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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4898 | 31 de Agosto de 2020

COVID-19: Comitê de Acompanhamento emite comunicado 108

covid 19 destaque 31 08 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 emitiu, na manhã desta segunda-feira (31/08), o comunicado 108 que traz, entre os destaques, o 24º Encontro com os agentes das cooperativas paranaenses, a 9ª reunião do Conselho Fiscal do Sescoop/PR realizada em formato digital e a 1ª Live Literária promovida pelo Sistema Ocepar, todos ocorridos na sexta-feira (28/08). Veja abaixo todas as informações do boletim.

1. No dia 28 de agosto, o Sistema Ocepar realizou Reunião da Autogestão de forma virtual com a cooperativa Unimed Oeste do Paraná e a participação do presidente, diretores e gestores.

2. No dia 28 de agosto, o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou a 24º do Encontro com os agentes das cooperativas paranaenses. O tema da live foi Equipes Saudáveis na Pandemia.

3. O Sistema Ocepar, no dia 28 de outubro, realizou a primeira Live Literária para uma conversa sobre o livro Sapiens: uma breve história da humanidade, do autor Yuval Noah Harari, com a condução dos profissionais Edite Viana Alves, da Ocepar, e Ricardo Dellamea, do Sebrae/PR.

4. O Conselho Fiscal do Sescoop/PR, no dia 28 de agosto, realizou a 9ª reunião no formato digital para tratar dos assuntos da ordem do dia, com destaque na avaliação do orçamento, balanço, arrecadações, relatório dos trabalhos da auditoria interna e controles internos.

5. No dia 28 de agosto, o Sistema Ocepar acompanhou a Assembleia Geral Ordinária da cooperativa Cativa/Confepar.

6. O Sistema OCB, no dia 28 de agosto, realizou o Encontro de Superintendentes, para discutir os avanços e os assuntos estratégicos que impactam o cooperativismo brasileiro.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

SESCOOP/PR: Conselho Fiscal promove 9ª reunião em formato digital

Foi realizada, na sexta-feira (28/08), a 9ª reunião do Conselho Fiscal do Sescoop/PR, em formato digital, com a presença dos conselheiros titulares Joel Makohin, Erik Bosch e Marcos Roberto Bueno Antunes. Representando o Sescoop/PR participaram o presidente da entidade, José Roberto Ricken, o superintendente Leonardo Boesche, a advogada Daniely Andressa da Silva, o gerente administrativo, José Ronkoski, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Leandro Roberto Macioski , o coordenador de Suprimentos e Operações, Marcelo B. Martins, o coordenador de Gestão Estratégica, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, o auditor interno, Tadeu Duda, e a auditora Interna, Daniele Cristiane Radulski Reginatto.

Pauta - Na reunião, eles analisaram os demonstrativos contábeis e financeiros, demais informações trimestrais publicadas no Portal da Transparência e o balancete acumulado de 1º de janeiro a 31 de julho. Também acompanharam a realização do orçamento aprovado para o exercício, examinaram os indicadores econômicos e financeiros da entidade e os relatórios da auditoria interna, entre outros itens.

 

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: Unimed Oeste do Paraná e Ocepar analisam indicadores do ramo saúde

O Sistema Ocepar e a Unimed Oeste do Paraná realizaram, na tarde de sexta-feira (28/08), reunião institucional para analisar indicadores do ramo saúde e cenários e perspectivas para a economia do país. O evento virtual foi aberto pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, que fez um relato das ações institucionais da entidade, no enfrentamento de questões desafiantes como a reforma tributária e a preparação do novo planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Participaram do encontro o presidente e o vice-presidente da cooperativa, respectivamente, Maurício Garcia e Rodrigo Gama França.

A cooperativa - Com sede em Medianeira, a Unimed Oeste do Paraná foi fundada em 1983. Atualmente, a cooperativa tem 148 cooperados, 105 funcionários e mais de 23 mil beneficiários. Em 2019, teve um faturamento de R$ 71,1 milhões. No Paraná, o ramo saúde congrega 35 cooperativas, com mais de 2,7 milhões de beneficiários, atendidos por 15.328 cooperados e 6.493 funcionários. No ano passado, o setor teve um faturamento de R$ 6,6 bilhões.

Reforma tributária - O presidente da Unimed Oeste do Paraná fez um relato sobre as especificidades do trabalho em 2020, em decorrência da pandemia, e externou preocupações com a proposta da reforma tributária, “que precisa ser acompanhada pela Ocepar e cooperativas, para evitar medidas que possam prejudicar e aumentar a carga de tributos do setor”, disse Garcia.

Indicadores - Os indicadores econômicos foram apresentados pelo analista técnico do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) Rodrigo Gandara Donini. O coordenador de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Humberto Bridi, falou sobre os trabalhos da instituição, os principais programas de qualificação do quadro funcional, inovação e melhoria da gestão.

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GETEC: Informe nº 41 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 31 08 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (31/08), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2020, 2021 e 2022. A Getec publicou também o Informe Mensal contendo o histórico das projeções do Banco Central de agosto.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

Clique aqui para conferir o Informe Mensal - Agosto

 

LIVE LITERÁRIA: “Sapiens, uma breve história da humanidade” é tema do primeiro evento promovido pelo Sistema Ocepar

Sapiens, uma breve história da humanidade, um best seller internacional recomendado por Barack Obama, Bill Gates e outras celebridades. Esta foi a obra escolhida para ser tema da primeira live literária promovida virtualmente pelo Sistema Ocepar. E, dessa forma, mostrando a influência do livro entre grandes lideranças mundiais, a bibliotecária do Sistema Ocepar, Edite Viana dos Santos Alves, o apresentou aos cerca de 45 participantes que acompanharam o evento, realizado no final da tarde de sexta-feira (28/08). Ela lembrou que a iniciativa é uma extensão do projeto “Estante Itinerante”, implantado pela biblioteca da entidade com o propósito de incentivar o hábito da leitura entre os funcionários. O evento foi conduzido com o apoio do coordenador de Comunicação, Samuel Milléo Filho, e aberto pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.

Autor - Lançado originalmente em 2011, em Israel, o livro Sapiens foi publicado em 2015. O autor é Yuval Noah Harari, professor israelense de História da Universidade Hebraica de Jerusalém. “A obra descreve o nosso passado, o presente e o futuro, seguindo uma linha cronológica iniciada desde que éramos caçadores/coletores. Muitas vezes nos questionamos, principalmente quando crianças: mas por que conhecer história? O que interessa é o presente; o futuro é incerto. Porém, não é bem assim. Conhecer o passado nos faz entender o presente e planejar o futuro. Sapiens, o tema desta live, trata sobre a história da humanidade, a evolução do ser humano, da idade da pedra até os dias atuais”, ressaltou Edite.

Convidado - O convidado para bater um papo informal sobre a obra foi o consultor-sênior do Sebrae-PR, Ricardo Dellamea. Economista, iniciou os estudos acadêmicos em Buenos Aires, na Argentina, na Universidad del Salvador. É pós-graduado em comércio exterior pela FAE Business School, de Curitiba (PR), e mestre em Gestão Empresarial pela Esade, de Barcelona, na Espanha. Especializou-se em assuntos ligados ao Mercosul, integração econômica e micro e pequenas empresas, planejamento estratégico, entre outros. Dellamea começou destacando o autor do livro tema do encontro. “Harari é um fenômeno mundial. O mundo inteiro hoje, de certa forma, está sendo influenciado um pouco pela obra e pelo pensamento dele. É quase como se houvesse uma espécie de agenda global tratando de temas que o autor aborda no livro e que até então não apareciam muito na pauta”, afirmou.

Perspectiva - De acordo com ele, isso é perceptível especialmente por meio de artigos publicados em jornais e declarações de grandes lideranças mundiais que trazem à tona ideias defendidas pelo autor de Sapiens. Para Dellamea, Harari apresenta a história da humanidade a partir de uma cronologia muito mais abrangente. “Ele coloca a linha histórica desde a criação do mundo de fato, numa linha de tempo que retrocede ao Big Bang, há 13,5 bilhões de anos. E, às vezes, nos perguntamos quando imaginaríamos analisar a história a partir de 13,5 bilhões de anos atrás?”, acrescentou. “Já em relação ao surgimento da espécie humana, Harari mostra que a divisão para nosso ancestral comum do macaco ocorreu há 2,5 milhões de anos e Sapiens aparece no período de 200 mil a 500 mil anos atrás. Não estamos acostumados com essas grandes dimensões históricas e isso nos desperta uma outra perspectiva”, acrescentou.

Grandes revoluções - Ao fazer a contextualização do livro, Dellamea destacou ainda que Sapiens é dividido em cinco temas que abordam as grandes revoluções vividas até o momento: a revolução cognitiva, a revolução agrícola, a unificação da humanidade, a revolução científica e o homem se tornou um Deus. Ele apontou algumas curiosidades da obra, como o fato de ter havido outras cinco raças humanoides coexistindo na Terra, juntamente com Sapiens, que se sobressaiu por possuir uma mutação genética, o que colaborou para que outras tribos, que viviam de forma isolada, passassem a querer conviver de modo mais conjunto, compartilhando crenças. “O autor fala, em determinado momento que a diferença real que existe entre nós e os chimpanzés é a ‘cola mítica’, que une grandes quantidades de indivíduos, famílias e grupos. Essa ‘cola’ nos tornou mestres da criação. Essa capacidade abstrata de criar mitos é que fez com que o Sapiens, por uma mutação genética, começasse a convencer outras tribos nômades, que tinham um limite natural de 150 indivíduos aproximadamente, a se somar ao seu grupo”, sublinhou.

Debate - Por aproximadamente uma hora e meia, Dellamea e Edite destacaram diversos outros fragmentos da obra, entre os quais, o ponto de vista de Harari sobre a revolução agrícola. “Ele foi muito crítico sobre essa questão, dizendo que não foi o homem que dominou a agricultura, mas a agricultura que o domesticou pois, a partir daí, a humanidade começou a trabalhar de forma sistemática para assegurar sua alimentação”, disse Dellamea. “Por outro lado, hoje temos mais indivíduos vivos mas pior alimentados em relação aos caçadores/coletores”, comentou Edite. Harari afirmou ainda que nos últimos 100 anos, a humanidade superou três questões: a fome (o problema hoje é mais de distribuição de alimentos e não a sua falta), a guerra e a peste. Mas, com o advento da Covid-19, que aflige o mundo todo, Dellamea afirmou que Harari está preparando as “Notas pós-pandemia”, com reflexões sobre o cenário vivido atualmente a partir do novo coronavírus.

Esgotamento - Para o autor de Sapiens, a humanidade também está chegando ao seu limite. “O humanismo está numa espécie de esgotamento porque o homem não tem mais medo de nada. Se eu não tenho mais medo de nada, eu posso manipular células, eu posso brincar de Deus. Em grandes linhas, Harari propõe esse esgotamento. O que virá depois disso? Aparentemente será uma filosofia de computadores/máquinas subjugando humanos. É esse o cenário mais o menos que o autor do livro traça. E ele diz, fiquem espertos, se vocês não se espertarem, esse é um risco bastante concreto, segundo a visão dele”, frisou.

Incentivo - Edite e Dellamea encerraram o evento desejando que mais pessoas sintam-se estimuladas a mergulhar na leitura de Sapiens, uma breve história da humanidade. “O objetivo dessa live é motivar quem ainda leu, que saia incentivado a ler o livro. E quem leu fica com vontade de continuar a discutir o seu conteúdo. Foi essa a proposta desse evento. Sempre estarei à disposição para a gente conversar, refletir e evoluir. Não se trata de ser dono da verdade, nem de ter respostas objetivas, mas, sim, de manter essa dinâmica de diálogo e raciocínio, algo que não fica obsoleto, pode ter certeza. Ler, dialogar e refletir são habilidades e práticas que ainda vão ter espaço dentro da nossa condição humana”, finalizou Dellamea.

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LIVE: Presidente da Ocepar participa de debate sobre cenários do agronegócio

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participa, na quarta-feira (02/09), às 10h, de um debate sobre os cenários do agronegócio paranaense, brasileiro e mundial, juntamente com os secretários, Márcio Nunes, do Desenvolvimento Sustentável, e Norberto Ortigara, da Agricultura, e o presidente da Faep, Ágide Meneguette. O evento contará com a participação especial de Alexandre Mendonça de Barros, engenheiro agrônomo e professor de Economia Agrícola pela Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral e do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq. A live é uma iniciativa da Secretarias de Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, com apoio dos Sistemas Ocepar e Faep/Senar-PR.

Serviço – O evento poderá ser acompanhado pelo Facebook, Youtube e aplicativo do Sistema Faep/Senar-PR.

live 31 08 2020

 

TRABALHO: Como manter as equipes saudáveis na pandemia

Equipes saudáveis na pandemia foi o tema 24ª live promovida pelo Sistema Ocepar para os agentes de cooperativas do Paraná. Quem falou sobre o assunto foi mentor, consultor e master coach, João Arnoldo Gorz. “Esse tema tem sido recorrente em nossas lives, porém, é um assunto que precisa ser debatido com intensidade porque no momento a saúde mental é uma grande preocupação das empresas”, disse a analista de Cooperativismo do Sescoop/PR, Cristina Moreira, ao abrir o encontro online, na última sexta-feira (28/08). “Uma das sequelas dessa pandemia será a depressão”, afirmou o consultor, referindo-se ao estado emocional das pessoas diante de tantas imposições e mudanças que estão ocorrendo.

Que mundo é este? - Segundo ele, muitas mudanças que estão ocorrendo no mundo já eram sinalizadas antes da pandemia.  Mas se já despontavam no horizonte, por que causaram tantas surpresas, a ponto de mexer com a saúde física e mental das pessoas? A resposta, segundo Arnoldo Gorz, é rapidez com que acontecem. “Que mundo é este? Esta é indagação que todos se fazem agora. Tentamos montar um grande quebra-cabeça e não conseguimos. As mudanças estão acontecendo, e elas são grandes, e não sabemos como lidar com elas. As curvas da mudança e do aprendizado não crescem no mesmo ritmo”.

Ansiedade - O consultor explica que esse Gap (atraso relativo, descompasso ou disparidade), é o que desencadeia a ansiedade e o estresse. “A Pirâmide de Maslow, que define as necessidades humanas, foi alterada. A Covid bagunçou isso tudo. Tivemos que voltar o foco para necessidades que há muito estavam superadas. E entrou a questão do medo. Será que eu infecto você ou serei infectado? O instinto de autopreservação foi abalado. O medo, o egoísmo, a insegurança e a desconfiança passaram a ser frequentes em nossa vida”.

O papel do líder - Tantas mudanças, obviamente, refletem no ambiente de trabalho. Diante desse cenário, Arnoldo Gorz orienta que cabe ao líder identificar as necessidades de seus liderados e prepará-los para desenvolver as competências exigidas nesse novo momento da humanidade. “Existe sim um jeito de lidar com tudo isso. Desde que eu me aquiete e comece a pensar. O primeiro passo é criar uma cultura organizacional favorável. O mundo mudou. Nem tudo o que fazíamos e da forma como fazíamos, vai continuar. Vou ter que repensar processos, formas, repensar significados”.

Propósito - O consultor enfatiza que desmistificar a inovação e incentivar a colaboração são pontos fundamentais para enfrentar esse momento. Outra questão importante é colocar propósito no centro da sua estratégia. “Pergunte-se: se vou voltar ao trabalho presencial, qual o significado que minha equipe precisa enxergar nisso? Empresas inspiradoras trabalham a partir do seu lema, do seu legado. Qual é o legado pelo qual trabalho”, pontuou.

Resumo - Confira a seguir, outras colocações feitas pelo consultor e master coach João Arnoldo Gorz, na live da última sexta-feira:

- Os nossos relacionamentos ficaram abalados. O abraço precisa esperar.

- Estamos numa luta contra o tempo. São muitas dúvidas: será que vem vacina? Será que vão abrir fronteiras? Será que novos modelos de negócios vão surgir?

- Impactos negativos em vários setores, desemprego, polêmica sobre o tratamento da Covid-19, e pessoas desrespeitando as orientações. De repente a gente se defronta com essa realidade.

- O instinto de socialização também ficou abalado. Começamos a enfrentar a solidão. Estávamos acostumados a ir e vir, trabalhar, passear. De repente meu horizonte ficou pequeno.

- Tudo isso gera tristeza. Será que o mundo, o meu mundo, nunca mais vai voltar ao que era?

- Começamos a desenvolver uma série de crenças limitantes. Será que estou me cuidando o suficiente? Eu não vou dar conta. Eu não aguento mais. São várias crenças limitantes.

- São três perguntas básicas: 1) Quanto tempo isso vai leva e será que vai passar?, 2) O que eu faço, como lido com essa nova realidade?, 3) Como vou desenvolver meu trabalho, meu negócio, minha carreira?

- Quais são as novas necessidades da minha equipe? E como prepará-las para desenvolve as competências que hoje são necessárias?

- Para que consiga implantar a inovação de fato, na minha organização, preciso mostrar as pessoas que elas podem fazer diferente sem que se sintam vulneráveis.

- Pense fora do quadrado, imagine coisas diferentes, seja tolerante a erros. Se não permitir essas coisas, não haverá inovação.

- Precisamos criar um novo mindset (modelo mental) porque as práticas empresariais precisam mudar. E como consigo isso: com autoconhecimento, comunicação não violenta e através da inteligência emocional.

- Habilidade de adaptação. Agora veio uma oportunidade de colocar essa habilidade realmente em prática. Se adaptar a essa nova situação. O mundo não vai voltar tão cedo ao normal.

- Habilidade da colaboração. Eu estou com você, vamos caminhar juntos, somar forças.

- Olhe para os seus colaboradores, perceba como estão. Pergunte-se: o que eu, enquanto  empresa, estou fazendo para manter minha equipe saudável.

- Preciso, enquanto líder, trabalhar e cuidar dos meus liderados, preciso ficar disponível, mesmo que os contatos sejam virtuais. Como serei um líder que faz a diferença?

- A liderança está sendo judiada nesse momento, porque o papel do líder envolve também inspirar as pessoas. Ou seja, não posso expor minha vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, não posso deixar o clima organizacional cair.

- Estamos vivendo um momento inusitado. A gente nunca se deparou com isso. Estamos buscando conhecimento em fatos históricos e estudos da neurociência e da psicologia para saber o que fazer. Estamos numa travessia e não sabemos quanto tempo vai demorar até chegar ao porto seguro. O objetivo de todos é fazer essa travessia do jeito mais leve e saudável possível.

- Para atravessar esse período, tenha a coragem para dizer “vamos juntos, eu estou aqui”. Seja alguém disponível para ouvir e para dizer que o caminho é incerto. Não tenha medo de dizer “não sei”.

- Acreditem em vocês e que podem ser os condutores de equipes, nesse mundo do “não sei”. Sejam tranquilos, corajosos, busquem ajuda no que precisam, conversem, se apoiem.

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UNIUM: Cooperativas têm aumento de 21% no faturamento conjunto após estratégia de intercooperação

Para ganhar mais espaço no mercado e aumentar a produtividade, cooperativas brasileiras com interesses e afinidades em comum vêm formando parcerias estratégicas. A iniciativa, chamada de intercooperação, permite melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a rentabilidade para os cooperados, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região. No Paraná, um exemplo é a Unium, fruto da união das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Diferença - Na prática, a união faz a diferença no dia a dia dos produtores, que já destacam as mudanças. Para Armando Rabbers, cooperado da Castrolanda, em Castro, o cooperativismo garante a possibilidade de um produtor individual competir com os grandes players no mercado. “O pequeno produtor não tem como concorrer. Como cooperativa, formamos uma grande organização e toda a produção é vendida diretamente para a indústria”, explica.

Facilidade - Rabbers, que é produtor de leite, suínos e grãos, também ressalta a facilidade de comprar os insumos necessários para o seu dia a dia na própria cooperativa e poder negociar sua produção localmente, sem perder no faturamento. “O produto final sai ganhando, principalmente na questão da qualidade. Hoje somos tão eficientes quanto o mercado europeu. Além disso, as grandes empresas com sede no Brasil também procuram o nosso produto”, afirma.

Resultados - Com pouco menos de três anos de atividade, a marca institucional aumentou o faturamento conjunto em 21,6% em 2019, o que gerou também resultado aos cooperados, com aumento de 7,9% no faturamento individual. O resultado mais evidente é a qualidade do produto, que tem o envolvimento de todas as etapas de produção cooperadas, sem perder a identidade de cada cooperativa. “Nós percebemos que tínhamos que industrializar para avançar na cadeia de negócios, mas queríamos manter a identidade de cada cooperativa, e suas respectivas independências”, relembra o diretor presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman.

Produção - Desde a criação, a Unium também conquistou resultados mais expressivos de produção. Diariamente, são processados 3,4 milhões de litros de leite e o volume de carne suína produzida ultrapassa 113 mil toneladas ao ano, além de mais de 129 mil toneladas de trigo processadas (dados de 2019). O doutor em engenharia de produção, Gabriel Sperandio Milan, explica que esses resultados vêm a partir dos processos internos adotados no intercooperativismo, como o estímulo à troca de informações técnicas e de mercado, o aprendizado proveniente da interação com os parceiros de negócio, os investimentos em inovação e a evolução nos modelos de gestão das cooperativas.

Sobre a Unium - Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Todas as marcas reunidas pela Unium, inclusive a Alegra, são reconhecidas pela qualidade e excelência. A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência. (Imprensa Unium)

FOTOS: Divulgação

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BOM JESUS: Luiz Baggio participa do Conselho Nacional de Política Agrícola

bom jesus 31 08 2020No dia 26 de agosto, o diretor-presidente da Cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, participou da reunião de posse do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) representando o setor cooperativo. O Conselho possui representantes do sistema produtivo, cooperativista, bancário e de entidades de classe, além de membros de órgãos do governo, como Ministério da Economia, Infraestrutura, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e Ministério da Justiça, e auxiliam o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na tomada de decisões.

Papel - Baggio comenta o papel do conselho. "Este conselho foi criado pela Lei nº 8171/1991 e institui um conselho consultivo junto ao Ministério da Agricultura para estudar e orientar a política agrícola nacional com vários temas (...) Já atuei anteriormente e trabalhado nessa função há mais de 15 anos, e agora estamos de volta com muita honra, muito empenho, muito trabalho, dado a importância do CNPA no momento atual", reforça o presidente da Bom Jesus. Segundo publicação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em seu Instagram, "dialogar é uma maneira de impulsionar a elaboração de políticas públicas eficientes. Voltamos com agendas importantes para os próximos encontros: sustentabilidade, crédito, sanidade e regularização fundiária", afirmou.

Melhores condições - O cooperativismo e a Bom Jesus vêm, ao longo dos anos, buscando melhores condições aos produtores rurais para o Brasil continuar sendo protagonista na produção de alimentos no mundo. (Imprensa Bom Jesus)

 

COAMO I: Cooperativa comemora 30 anos do Programa CICE de Conservação de Energia

coamo I 31 08 2020A Coamo está comemorando 30 anos da instalação do Programa CICE de Conservação de Energia (CICE), que reúne diretamente coordenadores e orientadores e cerca de 500 funcionários em todas as unidades da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O slogan que marca a trajetória vitoriosa deste programa em 2020 é “Cice 30 anos: conservando energia com eficiência.” A coordenação registra que muitos foram os avanços registrados na história do programa e a sua missão vem sendo cumprida em todas as unidades da Coamo.

Missão - A diretoria da Coamo parabeniza a todos os que fizeram parte e, também, àqueles que estão atuando, como membro direto ou indireto, como verdadeiro “Ciceano” sempre atento e comprometido com a prática de ações efetivas para o cumprimento eficaz dos objetivos propostos desde a sua fundação.O

Agradecimento -  presidente da Comissão Central de Energia (CCE) Edenilson Carlos de Oliveira, diretor de Logística e Operações, em vídeo enalteceu o agradecimento a todos pelo comprometimento e engajamento nas ações da Cice, divulgado no ambiente interno e nas redes sociais da cooperativa.

Envolvidos - Edenilson Oliveira destaca o trabalho de todos os envolvidos. “Parabéns a todos os ciceanos, e em especial a equipe da Central da Cice, responsável pelo acompanhamento das faturas, controle e consumo da energia, além da administração dos contratos, dos treinamentos dos funcionários para melhoria contínua das atividades do programa de conservação e utilização racional de energia da cooperativa.”

Novos desafios - O diretor de Logística e Operações acrescenta que, “os tempos mudam, somos chamados a evoluir e a superar novos desafios, a fazer sempre melhor e otimizar a racionalização da energia, mas sempre com o foco na eficiência, seja em uma simples apagar de uma lâmpada, ou ligar um motor de grande potência.”

Mas o que é eficiência energética? - De forma direta, é uma atividade que tem o objetivo da busca contínua do melhor uso das fontes de energia. Assim, quando utilizada de maneira racional estaremos praticando a eficiência energética, que é o uso de modo eficiente da energia para conquistar um resultado satisfatório. Para isso, deve-se levar em consideração a relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. Portanto, percebe-se que as atividades foram realizadas com a mesma qualidade, utilizando menor quantidade de energia elétrica. (Imprensa Coamo)

 

COAMO II: Ações dos Funcionários no Dia “C” impactam mais de 100 mil pessoas

Uma corrente do bem mobiliza todos os anos milhares de funcionários da Coamo em toda a sua área de ação. O trabalho é realizado por meio do Programa ‘5S’, um importante instrumento criado pela gerência de Recursos Humanos há 24 anos que incentiva o voluntariado em diversas ações sociais. De janeiro a julho, mais de 100 mil pessoas foram impactadas direta ou indiretamente pelas atividades em todas as unidades da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Total - No total a Campanha contabilizou mais de 100 ações sociais organizadas e executadas por mais de 5,7 mil voluntários/funcionários da Coamo, Credicoamo, Arcam, Fups e Via Sollus. Entre os produtos arrecadados e doados estão 27.486 itens de higiene pessoal, 20.903 peças de roupas e calçados, 14.448 quilos de alimentos não perecíveis, 6.773 unidades de materiais de limpeza, 102 cobertores. Outra atividade organizada pelo programa 5S é a coordenação de voluntários para doação de sangue. No primeiro semestre foram 58 doadores.

Ação continuada - Neste ano, em função da pandemia do coronavírus, novas medidas foram adotadas. Mas, o objetivo e o trabalho social não foram deixados de lado. O momento passou a exigir novas atividades e a Coamo produziu diversos vídeos de orientação e conscientização sobre a doença. Lives também foram realizadas em seu canal no Youtube sobre diversos temas relacionados ao bem-estar de toda a sociedade. Foram mais de 55 mil visualizações dos vídeos.

Parabéns - Para o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, todos os envolvidos estão de parabéns pelo alto grau de conscientização e bons resultados conquistados. “O Programa 5S é um grande sucesso na Coamo, parabenizamos todos os funcionários e funcionários que estão engajados e comprometidos com a prática e difusão deste importante instrumento que visa a melhoria da autoestima e qualidade de vida de todos”, considera.

Espontâneos - De acordo com ele, as ações são espontâneas e realizadas de forma voluntaria resultando em exemplos de cooperação, solidariedade e de mobilização em favor do desenvolvimento interno e das comunidades. “Há uma melhoria no relacionamento e nos atendimentos dos serviços prestados pela cooperativa. O voluntariado proporciona um ambiente mais harmonioso para os funcionários, seja na empresa ou no âmbito familiar. Os participantes sentem-se felizes e agradecidos em trabalhar em uma cooperativa que mantém este programa”, diz.

Saiba mais - O Programa "5 S" da Coamo conta com a participação efetiva dos funcionários e familiares em toda a sua área de ação nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Com origem no Japão, trata-se de um importante instrumento que abrange melhorias no ambiente por meio de cinco atividades sequenciais e cíclicas, iniciadas pela letra "S", sendo Seiri (Utilização), Seiton (Ordenação), Seisou (Limpeza), Seiketsu (Saúde) e Shitsuke (Autodisciplina). Na Coamo, como evolução e melhoria, foram implantados mais dois esses, sendo "S" do Social e o "S" da Sustentabilidade.

Objetivo - Entre os objetivos do Programa "5 S" estão a melhoria de vida, a integração e o relacionamento entre os funcionários e sua família, assim como, um melhor atendimento aos cooperados, clientes e fornecedores. (Imprensa Coamo)

 

coamo II 31 08 2020

COOPAVEL: Recuperação da economia brasileira vai surpreender, afirma deputado Nishimori

coopavel 31 08 2020O processo de recuperação da economia brasileira vai ser muito mais rápido e dinâmico do que muitos pensam. A retomada dos indicadores de empregos e da atividade produtiva nacional vai surpreender, afirmou o deputado federal Luiz Nishimori (PL/PR) em visita, na tarde de quinta-feira (27/08), ao presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. O agronegócio, que vive um momento excepcional, será o grande puxador dessa recuperação, assegurou o parlamentar, que esteve em Cascavel depois de acompanhar o presidente Jair Bolsonaro em uma extensa agenda de compromissos em Foz do Iguaçu.

Avanço - Com o pulso determinado de Bolsonaro e o conhecimento técnico do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, o Brasil vinha muito bem. “Estávamos avançando rapidamente para deixar para traz as sequelas de um período de extrema dificuldade, mas então veio a pandemia. Precisamos nos ajustar, seguir recomendações e adotar novos hábitos para preservar vidas. As medidas de isolamento, por sua vez, afetaram o desempenho de inúmeros setores e teremos redução do PIB em 2020”. Entretanto, se olharmos para o Brasil e o que já começa a acontecer aqui, seguiu o deputado, isso comparativamente aos nossos vizinhos e outros países do mundo, percebe-se que sairemos da crise mais rapidamente.

Redução das perspectivas de queda - As medidas de apoio a empresas, a facilitação do crédito e o auxílio emergencial, somados ao agronegócio em um momento tão especial, reduzem as perspectivas de queda no crescimento, e isso é muito bom, conforme Nishimori. A aproximação de Bolsonaro do Congresso aumenta a confiança na aprovação das reformas, principalmente da tributária que trará, entre outras coisas, simplificação e unificação de impostos. O investimento em obras de infraestrutura é outro aspecto destacado pelo parlamentar. “O ministro Tarcísio (Freitas, dos Transportes) tem feito um excelente trabalho. Só no Paraná, o governo federal vai entregar em quatro anos 2,4 mil quilômetros de duplicação”.

Carnes - O bom momento do agronegócio está associado também à forte demanda por carnes e à recente conquista de seis estados, entre eles o Paraná, de status de área livre da febre aftosa sem vacinação. “Isso vai abrir um mercado enorme à nossa proteína, principalmente à suína. E atrairemos consumidores que remuneram melhor pela qualidade do que compram, a exemplo do Japão”. Luiz Nishimori foi convidado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para ser uma espécie de “embaixador da carne brasileira” nos países da Ásia. “Divulgamos principalmente a paranaense, que tem forte conexão com as cooperativas, como a Coopavel, que são modelo de organização, responsabilidade e trabalho”.

Bons fatores- Dilvo Grolli acentuou a importância das considerações de Nishimori com alguns números: “O deputado está com a razão. O Brasil vai sair mais cedo do que muitos pensam desse momento de dificuldades, e vamos sim surpreender o mundo. A inflação ficará em menos de 3%, a Selic está no menor patamar histórico de 2%, as exportações estão crescendo e o recuo do PIB (em cerca de 4,5%) ficará abaixo do que se previa”. O presidente da Coopavel cita também o compromisso do atual governo de atacar a corrupção e de dar oportunidades à iniciativa privada de produzir e gerar riquezas.

Consequências - A visão estratégica de Bolsonaro e do ministro Guedes, que ao mesmo tempo em que priorizaram a vida deram atenção à economia, minimiza consequências. E já para 2021, a previsão é de crescimento de 3% no PIB, segundo Dilvo, que fez um agradecimento especial ao deputado Nishimori: “É um parlamentar que conhece as potencialidades do Paraná, que incentiva e divulga os nossos produtos no exterior, principalmente no mercado asiático”. A Coopavel, ressaltou Dilvo, é muito grata a Nishimori, um deputado empenhado em contribuir para a construção de um País melhor a todos. (Imprensa Coopavel)

 

PRIMATO I: Cooperativismo e os pioneiros na pecuária de leite

primato I 31 08 2020O cooperativismo é um dos maiores incentivadores de pequenos e médios produtores rurais de todo país, fazendo a representatividade e atuando como facilitador no processo de desenvolvimento da atividade na propriedade. Quem faz parte de uma cooperativa entende a importância deste diferencial em vários aspectos, seja na negociação de produtos, com melhores prazos e condições, na assistência técnica que contribui para a otimização de recursos, espaços e tempo, assim como a participação nos lucros na distribuição de sobras em cada exercício (ano de trabalho).

Relação duradoura - Por isso, quem faz parte de uma cooperativa tende a ter uma relação duradoura, de respeito e reciprocidade. E tudo começa por quem ajuda a constituir a cooperativa, os chamados sócios-fundadores.

Guaraniaçu - Um exemplo de relacionamento duradouro vem do cooperado Milton José Rotta, da Comunidade Belarmino, em Guaraniaçu, na região do Cantu no Paraná. “Nossa propriedade é de 25 hectares, onde atuamos com a pecuária de leite e um pouco com a agricultura. Nosso plantel é de 80 animais, sendo 60 em lactação, com uma média geral de 25 litros cada, em duas ordenhas diárias”, relatou o cooperado. Milton é um dos sócios fundadores da unidade da Primato em Guaraniaçu, um cooperado que faz praticamente todos os seus negócios relacionados a atividade leiteira com a cooperativa.

Ração - Na parte da nutrição animal Milton destacou a qualidade e o período que vem utilizando a ração da Primato. “Atualmente eu utilizo a Prima Raça 22% especial e classifico como uma das melhores do mercado em comparação com outras empresas. Sou um dos sócios fundadores da cooperativa aqui em Guaraniaçu e o primeiro pedido de ração da Primato feito na cidade foi eu quem fiz”, destacou o cooperado que complementou, “eu usei outras rações nesse período, mas em questão de produção e sanidade dos animais, na minha opinião a Prima Raça é a melhor”.

Produção - Outro destaque foi na produção, que segundo Milton, “há mais de três anos quando retornei o uso da Prima Raça, em apenas um dia, foram 100 litros a mais com o mesmo plantel”.

Cooperativa - Por ter sido um dos sócios fundadores da unidade de Guaraniaçu, o cooperado destacou a importância de fazer parte da cooperativa. “Considero fundamental para que possamos desenvolver nossas atividades no campo, afinal, temos tranquilidade na entrega do leite, boas negociações na compra de insumos e nutrição animal, assistência técnica que nos auxilia a trabalharmos direitinho, uma ração de extrema qualidade e além disso tudo, temos a participação nas sobras conforme nossa movimentação com a cooperativa todos os anos”, enfatizou Rotta que concluiu, “e como negociamos quase tudo com a Primato, isso faz a diferença no final de cada ano”.

Auxílio - Milton Rotta conta com o auxílio de mais dois funcionários nas atividades da propriedade. (Imprensa Primato)

 

PRIMATO II: Reunião de Campo Digital discute cooperativismo

primato II 31 08 2020Na última terça-feira (25/08) foi realizada a quinta live da série Reunião de Campo Digital Primato 2020 que teve o tema “Cooperativismo”, com o gerente de gente e gestão da Primato, Edivan Junior Meneguetti, encarregado financeiro, Carlos Augusto Eggers Hech e a agente de cooperativismo Carolina Garcia de Souza. O mediador foi o jornalista, publicitário e especialista em marketing Daniel Meneghini. Os temas abordados foram o GPTW (Ótimo Lugar para trabalhar), organização do quadro social, linhas de crédito ao cooperado e Programa de Excelência na Gestão.

Quadro social - O primeiro tópico da live foi a respeito da importância do cooperado e como funciona o quadro social. “Quando falamos de quadro social estamos nos referindo aos sócios da cooperativa, os cooperados que são os donos. Hoje a Primato conta com mais de 8600 cooperados, que demonstra a evolução do quadro social que quase triplicou em cinco anos, distribuído em cerca de 300 municípios e localidades, no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, atuando com diversas atividades, entre as principais suinocultura, pecuária de corte, leite, piscicultura e agrícola”, explicou Carolina que complementou, “e com base nas informações a Primato atua para aplicar a melhor solução para cada perfil de cooperado”.

Crédito - “A cooperativa, além de auxiliar o cooperado na parte de assistência técnica, educação e na gestão da propriedade, disponibiliza o serviço de assessoria para obtenção de linhas de crédito junto às instituições parceiras, fazendo todo o trabalho burocrático e que demanda tempo e atenção, fazendo com que o cooperado possa focar no trabalho em sua propriedade”, explicou Carlos que complementou, “por isso, venha conversar conosco e iremos analisar o seu caso e auxiliar na captação deste crédito para melhorias em sua propriedade”.

Cooperados - O gerente de gente e gestão, Edivan Junior Meneguetti, apresentou a importância dos cooperados saberem como funciona toda a sua cooperativa. “Aos cooperados que nos acompanham queremos destacar que a cooperativa é muito mais ainda do que o assistente técnico, vendas, logística, indústria e diretoria, mas sim, há um grupo grande de colaboradores que atuam atrás dos bastidores para que a engrenagem da cooperativa funcione muito bem, dando suporte na parte financeira, educação cooperativista, na tecnologia da informação, entre tantos outros. Por isso fazemos convite a todos cooperados para que busquem conhecer a Primato, para entender e se envolver cada vez mais e assim possamos ter um quadro social mais envolvido, debatendo e ajudando a construir o futuro, juntos”.

Tópicos - Na sequência, os tópicos abordados foram o GPTW (Ótimo Lugar para trabalhar) e o Programa de Excelência na Gestão.

Evento - Quem ainda não assistiu a quinta edição da Reunião de Campo Digital Primato basta acessar os canais da Primato no Youtube (primatocooperativaagroindustrial) e também pela página do Facebook (@CooperativaAgroindustrialPrimato). (Imprensa Primato)

 

UNIPRIME: Cooperados poderão contar com o Pix

uniprime 31 08 2020Desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, o Pix é o novo meio de pagamento, recebimento e transferência que deverá ser disponibilizado pelas instituições financeiras em 16 de novembro de 2020. A Uniprime aderiu ao Pix e já iniciou ação de aceite de seus cooperados para cadastramento da Chave Pix, um “apelido” que representará as informações da conta, como agência, número e tipo de conta, e que facilitará as transações.

Novo jeito de pagar, receber e transferir dinheiro - A nova modalidade promete revolucionar as transações financeiras, uma vez que - diferente do que acontece com TED, DOC ou boletos - as transferências e os pagamentos ocorrerão em até 10 segundos e poderão ser feitos 24 horas por dia, todos os dias do ano, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Ou seja, ao realizar um Pix, o dinheiro sai da conta do pagador e vai diretamente para a conta de quem receberá os valores, tudo em tempo real.

Custo - Além da rapidez e disponibilidade deste novo meio de pagamento, outra evolução do Pix está relacionada ao custo: as transações serão mais baratas e promete eliminar boa parte dos valores gastos hoje na efetivação de uma TED, por exemplo, ou na geração de boletos.

Chave PIX - Tanto as contas Pessoa Física (PF) quanto Pessoa Jurídica (PJ) poderão aderir ao Pix. Ou seja, as operações pelo Pix poderão ser de pessoa para pessoa, de pessoa para empresa, de empresa para empresa e, também, de pessoa e empresas para o governo (como, por exemplo, nos pagamentos de impostos federais).

Conexão - A chave é uma forma de conectar as informações da conta a um “apelido” mais prático para o dia a dia. Assim, ao realizar as transações via Pix, será necessário que o cooperado apenas informe a chave Pix cadastrada, eliminando a necessidade de informar todos os dados bancários, como número da agência, número da conta corrente, dígito, e demais informações comumente solicitadas ao pagar, receber ou transferir dinheiro. A identificação de contas por apelido deve gerar grande adesão e ainda mais agilidade nos pagamentos via Pix.

Opções - Para cadastrar a chave Pix, o cooperado Uniprime poderá escolher uma das opções entre: CPF/CNPJ, número do telefone celular, e-mail e/ou chave aleatória (números gerados pelo Banco Central). Cada pessoa física poderá cadastrar até 5 chaves por conta transacional; para pessoas jurídicas, o limite é de 20 chaves. Cada chave só poderá ser vinculada a uma única conta.

Cadastro - Nesse momento, o cooperado poderá dar o consentimento para a Uniprime cadastrar seu CPF/CNPJ em uma única conta. A partir de 05/10, poderá cadastrar todas as chaves pelo App Uniprime Mobile Banking.

Mais - Saiba mais em: www.uniprimebr.com.br/pix. (Imprensa Uniprime)

FOTO: Divulgação / Banco Central

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Campanha Eu coopero com a Economia Local conquista comércio da Regional Norte

sicredi uniao 31 08 2020A campanha “Eu coopero com a economia local”, idealizada pelo sistema Sicredi, já começa a se espalhar pelas cidades da Regional Norte da cooperativa Sicredi União PR/SP, num movimento que vem contagiando e conscientizando comerciantes e empresários. O objetivo da campanha é incentivar o consumo de produtos locais de todos os ramos de negócios.

Valorização - A empresária Karina Aliano, de Ibiporã, proprietária da loja de roupas Evana Bloom , não teve dúvidas em abraçar a campanha. “Logo que conheci os objetivos, achei muito bacana. Vejo que muitas pessoas saem de Ibiporã para comprar em outras cidades por não terem um olhar para o comércio local. Minha loja é pequena, mas emprego quatro pessoas” comenta.

Qualidade - Simpatizante do cooperativismo há bastante tempo, Karina comenta que sempre teve a atitude de comprar e também divulgar, em sua rede social, o comércio local. “Quero mostrar para os moradores de Ibiporã que aqui também tem um local para comprar um bom perfume, uma boa roupa”, comenta.

Hora certa - Num momento em que muitos passam por dificuldades, a empresária considera que a campanha vem em boa hora. “Vemos grandes redes fechando e o comércio local está sobrevivendo. E precisa continuar porque o dinheiro gira no município”.

Despertar - Em Londrina, o empresário Milton Pavan, do restaurante Pastel Mel, aderiu à campanha e despertou para a importância de fortalecer o comércio local. “Não era algo que eu pensava antes. Buscava o que me agradasse, independentemente de estar longe ou perto. Mas, se olhasse bem, veria que tinha aqui do lado”, comenta. Para ele, a campanha tem o mérito de reforçar o espírito de coletividade. “Quando o entorno vai se fortalecendo começa um movimento como uma onda, que vai aumentando e conscientizando muitos outros”, diz.

Resgate - O diretor-executivo da Sicredi União PR/SP, Rogério Machado, explica que o movimento começou, teoricamente em 2014, quando surgiu a ideia de resgatar o modelo de criação do sistema Sicredi, que era de se aproximar dos empresários locais. “Em 1985, a cooperativa Sicredi União PR/SP começou dessa forma e agora queremos resgatar essas iniciativas”, lembrou.

Impacto positivo - A estratégia da campanha será impactar positivamente diversos públicos, desde pequenos comerciantes e produtores rurais, para que se sintam apoiados pela campanha; associados do Sicredi, para que contribuam com a divulgação das mensagens e aproveitem oportunidades de negócio que possam surgir com ela; e consumidores, para que se conscientizem sobre seu papel na movimentação da economia de suas regiões por meio de seu comportamento de consumo. A iniciativa também convida entidades e os meios de comunicação para se engajarem e fortalecer a propagação do movimento.

Marketplace - Para fomentar as interações comerciais entre seus associados, a instituição disponibiliza desde 2019 o Sicredi Conecta, aplicativo de marketplace que permite a eles fazerem anúncios e vendas de produtos e serviços, sem cobrança de taxas por isso. A solução tecnológica impulsiona empreendedorismo em diversos setores da economia e regiões do país. Na solução já é utilizada por cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi em 15 estados: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Hot site - A Sicredi também colocou no ar um hotsite que servirá de fonte de informações e ferramenta de apoio a empresários - https://economialocalsicredi.com.br/. Em destaque na home, um vídeo-manifesto dá as boas-vindas aos visitantes com explicações sobre o que é o movimento e seus objetivos, ressaltando os efeitos transformadores do cooperativismo como impulsionador de economias regionais e, portanto, um dos motores da economia brasileira.

Peças disponíveis - Em uma área específica para empreendedores que buscam desenvolver seus negócios, estão disponíveis vídeos gravados por colaboradores do Sicredi que explicam o que são as redes sociais, como criar contas empresariais nessas mídias, dicas de conteúdo, micromarketing, atendimento, fluxo de caixa, negociação com fornecedores e oportunidades de inovação com meios de pagamento digitais. Temas como esses também são abordados em e-books, disponibilizados para download.

Anúncios digitais - Os visitantes do hotsite do movimento “Eu Coopero com a Economia Local” podem ter acesso a um gerador de anúncios digitais com o qual empresários podem criar, de maneira personalizada, cards para Facebook, folhetos e banners, entre outros itens de comunicação online que os ajudam a impulsionar os seus estabelecimentos em ambientes digitais. Há também informações sobre o aplicativo Sicredi Conecta, marketplace com o qual associados do Sicredi podem realizar negócios entre si.

Relevância - "Acredito muito nessa campanha e queremos que ela seja relevante para associados, e percebida por toda a comunidade”, destacou Machado. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativa apoia criação do Inovus, espaço de inovação da Acim

siboob metropolitano 31 08 2020O Sicoob Metropolitano é um dos apoiadores do Inovus, o espaço de inovação criado pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) que foi inaugurado no dia 17 de agosto de forma virtual, com transmissão ao vivo.

Funcionamento - Instalado dentro da Acim, o Inovus vai funcionar a partir do ano que vem, com a proposta de ajudar empresas associadas, sejam elas grandes ou pequenas, a desenvolverem novos produtos, serviços ou processos. Elas irão contar com a orientação de consultores e com o Design Sprint, uma metodologia que permite testar uma ideia ou projeto em poucos dias.

Micro e pequenos negócios - A ideia do Inovus não é atender somente startups, mas contribuir para consolidar a cultura de inovação entre os micro e pequenos negócios de Maringá e região. Para colaborar com o projeto, o Sicoob Metropolitano irá ofertar um programa de aceleração gratuito, por meio da Evoa Aceleradora, que hoje é apoiada pela Acim.

Missão - O presidente do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, relembra que a missão da cooperativa é promover o desenvolvimento da comunidade onde está presente e o Inovus é uma forma de materializar isso. “Acreditamos que a inovação impacta positivamente a economia local, gerando um círculo virtuoso. A parceria com a Acim para a criação do Inovus nos dá muito orgulho e com certeza novos projetos virão”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

GRÃOS I: Safra de verão deverá chegar a 24,3 milhões de toneladas

Na primeira avaliação da safra de verão 2020/21, que começa a ser plantada em todo o Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, estima um volume de 24,3 milhões de toneladas de grãos, numa área de seis milhões de hectares, a maior ocupada até agora no Estado. São 65 mil hectares a mais do que a safra anterior, que serão basicamente ocupados pela soja.

Predomínio - Segundo o Deral, cerca de 98% da produção estimada será soja e milho, com predomínio da soja, cujo desempenho está difícil de ser superado. A saca de soja está sendo negociada por um valor superior a R$ 100,00, o que faz os produtores optarem pelo grão.

Reta final - A safra de grãos 19/20, que está na reta final, abrange a safra de verão, a segunda safra e a safra de inverno. Ela poderá ser 14% maior em relação ao período anterior (2018/19), turbinada pelos elevados níveis de produtividade da soja, milho, feijão e trigo e deve chegar a 41 milhões de toneladas. A produção de trigo pode apresentar um recuo por causa de seca e geada recente, mas ainda assim será uma das melhores safras dos últimos anos.

Estimativa - A estimativa de produção da safra de verão é um pouco menor, em torno de 2%, na comparação com a safra anterior que totalizou 24,7 milhões de toneladas no mesmo período. A produtividade da safra que está sendo encerrada foi muito alta.

Cenário bom - O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, disse que o cenário agrícola no Paraná é bom tanto para a atual safra, que está sendo finalizada, como para a próxima que começa a ser plantada. “Os produtores estão colhendo a safra 19/20 com um ambiente econômico razoável para os preços, estimulando-os a vender antecipadamente, como no caso da soja e milho. Esses grãos estão com preço em patamar elevado que cobre qualquer custo de produção”.

Avanço - Ele afirmou que houve um avanço importante do milho safrinha, cuja redução foi menor do que se esperava por causa da seca e houve uma recomposição com o avanço da colheita. E a safra de inverno, na sua avaliação, com a expectativa de colher um total de 4,25 milhões de toneladas, também é boa. Destacou o desempenho do trigo que desponta como satisfatório, apesar de perdas em algumas regiões.

Nova safra - Para a nova safra 20/21, Ortigara enfatizou o pequeno aumento de área plantada, prevendo que o cultivo de grãos deverá avançar em áreas de pastagens no arenito e pequena redução no plantio de feijão. As demais culturas mantêm a área de plantio estabilizada, ressaltou o secretário.

Pacote tecnológico - Para o diretor do Deral, Salatiel Turra, os produtores paranaenses vêm obtendo excelentes níveis de produção graças ao pacote tecnológico utilizado e ao manejo adequado dos solos, refletindo uma preocupação em garantir ganhos em produtividade mesmo em situações adversas como ocorreu este ano, onde houve uma estiagem severa. “Com isso, os produtores estão conseguindo assegurar seu lucro e sua renda”, acrescentou.

SAFRA 2020/21

Soja - Segundo o Deral, na safra 20/21 o plantio de soja deverá ocupar quase a totalidade da área agricultável do Paraná. Dos seis milhões de hectares agricultáveis no Estado 5,53 milhões de hectares serão ocupados pelo grão. Essa área será cerca de 1% maior em relação à que foi ocupada pela cultura no ano passado, o que demonstra que o plantio de soja é disparado a opção do produtor em busca de rentabilidade na propriedade. O acréscimo de área só não será maior porque não há mais terra agricultável no Estado, disse o economista Marcelo Garrido.

Produção esperada - A produção esperada na safra 20/21 é de 20,4 milhões de toneladas, em torno de 1% inferior à produção da safra anterior que alcançou 20,66 milhões de toneladas, atingindo novo recorde de produção no Estado. Para essa estimativa foram considerados níveis de produtividade normais para a cultura.

Produtividade média - Garrido explicou que a produtividade média da soja alcançada na safra anterior de 3,8 quilos por hectare foi acima das expectativas. O resultado foi atribuído aos avanços da tecnologia e aos trabalhos de manejo do solo que vem sendo feitos pelo produtor.

Câmbio - O combustível para essa euforia vem sendo o câmbio, disse Garrido. A saca foi negociada em média por R$ 113,00, na última semana de agosto, valor 57% a mais que a média de agosto do ano passado, quando a soja foi vendida por R$ 72,00 a saca. Segundo Garrido, no mercado externo as cotações estão estabilizadas, mas a nível interno o valor do câmbio está fazendo a diferença. Para se ter uma ideia, o dólar teve uma valorização de 35% no período de um ano.

China - Além do câmbio, está contribuindo para a valorização da soja a preferência da China em comprar o grão do Brasil em decorrência do conflito comercial com os EUA. Para aproveitar o período favorável, o produtor está antecipando as vendas. Segundo o Deral, 32% da próxima safra de soja já foi vendida, praticamente o dobro do que foi vendido de forma antecipada no mesmo período do ano passado.

Milho - Apesar do preço do milho também estar surpreendente, a área plantada com o grão na primeira safra apresenta uma estabilidade em relação ao plantio anterior. A cultura deverá ocupar uma área de 358,6 mil hectares, praticamente igual ao mesmo período do ano anterior quando ocupou 356 mil hectares.

Competição feroz - Segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio, a competição com a soja é feroz e os produtores optam por plantar mais milho na segunda safra. Com uma área um pouco maior, mas com níveis de produtividade normais, a produção esperada para a primeira safra para a temporada 2020/21 cai 3% em relação ao ano passado.

Menos - O Deral está estimando uma produção de 3,44 milhões de toneladas, cerca de 120 mil toneladas a menos que em igual período do ano passado. Gervásio explicou que a estimativa atual reflete os níveis normais de produtividade para o grão, cuja média no Estado é de 9.600 quilos por hectare. Já a safra anterior teve recorde de produtividade que alcançou 10 mil quilos por hectare na média do Estado.

Feijão - No Paraná, o plantio de feijão da safra 20/21 já começou com uma expectativa de redução de área plantada com o feijão de primeira safra em torno de 2%. No ano passado foram plantados 152,4 mil hectares e este ano devem ser plantados 149,6 mil hectares. Com área menor e condições normais de produtividade, a produção esperada também é menor em torno de 4%, devendo cair de 316,2 mil toneladas colhidas na primeira etapa da safra anterior para 302,1 mil toneladas previstas para igual período deste ano.

Volatilidade - O engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, disse que o feijão tem muita volatilidade tanto no período de desenvolvimento, muito suscetível a qualquer alteração climática, como na comercialização. Daí a preferência dos produtores por plantar soja e milho em detrimento do feijão.

Influência - Na decisão de plantar o feijão, também há a influência do plantio nas demais regiões do País, devendo haver um ajuste entre a oferta e a demanda. “Com isso o feijão vai sofrer redução de área plantada em todo o País”, enfatizou Salvador.

Custo de produção - Segundo ele, o custo de produção pesa na decisão do produtor. Os três principais insumos como a aquisição de sementes e aplicação de fertilizantes e agrotóxicos pesam praticamente a metade do custo de produção do feijão.

Valor - Atualmente o feijão-de-cor está sendo negociado em média por R$ 193,00 a saca com 60 quilos, que corresponde a uma redução de 2% ao que vinha sendo negociado no mês passado, quando o feijão foi vendido, em média, por R$ 196,00 a saca. O feijão-preto, ao contrário, teve uma valorização de 11%. Está sendo vendido, em média, por R$ 225,00 a saca, contra R$ 202,00 a saca vendida no mês passado.

Mandioca - O plantio de mandioca no Paraná se concentra nos três últimos meses do ano, devendo ocupar uma área de 140,9 mil hectares, um ligeiro aumento sobre o plantio anterior que ocupou 140,1 mil hectares, com predomínio das lavouras na região Noroeste do Estado. A previsão de produção para a safra 20/21, em condições normais de clima, é de 3,37 milhões de toneladas, praticamente a mesma produção do ano anterior que alcançou volume de 3,13 milhões de toneladas.

Comercialização - Segundo o economista do Deral, Methódio Goxko, a mandioca e seus derivados mais produzidos no Paraná, como fécula e farinha, vem enfrentando problemas de comercialização. Choveu no Nordeste do País, o que diminuiu a demanda pela compra da mandioca no Paraná. E a indústria de fécula também diminuiu o consumo em função da paralisação de fábricas por causa da pandemia. Para agravar, o consumo de mandioca e farinha é baixo na região Sul.

Preços - Em função da queda da demanda, os preços praticados este ano estão em torno de R$ 341,00 a tonelada de raiz colocada na indústria, o que está deixando os produtores insatisfeitos, porque está ligeiramente acima do ano passado quando a raiz foi comercializada em média por R$ 322,00 a tonelada.

Mão de obra - Além disso, o pequeno e médio produtor também enfrenta problema com mão de obra, por causa da pandemia que impôs uma série de restrições no transporte dos trabalhadores. Com a isso, a cultura se torna mais disponível ao grande produtor que é mais estruturado e se adaptou rapidamente às exigências.

SAFRA 2019/20

Milho segunda safra - Na segunda safra de milho da temporada 2019/20, cuja colheita já alcançou 67% da área plantada, a estimativa de produção aponta para um volume de 11,8 milhões de toneladas, devendo totalizar um total de 15,3 milhões de toneladas entre a primeira e segunda safra. Mesmo sendo um bom volume que atende o abastecimento interno, Gervásio destacou que a segunda safra de milho reflete uma perda de 10% em relação ao que vinha sendo estimado, em decorrência da estiagem.

Valorizado - A exemplo da soja, o milho também está valorizado no mercado interno e externo, sendo vendido na última semana pelo preço recorde de R$ 48,49 a saca, 74% maior do que o preço da saca de milho comercializada em agosto do ano passado.

Contratos futuros - Por causa dos bons preços, há contratos futuros para venda de milho acima de R$ 50,00 a saca, valor que certamente vai impactar no aumento do frango e do suíno para o ano que vem, avisou Gervásio.

Café - O período seco que prejudicou a lavoura de café no Paraná em período de formação dos grãos depois ajudou a colheita, facilitando os trabalhos de secagem o que interferiu para melhorar a qualidade da bebida, disse o engenheiro agrônomo do Deral Paulo Franzini.

Colheita concluída - A colheita foi concluída com um volume de 950 mil sacas beneficiadas, praticamente o mesmo volume do ano passado. Mas para o produtor, o sentimento é de perda porque ele esperava mais, disse Franzini. Não fosse a seca, poderiam ser colhidas acima de um milhão de sacas este ano, que é marcado pela bienalidade positiva.

Commodity de valor - Como a soja e o milho, o café é uma commoditie valorizada no mercado externo, refletindo nos preços praticados internamente. Segundo o Deral, o preço médio do café pago ao produtor em agosto foi de R$ 492,00 a saca com 60 quilos, valor 29% superior ao ano passado quando o preço médio do café era de R$ 380,00 a saca.

Custo - Porém, 60% desses valores são gastos com mão de obra, que é o maior custo da lavoura, disse Franzini. Segundo ele, para o café se tornar mais rentável ao produtor ele precisa investir constantemente na renovação das lavouras e na incorporação de fertilizantes no solo, para aumentar a produtividade. Também deve recorrer ao uso da mecanização, que deve aliviar em torno de 30% no custo de produção.

Trigo - As geadas da última semana afetaram as lavouras de trigo, assim como a seca já tinha afetado em torno de 3%, reduzindo a expectativa de produção em torno de 250 mil toneladas. Mas ainda assim o Paraná deverá colher a melhor safra desde 2016. A produção de trigo no Estado este ano deve atingir 3,47 milhões de toneladas, um aumento de 62% em relação ao ano passado quando foram colhidas 2,14 milhões de toneladas.

Geadas - Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, cerca de 20% da área plantada, de 1,1 milhão de hectares, está com resultado incerto devido às geadas que foram recentes e os resultados mais efetivos aparecerão com o avanço da colheita que está no início.

Reação - Os preços do trigo já reagiram no mercado em decorrência do clima. Hoje o trigo está sendo negociado a R$ 58,00 a saca com 60 quilos, 26% a mais do que foi negociado em igual período do ano passado.

Cevada - Cerca de 90% da área plantada com cevada no Paraná (62,7 mil hectares) está em desenvolvimento vegetativo e felizmente foi pouco afetada pelas geadas, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira. O município de Guarapuava, maior produtor, concentra cerca de 60% da produção de cevada no Estado, não foi prejudicado porque está com 100% da área plantada em desenvolvimento vegetativo.

Ponta Grossa - Já a região de Ponta Grossa, a segunda maior produtora, com 26% da produção estadual, está com 35% da área plantada em floração e foi atingida pelas geadas da última semana, mas ainda é cedo para saber o nível de prejuízo, disse Nogueira.

Volume maior - O Deral mantém a produção de cevada em 289 mil toneladas no Estado, volume 13% acima da produção do ano passado. Nos contratos futuros, a cevada está sendo negociada a R$ 60,60 a saca com 60 quilos. (Agência de Notícias do Paraná)

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GRÃOS II: Boletim agropecuário analisa produção no Estado

graos II 31 08 2020O primeiro levantamento da safra de verão, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), é um dos principais assuntos tratados no Boletim Semanal de Conjuntura, referente à semana de 23 a 28 de agosto. O boletim também traz análise sobre o desenvolvimento de algumas das culturas do Estado e informações sobre preços praticados na semana.

Plantio - Com relação à safra, o documento destaca a previsão de os produtores paranaenses plantarem 6,06 milhões de hectares, crescimento de 1% em relação à safra de verão 19/20. Mas a produção de grãos, pela estimativa, deve ficar um pouco abaixo, caindo de 24,7 milhões de toneladas para 24,3 milhões de toneladas.

Bons preços - Algumas das culturas com perspectiva de crescimento na área plantada foram influenciadas, sobretudo, pelos bons preços. A soja, grão mais produzido no Estado, é uma delas. A previsão é de aumento de 1,2% na área plantada, o que representa pouco mais de 65 mil hectares, suficiente para garantir a maior extensão já semeada no Paraná. Igualmente influenciado pelo preço, o milho deve passar de 356 mil hectares para 359 mil hectares.

Feijão - Entre os principais grãos produzidos no Paraná, o boletim semanal fala, ainda, do feijão, que já está com semeadura em 2% dos 149 mil hectares projetados. Estima-se que a produção chegue a 302 mil toneladas. Sobre o café, o registro é da fase final de colheita tanto no Paraná quanto no Brasil. A expectativa, no Estado, é que o clima tenha preservado a boa qualidade da bebida.

Trigo e mandioca - Ao tratar do trigo, o documento aponta que houve piora nas condições das lavouras em comparação com a semana passada. Para isso contribuíram a geada, a seca e o posterior excesso de chuvas. Ainda não há um levantamento preciso, mas já se prevê perda de aproximadamente 200 mil toneladas, o que corresponde a 5% do potencial.

Chuvas e geada - As chuvas da semana passada e a geada também não favoreceram as atividades relacionadas à mandioca. Apesar disso, a expectativa é que a produção chegue a 3,4 milhões de toneladas do produto em raiz, o que representa aumento de 9,7% em relação à safra anterior. Mas os preços ao produtor ainda continuam baixos.

Outros produtos - O boletim semanal também discorre sobre o morango, terceira fruta em movimentação de capital no Estado, que gerou, no ano passado, R$ 205,7 milhões. Na olericultura, a análise é em relação à batata da primeira safra, à cebola e ao tomate também de primeira safra.

Avicultura - É reservado, ainda, espaço para comentários sobre os preços praticados na avicultura de postura e sobre a importância desse segmento no Paraná. Por fim, há um texto tratando da importância do leite para a saúde. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FUNCAFÉ: Governo aprova redução de taxas de juros para setor cafeeiro

funcafe 31 08 2020As taxas de juros com recursos do Funcafé (Fundo de Defesa da Economia Cafeeira) foram reduzidas e passam de 6% ao ano para 5,25% nas operações de custeio, comercialização e Financiamento para Aquisição de Café (Fac) para cooperativas; de 7,5% para 6,75% para capital de giro para indústrias e FAC para demais tomadores.

Empréstimos - Também a remuneração do Funcafé sobre os empréstimos realizados pelas instituições financeiras passa de 3% para 2,25%. As novas taxas começaram a valer na sexta-feira (28/08).

Definição - Os novos valores das taxas de juros para o setor cafeeiro foram definidos na quinta-feira (27/08) em reunião do Conselho Monetário Nacional, que aprovou a proposta encaminhada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A redução foi linear em 0,75 pontos percentuais, inclusive na remuneração do Fundo.

Sintonia - “Essa redução, que foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Economia Cafeeira (CDPC), vem em sintonia com o ambiente de redução da taxa básica de juros da economia, trazendo para os produtores, cooperativas e industrias do café os benefícios desse novo cenário econômico”, destaca o secretário de Política Agrícola do Mapa, César Halum.

Fortalecimento - “Esse benefício certamente contribuirá para o fortalecimento da cadeia do café no Brasil com a oferta de crédito mais barato”, comentou o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento, Silvio Farnese.

Aplicação - Os agentes financeiros que operaram com o Funcafé poderão aplicar essa medida assim que for publicada a resolução do Banco Central. Para a safra 2020/2021 estão destinados R$ 5,7 bilhões para financiamento do setor com a participação de 31 agentes financeiros que assinaram contrato com o Mapa.

Pronaf - Outra medida aprovada pelo CMN foi a redução das taxas de juros dos créditos de custeio e investimento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), de 4% para 2,75%, para agricultores familiares prejudicados por vendavais, independentemente da sua atividade produtiva.

Julho - Em julho, o CMN já havia reduzido a taxa de juros dessas operações para os agricultores cujas atividades foram prejudicadas pelo “Ciclone Bomba”, que atingiu a região Sul, no início do mês de junho, provocando danos em diversos municípios e na atividade rural de muitos produtores, especialmente os agricultores familiares.

Eventos adversos - A resolução do Conselho levou em consideração os eventos adversos relacionados a vendavais que ocorreram até 15 de agosto deste ano. (Mapa)

FOTO: Rudy and Peter Skitterians / Pixabay

 

SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO: Brasil tem primeira linha de produtos carne carbono neutro

sustentabilidade 31 08 2020Foi lançada, na quinta-feira (27/08), a primeira linha de produtos no país com a certificação carne carbono neutro. Desenvolvida pela Embrapa, a carne carbono neutro é um selo de certificação da produção de bovino de corte em sistemas com a plantação obrigatória de árvores como diferencial. Neste sistema, as árvores neutralizam ou absorvem o metano entérico, exalado pelos animais e um dos principais gases causadores do efeito estufa.

Agrossilvipastoril - A criação do gado ocorre de forma integrada com as florestas, sistema silvipastoril, ou com a lavoura e floresta, o chamado agrossilvipastoril. “É quando você tem árvores plantadas no meio do pasto”, explica a pesquisadora sênior da Embrapa Gado de Corte, Fabiana Villa Alves.

Impacto positivo- Para se ter ideia do impacto positivo desses sistemas no meio ambiente, um estudo realizado na Embrapa Gado de Corte, localizada em Campo Grande (MS), aponta que cerca de 200 árvores por hectare seriam suficientes para neutralizar o metano emitido por 11 bovinos adultos por hectare ao ano, sendo que a taxa de lotação usual no Brasil é de um a 1,2 animal por hectare.

Carne Viva - Agora, produtos carne carbono neutro vão chegar ao consumidor brasileiro, por meio da linha de cortes de carne Viva, lançada na quinta-feira (27/08) e resultado de uma parceria da iniciativa privada com a Embrapa, que desenvolveu o protocolo para a neutralização das emissões de metano. A compensação é assegurada a partir da certificação e verificação por auditorias independentes. Essa é a primeira linha de produtos desse tipo.

Consumidor - Para a pesquisadora Fabiana Villa Alves, o consumidor terá acesso a uma carne produzida sem agredir o meio ambiente, prezando o bem-estar animal (as árvores garantem conforto térmico e sombra para o gado), além de ter alta qualidade, sabor e maciez. “A carne carbono neutro é uma iniciativa única no mundo, é a transformação da ciência em um selo comercial”, disse, acrescentando que estão em andamento pesquisas para protocolos de couro carbono neutro e bezerro carbono neutro.

Produtos - O produtor que adota a carne carbono neutro também ganha, conforme Fabiana Villa Alves, com aumento da produtividade, recuperação de pastagens degradadas, conforto térmico para o animal e adoção de um sistema sustentável economicamente viável.

Agregação de valor - Outro benefício é agregação de valor à carne brasileira, impulsionando a exportação para mercados considerados exigentes, como Europa e Estados Unidos. “É um projeto que conta com a participação de 12 centros de pesquisa da Embrapa, envolvendo uma rede de mais de 150 pesquisadores e ainda diversas instituições. O agro será o motor da retomada brasileira e vai precisar de parcerias como essa, unindo esforços dos setores público e privado”, enfatizou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Sinalização - Para o diretor de Inovação do Mapa, Cleber Soares, a carne carbono neutro sinaliza os métodos que devem ser adotados pela pecuária nos próximos anos. “A sociedade clama para que as atividades econômicas sejam descarbonizantes e sustentáveis. O futuro passa pela combinação inequívoca da sustentabilidade com a inovação”, afirmou.

Pecuária-floresta - Os produtos da linha Viva são provenientes de animais inseridos em um sistema de produção pecuária-floresta. “Ao incentivarmos a produção sustentável geramos valor para a empresa e para a cadeia de negócios. Além disso, o desenvolvimento da carne carbono neutro, em parceria com um dos mais respeitados centros de pesquisa e de inovação do agronegócio mundial - a Embrapa, reafirma o nosso compromisso com quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU", diz Miguel Gularte, CEO da Marfrig. A empresa investiu cerca de R$ 10 milhões no desenvolvimento dos produtos. (Mapa)

FOTO: Fabiano Bastos/Embrapa

 

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná firma primeiro aditivo para exploração de área

infraestrutura 31 08 2020A Portos do Paraná renovou o contrato para movimentação de granéis vegetais pela PASA – Paraná Operações Portuárias, no Porto de Paranaguá. Este é o primeiro termo aditivo celebrado pela Portos do Paraná, que é empresa pública e autoridade portuária local, desde que recebeu autonomia para administrar contratos de exploração de áreas, em agosto de 2019.

Poder concedente - Com isso, o Paraná é o primeiro Estado a atuar como poder concedente, depois de 2013, quando a Lei Federal 12.815 centralizou a exploração portuária no Governo Federal. “É mais um passo na administração das áreas pela autoridade local. O Paraná reforça o pioneirismo e demonstra que conta com estrutura organizacional, física e funcional para gerir com segurança e competência”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. O convênio de delegação de competência 001/2019 foi formalizado após de um extenso processo de análise e validação.

Aditivo - O termo aditivo publicado na sexta-feira (28/08) tem a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) como órgão interveniente. O contrato é válido até 2049.

Investimentos - Os investimentos previstos pela PASA somam R$ 117,7 milhões, em duas fases. De acordo com o diretor da empresa, Persio Souza de Assis, a capacidade de movimentação deve subir das atuais 3,6 milhões de toneladas/ano, para 6,7 milhões de toneladas/ano.

Melhorias - “As melhorias adotadas têm superado o crescimento de movimentação nos últimos anos. Com a renovação do contrato, a PASA reforça o compromisso com o crescimento das exportações do país e o aumento do volume movimentado no porto de Paranaguá”, destaca. Segundo ele, a intenção também é alavancar os negócios, com foco na malha ferroviária que hoje já absorve 90% da logística da empresa.

Nova linha de embarque - Até 2022, a PASA deve construir uma nova linha de embarque, com a instalação de um novo shiploader, para movimentar até 2,5 mil toneladas/hora. Além disso, até 2023, será edificado um novo armazém, para 60 mil toneladas de açúcar ou 45 mil toneladas de outros granéis sólidos. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FOCUS: Mercado prevê retração da economia em 5,28% este ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,46% para 5,28%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Próximo ano - Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 14 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação - As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 1,71% para 1,77%, neste ano. Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há 11 semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

Piso da meta - A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Expectativa - Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,88% ao ano. A previsão anterior era 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,75% ao ano, ante previsão de 6% ao ano, na semana passada.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos clientes, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar passou de R$ 5,20 para R$ 5,25, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5. (Agência Brasil)

ECONOMIA: Mercado de trabalho mostra estabilidade após pandemia, aponta Ipea

economia 31 08 2020O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de estabilidade, com algum viés de recuperação, ainda que de forma discreta, após o tombo causado pelos efeitos econômicos da pandemia. Os dados foram divulgados na sexta-feira (28/08), em boletim do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) referente à semana de 2 a 8 de agosto.

Interrupção - Segundo a Carta de Conjuntura do Ipea, ainda que não seja possível notar uma reação mais robusta do mercado de trabalho, a simples estabilidade nos índices já pode apontar que houve uma interrupção na tendência de queda, que vinha se mostrando desde o mês de março, notadamente a partir de maio e junho, quando houve o pico da pandemia principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.

Desocupação - A taxa de desocupação foi de 13,3% na semana de referência, próxima da média de julho, de 13,1%. O nível da ocupação também apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, situando-se em 47,9%, nível idêntico à média de julho.

Reação - “O nível de ocupação costuma reagir aos movimentos do nível de atividade de forma defasada. Assim, o recuo da população ocupada observado em junho e julho teria refletido a forte retração da atividade econômica observada no início da pandemia, e sua estabilidade no período mais recente já poderia ser interpretada como reflexo da melhora dos indicadores econômicos a partir de maio”, destacaram os técnicos do Ipea.

Condições sanitárias - Segundo eles, se não houver piora das condições sanitárias associadas à pandemia, o que poderia levar a novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas, “seria razoável esperar que o nível de ocupação passasse a recuperar-se gradualmente nos próximos meses”.

Efeitos adversos - Ainda assim, mesmo que a evolução favorável da pandemia possa levar ao processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento da economia, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho, de acordo com o Ipea, tendem a persistir durante algum tempo.

Próximos meses - “Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social”, salientou o instituto na Carta de Conjuntura.

Continuidade - De acordo com o Ipea, é razoável esperar que, com a continuidade do processo de recuperação do nível de atividade econômica, o nível de ocupação passe a recuperar-se nos próximos meses, mas a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de pessoas que deixaram de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social.

Resultados recentes - “Os resultados recentes da Pnad Covid-19 sugerem que esse movimento ainda não começou de forma significativa. De fato, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego por conta da pandemia, mas gostariam de trabalhar, permaneceu elevado (18,3 milhões), apesar da queda em comparação com a média de julho (18,9 milhões)”, ressaltou o Ipea.

Indício - De qualquer forma, a redução, na margem, do contingente de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, é um dos indícios que sinalizam o retorno gradual a algum tipo de “normalidade” no mercado de trabalho.

Afastamento temporário - “Outro sinal nesse sentido é fornecido pelo número de pessoas ocupadas, mas temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, que continuou a trajetória de queda observada desde o início da pesquisa. Na primeira semana de agosto, esse indicador atingiu 4,7 milhões de pessoas, abaixo da média de julho, que foi de 6,8 milhões de pessoas. (Agência Brasil)

 

LEGISLATIVO: Proposta de Orçamento para 2021 tem que chegar ao Congresso até esta segunda

legislativo 31 08 2020

Esta segunda-feira (31/08) é o prazo final para o governo entregar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2021 ao Congresso Nacional e fechar a previsão de receitas e despesas da União para o próximo ano — em um momento em que a pandemia ainda não foi superada — promete ser um desafio. A necessidade de responsabilidade fiscal é apontada como primordial por parlamentares e especialistas depois de um período em que despesas extraordinárias foram realizadas para dar conta dos impactos econômicos e sociais da pandemia. 

 

Desafio adicional - Um desafio adicional foi imposto pela situação sanitária mundial. Pela primeira vez desde a Constituição de 1988, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) chegará ao Congresso sem que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) esteja em funcionamento. As comissões deliberativas estão paradas em razão da covid-19. Esse foi um dos motivos para o Congresso não ter votado o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) até o momento. Abertura de créditos e remanejamentos têm sido analisadas pelo Congresso por meio de rito sumário, com sessões virtuais no Plenário da Câmara e no do Senado. 

 

Teto de gastos - “Espero que o governo cumpra o teto de gastos. Tudo o que não precisamos a essa altura é de irresponsabilidade fiscal. Espero que o projeto de lei orçamentária venha dentro dos parâmetros da Constituição”, afirmou o líder da minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

 

Ampliação dos investimentos - Líder do PT, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) defende o fim do teto de gastos para garantir a ampliação dos investimentos em saúde e educação, mas reforça que o governo deve encaminhar o Orçamento de acordo com a lei. “Caso o Executivo queira alterar alguma coisa, que proponha alterações legais”, apontou o senador. 

 

Respeito - De acordo com as Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara, órgãos que prestam assessoria aos parlamentares durante a tramitação da proposta, o Ploa para 2021 deverá obrigatoriamente respeitar o teto de gastos, já que no Ploa não se pode falar em gastos emergenciais.

 

Limites - “Mesmo com um Orçamento bastante ampliado devido à pandemia, o governo terá que mandar um orçamento respeitando os estritos limites do teto de gastos”, apontou o consultor do Orçamento e coordenador da LOA, Aristan Maia.

 

Risco - Mas o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) Felipe Salto afirma que o risco de rompimento do teto é alto para 2021. “É preciso ter claro que uma coisa é o rompimento do teto e outra, diferente, o abandono da regra. O risco de romper o teto é alto para 2021, conforme cálculos da IFI. Isso porque as despesas obrigatórias seguem crescendo, o que deverá reduzir a margem para as discricionárias, pode do haver comprometimento do funcionamento da máquina”, observou. 

 

Gatilhos - Na avaliação de Salto, se este for o cenário do governo, o que saberemos nesta segunda-feira, o que se precisa é viabilizar o acionamento dos gatilhos previstos na regra do teto. “O acionamento dos gatilhos, por dois anos, daria fôlego e tempo para o Executivo e o Congresso endereçarem eventuais reformas fiscais”, declarou o diretor da IFI. 

 

Renda Brasil - Principal balizador da economia, o Orçamento é o instrumento que contém a previsão do que o governo vai arrecadar e todos os gastos do governo para o ano que vem, tantos os investimentos com programas e políticas do governo, como também os gastos necessários para fazer a própria gestão da dívida pública  (refinanciamento, amortizações, etc). 

 

Expectativa - A expectativa é que o principal programa pensado para o próximo ano, o Renda Brasil, já apareça na versão do Orçamento encaminhada pelo governo, mas há brecha para que o sucessor do Bolsa Família seja incluído posteriormente, durante a discussão do Ploa no Congresso.

 

Crédito adicional - Caso o programa não seja finalizado até a apresentação do projeto de Orçamento, existe ainda uma terceira possibilidade: a apresentação de um crédito adicional remanejando recursos do bolsa família e de outros programas para o Renda Brasil, conforme apontam as Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara.

 

Execução -“Todos os programas para serem executados eles têm que estar na LOA. Não necessariamente ele precisa ser enviado agora. Ele pode ser incluído mesmo que eles não terminem as discussões e a configuração final do plano a ponto de incluir durante a tramitação. Ainda assim, após o orçamento aprovado, o Poder Executivo pode, por exemplo, mandar um crédito adicional  no ano que vem, já com o orçamento em vigor, para remanejar dotações que hoje estariam no Bolsa família. Nada impede que ele não venha agora, mas  para ser executado no ano que vem ele terá que estar”, detalhou o consultor de Orçamento  Aritan Maia..

 

Proposição - A criação do programa Renda Brasil deverá ser proposta pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) por meio de um substitutivo para a Proposta de Emenda à Constituição 188/2019, conhecida como PEC do Pacto Federativo. Bittar é também o relator do Orçamento 2021 e prevê um Orçamento mais “conservador” para 2021. “Se depender de mim, sim [vai ser um Orçamento mais conservador]. É legítimo que o presidente da República, compreendendo que tem milhões de brasileiros que vão continuar precisando do Estado a partir de janeiro, tenham o Renda Brasil. Agora, de onde tirar?”, disse o senador na segunda-feira passada (25/08).

 

Emenda Constitucional - A Emenda Constitucional 95, que estabeleceu o teto de gastos, limita o crescimento da despesa à variação da inflação, mas, segundo especialistas, corre o risco de não ser cumprida no próximo exercício. Em 2020, o Congresso autorizou o governo a gastar mais do que o previsto por meio do chamado Orçamento de Guerra.

 

Perda de receita - Segundo a IFI, a perda de receita líquida da União decorrente da crise econômica somou 2,5% do produto interno bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) no primeiro semestre. A despesa primária total cresceu 40,3% acima da inflação no mesmo período.

 

Salário mínimo - Além dos programas do governo, o Orçamento apresenta as expectativas de inflação e demais indicadores econômicos e uma sinalização do salário mínimo. Sem um regra atualmente para a composição do salário mínimo, o Ploa deve conter um indicativo de qual será o valor a partir de 2021.

 

Sem regra formal - “Sobre o salário mínimo, atualmente estamos sem regra formal para sua composição, então o Ploa certamente conterá o indicativo necessário para se entender como será definido o salário mínimo para 2021, ou seja, é possível dizer que o Ploa conterá o salário mínimo, embora sua divulgação final ocorra somente no início de 2021”, apontou o consultor legislativo Aristan Maia. (Agência Senado)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil registra 3,8 milhões de casos do novo coronavírus

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (30/08) novos números da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 3.862.311 casos confirmados da doença e 120.828 mortes registradas. Os casos recuperados somam 3.031.559. Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 16.158 novos casos e 366 mortes.

São Paulo - O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, 803.404, e 29.978 mortes. Em seguida estão os estados da Bahia (256.062 casos e 5.344 óbitos), Rio de Janeiro (223.302 casos e 16.027 óbitos) e Minas Gerais (215.050 casos e 5.326 mortes)

Em investigação - De acordo com o Ministério da Saúde, 2.772 casos estão em investigação. (Agência Brasil)

 

saude I 31 08 2020

SAÚDE II: Informe epidemiológico contabiliza 17 óbitos e 1.620 novas infecções pela Covid-19

saude II 31 08 2020A Secretaria de Estado da Saúde confirmou no boletim epidemiológico deste domingo (30/08) 1.620 novos casos de infecção e 17 óbitos causados pelo novo coronavírus. Com os últimos registros, o Paraná soma agora 129.211 casos e 3.212 mortos em decorrência da Covid-19. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - O boletim registra que 971 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estavam internados neste domingo. Deste total, 793 pessoas em leitos SUS (384 em UTI e 409 em leitos clínicos/enfermaria) e 178 em leitos da rede particular (59 em UTI e 119 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 1.182 pacientes internados que ainda aguardam o resultado dos exames. São 539 pessoas em leitos UTI e 643 em enfermaria. Os doentes em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 17 pacientes, todos estavam internados. São 8 mulheres e 9 homens, com idades que variam de 41 a 84 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 27 de agosto a 30 de agosto.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em: Curitiba (7), Ponta Grossa (2) e um caso em cada um dos seguintes municípios: Campo Largo, Cascavel, Cianorte, Francisco Beltrão, Itaperuçu, Lapa, Rio Branco do Sul e São Mateus do Sul.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 1.392 casos de residentes de fora do Paraná. Destes, 39 pessoas foram a óbito.

Ajustes - O novo boletim traz ajustes na localização de casos, com alteração de município:

Um óbito confirmado no dia 28/8 em Pinhais (M, 78a) foi transferido para Curitiba;

Um óbito confirmado no dia 28/8 em Guaratuba (F, 51a) foi transferido para Pinhais. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando aqui.

 

SAÚDE III: Paraná prevê nova ampliação de testagem para identificar infectados

saude III 3 08 2020O Paraná prevê uma nova ampliação na testagem para identificação de infectados pelo novo coronavírus, com reforço em rastreabilidade para isolamento de casos. A informação foi confirmada pelo secretário da Saúde, Beto Preto, em reunião online na sexta-feira (28/08) entre o Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Referência - No encontro, o Paraná foi reconhecido como referência no País pela rede de laboratórios para testagem de identificação do novo coronavírus, com menção sobre a organização dos laboratórios diagnósticos e, também, pela ação de rastreio e monitoramento, em implementação.

Conduta importante - Para o secretário Beto Preto, a ampliação na capacidade de realização de exames é uma importante conduta para salvar vidas na pandemia do novo coronavírus. “Com a ampliação da testagem prevista, vamos fazer a rastreabilidade e o bloqueio da transmissão. A rastreabilidade, por meio de identificação dos contatos, é uma forma de identificar pacientes para realizar exames e antecipar o acompanhamento de doentes para agir com mais rapidez e evitar óbitos ou sequelas pela doença”, disse ele.

Processo longo - Beto Preto comentou, ainda, que o trabalho de enfrentamento à Covid-19 é um processo longo e que diariamente são novos desafios. “Ganhamos algumas batalhas, mas continuamos trabalhando e precisamos do apoio e participação de todos nessa grande luta”.

Rastreamento - No início do mês de agosto, o Ministério da Saúde publicou o Guia de Vigilância Epidemiológica - Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus. O Guia contém orientações sobre como proceder, conceitos e informações sobre a conduta em relação aos casos de suspeitos de infecção, assim como infectados e contatos.

Vigilância forte - O Paraná está em implantação do trabalho de rastreamento e ampliação de testagem em parceria com a Opas, com apoio do Conselho dos Secretário Municipais de Saúde (Cosems).

Rede laboral - O diretor de Análise em Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, Eduardo Macário, reconheceu o trabalho do Paraná e destacou a rede laboratorial. “O Paraná já tem uma Vigilância segura e forte. Mas tenho que reconhecer o Estado pela rede laboratorial para a realização dos exames RT-PCR, que é a melhor rede no país”.

Grande capacidade - O Estado tem dois laboratórios com grande capacidade de processamento que realizam os testes pelo Sistema Único de Saúde: o Laboratório Central do Paraná (Lacen) e o IBMP. Atualmente a capacidade diária é de aproximadamente seis mil resultados. Além destes dois, há outros 28 laboratórios, públicos e privados, habilitados para realização dos exames e cadastrados no Gerenciador de Ambiente Laboratorial.

Fundamental - O diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior, define como fundamental a testagem RT-PCR e o fluxo organizado pelo Paraná. “Fizemos parcerias, chamamos as categorias e empresas para viabilizar serviços de logística e transporte das caixas para as amostras coletadas em todos os municípios do Estado e conseguimos reduzir o tempo de processamento dos testes, fundamental para o bloqueio da transmissão do vírus.”

Total - Até ao dia 23 de agosto, haviam sido realizados 434.117 exames RT-PCR para identificação do Sars-CoV-2 no Paraná. Do total, somente Lacen e IBMP juntos foram responsáveis por 291.783 exames, o que representa 68% do total de testes.

Rastreamento - Macário afirmou ainda que a Secretaria da Saúde está à frente no início do rastreamento e testagem ampliada. “Vocês estão seguindo o que queremos para todos os Estados. O Paraná é a primeira unidade federativa a implantar a testagem e rastreamento”, completou.

Fiocruz/IBMP - O Instituto de Biologia Molecular do Paraná é uma instituição vinculada à Fundação Oswaldo Cruz, instalada no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O IBMP é um laboratório de ponta que desde abril reforça o processamento dos exames RT-PCR para identificação do novo coronavírus.

Soluções - Além dessa característica, o Instituto atua também no desenvolvimento tecnológico, inovação e produção industrial de soluções para a saúde, com destaque para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Forma de vacina - O diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa, explicou que a testagem ampla é uma saída enquanto não há remédio e nem outra possibilidade de prevenção. “A testagem em massa que conseguimos realizar aqui no Paraná é uma forma de vacina, porque conseguimos acelerar os resultados para agir rapidamente na identificação de contatos e bloqueio de transmissão. Atuamos em uma parceria grande com o Estado e prevemos ampliar a capacidade nas próximas semanas.”

Parcerias - Todo o trabalho da Vigilância em Saúde em relação ao rastreamento de infectados pelo novo coronavírus ocorre em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), por meio de dois consultores nacionais, Kátia Uchimura e Rafael França, que atuam presencialmente na Secretaria da Saúde, além de toda a equipe da Unidade Técnica de Vigilância, Preparação e Resposta à Emergências em Saúde e Desastres da organização, que atua no suporte técnico para o trabalho em conjunto com a secretaria estadual.

Trabalho - A consultora Kátia Uchimura descreve o trabalho. “A atuação da OPAS tem início na fundamentação teórico conceitual, no alinhamento conceitual da proposta, no desenvolvimento e elaboração da estratégia e também no acompanhamento da execução junto às Regionais de Saúde e aos municípios do Paraná.”

Grupo de trabalho - A parceria com a OPAS possibilitou a organização de um grupo de trabalho que atua exclusivamente para a condução do rastreamento de casos e medidas mitigatórias para reduzir os impactos do período de pandemia e para a vigilância após a pandemia.

Status - De acordo com o diretor do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, a doença mudará de status, assim como ocorreu com a H1N1. “Estamos no meio da pandemia, mas em breve a situação deixará de ser pandemia e o vírus será epidêmico, como já vimos ocorrer em outras situações”.

Participantes - Participaram da reunião de sexta-feira (28/08) representantes de diversas áreas da Secretaria da Saúde, das Regionais de Saúde e dos municípios. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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