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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3108 | 06 de Junho de 2013

INTERCOOPERAÇÃO: Governador inaugura Abatedouro da Unitá

O governador Beto Richa inaugurou nesta quinta-feira (06/06), em Ubitarã, no Centro-Oeste do Paraná, o Frigorífico e Abatedouro de Frango Unitá, que vai criar cerca de 15 mil empregos na região. Implantado pelas cooperativas Copacol, Coagru e Copeflora, com investimento de R$ 135 milhões, dos quais R$ 41,4 milhões financiados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o empreendimento tem incentivos do programa Paraná Competitivo, do governo estadual.

Interior - “Hoje, o interior é responsável por quase 70% de todos os empregos criados no Estado e a abertura desse frigorífico confirma o propósito do nosso governo de apoiar a instalação de novas empresas em todas as regiões do Paraná”, disse o governador, na solenidade, com a presença do prefeito de Ubiratã, Haroldo Fernandes Duarte, e do presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski.

Paraná Competitivo - Richa ressaltou que o programa Paraná Competitivo já atraiu mais de R$ 20 bilhões para o Estado, com a geração de 136 mil empregos. “Nossa política é estimular investimentos para que as oportunidades de emprego e renda alcancem a população de todo o Estado”, afirmou Richa.

Emprego - O emprego industrial, que cresce há 18 meses consecutivos no Paraná, tem cerca de 90% das novas vagas no Interior. Pesquisas do Ministério do Trabalho e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram, ainda, que as regiões fora da área de abrangência da capital paranaense somaram quase 70% das 280 mil novas vagas criadas no Estado de 2011 a abril de 2013.

Unitá – O Frigorífico e Abatedouro de Frango Unitá entra em operação na próxima segunda-feira, já com 800 trabalhadores selecionados. O número de empregos diretos chegará a 3.800 com a conclusão das próximas etapas do empreendimento. No total, somando os empregos indiretos, serão criados 14.800 postos de trabalho na região.

Cooperativas - “As cooperativas que criaram este empreendimento são conceituadas e respeitadas em todo o Brasil e orgulham os paranaenses”, disse o governador Beto Richa. Ele enfatizou que o Paraná é o maior produtor de frangos do Brasil e o que o setor cooperativista do Estado tem participação fundamental nesse desempenho. O governador entregou ao presidente da Copacol e Unitá, Valter Pitol, a licença de operação concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ao abatedouro.

Avanços econômicos e sociais - O prefeito de Ubiratã, Aroldo Fernandes Duarte, ressaltou a importância do novo empreendimento para alavancar avanços econômicos e sociais. “Um investimento grande que gera muito empregos para nosso povo é, sem dúvida, uma prioridade do nosso município”, avaliou Duarte.

Capacidade - Com aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, o frigorífico terá capacidade inicial de abate de 80 mil aves/dia, até chegar à sua capacidade máxima, que é de 180 mil aves/dia, em 2014. O faturamento deve chegar a R$ 230 milhões.

Associados - De acordo com o presidente da Copacol e Unitá, Valter Pitol, as cooperativas que criaram o empreendimento possuem sete mil produtores associados e a grande vantagem, de acordo com os dirigentes, é que os próprios associados serão os fornecedores dos insumos para a ração produzida.

Exemplo - “Essa nova unidade industrial é um exemplo para o cooperativismo brasileiro em geração de renda e oportunidades para os produtores. Um grande complexo, que gera empregos e riquezas para a região com o pagamento de impostos”, disse Pitol.

Outros investimentos - Ele citou ainda outros investimentos na avicultura que serão realizados pela Copacol, como uma nova fábrica de rações em Jesuítas e um novo incubatório na cidade de Goioerê. Pitol avaliou ainda a participação do governo com o financiamento do BRDE. “Os recursos do banco foram fundamentais para que o abatedouro se concretizasse. O BRDE é um grande parceiro do cooperativismo paranaense”, afirmou.

Segurança - Segundo o presidente da Coagru, Áureo Zamprônio, a avicultura vai garantir segurança a mais aos produtores integrados das cooperativas. “A diversificação é fundamental para garantir renda e o crescimento dos associados e da cooperativa”, afirmou.

Diversificação - O avicultor Pedro Paulo da Silva, 53 anos, é um dos cooperados da Copacol que enviará sua produção para o novo abatedouro. Morador de Nova Aurora, Pedro da Silva afirma que o cooperativismo garante mais segurança para os produtores. “É uma forma de diversificar a produção com segurança e garantia de retorno financeiro. Estamos otimistas com essa oportunidade”, disse o avicultor, que tem um abate bimestral de 19 mil aves.

Presenças - Participaram da inauguração do Frigorífico Unitá o deputado federal Rubens Bueno e os deputados estaduais Alexandre Curi, Leonaldo Paranhos, Nereu Moura e Douglas Fabrício. (Agência de Notícias do Paraná)

TRF/PR: Promulgada PEC que cria quatro Tribunais Regionais Federais

O Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (06/05) a Proposta de Emenda à Constituição 544/02, do Senado, que cria mais quatro tribunais regionais federais (TRFs) por meio do desmembramento dos cinco já existentes. A criação dos novos tribunais é feita por meio de mudança no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Esta é a 73ª emenda à Constituição.

De acordo com o texto, os novos TRFs terão sede nas capitais dos estados do Paraná, de Minas Gerais, da Bahia e do Amazonas. Defendidos por juízes e procuradores, os novos tribunais terão o objetivo de desafogar a Justiça Federal, principalmente o TRF da 1ª Região, antes responsável por 13 estados e pelo Distrito Federal.

Seis estados antes vinculados a esse tribunal - Minas Gerais, Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima - passarão a fazer parte de outras três regiões. Juntos, esses seis estados respondem por quase 50% dos processos distribuídos.

Com a emenda constitucional, Minas Gerais terá um tribunal somente para o estado (7ª Região), assim como acontecerá com São Paulo (3ª Região) após a transferência do Mato Grosso do Sul para o TRF da 6ª Região, o qual também terá Paraná e Santa Catarina, ambos migrados da 4ª Região.

Sergipe sairá da 5ª Região e se juntará à Bahia no TRF da 8ª Região. O 9º tribunal abrangerá Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Com essas mudanças, o TRF da 4ª Região atenderá apenas as causas do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro e Espírito Santo continuam na 2ª Região

Polêmica - Como presidente interino do Congresso, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), disse que a emenda é uma conquista da população brasileira em termos de acesso mais facilitado à Justiça Federal. “O que está em jogo aqui é a prestação de um melhor serviço ao cidadão que demanda a justiça federal todos os dias”, afirmou Vargas, agradecendo o esforço de todos os segmentos da sociedade que defenderam a criação dos novos tribunais.

Em relação a posicionamentos contrários à criação de novos tribunais, Vargas disse que houve tempo suficiente para que pudessem apresentar seus argumentos. “Mesmo 12 anos depois de a PEC ter sido apresentada, ainda há quem diga que não houve tempo suficiente para debatê-la”, completou.

Uma das críticas era que a proposta seria inconstitucional por vício de origem. A PEC foi proposta pelo senador Arlindo Porto (PTB-MG). Um dos entendimentos é que a iniciativa desse tipo de proposta deveria vir do próprio poder Judiciário.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, que viajou nesta quarta-feira (/06) a Portugal, ainda não havia convocado a sessão para promulgar a emenda sob a alegação de que era preciso mais tempo para tirar todas as dúvidas sobre a possível inconstitucionalidade da matéria. Renan também alertava para um erro na tramitação da PEC, por conta de uma alteração feita no texto durante a votação na Câmara.(Agência Câmara)

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, é favorável a promulgação e considera que a criação dos tribunais foi amplamente debatida publicamente. "Eu acho que é dever do Congresso promulgar. Se a Casa aprovou, em dois turnos, no Senado, sendo aprovada, inclusive, na Comissão de Justiça, que examina a questão da admissibilidade, constitucionalidade - seguindo todo esse trâmite legal, regimental, jurídico". (Agência Câmara)

INFRAESTRUTURA: Dilma sanciona Lei dos Portos com 13 vetos

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a nova Lei dos Portos, com dez vetos ao texto aprovado pelo Congresso Nacional em maio. Os vetos englobam 13 pontos, e os principais referem-se a dispositivos que tratavam da renovação e prorrogação de concessões de portos e da garantia de concorrência que o novo marco regulatório quer implementar. O texto sancionado foi publicado desta quarta-feira (05/05), em edição extra do Diário Oficial da União.

"Os vetos foram feitos para garantir o objetivo principal da lei, que é garantir a abertura e a competitividade do setor e afastar qualquer insegurança jurídica”, justificou a ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil.

Entre os vetos estão trechos do Artigo 57 da lei, que tratava da prorrogação de contratos firmados a partir de 1993. Dilma vetou o dispositivo que permitia a prorrogação desses contratos desde que o arrendatário promovesse os investimentos para expansão e modernização dos portos.

Na justificativa do veto, a presidenta argumentou que o texto “extrapola os termos dos contratos de arrendamento vigentes” e tenta estabelecer “salvaguardas contra a ampliação do setor” para os terminais que já estão em funcionamento, inviabilizando o aumento da concorrência no setor.

Também foi vetado o Parágrafo 1º do Artigo 5º, que também tratava da prorrogação dos contratos de concessão e arrendamento vigentes. O Congresso retirou do texto a expressão “a critério do Poder Concedente”, o que, na prática, criaria um mecanismo de prorrogação automática. “Tal modificação retira do Poder Executivo a prerrogativa de avaliar a conveniência e a oportunidade de cada prorrogação, prejudicando sua capacidade de planejamento e gestão do setor portuário e violando o princípio constitucional da separação dos poderes."

Outro veto retira da lei o conceito de“terminal indústria”, para dar fim à distinção entre carga própria e de terceiros. Na avaliação do governo, a restrição da utilização de um terminal apenas para carga própria reduziria a competitividade e poderia travar o setor.

A presidenta também vetou o trecho que dava exclusividade da segurança dos portos à Guarda Portuária e um artigo relativo ao cadastro de mão obra avulsa para trabalho nos portos, porque não deixava claro o alcance do novo cadastro e dava margem à conflito com as funções do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Segundo Gleisi Hoffmann, o governo está trabalhando na regulamentação da nova lei, que deverá sair em 15 dias. A regulamentação de trechos relativos aos trabalhadores será discutida separadamente, com a participação dos representantes do setor e de representantes da Previdência e do Trabalho.

Com a sanção, o governo espera publicar os estudos para as primeiras concessões de arrendamento de portos no começo de julho. No primeiro bloco estarão 52 terminais do Porto de Santos e da Companhia Docas do Pará. Já o primeiro lote de autorizações para novos portos deverá sair em outubro. (Agência Brasil)

 

LEI DO MOTORISTA: Relator da Comissão Especial apresenta sugestões de alteração à lei

lei do motorista06 06 2013A Comissão Especial destinada a debater modificações à Lei do Motorista (Lei 12.619/2012),  se reuniu terça-feira (04/06) para avaliar a minuta de parecer apresentada pelo relator e representante do Ramo Agropecuário da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Valdir Colatto (SC). Na oportunidade, o parlamentar ressaltou que foram realizadas 8 audiências públicas na Comissão, com o intuito de ouvir os diversos segmentos e instituições interessadas no tema. O Sistema OCB participou dos debates, defendendo que a Lei representa um importante avanço para a regulamentação do setor, devendo ser, contudo, aperfeiçoada para garantir a sua aplicabilidade.

Pleitos - Assim, dentre os pleitos apresentados por representantes do cooperativismo, destacaram-se: 1) autonomia sobre o controle da jornada de trabalho para os transportadores autônomos de carga; 2) flexibilização dos descansos obrigatórios; 3) construção melhoria dos locais de parada e 4) isonomia de tratamento entre transportadores brasileiros e estrangeiros.

Sugestões - O presidente do Colegiado, deputado Nelson Marquezelli (SP), informou que a minuta apresentada está aberta às sugestões até a próxima quarta-feira (12/06). Após a avaliação das emendas pelo relator, a matéria será pautada no dia 18/6. (Blog OCB no Congresso)

 

TRIBUTOS: Comissão aprova MP da cesta básica e da redução de energia

tributos 06 06 2013O governo mobilizou alguns dos seus principais representantes da articulação política no Congresso Nacional e conseguiu fazer com que a comissão mista que analisa a medida provisória (MP) 609 aprovasse, por unanimidade, na tarde desta quarta-feira (05/06), o relatório do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). O texto segue agora para plenário da Câmara e depois ao Senado.

Texto - O texto aprovado amplia o alcance da MP, para zerar a cobrança de PIS/Pasep e Cofins de produtos da cesta básica. Além disso, resgata o teor da MP 605, que propicia a redução do preço da tarifa de energia. Ela foi aprovada na Câmara há duas semanas, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se negou a colocá-la em votação na Casa por ela ter chegado pouco tempo antes de perder validade. Por isso o governo montou uma operação para que seu teor fosse incluído em outra MP.

Comissão mista - Para conseguir aprovar a MP, o governo deslocou para a sessão da comissão mista o líder do governo no Congresso, José Pimentel (PT-CE) e o vice-líder, deputado Odair Cunha (PT-MG); o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM); o líder do PT no Senado, Welington Dias (PI); e os líderes do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e do PSD, Guilherme Sciarra (PR), na Câmara dos Deputados. À exceção de Pimentel, ontem nenhum deles estava presente e com isso a oposição conseguiu obstruir a sessão.

Articulação - Hoje, porém, eles articularam para que a sessão caminhasse com velocidade. Contaram com o apoio da oposição que, ao contrário desta quarta-feira (05/06), não apresentou requerimentos para obstruir a sessão. Os que haviam, de autoria do deputado Efraim Filho (DEM-PB), foram retirados por ele durante a sessão.

Tramitação - A oposição avaliou que prejudicar a tramitação de uma proposta que atinge beneficamente grande parte da população poderia ser prejudicial. Apostou, então, em um mandado de segurança impetrado ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) em que contesta a manobra do governo de incluir o teor da MP que reduz as tarifas de energia elétrica na MP que desonera a cesta básica. "Diante do mérito da MP, que trata de desoneração e de matérias com apelo popular, o DEM decidiu eleger a via judicial para esse debate, que é a via técnica. Não faremos o debate aqui na via política, onde o debate político poderia distorcer as ideias", disse Efraim.

Desonerações - Além da desoneração dos produtos da cesta básica já previstos na MP original, a comissão incluiu outros: pão de forma, frango industrializado, erva-mate, mortadelas e linguiças, açúcar cristal, biscoitos de consumo popular, molho de tomate, polvilho, vinagre, rações, suplementos alimentares, escovas de dente, fraldas descartáveis, absorventes, suco de frutas, gás de cozinha e sal. O relator também desonerou empresas que fazem industrialização de carnes por conta e ordem de terceiros. (Valor Econômico)

 

SICREDI CAMPOS GERAIS I: Projeto será desenvolvido com o Sesi Ponta Grossa

sicredi campos gerais I 06 06 2013 (2)Na noite da última segunda-feira (03/06), a Sicredi Campos Gerais e o Sesi Ponta Grossa promoveram um evento de lançamento da parceria entre as duas instituições. Esta parceria visa desenvolver programas de responsabilidade social e cooperativismo e a partir de agora, o colégio irá participar do “A União Faz a Vida”, um programa de responsabilidade social do Sicredi. O evento contou com a presença de professores e diretores do Colégio Sesi Ponta Grossa, e também de associados, colaboradores e da diretoria do Sicredi.

Troca de informações - Durante o evento, houve uma troca de informações sobre o Sicredi – seus diferenciais, produtos, serviços e o programa A União Faz a Vida – e sobre a metodologia do Colégio Sesi, fundamentada no conceito de educação participativa. “A metodologia do Sesi e do Programa A União Faz a Vida se complementam. Esta parceria vem também para multiplicar ações de cooperativismo e cidadania no município”, destacou o  presidente da Sicredi Campos Gerais, Lauro Osmar Schneider.

Oficinas - E, dando início ao projeto, nos dias 11 e 25 de junho os professores do Colégio Sesi  Ponta Grossa participarão das oficinas de formação na metodologia do Programa A União Faz a Vida.

O programa - O Programa A União Faz a Vida foi criado pelo Sicredi com o objetivo de construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescente. Um dos princípios da metodologia do programa é permitir que a prática educativa proponha ao aluno experiências que lhe tornem capaz de discernir interesses e necessidades e de reconhecer sua capacidade e habilidade de realizar determinadas tarefas, bem como escolher o que é bom para si e para o coletivo. Na região dos Campos Gerais, o programa é desenvolvido em Palmeira desde dezembro de 2010. Em todo o país, o programa conta com mais de 158 mil crianças e adolescentes, 18 mil educadores, 1.048 escolas e 155 municípios. (Imprensa Sicredi Campos Gerais)

 

SICREDI CAMPOS GERAIS II: Convênio é firmado com o Sindicato da Indústria do Mobiliário e Marcenaria

sicredi campos gerais II 06 06 2013Foi assinado na noite de terça-feira (04/06), um convênio entre a Sicredi Campos Gerais e o Sindicato da Indústria do Mobiliário e Marcenaria do Estado do Paraná (Simov). O evento aconteceu em Curitiba e contou com a presença da diretoria da cooperativa e de empresários membros do sindicado. Durante a reunião que marcou esta parceria, o superintendente da Sicredi Campos Gerais, Marcio Zwierewicz, apresentou o sistema Sicredi e a cooperativa aos associados do Simov. “Temos todos os produtos e serviços financeiros com a diferença de sermos uma cooperativa de crédito, onde o associado participa dos resultados”, explicou ele.

Atendimento diferenciado - Esta parceria entre Sicredi e Simov tem por finalidade operacionalizar um atendimento diferenciado e disponibilizar todos os produtos e serviços da cooperativa para o sindicado e seus respectivos associados. “Este é mais um benefício que o sindicato estende aos seus associados. Como associado do Sicredi, eu garanto que na cooperativa encontramos negociações vantajosas para nossas empresas”, destacou o presidente do sindicato, Luiz Fernando Tedeschi.

Importância - O presidente da Sicredi Campos Gerais, Lauro Osmar Schneider, também falou da importância da parceria. “A nossa cooperativa está perto de completar 25 anos e faz parte de um sistema sólido, com mais de 110 anos de existência. Temos todos os produtos e serviços de um banco, mas, além disso, temos um atendimento diferenciado e uma administração transparente, voltada para o desenvolvimento de nossos associados e de nossa comunidade”. (Imprensa Sicredi Campos Gerais)

 

SICREDI FRONTEIRA: Unidade de Salgado Filho comemora nove anos

Para comemorar o 9º aniversário da unidade Sicredi de Salgado Filho, a cooperativa Sicredi Fronteira promoveu uma série de atividades no município nos dias 04 e 05 de junho. Dentre as ações realizadas estiveram a instalação de cama elástica para as crianças, carrinho de pipoca, bolo e café da manhã para os associados, além de ações promocionais como o dia do consórcio e feirão do crédito Sicredi. Selésio Guetner, gerente da unidade de Salgado filho destacou que além de comemorar o aniversário a ação tem por objetivo apresentar aos associados os produtos e serviços disponibilizados pela cooperativa, visando realizar seus sonhos e anseios “Estreitar o relacionamento com nossos associados, e oportunizar aos mesmos realizar seus sonhos através do crédito ou do consórcio, é um dos grandes objetivos deste evento”, destacou.

Brindes – Durante os dois dias do evento todos os negócios relacionados a crédito e consórcios dão direito aos associados receberem brindes especiais, como cadeiras de praia, garrafas térmicas e outros. José César Wunsch, Presidente da Cooperativa parabenizou os mil e trezentos associados de Salgado Filho pela importante data, “Comemorar os 09 anos da unidade de Salgado Filho, é reconhecer o empenho e dedicação de nossos associados em contribuir com o desenvolvimento de sua cooperativa e da região onde estamos instalados”.

Inclusão – Como forma de comemorar com toda a comunidade essa importante data a unidade recebeu visita de alunos da escola municipal Jaci Maria Lopes, além da visita especial das crianças da escola de educação especial Renascer (Apae de Salgado Filho). (Imprensa Sicredi Fronteira)

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COPACOL: Começa a colheita do milho safrinha na região da cooperativa

copacol 06 06 2013Com aproximadamente 110 mil hectares plantados de milho segunda safra os cooperados da Copacol começaram na última segunda-feira (03/06) a colheita do cereal. A expectativa é de que sejam colhidos nesta safra mais sete milhões de sacas do grão, o que se confirmar será um recorde na produção da cultura de inverno na região da cooperativa, sediada no oeste do Paraná.

Universo - O início da colheita foi registrado na região da unidade de Universo, local onde a cultura está mais adiantada, principalmente aquelas que foram semeadas ainda no mês de janeiro, o que permite a antecipação da colheita se comparado aos anos anteriores, quando a colheita foi iniciada no mês de julho.

Recebimento - A cooperativa está com a sua estrutura de recebimento preparada para receber o milho dos cooperados e assim suportar todo o fluxo de produção. De acordo com o engenheiro agrônomo da Copacol, Fernando Fávero, o clima chuvoso registrado nesta safra contribuiu com a boa produção principalmente nas lavouras plantadas mais cedo, como final de janeiro e início de fevereiro, por exemplo.

Mais tarde - Segundo Fávero, já as semeadas mais tardes apresentaram doenças foliares, mas mesmo assim estão em boas condições e prometem uma boa produtividade. "Neste momento que se inicia a colheita recomendamos ao produtor para que façam uma boa regulagem das máquinas e fiquem atento quanto a umidade do grão, uma vez que para uma boa rentabilidade é preciso que o mesmo seja colhido no momento ideal", aconselha o agrônomo. (Imprensa Copacol)

 

GREENING: Governo do Estado promove eventos em Paranavaí e Londrina com produtores

A Adapar – Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, o Iapar – Instituto Agronômico do Paraná e o Instituto Emater, vinculadas à Seab – Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, estarão promovendo nos dias 14 e 20 de junho, respectivamente em Paranavaí e Londrina, eventos técnicos reunindo produtores de laranja e especialistas ligados à área. O objetivo é conscientizar os citricultores sobre a necessidade urgente de desenvolverem um trabalho conjunto com maior eficácia visando a prevenção do greening, uma doença que afeta a cultura.

Apoio - A iniciativa liderada pela Adapar conta com o apoio com apoio das cooperativas Cocamar, Cocari e Integrada, da empresa Citri, do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e do Sistema Faep/Senar. No dia 14 de junho (sexta-feira), em Paranavaí, o evento será às 9h, no Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa. No dia 20 (quinta-feira), em Londrina, no mesmo horário, no Parque Internacional de Exposições Governador Ney Braga.  Segundo os organizadores, a expectativa é que mais de 800 convidados, entre produtores e técnicos, participem.

Unir - Segundo o fiscal da Adapar, engenheiro agrônomo José Croce Filho, que coordena o Programa Estadual de Sanidade da Citricultura, o sistemático trabalho preventivo realizado em conjunto pelos produtores é a única forma de reduzir a ação do psilídeo, inseto vetor que dissemina a doença, inoculando uma bactéria. “Quando todos fazem a pulverização ao mesmo tempo, de uma forma bem organizada, as chances de controlar o inseto são maiores”, acrescenta Croce. Os eventos vão enfatizar a importância da necessidade de erradicação de plantas em pomares infectados e que contribuem para a propagação da doença.

Preocupante - O greening já está presente em pelo menos 2% dos pomares da região noroeste do Paraná, segundo avaliação da Cocamar, que estima em 4% a intensidade da doença nos pomares citrícolas no norte do Estado. Produtores tradicionais estão alarmados com a propagação do greening, caso de João Pasquali, de Alto Paraná. Com área de 120 alqueires de citros, Pasquali diz ser um produtor bastante cuidadoso, mas não tem conseguido evitar o aumento do número de árvores infectadas em sua propriedade. “Se a gente não se unir, a citricultura pode ficar comprometida em poucos anos”, afirma.

São Paulo - No Estado de São Paulo, maior produtor mundial de suco de laranja, o Fundecitrus calcula em aproximadamente 6% o índice de pomares doentes, apontando para uma realidade preocupante e defendendo que prevenindo a doença de maneira integrada é possível obter melhores resultados.

Mobilização - Croce ressalta a importância dos eventos e diz que as autoridades dos municípios produtores de laranja precisam mobilizar-se, adotando medidas que venham a impedir o comércio ambulante de mudas cítricas e eliminação de plantas de murta. “Todos devemos colaborar para que consigamos atingir os objetivos de alcançar maior eficácia com a prevenção”, completa. (Imprensa Cocamar)

PLANO SAFRA I: Governo anuncia R$ 21 bilhões para os agricultores familiares

plano safra I 06 06 2013Os produtores da agricultura familiar terão R$ 21 bilhões para financiar a próxima safra. O valor, anunciado nesta quinta-feira (06/06) pelo governo com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, ao todo serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor. As medidas foram anunciadas em Brasília pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O gerente técnico e econômico do Sistema Ocepar, Flávio Turra, participou da solenidade.

Dez anos - O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos do Plano para a agricultura familiar. Nesse período, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Anater - Durante o lançamento do Plano Safra para a agricultura familiar, o governo federal anunciou a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A parceria da agência com a Embrapa vai ampliar o número de famílias produtoras atendidas e qualificar a assistência técnica. “A ideia é fazer algo que nunca aconteceu no Brasil: aproximar a pesquisa  agropecuária à extensão rural”, ressaltou Vargas.

Novidades do Pronaf - No Plano Safra 2013/2014, o Pronaf inova mais uma vez e chega aos agricultores com condições ainda melhores. A primeira mudança é na ampliação do limite para o enquadramento no programa. As famílias com renda de até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito e, assim, investir na produção.

Custeio - Para o custeio, os limites de financiamento passaram de R$ 80 mil para R$ 100 mil, com taxa de juro menor que a praticada na safra passada: 3,5%. Vale lembrar que o Plano Safra 2012/2013 negativou os juros, ou seja, todas as taxas estavam abaixo da inflação (4%).

Investimento - Para a linha de investimento, o limite também mudou. A partir de julho deste ano, os agricultores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para as atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, como a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, o valor para o investimento mais que duplica: passa a ser de R$ 300 mil. Para os investimentos feitos em grupo, o valor chega a R$ 750 mil.

Seguros - Além de facilitar o acesso ao crédito, o governo federal também aperfeiçoou as ferramentas que dão segurança aos produtores rurais. Para a próxima safra o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) vai receber R$ 400 milhões. O mecanismo de prevenção é disponibilizado aos agricultores que contratam financiamentos de custeio e investimento agrícola do Pronaf. A adesão é automática e permite a cobertura da parcela do financiamento.

Garantia safra - Outra ferramenta para a garantia de renda dos agricultores familiares é o Garantia-Safra - ação voltada para a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), majoritariamente semiárida. Para a safra 2013/ 2014 o número de cotas para o programa será ampliado para 1,2 milhão de famílias. Em caso de perdas de pelo menos 50% da produção, essas famílias poderão receber o benefício, que nesta safra recebeu o montante de mais de R$ 980 milhões.

PAA - O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também tem inovações. Para a próxima safra, o governo ampliou o limite de aquisição anual por família, que saltou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. Para aquelas ligadas às cooperativas, passou de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil, anualmente. Quando os projetos de venda forem formados por ao menos 50% dos cooperados com perfil de pobreza e quando os produtos forem exclusivamente orgânico, agroecológicos ou da sóciobiodiversidade, o limite de venda por família passa a ser de R$ 8 mil. Na última safra, o governo federal criou a modalidade Compra Institucional, que se juntou às outras modalidades já praticadas, que são: Formação de Estoque, Compra Direta, Compra Direta com Doação Simultânea e Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite.

Pnae - Para que a escola tenha uma merenda mais saudável, o governo federal reservou R$ 1 bilhão para a compra de produtos da agricultura familiar. Por meio da aquisição de, no mínimo, 30% dos recursos destinados à alimentação, repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os municípios brasileiros estimulam a agricultura familiar a produzir cada vez mais.

Garantia de preços - Outra medida importante do governo federal para a agricultura familiar é a garantia de preços. O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) assegura desconto no pagamento do financiamento às famílias agricultoras que acessam o Pronaf Custeio ou o Pronaf Investimento, em caso de baixa de preços no mercado. Para esta ferramenta estão disponíveis R$ 33 milhões.

Valor maior - Na safra 2013/2014, o Programa poderá garantir um valor maior para determinados produtos definidos pelo governo federal para assegurar maior renda e estímulo à ampliação da produção de produtos estratégicos para o abastecimento do mercado interno. A medida estimula a produção da agricultura familiar, ampliando a oferta de alimentos com estabilidade de preços para o consumidor. O governo federal vai ampliar ainda a proteção de preço de mais de 50 culturas entre elas o arroz longo fino em casca, o cará e o feijão. (Com informações e foto do MDA)

 

PLANO SAFRA II: Antonio Andrade esclarece dúvidas sobre o PAP 2013/14

O ministro da Agricultura, Antonio Andrade, ressaltou a importância de que todos os produtores agrícolas sejam beneficiados pelo Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14, lançado nesta terça-feira (05/06). Em entrevista concedida ao programa Bom Dia Ministro, o ministro disse ainda ter certeza que esse plano beneficiará muito as regiões produtoras com juros mantidos ou menores do que foram subsidiados no ano passado, para que a produção ultrapasse 190 milhões de toneladas.

Total de recursos - O total de recursos liberados para a próxima safra é de R$ 136 bilhões, sendo R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para os programas de investimento. Em relação ao crédito disponibilizado na temporada que termina no dia 30 de junho deste ano, a alta é de 18%.

Juros - Dos R$ 136 bilhões previstos para a nova safra, R$ 115,6 bilhões serão com taxas de juros controladas, crescimento de 23% sobre os R$ 93,9 bilhões previstos na temporada 2012/13. A taxa de juros anual média é de 5,5%, sendo que serão menores em modalidades específicas: de 3,5% para programas voltados à aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem; de 4,5% ao médio produtor rural; e de 5% para práticas sustentáveis.

Para conferir a entrevista do ministro Antonio Andrade ao Bom Dia Ministro, clique aqui.

GRÃOS: Porto de Paranaguá registra maior movimento da história

paranagua 06 06 2013O Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebeu, até o mês de maio, 155.672 caminhões carregados com grãos. O volume é o maior registrado na história do porto e, apesar do fluxo intenso, não se formaram filas de caminhões no acesso ao Pátio. O governador do Paraná, Beto Richa, explica que o aprimoramento das regras do sistema de recebimento de caminhões e a ampliação do diálogo entre todos os atores do sistema permitiram que as filas fossem eliminadas.

Sem filas -  “São quase dois anos sem registrar qualquer episódio de filas. Aprimoramos as regras, fizemos um amplo programa de comunicação para divulgá-las e intensificamos a fiscalização para vencer este problema que tanto atrapalhava o desempenho dos portos paranaenses”, explica o governador. “Nosso sistema é eficiente e tem inspirado inclusive outros portos a nos visitar e estudar a nossa solução logística”, completa Richa.

Pátio de Triagem - Considerando a movimentação apenas do mês de maio, chegaram ao Pátio de Triagem de Paranaguá 41.250 caminhões, 18% a mais do que foi registrado em maio de 2012.

Exportações – O Porto de Paranaguá exportou, até maio, 9 milhões de toneladas de grãos, entre soja, farelo de soja, milho e açúcar. O volume é 12% superior ao movimentado no mesmo período de 2012. Com a melhora das condições climáticas, as exportações de granéis estão crescendo gradativamente. Em maio foram, em média, apenas seis dias de paralisações causadas por chuvas. Em abril, foram cerca de quatro dias. No primeiro trimestre, foram 30 dias de paralisações causadas pelo clima.

Chuvas intensas - “Os meses de fevereiro e março foram bastante difíceis por conta das chuvas intensas. Mas houve recuperação em abril e maio. Acreditamos que, mais uma vez, o Porto de Paranaguá irá encerrar o ano com um novo recorde de exportação de granéis”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Carga Online – Em maio, o Carga Online – sistema que ordena o recebimento de carga a granel no Porto de Paranaguá – recebeu mais uma funcionalidade, aprimorando o sistema que acabou com a fila de caminhões nas estradas. A partir de agora, os caminhoneiros podem consultar, via SMS ou pelo site, se a carga que irão transportar já está cadastrada no sistema eletrônico da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.  

Agronegócio - “A orientação do governador Beto Richa é de atender o agronegócio paranaense e respeitar o caminhoneiro, que faz este negócio girar. Com o melhoramento constante do sistema Carga Online estamos garantindo agilidade no escoamento da safra e permitindo que o caminhoneiro seja respeitado, sem ter que amargar horas nas filas ao longo das estradas”, explica o superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino.

Sistema Online - O Carga Online é um sistema eletrônico de agendamento de cargas que só permite o envio de caminhões ao Porto de Paranaguá mediante espaço em armazém para receber os produtos e navio nomeado para receber a mercadoria. Este agendamento, intensificado desde o ano passado com a Operação Safra, acabou com a fila de caminhões que se formava no acesso ao Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. Desde agosto de 2011 não são registradas filas de caminhões em Paranaguá. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE: Governo investe R$ 30 milhões em modernização do licenciamento ambiental

meio ambiente 06 06 2013O governador Beto Richa formalizou quarta-feira (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, o programa de modernização do licenciamento, outorga, fiscalização e monitoramento ambiental no Paraná. O programa será desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial. Serão investidos R$ 30 milhões em equipamentos e instalação de um sistema informatizado para tornar os processos de licenciamento menos burocráticos, mais ágeis e transparentes, com maior qualidade técnica e jurídica. "Isso dará mais segurança para os empresários e indústrias que tenham interesse em investir no Paraná, ao mesmo tempo em que se preserva a qualidade ambiental dos recursos naturais", afirmou Richa.

Termo de compromisso - O governador assinou termo de compromisso com o Banco Mundial, formalizando a implantação do projeto. A modernização do licenciamento ambiental é uma das 31 medidas estratégicas que compõem a “Agenda Verde do Paraná”, formada por ações, programas e projetos voltados para o desenvolvimento sustentável do Paraná e que serão desenvolvidas durante todo o ano. As iniciativas, que serão implantadas até o próximo ano, foram apresentadas pelo governador na mesma solenidade em que ele anunciou novos equipamentos e investimentos de R$ 53 milhões para modernizar o sistema de monitoramento, prevenção e alerta de desastres naturais no Paraná.

Melhoria dos serviços - O Instituto Ambiental do Paraná e o Águas Paraná recebem em média 36 mil pedidos de licenciamento e outorga por ano. “O objetivo do novo sistema é a melhoria no atendimento e serviços prestados pelos órgãos ambientais à sociedade”, disse o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida.

Aquisição - Já foram investidos R$ 15 milhões na aquisição de equipamentos como veículos, barcos, computadores e imagens de satélites para melhorar a fiscalização e o monitoramento ambiental. No segundo semestre de 2013, terá início a implantação do Sistema de Informações Ambientais que substituirá o atual sistema utilizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Águas Paraná.

Formulários - O novo sistema permitirá formulários eletrônicos (ao invés de papel), solicitação online de licenciamento ambiental para atividades de baixo impacto e integração do licenciamento e da outorga do direito de uso da água em um único processo são alguns dos benefícios imediatos. Haverá, também, uma integração dos processos de licenciamento com os municípios e a polícia ambiental. Para desenvolver o sistema, a Secretaria do Meio Ambiente vai investir R$ 5 milhões. Mais R$ 1 milhão serão aplicados na aquisição dos computadores e servidores necessários para processar o volume de informações.

Medidas estratégicas - A “Agenda Verde do Paraná” envolve ações de diversas secretarias estaduais, autarquias e órgãos de Governo que possuem atividades relacionadas ao meio ambiente, em todo o Paraná. Durante o lançamento da Agenda Verde serão apresentadas 31 ações inéditas para a política ambiental do Paraná. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EVENTO: Beto Richa entrega café especial premiado em concurso de qualidade

O governador Beto Richa entregou nesta quarta-feira (05/06), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, os lotes de cafés premiados do Concurso Café Qualidade Paraná 2012 aos seis cotistas patrocinadores do evento. A solenidade marcou os 10 anos de realização do concurso, uma iniciativa do Governo do Estado, que vem incentivando os produtores paranaenses a adotarem tecnologia para a produção de um café de alta qualidade e com boa aceitação pelo mercado.

Reconhecimento - “Este concurso é o reconhecimento do trabalho profícuo dos cafeicultores paranaenses que estão empenhados em produzir um café de qualidade”, disse Beto Richa. “O governo trabalha intensamente no fortalecimento da agricultura no Estado e na promoção de melhores condições de trabalho aos produtores rurais”, afirmou o governador.

Edição especial - Os lotes de cafés vencedores do concurso compõem a Edição Especial dos Melhores Cafés do Paraná, produzidos em embalagens de 250 gramas cada. As empresas parceiras do governo compraram cotas de café premiado, como patrocinadores masters, com direito a receber como contrapartida o produto, com o qual elas podem fazer seu próprio marketing doando ou presenteando seus clientes com café especial produzido no Paraná.

Empresas - As empresas patrocinadoras e apoiadoras foram o Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Ocepar, Faep/Senar, Fiep e Itaipu. Conforme a cota adquirida, o Banco do Brasil e Itaipu irão receber 1.340 pacotes de café especial e as demais instituições irão receber 1.000 pacotes cada.

Lotes - A edição de 2012 contou com a participação de 450 lotes inscritos na fase de julgamento regional ocorrida em sete das onze regiões cafeeiras do Paraná, que conta com 12 mil cafeicultores que colheram 1,6 milhão de sacas em uma área cultivada de 83 mil hectares. “A premiação promove a busca por um produto de qualidade e reconhece os produtores paranaenses que diariamente buscam qualificação e apoio do governo para incrementar seus pomares de café”, destacou o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

Desenvolvimento - O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, reforçou que as entidades apoiem iniciativas que promovem o desenvolvimento das atividades agrícolas. “A iniciativa oferta apoio e conhecimento aos agricultores para continuarem investindo na qualidade dos seus produtos e gerando mais renda”, disse.

Valorização - Os patrocínios permitiram aos organizadores do evento pagar R$ 515,00 pela saca de 60 quilos aos cafeicultores vencedores até o 5º colocado de cada categoria, que corresponde à cotação do café da Bolsa de Mercadorias e Futuro - BM&F do dia 30/10/2012 (dia anterior ao evento de encerramento) e mais um ágio de 25%, conforme Artigo 20º do regulamento do concurso.

Preço - De acordo com o coordenador do concurso, Paulo Franzini, o preço foi atraente considerando que no mercado físico o preço do café estava cotado entre R$ 340,00 a R$ 360,00 a saca, ou seja, 47% de bonificação aos cafeicultores vencedores. “Foi a forma que encontramos para que o cafeicultor busque cada vez mais um desempenho melhor no campo, na qualidade da bebida colocada na xícara, e, melhor ainda, no seu bolso”.

Incentivo - A realização dos concursos Café Qualidade Paraná vem incentivando a qualidade do café produzido no Estado. A Secretaria da Agricultura e seus institutos vinculados Emater e Iapar repassam tecnologia desenvolvida no Estado para que o produtor possa adotar boas práticas de produção e mais produtividade e renda com a atividade.

Qualidade - Em função desse avanço, o Paraná já é reconhecido por produzir um café de qualidade e por isso busca o reconhecimento do mercado. No Norte Pioneiro, a união de cafeicultores produzindo um café de qualidade, limpo e sem defeitos, levou a região ser a primeira do Paraná a ser contemplada com a certificação de Identificação Geográfica (IG) para a produção de cafés especiais, que vincula o reconhecimento da qualidade do produto a uma região.

Selo - Com isso, os cafeicultores ganham um selo que diferencia a produção de café da região, que passa a ter um valor agregado maior, a exemplo do que já ocorre com os cafés produzidos nas regiões do Cerrado Mineiro e Sul de Minas (MG). A qualidade do café do Norte Pioneiro não é conquista recente, diz Norberto Ortigara. Ela é resultado de um trabalho que iniciou com o associativismo dos cafeicultores da região. Eles sentiram a necessidade de sobreviver à crise que persistiu por cerca de 10 anos sem valorização do produto no mercado. “Eles se associaram para ganhar força e mudar os paradigmas de produção e de comercialização, com foco no consumidor”, explicou.

Mudança de comportamento - Segundo Ortigara, o projeto do Norte Pioneiro é resultado da mudança de comportamento do produtor e de sua família que passou a produzir de acordo com o que o mercado quer comprar. Os cafeicultores, com o apoio da Secretaria da Agricultura do Estado, através do Emater e Iapar, foram capacitados a produzir de acordo com as boas práticas que levam em conta a aquisição de mudas de qualidade, adoção de técnicas de proteção do solo, de redução de agrotóxicos nas lavouras, de sanidade e higiene na fase de secagem e adotaram técnicas que permitem a rastreabilidade da produção.

Encerramento - O encerramento da 11ª Edição do concurso Café Qualidade Paraná será realizado em Cornélio Procópio, no dia 31 de outubro. Participaram da solenidade os diretores-presidentes do Instituto Emater, Rubens Niederhaitmann; do Iapar, Florindo Dalberto; os deputados estaduais, Pedro Lupion e Rasca Rodrigues; os prefeitos dos municípios que tiveram produtores finalistas do concurso como Siqueira Campos, Cornélio Procópio, São Jerônimo da Serra, Curiúva, Grandes Rios, Mandaguari, Japira, Santo Antonio da Platina, Terra Boa, Carlópolis e Nova Fátima; parceiros do concurso e representantes de cooperativas e agroindústrias. O Sistema Ocepar foi representado pelo superintendente adjunto Nelson Costa. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná)

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LEITE: PR quer alcançar topo do ranking da produção de qualidade

O setor paranaense do leite, que movimenta R$ 3,2 bilhões anuais, está presente em todo o Estado e gera renda para cerca de 100 mil produtores, quer melhorar ainda mais desempenho e chegar aos primeiros lugares no ranking nacional de produção de leite de qualidade. Os gargalos do setor e as propostas para alavancar essa meta foram discutidas na reunião da cadeia produtiva do leite, realizada nesta terça-feira (04/06), na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Entidades - No encontro, coordenado pelo secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, com a participação de representantes de diversas entidades que formam a cadeia produtiva, foram apresentadas as propostas na área de assistência técnica, valorização da qualidade do leite, defesa agropecuária e industrialização de produtos lácteos.

Programa - O programa começou a ser dimensionado para todo o Estado, diante da importância que a produção de leite vem conquistando. “Vamos eliminar alguns gargalos para atingir o enorme potencial de crescimento da atividade leiteira no Estado”, afirmou o secretário Ortigara.

Meta - A meta é fortalecer a pecuária leiteira no Paraná e contribuir com o esforço para mudar a condição do Brasil de importador para exportador de leite, mas com um produto de qualidade, conforme a exigência do mercado externo. “Temos uma clara visão de que a produção de lácteos com qualidade e sanidade proporcionam mais renda aos produtores e indústrias”, disse o secretário.

Medidas - A Emater irá intensificar a assistência técnica com foco nos resultados, visando a melhoria da produção e da rentabilidade, a garantia de um mínimo de escala na entrega do leite por parte do produtor, mesmo que seja pequeno. Atualmente 55% dos produtores entregam até 50 litros de leite por dia, volume que deve ser melhorado acredita o extensionista Hernani Alves da Silva, que apresentou o diagnóstico da assistência técnica.

Diagnóstico - A representante do Sebrae, Andrea Claudino, propôs a realização de um diagnóstico acompanhado de um plano de ações práticas para as indústrias. Foi apresentado um plano de implementação das boas práticas de industrialização do leite como: produzir alimentos com segurança e qualidade; monitorar o índice de evolução da qualidade; redução do desperdício e dos custos de produção; promover a cultura da qualidade e implantação de rotinas e sistemas de autocontroles.

Cadastro de fornecedores - Como proposta do Sindileite, também foi amplamente discutida a necessidade dos laticínios providenciarem um cadastro de seus fornecedores, no caso os produtores de leite. (Agência de Notícias do Paraná)

SEBRAE/PR: Crédito para micro e pequenas empresas é tema de seminário no Oeste

Empresários de micro e pequenas empresas de Toledo e Vera do Cruz do Oeste, no oeste do Paraná, têm a oportunidade de conhecer diversas linhas de crédito de diferentes instituições financeiras em um só lugar. O Seminário de Crédito, evento promovido pelo Sebrae/PR e Sistema Fiep em todo o Estado, vai passar pelos dois municípios nos dias 19 de 20 de junho, respectivamente.

Local - Em Toledo, o seminário acontece no escritório do Sebrae/PR, que fica na Rua Parigot de Souza, no 2.339. Em Vera Cruz, na Casa da Cultura, localizada na Rua Rui Barbosa, no 202, ao lado da Prefeitura Municipal. Os seminários iniciam às 9 horas e estão divididos em duas fases distintas, conforme explica a consultora do Sebrae/PR, Deborah Steiner França.

Apresentação e rodada de negócios - "No primeiro momento, as instituições financeiras apresentam as linhas de crédito disponíveis, voltadas às micro e pequenas empresas, bem como suas taxas e prazos para o financiamento. Em seguida, faremos uma espécie de rodada de negócio, na qual os empresários podem tirar as dúvidas direto com as instituições que conheceram durante a fase de apresentação", detalha.

Presenças - Estarão presentes, nos seminários em Toledo e Vera Cruz do Oeste, representantes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Agência Fomento Paraná, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) e Bradesco, além da Sociedade de Garantia de Crédito (SGC) na região, a Garantioeste.

Decisão - De acordo com a consultora, o Seminário de Crédito tem se destacado como grande oportunidade de decisão ao empresariado. "As instituições vão focar em apresentar soluções para micro e pequenas empresas. São taxas de juros diferenciadas e propostas que o empreendedor teria de ir de banco em banco para conhecer. No evento, ele consegue avaliar qual a melhor linha de crédito para sua empresa e, ainda, debater individualmente com o representante do banco", acrescenta.

Gratuito - O evento é gratuito, mas é preciso que os interessados confirmem presença para participar dos seminários. Informações e inscrições sobre o Seminário de Crédito em Toledo podem ser solicitadas pelo telefone do Sebrae/PR em Toledo, que é (45) 3252-0631. Já em Vera Cruz do Oeste, as inscrições podem ser feitas na Sala do Empreendedor (na Casa da Cultura), ou pelo telefone (45) 3267-1131.

Sobre o Sebrae/PR - O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada nos anos 1970 para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, seis regionais e dez escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso a o crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes. (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

INSUMOS: Petrobras irá investir US$ 144 mi na fábrica de fertilizantes em Araucária

insumos 06 06 2013A Petrobras irá investir US$ 144 milhões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) até 2017, segundo anúncio feito nesta quarta-feira (05/06) pela presidente da empresa, Maria das Graças Silva Foster. A fábrica fica no Distrito Industrial de Araucária, cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), ao lado da Refinaria Presidente Vargas (Repar), também da Petrobras.

A Petrobras irá investir US$ 144 milhões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) até 2017, segundo anúncio feito nesta quarta-feira (05/06) pela presidente da empresa, Maria das Graças Silva Foster. A fábrica fica no Distrito Industrial de Araucária, cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), ao lado da Refinaria Presidente Vargas (Repar), também da Petrobras. Foster esteve na cidade para dar posse ao novo diretor industrial: Edmir Bitencourt de Souza.

Acerto - A Fafen-PR, que tem 470 funcionários, foi recém comprada pela Petrobras da Vale por US$ 234 milhões. O negócio foi acertado em dezembro do ano passado, mas só foi assinado no último sábado (01/06). A unidade retorna ao controle da Petrobras, já que havia sido privatizada há 20 anos. A fábrica tem capacidade de produzir 700 mil toneladas por ano de ureia; 475 mil toneladas por ano de amônia e 450 mil metros cúbicos de Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). Os três produtos são feitos a partir do resíduo asfáltico, material descartado pela Repar.

Participação no mercado - Foster informou que a unidade de Araucária faz com que a participação da empresa no mercado nacional de ureia suba de 20% para 35%. “Aumenta ainda nossa presença no mercado de fertilizantes, que cresce muito”, disse a presidente da Petrobras. Nos últimos 20 anos, o mercado aumentou 6% ao ano, em média, alavancado pelo desempenho do agronegócio brasileiro. Para Foster, a compra da unidade também atende ao interesse do governo federal de reduzir o déficit da balança comercial, já que o país é um grande importador de fertilizantes.

Investimento - De acordo com informações repassadas à imprensa, o investimento de US$ 144 milhões será usado em três projetos: a conversão da caldeira; o aumento de armazenagem do Arla-32 e a manutenção em duas paradas programadas (2014 e 2016). Atualmente, a caldeira da fábrica é movida a óleo combustível e passará a funcionar, após a conversão, com gás natural. A previsão é que a unidade passe a utilizar 500 mil metros cúbicos de gás por dia.

Retomada - A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse nesta quarta-feira (05/06) que a retomada da produção da estatal "é só uma questão de meses". Graça lembrou que está sendo finalizada a construção das plataformas P-55, P-58, P-62 e P-61 e P-63. Esta última, disse, "está prontíssima, no prazo", passando pelos últimos trabalhos, mas apta para ser deslocada do estaleiro.

Primeiro trem - Graça anunciou um atraso de mais de um ano para a entrada do primeiro trem (unidade de refino) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), agora previsto para agosto de 2016. A refinaria passou por vários adiamentos. O último prazo era abril de 2015. Quando o Comperj foi projetado, em 2006, a Petrobras anunciou que a refinaria funcionaria em 2011. Depois, adiou para 2012. Em seguida, para 2013. Mais tarde, para 2014. Depois, para 2015 e agora, 2016. De acordo com a presidente da Petrobras, o atraso foi necessário por causa de mudanças no projeto. "(Tivemos de) mudar muito o projeto inicial", disse. (Gazeta do Povo, com Agência Estado)

 

FAO/OCDE I: Brasil deve se manter como 'grande exportador'

Em seu relatório sobre as perspectivas agrícolas globais para o período entre 2013 e 2022, a Agência para Agricultura e Alimentação (FAO) da Organização das Nações Unidas e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetam um diferencial de inflação entre os Estados Unidos e alguns emergentes, como Brasil, Índia e África do Sul, que desvalorizaria suas moedas em mais de 30% na próxima década.

ompetidor formidável - Com desvalorização tão elevada, o Brasil, grande exportador de vários produtos agrícolas, deve se tornar "um competidor ainda mais formidável", diz o relatório. Para outras economias, nenhum grande ajuste é projetado na medida em que a inflação seguir sob controle no período.

Ajuste - No curto prazo, as duas entidades projetam ajuste nos preços agrícolas, a partir de níveis historicamente altos. No médio prazo, os preços voltam a subir pela combinação de menor crescimento da produção e maior demanda, incluindo para biocombustíveis.

Média - A média de preços reais para 2012-2022 deve ficar acima daquela de 2003-2012 para a maioria das commodities, mas a inflação em geral no custo dos alimentos continua baixa. A projeção é que os preços de carnes, pescado e biocombustíveis aumentem mais do que os de produtos agrícolas primários.

Produção - O relatório confirma a projeção de menor expansão da produção, para 1,5% anualmente, comparado a 2,1% na década precedente. Essa tendência reflete os maiores custos de produção, pressões ambientais e outros fatores que vão inibir a oferta em todas as regiões. Em todo caso, 57% do aumento da produção total ocorrerá nos países em desenvolvimento. O consumo per capita vai expandir mais rapidamente no Leste Europeu, Ásia Central, seguido de América Latina e do resto da Ásia.

Comércio agrícola - O comércio agrícola também deve expandir. As economias emergentes vão obter a maior parte desse crescimento, exportando mais grãos, arroz, oleaginosas, açúcar, carne bovina, carne de frango e pescado. A fatia dos países desenvolvidos no comércio continuará a declinar, embora ainda devam ser grandes exportadores de trigo, algodão, carnes suína e de ovelha e lácteos, segundo o relatório.

Crescimento rápido - A produção de oleaginosas pode crescer mais rapidamente que a de cereais, pelos ganhos de rendimento. A produção de açúcar deve aumentar quase 2% ao ano, graças ao Brasil e à Índia. O Brasil continuará a ser o maior exportador do produto, com cerca de 50% do comércio global de açúcar.

Fibras - O algodão continuará a perder mercado para outras fibras. A produção de etanol pode aumentar 67% nos próximos dez anos. Conforme o relatório, países em desenvolvimento vão representar 80% do crescimento na produção global de carnes, e 74% na produção de leite.

Volatilidade - Todas as projeções do relatório vêm acompanhadas de alertas sobre as incertezas e riscos de volatilidade. No ano passado, por exemplo, a seca nos EUA e nos países do ex-império soviético provocaram alta entre 15% e 40% nos preços de várias culturas, e comprometeram as projeções. (Valor Econômico)

FAO/OCDE II: China vai importar mais alimentos

Apesar de sua política de segurança alimentar, a China vai precisar aumentar as importações de produtos agrícolas nos próximos dez anos, num cenário que terá influência nos mercados internacionais. A projeção é da Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e consta de relatório sobre as perspectivas agrícolas para 2013-2022. Com um quinto da população mundial, maior renda e rápida expansão do setor agroalimentar, a China já é um dos maiores importadores mundiais de produtos agrícolas, mas também é grande exportadora de várias commodities.

Terras agricultáveis e água - Diante da pouca disponibilidade de terras agricultáveis e água, os chineses tornaram prioridade política a segurança alimentar e a autossuficiência em produtos como arroz e trigo, e o resultado tem sido positivo. A produção agrícola cresceu 4,5 vezes de 1978 a 2011. A maior disponibilidade de alimentos e a maior renda melhoraram a segurança alimentar chinesa. O número de pessoas mal nutridas caiu para 100 milhões desde 1990, apesar de um aumento de 200 milhões da população.

Inflação - Mas a inflação provocada pelos preços de alimentos aumentou nos últimos anos no país. E a produção deve desacelerar na próxima década diante de maior demanda e problemas na produção interna, de acordo com o relatório da FAO e da OCDE.

Consumo - As projeções indicam que o crescimento do consumo deverá exceder o da produção até 2022 na China. Entre 2001 e 2012, o comércio agrícola chinês (importações e exportações) pulou de US$ 27,9 bilhões para US$ 155,7 bilhões. A dependência de importações dobrou de 6,2% para 12,9%. O déficit na balança comercial de produtos agrícolas e alimentos chegou a US$ 31 bilhões em 2012 contra US$ 18,5 bilhões do ano anterior.

Metas específicas - De um lado, o governo adotou metas específicas para a produção interna de trigo, arroz, grãos forrageiros, óleo de soja e tubérculos. A FAO e a OCDE indicam que essas metas podem ser alcançadas e mesmo superadas na próxima década. Ainda assim, a China terá de fazer uma abertura mesmo modesta de mercado e importações adicionais.

Potencial de aumento - As importações de oleaginosas podem aumentar 40% entre 2013 e 2022, alcançando 83 milhões de toneladas, ou 59% do comércio mundial. As importações de açúcar deverão ficar acima das cotas tarifárias (com alíquota menor) estabelecidas pelo governo para a próxima década. As compras de trigo e de milho também crescerão.

Autossuficiência - Embora esteja perto da autossuficiência na área de carnes, a expectativa é de que as importações chinesas cresçam 3% ao ano e atinjam 1,7 milhão de toneladas até 2022, impulsionadas pelo aumento da população e da demanda. As importações de carne bovina devem crescer 7% ao ano. As compras externas de carne suína, que alcançaram 600 mil toneladas em 2012, tambem devem aumentar. Num movimento que indica a preocupação da China com o abastecimento, na semana passada, a chinesa Shuanghui ofereceu US$ 7 bilhões (incluindo dívidas) pela americana Smithfield, maior produtora mundial de carne suína.

Lácteos - A importação de lácteos pela China já vem aumentando, no rastro da crise de contaminação de leite com melamina e de uma reestruturação do setor no país. E deve continuar a crescer. A projeção é que o consumo avance 38% nos próximos dez anos. As importações podem crescer 20%.

Algodão - Já a produção de algodão na China deve declinar 21%, e também as importações, na medida em que o uso da matéria-prima vai diminuir pela indústria local em função da maior concorrência com a Índia e países com mão de obra mais barata. Mas a China deve continuar a ser uma grande exportadora de pescado. A produção no país vai aumentar e poderá representar 63% da aquicultura global em 2022.

Subsídios - O relatório mostra que a China segue aumentando os subsídios para a produção. A estimativa de Apoio ao Produtor (PSE, ou Producer Support Estimate), um indicador do valor monetário bruto anual transferido por consumidores e contribuintes como apoio aos agricultores, chega a 15% da renda total dos produtores, próxima do nível visto nos países desenvolvidos. Dos cerca de US$ 140 bilhões de subsídios, pelo menos US$ 100 bilhões foram fornecidos através de programas 'caixa verde' (o que inclui programas ambientais). (Valor Econômico)

CÂMBIO: Dólar se ajusta à ata do Copom e à cena externa

Após uma sessão marcada pela volatilidade nesta quarta-feira (05/06), quando o dólar chegou a oscilar entre queda de quase 2% e alta de cerca de 1%, a moeda americana pode reagir nesta quinta-feira (06/06) à sinalização do Banco Central (BC) sobre os rumos da política monetária, veiculados por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O cenário externo, que conta com o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e dados sobre a economia americana, também deve continuar fazendo preço nos negócios.

Ata - Na ata divulgada pelo BC, merece atenção o fato de a autoridade monetária ter retirado a afirmação de que a moderação vista em preços de certos ativos reais e financeiros, caso mantidas, poderiam constituir “força desinflacionaria”, que constava no parágrafo 27 da ata do Copom divulgada em abril. No documento divulgado nesta quinta, o colegiado do BC destaca no parágrafo 23 evidências de “maior volatilidade e de tendência de apreciação do dólar”, em meio à sinais de acomodação nos preços das matérias-primas.

Força - A mudança no texto ocorre num momento em que o dólar ganha força em todo o mundo, conforme crescem expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) comece a reduzir seu programa de estímulos, num movimento intensificado aqui pela deterioração nas expectativas para as transações correntes e queda nas estimativas de crescimento econômico. (Valor Econômico)

BRASIL: Risco de indexação e piora de percepção fazem BC elevar juro

O risco de que mecanismos de indexação e a piora na percepção dos agentes econômicos realimentem a inflação levou o Comitê de Política Monetária (Copom) a intensificar o ritmo de elevação da taxa básica de juros na semana passada. “Tendo em vista os danos que a persistência desse processo causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, faz-se necessário que, com a devida tempestividade, o mesmo seja revertido”, justifica o colegiado na ata divulgada pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (06/06).

Alta - Na semana passada, a Selic, que já tinha sido elevada em 0,25 ponto percentual na reunião de abril, subiu mais 0,50 ponto percentual, indo a 8% ao ano. Além de destacar o problema da indexação e da piora das expectativas dos agentes econômicos, o documento volta a lembrar que a dispersão de aumento de preços contribui para que a inflação mostre resistência. Diante disso, o comitê entendeu que a intensificação do ritmo de ajustes das condições monetárias era "apropriada". (Valor Econômico)


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