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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3001 | 28 de Dezembro de 2012

2013: O Sistema Ocepar deseja um FELIZ ANO NOVO!!!

ano novo 28 12 2012(Large)

O Sistema Ocepar deseja a todos um excelente Ano Novo. Que a filosofia da cooperação se espalhe por todos os cantos para que possamos construir um mundo cada vez melhor, mais justo e solidário.

 

FELIZ 2013!!

 

CMN: Conselho altera Manual de Crédito Rural

cmn 28 12 2012 (Large)O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que introduz alterações no Manual de Crédito Rural (MCR), em harmonia com a implantação do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), que entrará em funcionamento no início de 2013. As principais alterações são as seguintes:

(i) institui a classificação do produtor rural, em três categorias, de acordo com a renda anual na atividade agropecuária: pequeno (até R$160 mil), médio (acima desse valor e até R$800 mil) e grande (acima de R$800 mil). Essa classificação deve ser observada pelas instituições financeiras no ato da contratação de operações de crédito rural;

(ii) padroniza os critérios para apuração dos saldos diários das operações; e

(iii) atualiza os parâmetros para fins de fiscalização das operações rurais pelas instituições financiadoras.

Recursos - Essas alterações estão em linha com as ações do Banco Central voltadas para assegurar a liberação dos recursos ao produtor rural e para que sejam aplicados nas finalidades a que se destinam.  (Banco Central do Brasil)

MAPA: Facilidade de acesso ao crédito eleva empréstimos de cooperativas

mapa 28 12 2012 (Large)Os financiamentos para o setor cooperativista apresentaram alta entre julho e novembro deste ano. Ao todo, foram contratados R$ 679 milhões, aumento de 23,3% sobre a soma até outubro (R$ 550,6 milhões). Os dados são referentes às operações realizadas por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Enquadramento - Os empréstimos por meio do Prodecoop totalizaram R$ 298,6 milhões em novembro – elevação de 12,2% sobre outubro. O valor representa 14,9% dos R$ 2 bilhões programados para a safra 2012/13. Parte do resultado deve-se às alterações nas normas de enquadramento das ações desenvolvidas no âmbito do Programa, com ênfase em operações de investimento. O limite de financiamento aumentou, passando de R$ 60 milhões para R$ 100 milhões por cooperativa, com juros de 5,5% ao ano.

Elevação - Também houve acréscimo nos empréstimos pelo Procap-Agro na safra atual. Foram R$ 380,3 milhões adquiridos até novembro, ante R$ 284,7 milhões nas contratações até outubro. Essa linha de crédito teve elevação de recursos disponíveis, passando de R$ 2 bilhões na temporada 2011/12 para R$ 3 bilhões no período 2012/13. A taxa do Programa é de 5,5% ao ano quando destinado à capitalização da cooperativa, ou 9% ao ano, no caso de capital de giro.

Motivos - O bom momento da agricultura brasileira e a facilidade de acesso ao crédito são os motivos das elevações de financiamentos, segundo o secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Edilson Guimarães. Os empréstimos feitos pelo setor agropecuário empresarial alcançaram a cifra recorde de R$ 45,8 bilhões entre julho e novembro deste ano, alta de 18,1% sobre igual período de 2011.

Avaliação - A avaliação atualizada mensalmente das contratações do crédito agrícola é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa. (Mapa)

GRÃOS: Preços têm marca histórica em 2012

Para produtores, tradings e consumidores de grãos, 2012 será um ano difícil de esquecer. A quebra da produção na América do Sul (safra 2011/12) e nos Estados Unidos (ciclo 2012/13) colocou os preços em níveis históricos. Em Chicago, os contratos de soja e milho atingiram o maior valor médio anual da história e os de trigo só ficaram aquém dos patamares de 2008.

Crise - Mesmo com os sustos gerados pela crise europeia, a vacilante recuperação americana e os temores de uma forte desaceleração chinesa, a redução da oferta em virtude de severas estiagens abaixo e acima do Equador deprimiram as relações globais entre estoques e consumo, sobretudo de milho e soja, e garantiram as altas.

Queda - Com o escoamento da safra americana de 2012/13 - mesmo menor - e a expectativa de uma grande produção na América do Sul, as cotações perderam força nos últimos meses. Contudo, a maior parte dos analistas não vê espaço para quedas agudas em meio à expectativa de recuperação, ainda que modesta, da economia mundial no ano que vem.

Impacto - De acordo com os cálculos do Valor Data baseados nos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez), a soja foi a commodity mais "beneficiada" pela seca. A oleaginosa fecha 2012 com preço médio anual de US$ 14,5830 por bushel, 10,22% mais que em 2011. Até esta quitna-feira (27/12), o preço médio de dezembro (US$ 14,449) era 26,21% superior ao registrado um ano antes.

Escalada de preços - O resultado foi garantido pela escalada dos preços no terceiro trimestre, quando os problemas com a safra dos EUA ficaram evidentes. No período, a cotação média do grão chegou a US$ 16,5250 por bushel, tendo recuado para US$ 14,82 nos três meses seguintes.

Acumulado - O preço médio anual do milho subiu apenas 0,41% em relação a 2011, para US$ 6,8530 por bushel, mas a commodity acumulou alta de 18,76% nos 12 meses até dezembro. Se a soja foi o produto que mais subiu, o milho foi o que mais surpreendeu neste ano. Ao fim do primeiro semestre, os preços amargavam queda de 12,7% ante à média dos seis primeiros meses de 2011 - à época, o mercado precificava a expectativa de uma safra recorde nos EUA.

Disparada - Com a estiagem americana e uma perda de mais de 100 milhões de toneladas, os preços dispararam no terceiro trimestre, tendo alcançado US$ 8,0858 por bushel em agosto. Desde então, os preços cederam e devem encerrar dezembro perto de US$ 7,25 por bushel.

Tendência acompanhada - Embora tenha um calendário agronômico distinto, o trigo acompanhou a tendência ditada pela soja e o milho, uma vez que o cereal pode substituir esses grãos como matéria-prima para a produção de rações. A média anual do cereal (US$ 7,64 por bushel) em 2012 superou em 3,29% a de 2011, mas o preço em dezembro (US$ 8,2443 por bushel) é 32,53% maior que o registrado no fim do ano passado.

Fundamentos - Nesse contexto, os fundamentos comprovaram uma vez mais que são capazes de "desafiar" a crescente "financeirização" do mercado de commodities e guiar os investimentos especulativos - mais cautelosos neste ano -, e não viver a reboque desse tipo de aposta.

Acomodação - Para 2013, preveem os analistas, a tendência é de acomodação nos preços dos grãos em meio à expectativa de recuperação na oferta. Contudo, o baixo nível dos estoques globais deve deixar o mercado volátil e sensível às variações do clima. Após um 2012 desastroso, praticamente não há espaço para perdas de produção no próximo ano.

Softs commodities - Se o ano foi de alta nos preços dos grãos, as "soft commodities" da bolsa de Nova York caminharam na direção oposta em um ano marcado por aumento acima do esperado na produção e demanda anêmica - as "softs" são mais suscetíveis que os grãos às turbulências macroeconômicas, uma vez que possuem uma demanda mais elástica.

Algodão - Com uma relação entre estoques e consumo bastante confortável, o algodão é o destaque negativo de 2012. A média anual dos contratos de segunda posição do produto fecha o ano com baixa de 38,97% sobre 2011 em Nova York. Nos 12 meses encerrados em dezembro, a desvalorização acumulada foi de 15,13%.

Recuos expressivos - Açúcar, café, cacau e suco de laranja também registraram recuos expressivos em suas médias anuais. No café, o preço médio anual foi 30,41% inferior ao de 2011 e a desvalorização acumulada nos 12 meses, de 34,42%. No entanto, a expectativa de queda na relação entre estoques e consumo (que dependerá do ritmo de crescimento da economia global) pode abrir as portas para alguma recuperação de preços em 2013.

Suco de laranja - O suco de laranja amargou mais um ano de queda da demanda global e de superoferta da fruta no Brasil. Em 2012, o preço médio anual caiu 20,02%. Segundo analistas, o quadro não deverá mudar muito em 2013, até porque as primeiras previsões sinalizam que a próxima safra paulista será novamente grande.

Perspectiva baixista - No mercado de açúcar, as perspectivas também são baixistas em virtude da recomposição da oferta mundial após colheitas maiores do que o esperado no Brasil e em outros grandes produtores. Em 2012, o preço médio da commodity recuou 16,95% em Nova York.

Cacau - Finalmente, o cacau encerra 2012 com queda de 20,32% no preço médio anual, com oferta folgada e relativa tranquilidade no frequentemente conturbado ambiente político da Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity. (Valor Econômico)

BALANÇA COMERCIAL: Campo sustenta superávit desde 2001

balanca comercial 28 12 2012O embarque de produtos agrícolas, principalmente de soja, livrou o Brasil de mais um déficit na balança comercial. É o 12º ano consecutivo em que o país se apoia no agronegócio. Desta vez, o déficit seria de US$ 56 bilhões, o que revela uma economia vulnerável.

Participação - Depois de um período de seis anos fechando as contas no vermelho, entre 1995 e 2000, o país não sabe desde 2001 o que é ter saldo negativo graças à participação do agronegócio. Em 2012, o volume de negócios acumulado entre janeiro e novembro mostra que o superávit de US$ 73 bilhões do campo é suficiente para cobrir, mais uma vez, o déficit dos demais setores.

Campo -  Pelo menos um terço dos produtos brasileiros exportados nos últimos dez anos são oriundos do campo. Neste ano a participação beira 40% (US$ 88,6 bilhões), refletindo a importância do setor para que as contas do país fechem no azul.

Contribuição - Nos últimos 12 anos, o superávit agronegócio não foi maior que o saldo da balança comercial duas vezes, em 2005 e 2006, quando os demais segmentos produtivos deram conta do recado sozinhos. Ainda assim, o agro contribuiu com 85,7% e 92,1% do superávit nacional, respectivamente.

Indústria - A queda na participação do setor industrial, compensada apenas parcialmente pelo setor de serviços, contribuiu para que o agronegócio fosse o responsável por equilibrar a balança novamente, avalia Carlos Magno Bittencourt, economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon - PR). “A economia está apática, influenciada pelo menor crescimento da China, pela ligeira recuperação dos Estados Unidos e pela crise na Europa”, pontua. Ele alia esses elementos às vantagens comparativas encontradas no Brasil, como a existência de clima favorável e disponibilidade de terras.

Dependência - Apesar dos bons números, a dependência do campo pode ser prejudicial no médio e longo prazo. “Nossa balança comercial é coberta por investimento estrangeiro direto, ou seja, o déficit está sendo financiado com dinheiro de fora”, explica Roberto Zurcher, economista da Fiep.

Políticas do passado - Ele considera que essa dependência em relação ao agronegócio também é influenciada por políticas do passado, como a Lei Kandir (87/96), que trata da tributação para produtos exportados. “Essa lei incentivava a exportação de bens primários, em uma época que o país precisava de divisas. Não houve mudanças desde aquela época que incentivassem a agregação de valor a esses bens”, complementa.

Longo prazo - Os especialistas defendem que uma mudança deve vir de políticas de longo prazo. “É preciso aproveitar essas vantagens mas também desenvolver outros setores, criar uma indústria de ponta”, afirma Bittencourt. “A mudança deve ocorrer aos poucos, mas o país tem capacidade de agregar valor internamente”, complementa Zurcher. (Gazeta do Povo)

RECURSOS: Paraná receberá R$ 25 milhões para agricultura familiar

O governo federal aprovou o repasse de R$ 25 milhões à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) do Paraná para apoio aos pequenos agricultores familiares do estado. O montante tem origem em emendas da bancada parlamentar paranaense junto aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e deve ser aplicado ao longo de 2013.

Propostas - Foram elaboradas oito propostas junto ao governo federal, sendo cinco emendas individuais, uma de bancada do Congresso Nacional e duas de programas do governo federal junto ao MDA, que são as de energias renováveis e crédito fundiário. As cadeias produtoras do café, erva-mate, cana-de-açúcar, horticultura e fruticultura serão focadas pelo governo, com prioridade para as iniciativas em estruturação nos municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M). Também há uma emenda que beneficia o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no Norte Pioneiro. Estão previstos capacitação de produtores e repasse de tanques resfriadores de leite e equipamentos para as patrulhas do alimento.

Pecuária branca - R$ 8 milhões serão repassados para projetos de fortalecimento à cadeia produtiva do leite, além de projetos de infraestrutura na Seab. (Portal Agronegócio Gazeta do Povo)

CARNES: Avicultura paranaense tem crescimento negativo no acumulado do ano

O faturamento das exportações da indústria avícola do Paraná, até novembro, caiu quase 5% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2011, a indústria atingiu US$1,8 bilhão com as vendas para o mercado externo, já este ano alcançou US$ 1,7 bilhão. O número reflete a crise que o setor enfrenta desde o fim do primeiro semestre por causa da alta no preço dos insumos e dificuldade de obtenção de crédito.

Freio - O crescimento negativo é um duro golpe para o setor que há cinco anos acumulava recordes de exportação. Em 2011, o faturamento foi 16,5% maior do que em comparação a 2010, o dobro da economia brasileira que, como um todo, avançou 7,5% no período.  Porém, o crescimento em ritmo chinês foi freado pelas turbulências enfrentadas pela cadeira produtiva.

Ritmo menor - A partir de agosto a cadeia avícola paranaense foi obrigada a diminuir o ritmo de produção em plena temporada de recordes de abate e exportação de aves por causa dos altos preços da soja e do milho, que correspondem a 70% da ração utilizada para alimentar aves de corte. Se considerada a soma dos últimos quatro meses, o faturamento caiu 13%. Entre agosto e novembro do ano passado foram gerados US$ 727,6 milhões em divisas, já no mesmo período deste ano foram US$ 631,5 milhões. A indústria deixou de faturar US$ 96,1 milhões.

Balança - Já a quantidade de frango exportada aumentou 4%, mas não ajudou na balança. Até novembro deste ano, a indústria comercializou 985,5 mil toneladas com o exterior.  “Além da crise interna, também enfrentamos a turbulência econômica mundial. Os países importadores não deixaram de comprar carne de frango, mas deram preferência aos cortes menos nobres. A exportação foi direcionada para produtos mais baratos por uma questão de mercado”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins.

Crise de crédito - Para Martins, o que ocorreu este ano foi uma verdadeira crise de crédito que se arrasta desde 2008 e que se intensificou por causa da alta dos insumos. “Além do problema do preço da ração, os avicultores enfrentam uma escassez de crédito que continua preocupando o setor, visto que o prazo para que produtores pagassem aquisições de grãos costumava ser de até 40 dias, enquanto após a escassez de milho e soja o pagamento precisou ser antecipado ou a vista”, comenta.

Ajuda - Outro grande obstáculo da avicultura paranaense tem sido a falta de resposta do governo diante da solicitação de medidas para amenizar os efeitos da crise. Em agosto, o Sindiavipar, junto com outras lideranças do setor como a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Secretaria Estadual de Agricultura e do Abastecimento (Seab-PR), encaminhou uma carta de reivindicações para o Governo Federal, que até agora não foram atendidas segundo Domingos.

Solicitações - Entre as solicitações encaminhadas ao ministro da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) Mendes Ribeiro, estão uma linha de crédito com taxas de juros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso de até 72 meses, assim como a prorrogação de dívidas de indústrias e produtores. O setor também pediu a criação de um Prêmio de Escoamento da Produção para trazer milho do Centro-Oeste para a região Sul com o objetivo de reduzir a pressão sobre os preços.

Nova carta - No final de novembro uma nova carta elaborada pelo Sindiavipar e Grupo Unifrango, holding que congrega 16 empresas avícolas do Paraná - foi enviada, desta vez à Assembleia Legislativa do Paraná para informar os parlamentares sobre a real situação da avicultura paranaense, que passa por uma verdadeira crise de crédito.  “O governo está demorando demais para ajudar o setor, ele não se mostrou sensível ao setor avícola nem mesmo quando ocorreram fechamentos de empresas e demissões”, ressalta Domingos.

Pauta de exportações - O presidente do Sindiavipar ressalta que a indústria avícola é o segundo item na pauta de exportação do Paraná, perdendo apenas para a soja, e, por isso, a importância do setor para a economia. Só no estado, o setor avícola paranaense emprega cerca de 660 mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos, o que representa cerca de 7% da população do Paraná.  Hoje, o estado tem 43 agroindústrias atuando na atividade, entre abatedouros e incubatórios, e mais de 18 mil avicultores integrados.

Expectativa - Na torcida por uma boa safra de verão, de forma que os preços dos insumos voltem a se estabilizar, o presidente do Sindiavipar acredita que a expectativa em longo prazo é positiva, mas que é necessária a junção de vários fatores para que o setor volte a se estabilizar. “Até março precisamos ser cautelosos. A safra tem tudo para ser fantástica, mas depende do clima. Também será um ano com menos feriados e isso significa mais produção, e é ainda temos que esperar pela recuperação da economia mundial”, explica Martins.

Expectativa - Para o dirigente, o que se espera agora é que o governo adote medidas para evitar a redução na produção e o repasse de preços ao consumidor. Ele ressalta que o governo deve usar todas as ferramentas que dispõem para olhar para essa cadeia tão importante para a economia brasileira. 

Sobre o Sindiavipar - O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) representa 43 abatedouros, incubatórios e frigoríficos paranaenses. Desde sua fundação, em 1992, o Sindiavipar tem trabalhado para o crescimento da avicultura do estado, buscando sempre representatividade no mercado interno e externo. Atualmente, o Paraná é o maior produtor nacional, referência em sanidade avícola e responde por mais de 25% das exportações de carne de frango do país, embarcando o produto para mais de 130 países em todo o mundo. Mais informações: www.sindiavipar.com.br. (Assessoria de Imprensa do Sindiavipar)

COMÉRCIO: Governo do Egito reafirma não suspensão de importação de carne brasileira

comercio 28 12 2012O ministro da Agricultura do Egito, Salaah Mohammed Abd Almo'men, informou ao embaixador brasileiro no Cairo, Marco Brandão, que seu país não suspendeu a compra de carne bovina do Brasil. A reunião entre o ministro e o embaixador ocorreu no contexto das diversas ações que o governo brasileiro vem empreendendo para informar aos parceiros comerciais as características da ocorrência de EEB no Paraná, em 2010. Na oportunidade, foram prestados esclarecimentos sobre o óbito do animal e reafirmado que se trata de caso único e não clássico.

Transparência - Para o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Carlos Vaz, o Brasil vem dando absoluta transparência aos consumidores e aos mercados externos quanto à ocorrência, demonstrando a eficiência e a segurança dos mecanismos de controle brasileiros, e destacando a manutenção pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) do risco desprezível para a EEB. (Mapa)

SUCROALCOOLEIRO: Brasil bate recordes de exportação de etanol

Os níveis de exportação do etanol de setembro a novembro mais que duplicaram frente ao registrado no mesmo período de 2010 e 2011 sem grandes impactos no custo da logística agroindustrial. As boas vendas brasileiras e, portanto, a boa notícia para o setor sucroenergético nacional, aconteceu devido à quebra de safra de milho nos EUA, que usa o grão como matéria-prima para produção do biocombustível. Foram exportados 1,05 bilhão de litros no período este ano contra 416,95 milhões de litros em 2010 e 539,44 milhões de litros em 2011.

Boletim Esalq - A análise faz parte do boletim mensal de novembro do Esalq- LOG, Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP. O principal problema que atingiu o setor em setembro foi a indisponibilidade de veículos, fazendo com que grande parte dos embarcadores elevasse o valor do frete de etanol a patamares superiores aos programados a fim de atrair veículos para o cumprimento dos contratos. (DCI - Diário do Comércio & Indústria, com Agências)

LOGÍSTICA: Governo amplia financiamento e permite participação de fundos para concessão de rodovias

logistica 28 12 2012A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil vão poder financiar os projetos de investimentos em rodovias federais que serão concedidas à iniciativa privada. Anteriormente, o governo havia anunciado o financiamento apenas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Condições - As condições de financiamento pelos bancos públicos serão as mesmas anunciadas para o BNDES em agosto, no lançamento do Programa de Investimentos em Logística. Os juros serão definidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais até 1,5%, com carência de até três anos e amortização de até 20 anos, com grau de alavancagem entre 65% e 80%.

Agilidade - Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a entrada de novos agentes financiadores vai agilizar as negociações com os grupos interessados em participar dos leilões das rodovias. “Isso diversifica, porque, em vez de ter um agente, tem mais de um, dá mais velocidade às negociações. Tenho certeza de que o fato de termos três agentes é algo que vai ser recebido muito positivamente pelos grupos interessados”, disse Passos, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27/12).

Participação - Outra novidade no programa de concessões de rodovias será a possibilidade de participação de fundos no capital das futuras concessionárias. Esses fundos, que poderão ser de pensão, investidores institucionais, private equity (investimento em participação) ou de previdência, entrarão como um sócio estratégico, depois do anúncio do vencedor do leilão. “Será como uma noiva disposta a casar depois do leilão”, explicou Passos.

Carta - O fundo não vai participar do processo licitatório, irá emitir uma carta com as condições de participar do capital das concessionárias e, após o anúncio dos vencedores do leilão, entrará na sociedade. Ainda não há uma limitação pré-estabelecida de participação, mas o fundo não poderá ser majoritário. Segundo Passos, o Ministério da Fazenda ainda vai fazer o detalhamento operacional sobre a constituição e participação desse fundo nas concessões de rodovias. “Isso é muito bom, muito positivo para os grupos que irão participar.”

Nove trechos - As duas medidas valem para os nove trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada. O leilão para a concessão da BR-116, em Minas Gerais, e da BR-040, entre o Distrito Federal e Juiz de Fora (MG), está previsto para 30 de janeiro. Os outros sete trechos anunciados pelo governo devem ser leiloados em abril do ano que vem. O governo vai conceder 7,5 mil quilômetros de rodovias federais, que exigirão investimento total de R$ 42 bilhões em até 20 anos. 

Crítica - Ao anunciar as medidas, o ministro dos Transportes também criticou as análises de especialistas sobre a taxa de retorno do programa de concessão de rodovias federais. Segundo ele, essas taxas não podem ser avaliadas isoladamente, mas sim em conjunto com as condições de financiamento oferecidas pelo governo. “Quando se conciliam as duas coisas, fica evidente que o governo trabalha com condições bastante razoáveis”, concluiu. (Agência Brasil)

APPA: Ventania e chuva fortes causam estragos no Porto de Paranaguá

Appa 28 12 2012(Large)A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) trabalhou nesta quinta-feira (27/12) em um plano emergencial para recuperar as estruturas danificadas pela tempestade que atingiu o Litoral do Estado na quarta-feira (26/12). Parte da cobertura do silo público de granéis (Silão) foi arrancada; no cais, o armazém 12 teve parte do telhado danificado; e, no pátio de triagem, a nova portaria ficou parcialmente destruída.

Ventos - De acordo com o meteorologista do Simepar, Reinaldo Olmar Kneib, em Paranaguá os ventos chegaram a 114 quilômetros por hora. A explicação é a passagem rápida de uma tempestade que se iniciou na região de Curitiba. Ao encontrar no litoral do Estado o bolsão de ar quente – provocado pelo calor intenso que chegou a 40ºC no município – fez com que os ventos se intensificassem e atingissem grandes proporções, provocando inúmeros estragos em Paranaguá, Antonina, Morretes e outras cidades litorâneas.

Recuperação - “Por sorte não tivemos pessoas feridas. Agora o trabalho será intenso para que os produtos ainda armazenados no silo e nos armazéns atingidos não sejam danificados. Recuperar com rapidez a estrutura do pátio de triagem também é essencial, para atender a demanda de caminhões que promete ser alta já no início do ano”, afirma o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Quantificação - Segundo Dividino, a diretoria técnica da Appa está concluindo os trabalhos de avaliação e quantificação dos danos. “Além disso, já estamos fazendo os orçamentos para contratar, em caráter emergencial, a empresa para executar a reconstrução das estruturas e evitar, assim, maiores prejuízos”, conclui o superintendente.

Estragos – De acordo com o diretor-técnico Paulinho Dalmaz, no pátio de triagem, os novos prédio administrativo e guichês de acesso, que estavam prontos para começar a serem usados, foram bastante danificados pelos ventos. A estrutura de placas de alumínio em arco, de quase 80 metros de comprimento, que compunha a cobertura da nova portaria foi completamente arrancada e retorcida pelo vento. As placas, de 12 metros de largura, voaram e acabaram atingindo o telhado das instalações dos operadores portuários que atuam no pátio.

Avarias - Ainda no local, o prédio administrativo da Appa e os guichês antigos também sofreram avarias. Um caminhão que entrava, no momento da tempestade, foi parcialmente atingido por uma das placas da cobertura da portaria nova que voou. Além disso, algumas cantinas foram destelhadas e uma delas chegou a ser atingida por uma árvore, derrubada pela força do vento. Apesar da gravidade dos estragos, ninguém ficou ferido.

Chapas arrancadas - Próximo ao pátio de veículos, arrendado pela Volkswagen, chapas do telhado da subestação da Copel, que atende o Porto de Paranaguá, foram arrancadas. Próximo ao local, no Silão (silo vertical da Appa, de cem mil toneladas), os danos foram de grande monta. As chapas de metal do telhado foram arrancadas pelo vento e lançadas sobre o telhado das moegas de recepção e correias.

Silo horizontal - No cais, o silo horizontal (AZ-07B), que armazena farelo de soja, também teve parte da cobertura danificada. Outros armazéns – 06C e 06D – onde funcionam algumas divisões da Appa, tiveram telhas arrancadas. “Estamos concluindo o plano emergencial para esta situação. Ainda não podemos avaliar de quanto foi, mas o prejuízo não foi pequeno”, comenta o diretor. (AEN)

GOVERNO FEDERAL: Medidas buscam garantir o crescimento de 4% em 2013

Medida provisória anunciada nesta quinta-feira (27/12) pela presidente Dilma Rousseff abrirá crédito extraordinário de R$ 42,5 bilhões no Orçamento da União de 2012. Desse total, R$ 41,8 bilhões se referem a investimentos dos Três Poderes, que estão na programação orçamentária de 2013, que não foi aprovada pelo Congresso antes de entrar em recesso. Outros R$ 700 milhões garantirão a suplementação orçamentária de projetos executados em 2012.

Nível elevado de investimento - Em café da manhã com jornalistas, Dilma disse que o objetivo do governo com a MP é começar 2013 com um nível de investimento elevado. "É para que não haja possibilidade de interromper o ritmo de investimento no país", afirmou. A MP faz parte do esforço realizado pelo governo nos últimos dias para garantir o financiamento do crescimento econômico pretendido de 4% em 2013.

Oferta de crédito - Em outra ação no mesmo sentido, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou dirigentes dos oito maiores bancos estatais e privados do país para discutir o crescimento da oferta de crédito, que foi modesto em 2012. E pediu maior engajamento do sistema para financiar o crescimento.

Divulgação - O Banco Central divulgará nos próximos dias as regras, os valores e o cronograma de implementação do acordo de Basileia 3, um dos temas da reunião com os banqueiros. A Fazenda teme que o cumprimento das novas exigências de capitalização e provisionamento do acordo, a partir de 2013, prejudique o frágil crescimento do crédito e, por consequência, o próprio crescimento econômico. Os Estados Unidos e vários países europeus anunciaram o adiamento dos prazos para o cumprimento das novas regras. Já o Japão, a China e a Austrália divulgaram que vão seguir o cronograma original.

Recolhimento compulsório - Em mais uma medida destinada a alavancar os investimentos e o crescimento, o BC publicou circular que altera as regras de recolhimento compulsório dos bancos. A norma permite que o valor dos financiamentos com as condições do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) seja descontado do montante que as instituições financeiras são obrigadas a recolher ao BC sobre depósito à vista. Essa medida criará potencial de financiamentos de R$ 15 bilhões em novas operações. (Valor Econômico)


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