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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3098 | 22 de Maio de 2013

EMPRESAR 2013: Fórum internacional vai discutir sustentabilidade e empreendedorismo em Curitiba

Será realizado, nos dias 27 e 27 de maio, em Curitiba, o Empresar 2013 – Fórum Internacional de Sustentabilidade e Empreendedorismo. O evento é uma promoção da Universidade Positivo e vai reunir especialistas internacionais das áreas de educação e empreendedorismo que vão falar sobre suas ideias e formas inovadoras de condução dos negócios. No ano passado, o governo do Paraná aprovou a Lei da Inovação, que cria benefícios e estabelece mecanismos de cooperação entre os setores público e privado e universidades para pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. Entre as medidas, está a participação técnica e econômica do Estado em projetos de empresas paranaenses, cuja atividade principal seja a inovação tecnológica. Para 2013, são R$ 30 milhões disponíveis para incentivos. Dentre outras iniciativas, o governo do Paraná também continua expandindo para novos municípios o Programa Bom Negócio Paraná, que garante capacitação acesso a financiamentos de novos negócios com baixos juros – de 0,51% a 1,07% ao mês. As universidades estaduais assumem o compromisso de levar às empresas novas tecnologias

Apoio - O Empresar 2013 está sendo organizado com apoio do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paranás (Ocepar), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Serviço Nacional de Apoio a Pequenas e Micro Empresas (Sebrae/PR), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Endeavor Paraná, Federação do Comércio do Paraná  (Fecomércio-PR), Academy of Business in Society (EABIS), Institut Supérieur de Gestion-ISG, e Rede de Administração Sustentável (AdmSus). A programação se estende até o dia 28 de maio.

Vagas - As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.up.com.br/empresar. Informações pelo fone (41) 3049 0212 ou pelo e-mail  empresar2013@up.com.br. (Com informações da UP)

 empresar 22 05 2013

COAGRO: Cooperativa prevê investimentos próximos a R$ 10 milhões até 2015

coagro 22 05 2013O Conselho de Administração da Coagro - Cooperativa Agroindustrial reuniu-se para definir os investimentos da cooperativa para os próximos três anos. O plano de expansão prevê investimentos expressivos em várias unidades até 2015. Para atingir as metas, será necessário aplicar aproximadamente R$ 10 milhões na construção de novos silos, secadores, depósitos, mercados, balanças, entre outros, contemplando tanto a unidade central quanto algumas unidades instaladas na região de atuação da Coagro, cuja sede fica em Capanema, no Sudoeste do Estado. Neste primeiro momento, serão construídos quatro novos silos com capacidade de 50 mil sacas, abrangendo Capanema, São Luiz, Santo Antônio do Sudoeste e Conciolândia. 

Secadores - As unidades de São Luiz e Bela Vista da Caroba receberão dois novos secadores com capacidade de 60 toneladas por hora.  Parte de recursos também foi destinada à aquisição de novas balanças que serão instaladas na Coagro central e na unidade de São Luiz. De acordo com a direção da cooperativa, esses investimentos são necessários para garantir ao associado que os produtos confiados à cooperativa estão armazenados de forma adequada, com total segurança e confiabilidade. A safra 2012/2013 bateu recorde de produção, sendo que milhares e milhares de sacas de produtos foram entregues diariamente na Coagro, com isso, detectou-se a necessidade de investir em infraestrutura de armazenagem em mais de 200 mil sacas. 

Análise - Sebaldo Waclawovsky, Diretor Presidente da Coagro, afirmou que essa definição aconteceu após análise de onde está esse montante de  produção e o destino da mesma. Explicou que a produção de milho, por exemplo, é destinada para a fábrica de rações/Capanema, para empresa Carminati em Santo Antônio do Sudoeste e BRF de Dois Vizinhos. A produção de soja segue para o Porto de Paranaguá, Ponta Grossa e Dois Vizinhos. A produção de trigo é comercializada no estado de Santa Catarina e em Curitiba.

Produção de grãos - De acordo com Waclawovsky, a região de atuação da cooperativa se destaca em produção de grãos, sendo que a Coagro recebeu somente em 2013, exatos 1.023.971 sacas de soja entre todas as unidades, deste montante, 40% da produção foram entregues na Coagro Capanema. Outra cultura que apresentou bons resultados foi a safra de milho com 449.102 sacas, também confiada às unidades Coagro, sendo que 54% foram entregues na unidade de Capanema.

Trigo - Em relação à cultura de trigo a Coagro também recebeu 320.796 sacas do cereal. Com isso, foi contabilizado um total de 1.973.629 sacas, entre as três culturas entregues na Coagro em 2012/13. Para aumentar a capacidade da cooperativa em diferentes setores, além dos investimentos em infraestruturas, serão investidos recursos para construir um depósito de insumos de 600m2 na localidade de Alto Faraday, depósitos de insumos de 500m2, em Centro Novo, depósito de agrotóxico 400m2, em Capanema, novo centro distribuidor em Capanema, captação de pó, em Planalto, mercado de 600m2 e ampliação do depósito 150m2, em Bela Vista da Caroba, devido a grande demanda de insumos, secador e máquinas 60t/h para Pérola D`Oeste,  01 poço artesiano e 01 silo de leite de 75 mil litros no Laticínios Capanema.  A projeção por parte da cooperativa em reestruturar as unidades ate 2015, exigindo investimentos de R$9.890.000,00 para atingir a meta estabelecida. (Imprensa Coagro)

 

COCAMAR: Sojicultores devem ficar atentos ao vazio sanitário

cocamar 22 05 2013A Cocamar, em parceria com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), alerta os produtores rurais quanto ao período de vazio sanitário da soja, que vigora no Estado entre 15 de junho e 15 de setembro. Neste período, não deve haver qualquer plantio de soja no Estado e as plantas remanescentes (soja tiguera) devem ser eliminadas, segundo orientação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Os agricultores que desrespeitarem o vazio sanitário estarão sujeitos a sanções administrativas, conforme estabelece a Resolução Estadual de 13 de novembro de 1995, além de terem que responder civil e criminalmente.

 Ferrugem asiática - O vazio sanitário foi instituído pelo governo do Estado para reduzir a proliferação de doenças, especialmente a ferrugem asiática, que pode provocar sérios prejuízos econômicos ao produtor. Nos casos mais extremos, a manutenção de plantas de soja no período do inverno pode até inviabilizar o posterior plantio da cultura no local, devido ao alto potencial de inóculo do fungo.

Visitas - No período, os fiscais da Defesa Sanitária Vegetal percorrerão propriedades, estradas e empresas que armazenam ou transportam a soja, para evitar que plantas remanescentes sejam hospedeiras do fungo. O gerente de Produção Agrícola da Cocamar, Leandro Cezar Teixeira, alerta os produtores a estarem atentos principalmente a soja tiguera nas áreas de milho segunda safra. “Em muitos lugares, as perdas na colheita de soja nesta safra foram maiores do que normalmente ocorrem por conta dos contratempos climáticos. Há grande quantidade de grãos que ficaram no chão e germinaram em meio ao milho”, afirma.

 Paraná - Segundo estado maior produtor de soja do País na última safra, o Paraná obteve a produção recorde de l5,41 milhões de toneladas em aproximadamente 4,63 milhões de hectares plantados. Para os técnicos da Adapar, sem dúvida, o vazio sanitário tem contribuído para o sucesso da cultura no Estado nos últimos anos, ao evitar estragos causados pelo fungo da ferrugem asiática. (Imprensa Cocamar)

 

COPAGRIL: Supermercados recebem comenda


copagril 22 05 2013Todos os anos, a Faculdade Luterana Rui Barbosa (Falurb), sediada em Marechal Cândido Rondon, oeste paranaense, realiza a Semana Acadêmica, evento voltado à acadêmicos, empresários e profissionais de administração e de ciências contábeis da região. Neste ano, a jornada acadêmica iniciou na última segunda-feira (20/05) segue até sexta-feira (24/05). Uma das atividades que faz parte desta semana foi uma pesquisa realizada entre os alunos. E na noite desta terça-feira (21/05), nas dependências da Falurb, foi divulgado o resultado do supermercado de preferência dos entrevistados. No qual, os Supermercados Copagril de Marechal Cândido Rondon foram indicados, com 57% da preferência dos alunos, perfazendo assim, um diferencial considerável, levando em conta que o segundo colocado, alcançou o índice de apenas 15% das preferências. Portanto, a Falurb concedeu uma comenda à Copagril, como Supermercados de preferência. Para receber a comenda, esteve representando a Copagril no evento, o gerente do departamento Comercial Insumos, Enoir Primon.

Honra - “A Copagril se sente honrada e feliz por este reconhecimento, pois tem realizado um trabalho constante para que seus clientes tenham garantia de compras com comodidade, qualidade, bom atendimento e economia. Disponibilizando grande variedade de produtos, dentre os quais, frutas, verduras e legumes sempre fresquinhos, toda a linha de frios, carnes de qualidade e de procedência comprovada, produtos saborosos nas panificadoras, enfim, dispõe de milhares de itens nas suas lojas”, destacou.           Ainda, conforme ele, os clientes dos Supermercados Copagril têm vantagens a mais ao realizar suas compras. “São os clientes que optam pela melhor forma de pagamento, que pode ser com cheque, cartão de crédito, débito e cartão convênio. Faça você também como os acadêmicos da Falurb, escolha os Supermercados Copagril como o mercado de preferência de sua família”, finalizou Primon. (Imprensa Copagril) 

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Associados se reúnem para aprender mais

Associados de todas as unidades de atendimento são convidados a aprender mais sobre cooperativismo de crédito, Sicredi, produtos e serviços, organização sistêmica, finalidade do empreendimento e outros assuntos pertinentes. A rodada teve início nesta terça-feira (21/05), em Maripá, Oeste do Paraná, e será realizada em toda a área de atuação da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP. “O momento é oportuno para que os associados entendam mais sobre os diferenciais competitivos do negócio cooperativo”, avalia a assessora de comunicação e programas sociais da cooperativa, Cláudia Bonatti.

Quarto ano - Este é o quarto ano de formação promovido pela cooperativa, com mais de mil e quinhentas pessoas participando do Programa Crescer. Os temas abordados no Percurso I (Associar-se, Planejar, Acompanhar e Deliberar) e no Percurso II (mobilizar, Coordenar e Representar) estão ligados à forma e sociedade cooperativa e a importância da participação dos associados na gestão da cooperativa de crédito. A formação é aberta a todos os associados, que podem obter mais informações na unidade de atendimento mais próxima. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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SICREDI FRONTEIRA: Encontro reúne coordenadores de núcleo em Capanema

A Sicredi Fronteira PR/SC realizou, na noite da última sexta-feira, (17/05), em Capanema (PR), a terceira edição do encontro anual com os coordenadores de núcleo, cujo objetivo foi apresentar a prestação de contas referente aos primeiros quatro meses do ano aos 69 coordenadores eleitos para representar os mais de 32.000 associados da cooperativa.  

Formação - Durante o evento, o presidente da Sicredi Fronteira, José César Wunsch, ministrou palestra com o tema “Gestão financeira, cuidar para crescer”.  “Investir na formação de nossas lideranças é compromisso assumido em assembleia e uma das prioridades do conselho, afinal, somente com conhecimento poderemos manter o nível de crescimento e, ao mesmo tempo, atender as expectativas de nossos cooperados,” destacou César.

Palestra – Simultaneamente, no Clube Recreativo e Atlético Comercial, aconteceu o 1º Encontro das esposas dos coordenadores de núcleo, quando foi apresentadas uma palestra com o consultor João Carlos de Oliveira, que abordou diversos assuntos, dentre eles a importância da participação das mulheres no processo de gestão e desenvolvimento das cooperativas.

Homenagem – Na mesma noite, foi oferecido um jantar em homenagem aos 30 sócios fundadores da cooperativa. Na oportunidade, eles receberam das mãos da atual diretoria uma moeda cunhada pelo Banco Central do Brasil em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas, reconhecimento concedido ao setor no ano passado pela ONU (Organização das Nações Unidas). (Imprensa Sicredi Fronteira)

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RAMO SAÚDE: 3º Fórum Político Nacional Unimed mostra amadurecimento de lideranças

ramo saude 22 05 2013Com o objetivo de incentivar discussões pertinentes a todo o Sistema Unimed e estreitar relações político institucionais, o 3º Fórum Político Nacional Unimed foi realizado em Brasília (DF), no dia 15 de maio. O evento foi promovido pela Unimed do Brasil, com o apoio da Unimed Participações, Seguros Unimed, Fundação Unimed, Central Nacional Unimed, OCB e Frencoop. O fórum foi muito bem aceito pelos participantes, que destacaram o amadurecimento do evento, contando com rica programação. Para o presidente da Unimed Cerrado, José Abel Ximenes, assessor político institucional da Unimed do Brasil e coordenador do fórum, a missão foi cumprida.

Participação expressiva - “Foi um evento que contou com uma participação expressiva das lideranças cooperativistas e discutiu temas com profundidade. Acredito que tenha acrescentado muito nas discussões políticas dentro do Sistema Unimed e mostrado, mais do que tudo, o amadurecimento das nossas lideranças, além de um envolvimento maior nas discussões políticas, que até algum tempo atrás não víamos acontecer”, disse Ximenes.

Decisão acertada - Ele observou que o fórum também mostrou que os parlamentares estão mais dedicados aos temas de interesse do Sistema e isso é muito importante. “Com isso, percebemos que aquela ideia da criação dessa coordenadoria político-institucional foi uma decisão muito acertada”, afirmou.

Mesa de abertura - Compondo a mesa de abertura do fórum, Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed do Brasil; José Abel Ximenes; Valdmário Rodrigues Júnior, diretor de Integração Cooperativista e Mercado da UB; André Pacelli, presidente do Sistema OCB/Paraíba e representando o presidente da OCB Nacional; e André Longo, presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar e, na ocasião, também representante do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O grupo reforçou a relevância do evento e o propósito de tornar sustentável todas as áreas do cooperativismo.

Conai - “Esse evento político que antecede o Comitê Nacional de Integração (Conai) é o instrumento mais que apropriado para que possamos ter uma discussão aberta dos problemas que nos afligem no dia a dia”, explicou Eudes, citando ainda a importância da união de forças com a classe política. A Percepção dos Serviços da Saúde Suplementar no Brasil - Uma visão crítica, O Ato Cooperativo e seu Adequado Tratamento Tributário e O Papel da Representação Política na Defesa do Cooperativismo de Saúde foram, entre outros, temas discutidos.

Ato cooperativo - O deputado federal goiano e líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado, participou do 3º Fórum Político Nacional da Unimed. Caiado falou sobre a importância do cooperativismo em saúde no painel que tratou do papel da representação política na defesa do setor. “Gostaria de ainda este ano poder colocar na pauta de votação da Câmara dos Deputados o projeto de lei que amplia a definição de ato cooperativo. Queremos fazer uma votação emblemática e mostrar a força e qualidade da medicina do cooperativismo”, declarou ao participar do fórum. (Unimed do Brasil)

Clique aqui e leia mais sobre o 3º Fórum Político Nacional Unimed

 

SESCOOP: Comitê de Promoção Social avança na construção da Diretriz Nacional

sescoop 22 05 2013A Diretriz Nacional de Promoção Social que está sendo elaborada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) está mais perto de se tornar realidade. De terça até quinta-feira (23/05), o Comitê de Promoção Social do Sescoop se reúne mais uma vez, em Brasília (DF), com o objetivo de concluir o texto da política norteadora para o sistema cooperativista. De acordo com a gerente de Promoção Social da instituição, Maria Eugênia Ruiz Borba, a intenção é finalizar a estrutura do documento neste segundo encontro para, nos próximos, trabalhar o desenvolvimento dos programas que vão compor finalizando o documento neste segundo encontro, nos próximos o grupo se dedicará ao desenvolvimento dos programas que vão compor a Diretriz.

Fundamentação - “O objetivo do Comitê é aproveitar as ações, projetos e programas que as unidades já desenvolvem em Promoção Social para fundamentar a Diretriz. É nas ações de Promoção Social que chegamos mais próximos de nosso cliente: as cooperativas e todo seu quadro social”, afirma Eugênia. A gestora ressalta ainda que este tem sido, desde o princípio, um trabalho de construção participativa. Composto por técnicos do Sescoop de todas as regiões do Brasil, o Comitê possui, entre seus integrantes, bastante vivência no tema, porém falta alinhar os conceitos. “Temos a felicidade de contar, em nosso grupo, com estados já bem avançados em ações de Promoção Social, que nos trazem justamente as experiências, as dificuldades vividas e, principalmente, os anseios por ver funcionar esta atividade finalística do Sescoop, mas para que esta construção seja melhor potencializada, nossa preocupação é alinhar os conceitos. Somente assim teremos uma discussão rica com base fundamentada em vivências”, complementa.

Principal destaque - E segundo Maria Eugênia, este é justamente o ponto de principal destaque em todo o processo de construção da Diretriz: o consenso entre os estados, numa visão sempre geral dos fatos, produzindo um documento realmente com características nacionais, respeitando as características regionais. “Estamos vendo na prática unidades que possuem mais vivência pensando nas possíveis dificuldades e também facilidades que outras, ainda em fase inicial, podem encontra. É sempre um pensamento nacional, não individual”, reflete.

Estratégico – À frente da gerência de Promoção Social do Sescoop há cerca de um ano e meio, Eugênia acrescenta que a área desenvolve uma atividade que tem função de gestão dentro do Sistema Cooperativista. “No cooperativismo, estamos falando de gente. Este é o grande diferencial quando nos comparamos a empresas mercantis. Nosso foco são as pessoas, a harmonia entre colaboradores, instituição e seus familiares. Quando investimos em qualidade de vida, com certeza vemos o retorno no rendimento dos funcionários. Aplicando políticas de responsabilidade socioambiental, obtemos economia, otimização de recursos e o consequente aumento da rentabilidade da cooperativa. Por isso, nossa intenção é fazer com que a Promoção Social ganhe cada vez mais o espaço que precisa para executar seus benefícios”, avalia a gestora.

Temas – Na primeira oficina do Comitê, realizada em abril deste ano, o grupo avançou bastante na definição de conceitos importantes para a Diretriz. Foram definidos o objetivo geral da política, seus eixos estruturantes e linhas de ação a serem abordadas. De acordo com o moderador das reuniões, Benedito Nunes, a meta é traçar, nos próximos três dias, os objetivos específicos, com o objetivo de dar mais concretude aos resultados esperados do documento. “Vamos imprimir um rimo bastante focado neste encontro para a construção de textos e conteúdos que finalizem o último capítulo da Diretriz. Nossa expectativa é por um produto bastante consistente, contando com a participação efetiva de todos os integrantes”, afirma Nunes.

Metodologia – Dando continuidade ao trabalho iniciado em abril, o grupo segue utilizando a metodologia do World Coffee – neste caso, com a tradução “Café Cooperativo”. Trata-se de uma forma de proporcionar maior leveza e eficiência aos debates, conforme explica Maria Eugênia: “Neste método, as discussões são realizadas em um ambiente criativo e descontraído, proporcionando maior fluência de ideias e argumentações, o que é justamente nosso objetivo para a Promoção Social do cooperativismo brasileiro”. (Informe OCB)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Senado quer discutir desdobramentos do novo Código Florestal

 

ocb no congresso 22 05 2013A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgou a Agenda da Semana, com os principais temas que serão acompanhados pelo setor no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Minas e Energia (CME) realiza, nesta quinta-feira (23/05) o seminário sobre o Novo Marco Regulatório do Setor Mineral. O evento foi dividido em três painéis: A necessidade de um novo Código de Mineração; As possíveis alterações na CFEM; e A transformação do DNPM em uma agência reguladora. Entre os palestrantes do seminário estão o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira e o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura. O evento acontece em meio a expectativa do Congresso Nacional em receber do Poder Executivo texto para alterar a atual legislação mineral.

Senado Federal - Está na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) requerimento de autoria do senador Blairo Maggi (MT) para realização de audiência pública com a finalidade de debater os desdobramentos da Lei 12.651/2012, que instituiu o Novo Código Florestal e que completa um ano de vigência no dia 25 de maio. O debate deverá contar com a presença de representantes do Governo Federal, Governos Estaduais, do agronegócio, pesquisadores e ambientalistas.  Nesta semana, o Sistema OCB estará acompanhando também outros debates que estão sendo realizados sobre o tema, que é de grande importância para as cooperativas. (Com informações do Blog OCB no Congresso)

Para acessar a Agenda da Semana,clique aqui. 

 

AGRICULTURA: Mapa quer dobrar verba para seguro

O Ministério da Agricultura sugeriu que o Ministério da Fazenda disponibilize R$ 800 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) no ano que vem. Apesar de ser um recurso orçamentário, o montante destinado a subsidiar o prêmio do seguro rural pago pelo produtor no programa federal deverá ser anunciado no Plano Safra 2013/14. O valor proposto é o dobro do reservado pelo governo para este ano.

Contingenciamento - Também por ser um recurso orçamentário, a verba está sujeita a contingenciamento. Em 2011, estavam previstos R$ 400 milhões para o PSR, mas apenas R$ 253,4 milhões foram empenhados ao programa em função de contingenciamentos do governo. Em 2012, foram alocados R$ 318 milhões, totalmente pagos, segundo o Ministério da Agricultura.

Valor segurado - Em 2012, foram segurados 5,2 milhões de hectares, divididos em 63 mil apólices e com produção equivalente a R$ 8,7 bilhões. Em 2011, foram 4,7 milhões de hectares, com 57 mil apólices e colheita equivalente a R$ 7,3 bilhões.

Pleito - A sugestão do Ministério da Agricultura está em linha com o pedido do setor produtivo. A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), defende a alocação de R$ 850 milhões em 2013/14.

Plano Trienal - No Plano Trienal do Seguro Rural, elaborado pelo Ministério da Agricultura e divulgado no fim de 2012, estava prevista a liberação de R$ 1,3 bilhão para as subvenções ao prêmio das apólices contratadas de 2013 a 2015. Ali, os valores da subvenção federal foram estabelecidos em R$ 400 milhões para 2013, R$ 459 milhões para 2014 e R$ 505 milhões em 2015. (Valor Econômico)

PESQUISA: Embrapa abre nova fronteira para sementes transgênicas

pesquisa 22 05 2013A Embrapa patenteou duas tecnologias que podem abrir uma nova fronteira para o desenvolvimento de plantas transgênicas resistentes a doenças, mais produtivas e com tolerância à seca. Uma delas elimina a manifestação da proteína transgênica no fruto, o que pode ajudar a quebrar a resistência dos consumidores aos organismos geneticamente modificados na alimentação.

Promotores - A pesquisa, liderada pela doutora em genética e melhoramento de plantas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Juliana Dantas de Almeida, envolve o uso dos chamados "promotores", como são conhecidas as sequências de DNA que definem como os genes inseridos no genoma da planta se manifestam. O primeiro desses promotores, chamado de "promotor específico", é capaz de restringir a manifestação da proteína transgênica às folhas da planta.

Construtivo - O segundo, chamado "promotor constitutivo", permite a manifestação do transgene em toda a planta, mas em intensidade menor do que nos produtos geneticamente modificados disponíveis hoje no mercado - caso da soja Roundup Ready (RR), da Monsanto, presente em quase 90% das lavouras no Brasil e nos Estados Unidos.

Mercado - Atualmente, todos os transgênicos disponíveis no mercado apresentam promotores "constitutivos", que agem o tempo todo e em todas as partes da planta. Ao utilizar um promotor específico, explica a pesquisadora, é possível garantir que um gene resistente à ferrugem asiática, doença fúngica que ataca as folhas da soja, atue apenas nessa parte da planta e não interfira na produção da planta.

Vantagem - A principal vantagem dessa tecnologia avalia Juliana, é a ausência de traços de transgenia no fruto ou na raiz, o que pode ajudar a mitigar a forte rejeição de consumidores, sobretudo na Europa, aos transgênicos presentes diretamente na alimentação. Essa rejeição é uma barreira ao avanço da pesquisa com transgênicos em culturas como o trigo.

Doenças fúngicas - A pesquisadora ressalta que a técnica permite manipular genes destinados a combater doenças fúngicas de modo que não ataquem também os fungos considerados benéficos para o desenvolvimento da planta. "No caso da ferrugem, um fungo ataca a folha até que a planta não consiga mais captar a luz para fazer fotossíntese. Com um gene resistente à ferrugem sob comando de um promotor constitutivo, a planta inteira vai expressar a característica. Se isso ocorrer, a proteína transgênica pode vir a ser tóxica para seus fungos que estão promovendo a fixação de nitrogênio na raiz e que são benéficos. Com o promotor específico, vamos conseguir expressar só na folha a característica", explica.

Tolerância à seca - Além disso, a descoberta também pode facilitar o desenvolvimento de plantas tolerantes a secas prolongadas, à medida que permite trabalhar genes que reduzem a transpiração das plantas por meio das folhas. "A tecnologia pode chamar a atenção por ajudar a produzir com as mudanças no clima", disse.

Registro - Outra vantagem de a transgenia não se manifestar diretamente no fruto é a possível queda dos custos com o processo de registro nas autoridades reguladoras, como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). "A partir do momento que você prova que o gene não é expresso no fruto e ele é a parte comestível, a quantidade de testes exigidos cai consideravelmente", afirma Juliana.

Recursos públicos - A nova tecnologia da Embrapa foi desenvolvida exclusivamente com recursos públicos - ao todo, a pesquisa consumiu R$ 700 mil desde 2005. Segundo a geneticista, os novos promotores podem auxiliar na descoberta de cultivares mais competitivas e contribuir para a independência tecnológica da estatal. "A pesquisa consiste em criar um banco de promotores que pode ser usado por pesquisadores da Embrapa, reduzindo a dependência tecnológica da empresa", afirma. "Atualmente, quando vai fazer um projeto visando à obtenção de transgênicos, o pesquisador da Embrapa não tem para onde correr porque tudo já é patenteado. Então, a solução que encontramos foi a Embrapa ter seus próprios promotores e suas patentes".

Registro - A Embrapa também registrou um "promotor constitutivo" - semelhante ao da soja RR, produzida pela multinacional Monsanto, e ao do feijão resistente ao vírus do mosaico, recentemente registrado pela própria estatal. A diferença aqui é que o novo promotor patenteado foi isolado a partir de genomas vegetais, o que diminui as chances de ocorrer o que os pesquisadores chamam de "silenciamento gênico" - uma defesa natural das plantas contra invasões por vírus. Quando ocorre o silenciamento, a planta para de expressar a característica transgênica e perde os benefícios esperados.

Feijão - No caso do feijão resistente ao mosaico dourado, a Embrapa adotou um promotor constitutivo. Mesmo assim, nenhuma proteína transgênica é manifestada no grão. Nesse caso, os pesquisadores fizeram uma intervenção para que a planta produza fragmentos de RNA idênticos aos do vírus, produzindo um efeito semelhante ao de uma vacina. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Governo vai modernizar estradas rurais para escoamento da safra de cana

infraestrutura I 22 05 2013O Governo do Estado iniciou as licitações para a construção de três trincheiras e 77 pontes que fazem parte do programa Caminhos do Desenvolvimento – Sucroalcooleiro e, ainda, para a locação de quatro patrulhas mecanizadas. Nesta primeira etapa serão investidos R$ 36,3 milhões pela Secretaria de Infraestrutura e Logística, em parceria com a Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar).

Investimento - No total, o programa prevê investimentos de mais de R$ 300 milhões e vai beneficiar 75 municípios com a modernização de estradas rurais utilizadas para escoar a safra de cana-de-açúcar. “Estas obras vão favorecer diretamente mais de 1,5 milhão de paranaenses do Noroeste e Norte Pioneiro”, diz o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Municípios - As trincheiras licitadas serão construídas nos municípios de Paranacity, Rondon e Ivaté, com investimento do Estado de R$ 9,5 milhões. A locação de equipamentos de quatro patrulhas mecanizadas também está sendo licitada no valor de R$ 14,8 milhões. As licitações das duas pontes de grande porte sobre o Rio Pirapó, localizada entre os municípios de Colorado e Paranacity, e Rio das Cinzas, entre Bandeirantes e Andirá, preveem custo de R$ 6 milhões. Outros R$ 6 milhões serão aplicados para o fornecimento das vigas das 75 pontes de menor porte, em concreto.

Programa – O programa Caminhos do Desenvolvimento – Sucroalcooleiro, uma parceria do Governo do Estado com a iniciativa privada e prefeituras, vai recuperar cerca de 1,5 mil quilômetros de estradas municipais, além de construir 151 pontes e 49 trincheiras, beneficiando mais de 1,5 milhão de moradores de 75 municípios. Patrulhas mecanizadas usadas para recuperação e manutenção das estradas também estão incluídas no programa. Cada patrulha é composta por equipamentos como escavadeira, trator de esteira, motoniveladora, pá-carregadeira, rolo compactador, caminhão-comboio, carreta para as máquinas e caminhões basculantes.

Valores - A Secretaria de Infraestrutura e Logística, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), vai investir em dois anos R$ 104 milhões e a Alcopar, por meio das usinas de álcool e açúcar, aplicará R$ 64 milhões. As prefeituras vão participar, aderindo ao programa e, depois, fazendo a manutenção das novas pontes das estradas que foram melhoradas e construídas. “Além dos R$ 168 milhões, o programa prevê a aplicação de mesma quantia, para os anos de 2015 e 2016, dobrando o atendimento de estradas e ampliando o número de municípios que serão beneficiados”, diz o secretário de Infraestrutura, José Richa Filho.

Termo de adesão - No próximo dia 28, os prefeitos dos 75 municípios estarão em Curitiba para assinar o termo de adesão ao programa, que permitirá que a Secretaria e a Alcopar possam trabalhar nas estradas municipais, que ligam áreas de produção até as usinas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Portos do Paraná estão prontos para licitações nos parâmetros da nova MP

infraestrutura II 22 05 2013A Medida Provisória 595, aprovada pelo Congresso e Senado Federal na semana passada, marca o fim de um processo que se estendia desde o meio do ano passado. As alterações na MP, propostas pelos parlamentares, ainda vão passar pelo crivo da Presidência da República. Mas, enquanto os pontos mais polêmicos não se definem, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) dá prosseguimento aos processos para garantir que as obras de ampliação dos portos paranaenses sejam umas das primeiras  a serem licitadas pelo Governo Federal. “Antes mesmo da MP ser publicada pelo Governo Federal, nós já havíamos terminado o plano de arrendamento dos portos paranaenses. O documento foi protocolado junto à Antaq antes da proposta de mudança do marco regulatório”, explica o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho.

Estudos - “De lá para cá, finalizamos os estudos de viabilidade de diversos projetos e, em alguns casos, já com licença ambiental expedida. Com isso, hoje somos um dos únicos portos do país com possibilidade de dar início imediato às licitações para os projetos de expansão dos portos”, complementa o secretário.

Áreas de expansão - De acordo com o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, o Plano Arrendamento da Appa listou 20 áreas de expansão. “Trata-se do levantamento e cadastro das áreas suscetíveis de arrendamento para novos empreendimentos. Fizemos também o inventário dos contratos vigentes, dentre os quais foram levantados os contratos vencidos em operação em regime emergencial e os contratos com vencimento nos próximos cinco anos”, disse.

Valores - Dividino explica ainda que os valores de investimento para todos os empreendimentos só poderão ser definidos após a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs), dos quais a Appa já elaborou 16.  O plano desenvolvido pela Appa foi realizado em consonância com o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), e seguiu as premissas estabelecidas pela SEP e ANTAQ.

Mudanças – Entre as principais mudanças trazidas pelo novo marco legal está a centralização, em âmbito federal, das principais atribuições da atual Autoridade Portuária. “Se analisarmos as novas atribuições da Autoridade Portuária Local e do Governo Federal, se pode perceber que as autoridades portuárias passarão a ter funções de gestores operacionais locais, ou seja a gestão da operação, cabendo a ANTAQ e SEP o estabelecimento das políticas do setor, do planejamento, da definição e estabelecimento de tarifas portuárias, da celebração dos contratos de arrendamentos e fiscalização dos terminais privados, dragagem, entre outros”, explica Dividino.

Novos Contratos - Outra novidade trazida pela MP é que os valores relativos a outorgas deixam de existir. Todas as licitações para novas concessões ou arrendamentos serão feitas por leilão: ganha quem ofertar a maior movimentação de cargas com o menor custo tarifário, e com maior produtividade.  O Projeto de Lei de Conversão (PLV) 09/2013 alterou a redação desse artigo para considerar a capacidade e o menor tempo de movimentação de carga, além da menor tarifa, facultando que esses critérios sejam considerados de forma isolada ou combinada.

Possibilidades - O projeto de lei aprovado pelos parlamentares traz a possibilidade de que os governos estaduais possam realizar as licitações estabelecidas pela ANTAQ de forma a dar celeridade aos planos de investimentos tão necessários. Mas a União terá a prerrogativa de delegar essa competência, ou seja, o governo terá que autorizar o processo.

Contratos Antigos - Para os contratos celebrados antes de 1993 será concedido um prazo de exploração das atividades complementar de cinco anos antes da re-licitação destas áreas. Para os contratos celebrados após a 1993 pelo prazo de 25 anos, prorrogável por no máximo igual período, passam a ter condições de antecipar a segunda etapa do contrato de arrendamento condicionado a um programa de investimentos para expansão e modernização dos terminais. O Conselho de Autoridade Portuária foi reduzido em representatividade e em competência passando a ser um órgão consultivo.

Carga própria – Outra mudança significativa é referente aos terminais de uso privativo. Antes, os portos privados tinham que movimentar carga própria preponderantemente. Agora, estes terminais poderão movimentar as cargas próprias e de terceiros, sem diferenciação entre elas. Fora isso, as autorizações de novos Terminais de Uso Privativo serão feitas por chamadas públicas.

Trabalhadores - Outra contribuição inserida no PLV foi com relação aos Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Foi inserida no texto a aplicação da convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)  que garante renda mínima aos TPAs e aposentadoria especial. Outra alteração é que as guardas portuárias continuam sendo responsáveis pela segurança das áreas do porto organizado.

Avanços - “Como se pode notar tivemos avanços e o aperfeiçoamento da legislação vigente no sentido de fomentar investimentos, porém a centralização dos processos de concessão e de dragagem poderão neutralizar todos os avanços obtidos, em função dos prazos para realização das premissas institucionais para a efetiva melhoria do aparato portuário”, complementa Dividino. (Assessoria de Imprensa da Appa)

 

PNCE: Plano define ações para estimular a exportação

O Paraná recebeu o Plano Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), edição 2013. O documento – desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul (SEIM) e outros órgãos – aponta ações a serem executadas este ano para estimular as vendas do Estado ao exterior. O plano foi entregue, em Brasília, pelo secretário-executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaefer, ao diretor-geral da Secretaria, Horácio Monteschio.

Diversificação da pauta - O PNCE foi lançado em 2012 para diversificar a pauta de exportação brasileira, já que apenas três estados (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) respondem por 50 % das exportações. O documento identifica potencialidades, define ações de acordo com a realidade econômica e social de cada Estado e seguindo cinco eixos: cultura exportadora, inteligência comercial competitiva, ambiente de negócios, diversificação e qualificação da pauta exportadora e promoção comercial.

Ações no Paraná - O documento paranaense traz 46 ações para 2013, algumas delas já executadas ou em execução, para capacitar gestores públicos, empresários e profissionais de comércio exterior. São exemplos a realização de cursos, consultorias e oficinas sobre comércio exterior, além de atividades para participação em feiras e eventos internacionais de exposição de produtos e rodadas de negócios.

Setores potenciais - O plano também aponta como setores potenciais no Paraná para a exportação: agroindústria, artesanato, bonés, confecção, equipamentos médico-odontológicos, madeira e móveis, máquinas e equipamentos agrícolas, metais sanitários e tecnologia da informação. "São setores estratégicos que terão atividades para potencializá-los", salientou Monteschio.

Entidades parceiras - Entre as entidades parceiras estão os Correios, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre outros. "Vamos trabalhar juntos para desenvolver e difundir a cultura exportadora em todo Paraná", afirmou Monteschio. (Assessoria de Imprensa da Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul)

TRABALHO: Paraná é o terceiro Estado do país que mais criou empregos em abril

trabalho 22 05 2013O Paraná foi o Estado da região Sul e o terceiro do país que mais criou empregos em abril. Foram 18.937 empregos com carteira assinada, o equivalente ao crescimento de 0,72% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21/05) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Terceiro lugar - Entre os estados brasileiros, o Paraná ficou em terceiro lugar na criação de empregos em abril, atrás de São Paulo, que criou 80.227 vagas, e de Minas Gerais, com 23.523 postos de trabalho. Santa Catarina criou 10.273 novas vagas e o Rio Grande do Sul registrou 10.084 novas oportunidades de emprego.

Acerto - Para o secretário do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, os números positivos demonstram o acerto das políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento implantadas pelo governador Beto Richa. “A indústria paranaense é a que registra a maior expansão na criação de empregos no país há 18 meses consecutivos. Outros setores também apresentam ótimos resultados. Em todo o Estado, temos hoje 21 mil vagas de emprego abertas. Vivemos uma situação de pleno emprego e a tendência é que haja mais crescimento”, afirma Romanelli.

Acréscimo - No Paraná, nos quatro primeiros meses deste ano, houve acréscimo de 65.835 postos de trabalho, um aumento de 2,55% em relação ao estoque de 2012. Nos últimos 12 meses foram criados 82.317 postos de trabalho, um crescimento de 3,21% no nível de emprego em relação ao estoque de abril de 2012.

Setores - Os setores que mais geraram empregos no Paraná em abril foram a Indústria de Transformação, com 6.656 postos de trabalho, Serviços, com 4.773 vagas, Comércio, com 3.665 postos , Construção Civil, com 2034 vagas, e o setor Agropecuário, com a criação de 1.549 empregos. A maior parte das novas vagas foi criada no Interior do Estado - 14.145 empregos. Já a Região Metropolitana de Curitiba registrou acréscimo de 4.792 empregos formais em relação ao mês anterior, um aumento de 0,45%.

Municípios - Os municípios que mais criaram postos de trabalho foram Curitiba, com a geração de 3.938 vagas, Maringá com 1.328 novos postos de trabalho, Londrina com 677 empregos, Umuarama, com 592 vagas, e Toledo, com 515 empregos.

Brasil – No país, foram criados 196.913 postos formais de emprego, um crescimento de 0,49% em relação ao estoque do mês anterior. Entre janeiro de 2011 e abril de 2013, o incremento de empregos foi de 9,39%, representando um aumento de 4.139.853 postos de trabalho.

Acumulado - No acumulado do ano, o emprego cresceu 1,39%, um acréscimo de 549.064 postos de trabalho, sendo que nos últimos 12 meses esse patamar alcançou 1.087.066 novas vagas, uma expansão de 2,79% no número de empregos celetista no país.

Setores - Pela primeira vez no ano, os oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento na geração de emprego, sendo o setor de Serviços o que mais gerou postos de trabalho, com 75.220 novas vagas (+0,46%), seguido da Indústria de Transformação, com 40.603 postos (+0,49%), a Construção Civil, com 32.921 (+1,03%) e a Agricultura com 24.807 (+1,59%). (Agência de Notícias do Paraná)

 

TRIBUTOS: Reforma do ICMS, mais uma vez, está perto do fracasso

A tentativa de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como era esperado, está perto de ser enterrada. A busca de unificação das alíquotas segue a sina de qualquer item importante para a reforma tributária no país - a lata do lixo. O roteiro desse fracasso é conhecido: um projeto com boas intenções é apresentado, suas virtudes vão desaparecendo nas negociações com os governos estaduais e, por fim, não apenas não se melhora o ICMS como se agravam suas distorções. Não foi diferente agora.

Imperativo legal  - A reforma deveria prosperar não só pela necessidade de racionalidade econômica e redução de burocracia e custos, mas, agora, também por imperativos legais. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a barafunda de incentivos concedida pelos Estados sem a anuência do Conselho Nacional de Política Fazendária. O STF prometeu uma súmula vinculante a respeito, enquanto os Estados seguiram arrumando expedientes para fugir das proibições. O mais comum deles foi substituir a concessão de incentivos condenada por outra, formalmente diferente, mas com o mesmo objetivo.

Destino diferente - Havia alguma expectativa de que a atual reforma pudesse ter um destino um pouco diferente das anteriores. Além da pressão legal, o governo federal colocou sobre a mesa um bom arsenal de medidas de compensação. Na questão do ICMS, o projeto da União aceitava a criação de um fundo de ressarcimento das perdas que alguns entes federativos amargariam com as mudanças, e de um fundo de desenvolvimento regional, com dotações respectivas de R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões.

Compensação - Haveria, assim, compensação de danos e substituição de incentivos. Recursos federais entrariam no lugar dos estaduais na atração de investimentos para os Estados. Estímulo adicional à aprovação da reforma foi dado com outro projeto, ligado a ela, para mudar o indexador das dívidas estaduais. Ele não só corrigiria distorções como traria redução importante dos estoques de endividamento. O IGP-DI, muito mais volátil por refletir a influência do câmbio e que corrige os débitos, cederia lugar ao IPCA. Os juros pagos pelos Estados, que variam de 6% a 7,5%, teriam redução, cuja magnitude dependeria da situação da economia. Eles variariam de 4% até no máximo a taxa básica de juros, a Selic.

Desagradou - No final, apesar dos atrativos, a reforma desagradou a todos, por motivos diferentes. O prazo de transição para a convergência de alíquotas para 4% foi sendo esticado, por pressão dos Estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, de 8 anos para 12 anos. Ou seja, 17% das transações com esses Estados seriam taxados em 4% só em 2025. Depois, vieram as espertezas. A Zona Franca de Manaus, cuja alíquota deveria cair para 4%, manteve os 12% na votação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Não apenas isso: mais seis zonas francas existentes ou a serem criadas no Norte e Nordeste gozariam do mesmo benefício, algo considerado inconcebível pelos Estados do Sul e Sudeste. A alíquota interestadual de 7% foi estendida às operações comerciais e de serviço dos Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, quando deveria abarcar apenas a indústria. No fim das contas, não haveria unificação nenhuma, mas três alíquotas (12%, 7% e 4%), com margem suficiente para a continuação da guerra fiscal. Houve ainda pressão dos governadores dessas regiões para tornar constitucionais os fundos que serão criados, o que seria mais de meio caminho andado para perenizá-los.

Obstáculos políticos - Se já não bastasse o enorme grau de complexidade e polêmica envolvidos no assunto, os obstáculos políticos pesaram para tornar a reforma praticamente inviável. A liderança política do PMDB na Câmara, ocupada pelo deputado Eduardo Cunha, se desgarrou da base governista. Na votação da MP dos Portos houve transtornos sem fim. Agora, o governo decidiu, aparentemente, retirar o projeto de mudança do indexador das dívidas estaduais. Um dos motivos: Cunha patrocina emenda incluída no projeto que dá desconto de 40% na dívida dos Estados e 45% na da Prefeitura de São Paulo.

Custo - O custo da reforma desfigurada do ICMS tornou-se, assim, alto demais para a União e um incômodo para a maioria dos Estados, que não aceitam mudar de nenhuma maneira o confortável status quo. É um exemplo de miopia que só não chega a ser surpreendente porque tornou-se crônico. A médio prazo, todos saem perdendo. (Valor Econômico)

ORÇAMENTO 2013: União bloqueia gastos de R$ 27 bilhões

O governo anuncia, nesta quarta-feira (22/05), um corte de aproximadamente R$ 27 bilhões no Orçamento de 2013. Segundo o Valor apurou, o contingenciamento ficará próximo do piso necessário para que o superávit primário de União, Estados e municípios encerre o ano ao redor de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB). A área econômica chegou a discutir um corte de R$ 35 bilhões, mas a proposta foi derrotada pela necessidade de estimular o crescimento, ainda mais lento que o esperado, e a decisão de implementar uma política fiscal anticíclica.

Decreto - O decreto com o detalhamento de receitas e despesas será publicado nesta quarta no Diário Oficial. O valor dos cortes é muito próximo dos R$ 25 bilhões que deputados e senadores incluíram no Orçamento na forma de emendas parlamentares.

Compromisso - O compromisso original do governo era com uma meta de 3,1% do PIB para União, Estados e municípios. Como vai usar a prerrogativa de abater investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento e desonerações tributárias de até R$ 45 bilhões, a meta do governo federal, que era de 2,15% do PIB, ficará mais próxima de 1,3%.

Mudanças na legislação - A necessidade de cortes no Orçamento só não será maior porque o governo promoveu mudanças na legislação que reduziram a pressão por um superávit maior do Tesouro. Entre elas, estão um aumento de R$ 20 bilhões no limite máximo de desonerações que podem ser abatidas da meta e o fim da obrigatoriedade de o Tesouro Nacional compensar frustrações no superávit primário de Estados e municípios.

Espaço - O espaço extra para desonerações deve ser usado pelo governo para compensar parte das frustrações de receita. A lei orçamentária previa arrecadação de R$ 1,253 trilhão, mas o governo trabalha com R$ 1,20 trilhão, segundo estimativa divulgada no início de maio.

Estados e municípios - No caso dos Estados e municípios, cálculos preliminares estimam que o resultado será reduzido para algo perto de 0,5% do PIB, metade que o previsto. Somados, o esforço fiscal da União, Estados e municípios deve ficar perto de 1,8% do PIB, resultado mais baixo da gestão petista no Planalto.

Arrecadação - A arrecadação em abril frustrou novamente expectativas de que a retomada da economia já esteja aumentando as receitas. Os tributos e contribuições somaram R$ 98,7 bilhões, valor que é 0,07% superior ao do mesmo mês do ano passado. No quadrimestre, a arrecadação caiu 0,34%. (Valor Econômico)

OPINIÃO: Sinais de vitalidade na economia

Por Cristiano Romero

Surgiram sinais de vitalidade na economia brasileira nas últimas semanas. Ainda é cedo para confirmar uma mudança definitiva de humor, mas as novidades não podem ser ignoradas. Infelizmente, elas convivem com desafios e problemas, como a desancoragem das expectativas de inflação e a desconfiança do empresariado.

Os sinais positivos apareceram do lado da confiança. A boa temporada foi inaugurada pela abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da BB Seguridade, o braço de seguridade do Banco do Brasil. A operação movimentou, no fim de abril, R$ 11,4 bilhões, atraiu investidores do mundo inteiro e se tornou o maior IPO do planeta em sete meses.

Dadas as suas características, esse IPO poderia ter sido um caso isolado de sucesso, mas não foi. Neste mês, o Tesouro Nacional reabriu a emissão de um bônus da República no exterior com vencimento em 2023, captando US$ 750 milhões (num total de US$ 2,1 bilhões). A taxa de retorno para quem comprou o papel ficou em 2,75%, acima dos 2,68% verificados no primeira lançamento do título, em setembro de 2012. Ficou abaixo, entretanto, das expectativas do mercado, que apostava em algo entre 2,8% e 2,85%.

O mais importante: pela primeira vez na história, o Brasil emitiu um papel lá fora com prêmio de risco (spread) inferior a 100 pontos-base sobre o título de dez anos do Tesouro americano - o prêmio ficou em 98 pontos. Nunca o país captou a um custo tão baixo quanto agora.

Outra operação realizada em maio indica que os investidores estrangeiros voltaram a olhar ativos brasileiros com interesse. Em apenas um dia, a Petrobras captou US$ 11 bilhões no mercado de dívida internacional. Foi a maior captação externa já realizada por uma empresa de mercado emergente, a 9ª maior da história, incluindo as do setor financeiro e todos os mercados. A demanda pode ter chegado a US$ 40 bilhões.

O caso da Petrobras é importante porque, sob o comando de Graça Foster, a estatal passa por processo de rearrumação. Depois da desastrada capitalização de 2010, a petroleira entrou em rota de descrédito. Foster assumiu a companhia no início de 2012, promoveu significativa despolitização nas diretorias e redefiniu prioridades. O sucesso da captação externa pode ser um sinal de retomada da confiança do investidor, ainda que de forma cautelosa, na maior empresa brasileira.

Também em maio, outra boa notícia foi a bem-sucedida rodada de licitação de áreas para exploração de petróleo e gás, promovida pela Agência Nacional de Petróleo. O Tesouro arrecadou R$ 2,82 bilhões em bônus de concessão, o maior volume já obtido nesse tipo de leilão. O ágio médio foi de 797,8% sobre o preço mínimo. Das 30 empresas que ganharam blocos, 18, de 11 países, são estrangeiras.

Não menos importante foi a aprovação da Medida Provisória dos Portos, uma iniciativa liberalizante destinada a retirar as barreiras de entrada de novos grupos no setor, incentivar o investimento privado, modernizar a estrutura e a administração dos portos, aumentar o volume de serviços e reduzir seus custos.

A MP foi aprovada à moda da coalizão brasileira, que existe para defender um projeto de poder e não um programa de governo - no fundo, funciona como uma frente anti-impeachment. De toda sorte, a aprovação mostrou que o governo, mobilizando e até contrariando os interesses mais fisiológicos de sua base de apoio, tem força para passar medidas polêmicas.

Uma maior confiança dos investidores no país pode ser vista também no fluxo de entrada de estrangeiros na BM&F Bovespa. 2012 terminou com saldo acumulado de R$ 1,8 bilhão. Apenas nos primeiros cinco meses de 2013 (até 17 de maio), o saldo estava em R$ 10,1 bilhões. Desde 15 de abril, o Ibovespa subiu 6,4%.

Os pontos negativos estão na gestão macroeconômica. A inflação segue pressionada; as expectativas inflacionárias estão desancoradas desde meados de 2010; o Banco Central vive sob permanente pressão; a política fiscal é expansionista. Some-se isso a desconfiança do empresariado nos propósitos do governo, o que certamente tem ajudado a moderar os investimentos.

O governo acerta na agenda microeconômica, mesmo cometendo erros que depois são corrigidos, mas se equivoca ao pesar a mão na condução da política econômica, interessado em acelerar a atividade no curto prazo a qualquer preço.

*Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras para o Jornal Valor Econômico


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