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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4955 | 24 de Novembro de 2020

ENCONTRO ESTADUAL: Cooperativistas de todo PR vão se reunir virtualmente no dia 4 de dezembro; evento terá várias atrações

Cooperativistas de todo Paraná estarão reunidos virtualmente no dia 4 de dezembro, no tradicional Encontro Estadual organizado pelo Sistema Ocepar. Normalmente, o evento é realizado com a presença de caravanas vindas de todas as partes do Estado, reunindo uma média de dois mil participantes, em Curitiba ou no interior do Estado, como na última edição ocorrida em Medianeira, na região Oeste. Desta vez, como será on-line, poderá ser acompanhado por um público maior ainda pois será transmitido ao vivo pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, na TV Paraná Cooperativo, pelo Canal Rural e, possivelmente, também pela TV Paraná Turismo, do Governo do Estado.

Atrações – Entre as atrações, o Espaço Sou Arte, de Campo Mourão (PR), que vai animar o público com muita arte circense, dança e teatro. Já o ilusionista Paul & Jack fará um show de mágica ao vivo durante o Encontro. “O mundo pós-pandemia” é o tema da palestra que será ministrada pelo estrategista da área de Comunicação, Nizan Guanaes.

Programação – A programação contempla ainda o pronunciamento de autoridades, como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o governador Ratinho Junior, o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo, entre outras. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fará um balanço das atividades desenvolvidas pelas 221 cooperativas vinculadas à entidade no ano de 2020 e tratará sobre as perspectivas para 2021. O cooperativismo paranaense tem atuação em sete ramos: agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, consumo, transporte e trabalho, produção de bens e serviços. O setor abrange atualmente mais de 2,3 milhões de cooperados, emprega diretamente 112.762 pessoas, responde por 60% do PIB agropecuário paranaense e exporta seus produtos para mais de 100 países.

 

encontro estadual folder 24 11 2020

 

COVID-19: Confira o comunicado 162 do Comitê de Acompanhamento

covid 19 II destaque 24 11 2020A realização do FórumTrabalhista Internacional, na quinta-feira (26/11), com apoio da Fecoopar, e, também, do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, no dia 4 de dezembro, são alguns dos destaques do comunicado 162, emitido na manhã desta terça-feira (24/11), pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Confira abaixo o boletim.

1. No dia 26 de novembro, será realizado o Fórum Trabalhista Internacional, com apoio da Fecoopar. Para inscrição clique aqui.

2. O Sistema Ocepar, no dia 4 de dezembro, irá realizar o Encontro Estadual de Cooperativas Paranaenses. Clique aqui para mais informações.

3. No dia 23 de novembro, o Sescoop/PR, participou da reunião virtual organizada pelo Sescoop Nacional, com o TCU – Tribunal de Contas da União, para discutir sobre o processo de fiscalização contínua do Sistema S.

4. A Receita Federal do Brasil – RFB, no dia 18 de novembro, publicou a Instrução Normativa – IN nº 1.990, que dispõe sobre a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf). Clique aqui para acessar a IN nª 1990.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

ENCONTRO DE AGENTES I: Cases evidenciam sucesso dos programas de formação

Se em tempos normais, a figura do agente de cooperativismo é estratégica, pois possibilita que o Sescoop/PR atue com uma estrutura enxuta, podendo direcionar mais de 90% de seus recursos para as atividades finalísticas, em tempos de crise o papel desse profissional ganha ainda mais relevância.  Para destacar os resultados na ponta, o Encontro Estadual de Agentes Cooperativistas, realizado na última sexta-feira (20/11), por meio da plataforma Microsoft Teams, trouxe quatro cases de sucesso na área de formação cooperativista.

Cresol - José Carlos Vendresen, do Instituto Cresol, apresentou o case "Juventude Conectada Cresol", projeto da cooperativa de crédito que encarou e venceu os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus. “A Cresol, há vários anos, busca conectar as suas raízes cooperativistas com esse ambiente jovem de ser. Muitas inovações têm vindo a partir disso. A Cresol está comemorando 25 anos, então, também é uma cooperativa jovem, e queremos escutar os jovens e abrir espaço para que eles possam contribuir para os próximos 25 anos da Cresol. Neste sentido que desenvolvemos várias ações para esse público”, contou.

Reinvenção - Porém, com a chegada da pandemia, foi preciso se reinventar para manter as ações em andamento. “Criamos um processo que chamamos de “juventude conectada”, que é a soma de uma jornada de conhecimento com um processo de inspiração, aproximação, integração, diversão e informação, fortalecendo a  participação jovem na cooperativa e também a possibilidade desse público se tornar um grande multiplicador da filosofia cooperativista nas regiões do Brasil onde a Cresol possui agências”, disse.

C.Vale - Já Mirna Fúrio, assessora de Cooperativismo da C.Vale, falou sobre como os trabalhos com os Núcleos Femininos da Cooperativa foram reinventados durante a pandemia de Covid.  “Temos núcleos femininos desde a década de 1970. Anualmente, fazemos o planejamento das ações e o cronograma de atividades. Tudo é muito certinho para que as nossas 118 integrantes, de quatro municípios do interior do Paraná, consigam se organizar durante o ano e participar, até porque isso envolve logística e deslocamento até Palotina, onde fica a sede da C.Vale”, contou.

Vencendo o medo do novo - Segundo Mirna, no início de 2020, como é de praxe, o planejamento anual na área de formação da C.Vale estava pronto. “Tínhamos 1/3 a mais de atividades previstas, em relação ao ano passado. Mas com a pandemia, tivemos que nos reinventar, utilizando ferramentas tecnológicas, como o Microsoft Teams. O grande desafio foi tirá-las da zona de conforto e ajudá-las a vencer o medo do novo, pois a maioria das participantes não tinha familiaridade com a informática. Fizemos vários treinamentos, elaboramos manuais para que elas aprendessem a lidar com a ferramenta que adotamos para os treinamentos virtuais. Hoje, a gente vê que houve muito ganho de conhecimento, superação e autonomia. Eles estão, inclusive, participando mais, pois não precisam se deslocar de um município para outro”, disse Mirna.

Lar - Fabiane Bersch, gerente de Gestão de Pessoas da Lar Cooperativa, trouxe informações sobre o projeto de criação da Lar Universidade Corporativa, iniciado no ano passado e lançado em setembro último. “O objetivo é atender os objetivos estratégicos da Lar.  Nos últimos 10 anos, a Lar apresentou um crescimento muito grande em relação a número de funcionários, associados e de faturamento. Precisamos, portanto, que o planejamento dos treinamentos esteja em total sintonia com as necessidades da cooperativa”, pontuou.

Estruturação - Segundo ela, neste primeiro momento, a Lar Universidade foi estruturada em quatro escolas: cultura, negócios, liderança e a escola da excelência operacional. “Acreditamos nesses quatro temas conseguimos encaixar as questões de maior relevância para os negócios da cooperativa, Então, além do apoio do Sescoop/PR, que sempre foi muito importante para a Lar, temos parcerias com algumas universidades da região Oeste e que possibilitam a participação do quadro funcional e social em cursos que são de interesse da Lar cooperativa, abrangendo graduação, MBAs e pós-graduações. A meta é realizar mais de 1000 eventos de formação até 2024, e sempre priorizando e direcionando para os resultados que a Lar precisa atingir. Isto não tem relação só com a área de negócio, mas com a sustentabilidade da cooperativa.  Atender realmente a necessidade de educação da cooperativa, ser mais eficaz na aplicação de recursos e buscar a efetividade do conhecimento”, comento.

Unimed Cascavel - Rozinha de Souza Campos Filha, da Unimed Cascavel, falou sobre a contribuição do E-Learning no desenvolvimento da gestão por competências. Segundo ela, a gestão por competência foi adotada há cerca de cinco anos pela cooperativa, seguindo uma diretriz da Unimed Brasil. “Aderimos porque muitas decisões relativas à gestão de pessoas são pautadas na gestão por competência. Este modelo traduz muito o jeito de cuidar da Unimed e também a questão do protagonismo de carreira”, comentou.

Oportunidade - O treinamento é uma parte importante da gestão por competência, por este motivo, no final de 2019, teve início um projeto de modernização do processo de treinamento por meio da implantação do e-learning (ensino à distância). “Então, em março de 2020 a gente se deparou com o cenário de pandemia, porém, visualizamos ali uma oportunidade de priorizar o projeto que já estava em andamento e acelerar a sua conclusão”, contou.  “Lançamos o projeto em maio. O Sescoop/PR nos ajudou muito para que a gente pudesse se adaptar e fazer diferente. Desta forma, foi possível realizar uma boa parte do planejamento por meio da plataforma EAD. E isso não é algo que aconteceu em 2020, durante a pandemia. É algo que não tem volta. Provavelmente, futuramente, vamos mesclar entre os dois modelos, ou seja, EAD e presencial”, disse.

Ouça aqui matéria de rádio com os cases da Cresol e C.Vale

Ouça aqui matéria de rádio com os cases da Lar e Unimed Cascavel

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ENCONTRO DE AGENTES II: O problema não é a mudança, mas a rapidez com que ela acontece, diz Clóvis de Barros Filho

Inove no sentido de querer mais e mais. Esta mensagem pontuou a palestra do professor Clóvis de Barros Filho, no Encontro Estadual de Agentes, realizado na última sexta-feira (20/11), por meio do Microsoft Teams. Com seu bom humor característico, domínio das palavras e clareza de ideias, Clóvis de Barros Filho falou sobre "Mudança: Um Convite à Realidade". “Mudar faz parte da vida. O mundo é o tempo inteiro cambiante, mutável.  Tudo está em transformação. O esquisito seria se não fosse assim, porque daí não haveria renovação. Havendo vida, haverá mudança sempre. O que talvez mude é a nossa habilidade de entender a mudança, a natureza dela, o ritmo, e tudo isso marca o nosso momento na vida hoje, porque o mundo com certeza nunca mudou tão rapidamente”, disse.

A rapidez das mudanças - Se a mudança sempre existiu, o problema que permeia a humanidade contemporânea, portanto, não é a certeza de que a vida é, por si só, mutável, e sim a rapidez com que os fatos acontecem. Clóvis de Barros explica que “nunca tendo mudado tão rapidamente, o mundo nunca cobrou do ser humano uma mudança correlata”, ou seja, na velocidade que hoje se faz necessária. “Hoje quando os alunos se formam na faculdade já estão defasados, pois o seu conhecimento não dá conta nem dos problemas contemporâneos ao curso. Perceba então, que a exigência na hora de viver é infinitamente maior hoje. O que temos é que o homem nunca foi tomado por tamanha incerteza e isso atingiu o ponto máximo na pandemia, na quarentena, quando o homem não tem noção nenhuma do dia de amanhã. Paradoxalmente, o homem esteve tão bem informado e, ao mesmo tempo, nunca foi tão ignorante sobre o seu futuro”.

Ansiedade, flutuação da alma - Nas palavras de Clóvis de Barros, “esta incerteza permite que o homem imagine o que está por vir, do jeito que lhe der na veneta”. “Ora, tem horas que ele acha que vai ficar tudo bem, mas no momento seguinte acha que não. E no fim das contas, se sente na mão. Dependendo do que lhe vem a cabeça o corpo acusa. Será que teremos vacina? Será que continuaremos trabalhando da mesma forma? O mundo vai ser o mesmo após o fim da pandemia? São muitas dúvidas. A incerteza é a consequência imediata desse mundo que muda alucinadamente. E isto patrocina em nós a ansiedade, que nada mais do que a pressa de encontrar respostas, de encontrar aquilo que nos tira da dúvida. A ansiedade é nefasta, é o que se chama de flutuação da alma. O homem nunca foi tão ansioso, porque nunca teve tanta incerteza em relação ao mundo que está por vir, porque este mesmo mundo se transforma em velocidade alucinante”.

Inovação - Após colocar o mundo, sob a perspectiva de um elemento em constante mudança, e destacar que o ritmo das mudanças como algo que diferencia o mundo contemporâneo de tudo o que a humanidade já viveu, Clóvis de Barros chama a atenção para o fato de que muito do que vivemos é resultado da ação do próprio homem. “Neste mundo que nos assola, é preciso buscar o novo o tempo todo, porque se não fizermos isso, somos atropelados pela concorrência, e isto naturalmente nos remete a uma ansiedade nunca vista. Inovação é a mudança do mundo operada pelo homem, mas não de qualquer jeito. Ela é decidida, escolhida. Portanto, a inovação integra um projeto de transformação do mundo, realizado pelo homem”, disse.

Ouça, relembre, aprenda - Ouça aqui a palestra na íntegra do professor Clóvis de Barros. Para quem não teve a oportunidade de participar do Encontro de Agentes, é uma oportunidade de aprender com um dos principais pensadores contemporâneos. E para aqueles que tiveram o privilégio de assistir a sua palestra, aproveitem para relembrar o que ele disse sobre mudança e o que depende de mim, ou seja, o protagonismo de cada um nesse processo, bem como sobre os diversas esferas da inovação, como a inovação a serviço da excelência, do servir, da generosidade, do amor e da alegria, passagem para um estado mais potente de si mesmo. Nas palavras do professor, faça isso mantendo seu “copo vazio, porque só assim podemos enchê-lo de água, ou melhor, em conhecimento que enriquece a alma”.

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COOPERATIVISMO: Governo quer ampliar parceria com a Coamo nos próximos anos

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta segunda-feira (23/11) com diretores da cooperativa Coamo, de Campo Mourão, para discutir investimentos e estratégias para ampliar a produção e a parceria institucional para os próximos anos. A cooperativa completou 50 anos em 2020 e já está planejando os próximos passos para completar um século de existência dentro da industrialização e beneficiamento de soja, milho, trigo, café e açúcar, entre outras matérias-primas.

Patrimônio dos paranaenses - O governador destacou que a Coamo é uma das maiores cooperativas da América Latina, com faturamento previsto em R$ 18 bilhões para 2020. É a 23ª maior exportadora do País, com cerca de 30 mil associados e 7 mil funcionários. “A Coamo é um patrimônio dos paranaenses, nos orgulha com seu trabalho. Chegar a meio século de história é uma inspiração para a nossa geração”, disse Ratinho Junior. “Essa reunião serviu para dar um abraço virtual nos diretores e em todos os colaboradores da cooperativa”.

Fortalecimento - O governador citou investimentos do Estado que vão fortalecer ainda mais essa atuação da cooperativa, como a construção de terceiras faixas nos trechos entre Campo Mourão e Pitanga, e entre Pitanga e Mauá da Serra, valorizando o eixo central do Estado; uma licitação planejada para o ano que vem na moega do Porto de Paranaguá, facilitando a descarga dos trens no terminal; e políticas contínuas de estímulo ao crédito e de acesso à energia com qualidade e estabilidade para o agricultor.

Parceria - “O Governo do Estado é parceiro das cooperativas. Estamos trabalhando em irmandade com elas para buscar novos investimentos, incentivar a industrialização das cadeias dos grãos e das carnes e tornar o Paraná uma referência ainda maior em produção de alimentos de maneira sustentável”, acrescentou Ratinho Junior. “A Coamo é exemplo dessa eficiência, da modernização dos processos e da geração de emprego com qualidade”.

Aspectos tributários - O governador e a empresa também discutiram aspectos tributários em relação a crédito presumido de exportação e enquadramento dos produtos da cooperativa dentro do novo marco legal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação à gordura trans. A partir de 2023 as empresas brasileiras não poderão mais usar esse componente como ingrediente, o que acarretará em mudanças na produção de margarinas da Coamo, por exemplo.

Investimentos privados - No encontro, os diretores da Coamo também apresentaram um balanço parcial das obras de expansão do terminal privado da cooperativa no Porto de Paranaguá, com investimento de R$ 200 milhões. O aporte compreende a ampliação da capacidade estática de armazenagem de grãos para 87.100 toneladas e do volume de embarque para 4.000 ton/hora. Os investimentos contemplam obras civis, máquinas e equipamentos, montagens e instalações. A inauguração deve ocorrer em agosto de 2021.

Novas indústrias - Também estão no rol de investimentos da Coamo novas indústrias, provavelmente nas proximidades do parque industrial de Campo Mourão. Uma delas será dedicada para rações e a outra para produção de etanol e farelo de milho. Também está dentro do planejamento a ampliação da capacidade dos moinhos de trigo da cooperativa.

Coamo - A Coamo nasceu com 79 agricultores associados que subscreveram a ata de fundação e um capital social ainda contado em cruzeiros. A primeira sede foi um escritório com 50 metros quadrados. Em 2019 a cooperativa recebeu 3,5% de toda a produção nacional de grãos e fibras e 17% da safra paranaense. Foram 4.807.587 de toneladas exportadas no ano passado, o que ultrapassou US$ 1,4 bilhão em valor agregado.

Presenças - Estiveram presentes no encontro virtual os secretários de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e da Fazenda, Renê Garcia Junior; o diretor da Receita Estadual, Roberto Tizon; o deputado federal Rubens Bueno; o presidente do Conselho de Administração da Coamo, José Aroldo Gallassini; o presidente-executivo da cooperativa, Airton Galinari; e os diretores Antonio Sérgio Gabriel (Financeiro e Administrativo) e Rogério Trannin de Mello (Comercial), integrantes da diretoria da Coamo. (Agência de Notícias do Paraná)

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UNIUM: Marca institucional completa três anos de atuação com resultados consistentes e projeção otimista

unium 24 11 2020A Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, localizada nos Campos Gerais, completa em 2020 três anos de atuação com um modelo inovador de intercooperação, que vem aumentando em mais de 20% o faturamento anual conjunto das companhias. Para os cooperados, o retorno individual também evolui de forma consistente, por meio da integração entre as empresas - o que permite melhorar os métodos de criação e produção, a qualidade dos produtos e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Resultados expressivos - Desde a criação, em 2017, a Unium conquistou resultados expressivos de produção. Diariamente, são processados 3,4 milhões de litros de leite e o volume de carne suína produzida ultrapassa 113 mil toneladas ao ano, além de mais de 129 mil toneladas de trigo processadas (dados de 2019). A perspectiva é que esses resultados sejam superados em 2020, mesmo com o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus.

Investimentos - Para atingir esses números, as unidades de produção investiram em novos equipamentos e sistemas de produção, treinamento de pessoal, assim como em mecanismos de controle de propagação da Covid-19. "Este ano tem sido desafiador em todos os sentidos, mas com muito trabalho e cooperação, pretendemos bater novos recordes e seguir crescendo. É uma mostra da força desse modelo de negócio novo, mas que tem em seu DNA a mesma força do cooperativismo. Um setor que tem papel preponderante na economia brasileira", ressalta Cracios Clinton Consul, Gerente de Marketing da Unium.

Intercooperação - O modelo de intercooperação consiste na união de empresas que mantêm suas identidades organizacionais e jurídicas, tendo como líder uma cooperativa que possui estrutura ou expertise mais desenvolvida. A ideia deste formato é otimizar as plantas industriais das cooperativas e evitar investimentos duplicados ou concorrência desnecessária entre elas. Ainda que a parte operacional seja de responsabilidade da líder, todas as decisões são tomadas em comum acordo entre as três cooperativas, por meio de comitês gestores.

Sobre a Unium - Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Conta com três marcas de lácteos: Naturalle – com produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium tem a marca Herança Holandesa – farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, com elevados padrões de exigência. Além disso, fazem parte dos negócios a Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, e a Energik, usina de produção de energia sustentável, todas reconhecidas pela qualidade e excelência. Mais informações: http://unium.coop.br/. (Imprensa Unium)

 

BOM JESUS: Mais de R$ 100 milhões serão investidos na região sudeste do PR

A Cooperativa Bom Jesus está presente na região sudeste paranaense há 68 anos e o ano de 2020 estabeleceu uma marca histórica: os investimentos feitos em 2020 e 2021 ultrapassarão a marca de R$ 100 milhões.

Impulso - Luiz Roberto Baggio, diretor-presidente da Bom Jesus, comenta que "essa condição de investimento proporciona à cooperativa um impulso, mas estende ao cooperado de forma objetiva novas alternativas de negócios, novas culturas, melhoria de tecnologia, garantia de rentabilidade, garante mais segurança ao produtor não só na entrega do produto, não somente na comercialização, mas na longevidade de viabilidade das suas lavouras.".

Futuro - Baggio comenta também sobre o futuro da agricultura na região. “Hoje vivemos um momento interessante na agricultura, com bons preços, mas nem sempre será assim e nós temos que ter respaldo e retaguarda suficiente para termos viabilidade em nossos negócios, tendo a inserção e a possibilidade de aumentar as lavouras de inverno, seja trigo ou cevada, para que essa viabilidade esteja acompanhando o produtor no seu desenvolvimento, esse é o sentido da nossa cooperativa", afirmou.

Projetos - Destacamos aqui alguns projetos que estão sendo conduzidos pela cooperativa:

Nova unidade Palmeira (PR) - Como já noticiado dias atrás, a Bom Jesus adquiriu uma nova unidade na cidade de Palmeira. Trata-se da unidade da FTG, próxima a unidade atual da Bom Jesus no município. Somando as duas unidades, a capacidade de armazenagem em Palmeira será de cerca de 1,2 milhão de sacas, abrindo oportunidades de recebimento de diversos cereais e auxiliando unidades vizinhas como São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Lapa, Irati e Rebouças.

Nova unidade Mafra (SC) - A primeira cidade no planalto norte catarinense que a Bom Jesus está presente é Mafra, na qual começou operar na assistência técnica e venda de insumos em 2014. Com aumento da demanda na região, em 2021 a Bom Jesus irá inaugurar uma nova unidade no município com capacidade de armazenagem de cereais de 460 mil sacas e investimentos na casa de R$ 22 milhões.

Ampliação Capão Bonito / Lapa (PR) - A unidade do Capão Bonito, na Lapa, está em processo de ampliação. A unidade que foi adquirida em 2009 tem uma capacidade de armazenagem de 900 mil sacas. Com a ampliação em andamento, a unidade passará a ter uma capacidade de 1,1 milhão de sacas na qual beneficia os produtores da Lapa e unidades vizinhas como Palmeira, Antonio Olinto, São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Irati e Rebouças.

Ampliação Rebouças (PR) - Desde 2009 na cidade de Rebouças, a Bom Jesus vem investindo na unidade. No começo deste ano a unidade ganhou um novo silo para armazenagem de cereais com capacidade de 105 mil sacas. Com isso a unidade opera com uma capacidade de recepção de cereais de 315 mil sacas. Para 2021, haverá mais novidades: barracão para armazenagem de insumos, duas balanças para pesagem de caminhões e ampliação da loja de insumos.

Novo sistema de ERP - A sigla ERP significa “Enterprise Resource Planning”, ou Sistema de Gestão Integrado. Um sistema é vital para as mais variadas informações da cooperativa, desde cadastros de diversos ramos, emissão de notas fiscais, sistemas financeiros, histórico de cooperados, até mesmo integração com sistemas avançados de agricultura digital. O novo sistema que a Bom Jesus irá apresentar novidades no modo de atendimento ao cooperado e agilidade em operações. O cooperado poderá ter novos canais de atendimento para sua comodidade.

Participação industrial em projeto de intercooperação - Em 2021 a Bom Jesus tem um projeto de intercooperação importante para região. Depois de ser sócia da Coonagro, indústria de fertilizantes das cooperativas, a cooperativa fará um novo investimento na área industrial abrindo novas possibilidades de mercado ao cooperado e, com isso, trazendo mais oportunidade de renda e desenvolvimento na região. (Imprensa Bom Jesus)

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COOPAVEL: Show Rural vai adotar protocolos para produtor ter visita informativa e segura

coopavel 24 11 2020Um cuidadoso plano de contingência está em elaboração para que produtores rurais possam visitar a 33ª edição do Show Rural Coopavel com segurança. “Serão inúmeros cuidados observados em todo o parque, tudo para os visitantes conhecer as novidades em tecnologias sem se expor a riscos”, diz o presidente Dilvo Grolli.

Riscos potenciais - Os riscos potenciais foram mapeados e serão eliminados um a um, segundo o presidente. “Observaremos rigorosamente as exigências e recomendações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Ministério da Saúde e das secretarias municipal e de estado da saúde”. Os cuidados serão observados desde o deslocamento dos visitantes de suas casas ao parque, localizado no km-577 da BR-277, na saída para Curitiba.

Ônibus - No caso de o transporte ser feito em ônibus, que devem ser regularmente sanitizados, deve-se respeitar o distanciamento mínimo e usar máscara no percurso. Nos portões de acesso haverá aferição da temperatura corporal. Ambulatórios distribuídos em pontos estratégicos da área darão suporte às equipes de saúde. Os produtores rurais, técnicos e outros visitantes terão de utilizar a máscara durante toda a sua permanência no local.

A céu aberto - Para evitar aglomerações, a organização do Show Rural Coopavel decidiu não autorizar a realização de palestras, coletivas de imprensa e encontros em ambientes fechados. A recomendação é que aconteçam em espaços abertos e arejados. A distribuição de álcool em gel será farta nos 720 mil metros quadrados da área e os mais de 110 bebedouros recebem adaptações para acionamento com o pé, enumera o coordenador geral Rogério Rizzardi.

Sentido das ruas - Outra novidade será determinar sentidos únicos em algumas das ruas de maior movimento do parque para que os visitantes se desloquem respeitando distâncias seguras dos demais. A observação dos protocolos se dará também nos ambientes destinados às refeições, com menor ocupação nas mesas. No restaurante, equipes de colaboradores, devidamente paramentados, servirão os visitantes. “Tudo o que puder ser feito para a segurança dos produtores rurais faremos, porque os desafios estão aí e precisamos seguir produzindo alimentos com produtividade elevada e sustentabilidade”, conforme Dilvo Grolli.

Montagem dos estandes - A montagem dos estandes será de 4 a 27 de janeiro, com permissão de trabalho no interior do parque das 7h às 19h, informa o coordenador da área de Montagem Samuel Felipe. Os funcionários das montadoras terão de utilizar máscara em todas as etapas da operação, bem como fazer uso regular do álcool em gel e observar normas sanitárias da Anvisa. “Estaremos bastante atentos também à utilização dos equipamentos de proteção individual”, reforça Samuel.

Híbrido - O 33º Show Rural Coopavel acontecerá de 1º a 5 de fevereiro de 2021. Trezentas e trinta empresas já confirmaram presença e o público presencial será menor em comparação às edições mais recentes. No entanto, um grande de expectadores será alcançado por meio das plataformas online, com transmissão ao vivo pela Tv Show Rural, outra das novidades do evento. (Imprensa Coopavel)

 

SICREDI: Cinco dicas para aproveitar o décimo terceiro mesmo com redução de valores

sicredi 24 11 2020Em 2020, muitos trabalhadores que possuem carteira assinada poderão ter o valor do 13º salário reduzido por conta das alterações propostas pela Medida Provisória 936, que permite a suspensão de contrato de trabalho e a redução de salário.

Organização do orçamento - Para a gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Zandoná França, apesar dos valores menores, em alguns casos, o dinheiro extra no fim de ano é uma boa oportunidade para organizar o orçamento e rever prioridades. “É importante não pensar no 13º somente como um benefício imediato. O planejamento financeiro ajuda a identificar qual a melhor forma de usar o aporte extra a longo prazo”, explica.

Dicas - Confira outras dicas da especialista para usar o 13º de maneira consciente, aproveitando o benefício da melhor forma, mesmo em casos de redução de valores:

1. Quitar dívidas é prioridade

O rendimento extra no fim do ano é uma boa fonte de recurso para quitar dívidas, especialmente as consideradas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial. “Mesmo com valor reduzido, utilize o recurso do 13º para acertar contas pendentes. Caso não consiga quitar todas as dívidas, planeje e negocie os pagamentos atrasados. É importante sempre lembrar que os parcelamentos, caso sejam necessários, devem levar em consideração o orçamento disponível a longo prazo”, explica a especialista.

2. Estabeleça um limite máximo para compras

Caso não tenha dívidas ou se a escolha para o uso do 13º forem as compras de fim de ano, a orientação é estabelecer um teto de gastos e não ultrapassar o planejado. “Tente fugir das tentações de compras excessivas. É importante refletir sobre as reais vantagens e necessidades de cada aquisição. Caso as compras sejam indispensáveis, não esqueça de pesquisar os melhores preços e negociar. Além disso, dê preferência para compras à vista. Também estabeleça um valor máximo para o gasto com presentes. Em um ano como 2020, vale investir em lembranças com valores mais modestos e com algum significado para quem ganha”, comenta Adriana.

3. Considere as contas do início de ano

O ano novo também traz contas fixas, como IPVA, IPTU, despesas escolares, para quem tem filhos. “Separar o 13º ou parte do recurso para as tradicionais contas do início de ano ajuda na organização e no planejamento financeiro. Ao quitar essas despesas, fica mais fácil realizar o controle do orçamento durante todo o ano”, analisa.

4. Sem dívidas? Aproveite e poupe

De acordo com a especialista do Sicredi, o 13º pode ser uma ótima opção para iniciar uma reserva financeira. “Para quem não tem dívidas, o benefício pode ser uma motivação a mais e ajudar com o hábito de poupar. Independente do valor, o importante é começar. Existem diferentes opções de investimentos com produtos que atendem aos perfis mais arrojados e os mais conservadores, que buscam menor rentabilidade e maior segurança", explica a especialista.

5. Ótima oportunidade para investir no futuro

Uma excelente opção, pensando no futuro, é utilizar o 13º e investir em um plano de Previdência Privada. “É um investimento a longo prazo sem o come cotas e ainda possui incentivos fiscais e tributários para quem faz a declaração completa de Imposto de Renda”, afirma a especialista. Em Previdência Privada também existe excelentes opções de investimentos para todos os perfis, desde os mais conservadores até os mais arrojados. “Este é um investimento que conta com o tempo a seu favor. Por isso, quanto antes começar a investir, menor será o esforço para acumular o valor necessário para sua aposentadoria”, finaliza.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,8 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.             

 

UNIPRIME: Preparado para a Black Friday?

uniprime 24 11 2020A Black Friday é uma das datas mais esperadas por milhões de consumidores ao redor do mundo. O motivo são os descontos prometidos por lojas físicas e on-line sobre os mais diferentes produtos. A data originou-se nos Estados Unidos e é celebrada sempre no dia seguinte ao feriado de Ações de Graças, marcando a abertura da temporada de compras natalinas.

Brasil - No Brasil, a Black Friday está prevista para acontecer no dia 27 de novembro, e muitas lojas já seguem anunciando descontos rotulados como “imperdíveis”. Mas, como saber se você, de fato, fará boas compras sem cair em ciladas? Juliana Olivieri Refundini, gerente da Agência Uniprime Marília (SP) com Certificação CFP®, separou duas dicas essenciais, confira:

Programe-se - “Primeiro, antes de sair as compras, tenha em mente os produtos que você realmente precisa e quer comprar, então revise seu orçamento, veja as condições de sua conta e determine um limite para estes gastos. Ter em mente um valor limite para estas compras irá te ajudar a não gastar mais que o permitido e; em segundo, parcelamentos são sempre tentadores, pois temos a sensação de que o valor comprometido mensalmente é pequeno, mas lembre-se que ele irá permanecer por bastante tempo. E com a sensação de pequeno gasto você acaba fazendo mais dívidas, e assim prejudica o seu orçamento para os próximos meses. Não sou contra o parcelamento, ao contrário, ele viabiliza muitos sonhos e realizações, desde que medidos e controlados. Por isso, antes de sair as compras, revise também a fatura de seu cartão de crédito”, detalha Juliana. Anotou? Então, boas compras! (Imprensa Uniprime)

 

FOTO: ElisaRiva / Pixabay

 

FEITO NO PARANÁ: Do óleo às farinhas; como a produção de grãos chega à mesa do consumidor

Margarina, óleos, farinhas, misturas para pães e bolos, cafés. A variedade de produtos é grande e cada vez mais trazem no rótulo a marca de agroindústrias paranaenses. A produção de grãos no Paraná é historicamente destinada à exportação, mas as cooperativas do Estado têm investido cada vez mais na ampliação de unidades fabris para processar a produção primária e fornecê-lo ao consumidor como produto final.

Cooperativas - Na série de reportagens do projeto Feito no Paraná, vamos conhecer algumas cooperativas que têm produção agroindustrial de beneficiamento de grãos. A Ocepar contabiliza 18 plantas de processamento de grãos, açúcar e café ligadas ao cooperativismo. Elas reforçam a grande cadeia da indústria paranaense de alimentos, que faz deste segmento um dos mais importantes da economia estadual.

Filosofia - “Por que as pessoas se juntam? Para fazer algo que não podem fazer sozinhas”. É com esta filosofia sempre em mente que o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, define o trabalho da cooperativa, que completa 50 anos de existência.

Transformação - Além de fomentar e dar suporte ao plantio, a empresa tem investido de forma pioneira na transformação de produtos agrícolas. Com produção em Campo Mourão, Paranaguá e em Dourados (MS), a cooperativa emprega cerca de 12 mil pessoas só no processo fabril.

Verticalizar - “O objetivo da industrialização é verticalizar o produto e trazer mais valor agregado ao que produzimos”, explica Galinari. Com as marcas Coamo, Primé, Aniella e Sollos, a cooperativa vende farinhas, óleos, margarinas, massas prontas para pães e bolos, fios de algodão e café.

Unidades - Em Campo Mourão, a unidade fabrica margarinas, gorduras vegetais, óleo de soja, fios de algodão, tem uma torrefação de café e moinho de trigo. Em Dourados, a fábrica inaugurada em novembro do ano passado produz óleo de soja (embalagem PET) e farelos especiais. Em Paranaguá, a produção é exclusiva de óleo degomado (óleo bruto) e farelo para exportação.

Mercado interno - A maior parte dos produtos industrializados pela cooperativa é destinada ao mercado interno, informa Galinari. “Temos compradores que levam nosso produto para a Venezuela e Paraguai. Já a soja, o farelo de soja, milho e óleo de soja, estes exportamos para o mundo todo”, afirma o executivo.

Farinhas - Em Ponta Grossa, o moinho Herança Holandesa, do grupo Unium - que reúne as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal - foi pensado para produzir farinhas especiais para linhas industriais do mercado B2B, como é conhecida a produção para outras marcas.

Tecnologia - No entanto, em 2017, a empresa investiu em tecnologia, ampliou seu mix e iniciou a produção de farinhas para uso doméstico. No início do ano passado os produtos começaram a chegar às gôndolas dos supermercados da região dos Campos Gerais.

Produção - Cleonir Vitório Ongarato, coordenador de negócios da Herança Holandesa, informa que a unidade produz farinhas premium, tradicional e integral. Há ainda a linha especial, formada por farinhas para pizza, pastel e a farinha Precisa, uma segunda marca da empresa e com preço reduzido para o consumidor.

Empregos - O moinho emprega cerca de 100 pessoas, de forma direta e indireta, e processa 450 toneladas de trigo por dia. A maior parte da matéria-prima usada no moinho vem dos cooperados da região dos Campos Gerais ligados à Frisia, Capal e Castrolanda.

Projeto - Segundo Ongarato, o projeto da cooperativa é conquistar o mercado de dentro para fora. “Primeiro, temos que ser bons em casa e depois ir avançando, à medida que comprovamos a qualidade do nosso produto e conquistamos a confiança do produtor e dos clientes”, afirma.

Feito no Paraná - Criado pelo Governo do Estado, o projeto busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. O projeto foi elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes e quer estimular a economia e a geração de renda. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira as reportagens já produzidas para a série que destaca o que é Feito no Paraná.

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TRIGO: Camex renova cota de importação

trigo 24 11 2020Segundo o Valor Econômico, a Câmara Brasileira de Comércio Exterior (Camex) renovou a cota para importação de 750 mil toneladas de trigo de fora do Mercosul isenta do pagamento da Tarifa Externa Comum (TEC) - que, no caso, é de 10%. A medida é válida de 18 de novembro deste ano a 17 de novembro de 2021. O jornal lembra ainda que a cota foi estabelecida em um compromisso assumido pelo país junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2019. “Em julho deste ano, diante da escassez de trigo no mercado nacional e da alta dos preços, a Camex permitiu a importação sem TEC de uma cota extra de 450 mil toneladas de países de fora do Mercosul até 17 de novembro deste ano. O Brasil é um dos principais importadores de trigo do mundo. Aproximadamente 60% do consumo doméstico vem do exterior, principalmente da Argentina”, diz ainda a nota divulgada pelo Valor.

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança comercial registra superávit de US$ 0,936 bilhão na terceira semana de novembro

comercio exterior 24 11 2020A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 0,936 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,303 bilhões, na terceira semana de novembro de 2020 – com cinco dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 4,119 bilhões e importações de US$ 3,183 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23/11), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Total do ano - No ano, as exportações totalizam US$ 186,726 bilhões e as importações, US$ 136,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 50,348 bilhões e corrente de comércio de US$ 323,103 bilhões.

Análise do mês - Nas exportações, comparadas a média diária até a terceira semana de novembro de 2020 (US$ 898,48 milhões) com a de novembro de 2019 (US$ 886,84 milhões), houve crescimento de 1,3%, em razão do amento nas vendas de produtos da Indústria Extrativista (+23,7%). Por outro lado, houve queda nas vendas em Agropecuária (-15,0%) e na Indústria de Transformação (-0,1%).

Aumento - O crescimento das exportações foi puxado, principalmente, pelo aumento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria Extrativista: Minério de ferro e seus concentrados (+ 41,3%); Minérios de cobre e seus concentrados (+ 77,6%); e Outros minerais em bruto (+ 59,5%).

Média diária - Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro de 2020 (US$ 689,87 milhões) ficou 2,6% abaixo da média de novembro do ano passado (US$ 708,61 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com Agropecuária (+6,8%). Por outro lado, houve queda nos gastos com as compras de produtos da Indústria de Transformação (-0,1%) e com a Indústria Extrativista (-45,3%).

Queda - A queda das importações foi puxada, principalmente, pela redução dos gastos com a compra dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (- 59,5%); Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-45,6%); Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes ( -54,1%); Torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-41,3%); e Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (-34,1%).

Indústria Extrativista - Em relação à Indústria Extrativista, a queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos: Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-59,1%); Gás natural, liquefeito ou não (-42,0%); Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-22,8%); Outros minérios e concentrados dos metais de base (-65,6%); e Minério de ferro e seus concentrados (-99,9%). (Ministério da Economia)

Confira os dados completos da balança comercial

 

FOTO: Pixaby

 

INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná avança no projeto para a obra de derrocagem

infraestrutura 24 11 2020A Portos do Paraná iniciou a elaboração do projeto executivo para a remoção de parte do complexo de rochas conhecido como Pedra da Palangana. A formação, que fica submersa na região do Porto de Paranaguá, está localizada na área de manobra, limitando a capacidade e o tráfego dos navios na entrada da baía.

Investimento - O investimento previsto para projeto e obra é de cerca de R$ 23,28 milhões, com recursos próprios da empresa pública. Tecnicamente chamada de derrocagem, a obra é aguardada há anos por toda a comunidade portuária.

Limitação - “Essas rochas limitam a profundidade na entrada da baía. Com a remoção, junto com os investimentos que estamos fazendo em dragagem permanente, teremos ganhos operacionais efetivos. Com o fim das obras, o Porto de Paranaguá terá uma condição inédita para receber navios maiores. Isso tem impacto direto tanto na nossa movimentação quanto na economia como um todo”, afirma o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Expectativa - A expectativa é que em 12 meses a pedra já não seja mais um obstáculo para a navegação no porto paranaense.

Execução - A obra e o projeto executivo serão desenvolvidos pelo Consórcio Boskalis - Fabio Bruno - SLI - DEC, vencedor da licitação. A previsão é que o projeto esteja finalizado em três meses e a obra, que compreende a mobilização dos equipamentos, perfuração, desmonte e remoção das rochas, dure oito meses, contados a partir da finalização e aprovação do projeto.

Levantamentos hídricos - Segundo a Diretoria de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, inicialmente serão realizados levantamentos hidrográficos e sondagens para subsidiar a elaboração do projeto executivo.

Aprofundamento - Como explica Bruna Calloni, coordenadora de Batimetria e Dragagem, da Gerência de Engenharia Marítima (GMAR), a execução desta obra permitirá o aprofundamento do canal de acesso principal, na região do maciço rochoso das Palanganas, compatibilizando com as profundidades obtidas na dragagem de aprofundamento – em torno de 14 metros.

Ganho de calado - “Será possível obter um ganho de calado operacional com maior segurança à navegação, garantindo que as dimensões do canal de acesso aquaviário atendam à demanda de navios de maior porte, o que torna os portos do Paraná mais competitivos comercialmente”, afirma.

Menos tempo de espera - Além disso, acrescenta a engenheira, a derrocagem permitirá a redução do tempo de espera para as manobras de atracação e desatracação e, consequentemente, um incremento nas janelas operacionais, que é o período em que os navios têm condições de manobrar.

Derrocagem - Na obra serão removidas seis porções do maciço rochoso que somam 22,3 mil metros cúbicos. As formações são parte da Pedra da Palangana, que tem mais de 200 mil metros cúbicos.

Fragmentação - “A fragmentação da porção do maciço rochoso a ser derrocada se dará por explosões subaquáticas. Durante toda a obra são previstos programas de monitoramento e controle ambiental para mitigação de possíveis riscos”, garante a representante do GMAR, da Portos do Paraná.

Janela de execução - Segundo a engenheira, a obra deverá seguir janela de execução de forma a não afetar a passagem de navios e operação do porto.

Licença ambiental - A derrocagem já tem licença ambiental, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para a execução. Essa está inserida na licença de instalação 1144/2016, da dragagem de aprofundamento de 2017. (Agência de Notícias do Paraná)

 

RECEITA ESTADUAL: Estado amplia prazo para inscrição no CAD/ICMS

receita estadual 24 11 2020A Receita Estadual editou nova norma de procedimento administrativo ampliando até dezembro a vigência do cancelamento de inscrições estaduais de empresas do Regime Normal e das enquadradas no Simples Nacional. O prazo anterior encerrava em outubro.

Determinação - A Norma de Procedimento Administrativo (NPA) nº 007/2020 revoga a NPA Nº 006 e determina a suspensão do pré-cancelamento e cancelamento de ofício das inscrições no CAD/ICMS até 31/12/2020.

Retomada - Estipula, ainda, que os procedimentos serão retomados em 1º de fevereiro de 2021.

Justificativa - De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda, a medida serve para evitar que os contribuintes paranaenses – tanto do Regime Normal quanto do Simples Nacional – precisem justificar eventual ausência de movimento durante o período de pandemia ou que tenham que formalizar, perante o fisco, a paralisação de suas atividades em razão disso.

Solicitação - A decisão atende a solicitação das entidades contábeis paranaenses (CRC-PR, Fecopar, Sincotiba, Sescap-PR, Sescap Londrina e Sescap Campos Gerais), formalizada por meio de documento encaminhado ao secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia Junior. A manifestação das entidades ocorreu em razão de que diversos profissionais e organizações contábeis do Estado vinham recebendo comunicados de pré-cancelamento de inscrições estaduais de clientes por falta de apresentação da EFD, ou a apresentação da EFD sem movimento durante três meses consecutivos, conforme previsto na Norma de Procedimento Fiscal 092/2017.

Inovação - A ideia, explica o secretário, é contribuir para que as empresas continuem investindo na inovação e na busca da retomada de seus negócios, sem entraves burocráticos junto ao fisco estadual.

Efeitos econômicos - “O Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Fazenda e a Receita Estadual estão atentas aos efeitos econômicos trazidos pelo Covid-19, buscando desde março, e dentro das possibilidades, minorar os prejuízos causados às empresas, tendo implementado diversas ações nesse sentido”, afirmou Garcia Junior. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná

 

ENEF: Começa a semana de educação financeira do Banco Central

enef 24 11 2020Com tema Resiliência Financeira: como Atravessar a Crise?, o Banco Central (BC) deu início nesta segunda-feira (23/11) à 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana Enef). Mais de 6,3 mil ações estão previstas até o próximo domingo (29/11). A agenda completa está disponível no site semanaenef.gov.br.

Aprendizado contínuo - Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o acesso a conteúdos sobre educação financeira gera um aprendizado contínuo e é especialmente importante neste momento em que as famílias ainda sofrem os efeitos da pandemia de covid-19. “Mais do que nunca é importante falar do planejamento, da poupança e do uso consciente de seus recursos financeiros”, disse, durante a cerimônia virtual de abertura da semana.

Eficiência do sistema - Segundo ele, a educação financeira é importante não apenas para a boa organização das finanças pessoais e a tomada de decisão bem informada por parte do cidadão, mas também para a eficiência do Sistema Financeiro Nacional, “que se beneficia com o maior nível de conhecimento e preparo de clientes e usuários, abrindo portas para produtos e serviços mais sofisticados, e com a diminuição da inadimplência”.

Iniciativa - O evento é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Educação Financeira criado em junho desse ano, em substituição ao Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), para promover ações sobre o tema no país, no âmbito da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). A Enef foi instituída em 2010 visando à educação financeira e previdenciária dos brasileiros. Em junho, ela foi reformulada com a incorporação da educação securitária e fiscal e criação do fórum.

Expectativa - “Esperamos que esta semana de discussões contribua com soluções para nos auxiliar a superar este momento de crise. Mais do que isso, esperamos que as ações desta semana nos ajudem a conjugar as lições que a crise nos trouxe com conhecimentos que nos preparem para enfrentar outros desafios no futuro”, disse o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Maurício Moura, que também é o presidente do fórum.

Parcerias - O fórum é composto por oito órgãos e entidades diretamente relacionados aos aspectos educacionais da Enef: Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Superintendência de Seguros Privados (Susep), Ministério da Educação, Secretaria Nacional do Consumidor do (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e secretarias do Tesouro Nacional e de Previdência do Ministério da Economia.

Presidência - A presidência e a secretária executiva são rotativas, cada órgão assumindo as funções por dois anos. No primeiro biênio, elas são do BC e, em 2022, passarão para a CVM.

Números recordes - Moura destacou que a primeira Semana Enef foi realizada em 2014 e, em sua última edição, ano passado, atingiu números recordes, “graças ao trabalho e à dedicação dos nossos inúmeros parceiros”. Foram quase 15 mil iniciativas realizadas em formatos presencial, online ou de divulgação em mídias de massa, com alcance de mais de 910 mil pessoas, chegando potencialmente a 70 milhões de brasileiros com as campanhas na mídia.

Reconhecimento - “A razão de enfatizarmos tanto as parcerias é o reconhecimento de que o desafio da promoção da educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no Brasil é naturalmente complexo, afinal, somos um país extenso e rico em diversidades regionais. O envolvimento de toda a sociedade, governo e iniciativa privada, academia e associações de classe, é essencial para a efetiva promoção da Enef em nosso país”, disse o diretor.

Painel - Após a mesa de abertura, foi realizado o primeiro painel, Resiliência Financeira em Tempos de Crise, com participação do consultor em planejamento e inteligência financeira Eduardo Amuri; do professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getulio Vargas, Lauro Gonzalez; da administradora e orientadora financeira responsável pelo canal digital Nath Finanças, Nathália Rodrigues; e da doutora em psicologia econômica e ciências comportamentais, Vera Rita de Mello Ferreira.

Agenda BC# - Durante a abertura, o presidente do BC também destacou que a educação financeira é uma das dimensões da Agenda BC#. “Essa dimensão tem como objetivo promover a conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar, esforço para o qual o BC ainda conta com a parceria de agentes de mercado e governamentais, cooperativas e agentes de microcrédito”, disse Campos Neto.

Entregas - Entre as entregas realizadas pelo programa estão o Projeto Aprender Valor, que tem como objetivo levar educação financeira às escolas públicas de ensino fundamental, de modo transversal e de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O projeto encontra-se em sua etapa piloto no Ceará, Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, no Pará e Paraná. A partir de 2021, será expandido para os demais estados, com potencial para chegar a cerca de 21 milhões de estudantes.

Ações - Segundo Campos Neto, há também diversas ações de fomento de educação financeira junto ao Sistema Financeiro Nacional. Por exemplo, em novembro de 2019, o Banco Central assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para o desenvolvimento de projeto como uma plataforma de educação financeira que possibilitará aos brasileiros realizar um diagnóstico de sua saúde financeira e fornecerá trilhas de aprendizagem personalizadas.

Programa de recompensas - A plataforma permitirá a criação de um programa de recompensas, uma espécie de programa de milhagens, como é feito pelas companhias aéreas, por parte das instituições financeiras participantes. Essas recompensas serão desenhadas por cada banco. O piloto da plataforma está previsto para ser entregue até janeiro de 2021 e a plataforma completa, homologada e disponibilizada para toda a população brasileira, até outubro de 2021.

Mutirão - Em dezembro de 2019 também foi realizado o 1º Mutirão de Renegociação de Dívidas e Orientação Financeira. O evento contou com a participação de nove grandes bancos e, de acordo com a Febraban foram realizadas 820 mil negociações, com volume total de R$ 4,5 bilhões e 506 mil acessos aos vídeos de educação financeira.

Página especial - O BC ainda disponibilizou em seu site uma página especial sobre educação financeira em tempos de coronavírus, com dicas, informações e links relevantes para o cidadão reorganizar sua vida financeira nesse período. (Agência Brasil)

 

 

IPCA-15: Prévia da inflação tem alta de 0,81% em novembro, a maior para o mês desde 2015

ipca destaque 24 11 2020Influenciada pelos alimentos, a prévia da inflação ficou em 0,81% em novembro, maior índice para o mês desde 2015 (0,85%). Além do grupo de Alimentação e bebidas, que teve alta de 2,16%, todos os demais subiram: Transportes (1%), Artigos de residência (1,40%), Habitação (0,34%) e Vestuário (0,96%), além de Saúde e Cuidados Pessoas (0,04%), Despesas Pessoais (0,14%), Comunicação (0,06%) e Educação (0,01%). Os resultados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta terça-feira (24/11) pelo IBGE.

Acumulado do ano - A taxa de novembro é 0,13 ponto percentual (p.p.) abaixo da registrada em outubro (0,94%). No ano, o índice acumula alta de 3,13%. Já o acumulado dos últimos 12 meses é de 4,22% contra 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2019, a taxa foi de 0,14%.

Maior influência - O grupo com maior influência no índice no mês (0,44 p.p.) foi Alimentação e bebidas (2,16%), que acumula alta de 12,12% no ano. Destaque para os preços dos alimentos para consumo no domicílio, que subiram 2,69% influenciados pela alta de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes (4,89%), o arroz (8,29%) e a batata-inglesa, que passou de -4,39% em outubro para 33,37% em novembro. Também subiram o tomate (19,89%) e óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

Alimentação fora do domicílio - A alimentação fora do domicílio também contribuiu para o IPCA-15 de novembro e acelerou de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, principalmente em função da alta do item lanche (1,92%). Já refeição variou (0,49%), menos que a alta de outubro (0,93%).

Transportes - Outro grupo de forte impacto (0,20 p.p), Transportes (1%) foi impulsionado pela alta da gasolina (1,17%), subitem de maior peso do IPCA-15. Os preços de outros combustíveis como o etanol (4,02%), o óleo diesel (0,53%) e o gás veicular (0,55%) também tiveram alta na passagem de outubro para novembro. Outra contribuição importante no grupo foi do item automóvel novo: alta de 1,07%. O aumento nas passagens aéreas (3,46%) em novembro mostrou desaceleração frente a outubro (39,90%).

Passagens interestaduais - Entre as quedas do grupo de Transportes, destaque para as passagens dos ônibus interestaduais (-0,52%) e dos ônibus intermunicipais (-0,40%).

Artigos de residência - Em Artigos de residência (1,40%), as maiores contribuições vieram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%). Os preços dos aparelhos de ar-condicionado destacaram-se e tiveram alta de 11,23%.

Habitação - Já no grupo Habitação (0,34%), a variação positiva da taxa de água e esgoto (0,33%) reflete os reajustes tarifários de 3,04% em Belo Horizonte (1,33%), vigente desde 1º de novembro, e de 5,88% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,69%), vigente desde 1º de outubro. Já o resultado do item energia elétrica (-0,04%) foi influenciado por dois reajustes e uma redução tarifária: Brasília (-0,01%), redução de 0,63%, a partir de 22 de outubro; Goiânia (0,79%), reajuste de 2,57%, a partir de 22 de outubro; e São Paulo (-0,39%), reajuste de 3,87% em uma das concessionárias pesquisadas, vigente desde 23 de outubro.

São Paulo - Em São Paulo, apesar do reajuste tarifário, houve redução na alíquota de PIS/Cofins em uma das concessionárias pesquisadas, o que fez com que o resultado tenha ficado negativo.

Todas as regiões tiveram alta em novembro - Quanto aos índices regionais, todas as regiões pesquisadas apresentaram alta, sendo o menor resultado verificado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por conta da queda nos preços da gasolina (-1,37%); e o maior no município de Goiânia (1,26%), onde a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável.

Cálculo - Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

ipca tabela 24 11 2020

 

ECONOMIA: Maioria dos reajustes até outubro teve ganhos reais, diz Dieese

economia 24 11 2020A maioria dos reajustes salariais no país, considerando o período do início do ano até outubro, resultou em ganhos reais para os trabalhadores (acima da inflação). Em 41% das negociações houve reajustes superiores ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os dados, divulgados nesta segunda-feira (23/11), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ganhos - Segundo o levantamento, 18,3% dos reajustes trouxeram ganhos de até 0,5%; 12,8% tiveram ganhos entre 0,51% e 1%; 6,6%, ganhos de 1,1% a 2%; e 3,3% ganho real acima de 3%. Os reajustes iguais ao INPC foram observados em 31% das negociações; e em 28% ficaram abaixo da inflação medida pelo índice.

Outubro - No décimo mês do ano, 48,3% dos reajustes salariais analisados na data-base de outubro ficaram abaixo do INPC. O percentual de reajustes iguais à inflação atingiu o patamar de 20,7%; e 31% das negociações no mês trouxeram aumentos reais.

Percentual - Em outubro, ante uma inflação de 3,89% nos 12 meses anteriores (INPC), o percentual de reajustes iguais a 0%, ou seja, a manutenção do salário sem acréscimo nenhum atingiu o patamar de 12,1% das negociações. É a terceira maior incidência no ano, atrás somente de maio (16,4%) e julho (12,6%).

Sem reajustes - Este ano, 676 negociações não tiveram reajustes, o que representam cerca de 9% do total. Para comparação, em 2019 foram observadas 39 negociações sem reajustes salariais, o que corresponde a 0,3% do total analisado no ano. (Agência Brasil)

 

CÂMBIO: Dólar sobe para R$ 5,43 com cenário externo

cambio 24 11 2020Influenciado pelo cenário externo, o dólar iniciou a semana em alta. A bolsa de valores recuperou-se da queda dos últimos dias e voltou a fechar no maior nível desde o fim de fevereiro, com avanços nas pesquisas na corrida por uma vacina contra a covid-19.

Cotação - O dólar comercial fechou esta segunda-feira (23/11) vendido a R$ 5,433, com alta de R$ 0,0472 (+0,88%). A divisa começou o dia em baixa, chegando a ser vendida a R$ 5,34 por volta das 11h, mas reverteu o movimento e subiu após a divulgação de que a atividade empresarial nos Estados Unidos veio acima do esperado, provocando uma corrida pela moeda norte-americana no mercado internacional.

Ritmo mais rápido - Em novembro, a atividade das empresas nos Estados Unidos cresceu no ritmo mais rápido em cinco anos, impulsionada pela indústria. Indicadores fortes mostram que o país continua atrativo para investimentos, estimulando fluxos de capitais para a maior economia do planeta em detrimento de países emergentes, como o Brasil.

Outras moedas- O dólar subiu em relação a outras moedas, com destaque para altas de 3,25% ante a lira turca, 1,19% contra o peso chileno e 0,45% contra o iuan chinês.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda aos 107.379 pontos, com alta de 1,26%. O indicador está no maior nível desde 21 de fevereiro, quando tinha fechado aos 113 mil pontos.

Vacina - A bolsa subiu após a divulgação da notícia de que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela companhia AstraZeneca tem eficácia média de 70%, podendo chegar a 90% se for aplicada meia dose na primeira injeção. O Ministério da Saúde brasileiro tem acordo com a AstraZeneca para comprar e produzir doses da vacina. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

SENADO: Projeto direciona ao Fundo Garantidor de Operações recursos não utilizados no Pese

senado 24 11 2020O saldo remanescente do Programa Especial de Sustentação de Empregos (Pese), que financiou as folhas de pagamento do setor produtivo, deverá ser aplicado no Fundo Garantidor de Operações (FGO), para a concessão de garantias do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). É o que propõe o Projeto de Lei (PL) 4.584/2020, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Ações - Entre as ações para auxiliar empresas de todos os portes durante a pandemia de covid-19, foram criadas iniciativas como o Pese, em que empresários com receita bruta anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões puderam contratar empréstimos com juros reduzidos para financiar a folha de pagamento de seus funcionários. E o Pronampe, para microempresários com faturamento até R$ 360 mil ao ano e pequenos empresários que faturam até R$ 4,8 milhões, para ser utilizado como capital de giro e para as despesas operacionais (salário dos funcionários, pagamento de contas, compra de matérias-primas, mercadorias etc), aceitando como garantias a fiança/aval do empresário ou sócios ou o FGO.

Aplicação - De acordo com dados do Banco Central, de um total previsto para o Pese de R$ 17 bilhões (destinados pela Lei 14.043, de 2020), foram aplicados até o dia 29 de outubro apenas R$ 7,26 bilhões, beneficiando 128,7 mil empresas e 2,5 milhões de empregados. Enquanto isso, o Pronampe está suspenso, segundo informações do site do Banco do Brasil, pois os recursos destinados pelo governo ao FGO já fora todos utilizados (R$ 15,9 bilhões, segundo a Lei 13.999, de 2020, mais R$ 12 bilhões numa segunda fase de financiamento).

Contratos - Esse montante permitiu que as instituições financeiras aplicassem R$ 18,7 bilhões em 218,3 mil contratos. Na segunda etapa, até o dia 14 de setembro, os bancos já tinham contratado outros R$ 10,1 bilhões que atenderam 188,9 mil empresas. No entanto, a procura ainda é muito grande, e a gravidade do momento exige um apoio governamental ainda maior para as micros e pequenas empresas, observa o senador no projeto.

Resultados - “Portanto, pela demanda do Pronampe, entendemos que o aproveitamento desse saldo nessa linha traria resultados muito mais positivos, beneficiaria milhares de micros e pequenos empresários e, principalmente, retomaria as ofertas de empregos”, defende Heinze na justificativa. (Agência Senado)

FOTO: Pedro França / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil tem 6 milhões de casos e quase 170 mil mortes

Com 302 registros de óbitos nas últimas 24 horas, o total de mortes provocados pela covid-19 no Brasil chega a 169.485. Até domingo (22/11), o sistema marcava 169.183 falecimentos. Ainda há 2.202 mortes em investigação. Os dados são da atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta segunda-feira (23/11) pelo órgão. O balanço é produzido a partir de informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Casos acumulados - Já o número de casos acumulados desde o início da pandemia do novo coronavírus atingiu 6.087.608. Entre domingo e segunda-feira (22 e 23/11), foram registrados 16.207 novos diagnósticos positivos da doença. No domingo, o sistema marcava 6.071.401 pessoas infectadas desde o primeiro caso no país, em fevereiro.

Acompanhamento - Ainda conforme o balanço do ministério, há 473.028 pacientes em acompanhamento. Outras 5.445.095 pessoas já se recuperaram da doença.

Menores - Em geral, os casos são menores aos domingos e segundas-feiras em função da dificuldade de alimentação pelas secretarias estaduais de saúde. Já às terças-feiras, eles podem subir mais em função do acúmulo de registros atualizado.

Covid-19 nos estados - Os estados com mais mortes pela covid-19 são São Paulo (41.276), Rio de Janeiro (22.028), Minas Gerais (9.794), Ceará (9.492) e Pernambuco (8.926). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (714), Roraima (720), Amapá (792), Tocantins (1.148) e Rondônia (1.522). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 24 11 2020

SAÚDE II: Boletim relata mais 707 diagnósticos positivos e 27 mortes pela Covid-19

saude II 24 11 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (23/11) mais 707 diagnósticos e 27 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. A Secretaria registra, também, 1.032 casos confirmados retroativos do período entre 24 de maio a 21 de novembro.

Total - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 nesta segunda-feira mostram que o Paraná soma 254.880 casos e 5.827 mortos em decorrência da doença.

Internados - O boletim desta segunda-feira informa que há 723 pacientes com diagnóstico confirmado internados. São 632 pacientes em leitos SUS (302 em UTI e 330 em enfermaria) e 91 em leitos da rede particular (30 em UTI e 61 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.226 pacientes internados, 518 em leitos UTI e 708 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão na rede pública e rede particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - Os 27 pacientes que faleceram estavam internados. São nove mulheres e 18 homens, com idades que variam de 41 e 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 9 e 23 de novembro.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (9), Cascavel (3), Guarapuava (3). A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa que residia em cada um dos municípios de Apucarana, Cornélio Procópio, Figueira, Ipiranga, Mamborê, Maringá, Medianeira, Nova Tebas, Pinhais, Ponta Grossa, Rio Bom, São José dos Pinhais.

Fora do Paraná - O monitoramento da Saúde registra 2.558 casos de residentes de fora, sendo que 52 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Um óbito confirmado no dia 28/10 (homem, de 49 anos) em Medianeira foi excluído por duplicidade.

Um caso confirmado no dia 05/10 em São Jerônimo da Serra foi excluído por duplicidade. (Agência de Notícias do Paraná)

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