Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4900 | 02 de Setembro de 2020

COOPERATIVISMO: Presidente do Sistema OCB faz alerta sobre riscos na perda de arrecadação do Sescoop

cooperativismo marcio 02 09 2020“Com o crescimento do nosso movimento, os olhos do mundo e dos governos se voltaram a nós e percebemos que, sem a união do movimento cooperativista como um todo, visando à defesa dos nossos interesses contra a ingerência externa, o cooperativismo poderia fracassar”. Este é um trecho da correspondência assinada pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, enviada a todas Unidades Estaduais, nesta terça-feira (01/09), em que o dirigente faz um alerta ao cooperativismo brasileiro a respeito de uma tese que vem sendo defendida por alguns escritórios de advocacia junto às cooperativas, para entrarem na justiça contra o recolhimento das contribuições sociais devidas a terceiros, tendo como base de cálculo o limite de 20 salários mínimos vigente no País. Esta mesma tese pretende, ainda, reconhecer o direito de compensar os valores nos últimos cinco anos à data da ação.

Comprometimento - Segundo Freitas, se essas ações tiverem êxito na justiça, “o recolhimento ao Sescoop, com base na limitação mencionada, tem efeitos imediatos, o que pode vir a comprometer a capacidade da instituição de cumprir o propósito para o qual foi criado: apoiar o desenvolvimento das cooperativas em seus inúmeros projetos e ações em curso”. Para maior clareza sobre esse impacto, o dirigente ressalta que, “se todas as cooperativas passassem a contribuir observando o teto limite, a arrecadação do Sescoop reduziria em 92%”.

Riscos - “Vale destacar que hoje a contribuição das cooperativas ao Sescoop retorna a elas por meio de produtos e serviços disponibilizados: ferramentas de apoio à autogestão, ações de formação/qualificação profissional e promoção social”, lembra.

Resultados - O presidente do Sistema OCB, destaca que “é nessa esteira que o Sescoop busca fortalecer o cooperativismo brasileiro, promovendo sua identidade e reconhecendo sua peculiaridade. Para exemplificar, só em 2019 foram mais de 109 mil atendimentos diretos realizados em ações de promoção social, e mais de 500 mil ações de formação e qualificação profissional, que beneficiaram cerca de 3 milhões de cooperados e empregados de cooperativas. Tais iniciativas sofreriam impacto imediato!”

Reflexão - Freitas ressalta que “a decisão de ingressar ou não neste tipo de ação é de livre avaliação por parte das cooperativas e que aprimorar o modelo de atuação do Sescoop deve estar sempre presente em nosso direcionamento estratégico. No entanto, assim como a união cooperativista que originou o Sistema OCB se dá pela união do tripé representativo, educacional e sindical, da mesma forma sabemos que o enfraquecimento de uma parcela dos cooperados incorrerá no enfraquecimento de toda a cooperativa. Assim, entendemos que o enfraquecimento do Sescoop resultará no esmorecimento do movimento cooperativista como um todo”, frisou o dirigente cooperativista.

Clique aqui e leia a correspondência na íntegra

 

 

 

GESTÃO: Primeiro evento da série Compliance Experience debate governança e privacidade de dados

Com o propósito de contribuir para a sustentabilidade das cooperativas do Paraná, o Sistema Ocepar deu início ao Compliance Experience, uma série de quatro eventos que vão apresentar as melhores práticas e experiências das organizações nos processos de integridade e conformidade de suas atividades. O primeiro encontro ocorreu na tarde desta terça-feira (01/09) e foi transmitido pelo canal da entidade no Youtube para mais de 200 participantes, entre profissionais de cooperativas do Paraná e também de outros estados. As atividades foram conduzidas pelo coordenador de gestão estratégica do Sescoop/PR, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, e pela advogada Daniely Andressa da Silva.

Perenidade das cooperativas - Na abertura, a gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira, lembrou que a iniciativa integra o Programa de Compliance do Cooperativismo Paranaense, iniciado em 2019, e também faz parte do planejamento estratégico do setor. “O Sistema Ocepar tem se preocupado em executar ações e projetos visando atender demandas estratégicas, dentro das principais necessidades e preocupações do cooperativismo paranaense e o compliance e a gestão de risco são questões importantes a serem trabalhadas pois, dessa forma, também estaremos contribuindo para a perenidade e desenvolvimento das cooperativas”, afirmou.

Governança e privacidade de dados - O tema que abriu a série de encontros do Compliance Experience foi governança e privacidade de dados. A programação contou com a apresentação de duas palestras. A primeira tratou sobre “Melhores práticas de governança e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)” e foi ministrada pelo advogado e especialista em Direito Digital, Fabrício da Mota Alves. Sócio do escritório Garcia de Souza Advogados e coordenador da área de Proteção de Dados, Tecnologia e Inovação, ele é o representante do Senado Federal no Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, órgão que compõe a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Depois, a diretora jurídica, de compliance e DPO da Cisco do Brasil e cofundadora da organização de pesquisa e orientação LGPD Acadêmico, Márcia Muniz, falou sobre “Governança de dados e desafios práticos na implementação dos Programas de Privacidade de Dados”.

LGPD - Sancionada em 14 de agosto de 2018, a LGPD regulamenta o uso de dados pessoais de clientes e usuários por empresas públicas e privadas. O início da vigência seria em 18 meses a partir de sua publicação. No dia 27 de dezembro de 2018, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 869, prevendo a criação da ANPD e alterando o início da vigência da lei para agosto de 2020. Na semana passada, dia 26 de agosto, na mais recente matéria legislativa que tramitou no Congresso Nacional sobre o tema, o Senado aprovou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 34/2020, originário da MP 959/2020, excluindo do texto a parte que previa mais um adiamento de vigência da LGPD, e a matéria foi encaminhada para sanção presidencial. Já a Lei 14.010, de 10 de junho de 2020, adiou de 1º de janeiro de 2021 para 1º de agosto de 2021 a vigência das sanções que a ANPD, ainda pendente de instalação, pode aplicar nos órgãos, entidades e empresas que lidam com o tratamento de dados.

Incertezas - Na avaliação do advogado Fabrício da Mota Alves, ainda existem muitas dúvidas em relação à lei, a começar sobre a data em que efetivamente ela entra em vigor. “A sociedade está se esforçando para abraçar essa legislação, mas nossos legisladores não estão nos ajudando. Há muitas incertezas e estamos num mar de dúvidas. Estamos tratando de conformidade, das necessidades do processo de adequação à lei e nem sabemos quando ela entra em vigor. Isso só gera uma dificuldade adicional”, afirmou. “Eu tenho uma visão técnica de que a LGPD vai vigorar a partir do dia em que o presidente da República sancionar o PLV que teve origem na MP 959, e o prazo condicional é 17 de setembro e, até lá, teremos a vigência provisória dessa lei”, enfatizou. “Com a sanção, a Medida Provisória naufraga de vez e aí entramos realmente com o cenário da vigência da LGPD. Mas isso não resolve a situação. Fica a dúvida, ela retroage ou não? É uma questão que todo mundo coloca e eu entendo que sim, retroage, e há insegurança jurídica nisso também. Na prática, eu trabalho com a hipótese de que, a partir da sanção, a lei realmente vai produzir seus efeitos”, acrescentou.

Autoridade - Alves também chamou a atenção para o fato do governo federal ainda não ter designado os membros da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que vai editar as normas e fiscalizar os procedimentos sobre a proteção de dados pessoais. Em seu entendimento, a forma como o processo está ocorrendo representa um problema. “Primeiro teria que vir a Autoridade, que regula, interpreta e aplica a lei. Trinta por cento dessa legislação depende de regulamentação e 100% de interpretação, o que deve ser feito pela ANPD. Depois, viria a entrada em vigor da lei e, por último, as penalidades. É um processo de responsabilidade pública. Infelizmente não é isso que está ocorrendo. A lei vai entrar em vigor de fato antes da Autoridade ser constituída. Se os diretores forem indicados nos próximos dias, eles deverão ser sabatinados somente no final de setembro e, mesmo que venham tomar posse, terão ainda um mundo de obrigações e funções a realizar. O fato é que temos que tomar uma atitude e partir para uma ação concreta. Nesse cenário de insegurança jurídica, é importante estabelecer prioridades, que devem ser baseadas em análises de risco e na verificação do que pode ser mais vulnerável dentro das nossas estruturas de funcionamento”.

Treinamento - Para ele, a adequação à LGPD deve começar pela capacitação dos funcionários. “Treinamento é fundamental. Para mim, é a fase zero do processo. É você preparar os seus colaboradores e a sua estrutura de pessoal para o que vem por aí. É preciso realizar uma conscientização interna, com base em informação, para se obter um nível adequado de conhecimento sobre o assunto. E, a partir daí, estabelecer o seu plano de prioridades. O momento agora é de priorização. É necessário começar de alguma forma e esse início deve ser feito com base em algum tipo de plano de ação emergencial”, disse.

Consultoria - Ainda de acordo com o palestrante, o investimento em capacitação também será relevante no momento de contratar consultorias, mesmo que seja em regime emergencial. “É bom que haja do seu lado pessoas preparadas para contratação desses serviços e, também, para questionar a qualidade desses serviços porque essa é uma outra realidade do mercado. Temos muitos prestadores de serviço mas nem todos estão preparados”, ressaltou o advogado. Ele também recomendou a contratação de consultorias com certificação, atestadas e com experiência demonstrada.

DPO - Alves orientou sobre outros aspectos importantes que devem ser observados em relação à LGPD, como a realização de um diagnóstico e o mapeamento de dados, a revisão documental para identificar as inconformidades relacionadas à lei, entre outros pontos. O especialista chamou ainda a atenção para a figura do encarregado de proteção de dados, o DPO (Data Protection Officer), na sigla em inglês. “A lei tornou obrigatório o DPO para todos que tratam dados pessoais, independente do seu porte ou faturamento, seja um ambulante, um empresário, um microempreendedor, empresário de pequeno porte ou uma multinacional. Todos devem ter um DPO, sem exceção. O Brasil tem que estar preparado para possuir a maior quantidade de DPOs do planeta. Isso é algo inevitável porque a lei obriga”, frisou.

Mapeamento - Dessa forma, ele destacou que as empresas devem atender de imediato a essa obrigatoriedade, embora a lei não ainda tenha especificado os critérios que devem ser seguidos para a escolha da pessoa que irá desempenhar a função do DPO, o que deverá ser melhor esclarecido no momento em que a ANPD regulamentar a legislação. Para Alves, esse é um exemplo do paradoxo existente na lei e uma demonstração de como as empresas devem agir diante desse quadro. “Nós temos que pegar os pontos da lei que têm eficácia plena e trabalhá-los. Colocar em standby aqueles que dependem de regulamentação para ter efeito e implementar uma visão conservadora sobre eles. E há ainda os itens com possibilidade de mudanças posteriores. É necessário mapear esses pontos da LGPD e trabalhar com essas realidades”, disse, ressaltando a importância do apoio da assessoria jurídica e da consultoria externa contratada pela empresa nesse processo.

Compartilhamento de experiência - Após a apresentação da palestra de Fabrício da Mota Alves, o evento prosseguiu com a participação de Márcia Muniz, que compartilhou sua experiência na implementação do Programa de Proteção de Dados na Cisco do Brasil. “Eu vejo esse trabalho como um desafio. Desafio para quem está no meio da jornada e mesmo para quem ainda nem a começou. Eu não conheço nenhuma empresa que esteja com sua jornada totalmente encerrada pois, como bem colocou o Fabrício, há vários pontos da LGPD que ainda dependem de regulamentação. Mas é importante, primeiro, nunca pensar que é tarde. A jornada é longa e cada dia que deixamos de começar, mais atrasados estaremos. Então, independentemente da fase que cada um esteja, o meu convite e o meu maior incentivo é para que iniciem de fato essa jornada”, afirmou.

Cronograma de prioridades - Márcia sugeriu estabelecer um cronograma de prioridades. “A primeira coisa que precisamos fazer é olhar para aquilo que já temos e verificar em que contexto estamos inseridos”, ressaltou. Ela disse que, embora atue numa empresa de origem americana, com presença global e que já se adaptou à legislação europeia, foi necessário levar em consideração também as demais legislações existentes no Brasil e trabalhar a questão cultural. “Os brasileiros não têm uma cultura de proteção e privacidade de dados. Hoje estou percebendo uma mudança de comportamento mas ainda temos um longo caminho a percorrer pois cultura a gente constrói”, complementou.

Alta liderança - A diretora da Cisco apontou ainda outros elementos importantes no processo de implantação de um Programa de Proteção de Dados, como envolver em primeiro lugar as pessoas que comandam a empresa. “Um pilar fundamental é o apoio da alta liderança, que deve ser informada sobre as necessidades de se implantar um programa, seus benefícios e impactos. A partir daí, pouco a pouco, isso irá cascatear para os demais níveis da organização”, afirmou.

Análise de fluxo de dados - Segundo Márcia, o passo seguinte é fazer uma análise de fluxo de dados. “É necessário mapear quase todos os dados que a companhia coleta e trata e identificar os gaps, os possíveis espaços para uma violação ou um vazamento de dados”, disse. Ela contou que fez esse trabalho por meio de 68 entrevistas e destacou a importância de iniciar o trabalho também com a participação do setor de Recursos Humanos, devido ao grande volume de dados que são compartilhados por essa área. Ela comentou ainda sobre a necessidade de formulação de uma política de privacidade, que deve ser preferencialmente disponibilizada por meio do website da companhia, juntamente com o contato do DPO.

Outras práticas - De acordo com a diretora da Cisco, outra prática que pode ser implantada é a nomeação de embaixadores de proteção de dados. “Onde houver um fluxo maior de dados, identificar a pessoa que conhece bem os procedimentos da área e tenha afinidade com a Lei Geral de Proteção de Dados para que seja então o seu porta voz com aquele setor”, disse. E, também, criar um Comitê de Privacidade. “Para mim, foi muito importante pois eu me reunia todos os meses com as áreas mais impactadas, como TI, RH, marketing e financeiro, para fazer a leitura do que já havia sido extraído das entrevistas e revisar as políticas. Por mais que você tenha uma área de proteção, um DPO, o compliance não é responsabilidade de uma pessoa só e um comitê ajuda a criar uma cultura na companhia”, destacou.

Próximos encontrosAo final, os palestrantes responderam às dúvidas dos participantes do evento, que foi encerrado pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. Os próximos encontros do Compliance Experience vão debater os temas Compliance e investigações internas, no dia 10 de setembro; A evolução dos programas de compliance em diversos setores, no dia 15 de setembro; e A importância da ética e do compliance para o futuro das organizações, no dia 22 de setembro. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://bit.ly/2DmcKia.

{vsig}2020/noticias/09/02/compliance/{/vsig}

 

COVID-19: Comitê de Acompanhamento emite comunicado 110

covid 19 destaque 02 09 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 emitiu, na manhã desta quarta-feira (02/09), o comunicado 110, destacando a participação da Ocepar em diversos eventos, como no debate promovido pelo Canal do Boi e na posse da nova diretoria do Sindiavipar. Também informa sobre a realização do primeiro encontro do Compliance Experience e o ofício enviado pelo Sistema OCB, alertando sobre riscos de perda de arrecadação do Sescoop/PR. Veja abaixo.

1. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, em conjunto com o Willem Bouwman, presidente da cooperativa Castrolanda, da live organizada pelo Canal do Boi, no dia 1º de setembro, para debater sobre a contribuição do cooperativismo para o desenvolvimento do Paraná. Clique aqui para acessar o conteúdo da live.

2. No dia 1º de setembro, o presidente do Sistema Ocepar participou da reunião do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná - Sindiavipar, para dar a posse da nova gestão eleita da entidade, sob o comando de Irineo da Costa Rodrigues.

3. O Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou evento virtual do programa de capacitação das lideranças femininas das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, da intercooperação Unium.

4. No dia 1º de setembro, o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou o primeiro encontro do compliance.EXPERIENCE: conhecimento para a sustentabilidade do cooperativismo, com tema Governança e Privacidade de Dados. Para acessar a programação dos próximos eventos, clique aqui.

5. O Sistema OCB publicou o Ofício Circular 74/2020, no dia 1º de setembro, alertando sobre riscos na perda de arrecadação ao Sescoop, em decorrência de possíveis ações movidas pelas cooperativas contra o recolhimento das contribuições sociais devidas a terceiros. Se as ações tiverem êxito, podem comprometer a capacidade do Sistema de cumprir o propósito para o qual foi criado: apoiar o desenvolvimento das cooperativas. Clique aqui para acessar o ofício

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

REUNIÃO INSTITUCIONAL: Sistema Ocepar promove encontro virtual com a Cooperativa Copan

Na manhã desta quarta-feira (02/09), o Sistema Ocepar se reuniu com a diretoria da Cooperativa Paranaense dos Anestesiologistas (Copan), com sede em Curitiba, para a apresentação e discussão da situação econômico-financeira da cooperativa por meio de indicadores e comparativos com outras do mesmo ramo e região. O intuito é manter a qualidade da gestão, credibilidade perante terceiros, transparência perante o quadro social e a solidificação do sistema cooperativista. Também durante a reunião institucional – a 54ª na modalidade virtual – foi detalhado o trabalho que o Sistema Ocepar tem desenvolvido em prol do setor cooperativista, apresentado os indicadores socioeconômicos das cooperativas paranaenses, além das atividades finalísticas do Sescoop/PR.

Sintonia - Falando em nome da Diretoria Executiva do Sistema Ocepar, o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, relembrou que a ações na modalidade virtual, que foi adotada em março em acatamento às determinações das autoridades sanitárias para fazer frente à Covid-19,  têm dado resultado acima do esperado, porque facilita a articulação com maior número de cooperativas, amplia as possibilidades de contato com organismos oficiais, desde audiências com governos na esfera estadual e federal, com as organizações e entidades de classe, como a OCB, em Brasília, e Congresso Nacional. “Há uma melhoria na sintonia com todos os setores, iniciando-se com as cooperativas, em busca de soluções de medidas que posam afetar o cooperativismo. Enfim, estamos dando continuidade de forma efetiva ao planejado”, acrescentou.

Ganhos - Boesche  ainda lembrou que as reuniões virtuais, com os ganhos proporcionados pelo uso da tecnologia, permitem contatos mais frequentes com as cooperativas de um número maior de profissionais do Sistema Ocepar, o que dificilmente ocorreria em encontros presenciais. “Temos condições de ouvir das cooperativas as suas preocupações e demandas, atentos às particularidades de cada uma, para avaliar o que deve ser feito para contribuir para o seu desenvolvimento e fortalecimento, ou seja, tomar, de forma ágil e efetiva, decisões em favor das cooperativas e também de proteção das pessoas a elas vinculadas, afinal a cooperativa também é, em essência, uma sociedade de pessoas”, historiou.

Preocupação - O presidente da Copan, Fábio Maurício Topolski, agradeceu ao Sistema Ocepar a iniciativa de adotar o contato remoto e também pela exposição dos números da cooperativa. Também externou a preocupação do setor com as propostas do governo central contidas na reforma tributária, mesmo reconhecendo a gravidade do momento para a economia nacional, com retração do PIB e queda na arrecadação. “Temos discutido muito a questão tributária neste cenário, com a redução drástica da arrecadação. Mas o impacto da proposta da reforma tributária, que prevê unificação de tributos, aumento de alíquota e até mesmo a tributação de dividendos, preocupa muito o nosso setor”, acentuou, lembrando que a atividade da Copan “sofreu impacto forte da pandemia,  devido ao  cancelamento de procedimentos eletivos desde o final de março e  que tem ficado abaixo da média”. Por isso, segundo ele, o faturamento deste ano deve chegar a R$ 140 milhões, frente aos R$ 170,1 milhões de 2019. Fundada, em maio de 1982,  atualmente a Copan tem 1008 cooperados e 16 funcionários.

Articulações - O coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Devair Antonio Mem, informou que  os Sistemas Ocepar e OCB, em sintonia com o Instituto Pensar Agro (IPA), têm se articulado em defesa do setor quanto à questão da reforma tributária, por meio da apresentação de emendas ao relator da matéria em busca da manutenção do adequado tratamento tributário às cooperativas, em conformidade com o Ato Cooperativo. Segundo ele, há um trabalho forte neste sentido, inclusive com articulações junto ao Congresso Nacional, mobilizando as bancadas que representam o setor.

Participantes - Pelo Sistema Ocepar, ainda participaram da reunião virtual os coordenadores de Desenvolvimento Cooperativo João Gogola Neto e Leandro Roberto Macioski, além do analista técnico Emerson Barcik. Entre os representantes da Copan, também estiveram presentes o secretário Ranger Cavalcante da Silva e o contador Jesus José de Oliveira.

{vsig}2020/noticias/09/02/reuniao_institucional/{/vsig}

 

UNIMED BRASIL: Live debate o cooperativismo perante os atuais desafios

live 02 09 2020Com as presenças do presidente da Unimed Brasil, Orestes Pullin, e dos superintendentes Renato Nobile e Leonardo Boesche, respectivamente da OCB e do Sescoop/PR, foi realizada, no início da tarde desta terça-feira (01/09), uma live especial para debater o cooperativismo perante os atuais desafios com a pandemia da Covid-19. O evento foi mediado pelo superintendente da Unimed Brasil, Rodolfo Maritano, e, durante quase duas horas, os convidados falaram sobre as principais ações que foram realizadas pelo sistema e pelas cooperativas para mitigar os impactos da pandemia no setor. Para assistir na íntegra ao debate, acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=YUqKyolWqhw

 

MELHORES DO ANO: OCB prorroga inscrições ao Prêmio Somoscoop

melhores ano 02 09 2020Ainda não inscreveu sua cooperativa na 12ª edição do Prêmio Somoscoop Melhores do Ano? Não se preocupe, porque a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que realiza a premiação a cada dois anos, acaba de anunciar que prorrogou o prazo que terminaria nesta quinta-feira (03/09). Agora, a nova data-limite é 16 de setembro. A justificativa é o cenário pandêmico que alterou muito a rotina das cooperativas que, aliás, não pararam de trabalhar.

Público - Vale lembrar que cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, regulares com a OCB, independentemente do ramo ou porte, podem se inscrever, já que a premiação também é uma oportunidade de mostrar o quanto elas são essenciais para o país, social e economicamente.

Objetivo - O objetivo do prêmio é destacar as boas práticas de cooperativas que tenham proporcionado benefícios aos seus cooperados e à comunidade. Casos relacionadas à diminuição dos impactos negativos resultantes da pandemia também podem ser inscritos.

Novidades - Entre as novidades desta edição está a incorporação da categoria Desenvolvimento Sustentável pela Cidadã, reforçando, ainda mais, o compromisso das coops com os ODS da ONU, em sua agenda 2030. As demais continuam as mesmas. São elas: Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Cooperjovem; Fidelização; Inovação; e Intercooperação. E a regra continua a mesma: pode ser inscrito somente um case por categoria.

Influenciadores - A segunda novidade é a criação da categoria Influenciadores Coop, direcionada a pessoas físicas consideradas referência na disseminação do cooperativismo brasileiro. Mas não para por aí: as indicações serão feitas pelas unidades estaduais do Sistema OCB e os vencedores serão escolhidos por votação popular no site do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano.

Edital - Para conhecer todos os detalhes do 12º Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, clique aqui. (OCB)

 

EVENTO: Vem aí o Encontro das Mulheres Cooperativistas

Um encontro totalmente voltado às mulheres que atuam no setor agropecuário está sendo organizado pelo Grupo Conecta, com apoio do Sistema OCB. Trata-se do Encontro das Mulheres Cooperativistas, a ser realizado 100% on-line, entre os dias 20 e 30 de setembro. Haverá até uma feira agro virtual, com direito a exposição de produtos e serviços e, ainda, palestras específicas sobre temas como liderança feminina.

Presenças confirmadas - Além de mulheres de todos os estados brasileiros, o encontro já tem, confirmados, importantes nomes do cenário político-econômico nacional, como o da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, da gerente geral da OCB, Tânia Zanella, e de Teresa Vendramini, presidente da Sociedade Rural Brasileira.

Lideranças cooperativistas - Além delas, o evento contará, também com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e dos presidentes Ronaldo Scucato (Sistema Ocemg), Edivaldo Del Grande (Sistema Ocesp), Luiz Vicente Suzim (Sistema Ocesc), e José Roberto Ricken (Sistema Ocepar). E, por fim, também está confirmada a participação do padre Fábio de Melo, que abordará a sabedoria feminina na edificação da família, da propriedade e dos negócios.

Apoio - O evento, que terá um estande virtual do movimento SomosCoop onde será possível ter acesso aos nossos materiais e publicações, conta, ainda, com o apoio das cooperativas Alfa, Camda, Coopama, Cooxupé, Integrada e Coplacana. (OCB)

UNITÁ/COPACOL: 500 vagas estão abertas na central e na cooperativa

unita copacol 02 09 2020Enquanto o cenário econômico nacional enfrenta grandes desafios, o Oeste do Paraná alicerçado pelo agronegócio permanece em um caminho que serve como exemplo, oferecendo renda e gerando o desenvolvimento regional.

Vagas - Na Cooperativa Central Unitá, em Ubiratã, são mais de 4,3 mil colaboradores contratados. Neste momento estão abertas mais de 300 vagas – a maioria para auxiliar de produção. São 350 mil aves abatidas por dia - a meta é chegar a 380 mil. A contratação é imediata. “O campo demonstra sua força mais uma vez dando sustentação para a economia estadual e nacional. Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo momento em que passamos no mundo, geramos oportunidades e estamos com centenas de vagas abertas e espera de candidatos”, diz o diretor-presidente da Cooperativa, Valter Pitol.

Parceria - Com sete anos em funcionamento, a Unidade Industrial da Unitá é mantida em uma parceria entre Copacol e Coagru – por meio de seus respectivos cooperados, ambas produzem o frango no campo, para a Unitá, onde ano passado foram abatidas mais de 75 milhões de cabeças de aves, totalizando em 180 mil toneladas de carne de frango.

Mais empregos - A força do meio rural tem mantido a movimentação financeira em setores importantes, como o comércio, construção civil e serviços em nossa região. Em Cafelândia, a Copacol conta com 10 mil colaboradores e está com outras 200 vagas abertas em setores operacionais, administrativos, técnicos e de gestão.

Orientações aos candidatos Para facilitar o processo durante a pandemia, o recrutamento é feito pelo WhatsApp. O candidato pode enviar uma mensagem para os telefones (45) 99915-3269, (45) 99963-6842, 99918-9916 para agendar entrevistas. Quem já passou pela empresa, mas saiu por qualquer outro motivo também poderá tentar uma nova oportunidade, enviando mensagem para o (45) 99998-0295. É preciso enviar o nome completo, cidade de origem e número do CPF.

Benefícios- Os colaboradores contam com benefícios, como prêmio produção quando não há faltas sem justificativas, restaurante industrial, vale-alimentação e PLR (Participação nos Lucros e Resultados). “Desde o ano passado trabalhávamos com a ampliação de uma rampa de produção que agora está sendo completada. É um momento desafiador, que precisamos continuar com a produção. Os candidatos podem entrar em contato por WhatsApp que iniciaremos o atendimento. O processo é feito desta maneira para garantir e preservar a saúde de todos”, explica Júlio Cézar de Melo, supervisor de Gestão de Pessoas. (Imprensa Copacol)

 

AURORA ALIMENTOS: Cooperativa lança podcast “Café com Coop”

aurora 02 09 2020Para fortalecer a essência da cooperação, a Aurora Alimentos lançou o podcast Café com Coop, produzido por meio do projeto Acredite no Cooperativismo. O programa em áudio terá um novo episódio sempre no último sábado de cada mês e está disponível no canal do Youtube do Acredite no Cooperativismo e na plataforma de streaming Spotify.

Fomento - O objetivo do podcast é fomentar o cooperativismo, enfatizando as formas de cooperação que impactam a sociedade e os modelos de negócios. "Há dezenas de anos, o cooperativismo vem ganhando espaço e se destacando na sociedade como um importante modelo econômico e social. Por isso, expor e enaltecer as transformações geradas pelo sistema, assim como os benefícios que proporciona, sobretudo, às pessoas, é uma maneira formidável de aproximá-lo e torná-lo ainda mais acessível à todas as pessoas", sublinha o vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton.

Engajamento - A identidade Café com Coop surge com a proposta de engajar o público de forma descontraída, já que possui duração média de 10 minutos e incentiva a construção dos novos conhecimentos aliada ao momento do café.

Convidado especial - O programa traz um convidado especial a cada episódio. O primeiro - que já está nas redes - tem a participação da gerente de comunicação do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Daniela Lemke, com o tema "Cooperativismo: um estilo de vida". “O cooperativismo é uma organização de pessoas por um bem comum. Nada é mais atual do que isso. A cooperação impulsiona os novos negócios, gera desenvolvimento, traz equilíbrio social e econômico. Cooperar sempre será o melhor caminho para um mundo mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, destaca a entrevistada.

Acesso - Para ouvir podcast Café com Coop, acesse youtube.com/acreditenocooperativismo ou procure "Café com Coop" no Spotify. (MB Comunicação Empresarial/Organizacional)

 

AVICULTURA: Governo apoia setor avícola para gerar empregos e desenvolvimento

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta terça-feira (01/09) com a nova diretoria do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), eleita na semana passada, e disse que o Estado tem interesse em ampliar a quantidade de granjas nos pequenos municípios para gerar mais empregos e desenvolvimento, além de fortalecer a cadeia com acesso a crédito, nova infraestrutura e energia elétrica sem interrupções. A comitiva foi liderada pelo novo presidente da entidade, Irineo da Costa Rodrigues, que é diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial.

Fundamental - “É um setor fundamental para o Estado e temos muito interesse em ampliar a produção, em receber novos investimentos. É uma cadeia que gera milhares de empregos”, afirmou Ratinho Junior. “Queremos ajudar na instalação de novas plantas e no acesso ao crédito”, acrescentou o governador.

Infraestrutura - O governador ressaltou ainda os investimentos em infraestrutura para apoiar a produção do Estado. “Estamos trabalhando na infraestrutura com o Paraná Trifásico, um programa que vai implementar 25 mil quilômetros de redes mais seguras no campo, o novo corredor de exportação ferroviário do Oeste e R$ 100 milhões para aplicar em melhorias nas estradas rurais”, afirmou.

Descomplica Rural - Ratinho Junior destacou o programa Descomplica Rural, criado para acelerar o licenciamento de novos empreendimentos do campo, os novos investimentos planejados no Porto de Paranaguá para ajudar a exportação dos produtos congelados, e status sanitário alcançado junto ao Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária com o fim da vacinação da febre aftosa.

Parceiros - “Somos parceiros do agronegócio. É uma vocação do Estado. A produção de alimentos terá papel fundamental na economia do futuro e precisamos de uma cadeia cada vez mais forte em todos os segmentos”, acrescentou o governador Ratinho Junior.

Recorde - O Paraná responde por 36% da produção nacional com mais de 20 mil granjas de frango de corte, e em 2019 atingiu recorde de abates de aves, com 1,87 bilhão de cabeças. O Estado é o principal exportador de carne de frango do Brasil, responsável por 40% do mercado. Em 2019 o Paraná enviou 1,58 milhão de toneladas ao exterior e os principais compradores foram China (290 mil toneladas), África do Sul (139 mil ton.) e Arábia Saudita (127,56 mil ton.), gerando receita de US$ 2,56 bilhões, 37,23% do total obtido pelo Brasil. O Paraná exporta carne de frango para mais de 160 países.

Postos de trabalho - Os abatedouros avícolas reúnem mais de 69 mil postos de trabalho direto no Paraná e há estimativa de geração de pelo menos 15 empregos indiretos a partir disso, do campo ao transporte e ao supermercado. A avicultura de corte representa 20% do Valor Bruto da Produção (VBP) do Paraná. A produção está concentrada em três regiões: Oeste (35,4%), Norte (20,4%) e Sudoeste (19,3%).

Continuidade - De acordo com Irineo Rodrigues, a nova direção do Sindiavipar, que tem mandato de três anos, tem a intenção de dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido no setor. Ele disse que os indicatores da avicultura apontam que o consumo brasileiro de carne de frango deve chegar a 50 quilos per capita por ano no Brasil em breve, além de ser uma proteína sem restrição religiosa.

Apoio - “O Paraná é o maior produtor e maior exportador de frango do País. O setor tem condições de crescer e precisa do apoio do Estado em infraestrutura. A avicultura representa um quinto da riqueza do agronegócio, 20% do Valor Bruto de Produção”, afirmou o presidente do Sindiavipar. “É uma atividade com uma cadeia complexa e que gera inúmeros empregos indiretos. Onde tem avicultura, mesmo sem abatedouro, há IDH elevado porque a geração de riqueza é muito grande”.

Pandemia - A diretoria do Sindiavipar também agradeceu os esforços das secretarias de Saúde e Agricultura e Abastecimento na manutenção da operação dos frigoríficos e na orientação dos cuidados sanitários durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Desde março o setor produtivo e o Estado mantêm reuniões virtuais periódicas para discutir controle de contágio e a resposta à Covid-19 sem interromper as atividades da cadeia, da granja ao Porto de Paranaguá.

Diretoria - Além do Irineo da Costa Rodrigues, a nova diretoria do Sindiavipar será composta por José Antônio Ribas Junior (vice-presidente), Rafael Santos (secretário) e Roberto Kaefer (tesoureiro). O Conselho Fiscal Efetivo é composto por Alfredo Lang, Gerson Muller e Adroaldo Paludo. Dilvo Grolli, Valter Pitol, Sidnei Donizete, Bottazzari, Ciliomar Tortola, Ricardo Chapla, Hugo Leonardo Bongiorno e Fabio Stumpf serão os novos suplentes. A entidade representa 45 abatedouros e incubatórios paranaenses.

Formação e carreira - Formado em agronomia, Irineo da Costa Rodrigues possui experiência na chefia regional da Acarpa, atual Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná). Atualmente, exerce a função de presidente da Cotriguaçu e da Lar Cooperativa Agroindustrial e é membro do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e do Conselho de Administração da Gazin.

Presenças - Participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; o deputado estadual Cobra Repórter; José Antônio Ribas Junior, vice-presidente da entidade e diretor de Excelência Agropecuária da Seara; Rafael Santos, secretário da entidade e gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF; Roberto Kaefer, tesoureiro da entidade e diretor-presidente da Globoaves São Paulo; Ciliomar Tortola, presidente do Conselho Administrativo da GTFoods; e o médico veterinário Inácio Kroetz. (Agência de Notícias do Paraná)

{vsig}2020/noticias/09/02/avicultura/{/vsig}

DESEMPENHO: PIB da agropecuária registra alta de 0,4% no segundo trimestre do ano

desempenho 02 09 2020O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária apresentou variação positiva de 0,4% no segundo trimestre de 2020, em relação ao primeiro trimestre do ano. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (01/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi o único setor entre os principais setores da economia que apresentou crescimento no segundo trimestre.

Comparação - Na comparação com o segundo trimestre de 2019, a agropecuária cresceu 1,2%. Segundo o IBGE, o índice pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no segundo trimestre e pela produtividade. As contribuições positivas vieram das culturas de soja (5,9%), arroz (7,3%) e café (18,2%). Já as culturas de feijão (-4%), milho (-0,8%) e mandioca (-0,3%) tiveram contribuições negativas.

Primeiro semestre - No primeiro semestre de 2020, a agropecuária teve desempenho positivo de 1,6% em relação a igual período de 2019.

PIB - Segundo o IBGE, o PIB do Brasil caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 (comparado ao primeiro trimestre de 2020), na série com ajuste sazonal. Em relação a igual período de 2019, o PIB caiu 11,4%.

Queda - Entre os segmentos, a maior queda no segundo trimestre foi na Indústria (-12,3%), seguida por Serviços (-9,7%).

Valores correntes - Em valores correntes, o PIB totalizou no segundo trimestre R$ 1,653 trilhão, sendo que a agropecuária somou R$ 125,417 milhões, a indústria R$ 287,544 milhões e os serviços R$ 1,064 trilhão. (Mapa)

 

I-LAB AGRO: Paraná terá laboratório de inovação no setor agropecuário

i lab 02 09 2020O Governo do Estado lança nesta quarta-feira (02/09), às 15 horas, em evento online, o projeto de criação do Laboratório de Inovação do Sistema Estadual de Agricultura do Paraná (Seagri). A partir de agora serão realizadas várias outras atividades virtuais de sensibilização sobre o tema. Depois, a Paraná Projetos fará a prototipação do laboratório.

Primeira experiência - O Laboratório de Inovação i-Lab Agro é a primeira experiência do setor público brasileiro voltada ao tema agro. A ideia nasceu na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mas logo foi expandida para os outros órgãos do Sistema Seagri – Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) e Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa).

Estudo - “Começamos a estudar os modelos de inovação e projetos e chegamos à conclusão de que o tipo de estrutura seria um laboratório de inovação”, disse o gerente de Apoio Técnico da Adapar, Alessandro Casagrande. Com a experiência adquirida em outros projetos, a Paraná Projetos, órgão ligado à Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes, e a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento assumiram a tarefa de fazer prototipação do laboratório.

Abertura - A prototipação será iniciada após esse processo de sensibilização, que começa nesta quarta-feira (02), no lançamento do projeto, que contará, entre outros, com a presença do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, do secretário de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, e do superintendente-geral de Inovação do Paraná, Henrique Domakoski.

Palestras - O evento terá também palestras de representantes da Embrapa, Frísia Cooperativa Agroindustrial e Banco Mundial, que falarão sobre as experiências em laboratórios de inovação. A previsão é que nas próximas seis quartas-feiras, até meados de outubro, outros modelos sejam discutidos, com a intenção de ter referências nacionais e internacionais sobre inovação em governo, economia comportamental e transformação digital.

Capacitação - Posteriormente, serão promovidos eventos para capacitação de facilitadores e mentores em metodologias de inovação. Eles terão a tarefa de conduzir oficinas de ideação e prototipação do laboratório para iniciar o processo de priorização de iniciativas de inovação a serem desenvolvidas na primeira fase.

Paraná Inovador - O Laboratório de Inovação i-Lab Agro é mais uma das iniciativas do Estado para tornar o Paraná mais competitivo também na área de tecnologia para o agronegócio, da mesma forma que já é na produção de alimentos. Para isso, o Governo tem estimulado o desenvolvimento de startups voltadas para esse segmento, inclusive com perspectiva de exportação tecnológica.

Escola Agrícola 4.0 - Com o mesmo interesse, o Governo do Estado destinou a Granja do Canguiri, ex-residência oficial dos governadores, para se transformar na Escola Agrícola 4.0. A área de 27 mil metros quadrados funcionará como suporte às atividades do Colégio Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia, que fica ao lado. Ali serão oferecidas disciplinas relacionadas à inovação e ao uso de tecnologias aplicadas à agricultura familiar.

Inscrições - As inscrições para acompanhar o evento de abertura e as demais palestras, gratuitas, podem ser feitas no site agrogov.live. (Agência de Notícias do Paraná)

 

IBGE I: Ricken destaca a importância do Censo para o desenvolvimento do agro

cem anos 02 09 2020O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que na sua juventude foi recenseador do IBGE no interior do Paraná, fez questão de comentar sobre o centenário do Censo Agropecuário em 2020, completado nesta terça-feira (01/09). “Celebrar os 100 anos do Censo Agropecuário é um fato extraordinário para o setor produtivo brasileiro e para o País. Foi em 1920 que se iniciou a prática de ouvir o homem do campo para saber o que ele produzia e o que ele necessitava. Naquela época a nossa agropecuária se resumia a produção de alimentos básicos, pecuária e cana de açúcar e café para exportação, basicamente”, disse.

Evolução - O dirigente destacou a importância deste levantamento para toda a sociedade. “De lá para cá, a atividade cresceu e se diversificou, abastecendo as mesas de brasileiros e milhões de pessoas no mundo todo, com produtos de qualidade. Muito desta evolução devemos ao crédito rural, à assistência técnica, à pesquisa e as informações geradas no censo agropecuário, realizado pelo IBGE. O Censo tem sido uma poderosa ferramenta na tomada de decisões e fixação de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Parabéns a todos que contribuem direta ou indiretamente para que a cada década esta pesquisa aconteça e ajude a transformar a agropecuária brasileira”, frisou.

Imagem: IBGE

 

 

IBGE II: Censo Agropecuário completa 100 anos e retrata história do setor no país

ibge 02 09 2020De um estabelecimento familiar de produção de tomate na área rural de uma pequena cidade a uma grande fazenda de criação de gado: nada escapa ao Censo Agropecuário. A realidade no campo é retratada pela pesquisa que alcançou, nesta terça-feira (01/09), 100 anos de história. O Censo Agro é a principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária brasileira, contemplando informações sobre a estrutura, a dinâmica e o nível de produção dessa atividade econômica no país.

Políticas públicas - As informações geradas pelo Censo Agro possibilitam, por exemplo, o planejamento e a avaliação de políticas públicas sobre o setor. Elas propiciam, também, estudos a respeito da expansão da fronteira agrícola e da dinamização produtiva ditada pelas inovações tecnológicas e enriquecem a produção de indicadores ambientais. Permitem ainda análises sobre as transformações decorrentes do processo de reestruturação e de ajustes na economia e de seus reflexos sobre o setor.

Primeiro - O primeiro Censo Agropecuário foi realizado em setembro de 1920, pela Diretoria Geral de Estatística - DGE, órgão do extinto Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. A partir dessa operação pioneira, foram mais 10 edições, sendo a última em 2017, totalizando 11 Censos Agropecuários. O IBGE tem sido responsável por esse trabalho desde a fundação do Instituto, em 1936. “E em todos esses anos, o IBGE esteve presente e participou dessa transformação, fornecendo dados de qualidade para traçarmos metas e elaborarmos políticas públicas cada vez mais eficientes e eficazes”, reconhece a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que enviou mensagem de congratulações ao IBGE.

Evolução - No período de 100 anos, o Censo Agro acompanhou a mudança tecnológica no campo e também se modernizou – seja nas temáticas abordadas ou nas tecnologias utilizadas hoje para a realização da pesquisa. Na década seguinte a do primeiro levantamento, por motivos políticos que culminaram na Revolução de 30, o Censo Agro não foi realizado. “A partir da década de 40, ele foi feito de dez em dez anos, até 1970, quando passou a ser quinquenal. Então teve em 70, 75, 80 e 85. Hoje ele deveria ser feito de cinco em cinco anos, mas a partir de 85 houve problemas para conseguir recursos, sendo realizado apenas em 1995-1996, 2006 e 2017”, conta Antonio Carlos Florido, pesquisador aposentado do IBGE que esteve à frente do Censo Agro nas últimas três edições.

Apuração descentralizada - Florido começou a trabalhar no Censo Agro aos 25 anos, assim que entrou no IBGE, em 1977. O Censo Agro de 1975 estava no início da fase de apuração. “Basicamente quando eu entrei o questionário era em papel, era um trabalho enorme, porque todo esse material era recolhido e trazido para o Rio de Janeiro, então levava de cinco a seis anos para divulgar o resultado. No Censo de 95, apesar de o questionário ainda ter sido em papel, já houve uma grande mudança porque a apuração foi descentralizada: passou a ser feita em todos os estados ao mesmo tempo”, lembra Florido.

Transformação - A transformação do Censo Agro também foi acompanhada por José Renato Braga de Almeida, hoje chefe da Unidade Estadual do IBGE no Rio Grande do Sul. “Em 1980, nós coordenamos o Censo Demográfico e na sequência incorporamos a coordenação do Censo Agropecuário. Desde então participei de cinco censos agropecuários. Durante esse tempo, passamos por diversas transformações nas etapas de coleta do Censo no IBGE, mudanças que se ajustaram ao período de realização. Com a grande revolução da informática ocorrida no IBGE a partir do Censo Demográfico de 2000, na edição do Censo Agropecuário de 2006, que foi conjunta com a contagem da população, teve uso do PDA pela primeira vez durante a coleta”, recorda José Renato.

Substituição - O PDA (Personal Digital Assistant) substituiu os questionários em papel. O uso desse coletor digital de dados com captura de coordenadas geográficas, que dispensou o uso do questionário em papel, foi um feito inédito entre os países até então, mesmo considerando aqueles mais avançados tecnologicamente.

Experiência repetida - A experiência foi repetida em 2017, adotando-se o Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), e seguida por outros países, em especial da América Latina, que, inclusive, acompanharam a coleta para conhecer as novas tecnologias utilizadas pelo IBGE.

Inclusão - “Tivemos, também, a inclusão de temas que não eram investigados anteriormente como, por exemplo, questões de meio ambiente, irrigação e agrotóxico”, continua José Renato. “Mas a grande transformação metodológica e tecnológica ocorreu no Censo Agro 2017, especialmente pela concepção de metodologia e o tempo de maturação”, completa o pesquisador.

Estrutura agrária - Após entrar no IBGE, o hoje chefe da unidade estadual da Bahia, Artur Ferreira, acompanhou como coordenador técnico do estado os censos agropecuários de 75 e 80. “O principal objetivo do Censo Agropecuário sempre foi acompanhar a estrutura agrária do Brasil. Como a produção agrícola é desenvolvida na zona rural, se conhecia muito pouco dessa realidade, só o Censo Agropecuário que retratava isso. E a demanda de dados era muito grande e, por isso, passou a ser quinquenal”, afirma Artur Ferreira, que destaca a inovação trazida pelo Censo de 1995/1996, que considerava o ano agrícola em vez do ano civil, utilizado até então.

Rapidez - Apesar de ressaltar também as inovações tecnológicas trazidas pelo Censo 2006, para Artur, as maiores mudanças vieram na última edição do Censo. “O resultado do Censo saiu em menos de dois anos, o que antigamente demorava muito mais. Mesmo quando demorava, as informações eram imprescindíveis e todos os órgãos do setor agrícola demandavam muito. Hoje temos dados muito recentes”, relata Artur.

Inovações - Antonio Carlos Florido destaca também que, entre as inovações trazidas pelo Censo Agro de 2017, estão o uso de Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), lista prévia de endereços e de coleta de estabelecimentos especiais e uma intensa utilização de sistemas georreferenciados.

Um retrato do campo - “O Censo Agro faz um retrato do momento em que ele vai a campo. Então ele acompanhou toda essa evolução, que inclui o avanço da tecnologia, inovação e o aumento da produtividade”, declara Florido. “O censo ajuda nas formulações das políticas e monitora ao longo do tempo da evolução a categoria social que você está supondo que é importante para o país”, diz o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Enrique Guanziroli.

Metodologia - Ele coordenou uma equipe que, a partir de 1994, construiu uma metodologia para o Censo Agropecuário retratar de forma mais adequada a agricultura familiar. O estudo deu origem a um documento chamado “O novo retrato da agricultura familiar no Brasil”, que serviu de base para a criação da Lei da Agricultura Familiar, de 2006.

Fundamentais - Para José Renato, as informações coletadas no Censo Agropecuário são fundamentais para o conhecimento da estrutura de uma atividade econômica que está presente em todo o país. “Essa atividade tem profundas mudanças em pouco tempo, com alterações rápidas nos produtos produzidos, na forma de produção, no uso da mão de obra, no uso de tecnologia, no impacto do uso do solo e no meio ambiente”, afirma.

Característica do instituto - De acordo com o pesquisador Nelson Senra, as transformações do Censo Agro são também uma característica do instituto. “O IBGE tem conexão, e se mantém afinado com o que há de melhor. Não foi diferente com o Censo Agro. Se um novo tema surgia, ele entrava no Censo, e se algo não mais cabia, não se temia retirá-lo”, conclui.

Importância - Chefe da Unidade Estadual do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos endossa a importância do Censo Agro em todo o Brasil, lembrando com gratidão as boas parcerias no seu estado com as instituições ligadas à agricultura. "Principalmente no Censo Agro 2017, o mais recente, quando o grande evento de divulgação dos dados finais, aqui no Paraná, contou com a presença de 18 órgãos de imprensa entre nacionais e locais".

Recomendações - Os Censos Agropecuários realizados pelo IBGE seguem, tradicionalmente, as recomendações técnicas orientadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO), permitindo, assim, a sua comparabilidade internacional. O Brasil tem participado de reuniões regionais promovidas pela FAO e de congressos internacionais de estatística agropecuária, compartilhando as experiências obtidas na realização desses levantamentos.

O legado de Manoel Antônio Soares da Cunha - Quando Florido começou a trabalhar no IBGE, Manoel Antônio Soares da Cunha estava à frente da pesquisa. “Ele entrou em 1950 como recenseador do Censo Agro, e foi evoluindo e até chegar a coordenador”, diz Florido, que o substituiu na Coordenação do Censo Agro a partir de 1991. “Manoel Antônio Soares da Cunha, por muito tempo, foi sinônimo de Censo Agro”, afirma Nelson Senra, pesquisador que dedicou a ele o livro “O Censo entra em campo”, em que conta a história dos recenseamentos agropecuários.

Sintonia - “Não tinha medo de renovar. Graças a ele o Censo Agro sempre trazia, a cada nova edição, mudanças em sintonia com o tempo. Sabia dar de si. Na verdade, para além de ter se dedicado às pesquisas agropecuárias, com ênfase no Censo Agro, atuou com atenção especial em todas as áreas do IBGE”, conta Senra, destacando a memória e o bom humor do pesquisador. Manoel Antônio faleceu em 2019.

Comunicado - Leia aqui o comunicado do IBGE sobre os 100 anos do Censo agro. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Leandro Santos / IBGE

 

ibge 02 09 2020

 

COMÉRCIO EXTERIOR Balança comercial tem superávit recorde de US$ 6,6 bilhões em agosto

comercio exterior 02 09 2020O Brasil obteve saldo comercial de US$ 6,6 bilhões no mês de agosto, um aumento de 68,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor superávit para o mês de agosto de toda a série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de US$ 5,6 bilhões, em agosto de 2017. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (01/09) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia ((Secex/ME).

Exportações - No mês passado, as exportações chegaram a US$ 17,7 bilhões, com recuo de 5,5% em relação a agosto de 2019, quando atingiram US$ 19,7 bilhões. Assim como em julho de 2020, o recuo ocorreu devido à queda dos preços dos bens exportados, que em agosto foi de 11,4%. Já o Índice de Quantum teve aumento de 3,4%.

Importações - As importações ficaram em US$ 11,1 bilhões, com redução de 25,1% em relação aos US$ 15,6 bilhões de agosto de 2019. “Embora a queda de importação seja significativa, podemos observar uma taxa de redução menor. No mês anterior, as importações haviam caído 35%”, comentou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior da Secex, Herlon Brandão, durante coletiva à imprensa.

Média diária - Na comparação com julho, a média diária das importações teve leve aumento em agosto, de US$ 500 milhões para US$ 530 milhões.

Corrente de comércio - Esses resultados de exportações e importações levaram a uma contração de 14,2% da corrente de comércio no mês, com total de US$ 28,9 bilhões contra US$ 35,2 bilhões em agosto do ano passado.

Redução - A redução das exportações no mês foi influenciada principalmente pelo recuo das vendas para América do Sul (-24,4%), América do Norte (-21,2%) e Europa (-11,1%). A Ásia, por sua vez, continua sendo o destaque positivo, com crescimento de 8,7%. Já na origem das importações, houve quedas das compras de América do Norte (-45%), América do Sul (-24%), Europa (-22,7%) e Ásia (-15,9%).

Setores - Os produtos agropecuários continuam como destaque positivo nas exportações, apresentando aumento de 14,6%. “Isso explica também o aumento para a Ásia, que é o principal destino desses bens”, destacou Brandão.

Indústria extrativa - Na indústria extrativa, houve queda de 15,4% nas vendas externas e, na indústria de transformação, de 7,7%. “Tudo isso motivado pela redução das cotações internacionais dos produtos”, explicou. As quantidades exportadas em agosto de 2020, contra agosto de 2019, crescem em todas as categorias. O maior aumento foi no setor agropecuário (+12,9%).

Transformação - Na importação, a queda foi puxada principalmente pela indústria de transformação (-23,8%), que responde por 94% das compras do país no exterior. O recuo, nesse caso, foi motivado por quedas tanto de preços quanto de quantidades. “A demanda brasileira por bens importados está em queda, por conta da baixa atividade econômica”, disse o subsecretário.

Estabilidade - Na média diária, o Brasil registrou um comportamento estável das exportações. Ao contrário do que vem acontecendo com o comércio mundial, que diminuiu 11% ao longo do primeiro semestre do ano, o volume das exportações brasileiras cresceu nos primeiros oito meses do ano. Mesmo em valor, há um comportamento estável. “Um pouco abaixo de 2019, mas sem grandes oscilações”, ponderou.

Tendência - Nas importações, porém, a tendência foi de queda no primeiro semestre, até junho, com estabilidade em julho e agosto, pela média diária. Segundo Brandão, isso está em linha com a queda da demanda brasileira e mundial.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, o superávit comercial atingiu US$ 36,6 bilhões, alta de 14,4% em relação aos US$ 32,2 bilhões do saldo até agosto de 2019. Nos oito meses, houve aumento do volume exportado (+3,8%) e queda dos preços (-8,6%). Na média diária, o valor exportado recuou 6,6% no ano. Na importação, a queda foi de 12,3% de janeiro a agosto, com recuos tanto no volume (-9,5%) quanto nos preços (-7,1%).

Comparativo - As exportações atingiram US$ 138,6 bilhões, contra US$ 149,3 bilhões do mesmo período de 2019. As importações ficaram em US$ 102 bilhões, diminuindo em relação aos US$ 117,1 bilhões até agosto do ano passado. Com isso, a corrente de comércio ficou em US$ 240,7 bilhões, 9,1% abaixo dos US$ 266,4 bilhões de janeiro a agosto de 2019.

Recorde na soja- No ano, o setor agropecuário também é destaque, com alta de 18,9% nas exportações, mas as indústrias de transformação (-14,2%) e extrativa (-8,6%) puxam o resultado para baixo, levando a um recuo médio de 6,6%. “Temos um recorde 76 milhões de toneladas de soja exportadas durante os primeiros oito meses do ano. Isso soma US$ 26 bilhões de exportação de soja nesse período”, pontuou Brandão.

Queda - Já nas importações, no acumulado até agosto, os três setores registraram queda – de US$ 0,93 milhões (-5,5%) em agropecuária; de US$ 17,75 milhões (-38,6%) em indústria extrativa; e de US$ 66,56 milhões (-10,5%) em produtos da indústria de transformação.

Previsão - A Secex deve divulgar a nova previsão da balança comercial do ano ao final deste trimestre, junto com os dados da balança de setembro.

Influências - Segundo Brandão, as previsões divulgadas no final do primeiro semestre foram influenciadas pelo cenário de pandemia e pela expectativa de queda no comércio mundial. A estimativa era de saldo comercial de US$ 55,4 bilhões em 2020, um aumento de 15,2% em relação a 2019.

Menor que a projetada - No entanto, a queda nos oito meses foi menor do que a projetada. “Temos notado um comportamento da exportação muito robusto, com esses volumes crescendo e batendo recordes. Nos preços, apesar da queda, há uma sustentabilidade no patamar. Faltam quatro meses para fechar o ano e esses quatro meses vão pesar menos no total de 2020. Então, é possível que as quedas, tanto de importação quanto de exportação sejam menores do que estamos projetando”, antecipou. (Ministério da Economia)

Veja os dados completos da Balança Comercial em agosto

FOTO: Pixabay

 

ECONOMIA: Guedes anuncia envio da reforma administrativa ao Congresso Nacional

economia I 02 09 2020O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (01/09) que o governo enviará nesta quinta-feira (03/09) uma proposta de reforma administrativa do serviço público para análise do Congresso Nacional, que será válida para futuros servidores. “A opinião pública não está disposta a aceitar abusos, salários astronômicos, isso tem que ser revisado na reforma”, disse.

Renda Brasil - Para o ministro, a contenção de gastos com o funcionalismo poderá ajudar na criação do programa Renda Brasil, que deverá substituir o Bolsa Família para atender parte da população beneficiada com o auxílio emergencial na pandemia de coronavírus. Guedes anunciou ainda a prorrogação do auxílio até dezembro, com quatro parcelas de R$ 300.

Videoconferência - Guedes participou de videoconferência na comissão mista criada pelo Congresso Nacional ao reconhecer estado de calamidade pública em razão da Covid-19. No debate, ele fez um balanço das ações durante a pandemia e manifestou otimismo com a recuperação da economia a partir deste terceiro trimestre.

PIB - Segundo ele, o recuo de 9,7% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um dado do passado. “Como a velocidade da luz é diferente da do som, você vê um raio, mas o som chega muito depois. É a mesma coisa com a economia.”

Ousadia - Guedes defendeu ousadia nas medidas para estimular o crescimento. “Eu acho que os passos realmente podem ser cada vez mais ousados, vamos pegar esses recursos que estão sobrando, às vezes, com o andar de cima e canalizar para o andar de baixo”, disse. Ele defendeu a reforma tributária e a tributação de dividendos pagos a acionistas.

Teto dos gastos - Em resposta ao deputado Francisco Jr. (PSD-GO), relator da comissão mista, Guedes defendeu o teto dos gastos e disse que programas sociais servirão para “remover a pobreza futura”, com enfoque na primeira infância. O Renda Brasil, explicou, ainda está em estudos no ministério, por isso não constou da proposta de Orçamento para 2021.

Questionamentos - Os parlamentares fizeram vários questionamentos sobre pontos específicos relacionados ao pós-pandemia, como proteção dos mais pobres e geração de empregos. O ministro da Economia elencou iniciativas que têm potencial para reativar investimentos privados, como mudanças na legislação sobre saneamento, gás e navegação de cabotagem.

Apoio - Paulo Guedes pediu apoio do Congresso Nacional para a aprovação de reformas e da desoneração da folha de pagamento. Ele também chamou de “mal entendido” a reação que teve ao chamar de “crime” a derrubada, por senadores, de veto ao reajuste de servidores públicos na pandemia. “Na minha cabeça foi um lamento, não uma ofensa.”

Deputados - Participaram da videoconferência os deputados Felício Laterça (PSL-RJ), General Peterneli (PSL-SP), Hildo Rocha (MDB-MA), Luiz Carlos Motta (PL-SP), Mauro Benevides Filho (PSB-CE), Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Reginaldo Lopes (PT-MG).

Senadores - O debate contou ainda com os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Eduardo Gomes (MDB-TO), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Izalci Lucas (PSDB-DF), Kátia Abreu (PP-TO), Wellington Fagundes (PL-MT) e Zenaide Maia (Pros-RN).

Comissão mista - A comissão mista é presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO). As reuniões com representantes do Ministério da Economia são periódicas – Guedes comparece a cada dois meses – e decorrem do decreto que reconheceu calamidade pública no País. (Texto e fotos da Agência Câmara de Notícias)

 

ECONOMIA II: Serasa Limpa Nome prorroga prazo para quitar dívidas até o dia 8

O Serasa prorrogou até a próxima terça-feira (08/09) o prazo para a quitação de dívidas entre R$ 200 e R$ 1 mil. A princípio, o Serasa Limpa Nome ocorreria até segunda-feira (31/08), mas com a grande procura, o prazo foi estendido.

Valor quitado - Dívidas dentro dos valores estipulados podem ser quitadas por R$ 100. Até o momento foram quitados mais de 2,5 milhões de débitos. A prorrogação dá a oportunidade de quitação de mais de 21,5 milhões de dívidas.

Condição - “A ação tem beneficiado muita gente e, para ajudar ainda mais os consumidores, resolvemos estender o prazo para que as pessoas possam aproveitar essa condição”, disse o diretor do Serasa Limpa Nome, Lucas Lopes.

Participação - Para participar é preciso acessar o site ou baixar o aplicativo no celular; digitar o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e preencher um cadastro para ter a garantia de que só o usuário tem acesso aos dados. O consumidor também pode regularizar débitos financeiros pelo número de WhatsApp (11) 98870-7025.

Informações financeiras - Ao entrar na plataforma, todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, devidamente explicadas, incluindo as dívidas que tiver. Se quiser conhecer as condições oferecidas para pagamento, basta clicar para ser direcionado até uma nova página, onde serão apresentadas as mais variadas opções para renegociar cada débito.

Parcelas - Ao escolher uma das opções de valor, é só indicar se vai ser à vista ou em parcelas, e a melhor data de vencimento. Em seguida, a plataforma gera um ou mais boletos, dependendo da forma de pagamento escolhida, já com a data de vencimento escolhida.

Pagamento - “Com o boleto o consumidor pode optar em pagar pelo aplicativo do banco em que tiver conta, que consegue ler o arquivo diretamente do computador, ou então imprimir a via e pagar na agência ou nas casas lotéricas”, explica a empresa.

Atendimento presencial - As agências da Serasa em todo o Brasil ainda não têm data para retomar o atendimento presencial ao público. A empresa aguarda orientações das autoridades de saúde para voltar a receber os consumidores com segurança, tanto para o público quanto para seus colaboradores. (Agência Brasil)

SAÚDE I: Brasil tem mais 1,2 mil mortes e 42,6 mil novos casos

Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.215 mortes em função da pandemia do novo coronavírus. Com isso, o total de óbitos por covid-19 chegou a 122.596. O resultado representa aumento de 1% em relação a segunda-feira (31/08), quando o painel do Ministério da Saúde marcava 121.381 mortes. Há 2.690 falecimentos em investigação. Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde divulgada na noite desta terça-feira (01/09).

Novos casos - De acordo com o balanço da pasta, entre segunda e terça-feira as secretarias estaduais de saúde identificaram 42.659 novas pessoas infectadas. Com isso, o total de casos acumulados alcançou 3.950.931. O resultado mostra o acréscimo de 1% sobre o número divulgado ontem, quando o sistema do ministério trazia 3.908.272 infectados desde o início da pandemia.

Números - Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação pelas equipes das secretarias de saúde. Já às terças-feiras, o número geralmente tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

Acompanhamento - Ainda de acordo com o boletim do Ministério da Saúde, 669.239 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.159.096 já se recuperaram.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 58,3. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1880,1.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais registro de mortes foram São Paulo (30.375), Rio de Janeiro (16.217), Ceará (8.447), Pernambuco (7.614) e Pará (6.176). As Unidades da Federação com menos óbitos até o momento são Roraima (593), Acre (616), Tocantins (687), Amapá (663) e Mato Grosso do Sul (889).

Número de casos - Em número de casos, São Paulo também lidera (814.375), seguido por Bahia (259.418), Rio de Janeiro (226.800), Minas Gerais (218.781) e Ceará (216.333). A novidade é Minas Gerais, que até semana passada estava na 5ª posição mas ultrapassou o Ceará. (Agência Brasil)

saude I tabela 02 09 2020

SAÚDE II: Boletim registra mais 1.647 infecções e 55 mortes por Covid-19

saude II 02 09 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (01/09) mais 1.647 infecções e 55 mortes causadas pela Covid-19. O Paraná acumula 132.145 diagnósticos positivos e 3.306 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - O informe desta terça-feira relata que há 1030 pacientes com diagnóstico confirmado internados. Deste total, 852 estão em leitos SUS (379 em UTI e 473 em leitos clínicos/enfermaria) e 178 em leitos da rede particular (59 em UTI e 119 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 1.182 pacientes internados, sendo 507 em leitos UTI e 675 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 55 pacientes que foram a óbito estavam internados. São 18 mulheres e 37 homens, com idades que variam de 32 a 94 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 02 de agosto e 01 de setembro.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (12), Londrina (5), Foz do Iguaçu (4), Dois Vizinhos (3), Ponta Grossa (3), São José dos Pinhais (3), Paranaguá (2), Telêmaco Borba (2) e um caso confirmado em cada um dos municípios de Andirá, Antonina, Arapongas, Araucária, Cambará, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Colombo, Cruzeiro do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Florestópolis, Itaperuçu, Jaguariaíva, Maringá, Piraquara, Realeza, Roncador e São José das Palmeiras.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 1.429 casos de residentes de fora. 39 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município:

Dois casos confirmados no dia 28/07 em São Pedro do Paraná foram transferidos para Batayporã, no Mato Grosso do Sul.

Um caso confirmado no dia 20/08 em Teixeira Soares foi transferido para Curitiba.

Um caso confirmado no dia 25/07 em Laranjal foi transferido para Maringá.

Um caso confirmado no dia 16/07 em Curitiba foi transferido para Colombo.

Um caso confirmado no dia 30/07 em Curitiba foi transferido para Fazenda Rio Grande.

Um caso confirmado no dia 17/06 em Ubiratã foi transferido para Cascavel.

Um óbito confirmado no dia 02/08 em Toledo (Masculino, 63 anos) foi transferido para Marechal Candido Rondon. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o boletim epidemiológico AQUI

 


Versão para impressão


RODAPE