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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5102 | 30 de Junho de 2021

SISTEMA OCEPAR: Diretoria executiva debate PRC200 com as equipes de trabalho

A diretoria executiva do Sistema Ocepar, liderada pelo presidente José Roberto Ricken, esteve reunida virtualmente, na manhã desta quarta-feira (30/06), com os funcionários, coordenadores e gerentes de todas as áreas, para tratar principalmente sobre o novo ciclo do planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, o Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), que será lançado no dia 22 de julho, durante o Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses.

Engajamento - De acordo com Ricken, o PRC200 visa promover o desenvolvimento sustentável do cooperativismo paranaense e deverá começar a ser executado a partir do mês de agosto, com o engajamento de todos os funcionários da entidade. “Eu convoco a equipe toda a integrar esse processo. É importante que cada um se sinta parte dessa construção. Vamos assumir essa responsabilidade. Nós temos que estar sintonizados para atingir as metas do novo planejamento estratégico”, ressaltou.

Evolução - O presidente do Sistema Ocepar lembrou que a proposta do PRC200 foi apresentada em julho do ano passado, durante o Fórum dos Presidentes, realizado com a presença do governador Ratinho Junior. Desde então, mais de 1.200 lideranças cooperativistas de todo o Estado foram ouvidas e puderam contribuir com sugestões para dar direcionamento ao novo planejamento estratégico do setor e apontar quais devem ser os projetos prioritários. Também foi aberto espaço para que os profissionais do Sistema Ocepar possam opinar e encaminhar suas ideias até o dia 5 de julho.

Mais resultados - Além do faturamento de R$ 200 bilhões, o PRC200 busca outros resultados, como atingir sobras de R$ 10 bilhões, investimento anual de R$ 5 bilhões, quatro milhões de cooperados e 200 mil empregados. O novo plano tem como alicerces a cooperação, a educação e a inovação, contemplado também os aspectos econômico e socioambiental. Já os pilares são: representação e defesa; comunicação e relacionamento, mercado e alianças, gestão e governança e infraestrutura e logística.

Planejamento - Ricken lembrou que tradicionalmente o cooperativismo paranaense tem se desenvolvido com base no planejamento estratégico de suas atividades. “A Ocepar nasceu com a função de coordenar esse processo. No dia 2 de abril de 1971 foram lançados os PICs, Projetos de Integração do Cooperativismo, começando pelo Projeto Iguaçu de Cooperativismo, depois vieram o Norcoop e o Sulcoop, reorganizando as cooperativas por região. A Ocepar foi criada para apoiar e coordenar a execução dos projetos. A nossa função foi determinada em nossa própria origem e estamos dando sequência a esse trabalho. Por isso, eu acredito muito no planejamento estratégico e nós temos que conduzi-lo para que o cooperativismo possa definir os seus rumos”, frisou.

Trabalho presencial - O presidente do Sistema Ocepar informou ainda que, a partir do segundo semestre, a entidade deve retornar paulatinamente ao trabalho presencial, a medida em que os funcionários receberem a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e passarem pelo período recomendado para assegurar a proteção do imunizante. “Vamos voltar aos poucos, com tranquilidade. Estaremos acompanhando a evolução da pandemia, observando as bandeiras estabelecidas pela prefeitura, e iremos reavaliar nossa decisão, dependendo do quadro”, esclareceu. Os funcionários de entidade estão executando suas atividades remotamente desde março de 2020.

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EXCELÊNCIA EM GESTÃO: Inscrições para o Prêmio SomosCoop terminam nesta quarta-feira

excelencia gestao 30 06 2021As cooperativas têm até quarta-feira (30/06) para se inscrever no Prêmio SomosCoop Excelência de Gestão que, neste ano, tem uma novidade: inovação no sistema. A ideia é simples: deixá-lo mais ágil e amigável para os usuários. As melhorias do novo sistema foram realizadas de forma colaborativa com representantes de cooperativas e unidades estaduais, fruto de um trabalho realizado em fevereiro do ano passado.

Visitas - Segundo Susan Vilela, gerente de Desenvolvimento Organizacional do Sescoop, uma das mudanças que envolvem essa edição do prêmio diz respeito às visitas realizadas às cooperativas. “Visando à segurança e a saúde dos participantes, algumas alterações foram necessárias, como a etapa de visitas. Elas serão realizadas de forma virtual. Com esse novo jeito de visita, além de garantir o bem-estar dos cooperados, colaboradores de cooperativa e dos especialistas que estarão envolvidos no processo, será possível aumentar o número de cooperativas avaliadas”, explica a gerente.

Selo de excelência - As coops que participarem desse novo ciclo de premiação e obtiverem o índice mínimo definido pela Banca Julgadora, receberão um selo de excelência, certificando que foram avaliadas e possuem processos de excelência. Esse selo poderá ser utilizado como estratégia de marketing, por exemplo.

Destaque - Outra novidade para o prêmio deste ano é o Destaque Busca pela Excelência. Serão escolhidas cooperativas das cinco regiões do Brasil para receberem menção honrosa, visando valorizar a participação daquelas que se empenham em melhorar seus processos de gestão e governança. Essa novidade é dirigida às coops que ainda não foram reconhecidas, mas que estão muito próximas desse reconhecimento.

Paraná - No Paraná, os interessados em obter mais informações sobre o Prêmio de Excelência em Gestão podem entrar em contato com o coordenador de Gestão Estratégica do Sescoop/PR, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, pelo e-mail: gestaoestrategica@sistemaocepar.coop.br.

Link - Clique aqui e acesse o regulamento. (Com informações da OCB)

 

LICITAÇÃO: OCB divulga cartilha que orienta governos

licitacao 30 06 2021Com o objetivo de aprimorar a compreensão da Administração Pública quanto à participação de cooperativas em licitações para aquisição de produtos ou serviços por órgãos governamentais, o Grupo Jurídico de Cooperativas em Licitações, constituído no âmbito do Comitê Jurídico da OCB, desde 2016, acaba de disponibilizar a Cartilha Orientativa sobre Contratações de Cooperativas para Gestores Públicos.

Cronograma de trabalhos - O material faz parte do cronograma de trabalhos desenvolvidos pelo grupo, cujas atividades foram retomadas em 2020. A entrega da cartilha também representa uma das várias iniciativas que compõem o Plano de Ação Nacional que vêm sendo executado no âmbito dos Três Poderes, em prol da temática da participação de cooperativas em licitações públicas.

Modelo cooperativista - A cartilha apresenta a estruturação do modelo cooperativista no Brasil, traz números nacionais e internacionais, e apresenta os diferenciais em relação aos demais modelos econômicos. Também explica o que é uma cooperativa e como ela funciona, bem como a leis que norteiam o jeito coop de fazer negócios.

Organizações estaduais - “A cartilha já foi enviada às Organizações Estaduais, assim, recomendamos a criação de agendas com o poder público estadual e/ou municipal, especialmente entre os agentes públicos responsáveis pelos processos de contratação governamental, para sensibilizá-los sobre a relevância das cooperativas para a economia local”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Unidade Nacional - “Esse mesmo trabalho será realizado aqui em Brasília, por nós, da Unidade Nacional, que buscaremos realizar uma interlocução com importantes atores nessa temática, como o Tribunal de Contas da União, associações representativas de prefeitos e municípios, dentre outros”, explica Márcio Freitas.

Download - Para conhecer a Cartilha Orientativa sobre Contratações de Cooperativas para Gestores Públicos, basta clicar aqui. (OCB)

 

RAMO CRÉDITO: Vem aí o 1º Reconhecimento Inovação com Propósito

credito 30 06 2021A partir desta quinta-feira (01/07), as cooperativas de crédito poderão se inscrever na seleção que resultará no Reconhecimento Inovação com Propósito Brasil, realizado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenasbac) e apoiado pelo Sistema OCB e Banco Central. O objetivo é estabelecer referenciais e orientar a gestão das cooperativas para a inovação. As inscrições vão até o dia 22 de agosto.

Lançamento - O evento de lançamento, que acontece neste 1º de julho, às 10h, ao vivo pelo Youtube, conta com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, do diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias do Banco Central, Harold Espínola, do presidente do Sistema OCB Márcio de Lopes Freitas e de dirigentes das cooperativas de crédito do país.

Valor do cooperativismo financeiro - Segundo a Fenasbac, o Reconhecimento Inovação com Propósito, que também conta com o apoio da Bureau Veritas e do FGCoop (Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito), foi criado para comunicar o valor do cooperativismo financeiro para a comunidade brasileira e aumentar as capacidades de gestão e inovação das cooperativas financeiras para expansão do setor, atentando-se aos propósitos do cooperativismo.

Mapeamento - O objetivo é mapear a capacidade de inovação do setor de cooperativismo financeiro; estabelecer referenciais, de modo a orientar a gestão das cooperativas para a inovação; provocar a reflexão do setor de cooperativismo financeiro sobre a necessidade de inovar, seguindo sempre os propósitos do cooperativismo; e contribuir com a expansão do cooperativismo financeiro no Sistema Financeiro Nacional.

Sistemas - A iniciativa vai reunir os grandes cinco sistemas de crédito do país, sendo eles, Sicoob, Sicredi, Unicred, Ailos e Cresol, para identificar as capacidades de inovação das cooperativas.

Como participar - Basta que a coop interessada preencha o instrumento de avaliação. E aí é só aguardar as próximas fases do programa. A relação de finalistas será conhecida em setembro e a entrega do prêmio Reconhecimento Inovação com Propósito está programada para março do ano que vem, quando a instituição fará o lançamento do segundo ciclo da avaliação.

Oportunidade - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, essa é uma excelente oportunidade para que as cooperativas de crédito se consolidem como players essenciais no mercado financeiro nacional. “As coops de crédito são aliadas do Banco Central no que diz respeito à educação e à inclusão financeira. Além da capilaridade delas, há, também o interesse pela comunidade, um dos princípios do modelo de negócios cooperativo. É por isso que convido todas as coops a participarem dessa seletiva que certifica a competência das cooperativas de crédito em atender bem o seu cooperado, sempre com qualidade, criatividade e excelência”, estimula Freitas.

Processo - Segundo ele, é necessário destacar que essa primeira edição do Reconhecimento da Fenasbac é um processo que vem para somar aos prêmios que o Sistema OCB já realiza. “Quanto mais iniciativas que certifiquem o esse compromisso com a inovação e com a excelência das cooperativas, melhor! É por isso que somos parceiros desta edição, pois acreditamos será uma parceria de muitos ganhos para as coops”, enfatiza o presidente do Sistema OCB.

Dimensões - O questionário que as cooperativas deverão preencher leva em consideração os cinco indutores da Inovação com Propósito, todos eles ligados direta ou indiretamente aos princípios do cooperativismo. Confira:

* Inovação Participativa: diz respeito à participação da comunidade no processo de inovação e se compõe de aspectos como: relacionamento com o cooperado, discussão de novas ideias e compartilhamento de conhecimento e redução da resistência a novos produtos.

* Desenvolvimento de capacidades, estruturas e recursos: tem a ver com a alocação de recursos para inovação. Essa dimensão é composta por: qualificação e desenvolvimento profissional, estruturas organizacionais voltadas para o desenvolvimento de novos produtos e desenvolvimento e aquisição de sistemas de informação.

* Comportamento inovador: avalia a liderança, a orientação estratégica e o estímulo para fomentar a inovação. Possui os seguintes eixos: estímulo ao corpo técnico para a busca de soluções e desenvolvimento de novos produtos e objetivos e indicadores estratégicos voltados à inovação.

* Inovação colaborativa: abrange a colaboração com atores externos à cooperativa e está relacionado ao princípio do cooperativismo de intercooperação.

* Inovação com propósito: são as iniciativas voltadas para a comunidade. Por exemplo, as focadas na redução de custos e impactos ambientais, na inclusão social, nas soluções de problemas da comunidade como a melhoria da qualidade de vida e, por fim, em novos mercados. (OCB)

SERVIÇO

Lançamento do 1º Reconhecimento Inovação com Propósito

Informações pelo link: http://bit.ly/ReconhecimentoInovaçaocomProposito

Evento online, pelo canal do Youtube: http://bit.ly/InstitutoFenasbac

Dia 1° de julho, às 10h.

 

UNIMED CURITIBA: Cuidados para evitar doenças no inverno são tão importantes quanto tratamentos

unimed curitiba 30 06 2021A chegada do inverno em 2021 se mostra rigorosa e traz o conhecido (e já previsto) aumento nos casos de doenças respiratórias, principalmente aqui na região Sul do país onde a estação costuma ser fria e seca. De acordo com o pneumologista Irinei Melek, médico cooperado da Unimed Curitiba e presidente da Associação Paranaense de Pneumologia e Tisiologia (APPT), o ar gélido resseca as mucosas, facilitando a ocorrência dessas doenças.

Poluentes - Nesse período também há maior concentração de poluentes nos meios urbanos e é comum as pessoas deixarem os ambientes mais tempo fechados. Só que, com isso, a proliferação de ácaros, fungos, bactérias e vírus torna-se propícia. “E está completa a fórmula para a disseminação de doenças infecciosas, bem como a exacerbação das alergias respiratórias”, explica o especialista. As doenças mais comuns no inverno são as que atingem as vias aéreas. Gripe, resfriado e suas diversas manifestações como a faringite, rinite, sinusite, além de piora das condições crônicas como a asma, rinite alérgica e as exacerbações doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são as condições que mais ocorrem. É comum ainda, infelizmente, aumento dos casos de pneumonia bacteriana e meningites.

Consultas periódicas - Melek reforça a importância de doentes crônicos manterem suas consultas periódicas em dia, bem como “conservar o tratamento otimizado para não agravar suas condições clínicas por infecções”. Afinal, pelo segundo ano consecutivo a atenção deve ser redobrada devido à Covid-19, doença causada pelo coronavírus. que apresenta sintomas muito semelhantes aos das doenças respiratórias como dor de cabeça, coriza e cansaço e dificuldade para respirar nos casos mais graves.

Outras enfermidades - O pneumologista lembra que outras enfermidades podem ser observadas no frio. “Não é só o pulmão que sofre, mas também a pele, há maior frequência de ressecamento e eczemas. E também é uma época com maior incidência de crises de pressão alta, o que leva ao aumento de pacientes de infarto e acidentes vasculares cerebrais, por consequência. Por isso que alertamos tanto para a prevenção. É importante que a população tenha em mente os cuidados e fique atenta aos sinais das principais doenças respiratórias, para que uma assistência hospitalar seja efetiva ainda na fase precoce, ou idealmente seja evitada em tempos de pandemia”.

Cuidados - As pessoas mais propícias a sofrer com estas doenças são crianças e idosos, por terem o sistema imune fragilizado, então tomar as vacinas disponíveis para diversos vírus e bactérias, como a da gripe, é imperativo. O médico faz algumas recomendações para quem busca se proteger das doenças de inverno: “Tratar vai muito além de tomar medicações. Tomar os devidos cuidados é tão importante quanto, ou até mais. E a verdade é que, mantendo estes cuidados, a estação fria pode ser muito agradável”, afirma. Confira as indicações do pneumologista Irinei Melek:

- Uma alimentação saudável deve predominar. Ela deve ser balanceada com chás, sopas e caldos ricos em verduras, legumes e frutas, mantendo o equilíbrio do sistema imune. O consumo de líquidos é muito importante também, evitando ressecamento das mucosas.

- Exercícios físicos regulares, principalmente os aeróbicos como caminhadas, corridas, natação e ciclismo devem ser incorporados na rotina. A prática de atividades ao ar livre também é ótima, mas nesse caso lembre-se da proteção extra nos dias mais frios e secos, pois perdemos muita energia pelas extremidades como mãos, pescoço, pés. Então luvas, meias adequadas, cachecóis e casacos são imprescindíveis. Já cobertores, edredons e roupas de inverno devem ser lavados antes do uso ou expostas ao sol.

- É preciso manter o ambiente arejado e com boa umidade. Se estiver muito seco e preciso for, mantenha recipientes com água e umidificadores no ambiente. O ar condicionado deve ser evitado porque tira a umidade do ambiente. E evitar o tabagismo e contato com a fumaça do cigarro ajuda.

- As medidas sanitárias difundidas durante a pandemia, segundo ele, deveriam ser incorporadas para sempre, pois levaram a uma diminuição dessas doenças em todo o mundo. Então continue com o distanciamento social, uso de máscaras, higiene das mãos com sabão ou álcool em gel 70%, cuidados ao espirrar, o uso de lenços descartáveis, entre outros. (Imprensa Unimed Curitiba)

FOTO: Freepik

 

SANIDADE VEGETAL: Estado reúne setor privado para discutir ferrugem da soja e calendário de plantio

sanidade vegetal 30 06 2021A Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reuniram entidades representativas e produtores de soja, em evento online, nesta terça-feira (29/06), para discutir a nova portaria do Ministério da Agricultura, que revisa e atualiza procedimentos no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja.

Sugestões - O objetivo é coletar sugestões do setor produtivo para serem enviadas ao Ministério, com vistas a aprimorar os dispositivos da legislação e respeitar as condições próprias de cada região.

Estratégia - “O importante é termos uma estratégia técnica para gastar menos, ter menos custo. Qualquer grama a menos que gastar em fungicida é resultado maior no bolso”, disse o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara.

Custos - No Paraná, desde 2007 os custos para os produtores tornaram-se crescentes em razão da aplicação de fungicidas para a ferrugem asiática. “Como fizemos com inúmeras pragas, temos aprendido e buscado encontrar a forma mais correta e mais racional do ponto de vista ambiental e econômico para manejar essa doença”, disse o secretário.

Contribuição - Por isso, ele acredita que a Portaria 306, do Ministério da Agricultura, que passou a valer desde 1º de junho, é mais uma contribuição para uma visão nacional do problema baseada em reflexão e estudos técnicos. “Mas traz pequenos embaraços que vamos procurar corrigir e ajustar dentro do Plano Nacional”, afirmou.

Calendário - O gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood, salientou que, entre as novidades, a portaria acrescenta ao conceito de vazio sanitário a proibição de semear soja no período de 90 dias. Até agora, era proibido cultivar, manter ou permitir a existência de plantas vivas de soja em qualquer estágio vegetativo.

Semeadura - Dessa forma, produtores iniciavam a semeadura alguns dias antes do término do período, quando sentiam que as condições climáticas já permitiam esse processo, e sabendo que elas não iriam emergir até o final. “É uma grande diferença, pois pela nova portaria ninguém mais pode plantar soja até o fim do vazio sanitário”, disse Blood.

Envio - A nova portaria determina, ainda, que até 31 de dezembro de cada ano o Estado envie ao Ministério sugestões de datas para início e término do vazio sanitário. No caso do Paraná, para a atual safra foi definido de 10 de junho a 10 de setembro. Os estados também deverão estabelecer o calendário de plantio, que deve ser de até 110 dias consecutivos de semeadura. Como a exigência de calendário é nacional, o governo federal pretende reduzir as diferenças grandes de um estado para outro.

Regionalizado - “Mas a portaria prevê que podem ser estabelecidos períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de forma regionalizada dentro de uma mesma unidade da federação”, disse o gerente da Adapar. A proposta da Agência é que o período de semeadura se estenda de 11 de setembro a 28 de dezembro, evitando semeadura tardia, que pode exigir uso mais intenso de fungicida.

Prazo - Neste ano, excepcionalmente, a previsão do calendário da semeadura de soja precisa ser enviada até 31 de julho. A intenção é que a decisão seja tomada com a participação das entidades e produtores. “Precisamos estabelecer um denominador comum para fazermos uma sugestão efetiva ao Ministério”, propôs o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Diálogo - O superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Cleverson Freitas, elogiou o diálogo estabelecido entre os setores público e privado do Estado para chegar a um consenso. “Só assim vai poder encontrar a melhor maneira de sempre alavancar o Estado do Paraná e manter entre os maiores produtores de soja do Brasil”, disse.

Endereço eletrônico - As sugestões de possíveis datas de calendário de plantio ou alterações da portaria podem ser enviadas até 12 de julho no endereço eletrônico consulta.soja@adapar.pr.gov.br. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EVENTO: Embrapa lança CBSoja GoLive debatendo mercado internacional e sustentabilidade da soja

evento 30 06 2021O CBSoja GoLive, plataforma on-line da Embrapa Soja, que antecede a realização do IX Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja, a serem realizados de 16 a 10 de maio de 2022, em Foz do Iguaçu (PR), teve início no dia 28 de junho, com enfoque no debate que envolve a produção sustentável de soja e o mercado internacional de grãos e farelo de soja. A cerimônia de abertura contou com a participação do general Antonio Hamilton Mourão, vice-presidente da República, de Celso Moretti, presidente da Embrapa, de Rodolfo Rossi, membro fundador da Associação da Cadeia de Soja da Argentina e de Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, e Adeney Bueno presidente do evento.

Papel do agronegócio - Mourão destacou o papel do agronegócio para a economia brasileira, que tem protagonizado avanços tecnológicos e ganhos de produtividade que colocam o País na vanguarda mundial da produção de alimentos. Neste sentido, afirmou que o governo federal vem executando ações para apoiar o setor, seja colaborando para destravar as amarras da economia (reduzindo o custo Brasil, por exemplo), ajudando na manutenção do produtor no campo, investindo em melhorias estruturais para escoar a produção, entre outras”, disse. “O desafio é produzir mais e melhor. No mundo globalizado, em que há convergência dos mercados, não são aceitáveis o desmatamento ilegal ou práticas ambientais predatórias. Neste sentido, deve-se adotar, portanto, critérios para uma gestão ambiental, social, tanto nas operações quanto nos investimentos. Temos que equalizar os interesses do setor produtivo e as justas demandas da preservação ambiental, desconstruindo os discursos que estigmatizam o Brasil”, afirmou. Mourão destacou ainda a parceria do agronegócio entre os países do Mercosul. “Podemos ser considerados a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) dos alimentos e acredito que os desafios que temos, devemos enfrentar juntos, porque podemos e devemos ser o celeiro do mundo”, disse o vice-presidente.

Cone Sul - Celso Moretti, presidente da Embrapa, também reforçou o papel do Cone Sul na produção de alimentos no mundo que, em 2050, estima-se contar com 10 bilhões de pessoas. “O agro é o motor da nossa economia e colabora com o desenvolvimento do Brasil. O agronegócio seguirá tendo papel importante na economia brasileira, tanto que o valor bruto da agricultura brasileira deve ultrapassar 1 trilhão de reais brevemente”, destacou. Moretti lembrou de como o Brasil, dependente da importação de alimentos na década de 1970, se tornou grande exportador de produtos agrícolas, muito em função do investimento em pesquisa e inovação para o desenvolvimento de uma agricultura tropical que transformou o cenário nacional.

Transformação - “O Brasil conseguiu transformar solos pobres e ácidos em solos férteis, tropicalizou a produção de plantas e animais, adaptando a produção para a realidade do País e ainda investiu em uma plataforma sustentável, respaldada em plantio direto, fixação biológica do nitrogênio, entre outras tecnologias”, reforçou. “Apenas a FBN representou economia de 22 bilhões de reais, em 2020, ao dispensar o uso fertilizantes nitrogenados”, ressaltou.

Ampliar a produção - Este modelo de produção sustentável possibilitou ao Brasil ampliar a produção sem avançar, na mesma proporção, em área. Neste sentido, Moretti disse que levantamento recente da Embrapa mostra que o Brasil deixou de usar, ao longo dos últimos 50 anos, 70 milhões de hectares, ao investir na adoção de tecnologias sustentáveis. “É o chamado efeito poupa-terra. Isso significa que se não tivéssemos desenvolvido tecnologias adaptadas à produção agropecuária no Brasil, teríamos que usar 70 milhões de hectares extras, para alcançar a nossa produção de hoje”, destacou.

Crescimento - Também participou da cerimônia de abertura, Rodolfo Rossi, dizendo que a produção de soja no Mercosul representa um crescimento de 250% nos últimos 20 anos. Além do aumento de produtividade e produção, Rossi afirmou que a adoção de boas práticas agrícolas pelos produtores, vem garantindo uma produção de soja altamente sustentável na região. “Entendo que o CBSoja e o Mercosoja são importantes fóruns de discussão por promoverem a divulgação de resultados científicos e discussões relevantes que impactam positivamente na produção de soja no Cone Sul, responsável por abastecer grande parte da demanda por alimentos do mundo”, ressaltou.

Conexão - Ao participar da abertura do evento, o chefe geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno explicou que há mais de 20 anos a Embrapa Soja promove este evento que conecta a academia, a ciência e o setor produtivo. “Durante a pandemia, trouxemos este novo formato de evento digital e pretendemos continuar fazendo esta conexão entre os diferentes elos da cadeia produtiva da soja”, destacou. “A sustentabilidade sempre permeou nossas ações de pesquisa e mais do que nunca, vamos investir esforços científicos que auxiliem na comprovação, em números, da sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, afirmou. “Tanto o CBSoja GoLive quanto o Congresso Brasileiro de Soja pretendem discutir diferentes aspectos desse pilar da produção agrícola brasileira, aliando Agricultura de Baixo Carbono, Bioinsumos e Agricultura Digital, por exemplo. Temas que também permeiam as linhas de pesquisa da Embrapa”, enfatizou.

Relação China-Brasil - A chefe do Núcleo China do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Larissa Wachholz, que ministrou palestra no painel Mercado internacional de grãos e farelo de soja: relações internacionais, atualidades, desafios e soluções", durante o CBSoja GoLive, apresentou os principais desafios e as oportunidades para a manutenção de um relacionamento de confiança estabelecido entre Brasil e China, assim como destacou os principais temas para o agronegócio na agenda entre os países. “Os temas atuais e que também deverão permear o relacionamento futuro dessa parceria é a segurança alimentar, a segurança na produção do alimento e a sustentabilidade do processo produtivo”, afirmou.

Novo padrão - Outro tema debatido no painel foi o "Novo padrão chinês da soja e consequências para o Brasil", por Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura. Também houve a palestra "Las perspectivas del mercado de la soja: corto, medio y largo plazos", a ser ministrada por Julio Calzada, diretor de Informações e Estudos Econômicos da Bolsa de Comércio de Rosario.

Abastecimento interno - Para abastecer o crescente mercado interno, a China importa do Brasil aproximadamente 20% dos produtos agropecuários mundialmente, o que torna o País asiático, um importante parceiro comercial brasileiro. Para Larissa Wachholz, a segurança alimentar é um dos pilares da relação entre Brasil e a China no agronegócio e está no cerne deste relacionamento de confiança em que o Brasil se tornou um grande fornecedor de produtos para a China. Outro aspecto abordado foi a segurança do alimento, questão que, para Larissa, vem ganhando força entre os consumidores chineses. “Eles estão cada vez mais preocupados com a qualidade e a segurança sanitária do alimento que consomem. Os consumidores querem assegurar que o alimento é seguro e de qualidade e que foi produzido em ambiente sem poluição ambiental. O Brasil se tornou um parceiro de confiança e a quantidade de alimentos exportada atesta a confiança que os chineses depositam na qualidade dos produtos brasileiros.

Temas ambientais - Larissa afirmou também que a discussão dos temas ambientais na China tem adquirido importância crescente, principalmente a partir de 2020, quando a China declarou seu compromisso de alcançar o pico das emissões de gases de efeito estufa em 2030 e investir na neutralidade de carbono até 2060. “Esse compromisso é paradigmático, sendo a China o País que mais emite gases de efeito estufa no mundo, porque gera uma mudança na forma como se pensa a mudança do clima e se articula a questão ambiental. Portanto, o tema da sustentabilidade está gradualmente sendo inserido nas discussões na China e isso terá repercussões sobre as escolhas de comércio internacional”, disse.

Efeitos positivos - Para Larissa a valorização da sustentabilidade na agricultura pode trazer efeitos positivos para o Brasil, em função do reconhecimento dos chineses sobre as práticas sustentáveis adotadas na agropecuária brasileira. “Esta discussão passa a ter uma importância cada vez maior, porém a segurança alimentar continua sendo o item prioritário, havendo a necessidade de se combinar esses elementos, o que o Brasil sabe fazer muito bem”, ressaltou.

Desafio - Larissa disse ser desafio para o Brasil a necessidade da China na diversificação de fornecedores para reduzir a dependência por produtos alimentares importados. No entanto, vê como oportunidades, o aumento de renda da classe média chinesa e a mudança na dieta alimentar, o que permitiria ao Brasil buscar a inserção de proteína animal e outros produtos com maior valor agregado e como lácteos, frutas, castanhas e produtos industrializados.

Sustentabilidade da soja - A "Produção sustentável de soja: desafios, oportunidades e avanços obtidos" também foi tema de outro painel, que contou com a moderação de Ricardo Manoel Arioli Silva, presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A primeira palestra foi sobre "Os desafios agroambientais do Brasil no comércio internacional", ministrada por Marcelo Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Na sequência, foi debatido "O papel da ciência na produção sustentável de soja", pelo pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja. ¨Os produtores brasileiros de soja vêm sendo injustamente criticados, porque o Brasil adota boas práticas agrícolas que resultam em processos produtivos sustentáveis”, destacou Debiasi. “Muitas tecnologias geradas pela pesquisa permitem ao sojicultor brasileiro praticar uma das agriculturas mais sustentáveis do mundo”, reforça. Entre os principais avanços científicos que foram e vêm sendo adotados pelos produtores, o pesquisador cita: o plantio direto na palha, sistemas integrados Lavoura-Pecuária, a fixação biológica de nitrogênio, o melhoramento genético das cultivares, entre outras.

Economia - O uso dessas tecnologias no caso da soja - que ocupa menos de 5% do território nacional - foi capaz de gerar uma economia de 71 milhões de hectares de áreas plantadas. São as tecnologias chamadas de poupa-terra, aquelas que adotadas pelo setor produtivo, permitem incrementos sustentáveis na produção em uma mesma área e evita-se a abertura de novas áreas para produção agropecuária.

Segunda safra - De acordo com Debiasi, a prática da segunda safra no verão com o milho resulta também em 85 milhões de hectares poupados. “Isso significa que, se não houvesse tecnologias para o aumento de produtividade da soja e a intensificação com a segunda safra de milho, haveria a necessidade de disponibilizar 85 milhões de hectares a mais para se produzir soja no Brasil”, destaca.

Certificação - Na visão do pesquisador da Embrapa, o que deve se intensificar como foco da pesquisa é o desenvolvimento de metodologias e processos de certificação para que se possa quantificar, com parâmetros científicos, a sustentabilidade da soja brasileira. Neste sentido, a Embrapa Soja está coordenando uma iniciativa da Soja Baixo Carbono, cuja publicação pode ser consultada aqui: www.embrapa.br/soja/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1131669/programa-sbc---soja-baixo-carbono-um-novo-conceito-de-soja-sustentavel

CBSoja GoLive - Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja e presidente do evento, explica que o CBSoja Go Live está organizado para antecipar relevantes discussões relacionadas à cadeia produtiva da soja e reunir os agentes envolvidos com a cadeia produtiva da soja para discutir importantes temáticas da cultura que não podem esperar o ano de 2022. “Criamos este espaço virtual e interativo para manter todos os atores envolvidos com o sistema de produção de soja atualizados até a data do encontro presencial no IX CBSoja e Mercosoja 2022”, explica.

Especialistas - De acordo com Bueno, foram selecionados os mais renomados especialistas do setor para conduzir as discussões que irão privilegiar as seguintes temáticas: sustentabilidade do sistema produtivo, mercado de grãos e farelo, bioinsumos, manejo do solo, desafios para altas produtividades e manejo fitossanitário. Acesse www.cbsoja.com.br e confira a programação completa dos eventos on-line do CBSoja GoLive e do presencial em maio de 2022.

Feira virtual - Além de debater importantes temáticas, a plataforma CBSoja GoLive também contará com uma feira virtual, com a participação de diferentes empresas do segmento, abrigará vídeos e publicações. A plataforma também permitirá aos participantes usufruir de uma experiência interativa em que será possível, mesmo à distância, compartilhar comentários, sugestões e interagir com outros participantes. “Nossa ideia com esta plataforma é possibilitar a troca de conhecimentos, assim como estimular a interação entre os participantes, que poderão experimentar algo inovador em se tratando de um evento digital”, conta Bueno. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

 

IPEA: Instituto revisa de 3% para 4,8% o crescimento do PIB em 2021

ipea I 29 06 2021O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (30/06), a análise trimestral da economia brasileira. A recuperação significativa da economia desde o terceiro trimestre do ano passado motivou a revisão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de 3% para 4,8%. Para o segundo semestre deste ano há expectativa de crescimento mais sustentado da atividade econômica, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o ambiente externo mais favorável e a redução das incertezas fiscais no curto prazo. Há projeção de crescimento interanual de 12,6% no segundo trimestre deste ano. Para 2022, os pesquisadores projetaram um crescimento de 2% para o PIB, inferior aos 2,8% previstos na divulgação anterior, feita em março na Carta de Conjuntura do Ipea, por conta do aumento da base de comparação, o PIB em 2021. Apesar desta redução, o crescimento acumulado no biênio passou de 5,9% para 6,9%.

Hipóteses cruciais - As hipóteses cruciais para o cenário envolvem o controle da pandemia no Brasil por meio de vacinação e a manutenção de um cenário relativamente estável para a política fiscal no curto prazo - especialmente em relação ao teto dos gastos. O possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representa um fator de risco, uma vez que pode pressionar o câmbio e os juros no Brasil.

Cenário externo - O cenário externo favorável tem impactado positivamente a economia brasileira por meio da valorização das commodities exportadas pelo país, do aumento dos fluxos de comércio internacional e de condições financeiras globais que estimulam o apetite por risco e, portanto, maiores fluxos de capital para países emergentes. O preço internacional das commodities tem refletido a retomada da atividade econômica global, com forte crescimento nos últimos meses e nível histórico elevado. As exportações brasileiras deram um salto, tanto em volume quanto em valor, beneficiadas pelo crescimento da economia mundial e pelo aumento dos preços externos. De janeiro a maio deste ano, as exportações cresceram 40%, contra 12% no mesmo período do ano passado. As importações também se recuperaram, refletindo o nível de atividade interno, registrando crescimento de 21% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2020.

Revisão - A projeção para o IPCA em 2021 foi revista de 5,3% para 5,9%. A taxa de inflação acumulada em 12 meses, até maio deste ano, subiu de 6,8% para 8,1%, impactada pela alta nos preços monitorados e bens industriais. A alta de 2,1% nos preços administrados em maio refletiu não apenas o acionamento da bandeira vermelha e seus impactos sobre a energia elétrica, como também os novos aumentos dos medicamentos, do gás e da gasolina. A inflação dos preços monitorados foi revista de 8,4% para 9,7% este ano. Os bens de consumo industriais devem subir de 4,3% para 4,8%. A expectativa a inflação dos serviços livres, exceto educação, foi revisada de 4,0% para 4,2%. A inflação dos alimentos e da educação foi mantida em 5% e 3,8%, respectivamente. Para 2022, os pesquisadores preveem uma desaceleração da inflação, tanto para o IPCA quanto para o INPC. Sendo assim, o IPCA deve encerrar 2022 em 3,9%, levemente acima dos 3,7% estimados para o INPC.

Indicadores de mobilidade - O relatório apresenta indicadores de mobilidade no Brasil durante a pandemia de Covid-19 e os compara com indicadores de atividade econômica. Os pesquisadores mostraram a evolução dos indicadores de mobilidade, entre abril de 2020 e junho de 2021, nos quatro tipos de estabelecimentos mais relacionados à atividade econômica: lojas de varejo e locais de lazer; mercados e farmácias; estações de transporte público e locais de trabalho. Eles concluíram que houve queda da mobilidade em todos os locais entre o final de 2020 e os meses de março de abril de 2021, o que pode ter impactado negativamente a atividade econômica. A partir de maio, os indicadores de mobilidade voltaram a aumentar.

Cenário fiscal - O cenário fiscal também foi analisado pelos pesquisadores do Ipea. Segundo eles, as contas públicas apresentaram melhora nos últimos meses. As receitas federais cresceram 16,6% em termos reais no acumulado do ano até abril. Esse crescimento, superior às projeções levou a uma revisão importante do total esperado para 2021, influenciando na queda do deficit primário previsto para o ano. As despesas previstas para o ano foram reavaliadas para baixo, diminuindo a necessidade de ajuste visando cumprir o teto de gastos da União. Para 2022, espera-se maior folga para o cumprimento do teto de gastos em função do comportamento esperado dos índices de preços que corrigirão o teto e parcela importante das despesas obrigatórias. A dívida como proporção do PIB beneficiou-se do superavit primário do primeiro quadrimestre e do crescimento nominal do PIB, que surpreendeu devido à aceleração do deflator implícito, além do maior crescimento real. Com isso, houve revisão para baixo da trajetória prevista para a relação dívida bruta/PIB nos próximos anos. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a Visão Geral da Carta de Conjuntura

 

PNAD CONTÍNUA: Desemprego mantém recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril

pnad 30 06 2021

A taxa de desocupação foi de 14,7% no trimestre fechado em abril, 0,4 ponto percentual acima do trimestre encerrado em janeiro (14,2%). Com isso, o número de desempregados variou 3,4%, com mais 489 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões buscando um trabalho no país. Essa taxa e o contingente de desocupados mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012.

Pesquisa - Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada, nesta quarta-feira (30/06), pelo IBGE.

Estabilidade - “O cenário foi de estabilidade da população ocupada (85,9 milhões) e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho”, afirma a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, observando que o nível de ocupação (48,5%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Comparação - Na comparação com o trimestre fechado em abril do ano passado, quando foram observados os primeiros efeitos da pandemia, o mercado de trabalho ainda registra perdas na ocupação, mas num ritmo menor. “Ainda registramos perdas importantes da população ocupada (-3,7%), mas já tivemos percentuais maiores, que chegaram a 12% no auge da pandemia. Estamos observando, portanto, uma redução no ritmo de perdas a cada trimestre. No computo geral, contudo, temos menos 3,3 milhões de pessoas trabalhando desde o início da pandemia”, pondera a analista.

Indicadores - A maioria dos indicadores permaneceram estáveis no trimestre até abril, em relação ao anterior. Entre as categorias profissionais, somente os trabalhadores por conta própria cresceram (2,3% ou mais 537 mil pessoas), totalizando 24,0 milhões. “Essa forma de inserção no mercado tem um contingente mais elevado agora do que em abril de 2020. Observamos uma reação maior no trabalho por conta própria do que no emprego com carteira no setor privado”, acrescenta Adriana Beringuy.

Carteira assinada - Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficaram estáveis em 29,6 milhões no trimestre. Na comparação anual, porém, houve uma redução de 8,1% ou menos 2,6 milhões de pessoas. Os empregados no setor privado sem carteira também ficaram estáveis (9,8 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrada uma redução de 3,7%, com menos 374 mil pessoas.

Trabalhadores domésticos - A categoria dos trabalhadores domésticos foi estimada em 5,0 milhões de pessoas. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, esse grupo de trabalhadores reduziu 10,4%, menos 572 mil pessoas. Os empregados do setor público ficaram estáveis em 11,8 milhões.

CNPJ - Já o número de empregadores com CNPJ (3,1 milhões) manteve o recorde de menor contingente da série histórica iniciada no quarto trimestre 2015, quando começou a ser pesquisada a diferenciação de profissionais com e sem CNPJ.

Informalidade - A taxa de informalidade foi de 39,8% no trimestre até abril, o que equivale a 34,2 milhões de pessoas, não havendo variação significativa em relação ao trimestre anterior (39,7%). Há um ano, o contingente era 34,6 milhões com uma taxa de 38,8%. Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

População subocupada cresce mais que a ocupada - Outro destaque da pesquisa foi a alta no total de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial. Esse contingente chegou a 33,3 milhões, o maior da série comparável, um aumento de 2,7% com mais 872 mil pessoas. A taxa de 29,7% também foi recorde, uma variação de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (29,0%).

Insuficiência de horas - Beringuy observa que a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas continua aumentando desde o trimestre fechado em outubro. O crescimento dos subocupados é maior que o da população ocupada. “Isso mostra que vem aumentando o número de trabalhadores que têm disponibilidade para trabalhar mais horas do que aquelas habitualmente trabalhadas”, explica a analista.

Desalentados - Os desalentados, que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, somaram 6,0 milhões de pessoas, ficando estáveis em relação ao trimestre anterior, mas permanecem como maior patamar da série.

Comércio tem redução de ocupados O contingente de ocupados também ficou estável em todos os grupamentos de atividades, exceto comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas que reduziu 2,3% (ou menos 373 mil pessoas) no trimestre encerrado em abril, frente ao anterior. “O comércio é uma atividade que tende a não apresentar crescimento nos trimestres encerrados em abril. Esse comportamento de retração do comércio é sazonal”, explicou Adriana Beringuy.

Aumento - Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve aumento da ocupação somente no grupo agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,5%, ou mais 532 mil pessoas). Os demais reduziram o contingente de trabalhadores: indústria geral (-4,3%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-6,7%), transporte, armazenagem e correio (-8,3%), alojamento e alimentação (-17,7%), outros serviços (-13,9%) e serviços domésticos (-10,1%).

Rendimento médio dos trabalhadores fica estável - A pesquisa mostra ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 2.532 no trimestre fechado em abril, ficando estável em relação ao anterior. A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, também ficou estável, atingindo R$ 212,3 bilhões.

Mais sobre a pesquisaA PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Coleta - Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone desde 17 de março de 2020. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / IBGE Notícias

 

pnad quadro 30 06 2021

 

ECONOMIA: Governo Central tem déficit primário de R$ 20,9 bilhões em maio

Pela segunda vez no ano, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário nas contas. Em maio, o resultado ficou negativo em R$ 20,947 bilhões.

Terceiro maior - Esse foi o terceiro maior déficit para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado só perde para maio de 2017 (déficit de R$ 29,387 bilhões) e para maio do ano passado, quando o resultado ficou negativo em R$ 126,63 bilhões por causa dos gastos extras e do adiamento de impostos promovido no início da pandemia de covid-19.

Melhor que o previsto - Apesar do déficit em maio, o resultado veio melhor que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam déficit primário de R$ 48,7 bilhões para maio.

Resultado negativo - O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da dívida pública. Com o resultado de maio, o Governo Central acumula superávit primário de R$ 19,911 bilhões nos cinco primeiros meses de 2021. Esse é o melhor resultado para o período desde 2015, quando o superávit acumulado havia atingido R$ 5,027 bilhões.

Meta - Apesar do superávit no acumulado do ano, a tendência é que o resultado das contas públicas fique negativo nos próximos meses. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central, mas projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos.

Dedução - Os gastos que podem ser deduzidos da meta estão relacionados com o enfrentamento à pandemia de covid-19. Dos R$ 40 bilhões autorizados pelo Congresso, R$ 20 bilhões destinam-se à saúde, R$ 10 bilhões ao programa de redução de jornada e suspensão de contrato e R$ 10 bilhões ao Pronampe, programa que fornece crédito emergencial a micro e pequenas empresas.

Receitas e despesas - O principal fator que contribuiu para a redução do déficit primário em maio foi a alta na arrecadação do governo. A receita líquida do Governo Central subiu 93,4% em maio acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês, elas somaram R$ 112,876 bilhões.

Queda na arrecadação - Boa parte dessa alta deve-se à queda de arrecadação provocada pela restrição das atividades sociais no início da pandemia e pelo adiamento de diversos pagamentos, como contribuições à Previdência Social e recolhimentos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que vigorou no ano passado como medida de ajuda às empresas.

Despesas totais - As despesas totais caíram 31,4% na mesma comparação, também descontando a inflação pelo IPCA. Em maio, elas somaram R$ 133,823 bilhões. Em 2021, as despesas totais somaram R$ 601,5 bilhões. Em relação ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 37,3% do limite de R$ 1,486 trilhão, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilhões em despesas fora do teto.

Pandemia - A queda das despesas totais está relacionada principalmente à redução dos gastos com o enfrentamento à pandemia. Em maio, o volume de créditos extraordinários caiu R$ 40,4 bilhões em relação ao mesmo mês de 2020, e o pagamento de R$ 6 bilhões do décimo terceiro das aposentadorias e pensões, que havia sido antecipado para maio de 2020, neste ano ocorreu apenas entre o fim de maio e início de junho.

Investimentos - Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 2,661 bilhões em maio, recuo de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2020, descontada a inflação pelo IPCA. No acumulado do ano, os investimentos somam R$ 8,642 bilhões, queda de 7,3% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, também descontado o IPCA. O atraso na aprovação do Orçamento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica o recuo nos investimentos no acumulado do ano. (Agência Brasil)

RECEITA FEDERAL: Mais de R$ 142,1 bilhões são arrecadados em maio de 2021

receita estadual 30 06 2021A arrecadação total das Receitas Federais atingiu em maio de 2021 o valor de R$ 142.106 milhões, registrando acréscimo real (Índice Nacional de Preços ao Consumidor/IPCA) de 69,88% em relação a maio de 2020. No período acumulado de janeiro a maio deste ano, a arrecadação alcançou o valor de R$ 744.828 milhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 21,17%. Trata-se do melhor desempenho arrecadatório desde o ano 2000, tanto para o mês de maio quanto para o período acumulado. O mesmo acontece para os meses de fevereiro, março, abril e maio de 2021.

Dados - Os dados foram apresentados nesta terça-feira (29/06) pela equipe técnica da Receita Federal, durante coletiva virtual que contou com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes. Para o ministro, o resultado da arrecadação confirma o momento extraordinariamente favorável da economia brasileira e mostra como ela voltou com vigor.

Recalibragem - “Temos que transformar esse aumento de arrecadação em uma recalibragem das nossas doses, mantendo a direção desses três sinais: redução de impostos para empresa; pagamento de dividendos, pela primeira vez em 25 anos os rendimentos de capitais estão sendo tributados; e desoneração de uma massa de 15, 16 milhões de brasileiros assalariados de baixa renda”, avaliou Paulo Guedes.

Receitas Administradas - Quanto às Receitas Administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado em maio de 2021 foi de R$ 137.927 milhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 67,65%, enquanto no período acumulado de janeiro a maio de 2021 a arrecadação alcançou R$ 711.927 milhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 21,42%.

Fatores não recorrentes - O resultado pode ser explicado, principalmente, pelos fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de, aproximadamente, R$ 16 bilhões do Imposto de Renda Pessoa Jurídica/ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (IRPJ/CSLL) de janeiro a maio de 2021, e pelos recolhimentos extraordinários de R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano anterior. Além disso, as compensações aumentaram 89% em maio de 2021 em relação a maio de 2020 e cresceram 46% no período acumulado. (Ministério da Economia)

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ENERGIA ELÉTRICA: Aneel reajusta valor da bandeira tarifária vermelha 2

energia eletrica 30 06 2021A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (29/06), em Brasília, o índice de reajuste do valor da bandeira tarifária a ser pago pelos consumidores na conta de luz a partir de julho.

Custo - Com isso, o custo da bandeira vermelha 2, o mais alto do sistema, aumenta de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos – um reajuste de 52% sobre o valor que já vinha sendo cobrado desde junho e que a agência prevê que siga em vigor até pelo menos novembro, devido ao baixo índice de chuvas em boa parte do país e a consequente queda do nível dos reservatórios hídricos.

Reajuste - O índice de reajuste aprovado foi defendido pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, para quem o nível de reajuste das tarifas não configura um aumento imprevisto para os consumidores.

Transparência - “A questão da bandeira é, acima de tudo, uma ferramenta de transparência, pois, sinaliza, mês a mês, as condições de geração [energética] no país. [Condições estas] que refletem os custos cobrados. Não existe, portanto, um novo custo. É um sinal de preços que mostra ao consumidor o custo real da geração no momento em que ela ocorre. Dando, inclusive, oportunidade do consumidor de se preparar e adaptar o seu consumo, fazendo um uso mais consciente da energia”, disse Pepitone, afirmando que o país enfrenta uma “crise hídrica que se reflete no setor elétrico”, obrigando o acionamento de usinas térmicas, mais caras.

Participação pública - Por sugestão do diretor Sandoval de Araújo Feitosa Neto, a Aneel ainda vai discutir a realização de uma audiência pública para, nas palavras de Neto, “trazer à luz o cenário que estamos vivenciando”. Segundo ele, simulações técnicas demonstram que o país está em meio a um “cenário hidrológico excepcional” que exige “um tratamento extraordinário das bandeiras tarifárias” a fim de evitar prejuízos ao sistema.

Cenários mais críticos - “Há grande probabilidade de termos, no segundo semestre, cenários mais críticos do que o histórico até aqui conhecido”, declarou Neto, admitindo que, para zerar o risco de déficit projetado, seria necessário elevar ainda mais o valor do patamar 2 da bandeira vermelha.

Déficit - “Mantido o nível de cobertura da bandeira vermelha, patamar 2, é bastante provável que haja déficit de arrecadação, ou seja, que os custos superem as receitas geradas pelo mecanismo”, acrescentou. “Se nada for feito e a bandeira permanecer com os resultados da metodologia [aplicada nos estudos], teríamos, de julho a dezembro, um déficit de aproximadamente de R$ 5 bilhões na conta-bandeira, com uma probabilidade acima de 78% de ser, de fato, acima de R$ 2 bilhões.”

Valor - De acordo com o diretor-geral da agência, André Pepitone, em abril o déficit chegava a R$ 1,5 bilhões. “Em boa parte do ano de 2020, houve um superavit de R$ 1,5 bi. Isto se degradou a partir de setembro/outubro, quando este superavit virou déficit”, comentou Pepitone, prevendo que o déficit tende a aumentar a partir de julho. (Agência Brasil)

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CÂMBIO: Dólar fecha em leve alta, vendido a R$ 4,94

cambio 30 06-2021Num dia marcado pela volatilidade no mercado financeiro, o dólar teve leve alta e a bolsa fechou estável. Movimentações típicas de fim de trimestre, além das reações à evolução da pandemia de covid-19 e à proposta de reforma tributária influenciaram o mercado.

Cotação - O dólar comercial fechou a terça-feira (29/06) vendido a R$ 4,942, com alta de 0,28%. A cotação atingiu R$ 4,97 na máxima do dia, por volta das 11h30, recuou durante a tarde, caindo para R$ 4,92 por volta das 14h40, e voltou a subir perto do fim da sessão.

Queda acumulada - Apesar da alta desta terça-feira (29/06), a divisa acumula queda de 5,42% em junho e de 4,78% em 2021. Caso o desempenho permaneça, a moeda norte-americana encerrará o trimestre com o maior recuo em três meses desde o segundo trimestre de 2009.

Bolsa de valores - No mercado de ações, o dia também foi marcado pela volatilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 127.327 pontos, com baixa de 0,08%. O indicador iniciou o dia em alta, chegou a cair 0,94% ainda durante a manhã e reverteu quase toda a queda durante a tarde.

Cenário externo - O cenário externo influenciou o mercado brasileiro. A divulgação de que a confiança do consumidor disparou nos Estados Unidos em junho aumentou as apostas de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) elevará os juros básicos da maior economia do planeta antes do fim de 2022. Taxas mais altas em países desenvolvidos pressionam o mercado financeiro em países emergentes, como o Brasil.

Compras - No caso do dólar, as compras de fim de trimestre por parte de grandes empresas que enviam os lucros ao exterior contribuíram para a alta da moeda norte-americana. No cenário interno, as repercussões da proposta da segunda fase da reforma tributária também afetaram o mercado. Apresentado na última sexta-feira (25/06), o projeto reintroduz a tributação sobre dividendos e muda a alíquota de diversos investimentos. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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OCDE: Estudo mostra Paraná como exemplo mundial em desenvolvimento sustentável

ocde 30 06 2021Energia sustentável, proteção ambiental e redução de desigualdades. Esses são alguns aspectos que fazem do Paraná um exemplo mundial no desenvolvimento sustentável, destacados em um estudo de caso lançado nesta terça-feira (29/06) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa analisa de que forma o Paraná aderiu e aplicou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organização das Nações Unidas (ONU) ao longo dos últimos dois anos.

Organização internacional - A OCDE é uma organização internacional integrada por países-membros que se empenham em promover padrões internacionais que permeiam questões econômicas, financeiras, comerciais, sociais e também ambientais.

Lançamento - O estudo “Uma Abordagem Territorial para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Paraná” foi lançado durante a 4ª Mesa-Redonda da OCDE sobre Cidades e Regiões para os ODS, evento online realizado nesta terça-feira (29/06) e que continua nesta quarta (30/06). Além do Paraná, também foram lançados relatórios sobre a província de Córdoba, na Argentina, e da cidade de Kitakyushu, no Japão.

Políticas públicas - A pesquisa destaca que as políticas públicas do Paraná estão voltadas ao desenvolvimento sustentável desde a década de 1990. Nos últimos anos, o Estado passou a utilizar os ODS como guia para melhorar as áreas de saúde, educação e segurança, além de diminuir a desigualdade social entre diferentes partes do território.

Exemplo - Na apresentação dos relatórios durante o evento, o vice-secretário geral da OCDE, Ulrik Vestergaard Knudsen, destacou que o Paraná já é um exemplo contundente na área de energia renovável. “Cerca de 94% da energia consumida no Paraná vem de fontes renováveis, mais que o dobro da média das regiões da OCDE, que fica em 41%”, ressaltou o executivo.

Ambiental - Na parte ambiental, a pesquisa também aponta que os pontos fortes do Paraná são a qualidade do ar, a preservação da água e a proteção costeira. Neste último quesito, por exemplo, o Estado supera as médias da OCDE e do Brasil: enquanto o Estado tem 51% das áreas costeiras protegidas, o País tem 36% e a OCDE, 20%.

Outros destaques - Outros destaques do Paraná em comparação a outros estados estão na educação, no mercado de trabalho e em indicadores econômicos, com uma performance que supera em mais de 70% a média brasileira.

Resultado- Grande parte desses resultados é fruto da atuação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Cedes), órgão responsável pela implementação da Agenda 2030 no Estado. A vice-presidente do Cedes, Keli Guimarães, disse que a pandemia revelou a urgência da resiliência nas sociedades, já que os desafios globais só podem ser enfrentados com soluções locais. Nesse contexto, ela destacou a atuação rápida e eficaz do Paraná.

Desempenho - “O desempenho de nossa economia predominantemente agroindustrial e com importante atividade exportadora permitiu que, em 2020, fossem reduzidos os impactos da pandemia. Mas ainda há muito por fazer, e a Agenda 2030 representa uma oportunidade de potencializar impactos concretos na vida das pessoas”, afirmou Guimarães.

Paraná de olho nos ODS - Para implementar os objetivos da agenda no Estado, o Cedes criou a Estratégia Paraná de Olho nos ODS, que tem como foco o planejamento, a execução e o monitoramento de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Ações - Entre as ações do plano estratégico estão o desenvolvimento de um diagnóstico estadual e municipal, a captação de recursos e prospecção de boas práticas realizadas pelo mundo e a mensuração do retorno social das ações realizadas através de indicadores globais.

Boa prática - Uma dessas ações foi citada como boa prática no estudo da OCDE: a parceria entre o Cedes e o Tribunal de Contas do Paraná para monitorar e avaliar a incorporação dos ODS no planejamento orçamentário do Estado. “Sabemos o Paraná que queremos no futuro e estamos trabalhando muito para chegar lá”, acrescentou a vice-presidente.

ODS - Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável compõem a Agenda 2030 - uma agenda de desenvolvimento proposta pela ONU em 2015 para guiar boas práticas dos países para os próximos 15 anos. Ela integra 17 ODS, que abrangem diferentes aspectos da sociedade. Entre os objetivos, estão a erradicação da pobreza, igualdade de gênero, energia renovável, educação de qualidade, crescimento econômico, entre outros. A proposta é que sociedade, empresas e governo atuem juntos para cumprir os objetivos.

Mesa-redonda - A conferência da OCDE contou com representantes de cidades, regiões, governos nacionais, setor privado, sociedade civil, academia e organizações filantrópicas de todo o mundo para apresentar os resultados dos três novos estudos de caso. O evento também reuniu exemplos de outras cidades que tiveram bons resultados dos ODS durante a pandemia, como Braga, em Portugal, e Estrasburgo, na França. Os painéis continuam ao longo desta quarta-feira (30/06).

Link - O estudo sobre o Paraná pode ser acessado AQUI. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: Brasil chega a 18,5 milhões de casos e 515,9 mil mortes

A quantidade de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 18.513.305 em todo o Brasil. Em 24 horas, as autoridades de saúde registraram 64.903 novos casos da covid-19.

Acompanhamento - Até esta terça-feira (29/06), havia 1.218.184 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

Vidas perdidas - O número de vidas perdidas para a pandemia alcançou 515.985. Entre segunda e terça-feira (28 e 29/06), foram confirmados 1.893 óbitos em função de complicações associadas à covid-19.

Investigação - Outros 3.655 falecimentos estão em investigação. O termo designa mortes com suspeitas de que podem ter sido causadas por covid-19 mas com origem ainda sendo analisada por equipes de saúde.

Atualização - Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (29/06). O balanço é elaborado a partir de informações levantadas por secretarias estaduais e municipais de saúde de casos e mortes.

Estados - O balanço diário do Ministério da Saúde também traz os dados por estado. No alto do ranking de mais mortes por covid-19 estão São Paulo (126.937), Rio de Janeiro (55.337), Minas Gerais (45.961), Rio Grande do Sul (31.280) e Paraná (30.510). Na ponta de baixo estão Roraima (1.731), Acre (1.738), Amapá (1.833), Tocantins (3.205) e Alagoas (5.320).

Vacinação - Conforme o painel do Ministério da Saúde sobre a operacionalização da campanha de imunização contra a covid-19, até o momento foram entregues às unidades da federação 129,7 milhões de doses, com 96,9 milhões de doses aplicadas, sendo 71,2 milhões da 1ª dose e 25,6 milhões com a 2ª dose e dose única (o que ocorre no caso da Janssen). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 30 06 2021

SAÚDE II: Mais 4.967 casos e 58 óbitos pela Covid-19 são registrados no Paraná

saude II 30 06 2021Mais 4.967 casos e 58 mortes pela Covid-19 foram registrados no Paraná, segundo o boletim divulgado nesta terça-feira (29/06) pela Secretaria de Estado da Saúde. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.272.289 casos e 30.338 óbitos.

Meses - Os casos divulgados nesta terça-feira são de janeiro (4), fevereiro (56), março (15), abril (36), maio (457) e junho (4.386) deste ano e dos seguintes meses de 2020: junho (2), julho (1), outubro (1), novembro (3) e dezembro (6).

Internados - O informe relata que 2.314 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.857 em leitos de SUS (935 em UTIs e 922 em enfermarias) e 457 em leitos da rede particular (238 em UTIs e 219 em enfermarias).

Exames - Há outros 2.456 pacientes internados, 1.051 em leitos de UTI e 1.405 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 58 pacientes. São 24 mulheres e 34 homens, com idades que variam de 22 a 88 anos. Os óbitos ocorreram de 20 de maio a 29 de junho de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (14), Londrina (9), Maringá (5), São José dos Pinhais (4), Campo Mourão (3), Almirante Tamandaré (2), Ibiporã (2) e Ponta Grossa (2).

Uma morte - A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Altônia, Araucária, Assis Chateaubriand, Cambé, Campo Largo, Clevelândia, Dois Vizinhos, Imbituva, Jaguapitã, Palmeira, Paranaguá, Piraquara, Pontal do Paraná, Rolândia, Sarandi, Teixeira Soares e Telêmaco Borba.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 6.728 casos e 172 óbitos de residentes de fora. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

 

SAÚDE III: Novo lote de vacinas da Pfizer chega ao Brasil nesta terça

saude III 30 06-2021Nova remessa com 528,840 mil doses de vacinas contra a covid-19 fabricadas pela Pfizer/BioNTech desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na noite desta terça-feira (29/06). A previsão da farmacêutica é a entrega de um total de três lotes nesta semana, com novos lotes também nos dias 30 de junho e 1º de julho, com 936 mil doses cada.

Mais - Somadas às doses dos lotes anteriores, a Pfizer informou que mais de 15,4 milhões de doses terão sido entregues ao governo brasileiro até 1º de julho. Segundo a empresa, este é o 18º lote do imunizante entregue ao país.

Contrato - As doses fazem parte do contrato do Ministério da Saúde com a farmacêutica, que prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro. Outras 100 milhões de doses, fruto de uma segunda negociação, estão previstas para serem entregues até dezembro, totalizando 200 milhões de doses da Pfizer neste ano.

CoronaVac - Também chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, no município de Guarulhos, na noite desta terça-feira (29/06), uma remessa de 1 milhão de doses prontas de CoronaVac, vacina contra a covid-19 da biofarmacêutica chinesa Sinovac. O governador João Doria estava presente no local. O voo partiu de Pequim, na China, na segunda-feira (28/06) e fez escala em Amsterdã, na Holanda, antes de pousar no Brasil.

Agilidade - De acordo com o governo do estado, com as doses prontas, o calendário de vacinação ganha agilidade, já que a produção em São Paulo envolve processos de envase, rotulagem, embalagem e um rigoroso controle de qualidade antes do fornecimento das vacinas ao Ministério da Saúde. O prazo entre a chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e a entrega das vacinas produzidas no Instituto Butantan gira em torno de 15 a 20 dias.

Tratativas - O governo informou que, junto ao Butantan, está dando sequência às tratativas com a Sinovac para que mais doses prontas para aplicação cheguem ao país nas próximas semanas. Além disso, 10 milhões de doses estão atualmente em produção no instituto.

Entregues - Até o momento, o Butantan já entregou 52,21 milhões de vacinas contra a covid-19 ao Plano Nacional de Imunizações (PNI). Os dois acordos firmados com o Ministério da Saúde totalizam 100 milhões de doses, com previsão de conclusão até 30 de setembro.

Matéria-prima - A partir de dezembro, o instituto deverá passar a produzir a matéria-prima da vacina contra a covid-19, em uma nova fábrica em São Paulo. A construção da unidade deve ser concluída em setembro, com capacidade para fabricação local de 100 milhões de doses do imunizante por ano. (Agência Brasil)

FOTO: Américo Antônio / Sesa

 

SAÚDE IV: Paraná receberá mais 361.490 vacinas contra a Covid-19; parte chega nesta quarta

saude vacina 30 06 2021O Ministério da Saúde confirmou na manhã desta quarta-feira (30/06) que o Paraná receberá 361.490 doses contra a Covid-19 nesta semana. São 277.250 do imunizante Covishield, da parceria Fiocruz/AstraZeneca, e 84.240 da Comirnaty, da Pfizer/BioNtech.

Chegada - O voo AD 4078, com as doses da AstraZeneca, pousará no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ainda nesta quarta, às 20h10. O lote é parte de uma distribuição de 3,9 milhões de doses da fabricante para todo o País. A remessa foi entregue pela Fiocruz ao governo federal na semana passada.

Lote - As vacinas da Pfizer chegarão na quinta-feira (01/07), às 8h25. Elas são parte de um lote de 1,1 milhão de doses para todo o Brasil.

Logística - Seguindo a logística habitual, as doses serão encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão separadas e organizadas antes do envio para as 22 Regionais do Estado.

Continuidade - As novas vacinas darão continuidade à vacinação do público em geral e dos grupos prioritários no Paraná, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da. Vacinação contra a Covid-19 (PNO). A expectativa do Estado é de encerrar a vacinação de primeira dose no final de setembro, de acordo com calendário divulgado pela Secretaria de Saúde.

Vacinômetro - Segundo o Vacinômetro, 4.287.538 paranaenses foram imunizados com as primeiras doses, 1.322.070 já receberam as duas doses e 25.634 a dose única da Janssen. Foram aplicadas 5.633.318 vacinas no Paraná, o sexto estado que mais vacinou em números absolutos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Americo Antonio / Sesa

 

SAÚDE V: Estado registra 758 novos casos de dengue e um óbito

O Informe Semanal da Dengue, publicado nesta terça-feira (29/06) pela Secretaria estadual da Saúde, aponta 758 novos casos e um óbito provocados pela doença. O período epidemiológico, que teve início em agosto do ano passado, soma agora 25.123 casos e 29 óbitos no Estado.

Morte - A morte divulgada nesta semana é de um homem de 78 anos, hipertenso, residente no município de Roncador, na área da 11ª Regional de Saúde de Campo Mourão. A morte aconteceu no mês de abril e vinha sendo investigada.

Medidas preventivas - “São mortes, internações e tratamentos que poderiam ser evitados com a adoção de medidas preventivas amplamente divulgadas, sendo a principal a eliminação de pontos que acumulem água parada nos ambientes internos e externos dos domicílios. O mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, se prolifera nestes pontos”, disse o secretário da Saúde Beto Preto.

Casos confirmados - Dos 399 municípios paranaenses, 286 registram casos confirmados de dengue. Quanto às notificações, são 87.794 casos em 360 municípios. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

ARTIGO: Empréstimo: aliado ou vilão?

artigo 30 06 2021* Rodrigo Martimiano da Rocha

Para muitas pessoas, ainda existe uma ideia precipitada de que fazer uma operação de crédito é sinônimo de que algo na sua vida financeira não está indo bem, mas isso não é necessariamente verdade. Quando bem planejado e escolhendo a linha correta, o empréstimo pode ser um grande aliado para realizar seus objetivos de vida ou solucionar alguma dificuldade pontual. O mercado oferece uma gama enorme de linhas de crédito, e hoje vamos falar sobre as principais delas destinadas à pessoa física.

Financiamento imobiliário/crédito habitacional: esta linha de crédito é destinada a quem deseja comprar ou construir um imóvel, seja residencial ou comercial, tanto para utilização própria ou para gerar renda de aluguel. Pode ser utilizado também para compra de terrenos. Normalmente, é a linha de crédito com os menores juros do mercado, e o prazo total para pagamento pode superar os 20 anos.

O que se atentar: verifique se a taxa ofertada é fixa ou se é atrelada a algum índice de correção (o que é mais comum). Caso for atrelada a um determinado índice, entenda como se comporta este índice para se programar. Este tipo de financiamento permite antecipação de parcelas com desconto de juros, ou seja, sempre opte pelo maior prazo possível para garantir um desembolso mensal menor e, sempre que possível, antecipe parcelas conforme seu fluxo financeiro.

Financiamento de veículos: crédito parcelado destinado à compra de veículos automotores de todos os portes, desde motocicletas até caminhões. Os prazos chegam até 48 meses (em média), mas algumas campanhas ou condições especiais podem levar estes contratos para até 120 meses.

O que se atentar: quanto maior o percentual do veículo a ser financiado, maior será a taxa cobrada. Por isso, é importante sempre se programar para dar uma boa entrada na compra. Além disso, o ano do veículo também interfere na taxa, então opte por veículos mais novos ou zero Km. A oferta deste tipo de crédito é abundante: quando for efetuar a cotação para contratar o financiamento, não se atente apenas a taxa, mas também compare o valor das parcelas oferecidas, pois vários agentes oferecem taxas baixas, porém embutem custos no contrato que elevam muito o valor das parcelas.

Financiamento de cursos/crédito estudantil: esta linha de crédito é destinada ao investimento em cursos de formação e/ou especialização, e os prazos mais comuns variam de 24 a 60 meses.

O que se atentar: por mais que o curso seja destinado para uma melhoria profissional (que geralmente lhe proporcionara um aumento de renda), sempre encaixe o valor das parcelas na sua realidade atual, evite considerar este aumento de renda (que pode ou não vir com a formação) para pagamento das parcelas.  

Cheque especial/limite de conta: crédito disponibilizado na própria conta corrente destinado a cobrir desencaixes de pagamentos e recebimentos de curto prazo.

O que se atentar: é o tipo de crédito mais caro do mercado, portanto utilize apenas para emergências que serão cobertas em curtíssimo prazo, não faça utilização continua deste limite. Em caso de necessidade contínua de crédito, se programe para utilizar outras linhas mais baratas.

Crédito parcelado: linha de crédito sem destinação específica, pode ser utilizado para pagamento de uma viagem, cobrir despesas extras ou para ajustar fluxo de caixa. O prazo da linha pode variar de 1 a 60 meses.

O que se atentar: enquadre o valor da parcela dentro do seu fluxo de caixa com folga. Quando for utilizar a linha para pagamento de despesas, assegure-se de que o motivo de estar precisando do crédito tenha sido resolvido, senão uma solução no curto prazo pode virar mais um problema financeiro no longo prazo.

Espero que as informações tenham ajudado a entender mais sobre as linhas de crédito e o uso consciente delas. Se ainda ficar com dúvidas, não deixe de nos escrever em: contato@uniprimebr.com.br.

*Rodrigo Martimiano da Rocha é cooperado Uniprime e profissional com Certificação CFP®

 


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