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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5124 | 30 de Julho de 2021

COOPERLÍDER JOVEM: Precisamos forjar novas lideranças, diz presidente do Sistema Ocepar

O cooperativismo é um dos setores mais pujantes da economia paranaense. As 217 cooperativas filiadas ao Sistema Ocepar movimentaram no ano passado R$ 115,7 bilhões, sendo que a meta do novo planejamento estratégico do setor, o PRC 200, é atingir R$ 200 bilhões. Mas, para chegar lá, é preciso que as novas gerações abracem a ideia, sucedendo os pais e até mesmo galgando cargos de liderança na cooperativa em que são integrados. “Vocês, jovens, são a quarta geração de cooperativistas do Paraná, e o esse setor só vai ser grande no futuro se tivermos bastante gente liderando esse processo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, na noite desta quinta-feira (29/07), mandando o seu recado para os jovens que acompanhavam virtualmente o 29º Encontro Estadual da Liderança Jovem do Cooperativismo Paranaense, o Cooperlíder Jovem.

O Cooperlíder Jovem - Promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), e sempre com uma cooperativa como anfitriã, o Cooperlíder Jovem reúne representantes de cooperativas de diversos ramos do estado. Este ano, em função da pandemia, o evento foi virtual, com transmissão pelo canal TV Paraná Cooperativo no Youtube, e a iniciativa se comprovou assertiva, tendo em vista que o evento já possui quase 1.400 visualizações. A cooperativa anfitriã foi a Cocamar, de Maringá.

Formando lideranças - Em sua mensagem, o presidente do Sistema Ocepar lembrou que liderança não se transfere de uma pessoa para outra. “As pessoas adquirem essa condição pelo exemplo, dedicação, profissionalismo e pela vontade de exercer um papel de liderança. Vocês estão no lugar certo e na hora certa. Se preparem. Nós precisamos de vocês para ter cada vez mais um cooperativismo forte no Paraná. Vamos ser cooperativista! Este é o convite que faço a todos, para que no futuro vocês possam conduzir esse importante movimento para a sociedade e para as pessoas”, disse Ricken. 

Desafio - Esta foi a primeira vez que o encontro de jovens cooperativistas, antes chamado de Jovemcoop, foi organizado no virtual. Um desafio grande, considerando que o jovem moderno é tecnológico, versátil e ávido por novidades. O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, conta que a decisão de realizar esse evento, mesmo de forma online, aconteceu porque trata-se de uma ação estratégica para a formação do jovem cooperativista. “No ano passado, em função da pandemia, esse evento não foi realizado, mas agora, em conversa com os agentes de cooperativismo do estado, optamos mantê-lo na programação pela possibilidade de interação, mesmo que virtual. Este evento foi pensado e produzido para o jovem que no futuro irá se tornar um cooperado. Então, desejamos sucesso e que todos aproveitem os ensinamentos que estão aqui”, afirmou. 

Sescoop/PR - A gerente de Desenvolvimento Cooperativo, Maria Emília Pereira Lima, lembrou que o Sescoop/PR tem um papel muito importante nessa jornada de formação da juventude cooperativista. “Hoje temos muito orgulho de dizer que somos um estado forte, referência em cooperativismo no país, mas houve muito preparo das pessoas que estão na governança. E eles foram os jovens lá de trás. Então, faço uma pergunta: será que estamos preparando os jovens para o cooperativismo do futuro?”, questionou. “Mas alguém pode dizer que hoje é mais difícil, tudo está diferente, é muito complicado despertar o interesse do jovem pela cooperativa e tem essa pandemia que veio para complicar tudo”, disse.

Reflexão - E dentro deste contexto, Maria Emília compartilhou um trecho de uma entrevista publicada em 2017 na Revista Paraná Cooperativo, com Carmem Reis, na época assessora de educação da Cooperativa Lar, de Medianeira, em que ela contou o que a motivou a iniciar um trabalho de formação com os públicos jovem e feminino no meio cooperativista. “Ela nos passou uma mensagem de que podemos enxergar oportunidades onde há dificuldades. Tudo depende da lente que usamos para olhar os fatos. É uma reflexão. Que oportunidades temos para sermos melhores, para sermos protagonistas do cooperativismo no futuro”, pontuou.

A cara da juventude - Transformar dificuldade em oportunidade também foi o objetivo que norteou a formatação online do Cooperlíder Jovem. A apresentação do evento já sinalizou isso. Representando a cooperativa anfitriã e também a cara da juventude, dois jovens de famílias cooperativistas da Cocamar, Willian Souza, de Pitangueiras (PR), e Esther Geller, de Cruzália (SP), foram os mestres de cerimônia. “A Cocamar é um lugar onde todos, jovens, crianças e adultos, têm o seu espaço. Para nós o cooperativismo vai muito além de um sistema econômico. É um estilo de vida. E queremos que isso se perpetue”, disse o presidente da Cocamar, Divanir Higino, mandando seu recado para que os jovens cooperativistas enxerguem o movimento como uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.

Surpresa - Neste ano em que o Sistema Ocepar completa 50 anos, a Cocamar preparou uma homenagem para a organização durante o Cooperlíder Jovem: uma apresentação do Coral Cocamar, um orgulho da cooperativa e a entrega de uma placa, com os dizeres: “A Cocamar, em nome de seus diretores e cooperados, reconhece honrosamente o seu trabalho e dedicação junto às cooperativas no estado do Paraná. Sua contribuição para o crescimento e desenvolvimento da Cocamar é motivo de alegria e orgulho para todos. Parabéns, Ocepar, pelos seus 50 anos”. “Foi uma bela surpresa, estou muito feliz pela homenagem”, disse o presidente Ricken. “Agradeço a toda família Cocamar e quero compartilhar essa homenagem com as 217 cooperativas filiadas, que sempre prestigiaram a organização e ajudam na condução do seu trabalho”, frisou. 

Programação - A programação do Cooperlíder Jovem contou ainda com a apresentação do case da CooperAgrárias de Curitiba, e um show com a dupla do sertanejo universitário Gustavo Toledo e Gabriel.

Game – O evento teve também um jogo com foco em cooperativismo e que ficará disponível por mais cinco dias na plataforma do evento,que pode ser acessada pelo link www.cooperliderjovem.com.br. Na plataforma, acessando o Auditório, é possível acessar o game e sedivertir com quiz e enigmas. O ranking com os 10 primeiros colocados será divulgado no dia 4 de agosto, por meio dos canais de comunicação do Sistema Ocepar.

Anfitriã em 2022  - Antes do encerramento do evento, houve o anúncio da cooperativa que irá sediar o Cooper Líder no próximo ano. Será na Primato, cooperativa com sede em Toledo, no oeste do Paraná.

Youtube - Perdeu o evento ou quer rever tudo o que rolou? Acesse o canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo. O Cooperlíder Jovem ficará aberto ao público por cinco dias.

Clique aqui e acesse a TV Paraná Cooperativo

Clique aqui para ouvir matéria de rádio sobre o Cooperlíder Jovem 2021

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: Ocepar e cooperativas Ceral e Ceral-Dis discutem oportunidades para o setor de infraestrutura

reuniao institucional 30 07 2021Representantes da Ceral (Cooperativa de Infraestrutura de Arapoti) e Ceral-Dis (Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica de Arapoti) e do Sistema Ocepar realizaram, na tarde de quinta-feira (29/07), reunião institucional para discutir indicadores e cenários do cooperativismo do Paraná. O encontro, por meio de videoconferência, contou com a presença dos presidentes das duas cooperativas, respectivamente, Adolf Hendrik Van Arragon e Wilfred Alberts, e também de membros da diretoria e do conselho fiscal, além de gestores administrativos. Os dados econômicos e financeiros foram repassados pelo coordenador de desenvolvimento cooperativo do Sistema Ocepar, João Gogola Neto, e pelo analista técnico Emerson Barcik. As perspectivas e desafios às cooperativas do ramo de infraestrutura foram os temas principais do encontro. Também foram discutidos o planejamento estratégico e a previsão para o ano de 2021.

A Ceral - Fundada em 2 de dezembro de 1968, fruto da visão empreendedora de um grupo de pioneiros, a Ceral foi a segunda do Brasil a levar energia elétrica para a área rural e é uma das mais antigas ainda em atividade. A sua criação foi fundamental para o desenvolvimento da atividade agrícola e pecuária no município, suprindo as necessidades de energia e melhorando a vida do homem do campo. Em 2020, a Ceral teve um faturamento de R$ 4,1 milhões, com 240 associados e 17 funcionários.

A Ceral-Dis - Em 12 de novembro de 2008, atendendo exigências regulatórias do setor, foi fundada a Ceral-Dis. Em 2020, a cooperativa faturou R$ 14,2 milhões. A Ceral-Dis tem 239 cooperados e 16 funcionários.

O ramo - O ramo infraestrutura tem 15 cooperativas no Paraná, que tiveram um faturamento de R$ 162,7 milhões em 2020, alta de 18,4% em comparação ao ano anterior. Juntas, elas têm 11.551 cooperados e 294 funcionários. No estado, este é um segmento vinculado principalmente às cooperativas de geração e distribuição de energia elétrica, que tiveram importância histórica no processo de eletrificação rural a partir da década de 1970. Doze cooperativas paranaenses pertencem a este nicho de mercado; há também duas que atuam na área de construção civil habitacional e uma em água e saneamento.

 

GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec I coordenacao parlamentar 30 07 2021A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (30/07), o Informe Semanal referente ao período de 26 a 30 de julho. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão, tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, e das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná.

Destaques - O boletim desta semana informa que, no dia 27 de julho, foi publicada a Mensagem Presidencial nº 360/2021, vetando integralmente o Projeto de Lei nº 6.330/2019, que estabelecia a incorporação de medicamentos para o tratamento do câncer ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde (ANS). Com o veto integral, o projeto retornou ao Congresso Nacional para deliberação. A Ocepar tem atuado em conjunto com a OCB e com a Unimed Brasil para a manutenção do veto. O Informe traz ainda em destaque dados sobe o PL 1.998/2020, que propõe a manutenção da prática da telemedicina no período pós pandemia, como medida de otimização e ampliação de acesso ao atendimento médico, bem como redução de custos. Este Projeto de Lei consta nas prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo da OCB e da Ocepar

Planos de saúde - Outro item do boletim diz respeito ao PL 7.419/2006, que altera aspectos de cobertura, procedimento e contratos dos planos e seguros de saúde com modificações na Lei nº 9.656/1998, que regulamenta as operadoras de planos de saúde. As propostas, em grande parte, estabelecem ampliação de cobertura ou alterações em procedimentos sem considerar especificidades do modelo societário cooperativo, a aplicabilidade prática das propostas, ou ainda a sustentabilidade dos planos de assistência à saúde. O projeto aguarda parecer do relator, Deputado Federal Hiran Gonçalves, na Comissão Especial.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

COVID-19: Publicados novos destaques na área destinada ao coronavírus no Portal PR Cooperativo

covid 30 07 2021A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

CONEXÃO COOP I: Quer vender mais? A gente te ajuda!

conexao coop I 30 07 2021Vender mais é o sonho de 10 em cada 10 cooperativas. E, hoje em dia, com o aumento do tempo médio que as pessoas passam nas redes sociais, oferecer produtos e serviços no ambiente digital não é mais uma coisa do futuro. É coisa para agora! É por isso que o Sistema OCB disponibilizou o curso Venda Mais – a fórmula para vender nas redes sociais.

ConexãoCoop - O lançamento fez parte da programação desta quinta-feira (29/07) – quarto dia da Semana ConexãoCoop, que termina amanhã. O curso é oferecido gratuitamente aos profissionais de cooperativas regulares, por meio da plataforma EAD do Sistema OCB. Basta fazer o cadastro e mergulhar nas ferramentas e técnicas que podem alavancar o negócio das cooperativas.

Pandemia - Para a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, a pandemia acelerou muito a entrada dos negócios no mundo digital, por isso, “quanto mais eficiência na hora de se comunicar com o público, maiores os resultados.”

Participação - O lançamento contou com a participação de Renato Mendes, professor do Insper e autor do bestseller Mude ou Morra. Renato discorreu sobre técnicas de como alavancar as vendas com base no propósito e se adequando à nova economia, cada vez mais focada nos canais digitais.

Conectados - Para se ter uma ideia, no Brasil, mais de 140 milhões de pessoas estão conectadas a alguma rede social, o que representa um pouco mais de 60% da população. Ou seja, tem muita gente para falar e ouvir o que se tem a dizer nesses espaços. É exatamente por isso que é fundamental que a sua cooperativa tenha presença digital e use as redes sociais de forma assertiva para impulsionar os negócios.

Fenômeno - Segundo o professor, numa perspectiva de negócios, a pandemia gerou um fenômeno interessante que precisa ser aproveitado: o processo digitalização dos negócios. “Tínhamos um cenário pré-pandemia em que o digital era quase uma opção e, hoje, é uma necessidade. Não há outra alternativa para conhecer o público, se comunicar com a base e vender mais. E a minha pergunta para as cooperativas é: vocês estão preparados para o Brasil digital de 2030?”, questiona o especialista, justificando: “quem não estiver preparado ficará para trás.”

Sobre o curso - O curso começa te ajudando a estruturar um Canvas de Vendas para você primeiro "arrumar a casa" - ou seja, ter a sua proposta de valor, seu diferencial e seu público muito claros antes de montar sua estratégia de comunicação. Você terá um panorama das redes sociais, cases de sucesso e formas de se comunicar com o seu público. No final, serão ensinadas estratégias de divulgação para vender mais e movimentar o negócio a partir de campanhas nas redes sociais.

Conteúdo - Para esse curso, o Sistema OCB convidou Eduardo Carvalho, um especialista em redes sociais, campanhas e comunicação, que modelou o conteúdo para ser aplicado como estratégia de sucesso na sua cooperativa.

Acesso - Ficou interessado? Então, clica aqui.

Dicas e exemplos de sucesso - Quer assistir às dicas e reflexões de Renato Mendes, professor do Insper e autor do bestseller Mude ou Morra? Clica aqui.

Estratégias- Nesse mesmo link, confira as estratégias adotadas por três cooperativas – a Cocamar, a Coop e a Coopmetro – para aumentar as vendas. A Cocamar, do agro, ampliou a sua presença digital com um e-commerce; a Coop, cooperativa de consumo, apostou em um serviço de delivery; e a Coopmetro ampliou a atuação no transporte para e-commerce com intercooperação. Não deixe de conferir.

Outros painéis - E se você não pode acompanhar algum dos painéis ou lançamentos da Semana ConexãoCoop, clique aqui e assista. (OCB)

 

CONEXÃO COOP II: OCB lança estudo de análise e tendências de mercado

conexao coop 30 07 2021O que está acontecendo no mundo? Como isso impacta a sua cooperativa? Quais as principais tendências globais que você precisa ter no radar? As respostas para estas e outras perguntas você vai encontrar no estudo Coop de olho no futuro: tendências de mercado diante de um novo mundo, lançado nesta quinta-feira (29/07), pelo Sistema OCB, como parte da programação da Semana ConexãoCoop, que termina nesta sexta-feira (30/07).

Painel - O lançamento ocorreu durante o painel O Futuro do cooperativismo, que contou com a participação do de Paula Abbas, professora titular de Inovação e Design Thinking do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae), que falou sobre a importância da alfabetização de futuros para desenho de cenários e proposição de estratégias; e de Letícia Setembro, sócia diretora da IF Futures que discorreu um pouco sobre a aplicação das tendências apresentadas pelo estudo, que é estruturado em três partes: forças estruturantes, dinâmicas emergentes e mapeamento econômico dos ramos selecionados.

Finalidade - Segundo a OCB, a finalidade do estudo é trazer um levantamento completo sobre as megatendências de mercado, além de apresentar as mudanças que já estavam em curso e foram aceleradas em razão da pandemia. Vale destacar que, em agosto, o documento será atualizado com seções específicas direcionadas a cada ramo.

Dever de casa bem-feito - E sobre a relevância de pensar em cenários futuros, bem como nas estratégias para cada um deles, a Unimed BH foi convidada falar como tem levado esse assunto a sério. O diretor administrativo-financeiro, Eudes Arantes Magalhães, informou que a cooperativa do ramo saúde, com mais de 50 anos, possui 5,3 mil médicos cooperados, 1,3 milhão de clientes e faturou, em 2020, cerca de R$ 5,6 bilhões. Disse ainda que Unimed BH tem, desde 2014, uma área de estudos e análises de tendências para a definição de estratégias.

Antecipar o futuro - Já o gerente de Inovação e Conectividade da coop, Rafael Paolinelli, explicou como é possível antecipar o futuro usando esse centro de inovação. “Ele funciona como um hub de conexões e desenvolve um trabalho de prospecção e discussão de tendências de forma aberta e colaborativa com empresas nacionais e internacionais e, assim, é possível definir uma agenda de transformação”, comenta.

Assuntos - Por meio dessa área, a cooperativa discute, desde 2018, assuntos como inteligência artificial, que cresce fortemente e, também, sobre temas como experiência do cliente, futuro do trabalho e, claro, telemedicina.

Gratuito - O estudo é um dos produtos que podem ser encontrados gratuitamente no site ConexãoCoop, que reúne em um só lugar informações e serviços focados no acesso aos mercados nacional e internacional, intercooperação, além de conteúdos e ferramentas de inteligência de mercado. Para acessar e conhecer basta clicar aqui.

Assista o painel - Clique para acessar o documento. E, para assistir tudo o que foi dito no painel, clique aqui. (OCB)

 

 

COOPERATIVISMO: Panorama Coop traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

cooperativismo 30 07 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras.

Destaques - O boletim desta semana está especial e recheado de informações cruciais para a sua cooperativa. Os temas da Reforma Tributária estão na pauta prioritária no retorno do recesso parlamentar; a exportação de coops em destaque na Análise Econômica feita em parceria com a Apex-Brasil; e o impacto das mudanças no quadro ministerial para o cooperativismo e o Sistema S. Quer saber mais detalhes sobre esses e outros assuntos? Veja abaixo.

Análise econômica - A análise econômica especial do mês de julho é fruto da parceria firmada entre OCB e Apex-Brasil. Construída de forma conjunta, a edição ilustra o desempenho do comércio exterior brasileiro e mostra como nossas cooperativas estão se posicionando frente ao mercado internacional. No acumulado do primeiro semestre de 2021, as exportações brasileiras cresceram 35% e somaram US$ 135,9 bilhões, enquanto as importações subiram 26,5% e totalizaram US$ 99,2 bilhões. E o cooperativismo também faz parte desses números: em 2020, nossas cooperativas foram responsáveis por 100% das exportações de 74 municípios brasileiros. Confira, nesta edição, as informações mais atualizadas para estimular a inserção do modelo de negócio cooperativista nos mercados exteriores.

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Análise política - Na Análise Política desta semana, buscamos entender como as mudanças no quadro governamental, com destaque para a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, impactam os temas de interesse do cooperativismo no Poder Executivo. Como ficam as participações do Sistema OCB nos conselhos que discutem questões sindicais, previdenciárias e trabalhistas? E o Sistema S, permanece sob a tutela do Ministério da Economia ou passa a ser gerido pela nova pasta? Clique para conferir essas e outras reflexões!

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Reforma do Imposto de Renda deve ser votada ainda em agosto - O Congresso Nacional retorna aos trabalhos legislativos na próxima segunda-feira (02/08), e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, divulgou uma pauta prioritária para a primeira semana de votação com a Reforma do Imposto de Renda. Lira está confiante em um acordo nos principais pontos do texto junto com o relator da proposta, deputado Celso Sabino. Sabino, inclusive, já adiantou que deve alterar alguns pontos do seu parecer, como a extinção da alíquota de lucros e dividendos para as empresas do Simples Nacional, o que, na prática, faz permanecer como já é atualmente. A OCB acompanha de perto as movimentações sobre o tema, então acompanhe nossos informativos sobre a Reforma Tributária e fique por dentro de todas as novidades sobre o assunto!

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Ato cooperativo é defendido em reunião com ministro - A gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, defendeu a importância do ato cooperativo em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, realizada na terça-feira (27/07). A audiência foi solicitada pelo deputado Diego Garcia (PR) para tratar de questões envolvendo a reforma tributária e contou também com a presença de representantes de entidades empresariais e do Sistema S do Paraná.

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Lançado o site ConexãoCoop - Um site onde é possível encontrar, em um mesmo lugar, produtos e serviços de qualidade e exclusivos que vão dar um norte para todas as coops. É assim o ConexãoCoop, lançado pelo Sistema OCB na segunda-feira (27/07), durante a abertura da Semana que leva o nome do portal. O lançamento contou com a participação do presidente Márcio Lopes de Freitas, da gerente geral da OCB, Tânia Zanella, cooperativistas e do co-fundador da HSM e autor de bestsellers como Gestão do Amanhã, José Salibi Neto. O presidente do Sistema OCB destacou que as novidades apresentadas durante o evento, que vai até esta sexta-feira (dia 30/07), são fruto das demandas apresentadas pelos mais de 1,5 mil participantes da 14ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, realizado em 2019.

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Intercooperação é o melhor caminho - Como alavancar os negócios por meio das plataformas digitais? A resposta para isso está na intercooperação. O assunto foi pauta do painel “Intercooperação como estratégia de negócios”, ocorrido na tarde de quarta-feira (28/07) como parte da programação da Semana ConexãoCoop. O painel contou com a participação do vice-presidente do Ifood, Diego Barreto. O empresário discorreu sobre o fato de o Brasil não estar na vanguarda tecnológica e, ainda, sobre os efeitos da globalização. Também destacou que o consumidor de 20 anos atrás não existe mais. “Se o cliente quer comprar um carro, ele tem diversos meios de encontrar informações, preços, lugares. Isso, claro, o torna mais exigente, já que quer produto + serviço = solução”, reforçou.

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Clique aqui e confira o Panorama Coop em versão digital

 

CASTROLANDA: Produtores foram homenageados no Dia do Agricultor

castrolanda 30 07 2021Com uma produção de 262 milhões de toneladas por ano e um crescimento de 82% nos últimos 20 anos, a agricultura tem papel fundamental na vida de todos. Na última quarta-feira (28/07), comemorou-se o Dia do Agricultor, e a área de Negócios Agrícola da Cooperativa Castrolanda prestou homenagem aos produtores responsáveis por levar alimento à mesa dos brasileiros.

Troféus - Em um programa exibido nas redes sociais da Cooperativa, foram entregues os troféus dos Melhores do Ano aos produtores do Paraná e de São Paulo e apresentadas uma roda de conversa com agricultores e a palestra “O mundo mudou bem na minha vez” com Dado Schneider.

Perseverante - Durante a roda de conversa, o cooperado Thiago Minoru Yoshimura, que ganhou os prêmios de Volume Entregue de Feijão e Volume Entregue de Semente de Soja, falou sobre a importância da agricultura. “Para mim, ser agricultor é ser perseverante, persistente e otimista. Acredito que seja um privilégio, uma grande responsabilidade e um setor sagrado. Todos nós, independentemente de faixa etária, classe social, profissão, precisamos da agricultura. E o agricultor está aí para desempenhar o seu papel, agregando cada vez mais conhecimento e tecnologia para um bom desenvolvimento das lavouras”.

Trabalho gratificante - Na entrega dos troféus, os cooperados reafirmaram o trabalho realizado durante a safra 2020/2021. “É um trabalho duro, mas muito gratificante. Então, receber um prêmio sabendo que tem muita gente qualificada e trabalhando firme todos os dias na lavoura deixa a gente muito feliz. Sabemos que estamos no caminho certo”, contou Rodrigo Cardoso, representante do cooperado José Carlos de Moura Cardoso, ganhador na categoria Produtividade de Trigo.

Suporte - O produtor Paulo Eduardo Linhares Tonon, que recebeu o troféu pela Produtividade de Soja, destacou a importância do suporte oferecido pela Castrolanda. “Toda a infraestrutura que a cooperativa tem nos ajuda tanto na parte técnica como na operacional. Tudo isso melhora nossa produção".

Trabalho de equipe - "É fruto de um trabalho de equipe. Aqui eu represento uma equipe que vai desde os colaboradores da área administrativa, operacional, assistência técnica e a Castrolanda. Então, é o resultado de uma união de forças que mostra que a gente está atingindo nossos objetivos", afirmou o cooperado Erick Jan Petter, ganhador na categoria Volume Entregue de Semente de Trigo.

Ganhadores - Confira todos os ganhadores do troféu Melhores do Ano dos Negócios Agrícola da Castrolanda:

Produtividade de Soja

Mateus Pontes Cardoso

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - até 150 ha

Produtividade (kg): 5.080,00

Área (ha): 87,10

Paulo Eduardo Linhares Tonon

Estado: Paraná

Safra 20/20 - até 150 ha

Produtividade (kg): 5.240,00

Área (ha): 102,32

João Gabriel Kirchheim Stebbins

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - 150 a 700 ha

Produtividade (kg): 4.618,00

Área (ha): 181,97

Mariane Petter Hoogerheide

Estado: Paraná

Safra 20/21 - 150 a 700 ha

Produtividade (kg): 5.247,00

Área (ha): 266,00

Arnold Hendrikus Salomons

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - maior que 700 ha

Produtividade (kg): 4.598,00

Área (ha): 967,93

Richard Hendrik Borg

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - maior que 700 ha

Produtividade (kg): 4.900,00

Área (ha): 744,50

 

Produtividade de Trigo

Walter John Gehrmann

Estado: Paraná

Safra 20/20 - até 100 ha

Produtividade (kg): 5.805,00

Área (ha): 37,68

José Carlos de Moura Cardoso

Estado: São Paulo

Safra: 20/20 - até 150 ha

Produtividade (kg): 4.202,00

Área (ha): 117,00

Jan Hassjes

Estado: Paraná

Safra 20/20 - 100 a 200 ha

Produtividade (kg): 6.104,00

Área (ha): 187,42

Hans Jan Groenwold

Estado: Paraná

Safra 20/20 - maior que 200 ha

Produtividade (kg): 6.252,00

Área (ha): 214,99

Carlos S. Arie e Jaime da Silva Oliveira

Estado: São Paulo

Safra 20/20 - maior que 700 ha

Produtividade (kg): 3.752,00

Área (ha): 823,50

 

Produtividade de Milho

Edson Jose Prioto

Estado: Paraná

Safra 20/21 - até 100 ha

Produtividade (KG): 15.276,00

Área (ha): 53,37

Eli Pontes Cardoso

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - até 100 ha

Produtividade (kg): 11.332,00

Área (ha): 90,00

Vanasa Participações LTDA - Produtividade de Milho

Estado: São Paulo

Safra 20/21 - maior que 100 ha

Produtividade (kg): 11.433,00

Área: 403,60

 

Produtividade de Cevada

Dalnei Carlos Gomes

Estado: Paraná

Safra 20/20

Produtividade (kg): 5.403,00

Área (ha): 44,77

 

Qualidade Semente de Soja

Gino Antônio Cesaro

Estado: São Paulo

Safra 20/21

Qualidade Germinação (%): 94,64

Roelof / Johannes e Marco Paulo Kassies

Estado: Paraná

Safra 20/21

Qualidade Germinação (%): 96,03

 

Qualidade de Semente de Trigo

Florian Bernhard Schudt e Outros

Estado: São Paulo

Safra 20/20

Qualidade Germinação (%): 98,58

Roelof / Johannes e Marco Paulo Kassies

Estado: Paraná

Safra 20/20

Qualidade Germinação Trigo (%): 99,10

 

Qualidade de Semente de Feijão

José Bagdal

Estado: São Paulo

Safra 20/21

Qualidade Germinação (%): 95,70

 

Volume Entregue de Semente de Soja

Luiz Orestes de Melo Queiroz

Estado: Paraná

Safra 20/21

Volume Entregue (kg): 1.089.737

 

Volume Entregue de Semente de Trigo

Erik Jan Petter / Rudolf Angelo Petter

Estado: Paraná

Safra 20/21

Volume Entregue (kg): 410.692

 

Volume Entregue de Feijão e Volume Entregue de Semente de Soja

Thiago Minoru Yoshimura

Estado: São Paulo

Safra 20/21

Volume Entregue Soja (KG): 2.148.262

Volume Entregue Feijão (KG): 628.179

Sobre a Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com sete décadas anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo. Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3700 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata. O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)    

 

DEBATE: Brasil assume presidência temporária de reuniões sobre agricultura familiar e cooperativismo no Mercosul

debate 30 07 2021A partir deste mês, o Brasil, representado pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, César Halum, assume a Presidência Pro Tempore da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), formadas por Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai e Brasil.

Diálogo - A Reaf é um espaço para o diálogo participativo entre agricultores familiares, organizações, instituições rurais, academia e governos, com o objetivo de pensar em políticas públicas específicas para o setor da agricultura familiar dos países integrantes do Mercosul. A criação da Reaf, em 2004, foi iniciada por uma demanda da Confederação dos Produtores Familiares do Mercosul (Coprofam), com apoio de governos e organizações internacionais.

Propósito - A RECM, criada 2001, tem o propósito de inserir o cooperativismo na agenda de trabalho do Mercosul, facilitar o comércio e a intercooperação entre as cooperativas da região e fomentar ações conjuntas que levem desenvolvimento econômico e social às cooperativas, seus cooperados, famílias e comunidades. Esta Reunião Especializada também atua de forma conjunta com a Reaf, visando promover o cooperativismo/associativismo como ferramenta de fortalecimento da agricultura familiar no Mercosul.

Seis meses - A cada seis meses, um país responde pela Presidência Pro Tempore das Reuniões, como forma de garantir a democracia e o equilíbrio entre os Estados que formam o bloco. A partir deste mês de julho, ambas as Presidências, que estavam à cargo da Argentina, foram transferidas para o Brasil, sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF). O país segue no posto até janeiro, quando o Paraguai assume a posição.

Espaços fundamentais - Para o secretário César Halum, esses são espaços fundamentais para debater ações de fomento ao pequeno agricultor. “Teremos a oportunidade de avançar em temas importantes para a agricultura familiar regional, como sanidade e inocuidade das produções deste público, acesso a mercados e comercialização dos seus produtos e a utilização do cooperativismo como ferramenta de fortalecimento”.

Sanidade e inocuidade - A sanidade e inocuidade dos produtos da agricultura familiar integram os principais temas da pauta dos países do Mercosul. No âmbito da Reaf, serão discutidos compromissos e medidas que tenham o propósito de fortalecer processos desde a extensão, fomentando a alimentação saudável, buscando avançar na geração de diretrizes e políticas diferenciadas, considerando marcos normativos sanitários e demandas dos consumidores frente à qualidade dos alimentos.

Encontros nacionais - Para promover o debate, ocorrerão encontros nacionais, durante os quais serão discutidos os temas a serem defendidos pelos representantes do governo e da sociedade civil de cada país-membro ou associado durante as Sessões Plenárias Regionais, realizadas de forma semestral no país que detém a Presidência Pro Tempore. As datas serão definidas pela SAF e divulgadas no portal e nas redes sociais do Mapa. (Mapa)

 

PRÉ-CÚPULA: Brasil apresenta na ONU as características sustentáveis da agricultura nacional

pre cupula 30 07 2021O Brasil concluiu na quarta-feira (28/07) a sua participação na Pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Roma, na Itália. No evento, foram discutidos caminhos para o aprimoramento dos sistemas alimentares no que diz respeito à sustentabilidade social, econômica e ambiental, como forma de aceleração do progresso na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Ministra - À frente da delegação brasileira, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, defendeu a posição de que cada país deve traçar seu próprio caminho rumo à sustentabilidade a partir de suas próprias características naturais e culturais. A ministra alertou que a imposição de modelos produtivos alheios às realidades locais poderá resultar em custos adicionais a produtores e consumidores, queda de produtividade, aumento de preços e perda de biodiversidade.

Características sustentáveis - Nos eventos de que participou, a ministra Tereza Cristina apresentou as características sustentáveis da agricultura tropical brasileira e as políticas nacionais de segurança alimentar e nutricional. Ela ressaltou a necessidade de ações coletivas a nível global para erradicação da fome, a importância de políticas sociais para proteção dos mais vulneráveis e a promoção da educação para a alimentação adequada e saudável.

Posição - Em reuniões com ministros de países latino-americanos e caribenhos, a ministra reforçou a posição comum das Américas em prol da ciência e inovação, do comércio internacional e da pecuária sustentável como expressão cultural dos povos do hemisfério. Esses pontos foram reiterados também a interlocutores como União Europeia, Itália, Organização das Nações Unidas para para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização das Nações Unidas (ONU).  

Importância - A participação da ministra de forma presencial na reunião em Roma teve o objetivo de demonstrar a importância atribuída pelo Brasil aos sistemas alimentares e sublinhar que as perspectivas dos países da América Latina, maior região exportadora líquida de alimentos e provedora de serviços ambientais, não podem ser desconsideradas.

Discussões - "Foi muito importante a nossa vinda de maneira presencial, a gente pode discutir e ver o que está sendo discutido, as medidas que afetarão a vida dos produtores rurais do Brasil. Ainda temos um tempo para nos prepara para a Cúpula, em setembro, nas Nações Unidas em Nova York. Também foi muito importante a participação dos países das Américas. Conversamos muito e aprofundamos as nossas relações para esses encaminhamentos que afetarão a todos", disse a ministra, ao encerrar a viagem.

Próximos passos - Nas próximas semanas, terá seguimento o trabalho preparatório para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será realizada em setembro, na sede das Nações Unidas em Nova York. Na ocasião, o Brasil enviará à Cúpula documento contendo visão sintética de uma trajetória para o aprimoramento do sistema alimentar brasileiro até 2030. Estuda-se ainda a participação em iniciativas coletivas para avançar em temas como perdas de desperdícios de alimentos, alimentação escolar, inovação e pecuária sustentável.

Resultado - O resultado final da Cúpula, que não é vinculante, será um documento elaborado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, contendo sua sugestão de um receituário de medidas para aprimoramento dos sistemas alimentares globais.

Processo - Através da coordenação interministerial liderada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro continuará engajado no processo preparatório em prol de um resultado equilibrado que contemple seus interesses. Seguirá também reforçando seu alinhamento com os demais países das Américas no âmbito do Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA), no sentido de promover e divulgar o posicionamento comum da região. (Mapa)

 

GRÃOS: Safra será de 34,4 milhões de toneladas, aponta boletim da Agricultura

graos 30 07 2021A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/21.

Relatório - O relatório divulgado nesta quinta-feira (29/07) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que serão produzidas 34,4 milhões de toneladas em 10,4 milhões de hectares. O volume é 16% menor que os 41,2 milhões de toneladas de 2019/20, ainda que a área seja 4% maior.

Quadro complicado, mas realista - “É um quadro bastante complicado, mas realista. Como era de se esperar, reposicionamos fortemente para baixo a nossa estimativa global”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Isso decorre, particularmente, da perda substancial no milho safrinha e no feijão de segunda safra.

A céu aberto - “Fazemos agricultura como atividade biológica a céu aberto, sem muita proteção e este ano, particularmente, agravado pelo fato de termos plantado a safrinha de milho fora do melhor prazo recomendado pela ciência, pela pesquisa e pelo zoneamento agrícola”, disse. “Mas nos próximos 40 dias vamos iniciar a semeadura da safra de primavera/verão 2021/22 tentando refazer a vida, a renda, enfim refazer as possibilidades de obter recursos através da produção”.

Adversidades - O chefe do Deral, Salatiel Turra, salientou, sobretudo, a redução verificada na produção de milho em comparação com o previsto inicialmente. “Essa cultura atravessou diversas adversidades climáticas como estiagem, pragas e baixas temperaturas”, afirmou. “Entretanto, apesar desse cenário pessimista temos preços bastante interessantes para os produtores, um aumento em torno de 124% quando comparado com o mesmo período do ano passado”.

Milho - Em comparação com a estimativa inicial de se produzir 14,6 milhões de toneladas, já se tem como certa a perda de 8,5 milhões, o que representa 58% da produção. “Em termos de volume, é o maior da história do Paraná, e pode ser também o maior em termos percentuais”, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio.

Equivalência - Segundo ele, esse volume equivale à perda de três primeiras safras de milho no Paraná, que tem produção normal em torno de 3 milhões de toneladas. Com menos produção, o preço ao produtor está superando R$ 90 a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.

Importação - Além disso, a importação de milho da Argentina começa a crescer. “Não é algo comum”, comentou Gervásio. Por ter sido plantada mais tarde, a cultura enfrentou seca, o que foi fundamental para os prejuízos. As geadas desta semana ainda não foram contabilizadas, o que pode reduzir ainda mais as expectativas. “Para o milho, a tempestade foi perfeita, com estiagem, geada e a praga do enfezamento em uma única safra e em intensidade grande”, disse.

Feijão - A segunda safra da cultura no Paraná teve a colheita finalizada este mês, e 92% já está comercializada. De acordo com o agrônomo Carlos Alberto Salvador, a geada praticamente não comprometeu a cultura. “O problema foi a estiagem”, afirmou. E ela acarretou grande prejuízo.

Colheita - Os produtores retiraram do solo 282,3 mil toneladas de feijão, o que representa redução de 48% em relação ao previsto inicialmente. A falta de chuva provocou a perda de 257 mil toneladas. “É uma das maiores na história do Paraná”, disse Salvador. De uma média de 30 sacas por hectare, o produtor colheu este ano apenas 18 sacas por hectare.

Café - A produção do café no Paraná continua com a estimativa em torno de 870 mil sacas – 10% a menos que no ano passado, resultado da estiagem e de uma pequena redução na área. Neste momento, já estão colhidos 55% da área, que é um ritmo mais próximo do normal no Estado e não o que aconteceu ano passado quando, neste período, estava em 81%.

Comercialização - Os cafeicultores já comercializaram 8,5% do total da safra. Mas, de acordo com o economista Paulo Sérgio Franzini, deve ter uma aceleração maior a partir de agora, em razão de os preços, em algumas localidades, terem ultrapassado R$ 1 mil a saca, tendência que se observou desde dezembro do ano passado, e se intensificou com as geadas de agora.

Histórico - “Isso é histórico e está mexendo como o mercado”, disse Franzini. Segundo ele, as geadas eram mais frequentes no Paraná e São Paulo, que são locais com menos expressividade produtiva. No entanto, em razão de o fenômeno ter atingido Minas Gerais em meados de julho, impactou muito no preço. “O mercado deu uma recuperada e o produtor precisava disso”, disse.

Geada - A geada do final de junho pegou a região Central e Norte do Paraná e a de meados de julho atingiu o Norte Pioneiro. “Talvez a metade da área de café do Estado teve influência da geada do ponto de vista visual”, disse o economista. “Mas isso vai impactar para o ano que vem”.

Soja - A produção de soja fechou em 19,8 milhões de toneladas na safra 2020/21. Isso representa queda de 4% em relação às primeiras previsões e se deve à seca, que obrigou ao atraso no plantio.

Vendas - Em relação à comercialização, o volume alcançou 81%. “São quase um milhão de toneladas a menos em produção, mas os preços acabam compensando”, salientou o economista Marcelo Garrido. “Das grandes culturas do Paraná, é uma das menos afetadas”.

Trigo - O agrônomo Carlos Hugo Godinho destacou que a cultura do trigo deve ter aumento de 5% na área plantada, ficando em 1,19 milhão de hectares. Segundo ele, as geadas influenciaram na qualidade das lavouras. Antes estavam com 5% em condições médias e 95%, boas. Agora, 2% aparecem como ruins, 8% médias e 90% boas.

Perda maior - “É um percentual bom, mas não leva em conta a geada desta quinta-feira (29/07), portanto, o próximo levantamento pode apontar perda maior”, disse Godinho. Segundo ele, 27% das lavouras entraram agora na fase suscetível a geadas, enquanto 73% ainda vão entrar. “Então, qualquer geada tardia pode ter alguma influência negativa também na produção”, afirmou.

Cevada - A área semeada de cevada no Paraná é de 77 mil hectares. Isso representa aumento de 21% em relação à safra anterior. A região de Guarapuava é a maior produtora, responsável por 60% do total. “As condições são boas, tivemos duas geadas que queimaram um pouco as plantas, mas ainda não dá para dimensionar perdas”, disse o agrônomo Rogério Nogueira.

Ponta Grossa - Em Ponta Grossa, a cultura também se desenvolve bem. “As geadas afetaram um pouco em áreas mais baixas, onde 5% estão em fase de floração, mas ainda sem estimativas”, afirmou Nogueira. A expectativa é que a produtividade aumente em 30%, com produção de 354 mil toneladas. Cerca de 30% já está comercializada.

Boletim Agropecuário - Além da divulgação do relatório de estimativa de safra, o Deral também publicou o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. O documento aprofunda a análise das principais culturas e também traz informações sobre a goiaba, ovinocultura, cebola e apicultura. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu/AEN

 

CAGED: Paraná abriu 118.316 postos de trabalho no primeiro semestre, melhor resultado desde 2011

caged 30 07 2021O Paraná foi o quarto estado brasileiro que mais gerou empregos no primeiro semestre de 2021, com um saldo de 118.316 vagas abertas entre janeiro e junho. É o melhor desempenho do Estado para o período desde 2011, e também a primeira vez que o saldo nos primeiros seis meses do ano ultrapassa a marca de 100 mil vagas formais.

Caged - Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29/07) pelo Ministério do Trabalho, o Estado também atingiu um bom resultado no mês de junho, com a criação de 15.858 postos de trabalho com carteira assinada, maior saldo da região Sul e também a quarta posição no País. Foi também o melhor desempenho para o mês nos últimos 11 anos.

Resultados históricos - “Temos comemorado resultados históricos na geração de empregos a cada período. Tivemos o melhor trimestre, o melhor quadrimestre e agora também o melhor semestre da história do Paraná”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Recuperação - “Isso demonstra que o Estado está se recuperando que forte impacto da pandemia na economia, graças à força do nosso setor produtivo e o trabalho intenso do Governo do Estado na atração de investimentos e no auxílio aos trabalhadores”, destaca.

Saldo - O saldo do semestre se refere à diferença entre as 752.694 admissões e 634.378 desligamentos no período. Já no mês passado, 117.295 pessoas foram contratadas do Paraná, enquanto 101.437 foram demitidas. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de empregos formais no Estado é de 219.370 vagas.

Acumulado - O Estado acumula saldos positivos na geração de empregos ao longo de todo o ano de 2021. Os 118.316 postos formais abertos nos semestres são a somatória dos meses de janeiro (25.105), fevereiro (41.453), março (10.600), abril (9.773), maio (15.527) e junho (15.858). No mesmo período do ano passado, quando o impacto da pandemia de Covid-19 foi mais forte no setor produtivo, o Estado fechou o semestre com saldo negativo de 49.708.

Empregabilidade - “Os números do Paraná estão excelentes em relação à empregabilidade. Em junho ficamos atrás, na geração de empregos, de apenas três estados que são bem mais populosos, e fomos o número 1 na região Sul”, salientou o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

Vagas - “Também fomos o estado brasileiro o que mais ofertou vagas através das Agências do Trabalhador, com 90 mil empregos intermediados pelas 216 agências espalhadas pelos municípios”, disse.

Qualificação - Leprevost destacou o papel da pasta na qualificação dos trabalhadores, que reflete nos bons números. “Nossa equipe tem sido incansável no trabalho de qualificação profissional. O trabalhador que está bem-preparado, bem qualificado, tem melhores oportunidades no mercado de trabalho”, afirmou. “Também temos que agradecer a confiança das empresas paranaenses, o governo não tem medido esforços para atrair investimentos ao Paraná”, reforçou.

Melhor semestre - Até então, o melhor desempenho do Paraná no acumulado dos primeiros seis meses tinha sido em 2011, quando 93.085 postos foram abertos no Estado. Os números foram baixando gradualmente nos anos seguintes, até atingir saldo negativo de -16.512 vagas no primeiro semestre de 2016.

Pandemia - A retomada na abertura dos postos de trabalho nos anos seguintes foi interrompida pela pandemia. De janeiro a junho de 2020, 49.708 vagas foram fechadas no Estado. A recuperação, porém, veio nos meses seguintes, até culminar nas 118.316 vagas abertas do último semestre.

Criação de postos - O Paraná também comemora o melhor mês de junho na criação de postos de trabalho desde 2011. Naquele ano, o melhor até então, o número de vagas criadas foi bem inferior ao atual: 6.777. Após cinco anos com saldos negativos no mês, o Estado vem há três anos melhorando o desempenho. O saldo em junho de 2019 foi de 158 postos, passou para 2.829 em junho de 2020 e chegou às 15.884 neste ano.

Municípios - Dos 399 municípios paranaenses, 367 (92%) tiveram saldo positivo na abertura de vagas do semestre. Em três deles – Arapuã, Espigão Alto do Iguaçu e Santo Antônio do Paraíso – o número de contratações foi o mesmo das demissões, e apenas 29 (7,2%) fecharam os primeiros seis meses do ano com saldo negativo.

Liderança - As 10 cidades paranaenses que lideraram a criação de empregos formais no período foram Curitiba (27.187), Cascavel (6.002), Maringá (5.398), Londrina (4.751), São José dos Pinhais (3.830), Toledo (3.392), Pato Branco (1.999), Ponta Grossa (1.867), Umuarama (1.736) e Cambé (1.715).

Junho - Em junho, 283 municípios (71%) tiveram números positivos na abertura de vagas, em 21 o total de contratações e desligamentos foi o mesmo e 93 fecharam o mês com saldo negativo. Os dez principais foram Curitiba (3.182), Londrina (1.298), São José dos Pinhais (1.031), Cascavel (835), Maringá (726), Campo Largo (406), Apucarana (279), Toledo (268), Umuarama (248) e Ponta Grossa (227).

País - No Brasil, 1.536.717 postos de trabalho foram abertos nos primeiros seis meses do ano, 309.114 somente em junho. O acumulado é bastante superior ao primeiro semestre do ano passado. Impactado pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o País apresentou saldo negativo de 1.198.363 vagas naquele período.

Estados - Entre os estados que lideraram a abertura de vagas, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (491.021), Minas Gerais (185.578) e Santa Catarina (126.111). Das 27 unidades da federação, apenas Alagoas teve saldo negativo no semestre (-5.565).

À frente - Em junho, apenas São Paulo (105.547), Minas Gerais (32.818) e Rio de Janeiro (16.002) ficaram à frente do Paraná. Todas as 27 unidades da federação fecharam o mês com números positivos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

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PNAD CONTÍNUA: Desemprego fica em 14,6% no trimestre até maio e atinge 14,8 milhões de pessoas

pnad 30 07 2021A taxa de desocupação foi de 14,6% no trimestre fechado em maio, ficando estável em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (14,4%). Isso corresponde a 14,8 milhões de pessoas buscando um trabalho no país. Essa taxa é a segunda maior da série histórica, iniciada em 2012 pelo IBGE. A taxa recorde (14,7%) foi registrada nos dois trimestres móveis imediatamente anteriores, fechados em março e abril.

Pesquisa - Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (30/07).

Força de trabalho - A população na força de trabalho, que inclui as pessoas ocupadas e desocupadas, cresceu 1,2 milhão, puxada pelo contingente de ocupados (86,7 milhões), que subiu em 809 mil, um aumento de 0,9%, na comparação com o trimestre anterior. A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que essa expansão da ocupação reflete o avanço de 3,0% dos trabalhadores por conta própria, única categoria profissional que cresceu no período.

Atividades - “Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio”, diz a analista.

Comparação - Já na comparação com o trimestre fechado em maio do ano passado, a força de trabalho cresceu 2,9% (ou 2,9 milhões), porém, influenciada, principalmente, pelo aumento da população desocupada (2,1 milhões).

Interrupção - “Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia. Isso fez a procura por trabalho diminuir. Um ano depois, com a flexibilidade, essas pessoas voltaram a pressionar o mercado”, explica Adriana Beringuy.

Conta própria - Também foram os trabalhadores por conta própria que tiveram a maior expansão (2,0 milhões) no mercado de trabalho em um ano. “O crescimento do trabalho por conta própria se deu, sobretudo, na agricultura (27%), construção (25%) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (24%). Os outros 24% foram disseminados nas demais atividades investigadas pela PNAD Contínua”, detalha a analista do IBGE.

Carteira assinada - A pesquisa mostra que no trimestre até maio, o trabalho com carteira assinada no setor privado ficou estável (29,8 milhões). Já na comparação anual houve uma redução de 4,2% ou menos 1,3 milhão de pessoas. A categoria dos trabalhadores domésticos foi estimada em 5,0 milhões de pessoas, ficando estável nas duas comparações. O mesmo aconteceu com os empregados do setor público (12,0 milhões).

Estável - Os empregados no setor privado sem carteira também ficaram estáveis (9,8 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, porém, foi registrada um crescimento de 6,4%, com mais 586 mil pessoas. Os empregadores (3,7 milhões) apresentaram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Já a categoria com CNPJ registrou o menor nível da série (3,1 milhões). Frente ao mesmo trimestre do ano passado, houve uma redução de menos 311 mil empregadores.

Informalidade cresce, mas continua abaixo do patamar pré-pandemia - A taxa de informalidade foi de 40,0% no trimestre até em maio, o que equivale a 34,7 milhões de pessoas. No trimestre anterior, a taxa foi de 39,6%, com 34,0 milhões de informais. Beringuy observa que há um ano esse contingente era menor, 32,3 milhões e uma taxa de 37,6%.

A mais - “Hoje temos 2,4 milhões de trabalhadores informais a mais do que há um ano. Contudo, se olharmos o trimestre pré-pandemia (dezembro a fevereiro de 2020), os informais somavam 38,1 milhões de pessoas a uma taxa de informalidade de 40,6%. Ou seja, por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, compara a analista da pesquisa.

Perfil - Os informais são os trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração.

Nível de ocupação - Por tudo isso, o nível de ocupação (48,9%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

Subocupados por insuficiência de horas atingem recorde de 7,4 milhões - O contingente de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,9 milhões no trimestre até maio. A taxa composta de subutilização também ficou estável (29,3%) em relação ao trimestre anterior (29,2%).

Contingente recorde - Já os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas atingiu o contingente recorde de 7,4 milhões, um aumento de 6,8%, com mais 469 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior esse indicador subiu 27,2%, quando havia no país 5,8 milhões de pessoas subocupadas.

Desalentados - Os desalentados, que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, somaram 5,7 milhões de pessoas, ficando estáveis em relação ao trimestre anterior, mas cresceram 5,5% frente ao mesmo período de 2020 (5,4 milhões).

Rendimento médio dos trabalhadores fica em R$ 2.547 - A pesquisa mostra ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 2.547 no trimestre fechado em maio, ficando estável em relação ao anterior. A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, também ficou estável, atingindo R$ 215,5 bilhões.

Mais sobre a pesquisa - A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. As tabelas com os resultados completos estão disponíveis no Sidra.

Coleta - Desde março do ano passado, a coleta de informações da pesquisa estava sendo realizada somente por telefone em função da pandemia. A partir de 5 julho deste ano, porém, a coleta deixou de ocorrer exclusivamente de forma remota, passando também a ser realizada presencialmente, conforme a portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE, que flexibilizou algumas atividades consideradas essenciais. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Bruno Cecim / Agência Pará

 

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ECONOMIA I: Governo Central termina primeiro semestre com déficit de R$ 53,7 bi

economia I 30 07 2021Pela terceira vez no ano, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou déficit primário nas contas. Em junho, o resultado ficou negativo em R$ 73,553 bilhões.

Déficit - Com o resultado do mês passado, as contas públicas, que até maio acumulavam superávit de R$ 19,911 bilhões, passaram a registrar déficit de R$ 53,654 bilhões no primeiro semestre.

Segundo maior - Esse foi o segundo maior déficit para meses de junho desde o início da série histórica, em 1997. O resultado só perde para o déficit de R$ 194,853 bilhões registrado em junho do ano passado. Na ocasião, o governo tinha adiado o pagamento de tributos e estava gastando mais por causa da pandemia de covid-19.

Pior que o previsto - O resultado veio pior que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam déficit primário de R$ 56,9 bilhões para junho.

Resultado negativo - O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da dívida pública. O déficit do primeiro semestre é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para os seis primeiros meses de 2017 (resultado negativo de R$ 56,478 bilhões) e de 2020 (resultado negativo recorde de R$ 417,346 bilhões).

Meta - Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central, mas projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos relacionados ao combate à pandemia.

Arrecadação - Com a arrecadação melhorando em 2021, a própria equipe econômica projeta o cumprimento da meta de déficit com folga. Divulgado na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas prevê que o Governo Central encerre o ano com resultado primário negativo de R$ 155,4 bilhões.

Receitas e despesas - A receita líquida do Governo Central subiu 57% em junho acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês, elas somaram R$ 110,522 bilhões.

Queda - Boa parte dessa alta deve-se à queda de arrecadação provocada pela restrição das atividades sociais no início da pandemia e pelo adiamento de diversos pagamentos, como contribuições à Previdência Social e recolhimentos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Tesouro, no entanto, ressaltou que a recuperação do emprego e da atividade econômica está impulsionando as receitas da Previdência Social e dos tributos que incidem sobre os lucros das empresas e sobre as vendas de bens e de serviços.

Despesas totais - As despesas totais caíram 34,6% na mesma comparação, também descontando a inflação pelo IPCA. Em junho, elas somaram R$ 184,075 bilhões. Em 2021, as despesas totais somaram R$ 785,627 bilhões, recuo de 22% também considerando a inflação. Em relação ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 48,7% do limite de R$ 1,486 trilhão, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilhões em despesas fora do teto.

Redução dos gastos - A queda das despesas totais está relacionada principalmente à redução dos gastos com o enfrentamento à pandemia. Em junho, o volume de créditos extraordinários caiu R$ 70,7 bilhões em relação ao mesmo mês de 2020. Além disso, não se repetiu o pagamento da primeira parcela da ajuda financeira a estados e municípios, que tinha somado R$ 21,3 bilhões em junho do ano passado.

Investimentos - Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 8,358 bilhões em junho, recuo de 71,2% em relação ao mesmo mês de 2020, descontada a inflação pelo IPCA. No acumulado do ano, os investimentos somam R$ 17,047 bilhões, queda de 59,7% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, também descontado o IPCA. O atraso na aprovação do Orçamento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica o recuo nos investimentos no acumulado do ano. (Agência Brasil)

FOTO: Palácio do Planalto

 

ECONOMIA II: BC avança nas discussões para a criação da moeda digital brasileira

economia II 30 07 2021Influenciado pelas inovações proporcionadas pelos ambientes digitais para as intermediações financeiras, o Banco Central está avançando nas discussões que visam a criação e a implantação da moeda digital brasileira – no caso, o Real Digital. Para tanto, inaugurou nesta quinta-feira (29/07) uma série de webinars que vai tratar do assunto, com a palestra Potenciais do Real em formato digital. Este, o primeiro dos sete encontros previstos durante o segundo semestre, teve como palestrante o professor Robert Townsend, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ele participa do projeto de criação do dólar digital.

Bases - A ideia do Banco Central brasileiro é a de “estabelecer as bases para o eventual desenvolvimento de uma CBDC [Central Bank Digital Currency] que venha a acompanhar o dinamismo da evolução tecnológica da economia brasileira e a aumentar a eficiência do sistema de pagamentos de varejo”. Dessa forma, pretende “contribuir para o surgimento de novos modelos de negócio e de outras inovações baseadas nos avanços tecnológicos”, favorecendo a participação do país em outros cenários econômicos e aumentando sua eficiência nas transações trans fronteiriças.

Moedas digitais X criptomoedas - Para melhor compreensão sobre o tema, a autoridade monetária brasileira esclarece que moedas digitais são muito diferentes de criptomoedas. Em maio, ao anunciar as diretrizes para a criação da moeda digital brasileira, o coordenador dos trabalhos sobre a moeda digital do Banco Central, Fabio Araujo, explicou essa diferença.

Diferenças - “Os criptoativos, como o Bitcoin, não detém as características de uma moeda, mas sim de um ativo. A opinião do Banco Central sobre criptoativos continua a mesma: esses são ativos arriscados, não regulados pelo Banco Central, e devem ser tratados com cautela pelo público”, detalhou. Já a CBDC é uma nova forma de representação da moeda já emitida pela autoridade monetária nacional. Ou seja, faz parte da política monetária do país de emissão e conta com a garantia dada por essa política.

Papel do banco público - Na palestra apresentada nesta quinta, o professor Robert Townsend seguiu a mesma linha. “O papel do banco publico vai além do lucro e abrange o bem-estar da sociedade como um todo”, disse o professor do MIT ao ressaltar a importância de “regras, esquema e desempenho do sistema financeiro” para que esse objetivo seja atingido. “A CBDC é uma outra opção para substituir o papel-moeda, podendo ter moedas estáveis com apoio da moeda bancária, de forma a garantir que o dinheiro é real. Dinheiro público e privado [como é o caso das criptomoedas] podem coexistir de forma saudável nesse ambiente”, disse.

Negociação - Ele, no entanto, pondera que essas “moedas privadas” devem ser negociadas em mercados secundários. “A vantagem dos contratos inteligentes, sem usar terceira parte, é a de possibilitar um novo aporte de intermediação financeira. Em alguns aspectos é fácil de monitorar, no sentido de que os acordos são todos codificados e existentes, antes de tudo ser deslanchado”. “O futuro chegou e o sistema financeiro sempre continuará evoluindo com inovações muitas vezes desejáveis. Então é papel tanto de um banco central como das moedas digitais evoluir. Temos de estar prontos e pensar sobre isso, em vez de responder a coisas que aconteçam sequencialmente”, acrescentou.

Regras - De acordo com o professor, entre as regras a serem seguidas pelos bancos centrais está a de planejar um sistema financeiro com rastreamento, criptografia, computação multipartidária e privacidade. “Há um papel para o setor público no design de infraestrutura de plataforma aberta, o que inclui programabilidade que potencialmente permita à CBDC [moedas digitais fornecidas por bancos centrais] funcionar”.

Infraestrutura - Professor da Escola de Negócios da Fundação Getúlio Vargas, Eduardo Diniz explicou de forma didática alguns dos processos que devem ser observados para a “construção da parte técnica” da moeda digital brasileira. “Quando se tem a moeda em papel, a Casa da Moeda constrói um papel físico. Há toda uma infraestrutura técnica para a produção dessa moeda, com máquinas, impressoras, tintas. Essas camadas operam de forma conjunta para fazer o sistema funcionar. O que vemos agora é a transposição disso para o mundo digital. Você continuará tendo controle, regras e funcionamento do sistema de pagamento. Isso continuará na mão do BC. Mas terá uma infraestrutura para validar que aquilo que está circulando é, de fato, [moeda] Real”.

Migração - Ele acrescenta que, quando se migra de um sistema para ou outro, mantém-se “a mesma estrutura lógica do sistema de pagamento, com o BC tendo controle sobre as regras de funcionamento do mercado; tendo mecanismos de validação necessários para dizer que o que está sendo operado está sendo feito de forma confiável para a população; e também, no nível do código, a tecnologia que será implementada e executada”.

Gestão - Diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, João Manoel Pinho de Mello disse que o objetivo do BC, ao estudar modelos e discutir os meios pelos quais se adotará tal tecnologia, poderá auxiliar a autoridade monetária brasileira “na gestão da moeda em suas três funções: reserva de valor, unidade de conta e meio de pagamento, considerando um cenário de inovação e de maior digitalização de nossa sociedade”.

Complementariedade - “Portanto, não é um debate de substituição, mas de complementariedade do meio digital para cobrir lacunas e superar fricções que a moeda tradicional tem dificuldade de superar, em um equilíbrio no qual os benefícios de adoção de uma CBDC superam os riscos e os custos”, argumentou.

Uso - “De forma geral, entendemos que o uso da CBDC se dará nas situações em que ela for capaz de trazer maiores eficiência e transparência para as transações, seja sob a ótica do varejo ou do seu uso pelos agentes que compõem a indústria financeira e de pagamentos, que chamamos de atacado. Além disso, CBDCs podem trazer, se bem desenhadas, oportunidades para ampliar a inclusão financeira e para melhorar a experiência e diminuir o custo e tempo de pagamentos trans-fronteiriços”, acrescentou.

Cuidado - De acordo com o diretor do BC, é preciso reconhecer que há que se tomar “extremo cuidado” na escolha do desenho e das tecnologias que serão utilizadas, de forma a evitar que a moeda digital a ser criada desrespeite a lei geral de proteção de dados, facilite corridas bancárias ou seja vulnerável a ataques cibernéticos.

Solução - “Além disso, o uso trans-fronteiriço dessas moedas deve ter especial consideração no desenho da solução, de modo a evitar substituições indesejadas da moeda soberana de um país pela de outro”, complementou.

Desenvolvimento gradual - Ele lembrou que a pandemia acelerou transformações na forma que a sociedade transaciona, com o crescente uso dos meios digitais de pagamento. “Hoje, o celular se tornou peça fundamental nos pagamentos, trazendo novos termos para nosso cotidiano, como QR Code ou pagamento por aproximação. Nessas condições, temos a oportunidade de debater o assunto de CBDC como ferramenta complementar, para trazer mais eficiência e inclusão”.

Riscos e benefícios - Ainda segundo Mello, o desenvolvimento da moeda digital brasileira tem de ser gradual, de forma que permita ao regulador avaliar os riscos e benefícios dessa inovação, definindo adequadamente a regulação necessária.

Estratégia - “Posso afirmar que a estratégia do regulador é a de estimular reformas estruturais que lidam com falhas de mercado, com potencial de promoverem benefícios de longo prazo para nossa sociedade. O BC busca, nesse contexto de inovações, permitir que os consumidores se aproveitem, de forma segura, dos enormes benefícios que as mudanças tecnológicas trarão, ao passo que irá zelar pela solidez prudencial e pela proteção dos dados dos cidadãos e das empresas”, completou. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

LGPD: Punições pelo uso indevido de dados pessoais começam a valer no domingo

lgpd 30 07 2021A partir deste domingo (01/08) entram em vigor os artigos 52, 53 e 54 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Esses dispositivos tratam das multas e demais sanções administrativas que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) poderá aplicar a qualquer “agente de tratamento de dados” que infringir normas da LGPD, a Lei 13.709/2018. Tanto os órgãos públicos, quanto as empresas privadas, poderão receber sanção pelo uso incorreto dos dados pessoais do cidadão.

Vigência - Embora a lei tenha sido publicada em 2018, a maior parte dela só entrou em vigor em setembro de 2020, para que todos tivessem tempo de se ambientar às novas normas. Agora, três anos depois da sanção, as multas e sanções poderão começar a ser aplicadas.

Origem - A LGPD teve origem no PLC 53/2018, aprovado por unanimidade e em regime de urgência pelo Plenário do Senado, em julho de 2018. O texto é aplicável mesmo a empresas com sede no exterior, desde que a operação de tratamento de dados seja realizada no território nacional. A sanção foi feita pelo então presidente da República Michel Temer, em agosto de 2018.

Proibição - Entre outros pontos, a lei proíbe o tratamento dos dados pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva. 

Sanções - Dentre as sanções administrativas previstas na LGPD para o caso de violação das regras previstas, destacam-se a advertência, com possibilidade de medidas corretivas; a multa de até 2% do faturamento, com limite de até R$ 50 milhões; o bloqueio ou a eliminação dos dados pessoais relacionados à irregularidade, a suspensão parcial do funcionamento do banco de dados ou a proibição parcial ou total da atividade de tratamento.

Autoridade - A Autoridade Nacional de Proteção de Dados já está completa. Seus cinco diretores foram aprovados pelo Senado, em outubro de 2020. Em novembro, a ANPD iniciou suas atividades, com a posse de seu atual diretor-presidente, Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior. Também compõem a diretoria Arthur Pereira Sabbat, Joacil Basilio Rael, Nairane Farias Rabelo Leitão e Miriam Wimmer. Em dezembro do mesmo ano, o Senado se adiantou e regulamentou internamente o cumprimento das regras e as rotinas de atendimento aos cidadãos titulares dos dados.

Missão - A ANPD tem a missão de implementar e fiscalizar o cumprimento da lei geral. Entre as atribuições da agência estão a elaboração de políticas nacionais de preservação das informações pessoais e de punição a quem descumprir a norma, poder público ou iniciativa privada. 

Atribuições - Cabe à entidade, por exemplo, cobrar dos governos e das empresas a transparência no uso de dados de qualquer pessoa. A LGPD garante a cada cidadão a privacidade de informações pessoais, como nome, endereço, e-mail, idade, estado civil, e obriga os sites, por exemplo, a esclarecer como os dados são tratados, armazenados e para que finalidade. Além dos cinco diretores, a ANPD tem um conselho, com integrantes indicados pelo Poder Público e pela sociedade civil.

Regulamentação - Também no dia 1º de agosto passa a valer a Portaria 16 da ANPD, que dispõe sobre o processo de regulamentação no âmbito da entidade. Essa portaria estabelece procedimentos para a elaboração da agenda regulatória e de atos normativos editados pela autoridade nacional, incluindo regras aplicáveis sobre consultas à sociedade, elaboração de análises e avaliações de impacto regulatório.

Artigos - A LGPD  tem 65 artigos, distribuídos em 10 capítulos. O texto foi inspirado em linhas específicas da regulação europeia - o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, em sua sigla em  inglês). Estão abrangidos pela proteção da lei quaisquer dados, como nome, endereço, e-mail, idade, estado civil e situação patrimonial, obtido em qualquer tipo de suporte (papel, eletrônico, informático, som e imagem, etc). Nos casos de contratos de adesão, quando o tratamento de dados pessoais for condição para o fornecimento de produto ou de serviço, o titular deverá ser informado com destaque sobre isso.

Punições - Quem infringir a lei fica sujeito a advertência, multa simples, multa diária, suspensão parcial ou total de funcionamento, além de outras sanções.

Reparação - O responsável que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados, causar dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, é obrigado a repará-lo. O juiz, no processo civil, poderá inverter o ônus da prova a favor do titular dos dados quando, a seu juízo, for verossímil a alegação, houver hipossuficiência para fins de produção de prova ou quando a produção de prova pelo titular resultar-lhe excessivamente onerosa.

Dados sensíveis - A lei tem o conceito de dados sensíveis, que recebem tratamento diferenciado: sobre origem racial ou étnica; convicções religiosas; opiniões políticas; filiação a sindicatos ou a organizações de caráter religioso, filosófico ou político; dados referentes à saúde ou à vida sexual; e dados genéticos ou biométricos quando vinculados a uma pessoa natural.

Mais informações - Para mais informações sobre a proteção de seus dados pessoais, veja os canais de atendimento da ANPD. A autoridade nacional também já publicou duas cartilhas de segurança para a internet, uma sobre proteção de dados e a outra sobre vazamento de dados. Há, ainda, guia voltado para os agentes de tratamento de dados pessoais. (Agência Senado)

FOTO: Marri Nogueira / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil tem 42,2 mil casos e 1,3 mil mortes em 24 horas

Em 24 horas, as autoridades de saúde registraram 42.283 novos casos de covid-19 e 1.318 mortes em decorrência da doença. Os dados são referentes a registros feitos entre quarta e quinta-feira (28 e 29/07) e estão na atualização diária sobre a pandemia do Ministério da Saúde, divulgada pela pasta nesta quinta-feira (29/07).

Mortes - Com as novas estatísticas, sobe para 554.497 o número de mortos pela covid-19. Ainda há 3.414 óbitos em investigação.

Infectadas - Com os novos casos, a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia foi para 19.839.369.

Acompanhamento - Ainda há 714.881 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

Recuperadas - O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 18.569.991. O total representa 93,6% das pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Estados - No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (138.436), Rio de Janeiro (58.973), Minas Gerais (50.225), Paraná (35.073) e Rio Grande do Sul (33.246). Os estados com menos mortes são Acre (1.798), Roraima (1.849), Amapá (1.905), Tocantins (3.493) e Alagoas (5.785). O Acre não registrou novas mortes entre quarta e quinta-feira.

Vacinação - Até o início da noite desta quinta-feira, haviam sido distribuídas 176,2 milhões de doses. Conforme o painel de vacinação do Ministério da Saúde, foram aplicadas 138,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Desse total, foram aplicados 98,5 milhões da primeira dose e 39,6 milhões da segunda dose ou dose única. (Agência Brasil)

 

boletim epidemiologico 29.7

SAÚDE II: Boletim da Covid-19 confirma mais 2.442 casos e 194 óbitos

saude II 30 07 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (29/07) mais 2.442 casos e 194 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.367.772 casos e 34.884 óbitos.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (9), fevereiro (7), março (170), abril (112), maio (304), junho (178) e julho (1.662) de 2021.

Internados - De acordo com o informe, 1.142 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 871 em leitos SUS (515 em UTIs e 356 em enfermarias) e 271 em leitos da rede particular (145 em UTIs e 126 em enfermarias).

Exames - Há outros 1.602 pacientes internados, 771 em leitos de UTI e 831 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 194 pacientes. São 86 mulheres e 108 homens, com idades que variam de 26 a 96 anos. Os óbitos ocorreram de 4 de fevereiro a 29 de julho de 2021

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Londrina (20), Curitiba (17), Ponta Grossa (12), Maringá (12), Piraquara (10), Colombo (10), São José dos Pinhais (6), Contenda (5), Cascavel (5), Apucarana (5), Almirante Tamandaré (5), Toledo (4), Sarandi (4), Araucária (4), Pinhais (3), Pato Branco (3), Foz do Iguaçu (3), Realeza (2), Pontal do Paraná (2), Paranaguá (2), Mercedes (2), Ibaiti (2), Francisco Beltrão (2), Fazenda Rio Grande (2), Cianorte (2), Campo Mourão (2), Campo Largo (2), Cambé (2) e Arapongas (2).

Uma morte - O boletim registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Umuarama, Três Barras do Paraná, Telêmaco Borba, São Tomé, Santo Antônio da Platina, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Amélia, Rolândia, Ribeirão do Pinhal, Reserva, Quatro Barras, Prudentópolis, Porecatu, Pitanga, Pinhão, Paranavaí, Palmeira, Nova Santa Bárbara, Nova Esperança, Nova Cantu, Medianeira, Matinhos, Mariluz, Mandaguari, Kaloré, Japurá, Jaguariaíva, Ivaiporã, Ipiranga, Inácio Martins, Ibiporã, Ibema, Guaraniaçu, General Carneiro, Engenheiro Beltrão, Clevelândia, Cidade Gaúcha, Castro, Campina Grande do Sul, Bandeirantes, Assis Chateaubriand e Alto Piquiri.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 6.580 casos de não residentes no Estado – 189 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

 

SAÚDE III: Ministério da Saúde confirma novo lote com 332,9 mil vacinas contra a Covid-19 ao Paraná

saude III 30 07 2021O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quinta-feira (29/07) o tamanho do novo lote de vacinas contra a Covid-19 destinadas ao Estado. São 332.980 imunizantes, 256.580 destinados à primeira aplicação (77%). Ainda não há data de chegada. O rito seguirá o mesmo, com envio direto para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e distribuição célere aos municípios após a organização e checagem.

Composição - O lote é composto de 180.180 vacinas Comirnaty, da parceria Pfizer/BioNTech, e 152.800 da CoronaVac (Butantan/Sinovac), sendo metade D1 e metade D2, uma vez que o intervalo de aplicação desse imunizante é de apenas 21 dias. Todas as primeiras aplicações serão destinadas ao calendário por faixa etária, dentro da previsão de completar a vacinação em adultos já em agosto.

Recebidas - O Paraná recebeu nesta semana 649.420 doses. Em 24 horas, todas as D1 foram direcionadas aos municípios, que já retomaram a vacinação. A última remessa, com 118.170 doses, que chegou ao Paraná às 20h30 de quarta, já está nas 22 Regionais de Saúde. As demais serão distribuídas assim que a data de vacinação de segunda dose se aproximar.

Vacinômetro - De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos municípios, até o final da manhã desta quinta 7.869.688 doses tinham sido aplicadas no Estado. 5.968.661 paranaenses receberam ao menos uma dose de vacina, representando 68,4% da população adulta. Entre as que completaram o ciclo imunológico, foram 2.201.226 pessoas, um quarto da população vacinável.

Calendário - O Governo do Estado vai vacinar todos os paranaenses adultos com a primeira dose ou dose única até 30 de setembro. A expectativa é de alcançar no próximo mês 80% desse público. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 


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