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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3000 | 27 de Dezembro de 2012

COOPERATIVAS DO PR: Número de cooperados se aproxima de um milhão

As 240 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar estão cooperativas parana 27 12 2012encerrando 2012 com quase um milhão de cooperados. Atualmente são 900 mil, ou seja, praticamente o dobro do registrado há cinco anos. Em 2007, o número de cooperados somava pouco mais de 450 mil. A expansão vem se acelerando especialmente nos últimos anos e está sendo puxada pelo ramo crédito, composto no Paraná por 65 cooperativas, que possuem aproximadamente 700 mil cooperados e unidades de atendimento em todo o Estado. Na sequência, vem o ramo agropecuário com 135 mil cooperados e o saúde, com 13 mil cooperados. “As cooperativas de crédito vêm democratizando o acesso aos recursos financeiros para milhares de pessoas por meio de sua capilaridade e forte vínculo com as ações locais e regionais. Além de oferecer produtos e serviços de qualidade, promovem a inclusão financeira, já que em muitos municípios são a única instituição financeira disponível para a comunidade”, afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. “Com certeza, este será o ramo que continuará crescendo de forma geométrica, propiciando alavancar investimentos de nossos setores produtivos”, acrescentou. Ele lembra ainda que as cooperativas de crédito estão superando os R$ 13 bilhões em ativos em 2012.

Postos de trabalho – De acordo com Koslovski, o cooperativismo paranaense também registra um aumento expressivo na abertura de novas oportunidades de empregos. “Até 2011, o setor era responsável pela geração de 1,5 milhão de postos de trabalho e neste ano houve um incremento de mais 100 mil vagas, graças à adesão de novos cooperados e colaboradores dentro do Sistema. Dessa forma, estamos gerando em torno de 1,6 milhão de postos de trabalho, dos quais 67 mil são empregos diretos”, frisou.

Movimentação econômica – Outro resultado comemorado pelas cooperativas do Paraná é a movimentação econômica recorde superior a R$ 37 bilhões que deverá ser atingida em 2012.  Segundo o presidente da Ocepar, além do aprimoramento na gestão, o setor tem crescido com base em um trabalho intenso de formação, treinamento e capacitação de cooperados, dirigentes e colaboradores, desenvolvido com o apoio do Sistema Ocepar. Nos últimos cinco anos foram realizados 19.920 eventos de capacitação com 596.383 cooperativistas treinados em todo o Estado. Somente em 2012, foram quase 5.000 eventos com cerca de 140 mil pessoas capacitadas em todo o Estado, representando investimentos na ordem de R$ 25,6 milhões.

Outros investimentos – Já em melhoria da infraestrutura, ampliação das agroindústrias e inovação tecnológica, o setor cooperativista paranaense destinou mais de R$ 5,7 bilhões nos últimos cinco anos, “sempre visando garantir serviços de qualidade aos cooperados”, ressalta Koslovski. Em 2012, as cooperativas do Paraná investiram R$ 1,3 bilhão nessas áreas e a expectativa é de que no ano que vem o setor mantenha esse patamar de recursos aplicados. 

Clique aqui e confira os números do cooperativismo paranaense

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel adia deliberação de proposta de revisão tarifária para cooperativas de eletrificação

Energia eletrica 27 12 2012(Large)Atendendo a uma demanda do ramo infraestrutura, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, compareceu, no dia 21 de dezembro, a uma reunião extraordinária da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o objetivo de votar o relatório que trata da nova Metodologia de Revisão Tarifária para as cooperativas do setor. Na avaliação da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), alguns pontos da Nota Técnica anexada ao relatório são prejudiciais às cooperativas de eletrificação rural do país e seus cooperados.

Principal item - O principal ponto a ser defendido pelo cooperativismo diz respeito ao item Remuneração do investimento dos cooperados. “Pelo texto apresentado pela Aneel, os cooperados teriam um retorno do capital investido menor do que um investidor externo, e, graças a uma intensa articulação do Sistema OCB em conjunto com a Infracoop, o relator retirou o processo de pauta”, relata Freitas.

Próxima reunião - A próxima reunião da diretoria para votação do texto ficou marcada para o dia 29 de janeiro do próximo ano. “Até lá, o Sistema OCB pretende construir uma defesa robusta sobre o tema, a fim de garantir que o capital investido pelo cooperado tenha o mesmo valor de outros atores”, complementa o dirigente. (Informe OCB)

CAMP: Cooperativa comemora crescimento em 35 anos de história

Ao chegar ao final do ano, a Cooperativa Agrícola Mista Prudentópolis (Camp) faz uma avaliação positiva das atividades, especialmente após as comemorações dos 35 anos de história, celebrados no dia 02 de novembro. “É uma data significativa, que marca o fortalecimento e crescimento de nosso setor agrícola, projetando nossa agricultura com resultados positivos. Mas isso foi conquistado graças ao envolvimento e participação de todo um cenário composto de cooperados, dirigentes, colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros que, de alguma forma, tiveram parcela nesse resultado”, afirma o diretor presidente da Camp, Henrique Chiaradia.

Polo - Atendendo principalmente a pequenos agricultores dos municípios de Prudentópolis, Ivai, Guamiranga e Imbituva, a cooperativa figura atualmente como um dos principais polos de armazenamento e de comercialização de cereais, fornecimento de insumos e assistência técnica do Centro-Sul.A diretoria da Camp reconhece que há inúmeros investimentos a serem feitos para que toda a estrutura do complexo existente acompanhe a evolução do cenário regional. No entanto, os resultados podem ser considerados satisfatórios. Dentre os novos investimentos que estão sendo promovidos neste período, está o início da construção da nova sede administrativa, com aproximadamente mil e seiscentos metros quadrados de área construída, em três pavimentos, envolvendo seção de peças, loja veterinária em parceria com a Batavo, departamentos técnico, financeiro, administrativo, salas de gerência e diretoria, além de dependências administrativas. Também está em fase de conclusão a obra do TRR – Transportador, Revendedor, Retalhista de Combustível – localizada na unidade da BR-373, que vai oferecer combustível levado direto à propriedade do agricultor, a custos menores.

Expectativas superadas - Para a diretoria, os setores agrícola e comercial da Camp, superaram as expectativas traçadas inicialmente, tanto em 2011, como até este período de 2012. O resultado da safra 2011/2012, por exemplo, pode ser avaliado como positivo, já que a produtividade foi boa, com médias acima do esperado, além dos preços, no geral, terem compensado, com bom retorno financeiro aos produtores. Mas, especificamente para a cooperativa, houve respaldo de cooperados e terceiros, que entregaram sua produção aos armazéns, fazendo com que os números, aumentassem substancialmente em relação ao ano anterior. (Com informações da Camp)

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COCARI: Avicultores impressionam pelo alto Índice de Eficiência Produtiva

Na noite de 20 de dezembro, a Cocari realizou o II Encontro de Avicultores, com o objetivo de apresentar o Índice de Eficiência Produtiva (IEP) alcançado pelos avicultores integrados da cooperativa durante o ano de 2012. Os números impressionaram a diretoria e os produtores presentes no encontro. O IEP mais alto registrado no ano foi em junho, com índice de 389,60. A média do ano ficou entre 349,57 e 359,01, o que representa uma regularidade na eficiência produtiva das aves dos integrados.

Sucesso com trabalho - “O único lugar em que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário”, disse o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, parafraseando o físico alemão Albert Einstein. “E quem cria frangos, quem trabalha nessa atividade sabe bem disso. Frango traz dignidade, distribuição de renda, traz possibilidade de que as pessoas, tanto os proprietários dos aviários quanto quem conduz, tenham vida digna. E isso passa sempre pelo princípio de ética, de seriedade e de responsabilidade”, salientou Sebold. “Temos, seguramente, um dos melhores índices de desempenho do Paraná e tenho que agradecer a vocês por acreditarem que é possível”, ressaltou, dirigindo-se aos avicultores.

Estímulo - Para o vice-presidente da cooperativa, Marcos Trintinalha, a ideia do evento é premiar os melhores para que os outros também se sintam estimulados a melhorar cada vez mais. “O granjeiro que recebe o prêmio se sente motivado a se dedicar mais na realização do trabalho. Já aqueles que não ganham se sentem desafiados a melhorar também. Todo mundo quer ser reconhecido pelo que faz. É uma forma de a gente buscar cada vez mais a melhoria em termos de resultado com o frango”, ressaltou.

Processo - “A Cocari está desenvolvendo o processo da maneira correta. Começamos lá atrás fazendo o projeto visando desenvolver a avicultura na região de forma diferenciada em relação ao que existia, com barracões climatizados. Temos a granja escola para treinar os integrados. Depois veio a fábrica de rações, com produção de excelente qualidade, que utiliza os melhores equipamentos que existem no mercado, o abatedouro também vai ser um dos melhores em tecnologia. Então, estamos cumprindo todo o processo para realmente ter o melhor frango, com a melhor qualidade, para que o mercado possa aceitar o nosso produto”, ponderou.  

O conjunto faz o diferencial - Na avaliação do gerente de Fomento Avícola da Cocari, Fábio Cordeiro, não é possível atribuir a uma ação isolada a conquista da eficiência produtiva pelos avicultores integrados. Segundo ele, a cooperativa trouxe para a região um sistema que não existia [o dark house] e o diferencial começou na base, desde a criação do Projeto Aves. “Hoje temos o abatedouro, a Fábrica de Rações para Aves que é modelo, o CTA [Centro de Treinamento Avícola]. Então, não é uma ação isolada. O conjunto da obra é que faz o diferencial”, esclareceu. “O ano foi complicado, mas nossos integrados aprenderam que é na dificuldade que se cresce e eles estão de parabéns pelos resultados”, disse o gerente de Fomento Avícola.

CTA: uma iniciativa inteligente - O palestrante convidado para falar aos produtores da Cocari, Ubirajara Roberto de Oliveira, é um profissional com vasta experiência no setor avícola, veterinário e criador de frango. Ele elogiou a estrutura e a condução dos aviários integrados da cooperativa. “Eu visitei por duas vezes os aviários no campo da Cocari e me surpreendi com a maneira com que a cooperativa planejou todo o processo. Uma coisa que a Cocari fez que me chamou muito a atenção é a granja de treinamento [CTA], e isso eu não conheço em nenhuma empresa”, destacou. “Ninguém pode dizer que não sabe como conduzir a granja. Eu trabalhei minha vida toda com avicultura, sou avicultor e isso que a Cocari fez é um diferencial enorme”, reforçou.

Concepção - “Os aviários da Cocari são muito bem concebidos e eu diria que, dentro do que existe hoje de melhor, de mais moderno é que a Cocari balizou o seu projeto”, disse. “Eu acho que o produtor ou tratador, parceiro, que passa por uma granja escola, tem bom treinamento. Lá tem um profissional que faz todos os procedimentos que precisam ser feitos e ensina o produtor. Então, ele sai dali efetivamente treinado. Quando ele estiver na granja dele, vai ter respostas, vai saber os porquês, vai conseguir sanar dúvidas do dia a dia. Esse foi um investimento que ninguém tinha pensado em fazer, foi uma iniciativa muito inteligente”, elogia.

Dedicação como palavra de ordem - Entre os integrados, a justificativa para os altos Índices de Eficiência Produtiva se resume em uma palavra: dedicação. A maioria está na atividade há menos de dois anos e, apesar de recente, o negócio prospera a olhos vistos. Antonio Gidione de Souza, parceiro de José da Silva Knupp, integrado da Cocari, antes era produtor de Stevia (planta utilizada na produção de adoçantes). Ele disse que há cerca de um ano foi convidado pelo produtor, passando a tomar conta do aviário. “E não me arrependo. Vale a pena”, garante. Ele conta o segredo de índices tão altos de IEP no aviário que conduz. “O segredo é a dedicação. Toda atividade tem contratempo, mas a dedicação e a atenção valem tudo. E não adianta entrar para a atividade porque fulano está ganhando muito, porque se a pessoa entrar para trabalhar com essa mentalidade e cruzar os braços, não vai conseguir chegar lá. Tem que ter vontade e dedicação”, acrescenta.

Maior média - Egídio Wilxesky está também há aproximadamente um ano na atividade e foi destaque no Encontro de Avicultores. Ele manteve durante todo o ano a maior média de IEP, com 359,01. “O trabalho foi muito bem feito, os veterinários são muito atenciosos e eu só tenho a agradecer a Cocari por tudo que tem feito por nós. A melhor coisa que aconteceu para nossas famílias foi a integração da Cocari”, reconhece. Ele trabalha com a esposa na condução da granja e acredita que é o olho do dono que engorda o frango, assim como acontece com o boi. “A gente mantém tudo limpo e organizado. O veterinário orienta e a gente segue à risca as determinações”. E concorda com o colega: “O segredo do sucesso é a dedicação”.

Melhor IEP mensal dos integrados da Cocari em 2012 - O desempenho dos integrados foi avaliado mês a mês durante um ano, no período de dezembro de 2011 a novembro de 2012, sendo que os 12 melhores IEPs receberam certificados, em nome dos granjeiros. A premiação começou por dezembro de 2011, quando José Afonso Couto apresentou o melhor resultado, com IEP de 363,85. Em janeiro de 2012, o melhor IEP foi de Zenildo de Souza, com 366,57. Ivan Carlos Dariva teve o melhor desempenho do mês de fevereiro, com IEP de 378,00. Em março, Egídio Wilxesky alcançou o IEP de 369,33. Dirce P. Polswut foi a melhor em abril, com 347,52. Em maio, Eliane de Andrade Lopes de Souza obteve o IEP de 367,77. Antônio Gidione de Souza, melhor marca do ano, conquistou em junho o IEP de 389,68. Romildo Correia de Morais foi o melhor IEP de julho, com 381,05. Fábio Eduardo Norbiato foi o melhor IEP de agosto, com 380,66. José Mauro Mota apresentou o melhor resultado em setembro, com IEP de 355,26. O melhor IEP de outubro foi de Tania Xavier da Silva, com 368,32. E fechando o ano, em novembro, o melhor IEP foi alcançado por José Afonso Couto, com 374,47.

Melhor IEP do ano - Os três avicultores que alcançaram as maiores marcas de IEP do ano receberam um troféu e prêmio em dinheiro. O 1º lugar recebeu R$ 1.000,00; o segundo recebeu 500,00; e o 3º, R$ 300,00.

1° lugar – Integrado José da Silva Knupp (parceiro Antônio Gidione de Souza) – IEP 389,68;

2° lugar – Integrado Milton Dariva (parceiro Ivan Carlos Dariva) – IEP 388,88;

3° lugar – Integrada Rosa Ceranto (parceiro Romildo Correia de Morais) – IEP 381,05.

Maior média de IEP do ano - Aqueles que mantiveram regularidade durante o ano, fator de maior importância para a integração, também foram premiados com troféu e quantia em dinheiro, definindo as maiores médias do ano, considerados três lotes abatidos por período.

1° lugar – Integrado Egídio Wilxesky – IEP 359,01;          

2° lugar – Integrado José Luiz Braido (parceiro Flávio F. da Cruz) – IEP 350,78;

3° lugar – Integrado Paulo O. Couto (parceiro José Antônio do Couto) – IEP 349,57.

(Imprensa Cocari)

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UNIMED LONDRINA: Colaboradores são incentivados a participar da campanha "Eu Ajudo na Lata"

unimed londrina 27 12 2012As festas de final de ano estão aí e nestas comemorações pode existir uma forma de colaborar com uma ação nobre, como a campanha “Eu ajudo na lata”, lançada pela Unimed Brasil e adotada pela Unimed Londrina. O objetivo é arrecadar lacres de latas, que serão revertidos na compra de cinco cadeiras de roda para doação.

Início - A campanha teve início no dia 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntariado, e foi divulgada aos colaboradores da singular londrinense no dia 6 de dezembro. Desde a data da divulgação, alguns colaboradores já começaram a se movimentar em prol da campanha e trouxeram sua contribuição, como é o caso da consultora de Relacionamento com Cooperado, Elza Rocchi. “Os meus pais juntavam estes lacres, pois há muito tempo atrás ouviram falar de campanhas de arrecadação semelhantes a esta, mas como nunca soubemos ao certo para quem entregar, acabou ficando guardado. Quando vi essa campanha “Eu ajudo na Lata”, lembrei na hora que tinha essas garrafas em casa e trouxe para entregar aqui na Unimed”, explica. Elza reforça a importância da iniciativa e incentiva a participação de todos. “Achei muito legal e espero que todos participem. Embora não seja fácil juntar e a quantidade seja bem grande, acho que vale a pena contribuir”, considera.

Outros exemplos - A cooperativa também já teve outros exemplos de colaboradores que disseminaram a ideia em suas redes sociais e já aproveitaram algumas festas para dar início à arrecadação, como é o caso do porteiro Carlos Roberto, que utilizou o seu perfil em uma das redes para fomentar a campanha. Faça como o Carlos e a Elza e seja você também um disseminador desta ideia. Aproveite as festas de réveillon para começar a juntar os lacres, pegue uma garrafa PET e junte-se a esta campanha que já é um sucesso de adesão em várias Unimeds pelo Brasil. (Imprensa Unimed Londrina)

UNIMED PARANÁ: Começa o treinamento sobre regulamentação de planos de saúde

unimed parana 27 12 2012 (1)Com o objetivo de capacitar os colaboradores da Federação Unimed Paraná a compreenderem os principais aspectos regulamentares envolvidos na operação de planos de saúde, relacionando-os com o atendimento ao cliente, a Assessoria Regulamentar apresentou o primeiro módulo do Treinamento Básico sobre Regulamentação de Planos de Saúde. As aulas aconteceram para três turmas, nos últimos dias 12 e 13.

Atendimento ao cliente - O treinamento, destinado às áreas da Federação que prestam atendimento ao cliente, como os setores de Gestão de Clientes, Cadastro, Gestão Financeira, Gestão de Saúde e Gestão de Contratos, possui em seu método pedagógico aulas expositivas com a participação ativa dos colaboradores, por meio de exercícios de fixação e fórum virtual para discussões, além de ser utilizada durante as aulas a Coletânea Legislativa da Assessoria Regulamentar – 10ª edição.

Avaliação - No final de cada módulo, o treinamento conta com avaliação de conclusão, para mensurar o conhecimento adquirido pelo colaborador durante as aulas. Entre as vantagens do curso estão o desenvolvimento de conhecimentos técnicos específicos, a ampliação de conhecimentos sobre a área jurídica, a aplicação de conhecimentos na interpretação de normas da ANS e um melhor entendimento do funcionamento das operadoras de plano de saúde.

Oito módulos - Ao todo serão ministrados oito módulos. Do segundo ao oitavo deverão acontecer de janeiro a maio. Todo o treinamento será ministrado pelo colaborador Fabiano Pereira, coordenador da Assessoria Regulamentar, com a monitoria dos colaboradores, Pollyana Franquito e Guilherme Martins que apoiarão os trabalhos durante e após cada módulo. (Imprensa Unimed Paraná)

Confira os temas o tema dos Módulos

Módulo 1 – Fundamentos constitucionais e legais

Módulo 2 – Estrutura da ANS, Fluxo de Informações e Contratos de Planos de Saúde

Módulo 3 – Novas Regras para Plano de Inativos

Módulo 4 – Portabilidade de Carências

Módulo 5 – Contratualização com Prestadores

Módulo 6 – Processo Administrativo Sancionador

Módulo 7 – Mecanismos de Regulação,

Módulo 8 – Urgência e Emergência 

AGENDA PARLAMENTAR: OCB divulga os relatórios mensais de novembro e dezembro

A Gerência de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (Gerin/OCB) divulgou seus relatórios mensais de atividades, referentes aos meses de novembro e dezembro, uma forma de prestar contas de todas as ações que foram realizadas no âmbito do Legislativo e Executivo, buscando sempre melhores condições, mais espaço e maior visibilidade para o setor cooperativista.

Recesso - A Gerin lembra que, a partir de 22 de dezembro, conforme prevê a Constituição da República, o Poder Legislativo entrou em recesso, retornando no dia 1º de fevereiro de 2013. Diferentemente do ano de 2012, quando o foco das atividades políticas esteve concentrado nas eleições de âmbito municipal, no início do próximo ano, diversas mudanças serão feitas na direção dos trabalhos do Congresso Nacional, a contar da troca de presidentes tanto da Câmara quanto do Senado. As comissões permanentes também terão trocas de presidentes e mesas coordenadores de seus trabalhos. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o relatório de novembro, clique aqui.

Para acessar o relatório de dezembro, clique aqui.

PRONAMP: Aumentam empréstimos para médio produtor rural

Continuam em alta as contratações por meio do Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que entre julho e novembro de 2012 somou R$ 4,7 bilhões – alta de 42% sobre igual período do ano passado, quando o valor atingiu R$ 3,3 bilhões. Os dados são do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Custeio - Os financiamentos de custeio pelo Pronamp, no período, atingiram R$ 3,7 bilhões, enquanto as aplicações para operações de investimento totalizaram R$ 960,7 milhões. Ao todo, os recursos liberados até o momento representam cerca de 42,2% dos R$ 11,15 bilhões previstos para o período entre julho de 2012 e junho de 2013.

Resultado superior - Neste ano, o resultado de novembro foi 27% superior ao alcançado em outubro (R$ 3,7 bilhões), que já era recorde pelo Programa. A tendência de crescimento nos financiamentos na safra atual deve-se principalmente à redução da taxa de juros de 6,25% (no período 2011/12) para 5% atualmente. Outros fatores incluem a elevação no valor da renda bruta anual (de R$ 700 mil para R$ 800 mil) do médio produtor para contratar o crédito e nos níveis de rebate sobre essa renda para fins de enquadramento no Pronamp.

Avaliação - A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa. (Mapa)

COMÉRCIO: África do Sul desiste de aplicar tarifas sobre frango brasileiro

comercio internacional 26 12 2012O governo da África do Sul rejeitou definitivamente a aplicação de direitos anti-dumping sobre as exportações brasileiras de frango inteiro e cortes desossados. A informação foi repassada pela Comissão Internacional de Comércio da África do Sul (ITAC), que recebeu o comunicado sobre a decisão do ministro de Comércio e Indústria sul-africano, Rob Davies, por meio de carta.

Autoridade - O ITAC é a autoridade que conduz investigações sobre dumping – prática de comercializar produtos a preços abaixo do custo de produção – no país africano. De acordo com o documento, o ministro Rob Davies afirma que os atuais problemas enfrentados pela indústria avícola sul-africana devem-se às importações como um todo e não especificamente às originárias do Brasil.

Sobretaxas - Em fevereiro deste ano, o governo da África do Sul aplicou sobretaxas provisórias de dumping contra o frango brasileiro. As medidas atingiam as exportações de frango inteiro e cortes desossados, com sobretaxas de 62,93% e 46,59%, respectivamente. Essas taxas adicionais se somam às tarifas normais de importação, que são de 5% para o frango inteiro e de 27% para os cortes desossados.

Precedente - De acordo com o diretor do Departamento de Assuntos Comerciais do Ministério da Agricultura (Mapa), Benedito Rosa, caso a sobretaxa fosse mantida, poderia representar um precedente perigoso para o setor. “Não existe nenhum outro país que tenha feito tal contestação [quanto a dumping] às exportações brasileiras de carnes de aves. A medida tomada pelos sul-africanos foi precipitada e não cumpriu os trâmites previstos pelos acordos da Organização Mundial do Comércio [OMC]”, afirmou. (Mapa)

TRIGO: Índia permite exportação de 2,5 milhões de toneladas do cereal

A Índia permitiu a exportação adicional de 2,5 milhões de toneladas de trigo dos estoques do governo. Além disso, foi elevado o preço pago aos produtores do cereal no país de 1.285 para 1.350 rúpias (US$ 23,40 para US$ 24,50) por 100 quilos. No início do ano, já haviam sido liberadas 2 milhões de toneladas do cereal para a venda ao exterior. A decisão de permitir mais exportações de trigo deve ajudar a reduzir um pouco os enormes estoques de grãos do país (que, atualmente, estão três vezes maiores do que o necessário). No entanto, os estoques indianos podem crescer novamente quando os agricultores locais começarem a colher a nova safra de trigo, a partir de abril, e o aumento nos preços oferecido pelo governo deve fazer os produtores optarem por vender aos órgãos estatais, em vez de comercializar com o setor privado. (Valor Econômico)

COMMODITIES: Vendas especulativas pressionam preços da soja em Chicago

As vendas por parte dos especuladores para realização de lucros e redução da exposição ao risco, em função da proximidade do fim de ano, pressionaram os preços da soja no mercado futuro de Chicago, nesta quarta-feira (26/12). Os contratos com vencimento em março (a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com desvalorização de 17,25 centavos, cotados a US$ 14,1850 por bushel. Pesa sobre os preços da commodity a expectativa de clima favorável no Brasil, onde as lavouras estão em desenvolvimento. "A previsão de chuvas para essa semana é muito boa, o que deve direcionar bem a nossa safra", afirma Vinicius Xavier, consultor da FCStone. No noroeste do Paraná, a saca da oleaginosa foi negociada a R$ 65,50, segundo a Cocamar.

Na esteira da soja - O recuo da soja puxou o milho para baixo em Chicago. Os papéis para maio encerraram em queda de 10,25 centavos nesta quarta, a US$ 6,9650 por bushel. A redução nos embarques dos EUA foi fator adicional de pressão: na semana até 20 de dezembro, o país enviou ao exterior 342 toneladas, ante 418 toneladas da semana anterior. Segundo Vinicius Xavier, da FCStone, o clima na América do Sul não tem tanta influência sobre os preços no momento. "Se tudo correr bem, Brasil e Argentina colherão 63,5 milhões de toneladas, com uma produção mundial beirando as 849 milhões de toneladas. Se quebrar 10% aqui, não muda muita coisa em termos de mundo", diz. No oeste da Bahia, a saca saiu por R$ 33 ontem, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). (Valor Econômico)

SANIDADE: Defesa agropecuária fica à mercê de emendas

O montante de recursos disponíveis para financiar o sistema brasileiro de defesa agropecuária - no qual estão alocadas as ações contra a febre aftosa no rebanho bovino - vai depender de emendas parlamentares para não sofrer uma queda em 2013. A proposta que o governo enviou ao Congresso para o orçamento de 2013 prevê uma redução de 17,6% nos recursos destinados a essa finalidade - de R$ 295 milhões para R$ 243 milhões.

Emendas - O relator setorial do orçamento, deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), reduziu ainda mais o montante, para R$ 233 milhões, mas previu R$ 173 milhões adicionais por meio de emendas parlamentares. Desse modo, a defesa agropecuária passaria a contar com R$ 407 milhões. Contudo, esse valor dificilmente será todo empenhado, uma vez que a liberação das emendas é incerta - com elas, o valor previsto para a sanidade em 2012 foi a R$ 377 milhões, mas apenas R$ 212 milhões foram executados até outubro.

Orçamento – Nesta quarta-feira (16/12), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do orçamento, anunciou que o projeto de lei que define o orçamento para 2013 só será votado na volta do recesso legislativo, em 5 de fevereiro. Até lá, a proposta pode sofrer alterações. No orçamento de 2012, o valor proposto pelo executivo foi de R$ 295 milhões, mas o Congresso aprovou apenas R$ 280 milhões.

Otimização - O Ministério da Agricultura não comenta o assunto oficialmente. Uma fonte da Pasta diz, no entanto, que o objetivo é otimizar a aplicação dos recursos destinados à defesa, com investimentos em laboratórios e pessoal. O ministério já prometeu realizar concursos para contratar 300 técnicos de laboratório e cerca de 200 fiscais agropecuários federais - o número não está fechado e pode aumentar -, além de 300 agentes de inspeção sanitária. A estrutura atual conta com 1.793 agentes de inspeção sanitária, 3.209 fiscais agropecuários e 94 técnicos de laboratório.

Vagas - O aumento da quantidade de vagas para profissionais de laboratórios fez com o que ministério aumentasse de R$ 80 milhões para R$ 110 milhões os recursos destinados principalmente ao pagamento de salários da categoria.

Valor maior - A fonte afirmou que, apesar do orçamento menor, o valor efetivamente empenhado na defesa agropecuária será maior em 2013. "O ministério possui a promessa de que mais dinheiro será liberado ao longo do ano", disse.

Orçamento - Na proposta orçamentária que enviou em agosto ao Congresso, o governo definiu que o orçamento de 2013 do Ministério da Agricultura seria de R$ 9,1 bilhões, 4% maior que a proposta para 2012, que previa gastos de R$ 8,7 bilhões. No entanto, durante a tramitação do Projeto de Lei 024/2012 na Comissão Mista de Orçamento, o valor total subiu para R$ 10,5 bilhões, ligeiramente acima dos R$ 10,3 bilhões executados durante esse ano.

Pagamento de funcionários - O pagamento de funcionários responde pela maior parte do aumento das despesas. Para 2012, o orçamento previa R$ 4,6 bilhões para "pessoal e encargos sociais". Em 2013, a proposta orçamentária para a mesma despesa passou para R$ 5 bilhões - um aumento de 8,7%. Em contrapartida, o montante destinado a investimentos caiu quase 28%, de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,3 bilhão.

Prioridade - Depois da expressiva quebra da produção agrícola na safra 2011/12 nas regiões Sul e Nordeste, devido a fenômenos climáticos, o ministério elegeu como prioridade do seu orçamento a proteção às lavouras. Para isso, destinou R$ 400 milhões para a subvenção ao prêmio do seguro rural, um aumento de 236% ante os R$ 127 milhões de 2012.

Outras fontes - Em 2012, o Ministério da Agricultura precisou suar a camisa e recorrer a outras fontes para garantir a subvenção ao prêmio do seguro. Graças a emendas parlamentares, o valor total previsto para o subsídio foi de R$ 174 milhões. No início de dezembro, o governo conseguiu liberar mais R$ 100 milhões em créditos complementares via Congresso.

Plano - Para não depender de ajudas extras e levar adiante seu plano, o ministério definiu que algumas áreas e órgãos deveriam reduzir seu gastos. Criticada pelo próprio ministro Mendes Ribeiro devido a problemas com o abastecimento de milho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá amargar a maior redução - 24,56%. (Valor Econômico)

CÂMBIO: Dólar tem maior queda diária dos últimos seis meses

cambio 27 12 2012O primeiro pregão pós-Natal terminou com o dólar desvalorizado em 1,43% e cotado a R$ 2,05 – menor valor desde 9 de novembro. Foi a maior queda diária da moeda norte-americana desde 29 de junho, provocada pelos dois leilões de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) que o Banco Central fez ainda de manhã. Enquanto isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou o dia quase estável e fechou o dia com queda de 0,08%, aos 60.959 pontos. Foi uma sessão com baixo volume de negócios e giro de R$ 4,78 bilhões, bem abaixo da média diária do ano, de R$ 7,3 bilhões. Apesar do fraco desempenho desta quarta-feira (26/12), a valorização do Índice Bovespa no mês está em torno de 6%, a melhor performance mensal de 2012. (Agência Brasil)

INFRAESTRUTURA I: Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá passa por manutenção

infraestrutura 26 12 2012 (Large)A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) aproveita o período de baixo movimento para fazer a manutenção do Corredor de Exportação. Tradicionalmente, o movimento fica reduzido em até um terço nesta época do ano, devido à sazonalidade dos grãos. Em colaboração com os operadores portuários que atuam no complexo, são feitas as limpezas, substituições de peças e consertos, desde os silos até os shiploaders.

Ações - Segundo o diretor-técnico da Appa, Paulinho Dalmaz, os silos horizontais e vertical (silão) estão sendo limpos, as chaparias e outras peças substituídas, e os elevadores (que levam o grão até as esteiras) também passam por manutenção. “Essa é uma atividade fundamental para garantir a produtividade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá na próxima safra. Com a manutenção, reduzimos o número de interferências por quebra durante o escoamento. Aproveitamos que a soja já acabou e estamos finalizando os carregamentos de farelo de soja, ou seja, temos um ‘espaço’ para fazer isso”, explica.

Correias e shiploaders - Enquanto a Appa cuida da manutenção das estruturas fixas, a Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (AOCEP) cuida das correias transportadoras e dos shiploaders. Essa divisão é fruto de uma parceria. “Como também são usuários do complexo, os operadores nos ajudam com essa ação preventiva, contribuindo, também, para a melhoria do próprio desempenho”, completa o diretor.

Berços - De acordo com a Associação, o berço 213 passou pela manutenção no início de dezembro e já voltou a operar. Agora é a vez do berço 214 e, em seguida, será o 212. Os shiploaders estão sendo lavados e lubrificados; os componentes que apresentam defeitos estão sendo trocados; três correias de coberturas foram substituídas por novas – adquiridas pela Appa, no valor de R$ 1,5 milhão –; e as correias transportadoras também serão repostas. A manutenção do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá segue um cronograma que vai até o dia 19 de janeiro de 2013. (AEN)

INFRAESTRUTURA II: Taxa de investimento com novas concessões sobe só a partir de 2014

O "pibão" almejado pela presidente Dilma Rousseff para o ano que vem terá ajuda apenas residual dos pacotes de concessões de infraestrutura lançados nos últimos meses. Além de trazer perspectivas animadoras para a solução dos gargalos logísticos, esses pacotes vão acelerar o nível de atividade econômica, mas seus efeitos só se farão notar claramente a partir de 2014.

Aeroportos - "Em 2013, o efeito maior é o das três primeiras concessões de aeroportos", diz o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, referindo-se às obras em Guarulhos, Viracopos e Brasília. Para ele, os programas que estimulam maior participação do capital privado vão elevar o investimento em transportes e logística de 0,74% para 1,6% do PIB, entre 2011 e 2016.

Patamar - "O que já foi anunciado, se não atrasar, permite atingirmos esse patamar", afirma Godoy. Ele pondera, no entanto, que o efeito não é imediato. "O maior reflexo é quando começam as obras, mas sempre existe uma consequência inicial sobre a economia, principalmente no setor de serviços. As empresas contratam os projetos de engenharia e fazem estruturação financeira das propostas, envolvendo consultorias e bancos."

Aumento nos investimentos - Para o coordenador da área de infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto, a soma dos pacotes de rodovias, ferrovias e portos deverá aumentar a taxa de investimento anual na economia brasileira em 0,6 ponto percentual do PIB, nos cinco primeiros anos de execução dos contratos. Mas ele estima em 0,3 ponto percentual, no máximo, o ganho que poderá ocorrer já em 2013.

Desembolsos - "Se tudo correr bem, sem nenhum imprevisto, os desembolsos começam na segunda metade de 2013", diz Campos. "À medida que os contratos forem sendo assinados, esse impacto vai crescendo. Esses pacotes, quando estiverem a pleno vapor, podem duplicar o atual investimento feito em infraestrutura de transportes."

Estruturação - Campos afirma que o primeiro semestre será dedicado à "estruturação" dos programas de concessões, com a abertura de audiências públicas, os trâmites de aprovação dos editais no Tribunal de Contas da União (TCU) e a realização dos leilões. Só em julho, por exemplo, deverão ser assinados os contratos de sete lotes de rodovias federais e dos 2,6 mil primeiros quilômetros de novas ferrovias concedidas à iniciativa privada. Mesmo assim, será preciso esperar as licenças ambientais de instalação, que autorizam o início efetivo das obras.

Efeito limitado - No primeiro semestre, o efeito ficará limitado às concessões da BR-116 (em Minas Gerais) e da BR-040 (Brasília-Juiz de Fora), na melhor das hipóteses. Os leilões das duas estradas foram marcados para o dia 30 de janeiro e a expectativa do governo é firmar os contratos até o fim de abril.

Portos - As concessões de novos portos e a liberação de terminais privativos, mesmo sem a exigência de carga própria, também vão precisar de um tempo para amadurecer. Para o pesquisador do Ipea, apenas os três primeiros aeroportos transferidos ao setor privado - Guarulhos, Viracopos e Brasília - estarão com os investimentos programados avançando em "ritmo adequado", o que significa a aplicação de aproximadamente R$ 1,44 bilhão em 2013.

Galeão e Confins - No caso do Galeão e de Confins, os leilões estão previstos para setembro e é provável que só haja desembolsos às vésperas da Copa do Mundo, em junho de 2014. Nas três primeiras concessões de aeroportos, houve um intervalo de quatro meses entre as licitações e a assinatura dos contratos. Depois, a Infraero continuou operando os terminais por mais três meses, até repassar a gestão às atuais concessionárias.

Ano que vem - Para o economista Hélcio Tokeshi, diretor da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), os pacotes lançados recentemente já começam a surtir efeito, sim, no ano que vem. "Antes mesmo do início das obras, as concessionárias contratam engenheiros e encomendam equipamentos, como tratores e defensas metálicas", diz Tokeshi. A EBP entregou ao Ministério dos Transportes, na semana passada, os estudos de viabilidade para a concessão de 5,7 mil quilômetros de rodovias que serão leiloadas em abril. Também deve ser contratada para preparar as novas licitações de arrendamentos de terminais portuários e, possivelmente, os estudos do Galeão e de Confins. O impacto das concessões sobre o nível de atividade econômica é capaz de "mexer na agulha do PIB" e não se resume ao ganho de competitividade, com as esperadas melhorias logísticas, segundo Tokeshi.

Mão de obra e equipamentos - Godoy não vê problemas de financiamento ou de incapacidade dos fornecedores que possam obstruir a execução dos pacotes de infraestrutura. Para ele, questões como escassez de mão de obra e falta de equipamentos podem até atrapalhar "esporadicamente" a implementação dos programas, mas sem constituir "impeditivo permanente". O que preocupa o executivo é a capacidade dos próprios órgãos públicos - como o TCU, Ibama, Funai - de atender à demanda criada com as novas concessões.

Carro-chefe - "Somos suspeitos para falar, mas a infraestrutura precisa ser o carro-chefe da expansão da taxa de investimentos, no Brasil. Na indústria, o investimento depende da perspectiva de expansão do consumo, o que é meio imponderável. Aqui, não temos problemas de mercado e conseguimos resolver as questões relacionados ao funding dos projetos. A questão é oferecer os projetos e tocar pau", resume o presidente da Abdib. (Valor Econômico)

INVESTIMENTOS I: PR quer atrair R$ 10 bilhões em 2013

investimentos I 27 12 2012Os primeiros dois anos de vigência do programa de incentivo Paraná Competitivo, que entrou em vigor em janeiro de 2011, devem fechar com R$ 20 bilhões em investimentos. Para 2013, a previsão é que o estado possa atrair entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões para instalação de novas empresas ou ampliações, segundo projeção da Secretaria da Indústria, Comércio e As­sun­tos do Mercosul. “Há muita negociação em andamento em diversos segmentos. Ainda estamos fazendo os cálculos para estabelecer nossa meta. Mas esse número pode variar entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões. Vai depender também do ritmo de crescimento da economia e do andar da crise na Europa”, diz o secretário de indústria e comércio, Ricardo Barros.

Interior - A ideia é incentivar a instalação de fábricas no interior e o governo estuda a criação de um fundo regional para bancar parte dos projetos que forem para o interior do estado. Dos R$ 20 bilhões anunciados até agora, 65% estão concentrados na região de Curitiba e dos Campos Gerais “O interior atraiu 70% das empresas, mas em valor os investimentos ainda são menores, com exceção da Klabin”. A fabricante de papel comanda atualmente o maior investimento privado no estado, de R$ 6,8 bilhões, em Ortigueira, na região dos Campos Gerais.

Compensação - Para driblar a preferência das empresas por regiões próximas a Curitiba, a secretaria estuda compensar eventuais aumentos de custos para a instalação no interior. “O fundo cobriria a diferença entre o custo de produzir na região de Curitiba e no interior, por exemplo”, afirma. Por enquanto, segundo Barros, o projeto ainda está em estudo e negociado internamente no governo. Não está definido qual seria o montante que o fundo poderia bancar para as empresas e nem em que momento ele poderá virar um projeto de lei. “Tem de ser uma decisão política”, diz.

Disputa - O Paraná, segundo Barros, disputa investimentos principalmente com os estados de Santa Catarina e Minas Gerais e, em menor escala com o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Essa é segunda tentativa de criar um mecanismo para atrair investimentos mais robustos para o interior. Na primeira vez, a proposta era reduzir o ICMS para alguns municípios, mas a ideia esbarrou na necessidade do estado manter seus níveis de arrecadação e por ferir os princípios de isonomia.

Logística - Uma das questões que afasta investimentos do interior é a logística de transporte. O custo de frete para transportar um contêiner do porto de Paranaguá para a Região Metropolitana de Curitiba é de R$ 1,2 mil. Para Maringá, esse valor sobe para R$ 2,8 mil. A norte-americana Cargill, por exemplo, recusou a oferta de municípios do Norte do Paraná, que são grandes produtores de milho, e optou por instalar um fábrica de processamento do grão em Castro, nos Campos Gerais por conta da facilidade de escoamento da produção.

Montadoras opõem governo e sindicato - Apesar de computar R$ 20 bilhões em projetos de investimentos até agora, o Paraná perdeu para outros estados três grandes investimentos de montadoras de automóveis e caminhões. A Nissan, que divide uma unidade industrial com a Renault em São José dos Pinhais, na região de Curitiba, está investindo R$ 2,4 bilhões em uma fábrica Resende, no Rio de Janeiro. A BMW vai gastar R$ 528 milhões para erguer sua primeira linha de produção no Brasil em Araquari (SC) e a fabricante de caminhões Sinotruk investirá inicialmente R$ 300 milhões em Lages, também em Santa Catarina. A empresa tem hoje um centro operacional em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, e a cidade era candidata forte a receber o projeto, mas acabou derrotada na disputa.

Políticas mais agressivas - Para o secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, políticas mais agressivas de incentivos desses estados e negociações mais duras que as indústrias vêm enfrentando com o sindicato de metalúrgicos contribuíram para afugentar os investimentos. “ O sindicalismo selvagem, mais agressivo, assusta as empresas. Foi o que ocorreu com a alemã BMW, que viu o que aconteceu com a conterrânea Volkswagen, que teve que enfrentar uma greve de 30 dias no Paraná e suspendeu novos investimentos aqui”, diz. Além disso, segundo ele, especialmente Santa Catarina adota planos mais arrojados de incentivo. “Lá o governo pode aportar recursos no projeto, se tornando sócio da empresa”, diz. O Paraná já fez isso no passado, quando a Renault se instalou no estado.

Equívoco - Para o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Jamil D´Avila, o governo está equivocado ao atribuir a culpa às negociações sindicais. “Esses investimentos também não foram para o interior, onde o nosso sindicato não tem representação. Foram para outros estados. Não faz sentido fazer essa relação”, diz. Segundo ele, o fato de a região de Curitiba ter a menor taxa de desemprego do país e como consequência maior pressão por mão de obra também pesou na decisão da Nissan de ir para o Rio. “A empresa também teria que dobrar a fábrica e é preciso levar em consideração que o Sudeste é um mercado estratégico, que responde por metade das vendas do país” diz. Para ele, os elevados custos do pedágio na rodovia que vai até o porto de Paranaguá também teriam contribuído para que a BMW e a Sinotruk escolhessem Santa Catarina. (Gazeta do Povo)

INVESTIMENTOS II: Infraestrutura e qualificação de mão de obra desafiam interior

O interior terá que ter investimentos em infraestrutura, formação e qualificação de mão de obra para atrair investimentos, na avaliação do economista Gilmar Mendes Lourenço, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). “Ainda existe um atraso na infraestrutura de transportes, que não recebe grandes investimentos desde o final da década de 1990. A questão do pedágio também precisa ser mais equacionada. É preciso melhorar a qualidade do serviço e reduzir a tarifa”, diz. Segundo ele, um exemplo é o interior de São Paulo, que soube combinar infraestrutura e excelência de ensino e hoje é cobiçado pelas empresas que querem investir no país. “Com essas condições, não há necessidade de incentivos e nem fundos compensatórios. As empresas vêm naturalmente”, diz.

Preparação - Para Lourenço, o interior terá que se preparar para essa nova leva de investimentos, até porque os terrenos na região de Curitiba estão casa vez mais escassos, caros e limitados por questões de ordem ambiental. De maneira geral, os investimentos do interior do estado terão que passar pelo desenvolvimento das vocações regionais e arranjos produtivos locais. “Essa é uma forma de atenuar desníveis regionais”, diz.

Concentração - Com a industrialização da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) a partir do fim da década de 1990, houve um aumento da concentração da riqueza no estado. Em 1999, segundo dados do IBGE, 39,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado estava na Região Metropolitana de Curitiba. Em 2010, esse porcentual estava em 43,7%. (Gazeta do Povo)

INVESTIMENTOS III: Programa prevê adiamento do ICMS por até oito anos

O Paraná Competitivo, lançado no início de 2011, prevê a prorrogação do prazo de recolhimento do ICMS de dois a oito anos e igual período para quitar a dívida tributária. Assim, uma empresa pode ter de 4 a 16 anos para pagar o imposto devido. O incentivo vale tanto para instalação de novas empresas como ampliações e modernizações de indústrias que já têm operações no estado. O programa também prevê incentivos para projetos de reativação de indústrias e empresas em recuperação judicial. Para manter o benefício fiscal, que pode abranger também o ICMS da energia elétrica consumida, as empresas têm de investir até 5% do valor do incentivo em programas de qualificação de trabalhadores. Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, a intenção é que no futuro investimentos que não receberam incentivos tributários, como os do agronegócio exportador e do comércio possam ser computados na conta do Paraná Competitivo. “Hoje só contamos pelo viés tributário, mas existem outras questões, como financiamento do BRDE e da agência de fomento que podem ser considerados incentivo”, diz. (Gazeta do Povo)

Clima: Lazinski analisa condições climáticas ocorridas e tendências para o verão

As precipitações observadas durante o mês de dezembro continuaram seguindo o mesmo padrão de distribuição dos meses anteriores, muito irregulares. Apesar dos volumes totais ficarem próximos da média histórica na maior parte do centro-sul do Brasil, as chuvas ficaram mais concentradas na primeira quinzena de dezembro. Durante a segunda quinzena, as chuvas foram mais localizadas e os volumes observadas foram menores. De uma maneira geral, os totais observados em dezembro foram ligeiramente superiores aos registrados no mês anterior. Com isto, a umidade no solo vem mantendo-se em níveis razoáveis a bom, na maior parte do centro-sul do Brasil, favorecendo o bom desenvolvimento da maioria das lavouras na região. Nas regiões Sudeste, Centro-oeste e nas áreas produtoras de grãos do Nordeste, as chuvas observadas vem mantendo uma certa regularidade, com volumes muito próximos à média histórica, favorecendo também o bom desenvolvimento da maioria das lavouras na região.

Temperaturas - As temperaturas registraram valores acima da média para a época do ano, principalmente durante a segunda quinzena de dezembro. Vale ressaltar a onda de calor que atingiu a região Sul do Brasil no final do mês, onde, em algumas localidades foram observados valores próximos aos recordes de temperatura máxima. Durante o último mês, não foi observada nenhuma mudança significativa no padrão do comportamento das temperaturas  das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial. Estas temperaturas das águas superficiais continuam com uma tendência de neutralidade, seguindo o mesmo padrão do último mês. Estas condições, aliadas a outras variáveis climatológicas, continuam indicando uma situação de neutralidade climática (nem “El Niño” e nem “La Niña”). Os prognósticos dos modelos climáticos globai, também indicam a continuidade desta situação de “neutralidade” para os próximos meses.

Verão - Analisando os modelos de prognóstico climáticos, a tendência para o verão 2012/2013 é de que as precipitações continuem com este padrão de distribuição muito irregular, intercalando períodos curtos com muita chuva com períodos maiores com pouca ou nenhuma precipitação, devido a continuidade desta situação de neutralidade climática. Os volumes de chuva podem ficar ligeiramente abaixo da média para a região Centro-Sul do Brasil. Para as regiões Centro-oeste, Sudeste e áreas produtivas do Nordeste, as chuvas devem continuar com este padrão mais regular e registrar volumes dentro do esperado para a época do ano. Com relação às temperaturas, devem voltar aos padrões normais, diferente das temperaturas observadas no mês de dezembro, as quais ficaram muito acima da média. (Luiz Renato Lazinski / Meteorologista do Inmet/Mapa)


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