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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4905 | 11 de Setembro de 2020

COMPLIANCE EXPERIENCE: Evento discute investigação interna e assédio no meio corporativo

Na tarde desta quinta-feira (10/09) foi realizado o segundo encontro virtual da série Compliance Experience, com o tema “Compliance e investigações internas”. O evento foi aberto pelo superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), Leonardo Boesche, que ressaltou a adesão crescente das cooperativas paranaenses ao Programa de Compliance. “O cooperativismo já traz em seu DNA a transparência e a integridade, mas é muito importante transmitir esse compromisso à sociedade, por meio de um manual de boas práticas, e o Programa de Compliance do Sescoop/PR já conta com a adesão de 21 cooperativas no Paraná. O objetivo desta série de debates é aprofundar o conhecimento sobre temas recorrentes e importantes para a consolidação e implementação do compliance”, afirmou.

Objetivo - A programação foi aberta pela palestra de Alessandra Gonsales, especialista em implantação de programas anticorrupção, de lavagem de dinheiro e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Com o tema “Compliance e as investigações internas no meio corporativo”, ela abordou as premissas que devem direcionar o trabalho investigativo nas empresas. “O grande objetivo de uma investigação é apurar a verdade dos fatos. Se os fatos realmente aconteceram, é preciso aplicar medidas disciplinares, desde advertência, suspensão, demissão com ou sem justa causa. Tem que existir proporcionalidade entre a medida disciplinar e o fato apurado. Além disso, a investigação tem que estar respaldada, seguindo a legislação trabalhista para que não haja risco de que a medida disciplinar seja revogada pelo Judiciário”, explicou. “Outro aspecto a ser considerado é a remediação: se for descoberto coisa errada na organização, é necessário punir quem praticou, mas também evitar que aquilo aconteça novamente, criando remédios, seja atuando para melhorar o controle interno, uma política, o treinamento, enfim, o que for preciso para garantir que não acontecerá de novo. Porque simplesmente penalizar quem fez errado, não evitará que o fato ocorra novamente”, alertou.

Questionamentos - A segunda palestra do dia coube à Luciana Silveira, que falou sobre o “Processo de investigações internas na prática: assédio moral e sexual”. Ela é Chief Compliance Officer da Neoway e foi responsável pela implementação e gerenciamento do Programa de Compliance Global da CBMM no Brasil, Estados Unidos, Holanda, Suíça e Cingapura. “Não importa o tamanho do empreendimento, o assédio é um risco sempre presente e todas as empresas precisam ficar atentas. Quanto ao conceito de assédio sexual, existe uma definição clara na Lei 10.224\2001, com a inserção do crime de assédio sexual no Código Penal. Há esta referência normativa no direito brasileiro, o que traz mais clareza às investigações de compliance. No caso do assédio moral, do ponto de vista criminal, há um projeto em tramitação no Congresso Nacional, portanto, a discussão ainda é muito voltada para a Justiça do Trabalho”, explicou. “É fundamental fazer questionamentos no começo de uma investigação, considerando a habitualidade e intenção das práticas denunciadas ou dos indícios investigados. Isso é importante para que prevaleça a verdade crua, imparcial e fria dos fatos, e não uma visão pessoal do investigador ou investigado, nem das vítimas ou das testemunhas”, afirmou.

O evento - A iniciativa da série Compliance Experience é do Sistema Ocepar, executada por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com o propósito de contribuir para a sustentabilidade das cooperativas do Paraná. Num ciclo de quatro encontros, serão apresentadas as melhores práticas e experiências das organizações nos processos de integridade e conformidade de suas atividades. O primeiro evento da série ocorreu no dia 1º de setembro e discutiu o tema “Governança e privacidade de dados”. Os próximos serão realizados dias 15 e 22 de setembro e vão tratar da “Evolução dos programas de compliance em diferentes setores” e “A importância da ética e do compliance para o futuro das organizações”, respectivamente. Participaram do evento como mediadores, o coordenador técnico e a assessora jurídica do Sescoop/PR, respectivamente, Alfredo Benedito Kugeratski Souza e Daniely Andressa da Silva.

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COOPCAFÉ: Ricken participa de live sobre agronegócio e reforma tributária neste sábado

 

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, é um dos convidados para participar de uma live, neste sábado (12/09), das 10h às 11h, promovida pelo portal BR Cooperativo, do Rio de Janeiro. Além do dirigente paranaense, participam do debate o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo e o presidente do Sistema OCB de Goiás, Luís Alberto Pereira, que irão abordar a força do agronegócio cooperativo, pós-derrubada do veto da Lei do Agro no Congresso Nacional, e os possíveis efeitos da reforma tributária no setor cooperativista. A apresentação ficará a cargo do jornalista Cláudio Montenegro, editor executivo do portal e revista BR Cooperativo e presidente da Comunicoop, cooperativa responsável pela produção da live e do portal. A transmissão da live CoopCafé será no canal do YouTube: /portal BRcooperativo e também pelo Facebook (@portalbrcooperativo).

 

 

coopcafe 11 09 2020

 

COVID-19 I: Comunicado 115 traz mais informações sobre as ações do cooperativismo paranaense

covid 19 destaque 11 09 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar emitiu, na manhã desta sexta-feira (11/09), o comunicado 115, com mais informações sobre as ações realizadas pela entidade, entre elas, a participação na reunião com a diretoria-executiva do Sindiaviapar para debater temas de interesse da avicultura paranaense, ocorrida nesta quinta-feira (10/09). Veja abaixo todos os destaques do boletim.

1. No dia 10 de setembro, o Sistema Ocepar, participou da reunião com a diretoria-executiva do Sindiavipar, para discutir assuntos de interesse do setor de avicultura do Estado.

2. O Sistema Ocepar, no dia 10 de setembro, realizou de forma virtual duas Reuniões da Autogestão com as cooperativas Unimed Foz e Coaprocor e participação do corpo diretivo e gestores.

3. No dia 10 de setembro, o Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, realizou a 26ª live do Encontro com Agentes das Cooperativas Paranaenses, com o tema: semeando futuros profissionais com foco na identidade cooperativa.

4. O Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, no dia 10 de setembro, realizou o segundo encontro da série do Compliance.EXPERIENCE: conhecimento para a sustentabilidade do cooperativismo, com tema Compliance e Investigações Internas. Para acessar a programação dos próximos eventos, clique aqui.

5.No dia 10 de setembro, o Sistema OCB reuniu o GT de Crédito Rural, com os representantes das cooperativas agropecuária e de crédito, com o objetivo definir as premissas prioritárias e de avaliar os impactos da política agrícola brasileira nas cooperativas dos ramos agropecuário e de crédito.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

COVID-19 II: Área destinada ao coronavírus no Portal tem novos destaques

covid II 11 09 2020A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

 

REUNIÃO INSTITUCIONAL I: Sistema Ocepar apresenta indicadores à Unimed Foz do Iguaçu

O cenário do cooperativismo paranaense e, dentro deste contexto, a atuação do ramo saúde, em especial, da Unimed Foz do Iguaçu, cooperativa médica, foram temas da reunião institucional realizada na manhã desta quinta-feira (10/09) pelo Sistema Ocepar. “Esta é a 57ª reunião institucional que realizamos com as cooperativas filiadas à organização, desde que a pandemia teve início, em março deste ano”, disse o coordenador de Cooperativismo do Sistema Ocepar, João Gogola Neto. “Houve uma adaptação dessas reuniões para o formato virtual, já que 100% da nossa equipe está em home office. O objetivo é, mais do que mostrar números, buscar uma interação com as cooperativas”, explicou.

Dinamismo - O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, também destacou a forma de trabalho adotada pelo Sistema Ocepar, lembrando das incertezas que surgiram no início do isolamento social e da adaptação que houve para manter o atendimento às cooperativas. “Para nós tem sido um grande aprendizado, principalmente, em relação às novas ferramentas, porque isso limita em algumas questões, mas abre uma série de oportunidades. Tudo aquilo o que fazíamos de forma presencial, estamos fazendo de forma remota e, em alguns casos, num volume maior. Há dias em que chegamos a participar de oito reuniões. Isto seria impossível se houvesse a necessidade de viagens”, comentou.

Autogestão - “A consolidação das informações globais do setor, do ramo e da cooperativa, bem como o comparativo entre cooperativas do mesmo ramo, é feita a partir de dados enviados para o Programa Autogestão. Com isso, conseguimos analisar indicadores como despesas, resultados, matriz de risco, liquidez, margem, patrimônio líquido imobilização, capitalização, capital de giro, sinistralidade, entre outros”, completou o analista de Desenvolvimento Cooperativo do Sistema Ocepar, Rodrigo Donini. “Estas informações são importantes para a tomada de decisão das cooperativas e do Sistema Ocepar, já que a partir disso conseguimos identificar as necessidades e elaborar uma pauta de demandas”, afirmou.

Sescoop/PR - Os projetos finalísticos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR) também são pautas das reuniões institucionais. “A finalidade é falar da estrutura do Sescoop/PR, de suas coordenações, e o que cada cooperativas tem a sua disposição”, disse a gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira Lima. Pelo Sescoop/PR, também participou da reunião a analista de Desenvolvimento Cooperativo, Mariana Balthazar.

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REUNIÃO INSTITUCIONAL II: Coaprocor espera encerrar o ano com bons resultados

 

Após enfrentar dificuldades de mercado, especialmente em virtude da pandemia, a Coaprocor (Cooperativa da Agricultura Familiar de Corumbataí do Sul e Região) já percebe uma retomada das atividades e acredita que o ano deve ser encerrado com uma melhora no faturamento e em outros indicadores. A avaliação é do presidente da Coaprocor, Olavo Aparecido Luciano, e do gerente geral Carlos Alves de Souza, feita ao final da 58ª reunião institucional virtual promovida pelo Sistema Ocepar na tarde desta quinta-feira (10/09). Na oportunidade, foi realizada a apresentação da situação econômico-financeira da cooperativa, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. A ação tem o propósito de promover o aprimoramento da gestão. 

 

Realidade - Segundo as lideranças da Coaprocor, os números mostrados durante o encontro expressam a realidade da cooperativa. “Nós trabalhamos com polpa de fruta congelada e, no começo da pandemia, nós deixamos de vender de 30% a 40% da produção. No inverno, nós precisamos de capital de giro para receber a produção dos cooperados e fazer estocagem. Recebemos uma quantidade bem maior de matéria-prima porque muitas indústrias pararam de funcionar. Mas já sentimos uma melhora muito grande no mercado e, chegando o verão, esperamos vender uma boa quantidade de polpa, zerar o estoque e fechar o ano de forma ainda melhor que no ano passado, em relação ao faturamento e demais índices”, afirmou Carlos.

 

Ações inéditas - O presidente da cooperativa destacou que o maracujá é o carro-chefe dos negócios da Coaprocor e que o crescimento acima do esperado na produção e a pandemia os obrigaram a encontrar alternativas para lidar com a nova situação. “Diferente de uma grande cooperativa agropecuária, que possui silos para receber os grãos, não tínhamos condições de estocar a produção. Houve um crescimento do maracujá muito superior a 10% e tivemos que fazer coisas inéditas, como estocar fora, ampliar nossas condições de trabalho e buscar recursos para fazer investimentos, como no caso do viveiro. Mas o mais importante disso tudo é que terminamos a safra de maracujá no mês passado atendendo os nossos cooperados com garantia, principalmente aqueles que cultivam o nosso carro-chefe, que é o maracujá, e não deixamos ninguém insatisfeitos. Foi tudo muito tranquilo. Agora, nós temos que nos preocupar com a produção do ano que vem, pois somente do viveiro saíram 200 mil mudas de maracujá”, disse Olavo. “Temos em mente que, de um jeito ou de outro, teremos que crescer e eu fiquei muito contente com a apresentação que vocês fizeram, mostrando o nosso desempenho. Hoje temos muito mais experiência e eu garanto que, com a parceria da Ocepar e da nossa gestão, os próximos anos serão bem melhores”, completou Olavo.

 

Potencial - Segundo o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, que conduziu a reunião institucional, a Coaprocor tem muito potencial de crescimento e está no caminho certo. “Uma das peças-chave para o crescimento sustentável é o que vocês estão fazendo em relação à cadeia, que engloba as mudas, mantendo a parte de integração com a parte técnica. Temos que ter produto para industrializar e conquistar cada vez mais mercado. Essa garantia de fornecimento é o que os grandes compradores também querem, seja uma rede mercadista local ou um comprador que está lá do outro lado do mundo. Contem conosco naquilo que necessitarem. Nós sempre ressaltamos que o Sistema Ocepar só se fortalece tendo as cooperativas fortes, com crescimento também. Então, é nosso papel estimular e orientá-las para tenham um crescimento sustentável e seguro, sempre olhando o desenvolvimento do cooperado”, sublinhou.

 

A cooperativa - Com sede em Corumbataí do Sul, na região Centro-Oeste do Paraná, a Coaprocor atende a mais de 650 fruticultores em 25 municípios. Atua no mercado com venda de fruta in natura, polpas de frutas congeladas, sementes de frutas e folhas, além de insumos para o cooperado. Uma grande estratégia e o diferencial de mercado da cooperativa é que toda a produção vem da agricultura familiar. Para garantir uma produção saudável, desenvolve uma série de ações, como certificação orgânica, certificado socioambiental, certificação de orientações técnicas, dentre outras. A cooperativa conta com 637 cooperados e 24 funcionários. Em 2029, atingiu faturamento de R$ 7,4 milhões. 

 

Participantes - Na reunião institucional ocorrida nesta quinta-feira, a cooperativa também esteve representada por Silvério Paglia, diretor vice-presidente, Nelson Mariano de Castro, tesoureiro, Tiago Martins da Silva, contador, e Samara Cristina dos Santos Zuffa, auxiliar administrativoPelo Sistema Ocepar, participaram os superintendentes Leonardo Boesche, do Sescoop/PR, e Robson Mafioletti, da Ocepar, o analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), Jhony Moller, o analista da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo (Gecoop), Jesse Aquino Rodrigues, o coordenador de Desenvolvimento Humano, Humberto César Bridi, e demais profissionais da entidade. Também acompanhou o encontro, a extensionista do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), Julian Mattos.

 

Pauta - Além da apresentação da situação econômica e financeira da Coaprocor, a pauta do encontro contemplou a abordagem de outros assuntos, entre os quais o trabalho de representação institucional realizado pelo Sistema Ocepar em defesa dos interesses do cooperativismo paranaense; cenário econômico nacional; estimativas de produção da safra brasileira de grãos; mercado do maracujá; crédito rural; números consolidados do cooperativismo paranaense e do ramo agropecuário, além das atividades finalísticas do Sescoop/PR.

 

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COOPERATIVISMO: OCB divulga boletins com informações atualizadas de interesse do setor

cooperativismo 10 09 2020 O Sistema OCB publica, semanalmente, diversos boletins com informações relevantes e de interesse do cooperativismo brasileiro. Confira abaixo as publicações atualizadas até esta quinta-feira (10/09), que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo que impactam nas cooperativas. Há ainda um apanhado sobre as ações que estão sendo executadas pela entidade para reduzir o impacto da pandemia nessa crise.

*Análise Política:* a alta do preço dos alimentos. https://bit.ly/3dvDvOv

*Análise Econômica:* impactos da pandemia no comércio global. https://bit.ly/2UCWjUD

*Reforma Tributária:* isenção X não incidência tributária. https://bit.ly/395tshh

*Pleitos do Cooperativismo:* temos 82 demandas das coops vinculadas à Covid-19. Veja como estão. https://bit.ly/2UD17rV

*Normativos:* resumo dos principais normativos federais relacionados à Covid-19, com link e análise da OCB. https://bit.ly/3anoYlY

*Medidas Tributárias:* infográfico com as respostas tributárias do governo à crise que tenham impacto nas cooperativas. https://bit.ly/2KrNgjn

*Acompanhe essas e outras ações da OCB para diminuir o impacto desta crise em: https://www.somoscooperativismo.coop.br/covid-19

 

FOTO: Pixabay

 

CONECTIVIDADE: Cooperativas defendem universalização da internet no campo

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) encaminharam ao Congresso Nacional, nesta quinta-feira (10/09), uma carta aberta em nome das cooperativas do país em prol da conectividade no campo. A intenção é manifestar total apoio às iniciativas legislativas cujo objetivo é universalizar o uso da internet no campo e de buscar, por meio do acesso à tecnologia, um agro cada vez mais competitivo e sustentável (PL 172/2020 e PL 8824/2017).

Desafio - Para o setor, o acesso à internet no campo é um dos principais desafios do agronegócio brasileiro. De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE (2017), aproximadamente 72% das mais de cinco milhões propriedades rurais não possuem conexão. Na prática, isso quer dizer que em mais de 3,64 milhões de propriedades falta acesso, por exemplo, à comunicação, à educação e ao entretenimento. E, se considerarmos o viés produtivo, falta meios de melhorar processos como rastreabilidade e estratégias como a agricultura de precisão, que podem aumentar a produtividade.

Estabelecimentos rurais - O IBGE considera estabelecimentos rurais como locais onde ocorre produção agropecuária como atividade de renda. Terras utilizadas em mineração, sítios, chácaras e áreas militares não são consideradas.

Demanda - Segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, existe uma grande demanda de serviços de internet rural por parte das cooperativas agropecuárias e, também, uma capacidade relevante das cooperativas de infraestrutura em oferecê-lo. “Nossa ideia é promover esse casamento de necessidades, fortalecendo, assim, o setor produtivo que se mostrou ainda mais importante neste período de pandemia”, avalia o líder cooperativista.

Universalização - Para Freitas, o Brasil precisa, com urgência, caminhar na direção de garantir a universalização desse serviço. “Em um mundo cada vez mais digital, este fator tem interferido em muito no dia a dia de milhões de produtores brasileiros, desde as coisas mais simples, como no acesso básico às redes sociais, quanto em questões estruturantes para o Brasil, dentre as quais, podemos citar a dificuldade de acesso à internet como um entrave para aprendizagem nas escolas rurais, inclusive, no formato de ensino à distância”, argumenta o presidente da OCB.

Em tramitação- É por isso que a OCB e a Frencoop destacam de forma especial, como prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo 2020, o PL 172/2020, que possibilita a utilização de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para conectividade rural, em tramitação no Senado; e o PL 8.824/2017, que dá segurança jurídica para a prestação de serviços de internet por cooperativas, que tramita de forma conclusiva na CCJC da Câmara.

Maior eficiência - Segundo o presidente da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES), ambas as proposições têm por objetivo oferecer maior eficiência à política de conectividade rural, tendo em vista o financiamento de instalação da infraestrutura necessária para a internet no campo e a possibilidade de diferentes arranjos produtivos para capilarizar o acesso por produtores rurais.

Linhas de crédito - O PL 172/2020 permite que recursos represados do Fust sejam utilizados na forma de linhas de crédito, investimentos diretos estatais ou como garantia para projetos do setor, levando tecnologias para o desenvolvimento da produção agrícola e a melhoria da qualidade de vida nas áreas rurais. Já o PL 8.824/2017 tem o objetivo de dar maior segurança jurídica para que as cooperativas atuem, com plenitude, como prestadoras de serviços de telecomunicações.

Necessária - Para o parlamentar, a ação é necessária, tendo em vista que a atual legislação não é clara sobre o tema, o que tem causado transtornos e dificultado as concessões para oferecer esses serviços.

Desenvolvimento sustentável - “Além disso, a conectividade no campo também trará um incremento fundamental para o desenvolvimento sustentável do agro brasileiro. A tecnologia no campo leva a produção do país a andar cada vez mais de mãos dadas com a conservação ambiental, com incremento de boas práticas de manejo e da racionalização e uso preciso de insumos agrícolas. Por fim, tende a diminuir custos de produção e a aumentar a produtividade, por meio da agricultura de precisão e das diversas soluções tecnológicas de gestão e governança, desde a emissão de notas fiscais eletrônicas ao uso de máquinas e equipamentos agrícolas de forma automatizada”, explica Evair de Melo.

Apoio - Para Freitas e Melo, assegurar a universalização da conectividade no campo é um caminho urgente e necessário, a fim de ampliar não só a produtividade, mas a sustentabilidade da produção brasileira. Por isso, Frencoop e OCB contam com o apoio das autoridades públicas do Poder Executivo e do Congresso Nacional para aprovar os dois projetos de lei. (OCB)

Leia a carta aberta na íntegra.

PRONAIEEB: Senado aprova auxílio para instituições da educação básica

educacao 11 09 2020O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (09/09), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 195/2020, que institui o Programa Nacional de Auxílio às Instituições de Ensino da Educação Básica – PRONAIEEB.

Ações emergenciais - O projeto define que a União disponibilizará, no exercício de 2020, o valor de até R$ 3 bilhões para aplicação em ações emergenciais de apoio às Instituições Privadas, com ou sem fins lucrativos, de educação básica, o que inclui as cooperativas educacionais.

Como as cooperativas podem acessar os recursos? - O modo de repasse dos recursos e candidatura serão regulamentados após a sanção do projeto. Os recursos deverão ser aplicados na concessão de subsídio mensal no valor entre R$ 3 mil e R$ 10mil, dependendo do número de alunos matriculados, para auxílio às instituições privadas de ensino que tiverem receita bruta anual, auferida no ano de 2019, igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) e que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social. As instituições beneficiadas deverão conceder bolsas de estudos em 2022.

Atuação do Sistema OCB - O Sistema OCB atuou perante a relatora, senadora Daniella Ribeiro (PB), para que as cooperativas pudessem se beneficiar do projeto, tendo em vista que parte da emenda 6 apresentada ao projeto solicitava que as escolas apresentassem previsão de lucros futuros, entretanto as cooperativas não têm lucro e não poderiam fazer essa previsão. Essa argumentação foi acatada pela relatora, que retirou essa previsão ao acatar parte da emenda 6. Além disso, atuamos para que as bolsas de estudos obrigatórias como contrapartida não entrassem no projeto ou fossem adiadas, a relatora adiou de 2021 para 2022. A relatora alterou o texto original e as cooperativas não poderão se beneficiar da prorrogação dos impostos, apenas empresas do Simples. Tendo em vista que o governo já anunciou alteração do texto na Câmara, a OCB continuará com seus esforços para adiar também os impostos das cooperativas educacionais.

Próximos passos - O projeto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados, onde a liderança do Governo já informou que fará modificações ao texto. Com isso, caso seja aprovado pela Câmara com alterações, precisará retornar para nova análise do Senado relativa às modificações feitas pela Câmara. Posteriormente, seguirá para sanção. (OCB)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

ENCONTRO COOP: Foco no futuro

encontro coop 11 09 2020Esta quinta-feira (10/09) foi dia de mais um Encontro Coop – a mais nova ferramenta de capacitação e alinhamento do Sistema OCB com todas as suas unidades estaduais. A programação, dividida nos turnos da manhã e da tarde, abordou dois temas: Plano de Trabalho e reflexões sobre o Futuro do Trabalho.

Ferramentas e soluções - Pela manhã, os gestores de planejamento e das áreas finalísticas do Sescoop apresentaram, em detalhes, as ferramentas e soluções para alcance das metas estipuladas na atualização do Planejamento Estratégico para o período 2021-2023.

Quiz - Os participantes foram convidados a participar de um quiz ao final de cada apresentação, demonstrando que o conteúdo foi fixado por todos.

Jurídico - De tarde, foi a vez do olhar jurídico, sob comentários do advogado Eduardo Pastore, a respeito da nova realidade e das novas relações de trabalho que se impuseram com o cenário de pandemia da Covid-19.

Importante - “Um momento de fundamental importância para chamarmos a atenção para estes temas, que são tão relevantes e atuais, para um número expressivo de colaboradores”, comentou o superintendente Renato Nobile, fazendo menção ao novo formato da capacitação, agora online e proporcionando a participação e um número muito maior de pessoas.

Mais - Para 2020, ainda estão previstas mais duas edições do Encontro Coop: uma em outubro, outra em novembro. Para ficar por dentro dos temas e de tudo que vai acontecer, participe do nosso mailing enviando uma mensagem com seus contatos para comunicacao@ocb.coop.br. (OCB)

 

FUNDAÇÃO ABC: Instituição de pesquisa implanta primeira Smart Farm do Brasil em Ponta Grossa

A Fundação ABC, instituição de pesquisa que tem como mantenedoras as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, anunciou a instalação de uma nova área, que vai utilizar as mais modernas tecnologias existentes para a condução de uma lavoura, inicialmente de soja, utilizando equipamentos de precisão, sensores, imagens de satélites e drones, por exemplo. O modelo de atuação no campo é a Agricultura Inteligente, mundialmente conhecido como Smart Farming, que irá integrar o sistema de informação de gestão, agricultura de precisão e automação agrícola e robótica. Neste formato, é o primeiro do segmento no Brasil.

Melhores práticas - A iniciativa irá demonstrar, avaliar, desenvolver, divulgar e propor aos cooperados as melhores práticas a serem tomadas, com técnicas como medição de condutividade elétrica do solo e sensor de identificação de ervas daninhas, gerando não apenas economia financeira como tornado o processo agrícola mais sustentável, causando menos impacto ao meio ambiente.

Novidades tecnológicas - “Nosso objetivo, nesta área, é conduzir as safras utilizando as novidades tecnológicas já disponíveis juntamente com todo o conhecimento desenvolvido pelos setores de pesquisa da Fundação ABC, com o objetivo de apresentar aos produtores resultados técnicos, econômicos e sustentáveis, para virem a ser aplicados nas propriedades dos mais de cinco mil produtores que atendemos atualmente e que somam quase 495 mil hectares, agregando valor aos sistemas de produção”, destacou Luís Henrique Penckowski, gerente Técnico e de Pesquisa da instituição.

Área - Para isso, a área em que todo este conceito será instalado fica no município de Ponta Grossa, às margens da Rodovia PR-151, um pouco mais adiante do Campo Demonstrativo Experimental (CDE), sentido oeste, num total de 29,15 hectares. O espaço, de propriedade da Frísia Cooperativa Agroindustrial, foi disponibilizado para a Fundação ABC. Assim, como apoiadora do projeto, será no evento dela que a instituição de pesquisa apresentará os primeiros resultados obtidos. Será na Digital Agro 2021, que vai ocorrer de 13 a 15 de julho de 2021, em Curitiba (PR).

Momento histórico - Gerente agrícola da Frísia Cooperativa Agroindustrial e coordenador da feira Digital Agro, Marcelo Cavazotti afirmou que o lançamento da abc Smart Farm “é um momento histórico”. “É um passo a frente, pois a Fundação ABC passa a testar e validar um conjunto de tecnologias. A Frísia, com 95 anos de história, sempre foi pioneira, inclusive criando a feira Digital Agro, que nasceu com o propósito de levar tecnologias para próximo do agricultor”.

Safra de verão - O preparo da área para a próxima safra verão já começou. A equipe da Fundação ABC fez a medição da condutividade elétrica do solo, com equipamento de última geração, e com isso um mapa foi gerado para determinar os pontos para a coleta de solo.

Receptividade - Penckowski contou que a proposta foi muito bem recebida dentro da instituição e junto a alguns futuros parceiros do projeto, que se chamará “abc Smart Farm”. E o fator mais chamativo é pela quantidade de informação que será gerada para o agro brasileiro, uma vez que será um espaço único que receberá toda a informação da fundação, com o apoio da tecnologia nas tomadas de decisões. “É algo inédito em toda a região de atuação do grupo ABC, bem como nas outras regiões em que a instituição atua. E do pouco que foi falado, com a intenção de buscar alguns parceiros importantes para este projeto, a receptividade foi ótima”, completou.

Tecnologia - Confira as tecnologias que já podem ser implantadas na primeira safra:

- Uso de imagens de satélite para analisar a variabilidade espacial, que já foi utilizado para analisar o azevém, plantado no inverno;

- Condutividade Elétrica Aparente (CEa) do Solo para analisar a variabilidade espacial e definir a amostragem de solo;

- Coleta de solo nas manchas definidas pela CEa do Solo e nas profundidades recomendadas pelo setor de Solos e Nutrição de Plantas, utilizando aplicativos de navegação gratuitos;

- Mapas de Fertilidade, com interpretação das características de fertilidade do solo por zonas de manejo. Serão gerados cálculos de correção e adubação de solo de forma customizada, visando máximo de viabilidade técnica e econômica. E, por fim, aplicação em taxa variável de corretivos e fertilizantes;

- Uso de câmeras multiespectrais para verificar a variabilidade espacial da matéria orgânica e argila e a detecção precoce de doenças;

- Mapas e telemetria da semeadura e ajuste de população e dose pelo aplicativo da Fertisystem;

- Mapas e telemetria da pulverização, em parceria com empresa da Argentina;

- Dessecação utilizando sensores ópticos;

- Monitoramento das lavouras com uso de drones;

- Evapotranspiração por balanço energia, para medir Perdas de produtividade por déficit hídrico;

- Mapas de colheita e custo de produção e rentabilidade, por pixel e por zonas;

- Amostragem de pragas com a utilização de novas tecnologias e o sigmaABC;

- Monitoramento do molhamento foliar: para detalhar a variabilidade espacial do orvalho - uso de covariáveis para predição. (Imprensa Frísia)

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COCAMAR: Rally anuncia os parceiros para o ciclo 2020/21

A organização do Rally Cocamar de Produtividade está anunciando as empresas parceiras da edição 2020/21, que começa na última semana deste mês e, como nos anos anteriores, vai acompanhar o ciclo da soja do pré-plantio à colheita nas regiões atendidas pela cooperativa nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Masters - Assinam a realização como parceiros masters: Basf, Fairfax do Brasil Seguros Corporativos, Viridian Fertilizantes, Sicredi União PR/SP e Zacarias Chevrolet.

Institucionais - As parcerias institucionais ficam por conta da Cocamar Máquinas, Texaco Lubrificantes, Estratégia Ambiental e Cocamar Irrigação.

Apoiadores - Permanecem como apoiadores a cooperativa Unicampo de profissionais de agronomia, a Associação dos Produtores de Soja do Paraná (Aprosoja/PR) e o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb).

Sexto ano - O Rally Cocamar de Produtividade é um projeto técnico de comunicação e relacionamento com os produtores rurais cooperados, iniciado na safra 2015/16.

Boas práticas - Serão seis meses de intensas atividades a campo, com visitas a propriedades rurais para avaliar o andamento da lavoura e conhecer as boas práticas agropecuárias. Temas como tecnologias para o aumento sustentável da produtividade, cuidados com o solo e recursos naturais, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), gestão familiar e agricultura de precisão estarão no radar da equipe do Rally que, na temporada anterior, rodou 11 mil quilômetros, realizou 95 visitas e manteve contato com 172 produtores.

Na TV - Como já ocorreu na edição passada, com intensa repercussão, reportagens especiais das visitas do Rally vão ser apresentadas aos domingos durante o programa de televisão RIC Rural, exibido das 9 às 10h em todo o estado do Paraná pelo sistema de emissoras RIC Record. (Imprensa Cocamar)

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SICREDI: Líderes discutem transformações do sistema financeiro e evolução do cooperativismo de crédito

sicredi 11 09 2020No dia 9 de setembro, o Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4,5 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal – realizou o Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos. O evento, que teve como principal foco os temas ligados ao novo ciclo de planejamento estratégico da instituição, reuniu representantes das cinco centrais e 108 cooperativas de crédito que integram o Sistema. No encontro foram realizados debates e compartilhamentos de reflexões sobre o futuro da instituição e do Cooperativismo de Crédito no Brasil.

Formato híbrido - Neste ano, por conta da pandemia do novo conoravírus, o evento foi realizado em formato híbrido, com parte dos palestrantes em estúdio e os demais interagindo de forma online.

Livro - Na abertura, o presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês), Manfred Alfonso Dasenbrock, abordou o lançamento do novo livro “A Trajetória do Sicredi - 2013 a 2019, a força do cooperativismo”, trazendo um histórico do crescimento pelo qual a instituição passou nos últimos anos.

Momento desafiador - “Estamos vivendo um momento muito desafiador por conta da pandemia, mas nossa motivação e sentimento de união seguem mais fortes do que nunca. Acreditamos na força da cooperação, tão presente no nosso modelo de negócio, para superarmos as adversidades”, afirmou Manfred Dasenbrock, abrindo o dia de evento. “E é com alegria que lançamos a edição do livro A Trajetória do Sicredi que contempla os anos de 2013 a 2019, destacando importantes marcos da nossa história nesse período, como a expansão do Sicredi, consolidando nossa presença nacional, e a cultura digital que já incluímos no nosso cotidiano e nos habilita a vivermos as transformações do sistema financeiro nacional”.

Palestra - Após a apresentação de Manfred Dasenbrock, Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, convidado pelo Sicredi para participar do fórum, ministrou uma palestra sobre “Desafios e oportunidades do cooperativismo de crédito frente ao novo Sistema Financeiro Nacional”.

Apresentação - Na mesma manhã, João Tavares, diretor executivo do Banco Cooperativo Sicredi, e Mariana Gutheil, CEO e co-fundadora da NoOne, empresa de design estratégico para sucesso digital, realizaram uma apresentação sobre “Visão de futuro e Transformação digital”.

Iniciativas - Estamos atravessando um momento de transformação no qual já desenvolvemos diversas iniciativas tendo o associado no centro. Também estamos dentro do cronograma do Pix, nos preparando para entrar no open banking", explica. "E vivemos junto a isso uma transformação cultural, que acontece por meio valorização da nossa trajetória e do nosso diferencial, que é estar próximo dos associados, seja nas pequenas cidades, apoiando os pequenos produtores, empreendedores e pequenas, médias empresas, como na atuação nos grandes centros urbanos”.

Painel - Já no período da tarde, o principal momento foi a apresentação do painel de cases de boas práticas das cooperativas do Sicredi, cujo mote foi a melhor experiência de atendimento às necessidades dos associados, evolução do negócio e iniciativas ligadas à inclusão e diversidade, desenvolvimento local e sustentável. Em seguida, a palestra de Vinicius David, executivo de tecnologia no Vale do Silício e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, sobre “Liderança e inovação”, enriqueceu ainda mais o debate sobre os novos tempos.

Quinta revolução industrial - “Vivemos hoje uma quinta revolução industrial, fase que exige uma sinergia entre o capital humano e o potencial tecnológico. E, quando olhamos para o cooperativismo de crédito e para o Sicredi, assim como toda sua musculatura financeira, podemos enxergar a essência desta sinergia presente e que o setor está no caminho certo para prosperar nos próximos tempos. O que hoje o Sicredi tem feito para tornar o seu sistema moderno e digital e, ao mesmo tempo, preservando o seu legado é muito importante e condiz com a real essência do negócio”, afirma ele.

Reforma tributária - Ao final do dia, os participantes acompanharam a palestra de Evandro Kotz, gerente Jurídico do Sicredi que abordou a reforma tributária e os impactos no cooperativismo de crédito. Para Manfred Alfonso Dasenbrock, “no Sicredi, contamos com práticas de governança corporativa muito robustas e em sincronia com os ideais do nosso negócio em todas as regiões. Graças a este modelo, conseguimos realizar um alinhamento sistêmico das nossas decisões, mas com total respeito às realidades locais de cada cooperativa que integra o Sistema, fazendo valer, assim, a nossa bandeira de presença nacional, atuação regional”, explica. E encerra: “promovemos um dia de debate muito enriquecedor, que, sem dúvidas, reverterá em resultados positivos para o Sicredi e nossos associados e nos ajudará a seguir tomando as decisões sempre em linha com os princípios do cooperativismo nos levando assim a construir juntos uma sociedade mais próspera”.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

UNIPRIME: Você de Audi novo

uniprime 11 09 2020Cooperados Uniprime contam agora com vantagens para aquisição de veículos da Audi, uma das montadoras com melhor design e potência do mundo. O benefício é exclusivo para cooperado Uniprime e, além das condições especiais nas concessionárias Audi, os cooperados ainda contam com taxa de juros diferenciada para financiamentos na Uniprime. Vale lembrar que parte dos juros pagos são devolvidos na divisão sobras anuais da cooperativa.

Condições - Veja abaixo algumas informações importantes.

-Promoção exclusiva aos cooperados Uniprime Pessoas Físicas;

-Válida para automóveis 0 km;

-Desconto concedido sobre o preço público sugerido e mediante apresentação de carta comprobatória disponível nas Agências Uniprime;

-Permitido a compra de 01(um) veículo por CPF;

-Promoção vigente até 31/10/2020.

Descontos - A parceria entre a cooperativa e a marca garante descontos conforme tabela abaixo:

uniprime tabela 11 09 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais informações - Quer saber mais? Fale com seu gerente Uniprime. (Imprensa Uniprime)

 

CRÉDITO RURAL: Em dois meses, produtores contratam R$ 48,9 bilhões do Plano Safra

credito rural 11 09 2020O desempenho favorável do crédito rural nos dois primeiros meses do Plano Safra 2020/2021 é reflexo da intensificação das atividades agropecuárias baseando-se nas perspectivas favoráveis de mercado e no elevado nível de confiança do produtor rural. Nesse período, o total das contratações de crédito rural atingiu R$ 48,9 bilhões, aumento de 30% em relação a julho e agosto do ano anterior. O balanço das aplicações do crédito rural foi divulgado nesta quinta-feira (10/09) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Destaques - Os destaques são os financiamentos de investimento, com contratações de R$ 11,9 bilhões. O crédito de custeio teve o valor contratado de R$ 29,9 bilhões e os financiamentos de industrialização contabilizaram R$ 3,6 bilhões. A contratação para comercialização registrou queda de 8% como consequência da elevação dos preços agrícolas, e totalizou R$ 3,4 bilhões, redução de R$ 281 milhões em relação ao período passado.

Pronamp - O Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), cuja disponibilidade de recursos para a safra 2020/2021 aumentou 25,1%, somando R$ 33,2 bilhões, teve as contratações de financiamentos de investimento ampliadas em 83% e, as de custeio, em 15%, totalizando R$ 726 milhões e R$ 6,7 bilhões respectivamente. Em número de contratos, o crescimento foi de 70% nos financiamentos de investimento e de 10% nos de custeio.

Resposta - O diretor do Departamento de Crédito Rural e Informação da Secretaria de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, destacou que o bom desempenho do Pronamp é uma resposta dos médios produtores rurais ao fortalecimento do apoio a eles concedido, assegurando maior disponibilidade de recursos e melhores condições de financiamento.

Pronaf - O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) conta com R$ 33 bilhões para a safra 2020/2021, aumento de 5,7%. As contratações de custeio já somam R$ 5,5 bilhões (crescimento de 26%) e de R$ 2,8 bilhões no investimento (alta de 39%).

Fonte - A principal fonte de recursos nas contratações de custeio do Pronamp, Pronaf e dos demais produtores foi a Poupança Rural Equalizada. No âmbito desta fonte, os chamados demais produtores responderam por R$ 7,9 bilhões, superando a soma dos recursos utilizados pelo Pronamp (R$ 4,3 bilhões) e pelo Pronaf (R$ 3,1 bilhões)

Recursos controlados - Em relação à participação das fontes de recursos no total das contratações de crédito rural, os recursos controlados responderam por 82% e os não controlados 18%, percentual este que deve continuar aumentando, como parte do esforço de diversificação das fontes de financiamento, principalmente por meio das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Recursos livres - A estimativa de recursos livres para a safra 2020/2021 é de R$ 82 bilhões, dos quais R$ 62,7 bilhões da fonte LCA.

Linha de investimento - No que se refere aos programas de investimento, de um total de R$ 56,9 bilhões disponibilizado para a safra atual, 21% já foram contratados, o equivalente a R$ 11,9 bilhões. De acordo com a Secretária de Política Agrícola, esses financiamentos experimentaram acentuado aumento em todos os programas de investimento, com destaques para o Moderagro (R$ 297 milhões), Moderinfra (R$ 133 milhões), Inovagro (R$ 609 milhões) e Moderfrota (R$ 2,39 bilhões), cujos valores financiados mais do que dobraram, em relação aos dois primeiros meses da safra anterior.

Valores não contabilizados - A divulgação do desempenho do crédito rural no 1º bimestre da safra 2020/2021 não contabilizou os valores das LCA’s destinados às aquisições de CPR e aos financiamentos às agroindústrias. Também não foram computados os financiamentos do Banco do Brasil para as agroindústrias. (Mapa)

FOTO: Pixabay

 

 

PECUÁRIA: Com alta na exportação, abate de suínos é o maior desde 1997

pecuaria 11 09 2020O 2º trimestre de 2020 registrou o abate de 12,10 milhões de cabeças de suínos no Brasil, número que estabelece um novo recorde para o setor desde 1997. O resultado significa um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2019 e de 1,8% na comparação com o 1º trimestre de 2020. O mês de junho foi o que teve melhor desempenho.

Exportações - Este é um dos destaques da pesquisa Estatística da Produção Pecuária do 2º trimestre de 2020, divulgada nesta quinta-feira (10/09) pelo IBGE. A explicação para o número recorde desde o início da série histórica está ligada às exportações da carne de porco, como explica Bernardo Viscardi, supervisor das pesquisas da produção Pecuária: “A China aumentou a demanda de carne suína por conta da redução do seu rebanho de porcos, causada pela Peste Suína Africana e, com isso, aumentou consideravelmente a importação deste tipo de alimento do Brasil”, afirma o especialista.

Bovino - Já o abate bovino no período caiu, apesar de a carne bovina também apresentar alta na exportação. A pesquisa mostra que foram abatidas 7,30 milhões de cabeças de bovinos, quantidade 8% inferior à obtida no mesmo trimestre de 2019, mas acima 0,3% da registrada no 1º trimestre de 2020. O resultado é o mais baixo para um 2º trimestre desde 2011. De acordo com Viscardi, reflexo da reestruturação do setor para se adaptar ao cenário adverso enfrentado desde o fim de março, por conta pandemia do COVID-19. A valorização do preço da cabeça do boi também é outro fator. “O bezerro está valendo mais, por isso há uma menor disponibilidade de animais para o abate, com mais retenção de fêmeas para criação de bezerros”, explica.

Frangos - As paralisações por conta da pandemia também impactaram na queda de abate de frangos. A pesquisa aponta que foram abatidas 1,41 bilhão de cabeças de frangos, queda de 1,0% em relação ao 2º tri de 2019 e recuo de 6,8% na comparação com o 1º trimestre de 2020. É o pior resultado para um trimestre desde o 2° trimestre de 2018. “As paralisações temporárias devido à pandemia impactaram a produção dos frigoríficos. Este fator ajuda a explicar as quedas registradas”, salienta Viscardi.

Consumo de ovos aumenta em razão do menor custo do produto - A pesquisa também mostra a produção de ovos de galinha e registra que, ao todo, 974,15 milhões de dúzias foram produzidas no 2º trimestre de 2020. Este número é 2,8% maior que o registrado no 2º trimestre de 2019 e 0,3% acima do trimestre anterior. “Em períodos de recessão econômica, como o do isolamento social por conta da pandemia, tende a aumentar o consumo de ovos de galinha, por se tratar de uma fonte de proteína mais acessível do que as carnes”, explica o especialista. O pico da produção ocorreu em maio, quando foram contabilizadas 326,73 milhões de dúzias, 2% acima da produção do mês equivalente de 2019.

Leite - Já a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal foi de 5,76 bilhões de litros. Este resultado significa redução de 1,7% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 9,3% em comparação com o 1º tri de 2020. Viscardi ressalta que, regularmente, os 2° trimestres são períodos de menor captação, devido à etapa de entressafra nas principais bacias leiteiras do país.

Couro - Já quanto à aquisição de couro, os curtumes declararam ter recebido 7,32 milhões de peças, uma redução de 12,8% em relação ao adquirido no 2º trimestre de 2019 e queda de 3,3% frente ao 1º trimestre de 2020. Esta redução tem relação direta com as quedas do abate de bovinos em abril e maio. A Pesquisa Trimestral do Couro investiga apenas os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Centro de Comunicação

 

ECONOMIA I: Governo define critérios para cota de importação de arroz

O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira (11/09) portaria que com os critérios para a cota de importação de arroz, com isenção de imposto. Cada empresa terá, inicialmente, cota máxima de 34 mil toneladas do produto. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou o total de 400 mil toneladas, com o imposto de importação zerado para arroz não parboilizado, polido ou brunido.

Quantidade máxima - De acordo com a portaria, após atingida a quantidade máxima inicialmente estabelecida, novas concessões para a mesma empresa estarão condicionadas ao efetivo despacho para consumo das mercadorias. E a quantidade liberada será, no máximo, igual à parcela já desembaraçada.

Validade - A validade da isenção é até 31 de dezembro deste ano. Segundo a portaria, caso seja constatado o esgotamento da cota global, não serão emitidas novas licenças de importação.

Alta nos preços- O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100. Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40.

Medidas - Nesta quinta-feira (10/09), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o governo tomou as medidas necessárias para tentar conter a alta no preço do arroz e evitar um desabastecimento do produto nas prateleiras dos supermercados.

Equilíbrio nos preços - "O Brasil abriu mão, tirou a alíquota de importação, para que produto de fora pudesse entrar e trazer um equilíbrio para os preços. Abrimos somente uma cota, porque não temos necessidade de muito arroz, mas isso é uma cota de reserva, para que possamos ter a tranquilidade de que o preço vai voltar, vai ser equilibrado, e que o produto continuará na gôndola para todos os brasileiros", disse. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Agosto registra queda no número de pedidos de seguro-desemprego

economia 11 09 2020O mês de agosto de 2020 contabilizou 463.835 requerimentos de seguro-desemprego, na modalidade trabalhador formal. O número representa uma queda de 18,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, em que foram contabilizados 567.069 requerimentos.

Atendimentos presenciais e virtuais - O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (10/09) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.

Via web - Do total de pedidos feitos em agosto deste ano, 297.188 (64,1%) foram realizados via web, seja por meio do portal gov.br ou por meio da Carteira de Trabalho Digital. Os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (138.397), Minas Gerais (51.200) e Rio de Janeiro (37.348).

Perfil - Sobre o perfil dos solicitantes, 40,1% eram mulheres e 59,9% homens. A faixa etária que concentrava a maior proporção de requerentes era de 30 a 39 anos, com 33%. Em termos de escolaridade, 59,2% tinham ensino médio completo.

Setores econômicos - Em relação aos setores econômicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (43,2%), comércio (26,4%), indústria (14,7%), construção (9,7%) e agropecuária (4,8%).

Acumulado do ano - No acumulado de janeiro até agosto de 2020, foram contabilizados 4.985.057 pedidos de seguro-desemprego. O número representa um aumento de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2019 (4.635.454).

Internet - Do total de requerimentos em 2020, 55,6% (2.771.584) foram realizados pela internet, seja por meio do portal gov.br ou pela Carteira de Trabalho Digital. No mesmo período de 2019, apenas 1,6% dos pedidos (73.661) foram realizados via internet.

Atendimento - As Superintendências Regionais do Trabalho reforçaram as ações para garantir o atendimento não presencial aos cidadãos durante o período da pandemia da covid-19. Foram disponibilizados canais adicionais de atendimento remoto.

Dúvidas - Para dúvidas e esclarecimentos, o empregado pode acionar as superintendências por meio de formulário online ou ainda pelos telefones disponíveis na internet. (Agência Brasil)

 

 

IBGE: Serviços crescem 2,6% em julho, mas ainda não recuperam perdas da pandemia

ibge 11 09 2020O setor de serviços avançou 2,6% na passagem de junho para julho, segunda taxa positiva seguida em que acumula um ganho de 7,9% nos meses de junho e julho. O resultado ocorre após uma sequência de quatro taxas negativas (entre fevereiro e maio), período em que acumulou uma perda de 19,8%. Na comparação com julho de 2019, o volume de serviços recuou 11,9%, quinta taxa negativa seguida. No acumulado dos primeiros sete meses de 2020, houve recuo de 8,9%. Em doze meses, o volume de serviços caiu 4,5%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (11/09) pelo IBGE.

Insuficiente - “O avanço de 2,6% não foi suficiente para eliminar as perdas observadas entre fevereiro e maio. Vale destacar que o efeito da pandemia propriamente dito ocorreu entre março e maio. O resultado negativo de fevereiro ainda não era decorrente das medidas de isolamento social e sim uma acomodação do setor de serviços frente ao avanço do final de 2019. As perdas da pandemia entre março e maio somam 19,8%”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Mais lenta - Ele esclarece que, diferentemente da indústria e do comércio que vêm apresentando uma recuperação mais rápida, o setor de serviços devido à heterogeneidade ou ao peso de 70% que representa na economia – no caso das atividades investigadas na pesquisa, cerca de 30% do PIB – tem apresentado uma recuperação mais lenta, sobretudo nas atividades que envolvem atendimento presencial.

Setor de informação e comunicação é destaque e cresce com a pandemia - A expansão do volume de serviços verificou-se em quatro das cinco atividades analisadas, com destaque para os avanços em serviços de informação e comunicação (2,2%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,3%). O primeiro acumula um ganho de 6,3% nos últimos dois meses, mas ainda sem eliminar as perdas de 9,2% observadas nos cinco primeiros meses do ano. Já transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 14,4% entre maio e julho depois de recuar 25,2% no período março-abril.

Demais avanços - Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,0%), acumulando ganho de 4,0% nos últimos dois meses depois de recuar 17,4% entre fevereiro e maio; e de outros serviços (3,0%), que recupera parte da perda acumulada entre março e maio (-11,8%) ao avançar 10,5% no período junho-julho de 2020. O único resultado negativo em julho de 2020 foi em serviços prestados às famílias (-3,9%), depois de crescer 12,2% entre maio e junho.

Tecnologia da informação - “O setor de tecnologia da informação é o mais dinâmico e resiliente entre as atividades de serviços; mesmo nos momentos de crise, como a greve dos caminhoneiros, a crise de 2016/2017 e a de 2008, o setor tem mostrado capacidade de se recuperar muito rápido. Em relação à pandemia, não está entre os setores mais impactados como aqueles que dependem de atendimento presencial, a exemplo dos serviços prestados às famílias por hotéis e restaurantes. O avanço do setor foi puxado pelas atividades de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, que têm receitas de publicidade; e também pelos aplicativos e plataformas de videoconferência, que tiveram um ganho adicional durante a pandemia”, analisa Lobo.

Transporte - Já na alta de 2,3% na atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, o destaque é transporte rodoviário de carga, devido às demandas de logística. “Seja para atender os setores industrial ou de comércio para o transporte de mercadorias ou o de agronegócio, no transporte de grãos, o transporte rodoviário é o principal modal de deslocamento de produtos pelo país”, acrescenta o gerente da pesquisa.

Queda - Na comparação com julho de 2019, a queda de 11,9% em julho de 2020 deu-se devido à retração em quatro das cinco atividades e contou ainda com crescimento em pouco mais de um quarto (28,3%) dos 166 tipos de serviços investigados. As maiores influências negativas foram dos serviços prestados às famílias (-54,9%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-11,3%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,6%).

Alta atinge 20 das 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro - A maior parte (20) das 27 unidades da federação apresentou expansão no volume de serviços em julho de 2020, na comparação com junho, acompanhando o avanço (2,6%) no volume total no Brasil (série com ajuste sazonal). São Paulo (1,6%) e Rio de Janeiro (3,3%) registraram os principais avanços. Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio Grande do Sul (3,5%) e do Distrito Federal (5,2%). Ceará (-2,5%) e Bahia (-0,9%) registraram os principais impactos negativos em termos regionais.

Comparação anual - Na comparação anual, a queda de -11,9% foi acompanhado por recuos em 25 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com São Paulo (-10,7%), seguido por Rio de Janeiro (-9,2%), Minas Gerais (-11,8%), Paraná (-15,4%), Bahia (-26,4%) e Rio Grande do Sul (-14,4%). As únicas contribuições positivas vieram de Mato Grosso (0,8%) e Rondônia (5,2%), impulsionados pelo bom desempenho de atividades correlatas ao agronegócio em Mato Grosso, e de gestão de portos e terminais e de transporte aquaviário e rodoviário de cargas, em Rondônia.

Influência - “Como São Paulo e Rio de Janeiro são os dois estados de maior percentual de participação no setor de serviços como um todo - São Paulo, que representa 43% dos serviços do país e Rio de Janeiro, com 15% -, acabam influenciando o dado de Brasil seja positiva ou negativamente”, conclui Lobo. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Pixabay

ibge tabela 11 09 2020

 

COMBUSTÍVEL: Preço do diesel em refinarias da Petrobras cai 7% e da gasolina 5%

combustivel 11 09 2020A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10/09) que os preços médios do diesel em suas refinarias terão redução de 7%. Também haverá queda na cotação da gasolina, de 5%. Os novos valores valem a partir desta sexta-feira (11/09).

Corte - De acordo com o cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o corte no litro do diesel S10 e S500 será, em média, de R$0,1223. Já a gasolina terá o litro R$ 0,0834 mais barato.

Terceira queda- Este é a terceira queda consecutiva que a estatal anuncia para diesel e gasolina. É também a segunda diminuição anunciada nesta semana. Na quarta-feira (09/09), os preços médios da gasolina e do diesel já haviam sido corrigidos, ambos com um corte de 5%.

Paridade - A atual política de preços leva em conta a paridade de importação e é influenciada pelas cotações internacionais do petróleo e do câmbio. Neste mês, os preços de referência do petróleo têm caído diante do clima econômico em meio à pandemia de covid-19 e também devido às preocupações com o ritmo de retomada da demanda. O preço do barril do Brent caiu para valores abaixo de US$ 40.

Acumulado - Após os novos reajustes, a gasolina nas refinarias da Petrobras irá acumular queda de 16,7% em 2020. Já os preços do diesel serão 30% abaixo dos registrados em janeiro desse ano. (Agência Brasil)

FOTO: Petrobras

 

PARANÁ: Agosto mantém ritmo de recuperação de vendas no varejo

parana 11 09 2020As vendas no comércio varejista paranaense mantiveram em agosto os níveis de recuperação observados em julho e junho, após as intensas quedas registradas em abril e maio. O boletim conjuntural elaborado pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes, divulgado nesta quinta-feira (10/09), mostra que 6 dos 11 segmentos analisados fecharam o mês com altas nas vendas, em relação a agosto de 2019.

Primeira vez - Pela primeira vez desde o início da pandemia o número de segmentos com aumento nas vendas superou o de grupos em baixa no fechamento do mês. Os setores em alta são áudio, vídeo e eletrodomésticos (50%), informática e telefonia (20%), materiais de construção e ferragens (15%), cama, mesa e banho (11%), hipermercados e supermercados (10%) e farmácias (4%).

Quedas - Foram verificadas quedas nas vendas de restaurantes e lanchonetes (-40%), calçados (-25%), vestuário e acessórios (-16%) e veículos novos (-10%). Os percentuais de queda, contudo, são os mais baixos desde março, o que demonstra reação constante.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, cinco dos 11 segmentos avaliados registram altas na comparação com 2019. São eles: áudio, vídeo e eletrodomésticos (10%), hipermercados e supermercados (9%), farmácias (6%), materiais de construção e ferragens (3%) e informática e telefonia (2%). Outros 6 segmentos avaliados ainda registram perdas: restaurantes e lanchonetes (-36%), calçados (-34%), vestuário e acessórios (-28%), veículos novos (-17%), cama, mesa e banho (-13%) e cosméticos, perfumes e higiene pessoal (-8%).

Indicadores e dados - O documento elaborado pelas secretarias estaduais traz quinzenalmente indicadores e dados coletados pela Receita Estadual e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e serve para medir os impactos da crise da Covid-19 sobre as contas públicas e a sociedade.

Produtos - No recorte de vendas totais por produto (que inclui as negociações de mercadorias entre empresas ao longo da cadeia produtiva e as exportações), vinte grupos tiveram altas em agosto, enquanto sete registraram perdas. Os principais destaques positivos no comparativo com o mesmo mês de 2019 foram a linha branca (59%); notebooks (53%); e telefones celulares (51%).

Maiores altas - No acumulado de 2020, as maiores altas permanecem com o setor alimentício, espelhando comportamento da população durante a crise. Os destaques são: cereais, farinhas, sementes, chás e café (34%); frutas, verduras e raízes (23%); carnes, peixes e frutos do mar (20%); produtos químicos (20%); e notebooks (17%). Por outro lado, as maiores baixas no ano concentram-se em vestuário (-27%), automóveis (-27%), caminhões e ônibus (-23%), tratores (-15%) e motocicletas (-12%).

Notas fiscais - O valor médio de emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) em agosto, na comparação com os meses anteriores, confirma a tendência de recuperação. Houve crescimento nos comércios atacadista e varejista e na indústria de alimentos – a exceção foi a indústria de transformação, com pequena retração.

Noroeste - Na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama) as quatro atividades examinadas registraram altas em agosto. Na macrorregião Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), apenas a indústria de alimentos já opera acima dos patamares observados antes da pandemia, em março.

Norte - A macrorregião Norte (Londrina e região) também registrou alta em três das quatro atividades avaliadas. A indústria de transformação é atualmente o segmento com índice mais elevado, superando o patamar de operação pré-pandêmico já pelo terceiro mês consecutivo. Na macrorregião Oeste o maior crescimento em agosto foi detectado no comércio atacadista: 11 pontos percentuais.

Empresas em atividade - O estudo também aponta que 98% das empresas já estão em atividade no Paraná, em média. Considera-se ativa aquela que emitiu ao menos um documento fiscal no período analisado, de 31 de agosto a 04 de setembro. Alguns municípios já atingiram valor absoluto de 100%, que é uma referência ao começo da pandemia, como Maringá, Ponta Grossa, Colombo, Francisco Beltrão, Pato Branco, Araucária, Arapongas, Umuarama, Pinhais e Guarapuava.

ICMS - O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que reflete as vendas do mês anterior, voltou a registrar queda no consolidado do mês e ainda está longe de retomar os níveis pré-Covid. O montante arrecadado em agosto foi de R$ 2,9 bilhões, 3,2% menos do que no mesmo período de 2019. No acumulado de 2020, a queda na arrecadação do principal tributo do Estado se mantém na casa de R$ 1,5 bilhão (-7,3%).

Combustíveis - A baixa é puxada principalmente pelo setor de combustíveis, cuja participação representa 22% de todo o total do ICMS arrecadado no Paraná. Em agosto, o segmento registrou variação negativa de R$ 173 milhões (-20%). O setor de energia, que tem 16% de participação na arrecadação do tributo, teve queda de 2,2%. O setor automotivo também perdeu em arrecadação (-15,6%), bem como o setor de serviços (-18%).

Indústria e bebidas - Por outro lado, segmentos significativos na composição do tributo tiveram alta este mês, como indústria (20%) e bebidas (8%).

Total bruto - O montante de ICMS apresentado no boletim é o total bruto arrecadado. A partir deste valor, 25% são repassados semanalmente para os municípios, de acordo com o índice para 2020 de cada um. Além disso, 20% são repassados para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Perspectivas - Ainda segundo a análise, as perspectivas para 2021 são de um Produto Interno Bruto (PIB) nacional 7% menor do que seria num cenário sem pandemia. Como a arrecadação de ICMS tem forte correlação com a atividade econômica, uma queda nesta ordem pode retirar R$ 2,3 bilhões dos cofres estaduais no próximo ano. Desta forma, reforça o estudo, não é provável que, em um prazo mais alongado, a arrecadação de ICMS retorne aos patamares esperados antes da crise.

Crédito e exportações - Esta edição traz duas novidades: os indicadores sobre o saldo de operações de crédito para pessoas jurídicas e a variação das exportações por mercado de destino. No primeiro caso, o estudo mostra que nos sete primeiros meses deste ano o saldo do crédito concedido às pessoas jurídicas do Paraná cresceu mais de R$ 13 bilhões, totalizando R$ 107,3 bilhões. Os dados são do Banco Central.

Soma - Em relação ao comércio exterior, as exportações paranaenses somaram US$ 11,02 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2020, praticamente o mesmo valor registrado em igual período de 2019 (acréscimo de 0,1%). Enquanto as vendas paranaenses para vários mercados tiveram queda, as exportações estaduais para a China e a Holanda avançaram significativamente, graças ao comércio das commodities agropecuárias. (Agência de Notícias do Paraná)

Acesse AQUI a íntegra do boletim conjuntural.

 

SAÚDE I: Brasil tem 129 mil mortes e 4,2 milhões de casos confirmados

saude I destaque corona 11 09 2020A atualização do Ministério da Saúde divulgada na noite desta quinta-feira (10/09) mostrou que houve 129.522 mortes em função da covid-19. Nas últimas 24 horas, as autoridades de saúde registraram 983 óbitos. Na quarta-feira (09/09), no balanço da pasta constavam 128.539 óbitos. Ainda há 2.501 mortes sendo investigadas por órgãos de saúde.

Infectados - O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia soma 4.238.446. Entre quarta e esta quinta-feira, foram notificados 40.557 novos diagnósticos positivos de infecção pelo coronavírus. Na quarta-feira, o painel do Ministério da Saúde trazia 4.197.889 casos acumulados. De acordo com a atualização, 611.587 pessoas estão em acompanhamento e mais 3.497.337 se recuperaram.

Menores - Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação de dados pelas equipes das secretarias de Saúde. Às terças-feiras, o número usualmente tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

Estados - Os estados com mais morte são: São Paulo (32.104), Rio de Janeiro (16.871), Ceará (8.639), Pernambuco (7.792) e Pará (6.289). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (607), Acre (635), Amapá (676), Tocantins (773) e Mato Grosso do Sul (1.024).

Mais casos - São Paulo também lidera entre os estados com mais casos, com 874.754 casos confirmados, seguido por Bahia (277.327), Minas Gerais (242.533) e Rio de Janeiro (234.813). As unidades da Federação com menos casos são Acre (635), Amapá (676), Roraima (607) e Mato Grosso do Sul (1.024). (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE II: Informe registra 1.978 infecções e 49 mortes por Covid-19

saude II 11 09 2020A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (10/09), mais 1.978 diagnósticos positivos e 49 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma agora 146.770 casos e 3.671 mortos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - O boletim epidemiológico relata que se encontram internados 1.011 pacientes com diagnóstico confirmado, sendo 860 em leitos SUS (393 em UTI e 467 enfermaria) e 151 na rede particular (49 em UTI e 102 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.219 pacientes internados, 520 em leitos UTI e 699 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - As 49 pessoas que faleceram estavam internadas. São 19 mulheres e 30 homens, com idades que variam de 48 a 100 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 31 de julho a 10 de setembro.

Residência - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (11), Ponta Grossa (5), Maringá (5), Cascavel (2), Colombo (2), Londrina (2), Telêmaco Borba (2). Houve um óbito em cada um dos municípios de Almirante Tamandaré, Campo Largo, Campo Mourão, Cruzeiro do Iguaçu, Curiúva, Dois Vizinhos, Fazenda Rio Grande, Floresta, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ibiporã, Jardim Alegre, Mandaguaçu, Mariluz, Morretes, Palmas, Rio Branco do Sul, Rolândia, Santa Maria do Oeste e Três Barras do Paraná.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 1.563 casos de residentes de fora, sendo que 39 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município:

Um caso confirmado no dia 02/08 em Santa Clara D’Oeste (São Paulo) foi transferido para Maringá;

Um caso confirmado no dia 02/09 em Cidade Gaúcha foi transferido para Jussara;

Um caso confirmado no dia 22/07 em Itapejara D´Oeste foi transferido para Itaperuçu;

Um caso confirmado no dia 16/08 em Itapejara D´Oeste foi transferido para Itaperuçu;

Um caso confirmado no dia 19/08 em Itapejara D´Oeste foi transferido para Itaperuçu;

Um caso confirmado no dia 21/08 em Itapejara D´Oeste foi transferido para Itaperuçu;

Um caso confirmado no dia 20/07 em Santa Mariana foi transferido para Londrina;

Um caso confirmado no dia 16/07 em Andirá foi transferido para Inácio Martins;

Um caso confirmado no dia 8/09 em Guaratuba foi transferido para Itapoá (Santa Catarina). (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando  AQUI

 

ARTIGO: Não vá morrer de sucesso; treine e qualifica aqueles que trabalham com você

artigo 11 09 2020* Eloi Zanetti

Nos planejamentos de marketing e nas estratégias de vendas, um cuidado quase sempre passa despercebido: atentar para que as ações postas em prática não façam a empresa morrer de sucesso. O preparo é tudo em qualquer atividade humana. Lançar produtos e serviços, sem o devido respaldo para o bom atendimento, pode significar uma bela, inócua e perigosa pirotecnia.

É comum ouvir frases como: “Investimos muito em equipamentos, maquinários e decoração e esquecemos de treinar nosso pessoal para o atendimento rápido e eficiente”. “Os pedidos foram tantos que não tínhamos como entregá-los”. “Uma greve na Receita Federal e ficamos 100 dias sem os componentes para fabricação.” “Na hora H o fornecedor de embalagem e/ou o pessoal do transporte falhou.” “Nós, literalmente, fizemos sucesso e morremos na praia”.

São comuns as histórias de empresários que vão atrás de uma boa ideia, investem pesado em equipamentos, maquinários, arquitetura, decoração, ações promocionais e lançamentos festivos e não dão o devido valor ao essencial do negócio: o treinamento de pessoas para gerir esse novo processo.

O cemitério das boas intenções está cheio de investimentos fracassados que deram mais valor aos cuidados materiais do que ao treinamento dos profissionais que iriam tocar o negócio. “Não vou preparar e qualificar o meu pessoal, porque eles podem ir para a concorrência”, pensa de forma canhestra uma grande parte dos empresários.

Muitas vezes a empresa obtém sucesso nos lançamentos, começa a atender bem e a vender com razoável facilidade, mas os sete pecados capitais, atentos ao comportamento humano, afloram no ambiente. A possibilidade do lucro fácil faz saltar os olhos dos financeiros e a ganância se instala. Quase que ao mesmo tempo a arrogância toma conta dos atendentes e da diretoria. E pecado capital chama-se pecado capital porque ele é cabeça de chave de muitos outros pecados. Caput!

Este querer aproveitar ao máximo a boa onda faz a empresa atacar com gula por todos os lados. E à medida que os preços sobem, o acabamento despenca e o atendimento vai para o espaço. “O cliente que nos aceite do jeito que somos, temos de aproveitar ao máximo o sucesso do momento.” Na primeira oportunidade, o cliente, que era fiel por falta de opção, dá o troco e vai embora falando mal, bandeando-se para o lado da concorrência. Algumas empresas gostam de brincar com esta perigosa situação.

Quem quer vender, quer vender muito e, em se tratando de lançamentos de novos produtos e serviços, é melhor refrear a ansiedade e realizar o trabalho aos poucos. Aprender e ajustar o processo passo a passo e resguardar-se até que todos na empresa estejam mais bem preparados e só depois acelerar para conquistar o mercado com segurança, é mais seguro e duradouro.

As ferramentas da comunicação, principalmente as de massa, estimulam fácil o consumidor brasileiro, e este pode responder rápido e exigir quantidades que sua empresa não tem para entregar. Lançar-se no mercado sem a devida preparação pode queimar a imagem da empresa para sempre. A pior coisa que pode acontecer para um diretor comercial é vender demais e não ter como entregar o produto ou realizar mal o serviço. Por isso, cuidado, a palavra sucesso significa “aquilo que sucedeu” e este pode ser tão sufocante que sua empresa ou você podem morrer disto. E nada mais triste do que a lembrança “daquilo que poderíamos ter sido e não fomos”.

*Eloi Zanetti é consultor em marketing, comunicação corporativa, criatividade e vendas / eloizanetti@gmail.com

 


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