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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4899 | 01 de Setembro de 2020

COVID-19: Confira as informações do comunicado 109 do Comitê de Acompanhamento

covid 19 destaque 01 09 2020A 5ª reunião do Grupo Técnico do Ramo Crédito do Paraná, realizada na tarde desta segunda-feira (31/08), de forma virtual, com representantes do Banco Central do Brasil, Sistema OCB e cooperativas paranaenses é um dos destaques do comunicado 109, emitido pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar nesta terça-feira (01/09). Confira abaixo todas as informações.

1. O Sistema Ocepar, no dia 31 de agosto, realizou a 5ª Reunião do Grupo Técnico do Ramo Crédito do Paraná. O evento contou com a participação do Banco Central do Brasil – BCB; do Sistema Ocepar e dos representantes das cooperativas de crédito do Paraná. Os assuntos tratados na reunião foram: atualização dos trabalhos do Ceco/OCB e normativos recentes para o desenvolvimento das cooperativas de crédito; perspectivas para o cooperativismo de crédito; tendências da economia e do mercado financeiro; oportunidades de compartilhamento de serviços para as cooperativas.

2. No dia 31 de agosto, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, participou do Seminário Competitividade na Infraestrutura, promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para apresentar o panorama das obras e projetos em rodovias, portos e aeroportos para o Rio Grande do Sul e região.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

LIVE: Ricken e Bouwman participam de entrevista no Canal do Boi

Os presidentes José Roberto Ricken e Willem Bouwman, do Sistema Ocepar e da Cooperativa Castrolanda, respectivamente, foram os entrevistados na manhã desta terça-feira (01/09) no programa Brasil Agro Cooperado, conduzido pelo jornalista Fabiano Reis. Durante uma hora, eles falaram sobre a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento do Paraná.

Desenvolvimento - Segundo Ricken, “a grande missão é criar oportunidades para que os produtores possam diversificar suas propriedades e agregar valor, buscar mercado, esta é a função do cooperativismo. Hoje temos 221 cooperativas em diversos ramos de atuação que representam mais de 2 milhões de paranaenses, responsáveis, em 2019, por um faturamento de R$ 87,6 bilhões”.

Planejamento - “O fato do cooperativismo no Paraná ter avançado um pouco mais que em outras regiões se deve aos planejamentos estratégicos que realizamos desde a fundação da Ocepar, em 1971”, disse Ricken. O dirigente destacou a região dos Campos Gerais, onde o cooperativismo se solidificou com os processos imigratórios, em especial de holandeses e alemães. “Famílias que vieram da Europa e trouxeram na bagagem os princípios da filosofia do cooperativismo, assim foi mais fácil o desenvolvimento. O segundo ciclo foram as cooperativas de café no Norte e Noroeste. O terceiro movimento com as migrações do sul, que se afixaram nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado e que vieram para cultivar grãos e depois agregaram valor com a produção de carnes. Tudo isso aconteceu de forma planejada, conforma as vocações regionais”, lembrou.

Sucesso - Willem Bouwman, presidente da Castrolanda complementou e lembrou que para uma cooperativa ter sucesso é necessário que um grupo de pessoas tenham uma dificuldade em comum. “As cabeças, os conhecimentos se juntam com planejamento e encontram soluções. Poderia dizer que assim nasceu nossa cooperativa, com um desejo de resolver uma dificuldade em comum, por isso que as cooperativas aqui na região se desenvolveram a partir das décadas de 1950 em Castro”, frisou. Willem também destacou sobre o processo de intercooperação que acontece no cooperativismo da região, com um processo unificado de trabalho entre as cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal.

Entrevista completa - Para assistir a entrevista completa, acesse: https://youtu.be/tmiSU79YvEI

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RAMO CRÉDITO: “O momento é esse”, diz chefe do BC para as cooperativas de crédito

“O cooperativismo de crédito está presente de uma forma bem consolidada em todo o país. Mas esse crescimento tem se dado principalmente pela presença no segmento de pessoas jurídicas. Isto está mudando a matriz do cooperativismo e exige adaptações”. Esta afirmação é do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativismo do Banco Central (Desuc), Harold Espínola que, na tarde desta segunda-feira (31/08), participou da 5ª reunião do Comitê Técnico do Ramo Crédito, grupo instituído pelo Sistema Ocepar para que as cooperativas estejam mais próxima das discussões técnicas envolvendo o ramo.

Visão - A participação de Harold Espínola na reunião do crédito teve por finalidade trazer a visão do órgão regulador em relação à atuação do cooperativismo. Em sua apresentação, ele falou sobre as oportunidades, inclusive, no que se refere a boa relação com o Banco Central, e dos desafios, entre os quais promover a imagem institucional e fortalecer a intercooperação.

Presença territorial - Harold Espínola disse que em geral as cooperativas de crédito atendem municípios com populações menores, mais distante, menos urbanos, com renda total menor e com renda per capita maior. “As cooperativas exercem um importante papel na inclusão financeira”, pontuou.

Desafios - Em sua visão, o cooperativismo, “heterogêneo como é e bem representado”, tem diversas oportunidades, mas também muitos desafios a serem superados. “Os bancos somente agora estão apostando em algo que o cooperativismo faz desde que surgiu, que é focar no relacionamento com a base. Mas será que a gente sabe de fato o que é cooperativismo, cooperativa, cooperado, intercooperação? A gente tem um vício que é se acostumar com um conceito. É aquela coisa que a gente faz de sempre ir pelo mesmo caminho e parar de prestar atenção, fazer tudo no automático”, disse.

Comunicação - Segundo ele um dos desafios do cooperativismo é a comunicação, ou seja, ser conhecido no meio urbano e pelas pessoas jurídicas.  “O cooperativismo é muito desconhecido fora dele mesmo. E no momento em que você mostra números e fatos, isso faz toda a diferença na hora da negociação. Numa relação de negócio, não se trata de um benefício para a sociedade, mas de uma troca. Números não são românticos. São números. E contra números e fatos não há argumentos”, disse.

Intercooperação - Colocar essa questão em discussão é, em sua opinião, uma provocação porque isso tem que ser uma preocupação do ramo, e não de um ou outro sistema. “Tem que ter mais material com a marca institucional do cooperativismo. Quanta coisa acontece no Brasil e que pode ser transformada em números”, frisou.

O time é este - “O momento é oportuno. Vocês têm um governo e um órgão regulador que apoia o cooperativismo. A gente vem trabalhando para destravar a questão regulatória. Aqui tudo pode ser discutido, desde que não interfira nos princípios do cooperativismo”, frisou. “Aproveitem as oportunidades. Não percam o tempo das coisas, o time. O momento é extremamente favorável para discutir com o Banco Central. Resolvam o que tem que ser resolvido internamente, mas não percam a oportunidade. Vocês têm uma riqueza que nenhum mundo digital tem, que é o relacionamento na ponta”, disse.

A reunião - A 5ª reunião do Ramo Crédito reuniu representantes da Central Cresol, Sicredi Parque das Araucárias, Sicredi Vanguarda, Sicredi Rio Paraná, Sicoob Unicoob, Credisanepar, Credicoamo, Central Sicredi, Credicoopavel, Credialiança, Coopesf, CrediBRF, Evolua, Unprime Central, Votorantin e Sicredi União. Pelo Sistema Ocepar participaram o presidente da organização, José Roberto Ricken, o superintendente Robson Mafioletti, o gerente Flávio Turra, e os analistas Devair Mem, Eliane L. Goulart Fiesta, Emerson Barcik, Jessé Rodrigues, Maiko Zanella e Marli Vieira. Pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), participaram a gerentes Clara Maffia e Tânia Zanella e o coordenador do Ramo Crédito, Thiago Borba. O objetivo da participação da OCB na reunião do crédito é apresentar a agenda de temas em discussão no Congresso Nacional e nos órgãos reguladores. Para trazer um panorama econômico, houve palestra com o professor do Isae/FGV, Robson Gonçalves.

Palco de discussões - Ouça aqui a entrevista com o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, em que ele explica os objetivos da reunião.

Entrevistas - Ouça aqui entrevistas com Thiago Abrantes, em que ele fala sobre as demandas das cooperativas de crédito e do trabalho de representação institucional realizado pela OCB, e com o professor Robson Gonçalves. Para o professor, estamos na economia da sobrevivência. Robson também explica o que é o conceito de “Caipira do Asfalto”.

Clique aqui para baixar a apresentação do chefe do Desuc, Harold Espínola

Clique aqui para baixar a apresentação do professor do Isae/FGV, Robson Gonçalves

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AFOCA: Associação dos Funcionários da Ocepar realiza AGO

A Associação dos Funcionários do Sistema Ocepar (Afoca) realizou, na tarde desta segunda-feira (31/08), Assembleia Geral Ordinária (AGO). Na pauta do encontro virtual, a apresentação do balanço patrimonial, relatório de gestão, demonstração de resultados e prestação de contas do exercício de 2019. O presidente da Afoca, Rodrigo Gandara Donini, coordenou a reunião, que contou com a participação de cerca de 40 associados. O Conselho Fiscal deu parecer favorável ao relatório de gestão. Os associados aprovaram, por unanimidade, as contas do exercício de 2019.

Representação - Fundada em 5 de maio de 1989 como entidade recreativa dos funcionários da Ocepar e da então Assocep – Associação de Orientação das Cooperativas do Estado do Paraná, a Afoca é responsável por diversas atividades internas e externas que envolvem os colaboradores. Atualmente, a associação representa os funcionários das três casas que integram o Sistema Ocepar: Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar.

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UNIMED PARANÁ: Inscrições para o e-saúde já estão abertas

unimed parana 01 09 2020O 6º encontro de tecnologia aplicada à saúde, o e-saúde, está chegando! O evento, promovido pela Unimed Paraná e PUCPR, chega à sua sexta edição nos dias 17 e 18 de setembro, e será realizado de maneira totalmente on-line. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por este link.

Atividades - Para a edição de 2020, estão sendo preparadas palestras com profissionais renomados, apresentações on-line e salas temáticas com demonstrações de solução. No primeiro dia de evento, seguirão o eixo sobre Transformação Digital na Saúde os seguintes painéis: o “Engajamento de Pacientes – Medicina Híbrida”, com o palestrante Fábio Moraes; o “Tecnologias Unimed”, ministrado pelo diretor de Inovação e Desenvolvimento da Unimed Paraná, William Procópio; e “Transformação Digital e Saúde Populacional: Case do Boticário”, com Renata Simione.

Temas - No segundo painel do dia, serão abordadas as aplicações de tecnologias em saúde no cenário de pandemia, com os temas Exposome, Inteligência Artificial e a Ciência de Dados e seu papel em emergências sanitárias, esse último com a presença de Luiz Celso Gomes Jr.

Sustentabilidade - No dia 18, será realizado o painel “A sustentabilidade no segmento saúde frente ao cenário atual e como as tecnologias podem apoiar na gestão pós pandemia”, com os palestrantes Andre Wajner, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar, e Marcos Aurelio Faccioli, do Santander. O segundo painel do dia tratará dos Projetos e tecnologias em saúde, com a presença de algumas experiências e cases de sucesso.

Link - Para se inscrever, basta acessar o link: https://videos.netshow.me/d/zIkgXvg/form

O e-saúde- Realizado anualmente desde 2015, o e-saúde tem como objetivo promover a troca de informações sobre tecnologia aplicada à saúde para médicos, acadêmicos e profissionais das mais variadas áreas ligadas ao setor. O evento conta, ainda, com a parceria da UTFPR, Femipa, Distrito Spark CWB, Sebrae, Sociedade Brasileira de Informação em Saúde (SBIS) e Academia Médica. (Imprensa Unimed Paraná)

 

 

UNIMED CASCAVEL: Workshop é realizado para conscientizar diretores e gestores sobre a LGPD

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD (Lei n° 13.709), sancionada no dia 14 de agosto de 2018, tem como objetivo de garantir transparência no uso de dados pessoais. A proteção de dados, no Brasil e no mundo, tem cada vez mais relevância para as empresas que armazenam informações de seus clientes.

Transparência - A Unimed Cascavel sempre se pautou pela transparência e clareza em sua administração. Para atender também às exigências da LGPD, a cooperativa contratou uma consultoria jurídica, a Opice Blum, que passa a acompanhar o processo de implantação e enquadramento da lei.

Essencial - Para a colaboradora, Gessica Priscila Branchi, responsável pela implantação das ações, juntamente com a consultoria, é essencial a adequação dos processos. “Assim, a Unimed de Cascavel, em busca da total conformidade com a nova legislação, iniciou o ciclo de ajuste, a fim de garantir maior transparência ao tratamento de dados de seus beneficiários”, afirma a advogada.

Mapeamento - Após o nivelamento do conceito da Lei, mapear todas as atividades de tratamento de dados pessoais é o próximo passo. Cada setor da cooperativa fará o levantamento de todas as demandas de manipulação de dados dos clientes. “Nós do setor de cadastro somos como guardiões da base de dados dos beneficiários é muito importante participar deste momento, desta implantação para manter e cuidar, ainda mais, dos dados. Toda documentação que é fornecida para a cooperativa no momento da contratação do plano é armazenado e monitorado.A maneira, quem utiliza, se é de forma correta e se estão atualizados, deverão ser observados com mais frequência”, explica o coordenador do setor de cadastro da Unimed Cascavel, Marcio Antonio Biederman.

Princípios - Para facilitar o reconhecimento de boas condutas e também das práticas que são inadequadas no dia a dia, 10 princípios norteiam a LGPD e que devem ser respeitados:

1) Finalidade:

A partir da LGPD não será mais possível tratar dados pessoais com finalidades genéricas ou indeterminadas.

2) Adequação:

Os dados pessoais tratados devem ser compatíveis com a finalidade informada pela empresa.

3) Necessidade:

As startups e empresas em geral devem utilizar apenas os dados estritamente necessários para alcançar as suas finalidades.

4) Livre acesso:

A pessoa física titular dos dados tem o direito de consultar, de forma simples e gratuita, todos os dados que a empresa detenha a seu respeito.

5) Qualidade dos dados:

Deve ser garantido aos titulares que as informações que a empresa tenha sobre eles sejam verdadeiras e atualizadas.

6) Transparência:

Todas as informações passadas pela empresa, em todos os seus meios de comunicação, devem ser claras, precisas e verdadeiras.

7) Segurança:

É responsabilidade das empresas buscar procedimentos, meios e tecnologias que garantam a proteção dos dados pessoais de acessos por terceiros, ainda que não sejam autorizados, como nos casos de invasões por hackers.

8) Prevenção:

O princípio da prevenção objetiva que as empresas adotem medidas prévias para evitar a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais. Ou seja, as empresas devem agir antes dos problemas e não somente depois.

9) Não Discriminação:

Os dados pessoais jamais podem ser usados para discriminar ou promover abusos contra os seus titulares.

10) Responsabilização e Prestação de Contas:

Além de se preocuparem em cumprir integralmente a Lei, as empresas devem ter provas e evidências de todas as medidas adotadas, para demonstrarem a sua boa-fé e a sua diligência.

Partes integrantes - Essas 10 diretrizes serão partes integrantes de todo o projeto. Como tudo que é implementado, o processo de adequação à LGPD será um desafio que trará grandes benefícios à Unimed de Cascavel. “Para que a implantação do projeto ocorra dentro do cronograma estabelecido, será necessária à dedicação e o apoio todas as áreas internas, mas tenho certeza que isso não será um problema em nossa cooperativa”, afirma a coordenadora do setor Núcleo de Processos da Unimed Cascavel, Lisangela Crema.

Foco - Para o presidente da Unimed Cascavel, Danilo Galletto, a Lei de Proteção de Dados é um tema extremamente importante, que vem ganhando força em nossas atividades diárias. Proteger os dados de todos os públicos da Unimed de Cascavel quer sejam de cooperados, beneficiários, colaboradores, prestadores, fornecedores e parceiros, é o foco desse projeto. “Buscamos uma total conformidade com a Lei, por esse motivo contratamos uma Consultoria, para auxiliar na implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Reunimos todos os aspectos relevantes da legislação, através de empresa Opice Blum, que é uma pioneira em proteção de dados não apenas no Brasil, para nos auxiliar nesse desenvolvimento. Temos certeza que esse trabalho em conjunto será mais uma conquista da nossa cooperativa”, reforça o presidente. (Imprensa Unimed Cascavel)

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MARIA MACIA: Cooperativa inova e lança “Na cozinha com Maria”

Tem início nesta terça-feira (01/09), às 19 horas, por meio das redes sociais, um projeto de divulgação dos produtos da Cooperativa Maria Macia, com sede em Campo Mourão (PR): “Na cozinha com Maria”, uma série com 10 programas culinários, com receitas fáceis para o dia a dia, tendo como protagonistas as carnes Maria Macia. A proposta do projeto é desmistificar o uso da carne Maria Macia somente para o churrasco, mostrando que é possível usar a criatividade e preparar uma infinidade de pratos. Uma das idealizadoras do “Na cozinha com Maria” é Silvia Novaes Fernandes. Ela é quem aparece nos vídeos, mostrando como as receitas são práticas, podendo ser preparadas por qualquer pessoa. De acordo com Silvia, a ideia veio após uma conversa com um dos filhos, após ter feito um risoto com a linguiça Maria Macia. “Falei pro meu filho: bem que podíamos fazer algo pra tirar o olhar das pessoas da carne somente pra churrasco, podemos fazer alguma coisa na cozinha, com as carnes maravilhosas da Maria Macia, assim surgiu a ideia”, lembrou Silvia sobre o início do projeto. Os pratos foram feitos na própria cozinha da apresentadora, se aproximando ainda mais à realidade dos espectadores.

Programação - Os programas têm duração média de 5 minutos, com receitas rápidas, simples e muito saborosas, em todas elas utilizando um tipo de carne Maria Macia. A apresentadora mostra também com o que combina cada prato, enfatizando sempre a qualidade das carnes. O lançamento dos programas será em setembro em todos os canais oficiais da cooperativa.

Serviço - Os programas poderão ser acompanhados nas redes sociais da cooperativa, Instagram: @coopmariamacia, Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCbveFoHgUPy90QT4EiSlGTw e Facebook: https://www.facebook.com/CarnesMariaMacia/

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SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa homenageia associados pioneiros em Ponte Serrada

sicredi parque 01 09 2020Os colaboradores da Sicredi Parque das Araucárias em Ponte Serrada (SC) estão realizando a entrega de troféus aos 150 sócios pioneiros da cooperativa no município. A homenagem é uma forma de reconhecer a confiança das primeiras pessoas e empresas que acreditaram no trabalho da agência local, que foi inaugurada em outubro de 2019.

Agradecimento - “É uma forma de agradecer pela parceria, por acreditarem no Sicredi, no nosso trabalho, e pela credibilidade que nos ajudaram a construir em Ponte Serrada”, completa Diego Pasquali, gerente da agência.

Valorização - Ele diz ainda que a homenagem é uma forma de valorizar os associados e estreitar o relacionamento com a comunidade, estes que são valores fundamentais para o cooperativismo e para a Sicredi Parque.

Entrega - Por conta das medidas preventivas de distanciamento social, as entregas estão sendo feitas na agência, individualmente, em horários agendados. A intenção inicial era realizar a entrega durante a assembleia de núcleos, que precisou ser suspensa no municipio por conta da pandemia de Covid-19. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

 

SICOOB METROPOLITANO: Agência doa fraldas geriátricas para entidades de Astorga

sicoob metropolitano 01 09 2020A agência do Sicoob Metropolitano em Astorga (PR) se uniu com as cooperativas Integrada, Nova Produtiva e Sicredi para uma ação solidária de arrecadação de fraldas geriátricas. Juntas, elas entregaram 836 pacotes para a Secretaria de Assistência Social de Astorga, Apae e Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Pacotes - Só na agência do Sicoob, foram recebidos 101 pacotes, totalizando 777 unidades de fraldas doadas por cooperados. Para o gerente da agência, Sidmar Jose Valdecir de Azevedo, participar da campanha e ter esse resultado traz uma sensação de enorme satisfação. Segundo ele, em pleno cenário de dificuldade financeira por parte das pessoas e das empresas, foi gratificante ver o quanto os cooperados que fizeram as doações se importaram com a causa.

Orgulho - “Também me deu muito orgulho ver toda nossa equipe engajada com a causa e buscando recursos para fazermos bonito. Para a agência foi fundamental ter participado dessa campanha que envolveu as cooperativas da cidade de Astorga, colocando em evidência a intercooperação e levando nossa marca para a comunidade local e principalmente para as pessoas que serão beneficiadas com a doação”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SINDIAVIPAR: Nova diretoria toma posse em Curitiba

avipar 01 09 2020O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) realizou, na manhã desta terça-feira (01/09), a troca de gestão da entidade para o próximo triênio. Domingos Martins, diretor da Integra e proprietário da Frango a Gosto, passou o comando do Sindiavipar para o atual diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues, eleito em julho. O evento aconteceu na sede da entidade, em Curitiba, e contou com a presença de várias autoridades, entre elas, o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Gestão - Domingos Martins deixa a presidência do Sindicato após 18 anos à frente da entidade. Neste período, o Paraná passou de terceiro maior produtor e exportador de carne de frango do país para a liderança no segmento. Além disso, destaca-se ainda a criação do Fundo de Assistência Sanitária para a Avicultura do Estado do Paraná (Funasavi-PR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), ao longo destes anos. “Minha sincera gratidão a todos que contribuíram, ao longo dessa jornada, para o engrandecimento da avicultura paranaense. Isso foi possível graças ao trabalho conjunto de produtores, indústrias, e poder público. Também agradeço o trabalho da imprensa, neste período, que teve papel fundamental para o conhecimento cada vez maior sobre o nosso setor. À próxima gestão, desejo sucesso na nova empreitada”, declara Martins.

Direcionamento - De acordo com Rodrigues, a nova gestão do Sindiavipar terá a intenção de dar continuidade ao bom trabalho que já vinha sido feito pela administração anterior. “Além disso, precisamos fazer um enorme esforço para reposicionar o Sindiavipar no estado do Paraná, que atualmente representa a maior produção avícola do país, fortalecendo nossa parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ouvindo nossos associados para entender as grandes diretrizes que temos para o país”, complementa.

Carreira - Formado em agronomia, Irineo da Costa Rodrigues possui experiência na chefa regional da Acarpa, atual Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR). Além disso, foi presidente da Sudcoop (atual Frimesa), atuou como diretor na Confepar Agro-Industrial Cooperatva Central, da Credifronteiras – Sicredi Medianeira, da Cotrefal; da Coodetec e também da Cotriguaçu Cooperativa Central. Atualmente, exerce a função de presidente da Cotriguaçu e da Lar Cooperatva Agroindustrial; de membro do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Conselho de Administração da Gazin.

Diretoria - Além do Irineo da Costa Rodrigues como presidente, a nova Diretoria será composta pelo José Antônio Ribas Junior, como vice-presidente; Rafael Santos na função de secretário e o Roberto Kaefer exercendo o cargo de tesoureiro. O Conselho Fiscal Efetivo será constituído pelos profissionais: Alfredo Lang, Gerson Muller e Adroaldo Paludo. Dilvo Grolli, Valter Pitol, Sidnei Donizete, Botazzari, Ciliomar Tortola, Ricardo Chapla, Hugo Leonardo Bongiorno e Fabio Stumpf serão os novos suplentes.

Sobre o Sindiavipar - O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) representa 45 abatedouros e incubatórios paranaenses. Desde sua fundação, há 25 anos, o Sindiavipar tem trabalhado para buscar o crescimento e a sustentabilidade da avicultura do estado, buscando sempre representatividade no mercado interno e externo. Atualmente, o Paraná é o maior produtor e exportador nacional, além de referência em sanidade avícola e responde por mais de 38% das exportações de carne de frango do país, embarcando o produto para mais de 160 países em todo o mundo.

 

FERROVIA: Governador apresenta Corredor Oeste de Exportação à bancada federal

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou, nesta segunda-feira (31/08), para a bancada de deputados federais do Paraná, o projeto de implantação do Corredor Oeste de Exportação. O novo ramal ferroviário vai ligar o Porto de Paranaguá até a cidade de Maracaju (MS), ampliando a malha operada hoje pela Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A). O encontro ocorreu por meio de videoconferência.

Extensão - Ratinho Junior explicou que a previsão é que a nova malha ferroviária tenha uma extensão de até 1.371 quilômetros. O projeto, destacou ele, inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju e Cascavel (Oeste do Paraná); a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Como está em fase de elaboração, não há um valor definido para a obra.

Escoamento da produção - “É um projeto extremamente importante, que vai impactar no escoamento da produção do Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai. Essa obra é parte das ações que buscam transformar o Paraná no hub logístico da América do Sul”, ressaltou o governador. “Um projeto que já nasce vitorioso, unindo dois polos de produção para criar um grande corredor de exportação”, acrescentou.

Acordo de cooperação - Durante o encontro virtual com os parlamentares, Ratinho Junior lembrou que foi firmado neste mês um acordo de cooperação técnica com o Mato Grosso do Sul com o intuito de dar velocidade ao projeto. Além disso, reforçou, já foi assinado o contrato com a empresa TPF Engenharia para execução dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA), que deve ser concluído em, no máximo, um ano.

Prazo apertado - “O prazo é apertado, mas está tudo indo muito bem, dentro do cronograma estabelecido. Estamos em conversações com o Ibama em busca das licenças ambientais”, afirmou Ratinho Junior.

Próximos passos - A proposta é abrir a concessão do projeto para a iniciativa privada. Em junho, a Ferroeste foi qualificada para integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, atendendo a um pedido feito pelo Governo do Estado. Com a inclusão no PPI, a União vai ajudar o Paraná com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.

Expectativa - A expectativa é colocar a Ferroeste em leilão na Bolsa de Valores (B3) até novembro de 2021, já com o EVTEA e o EIA/RIMA concluídos. O modelo de concessão (total ou parcial) está sendo discutido pelo grupo de trabalho que elabora o Plano Estadual Ferroviário do Paraná, instituído em julho pelo governador Ratinho Junior.

Problema histórico - Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex explicou que o projeto, também chamado de Nova Ferroeste, resolverá um problema histórico de infraestrutura do Paraná, com impacto para o Brasil e para o Mercosul. O novo traçado vai ligar o Paraná à malha ferroviária nacional, beneficiando as principais potências do agronegócio nacional, além do Paraguai, que é hoje um dos principais produtores mundiais de grãos.

Impacto - “Tem um impacto muito grande em toda a logística nacional, fortalecendo e incentivando a produção de dois estados do País e também do Paraguai. Por isso a necessidade de envolver e construir o projeto em conjunto com a nossa bancada federal”, destacou ele. “Vamos construir um modal sustentável de longo prazo, deixando um legado muito grande para toda a sociedade paranaense”, acrescentou o coordenador do plano ferroviário do Paraná, Luiz Fagundes.

Esclarecedora - “Foi uma reunião esclarecedora. Entendemos todos os detalhes de um projeto que é de extrema importância para o Paraná e para o Brasil. A bancada paranaense vai apoiar integralmente no que for preciso”, afirmou o coordenador da bancada do Estado na Câmara Federal, deputado Toninho Wandscheer.

Lucro - O diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, aproveitou o encontro para mostrar os números da companhia. Ele lembrou que no ano passado, pela primeira vez na história, a Ferroeste operou com lucro. “Algo simbólico, em torno de R$ 500 mil, mas que comprova que a companhia pode funcionar no azul”, disse.

Valores - Neste ano, disse, a empresa fechou o primeiro semestre com lucro operacional de R$ 2,3 milhões e faturamento de R$ 13,9 milhões. Ainda segundo Gonçalves, entre janeiro e junho deste ano, 792,1 mil toneladas de cargas passaram pelos trilhos da ferrovia, principalmente grãos e frango refrigerado, que são enviados para exportação via Porto de Paranaguá, e fertilizantes e cimento ensacado, transportados até Cascavel.

Volume - O volume movimentado nos seis primeiros meses de 2020 foi 23% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram transportadas 609,3 mil toneladas de produtos.

Presenças - Participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti; o chefe do escritório do governo do Estado em Brasília, Rubens Bueno II; o deputado federal do Paraguai e integrante do Parlamento do Mercosul, Enzo Cardozo; além dos deputados federais Luizão Goulart, Leandre, Diego Garcia, Rubens Bueno, Ricardo Barros, Sérgio Souza, Vermelho e Sargento Fahur.

Ratinho Junior pede apoio da bancada para o programa BR do Mar - O governador Carlos Massa Ratinho Junior pediu também durante a reunião desta segunda-feira (31/08) o apoio dos deputados federais do Estado em torno do programa BR do Mar. O projeto de incentivo à Cabotagem foi enviado neste mês pelo Governo Federal, como projeto de lei, em caráter de urgência, ao Congresso Nacional.

Objetivo - A medida tem como objetivo aumentar a oferta da cabotagem, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos. Entre outras metas, o Ministério da Infraestrutura pretende ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022.

Capacidade da frota - Também é objetivo ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

Apoio - “Contamos com o apoio dos nossos deputados porque os portos de Antonina e de Paranaguá estão entre os mais preparados do Brasil para a cabotagem. Isso vai ajudar muito na exportação de produtos, gerando emprego e renda no Paraná”, disse Ratinho Junior.

Cabotagem - A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos da costa de um mesmo país. É um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, segundo o Governo Federal, quando considerada a carga transportada em contêineres. “Diminui muito os custos de quem quer produzir”, afirmou o governador. (Agência de Notícias do Paraná)

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RODOVIA: Governo publica novos editais para fiscalizar contratos de pedágios

rodovia 01 09 2020O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou os três editais de licitação restantes para contratar empresas que irão atuar na fiscalização de todas as medidas, atividades e obrigações do encerramento dos contratos dos pedágios que compõem o atual Anel de Integração.

Empresa especializada - Essas licitações visam a contratação de uma empresa especializada em inventário patrimonial, para realizar auditoria e avaliação dos bens móveis e imóveis das concessionárias; e para atuar nas rodovias especificamente, uma empresa para realizar auditoria e inspeção das condições das obras de arte especiais (viadutos, trincheiras, pontes), obras de arte correntes (bueiros), estruturas de contenção de taludes e dispositivos de drenagem (sarjetas, valetas, drenos); e também uma empresa para realizar auditoria e avaliação da sinalização horizontal, sinalização vertical e dispositivos de segurança.

Em andamento - Os editais se juntam a duas licitações já em andamento, uma para realizar auditoria e avaliação das faixas de rolamento e acostamento das rodovias, e outra para gerenciar e apoiar a fiscalização que será realizada pelas demais empresas. “As licitações estão andando bem, com os pregões das duas primeiras já realizados, e demais procedimentos sendo encaminhados. Queremos que os serviços comecem o quanto antes, pois há muito o que se fazer para colocarmos um ponto final nessas concessões antigas e antiquadas, que tanto marcaram a vida dos paranaenses nas últimas décadas”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex. “E enquanto isso estamos progredindo com os estudos das novas concessões, que vão ser apresentados e discutidos em audiências públicas nos próximos meses, trazendo tarifas mais justas e muito mais investimentos na malha rodoviária do Paraná”.

Datas e valores - As três novas licitações também serão realizadas na modalidade pregão eletrônico, em que as interessadas fazem lances com ofertas cada vez menores. A sessão de disputa de lances do contrato de bens móveis e imóveis acontece no dia 2 de setembro, a sessão do contrato de obras de arte no dia 3 de setembro, e a sessão do contrato de sinalização no dia 4 de setembro, todas no mesmo horário, 14h 30min.

Registro - Os valores previstos para cada contrato são, respectivamente: R$ 742.446,17, R$ 2.693.460,46 e R$ 1.956.932,10. Empresas interessadas podem registrar suas propostas para participar no pregão até as 14h do mesmo dia da sessão de disputa de lances.

Verba de fiscalização - “Achamos importante deixar claro que os recursos empregados nessa iniciativa, aproximadamente R$ 40 milhões, não vão sair dos cofres públicos. Trata-se de uma verba de fiscalização prevista nos contratos de concessão, ou seja, as próprias empresas de pedágio são obrigadas a depositar um montante que é destinado ao órgão fiscalizador, neste caso o DER, para utilizarmos em serviços de fiscalização e auditoria, como esses que estamos contratando”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

Prazo - Estes três contratos têm prazo de execução previsto de seis meses, após início dos trabalhos. O contrato de auditoria e avaliação das faixas de rolamento e acostamentos deve ser executado em dois ciclos de seis meses cada, e o contrato de gerenciamento tem prazo de 30 meses.

Concessões - Em 1996 foram firmados convênios de delegação para exploração de rodovias federais entre o Governo do Paraná e o Governo Federal, abrindo espaço para a licitação e assinatura dos contratos de concessões no ano seguinte, divididos em 6 lotes e com prazo de 24 anos. Os mesmos foram modificados ao longo dos anos, com termos aditivos assinados em 1998, 2000, 2002, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018.

Malha - Atualmente 2.505,2 quilômetros de rodovias federais e estaduais compõem o atual Anel de Integração, que será encerrado em novembro de 2021. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ABASTECIMENTO: Governador sanciona nova regulamentação da Ceasa

abastecimento 01 09 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (31/08) a lei que regulamenta a organização e o funcionamento dos mercados de produtos alimentares geridos pelas Centrais de Abastecimento do Paraná S.A (Ceasa Paraná). A nova lei (20.302/2020) abre espaço para associações e pequenas cooperativas poderem participar do comércio atacadista de hortigranjeiros no Estado.

Licitação - O projeto proposto pelo Poder Executivo e aprovado pelos deputados estaduais define que haverá processo licitatório para utilização do espaço para pessoa jurídica. O prazo definido de permissão é de 25 anos. Para a pessoa física a ocupação será admitida com a comprovação de ocupação como produtor rural individual, podendo pertencer a associação ou cooperativa. O prazo da autorização remunerada de uso nesta modalidade pode ser de um a cinco anos.

Fundamental - O governador destacou que o bom funcionamento da Ceasa é fundamental para garantia do abastecimento, da segurança alimentar e do acesso dos agricultores. “Estamos olhando para os produtores e os consumidores. As centrais ganharam cada vez mais importância no Paraná e precisavam de nova regulamentação. Definimos novas regras para assegurar o bom funcionamento e a ocupação desses espaços públicos”, afirmou.

Continuidade - O diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Eduardo Bublitz, disse que essa nova regulamentação dá continuidade ao trabalho realizado junto ao Ministério Público do Paraná e atende também a Lei Federal 8.985/1995, que exige a normatização e chances iguais a todos que queiram comercializar seus produtos nos espaços públicos.

Processo - O texto também permite que produtores da agricultura familiar, quilombolas e indígenas possam participar desse processo. “A intenção na nova lei é garantir que todos que atuam na comercialização dos hortigranjeiros, seja por parte dos permissionários atacadistas, assim como dos produtores cadastrados na Ceasa, tenham segurança jurídica em relação aos seus trabalhos”, afirmou Bublitz.

Recadastramento - A direção da Ceasa fará nos próximos 120 dias um processo de recadastramento de todos os permissionários e particulares autorizados que atuam no mercado. Essas informações vão validar o Termo de Permissão Remunerada de Uso (TPRU) e o Termo de Autorização Remunerada de Uso (TARU) e constarão no endereço eletrônico da Ceasa junto com os dados dos permissionários, razão social ou nome, CNPJ ou CPF, e o período da vigência da permissão.

Organização - A nova lei prevê que a administração da Ceasa deverá organizar o mercado atacadista e o mercado do produtor, estabelecendo dias e horários de funcionamento, além de manter atualizado o cadastro dos permissionários e produtores. Nesse período de 120 dias será indicada uma comissão por parte dos produtores rurais para trabalhar com a direção da Ceasa para potencializar o espaço de comercialização junto ao Mercado do Produtor, favorecendo a agricultura familiar.

Modernização - A lei prevê que eventuais melhorias e adaptações nos espaços são de responsabilidade do permissionário e só podem acontecer mediante autorização da Ceasa. Elas não se converterão em indenização ao fim do contrato.

Autorizações- A obtenção das autorizações de licença e de funcionamento, além da limpeza, conservação e manutenção dos boxes e o cumprimento das obrigações fiscais e sanitárias, são de responsabilidade do permissionário. A extinção da permissão de uso do espaço por fim de contrato, desistência ou descumprimentos legais implicará em uma nova licitação.

Receita - A receita da ocupação dos espaços deve garantir a sustentabilidade financeira da própria Ceasa e despesas com tributos, luz, água, limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância e outras serão pagas 50% pela Ceasa com a arrecadação mensal do Mercado do Produtor, e o restante será rateado entre os permissionários proporcionalmente ao tamanho de cada box.

Vedação - Pela legislação, não podem concorrer ao uso dos espaços funcionários de órgãos do Governo do Estado que prestam serviço ou são ligados à Ceasa; pessoa que esteja impedida judicialmente de exercer atividade comercial; ou quem estiver inadimplente com qualquer esfera do Poder Público (municipal, estadual ou federal).

Ceasa - As centrais de abastecimento começaram a surgir no Brasil na década de 1960 para concentrar e organizar a comercialização de hortaliças, frutas, ovos e demais produtos. No Paraná a institucionalização se iniciou em 1972 em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.

Empresas - Atualmente essas cinco unidades possuem 661 empresas em seus espaços e mais de três mil produtores rurais. Circulam pelas centrais 35 mil pessoas diariamente, gerando movimento financeiro estimado em R$ 3 bilhões por ano. (Agência de Notícias do Paraná)

 

IBGE: PIB tem queda recorde de 9,7% no 2º trimestre, auge do isolamento social

ibge destaque 01 09 2020O Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 9,7% no segundo trimestre de 2020, na comparação com o trimestre anterior, auge do distanciamento social adotado para controle da pandemia de Covid-19. Essa é a segunda queda trimestral seguida e o menor resultado para a economia desde o início da série histórica, em 1996, segundo o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado nesta terça-feira (01/09) pelo IBGE.

Valores correntes - Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, somou R$ 1,653 trilhão de abril a junho. No primeiro semestre do ano, a economia acumulou queda de 5,9%. Nos últimos quatro trimestres, encolheu 2,2%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o recuo foi de 11,4%. O PIB está no mesmo patamar do final de 2009, auge dos impactos da crise global provocada pela onda de quebras na economia americana.

Quedas históricas - A retração da economia resulta das quedas históricas de 12,3% na indústria e de 9,7% nos serviços. Somados, indústria e serviços representam 95% do PIB nacional. Já a agropecuária cresceu 0,4%, puxada, principalmente, pela produção de soja e café. “Esses resultados referem-se ao auge do isolamento social, quando diversas atividades econômicas foram parcial ou totalmente paralisadas para enfrentamento da pandemia”, explicou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Indústria - Na indústria, o recuo se deve às quedas de 17,5% nas indústrias de transformação, 5,7% na construção, 4,4% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e 1,1% nas indústrias extrativas.

Serviços - “Nos serviços, a maior queda foi em outras atividades de serviços (-19,8%), que engloba serviços prestados às famílias. Também caíram transporte, armazenagem e correio (-19,3%) e comércio (-13,0%), que estão relacionados à indústria de transformação. Outros recuos vieram de administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-7,6%) e informação e comunicação (-3,0%)”, acrescentou a coordenadora.

Resultados positivos - Os únicos resultados positivos foram verificados em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,8%) e as atividades imobiliárias (0,5%).

Consumo das famílias tem queda recorde de 12,5% - Pelo lado da demanda, a maior queda foi no consumo das famílias (-12,5%), que representa 65% do PIB. “O consumo das famílias não caiu mais porque tivemos programas de apoio financeiro do governo. Isso injetou liquidez na economia. Também houve um crescimento do crédito voltado às pessoas físicas, que compensou um pouco os efeitos negativos”, disse Rebeca Palis.

Recuo - O consumo do governo recuou 8,8% no segundo trimestre, muito por conta das quedas em saúde e educação públicas, explica a coordenadora do IBGE. “Na saúde, os gastos ficaram mais focados no combate à Covid-19, e as pessoas tiveram receio de buscar outros serviços, como consultas e exames, durante a pandemia. Na educação, utilizamos nas contas o percentual do Ministério da Educação de alunos que tiveram aulas ou não. Isso fez com o que o consumo do governo caísse bastante também”, detalhou a coordenadora, destacando que o resultado não tem relação com a política fiscal.

Investimentos - Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) também recuaram 15,4%, por conta da queda na construção e na produção interna de bens de capital. Somente importação de bens de capital cresceu no período.

Bens e serviços - A balança de bens e serviços registrou uma alta de 1,8% nas exportações, enquanto as importações recuaram 13,2%. “Essa alta nas exportações tem muito a ver com as commodities, produtos alimentícios e petróleo. Já as importações caíram em vários setores, de veículos, toda a parte de serviço, viagens, já que tudo parou devido à pandemia”, disse a coordenadora de Contas Nacionais.

Acumulado - No acumulado do primeiro semestre, o PIB caiu 5,9% em relação ao mesmo período de 2019, com desempenho positivo da agropecuária (1,6%). Na indústria (-6,5%) e nos serviços (-5,9%) os resultados foram negativos. “Essa foi a primeira taxa semestral negativa desde 2017, quando estávamos saindo da crise econômica que ocorreu, principalmente, entre 2015 e 2016. Agora, voltamos a uma nova queda no PIB”, conclui Rebeca Palis. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Tânia Rego / Agência Brasil

 

ibge 01 09 2020

ECONOMIA I: Salário mínimo para 2021 ficará em R$ 1.067

economia I 01 09 2020A queda da inflação fez o governo reduzir o reajuste do salário mínimo para o próximo ano. Segundo o projeto do Orçamento de 2021, enviado nesta segunda-feira (31/08) ao Congresso, o mínimo subirá para R$ 1.067 em 2021.

Abril - O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, enviado em abril, fixava o salário mínimo em R$ 1.075 para o próximo ano. O valor, no entanto, pode ser revisto na proposta de Orçamento da União dependendo da evolução dos parâmetros econômicos.

Queda na inflação - Segundo o Ministério da Economia, a queda da inflação decorrente da retração da atividade econômica impactou o reajuste do mínimo. Em abril, a pasta estimava que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerraria 2020 em 3,19%. No projeto do Orçamento, a estimativa foi revisada para 2,09%.

Regra - A regra de reajuste do salário mínimo que estabelecia a correção do INPC do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) de dois anos antes perdeu a validade em 2019. O salário mínimo agora é corrigido apenas pelo INPC, considerando o princípio da Constituição de preservação do poder de compra do mínimo.

PIB - O projeto do Orçamento também reduziu as estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 3,3% para 3,2% em 2021. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, caiu de 3,65% para 3,24%.

Outros parâmetros - Outros parâmetros foram revisados. Por causa da queda da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2021 em 2,13% ao ano, contra projeção de 4,33% ao ano que constava na LDO. O dólar médio chegará a R$ 5,11 em 2021, contra estimativa de R$ 4,29 da LDO. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

ECONOMIA II: Orçamento de 2021 eleva investimentos para R$ 28,7 bilhões

economia 01 09 2020A proposta do Orçamento de 2021, enviada nesta segunda-feira (31/08) ao Congresso, destina R$ 28,665 bilhões de investimentos. O valor é R$ 10,38 bilhões superior aos R$ 18,285 bilhões reservados no Orçamento de 2020. O texto manteve a verba de R$ 2 bilhões para o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pró-Brasil - Segundo a Secretaria de Orçamento Federal do Ministério da Economia, a verba para investimentos não inclui o Plano Pró-Brasil, programa em discussão no governo para a retomada de obras públicas depois do fim da pandemia do novo coronavírus. Os investimentos estão dentro do limite de R$ 96,053 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) previstas para o próximo ano.

Prioridade - De acordo com o Ministério da Economia, o Orçamento do próximo ano dará prioridade a obras e projetos em andamento, que corresponderão a 12,1% das despesas discricionárias. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece que pelo menos 9,6% dos gastos não obrigatórios devem ser aplicados em empreendimentos em execução.

Gastos discricionários - Para 2021, o Orçamento prevê que os gastos discricionários chegarão a 6,3% das despesas totais, contra 5,8% em 2020. Apesar do aumento na proporção, o Orçamento continuará engessado, com 93,7% das despesas na categoria de obrigatórias.

Capitalização - Dentro das despesas discricionárias, está uma capitalização de R$ 4 bilhões para uma nova empresa estatal que controlará a Itaipu Binacional e a Eletrobras Termonuclear.

Censo - O Projeto da Lei Orçamentária de 2021 (PLOA-2021) manteve a verba de R$ 2 bilhões para o censo do próximo ano. Originalmente prevista para este ano, a pesquisa, que envolve visitas a 72 milhões de domicílios em todo o país, foi adiada para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus.

Contratação - A maior parte dos R$ 2 bilhões irá para a contratação temporária de 200 mil recenseadores. O IBGE chegou a abrir o edital de contratação em março, mas o concurso foi suspenso após o início da pandemia. Realizado a cada dez anos, o censo é a maior pesquisa do país, com os resultados usados na formulação de políticas públicas.

Dotação - Inicialmente, o censo teria dotação de R$ 3,4 bilhões, mas a presidente do IBGE, Susana Guerra, determinou um corte de 25% na verba, o que acarretou o encolhimento do questionário, com a retirada de perguntas sobre renda, aluguel, posse de bens e emigração, entre outras. No questionário simples, aplicado em 90% dos domicílios, o número de perguntas caiu de 34 para 26. No questionário completo, de 112 para 76. (Agência Brasil)

FOTO: Leandro Souza / Ecovias do Cerrado

 

ECONOMIA III: Nova fase do Pronampe terá participação de instituições regionais

economia II 01 09 2020Instituições financeiras regionais vão ofertar crédito na nova etapa do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A segunda etapa do programa terá aporte adicional de R$ 12 bilhões da União no Fundo de Garantia de Operações (FGO), destinado à concessão de garantias no âmbito do Pronampe.

Regionais - Segundo o Ministério da Economia, parte desse aporte de R$ 12 bilhões será destinada para algumas instituições financeiras regionais habilitadas: mais de R$ 21 milhões em crédito pela Agência de Fomento de Goiás; R$ 268 milhões pelo Banco do Nordeste; R$ 203 milhões pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG); R$ 282 milhões pelo Banco da Amazônia e R$ 730 milhões pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Lei - No dia 19 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 14.043, de 2020, que amplia o programa.

Micro e pequenas - O ministério informa que o Pronampe continuará atendendo as microempresas (com faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais. O programa empresta até 30% da receita bruta do ano anterior, com taxa de juros máxima igual à Selic (atualmente em 2% ao ano) mais 1,25% ao ano. O prazo de pagamento é de 36 meses e carência de oito meses. É possível acompanhar o recurso sendo liberado pelo Emprestômetro do Portal do Empreendedor, onde também poderão ser consultadas as instituições habilitadas. (Agência Brasil)

FOTO: Ronald Carreño / Pixabay

 

ECONOMIA IV: Contas públicas têm déficit recorde de R$ 81 bilhões em julho, diz BC

economia III 01 09 2020As contas públicas registraram, em julho, saldo negativo recorde, devido às despesas extraordinárias necessárias para o enfrentamento da pandemia da covid-19. O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou déficit primário de R$ 81,071 bilhões, no mês passado, o maior resultado negativo para o mês da série histórica iniciada em dezembro de 2001. Em julho de 2019, houve déficit primário de R$ 2,763 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31/08) pelo Banco Central (BC).

Julho - No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 88,141 bilhões, ante R$ 1,402 bilhão em julho de 2019. Já os governos estaduais registraram superávit de R$ 6,757 bilhões, contra déficit de R$ 2,075 bilhões, em igual mês do ano passado. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, esse resultado positivo dos estados ocorreu por efeito das transferências para o enfrentamento da covid-19 da União os estados e municípios que em julho chegaram a R$ 18,3 bilhões.

Mudança total - “Temos uma mudança total nas condições econômicas. Os estados tiveram redução de arrecadação e nas transferências regulares da União. Neste ano, a peça importante para explicar esse resultado são os auxílios financeiras da União para estados e municípios”, disse Rocha.

Déficit - Os governos municipais registraram déficit de R$ 477 milhões, em julho deste ano, contra o superávit de R$ 156 milhões em igual mês de 2019. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 790 milhões no mês passado.

Resultado acumulado - De janeiro a julho, o déficit primário chegou a R$ 483,773 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 8,503 bilhões, em igual período de 2019.

PIB - Em 12 meses encerrados em julho, o déficit primário ficou em R$ 537,143 bilhões, o que representa 7,48% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Meta - A meta para este ano era de déficit primário de R$ 118,9 bilhões. Entretanto, o decreto de calamidade pública dispensou o governo de cumprir a meta.

Despesas com juros - Os gastos com juros ficaram em R$ 5,838 bilhões em julho, contra R$ 27,5 bilhões no mesmo mês de 2019. A redução das despesas com juros ocorreu pela influência dos ganhos do BC com as operações no mercado de câmbio (swap cambial). Os resultados dessas operações são transferidos para os juros da dívida pública. Em julho deste ano, os ganhos com essas operações chegaram a R$ 16,3 bilhões, enquanto que no mesmo mês de 2019 ficaram em R$ 3,9 bilhões.

Acumulado - Nos sete meses do ano, essas despesas com juros acumularam R$ 179,451 bilhões, ante R$ 208,612 bilhões em igual período do ano passado.

Resultado nominal - Em julho, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 86,909 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 30,263 bilhões em igual mês de 2019. No acumulado de sete meses do ano, o déficit nominal chegou a R$ 663,224 bilhões, contra R$ 217,114 bilhões em igual período de 2019.

Dívida pública - A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,322 trilhões em julho, o que corresponde 60,2% do PIB, o maior percentual desde o maior percentual desde fevereiro de 2003, quando também estava em 60,2% do PIB. Em junho, esse percentual estava em 58%. Num primeiro momento, o BC tinha informado que o percentual era o maior desde outubro de 2002.

Dívida bruta - Em julho, a dívida bruta - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 6,210 trilhões ou 86,5% do PIB, contra 85,5% em junho deste ano. Esse é o maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006.

Indicador - A dívida pública bruta é um indicador usado para avaliar a solvência das finanças de um país. Quanto mais alto o indicador, maior a desconfiança em relação à capacidade de um governo honrar os compromissos. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

ECONOMIA V: Nova cédula de R$ 200 entra em circulação nesta quarta-feira

economia IV 01 09 2020A nova nota de R$ 200, com a imagem do lobo-guará, começará a circular nesta quarta-feira (02/09). Segundo o Banco Central (BC), será a sétima cédula da família de notas do Real. Serão produzidas neste ano 450 milhões de unidades.

Cerimônia - A cerimônia de lançamento das novas cédulas será transmitida pelo canal do BC no YouTube. O BC divulgará a imagem da nova cédula no dia 2.

Lobo-guará - O lobo-guará foi escolhido em pesquisa realizada pelo BC em 2001 para eleger quais espécies da fauna brasileira deveriam ser estampadas nas cédulas do país. No site do BC, há mais informações sobre a nova cédula.

Ação preventiva - De acordo com o BC, o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda. (Agência Brasil)

 

CÂMBIO: Dólar tem maior alta mensal desde março

cambio 01 09 2020O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real na última sessão de agosto, mês de intensa pressão no câmbio devido a incertezas políticas e fiscais que mantiveram o real como a moeda relevante mais volátil do mundo.

Cotação - O dólar subiu 1,20% nesta segunda-feira (31/08), cotado a R$ 5,4807, depois de cair 2,93% na sexta-feira (28/08), maior desvalorização diária desde o começo de junho.

No mês - Em agosto, o dólar subiu 5,02% - maior alta mensal desde os 15,92% de março passado. Em 2020, a moeda acumula alta de 36,58%.

Exterior - A alta do dólar neste começo de semana esteve associada a um dia menos auspicioso no exterior, em que moedas emergentes e bolsas de valores se desvalorizaram, enquanto ativos seguros, como os Treasuries, ganharam terreno, conforme investidores deram uma pausa à espera de mais notícias que justifiquem o rali recente dos mercados.

Brasil - No Brasil, o movimento do dólar permaneceu, ao longo do mês, relacionado à incerteza sobre o rumo das contas públicas - e assim deve continuar. Agosto foi marcado por ruídos entre a equipe econômica e alas do governo em defesa de mais gastos e flexibilização de regras fiscais.

Dívida bruta - Dados divulgados pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (31/08) mostraram que a dívida bruta brasileira, considerada a principal medida da saúde fiscal do país, subiu 10,7 pontos percentuais no ano até julho, ao patamar recorde de 86,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Déficit primário - Também nesta segunda, a equipe econômica aumentou o deficit primário previsto para o governo central para R$ 233,6 bilhões de reais em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem encaminhado ao Congresso.

Bolsa de Valores - O Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, a B3, fechou em queda nesta segunda-feira, com preocupações sobre a situação fiscal no país ainda minando o sentimento dos investidores, no começo de uma semana com agenda econômica de peso, incluindo a esperada definição de auxílio emergencial e desempenho do PIB brasileiro no segundo semestre.

Queda - O índice caiu 2,09%, a 100.006,95 pontos, encerrando agosto com declínio acumulado de 2,82%, primeira perda mensal desde março, conforme dados preliminares, que mostravam um giro financeiro de R$ 21,7 bilhões na sessão.

Definição - Investidores aguardam a definição do valor do auxílio emergencial, prevista no mercado para amanhã. A terça-feira também tem na pauta econômica o desempenho do PIB do país no segundo trimestre. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

TURISMO: Plano de retomada do setor avança para reaquecer setor

turismo 01 09 2020Diante de todo o impacto provocado pela pandemia do coronavírus, o setor do turismo está entre os primeiros que sentiram a crise bater à porta e figura no rol dos mais prejudicados. Para deixar tudo pronto e favorecer o reaquecimento desse mercado tão logo seja possível, o Governo do Estado e entidades do setor articularam, assim que surgiram os primeiros reflexos do coronavírus, o Projeto de Retomada do Turismo no Paraná, que caminha a todo vapor.

Turismo regional - A principal meta é a possibilitar a recuperação a partir do turismo regional, com viagens até de 200 quilômetros dentro do próprio Estado.

Fases - Após a conclusão da Fase 1 do projeto, a 2 foi iniciada imediatamente e a fase 3 já está em andamento. Elas consistem, respectivamente, na costura de parcerias com entidades de classe e instâncias de governança para capacitação e qualificação dos serviços, como hospedagem, alimentação e agenciamento e na retomada dos negócios a partir de encontros de negócio virtuais.

Iniciativa - O projeto é uma iniciativa da Paraná Turismo, Invest Paraná e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria de instituições representativas dos setores público e privado, que fazem parte do Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) e, ainda, das Instâncias de Governança Regionais (IGR’s) das 14 regiões turísticas do Paraná.

Retomada - “Durante o isolamento social e o fechamento do comércio, trabalhamos incansavelmente para proporcionar uma retomada do turismo em todas as regiões do Estado. Queremos garantir que os destinos turísticos do Paraná entrem na rota dos paranaenses, dos brasileiros e dos estrangeiros, como foi determinado pelo governador", afirmou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Março e abril - Na Fase 1 do projeto foi feito, entre março e abril deste ano, um levantamento de 11 mercados emissores dentro do Estado, principalmente nos segmentos ecoturismo, aventura e rural. Os destinos emissores são: Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Guarapuava. Essas cidades foram escolhidas em função da densidade populacional e da capacidade de renda.

Seleção - Ainda nessa fase houve a seleção de produtos e empresários envolvidos na emissão e recepção de turistas, que deveriam estar inseridos em três filtros básicos – ter registro ativo no Cadastur, estar em um município que faça parte do Mapa do Turismo Brasileiro e seguindo os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

Prioridade - De acordo com o diretor de Marketing da Paraná Turismo, Aldo Carvalho, após a seleção dos destinos emissores, foi definido que o turismo de curta distância seria a prioridade, inspirando-se em experiências internacionais. “Começamos um trabalho de construção das fases dos projetos e a primeira coisa que fizemos foi um levantamento de informações, e definimos os mercados emissores e os destinos finais dentro do próprio Estado. Ou seja, um turismo do Paraná para o paranaense”, destacou.

Cenário - A necessidade de refletir sobre um plano de retomada era iminente, uma vez que o setor no Estado vinha em franca ascensão. Até outubro de 2019, o Paraná era o segundo com o maior crescimento turístico do Brasil (5,4%) superando, inclusive, a média nacional (1,5%). Também houve um aumento de 23% de empresas que aderiram ao Cadastur, cadastro de prestadores de serviços turísticos, o que representa 1.183 novas empresas registradas em 2019. Além disso, o Paraná marcou presença em pelo menos 30 eventos do setor.

Movimento financeiro - O turismo movimentou no País cerca de R$ 930 bilhões em 2019, além de gerar, até o início da pandemia, cerca de 25 milhões de empregos no Brasil. Os dados traziam otimismo para 2020. No entanto, em março, o início da pandemia atingiu o turismo em cheio, trazendo duras consequências ao trade de forma praticamente indiscriminada, desde os guias de turismo até as companhias aéreas.

Atividade - Para Giovanni Bagatini, gerente de Turismo do Serviço Social do Comércio (Sesc/PR) e representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomercio-PR), o empreendedorismo no turismo é uma atividade arriscada e necessária para o crescimento e até mesmo para a sobrevivência da economia no País.

Dificuldades - “O empresariado do turismo tem passado por grandes dificuldades durante a pandemia, sendo o setor mais impactado. Por isso, penso que é a hora de união e resiliência. Eu particularmente sou otimista e devemos buscar suportar os impactos gerados pelo caos para que possamos voltar, e voltar mais fortes”, definiu.

Estabilização - Bagatini define ainda que é possível considerar um cenário de estabilização da economia entre outubro de 2020 e outubro de 2021, no qual ele cita um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que estima uma perda de 21,5% para o setor do turismo no biênio. Porém, há regiões no Estado, como Foz do Iguaçu e Morretes, nas quais a taxa de dependência do turismo chega a superar 50% e, portanto, são locais onde o impacto acaba sendo muito maior.

Colaboração - “A colaboração entre todas as lideranças será imprescindível e será imperativo de sucesso para superar essa tempestade, a qual tenho certeza que vamos superar aqui no Paraná”, destacou o gerente.

Não cancele, remarque! - Como parte do projeto de retomada foi lançada a campanha Não cancele, remarque!, que tem como objetivo principal evitar a falência de empresas e o desemprego.

Conscientização - O intuito é que os turistas que já haviam comprado pacotes, passagens aéreas e outros produtos turísticos que estavam datados para um período coincidente com a pandemia sejam conscientizados a não cancelar as reservas feitas, e sim que as remarquem. Isso faz com que as empresas turísticas não tenham que devolver o valor que o turista pagou, desonerando o capital de giro, que ficou prejudicado pela falta de movimentação do mercado durante a pandemia.

Sondagem dos impactos da Covid-19 - Durante o período da pandemia, a Paraná Turismo também fez pesquisas de sondagem desenvolvidas pelo Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) sobre os impactos da Covid-19. Os levantamentos foram realizados entre turistas, órgãos oficiais de turismo, e os setores de meios de hospedagem, alimentos e bebidas, eventos, agências de turismo e transportadoras turísticas.

Base - As pesquisas serviram de base para que fosse traçado um cenário do turismo local antes e durante a pandemia da Covid-19, para obter dados suficientes para a execução do projeto de retomada de uma forma assertiva e eficaz. Todas as sondagens podem ser acessadas AQUI. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: País tem 121,3 mil mortes e 3,9 milhões de casos acumulados

No Brasil, desde o início da pandemia, 121.381 pessoas morreram em função da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 553 novos óbitos. Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada na noite desta segunda-feira (31/08). No domingo (30/08), o painel do ministério marcava 120.868 óbitos. Há 2.708 falecimentos em investigação.

Infectados - De acordo com o balanço da pasta, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 3.908.272. Entre domingo e segunda, as secretarias estaduais de saúde acrescentaram às estatísticas 45.961 novos casos. No domingo, o sistema do Ministério da Saúde trazia 3.862.311 casos acumulados.

Menores - Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação pelas equipes das secretarias de saúde. Já às terças-feiras, o número usualmente tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

Acompanhamento - Ainda de acordo com a atualização, 689.157 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.097.734 já se recuperaram.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1859,8.

Covid-19 nos Estados - Os estados com mais morte foram São Paulo (30.014), Rio de Janeiro (16.065), Ceará (8.409), Pernambuco (7.593) e Pará (6.146). As Unidades da Federação com menos óbitos até o momento são Roraima (587), Acre (612), Tocantins (673), Amapá (661) e Mato Grosso do Sul (862). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 01 09 2020

SAÚDE II: Paraná registra 1.289 novos casos de coronavírus

saude II 01 09 2020A Secretaria de Estado da Saúde confirma nesta segunda-feira (31/08) 1.289 novos casos de Covid-19 e mais 39 óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma 130.500 casos e 3.251 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - São 948 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19: 770 estão em leitos SUS (370 em UTI e 400 em leitos clínicos/enfermaria) e 178 em leitos da rede particular (59 em UTI e 119 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 1.217 pacientes internados, 525 em leitos UTI e 692 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de Covid-19.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 39 pacientes. Todos estavam internados. São 13 mulheres e 26 homens com idades que variam de 6 a 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 24 a 31 de agosto.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em: Curitiba (9), Arapongas (5), Londrina (3), São José dos Pinhais (3), Ibiporã (2), Pinhais (2), além de um óbito registrado em cada um dos seguintes municípios: Adrianópolis, Araucária, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Mauá da Serra, Pato Branco, Quatinguá, Ribeirão do Pinhal, Rolândia, São Manoel do Paraná e Três Barras do Paraná.

Fora do Paraná - O monitoramento da secretaria estadual registra 1.406 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 39 morreram.

Ajustes - Alteração de município

Um caso confirmado no dia 20/08 em Curitiba foi transferido para Fazenda Rio Grande;

Um caso confirmado no dia 20/08 em Guarapuava foi transferido para Curitiba;

Um caso confirmado no dia 29/08 em Paraíso do Norte foi transferido para Guaporema;

Um caso confirmado no dia 15/07 em Cândido de Abreu foi transferido para Curitiba;

Um caso confirmado no dia 16/07 em Cândido de Abreu foi transferido para Reserva;

Um caso confirmado no dia 23/07 em Cândido de Abreu foi transferido para Reserva;

Um caso confirmado no dia 22/07 em Cândido de Abreu foi transferido para Ivaí;

Um caso confirmado no dia 10/08 em Pontal do Paraná foi transferido para Colombo. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo

 

 

SAÚDE III: Agosto termina com queda nos óbitos e estabilidade de casos

saude III 01 09 2020O Paraná encerra cinco meses e meio de pandemia (173 dias desde os primeiros casos) com queda no número de óbitos pela terceira semana epidemiológica consecutiva, redução na média móvel de mortes, estabilidade de novas infecções. O quadro é ainda complexo nos internamentos e alerta sobre a necessidade de manter a higiene e o distanciamento social para que a curva comece a apontar para baixo mais consistentemente. São 130.500 casos e 3.251 mortes.

Percentuais - Segundo o boletim publicado nesta segunda-feira (31/08) pela Secretaria de Estado da Saúde, houve redução de 2,2% nas confirmações da doença e 11,7% nas mortes entre as semanas epidemiológicas 35 (23 a 29 de agosto) e 34 (16 a 22 de agosto). A semana passada registrou o acumulado mais baixo de casos desde o recorte de 02 a 08 de agosto (semana 32, com 12.959 casos). As mortes despencaram com mais intensidade e chegaram a 219 na semana encerrada no sábado (29), contra saldo de 355 na semana 32.

Números regulares - Os casos ainda mantêm números regulares em todas as macrorregionais. No Leste (Curitiba, Campos Gerais, Litoral e Guarapuava), área que acumula mais diagnosticados em números absolutos, houve redução de 4,9% nos indicadores, mesmo ritmo do movimento estadual de queda pela terceira semana consecutiva.

Norte e Noroeste - O Norte e o Noroeste também registraram queda na semana 35, mas em outro tom. Os casos na região de Londrina e Cornélio Procópio caíram 1,6% - de 2.337 para 2.299, mas dentro de um padrão numérico relativamente igual desde o começo do mês. A região de Maringá e Umuarama aponta resultado 6,8% menor entre uma semana e outra (de 1.590 para 1.482), mas o indicador da semana 35 foi o terceiro pior da série histórica.

Oeste - Os casos na região Oeste estão subindo dentro do comportamento de altos e baixos entre julho e agosto. Foi o segundo crescimento consecutivo na área de Cascavel e Foz do Iguaçu na semana passada, desta vez de 8,4% (2.042 x 2.214).

Crescimento - Os casos de Covid-19 cresceram no Paraná por 11 semanas consecutivas, de 10 a 16 de maio (semana 20) a 19 a 25 de julho (semana 30). Houve uma pequena queda na semana 31, evolução de casos na semana 32 e novas reduções nas semanas 33, 34 e 35.

Comportamento irregular - O comportamento de óbitos foi mais irregular. Foram seis semanas seguidas de crescimento, desde 31 de maio a 06 de junho (semana 23) até 05 a 11 de julho (semana 28). Depois houve uma queda e três novos picos, inclusive o mais alto do registro histórico acumulado no Estado (355 mortes na semana 32, de 02 a 08 de agosto). Desde então são registradas baixas.

Média móvel - A média móvel de casos é de 1.872 (acréscimo de 10,1% em relação aos últimos 14 dias) e de óbitos de 30 (decréscimo de 27,8% na comparação com duas semanas atrás). Os números são do recorte da data de identificação do caso ou do óbito e indicam estabilidade no primeiro caso (variações dentro de 15%) e queda no segundo.

Letalidade - A taxa de letalidade do coronavírus no Paraná é de 2,5%, uma das mais baixas do País. São cerca de 37 mil casos ativos da doença e mais de 88 mil recuperados.

Agosto - O mês de agosto ainda aponta grandes dificuldades relacionadas com a doença e chegou a registrar o pior dia de divulgação de casos em 24 horas (2.866 no dia 28) e dias com 84 óbitos (20 de agosto) e 78 óbitos (04 de agosto).

Maiores registros - Agosto também foi o mês com os maiores registros de casos e mortes da série histórica. Foram divulgados 55.200 casos no mês, o que representa 42,2% do total de 130.500 desde março. A Secretaria da Saúde também comunicou 1.352 óbitos, 41,5% do total.

Julho - Em julho foram divulgados 52.677 casos e 1.263 mortes, e em junho 17.936 casos e 454 mortes. Segundo a Secretaria da Saúde, o crescimento de casos e óbitos freou entre julho e agosto na comparação com o indicativo de junho e julho. Houve aumento de 4,7% nos casos e 7% nos óbitos entre as divulgações de julho e agosto. Entre junho e julho o salto havia sido de 193% e 178,1%, respectivamente.

Continuidade - Apesar do breque no mês passado, a Secretaria ressalta que o período frio e chuvoso, além da estabilidade em números elevados, ainda exigem continuidade da política de isolamento domiciliar, distanciamento social e etiqueta respiratória.

Recorte nacional - O Paraná mantém o terceiro menor índice do País em casos por 100 mil habitantes (1.153,6) e a segunda menor taxa de óbitos pela mesma faixa populacional (29,8), segundo o Ministério da Saúde. O Estado ocupa a 11ª posição entre os 26 estados e o Distrito Federal em números absolutos de casos e mortes.

Internados - Segundo o boletim epidemiológico, ainda há 948 internados, 0,7% do total de infectados no Paraná. Desses, 429 estão em uma das 1.101 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) criadas pelo Governo do Estado desde o começo da pandemia e 519 em enfermarias exclusivas para a Covid-19.

Ocupação dos leitos - As taxas de ocupação nos leitos exclusivos são de 71% em UTIs adultas, 27% em UTIs pediátricas, 49% em enfermarias para adultos e 22% em enfermarias infantis. A maior preocupação é na macrorregião Leste – 81% de ocupação nos 601 leitos de UTI adultos disponíveis em dez cidades. Apesar de alta, a taxa não tem apresentado crescimento nos últimos dias.

Total - No entanto, somados confirmados e suspeitos internados nas redes pública e privada de Covid-19 em todo o Estado, são 2.165 internados em leitos clínicos (1.211) e em avançados (954).

Comorbidades - Cerca de 66% dos casos hospitalizados desde o começo da pandemia apresentavam comorbidades. As mais comuns até agora foram faixa etária (5.404), cardiopatia (3.785), diabetes (2.575), obesidade (602), doença neurológica (547) e pneumopatia (546).

Cidades - Apenas uma cidade paranaense ainda não registrou a presença do coronavírus: Boa Ventura de São Roque. Ela reúne 6.411 habitantes, 0,05% da população do Estado. As mortes já ultrapassaram 70% dos municípios, chegando a 280 na segunda-feira.

Regionais - Já há casos do novo coronavírus em todos os municípios das regionais de Saúde de Paranaguá, Curitiba e Região Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Cianorte, Paranavaí, Umuarama, Maringá, Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo, Ivaiporã e Telêmaco Borba.

Concentração - Em números absolutos, a regional de Curitiba e Região Metropolitana é a que concentra mais casos (52.433), seguida por Londrina (11.467), Maringá (9.213), Cascavel (8.305), Foz do Iguaçu (6.633), Paranaguá (5.184) e Toledo (4.968). Dez regionais já ultrapassaram 4 mil casos e apenas três das 22 ainda não alcançaram 1.000 casos.

Incidências absolutas - As maiores incidências absolutas de mortes são em Curitiba e Região Metropolitana (1.658), Londrina (244), Cascavel (160), Maringá (158), Apucarana (134), Paranaguá (116), Campo Mourão (88) e Cornélio Procópio e Foz do Iguaçu (81). Já há mais de 50 óbitos em 13 regionais de Saúde.

Faixa etária - A faixa etária média dos casos no Paraná é de 39,9 anos, idade da população economicamente ativa, enquanto a de óbitos é de 68,3 anos, o que indica que as complicações da doença se concentram entre as pessoas mais idosas. É a segunda semana consecutiva em que o indicador de casos fica abaixo de 40 anos. A Covid-19 impacta mais a população feminina (52%), mas mata mais os homens (60%).

Mais afetada - São 29.638 casos entre pessoas com 30 a 39 anos, parcela mais afetada pela doença, o que representa 22,7% do total de infectados no Estado. A segunda é a de pessoas entre 20 e 29 anos, com 26.945 casos, ou 20,6% dos infectados. São, ainda, 12.499 casos entre crianças e jovens de 0 a 19 anos (9,5% do total) e 17.979 casos entre quem tem mais de 60 anos, 13,7%.

Mulheres - Em relação às mortes, a análise do quadro mostra que a Covid-19 acomete mais mulheres conforme o aumento da idade. A faixa mais atingida é a de mais de 80 anos (364 óbitos), seguida por 70 a 79 anos (354), 60 a 69 (282) e 50 a 59 (174). Entre os homens há diferença. A faixa mais vitimada foi entre 70 a 79 (516 mortes), seguida por 60 a 69 (474) e mais de 80 (432).

Populações específicas- O Paraná tem 121 casos confirmados nas comunidades indígenas, além de 355 suspeitos e 360 casos descartados. Entre a população privada de liberdade são 631 casos confirmados e 1.396 suspeitos.

Profissionais de saúde - No recorte de profissionais de saúde, são 6.879 infectados desde o começo da pandemia, com prevalência de casos entre enfermeiros e técnicos de enfermagem (3.025), médicos (616), servidores administrativos (277), farmacêuticos (225) e dentistas e ortodontistas (170). (Agência de Notícias do Paraná)

 


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