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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5099 | 25 de Junho de 2021

DIA C PR: Apresentações artísticas e exposição virtual num ambiente criativo e inovador

Reserve essa data: 3 de julho, a partir das 13h30. Neste dia, o Sistema Ocepar promove a celebração do Dia de Cooperar (Dia C), movimento do cooperativismo brasileiro que destaca o protagonismo das cooperativas em ações solidárias e voluntárias. Em função da pandemia, pelo segundo ano o Dia C será virtual. Mas desta vez, a transmissão será por meio de uma plataforma on-line. Ao acessar o link do evento e fazer sua inscrição, o visitante será direcionado para uma área virtual totalmente preparada e ambientada para o evento, uma mostra da criatividade e tecnologia que norteiam a edição deste ano.

Exposição - O espaço virtual é composto por duas áreas: o auditório, que será palco da abertura e das apresentações artísticas, e o espaço de exposição, o Dia C Expo PRCoop, onde cada cooperativa participante ocupará um estande, mostrando o que fez durante a pandemia para ajudar quem foi impactado pela crise sanitária da Covid-19. A proposta é que, de fato, o visitante sinta como se estivesse visitando uma feira, porém, isso acontece num ambiente virtual.

O show não pode parar - A programação do auditório será comanda pelo palhaço Alípio, um mestre de cerimônias sem cerimônias. Para divertir e encantar ainda mais os visitantes do Dia C, haverá show da família Mahallo, companhia que conquista o público com a milenar arte circense. Malabares, trapezistas, palhaços e muito mais de um espetáculo circense farão parte da apresentação. Outra atração bastante aguardada é o grupo musical Barra da Saia, cuja presença fez muito sucesso no Encontro de Lideranças Femininas Cooperativistas (Elicoop Feminino) deste ano.

O Dia C - O Dia C é um movimento nacional coordenado pelo Sistema OCB e desenvolvido com apoio das organizações estaduais. O objetivo é estimular e dar visibilidade a ações voluntárias, contínuas e transformadoras. As ações do Dia C acontecem durante todo o ano, porém, no primeiro sábado de julho, data em que se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo, as organizações estaduais promovem um grande evento de celebração, em que o destaque principal é o protagonismo das cooperativas nas comunidades em que estão presentes.  

 

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EVENTO: Fórum discute temas de interesse do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços e promove integração entre cooperativas

Representantes das cooperativas paranaenses de Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) estiveram reunidos, na tarde desta quinta-feira (24/06), pela plataforma Microsoft Teams, no Fórum promovido pelo Sistema Ocepar. Além de tratar de diversos temas de interesse do ramo, o evento, com cerca de 35 participantes, contribuiu para integrar e aproximar profissionais que atuam nos mais diversos segmentos.

Alteração - Em 2019, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) promoveu uma alteração nos ramos do cooperativismo, que passaram de 13 para 7. A partir daí, o ramo TPBS passou a ser composto pelas cooperativas de trabalho, produção, mineral, turismo e lazer (profissionais), especial e educacional (professores). No Paraná, há 12 cooperativas do ramo TPBS registradas no Sistema Ocepar, entre as quais, uma de professores de idiomas; duas de cultura e lazer; quatro de assistência técnica; três de consultoria e instrutoria e duas de serviço técnico especializado. Elas fecharam o ano passado com 7.634 cooperados, 7,5% a mais que em 2019, e 75 funcionários, quantidade 15,4% superior a do exercício anterior.

Potencial de crescimento - Na abertura do evento, o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, lembrou que, desde a reestruturação promovida pela OCB, o Sistema Ocepar vem trabalhando na organização das cooperativas paranaenses do ramo TPBS e a realização do Fórum desta quinta-feira representava a retomada dessa ação. “Nós temos cooperativas de segmentos diferentes no ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, mas o propósito é único: promover o desenvolvimento de todas. É isso que nós buscamos aqui no Sistema Ocepar”, afirmou. “É um ramo que tem bastante potencial de crescimento e nós estamos à disposição. Mas, em primeiro lugar, precisamos estar muito bem alinhados com as cooperativas, entender as suas necessidades e estratégias, para que possamos juntar esforços e trabalhar dentro de um mesmo direcionamento”, complementou.

Oportunidades - Na sequência, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a importância do ramo, reforçando que a entidade está à disposição para apoiar e viabilizar as demandas das cooperativas. “Há muito espaço para crescer, mas temos que analisar com realismo a viabilidade das iniciativas. O cooperativismo poderia uma ser uma alavanca importante para muitas pessoas continuarem a oferecer seus trabalhos, nas diversas especialidades. Tenho a sensação de que ainda isso não entrou no gosto da população brasileira como um todo. Em vários países, como na Espanha, por exemplo, a maior força de trabalho hoje, principalmente no País Basco, são as cooperativas. O importante é aproveitar as oportunidades e ter renda. Essa é a nossa missão, o nosso fundamento. Tendo renda, as pessoas vão ter qualidade de vida. Vamos ficar bem atentos, os projetos que vierem para nós vão ter uma atenção especial para que possamos ter um movimento maior”, disse.

PRC200 - Ricken também encorajou as cooperativas do ramo TPBS a elaborar propostas que possam ser contempladas no PRC200, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, cuja meta financeira é atingir R$ 200 bilhões de faturamento. “No dia 22 de julho, iremos realizar um evento de lançamento oficial dos projetos do PRC200.  Nesse processo tem que ter um projeto o ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, que é fundamental. Não percam essa oportunidade. Vamos trabalhar para que seja contemplado. Vocês podem nos indicar que parte dos R$ 200 bilhões vocês gostariam de se responsabilizar para nós chegarmos a essa meta”, afirmou. “Elaborem um projeto, trabalhem com o nosso pessoal porque nós queremos que cada uma das 217 cooperativas paranaenses tenham um planejamento estratégico bem estruturado, assim elas terão possibilidade de crescimento”, finalizou Ricken.

Apresentação - O evento prosseguiu com a apresentação das cooperativas participantes: Cooperativa de Trabalho dos Profissionais em Agronomia Ltda (Unicampo), sediada em Maringá; Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná (Biolabore), Santa Helena; Cooperativa de Trabalho de Enfermagem do Paraná (Cooenf), Curitiba; Cooperativa de Trabalho de Executivos em Gestão e Treinamento (Pluricoop), Maringá; Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur), Carambeí; Cooperativa dos Profissionais de Tecnologia da Informação (Ticoop Brasil), Curitiba; Academia de Línguas do Paraná - Cooperativa de Educadores e Instrutores de Línguas de Curitiba, Curitiba; e Maringá Cultural Cooperativismo (Macuco), Maringá.

Mais - O analista técnico do Sescop/PR, Jessé Rodrigues, fez uma explanação sobre os resultados consolidados de 2020 do cooperativismo paranaense e destacou ainda os indicadores econômicos e financeiros do ramo TPBS. Ele também falou sobre a nova Lei das Licitações, nº 14.133, publicada em 1º de abril de 2021, que prevê a participação das cooperativas em licitações. De acordo com ele, a matéria tramitou por quase dez anos no Congresso Nacional, sem contemplar o setor nas primeiras versões. A nova legislação trouxe essa possibilidade e proporciona mais segurança para as cooperativas de trabalho participarem dos processos licitatórios, após mobilização liderada pela OCB. Rodrigues informou ainda que a OCB está preparando um material que será distribuído a órgãos públicos com informações sobre o cooperativismo, visando explicar as características do setor e incentivar a contração de cooperativas por meio de licitações. O analista também apresentou aos participantes do Fórum a proposta de Câmaras Temáticas que foram criadas pela OCB para auxiliar o Conselho Consultivo na deliberação das demandas do ramo. Aqui no Paraná, Rodrigues informou que o Sistema Ocepar irá organizar um portfólio das cooperativas do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços para divulgar as atividades que elas oferecem e atrair mais oportunidades para o segmento.

Reforma tributária - No evento houve ainda a participação do coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Devair Mem, que falou sobre as propostas de reforma tributária que estão em debate na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e a atuação do setor para que seja incluído o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no texto final. Já o coordenador de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Silvio Krinski, discorreu sobre o PRC200. O evento foi encerrado pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto, e pelo coordenador estadual do ramo TPBS, Luciano Ferreira Lopes, que também é diretor vice-presidente da Unicampo. “Fiquei impressionado com as apresentações das cooperativas. Vamos fazer outros eventos como esse pois precisamos conhecer mais o que cada uma faz e estabelecer parcerias entre nós. Parabéns a todos. Hoje eu saio daqui mais contente do que quando cheguei a Unicampo”, afirmou Lopes.

Agradecimento - “O que nós precisamos, como cooperativa pequena, é estender nossos braços, e esse Fórum já é uma maneira de nos ajudar, de nos colocar em contato com outras cooperativas. Nós acreditamos que podemos formar parcerias com todas elas e nos beneficiar. É disso que precisamos e até o próprio portfólio que foi mencionado pode nos ajudar. Assim, agradecemos pela oportunidade”, disse Gisele Leocádia Bassan, da Cooperativa de Educadores e Instrutores de Línguas de Curitiba, ao final do evento. 

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JUBILEU DE OURO: Segundo episódio sobre os 50 anos da Ocepar será exibido no domingo

jubileu ouro 25 06 2021O segundo episódio da série sobre os 50 anos da Ocepar vai ao ar no domingo (27/07), às 9h, no programa RIC Rural, que é apresentado em todas as emissoras da Rede Independência de Comunicação (RIC) no Paraná, afiliada da Rede Record.

Campos Gerais - A equipe liderada pelo jornalista e apresentador Sérgio Mendes percorreu os Campos Gerais, berço do cooperativismo paranaense, onde foram visitadas as cooperativas Frísia, em Carambeí, originária da imigração holandesa, e Agrária, em Entre Rios, município de Guarapuava, que nasceu da vinda de imigrantes suábios.

Conteúdo - Foram entrevistados dirigentes, técnicos e cooperados, a respeito do desempenho e projetos das duas cooperativas, com depoimentos também sobre a contribuição da Ocepar, ao longo das décadas, para a organização e a estruturação do sistema.

Edição histórica - Entre os nomes que participam do segundo episódio, falando do cooperativismo, está o ex-presidente da Ocepar, Dick Carlos de Geus, fundador e presidente da Cooptur, única cooperativa do país que se dedica ao ramo do turismo, e o produtor Franke Djikstra, um dos introdutores do sistema de plantio direto no Brasil.

A série - Em oito episódios, o objetivo da série é mostrar o trabalho realizado pela Ocepar e a realidade do cooperativismo nas diferentes regiões do estado. (Flamma Comunicação)

 

INTERCOOPERAÇÃO: Copacol, Cocamar e Cooperante participam do projeto Brasil Mais Cooperativo

Com a presença do Secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Schwanke, do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, do representante do Icca, Cristian Fischer, e lideranças cooperativistas das regiões Sul e Nordeste e técnicos de entidades, aconteceu, na manhã desta sexta-feira (25/06), uma reunião de alinhamento do Projeto Eixo Intercooperação do Programa Brasil Mais Cooperativo.

Parcerias - Este projeto liderado pelo Mapa e OCB reúne 24 cooperativas da região nordeste, dos estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte que serão apoiadas pelas cooperativas Copacol, Cocamar e Cooperante, do Paraná, Aurora, Coopervil, Cooperja, de Santa Catarina, e Garibaldi, Dália e Santa Clara, do Rio Grande do Sul.

Troca de experiências - “Queremos mostrar que é possível o sistema cooperativo brasileiro fortalecer aquelas cooperativas que mais precisam de gestão e de acesso a mercados, por meio da troca de experiências com aquelas que já possuem excelência, muitas vezes a nível mundial. Essa intercooperação é voltada para a região do AgroNordeste, mas a nossa previsão é expandir o projeto para todo território nacional”, revelou o secretário Fernando Schwanke.

Unir esforços - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembrou que “esta intercooperação das regiões Sul e Nordeste é uma iniciativa importante e todas as ideias são bem-vindas para construir este processo. Não será fácil, mas valerá a pena quando cumprirmos com este processo de integração. Uniremos esforços para que as cooperativas possam trocar informações e que possam se desenvolver de forma conjunta. Precisamos de resiliência e o apoio do governo é fundamental como alavanca a parceria com o Icca, que poderá abrir portas para outras integrações. Agradeço a cada uma das cooperativas que aceitaram o convite desta parceria”, frisou o dirigente.

Protagonismo - Segundo o representante do IICA no Brasil, Christian Fisher, a partir do aprendizado desta experiência será possível expandir a iniciativa para América Latina e Caribe. “Consideramos extremamente importante a estratégia de impulsionar a intercooperação como vetor de fortalecimento e protagonismo das cooperativas”.

Sistema Ocepar– O evento contou com a presença do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. “Acreditamos que é uma iniciativa importante para que tanto as cooperativas da região Sul como as cooperativas selecionadas do Nordeste possam trocar informações exitosas, respeitando sempre as características regionais para poder contribuir com desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. Uma iniciativa que apoiamos aqui pelo Sistema Ocepar através das nossas cooperativas”, lembrou.

Estrutura - O programa está estruturado em seis eixos temáticos, que são: promoção e fortalecimento da organização social, organização da produção e qualificação de processos de gestão; apoio à intercooperação; comercialização nos mercados privados e nas compras governamentais; ações de formação e de assistência técnica; e acesso aos mercados nacional e internacional.

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COVID-19: Confira os novos destaques da área destinada ao coronavírus no Portal PR Cooperativo

covid 25 06 2021A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

COOPERATIVISMO I: Emenda que moderniza ambiente de negócios é aprovada

cooperativismo 25 06 2021O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (23/06), emenda apresentada pelo deputado Evair de Melo (ES) à Medida Provisória 1.040/2021, para modernizar o ambiente de negócios para o cooperativismo. A medida permite a adoção de livros ou fichas digitais pelo setor.

Equiparação - O deputado, que é presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), também atuou para que a equiparação das sociedades cooperativas às sociedades empresariais resguardasse as normas previstas em legislações específicas do cooperativismo. Inicialmente, estava resguardada apenas a legislação tributária.

Simplificação - “Buscamos simplificar a legislação quanto às exigências dos processos de escrituração justamente para adequá-las a nova realidade digital, harmonizando as formalidades à modernização já adotada pela Lei 14.020 de 2020”, explica o parlamentar.

Competitividade - Além disso, segundo ele, a desburocratização proposta tem foco no aumento de competitividade do ambiente de negócios no país, melhorando o posicionamento do Brasil em relatórios internacionais. “Esse processo deve se dar por meio da elevação da segurança jurídica, que é a baliza transversal para a melhoria dos indicadores de negócio”.

Legislação específica - Sobre a equiparação das cooperativas às sociedades empresariais, Evair destacou que o texto original poderia prejudicar o setor por não considerar sua legislação específica. “Nesse sentido, agradecemos ao relator, deputado Marco Bertaiolli (SP) que ouviu os argumentos da Frencoop e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e tomou a iniciativa de adequar o texto”.

Rejeição - O relator acatou ainda outro pedido da OCB e entidades parceiras para rejeitar a emenda 197 que previa a extinção do colégio de vogais nas Juntas Comerciais. Para a entidade, o fim do colégio representaria um risco à sociedade, tendo em vista suas ações garantem decisões mais técnicas e a redução de exigências e obstáculos descabidos aos atos empresariais, favorecendo a melhoria e a agilidade do ambiente de negócios como prevê a própria medida provisória.

Impacto - “Para o cooperativismo, os colégios de vogais impactam de forma ainda mais profunda. Devido ao seu modelo societário peculiar, o setor tem nesses órgãos colegiados importantes pontos de referência no conhecimento e domínio da legislação e dos princípios cooperativistas no âmbito das próprias Juntas Comerciais”, explica o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. Ainda segundo ele, os vogais “atuam, muitas vezes, como auxiliares técnicos nas conduções de assuntos relativos ao cooperativismo junto aos órgãos e de registro”.

Supressão - Além disso, o relator suprimiu o artigo 7º do texto original, que inibia a aplicação de mecanismos de licenciamento nas importações e exportações. A supressão foi defendida pela OCB porque esses mecanismos são essenciais para o andamento da política comercial brasileira. É por meio deles que são prevenidas fraudes, ilícitos e práticas desleais nas operações de comércio exterior”, complementou Freitas. O texto aprovado também permite que as cooperativas possam emitir nota comercial. (OCB)

FOTO: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

 

COOPERATIVISMO II: Panorama Coop traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

cooperativismo II 25 06 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras.

Boas notícias - O boletim desta semana está recheado de boas notícias. Teve o lançamento do Plano Safra 2021/2022, a aprovação da MPV 1.040/21 que simplifica o ambiente de negócios para as cooperativas, além de mudanças nos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura que são muito positivas para o coop. O Panorama Coop traz também a expectativa de envio de nova proposta de Reforma Tributária pelo Poder Executivo.

Análise política - Quem é o novo ministro do Meio Ambiente? Qual é a perspectiva do novo perfil à frente da pasta? A nova edição do Panorama Coop também traz as perspectivas de mudança na Secretaria de Política Agrícola (SPA) e de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF). Além disso, destacamos as conquistas para o cooperativismo no Plano Safra 2021/22, na MPV 1040/2021 (Ambiente de Negócios), além da atuação do Sistema OCB em outros temas de interesse das cooperativas. Confira essas e outras atualizações na nossa Análise Política!

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Reforma Tributária - O presidente da Câmara, Arthur Lira, aguarda o envio do projeto de lei de autoria do Executivo que irá tratar sobre o Imposto de Renda de Pessoa Física (IR) e de Pessoa Jurídica (IJ), que está marcado para esta sexta-feira (25/06) às 9h30. A solenidade de entrega do texto ao presidente da Câmara terá a presença dos Ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, além do Secretário da Receita Federal, José Tostes Neto - que dará uma coletiva de imprensa às 11h. Lira está esperando a proposta chegar à Câmara para poder dar início à tramitação da Reforma Tributária fatiada na Casa, iniciando pelos projetos de lei da CBS e do Imposto de Renda. O presidente da Câmara também afirmou que a escolha dos relatores das propostas se dará ainda na sexta-feira (25/06). Haverá também reunião nesta semana entre Lira e o senador Fernando Bezerra Coelho, que está relatando o novo Refis, conhecido como “passaporte tributário”. A intenção é que a proposta seja votada já na semana que vem pelos senadores e conte com o conhecimento e aval dos deputados para agilizar sua tramitação quando chegar para avaliação da Câmara.

Governo anuncia Plano Safra 21/22 - O governo federal lançou nesta terça-feira (22/06) o Plano Safra 2021/2022, com R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Tereza Cristina (Agricultura), Paulo Guedes (Economia) e, ainda, do presidente do Banco Central, Roberto Campos. Representantes da OCB também acompanharam o lançamento do Plano.

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OCB estimula participação em Conferência Mundial - A Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito, realizado pela Woccu, está chegando. Será entre os dias 14 e 21 de julho, totalmente virtual e com tradução simultânea. E, a fim de estimular a participação dos brasileiros, a OCB vai encaminhar uma lista com os dados pessoais dos interessados – e que poderão receber até 150 dólares de desconto na inscrição.

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Câmara homenageia Alysson Paolinelli - A Câmara dos Deputados realiza cerimônia em homenagem a Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura, nesta terça-feira (22), às 9h30, no Salão Negro do Congresso Nacional. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube. Responsável pela chamada Revolução Verde, que fez do Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o engenheiro agrônomo Paolinelli foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021. Elegeu-se deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 1986, fazendo parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1987 a 1988.

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Brasil e Japão estreitam relação - Mais de 150 pessoas participaram do Encontro Cooperativista Brasil-Japão, realizado nesta quinta-feira (17/6), pela OCB em conjunto com a Aliança Cooperativa Japonesa. O evento que contou com a presença de lideranças cooperativistas e autoridades políticas de ambos os países marca a celebração dos 113 anos da chegada do primeiro navio de imigrantes japoneses ao Brasil. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, fez questão de ressaltar a contribuição cultural do Japão para o desenvolvimento da agricultura brasileira e, também, para o cooperativismo nacional.

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FRIMESA: Entre as 50 marcas mais consumidas pelos brasileiros

A marca Frimesa apareceu pela primeira vez no ranking Kantar Brand Footprint Brasil 2021, nona edição do levantamento que indica as 50 marcas mais estão presentes nos lares brasileiros ocupando a 49º colocação, crescendo quatro pontos comparado com 2019.

Métrica - A métrica do estudo leva em consideração a penetração (alcance da marca) e a frequência no número de vezes que é escolhida no Ponto de Venda que, combinadas, geram o Consumer Reach Point (CRP), indicador das marcas mais escolhidas pelo consumidor. O estudo acontece mundialmente e pondera todas as marcas, independente do segmento.  

Leitura - A leitura ocorreu em 11.300 lares das sete regiões do Brasil. A Kantar avaliou 230 marcas para elaborar o Top 50 e para estar nesta seleta lista, a marca precisou alcançar o patamar de 109 milhões de CRPs, penetração acima de 35% e frequência de, ao menos, três vezes. Para o cálculo o CRP considera o número de municípios em um país multiplicando pelo % de famílias que compram a marca e o número de interações.  

Alimentos - As marcas de alimentos se destacam no ranking. Por conta da pandemia as pessoas estão ficando mais em casa e consequentemente repercute na cesta de compras devido ao aumento nas ocasiões de consumo de alimentos no lar. Presuntaria, linguiças, azeite, empanados e batata congeladas são categoria que despontaram no crescimento das vendas.

Avanço - Na prática, a avanço da Frimesa significa que em 2020 foi escolhida mais vezes pelos brasileiros. Para o presidente Valter Vanzella a conquista comprova é motivo de orgulho e posiciona a Frimesa entre grandes. “Essa performance comprova que nossa estratégia de investir num portfólio de valor com ações para garantir a presença no ponto de vendas e nas campanhas de comunicação para tornar a marca conhecida são assertivas”.

A Frimesa - Com 43 anos, a Frimesa é uma Cooperativa Central paranaense que atua no segmento de carne suína e lácteos. Possui seis plantas industriais com capacidade de processar 8.300 suínos por dia e mais de 800 mil litros de leite por dia. Com portfólio de mais 460 produtos a marca está presente no varejo e atacadistas de todo Brasil. Em 2020 o faturamento atingiu 4,29 bilhões. (Imprensa Frimesa)

Portfólio Frimesa

467 produtos

291 carnes

148 Lácteos

203 prontos para consumo

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C.VALE: Melhores avicultores são premiados

A C.Vale premiou os produtores de frango que conseguiram os melhores resultados em 2020 de IEP (Índice de Eficiência Produtiva) e no Promob (Programa de Monitoramento e Organização de Biosseguridade). Acompanhado de profissionais que prestam assistência técnica aos associados, Maykon Buttini, gerente do Departamento Avícola da C.Vale, disse que a iniciativa é uma forma de reconhecer os integrados pelos excelentes resultados zootécnicos e os cuidados com a propriedade, como organização das granjas para melhorar a segurança do alimento que eles produzem.

Desempenho - Os produtores com melhores desempenhos foram Kougi Takahashi, de Terra Roxa (PR) e Humberto Piovesan, de Palotina (PR). (Imprensa C.Vale)

CLASSIFICAÇÃO

IEP      

1◦ Kougi Takahasi – Terra Roxa (PR)

2◦ Luis Cantu – Palotina (PR)

3◦ Adir Marlow – Maripá (PR)

Promob

1◦ Humberto Piovesan – Palotina (PR)

2◦ Rodrigo Hendges – Assis Chateaubriand (PR)          

3◦ Fernando Pivetta – Palotina (PR)

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COPAGRIL: Seminário Soja e Milho é marcado por palestra e premiação dos melhores produtores

A Copagril realizou na quinta-feira (24/06) o Seminário Copagril Soja e Milho 2021 por meio de um modelo online, com transmissão ao vivo e simultânea na página da Copagril no Facebook e no canal oficial da cooperativa no Youtube. A programação contou com abertura realizada pelo diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, e participação do diretor vice-presidente, Elói Darci Podkowa, palestra com a doutora e pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Dagma Dionísia da Silva, sobre o Complexo de Enfezamentos na Cultura do Milho - Estratégias de Manejo, e a apresentação dos melhores produtores da Copagril nas culturas da soja e milho na safra 2020/2021 que entregaram a produção na cooperativa.

Surpresas - “Na agricultura, a cada safra, temos algumas surpresas em relação ao comportamento do clima, às doenças ou pragas, por isso é muito importante compartilharmos as informações e as pesquisas daquilo que faz parte da nossa produção agrícola”, destaca Chapla.

Enfezamentos - Em sua palestra, Dagma abortou de forma esclarecedora a situação em relação aos enfezamentos na cultura do milho e a relação com a cigarrinha, seu conteúdo abordou a importância de identificar e diferenciar as doenças, identificação do inseto transmissor e adoções das medidas integradas e estratégias conjuntas de controle. “Deixar claro que as estratégias de controle devem ser conjuntas, ou seja, não adianta um produtor fazer a coisa certa se o vizinho não faz, porque isso vai acabar resultando em população de cigarrinha que acaba migrando para as outras lavouras. Essa consciência que o controle é regional é importantíssima para que possamos poder sanar esse problema tão sério”, destaca.

Estudo - Dagma também apresentou um estudo realizado dentro da Estação Experimental da Copagril na safra 20/21 com 23 híbridos para análise da presença dos mollicutes – patógenos (bactérias) transmitidos pela cigarrinha - e a incidência dos enfezamentos. Com destaque para a correlação dos enfezamentos com a produtividade. “As avaliações locais, como é o caso da realizada na Estação Experimental da Copagril, dão um panorama melhor do comportamento dos materiais, porque o clima influencia, bem como a população de cigarrinha vai ter efeito diferente e dependerá do manejo da lavoura e a época de semeadura. Tudo associado vai dar resultados sobre os enfezamentos”, explica a pesquisadora, que complementa a importância de práticas de manejo adequadas, com especial a atenção a eliminação de milho “tiguera/guaxo”. “A recomendação é conhecer a reação do cultivar, diversificar híbridos com resistência genética, evitar semeadura tardia e eliminar o milho tiguera”, completa.

Premiados - Durante o evento online também foram conhecidos os melhores produtores da Copagril nas culturas da soja e milho na safra 2020/2021 que entregaram a produção na cooperativa.

Soja - Área acima de 10 alqueires:

1º lugar – Roseli e Henrique Pazdiora (São Roque/Marechal Cândido Rondon) - 180,0 sacas por alqueire;

2º lugar – Egon Griep (Marechal Cândido Rondon) - 178,10 sacas por alqueire;

3º lugar – Aron Knaul (Mercedes) - 171,7 sacas por alqueire;

Soja - Área até 10 alqueires:

1º lugar – Iago Henrique Copetti Herthal (Santa Helena) - 193,34 sacas por alqueire;

2º lugar – Romeu Leopoldo Krein (Porto Mendes/Marechal Cândido Rondon) - 179,36 sacas por alqueire;

3º lugar – Elton Hollmann (Marechal Cândido Rondon) - 174,8 sacas por alqueire

Milho - Mais de 01 alqueire:

1º lugar – Marcio Jose Rempel (São Roque/Marechal Cândido Rondon) - 375,2 sacas por alqueire;

2º lugar – Armando Suss (Iguiporã/Marechal Cândido Rondon) – 372 sacas por alqueire;

3º lugar – Wesley Dias Da Silva (Sub Sede/Santa Helena) – 367 sacas por alqueire

Disponível - A gravação do Seminário Soja e Milho Copagril 2021 está disponível online, no Facebook e Youtube da Copagril. Acesse:

- FACEBOOK: https://www.facebook.com/cooperativacopagril/videos/334622761512278

- YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=9T1xuwBtmqo

(Imprensa Copagril)

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COCAMAR: Tamarana ganha loja e melhorias estruturais

A unidade da Cocamar no município de Tamarana, norte do Paraná, onde a Cocamar passou a operar em 2010, vai ganhar uma moderna loja, adequada ao padrão arquitetônico das estruturas de atendimento da cooperativa. Com 383 metros quadrados de área, o imóvel está programado para ser entregue na manhã do dia 27 do próximo mês.

Comodidade - O gerente Fernando Stephano, que responde também pela unidade de Serrinha, comenta que o novo espaço vai proporcionar mais comodidade para o atendimento aos 275 cooperados, lembrando que há, também, 177 produtores cooperantes. Ali ficará a loja de insumos agropecuários e também a área administrativa. São 18 colaboradores, no total.

Tombador – Uma nova estrutura de secagem reforça o recebimento de grãos, que está sendo equipado com mais um tombador, desta vez para bitrem, enquanto a classificação será dotada de um calador automático, modernizando a operação.

Silos - Está previsto ainda, para 2022, a ampliação da capacidade de armazenagem de grãos, de 8 mil para 14 mil toneladas.

Recordes - No último ano, a unidade de Tamarana bateu recorde de recebimento de soja e milho. Depois de registrar 10,9 mil toneladas do cereal durante o inverno, foram 23,2 mil toneladas da oleaginosa no ciclo 2020/21. (Imprensa Cocamar)

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CASTROLANDA: No Dia do Imigrante, grandes histórias reforçam coragem e trabalho do pioneirismo holandês

Imagine deixar para trás tudo aquilo que você e sua família construíram ao longo de toda a vida e se aventurar em um novo país – do outro lado do oceano. A situação já é difícil e desafiadora por si só, mesmo vivendo em um mundo globalizado como o de hoje. Imagine, então, fazer tudo isso há 70 anos, em um período de comunicação escassa e pouquíssimas informações de fora do seu país de origem.

Coragem e força - Essa pequena suposição já mostra a coragem e a força de vontade dos imigrantes holandeses que deixaram a Europa no período pós-guerra para iniciar uma nova vida no Brasil. Especificamente na região dos Campos Gerais do Paraná, parte deles se instalaram em Castro, onde fundaram a colônia Castrolanda e iniciaram os trabalhos com a cooperativa de mesmo nome.

Pilares - A fé, a educação e o cooperativismo sempre foram os pilares de imigração holandesa, que carrega culturas e tradições até hoje. Nesta sexta-feira (25/06), é comemorado o Dia do Imigrante. A data foi instituída em 1957 pelo Decreto nº 30.128, da Assembleia Legislativa de São Paulo, e posteriormente foi repassada para uma comemoração em nível nacional. O objetivo é celebrar e ressaltar a força de vontade do imigrante em construir uma nova vida em solos brasileiros, além de destacar a importância da troca de culturas e realidades para a construção de uma identidade globalizada, sem que se percam as origens de cada povo.

Grandes histórias - Uma das histórias marcantes é a de Jan Petter, cooperado da Castrolanda que chegou ao Brasil com apenas 9 anos. “Me recordo razoavelmente bem da vinda: foram três semanas viajando de navio. Para nós, crianças, andar de navio naquele momento era uma das melhores coisas que poderíamos fazer naquela época”, conta.

Idioma - O pioneiro lembra ainda das dificuldades com o idioma e de uma boa coincidência na escola. “Eu não sabia falar nada em português, nem um pouco mesmo. Por muita sorte, as professoras da nossa escola sabiam holandês – e foi o que nos ajudou muito no aprendizado por aqui”, relembra.

Tarefas da escola - Roelof Rabbers, outro pioneiro holandês, conta que sofria com as tarefas de casa repassadas pela escola. “A minha mãe não sabia a língua, então ela tinha dificuldades de nos ajudar com as tarefas. E aí não tínhamos a quem perguntar. Eu particularmente acabei recebendo ajuda do meu irmão mais velho para aprender”, detalha.

Tradições - Mesmo com a vinda ao Brasil, uma série de tradições holandesas foram mantidas e trazidas até hoje. Uma delas é a visita à casa dos avós aos domingos para o café da manhã logo após a igreja, como explica o filho de Jan Petter – que leva o mesmo nome do pai. “A gente sempre ia visitar a minha Oma (avó) na casa dela. Depois do culto aos domingos, a família toda ia lá tomar café. Todo mundo ficava conversando e eu brincava com os primos lá fora, já que não podia fazer barulho lá dentro”, relembra.

Cooperativa - As tradições e culturas holandesas são os pilares para a consolidação da Castrolanda Cooperativa, conforme conta Jan Petter pai. “Só conseguimos implantar normas e regras – e segui-las com o apoio de todos – por conta das nossas tradições. Sempre foi muito discutido tudo o que queríamos antes de colocar em prática”. A cultura de ouvir a opinião de todos e discutir conjuntamente a tomada de decisões transformou, segundo ele, a Castrolanda no que é hoje.

Comemorações - Para celebrar o Dia do Imigrante, a Castrolanda Cooperativa Agroindustrial preparou um evento online repleto de momentos marcantes e emocionantes. A live, a partir das 19 horas desta sexta-feira (25/06), traz histórias pessoais dos imigrantes que se instalaram na região e que construíram e consolidaram a força do cooperativismo. A transmissão será feita pelas redes sociais da Castrolanda. (Imprensa Castrolanda)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Donativos são entregues para Santa Casa de Goioerê (PR)

sicredi vale 25 06 2021Com o objetivo de transformar iniciativas em mudanças na realidade de muitas pessoas, o Dia de Cooperar reúne cooperativas de todo o Brasil para fazerem a diferença de forma solidária. Entre as participantes está a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, que está realizando ações em toda a sua área de atuação. Em Goioerê (PR), os colaboradores da agência somaram mais de três toneladas de alimentos arrecadados, além de itens para higiene pessoal e limpeza, entregues à Santa Casa da cidade.

Doações - “Um dos nossos colaboradores estava internado na Santa Casa, quando soubemos que eles precisam de doações, especialmente neste período de pandemia. Por isso, resolvemos fazer a coleta dos produtos que eles mais necessitavam como ação do Dia C. Tivemos o apoio de três supermercados do município, que cederam o espaço para que fizemos a coleta durante dois fins de semana, seguindo todas as medidas de saúde e segurança necessárias. Além disso, duas rádios locais nos auxiliaram na divulgação para conscientizarmos ainda mais a população. O resultado foi fantástico e, com certeza, irá contribuir para o melhor atendimento de muitas pessoas da nossa cidade e região”, agradece o gerente da agência, Josué Rizzo.

Total arrecadado - No total, foram arrecadados: 1.737 quilos de açúcar, 462 litros de óleo, 441 litros de leite, 320 litros de água de coco, 233 caixas de chá mate, 79 quilos de arroz, 45 quilos de macarrão, 14 quilos de feijão, além de sal, café, farinha de trigo e de mandioca, fubá, pipoca, sucos, água mineral, vinagre, bolachas, extrato de tomate e erva mate. Entre os produtos de higiene e limpeza, estão água sanitária, lenços umedecidos, talco, detergente, copos descartáveis, guardanapo, sabão em pó, desinfetante, sabonete e fralda.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 32 anos de história, mais de 169 mil associados e 95 espaços de atendimento. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD (www.sicredi.com.br/coop/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de cinco milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados e no Distrito Federal, com mais de duas mil agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

SICREDI UNIÃO: Websérie abordará o cenário do agro 2021-2022

sicredi uniao 25 06 2021A websérie Prosa com o Produtor, realizada pela Sicredi União PR/SP, caminha para os últimos episódios. No quinto evento – de um total de seis – o tema a ser abordado será “Cenário do Agronegócio 2021-2022”. A transmissão, a partir do estúdio SRP Valley, de Londrina, acontece na terça-feira (29/06), a partir das 16 horas, pelo canal da cooperativa no YouTube (sicrediuniaopr-sp).

Quem fala - Para falar sobre o assunto, estarão reunidos Carlos Cogo, consultor pós-graduado em agronegócio; Celso Oliveira, agrometeorologia (Clima Tempo); e Valter Silva, diretor de operações da Sicredi União PR/SP. Haverá ainda comentários de Vitor Pasquini, gerente de Desenvolvimento Agro da cooperativa. A apresentação é do jornalista Sérgio Mendes.

Final - A websérie terá ainda mais um episódio, na terça da próxima semana, abordando agricultura familiar. (Imprensa Sicredi União PRSP)

 

AGRO: CMN eleva preços de referência para safra 2021/22

agro 25 06 2021A alta do custo de produção de diversos itens agrícolas, da pesca e da aquicultura fez o Conselho Monetário Nacional elevar os preços de referência para alguns produtos na safra 2021/22. Esses preços são usados para calcular os valores usados para financiar os estoques para produtores rurais e garantir preços mínimos para a agroindústria.

Maior reajuste - O maior reajuste ocorreu com o preço de referência da tilápia, que subiu 41%. Em nota, o Ministério da Economia informou que a alta do dólar impactou custos de ração e de combustível para a pesca, o que justificou a elevação.

Alta - Também subiram os preços de referência da maçã (+16%), da aveia (+12%) e do amendoim (+11%). Algumas frutas, no entanto, tiveram os preços mantidos, como mamão, morango e goiaba.

Cálculo - Os preços de referência são utilizados no cálculo dos valores do Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE), para o produtor rural, e para o Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP), para agroindústrias. Com base nos custos de produção, o CMN calcula qual deverá ser o preço mínimo para estocar os produtos ou garantir os preços mínimos sem causar prejuízos ao produtor.

Fundos constitucionais - O CMN também definiu as taxas das operações de crédito rural com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste para a safra 2021/22. Para os mutuários com receita bruta anual acima de R$ 90 milhões, que pagam os maiores juros, a taxa corresponderá a 7,27% ao ano para financiamentos de custeio, capital de giro e comercialização e 7,03% para investimentos (compra de equipamentos ou obras) no Fundo Constitucional do Centro-Oeste. Nos outros dois fundos, a taxa é um pouco menor.

Pequeno porte - Os agricultores de pequeno porte, com receita bruta anual de até R$ 16 milhões, beneficiados pelo Fundo Constitucional do Nordeste pagarão as menores taxas: 5,75% ao ano para operações de custeio, capital de giro e comercialização, e de 5,95% para investimentos. A maior parte desse público é composta por agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Bônus de adimplência - A pedido do Ministério do Desenvolvimento Regional, o CMN revisou o bônus de adimplência, desconto na taxa de juros concedido a quem paga em dia os financiamentos dos fundos constitucionais. Em vez do desconto de 15%, o bônus obedecerá a três níveis, de 5%, 10% e 15%. Esses descontos serão aplicados, respectivamente, aos mutuários de pequeno porte (com receita bruta anual de até R$ 16 milhões), de médio porte (entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões) e de grande porte (acima de R$ 90 milhões). (Agência Brasil)

FOTO: Arquivo AEN

 

PECUÁRIA: Produtor tem mais uma semana para atualização cadastral do rebanho

pecuaria 25 06 2021Faltam apenas sete dias para encerrar o prazo de atualização cadastral do rebanho paranaense. Diferentemente de 2020, quando houve duas etapas, neste ano o período único começou em 1.º de maio e termina em 30 de junho.

Números - Os últimos números divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) nesta quinta-feira (24/06) apontam que 63,5% das propriedades rurais tiveram seus rebanhos atualizados. Faltam, portanto, 36,5%. Confira AQUI a evolução diária dos números por núcleo regional e por município.

Percentuais - Jussara, Matinhos, Ourizona, Pontal do Paraná, São Carlos do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Manoel do Paraná e Tunas do Paraná atingiram 100%. Outros 28 municípios estão acima de 90% e 46 acima de 80%.

Piores - Os piores classificados são Porto Amazonas (30%), Campo Magro (25,8%), Quatro Barras (22,8%), Mandirituba (20,5%) e Colombo (13,9%), todos na região da Capital, além de Curitiba (28,7%).

GTA - A partir de 1º de julho, os produtores e criadores que não estiverem com o registro atualizado no sistema da Adapar terão negada a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), impossibilitando movimentação entre propriedades ou no transporte para abate. Além disso, o proprietário poderá ser multado em dez Unidade Padrão Fiscal (UPF). O valor da multa é de R$ 1.135,40 por propriedade.

Busca - A atualização é fundamental para auxiliar a vigilância sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi concedida em 27 de maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), depois de mais de 50 anos de esforço conjunto de entidades públicas e privadas e da cooperação de produtores.

Dever - “Atualizar o cadastro é um dever para sustentar o reconhecimento internacional da boa sanidade do nosso rebanho”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo ele, o objetivo primeiro não é aplicar multa, mas o Estado tem a obrigação de buscar quem não comprovou. “Quem não fizer o cadastro está expondo a um risco desnecessário o seu vizinho e a economia do Paraná, que é líder na produção de proteínas animais”, disse.

Dados internos- A Adapar tem todas as propriedades rurais georreferenciadas no Estado, mas precisa dos dados internos de produção com vistas a tornar mais ágil e eficaz uma ação de controle no raio em torno, caso ocorra um eventual foco de aftosa, o que é possível, visto se tratar de um vírus. “Precisamos dessa informação para planejar todas as ações”, acentuou o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Caminhos - A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda).

On-line ou presencial - Os produtores podem fazer de forma direta por meio do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho ou em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento de seu município (prefeituras). Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial, o telefone para contato é (41) 3200-5007. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

GRÃOS: Safra 2020/21 deve chegar a 38 milhões de toneladas no Paraná

graos 25 06 2021Relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que o Paraná deve produzir 38 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/21, em uma área de 10,4 milhões de hectares. Esse volume de produção representa 8% menos do que o produzido na safra 2019/2020, em uma área 3% maior.

Estiagem - Os números divulgados nesta quinta-feira (24/06) mostram os efeitos da longa estiagem no Paraná, com perdas significativas na segunda safra de feijão e na produção de milho safrinha, fundamental para abastecer o mercado de proteínas animais e para o cumprimento dos contratos internacionais. “A redução, no caso do feijão, se deve ao frio, às geadas, e principalmente à falta de chuva quando o grão mais precisava para o seu desenvolvimento”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra.

Perdas - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explica que as perdas na cultura do milho não ocorreram somente no Paraná, mas também em estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. “O Brasil, infelizmente, teve uma perda significativa da produção de milho safrinha, quase comprometendo o abastecimento e exigindo das indústrias mais dinheiro para bancar o custo, mas especialmente viabilizando até a importação de milho para o suprimento interno”, diz.

Reajuste positivo - Por outro lado, destaca-se o reajuste positivo da área de trigo no Paraná. “Se o clima favorecer, o plantio pode ser um pouco maior do que se imaginava. Isso pode garantir, junto com o Rio Grande do Sul, onde a área também cresce, um suprimento interno um pouco maior, cooperando assim para a redução das importações”, diz o secretário.

Feijão segunda safra - Estima-se, neste momento, a produção de 270,6 mil toneladas de feijão no Paraná, uma quebra de 46% com relação à estimativa inicial, que era de 501 mil toneladas. As maiores concentrações de perdas em volume estão nos núcleos regionais de Pato Branco, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Guarapuava, Laranjeiras do Sul e Cascavel. “As perdas são resultado da redução ou ausência das chuvas em praticamente todo o ciclo vegetativo. As baixas temperaturas durante o mês de maio também influenciaram nesse cenário”, diz o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador.

Colheita - Nesta semana, a colheita atingiu 97% da área, estimada em 254,3 mil hectares. O restante deverá ser concluído nos próximos dias. Cerca de 57% das lavouras estão em condições consideradas ruins, 25% em condições médias e 18% em boas condições. De acordo com o Deral, os preços seguem em queda nos últimos dias. Na semana passada, os produtores receberam, em média, R$ 253,44 pela saca de 60 kg de feijão cores e R$ 241 pela saca de 60 kg de feijão preto, uma redução de, respectivamente, 1% e 2,5% na comparação com os valores da semana anterior. “Mesmo assim, os preços ainda são considerados satisfatórios para os produtores”, afirmaa Salvador. Cerca de 82% da safra está comercializada.

Milho segunda safra - Estima-se a produção de 9,8 milhões de toneladas nesta safra, 19% a menos do que o Estado colheu no ciclo 2019/2020. Houve quebra de aproximadamente 4,9 milhões de toneladas em relação à produção inicial esperada. A perda percentual é de 33%.

Oeste - Cerca de 1,8 milhão de toneladas dessa quebra, 37% da perda total do Estado, corresponde à região Oeste, principal produtora. “Na região Norte, segunda maior área do Estado, como as lavouras se desenvolveram um pouco mais tarde, talvez haja possibilidade de recuperação”, explica o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio. Segundo ele, a partir do próximo mês esses números devem ser mais exatos.

Chuvas - As chuvas registradas em junho contribuíram para uma redução da perda no campo e estabilização das condições gerais de lavoura. Dos 2,52 milhões de hectares plantados, 26% têm boas condições, enquanto 41% apresentam situação mediana e 33% condições ruins. Com relação à área, a expectativa aponta para 2,5 milhões de hectares, 10% a mais que na safra passada.

Preço - O preço recebido pelo produtor paranaense pela saca de 60 kg na semana passada foi de R$ 79,94, valor quase 13% menor quando comparado ao fechamento de maio, em parte devido à valorização do real frente ao dólar. Já no mercado internacional, os valores ficaram estáveis.

Trigo - O trigo tem 92% da área plantada, índice considerado alto quando se avalia a média histórica da cultura; e 95% das lavouras estão em boas condições. Estima-se a produção de 3,9 milhões de toneladas, um aumento de 21% sobre a safra 2019/2020, se as condições climáticas colaborarem. A área teve uma revisão positiva comparativamente ao relatório anterior, e está estimada em 1,18 milhão de hectares, um aumento de 4% sobre a safra 2019/2020.

Sem complicações - O plantio do trigo segue sem complicações neste período e deve se encerrar em julho, segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho. “Há chuvas chegando em volume suficiente para uma boa germinação e em intervalos que permitem a entrada dos tratores a campo para a semeadura. As geadas registradas até o momento são irrelevantes, pois a cultura encontra-se ainda nas fases vegetativas, muito tolerantes ao frio”, avalia.​ Na última semana, os produtores receberam, em média, R$ 74,00 pela saca de 60 kg, valor que cobre os custos de produção.

Soja primeira safra - A revisão feita pelos técnicos do Deral mostra um volume de produção de soja 5% inferior ao do ano passado e 4% inferior à estimativa inicial, de 20,7 milhões de toneladas, situação decorrente da seca e do atraso no plantio. Devem ser colhidas 19,79 milhões de toneladas em uma área de 5,6 milhões de hectares. Essa área é 2% superior à da safra 2019/2020. Influenciada por fatores climáticos, que afetaram as lavouras em praticamente todas as regiões, a produtividade média estadual atingiu 3.539 kg/ha, 7% inferior à obtida no ano passado.

Valor - Na semana passada, os produtores receberam, em média, R$ 147,24 pela saca de 60 kg de soja. Em 2020, a mesma quantidade foi comercializada por aproximadamente R$ 92,00. Segundo o Deral, registou-se um leve atraso na comercialização do grão. No mesmo período do ano passado, cerca de 87% da safra estava negociada, enquanto atualmente esse índice é de 76%.

Soja segunda safra - Devem ser produzidas 85,8 mil toneladas na segunda safra de soja, que é reduzida e destinada principalmente à produção de sementes. O volume é 4% menor que o do ciclo 2019/2020, e a área, estimada em 38,8 mil hectares, é 2% menor.

Cevada - No Estado como um todo, o plantio da cevada atingiu 78% da área nesta semana. Mais especificamente no núcleo regional de Guarapuava, que possui 41,2 hectares destinados a essa cultura, 75% da área está plantada. “Nas próximas duas semanas deve se encerrar o plantio naquela região”, diz o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira.

Área total - Para a safra 2020/2021, as estimativas do Deral indicam uma área total de 71,5 mil hectares, crescimento de 12% comparativamente ao ciclo anterior, e produção de 327,2 mil toneladas, 20% maior. O índice de comercialização está em 30%.

Ponta Grossa - O núcleo regional de Ponta Grossa, responsável por 20 mil hectares do total do Estado, tem 95% da área plantada, e as condições das lavouras estão excelentes. Nessa região, segundo os técnicos do Deral, estima-se um crescimento expressivo da área nos próximos cinco anos, podendo chegar a 60 mil hectares, impulsionado pela instalação de uma nova maltaria em Ponta Grossa. O mesmo vale para o núcleo regional de Irati, que hoje destina 3,5 mil hectares à produção do cereal e tem potencial para chegar, nos próximos cinco anos, a uma área entre 10 e 15 mil hectares.

Café - Nesta safra, devem ser produzidas 52,6 mil toneladas de café no Paraná, volume 10% inferior ao da safra passada, em uma área de 33,3 mil hectares, 4% menor. Neste período, 13% da área está colhida, o que indica um atraso com relação a anos anteriores. “Na mesma época do ano passado, o Paraná havia colhido 51%. A queda se deve ao atraso nas floradas. Em 2020, a seca impediu o desenvolvimento mais regular das lavouras”, diz o economista do Deral, Paulo Franzini. Segundo ele, o núcleo regional com maior índice de colheita é o de Cornélio Procópio.  

Rentabilidade positiva - Atualmente, os produtores paranaenses de café têm uma rentabilidade positiva, com preços que cobrem os custos de produção, cenário bem diferente do vivenciado em anos anteriores. Na média do mês de maio, por exemplo, a saca de 60 kg foi comercializada por R$ 719,00, enquanto os custos estavam próximos de R$ 565,00. Na semana passada, os preços praticados foram, em média, de R$ 773, 21. “Mas a maior parte da comercialização do café se dá no segundo semestre, então o produtor ainda não se beneficiou desse aumento”, explica o economista.

Mandioca - Devem ser produzidas 3,35 milhões de toneladas de mandioca, 4% a menos do que na safra passada, em uma área de 142,6 mil hectares, também 4% menor. “Essa queda pode ser explicada principalmente pela concorrência com grãos como a soja e o milho”, explica o economista Methodio Groxko. Se, em abril e maio, a seca prejudicou a colheita da mandioca e elevou os custos de produção, a volta das chuvas em junho permitiu a normalização da atividade e, consequentemente, fez crescer a oferta de matéria-prima às indústrias de fécula e de farinha.

Tendência - Os produtores receberam, na semana passada, R$ 470,00 pela tonelada do produto, em média. "Enquanto os preços cobrirem os custos de produção, a cultura ainda é um bom negócio. A tendência é de que eles se mantenham estáveis nos próximos meses”, acrescenta Groxko.

Boletim Agropecuário - O Deral também divulgou, nesta data, o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. Além de analisar o desenvolvimento das principais culturas do Estado, o documento traz informações sobre o mercado de flores, as lavouras de batata - que estão 81% em boas condições - a situação da importação e da exportação de leite, a produção de mel e de cogumelos. Sobre essa cultura, o boletim destaca que, no Paraná, o cultivo de cogumelos comestíveis concentra-se em municípios das regiões de Curitiba, Guarapuava, Irati, Ponta Grossa, Londrina e União da Vitória. No território paranaense também se cultiva o Agaricus blazei, mundialmente apreciado devido à qualidade gastronômica e às propriedades medicinais. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jaelson Lucas / AEN

 

GESTÃO DE RISCOS: Governo divulga as regras do Programa de Seguro Rural para os próximos três anos

gestao risco 25 06 2021O Plano Trienal do Seguro Rural (PTSR), para o período de 2022 a 2024, foi aprovado pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR). Os detalhes constam da Resolução nº 83, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (23/06).

Atualizações - No documento, constam atualizações de percentuais de subvenção ao prêmio do seguro rural, dos limites financeiros anuais por beneficiário e as diretrizes técnicas gerais de execução do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o próximo triênio. "O ajuste nas regras vai contribuir para facilitar o entendimento do PSR por parte dos produtores e demais agentes que operacionalizam o seguro", destaca o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), César Halum.

Plano Safra 2020-21 - As principais mudanças e novidades para o seguro rural, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático e o Plano Trienal do Seguro Rural podem ser acessadas aqui.

Novas regras- O percentual de subvenção ao prêmio, que na regra atual pode ser de 20%, 25%, 30%, 35% ou 40%, a depender da modalidade, da cultura e do tipo de cobertura contratada, passará a ser de 20% ou 40%. De acordo com as novas regras, todas as modalidades e culturas terão o percentual fixo de 40%, exceto a cultura da soja e o seguro paramétrico, que manterão o percentual fixo de 20%, como já acorre na regra atual.

Demandas - “Analisamos diversas demandas enviadas pelas entidades que representam os produtores rurais e consideramos que esse modelo simplificado atende aos anseios do setor produtivo. Na prática elevamos para 40% o percentual de subvenção de diversas culturas, como por exemplo o milho verão”, ressalta o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

Limite - Em relação ao limite financeiro anual por beneficiário, a partir do próximo ano o parâmetro será por grupo de atividades e não mais por modalidade, com isso será possível ampliar as possibilidades de contratação no PSR. “Um produtor que contrata um seguro para uma lavoura de grãos terá um limite e caso queira contratar o seguro para uma lavoura de cana-de-açúcar, por exemplo, terá outro limite a ser observado. Isso permitirá que as contratações não fiquem concentradas em poucas culturas como acontece atualmente, contribuindo assim para o desenvolvimento do seguro em diversos setores agrícolas”, explicou Loyola.

Por grupo - Outra novidade foi o aumento do valor do limite por grupo, que passou de R$ 48 mil para R$ 60 mil, incluindo florestas, pecuária e aquícola, cujo limite passou de R$ 24 mil para R$ 60 mil. O limite anual total não foi alterado, permanecendo o valor de R$ 120 mil por beneficiário. “Com esse aumento do limite, também estamos atendendo uma solicitação do setor produtivo, tendo em vista que os preços dos principais produtos, como a soja e o milho, tiveram aumentos expressivos nos últimos meses, o que refletiu no preço final do seguro (prêmio) e consequentemente no valor médio subvencionado pelo Governo”, complementou Loyola.

Contratação - O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 15 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa.

Mais informações - Para mais informações sobre o PSR, faça o download do aplicativo. Basta acessar para Android e para IOS. (Mapa)

 

gestao tabela 25 06 2021

 

ECONOMIA I: Conselho Monetário Nacional fixa em 3% a meta de inflação para 2024

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2024 em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (24/06).

Próximos anos - As metas de inflação para 2022 e 2023 foram mantidas, respectivamente, em 3,5% e 3,25%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Esse é o valor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá alcançar nos próximos anos. Em 2021, a meta para a inflação também permanece em 3,75%, com o mesmo intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Incertezas - Em nota, o Ministério da Economia destacou que o anúncio reduz incertezas e aumenta a capacidade de planejamento dos agentes econômicos (famílias, empresas e setor financeiro). Segundo a pasta, a busca pelo equilíbrio nas contas públicas cria um ambiente favorável para a redução estrutural da inflação e dos juros.

Reforma - De acordo com a pasta, a reforma da Previdência e a fixação do teto de gastos produziram expectativas de queda nos gastos no médio prazo. O texto também citou a Emenda Constitucional Emergencial, que estabeleceu gatilhos de ajustes de despesas para União, estados e municípios, caso as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos ultrapasse determinado nível.

Choques - Mesmo diante de choques adversos, como a pandemia e a alta das commodities (bens agrícolas com cotação internacional), que elevaram a inflação em 2021, o governo afirma que a manutenção do teto de gastos e o compromisso com o equilíbrio fiscal no médio e no longo prazo mantêm o ambiente favorável à estabilidade macroeconômica.

Histórico - Até 2016, a meta de inflação era fixada com dois anos de antecedência, mas um decreto publicado no Diário Oficial da União em junho de 2017 determinou que a definição passasse a ser feita três anos antes. De acordo com o Banco Central (BC), a mudança teve como objetivo reduzir as incertezas e melhorar a capacidade de planejamento das famílias, das empresas e do governo.

Centro da meta - Desde 2005, o centro da meta de inflação estava em 4,5%, com 2,5 pontos de margem de tolerância. Em 2006, esse intervalo caiu para 2 pontos e permaneceu assim nos anos seguintes até ser reduzido para 1,5 ponto para 2017 e 2018, banda que será mantida agora até 2024.

Selic - A meta de inflação deve ser perseguida pelo BC ao definir a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, pretende conter a demanda aquecida e segurar os preços ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Ao diminuir os juros básicos, o Copom barateia o crédito, incentivando a produção e o consumo. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: BC adia para setembro de 2022 funcionamento completo do open banking

economia II 25 06 2021Sistema de compartilhamento de dados que aumentará a concorrência entre as instituições financeiras, o open banking teve o cronograma adiado mais uma vez pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central (BC). Inicialmente prevista para estar concluída em 30 de agosto deste ano, a integração de todos os meios de pagamento ao open banking será feita de forma escalonada até 30 de setembro de 2022.

Testagem - Segundo o chefe de Subunidade do Departamento de Regulação do BC, Diogo Silva, a necessidade de testagem do sistema de compartilhamento de dados justificou o adiamento. “Temos várias entregas [de etapas do open banking] simultâneas e as instituições precisam testar as implementações e buscar certificações. Elas querem conferir antes de estar disponível para os consumidores”, explicou.

Primeira fase - Atualmente, apenas a primeira fase do open banking está em vigor. Desde 1º de fevereiro, os bancos podem compartilhar informações sobre produtos, serviços, canais de atendimento e localização de agências. Com base nos dados, os bancos podem fazer comparações por meio de sistemas de interface de programação de aplicações (API na sigla em inglês).

Segunda etapa - Prevista para entrar em vigor em 15 de julho, a segunda etapa, que envolve a troca de informações cadastrais e de transações financeiras, não sofreu alterações. Nessa fase, os clientes poderão autorizar o compartilhamento e fazer a portabilidade de seus dados com outros bancos e fintechs, caso queira.

Pix - O cronograma do open banking foi adiado da terceira etapa em diante. A partir de 30 de agosto, apenas os serviços de transferências via Pix (sistema de pagamentos instantâneos entre bancos que funciona 24 horas por dia) serão incluídos no open banking.

Todos os meios - Originalmente, estava previsto que todos os meios de pagamento – débito em conta, pagamento com boletos e transferências TED e DOC – fossem compartilhados, com o cliente tendo acesso a serviços de pagamento fora do ambiente do banco, não apenas nos canais (agência, caixa eletrônico, site ou aplicativo) das instituições financeiras. No entanto, apenas o Pix será compartilhado.

Decisão - De acordo com o técnico do BC, o órgão decidiu iniciar a adesão ao open banking por meio do Pix porque esse sistema foi desenvolvido pela autoridade monetária e está mais padronizado que os serviços desenvolvidos individualmente pelos bancos. “Há grande aceitação do Pix por parte da população e, no futuro, parece natural que ele substitua a TED, por exemplo”, disse.

Demais etapas - Pelo novo cronograma, em 15 de fevereiro do próximo ano, as transferências para contas do mesmo banco e a Transferência Eletrônica Disponível (TED) integrarão o open banking. Em 30 de junho de 2022, será a vez dos boletos bancários. Em 30 de setembro do ano que vem, o serviço de débito em conta passará a ser compartilhado entre as instituições.

Propostas aos clientes - Também prevista para iniciar em agosto, o encaminhamento de propostas aos clientes foi adiado para 30 de março do ano que vem. Com base nas informações que o consumidor autorizar serem compartilhadas, as instituições poderão enviar propostas de crédito.

Quarta fase - A quarta fase, que integra outros produtos financeiros, como operações de câmbio, de seguro, de investimentos e de previdência privada, foi mantida para 15 de dezembro, mas também será escalonada em etapas. Na data original, haverá apenas a troca de informações entre instituições financeiras, como lista de preços, de produtos e de taxas, sem envolver os dados dos clientes.

Ampliação - Nessa fase, o open banking será ampliado e passará a ser chamado de open finance (finanças abertas). O compartilhamento de dados de produtos financeiros dos clientes passou para 31 de maio de 2022.

Cronograma - Confira o novo cronograma de implementação do open banking

15 de julho de 2021

Início da fase 2, com a troca de dados de cadastros e de transações entre as instituições, como produtos e serviços associados às contas dos clientes

30 de agosto de 2021

Início da fase 3, com o compartilhamento de serviços de transferências pelo Pix

15 de dezembro de 2021

Início da fase 4, com a troca de informações entre as instituições sobre os demais produtos financeiros, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

15 de fevereiro de 2022

Compartilhamento de serviços de transferências entre contas do mesmo banco e TED

30 de março de 2022

Compartilhamento do envio de propostas de operações de crédito a clientes que aderirem ao open banking

31 de maio de 2022

Compartilhamento de dados de clientes sobre demais operações financeiras, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

30 de junho de 2022

Compartilhamento de serviços de pagamento por boleto

30 de setembro de 2022

Compartilhamento de serviços de débito em conta

(Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

CÂMBIO: Dólar cai para R$ 4,90 e fecha no menor valor em mais de um ano

cambio 25 06 2021Em um dia de alívio global, o dólar operou em queda contínua e fechou no menor nível em mais de um ano. A bolsa de valores (B3) recuperou-se parcialmente de perdas recentes e voltou a encostar nos 130 mil pontos.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24/06) vendido a R$ 4,905, com recuo de R$ 0,058 (1,17%). Durante toda a sessão, a moeda operou em baixa, fechando próxima da mínima do dia. Foi o quarto dia consecutivo de queda da divisa.

Menor nível - A cotação está no menor nível desde 9 de junho do ano passado, quando fechou em R$ 4,89. A divisa acumula queda de 6,12% neste mês. No ano, o recuo está em 5,47%.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após dois dias de queda, o índice Ibovespa da B3 fechou a quinta-feira aos 129.514 pontos, com alta de 0,85%. O indicador acumula alta de 2,61% em junho e de 8,82% em 2021.

EUA - A divulgação de dados que mostram que a recuperação do emprego e do consumo nos Estados Unidos está mais lenta do que o esperado animou os mercados. Os pedidos de auxílio-desemprego na terceira semana de junho vieram mais altos que o esperado, e as compras de bens de capital (máquinas e equipamentos) e de bens duráveis também vieram abaixo da estimativa dos investidores.

Juros - Um atraso na recuperação econômica dos Estados Unidos aumenta as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros somente no fim de 2022. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a aplicação de recursos em países emergentes, como o Brasil.

Percentuais - Desde os primeiros meses da pandemia da covid-19, os juros básicos norte-americanos estão entre 0% e 0,25% ao ano, no menor nível da história. Paralelamente às taxas baixas nos Estados Unidos, os investidores estão reagindo à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro.

Elevação - Divulgado na quarta-feira (23/06), o documento revela que a autoridade monetária brasileira pode acelerar o ritmo de elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) caso a inflação permaneça alta nos próximos meses. Juros mais altos no Brasil também atraem capitais estrangeiros, pressionando para baixo a cotação do dólar. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil tem 18,2 milhões de casos acumulados de Covid-19

Desde o início da pandemia, 18.243.483 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus (covid-19). Nas últimas 24 horas, foram registrados 73.602 novos casos. Na quarta-feira (23/06), o painel de dados da pandemia marcava 18.169.881 casos acumulados. O país tem ainda 1.222.641 casos ativos, em acompanhamento.

Mortes - Já a soma de vidas perdidas para a pandemia alcançou 509.141. Entre quarta e quinta-feira (23 e 24/06), foram registradas 2.032 novas mortes por covid-19. Na quarta, o número de pessoas que perderam a vida em função de complicações vinculadas à doença estava em 507.109.

Investigação - Ainda há 3.611 óbitos em investigação. O termo é empregado pelas autoridades de saúde para designar casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

Atualização - Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta quinta-feira (24/06). O balanço é produzido a partir das informações sobre casos e mortes recolhidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Recuperados - A soma de pessoas que contraíram a covid-19 mas se recuperaram desde o início da pandemia subiu para 16.511.701. Isso corresponde a 90,5% do total dos infectados pelo vírus.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (124.606). Em seguida vêm Rio de Janeiro (54.848), Minas Gerais (45.245), Rio Grande do Sul (30.873) e Paraná (30.338). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.723), Acre (1.735), Amapá (1.817), Tocantins (3.148) e Alagoas (5.218).

Vacinação - Até esta quinta, foram enviadas a estados e municípios 129,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Já foram aplicadas 92.9 milhões de doses, sendo 68.1 milhões da primeira dose e 24,7 milhões da segunda dose. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 25 06 2021

SAÚDE II: Paraná divulga 9.999 novos casos e 71 óbitos pela Covid-19

saude II 25 06 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (24/06) mais 9.999 casos confirmados e 71 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.243.845 casos confirmados e 30.169 óbitos.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (37), fevereiro (143), março (77), abril (100), maio (4.116) e junho (5.482) de 2021, e dos seguintes meses de 2020: junho (1), julho (3), agosto (1), setembro (2), outubro (11), novembro (14) e dezembro (12).

Internados - O informe relata que 2.386 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 1.884 pacientes em leitos SUS (962 em UTIs e 922 em enfermarias) e 502 em leitos da rede particular (260 em UTIs e 242 em enfermarias).

Exames - Há outros 2.672 pacientes internados, 1.099 em leitos de UTI e 1.573 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Mortes - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 71 pacientes. São 33 mulheres e 38 homens, com idades que variam de 24 a 93 anos. Os óbitos ocorreram de 30 de março a 23 de junho de 2021.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (26), Maringá (6), Londrina (5), Campo Largo (3), Ubiratã (3), Cambé (2) e São José dos Pinhais (2).

Um óbito - A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Alvorada do Sul, Apucarana, Araucária, Cruzeiro do Oeste, Diamante D'Oeste, Goioerê, Ibiporã, Janiópolis, Joaquim Távora, Laranjeiras do Sul, Mandaguari, Mandirituba, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Moreira Sales, Novo Itacolomi, Ourizona, Pinhais, Ponta Grossa, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, Sarandi, Telêmaco Borba e Toledo.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 6.553 casos e 169 óbitos de residentes de fora do Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

 

SAÚDE III: Quatro milhões de paranaenses já receberam a primeira dose contra a Covid-19

saude III 25 06 2021Mais de 4 milhões de paranaenses já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Foram 4.007.506 aplicadas até esta quinta-feira (24/06), o que significa que 38,36% da população do Estado já iniciou sua imunização.

Percentual - O montante representa 75,48% das doses administradas no Paraná até então. No total, as 399 prefeituras aplicaram 5.308.694 doses, sendo as 1.301.188 D2 (24,52%), que garantem a eficácia completa na imunização. Com esse número o Estado alcançou 12,45% dos paranaenses totalmente imunizados.

Marco - “Comemoramos mais um importante marco na vacinação do Paraná. Contamos com a agilidade dos municípios para fazer com que a vacinação aconteça cada vez mais rapidamente, de acordo com a quantidade de doses que são encaminhadas pelo Ministério da Saúde. Reforço que vacina boa é aquela que vai para o braço da população”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Primeiras - Entre as primeiras doses aplicadas, a maior parte (60%) foram fabricadas pela Fundação Oswaldo Cruz, na parceria com AstraZeneca e Universidade de Oxford. A Coronavac, do Instituto Butantan/Sinovac, representa 30,3% do total, e a Cominarty, da Pfizer/BioNTech, equivale a 9,6%.

Vacinômetro - Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido com dados contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e atualizados em tempo real pelos municípios.

Municípios - Curitiba lidera os municípios paranaenses que mais aplicaram a D1 em números absolutos. A Capital administrou 708.073 primeiras doses, e é seguida por Maringá (223.592), Londrina (192.736), Cascavel (121.426) e São José dos Pinhais (110.026).

Números absolutos - Também em números absolutos, o grupo prioritário que mais recebeu a D1 foram as pessoas de 60 a 64 anos, com 1.333.466 doses aplicadas. Elas são seguidas pelo grupo das comorbidades (508.827), pessoas de 65 a 69 anos (424.025) e trabalhadores da saúde (420.672).

Média - No Paraná, a média da velocidade de aplicação de vacinas na população está acima da brasileira tanto na primeira como na segunda dose.

Levantamento - Segundo levantamento realizado pelo consórcio de veículos de imprensa, até a noite desta quarta-feira (23/06) o País havia vacinado 31,74% dos brasileiros, cerca de sete pontos percentuais abaixo da média paranaense (38,36%).

D2 - Com relação à D2, a média também é superior. No Brasil, 11,64% da população já receberam ambas as doses. O Paraná supera essa média em cerca de um ponto percentual (12,45%).

Junho - Em junho, o Paraná apresentou, até o dia 23, a melhor média diária de aplicação de doses desde o início da vacinação: foram 61.530 doses administradas por dia. A média de junho é 25,6% maior que a de abril, que até então havia sido o mês com mais doses aplicadas por dia, com 48.966 vacinas.

Aplicação - A média de aplicação entre 17 e 23 de junho foi a terceira maior dos últimos dois meses. A semana teve 373.989 doses aplicadas, uma média de 53.427 doses por dia. Ela está abaixo da semana entre 10 e 16 de junho, que aplicou 75.351 doses por dia; e da semana de 22 a 28 de abril, líder do período com 84.676 doses diárias.

Janssen - Nesta quinta, o Paraná recebeu um novo lote de 439.340 vacinas contra Covid-19. Ele é composto por 91.250 doses da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, 136.890 da Pfizer/BioNtech e 211.200 da parceria Instituto Butantan/Sinovac.

Diferencial - O diferencial da Janssen é que sua administração é feita em dose única. De acordo com o Ministério da Saúde, este primeiro lote pode ser usado até agosto. A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses, em temperaturas de 2°C a 8°C, equivalente a geladeiras normais. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Rodrigo Félix Leal / AEN

 

SAÚDE IV: Governo muda estratégia de distribuição e pretende vacinar 80% da população até agosto

saude IV 25 06 2021O Paraná prevê vacinar 80% da população em geral acima de 18 anos com a primeira dose contra a Covid-19 até o dia 31 de agosto. O cronograma foi estabelecido a partir da necessidade de acelerar a imunização simultânea dos municípios, garantindo que possíveis diferenças nas faixas etárias em razão da cobertura dos grupos prioritários sejam equalizadas.

Nova estratégia - A nova estratégia estabelecida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na distribuição das doses vai superar essa diferença com relação aos grupos prioritários já nos próximos envios, que incluem as 439,3 mil vacinas recebidas nesta quinta-feira (24/06).

Previsões - Trata-se de "desequilibrar a distribuição" para reequilibrar a imunização nas faixas etárias, o que será feito pelas equipes técnicas da pasta, levando em consideração as previsões de novas doses e o que já foi aplicado. Dessa maneira, cidades que ainda não conseguiram baixar a faixa etária o farão de maneira mais célere, alcançando aquelas que já conseguiram vencer as previsões do calendário de imunização.

Decisão - A decisão foi pactuada na 3ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) na quarta-feira (23/06), com a participação do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Momento histórico - “É um momento histórico, porque após o término dos grupos prioritários, colocaremos de forma proporcional e isonômica, a distribuição das vacinas para a população de 18 a 59 anos, fazendo com que a população em geral possa receber ao menos a primeira dose de forma mais rápida e efetiva”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Estimativas - Considerando a estimativa de doses, com base na média de envio do Ministério da Saúde de ao menos um lote por semana ao Paraná, o Estado pretende igualar a vacinação em todos os 399 municípios até o final de agosto, atingindo pelo menos 80% da população adulta.

Setembro - A estratégia prevê, dessa maneira, que apenas 20% da população geral acima de 18 anos precise ser vacinada em setembro, o que pode possibilitar inclusive um adiantamento do calendário do Governo do Estado, previsto para o final daquele mês.

Equidade - “Pretendemos com essa nova estratégia promover equidade e também igualar a cobertura vacinal na população geral em todos os municípios. Essa é uma ação que já esperávamos dentro do Plano de Vacinação do Paraná com o único objetivo de avançar na vacinação e imunizar o maior número de paranaenses no menor tempo”, afirmou o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Nestor Werner Junior.

Exemplos - Um exemplo desta diversidade do perfil demográfico é na população portuária. O Plano Estadual de Vacinação estima que 9.627 pessoas estivessem elencadas neste grupo, e, embora a estimativa deste público esteja sendo revista, o número não deve passar de 13 mil profissionais. Segundo o Vacinômetro, 11.733 doses já foram aplicadas em portuários no Paraná. Destas, mais de 92,2%, 10.819 doses, foram registradas somente em Paranaguá, no Litoral do Estado, onde fica localizado um dos terminais da empresa pública Portos do Paraná, o que ajudou o município a atingir faixas etárias mais jovens mais rapidamente.

Indígenas - Ainda segundo o Plano, a estimava de indígenas no Estado era de 10.617 pessoas. Os dados mostram que 18.378 doses foram aplicadas neste público e 14,8% dos registros são do município de Nova Laranjeiras, na região Centro-Sul do Paraná, com 2.729 doses, o que também ajudou a prefeitura daquela cidade a ampliar a vacinação para mais faixas etárias.

Equilíbrio - O presidente do Cosems e secretário municipal de saúde de Mangueirinha, Ivo Leonarchik, destacou que a estratégia trará equilíbrio. “Quando começamos com a vacinação dos indígenas em Mangueirinha conseguimos uma arrancada espetacular nos números, porque temos aproximadamente 2 mil indígenas entre 17 mil habitantes, e agora a tendência é de diminuir na faixa etária, estamos em 52 anos”, disse.

Aprovação - O presidente também indicou a aprovação da entidade sobre a decisão da pasta. “Não tenho dúvidas que teremos muito êxito nesse encaminhamento (da nova metodologia), levando as doses na mesma proporção a todos os municípios do Paraná, por parte do Cosems acolhemos a decisão diante de uma avaliação técnica já realizada, somos totalmente favoráveis. Vamos ter a mesma empatia da Capital até o menor município do Estado”, afirmou.

Calendário - O calendário de vacinação anunciado na semana passada pelo Governo do Estado para a aplicação da D1 na população acima de 18 anos até o dia 30 de setembro está mantido. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Américo Antonio / Sesa

 

SAÚDE V: Uso do plano de saúde ainda é menor que no pré-pandemia

saude V 25 06 2021Está disponível no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a nova edição do Boletim Covid-19 com dados sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no setor de saúde suplementar. O informativo reúne indicadores assistenciais e econômico-financeiros coletados até maio de 2021 junto a uma amostra significativa de operadoras, e contempla ainda: a prévia da evolução do número de beneficiários em planos de assistência médica relativa a maio, o número de exames relacionados à Covid-19 realizados pelos usuários de planos de saúde e demandas dos consumidores recepcionadas pela ANS através de seus canais de atendimento.    

Clique aqui para acessar a publicação.  

Novo aumento - Nesta edição, o boletim revela novo aumento do número de beneficiários de planos de assistência médica, de acordo com dados preliminares relativos ao mês de maio e mostra que a utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários cresce lentamente, permanecendo abaixo do observado antes da Covid-19. A relação entre receita e despesa das operadoras (sinistralidade) manteve-se em patamar similar ao período pré-pandemia e houve queda de queixas relativas à Covid-19 nos canais de atendimento da ANS.  

Evolução de beneficiários - O número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica no mês de maio segue a tendência de crescimento, atingindo 48.137.766 usuários, um aumento de 0,32% em relação a abril.

Modalidades - Em um ano - de maio de 2020 a maio de 2021 -, o crescimento ocorreu em todas as modalidades de contratação do plano, com destaque para os planos coletivos empresariais, com variação positiva de 4,04% no mês. Considerando o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observa-se que a variação se mantém positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação no período de um ano.

Informações assistenciais - Em maio, a taxa mensal geral de ocupação de leitos – que engloba leitos comuns e UTI - sofreu leve aumento em relação a abril, passando de 72% para 74%, mas ficou abaixo dos 76% observados em maio de 2019 (período pré-pandemia). Já a taxa de ocupação de leitos para Covid-19 manteve-se estável em comparação a abril (passando de 72% para 73%), assim como a taxa de leitos para outros procedimentos, que variou de 73% para 74%.  

Pronto-socorro - A quantidade de consultas em pronto-socorro que não geraram internações foi maior em relação a abril, mas continua abaixo do observado antes do início da pandemia. A procura por exames e terapias eletivas (Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico - SADT) manteve-se em patamar semelhante ao verificado em maio de 2019.  

Primeiros meses - De maneira geral, o Boletim aponta que nos primeiros meses de 2021 não houve um aumento de utilização de serviços de saúde no comparativo com 2019 (pré-pandemia). Os números seguem no mesmo patamar (no caso de exames e terapias eletivas) ou em patamar inferior (no caso de internações e atendimentos em pronto-socorro).

Exames relacionados à Covid-19 - Os dados sobre a realização de exames contemplam informações coletadas até março de 2021. Nesse mês, foram contabilizados 534.481 exames RT-PCR e 83.834 testes do tipo sorológico. Destaca-se um novo aumento no número de exames RT-PCR, interrompendo a queda iniciada em janeiro deste ano. No entanto, o mês de dezembro de 2020 segue sendo o que registrou o maior número de exames realizados nas duas modalidades: 817.955 testes do tipo RT-PCR e 191.365 sorológicos.    

Alteração - Cabe ressaltar que, em comparação com Boletins anteriores, números de competências passadas podem sofrer alteração. Isto porque exames ocorridos em determinado mês podem ser cobrados das operadoras nos meses subsequentes quando, somente então, serão enviados à ANS, conforme estabelecido no Padrão TISS.  

Informações econômico-financeiras - O índice de sinistralidade do segundo trimestre de 2021 indica, até maio, aumento em relação ao primeiro trimestre, passando de 75% para 82% - mesmo percentual observado no segundo trimestre de 2019, pré-pandemia, não havendo evidências, até o momento, de que a tendência deva se alterar.  

Taxa - Nos gráficos do Boletim também é possível verificar que, em 2020, a taxa de sinistralidade ficou em 72,4%, uma queda de mais de oito pontos percentuais em relação a 2019 (80,7%), como resultado das medidas de isolamento social e queda na realização de procedimentos eletivos.  

Maio - Em maio, foram identificados valores maiores de inadimplência na comparação com abril, passando de 6% para 9%. Porém, esse índice, e também os percentuais de inadimplência verificados por tipo de contratação do plano (individuais/familiares e coletivos), permanecem próximos dos seus patamares históricos, como apontam os gráficos do Boletim.  

Demandas dos consumidores - Em maio, foram registradas nos canais de atendimento da Agência 15.689 reclamações sobre temas gerais e relacionados à Covid-19, passíveis de mediação pelo instrumento da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). O número representa um aumento de aproximadamente 20,2% em comparação ao mês anterior, e de 69,5% em comparação a maio de 2020. Destaca-se que nos meses de abril e maio de 2020, meses iniciais da pandemia no Brasil, foi observada uma redução no cadastro de reclamações na ANS, sobretudo em relação às demandas assistenciais.  

Relatos - É importante frisar, também, que o dado considera os relatos de consumidores que cadastram suas queixas na ANS, sem análise de mérito sobre eventual infração da operadora ou da administradora de benefícios à Lei 9.656/98 e seus normativos ou aos termos contratuais.  

Específicas - Em relação às reclamações específicas sobre Covid-19, em maio foram registradas 1.280 reclamações NIP, ante 1.325 em abril. Do total de reclamações relacionadas ao coronavírus, 38% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento, 48% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia e 14% são reclamações sobre temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo).  

Intermediação de conflitos - Ressalta-se que, entre os meses de março de 2020 a janeiro de 2021, a intermediação de conflitos feita pela ANS entre consumidores e operadoras resolveu mais de 90% das reclamações registradas nos canais de atendimento da ANS no período, tanto sobre temas gerais quanto as específicas sobre problemas relacionados à Covid-19.  

Portal - No portal da ANS é possível acessar o monitoramento diário das demandas sobre Covid-19. Confira aqui.  

Sobre os dados - Para a análise dos indicadores assistenciais, a ANS considerou informações coletadas junto a uma amostra de 50 operadoras que possuem rede própria hospitalar. Para os índices econômico-financeiros, foram analisados dados de 99 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e de 97 operadoras para análise de inadimplência.  

Dados adicionais - Adicionalmente, na construção do boletim, foram utilizados dados do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), do Sistema de Informações de Fiscalização (SIF), do Sistema de Informação de Beneficiários (SIB), do Padrão para Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS) e do ANS TabNet.  

Monitoramento - Através do Boletim Covid-19 – Saúde Suplementar, a ANS vem monitorando o comportamento e a evolução do setor de planos de saúde desde o início da pandemia. O objetivo é subsidiar a análise qualificada da Agência para a tomada de decisão sobre temas relacionados à Covid-19 e prestar mais informações à sociedade. (ANS)

Confira as outras edições do Boletim Covid-19

 


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