inovação no cooperativismo paranaense. E o Sistema Ocepar não tem medido esforços para que isso aconteça”, afirmou o vice-presidente do Isae, Roberto Pasinato.

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PROGRAMA DE INOVAÇÃO II: Os líderes são os evangelizadores da cultura organizacional, diz Adeildo Nascimento

“A cultura engole a estratégia no café da manhã”. Com esta frase do escritor Peter Drucker, o consultor em Desenvolvimento Humano e Organizacional, Adeildo Nascimento, iniciou sua palestra na tarde desta segunda-feira (24/08) para os inscritos no Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense. A capacitação, promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, reúne 533 alunos, de 70 cooperativas do estado. Com o tema "Construindo uma cultura de Inovação", Adeildo Nascimento, lembrou que o mundo era muito diferente, nos anos 1990, quando o Peter Drucker cunhou sua famosa frase. “Nenhuma palestra fica completa sem essa frase, porque ela nos remete a um tempo muito diferente do que vivemos hoje. O mundo passado era hierárquico, piramidal. Hoje há uma sociocracia digital que conecta gerações. Todos os stakeholders estão conectados. A simbologia do mundo mudou”, afirmou.

Os pilares da inovação - “Hoje a informação é mais valiosa do que o produto físico. “A gente vive num mundo onde as máquinas pensam e ainda tomam decisões. Vivemos também um tempo em que a colaboração é fundamental”, ressaltou o palestrante. Após passar um resumo do mundo que vivemos e como, a partir da nossa realidade, construímos uma cultura de inovação, Adeildo Nascimento disse que uma cultura de inovação se constrói em cima de três pilares: símbolos, sistemas e comportamentos de líderes. “Em relação ao comportamento, é importante ressaltar que mais de 70% de uma cultura organizacional vem do comportamento de seus líderes. Eles são os evangelizadores da cultura, exemplificam na prática o que querem como cultura e que tipo de empresa que querem”, disse.

O palestrante - Adeildo Nascimento, profissional e executivo de RH por mais de 20 anos. Consultor especialista em desenvolvimento de pessoas e times. Expert em cultura organizacional. Autor do livro “Inteligência Espiritual no Mundo do Trabalho”. Co-autor do livro “CANVAS pelos grandes mestres”.

Insights - Confira a seguir, alguns dos ensinamentos de Adeildo Nascimento:

Diversidade: A construção de um ambiente que propicie a inovação, também é sustentada por grandes pilares. O primeiro deles é a diversidade etária e de conhecimento, ou seja, conectar o velho com o novo, a sabedoria com a inteligência. “Tem uma frase que diz que inteligência é acessar o Google e saber que tomate é fruto; e sabedoria é saber que não se coloca tomate em salada de fruta”, disse.

Ambiente: Outro importante pilar é o ambiente. As pessoas ao redor precisam estar abertas ao novo, abertas para ouvir as novidades, fazer com que o novo chegue até você. O ambiente também precisa dispor de um tempo para reflexão.  Numa empresa que trabalha com produção intelectual, as pessoas precisam de tempo para pensar. Se não tem tempo para refletir sobre o que está fazendo, não vai inovar nunca. Os produtos mais rentáveis nasceram num momento de reflexão e não de execução”

Prática e processos: Nessa questão, a colaboração é necessária para que as pessoas aprendam. Uma vez ouvi de um cooperado a seguinte frase: “a minha vantagem não precisa ser sua desvantagem”.  Este é o cerne da cooperação.

Experimente:As empresas que inovam erram no momento da experimentação e não na execução.

O aprendizado é constante: Somos eternos aprendizes. Jamais pare de aprender. Começa a envelhecer, tem dificuldade para aprender,

Humildade: Tudo o que falei antes, não funciona se os líderes não tiverem a cultura da inovação, para desenvolvê-la é preciso ter humildade - a única força capaz de quebrar o orgulho.

Escuta ativa: Os líderes não foram educados para ter humildade, porque não escutam; e meritocracia com valores.

Tenha um propósito: As pessoas se engajam mais em causas do que em empresas. Tenha uma causa na sua empresa. Tenha um grande propósito. Com uma causa, você consegue agregar pessoas. Ela pode ser certa ou errada, mas é um ponto de convergência.

Colaboração:Não vamos conseguir criar um mundo melhor para nossos filhos sozinhos.

A cultura engoliu a estratégia:As empresas mais valiosas, estão criando uma nova cultura. É por isso que vocês estão aqui, para serem os líderes que vão construir uma cultura vencedora. Cabe a nós como líderes, criar uma cultura boa para esse mundo e só vamos fazer isso inovando.

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GESTÃO AMBIENTAL: Ocepar promove evento de atualização para profissionais do IAT

Uma série de palestras destinadas a promover a atualização dos profissionais do Instituto Água e Terra (IAT) sobre gestão ambiental na produção agropecuária, organizada pelo Sistema Ocepar, terá início na quinta-feira (27/08). O evento vai ocorrer de forma remota, por meio da plataforma Microsoft Teams, a partir das 13h45. “Essas palestras permitirão a troca de experiências e conhecimentos entre as cooperativas e os técnicos do IAT responsáveis pelo licenciamento. É importante que eles tenham contato com a realidade da produção e possam entender melhor o funcionamento da cadeia produtiva. A demanda foi feita pela gerência de licenciamento ambiental do IAT, diante da necessidade de promover essas discussões principalmente entre os técnicos residentes. A Ocepar, por sua vez, estruturou uma agenda de palestras, buscando as cooperativas que são referências em cada assunto para explanação de seus cases”, esclarece o analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Moisés Knaut Tokarski.

Apresentações - O primeiro evento vai tratar sobre o sistema de produção em suinocultura, cuja apresentação será realizada por um representante da Cooperativa Frísia. Já o pesquisador Gabriel Barth, da Fundação ABC, vai explicar o processo de aplicação de dejetos no solo. As próximas datas e temas do ciclo de palestras sobre gestão ambiental serão definidos e divulgados em breve. A ideia é debater a gestão ambiental na produção agropecuária com aproximadamente 25 técnicos do IAT.

 

gestao ambiental folder 25 08 2020

 

CRÉDITO RURAL: Dez por cento dos recursos da safra 2020/21 foram aplicados em julho

Levantamento realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central (BC), mostra que R$ 23,8 bilhões em crédito rural foram aplicados no mês de julho, o que representa 10% do montante de R$ 236,3 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2020/21. A maior parte dos recursos, ou seja, 39%, teve origem na poupança rural; 27% em recursos obrigatórios; 15% em recursos com taxas livres; 9% no BNDES equalizável, 10% em fundos constitucionais e 0% em outras fontes.

Cooperativas - Ainda de acordo com a Getec, em julho, as cooperativas brasileiras captaram R$ 3,31 bilhões, sendo a maior parte destinada à industrialização e ao custeio. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 1,63 bilhão, principalmente em industrialização.

Captação total - Verifica-se também que a captação total de recursos na política do crédito rural, em julho da safra atual (2020/2021), se manteve superior em relação ao mês de julho das três safras anteriores (2017/2018, 2018/19, e 2019/20).

credito rural informe 25 08 2020

LIVE: Ricken participará de debate sobre os cenários do agronegócio

No dia 2 de setembro, quarta-feira da próxima semana, às 10 horas, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, juntamente com os secretários, Márcio Nunes, do Desenvolvimento Sustentável, e Norberto Ortigara, da Agricultura, e o presidente da Faep, Ágide Meneguette, irão debater os cenários do agronegócio paranaense, brasileiro e mundial. O evento contará com a participação especial de Alexandre Mendonça de Barros, engenheiro agrônomo e professor de Economia Agrícola pela Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral e do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq. A live é uma iniciativa da Secretarias de Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, com apoio dos Sistemas Ocepar e Faep/Senar-PR.

Serviço - A live poderá ser acompanhada no dia 2 de setembro, às 10h, pelo Facebook, Youtube e aplicativo do Sistema Faep/Senar-PR.

 

live 25 08 2020

 

COVID-19: Aula inaugural do Programa de Inovação é um dos destaques do comunicado 104

covid 19 destaque 25 08 2020O início do ciclo 2020/21 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, ocorrido na tarde desta segunda-feira (24/08), é um dos destaques do comunicado 104, emitido na manhã desta terça-feira (25/08) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. A nova fase do Programa começa mais de 500 inscritos, divididos em 17 turmas. Veja abaixo todas as informações do boletim.

1. No dia 24 de agosto, o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou de forma virtual, a aula inaugural do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, do ciclo 2020/2021, foram mais de 500 inscritos distribuídos em 17 turmas dos ramos agropecuário, crédito, saúde, transporte e produção de bens e serviços.

2. O Sistema Ocepar irá realizar, no próximo dia 31/08, a 5ª Reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito, de forma virtual. A agenda da reunião será: atualização dos trabalhos do Ceco/OCB e normativos recentes para o desenvolvimento das cooperativas de crédito; tendências da Economia, do Mercado Financeiro e do cooperativismo de crédito; oportunidades de compartilhamento de serviços para as cooperativas

3. No dia 24 de agosto, o Sistema OCB realizou reunião virtual, da Câmara Setorial do Leite, com a participação do Sistema Ocepar, demais unidades estaduais e cooperativas agropecuárias.

4. O Governo Federal, no dia 24 de agosto, publicou o Decreto nº 10.470, que prorroga os prazos para celebrar acordos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios emergenciais de que trata a Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020. Clique aqui para acessar o Decreto nº 10.470.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

COCAMAR: Em parceria com usinas, soja entra em reforma de cana

Produtores paranaenses estão desbravando uma nova fronteira para a soja na vizinha região oeste do estado de São Paulo, o Pontal do Paranapanema, onde reinam canaviais e pastagens.

Rotação - A iniciativa da Cocamar Cooperativa Agroindustrial conta com a participação de usinas interessadas na rotação com soja para a reforma de áreas de cana e abre oportunidades para produtores cooperados do Paraná que desejam ampliar suas lavouras. A novidade deve movimentar a economia de vários municípios.

Novidade - Inédita no país pelo seu formato de parceria, a primeira experiência nesse sentido, na safra 2019/20, somou 5,1 mil hectares que foram arrendados pela Cocamar junto a usina Cocal de Paraguaçu Paulista (SP), em Narandiba e Iepê, municípios situados próximos à divisa entre os dois estados. A cooperativa distribuiu a área para 19 produtores selecionados, forneceu os insumos e estabeleceu o padrão tecnológico a ser seguido nas lavouras, designando um engenheiro agrônomo para prestar acompanhamento técnico.

Expansão - O resultado foi tão positivo que para a safra de verão 2020/21, a ser semeada a partir de outubro, a Cocal está praticamente dobrando a área para 9,8 mil hectares e a Cocamar já firmou convênio com outras duas usinas da região, que querem replicar a experiência: a Atvos, instalada em Teodoro Sampaio, e a Umoe Bioenergy, de Sandovalina. Juntas, elas devem destinar aproximadamente 10 mil hectares de áreas. O programa também atraiu parceiros da cooperativa: entre outros, a Syngenta, que vai fornecer uma equipe de profissionais especializados na identificação de pragas na lavoura, e a empresa de seguros Fairfax.

Sustentabilidade - “A parceria com a Cocamar reforça o nosso compromisso com o avanço da sustentabilidade no campo. A rotação de culturas é comprovadamente uma iniciativa que alia ganhos ambientais à produtividade, possibilitando a prática de uso responsável do solo”, afirma Wagner Louwel Oliveira Peroto, gerente de parcerias agrícolas e fornecimento de cana da Atvos.

Todos ganham - “É uma parceria onde todos ganham”, comenta o gerente de negócios da Cocamar, Marco Antônio de Paula, idealizador e coordenador do programa. Ele explica que o modelo de parceria é vantajoso para as usinas, as quais não precisam se especializar no cultivo de soja para promover a reforma, que tem como objetivo recuperar a fertilidade do solo e ampliar as médias de produtividade dos canaviais.

Economia - “Não fosse pela soja, as usinas teriam que investir em insumos, como defensivos”, afirma de Paula, explicando que as áreas ficariam temporariamente ociosas até o início do ciclo seguinte da cana – após a colheita da oleaginosa.

Participação - Outro detalhe é que as usinas tratam unicamente com a Cocamar, responsável pelo arrendamento das terras, e não com os produtores, o que seria impraticável. Além disso, quando as lavouras alcançam um determinado patamar de produtividade, elas passam a ter direito a um percentual.

Pecuaristas - O modelo de parceria é tão atraente que, além das usinas, proprietários de terras onde é explorada a pecuária de corte, na região de Presidente Wenceslau, vão aproveitar o embalo e disponibilizar 3,7 mil hectares para a reforma de pastagens com soja na safra 2020/21. Com isso, a superfície cultivada com a oleaginosa pelos produtores da cooperativa vai saltar de 5,1 mil hectares na temporada 2019/20 para cerca de 25 mil no período 2020/21, cinco vezes mais.

Função social - Para a Cocamar é um bom negócio, diz de Paula, porque a cooperativa cumpre a função social de gerar oportunidades para os cooperados, fornece os insumos e recebe a safra. De acordo com o gerente, no último ciclo a produção foi de cerca de 14 mil toneladas do grão, o equivalente a média de 45 sacas de 60 quilos por hectare. A colheita é depositada pelos produtores nas unidades operacionais que a cooperativa possui em Iepê e Cruzália.

Produtores animados - “O solo arenoso e o clima quente do Pontal não intimidam os produtores paranaenses”, pontua o gerente, lembrando que, graças às tecnologias empregadas, vários deles obtiveram médias de produtividade parecidas ou até superiores em comparação às que conseguem no Paraná. Foi o caso dos irmãos Fabiano e João Paulo Rossi, acostumados à terra roxa de Sertanópolis (PR), onde residem: com o programa da cooperativa, eles praticamente dobraram o tamanho das áreas que cultivam e, para completar, as médias de produtividade foram semelhantes, ao redor de 60 sacas por hectare. “Colhemos uma safra excelente, deu tudo certo e queremos continuar”, afirma Fabiano.

Ampliar - O produtor Douglas Chiconato, de Cambé, também participou do primeiro ano e na safra 2020/21 vai ampliar a área cultivada, nos municípios de Iepê e Nantes. “Estamos muito focados nesse programa, é a oportunidade de crescer”, diz.

Segurança - Para que os produtores não tenham receio de apostar na região, a cooperativa garante suporte técnico, logístico e, por meio de sua corretora, oferece um seguro que cobre os custos de produção, estimados ao redor de 35 sacas de soja por hectare. “Nenhum dos 19 produtores que participaram do programa, em seu primeiro ano, pensa em desistir”, comenta de Paula, mencionando que a expansão da área, no ciclo 2020/21, deve gerar oportunidades para mais 50 cooperados.

Potencial - A Cocamar trabalha com um potencial de produção de 70 mil toneladas de soja e um faturamento de R$ 40 milhões com o fornecimento de insumos nessa nova fronteira, detalha o gerente, salientando que a cooperativa, confiante no futuro da região, estuda realizar investimentos ali, como a construção de uma unidade destinada a receber soja e comercializar insumos em município próximo. Por ora, as entregas do grão continuam a ser feitas pelos produtores nas estruturas de Iepê e Cruzália, município este que vai comportar um centro de distribuição de insumos na próxima temporada, apoiado pela unidade de Presidente Prudente.  

Comércio - Para a economia dos municípios, a soja é bem-vinda. O ciclo da cultura movimenta o comércio, como postos, restaurantes e hotéis e demanda prestadores de serviços com máquinas.

Glifosato - Uma das principais preocupações da usina, no ano passado, era saber se durante a aplicação do glifosato para o controle das ervas, na soja, as mudas de cana seriam afetadas. Mas não houve problema algum durante o ciclo da soja, o que levou a ampliação da área ofertada.

Solo - No acordo, a usina cede as terras após fazer a correção com calcário e a adubação. Os técnicos explicam que o cultivo de soja contribui para a reestruturação física e química do solo, além de, como rotação, entre outros benefícios, interromper o ciclo de doenças e pragas da cana. (Imprensa Cocamar)

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COOPAVEL: Projeto Água Viva recupera nascentes no interior de Três Barras do Paraná

O agricultor Valmir Antonio Trentin, da comunidade de Igreja Amarela, em Três Barras do Paraná, está feliz da vida. Um antigo projeto do produtor acaba de ser consolidado com a colaboração da Coopavel, cooperativa da qual é filiado há anos. Duas nascentes da propriedade, de onde ele tira o sustento da família, acabam de ser recuperadas e protegidas. “E não é só isso, passam a abastecer todas as instalações garantindo água de qualidade às pessoas e também às criações”.

Água Viva - Valmir é mais um dos cooperados integrados ao Água Viva, programa de recuperação de fontes de água criado há 16 anos pela Coopavel. Por meio dele, técnicos detectam minas que podem ser protegidas e, assim, melhorar as condições de vida da família rural. “Esse é um trabalho ambiental e social de grande repercussão. Ele pratica o “ganha-ganha”: de um lado as nascentes e o meio ambiente protegidos e do outro o produtor rural garantido água limpa e abastecimento para a sua propriedade”, diz o gerente da Filial de Três Barras, Eder Luis Alves de Carvalho.

Praticidade - O sucesso do Água Viva está alicerçado também na praticidade de execução dos trabalhos de proteção da mina. A Coopavel tem prestadores de serviço e parceiros capacitados para a função que, ao ser acionados, vão à propriedade e com a ajuda do produtor e vizinhos fazem um mutirão para a preservação da fonte. O trabalho se torna rápido e barato por utilizar recursos encontrados na propriedade e muitas vezes sem nenhum uso. “Utilizamos terra, pedras, cimento e canos de PVC”, afirma Eder. A proteção ocorre depois de uma limpeza geral na área da fonte e no seu entorno.

Sucesso - Oficialmente criado em 2004, o Água Viva é um case de sucesso da Coopavel. Devido à sua simplicidade e facilidade de execução, ele foi levado para diversos estados e até para o exterior. Desde a concepção do programa, mais de 12 mil nascentes já foram preservadas, alcançando mais de um bilhão de litros de água por ano. “Diante de sua forte conexão ambiental, o Água Viva rende inúmeros prêmios à Coopavel e garante reconhecimentos de boas práticas também em outras regiões nas quais o conceito é praticado”, afirma Dilvo Grolli.

Alagoas - Um bom exemplo do êxito do programa está em Alagoas, onde a Carpil, uma cooperativa agrícola sediada em Palmeira dos Índios, dissemina o método. “Os resultados aqui colhidos são surpreendentes. Além de melhorar as condições de disponibilidade e de qualidade de água oferecida às famílias rurais e aos animais que elas mantêm, o Água Viva virou uma boa prática que também ajudamos a disseminar”, diz o presidente da Carpil, Luciano Monteiro. O prêmio mais recente dado à Coopavel, devido ao alcance do Água Viva, é o título de Mérito Nacional do Programa Mundo de Respeito da Corteva Agriscience. (Imprensa Coopavel)

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COPAGRIL: Cultivares de trigo disponíveis para avaliação dos cooperados

A Cooperativa Agroindustrial Copagril disponibiliza aos cooperados e clientes um campo demonstrativo com 13 cultivares de trigo para que possam comparar as características individuais que atendam o planejamento das próximas safras. O trabalho de implantação realizado na Estação Experimental, em Marechal Cândido Rondon (PR), é tradição na Copagril, com o objetivo de oportunizar aos cooperados o acompanhamento do avanço de novas cultivares e respectivas características e produtividade.

Clima favorável - Neste ano o clima foi favorável para o bom desenvolvimento da cultura, onde as cultivares apresentam, até o momento, bom potencial produtivo, explica o responsável pela área experimental da Copagril, Darci Augusto Sonego. “A cultura do trigo é tradicional em nossa região, mesmo com o percentual significativo da área de ação da cooperativa ser ocupada pelo milho safrinha, temos regiões com área cultivada com o trigo, motivo pelo qual a Copagril regularmente realiza os experimentos com as principais cultivares do mercado. A proposta é oportunizar que o produtor observe as diferenças entre elas para dar aporte na escolha da cultivar que melhor se adapte em sua propriedade”, destaca.

Análise - As 13 cultivares de trigo implantadas na área de experimento da Copagril, em Marechal Cândido Rondon, foram semeadas em 12 de maio, oportunidade que o cooperado tem de analisá-las lado a lado e observar a que melhor se adapta na região. Seguindo os protocolos de prevenção a Covid-19, não será possível realizar o Dia de Campo Trigo, mas os produtores poderão agendar sua visita no campo para evitar aglomerações ou entrar em contato com a equipe técnica da Copagril para mais informações sobre as cultivares, inclusive com resultados de produção nos próximos dias.

Objetivo - “Acompanhar o avanço genético, as características agronômicas e a produtividade é o objetivo central da cooperativa em implantar em sua estação experimental o campo com diferentes cultivares de trigo oportunizando aos cooperados visualizar em loco as cultivares que melhor se adaptam em sua região, pois o trigo, além de ser uma alternativa econômica, é uma opção na rotação de cultura e que proporciona uma reestruturação do solo”, complementa o supervisor do setor agronômico da Copagril, Paulo Brunetto. (Imprensa Copagril)

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SICREDI: Plataforma gratuita ajuda pequenas empresas durante pandemia

A internet tem sido grande aliada em 44% das pequenas empresas em funcionamento no país. O número faz parte da quinta edição da pesquisa “O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada em julho. Conectado com essa tendência e para auxiliar os pequenos empreendedores, o Sicredi lançou um hotsite que servirá de fonte de informações e ferramenta de apoio para empresários. A iniciativa integra o movimento “Eu Coopero com a Economia Local”, desenvolvido pela instituição para engajar pessoas em prol da valorização da economia regional.

Canal de conteúdo - Prática, intuitiva e de fácil navegação, a nova plataforma é um canal de conteúdo que apoiará o empreendedor a impulsionar seus negócios com dicas, orientações e até ferramentas que o ajudam na divulgação de seus produtos e serviços no ambiente digital.

Vídeo-manifesto - Em destaque na home, um vídeo-manifesto dá as boas-vindas aos visitantes com explicações sobre o que é o movimento e seus objetivos, ressaltando os efeitos transformadores do cooperativismo como impulsionador de economias regionais e, portanto, um dos motores da economia brasileira.

Área específica - Em uma área específica para empreendedores que buscam desenvolver seus negócios, estão disponíveis vídeos gravados por colaboradores do Sicredi que explicam o que são as redes sociais, como criar contas empresariais nessas mídias, dicas de conteúdo, micromarketing, atendimento, fluxo de caixa, negociação com fornecedores e oportunidades de inovação com meios de pagamento digitais. Temas como esses também são abordados em e-books, disponibilizados para download.

Anúncios digitais - Os visitantes do hotsite do movimento “Eu Coopero com a Economia Local” podem ter acesso a um gerador de anúncios digitais com o qual empresários podem criar, de maneira personalizada, cards para Facebook, folhetos e banners, entre outros itens de comunicação online que os ajudam a impulsionar os seus estabelecimentos em ambientes digitais. Essa ferramenta estará disponível no site em agosto. Há também informações sobre o aplicativo Sicredi Conecta, marketplace com o qual associados do Sicredi podem realizar negócios entre si.

Propósitos - O diretor executivo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, cooperativa que atua na região de Campinas (SP), no interior do Paraná e de Santa Catarina, destaca como a iniciativa está conectada com os propósitos da instituição no apoio ao empreendedorismo local. “Estamos vivenciando um momento diferente, um grande desafio especialmente para os empreendedores. Nessas ocasiões, a colaboração é uma das grandes saídas. O Sicredi tem reforçado a sua atuação no oferecimento de soluções que possam auxiliar no desenvolvimento da economia regional”, finaliza Eleutério Benin.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SEGURO RURAL: Um milhão de apólices são contratadas com auxílio do governo federal

Desde o início do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), já foram contabilizadas 1 milhão de apólices contratadas. O PSR tem função estratégica no âmbito do governo federal, sendo um dos pilares da política agrícola brasileira.

Auxílio - Desde 2005, quando o Programa iniciou, a subvenção econômica concedida vem auxiliando milhares de produtores a contratar o seguro, como forma de se precaver contra as perdas financeiras decorrentes de adversidades climáticas.

Gestão de riscos - Com isso, o PSR tem se consolidado como uma importante ferramenta de gestão de riscos agropecuários. Em 2006 foram atendidos 16,4 mil produtores rurais, já para 2020 a expectativa é de que 160 mil tenham acesso ao benefício, ou seja, quase dez vezes mais. Já a área segurada deve passar de 1,8 milhão de hectares para 15 milhões de hectares.

Crescimento - Diante da expansão do Programa, em valores atualizados pelo IPCA, a importância segurada deve crescer de R$ 5,8 bilhões para R$ 43 bilhões. A concessão de subvenção cresceu consideravelmente no período, alcançando R$ 955 milhões em 2020, ante R$ 63,5 milhões em 2006, também em valores atualizados, o maior orçamento registrado até o momento.

Mercado - O PSR também fomenta o desenvolvimento do mercado de seguro rural no país, atraindo cada vez mais novas empresas, aumentando a concorrência e a melhoria dos produtos ofertados aos produtores. No início do programa, apenas quatro seguradoras atuavam no país e, desde o ano passado, 14 companhias estão habilitadas a operar no PSR.

Contratação - O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.

Público - A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola), o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

Custeio - Para produtores que estão contratando crédito de custeio nas instituições financeiras e são enquadrados no Pronaf, entre julho e outubro, há um projeto-piloto com recursos de R$ 50 milhões do PSR de estímulo a contratação do seguro agrícola de soja e milho verão (subvenção de 55% do prêmio) e para banana, maçã e uva (subvenção de 60% do prêmio).

Norte e Nordeste - Para produtores das regiões Norte e Nordeste de grãos, o PSR destinará R$ 50 milhões exclusivos para essas regiões nos meses de setembro e outubro.

Mais informações - Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS. (Mapa)

 

GRÃOS I: USDA reduz índice de lavouras de soja e milho dos EUA em boas/excelentes condições acima do esperado

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras nesta tarde de segunda-feira (24/08) e surpreendeu as expectativas dos traders com uma redução no índice de lavouras de soja e milho acima do que vinha sendo esperado pelo mercado.

Preocupação - "Há vários produtores preocupados. Há muita gente na lavoura preocupada, pensando que seria seu melhor ano e que agora está sofrendo", explicou o analista de mercado Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Soja - O departamento reduziu o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições de 72% para 69%. O mercado esperava um recuo de 2 pontos percentuais, para 70%. O total de lavouras em condições regulares passou de 21% para 23% e em condições ruins ou muito ruins de 7% para 8%.

Formação de vagens - O percentual de lavouras em fase de formação de vagens passou de 84% para 92% na semana, contra 76% do ano passado e 87% de média das últimas cinco safras. Há ainda 4% dos campos de soja derrubando as folhas, contra 2% de 2019 e 4% de média.

Milho - Para o milho, o índice de lavouras em boas ou excelentes caiu 5 pontos percentuais e passou a 64%. O mercado esperava um recuo de 69 para 67%. São 24% das plantações em condição regular e 11% em condições ruins ou muito ruins, enquanto há uma semana eram 21% e 10%, respectivamente.

Enchimento de grãos - O USDA informa ainda que são 88% das lavouras de milho na fase de enchimento de grão, contra 76% da semana anterior, 66% de 2019 e 82% da média das últimas cinco temporadas. O boletim mostra que 44% dos campos estão na fase do milho dentado, contra 23% da última semana, 24% do ano passado e 39% de média. Há 5% das lavouras em fase de maturação, mesmo índice da média plurianual e acima dos 2% de 2019.

Previsão do tempo - O clima no Corn Belt é um dos principais focos do mercado de grãos neste momento e as preocupações com a falta de chuvas em algumas regiões importantes de produção oferecem certo suporte às cotações da soja e do milho na Bolsa de Chicago neste início de semana. Ambos caminham para encerrar o primeiro pregão da semana com ligeiras altas entre as posições mais negociadas.

Condições - "As condições do milho em Iowa estão caindo, de acordo com os produtores ouvidos pelo Farm Futures e não só por conta da tempestade da semana passada. O clima muito seco está acelerando a maturação por todo o Corn Belt e poderia, inclusive, levar a uma colheita antecipada este ano", explicam os analistas do portal norte-americano Farm Futures.

Falta de chuva- Nas últimas 72 horas, partes do leste do cinturão produtivo dos EUA receberam alguns volumes de chuvas, mas ainda há porções de áreas de produção, principalmente no estado de Iowa, que carecem de precipitações mais intensas.

Maiores volumes - De acordo com o Commodity Weather Group (CWG), nos últimos três dias, cerca de 25% das áreas de soja e milho do Meio-Oeste americano foram agraciadas com as chuvas - de 12 a 51 mm, e localmente com algo perto de até 128 mm. Já na região Sudeste e do Delta, 45% da área das duas culturas receberam também algumas boas chuvas.

Clima nos EUA - Para os próximos cinco dias, as previsões seguem indicando chuvas tanto para o Meio-Oeste, quanto para o Delta. No entanto, os especialistas afirmam que antes de um alívio que pode ser sentido nos próximos 6 a 10 dias, a área sofrendo com o tempo muito seco pode se expandir. Os três mapas na sequência indicam chuvas abaixo da média para o coração do Corn Belt nos próximos 1 a 5 dias; depois - nos próximos 6 a 10 - volumes melhores são esperados para o Kansas, Missouri, centro-sul de Illinois e Indiana; e nos próximos 11 a 15, o tempo volta a ficar mais seco.

Temperaturas - No primeiro período, as temperaturas deverão seguir elevadas e voltando à normalidade nos dois seguintes, também como mostram os mapas a seguir.

Próximos dias - Olhando ainda mais a diante, nos próximos 16 a 30 dias, é possível ver que as temperaturas ficam dentro da média, mas o tempo volta a se mostrar mais seco, apenas com chuvas pontuais. "É esperada seca nos extremos leste e oeste do Meio-Oeste americano, mas o impacto da condição para a soja e o milho pode ser limitado pelas chuvas no curto prazo (período dos próximos 6 a 10 dias). (Notícias Agrícolas)

GRÃOS II: Escassez pauta preço da soja

graos II 25 08 2020A escassez de soja acabou pautando os preços da oleaginosa neste início de semana, de acordo com informações divulgadas pela T&F Consultoria Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a soja subiu mais um real no porto pela terceira vez consecutiva.

Alta - “A grande escassez de matéria-prima fez o preço da soja subir mais um real/saca para R$ 133,00/saca no porto gaúcho de Rio Grande, pago pelas indústrias locais, nesta segunda-feira. No interior, no entroncamento ferroviário de Cruz Alta e em Passo Fundo o preço se manteve em R$ 130,00 e subiu um real ara R$ 130,00 também em Ijuí para final de setembro”, comenta a consultoria.

Centro-Oeste - No Centro-Oeste, a mesma coisa se repetiu. “No Mato Grosso do Sul, o Relatório Granos registrou que 96,50% da soja de 2019/20 e 43,60% da safra 2020/21 do estado já estão comercializadas. Os preços do disponível ficaram ao redor de R$ 110,00 em Caarapó, R$ 128,00 em Campo Grande, R$ 120 em Chapadão do Sul, R$ 128,00 em Dourados, R$ 124,00 em Maracajú e R$ 127,00 em São Gabriel do Oeste”, informa.

Relação farelo/soja - “No Mato Grosso a relação soja/farelo e óleo subiu 68,56% no comparativo semanal, marcada por preços recordes do óleo de soja e forte demanda externa por farelo e faz os preços do disponível subirem entre 0,66% e 5,68%. Em Goiás, pelo segundo ano consecutivo, o plantio se soja será antecipado devido a uma demanda conjunta entre Faeg, Aprosoja-GO e Agopa junto à Agrodefesa”, completa.

Paraná - Já no Paraná, praticamente não houve mercado, com raríssimas ofertas por falta de produto. “Mais de 95% da soja do Paraná da safra 2029/20 já está comprometida, o que significa que não há mais muita disponibilidade para negociação. Por isso esta segunda foi um dia parado, com preços inalterados”, conclui. (Agrolink)

FOTO: Cleverson Beje / Faep

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial registra superávit de US$ 1,309 bilhão na terceira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,309 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,355 bilhões, na terceira semana de agosto de 2020 - com cinco dias úteis -, como resultado de exportações no valor de US$ 4,332 bilhões e importações de US$ 3,023 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24/08), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Total - No ano, as exportações totalizam US$ 134,008 bilhões e as importações, US$ 99,096 bilhões, com saldo positivo de US$ 34,911 bilhões e corrente de comércio de US$ 233,104 bilhões.

Análise do mês - Nas exportações, comparadas a média diária até a terceira semana de agosto de 2020 (US$ 874,39 milhões) com a de agosto de 2019 (US$ 894,07 milhões), houve queda de -2,2%, em razão da diminuição nas vendas na Indústria Extrativa (-17,8%) e de produtos da Indústria de Transformação (-4,3%). Por outro lado, houve aumento nas vendas em Agropecuária (+25,0%).

Produtos - A queda nas exportações foi puxada, principalmente, pela diminuição nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: Minério de ferro e seus concentrados (-15,1%); Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -22,3%); Minérios de cobre e seus concentrados (-27,1%); Pedra, areia e cascalho (-42,3%) e Fertilizantes brutos, exceto adubos (-70,2%). Já em relação aos produtos da Indústria de Transformação, a queda nas exportações foi puxada, principalmente, por motores e máquinas não elétricos, e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (-75,0%); Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-81,2%); Veículos automóveis de passageiros (-47,2%); Celulose (-22,7%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-48,9%).

Importações - Nas importações, a média diária até a terceira semana de agosto de 2020 (US$ 545,99 milhões) ficou -22,9% abaixo da média de agosto do ano passado (US$ 707,72 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com produtos da Indústria de Transformação (-21,8%) e com a Indústria Extrativa (-51,3%). Já em relação à agropecuária houve aumento de gastos (2,1%).

Queda - A queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos da Indústria de Transformação: Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (-92,3%); Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-45,8%); Partes e acessórios dos veículos automotivos (-55,6%); Veículos automóveis de passageiros (-62,7%) e Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (-18,6%). Já em relação à Indústria Extrativista, a queda das importações se deve pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos: Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-64,9%); Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-44,5%); Gás natural, liquefeito ou não (-34,4%); Minérios de cobre e seus concentrados (-100,0%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (-59,8%). (Ministério da Economia)

Confira os dados completos da balança comercial

CÂMBIO: Dólar fecha em R$ 5,59, com queda de 0,22%

cambio 25 08 2020O dólar à vista fechou em leve queda ante o real nesta segunda-feira (24/08), longe das mínimas registradas na sessão, com as oscilações no mercado de câmbio se estabilizando na parte da tarde em meio a variações discretas nas moedas também no exterior, num dia marcado por otimismo sobre tratamentos contra a covid-19.

Cotação - A moeda caiu 0,22%, cotado a R$ 5,594 na venda. Na mínima, atingida ainda na primeira hora de negócios, chegou a R$ 5,559 (-0,85%) e, na máxima (alcançada por volta de 11h30), bateu R$ 5,613 reais (+0,11%).

Adiamento - No meio da tarde, quando o dólar era cotado por volta de R$ 5,57 reais, a notícia de que o governo decidiu adiar o anúncio do pacote de medidas econômicas previsto inicialmente para esta terça-feira (25/08) ajudou a alimentar alguma pressão de compra de dólares, que na sequência voltou a superar R$ 5,60 reais, fechando o pregão perto desse patamar.

Oportunidade - O pacote de medidas prometido pela equipe econômica é visto como uma oportunidade de o governo enviar um forte sinal ao mercado sobre gestão responsável das contas públicas. Ruídos internos na área econômica do governo e com outros ministérios geraram apreensão sobre riscos de aumento adicional de gastos depois de 2020, o que comprometeria a confiança na trajetória fiscal.

Semana passada - Na semana passada, o dólar emendou a quarta semana consecutiva de valorização --o que não ocorria desde o fim de abril--, amparado pelo somatório de desconforto fiscal doméstico e reavivamento da divisa no exterior.

Bolsa - O Ibovespa, índice de referência da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta segunda, acompanhando bolsas no exterior, enquanto no Brasil agentes financeiros aguardam o anúncio do novo pacote econômico. O Ibovespa subiu 0,77%, a 102.297,95 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,2 bilhões.

Estados Unidos - Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas, após a Food and Drug Administration (FDA) autorizar o uso emergencial de plasma sanguíneo - rico em anticorpos - em pacientes em tratamento de covid-19.

Vacina - A possibilidade de os EUA acelerarem uma vacina experimental contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, conforme noticiou o Financial Times, também repercutiu positivamente.

Cenário fiscal - No Brasil, com a temporada de balanços caminhando para o final, o cenário fiscal ganha mais relevância, principalmente com a perspectiva de novas medidas para apoiar a recuperação econômica do país. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

IPCA-15: Prévia da inflação de agosto fica em 0,23% com alta no preço dos combustíveis

ipca destaque 25 08 2020O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (25/08) pelo IBGE, ficou em 0,23% em agosto. No ano, o IPCA-15 acumulou alta de 0,90% e, em 12 meses, atingiu 2,28%.

Combustíveis - Os preços dos combustíveis subiram 2,31% e pressionaram a prévia da inflação, sendo que o maior impacto individual positivo (0,12 ponto percentual) veio da gasolina, com alta de 2,63%. O óleo diesel (3,58%) e o gás veicular (0,47%) também tiveram aumento nos preços, enquanto o etanol apresentou queda de 0,28%.

Transportes - Com alta de 0,75%, Transportes foi o grupo que exerceu o maior impacto sobre o índice de agosto (0,15 ponto percentual), embora tenha havido desaceleração em relação a julho (1,11%), quando também foi o grupo que mais pressionou a inflação.

Educação - Por outro lado, o grupo Educação freou um aumento ainda maior nos preços. Com a suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia de Covid-19, várias instituições de ensino concederam descontos nas mensalidades, que foram contabilizados no IPCA-15 de agosto. Assim, o grupo registrou deflação de 3,27%, com a contribuição negativa mais intensa, de -0,21 ponto percentual.

Cursos regulares - Os preços dos cursos regulares recuaram 4,01%. A maior queda foi observada na pré-escola (-7,30%), seguida pelos cursos de pós-graduação (-5,83%), de educação de jovens e adultos (-4,74%) e de ensino superior (-3,91%).

Artigos de residência - Artigos de residência, como eletrodomésticos e equipamentos, subiram pelo quarto mês consecutivo, registrando alta de 0,88%. Mas os preços de itens de mobiliário (-0,14%) seguem em queda, apesar da redução ter sido menor que a observada em julho (-0,91%). Também tiveram alta os preços dos produtos e serviços de Comunicação (0,86%) e Alimentação e bebidas (0,34%).

Itens - Com alta nas carnes (3,06%), leite longa vida (4,36%) e frutas (2,47%), os alimentos para consumo no domicílio subiram 0,61%. Outros produtos importantes na cesta das famílias, como o arroz (2,22%) e o pão francês (0,99%), também subiram. Mas deu para economizar nos preços do tomate (-4,20%), da cebola (-8,04%), do alho (-8,15%) e da batata-inglesa (-17,16%).

Reajustes - Devido aos reajustes tarifários, a energia elétrica sentiu elevação de 1,61%, pressionando o grupo Habitação (0,57%). As contas de luz subiram em Belém, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. As únicas áreas onde os preços da energia elétrica recuaram foram Curitiba (-2,59%) e Brasília (-0,36%), ambas devido às reduções nas alíquotas de PIS/Cofins.

Índices regionais - Em relação aos índices regionais, todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em agosto. O maior índice foi verificado na região metropolitana de Belo Horizonte (0,37%), especialmente por conta das altas nos preços das carnes (7,01%) e da gasolina (3,56%). Já a menor variação foi registrada em Brasília (0,08%), onde pesaram principalmente as quedas nos preços de alguns itens alimentícios.

Coleta - Os preços foram coletados entre 15 de julho e 13 de agosto de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de junho a 14 de julho de 2020 (base). (Agência IBGE de Notícias)

ipca tabela 25 08 2020

 

BEM: Decreto prorroga prazos do benefício para até 180 dias

Foi publicado, nesta segunda-feira (24/08), em edição extra do Diário Oficial da União, o Decreto nº 10.470 que prorroga, para até 180 dias, os prazos dos acordos do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), relacionados tanto à redução proporcional de jornada e de salário quanto à suspensão temporária do contrato de trabalho.

Períodos - Os períodos de redução proporcional de jornada e de salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho, utilizados até a data de publicação do decreto, serão computados para contagem dos limites máximos estabelecidos.

Intermitente - O decreto ainda estabelece que os empregados com contrato de trabalho intermitente, formalizado até a data de publicação da Medida Provisória nº 936, de 1º de abril de 2020, farão jus ao benefício emergencial mensal no valor de R$ 600,00, pelo período adicional de dois meses, contados da data de encerramento do período de quatro meses, no qual o benefício já havia sido concedido.

Sobre o BEm  O BEm oferece medidas trabalhistas para enfrentar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19, prevendo a possibilidade de empregadores e trabalhadores firmarem acordos de suspensão temporária dos contratos de trabalho, ou de redução proporcional de jornada e salários.

Duração - Com o novo decreto, o prazo máximo para a duração dos acordos passa a ser de 180 dias, mas limitado à duração definida para o programa, que vai até 31 de dezembro de 2020.

O programa - O programa foi instituído pela Medida Provisória nº 936 que foi substituída pela Lei nº 14.020, sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Dados atualizados sobre os acordos (por tipos, setores econômicos, estados e municípios) estão disponíveis no painel de informações. (Ministério da Economia)

 

SAÚDE I: Brasil tem 115,3 mil mortes e 3,62 milhões de casos

O número de mortes em função da pandemia do novo coronavírus chegou a 115.309. Nas últimas 24 horas, foram 565 novas vidas perdidas registradas pelas secretarias estaduais de saúde. No domingo (23/08), o painel trazia 114.744 falecimentos. Os dados foram apresentados no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta segunda-feira (24/08).

Casos confirmados - Ainda conforme a atualização do ministério, o total de casos confirmados acumulados chegou a 3.622.861. Entre domingo e segunda-feira, foram acrescidos às estatísticas 17.078 novos casos. No domingo, o sistema do Ministério da Saúde marcava 3.605.783 pessoas infectadas desde o início da pandemia. A atualização registrou ainda 728.843 pessoas em acompanhamento e outras 2.778.709 que já se recuperaram.

Menores - As estatísticas são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras há tendência de números maiores em função do acúmulo de registros que são enviados ao sistema do Ministério da Saúde.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,2%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 54,7. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1724.

Estados - Os estados com mais mortes registradas foram São Paulo (28.505), Rio de Janeiro (15.392), Ceará (8.292), Pernambuco (7.399) e Pará (6.062). As unidades da federação com menos óbitos são Tocantins (593), Roraima (579), Acre (604), Amapá (637) e Mato Grosso do Sul (749). (Agência Brasil)

saude I tabela 25 08 2020

SAÚDE II: Paraná tem 1.036 diagnósticos confirmados e 34 óbitos por Covid-19

saude II 25 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde, em informe emitido nesta segunda-feira (24/08), confirma mais 1.036 diagnósticos positivos de Covid-19 e 34 óbitos pela doença. O Estado soma agora 117.723 casos e 2.973 falecimentos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - O informe relata que 1.015 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. Deste total, 817 estão em leitos SUS (391 em UTI e 426 em leitos enfermaria) e 198 em leitos da rede particular (69 em UTI e 129 em enfermaria).

Resultados - Há outros 1.057 pacientes internados - 538 em leitos UTI e 519 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - As 34 pessoas que faleceram, estavam internadas. São 13 mulheres e 21 homens, com idades que variam de 37 a 90 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 17 e 24 de agosto.

Residência - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (9), Cascavel (3), Foz do Iguaçu (3), Arapongas (3), Apucarana (2), São José dos Pinhais (2), Telêmaco Borba (2). Foi registrado um óbito em cada um dos municípios de Araucária, Bandeirantes, Enéas Marques, Fazendo Rio Grande, Irati, Jandaia do Sul, Palotina, Reserva, Santa Cecília do Pavão, São Jorge D’Oeste.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 1.281 casos de residentes de fora, sendo que 37 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município: Um caso confirmado no dia 16/08 em Curitiba foi transferido para São José dos Pinhais, e outro confirmado no dia 20/08 em Curitiba foi transferido para Irati.

Um caso confirmado no dia 12/08 em Tuneiras do Oeste foi transferido para Tapejara, e uma confirmação ocorrida no dia 04/08 em Mauá da Serra foi transferido para Arapongas.

Exclusões - Um óbito confirmado no dia 23/08 em Campo Largo (masculino, 77 anos), foi retirado do boletim, após investigação epidemiológica ficou confirmada morte por outras causas. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando aqui.

 

SAÚDE III: Casos e mortes por Covid caem pela segunda semana consecutiva

saude III 25 08 2020Os números de casos e de mortes por Covid-19 diminuíram pela segunda semana consecutiva no Paraná, segundo o boletim epidemiológico publicado no domingo (23/08) pela Secretaria de Estado da Saúde. Houve redução de 2,3% nos diagnósticos positivos (11.602 na semana epidemiológica 34 contra 11.870 na semana epidemiológica 33) e 35,9% nas mortes (196 na semana 34 contra 306 na anterior). No segundo caso, é o menor indicador desde a semana 26 (21 a 27 de junho).

Recorte - Os números são do recorte da data de identificação do caso ou do óbito e podem variar ao longo dos próximos dias.

Aumento - Os casos de Covid-19 cresceram no Paraná por 11 semanas consecutivas, de 10 a 16 de maio (semana 20) a 19 a 25 de julho (semana 30). Houve uma pequena queda na semana 31, evolução de casos na semana 32 e novas reduções nas semanas 33 e 34.

Leste - A pequena queda de casos foi puxada pela redução na macrorregional Leste: 5.790 casos na semana passada (16 a 22 de agosto) contra 6.438 na anterior (09 a 15 de agosto). Foi a segunda descida consecutiva depois de um pico de 7.082 casos na semana 32 (02 a 08 de agosto).

Noroeste - As outras três macrorregionais registraram aumento de casos na semana 34. O maior percentual foi no Noroeste, de 9%, diferença entre 1.439 na semana 33 e 1.568 casos na semana 34. Os números da semana passada foram os maiores registrados na área de Maringá, Umuarama e Paranavaí desde o começo da pandemia.

Oeste - No Oeste houve aumento de 8,7%, diferença de 1.781 (semana 33) para 1.936 (semana 34). Os números das semanas de agosto são praticamente os mesmos na regional de Cascavel e Foz do Iguaçu. O pico foi na semana 30 (19 a 25 de julho).

Norte - Na macrorregional Norte o aumento foi de 4,3% e a realidade é diametralmente oposta, com agosto registrando aumento de casos em relação a julho. Os números da semana 34 na região de Londrina também foram os maiores da série histórica.

Irregular - O comportamento de óbitos foi mais irregular no Paraná. Foram seis semanas seguidas de crescimento, de 31 de maio a 06 de junho (semana 23) a 05 a 11 de julho (semana 28). Depois houve uma queda e três novos picos, inclusive o mais alto do registro histórico no Estado (350 mortes na semana 32, de 02 a 08 de agosto). Desde então são registradas baixas.

Média móvel - A média móvel de casos caiu 2,6% e a de mortes 44% em relação a 14 dias atrás. Esse indicador no boletim epidemiológico estadual também leva em consideração as datas das confirmações de casos e óbitos.

Terceiro menor índice - O Estado tem o terceiro menor índice do País em casos por 100 mil habitantes (1.031,7) e a segunda menor taxa de óbitos pela mesma faixa populacional (26), segundo o Ministério da Saúde. A taxa de letalidade do coronavírus no Paraná é de 2,5%. São mais de 40 mil casos ativos da doença e mais de 72 mil recuperados.

Agosto - Mesmo com as quedas na última semana, o cenário ainda é preocupante, principalmente pela manutenção de casos e mortes em níveis elevados em agosto e pelas taxas de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Somam-se a esse cenário os baixos índices de isolamento social (entre 30% e 40%) e taxa de reprodução ainda acima de 1.

Acumulado - A Covid-19 alcançou 38.219 paranaenses e vitimou 904 pessoas entre os dias 1º e 23 de agosto, no recorte de data do diagnóstico ou da ocorrência ao morte. Esses números representam 32% do total de 116.687 casos e 30% das 2.940 mortes registradas desde o começo da pandemia no Paraná, em março.

Julho - Entre 1º e 23 de julho, na análise com o mesmo período do mês anterior, foram 39.540 casos (3,4% maior do que agosto) e 918 óbitos (1,5% maior que o mesmo recorte desse mês).

Internados - Segundo o boletim epidemiológico, ainda há 979 internados, 0,8% do total de infectados no Paraná. Desses, 463 estão em uma das 1.101 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) criadas pelo Governo do Estado desde o começo da pandemia e 516 em enfermarias exclusivas para a Covid-19.

Ocupação - As taxas de ocupação nos leitos exclusivos são de 72% em UTIs adultas, 27% em UTIs pediátricas, 44% em enfermarias para adultos e 19% em enfermarias infantis. A maior preocupação é na macrorregião Leste – 80% de ocupação de leitos de UTI adultos. Apesar de alta, a taxa não tem apresentado crescimento nos últimos dias.

Internados - No entanto, somados confirmados e suspeitos internados nas redes pública e privada de Covid-19 em todo o Estado, são 2.011 internados em leitos clínicos (1.053) e em avançados (958).

Comorbidades - Cerca de 66% dos casos hospitalizados desde o começo da pandemia apresentavam comorbidades. As mais comuns até agora foram faixa etária (4.870), cardiopatia (3.416), diabetes (2.323), obesidade (521), pneumopatia (495) e doença neurológica (486).

Cidades - Apenas uma cidade paranaense ainda não registrou a presença do coronavírus: Boa Ventura de São Roque. Ela reúne 6.411 habitantes, 0,05% da população do Estado. As mortes já ultrapassaram 67% dos municípios, chegando a 271 no último domingo.

Todos os municípios - Já há casos do novo coronavírus em todos os municípios das regionais de Saúde de Paranaguá, Curitiba e Região Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Cianorte, Paranavaí, Umuarama, Maringá, Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo, Ivaiporã e Telêmaco Borba.

Epicentro - Em números absolutos, a regional de Curitiba e Região Metropolitana é a que concentra mais casos (47.471), seguida por Londrina (9.612), Maringá (8.091), Cascavel (7.751), Foz do Iguaçu (5.893), Paranaguá (4.765) e Toledo (4.524). Apenas três das 22 regionais ainda não alcançaram 1.000 casos.

Maiores incidências de mortes - As maiores incidências absolutas de mortes são em Curitiba e Região Metropolitana (1.524), Londrina (224), Cascavel (152), Maringá (143), Apucarana (115), Paranaguá (104) e Campo Mourão (80). Já há mais de 50 óbitos em 12 regionais de Saúde.

Faixa etária - A faixa etária média dos casos no Paraná é de 39,8 anos, idade da população economicamente ativa, enquanto a de óbitos é de 68,2 anos, o que indica que as complicações da doença se concentram entre as pessoas mais idosas. É a primeira vez que o indicador de casos cai abaixo de 40 anos. A Covid-19 impacta mais a população feminina (52%), mas mata mais os homens (60%).

Outras - São 26.574 casos entre pessoas com 30 a 39 anos, parcela mais afetada pela doença, o que representa 22,7% do total de infectados no Estado. A segunda é a de pessoas entre 20 e 29 anos, com 24.018 casos, ou 20,5% dos infectados. São, ainda, 11.001 casos entre crianças e jovens de 0 a 19 anos (9,4% do total) e 16.073 casos entre quem tem mais de 60 anos, 13,7%.

Mulheres - Em relação às mortes, a análise do quadro mostra que a Covid-19 acomete mais mulheres conforme o aumento da idade. A faixa mais atingida é a de mais de 80 anos (333 óbitos), seguida por 70 a 79 anos (318), 60 a 69 (240) e 50 a 59 (161). Entre os homens há diferença. A faixa mais vitimada foi entre 70 a 79 (467 mortes), seguida por 60 a 69 (423) e mais de 80 (390).

Populações específicas - O Paraná tem 97 casos confirmados nas comunidades indígenas, além de 337 suspeitos e 336 casos descartados. Entre a população privada de liberdade são 626 casos confirmados e 900 suspeitos.

Profissionais de saúde - No recorte de profissionais de saúde, são 5.220 infectados desde o começo da pandemia, com prevalência de casos entre enfermeiros e técnicos de enfermagem (2.488), médicos (529), farmacêuticos (169) e dentistas e ortodontistas (140). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

SAÚDE IV: ANS disponibiliza números de beneficiários relativos a julho

saude IV 25 08 2020A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informa que estão disponíveis para consulta os números de beneficiários de planos de saúde atualizados com dados de julho. As ferramentas Sala de Situação e ANS Tabnet foram restabelecidas em sua totalidade nesta segunda-feira (24/08), após permanecerem parcialmente fora do ar neste mês (confira aqui mais informações).  

Beneficiários - Em julho, o setor registrou 46.758.762 beneficiários em planos de assistência médica e 25.363.513 em planos exclusivamente odontológicos. Cabe notar que os dados podem sofrer modificações retroativas por conta das revisões efetuadas pelas operadoras.  

Acesse a Sala de Situação e veja as informações completas.  

Tabelas - Confira, nas tabelas abaixo, a evolução de beneficiários em planos de assistência médica e exclusivamente odontológicos no país, de janeiro a julho de 2020, e o comparativo com julho de 2019: (ANS)

saude IV tab I 25 08 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

saude IV tab II 25 08 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

saude IV tab III 25 08 2020

 

ARTIGO: Diversificação de carteira

*Juliana Olivieri Refundini

Hoje o tema é diversificação de carteira. Chamamos de carteira a junção de todos os investimentos que você possui. Então, você pode estar se perguntando: como assim diversificar? E por quê? Poderia discorrer um texto sobre todos os motivos para diversificar sua carteira, mas vou lhe dar como exemplo de um velho ditado que diz: “Não coloque todos os ovos em uma única cesta, pois ela pode cair e quebrar tudo”. A mesma regra pode ser usada para seus investimentos: você pode investir todo seu dinheiro em um único produto, como por exemplo em ações de uma empresa na bolsa de valores. Se um belo dia essa empresa tiver problemas e se desvalorizar, você verá seus investimentos derretendo.

Uma vez entendido a necessidade da diversificação que te faz correr menos riscos, um outro benefício é que os investimentos no médio e logo prazo tendem a obter uma rentabilidade total maior do que se tivesse tudo investido em um produto só. Acho que com mais esse motivo também fica claro o porquê diversificar!

Mas, como fazê-lo? Bem, cada pessoa possui um perfil e objetivos. Se você não conhece o seu perfil, aqui vai uma ótima dica: no site da Uniprime, há um teste bem legal que vai te ajudar a conhecer o seu perfil de investidor: perfildoinvestidor.uniprimebr.com.br/

Descobrir o seu perfil será muito importante para escolher os tipos de produtos na hora de realizar o investimento. Quando dizemos diversificar, estamos falando de investir em diferentes grupos, como: renda fixa, renda variável, índices, entre outros. Na prática, estamos falando de inflação, CDI, Ibovespa, dólar, e assim por diante.

Não confunda produtos com indicadores. Por exemplo, a Poupança e um CDB têm remunerações atreladas ao CDI e pertencem ao grupo da renda fixa. Identificar a que grupo pertence o investimento que você está escolhendo irá ajudá-lo a não colocar tudo em um mesmo grupo.

Para cada perfil existe uma indicação de investimento mínimo em renda fixa. No caso do conservador, é de 100% renda fixa. Se for moderado, o indicado é um percentual mínimo de 60% em renda fixa e o restante em outros produtos com mais risco. Para perfis mais agressivos, o percentual que fica em renda fixa é de 40% ou menos.

Outro ponto muito importante é olhar para cada investimento sabendo por quanto tempo você irá mantê-lo, ou quando irá precisar deste recurso, pois assim você identifica e seleciona objetivos para cada um deles, direcionando sua carteira. Sua reserva de emergência também deve estar separada deste contexto, pois como próprio nome diz é para emergência e pode ser utilizada a qualquer momento e, neste caso, é indicado manter a liquidez e em renda fixa.

Se ainda ficou com dúvida, pode nos escrever pelo e-mail faleconosco@uniprimebr.com.br.

Será um prazer ajudá-lo.

*Juliana Olivieri Refundini é colaboradora Uniprime e profissional com Certificação CFP®


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