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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3103 | 29 de Maio de 2013

ITC: PR se prepara para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo

itc 29 05 2013As cooperativas paranaenses já estão se preparando para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, no dia 6 de julho. Como tem ocorrido tradicionalmente há seis anos, a celebração vai acontecer durante o Intercâmbio Cultural entre Cooperativas (ITC), evento promovido pelo Sistema Ocepar, com a coordenação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). Em sua sétima edição, o ITC deverá reunir 700 cooperativistas de todo o Estado no Pequeno Auditório da Escola de Negócios da Universidade Positivo, em Curitiba. A ideia é valorizar os talentos das cooperativas paranaenses e, ao mesmo tempo, promover a integração entre os participantes. A programação contempla apresentações de música, teatro, dança e poesia. Neste ano, 25 cooperativas se inscreveram para o evento. O período para confirmar a participação no ITC aconteceu entre os dias 1º e 19 de abril. De acordo com os organizadores, foi necessário estabelecer esse prazo devido ao crescente interesse das cooperativas em inscrever suas atrações no evento. O 7º ITC será transmitido ao vivo pelo portal do Sistema Ocepar (www.paranacooperativo.coop.br). Mais informações podem ser obtidas com a Comissão Organizadora pelo e-mail  itc@sistemaocepar.org.br.

 

SESCOOP/PR: Curso sobre atualização de ICMS será realizado em Cascavel

sescoop 29 05 2013Será realizado nos dias 20 e 21 de junho, na sede da Cotriguaçu, em Cascavel, no Oeste do Estado, um curso destinado a promover uma atualização sobre as regras ligadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Contadores e tributaristas das cooperativas do Paraná serão orientados sobre o tema pelas especialistas da área, Graziela Cristina da Silva Borges Machado e Leticia Tullio. A programação contempla a abordagem de temas como: fato gerador do ICMS, sujeitos, formação e composição da base de cálculo do ICMS, apuração, direito ao crédito, documentos ficais, principais alterações na legislação tributária, entre outros.

Clique aqui e confira na íntegra a programação do Curso Atualização de ICMS

 

LAR: Cooperativa recebe executivos de companhia de genética avícola

lar 29 05 2013O presidente mundial da Cobb-Vantress – EUA, Jerry Moye, e o diretor geral na América do Sul, Jairo Arenazio, acompanhados do gestor de negócios Fausto Ferraz e do gerente de vendas Oscar Andrade Toneto, além do assistente técnico, o veterinário Cassiano Bevilaqua, estiveram na Lar, em Medianeira, no dia 21 de maio, onde foram recebidos pelo diretor secretário da cooperativa, Urbano Inácio Frey, e pelo gerente de Pecuária, o médico veterinário Milton Bortolini.

Parceira - A visita teve como objetivo consolidar a parceria entre a Lar e a Cobb na avicultura, além de discutir como está a atividade no âmbito mundial e debater as perspectivas da produção avícola. A Cooperativa Lar destaca-se por ter a linhagem Cobb na avicultura, e industrializa atualmente mais de 275 mil frangos por dia. “A característica desta linhagem é o baixo custo de produção, optamos por esta, pelo seu bom desempenho e os resultados estão sendo positivos”, disse o Gerente Milton Bortolini.

Sobre a Cobb-Vantress Brasil - Desde 1916 em atividade e com sede na cidade de Siloam Springs, Arkansas, Estados Unidos, a Cobb-Vantress está presente há 17 anos no Brasil. Mais antiga companhia de genética avícola do mundo, é líder mundial no fornecimento de aves de produção para frangos de corte e em especialização técnica no setor avícola. A sede brasileira esta localizada na cidade de Guapiaçu, no interior do estado de São Paulo, e conta com aproximadamente 620 colaboradores. Suas demais unidades estão distribuídas estrategicamente em Palestina (SP), Paulo de Faria (SP), Uberlândia (MG), Itapagipe (MG), Água Clara (MS), além de um parceiro distribuidor em Guarapuava (PR) e Monte Negro (RS). (Imprensa Lar)

 

COPAGRIL: Máquinas na lavoura

De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a comercialização de máquinas agrícolas no Brasil apresentou um crescimento de 6,2% de 2011 para 2012 e a tendência é que siga crescendo. As previsões indicam de 4% a 5% de aumento em 2013. Para o gerente da área comercial e insumos da Copagril, Enoir Primon, este aumento se deve a duas características: as facilidades de compra e a necessidade de os empresários rurais modernizarem a frota. “Hoje em dia, a tecnologia tem evoluído muito rapidamente e o produtor que não acompanha não se torna competitivo”, declarou. As vantagens, segundo Primon, são a agilidade e principalmente a segurança na aplicação de defensivos agrícolas. “Agora, com os equipamentos autopropelidos é possível fazer aplicação em plantações de milho bastante desenvolvidas, o que antes não acontecia. E isso sem se expor aos defensivos”, explicou.

Compensação - Além de ser necessário acompanhar a evolução tecnológica, investir em máquinas agrícolas de alta tecnologia se tornou necessário para compensar a falta de mão de obra. “Assim como na cidade, se tornou mais difícil achar funcionários para trabalhar nas propriedades rurais, com isso os produtores se veem obrigados a ter equipamentos que os auxiliem”, informou o gerente.

Loja de Máquinas Copagril - Desde quando foi criada a loja de máquinas da Copagril, em 2010, o faturamento deste segmento só aumentou. A cooperativa comercializava maquinário há vários anos, porém, por não haver uma estrutura específica, a atividade não tinha muita visibilidade. Para o encarregado da loja, Everton Johnson, existem três fatores que colaboram para o bom momento do setor: as condições de financiamento, as condições climáticas e o preço dos maquinários. Além disso, Everton acredita que os agricultores estão buscando mais qualidade de vida e alternativas para suprir a mão de obra, que é escassa ou muito desgastante.

Tudo pronto para a safra de verão - Em poucos meses, o milho safrinha e as culturas de inverno estarão colhidos e chegará o momento de semear a safra de verão. Desde já, os agricultores estão se preparando para aproveitar o máximo potencial das lavouras. Pensando nisso, a Loja de Máquinas Agrícolas da Copagril já está preparada para suprir as necessidades do associado e dos clientes, com todo o equipamento necessário, como carretas graneleiras e flex, guinchos bag, plantadeiras, distribuidoras de adubo e calcário e plataformas para a colheita de milho, ou seja, tudo aquilo que os agricultores precisam, do preparo do solo ao transporte da safra. E a maior vantagem para o produtor, é que a Copagril se adiantou e se preparou. “Todos esses produtos podem ser adquiridos a pronta entrega, sem que haja necessidade de aguardar por 60, 90 dias, como muitas vezes acontece”, declarou Everton. (Imprensa Copagril)

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MEIO AMBIENTE: Paraná recolhe 1,2 mil toneladas de agrotóxicos proibidos

meio ambiente 29 05 2013Mais de 1,2 mil toneladas de agrotóxicos proibidos no país desde a década de 1980 foram recolhidos no Paraná. A principal substância devolvida pelos agricultores do estado foi o BHC ou hexaclorobenzeno. Os defensivos fazem parte da lista dos 21 Poluentes Orgânicos Persistentes, conhecidos como POPs na lista da Convenção de Estocolmo. Pelo tratado ratificado por diversos países em 2004, diversas substâncias devem ser extintas por causar grandes males à saúde humana e ao meio ambiente.

Paraná - No Paraná, pelo menos 2 mil agricultores aderiram ao programa criado pelo governo, por fabricantes de agrotóxicos e por representações do setor produtivo, como o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep).

Uso - O uso intenso desses defensivos no estado ocorreu até o fim dos anos 1970, quando o Paraná era apontado como um dos principais produtores de café do país e os defensivos eram usados para evitar pragas resistentes nessas plantações. Com a geada que afetou as lavouras em 1975, queimando milhões de pés de café, os produtos excedentes ficaram guardados nos imóveis.

Produtos obsoletos - “O estado tinha um problema com produtos obsoletos. Esses defensivos foram banidos em 1985, mas ainda tinham registros no estado e estavam escondidos nas propriedades. Se o agricultor declarasse a posse, teria que se responsabilizar pela disposição final do produto, que é cara e pouco conhecida. Sem solução, ele deixava aquilo na propriedade”, contou João Rando, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que representa a indústria fabricante do produto e o sistema de logística reversa de embalagens do produto, conhecido como Sistema Campo Limpo.

Tentativa - A tentativa de recolher os defensivos começou em 2009, quando os agricultores que tinham essas substâncias estocadas começaram a declarar a posse do material com a garantia de isenção de qualquer penalidade, já que as substâncias não poderiam ter sido guardadas. Mais de 2 mil agricultores e instituições declararam a existência de mais de 600 toneladas do produto inicialmente.

Logística - “A partir daí, estabelecemos a logística para que o agricultor pudesse devolver o produto, com as cooperativas, a Federação de Trabalhadores e as secretarias de governo [Meio Ambiente e Agricultura]. Criamos armazéns temporários para recolher tudo que, depois, foram desmontados. Todo o produto foi incinerado em condições adequadas”, disse Rando, lembrando que o programa durou nove anos, desde os primeiros debates sobre a situação no Paraná, iniciados em 2004.

Expectativas - A quantidade de defensivos entregue no ano passado superou as expectativas iniciais do grupo e a nova estimativa passou a ser a retirada de mais de 1,2 mil toneladas do campo, que foi concluída neste mês. O projeto tirou do meio ambiente esse volume de produto que colocava em risco a questão ambiental e a saúde”, completou.

Persistentes - Especialistas explicam que os medicamentos e os agrotóxicos como o BHC estão entre os mais persistentes no ambiente, podendo ser absorvidos por animais em toda a cadeia alimentar e alcançar os seres humanos, provocando doenças nervosas, imunológicas, reprodutivas e câncer.

São Paulo - Segundo Rando, o estado de São Paulo está desenvolvendo um programa nos mesmos moldes do projeto paranaense. Mesmo ocupando uma área maior, o uso de defensivos pelos agricultores paulistas não deve superar a marca do Paraná. “Esse trabalho passa a servir como modelo. O projeto de São Paulo já tem quase dois anos e, como os POPs, não são um problema exclusivo do Brasil, esse programa pode ajudar até outros países que têm que eliminar essas substâncias”, concluiu. (Agência Brasil)

 

SAÚDE: Planos terão que oferecer medicamentos orais para tratamento do câncer

saude 29 05 2013A partir de janeiro de 2014, planos de saúde que atuam no país terão que ofertar 36 medicamentos orais indicados em terapias contra o câncer, usados por pacientes em tratamento domiciliar. A mudança faz parte da ampliação do rol de procedimentos obrigatórios a serem ofertados pelas operadoras. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/05) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Ministério da Saúde. De acordo com o diretor-presidente da ANS, André Longo, esses serviços passam a vigorar após consulta pública e aprovação da resolução normativa.

Decisão - Segundo o dirigente, a consulta pública não vai alterar a decisão de oferecer os medicamentos orais, podendo servir para ampliar a lista divulgada nesta terça. “Nossa expectativa é de ampla participação da sociedade. No último rol, realizado de dois em dois anos, a ANS conseguiu mais de 6 mil contribuições”, informou. O anúncio teve a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Indicações - Os remédios têm 54 indicações contra o câncer, entre esses os de próstata, mama, pulmão, rim, estômago e pele, câncer colorretal, leucemia e linfoma. Os medicamentos servem de alternativa ou de complemento a outros tratamentos, como a quimioterapia tradicional e a radioterapia.

Rol atual - Pelo rol atual, os planos de saúde só são obrigados a conceder o tratamento oral contra o câncer em locais de serviço de saúde (hospitais e salas de quimioterapia). De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a inclusão de novas tecnologias e medicamentos no rol de procedimentos dos planos de saúde não deve provocar reajuste para o consumidor.

Fator - “Esse não é o principal fator que eleva o preço do plano de saúde. Novos procedimentos não são o principal fator de elevação de preços. Isso não pode ser justificativa para não darmos aos usuários direito ao melhor tratamento que possam ter”

Lógica de distribuição - Segundo explica André Longo, a partir de agora, cada plano deverá estabelecer sua lógica de distribuição dos remédios – distribuição direta; definição de convênios com farmácias privadas; ou criação de mecanismos de reembolso aos pacientes.

Quantidade - Ainda de acordo com as novas regras, a operadora não poderá limitar a quantidade de medicamentos usada pelo paciente. Ele terá direito ao volume prescrito pelo médico, enquanto durar o tratamento.

Consultas - Outras mudanças do novo rol incluem o aumento do número de consultas com nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Já o exame PET (sigla em inglês para Tomografia por Emissão de Pósitrons, em tradução livre) Scan, empregado para o monitoramento do câncer, teve uso estendido de três para oito indicações.

Procedimentos - A lista inclui um total de 80 procedimentos médicos e odontológicos entre medicamentos, exames, cirurgias e terapias, e expande as indicações de outros 30 itens já ofertados pelas operadoras. O Rol de Procedimentos e Eventos de Saúde é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei 9.656/98 e está disponível para consulta pública no site da ANS. Podem contribuir a sociedade civil, médicos e especialistas no período de 7 de junho a 7 de julho.

Atualização - A atualização da lista é feita a cada dois anos, na tentativa de garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças por meio de técnicas que possibilitem o melhor resultado, seguindo critérios de segurança e eficiência. (Agência Brasil)

 

LEGISLATIVO I: Câmara aprova Medida Provisória que garante redução das tarifas energéticas

legislativo I 29 05 2013O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28/05) a Medida Provisória 605/2013, que possibilita a utilização dos Recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para a redução do valor da tarifa de energia elétrica. O Sistema OCB atuou junto a Comissão Mista para a inclusão e aprovação da emenda do senador Sérgio Souza (PR) que possibilita a redução de distorções geradas entre as tarifas das cooperativas e as tarifas dos demais entes do setor elétrico.

Emenda mantida - A emenda, apoiada pelo Sistema OCB, foi mantida durante a deliberação do Plenário da Câmara. A medida segue agora para análise do Senado Federal que precisa aprovar a matéria até a próxima segunda-feira (06/06) quando a MPV perde sua eficácia. Vale ressaltar que a semana conta com o feriado de Corpus Christi na quinta-feira (30/05) e que o presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (AL) havia afirmado, durante a votação da MPV dos Portos, que a Casa Legislativa não votaria Medidas Provisórias que chegassem com menos de 7 dias para a sua apreciação.

Saiba mais - Criada em 2002 a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é utilizada para o desenvolvimento energético dos estados, para a universalização dos serviços de energia e para o fomento do programa de subvenção aos consumidores de baixa renda. A CDE ainda possibilita a expansão da malha de gás natural para os estados que ainda não possuem uma rede canalizada. Após a aprovação da MPV pelo Congresso Nacional a CDE também será utilizada viabilizar a redução das tarifas de energia elétrica anunciada pela Presidente Dilma Rousseff em janeiro deste ano.

Mobilização - O Sistema OCB vem trabalhando em conjunto com a Confederação Nacional de Infraestrutura (Infracoop) para garantir que as cooperativas tenham acesso aos recursos da CDE, visando a redução do preço da energia elétrica para seus consumidores finais, os cooperados. (Blog OCB no Congresso)

 

LEGISLATIVO II: MP que trata de 18 assuntos diferentes passa no Senado

Sob protestos do PSDB contra a diversidade de assuntos tratados na proposta, chamados de "contrabando" pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o Senado aprovou, nesta terça-feira (28/05), em votação simbólica, o projeto de lei de conversão proveniente da Medida Provisória 600, que trata de 18 temas diferentes, entre eles uma operação do governo federal para ajudar a redução das tarifas de luz prometida pela presidente Dilma Rousseff. O texto vai à sanção presidencial.

Autorização - A MP autoriza a União a ceder onerosamente ao BNDES e suas controladas direitos de créditos detidos pelo Tesouro Nacional contra a Itaipu Binacional. O BNDES poderá pagar ao governo com títulos públicos e ações que detém em carteira - exceto de bancos. Os recursos provenientes da venda dos créditos serão destinados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e vão viabilizar, financeiramente, parte da redução das tarifas de energia elétrica e garantir o barateamento da conta de luz para o consumidor final. De acordo com o Tesouro Nacional, o montante somaria cerca de R$ 4 bilhões por ano.

RDC - Entre as outras medidas tratadas na MP, está a possibilidade de utilização do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras e serviços de engenharia destinados à modernização, construção, ampliação ou reforma de aeroportos.

Refis da Crise - Os parlamentares também incluíram na MP emendas para reabertura do prazo, até 31 de dezembro de 2013, para adesão aos programas do Refis da Crise destinados às empresas. Tal medida já foi incluída anteriormente em outras MPs e vetada pela presidente Dilma Rousseff.

MP 597 - Outra MP aprovada em votação simbólica pelo Senado - essa com os votos da oposição - foi a 597, que isenta de Imposto de Renda trabalhadores que receberem até R$ 6 mil a título de participação nos lucros (PLR). Os senadores mantiveram o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, elaborado pelo relator, deputado Luiz Alberto (PT-BA). A proposta segue agora à sanção presidencial. (Valor Econômico)

CASA CIVIL: Governo vai garantir desonerações e redução na conta de luz, afirma Gleisi

Diante do impasse no Senado, que não decidiu se começa a leitura em plenário das medidas provisórias (MPs) 605 e 601, o que viabilizaria a votação dos textos nesta quarta-feira (29/05), a chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Gleisi Hoffmann, lamentou ter sido essa a decisão dos parlamentares, mas disse que o governo garantirá a entrada em vigor das políticas previstas nas MPs, mesmo que elas não sejam votadas.

Compensação - A MP 605 permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos a alguns setores na estrutura tarifária e viabilizar a redução da conta de luz, vigente desde janeiro deste ano. Já a MP 601 desonera a folha de pagamento de vários setores da economia.

Apreciação - As MPs chegaram na tarde desta terça-feira (28/05) ao Senado, logo após terem sido votadas na Câmara, mas vencem na próxima segunda-feira (03/05), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem compromisso firmado com todos os senadores de que não leria mais MPs que chegassem com menos de sete dias para apreciação. Renan garantiu que cumprirá o acordo firmado previamente.

Garantia - Segundo Gleisi, embora lamente que duas medidas provisórias importantes não tenham sido colocadas em votação, o governo garante que não há risco para a redução da tarifa de energia. "A população não precisa se preocupar. O governo tem os mecanismos para garantir a redução da tarifa até encontrar uma solução legislativa adequada”, disse Gleisi, em rápida declaração no Palácio do Planalto.

Desonerações - No caso das desonerações, Gleisi admitiu que, até ser encontrada outra solução, alguns setores perderão o benefício, que estava em vigor com a medida provisória. “Faremos um esforço grande para que as desonerações previstas na MP 601 possam ter efeito na sequência. Infelizmente, teremos um período em que elas não terão efeito, tanto para a construção civil, quanto para o Reintegra [Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras] e para outros setores que estavam lá sendo beneficiados", disse Gleisi. Ela reiterou que o governo se esforçará para que esses setores voltem a ter os benefícios o mais rápido possível. (Agência Brasil)

TRIGO: Leilão de venda de estoques públicos comercializa 92% do total ofertado

O Ministério da Agricultura promoveu, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quarta-feira (29/05), mais um leilão de venda de estoques públicos de trigo. Em dois avisos, foram ofertadas 68,9 mil toneladas, das quais foram comercializadas 63,2 mil toneladas, o que representa 92% do total. Entre os lotes, havia 27,5 mil toneladas de cereal paranaense, que foram totalmente negociadas. 

Clique aqui e confira o resultado do aviso nº 91

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SOJA: Mudanças nas estratégias de vendas do grão

soja 29 05 2013Carro-chefe do agronegócio nacional, a soja deu um resultado mais magro às companhias agrícolas em 2013. A alta do frete "roubou" parte do esforço das empresas em buscar preços mais elevados para a commodity. A queda da rentabilidade já afeta o ritmo de comercialização da safra que será colhida em 2014 e estimula as empresas a investirem em armazenagem a fim de escapar dos picos de alta do frete.

SLC - Somente na SLC Agrícola, a logística consumiu o equivalente a US$ 2,7 por bushel (27,21 quilos) de soja, um aumento de 8% em relação ao ano passado, quando somaram US$ 2,5 por bushel. O resultado é que, mesmo tendo conseguido vender a soja a preços mais altos que em 2012, a SLC registra até agora um valor líquido por bushel de soja 6% menor que no ano passado.

Venda antecipada - Até o fim do primeiro trimestre, a companhia havia conseguido vender antecipadamente 73,6% da oleaginosa colhida em 2013 a um preço médio de US$ 13,77 por bushel, 0,95% acima do registrado em 2012. No entanto, quando se considera o preço líquido (descontadas as despesas com logística), o valor cai para US$ 11,07 por bushel, ante US$ 11,14 no ano passado - em 2012, o valor líquido chegou a US$ 11,80 devido ao prêmio obtido de 66 centavos de dólar por bushel.

Minimizando o efeito negativo - Para minimizar o efeito negativo do frete no resultado, a SLC Agrícola pretende ampliar a capacidade de estocagem e alterar a escala de entrega de soja, explica o presidente da companhia, Aurélio Pavinato - um movimento que deve ser acompanhado pelos grandes produtores de grãos.

Entrega - Normalmente, afirma o executivo, a empresa entrega 50% da soja no período de colheita, entre fevereiro e abril, e o restante ao longo do ano. Mas, nesta safra, decidiu entregar apenas 30% até abril por causa dos fretes elevados. "No ano que vem, não queremos entregar mais que um terço", diz Pavinato.

Investimento - A empresa vai investir de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões para ampliar em mais de 10% a capacidade de armazenagem atual da companhia, de 480 mil toneladas. Esse volume equivale a 60% da produção de grãos da empresa (800 mil toneladas), e atinge 80% a 100% quando se considera que a colheita de soja e de milho ocorre em períodos diferentes. "O problema de logística no Brasil não tem solução no curto prazo. O que estamos fazendo agora é para minimizar", diz o executivo.

Aumento da capacidade de armazenagem - Outra companhia que pretende aumentar a capacidade de armazenagem para reduzir a exposição aos elevados custos de frete durante o pico da safra é a Vanguarda Agro. A empresa anunciou há três semanas que pretende investir R$ 20 milhões para aumentar em 30 mil toneladas, ou cerca de 10%, a sua capacidade de estocagem.

Novos aportes - Na ocasião, o CEO da Vanguarda, Arlindo Moura, afirmou ao Valor que a companhia pode anunciar novos aportes em armazenagem no segundo semestre, a depender das condições da nova linha de crédito que o governo pretende disponibilizar para esse fim no próximo Plano Agrícola e Pecuário. "O ideal é que tenhamos capacidade de estocar a soja até agosto e setembro, durante a entressafra americana, quando os prêmios pagos são maiores", explicou. Nesta safra 2013/14, a Vanguarda Agro negociou 77% da colheita de soja e 61% do algodão até o fim de março.

Patamar de preços - Ainda não se sabe qual será o patamar de preços de frete para o próximo ciclo, mas neste momento, ainda estão 20% mais elevados do que no ano passado. "Em Mato Grosso, subiram 40% no pico da safra. Agora recuaram 20%", diz Pavinato. O maior problema da companhia está na soja plantada em Mato Grosso, onde os fretes custam 30% mais do que na região Nordeste.

Rondonópolis / Paranaguá - Segundo Moura, os preços do frete rodoviário entre Rondonópolis e Paranaguá (PR) cederam cerca de 10% desde o pico do ano, mas ainda encontram-se longe da média praticada nos últimos anos. "Nessa rota, o frete subiu 48% entre março de 2012 e março de 2013", observou. Com isso, os produtores ainda não deram início à comercialização da safra 2013/14, que será colhida no primeiro trimestre de 2014. Há um ano, mais de 40% da safra 2012/13 já estava comprometida, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). "O produtor não aceita pagar esse nível de preço, então não sai negócio".  (Valor Econômico)

 

SANIDADE I: OIE reconhece Brasil como livre de peste equina

A reunião da 81ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) definiu nesta terça-feira (28/05), duas resoluções favoráveis ao Brasil. A primeira, nº 20, mantém o status de risco insignificante para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) – mais conhecida como “vaca louca”, enquanto a segunda (nº 21) reconhece o país como livre de peste equina. O encontro ocorre em Paris e termina na próxima sexta-feira (31/05).

Demonstração de confiança - Para o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, as duas resoluções são novas demonstrações de confiança da comunidade internacional nos sistemas de prevenção adotados pelo Brasil. “A qualidade do sistema de defesa implementado no país foi reafirmado pelas medidas aprovadas pelas nações que fazem parte da OIE”, afirmou.

Caso atípico - Em relação à EEB, em fevereiro deste ano, o comitê científico da entidade já havia afirmado que a identificação de um caso atípico, numa fazenda do Paraná, não coloca em risco a saúde animal ou dos consumidores dos parceiros do Brasil. “O país faz parte de um grupo seleto de 19 nações que detêm o status de risco insignificante para a doença em todo o mundo”, ressaltou Marques. Ao todo, 178 países fazem parte da Organização.

Peste equina - A outra medida aprovada pela comunidade internacional, de país livre de peste equina, é inédita. Em maio de 2012, a OIE criou um processo de reconhecimento oficial de status da doença e apenas este ano a entidade divulgará a primeira lista com as classificações dos países-membros.

Saiba mais - Os interessados em serem qualificados como livres da peste equina pela OIE precisam apresentar um questionário de acordo com a legislação prevista no Código Sanitário para Animais Terrestres. Primeiro, as informações técnicas são avaliadas pelo grupo Adhoc (especialistas na enfermidade), avaliando o documento como satisfatório e, após, remetidas a uma comissão científica da entidade composta por especialistas do mundo inteiro no controle da doença. Por último, se todos os documentos tenham base científica, a documentação é encaminhada para a apreciação de todos os países membros por 60 dias. (Mapa)

SANIDADE II: Diretor do Mapa é eleito presidente da Comissão Regional de OIE para as Américas

Por unanimidade, o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, foi eleito presidente da Comissão Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para as Américas. O anúncio foi feito durante a reunião mundial da entidade, que começou em Paris domingo (26/05), e vai até a próxima sexta-feira (31/05).

Votos - Guilherme Marques foi eleito com votos de todos os 30 países da comissão americana para ser o novo presidente até maio de 2015. O ex-presidente do grupo, John Clifford, eleito em maio de 2012, deixou o cargo para assumir a função de membro do Conselho da OIE. “É importante aglutinar os esforços e essa eleição demonstra a confiança das demais nações no Brasil. O foco do trabalho será somar esforços para a solução de problemas regionais em relação à sanidade animal e garantir à sanidade animal e alimentos seguros”, afirmou Guilherme Marques, destacando que pretende incluir mais seis países como membros da OIE para garantir maior participação nas decisões da entidade.

Comissões regionais - A OIE, da qual o Brasil é membro fundador, possui cinco comissões regionais em todo o mundo. As reuniões desses grupos servem para definir as linhas estratégicas para os continentes e são preparatórias ao tradicional encontro mundial da Organização, que ocorre sempre no mês de maio de cada ano. A próxima reunião da Comissão Regional para as Américas será realizada em outubro deste ano, no México.

Cargos - Guilherme Marques já foi presidente da Comissão Sulamericana da Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa, que envolve todos os países da América do Sul), bem como a presidência do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia). (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Aeroportos do PR serão renovados com parceria dos governos federal e estadual

O Paraná terá 15 aeroportos regionais renovados. O compromisso é do secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, que esteve reunido nesta terça-feira (28/05) com o grupo de trabalho para investimentos em aeroportos do Banco do Brasil, que vai disponibilizar recursos para ampliação de terminais em todo o País. Na reunião, ficou acordado que o Estado vai agilizar o processo de licenciamento ambiental e também dar suporte na etapa de desapropriação.

Ações - “O Paraná já está executando estas ações nos aeroportos Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e Governador José Richa, em Londrina, ambos administrados pela Infraero. Sem este trabalho, os investimentos federais não poderiam ser executados. Por isto é importante a parceria”, disse Richa Filho.

Recursos - O Estado já fez o aporte de R$ 16 milhões nas desapropriações em Londrina e está com equipe em campo para levantar os custos das desapropriações dos terrenos no entorno do Aeroporto Afonso Pena.

Licenciamento - Na reunião, a Secretaria de Infraestrutura decidiu disponibilizar sua equipe da área ambiental para dar suporte aos técnicos do Banco do Brasil e auxiliar no processo de licenciamento. Os técnicos federais também se reuniram com o secretário de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, para discutir como trabalhar em parceria com o Estado. “Como gestores da política ambiental do Paraná, é importante formarmos esta parceria entre o governo estadual e o Banco do Brasil em prol do desenvolvimento com preocupação ambiental", declarou Cheida.

Investimento - Com as ações do Governo do Paraná, o Banco do Brasil e o Governo Federal poderão investir cerca de R$ 400 milhões em aeroportos da Infraero e quantia similar na modernização de 13 aeroportos regionais no Paraná. Segundo Viviane Giamberardino, responsável pelo modal aeroviário do Departamento de Fomento Municipal para Ações de Infraestrutura e Logística da secretaria, o transporte aéreo atua como fator de desenvolvimento para as cidades de menor expressividade econômica e com dificuldade de acesso. “O transporte aéreo também surgirá como decorrência do próprio desenvolvimento econômico, responsável pela geração de demanda por esse tipo de serviço”, explicou Viviane.

Regionais – O Governo Federal lançou um programa para ampliar os aeroportos regionais. O governo estadual será um facilitador neste processo de modernização dos aeroportos. Inicialmente, treze aeroportos regionais do Paraná receberão melhorias, localizados nos municípios de Bandeirantes, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Guarapuava, Maringá, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

Plano aeroviário - A Secretaria de Infraestrutura e Logística está elaborando um plano aeroviário que, entre diversos itens, vai verificar a demanda de voos e de tipo de aeronaves dos 36 aeroportos regionais, incluindo os 13 apontados como prioritários pelo Banco do Brasil. As equipes já estão em campo e elaborando o estudo. Este levantamento vai atualizar os dados sobre o mercado aeroviário do Paraná cujo último levantamento foi feito em 1998. (Agência de Notícias do Paraná)

PARANÁ: Governo apresenta oportunidade de negócios a empresários italianos

O Governo do Paraná apresentou as potencialidades econômicas e oportunidades para investimentos no Estado para empresários e investidores italianos. Obras, projetos e áreas de interesse foram detalhadas pelos secretários de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, e por técnicos do Governo no seminário “Infraestrutura: oportunidade de parceria Paraná-Itália”, realizado nesta terça-feira (28/05), em Curitiba.

Ramos - O encontro, organizado pelo Consulado Geral da Itália no Paraná, em parceria com o governo estadual, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Associação Comercial do Paraná (ACP), atraiu representantes grupos empresariais dos ramos de infraestrutura, logística, energia, defesa aeronáutica, economia verde e de instituições financeiras como bancos de investimentos. 

Obras - O secretário Richa Filho salientou que há obras e projetos em execução em rodovias, ferrovias, aeroportos, hidrovias e portos. “Existe no Paraná uma atuação articulada entre os diferentes modais. Há investimentos em rodovias em todas as regiões, a Ferroeste sendo revitalizada e os portos registram recordes de movimentação sem a formação de filas de caminhões. São resultados de uma gestão profissional e com planejamento”.

Projetos - Na área de infraestrutura, foram apresentados aos empresários italianos projetos como o trecho litorâneo da BR-101; o Trem Vermelho, trem de passageiros entre as regiões de Maringá e Londrina; o projeto Arco Norte que prevê construção de um aeroporto de cargas internacional no Norte do Estado; a rede integrada de coleta de informações; gasodutos; poliduto entre outros. “Estamos abertos a desenvolver parcerias com a iniciativa privada”, disse Richa Filho.

Paraná Competitivo - A política de atração de empresas e investidores, iniciada há cerca de dois anos com a criação do programa Paraná Competitivo, também foi detalhada. “São mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos que estão gerando cerca de 136 mil empregos com carteira assinada em todo o Paraná”, frisou Ricardo Barros.

Relação comercial - Para Barros, a relação comercial com a Itália ainda é tímida, mas com possibilidade de crescimento em curto prazo. Dados da balança comercial de 2012, apontam que o Paraná exportou US$ 308 milhões e importou US$ 392,3 milhões. “Números que representam apenas cerca de 1,8 % da nossa balança”.

Boas oportunidades - O secretário citou as áreas de energia renovável, tecnologia da informação, defesa aeronáutica, medicamentos, biotecnologia, indústria do pré-sal como boas oportunidades para investimentos e parcerias no Estado. “O Governo Richa é parceiro da iniciativa privada, negociamos caso a caso e criamos as melhores condições possíveis para a instalação da indústria”, disse.

ADP - A Agência Paraná de Desenvolvimento (APD) criada para ampliar a atração de investimentos com a identificação de oportunidades e negócios em potencial no Estado também foi apresentada pelo presidente da entidade, Carlos Gloger.

Italia - O cônsul-geral da Itália no Paraná, Salvatore di Venezia, disse esperar que o seminário seja o primeiro passo da construção de contatos concretos que gerem negócios e ganhos para a Itália e para o Paraná. “Existem grandes oportunidades para empresas italianas em projetos, consultorias, desenvolvimento de tecnologias para infraestrutura e na formação de parcerias com a iniciativa privada paranaense”.

Presenças - Também participaram do evento o presidente da Compagás, Luciano Pizzato; o diretor do BRDE Jorge Gomes Rosa Filho; o presidente da Agência de Internacionalização do Paraná, Rui Lemes; a deputada italiana Renata Bueno; e o diretor-geral da Secretaria da Indústria e Comércio, Horácio Monteschio. (Agência de Notícias do Paraná)

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MDIC: Balança deve fechar maio com superávit

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 461 milhões na quarta semana de maio, informou nesta terça-feira (28/05) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O valor resultou de exportações de US$ 5,198 bilhões e importações de US$ 4,737 bilhões. O desempenho da semana passada elevou o saldo positivo das transações comerciais do mês para US$ 1,518 bilhão, encolhendo o déficit no ano para US$ 4,634 bilhões.

Média diária - A média diária de embarques de US$ 1,053 bilhão nas quatro primeiras semanas de maio é 0,2% inferior à de US$ 1,055 bilhão das exportações realizadas em todo o mês de maio do ano passado. Esse desempenho é explicado pela menor venda de produtos semimanufaturados e manufaturados.

Semimanufaturados - No caso dos semimanufaturados, a média caiu 11,2%, passando de US$ 135,9 milhões em maio de 2012 para US$ 120,7 milhões no acumulado deste mês. O resultado se deve ao menor embarque de ferro fundido, óleo de soja em bruto, ouro em forma semimanufaturada, semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto e ferro-ligas.

Manufaturados - Em relação aos manufaturados, os embarques apresentaram queda de 2,9% na comparação da média diária no acumulado deste mês (US$ 345,3 milhões) com maio do ano passado (US$ 355,4 milhões). As maiores quedas foram registradas nas vendas de óleos combustíveis, máquinas para terraplenagem, laminados planos, aviões, motores e geradores elétricos e polímeros plásticos.

Produtos básicos - As exportações de produtos básicos, em contrapartida, subiram 4,7% de US$ 538,6 milhões da média diária de maio de 2012 para US$ 564 milhões no acumulado deste mês, por conta, principalmente, de milho em grãos, soja em grão, fumo em folhas, carne de frango, minério de ferro e farelo de soja.

Importações - Na outra ponta, as importações subiram 4,7% nas quatro primeiras semanas de maio, com média diária de US$ 964,1 milhões, ante US$ 920,5 milhões em todo o mês de maio do ano passado. Nessa comparação, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (51,4%), plásticos e obras (17,9%), aparelhos eletroeletrônicos (17,7%), instrumentos de ótica e precisão (12,3%), químicos orgânicos/inorgânicos (9,8%) e veículos automóveis e partes (6,8%). (Valor Econômico)

IBGE I: PIB da agropecuária foi o maior desde o 2º trimestre de 1998

ibge II 29 05 2013A agropecuária teve na passagem do quarto trimestre de 2012 para o primeiro trimestre de 2013 o seu melhor desempenho em mais de 14 anos, na série dessazonalizada, apontaram as Contas Nacionais, divulgadas nesta quarta-feira (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre de 2013, a agropecuária cresceu 9,7% frente aos três últimos meses de 2012. É a maior expansão desde o segundo trimestre de 1998, quando o setor teve alta de 13,9% em relação ao primeiro trimestre daquele ano.

Comparação - Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, a agropecuária cresceu 17%, a maior expansão da série histórica, iniciada em 1996. “A agropecuária foi o destaque no primeiro trimestre, sob a ótica da produção. O setor tem um peso pequeno na economia, mas como cresceu muito, ele acabou com uma participação importante no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] no primeiro trimestre. O crescimento se deve à alta produção e à baixa base de comparação, já que no ano passado tivemos quebra na safra”, afirmou Rebeca Palis, gerente da coordenação de Contas Nacionais do IBGE. A agropecuária representa cerca de 5% do PIB. (Valor Econômico)

 

IBGE II: Economia brasileira cresce 0,6% no primeiro trimestre deste ano

ibge 29 05 2013O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao último trimestre de 2012. A economia brasileira totalizou R$ 1,11 trilhão no primeiro trimestre do ano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, o PIB brasileiro teve crescimento de 1,9%. No acumulado dos 12 meses, a economia apresentou um crescimento de 1,2%. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL I: Economia da China deve ultrapassar a dos Estados Unidos nos próximos anos

A China deve ultrapassar os Estados Unidos e passar a ser a maior economia do mundo nos próximos anos. A Índia, atualmente a terceira economia mundial, deve ser ultrapassada pelo Japão. A avaliação é do estudo Economic Outlook, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira (29/05) em Paris, na França.

Brics - De acordo com o estudo, no início da década de 2030, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado do Brasil, da Rússia, Índia, Indonésia, China e África do Sul (que formam o Brics) deverá igualar o PIB conjunto das atuais economias que compõem a organização. Atualmente, o PIB do Brics corresponde à metade do produto dos países da OCDE.

PIB per capita - A organização estima que até 2060, o PIB per capita deverá aumentar mais de oito vezes na Índia e cerca de seis vezes na Indonésia e na China. Porém, o PIB per capita (tendo em conta a paridade do poder de compra) do Brasil, da Índia e Indonésia deverá ser equivalente a apenas 30% a 40% do produto dos Estados Unidos em 2060. (Agência Brasil, com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa)

INTERNACIONAL II: Países do Brics deverão crescer em média 4,3% ao longo do ano

O Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, que integram o grupo denominado Brics, e os países emergentes deverão crescer, em média, 4,3% até dezembro, com previsão de elevação para 5,3% em 2014. A estimativa é do estudo Economic Outlook, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira (29/05), em Paris, na França.

China - De acordo com o relatório, a China lidera a lista dos países emergentes no que se refere ao crescimento econômico, registrando 7,8% este ano e com possibilidade de chegar a 8,4% em 2014. Depois, vem a Índia, com crescimento de 5,7%, em 2013, e 6,6% no próximo ano. O Brasil registra crescimento de 2,9%, em 2013, e 3,5% em 2014. A Rússia deve registrar crescimento de 2,3% ao longo do ano e 3,6% para 2014. A África do Sul deverá ter um crescimento econômico de 2,8%, até dezembro, e 4,3% no próximo ano.

Estimativas - Pelo estudo, as estimativas de crescimento mais modestas são da Rússia, do Brasil e da África do Sul, em torno dos 3% neste e no próximo ano. Já a China deve ultrapassar os Estados Unidos e passar a ser a maior economia do mundo, nos próximos anos, enquanto a Índia deverá ser ultrapassada pelo Japão. (Agência Brasil, com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa)


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