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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5082 | 01 de Junho de 2021

SANIDADE ANIMAL: Evento vai debater as novas certificações da OIE e as oportunidades para o agronegócio paranaense

Quais são as oportunidades de negócios que se abrem para o agronegócio paranaense com o reconhecimento internacional anunciado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) na semana passada? Esse novo cenário estará em debate nesta quarta-feira (02/06), em um evento virtual que será realizado das 15h às 17h, pela plataforma Zoom, com representantes de órgãos públicos, entidades de setor produtivo e parlamentares.

Certificações - Na última quinta-feira (27/05), a OIE concedeu duas certificações ao Estado do Paraná: a de área livre de febre aftosa sem vacinação e de zona livre de peste suína clássica independente. Com essa chancela, cooperativas agropecuárias e produtores rurais paranaenses têm a possibilidade de ampliar sua participação no mercado global de carnes.

Programação - O evento será coordenado pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, e contará com as presenças dos presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do Sistema Faep, Ágide Meneguette, da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, e da Fetaep, Marcos Brambilla. Haverá ainda a participação de parlamentares da Assembleia Legislativa do Paraná, da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Comissão da Agricultura da Câmara Federal.

Ministério da Agricultura e Adapar - Na sequência, José Guilherme e Geraldo de Moraes, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, e Otamir Martins e Rafael Gonçalves Dias, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vão discorrer sobre as duas certificações internacionais concedidas pela OIE.

Organização - O evento é organizado pelo Governo do Estado do Paraná, Seab, Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Sistemas Ocepar, Fiep e Faep, Fetaep e Associação Paranaense de Suinocultores.

Link - Os interessados poderão acompanhar a programação pelo link: https://bit.ly/3uF8IpE.

 

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: Indicadores sociais e econômicos são apresentados para diretoria da Cooperval

Dando sequência às reuniões institucionais promovidas pelo Sistema Ocepar com as cooperativas paranaenses, nesta segunda-feira (31/05) pela manhã aconteceu o encontro virtual com a diretoria da Cooperval - Cooperativa Agroindustrial Vale do Ivaí Ltda, com sede no município de Jandaia do Sul, Estado do Paraná. Participaram da reunião o presidente da cooperativa, Fernando Fernandes Nardine, o primeiro secretário, Jorge Dias Siqueira, odiretor administrativo e financeiro, Fernando Teuber, e o conselheiro vogal, Hélcio Rabassi.

Fundação - A Cooperval foi fundada no dia 5 de julho de 1980, por iniciativa de um grupo de agricultores, considerando-se as expectativas positivas do Proálcool “Programa Nacional de Álcool”, surgidas na época, uma vez que a cana-de-açúcar adquiria grande importância para o país como nova opção de fonte energética, em função das sucessivas crises mundiais apresentadas pelo petróleo. A cooperativa foi pioneira no Estado do Paraná ao instalar uma planta de moagem de milho, que vem promovendo um aumento na produção anual de etanol e o desenvolvimento do comércio na região do Vale do Ivaí.

Indicadores - O coordenador de monitoramento do Sescoop/PR, João Gogola Neto, apresentou os principais indicadores da cooperativa em 2020 e as perspectivas de crescimento neste ano. Segundo os dados, apesar do faturamento ter reduzido em 1,5%, atingindo o valor de R$ 346,5 milhões, a variação acumulada nos últimos cinco anos foi de 85,7% e o resultado foi positivo, sendo 60,8% superior ao ano anterior. A Cooperval conta atualmente com 126 cooperados e 973 funcionários.

Metas - Segundo o presidente da cooperativa, Fernando Fernandes Nardine “a meta não é crescer no faturamento. Nossa estratégia é manter o faturamento e pagar melhor nossos cooperados. Focamos mais na remuneração deles e em promover o desenvolvimento da região”, destacou. Sobre a reunião institucional nesta nova modalidade remota, Nardine afirmou que “o trabalho de vocês contribui muito para o nosso crescimento. Temos muitos desafios pela frente e precisamos estar alinhados. O que nos preocupa hoje é a questão tributária ainda, em especial com relação ao reconhecimento do Ato Cooperativo. Acompanhamos o trabalho do sistema na defesa dos interesses das cooperativas e nos colocamos à disposição para poder contribuir”. Com relação ao Plano Paraná Cooperativo - PRC200, o dirigente destacou “que é um planejamento arrojado e podemos contribuir para que ele aconteça de fato, atingir R$ 200 bi é um desafio grande. Vamos até aproveitar alguns dos pilares que vocês delinearam para o PRC200 para nosso planejamento estratégico interno que estamos iniciando”, destacou.

Presenças - Também participaram do encontro pelo Sistema Ocepar, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira, o analista técnico Jessé Aquino, além de Silvio Krinski e Rogério Croscato, da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar.

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FORMAÇÃO: Somos Líderes tem mais de 1700 inscritos

formacao 01 06 2021O Somos Líderes divulgou nesta segunda-feira (31/05), o resultado do período de inscrições da sua segunda edição. Ao todo, o programa recebeu 1707 inscrições de todas as regiões do Brasil, entre empregados de cooperativas e cooperados.

Sucesso - O período de inscrições foi um sucesso e, entre as mais de 1700 pessoas interessadas, o número de mulheres se mostrou superior ao de homens nesta edição. As inscrições foram compostas por 60,3% de mulheres e 39,7% de homens. Já na faixa etária dos candidatos, as idades predominantes foram entre 26 e 33 anos.

Vontade - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os números expressivos de inscrições mostram a vontade da juventude cooperativista em fazer mais por todo o país. “O jovem que já faz parte do nosso movimento tem naturalmente um propósito forte. Ele acredita em um modelo de negócio que tem um poder transformador, que é pautado no trabalho conjunto e que hoje tem um papel essencial no desenvolvimento do Brasil. A nossa juventude sabe bem que o cooperativismo pode crescer ainda mais e potencializar essa contribuição. E para isso, é fundamental contar com lideranças inovadoras, conscientes da sua função e que sejam também inspiradoras. Tenho certeza de que a segunda edição do Somos Líderes vai formar um time exatamente assim”, destacou.

Sobre as inscrições - As regiões com o maior número de inscrições foram Sudeste, com 914 inscritos, Sul, com 355 inscritos, e Centro-Oeste, com 192 inscritos. Minas Gerais foi o estado de maior destaque, contando com o interesse de 672 pessoas, sendo Belo Horizonte responsável por 5,8% das inscrições do programa. O Rio Grande do Sul ficou com o segundo lugar, destacando-se pelas 33 inscrições em Porto Alegre.

Ramos - Dentre os sete ramos do cooperativismo, o Crédito foi o ramo com mais inscrições, representando 63,2% dos inscritos, ficando à frente do Ramo Saúde, com 17,6%, do Ramo Agropecuário, com 10,4%, e do Ramo de Trabalho, Produção de Bens e Serviços, com 5,5%.

Inclusão - Além disso, o programa também recebeu 17 inscrições de pessoas com deficiência, que terão uma jornada de aprendizagem acessível e inclusiva.

Segunda etapa- Agora, os inscritos seguem para a segunda etapa do Somos Líderes: as trilhas de vídeos online, que terão início no dia 1º de junho, terça-feira, e serão encerradas no dia 13/06. Ao todo, serão três trilhas que abordarão pontos importantes do modelo cooperativista para que os inscritos se desenvolvam e aprendam um pouco mais sobre esse universo incrível.

Agenda - Marque na agenda:

1º/6 - Início da trilha de vídeos (Etapa 2)

13/6 - Encerramento da trilha de vídeos

15/6 - Início das lives (Etapa 3)

24/6 - Início do envio da documentação comprobatória

6/7 - Encerramento das lives

24/7 - Encerramento do envio da documentação comprobatória

5/8 - Divulgação dos 70 jovens aprovados

12/8 - Início dos módulos da formação de liderança (Etapa 4)

13/10 - Encerramento dos módulos da formação de liderança

26/10 - Encerramento do programa Somos Líderes - virtual ou presencial em Brasília/DF* (Etapa 5)

*A depender das condições sanitárias.

Somos Líderes - Em 2019, o Sescoop reforçou o seu compromisso em contribuir com a renovação do sistema cooperativista nacional, apresentando um projeto voltado especificamente para a formação de novos líderes coop. Assim nasceu o Somos Líderes: um programa feito para jovens que acreditam no futuro do cooperativismo, e que tem como principal objetivo investir na formação e no desenvolvimento de uma geração que vai levar esse modelo de negócios ainda mais longe.

Voz - Dar voz à juventude coop é um dos principais objetivos do Somos Líderes. O Sescoop acredita que preparar jovens para estarem à frente das cooperativas e serem, ao mesmo tempo, uma voz atuante na sociedade, vai contribuir diretamente para a continuidade da prática cooperativista e consequentemente fomentar o seu enorme poder de transformação.                             

Sobre o Sescoop - Nosso negócio é pensar hoje no futuro do cooperativismo. Há mais de 20 anos, o Sescoop acompanha de perto as cooperativas brasileiras para oferecer soluções que promovam o desenvolvimento humano e a sustentabilidade do negócio. Estamos presentes em todos os cantos do país, com um apoio especializado para as cooperativas.

Autogestão - A cada empreendimento, uma realidade e uma estratégia diferentes, sempre baseadas em um processo que fomente a autogestão e a cultura cooperativista. Integrante do Sistema S, o Sescoop faz parte do Sistema OCB, que também conta com outras duas instituições que trabalham juntas pelo desenvolvimento do cooperativismo brasileiro, a OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras e a CNCoop - Confederação Nacional das Cooperativas. E você pode saber mais em https://somoscooperativismo.coop.br. (OCB)

 

CAPAL: Cooperativa contratou 272 novos funcionários desde o início da pandemia

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, a Capal Cooperativa Agroindustrial fortaleceu o quadro de funcionários, com a manutenção dos empregos já existentes e a contratação de 272 profissionais em diferentes segmentos, distribuídos entre as suas 21 unidades.

Safristas - Também foram admitidos neste período o total de 313 safristas (trabalhadores temporários), responsáveis pelas atividades básicas durante as safras de inverno e verão, como a limpeza dos grãos e garantia do funcionamento adequado do maquinário.

Resultado - A contratação na cooperativa é resultado do que vem ocorrendo no setor agropecuário no Estado. A análise setorial do PIB, realizado pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), sobre o crescimento do PIB do Estado em 2020, mostra que, entre os setores pesquisados (serviços, agropecuária, indústria e construção), o setor agro é o único que registrou saldo positivo em todo o período.

Quarto trimestre - No quarto trimestre de 2020, a variação desse setor foi de 15,32%, devido ao aumento da produção de trigo, soja, milho, suínos, bovinos e aves, além da produção florestal.

Maior demanda - O maior incremento das contratações na Capal se deu pelo recebimento de sementes de soja, trigo e aveia na unidade de Wenceslau Braz. Devido à ampliação da demanda, diversos colaboradores foram contratados para atuação em laboratório, controle de qualidade, operadores de produção e de empilhadeiras, além da admissão de safristas.

Profissionais - Outras funções que tiveram o quadro de profissionais incrementado foram as de agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas, técnicos de segurança do trabalho, representantes técnicos de venda, estagiários e aprendizes em diversas áreas. Também no departamento administrativo da cooperativa houve aumento do quadro de funcionários.

Inclusão - As vagas geradas pela Capal deram ainda oportunidade para profissionais com deficiência. Hoje, aproximadamente 40 colaboradores PCD (pessoas com deficiência) atuam em diversas áreas e unidades da cooperativa.

Mulheres - “Outro ponto do qual temos muito orgulho é a presença de mulheres profissionais qualificadas em cargos de gerência e gestão de equipe na cooperativa”, comenta Eliane Andreani, coordenadora de Recursos Humanos.

Funções - Além do corpo administrativo e assistência técnica com atuação no campo, fortalecida por colaboradoras formadas em Agronomia, Zootecnia e Veterinária, há profissionais mulheres que assumem funções de destaque nas indústrias da Capal, à frente da classificação de cereais, laboratórios de sementes e controle de qualidade de ração.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,2 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo cerca de 750 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 153 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos por ano. (Imprensa Capal)

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CASTROLANDA: Dia Mundial do Leite; cooperativa destaca benefícios para a cadeia leiteira

São 416,2 milhões de litros de leite produzidos ao longo de 2020, números que por si só reforçariam o tamanho do compromisso da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial com a cadeia leiteira nacional. Falar isoladamente do tamanho da produção, no entanto, não é mais suficiente para demonstrar o trabalho da Castrolanda: o foco da cooperativa nos últimos anos tem sido melhorar cada vez mais a qualidade do leite e reforçar a cadeia em todos os processos.

Dia Mundial - Nesta terça-feira (01/06), é comemorado o Dia Mundial do Leite, data instituída em 2001 pela FAO – braço da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado para a alimentação e agricultura. O objetivo é fomentar o consumo junto à população mundial e reconhecer a importância do alimento na sociedade – atualmente a data é comemorada em mais de 85 países.

Facilitador - Prezando por todas as etapas do processo de produção, o principal papel da Castrolanda é atuar como um facilitador da cadeia produtiva, de acordo com o gerente de Negócios Leite da cooperativa, Eduardo Ribas. “Estamos ao lado das empresas, dos produtores, dos técnicos, cooperados e até mesmo das universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de melhorar a atividade leiteira, o ganho do produtor e, consequentemente, o benefício ao consumidor final”, explica.

Exemplo - Um exemplo de compromisso com a cadeia é o Programa Mais Leite Saudável, do Ministério da Agricultura. Baseado na arrecadação de PIS/Cofins, parte dos recursos são empregados nas propriedades para melhorar a qualidade do leite e questões relacionadas à parte sanitária da cadeia.

Pasteurizador - Neste processo, a Castrolanda, em uma das etapas do programa, oferta aos produtores um pasteurizador de leite e colostro, com o objetivo de melhorar a criação de bezerras, pensando no desenvolvimento e bem-estar animal. “É feita a ordenha e colocada no pasteurizador, que eleva o leite à temperatura de 60 °C por uma hora. O resultado é uma queda considerável de bactérias no leite, que retorna com melhor qualidade para a amamentação das bezerras, diminuindo problemas como diarreia, pneumonia e, consequentemente, reduzindo o uso de antibióticos nos animais”, explica a Analista Técnica da Castrolanda, Cibelli Daher. Os primeiros resultados trazem uma redução de 78% das bactérias do leite com o pasteurizador.

Beneficiado - Um dos produtores beneficiados é Armando Carvalho, cooperado Castrolanda. O trabalho de pasteurização do colostro trouxe mais segurança em relação às questões sanitárias. “Colostrando bem o bezerro, terá um animal mais saudável e um processo que facilita atingir nossas metas na propriedade”, detalha o cooperado – na fazenda, localizada em Castro, o objetivo é que todas as fêmeas entrem em produção aos dois anos de idade. “Vamos conseguir atingir a meta, com animais mais produtivos porque não tiveram problema nenhum com a recria”, garante.

Boas práticas na produção leiteira - O trabalho com o cuidado animal também ganha importância na cooperativa. Dentro do programa de boas práticas agropecuárias da Castrolanda existem dois subprojetos relacionados ao cultivo microbiológico do leite. O primeiro são as salas de análise central, localizadas na unidade matriz, onde o cooperado envia amostras do leite ordenhado para análises mensais em laboratório. O objetivo é encontrar um diagnóstico preciso de uma inflamação nas glândulas mamárias da vaca – chamadas de mastite. “Quando é diagnosticada a mastite em uma ordenha, em 24 horas ou menos já se tem o resultado de qual agente está causando aquela inflamação. Então, juntamente com a assistência técnica da Castrolanda, será feito o direcionamento daquele animal em relação à necessidade de tratamento e o manejo necessário naquele caso”, explica a técnica da Cooperativa, Simony Guerra.

Avanços - Já a análise laboratorial trouxe avanços na propriedade da Cooperada Ana Maria Rebonato de Moraes, em Carambeí. “Fazendo as coletas conseguimos identificar qual tipo de bactéria será tratada, se ela deve mesmo ser tratada e quais os custos para nós. Isso melhora a qualidade do leite e traz um retorno financeiro muito grande, principalmente em relação aos gastos com antibiótico e a redução das chances de mandar um leite com o antibiótico para o tanque da propriedade”, conta.

Equipamentos laboratoriais - Além da análise na matriz, alguns dos cooperados contam com os equipamentos laboratoriais dentro da propriedade. O espaço agiliza o processo, ganhando tempo em toda a cadeia produtiva. É o caso da produtora Margareth Aparecida Wacherski, em Castro, que desde 1974 recebe da cooperativa as honrarias pela qualidade do leite produzido.

Rendimento - “Para o meu rendimento é ótimo porque eu evito muita perda. Vou tratar o animal com o medicamento certo e na hora certa. Se o resultado do exame apontar que o tratamento não é necessário, posso usar o leite sem problemas, sabendo que não vai fazer mal para ninguém. Se eu quero tomar um leite bom e de qualidade, quero também que todos tenham essa oportunidade”, conta. (Imprensa Castrolanda)

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FRÍSIA: Últimos dias para inscrição no Digital Agro Connection

frisia 01 06 2021As startups interessadas em participar da 2ª edição do Digital Agro Connection têm até a próxima sexta-feira (04/06). Criado pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, o Connection, que tem inscrição gratuita, visa selecionar startups responsáveis por projetos voltados às demandas da cooperativa e de suas indústrias.

Temas - Os temas para a atual edição são “Transformação Digital” e “Indústria 4.0”. Para o primeiro, os setores da cooperativa que serão foco dos modelos de negócio são relacionamento com cooperado e cliente, financeiro, marketing, controladoria, TI, recursos humanos, tecnologias para melhorar a produção nas propriedades dos cooperados, entre outros. Nas indústrias, a atenção se volta para armazenagem, beneficiamento, logística e comercialização da produção de leite, suínos, grãos e outros.

Validação - As startups poderão validar as suas propostas de valor e fornecer suas tecnologias para a Frísia, seus cooperados e indústrias. Além disso, o programa oferece, como benefícios, horas de aprimoramento com mentores especialistas do mercado, realização de provas de conceito na Frísia e possibilidade de custeio pela cooperativa.

Outros prêmios - Outros prêmios são a divulgação publicitária de participação como finalista do Digital Agro Connection, potencial de parceria com a Frísia e suas indústrias e ainda um possível acesso ao fundo de investimento da cooperativa.

Regulamento - Confira o regulamento e faça a inscrição gratuitamente em https://digitalagro.com.br/connection/

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Em 2025, a Frísia completa um século de história. A cooperativa é a mais antiga do Paraná e segunda do Brasil, e tem como valores Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). Com unidades no Paraná e Tocantins, em 2020 produziu 283 milhões de litros de leite, 832.765 toneladas de grãos e 28.063 toneladas de suínos, resultado do trabalho de 895 cooperados e 1.119 colaboradores. Para promover o crescimento nos próximos cinco anos, a Frísia desenvolveu o planejamento estratégico “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas que visa aumentar a produção agropecuária e os investimentos com outras cooperativas e em unidades próprias. O planejamento da Frísia foi desenhado sob seis perspectivas principais: Sustentabilidade, Gestão, Mercado, Pessoas, Financeiro e Cooperados. Assim, seguirá a missão da cooperativa, que é disponibilizar produtos e serviços para gerar resultado sustentável a cooperados, colaboradores e parceiros. Saiba mais em frisia.coop.br. (Imprensa Frísia)

 

SICOOB: Promoção “Mozão Premiado” vai sortear 12 milhões de pontos em shopping virtual

sicoob 01 06 2021Coração batendo mais forte e frio na barriga: sinais que surgem para os apaixonados e, também, para os que aproveitam a promoção de Mês dos Namorados "Sicoobcard Mozão Premiado", do Sicoob. Isso porque, a cada R$ 50 em compras no cartão de crédito, de 1º a 30 de junho, o participante pode ganhar 1 número da sorte para concorrer a 12 prêmios de 1 milhão de pontos no shopping virtual Coopera.

Cadastro - Para participar é preciso realizar o cadastro no portal sicoob.com.br/MozaoPremiado. A partir da inscrição, a soma das compras no crédito já gera, automaticamente, 1 número da sorte. Serão 12 sorteios, de 1 milhão de pontos cada, para cooperados que possuem Sicoobcard e seguirem as regras da promoção. E mais, portadores de cartões da bandeira Visa ganham cupons em dobro e participam de sorteios exclusivos.

Crédito - Os pontos dos ganhadores serão creditados no shopping virtual Coopera, que, além de contar com produtos das mais variadas marcas e utilidades, possibilita também a troca de pontos por crédito na fatura e até aporte na previdência ou conta capital do cooperado. É a primeira plataforma do mercado empreendida e gerenciada por uma instituição financeira cooperativa.

Categorias - Entre as categorias disponíveis no shopping virtual, estão smartphones, eletroportáteis, games, ferramentas, informática, moda, móveis, utilidades domésticas, entre outras. Com 1 milhão de pontos é possível adquirir diversos produtos de qualidade, como TVs e celulares das melhores marcas e modelos.

SERVIÇO

Promoção Sicoobcard Mozão Premiado

De 1º a 30 de junho de 2021

A cada R$ 50 em compras no cartão de crédito Sicoobcard, o participante concorre a doze prêmios de 1 milhão de pontos no shopping virtual Coopera

Site para mais informações e cadastro na promoção: sicoob.com.br/MozaoPremiado

Sobre o Sicoob - Instituição financeira cooperativa, o Sicoob tem mais de 5 milhões de cooperados e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Oferecendo serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras, o Sicoob é a única instituição financeira presente em mais de 300 municípios. É formado por mais de 370 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), composto por uma confederação e um banco cooperativo, além de processadora e bandeira de cartões, administradora de consórcios, entidade de previdência complementar, seguradora e um instituto voltado para o investimento social. Ocupa a segunda colocação entre as instituições financeiras com maior quantidade de agências no Brasil, segundo ranking do Banco Central, com 3.480 pontos de atendimento. Acesse www.sicoob.com.br para mais informações. (Imprensa Sicoob)

 

SICOOB OURO VERDE: Mais uma agência é inaugurada em Londrina

sicoob ouro verde 01 06 2021O Sicoob Ouro Verde inaugurou mais uma agência em Londrina (PR), cidade sede da cooperativa, no último dia 26. Na ocasião, estiveram presentes cerca de 30 pessoas, que respeitaram todas as medidas de segurança, e os demais puderam acompanhar o evento de forma on-line.

Localização - A agência fica localizada na Av. Dez de Dezembro, 1413, local em que não há nenhuma instituição financeira. Para a gerente da agência, é motivo de orgulho integrar uma região tão importante de Londrina ao cooperativismo. “Uma área cheia de indústrias e comércios que estava carente de uma instituição financeira. Nós estamos chegando para promover a justiça financeira e a prosperidade e acreditamos que a melhor maneira de fazer isso é olho no olho”, explica.

União de pessoas - Segundo o diretor-presidente do Sicoob Ouro Verde, Elisberto Torrecillas, com frequência perguntam como se constrói uma cooperativa e ele responde que com a união de pessoas. Ele explica que para escolher o lugar da agência, visitou o vizinho e pediu a autorização. “Se a comunidade não quer, a gente não vem, então precisamos saber se eles nos querem aqui. Onde tem gente trabalhando, nós estamos”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI PLANALTO DAS ÁGUAS: Cooperativa realiza Semana do Meio Ambiente

Com o objetivo de levar informações sobre a facilidade em adquirir e instalar sistemas de energia fotovoltaica (energia solar), a Sicredi Planalto das Águas realiza, de 31 de maio a 4 de junho, a Semana do Meio Ambiente. A ação, além de homenagear o Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), mostra a preocupação em facilitar o acesso às alternativas renováveis que, além de ser uma ótima opção para reduzir a conta de energia elétrica, possibilitam diminuir impactos ambientais.

Iniciativas ecoeficientes - “A busca por iniciativas ecoeficientes, como o uso de energia renovável, está alinhada a um movimento global em busca da redução das emissões de gases de efeito estufa, ao qual estamos engajados no Sicredi. Buscamos sempre alternativas para que os nossos associados tenham acesso ao crédito de forma rápida e segura para apoiar seus projetos sustentáveis e, ao mesmo tempo, estamos criando soluções para também tornar a nossa atuação ainda mais sustentável”, explica o Diretor de Negócios da Sicredi Planalto das Águas PR/SP, Eric Ranullfo Martins.

Crescimento de mais de 100% na carteira de crédito - A carteira de crédito do Sicredi para financiamento de projetos para uso de energia solar no Brasil totalizou R$ 2,8 bilhões em fevereiro deste ano, com aumento de 104% em relação ao mesmo mês do ano passado. Do saldo atingido, R$ 1,6 bilhão foi destinado a associados Pessoa Jurídica (PJ), R$ 621 milhões para Pessoa Física (PF) e R$ 571 milhões para associados do campo (agricultura familiar, médios e grandes produtores).

Significativo - Nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o crescimento das operações também foi significativo, passando de pouco mais de 1,1 mil contratações, no primeiro trimestre de 2020 para 2,3 mil operações no mesmo período de 2021, um crescimento de 108%. Em volume, os recursos financiados para compra de equipamentos visando a geração de energia solar passaram de R$59,3 milhões, no primeiro trimestre de 2020, para R$97,2 milhões no mesmo período de 2021, aumento de 64% no valor total liberado.

Consórcio - Entre as alternativas criadas pelo Sicredi para atender aos associados, além do crédito para energia solar, está o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, permitindo adquirir o equipamento ecoeficiente a partir da contemplação por sorteio ou lances, fixos e livres. Atualmente, o Consórcio conta com planos de 60 a 120 meses para compra de geradores de energia solar ou eólico, equipamentos de tratamento de água e esgoto e de iluminação de LED e aquecedores solares para água, entre outros. A carteira atual do produto é composta por R$ 1,1 bilhão em créditos e 21 mil cotas. Em relação ao mesmo período anterior de 2020, o produto cresceu 37,8% em créditos e 21,6% em cotas.

Política - Internamente, o Sicredi segue uma Política de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental que tem entre seus pilares a difusão da sustentabilidade, a gestão de riscos socioambientais e operação com eficiência.

Estados de São Paulo e Paraná despontam em agências sustentáveis - Hoje já são mais de 35 pontos de atendimento ao associado nos estados do Paraná e São Paulo que funcionam com sistema fotovoltaico. Além das agências, o sistema de energia solar funciona nas sedes administrativas de diversas cooperativas ligadas à Central Sicredi PR/SP/RJ.

Neutralização - Somado ao propósito de sustentabilidade e ecoeficiência, o Sicredi neutralizou 27.272 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) emitidas entre 2015 e 2019 pela operação da sede da Central Sicredi PR/SP/RJ, localizada em Curitiba (PR), e das 732 agências da instituição financeira cooperativa instaladas no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A neutralização foi efetuada por meio de diferentes ações, como a conservação de floresta nativa de Mata Atlântica em uma área de 85,5 hectares, que compensou 7.227 toneladas de CO2 emitidas entre 2015 e 2018. Já em âmbito nacional, os gases de efeito estufa (GEE) emitidos em operações de 2019 por todas as agências do Sicredi no país foram neutralizados por meio do apoio ao Projeto REDD+ Jari Pará - iniciativa que gera créditos de carbono de conservação florestal na Amazônia e tem o apoio da Biofílica. A ação neutralizou 35.793 toneladas de gases de efeito estufa emitidos em todo território nacional.

Conexão com o Pacto Global e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Integrante do Pacto Global proposto pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), o Sicredi é comprometido com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Na operação junto à IFC estão sendo atendidos os objetivos 7, 9, 13 e 17, que tratam, respectivamente, de Energia acessível e limpa; Indústria, inovação e infraestrutura; Ação contra a mudança global do clima; e Parcerias e meios de implementação.

Mais - Conheça mais sobre as ações e estratégias do Sicredi com relação ao desenvolvimento sustentável no link: www.sicredi.com.br/site/sobre-nos/sustentabilidade/. (Imprensa Sicredi Planalto das Águas PR/SP)

 

sicredi planalto folder 01 06 2021

SICREDI UNIÃO PR/SP: Equipe de Bela Vista e Vicentinos arrecadam 2 toneladas de roupas para aquecer o frio dos mais carentes

sicredi uniao 01 06 2021A união de uma equipe mostrou, em Bela Vista do Paraíso (PR), o que é possível fazer quando todos estão focados no mesmo propósito. Os colaboradores da agência Sicredi União PR/SP conseguiram, junto com os Vicentinos, arrecadar cerca de duas toneladas de roupas, agasalhos, sapatos, cobertores e acessórios para aquecer o frio da população carente.

Planejamento - A campanha começou a ser organizada com dias de antecedência, com a distribuição de sacos nas residências de parte dos moradores, para que colocassem ali suas doações. No último sábado (29/05), um caminhão passou de casa em casa buscando as doações. A agência da Sicredi na cidade, Igreja São João Batista, capelas e o próprio escritório paroquial foram pontos de coleta.

Solidariedade - Todas as doações foram direcionadas aos Vicentinos, que farão a separação e encaminhamento das peças arrecadadas. “A população foi bastante solidária. Isso mostra que juntos podemos aquecer o frio daqueles que precisam”, comenta o gerente da agência, Rosiel Martins.

Coop Ta On - A ação fez parte da campanha #COOP TA ON e é uma das ações do Dia C, Dia de Cooperar, que é celebrado no Dia Internacional do Cooperativismo, no primeiro sábado de julho, e também integra o programa Você Pode, que incentiva o voluntariado entre os colaboradores. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Entregue o segundo prêmio da campanha Razões para Investir e Ganhar

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP realizou a entrega referente ao segundo sorteio mensal da campanha Razões para Investir e Ganhar. O prêmio foi para a empresa associada Sunset Glass Comércio de Produtos Óticos e foi recebido pelo proprietário Antônio.

Segurança - Associado do Sicredi há quatro anos, Antônio comemorou o prêmio, resultado do investimento que realizou com a cooperativa. “No Sicredi, invisto com segurança e ainda tenho total orientação dos gerentes para capitalizar. Cooperar é tudo de bom, especialmente pelo sistema de divisão dos resultados. Recomendo muito”.

Participação - É simples participar da campanha. A cada R$ 50,00 aportados em capital social, o associado ganha um cupom da sorte para concorrer. A cada R$ 500,00 em investimentos, o associado recebe um ou mais cupons da sorte, de acordo com a carência do produto contratado. Ao realizar investimentos a médio e longo prazo, além de maior rentabilidade e segurança financeira, as chances de ganhar são ainda maiores. Quando o associado mantém a aplicação por até 6 meses, ele ganha um número da sorte; entre 6 e 12 meses, são dois; entre 12 e 24 meses, são três; e a partir de 24 meses, são quatro.

R$ 1 milhão - A promoção vai distribuir mais de R$ 1 milhão em dinheiro. No total, serão dez sorteios mensais de R$ 50 mil e um prêmio final de R$ 500 mil. Além de Antônio, de São Paulo (SP), a campanha também já contemplou um associado de Campina da Lagoa (PR). A ação é exclusiva para associados da cooperativa e segue até 31 de dezembro de 2021. Mais informações no site: www.sicredi.com.br/promocao/razoesparainvestireganhar/.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 32 anos de história e mais de 167 mil associados. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD. São 93 espaços de atendimento, sendo 52 no Paraná e 41 em São Paulo (www.sicredi.com.br/coop/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de cinco milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados e no Distrito Federal, com mais de duas mil agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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GESTÃO DE RISCOS: Governo libera R$ 693 milhões para o Programa de Seguro Rural em 2021

gestao risco 01 06 2021O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (31/05) o valor inicial a ser liberado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2021 (Resolução nº 81, do CGSR). Do valor total de R$ 976 milhões, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional no mês de abril, serão liberados já no mês de junho R$ 693 milhões (71%). O restante do orçamento (R$ 283 milhões) deverá ser liberado no segundo semestre.

Disponibilização - Serão disponibilizados aos produtores R$ 400 milhões para a contratação de apólices para as culturas de inverno, como o milho 2ª safra e trigo; R$ 200 milhões para as culturas de verão como a soja, o milho 1ª safra, o arroz e o feijão; R$ 65 milhões para as frutas; R$ 6 milhões para a modalidade de pecuária; R$ 1 milhão para a modalidade de florestas e R$ 21 milhões para as demais culturas.

Cobertura - “Com esse apoio do governo federal, será possível fomentar a contratação de aproximadamente 115 mil apólices e proporcionar a cobertura de 7,5 milhões de hectares”, ressalta o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

Milho - Do total de recursos liberados a partir de junho, R$ 50 milhões foram destinados exclusivamente para a contratação de apólices de grãos nas Regiões Norte e Nordeste, sendo R$ 20 milhões para o milho 1ª safra e R$ 25 milhões para os demais grãos. Essa medida, que teve início em 2019, tem como objetivo alavancar as contratações nessas regiões.

Concentração - “A contratação do seguro ainda está concentrada nos estados do centro-sul do país, é preciso aumentar a oferta de seguros nas demais regiões, com a inserção de novas seguradoras, criação de novos canais de distribuição, sejam nas instituições financeiras, cooperativas, revendas de insumos, além de aumentar o número de corretores de seguros especializados atuando nesse mercado”, explica o diretor.

Projeto-piloto - Também serão alocados R$ 50 milhões para a 2ª edição do projeto-piloto voltado exclusivamente aos produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). De acordo com Loyola, essa iniciativa visa proporcionar para esse público específico condições melhores na contratação do seguro. “Precisamos criar incentivos diferenciados para que esse perfil de produtor comece a contratar o seguro. Além disso, em relação aos anos anteriores, haverá maior volume de recursos destinados ao milho nas safras de inverno e verão, bem como no piloto de Pronaf e para o Norte e Nordeste, com o objetivo de incentivar os produtores dessa cultura e mitigar os problemas de abastecimento”.

Clima - O clima é o principal fator de risco para a produção rural. Ao contratar uma apólice de seguro rural, o produtor pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura. Desde o ano de 2005, o governo federal, por meio do PSR, auxilia o produtor na aquisição do seguro rural, pagando parte do valor da apólice (prêmio).

Contratação - O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 15 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa.

Grãos em geral - Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar, café e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola), o percentual de subvenção ao prêmio é fixo em 40%.

Mais informações - Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS. (Mapa)

FOTO: David Keuhl / Pixabay

 

DEFESA AGROPECUÁRIA: Portaria estabelece procedimentos para a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal

defesa agropecuaria 01 06 2021O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira (31/05), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 153 que estabelece os procedimentos de reconhecimento de equivalência para a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sisbi-POV), do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Governança - O Sisbi-POV é um importante instrumento de governança das fiscalizações e inspeções realizadas em produtos de origem vegetal e tem por objetivo padronizar, harmonizar e ampliar os procedimentos de inspeção em todo país para melhorar o controle da qualidade e da segurança desses produtos. A adesão é voluntária e destinada aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios e consórcios municipais.

Adesão - “O SISBI-POV, com suas regras transparentes e bem definidas, deve facilitar a adesão dos estados e municípios e, com isso, contribuir para a oferta de alimentos seguros aos consumidores por meio de uma maior capilaridade das ações de inspeção e fiscalização. Além de aumentar a inserção dos produtos da agricultura familiar no mercado formal, reduzindo a clandestinidade e incentivando o desenvolvimento da produção e dos comércios locais e regionais de produtos vegetais”, afirma o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

Discussão - A Portaria foi amplamente discutida entre as equipes técnicas do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e do Departamento de Suporte e Normas da Secretaria de Defesa Agropecuária, e teve participação social por meio de consulta pública, seguindo as boas práticas regulatórias.

Estruturação e revisão - “A estruturação da coordenação do Suasa no Departamento de Suporte e Normas e a revisão dos requisitos e procedimentos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários são fundamentais para fortalecer todo o Sistema e favorecer a adesão dos interessados, representando ganhos para todos os entes da cadeia produtiva”, destaca a diretora do DSN, Judi Nóbrega. (Mapa)

FOTO: iStock / Mapa

 

IBGE I: PIB cresce 1,2% no primeiro trimestre e volta ao patamar pré-pandemia

ibge 01 06 2021O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado. Esse é o terceiro resultado positivo, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres de 2020, quando a economia encolheu 4,1%, afetada pela pandemia. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,048 trilhões.

Patamar - Com o resultado do primeiro trimestre, o PIB voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas ainda está 3,1% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgado nesta terça-feira (01/06) pelo IBGE.

Resultados positivos - A expansão da economia brasileira veio dos resultados positivos na agropecuária (5,7%), na indústria (0,7%) e nos serviços (0,4%). “Mesmo com a segunda onda da pandemia de Covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país”, avalia a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Soja - Na agropecuária, a alta foi puxada pela melhora na produtividade e no desempenho de alguns produtos, sobretudo, a soja, que tem maior peso na lavoura brasileira e previsão de safra recorde este ano.

Indústrias extrativas - Já na atividade industrial, o avanço veio das indústrias extrativas (3,2%). Também cresceram a construção (2,1%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,9%). O único resultado negativo foi das indústrias de transformação (-0,5%). “Todos subsetores da indústria cresceram, menos a indústria de transformação, que tem o maior peso, impactada pela indústria alimentícia, que afetou o consumo das famílias”, conta Rebeca.

Transporte - Nos serviços, que contribuem com 73% do PIB, houve resultados positivos em transporte, armazenagem e correio (3,6%), intermediação financeira e seguros (1,7%), informação e comunicação (1,4%), comércio (1,2%) e atividades imobiliárias (1,0%). Outros serviços ficaram estáveis (0,1%).

Variação negativa - “A única variação negativa foi a da administração, saúde e educação pública (-0,6%). Não está havendo muitos concursos para o preenchimento de vagas e está ocorrendo aposentadoria de trabalhadores, reduzindo a ocupação do setor. Isso afeta a contribuição da atividade para o valor adicionado”, explicou a coordenadora de Contas Nacionais.

Consumo das famílias fica estável e o do governo tem reduçãoOs efeitos da pandemia influenciaram a estabilidade no consumo das famílias (-0,1%) no primeiro trimestre deste ano, frente ao quarto trimestre. Já o consumo do governo teve queda de 0,8%.

Alimentos- “O aumento da inflação pesou, principalmente, no consumo de alimentos ao longo desse período. O mercado de trabalho desaquecido também. Houve ainda redução significativa nos pagamentos dos programas do governo às famílias, como o auxílio emergencial”, detalha Rebeca Palis, observando, por outro lado, que houve aumento no crédito para pessoas físicas.

Investimentos - Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 4,6%, influenciados pelo aumento na produção interna de bens de capital e no desenvolvimento de softwares, a alta na construção e os impactos do Repetro, regime aduaneiro especial que permite ao setor de petróleo e gás adquirir bens de capital sem pagar tributos federais.

Balança comercial - A balança comercial brasileira teve uma alta de 3,7% nas exportações de bens e serviços, enquanto as importações cresceram 11,6% em relação ao quarto trimestre de 2020. “Na pauta de importações, destacaram-se os produtos farmoquímicos para a produção de vacinas contra a Covid-19, máquinas e aparelhos elétricos, e produtos de metal. Entre as exportações, foram os produtos alimentícios e veículo automotores.

Agropecuária e indústria crescem, mas serviços caem na comparação anual - Na comparação anual, o PIB cresceu 1,0% no primeiro trimestre deste ano, com alta de 5,2% na agropecuária e de 3,0% na indústria. Já os serviços recuaram 0,8%. “As atividades de outros serviços, que são majoritariamente presenciais, e administração pública puxaram o resultado dos serviços para baixo. Esse é um setor que ainda sofre os efeitos da pandemia", disse Rebeca Palis.

Despesa - Pela ótica da despesa, destaque para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) com crescimento de 17,0%, maior taxa desde o segundo trimestre de 2010. Já o consumo das famílias recuou 1,7% explicado pelo aumento da inflação e reflexos da pandemia que afetaram negativamente o mercado de trabalho, reduzindo o número de ocupações e a massa salarial real. Também recuou o consumo do governo (-4,9%).

Setor externo - No que se refere ao setor externo, as exportações tiveram alta de 0,8%, enquanto as importações avançaram 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Sobre o Sistema de Contas Nacionais - O Sistema de Contas Nacionais apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcelo Seabra / Agência Pará

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IBGE II: Inflação na indústria desacelera para 1,89% em abril

ibge II 01 06 2021Os preços da indústria subiram 1,89% em abril na comparação com o mês anterior. Apesar do crescimento, houve desaceleração frente ao resultado de março (4,63%), quando foi registrada a segunda maior alta da série histórica do Índice de Preços ao Produtor (IPP), iniciada em 2014. Com o resultado de abril, o índice, divulgado nesta terça-feira (01/06) pelo IBGE, acumula alta de 16,08% no ano, maior taxa já registrada para um mês de abril, e taxa recorde de 35,69%, nos últimos 12 meses.

Taxa positiva - O resultado de abril é a 21ª taxa positiva consecutiva do índice, na comparação mês a mês. A pesquisa mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Em abril, 18 dessas atividades tiveram variações positivas na comparação com março. O maior impacto no índice geral veio de Outros produtos químicos (0,40 p.p.), atividade que variou 4,54% no mês.

Sequência de altas - “Estamos desde agosto de 2019 com uma sequência de altas de preços da indústria. Assim como aconteceu nos meses anteriores, há um aumento de preço em diversas commodities e em muitas matérias-primas. Isso é decorrência do aquecimento no mercado externo, especialmente por parte da China. E quando há o aumento em matéria-prima, há um efeito cascata, porque aumenta também o custo de produção de um setor, o que impacta outros setores internos”, explica o analista da pesquisa, Murilo Alvim.

Dólar - O pesquisador também explica que a desaceleração do índice de abril frente aos meses anteriores é relacionada à queda no preço do dólar. “Pela primeira vez no ano, o dólar teve uma queda quando comparamos com o mês anterior (-1,5%). Quando o preço do dólar está mais baixo, o valor do produto, em real, fica mais baixo. Isso tanto em relação ao produto exportado quanto aos insumos que importamos”, afirma.

Petróleo - Alvim destaca que, apesar dessa tendência de alta de commodities e matérias-primas, uma delas teve queda em abril: os óleos brutos de petróleo. “Esse produto impacta diretamente os setores extrativo e de refino de petróleo, que apresentaram resultados negativos”. Os preços no setor extrativo apresentaram uma queda de 0,70% e os de refino de petróleo e produtos de álcool recuaram, em média, 0,55% em abril. Foi a primeira queda desde setembro de 2020, quando este setor registrou redução de 2,83%.

Impacto - Além de outros produtos químicos (0,40 p.p.), as atividades que mais impactaram o índice de abril foram alimentos (0,36 p.p.), metalurgia (0,35 p.p.) e produtos de metal (0,16 p.p). Já as maiores variações foram registradas nas atividades madeira (6,26%), produtos de metal (5,96%), metalurgia (4,97%) e outros produtos químicos (4,54%).

Naftas - “O aumento nos produtos químicos foi influenciado pela alta das naftas, que são uma matéria-prima do setor. Já o segundo setor que mais influenciou o índice foi o de alimentos, que foi afetado principalmente pela alta da soja e seus derivados, assim como pelo aumento da carne bovina e da carne de aves, que tiveram maior demanda externa”, destaca o pesquisador.

Acumulado recorde - De acordo com Alvim, o acumulado recorde de 35,69% nos últimos 12 meses é explicado, entre outros fatores, pela pandemia de Covid-19. “Além desse aumento recente da matéria-prima e das commodities, temos que observar que estamos comparando abril de 2021 com abril de 2020, ou seja, com o início do período de pandemia. Quando começou o isolamento, o setor da indústria foi impactado e teve uma queda na oferta desses produtos industriais. E, à medida que as ofertas diminuem, os preços aumentam”, explica, ressaltando também a depreciação do real no período.

Mais sobre a pesquisa - O Índice de Preços ao Produtor - IPP, cujo âmbito são as indústrias extrativas e de transformação, tem como principal objetivo mensurar a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, bem como sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Constitui, assim, um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e, por conseguinte, um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados.

Preços recebidos - O IPP investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Coletam-se cerca de 6 mil preços mensalmente. Adotando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0, o IPP gera indicadores para 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, além de reorganizar os mesmos dados em grandes categorias econômicas, abertas em bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Pixabay

 

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BC: Contas públicas têm superávit recorde de R$ 24,2 bilhões em abril

As contas públicas registraram saldo positivo em abril pelo segundo mês seguido, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31/05), em Brasília, pelo Banco Central (BC). O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 24,255 bilhões no mês passado, o maior resultado positivo para o mês da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001.

Resultado primário - O resultado primário é formado pelas receitas menos os gastos com juros, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Assim, quando as receitas superam as despesas, há superávit primário.

Gastos extraordinários - Em abril de 2020, houve déficit primário de R$ 94,303 bilhões, devido aos gastos extraordinários necessários para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Próximos meses - Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa mudança no resultado em relação a igual mês do ano passado deve se repetir nos próximos meses. Isso acontece porque o resultado do ano passado foi impactado por aumento de despesas públicas para enfrentar a pandemia, recessão econômica e adiamento de pagamento de impostos.

Primeiro quadrimestre - No primeiro quadrimestre, houve superávit primário de R$ 75,841 bilhões, contra o déficit de R$ 82,583 bilhões, de janeiro a abril de 2020.

Acumulado - Em 12 meses, encerrados em abril, as contas acumulam déficit primário de R$ 544,526 bilhões, o que corresponde a 7,08% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em dezembro, essa porcentagem era de 9,44% (R$ 702,950 bilhões), devido aos déficits causados pela pandemia.

Meta - A meta para o déficit primário do setor público consolidado é de R$ 250,89 bilhões este ano.

Resultado mensal - No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou superávit primário de R$ 16,265 bilhões. Os governos estaduais também contribuíram para o resultado positivo no mês passado e registraram superávit de R$ 5,528 bilhões. Os governos municipais apresentaram saldo positivo de R$ 1,444 bilhão.

Empresas - As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 1,019 bilhão no mês passado.

Despesas com juros - Pela primeira vez no mês de abril, o resultado de juros apresentou receita maior do que as despesas. Em abril deste ano, houve receita líquida R$ 5,711 bilhões. Na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001, o único mês em que tinha registro de receita líquida era março de 2016 (R$ 648 milhões).

Abril - Em abril de 2020, foi registrada despesa líquida de R$ 21,517 bilhões.

Swap cambial - Segundo o BC, contribuiu para essa evolução o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 30,4 bilhões em abril de 2021 ante perda de R$ 8,3 bilhões em abril de 2020). O swap cambial é a venda de dólares no mercado futuro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

Dívida líquida - “O Brasil tem uma dívida líquida, ou seja, a dívida é maior que ativos, de forma que o esperado é que o Brasil pague os juros todos os meses. As exceções são muito raras”, explicou Rocha.

Juros nominais - Em 12 meses, os juros nominais (despesa líquida) alcançaram R$ 282,7 bilhões (3,68% do PIB).

Resultado nominal - Em abril, o superávit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 29,966 bilhões, contra o déficit de R$ 115,820 bilhões em igual mês de 2020. Em 12 meses, houve déficit nominal de R$ 827,224 bilhões, ou 10,76% do PIB.

Dívida pública - A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,655 trilhões em abril, o que corresponde a 60,5% do PIB. Em março, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1%.

Valor - A dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,665 trilhões ou 86,7% do PIB, contra 88,9% no mês anterior, quando a dívida bruta chegou no maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006. (Agência Brasil)

ECONOMIA: Adesão à renegociação especial de dívidas com a União começa nesta terça

economia 01 06 2021Os contribuintes que têm débitos em litígio com a União podem aderir, a partir desta terça-feira (01/06), ao novo acordo de renegociação especial de dívidas. Anunciado há cerca de dez dias como medida de ajuda a pessoas e empresas afetadas pela pandemia de covid-19, o parcelamento permite que pessoas físicas e jurídicas obtenham descontos de 30% a 50% dos valores devidos.

Prazo - O prazo de adesão vai até 31 de agosto. Tanto dívidas aduaneiras e tributárias, em cobrança pela Receita Federal, quanto débitos inscritos em dívida ativa, cobrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), podem ser renegociados.

Expectativa - A expectativa do governo é que venham a aderir à proposta cerca de 10% a 20% dos contribuintes com disputa administrativa ou judicial. Ao longo de cinco anos, o governo espera um reforço no caixa de R$ 700 milhões a R$ 1,4 bilhão, dos quais de R$ 70 milhões a R$ 130 milhões deverão ser arrecadados neste ano.

Medida - A medida se aplica aos litígios (discussões) aduaneiros ou tributários decorrentes de relevante e disseminada controvérsia jurídica. Segundo o governo, a proposta visa resolver o alto grau de litigiosidade na Receita e na PGFN. Em troca da adesão, o contribuinte tem de desistir das impugnações, dos recursos administrativos e das ações judiciais.

Válido - O acordo é válido para contribuintes que tenham processos em julgamento por descumprimento da Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, que tratem sobre a incidência de contribuições previdenciárias e destinadas a outras entidades e fundos incidentes sobre a participação nos lucros e resultados (PLR), esse último, foco principal do edital.

Processos - De acordo com o Ministério da Economia, existem 109 processos no contencioso administrativo, que, juntos, totalizam R$ 6,5 bilhões em dívidas. Já no contencioso judicial, são 205 processos que totalizam R$ 6 bilhões.

Modalidades - Pelo edital, são três as modalidades de pagamento, de acordo com a opção do contribuinte:

- Pagamento de entrada no valor de 5% do valor total, sem reduções, em até cinco parcelas, sendo o restante parcelado em sete meses, com redução de 50% do valor do montante principal, multa, juros e demais encargos;

- Pagamento de entrada no valor de 5% do valor total, sem reduções, em até cinco parcelas, sendo o restante parcelado em 31 meses, com redução de 40% do valor do montante principal, multa, juros e demais encargos;

- Pagamento de entrada no valor de 5% do valor total, sem reduções, em até cinco parcelas, sendo o restante parcelado em 55 meses, com redução de 30% do valor do montante principal, multa, juros e demais encargos.

Valor mínimo - Em qualquer das modalidades, o valor mínimo da parcela será de R$ 100 para pessoas físicas e R$ 500 para pessoas jurídicas. (Agência Brasil)

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SAÚDE I: Brasil registra 16,5 milhões de casos e 462,7 mil mortes por Covid-19

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus desde o início da pandemia chegou 16.545.554. Nas últimas 24 horas, foram registrados 30.434 casos de covid-19. No domingo (30/05), o painel de informações do Ministério da Saúde trazia 16.515.120 casos acumulados. O país tem ainda 1.118.132 casos ativos, em acompanhamento.

Óbitos - Já o total de pessoas que não resistiram à covid-19 alcançou 462.791. Entre domingo e segunda-feira (30 e 31/05), foram confirmadas 860 mortes resultantes da pandemia. No domingo, o número de óbitos estava em 461.931.

Investigação - Ainda há 3.799 falecimentos em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

Recuperados - O número de pessoas que pegaram covid-19 e se recuperaram desde o início da pandemia atingiu 14.964.631. Isso corresponde a 90,4% do total de pessoas que foram infectadas com o vírus.

Balanço - Os números estão no balanço diário do Ministério da Saúde sobre a pandemia, divulgado na noite desta segunda-feira (31/05). A atualização é produzida a partir de informações disponibilizadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Números - Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (111.374). Em seguida vêm Rio de Janeiro (50.584), Minas Gerais (40.497), Rio Grande do Sul (28.192) e Paraná (26.421). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.635), Acre (1.662), Amapá (1.696), Tocantins (2.877) e Alagoas (4.751).

Vacinação - Até o momento, foram distribuídas a estados e municípios 96,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 62,9 milhões de doses, sendo 42,9 milhões da primeira dose e 20 milhões da segunda dose. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Sesa confirma 1.308 novos casos e 22 óbitos pela Covid-19

saude II 01 06 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (31/05) mais 1.308 casos e 22 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.087.596 casos e 26.272 óbitos.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (2), fevereiro (1), março (42), abril (7) e maio (1.255), e de dezembro de 2020 (1).

Internados - O informe relata que 2.889 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 2.221 em leitos SUS (976 em UTI e 1.245 em enfermaria) e 668 em leitos da rede particular (348 em UTI e 320 em enfermaria).

Exames - Há outros 3.056 pacientes internados, 1.130 em leitos UTI e 1.926 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Mortes - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 22 pacientes. São 9 mulheres e 13 homens, com idades que variam de 47 a 95 anos. Os óbitos ocorreram de 21 de dezembro de 2020 a 30 de maio de 2021. Os pacientes que morreram residiam em Foz do Iguaçu (5), Guarapuava (4) e Siqueira Campos (4), além de um óbito em cada um dos seguintes municípios: Assis Chateaubriand, Cascavel, Congonhinhas, Maringá, Maripá, Ponta Grossa, Santa Lúcia, Toledo e Três Barras do Paraná.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 5.894 casos de residentes de fora, sendo que 149 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 

SAÚDE III: Paraná ultrapassa 50% do grupo prioritário vacinado com 1ª dose contra Covid-19

saude III 01 06 2021Mais da metade do grupo prioritário estabelecido pelo Ministério da Saúde recebeu a primeira dose (D1) da vacina contra a Covid-19 no Paraná. De acordo com o Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado alcançou nesta segunda-feira (31/05) a marca de 2.512.993 pessoas imunizadas com a aplicação inicial. O quantitativo equivale a 52,2% do conjunto formado por 4.812.142 paranaenses.

Ciclo concluído - Desses, 1.172.102 concluíram o ciclo vacinal (24,3%), garantindo também a segunda dose (D2) e a proteção por completo. No total, os 399 municípios do Paraná aplicaram 3.685.095 doses.

Colaboração - “Contamos com a colaboração de todos os municípios para que possamos vacinar cada vez mais paranaenses”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Avanço - Números que devem avançar significativamente nos próximos dias com a distribuição de mais vacinas por parte do Governo do Estado. Nesta segunda-feira, a Secretaria da Saúde encaminhou 37.440 doses produzidas pela Pfizer/BioNTech a 21 municípios paranaenses. Está prevista ainda a chegada nesta semana de uma nova remessa de imunizantes da AstraZeneca ao Paraná – a Fiocruz concluiu também nesta segunda a entrega de 6,5 milhões de doses ao governo federal.

Cronograma - Cronograma que permitiu ao Estado ampliar o alcance das pessoas a serem vacinas, com a recente inclusão de trabalhadores portuários, ligados à assistência social e população geral de 18 a 59 anos. “O objetivo do Estado e a orientação do nosso governador Ratinho Junior caminham juntos: descentralizar as doses rapidamente e fazer com que as vacinas cheguem até os paranaenses”, disse Beto Preto.

Faixas - Considerando os números absolutos, foram imunizados com a primeira dose 495.127 pessoas com idade entre 60 e 64 anos; 417.127 entre 60 a 64 anos; 347.624 trabalhadores da saúde; 305.203 entre 70 a 74 anos; 283.835 pessoas com comorbidades; 226.771 com mais de 80 anos; 207.957 entre 75 a 79 anos; e 52.256 trabalhadores da educação do ensino básico.

Painel - O painel aponta, ainda, que 34.196 primeiras doses foram destinadas para vacinar pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas; 16.912 para pessoas com doenças permanentes graves; 11.766 para forças de segurança e salvamento; 11.733 para gestantes e puérperas; e 9.209 para indígenas.

Outros - Além desses, também há registros de vacinação nos outros grupos prioritários elencados no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. O painel é abastecido com informações dos municípios.

Cidades - Também em números absolutos, segundo a ferramenta do SUS, Curitiba foi a que mais imunizou, com 669.348 aplicações, levando em consideração as duas doses, seguida por Maringá (217.228), Londrina (213.823), Cascavel (112.867), São José dos Pinhais (105.216), Ponta Grossa (87.270), Foz do Iguaçu (81.395), Colombo (54.823), Guarapuava (51.763), Paranaguá (48.593), Arapongas (41.501) e Toledo (40.549).

Maior taxa proporcional - Já o ranking da vacinação elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que proporcionalmente os municípios com maior taxa de proteção com a primeira dosagem são São Jorge d’Oeste (43,48%), Diamante do Norte (42,65%), Pontal do Paraná (40,13%), Kaloré (35,84%) e Bom Jesus do Sul (33,77%).

Segunda aplicação - Em relação à segunda aplicação, Nova Santa Bárbara (23,54%), Nova Laranjeiras (22,31%), Diamante do Norte (20,26%), Tamarana (19,61%) e São Jorge d’Oeste (19,50%) foram os que mais avançaram. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

SAÚDE IV: Paraná distribui 37.440 doses de vacina contra Covid-19 da Pfizer para 21 municípios

saude IV 01 06 2021O Paraná distribuiu nesta segunda-feira (31/05) 37.440 doses da vacina contra Covid-19 produzida pela Pfizer/BioNTech a 21 municípios do Paraná. Destes, doze recebem o imunizante da farmacêutica norte-americana pela primeira vez. A ação faz parte de uma estratégia de descentralização das vacinas para o Interior do Estado.

Municípios contemplados - Os municípios contemplados pela distribuição são Araucária, Campo Largo, Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Bandeirantes, Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Toledo e Telêmaco Borba. Com isso, a vacina chega a 17 das 22 Regionais de Saúde do Paraná.

Regionais - Quatro regionais recebem os lotes por via terrestre, saindo do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar): Curitiba e RMC, Ponta Grossa, União da Vitória e Telêmaco Borba. As demais regionais receberão as doses por via aérea, partindo do Aeroporto Bacacheri. São elas Guarapuava, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Londrina, Cornélio Procópio e Jacarezinho. Veja a distribuição de doses por município.

Remessa - As doses integram a 21ª remessa de vacinas do Ministério da Saúde, e são destinadas aos grupos prioritários de comorbidades e pessoas com deficiência.

Contato diário - “Nossas equipes estão em contato diário com as Regionais de Saúde e os municípios para verificar a distribuição de vacinas da Pfizer de acordo com a capacidade de cada cidade. Havendo sinal por parte das equipes municipais, o Estado descentraliza as doses para o maior número de cidades possível. Graças à estrutura organizada e robusta do Paraná, temos conseguido distribuir cada vez mais doses para diferentes municípios do Estado”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Logística - A distribuição dos imunizantes da Pfizer/BioNTech é mais limitada por conta de suas especificidades técnicas para armazenamento. Para ser guardado por até seis meses, ele deve estar resfriado a -70°C, temperatura atingida apenas por freezers de alta performance.

Validade - A vacina tem validade de 31 dias de 2ºC a 8ºC - mesma temperatura das demais vacinas -, o que cria uma janela de tempo para sua distribuição e aplicação em locais que não possuam os freezers ultracongelantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (28/05) as novas condições de conservação e armazenamento para a vacina. A orientação anterior era de cinco dias.

Vacinômetro - Até esta segunda-feira (31/05), o Paraná aplicou 3.685.095 doses de vacinas contra a Covid-19. Destas, 2.512.993 são primeiras doses, o que corresponde a 52,2% das 4.812.142 pessoas estimadas nos 28 grupos prioritários e a 22,53% da população paranaense.

Segunda dose - Também foram administradas 1.172.102 segundas doses, que completam o ciclo vacinal dos cidadãos. O número é equivalente a 24,3% dos grupos prioritários e a 10,96% dos paranaenses. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jose Fernando Ogura / AEN

 

SAÚDE V: Estudo da CoronaVac em Serrana mostra que pandemia pode ser controlada

saude V 01 06 2021O estudo feito com a vacina CoronaVac na cidade de Serrana, no interior paulista, demonstrou que, com 75% da população vacinada, a pandemia do novo coronavírus pode ser controlada. O dado foi apresentado nesta segunda-feira (31/05) em entrevista coletiva no Instituto Butantan, um dos fabricantes da vacina.

Resultado - “O estudo indica que com 75% da população imunizada com duas doses da vacina, a pandemia foi controlada em Serrana e isso pode se reproduzir em todo o Brasil”, disse João Doria, governador de São Paulo.

CoronaVac - A CoronaVac é uma vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan e faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A vacina é aplicada em duas doses.

Estudo - O estudo, chamado de Projeto S, teve início no dia 17 de fevereiro e o objetivo era vacinar toda a população adulta da cidade para avaliar a efetividade da CoronaVac. Serrana tem cerca de 45 mil habitantes, dos quais 38% são menores de 18 anos, que ainda não podem ser vacinados por falta de estudos clínicos para essa faixa etária.

Imunização - O Projeto S previa vacinar 28.380 adultos com mais de 18 anos que vivem na cidade. Desse total populacional, 97,7% tomaram a primeira dose do imunizante (o que corresponde a 27.722 pessoas) e 95,7% completaram seu esquema vacinal, tomando também a segunda dose (27.160 pessoas).

Escolha - Serrana foi escolhida porque apresentava alto índice de prevalência de infecções por covid-19, além de estar perto de um centro universitário e ter um hospital regional. Para o estudo, a cidade foi dividida em quatro áreas, que foram vacinadas com uma semana de diferença entre elas. A primeira área a ser vacinada, definida por sorteio, foi a verde, seguida pelas áreas amarela, cinza e azul.

Redução - Com o fim da vacinação em massa, a cidade viu reduzir em 95% o número de mortes por covid-19. Já o número de casos sintomáticos da doença caiu 80%. A quantidade de hospitalizações teve uma queda de 86%.

Segurança - Além da efetividade, o estudo apresentou dados sobre segurança, ou seja, se a vacina produz efeitos adversos nas pessoas que a tomam.

Eventos adversos - Segundo Marcos Borges, diretor do Hospital Estadual de Serrana, durante a vacinação em Serrana foram observados 67 eventos adversos graves, nenhum deles relacionado à vacina. Nesse estudo, todos os eventos adversos graves que ocorrem após a vacinação são relatados. Entre eles, Borges citou acidentes de trânsito.

Primeira dose - Após a primeira dose, foram observadas 4,4% de reações adversas, sendo somente 0,02% considerados de grau 3, como mialgia ou cefaleia. Já após a segunda dose ocorreram 0,2% de relatos de reações adversas, nenhuma de grau 3.

Intervalo - Entre a aplicação da primeira e segunda doses, ocorreram 15 internações e cinco mortes entre as pessoas com idade acima de 60 anos e 28 internações e dois óbitos na população abaixo de 60 anos. Até 14 dias da aplicação da segunda dose, ocorreram duas internações e um óbito na população acima de 60 anos e três internações na população abaixo dos 60 anos. Passados mais de 14 dias da aplicação da segunda dose, esses números caíram para duas internações na população até 60 anos. Não houve registro de internações ou mortes de pessoas acima de 60 anos passados 14 dias da vacinação.

Proteção dos não imunizados - A pesquisa mostrou ainda que a vacinação protege tanto os adultos imunizados quanto crianças e adolescentes que não receberam a vacina. Segundo o estudo, a imunização gerou uma espécie de cinturão imunológico em Serrana, reduzindo drasticamente a transmissão do coronavírus no município.

Queda da circulação do vírus - “A redução de casos em pessoas que não receberam a vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual”, destacou Ricardo Palácios, diretor de Pesquisa Clínica do Instituto Butantan.

Crianças - “Crianças e adolescentes menores de 18 anos não poderiam tomar a vacina por falta de estudos. Mas houve redução dos casos também em crianças. Não vimos, nesse estudo, o efeito de empurrar o aumento de casos para os não vacinados. O que vimos foi proteção também para eles”, disse Palácios. Isso indicaria, segundo ele, que não será necessário vacinar as crianças, neste momento, para o retorno das atividades escolares presenciais.

Idosos não vacinados - Outro efeito observado no estudo, segundo ele, foi a diminuição de casos inclusive entre os idosos não vacinados. “O efeito da vacina é tão forte que consegue proteger até aqueles que não foram vacinados, mesmo nas faixas etárias mais avançadas. E, quando acabamos a vacinação, acabaram casos de hospitalizações e óbitos entre os vacinados. E ainda conseguimos controlar também entre os casos não vacinados, não importando faixa etária. Isso nos traz esperança e alegria”, disse Palácios.

Terceira dose - Por isso, disse ele, não é importante oferecer uma terceira dose de vacina aos idosos neste momento como tem sido cogitado. O que o estudo deixa claro é que é importante aumentar o número de vacinados para que os idosos também tenham mais proteção contra a doença. “Temos que aumentar a escala de vacinação para ofertar aos idosos os benefícios indiretos da vacinação [em vez de aumentar doses]”, destacou Palácios.

Cidades vizinhas - Serrana está dentro de uma região que, neste momento, enfrenta elevação no número de casos e de internações. Há cidades nessa região que tiveram recentemente que decretar lockdown, com fechamento de comércio e proibição de circulação de pessoas.

Menor - Mas a incidência da covid-19 em Serrana foi bem menor do que nas cidades vizinhas. Enquanto a região apresenta alta nos casos de covid-19, Serrana manteve taxas baixas de contágio graças à vacinação. Mesmo com cerca de 10 mil moradores que transitam por outras cidades diariamente, ela alcançou um cenário de controle da pandemia. “Sem vacinação, talvez Serrana hoje estaria em colapso”, disse Palácios.

Liberação - Apesar disso, a cidade ainda não vai liberar o comércio ou permitir que as pessoas circulem nas ruas sem máscaras. “Ela [Serrana] não pode dar um passaporte verde só porque participou de estudo e as pessoas foram vacinadas. É preciso tomar os mesmos cuidados vigentes. O fato de ter esse resultado de vacinação, vai ajudar lá na frente, no plano de flexibilização. Por enquanto, ela segue em obediência ao Plano São Paulo”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Continuidade - Segundo Covas, esse estudo não foi encerrado e a cidade de Serrana vai continuar sendo monitorada pelo prazo de um ano.

Variantes - Segundo Palácios, a vacinação em massa em Serrana não provocou o surgimento de novas variantes na cidade. A vacina, segundo ele, mostrou-se efetiva com relação à variante P.1, que surgiu em Manaus e que é a mais predominante na região onde Serrana está inserida. “Todos esses dados que estamos demonstrando de efetividade são resultados que ocorrem na vigência de uma pandemia predominantemente pela variante P.1. E isso é reconfirmação de que a vacina é efetiva em relação a essa variante P.1”, disse ele.

Controle - “Podemos sonhar com o controle da pandemia. Mas as pessoas devem parar de pensar na pandemia como um problema individual. É a comunidade que vai me proteger; é a somatória da minha vacinação com a vacinação do outro [que vai controlar a pandemia]”, explicou Palácios.

Detalhamento - O detalhamento da pesquisa está disponível na página na internet. Os dados, segundo Dimas Covas, ainda serão publicados em uma revista científica para avaliação dos pares.

Outro estudo - Um outro estudo, semelhante a este, está sendo desenvolvido na cidade paulista de Botucatu, com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. (Agência Brasil)

FOTO: Tânia Rêgo / Agência Brasil

 

saude V info 06 05 2021

 


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