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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3105 | 03 de Junho de 2013

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Evento em Carambeí reúne 60 lideranças de 14 cooperativas do Centro-Sul

 Teve início, na manhã desta segunda-feira (03/06), no Museu Histórico da Imigração Holandesa, em Carambeí, região paranaense dos Campos Gerais, o primeiro Encontro de Núcleos Cooperativistas de um total de quatro que o Sistema Ocepar promove nesta semana. O evento de hoje teve como anfitriã a Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur) e reuniu 60 lideranças de 14 cooperativas da região Centro-Sul. A mesa de abertura foi composta pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, vice-coordenador do Núcleo Centro- Sul, Luiz Roberto Baggio, presidente da Cooptur, Dick Carlos de Geus, presidente da Castrolanda, Frans Borg, presidente da Capal, Eric Bosch e vice-presidente da Batavo, Gaspar João de Geus.

Cooptur - Dick de Geus deu as boas-vindas aos participantes e disse que era uma honra para a Cooptur sediar este importante evento do cooperativismo na região. Lembrou que a cooperativa surgiu há 10 anos como uma iniciativa da Ocepar e do Sescoop/PR. “Tivemos um apoio muito grande do presidente João Paulo Koslovski para que esta ideia acontecesse e se tornasse realidade. E hoje temos uma importante estrutura, baseada nos ideais da cooperação para ofertar roteiros de lazer para turistas paranaenses, do Brasil e de visitantes estrangeiros que vem conhecer a nossa realidade. Além de dar uma alternativa de renda para 105 cooperados, dos quais 70 em atuação efetiva”, ressaltou.

Apresentação - O vice-presidente e diretor executivo da Cooptur, Márcio Canto Miranda, fez uma apresentação, salientando que ela foi a primeira cooperativa do Brasil formada por empreendedores do setor. A ideia na época era ter uma alternativa de receita para seis localidades: Arapoti, Castro, Carambeí, Palmeira (Witmarsum), Prudentópolis e Guarapuava. Hoje, a Cooptur possui vários roteiros formatados, alguns voltados para as próprias cooperativas, com visitas técnicas às propriedades e imersão ao cooperativismo, além de contemplar também aspectos culturais e de valorização da natureza.

Koslovski – Na sequência, Koslovski destacou o excelente trabalho que as cooperativas vêm realizando no Paraná. Ele também falou sobre sua preocupação com o momento econômico vivido pelo país e alertou as cooperativas para que observem o andamento dos reflexos da crise, que atinge ainda países europeus e que tem impacto em nossa economia. Ele citou um relatório, chamado IMD World Competitiveness Yearbook, divulgado nesta semana por um dos mais respeitados centros de ensino na Suíça, indicando que o Brasil é um dos países menos competitivos do mundo. De 2012 para 2013, o país caiu do 46º para o 51º lugar entre 60 nações analisadas pela escola de negócios IMD. Na comparação entre o ano passado e 2011, o Brasil já havia recuado duas posições no ranking.

Gerenciamento de competências - O relatório analisa o gerenciamento das competências de cada país na busca por mais prosperidade. “A competitividade de uma economia não pode ser reduzida apenas a PIB e produtividade; cada país ou empresa também tem que lidar com dimensões políticas, sociais e culturais”, diz o documento. “Cada nação tem que criar um ambiente que tenha a estrutura, as instituições e as políticas mais eficientes para encorajar a competitividade dos negócios”, destaca outro trecho.

Áreas - Baseados em dados disponíveis e pesquisas próprias, o ranking avaliou o desempenho de cada país em quatro áreas: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. A liderança da lista foi ocupada pelos Estados Unidos, que desbancaram Hong Kong e voltaram ao topo, enquanto que a Venezuela foi considerado o menos competitivo dos países pesquisados.

Desafios – De acordo com o presidente da Ocepar, o grande desafio para o cooperativismo é crescer com segurança e, nesse sentido, o planejamento deve estar focado não só na realidade local mas também sob o ponto de vista do que está acontecendo na economia mundial. “Pés no chão como sempre o sistema fez. Profissionalização é um ponto de destaque no cooperativismo paranaense, afinal cinco mil eventos com 140 mil cooperativistas treinados é uma marca impressionante. Com o surgimento do Sescoop, o processo de gestão das cooperativas mudou muito. Precisamos buscar o comprometimento maior do cooperado, buscar aquele que é fiel aos princípios do cooperativismo e comprometido com o ideário do sistema. E aqui na região dos Campos Gerais é um exemplo disso”, frisou.

Competitividade - De acordo com Koslovski, o setor necessita estar preparado para superar os obstáculos, referindo-se especialmente ao ramo agropecuário. “É fundamental melhorar nossa competitividade, afinal existem novas fronteiras agrícolas no país que, com certeza, nos obrigarão a investir cada vez mais em inovação, sermos mais criativos. Devemos manter as ações junto ao governo federal e ao parlamento, desenvolvidas com apoio da OCB, que vem realizando um trabalho excelente, atendendo nossas demandas. Por isso, a importância de uma reunião como esta de hoje, para ouvirmos também as necessidades das cooperativas, o que nos motiva a promove-los em todas as regiões para reunir as lideranças e entender as suas demandas”, completou.

Inovação - Após a participação de Koslovski, o analista da Ocepar, Gilson  Martins, apresentou o palestrante Filipe Cassapo, gerente executivo do Centro Internacional de Inovação do Senai. Ele disse que o tema inovação é muito oportuno porque as cooperativas são importantes vetores de desenvolvimento regional no estado e que as cooperativas alavancam o crescimento da economia e de forma sustentável e social.

Exemplo - Filipe Cassapo disse que a Cooptur é um bom exemplo de inovação dentro do cooperativismo, a partir do momento que veio para explorar um nicho de mercado até então novo. Alertou que o sistema cooperativista precisa inovar constantemente para não deixar de crescer. “Transformar conhecimento novos em negócios em lucratividade, de forma sistemática e planejada. Não só em produtos físicos, mas sim em experiências novas para meus clientes, conhecimento novo para gerar negócios. Modificar o processo dos meus negócios. Inovação deve ser sistêmica e ter continuidade”, salientou.

Perfume e vinho - Cassapo deu alguns exemplos de com é possível transformar conhecimentos novos em negócios sustentáveis. “Misturar vinho tinto e perfume. O Boticário fez isso, lançando o Malbec, cujo aroma remete à bebida. Foi uma metáfora em torno da questão do vinho, atraindo novos consumidores, principalmente aqueles que gostam de degusta-lo. Isso é inovação, se falarmos em termos de ideia física”, disse.

Desempenho do cooperativismo – Na sequência, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fez uma palestra sobre o desempenho do cooperativismo paranaense. Ele iniciou destacando os resultados obtidos pelo setor em 2012. Também falou sobre a importância do Sescoop e elogiou a forma de atuação da Cooptur, que está com uma movimentação financeira de quase R$ 1 milhão. “Vemos que está havendo uma sintonia do Sistema OCB com as demandas que tem surgido do setor. Hoje, o fato de termos o presidente João Paulo ocupando o cargo de diretor junto à entidade tem facilitado esse diálogo”, ressaltou.

Planejamento – Ainda de acordo com ele, o planejamento da Ocepar para 2013já está em andamento com

metas estabelecidos em comum acordo com as gerências, coordenadores de área, e os 75 colaboradores da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar. “Estamos investindo também no preparo da equipe e para que todos se tornem especialistas em cooperativismo. Hoje contamos com dois profissionais no Sistema Ocepar com doutorado, 12 com mestrado, 28 com pós-graduação, 20 com graduação, 06 com curso superior, 05 com ensino médio”, informou. Ricken disse ainda que a Ocepar está concentrando esforços na realização de quase cinco mil eventos em todo o Paraná em 2013. “Tudo isso com um sistema de integração interna, onde as metas são estabelecidas para cada área e para que no final do ano sejam prestadas contas de tudo aquilo que foi planejado e efetivamente realizado. Este ano deveremos chegar a 160 mil pessoas treinadas em todo o Paraná pelo sistema”, afirmou.

Formação internacional - O superintendente da Ocepar lembrou ainda que atualmente há 125 profissionais certificados no pelo Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas e que no Encontro de Núcleo desta segunda estava sendo lançada a quinta turma para 2013. “A ideia é capacitar nossos profissionais com uma visão global sobre negócios, com base na experiência do cooperativismo praticada em outros países. A quinta turma inicia a capacitação em 15 de julho, com evento em Curitiba e, no dia 18, os participantes viajam para Brasília, onde permanecem até o dia 19 de julho para conhecer a OCB e o Congresso Nacional. Na sequência, em novembro, eles viagem para conhecer o cooperativismo na Argentina e, em 2014, a Itália e a Alemanha e, 2015, os Estados Unidos e o Canadá”, complementou.

Programação– A programação dos Encontros de Núcleos Cooperativos terá continuidade nesta terça-feira (04/06), em Pato Branco, no Sudoeste, tendo a Coopertradição como anfitriã. Na quarta-feira (05/06), a Primato será a anfitriã do evento que acontece, em Toledo no Oeste. Já o Encontro das regiões Norte e Noroeste acontece dia 06 de junho, em Ubiratã, na nova sede da Unitá, que será a anfitriã. Os eventos são destinados a presidentes, dirigentes, líderes, cooperados, funcionários das cooperativas paranaenses e convidados.

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CAPACITAÇÃO: Técnicos do Sescoop Nacional e de Goiás conhecem sistema de gerenciamento de eventos

Profissionais do Sescoop, seis da Unidade Nacional e três de Goiás, iniciaram, na manhã desta segunda-feira (03/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, uma capacitação sobre o Sistema Autogestão de Desenvolvimento Humano (DH). Trata-se de uma ferramenta desenvolvida no Paraná a pedido do Sescoop Nacional, com recursos do Fundecoop, que possibilita fazer o gerenciamento dos eventos de capacitação e de promoção social e que está sendo disponibilizada a todas as unidades estaduais do País. Os paranaenses estão utilizando o novo sistema deste o início deste ano e o software está sendo liberado para os goianos. Outros estados como São Paulo também já demonstraram interesse na novidade. Segundo o gerente de DH do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, o sistema é totalmente on line, o que proporciona maior agilidade, flexibilidade e facilidade de acesso às informações pelas unidades nacional e estaduais. “Isso possibilita a padronização da operacionalização das atividades de capacitação do cooperativismo brasileiro, com um cadastro e um banco de informações únicos”, ressalta

Teoria e prática – Os técnicos de Brasília e de Goiás permanecem por oito dias na capital paranaense, sendo que os três primeiros serão dedicados à parte teórica. Nos demais dias, eles vão saber como o sistema funciona na prática. Todas as orientações estão sendo repassadas por profissionais do Sescoop/PR.

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BATAVO: Expofrísia encerra com destaque do plantel bovino holandês e novidades para o setor

Encerrou no sábado (01/06), a nona edição da conceituada exposição de gado bovino da raça holandesa, que a partir deste ano passa a ser chamada de Expofrísia, uma referência a indústria de leite Frísia e ao primeiro plantel expressivo da raça que chegou à região em 1947, vindo diretamente da Holanda. Durante cinco dias de evento, a elite da raça holandesa pode ser apreciada em pista, com o julgamento de 166 animais nas categorias: Macho, Fêmeas Jovens, Grande Campeonato Jovem, Fêmeas Paridas, Conjuntos, Famílias, Úberes e Grande Campeonato.

Vencedores - A grande campeã foi Fini Wildman Heringa 7895 (Expositor Claudio H. Brenner). Na categoria Reservada Grande Campeã: Wilpe Jasper Simonete 727 TE (Expositor Leonel Arlindo Dalfovo); melhor criador: Adriano Renato Kiers; melhor expositor: Jan Johannes de Boer e/ou Fernando R. de Boer.

Portfólio - Realizado no Pavilhão de Exposições Batavo/Frísia, no Parque Histórico de Carambeí, mais de 25 empresas  apresentaram portfólio de produtos e serviços para o setor, que contribuem para as excelentes produtividades de uma das maiores bacias leiteiras do País. A produtividade da região se aproxima de 30 litros diários por vaca, graças a estas parcerias e ao apoio técnico da Cooperativa, aliado ao aprimoramento do conforto e dieta dos animais.

Objetivo - De acordo com o gerente Pecuário da Batavo e coordenador da Expofrísia, Eldo Berger, o principal objetivo do evento foi promover a troca de experiência entre os produtores, servindo de parâmetro para o aprimoramento genético e produtividade, estratégia que favorece a rentabilidade da classe. Somado a este objetivo, a exposição favoreceu a troca de conhecimento para melhoria constante da atividade pecuária. Um ciclo de palestras foi realizado no dia 30/05, com a participação de renomados profissionais da área, vindos do exterior. O foco nesta edição foi gestão de embriões produzidos in vitro e a melhoria de eficiência na produção de leite.Para a melhoria da produtividade para a alimentação do gado, empresas de máquinas e implementos apresentaram soluções inéditas para o setor, nos estandes externos da exposição.

Museu alusivo - Para entender a produção atual, o visitante da exposição teve a oportunidade de conhecer um museu, que representa uma vila de imigrantes holandeses no início do século passado. Num local chamado Vila Histórica, há uma réplica da primeira cooperativa de leite instalada no Paraná, a Sociedade Holandesa de Laticínios, criada em 1925, que após três anos passaria a ser denominada de Batavo. As peças mostram a evolução desde a década de 20, quando o leite era transportado em latões, até os dias de hoje, com toda a modernidade das indústrias.

Realização - Numa realização da Batavo Cooperativa Agroindustrial, a Expofrísia 2013 teve o apoio da indústria Frísia, com presença de empresários do setor, parceiros comerciais, autoridades e demais visitantes, somando a presença de mais de 5.000 pessoas. (Imprensa Batavo)

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LÁCTEOS I: Tecnologia a serviço da produção de leite

1lacteos I 03 06 2013 (2)Na propriedade de Armando Rabbeas, vaca não tem hora marcada para ordenhar. A fazenda Santa Cruz de Baixo, localizada na região de Castro (Campos Gerais), possui a primeira sala de ordenha totalmente robotizada da América Latina. Chamado no Brasil de Sistema de Ordenha Voluntária (VMS, sigla em inglês), o robô realiza toda a operação, que vai desde a limpeza dos tetos até a remoção dos resíduos pós-ordenha. Tudo isso sem a necessidade de um operador.

Simples - Parece complicado, mas o sistema é simples. Os animais ficam em um galpão, em cuja cabeceira está localizado o equipamento. Rabbeas explica que quando a fêmea sente que seu úbere está cheio, ela caminha até um corredor que dá acesso à máquina. Um escâner identifica o animal, por meio de um colar que contém uma numeração, abrindo, assim, a grade que dá acesso ao equipamento. Enquanto isso, as outras vacas fazem fila esperando para serem ordenhadas.

Procedimento - Dentro do equipamento, que é semelhante a um tronco de contenção, um braço robótico escaneia com laser os tetos e insere uma substância para higienizá-los. Logo após, o robô coloca os sugadores e começa a ordenha. Enquanto isso, o animal recebe alimentação na quantidade estipulada pelo veterinário no computador da central.

Segurança - O maior benefício com o equipamento, revela o produtor, foi a segurança que ganhou, principalmente em termos de qualidade. Além do leite não ter contato humano, o equipamento assegura que o produto a ser enviado para a Cooperativa Castrolanda não possui impurezas, sendo respeitados todos os critérios sanitários de manejo e também de produção. "Quando há algum problema sanitário durante o processo, o robô nos informa e acionamos imediatamente o nosso veterinário para resolvê-lo", descreve Rabbeas.

Modelo - É nesse modelo, que busca qualidade e eficiência na cadeia leiteira, que o Paraná vem trabalhando. A qualidade do leite em todo o País foi colocada em debate depois de deflagrada a Operação Leite Compen$ado, no início de maio, no Rio Grande do Sul, a qual investiga um esquema de adulteração do leite in natura, por meio de adição de água, ureia e formol. As investigações do Ministério Público do RS apontaram que empresas gaúchas de transporte de leite adulteraram o produto cru entregue para a indústria. Produto, este, que era comercializado no varejo de todo o País.

Frota própria - Apesar do MP do RS ter divulgado que haveria a presença desse produto adulterado no Paraná, o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, ressalta que a maioria das cooperativas do Estado que atua na cadeia leiteira possui frota própria, eliminando atravessadores. As cooperativas, lembra Turra, são responsáveis por 47% de todo o produto comercializado no varejo paranaense. A região dos Campos Gerais, por sua vez, concentra algumas das melhores cooperativas de leite do Brasil, como a Batavo e a Castrolanda, que agrupam em torno de 570 produtores de alta qualidade. Todo o processo, desde a produção até o envase da matéria-prima, segue um rigoroso sistema de inspeção.

Qualidade - De acordo com Egídio Maffei, gerente comercial da operação conjunta Batavo e Castrolanda, conseguir matéria-prima de boa procedência não é tarefa fácil, por isso, os veterinários das cooperativas estão sempre em campo, ajudando o produtor. "Pagamos pela qualidade e vendemos qualidade", sublinha o gerente.

Robô aprimora a produção - O robô instalado na fazenda Santa Cruz de Baixo foi desenvolvido pela empresa sueca De Laval. Entre os destaques do equipamento, conta Rafael Martins Garcia, especialista da empresa, está o fato de que cada sugador calcula a quantidade e a qualidade do leite que sai de cada teto. Além de identificar problemas de saúde comuns nos animais, como mastite, escoriações, entre outros, e enviar uma mensagem à central. "Se o leite estiver contaminado com sangue ou alguma impureza, o VMS identifica a inconformidade e não manda esse leite para o tanque resfriador. O equipamento encaminha o material para outro recipiente para ser analisado", explica Garcia.

Produção - Quando uma fêmea está sendo ordenhada, o produtor pode saber o quanto ela produz por teto, a qualidade desse leite e a quantidade de comida que ela consome. Conforme Armando Rabbeas, proprietário da fazenda, ao sentirem o úbere cheio, as vacas já sabem para onde devem ir. "Em uma semana, elas se acostumaram ao robô."

Produtividade - Rabbeas, que possui 280 animais, 115 em lactação, revela que, com o equipamento, a produtividade aumentou. O motivo foi a redução do estresse dos animais que, muitas vezes, ficavam o dia todo com o úbere cheio porque a ordenha, na maioria das fazendas, só ocorre duas ou três vezes ao dia. "A falta de mão de obra também foi outro fator determinante para a compra do equipamento." Com o novo sistema, cada animal demora entre dez e 12 minutos para ser ordenhado. Atualmente, Rabbeas produz 4 mil litros de leite por dia.

Investimento - O equipamento custava R$ 1 milhão quando chegou ao Brasil. Com o aumento da demanda e a redução de preços dos produtos importados, o sistema completo fica em torno de R$ 400 mil. Rabbeas salienta que o investimento nesse tipo de equipamento só vale a partir de um plantel de 60 animais em lactação. (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

LÁCTEOS II: Cooperativas testam qualidade na propriedade

1 lacteos I 03 06 2013 (3)De acordo com Egídio Maffei, gerente comercial da operação conjunta Batavo e Castrolanda – duas das principais cooperativas de leite do Paraná-, os testes para verificar se há contaminantes ou alguma anormalidade no leite já começam na propriedade. O processo de análise se repete quando o produto chega à cooperativa. Maffei reconhece que os produtos das duas cooperativas são um pouco mais caros, mas salienta que a qualidade é superior às demais marcas disponíveis no mercado.

Metodologia - Zoard Carrara, gerente industrial da cooperativa Batavo, explica que a qualidade do leite se mantém por dois fatores: assepsia e refrigeração. A temperatura deve ser mantida entre 0º Celsius (C) e 10ºC. “A média de temperatura depois que o produto é captado deve ficar, de preferência, a 4°C", sublinha Carrara. Depois de coletado, o especialista explica que são verificadas a contagem de micro-organismos, a acidez e a coloração do produto. Na cooperativa, são analisados os aspectos físico-químico, microbiológico e a análise de fraude.

Acidez - Segundo Carrara, quanto menor a acidez melhor é a qualidade do produto. Na crioscopia, o gerente industrial explica que é verificado o ponto de congelamento da água do leite. Com isso, dá para saber se o produto recebeu ou não água. "Mas a nossa qualidade é garantida com a indústria no campo", revela Carrara.

Cuidados técnicos asseguram bons produtos - Luiz Augusto Peau, coordenador estadual de bovinos de leite do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), assinala que a qualidade do produto vai do capricho do pecuarista. Peau afirma que a primeira preocupação do produtor é com a água. Todos os equipamentos e os locais de ordenha devem ser lavados com uma água limpa.

Desinfecção - A desinfecção dos tetos antes e depois da ordenha é outro procedimento que não pode ser deixado de lado. "Quando o produtor for fazer essas atividades, é sempre recomendável o teste de mastite antes de iniciar a coleta", frisa Peau. Lavar as mãos antes e depois da ordenha e limpar todo o recinto com água e detergente são práticas obrigatórias. Outro cuidado, aponta o especialista, é higienizar constantemente a tubulação.

Transporte - No transporte, ao retirar uma amostra, é obrigatório agitar o leite antes da coleta. Com relação às mangueiras, o transportador é obrigado a ter uma capa de proteção e lavá-la antes e depois de usá-la, o que inclui também o caminhão. "Não fumar, unhas curtas e instalações sanitárias adequadas são critérios obrigatórios para quem quer trabalhar com a produção de leite", conclui Peau.

Produto com certificação - O veterinário e administrador Mario Sérgio Ferreira Zoni, responsável por um rebanho de 465 animais em lactação na fazenda FrankAna, localizada na região de Carambeí (Campos Gerais), não conseguiria obter uma produção de 19 mil litros/dia de leite sem o apoio técnico da cooperativa Batavo. Segundo o administrador, a FrankAna é uma das únicas fazendas que possui o certificado de rastreabilidade no País, ou seja, tem todas as etapas de produção certificadas. No Brasil, segundo Zoni, apenas seis propriedades detêm o registro.

Manejo - "Nós fazemos o dever de casa com um bom manejo ambiental e também da produção", observa o veterinário. Na propriedade, as análises bacterianas, por exemplo, são realizadas diariamente. Zoni afirma que todos os processos são checados com a ficha de acompanhamento de cada etapa da produção. "Não é uma tarefa fácil, mas, com isso, você garante a qualidade do leite mesmo em uma pequena propriedade", frisa o veterinário.

Processo sanitário - Nas quatro ordenhas diárias da fazenda, todo o processo sanitário é verificado. "Os materiais de limpeza e as luvas são checadas depois de cada turno, para verificar o que foi ou não utilizado em cada ordenha", salienta Zoni. Com a sistematização do processo, o veterinário conta que ganhou tranquilidade. "Além disso, mensuro o consumo, não tenho perdas financeiras e garanto a segurança alimentar de quem vai consumir", enfatiza. A fazenda, em parceria com a cooperativa Batavo, realiza constantes capacitações entre os seus 27 funcionários, englobando temas relacionados a todo sistema produtivo. "Em uma fazenda, é necessária a gestão", finaliza Zoni.

Apoio - O gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, afirma que o suporte das cooperativas aos produtores é de suma importância para garantir a boa qualidade do leite. "Cuidados na alimentação, transporte e também na sanidade são prioridades", salienta Turra. Ao todo, o Estado possui seis cooperativas que atuam na industrialização do leite. (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

COPAGRIL: Nascentes de rios são recuperadas na Semana do Meio Ambiente

Com o objetivo de garantir disponibilidade de água de qualidade nas propriedades rurais, e ciente da necessidade de promover ações que protejam a natureza, a Copagril, em parceria com a ACJC e as prefeituras, estará realizando a recuperação de várias nascentes de 1° a 10 de junho. Esta extensa programação de recuperações é alusiva à comemoração do Dia do Meio Ambiente (05/06). Cada Comitê de Jovens da Copagril terá a responsabilidade da recuperar uma nascente, sendo que devem enviar no mínimo cinco representantes para auxiliar nos trabalhos. Além deles, a engenharia ambiental da Copagril e a empresa Conceito Ambiental realizam a recuperação.

Propriedades - No sábado (01/06), foi recuperada a nascente na propriedade de Alceu Storck, localizada no distrito de Iguiporã, e estão auxiliando nos trabalhos os sócios do CJC Elo Juvenil, de Porto Mendes. No domingo (02/06), a nascente a ser recuperada está localizada na propriedade de Ari Vorpagel, na Linha Baitaca, e os sócios do CJC Ação Jovem terão a responsabilidade de auxiliar. Na segunda-feira (03/06), na propriedade de Arcenio Ten Caten, na Linha São Cristóvão, a ação envolverá os sócios do CJC Força e Poder. Na terça-feira (04/06), na propriedade de Carlos Zahler, na Linha Ajuricaba, será de responsabilidade do CJC Força Jovem; na quarta-feira (05/06), será na propriedade de Dirceu Armando Fulber, da Linha Arara, envolvendo os sócios do CJC Treze de Maio; na quinta-feira (06/06), na propriedade de Valdemar Vorpagel, na Linha Roda D’agua, e ficará sob responsabilidade do CJC Esperança Jovem; na sexta-feira (07/06), na propriedade de Sergio Suski, na Linha Campo Sales, sob responsabilidade dos sócios do CJC Esperança Jovem; no sábado (08/06), na propriedade de Luis Carlos Podkowa, de São Roque, sob responsabilidade do CJC União e Trabalho;

Caminhada na Natureza - Para o domingo (09/06) , não está programada nenhuma recuperação de nascentes, mas nesse dia todos os jovens dos Comitês de Jovens estão convidados a participar da 3º Caminhada na Natureza, que é uma promoção da Emater em parceria com o município de Marechal. Será um circuito de 11 km, a partir do Pavilhão Comunitário da Linha Heidrich, e segue pela Linha Piriquito, Linha Baitaca e volta ao local de partida. Este caminho foi denominado “Circuito dos Pássaros”. Consta nesse trajeto a visitação a uma nascente recuperada e representantes da área ambiental da Copagril, e a ACJC, irão repassar informações sobre o projeto “Águas do Futuro Copagril”, protegendo hoje para ter amanhã.

Novo Horizonte - No dia 10 de junho, a recuperação de nascentes será realizada na propriedade de Erico Ronnau em Novo Horizonte, sendo de responsabilidade do CJC Verdes Campo. (Imprensa Copagril)

PLANALTO DAS ARAUCÁRIAS: Sicredi entrega equipamentos agrícolas para associados

A Sicredi Planalto das Araucárias PR/SC realizou, na última quinta-feira (23/05), a entrega de equipamentos agrícolas para associados na unidade de atendimento (UA) de São Mateus do Sul, interior do Paraná. Edson Czikailo, morador de Água Amarela de Baixo e beneficiário da linha PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recebeu um Trator New Holland 7630. Já Dario Hainosz, residente em Antonio Olinto, foi contemplado com o Trator New Holland 75CV, financiado pela linha Mais Alimentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Governo Federal, através do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Financiamentos - O Programa Mais Alimentos financia equipamentos agrícolas, destinando recursos para o agricultor familiar conseguir investir em sua própria propriedade rural. Essa mecanização faz com que a produtividade aumente e possibilita crescimento da renda. Na cerimônia de entrega estiveram presentes os contemplados, com os tratores, e colaboradores da UA de São Mateus do Sul e da Sicredi Planalto das Araucárias PR/SC.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é um conjunto de 113 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento com mais de 1.150 unidades de atendimento, distribuídas em 10 Estados* - 905 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Planalto das Araucárias)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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MÍDIA: Globo repercute aumento do PIB agropecuário na Integrada

Resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2013 foi de 0,6% e ficou abaixo do esperado. Mesmo com a redução do PIB, a agricultura cresceu 9,7%. Em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o setor registrou um crescimento de 17%. Segundo especialistas, sem a agricultura o país teria tido estagnação no primeiro trimestre. Confira reportagem da Rede Globo, veiculada em rede nacional na semana passada, que contou com entrevistas do superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto, e do gerente comercial da cooperativa, João Bosco Azevedo. Eles falaram sobre a boa safra e problemas logísticos enfrentados no escoamento da produção.

Acesse: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/resultado-do-pib-do-primeiro-trimestre-fica-abaixo-do-esperado/2604441/

COAMO I: Regional Oeste da Copa de futebol tem bom nível técnico

Duzentos e trinta gols foram marcados em 108 jogos na etapa Oeste da Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço 2013. A regional foi disputada no sábado, 1º de junho, nos campos de Bragantina, Goioerê, Nova Santa Rosa, São Pedro do Iguaçu e Toledo. Prestigiada por milhares de pessoas, a quarta etapa do maior evento rural esportivo do Brasil reuniu 78 equipes e mais de 1.100 atletas, com idade dos cooperados entre 18 e mais de 60 anos.  O dia nublado que oscilou com tempo bom e chuva em vários momentos, não diminuiu a animação e o entusiasmo dos cooperados e familiares, que participaram com alegria, repetindo o sucesso das regionais anteriores.

Valorização - “A gente espera a cada dois anos pela Copa Coamo, e quando chega é uma festa só. Já fomos campeões regionais e sabemos o que é representar nossa unidade em Campo Mourão. E novamente pude estar no time ao lado meu filho Jorge”, conta Arno Schneider, dirigente da equipe GO, que chegou até as semifinais em Toledo.

Sonho realizado - Com grande alegria e emoção, atletas, jogadores de comunidade de Dois Irmãos comemoraram a proeza de ter sido campeão da regional Toledo pela primeira vez. “É um sonho que estamos realizando. Há muito tempo queríamos ser campeões e ir para Campo Mourão e, graças a Deus, isso aconteceu. Já imagino a cena desfilando no ginásio da Arcam lotado com mais de três mil pessoas, cantando o hino nacional, enfim, participando daquela festa maravilhosa”, destaca Luiz Niedermeyer, atleta e dirigente da equipe Dois Irmãos, campeão  inédito em Toledo.

No pódio - Para o cooperado Adelson Vilas Boas, da equipe Quarta Medição, de Moreira Sales, campeão na Regional de Goioerê, o sentimento de chegar ao pódio é muito bom e merece ser festejado. “Nossa equipe é humilde, mas conseguimos chegar ao título. Agora vamos nos preparar para a festa da grande final em Campo Mourão. Só temos a agradecer a Coamo por essa grande festa realizada em Goioerê”.

Campeões – Das cinco finais disputadas na regional Oeste, quatro foram decididas nos pênaltis, exceto em Bragantina, onde a equipe Boa Vista venceu o Canários de Brasiliana, por 1 a 0. Nas outras, as emoções da torcida foram nas cobranças de penalidades. Em Toledo, a equipe Dois Irmãos venceu a Sanga/Guarani por 4 a 3. Em Nova Santa Rosa, a Linha Lageado de Vila Nova derrotou, por 1 a 0. Na regional São Pedro do Iguaçu, a equipe campeã foi o Vaco Vaco que venceu A AAFASPI, por 8 a 7. Em Goioerê, que reunindo cooperados da cidade anfitriã e de Brasilândia do Sul, Moreira Sales, Mariluz e Quarto Centenário, a equipe Quarta Medição venceu o Brasilândia do Sul por 4 a 3.

Grande festa – Para a diretoria da Coamo, o evento da Copa Coamo é uma festa aguardada pelos cooperados a cada dois anos. “A Regional Oeste foi um grande sucesso e comemorada por todos. Mais uma vez, a nossa equipe trabalhou bastante e como resultado tivemos uma etapa muito bem organizada e elogiada pelos cooperados e comunidade”, comemora o presidente da Coamo e presidente de honra da Copa Coamo, José Aroldo Gallassini. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Cooperativa começa venda de milho para áreas de seca no Nordeste

A Coamo Agroindustrial Cooperativa embarcou esta semana pelo porto de Paranaguá, no Paraná, um total de 31,5 toneladas de milho com destino ao porto de Pecém, no Ceará. A iniciativa inédita na história da Coamo foi autorizada pelo Ministério dos Portos e tem caráter especial tendo em vista o seu objetivo. O cereal será destinado a municípios nordestinos atingidos pela seca com desembarque previsto para o dia 6 de junho, no porto cearense.

Leilão - A Coamo foi a vencedora no processo de leilão promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e outras ações desta natureza poderão ser realizadas conforme a necessidade. “É a primeira vez que a Coamo comercializa milho para a região Nordeste do país. Em 1996, a Coamo foi pioneira também na exportação do cereal para o mercado externo, mais precisamente para Marrocos, na África, com total de 40 mil toneladas. Na época, foi uma situação necessária, tendo em vista os baixos preços do milho no mercado interno. Esta operação resultou no aumento de 10% melhorando a comercialização dos produtores”, explica o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Primeira - O superintendente da Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa), Luiz Henrique Dividino, explica que o embarque de milho pela Coamo para o Nordeste através de leilão da Conab é a primeira realizada pelo porto de Paranaguá. "Esta operação foi regulamentada pela Portaria Nº 59, recém assinada pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino, que determina a prioridade de embarque e desembarque de milho destinado aos portos nordestinos. O objetivo é atender as necessidades da população atingida pela seca”, informa Dividino. (Tribuna do Interior / Campo Mourão)

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ELETRIFICAÇÃO: Cooperativas se reúnem para avaliar metodologia de revisão tarifária da Aneel

Um grupo composto por representantes das 14 cooperativas de eletrificação que estão em processo de regularização junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reuniu na sede do Sistema OCB, em Brasília (DF), na tarde de terça-feira (28/05). O objetivo foi atualizar os membros sobre as ações já desenvolvidas em favor da defesa das cooperativas, principalmente no que diz respeito ao enquadramento delas na agência reguladora, diante da nova metodologia de revisão tarifária. A reunião faz parte do plano de ação construído pelo conselho consultivo do ramo infraestrutura da OCB, que conta com o acompanhamento do diretor João Paulo Koslovski.

Enquadramento - O analista Técnico e Econômico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marco Olívio Morato, coordenou o encontro e ressaltou a importância do trabalho constante do Sistema para garantir o atendimento às necessidades do setor. “As cooperativas sofrem sério risco no processo de enquadramento, pois a metodologia em vigor inviabiliza 66% delas. Além disso, o impacto também é sentido por aquelas que já foram enquadradas, onde, em um universo de 38 cooperativas, cerca de 28 teriam que reduzir seus custos operacionais em mais de 30% - o que é totalmente inviável”, pontuou o analista.

Estudo - Os números citados por Morato são baseados em um estudo encomendado pela Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop). O superintendente da Infracoop, José Zordan, enfatizou a preocupação, apresentando outra simulação do estudo, onde, com dados de 12 cooperativas, verificou-se que a atual metodologia consideraria oito delas como inaptas a serem permissionárias. “A necessidade de modificação conceitual da metodologia, e do próprio entendimento da Aneel sobre as cooperativas está bastante clara”, resumiu o vice-presidente da Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do Estado de São Paulo (Fecoeresp), Henrique Ribaldo Filho.

Resultados – Como desdobramento da reunião, foi elaborado um oficio que será encaminhado à diretoria da Aneel, solicitando adequações a metodologia, com o principal objetivo de evitar a extinção destas cooperativas e garantir, assim, a continuidade da prestação de serviço de qualidade para seus cooperados. (Informe OCB)

EMPRESAR: Fórum internacional de empreendedorismo traz novidades do mercado

Conhecer seu cliente, suas vontades e futuras necessidades são lições a serem retiradas dos dois dias do Empresar 2013 – Fórum Internacional de Sustentabilidade e Empreendedorismo, realizado pela Escola de Negócios da Universidade Positivo (UP). O evento, que aconteceu nos dias 27 e 28 de maio, trouxe profissionais atuantes no Brasil, Europa e América do Norte para dividir suas experiências e conhecimentos e debater sobre empreendedorismo.

Foco - O foco do Empresar foi a integração da academia com os setores empresarial e público, além de entidades que apoiam o empreendedor. O reitor da UP, José Pio Martins, na abertura oficial destacou a importância da reflexão sobre os três pontos-chave do evento: o empreendedorismo, a sustentabilidade e a internacionalização da discussão. Para ele, o pensamento inovador dos empreendedores pode trazer soluções para problemas sociais. O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, representante do governador Beto Richa, falou sobre a preocupação do governo do Paraná com o tema e do compartilhamento de resultados como um benefício para o estado.

Diferença - A diferença entre o que é legal e moral dentro de uma empresa foi um dos temas abordados por Ricardo Catto, sócio da consultoria em sustentabilidade da Ernst & Young, na sessão plenária de abertura. Para Catto, o empreendedor deve resgatar a essência de sua empresa e responsabilidades legais para ter transparência e ética em todas as suas atitudes.

Experiências - Os empreendedores também puderam falar um pouco de suas experiências no Empresar. Ismael Akiyama, fundador e Chief Executive Officer (CEO) da Akiyama Soluções Tecnológicas, e Rafael Biasotto e Ivan Oliveira, donos da Uatt, falaram sobre as dificuldades em começar uma empresa com dinheiro próprio e como o crescimento contínuo adia a criação de um planejamento de negócios.

Palestras realizadas - Empreendedorismo Social.“Preencher o vazio entre a insuficiência do setor privado e a inabilidade do setor público é o objetivo do empreendedor social, promover a inovação e criar novos valores”, explicou o palestrante Hans Wahl, do Social Entrepreneurship Programme (INSEAD), de Fontainebleau, França. Universidade empreendedora. Na palestra dos representantes da Plymouth University (PU), no Reino Unido, a universidade mostrou que também pode ser um empreendimento social. Simon Payne e Troy Heffernan apontaram a renovação da PU e a busca por acordos com outros países para intercâmbio de estudantes e de cultura.

Inovação, Empreendedorismo e Propriedade Intelectual -  O investimento em inovação, especialmente dentro de universidades, foi um dos tópicos da palestra de Renee Bem-Israel, vice-presidente para Propriedade Intelectual do YissumCo-Israel. Renee apontou também as dificuldades da criação de propriedade intelectual por conta da relação Academia e Setor Privado.

Marketing para Startups de Alta Tecnologia - Entre as regras de ouro para o marketing de uma empresa, segundo Troy Heffernan da Plymouth University, são: conhecer seu cliente, conhecer seu mercado, entender as forças que vêm de fora do mercado.

Educação a Distância na Formação de Empreendedores - Christophe Perón, diretor de operações na América do Norte da CrossKnowledge, destacou que o ensino online traz mais rapidez e qualidade de aprendizado, além de ter acesso universal.

Nova abordagem na Criação de Produtos e Serviços Inovadores -  O fundador do InternationalEntrepreneurship Center (IEC) de Boston, Enio Pinto, definiu quatro pontos essenciais para um bom empreendedor: identificar o melhor cliente, a melhor transação, o melhor produto e serviço, e criar um modelo de negócio que se adéque a qualquer situação.

Modalidades Inovadoras de Financiamento para Novos Empreendimentos -  A melhor maneira de financiar uma startup e a lei de CrowdfundingEquity, ainda não implementada nos Estados Unidos, mas que possibilita a venda de ações de startups diretamente para intermediários, sem passar pela Bolsa de Valores, foram assuntos discutidos na palestra de Amir Rezaee, do InstitutSupérieur de Gestion (ISG).

PBL como Estratégia para Formação de Empreendedores - O aprendizado baseado em problemas (PBL) pode ser uma estratégia para quem quer empreender, já que mantém atenção nos fatores externos e ajuda a definir melhor os projetos, segundo o chair de PBL da Unesco na Universidade Aalborg, na Dinamarca.

Promoção - O fórum teve a promoção da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), com o apoio do jornal Gazeta do Povo, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), do Sistema Ocepar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Endeavor, da Academyof Business in Society (EABIS), do InstitutSupérieur de Gestion (ISG) e da Rede de Administração Sustentável (AdmSus). (Assessoria de Imprensa do Empresar 2013)

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INFRAESTRUTURA I: Impacto real da MP dos portos divide governo e usuários

infraestrutura I 03 06 2013As novas regras para exploração dos portos incluídas na Medida Provisória 595, a MP dos Portos, prometem dar um choque de competitividade ao setor via aumento de capacidade. Na quarta-feira (05/06), a presidente Dilma Rousseff deve sancionar a MP dos Portos com alguns vetos ao texto aprovado pelo Congresso em abril. A lógica do governo é que novos investimentos permitirão reduzir tarifas portuárias e diminuir o tempo de espera dos navios. A tese divide opiniões. Há entre os usuários dos portos quem concorde com o argumento do governo, mas também quem considere que uma maior oferta de capacidade não garante isoladamente a queda nas tarifas portuárias.

Primeiras licitações - O objetivo do governo é definir as novas regras para realizar ainda este ano as primeiras licitações de arrendamento de 161 terminais portuários nas áreas organizadas dos portos públicos (ver matéria nesta página). Esses investimentos serão importantes, na visão do governo, para tornar os portos mais eficientes e assim dar mais competitividade aos produtos brasileiros no mercado internacional.

Custo Brasil - Hoje os portos são um dos fatores críticos do chamado "custo Brasil". Só a espera excessiva dos navios para atracar nos portos, a chamada "demurrage", aumenta os custos dos serviços de navegação no Brasil em cerca de US$ 700 milhões por ano, segundo um estudo do Banco Mundial de 2012 intitulado "Como reduzir os custos de logística de carga no Brasil". Outro trabalho do Bird já havia mostrado que o custo logístico brasileiro seria de 15,4% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca do dobro do percentual nos Estados Unidos, de 8,5%. São essas distorções que o governo quer corrigir via MP dos Portos e outras iniciativas para aumentar a produtividade do setor.

Frentes - "Nossa intenção é baixar as tarifas, o preço de movimentação da carga, diminuir a burocracia e o tempo de permanência dos navios nos portos e só se consegue fazer isso com aumento de capacidade, melhorando acessos rodoviários e aquaviários", diz o ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino. Ele afirma que o governo está atacando todas essas frentes e que os agentes envolvidos nos portos, incluindo os donos das cargas, serão beneficiados.

Competição - Wagner Cardoso, gerente-executivo de infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que o que faz baixar os preços é a competição. "O que regula o mercado é a competição." Na visão dele, a MP dos Portos é boa porque abre o setor para o investimento privado. "Esperamos um segundo 'boom' de desenvolvimento portuário", diz Cardoso.

Usuários - Os usuários, no entanto, não têm tanta certeza sobre os benefícios contidos na MP. Luiz Henrique Baldez, presidente-executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), afirma que as novas regras para os portos têm aspectos positivos que podem reduzir custos para os usuários. Mas diz que qualquer redução de tarifa vai depender da regulamentação da lei e da fiscalização das novas regras pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor. As novas regras serão regulamentadas por decreto presidencial, via portarias da SEP e resoluções da Antaq.

Avaliação - O dirigente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, avalia que, uma vez sancionada a MP, o Brasil precisa fazer uma grande avaliação de toda a estrutura de custos portuários, usando comparações com outros países para verificar onde e se o país tem custos mais elevados. "Se for claramente uma questão de lei de mercado, não tem como interferir. Mas se for estrutura de custos é possível sofrer regulamentação por meio de lei".

Opções - Para o advogado Osvaldo Agripino, especialista em regulação portuária, as regras estabelecidas pela MP 595 darão mais opções de portos, mas os usuários não terão necessariamente redução de custos nos serviços. Ele prega que a Antaq precisa atuar na regulação econômica como forma de evitar eventuais abusos de preços. "Falta à Antaq fazer o registro e o acompanhamento eficazes de fretes, da demurrage [a espera dos navios nos portos] e de tarifas", diz Agripino. Ele afirma que um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2009 determinou, sem sucesso, o acompanhamento de tarifas portuárias pela Antaq.

Antaq - Procurada, a Antaq disse que não iria se manifestar sobre a MP dos Portos antes da sanção da medida pela presidente. Como o Valor noticiou, a presidente poderá vetar proposta de prorrogação antecipada dos contratos de concessão de arrendamento posteriores à Lei dos Portos (8.630/93) nos portos públicos. Outro ponto que tende a ser vetado é a limitação para que empresas de navegação participem de sociedades criadas para disputar as licitações de novos terminais portuários.

Crítica - A crítica de Agripino à Antaq é rebatida por fonte do governo segundo a qual a agência trabalha para produzir norma que torne obrigatório o fornecimento dos preços praticados por terminais arrendados e privados. Segundo a fonte, será possível, a partir do respaldo legal dado pela MP 595, fazer um levantamento confiável sobre esses dados. A fonte afirmou ainda que a SEP também vem se debruçando sobre os custos portuários com o objetivo de ampliar a eficiência da gestão das companhias docas, responsáveis pela administração dos principais portos no país. A Antaq acompanha o tema e faz estudos sobre a assimetria de custos entre terminais arrendados e privados, disse a fonte.

Organização - Agripino argumenta ainda que outro ponto importante a ser considerado nessa discussão sobre redução de tarifas é a organização dos usuários em entidades que representem seus interesses. "O associativismo dos usuários é importante para diminuir a assimetria de poder que existe entre eles [os usuários] os terminais portuários e as empresas de navegação", diz o advogado. Ele está envolvido em iniciativa para criar uma entidade representativa dos usuários dos portos em Santa Catarina nos moldes da Associação de Usuários dos Portos da Bahia (Usuport). Um seminário em Itajaí (SC), no dia 21 deste mês, vai discutir o assunto.

Mercado - Paulo Villa, diretor-executivo da Usuport Bahia, acredita que a nova lei será importante para alterar a estrutura do mercado, o que somente vai se confirmar a médio e longo prazo. "Mas para haver redução de preços a curto prazo é fundamental que a agência reguladora seja fortalecida", diz. Ele defende que associações de usuários sejam criadas nos principais portos brasileiros. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Ministro quer licitar primeiro lote de 52 terminais este ano

infraestrutura II 03 06 2013O governo trabalha com a perspectiva de realizar as primeiras licitações para arrendamento de 161 terminais portuários, dentro das áreas organizadas dos portos públicos, ainda este ano. O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, disse ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, que os 52 terminais do primeiro lote de licitações, distribuídos pelos portos de Santos e do Pará, deverão ser licitados ainda em 2013. "Vamos trabalhar para licitar os terminais do primeiro lote ainda este ano", disse Cristino.

Lista - A lista de arrendamentos do primeiro lote inclui 26 terminais no Porto de Santos, entre terminais novos, com contratos vencidos e a vencer até 2017, disse o ministro. Nesta quarta-feira (05/06), a presidente Dilma Rousseff vai sancionar o Projeto de Lei de Conversão (PLV 09/13) aprovado na Câmara e no Senado. A expectativa é que a presidente vete emendas introduzidas pelos deputados.

Outros - Os outros 26 arrendamentos do primeiro lote estão no âmbito da Companhia Docas do Pará e os terminais encontram-se nos portos de Belém, Outeiro, Miramar, Vila do Conde e Santarém. "São terminais que existem [no Pará] e vamos licitar, promover novos investimentos e a modernização destes terminais", disse o ministro.

Estudos de viabilidade técnica - Cristino disse que vai receber em junho os estudos de viabilidade técnica, econômica e financeira, além de um edital e de um contrato básico, para os procedimentos licitatórios do primeiro lote. "Vamos analisar os estudos e depois encaminhar para o TCU [Tribunal de Contas da União] para, ato-contínuo, colocar [os editais] na rua. Acreditamos que em setembro ou outubro possamos disponibilizar as informações do primeiro lote ao mercado", disse Cristino.

Setembro - Até setembro, a SEP também deve receber os estudos dos outros três lotes de arrendamentos a serem licitados pelo governo. O segundo lote prevê a realização de 45 arrendamentos, segundo Cristino. Inclui terminais em Antonina e Paranaguá, no Paraná, Salvador e Aratu, na Bahia, São Sebastião, em São Paulo, Imbituba, em Santa Catarina, e Manaus, no Amazonas. No terceiro lote, o governo prevê a realização de 36 arrendamentos, assim distribuídos: Cabedelo, na Paraíba, Fortaleza, no Ceará, Itaqui, no Maranhão, Macapá, no Amapá, Maceió, em Alagoas, e Recife e Suape, em Pernambuco. No quarto e último lote, estão programados 28 arrendamentos, incluindo Rio de Janeiro, Itaguaí e Niterói, todos no Estado do Rio, Itajaí e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, Vitória, no Espírito Santo, e Rio Grande e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Novas regras - Pelas novas regras, o critério para definir os ganhadores das licitações deixa de ser a maior outorga, como no passado, e passa a ser a maior capacidade, o menor tempo de movimentação e a menor tarifa cobrada pelas cargas. (Valor Econômico)

 

AGRICULTURA: Governo subsidia plantio da seringueira para atender a indústria

agricultura 03 06 2013O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, vai subsidiar 50% do custo da muda de seringueira para incentivar o plantio nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, onde a espécie é recomendada e pode gerar mais renda para o produtor com a exploração do latex.  O mercado para o produto está aquecido. Só a Sumitomo, empresa japonesa de pneus, que irá inaugurar em outubro próximo uma fábrica no município de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, precisará de 15 mil hectares de seringueira plantada para suprir a capacidade de produção da unidade. A indústria foi atraída para o Estado pelo programa Paraná Competitivo.

Plano - O Plano de Apoio ao Plantio da Seringueira foi anunciado pelo secretário Norberto Ortigara, durante evento na cidade de Maringá. A iniciativa tem parceria da Cooperativa dos Cafeicultores Agropecuaristas de Maringá (Cocamar), que vai processar a matéria-prima e oferecer a borracha para as indústrias. “É uma boa alternativa de geração de renda e de desenvolvimento sustentável ao pequeno e médio produtor”, avalia Ortigara.

Plantio - No prazo de 10 a 12 anos, o projeto prevê o plantio de 35 mil hectares de seringueiras no Estado, para atender a demanda que está sendo gerada no Paraná e estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. Há espaço ainda para exportação porque o mercado mundial está aberto para comprar a borracha.

Deflop - O fomento ao plantio da espécie está sob a responsabilidade do Departamento de Floresta Plantada (Deflop), órgão criado pelo governador Beto Richa para ampliar a política de florestas plantadas e trabalhar diretamente com a silvicultura, que irá desenvolver ações para intensificar o plantio de seringueira de forma maciça. O Estado conta apenas com 2.800 hectares plantados atualmente.

Zoneamento - Deflop, Emater, Cocamar e prefeituras irão estimular proprietários rurais para o plantio da seringueira nas regiões definidas no Zoneamento Agroclimático elaborado pelo Iapar. A meta da Secretaria é plantar 400 hectares da espécie até 2014. Para isso, será necessário o plantio de 200 mil mudas. Este prazo poderá ser reduzido caso as grandes indústrias consumidoras de borracha participem no apoio ao fomento junto aos produtores rurais daquela região, observou o diretor do Deflop, Mariano Felix Duran.

Custo - Na implantação da cultura, o produtor tem um custo avaliado em R$ 7 mil por hectare. Deste total, 50% correspondem ao investimento em mudas. Entre o 6º ou 7º ano a árvore entra em processo de produção, e quando atinge 10 anos passa a produzir de 600 a 800 gramas de látex, que proporciona uma renda média de R$ 1.100,00 por hectare/mês.

Produção - A seringueira é explorada durante 10 meses do ano. Durante dois meses as árvores são deixadas para um processo de recuperação. Uma árvore permanece produtiva durante 35 anos e ao final deste ciclo ainda é feito o aproveitamento da madeira para móveis e energia. Outra grande vantagem é que a seringueira pode ser plantada em consórcio com outras culturas agrícolas. O café é consenso diante de uma pesquisa conduzida pelo Iapar onde ambas as culturas são beneficiadas no processo pelo aumentando da produtividade.

Alternativa para a região - Duran cita como exemplo um pequeno produtor de Indianópolis, Ângelo Romero, que tem uma área de 4,5 hectares de seringueira plantados e obtém renda em torno de R$ 3,6 mil por mês. “O látex tem sido uma das melhores alternativas de cultivo para nossa região. O noroeste paranaense tem um solo muito arenoso que é ideal para a seringueira”, diz Romero.

Subsídio - O produtor afirma que o subsídio do governo será fundamental para fomentar a produção de látex no Estado. “O Paraná está atrasado na cultura do cultivo do látex em relação a outros estados brasileiros. Essa ação do governo será um indutor da cultura”, garante Romero, que cultiva seringueira há 13 anos. Segundo ele, nas melhores épocas é possível retirar até duas toneladas de látex da sua produção.

Parcerias e rendimento - O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) desenvolveu pesquisa científica que dá o suporte ao plantio da nas regiões Norte e Noroeste do Estado. O órgão desenvolveu clones da espécie já adaptados e também definiu um zoneamento agroclimático indicando as melhores localidades onde o plantio da seringueira pode ser implantado.

Incentivo - Segundo Mariano Felix Duran, a Secretaria da Agricultura conta com a Emater, que faz o serviço de extensão rural e assistência técnica junto ao produtor rural e com a Cocamar, que buscará incentivar o plantio da seringueira entre seus cooperados. Para o produtor, o plantio de seringueira surge como oportunidade de bons rendimentos e de desenvolvimento sustentável. A atividade se adapta na região do Arenito Caiuá (Noroeste do Estado), onde há poucas opções de geração de renda na pequena, média e grande propriedade. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MILHO: Conab realiza primeiro leilão de opções

Será realizado nesta terça-feira (04/06) o primeiro leilão de opções da Conab para apoiar a comercialização de milho da safra 2012/13. O leilão de contratos de opção para produtores e cooperativas do Mato Grosso e Rondônia será para 500 mil toneladas com preço de exercício de R$ 15,12/saca de 60 kg para 29 de novembro de 2013 (podendo ser antecipado o exercício da opção com deságio em relação ao preço de exercício de 29/11/2013). O prêmio inicial da opção para os produtores será de R$ 34,02/contrato de 27 toneladas, ou R$ 1,26 tonelada.

Clique aqui e confira na íntegra o aviso do leilão

SANIDADE: Estado prorroga prazo da comprovação da vacinação contra febre aftosa

sanidade 03 06 2013A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, informa que foi prorrogado o prazo para os pecuaristas comprovarem a vacinação do rebanho bovino e bubalino contra febre aftosa. O prazo agora vai até esta terça-feira (04/06). A prorrogação visa compensar o produtor pelos dias em que as Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (ULSA) ficaram fechadas em função do feriado de Corpus Christi, comemorado dia 30 de maio, e do recesso do serviço público, sexta-feira (31/05).

Vacinação - A prorrogação para comprovação, porém, não implicou em mudança no período da campanha de vacinação. Sexta-feira, dia 31 de maio, foi o último dia para o produtor adquirir e vacinar seus animais.

Últimos dias - Segundo levantamento parcial da Adapar, proprietários de cerca de 70% do rebanho bovino e bubalino do Estado, até 24 meses, já apresentaram comprovação da vacinação de seus animais. A tendência é aumentar o volume de comprovação nesse final de campanha, porque os produtores costumam entregar o comprovante nos últimos dias e é necessário um tempo hábil para digitalizar todas as informações necessárias, explicou o fiscal de Defesa Agropecuária (FDA) médico veterinário Walter Ribeirete.

Unidades Locais - Ribeirete lembra ao produtor que ele deve se apresentar numa das 132 Unidades Locais de Sanidade Agropecuária do Estado para comprovar que realmente vacinou o rebanho, que nessa campanha atinge os animais até os 24 meses de idade. Estima-se que 4,4 milhões de cabeças estejam nessa faixa etária. Os produtores que quiserem também poderão fazer a comprovação no novo sistema on-line no endereço eletrônico (www.adapar.pr.gov.br)

Focos - O Paraná não registra focos suspeitos de febre aftosa desde 2005. O diretor-presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz, reforça a importância de manter a vigilância e não descuidar da vacinação, que garante a sanidade dos rebanhos. O Paraná é considerado área livre de febre aftosa com vacinação desde o ano 2000. A manutenção desse status e o alcance de novas conquistas dependem, entre outras medidas, de altos índices de vacinação nas campanhas de maio e novembro.

Próxima etapa - Segundo a Adapar, a próxima etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa será realizada em novembro, no período de 1º a 31, quando todos os animais (de todas as idades) deverão ser vacinados. (Agência de Notícias do Paraná)

 

HELICOVERPA: Aplicação de defensivo está proibida

helicoverpa 03 06 2013O defensivo apontado pelos pesquisadores como o mais eficiente no combate a lagarta Helicoverpa armigera não será utilizado nesta safra. O setor produtivo articulou com o governo a importação e utilização em caráter emergencial do princípio ativo Benzoato de Emamectina, mas a aplicação foi suspensa por meio de uma decisão judicial. Uma liminar expedida pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Barreiras (Oeste baiano) vetou o uso do produto em todo o estado. Como boa parte do prejuízo já é irreversível, representantes dos produtores acataram a medida e não devem recorrer da decisão.

Teste - Armando Sá Nascimento, diretor da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), afirma que o produto seria testado em dez propriedades de forma experimental, com monitoramento constante da agência. Ele salienta que as aplicações não tinham o objetivo de reverter às perdas da região, mas visavam testar a eficiência do defensivo. Por isso mesmo, explica, a decisão judicial não vai gerar impactos negativos no curto prazo. “Já tínhamos decidido junto com o setor produtivo que a época de aplicação não era ideal, pois a safra está terminando”, relata.

Próxima safra - Apesar da proibição, Nascimento argumenta que é necessário liberar o uso do produto na próxima safra. “Os especialistas relataram que essa molécula deve estar em uso, pois é a única que não tem resistência [da lagarta]”, pontua. Ele destaca que esse é apenas o primeiro passo no controle do inseto, e outras medidas devem ser adotadas para evitar que o problema se repita. “O produtor não quer só aplicar o produto, ele quer uma ferramenta de controle da praga”, salienta. O volume que foi importado deve permanecer em um depósito monitorado pela Adab e pelo Mapa.

Outros métodos - Paulo Degrande, professor de Entomologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), confirma que a aplicação do defensivo é necessária, mas deve ser feita conjuntamente a outros métodos de manejo, que ainda estão sendo estruturados. Dentre as principais alternativas estão o “uso de inseticidas a base de vírus ou bactérias, parasitoides criados em laboratório, plantas Bt resistentes à praga, calendários de plantio das culturas hospedeiras bem definidos, vazio sanitário, inimigos naturais de ocorrência natural, monitoramento contínuo das lavouras, feromônios, armadilhas, destruição mecânica de pupas, dentre outros medidas”, aponta.

Fórum Nacional - Para debater o combate à lagarta, Nascimento diz que está sendo organizado um Fórum Nacional, previsto para o dia 24 de julho, na Bahia. Nesta data, prevê, já deve estar definido um conjunto de ações para controlar a praga na próxima safra. (Gazeta do Povo)

 

MAPA: Divulgado subprograma de monitoramento de resíduos em produtos de origem animal

Com o intuito de monitorar os níveis máximos de resíduos e contaminantes permitidos em carnes (bovina, suína, equina, caprina, ovina e de avestruz), leite, pescado, mel e ovos em 2013, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou o escopo do subprograma de monitoramento referente ao Plano Nacional de Controle de Resíduos Biológicos em Produtos de Origem Animal (PNCRB). O anúncio foi feito por meio da Instrução Normativa nº 17, publicada sexta-feira (31/05), no Diário Oficial da União (DOU).

Atualização - O subprograma é atualizado anualmente pela Coordenação de Resíduos e Contaminantes (CRC). O objetivo principal é promover a garantia de qualidade do sistema de produção de alimentos de origem animal ao longo das cadeias produtivas, levando se em consideração a efetividade dos autocontroles instituídos por todos os entes responsáveis pela segurança do alimento.

Finalidade - De acordo com o coordenador de Resíduos e Contaminantes do Mapa, Leandro Feijó, a publicação da normativa oficializa a finalidade do PNCRB, que é de obter informações sobre a frequência, níveis e distribuição dos resíduos de produtos de uso veterinário e contaminantes nas espécies monitoradas em todo o país. Neste ano, pelo menos 290 tipos diferentes de resíduos serão examinados, o que representa um aumento de mais de 40% sobre os 207 tipos no ano passado. Destaque para a ampliação das análises em avestruz, ovos, leite e bovinos.

Exames - Os exames serão realizados nos laboratórios oficiais e credenciados da Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários. A amostragem será aleatória, com sorteio dos estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal e propriedades rurais dos quais serão colhidas as amostras. (Mapa)

EVENTO: Expo Japão terá programação voltada ao produtor rural

A maior festa da comunidade japonesa do norte do Paraná, a Expo Japão 2013, terá novamente uma programação especial voltada ao pequeno e médio agricultor. É o II AgroInovatec, que será realizado de 6 a 8 de junho na Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). O evento trará palestras e debates sobre alternativas de renda e tecnologias inovadoras, diversificação de cultivos e criações e sucessão familiar, cursos de capacitação, fazendinha com 2 mil metros quadrados, exposição de máquinas e lançamentos de produtos.

Novas tecnologias - "O objetivo é mostrar as novas tecnologias para a agricultura, focadas nas pequenas e médias propriedades. Queremos dar mais renda e qualidade de vida ao agricultor", informa o coordenador geral da AgroInovatec, Tumoru Sera. "O norte do Paraná teve uma colonização britânica, com a maioria das propriedades rurais com menos de 100 hectares, com baixa diversificação agrícola. Com isso fica difícil sobreviver."

Médios e pequenos - A programação visa as atividades rurais para pequenos e médios agricultores, sem excluir os grandes e os chacareiros, com foco em temas como campo com renda, qualidade de vida, sucessão familiar, estabilidade econômica, entre outros.  

Minicursos - Os pequenos e médios agricultores da região, interessados em iniciar uma atividade paralela em suas propriedades, poderão participar de minicursos, que ensinarão os caminhos para começar o negócio. Os técnicos vão indicar quatro atividades: piscicultura, cafeicultura adensada mecanizada, bovinocultura intensiva e hortifruti protegida.

Produtos tecnológicos - Outra atração da Expo Japão é o Pavilhão de Produtos Tecnológicos Inovadores, que contará com a participação de empresas que atuam nas principais cadeias produtivas para a diversificação, mecanização e gestão. Haverá exposição de produtos, minipalestras e atendimento direto nos estandes. Os visitantes da Expo Japão poderão acompanhar ainda o lançamento de novidades, como a variedade de mandioca que não precisa cozinhar para fritar, o café resistente ao nematoide, cultivar de feijão superprecoce de 70 dias e máquinas e implementos agrícolas com novas tecnologias.

Inscrições - As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do e-mail agroinovatec.expojapao@gmail.com. Mais informações pelo telefone (43) 3376-2478. (Folha Rural / Folha de Londrina)

CLIMA: Neutralidade climática deve continuar nos próximos meses

No Centro-Sul do Brasil, as precipitações vêm mantendo o mesmo padrão irregular observado nos meses anteriores. Durante o mês de maio, os maiores volumes de precipitação foram observados no Centro e Oeste da região, com as chuvas se concentrando mais na segunda quinzena do mês. No Paraná, as chuvas ficaram um pouco acima da média no Oeste e Norte do estado; nas demais áreas os volumes ficaram abaixo da média mas também apresentaram uma distribuição muito irregular, concentrando os maiores volumes na segunda quinzena do mês. Houve uma recuperação da umidade no solo do Centro-Sul do Brasil em relação ao início do mês. Maio começou com deficiência hídrica no solo na maior parte da região. Com as chuvas dos últimos dias, a umidade no solo voltou aos valores próximos ao normal favorecendo o desenvolvimento das lavouras, principalmente do milho safrinha no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.  Na Região Centro-Oeste, as chuvas ficaram entre a média e ligeiramente abaixo da média na maior parte da região.

Temperaturas - As temperaturas registraram valores próximos à média histórica no Centro-Sul do Brasil. Duas massas de ar frio muito fortes passaram pela região ao longo do mês, uma entre os dias 08 e 10 e a outra no final do mês, que provocaram a formação de geadas em boa parte da Região Sul do Brasil. Nas demais regiões do Brasil, as temperaturas ficaram dentro da média.

Sem mudanças - O mês de maio não apresentou nenhuma mudança significativa no padrão do comportamento das temperaturas das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial. Estas temperaturas das águas superficiais continuam com anomalias próximas à média, mantendo a tendência de neutralidade e seguindo o mesmo padrão dos últimos meses. Estas condições, aliadas a outras variáveis climatológicas, continuam indicando uma situação de neutralidade climática (nem “El Niño” e nem “La Niña”). Os prognósticos dos modelos climáticos globais também indicam a continuidade desta situação de “neutralidade” para os próximos meses.

Tendência - A tendência para o final do outono e inverno é de que as precipitações continuem com este padrão de distribuição muito irregular, intercalando períodos curtos com chuva e períodos maiores (de 20 dias ou mais) com pouca ou nenhuma precipitação, devido à continuidade desta situação de neutralidade climática. Os volumes de chuva podem ficar ligeiramente abaixo da média para a região Centro-Sul do Brasil. Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, nesta época do ano chove muito pouco e em áreas bem isoladas.

Intensidade - Com relação às temperaturas, em anos “neutros” como este, observamos que as massas de ar frias chegam ao Centro-Sul do Brasil com maior intensidade, causando quedas acentuadas de temperaturas e mantendo as temperaturas abaixo da média em toda a região. Nas demais Regiões do Brasil, as temperaturas seguem com os valores dentro da média.  (Luiz Renato Lazinski / Meteorologista Inmet-Mapa)

OPINIÃO: Safra com seguro e armazém

* Giovani Ferreira

O aumento substancial dos recursos destinados à subvenção do seguro rural e uma linha opiniaoespecífica para investimentos em armazenagem estão entre as principais novidades do PAP 2013/14, o Plano Agrícola e Pecuário. São medidas estruturantes, que estabelecem uma relação direta com a competitividade do agronegócio brasileiro. A possibilidade de ampliar a cobertura do seguro e chance de armazenar a sua própria safra conferem ao produtor rural segurança e autonomia para fazer e ampliar suas apostas na próxima temporada. É possível sugerir que a agricultura brasileira começa, aos poucos, correr atrás do prejuízo e se posicionar no competitivo e globalizado mundo do agronegócio. Porque antes das regras que definem o mercado internacional, de custos e preços, de oferta e demanda, são as condições internas à produção que definem a competitividade do setor.

Os armazéns poderão ser financiados via PSI – Programa de Sustentação de Investimentos, com juros de 3,5% a.a. e 15 anos para pagar. O volume de recursos para aplicação exclusiva em armazenagem deve chegar a R$ 5 bilhões. A intenção é reduzir o déficit na relação produção versus armazém, que no Brasil chega perto de 60 milhões de toneladas. O juro menor e a possibilidade de financiar todo o complexo de armazenagem em apenas uma linha de crédito deve, sem dúvida, estimular e incentivar a contratação pelo produtor ou cooperativa. Atualmente, obra civil e equipamentos estão em programas diferentes, com juros maiores e, por consequência, mais burocracia.

O PSI ficou conhecido ao financiar máquinas e equipamentos agrícolas. Nos últimos anos o programa em sido um dos responsáveis pelos desempenhos acima da média na indústria de tratores e colheitadeiras. Se o valor em questão efetivamente for disponibilizado e contratado será possível acomodar mais algumas milhões de toneladas de grãos. Desfrutando de igualdade de condições, na próxima temporada os silos devem vender tanto quantos os tratores, até então as estrelas do PSI.

Outra estratégia do PAP 2013/14 está na ampliação dos recursos de apoio ao seguro rural. Dos R$ 318 milhões liberados à subvenção ao prêmio pago pelo produtor em 2012, neste ano a cifra deve, seguramente, se aproximar dos R$ 400 milhões. O novo programa de subvenção teve início em 2006. Desde então, as lavouras com proteção e subvenção pelo menos triplicaram e hoje atingem perto de 5 milhões de hectares, algo em torno de 10% da área cultivada. A contemplar todas as modalidades de seguro, do privado ao Proagro, calcula-se que 20% da área agrícola brasileira desfrutem de algum tipo de cobertura.

Ainda assim, para um país que cultiva perto de 60 milhões de hectares, o território coberto é muito pequeno, a considerar porcen­tuais praticados nos Estados Unidos e Argentina, por exemplo, que chegam a 90% da área. Dados organizados pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep) mostram que quando o assunto é subvenção ao prêmio, o agricultor paranaense lidera o ranking de contratação, seguido pelos produtores do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, com 1,75 milhão, 1,11 milhão e 680 mil hectares, respectivamente. As três unidades da Federação representam quase 3,5 milhões dos 5,2 milhões de hectares seguradas em 2012.

Estaria em estudo no governo o anúncio de um plano trienal ao seguro rural, com pagamento de subvenção na ordem de R$ 800 milhões. O valor, que pode ser anunciado com o Plano Safra 2013/14, seria suficiente para ao menos dobrar a extensão protegida com subvenção para, em três anos, dobrar a área coberta com o benefício da subvenção.

O programa de Assistência técnica e Extensão Rural (Ater) será outra grande novidade no anúncio do PAP. O governo vai criar mecanismos que permitam aos pequenos e médios produtores acesso à informação e novas tecnologias. Em paralelo, são grandes as chances de o Plano Safra anunciar uma redução na taxa de juros ao Pronamp – Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, de 5% para 4,5% a.a. A taxa básica do juros controlados para o tomador normal, no entanto, permaneceria inalterada, em 5,5%.

A expectativa maior, porém, está no volume total de recursos para fazer frente a esses e tantos outros programas. O valor em 2013/14 deve chegar a R$ 150 bilhões, um aumento acima de 10% em relação ao ciclo 2012/13, que foi de R$ 133,2 bilhões. Ou 20% sobre os R$ 123,2 bilhões de 2011/12. O Plano Safra deve ser anunciado nesta terça-feira (04/06), em Brasília, no Palácio do Planalto.

*Giovani Ferreira é jornalista e um dos colunistas do Jornal Gazeta do Povo

 


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