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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3109 | 07 de Junho de 2013

ENCONTROS DE NÚCLEOS: Primeira rodada do ano teve participação de 280 cooperativistas

A primeira rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos de 2013 foi finalizada com a participação de 280 cooperativistas de todo o Estado. O último evento aconteceu na tarde desta quinta-feira (06/06), em Ubiratã, com a presença de 70 lideranças de cooperativas do Norte e Noroeste do Estado. O evento foi prestigiado pelos diretores da Ocepar e também coordenadores de Núcleo, José Aroldo Gallassini (Noroeste) e Renato Beleze (Norte); José Jardim Júnior, também da diretoria da entidade; presidente da Unitá, anfitriã do evento, Valter Pitol, e Áureo Zamprônio, presidente da Coagru, que compuseram a mesa de abertura juntamente com o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Expectativa - Koslovski falou sobre a expectativa em relação ao anúncio do Plano Agrícola e Pecuário referente à safra 2013/14. Ele também destacou o trabalho realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no atendimento às demandas apresentadas pela base e enalteceu, ainda, o trabalho de parceria de cooperativas como a Coagru e a Copacol na idealização da Unitá – Cooperativa Central, que foi inaugurada no mesmo dia.

Roteiro – Ao todo, foram realizados quatro Encontros de Núcleos Cooperativos, sendo que o primeiro aconteceu segunda-feira (03/06), em Carambeí, com a participação de 60 lideranças de 14 cooperativas da região Centro-Sul e tendo a Cooptur como anfitriã. Na terça-feira (04/06), foi a vez da Cooperativa Coopertradição receber, em Pato Branco, 60 representantes de 16 cooperativas do Sudoeste. Já na quarta-feira (05/06), a anfitriã foi a Primato, de Toledo, em evento que teve a presença de mais de 90 representantes de 12 cooperativas do Oeste do Estado. Todas as reuniões contaram com a participação de diretores da Ocepar, presidentes, dirigentes, líderes, cooperados, funcionários das cooperativas paranaenses e convidados, entre os quais autoridades regionais. A segunda rodada dos Encontros de Núcleos será realizada pelo Sistema Ocepar no segundo semestre.

Programação – Os eventos seguiram uma programação única, contemplando o pronunciamento do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, dos coordenadores de cada núcleo regional e dos presidentes das cooperativas anfitriãs.  O gerente executivo do Centro Internacional de Inovação do Senai, Filipe Cassapo, foi o palestrante convidado para falar sobre inovação. O superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou um relato sobre o desempenho do cooperativismo paranaense e tratou também do planejamento estratégico do Sistema para 2013, dando destaque ao trabalho da área de comunicação. Nos dois primeiros eventos, o coordenador da área, Samuel Milléo Filho, também esteve presente, juntamente com o assessor da Gerência Técnica e Econômica, Gilson Martins. Os participantes também foram informados sobre o andamento de atividades desenvolvidas por outros setores do Sistema Ocepar, por meio da participação de profissionais que atuam na Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar.

Avaliação positiva – O presidente da Ocepar avaliou positivamente os eventos. “Temos realizado tradicionalmente os Encontros de Núcleos Cooperativos porque eles promovem maior aproximação com nossas bases, possibilitando que possamos prosseguir defendendo os interesses do cooperativismo paranaense, baseado nos anseios e necessidades das nossas cooperativas, sempre com o foco em cada um dos nossos cooperados, motivo de todo o nosso trabalho”, afirmou Koslovski. 

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INVESTIMENTO: Copacol e Coagru inauguram Abatedouro de Aves da Unitá, em Ubiratã

Foi inaugurado nesta quinta-feira (06/06) em Ubiratã, o Abatedouro de Aves da Unitá - Cooperativa Central, o evento contou com a presença do governador do Paraná, Beto Richa, da diretoria da Copacol e Coagru, além de lideranças do cooperativismo, entre elas,o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. Com investimentos de R$ 135 milhões, a indústria vai gerar 800 empregos diretos neste primeiro momento. Esta parceria inédita no cooperativismo paranaense vem reforçar a sustentação dos mais de 7 mil associados integrados da Copacol e Coagru ao viabilizar as propriedades através da diversificação no campo. Cerca de 130 produtores associados da Unitá já estão se beneficiando com a diversificação das suas propriedades e a estabilidade econômica que a avicultura promove.

Intercooperação - Para o presidente da Copacol e Unitá, Valter Pitol, a inauguração do Abatedouro de Aves, é um exemplo de intercooperação e geração de renda e oportunidades para os produtores integrados. "Com esse investimento os associados, colaboradores e parceiros da Copacol e Coagru, vão compartilhar a oportunidade de melhorar a renda e, consequentemente, a qualidade de vida com o desenvolvimento e crescimento da região", ressalta Pitol.

Pujança - Segundo o governador do Paraná, Beto Richa, as maiores cooperativas do Brasil estão no Paraná e a inauguração da Unitá reforça essa pujança do setor com investimentos em um complexo que é o mais moderno do Brasil. "Parabenizamos o presidente da Copacol e Unitá, Valter Pitol e o presidente da Coagru, Áureo Zamprônio e todos os seus diretores, pelo o empreendimento que vai beneficiar milhares de pessoas na região com a geração de empregos e renda", afirma o governador. (Com informações da Imprensa Copacol)

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CASTROLANDA: Agroleite abre inscrições para exposição de animais

castrolanda 07 06 2013A Castrolanda, organizadora do Agroleite, abre nesta sexta-feira (07/06) as inscrições para a participação dos animais no Agroleite 2013, que será realizado de 12 a 16 de agosto, no Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro (PR). São esperados mais 90 expositores com cerca de 550 animais das raças holandesa, jersey, pardo-suíça e simental.

Inscrições - As inscrições serão realizadas até o dia 26 de julho. Os expositores interessados em participar do evento devem acessar o site (www.agroleitecastrolanda.com.br) e preencher a ficha de inscrição. Após colocar os dados do animal, o expositor deve encaminhar a documentação para a área de negócios leite da Cooperativa. Serão exigidos exames de tuberculose e brucelose dos últimos três anos do rebanho, atestado andrológico e ginecológico e atestado de vacinação de brucelose. 

Pardo-suíça - A Associação Brasileira de Criadores da Raça Pardo-Suíça se prepara para a etapa nacional que será realizada no Agroleite. O criador/expositor poderá inscrever 15 animais efetivos e 6 animais como reserva. É necessária a apresentação de atestado andrológico e ginecológico para machos com mais de 14 meses e fêmeas a partir de 16 meses.

Raça holandesa – O expositor da raça holandesa pode inscrever 20 animais efetivos e cinco reservas, além dos animais do Torneio Leiteiro e Clube de Bezerras. O julgamento obedecerá ao Regulamento da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH) e seu respectivo Código de Ética.

Raça jersey - Para a raça jersey poderão ser inscritos 20 animais efetivos como criador ou expositor, sendo 5 reservas. A participação é permitida de um macho para cada sete fêmeas efetivas.

Raça Simental - A raça simental deve apresentar cerca de 120 animais no Parque. Junto do Simental serão expostos Simlandês, animais do cruzamento entre as raças Simental e Holandês, uma das novidades da programação da feira deste ano.

Agroleite- O Agroleite é referência nacional da cadeia produtiva do leite, abrangendo desde a produção primária até a distribuição, com exposições das raças holandesa, jersey, simental e pardo-suíça e a participação dos mais tradicionais criadores do Paraná e outros Estados. Na última edição o evento recebeu 80 mil pessoas e foram comercializados R$ 40 milhões durante os cinco dias. (Imprensa Castrolanda)

 

COCARI: Projeto ambiental “Eu Cuido!” é lançado em Jandaia do Sul

Na manhã desta quarta-feira (0506), a Cocari, em parceria com a Bayer e Prefeitura de Jandaia do Sul, e com apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), lançou o Projeto Meio Ambiente “Eu Cuido!”, reunindo 60 alunos de escolas da rede municipal de Jandaia do Sul, sendo John Kennedy, Cesar Lattes, Gonçalves Dias e Padre José de Anchieta.

Presenças - Participaram do lançamento do Projeto Meio Ambiente – Eu Cuido! o presidente da Cocari, Vilmar Sebold; o representante técnico de vendas da Bayer, Pedro Paulo de Mello Filho; representando o prefeito de Jandaia do Sul, Dejair Valerio, estava o vice-prefeito Leandro de Souza Silva; o presidente da Câmara Municipal de Jandaia do Sul, José Aparecido Pereira, e diversos vereadores; o vice-presidente da Cocari, Dr. Marcos Trintinalha; o presidente de honra da Cocari, Dorival Malacario; representantes dos conselhos de Administração e Fiscal e da Comissão Central, além de gerentes da Cocari. Esteve presente também a diretora de Fomento Agropecuário e Meio Ambiente de Jandaia do Sul, Elisabete Aparecida Souza da Silva; e a secretária municipal de Educação, Omirde Borbas dos Santos. Dona Deolinda Fernandes de Mendonça Fávaro, proprietária do local, que gentilmente cedeu a área para realização do projeto, prestigiou o evento, ao lado da família. Também esteve presente um grupo de alunos da Apae, colaboradores da Cocari, responsáveis pela produção das mudas plantadas pelas crianças.

Mutirão de crianças - “Nunca vi plantar tanta árvore num espaço tão curto de tempo”, comemorou o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, feliz em ver o mutirão de crianças dando vida ao projeto. Sebold se mostrou satisfeito também com o volume de pessoas que prestigiaram o lançamento, que registrou a presença de diversas autoridades e muitos convidados. “Mas o que me encanta mesmo é essa molecada. Este é um marco para a vida deles e acho que este é o caminho certo”, resumiu o presidente da Cocari.

Trabalho em grupo -As crianças, com idade média de seis anos, fizeram o plantio das árvores na área de um hectare da propriedade da família Fávaro, cedido à Cocari para viabilizar o projeto. As árvores plantadas serão acompanhadas pelas crianças, com supervisão da Cocari. Elas visitarão o local de plantio a cada seis meses, pelos próximos cinco anos. Para o plantio, os alunos foram divididos em grupos, formando pequenos bosques. A ideia é que aprendam a dividir responsabilidades e a trabalhar em conjunto. Se daqui a seis meses alguns deles não puderem vir, as outras crianças que têm os nomes nas plaquinhas fixadas ao lado das mudas plantadas, assumirão a responsabilidade de cuidar da planta naquele momento.

Resgate de valores - Vilmar Sebold fez uma análise da educação no país e lamentou que as mudanças no sistema educacional, ocorridas no decorrer da história, tenham acabado com as escolas rurais. “A escola saiu do campo, da roça e foi para a cidade. É mais fácil levar as crianças de ônibus para a cidade do que manter uma escola rural, só que a cultura da escola rural, do dia a dia das crianças que moravam no campo, se perdeu ao longo da história. Nós temos hoje o agronegócio como principal mola propulsora da economia brasileira, que é o que dá equilíbrio na nossa balança comercial, e estamos ensinando o quê para as nossas crianças? Quais os valores que estamos conseguindo transmitir?, questionou Sebold. “O resultado disso é que temos pais agricultores e filhos que, na grande maioria, não vivenciam a agricultura no dia a dia. Todo o conceito, toda a concepção de ensino é urbana”, constatou. Segundo ele, o Projeto Meio Ambiente – Eu Cuido! visa resgatar parte desses costumes e valores e tentar multiplicar a iniciativa, buscando fazer em outros municípios, de forma a espalhar a semente.

Apoio irrestrito - O representante técnico de vendas da Bayer, Pedro Paulo de Mello Filho, enfatizou que o projeto é uma iniciativa da Cocari, mas que tem apoio irrestrito da Bayer. A iniciativa tem como base o Cultivando Cidadania, projeto realizado pela cooperativa, que visa à produção de mudas para a recomposição da reserva legal das propriedades de cooperados e que paralelamente promove a inclusão social dos alunos da Apae. A intenção era desenvolver algo abrangente. “Com a ideia do presidente da Cocari, o pessoal do Programa Integração, da Bayer, começou a desenhar o projeto. E ficou muito melhor do que a gente imaginava”, conta Pedro Paulo. “É gratificante ver o primeiro plantio e saber que as crianças verão essas plantas crescerem. A ideia é que a criança veja a árvore crescer e dê valor a isso, dê valor à vida e ao meio ambiente. O ramo da Bayer é voltado a defensivos, mas o objetivo da empresa não é apenas vender defensivos, nós cuidamos do meio ambiente também”, declarou.

Poder de transformação - O vice-prefeito de Jandaia do Sul, Leandro de Souza Silva, elogiou a iniciativa da Cocari nesse trabalho conjunto em prol das crianças e do meio ambiente, e disse que o poder público precisa de mais parcerias como essas. “Sozinho a gente não chega a lugar nenhum”, destacou o representante do prefeito. “E tudo que se aposta em criança eu vejo um resultado muito positivo, porque elas têm o poder de transformação, elas influenciam os pais, os irmãos, os familiares e todos ao seu redor. Então, quando se investe em criança, pode-se dizer que é um projeto que já deu certo”, enfatizou.

Dando lições - As crianças participantes do “Meio Ambiente – Eu Cuido!” não sabem ainda expressar a importância do projeto, mas o principal já aprenderam. “Cuidar do meio ambiente é cuidar de todas as coisas”, disse o pequeno Igor. “A gente tem que plantar árvores porque são as casas dos passarinhos”, completou Nicolas. A jovem Lessi Borges, colaboradora da Cocari, é aluna Apae desde criança, hoje tem 26 anos. Ela foi ver de perto o plantio das mudas que ajuda a produzir. “Para mim é uma felicidade saber que aquelas mudas que a gente está cuidando, vão servir muito bem para o meio ambiente e que são exemplos para as crianças pequenas terem um futuro melhor”, disse Lessi.

Sonho - “Trabalhar na Cocari é um sonho pra mim”, revelou a jovem especial. “Eu gosto de trabalhar na Cocari. Eu nunca pensei que iria trabalhar, que teria carteira assinada. Eles estão dando uma grande oportunidade para as pessoas deficientes e não são todos que fazem isso. E a gente é capaz”, disse com firmeza. Ela parabenizou as crianças que estão começando a aprender a cuidar do meio ambiente. “Continuem cultivando as plantas, para terem um futuro melhor”.  (Imprensa Cocari)

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SICREDI NOSSA TERRA: Cooperativa sedia Convenção Anual de Colaboradores

Sob o mote “A Vida é melhor quando é cooperativa”, a Sicredi Nossa Terra sediou a Convenção Anual de Colaboradores da Superintendência Regional do Sicredi (Toledo) no último dia 01 de junho, na sede da Aercol (Associação de Funcionários da Copacol), em Cafelândia. O evento provocou sentimentos de entusiasmo e comprometimento nos mais de 270 colaboradores, das duas cooperativas co-irmãs, Sicredi Nossa Terra (Cafelândia) e Sicredi Oeste PR (Toledo) através do aprendizado experiencial. A missão era aparentemente impossível: montar uma ponte de 32 metros, com 27 mil peças, onde cada grupo era desafiado a construir uma parte dessa ponte.

Aprendizado experimental - A cooperativa em parceria com a empresa de treinamentos, Eagle’s Flight (São Paulo), gerou convicção, entusiasmo e comprometimento por meio de um aprendizado experiencial. Conforme o gerente da unidade de atendimento de Nova Aurora, Anderson Reis,  a convenção deste ano abordou um tema imprescindível que é o trabalho em equipe. “Os grandes desafios que nos são propostos diariamente podem ser superados quando fazemos nossa parte sem esquecer do coletivo”. O colaborador ainda completa, após a lição aprendida: “existem diferentes tipos de saberes e nenhum é mais importante do que o outro, o que demonstra que todos nós, independente da função que exercemos na empresa, temos capacidade para contribuir na expansão do Sicredi e do cooperativismo como um todo”.

Ação e motivação - O Superintendente Regional do Sicredi, Inácio Cattani, comenta que, após o desafio lançado, a inércia foi rapidamente substituída pela ação e motivação. “Nada é impossível quando se trabalha em equipe e a nossa é naturalmente muito motivada”, frisa.

Lacuna - Conforme a coordenadora da Eagle’s Flight, Cintia Ridolpho, “quando os participantes ‘colocam a mão na massa’, preenche-se a lacuna entre intenção e execução, focando nas habilidades essenciais (liderança, comunicação e gerenciamento de recursos) para o trabalho em equipe e a obtenção de resultados aparentemente impossíveis”, declara.

Conceito - Para a presidente da Sicredi Nossa Terra e anfitriã do evento, Maura Carrara, o programa aplicado desafiou os participantes. “O objetivo é que nossos colaboradores e conselheiros levem o conceito de que a ‘Vida é melhor quando cooperativa’ para todos os momentos, seja no trabalho, em casa ou na comunidade”, conclui a dirigente. (Imprensa Sicredi Nossa Terra)

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COOPERATIVISMO: Sistema OCB é referência internacional

Recentemente, o governo colombiano elegeu o modelo cooperativista como a melhor forma de desenvolvimento para a reestruturação econômica de suas comunidades rurais. Com o objetivo de conhecer um modelo já sólido e bem estruturado do Brasil, o representante da Associação Colombiana de Cooperativas (Ascoop), José Miguel Hernandez, esteve na sede do Sistema OCB, em Brasília, na última quarta-feira (05/06).

Boas práticas - O objetivo da visita, segundo Miguel Hernandez, é identificar as boas práticas aplicadas no Brasil com o intuito de replicá-las na Colômbia. “Queremos ter a OCB como referência para o início do processo de promoção e fomento do cooperativismo no meio rural colombiano”, afirmou.

Apresentação - Durante a visita, ele assistiu a uma apresentação institucional sobre a OCB, em espanhol, e conversou com o coordenador do Ramo Agropecuário, Paulo César do Nascimento Júnior. Em seguida, visitou duas cooperativas do Distrito Federal: a Coopas e a Coopa-DF, ambas do ramo agro. O visitante se reuniu ainda com a gerente de Formação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Andréa Sayar, a gerente de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas, Susan Miyashita Vilela, e a analista de Promoção Social, Mara Rúbia Lobo.

Rio de Janeiro - Muito satisfeito com os conhecimentos adquiridos durante as reuniões, o representante da Ascoop seguiu viagem para o Rio de Janeiro, onde também será recebido por representantes da organização estadual (OCB-RJ). (Informe OCB)

CONAB I: Produção de grãos cresce e chega a 184,30 milhões de toneladas

conab I 07 06 2013A safra nacional de grãos do período 2012/2013 está estimada em 184,30 milhões de toneladas, volume recorde, superior em 10,9% à da safra 2011/12, quando atingiu 166,17 milhões de toneladas e um pouco acima do último levantamento, realizado no mês passado (184,15 milhões de t). Os números são do 9º levantamento da safra, divulgados nesta quinta-feira (06/06) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Soja e milho - Segundo o estudo, o aumento foi de 18,13 milhões de toneladas e se deve, sobretudo, às culturas de soja e milho segunda safra, que apresentam crescimento nas áreas cultivadas de 10,7 e 17,5%, respectivamente. As condições climáticas também favoreceram a evolução, mesmo com estiagem e excesso de chuva em algumas áreas.

Produção estimada - Os dados mostram ainda que a soja contribuiu em grande parte pelo crescimento, ampliando em 22,4% as 66,38 milhões de toneladas da última safra, chegando a uma produção estimada em 81,28 milhões de toneladas. Também o milho 2ª safra, com bom desempenho, participa deste recorde, com um aumento de 11,5% sobre as 39,11 milhões de toneladas do último ano, chegando a 43,62 milhões de toneladas. O volume é superior ao do milho 1ª safra, estimado em 34,85 milhões de toneladas. O arroz também cresceu (2,8%), ao passar das 11,6 milhões de toneladas para 11,92 milhões de toneladas.

Área – A área total plantada cresceu 4,6% sobre as 50,89 milhões de hectares da safra passada e chegou a 53,20 milhões de hectares. As culturas de soja e milho obtiveram os melhores desempenhos em área. O aumento do primeiro foi de 10,7%, passando de 25,04 para 27,72 milhões de hectares, enquanto o milho 2ª safra ampliou a área em 17,5%, subindo de 7,62 para 8,95 milhões de hectares.

Estudo - Na realização deste estudo, os técnicos da Conab aplicaram questionários e entrevistaram profissionais de cooperativas, secretarias de agricultura e órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), além de produtores rurais e agentes financeiros e revendedores de insumos, entre os dias 20 e 24 de maio. (Conab)

 

CONAB II: Segunda operação de contratos de opção será realizada na segunda-feira

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai promover mais um leilão de Contratos de Opção de Venda, na terça-feira (11/06), com a oferta de 17.780 desses títulos para o Mato Grosso e mais 740 para Rondônia. O produto é da safra 2012/2013 e 2013 e refere-se a milho em grãos e a granel. A vantagem dos contratos de opção é que com eles o produtor rural garante um preço justo na venda do milho, caso o preço pago pelo mercado seja desfavorável. Por outro lado, a operação permite ao governo a formação de estoques públicos para abastecimento do mercado.

Novas regras - Este é o segundo leilão que a Companhia irá executar, desde que foram definidas as novas regras para a comercialização desses contratos, no dia 23 do mês passado. O aporte disponível para essas comercializações é de R$ 580 milhões. A primeira operação foi realizada no último dia 4. Na ocasião, o leilão negociou 96,12% dos valores ofertados. A segunda operação ofertará os mesmos quantitativos e será realizada às 9h (horário de Brasília), na modalidade cartela, por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização da Conab (SEC). Para participar, os produtores rurais deverão se cadastrar perante a Bolsa por meio da qual pretendam realizar a operação. Eles poderão fazer isso diretamente ou por meio de suas cooperativas. (Conab)

SUSTENTABILIDADE I: Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica deve ser lançado em junho

O coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Rogério Dias, participou do Programa Conexão Ciência da TV NBR e falou sobre o sistema orgânico de produção. Segundo ele, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica deve ser lançado ainda este mês pelo Governo Federal. A produção orgânica vegetal e animal se caracteriza pelo uso responsável dos recursos naturais. Durante o processo não se utilizam agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas. Rogério Dias explica que o objetivo é produzir em parceria com a natureza e não contra a natureza. “Dentro da agroecologia existe uma visão do completo, da paisagem, do espaço em que estou. O que se deseja é que o produtor incorpore gradativamente as práticas nesse processo, que a gente chama de transição agroecologica”, salientou.

Diretrizes - Sobre o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, Dias fala que vários atores do governo estarão envolvidos para preparar as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), instituída em agosto de 2012 pela Presidência da República. “São dez ministérios, mais as vinculadas como a Conab e Embrapa. Cada um dentro dos seus espaços de atuação. As ações do governo precisam estar integradas”, disse.

Conjunto de medidas - Para ele, é preciso um conjunto de medidas, de curto, médio e longo prazo. “A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica é uma forma do Governo mostrar que reconhece a importância do desenvolvimento sustentável no país. Estamos nos preparando para lançar em junho o primeiro plano nacional, que deixará claro quais são as iniciativas, o que vai ser feito, quem vai fazer, quanto dinheiro vai ser disponibilizado e quais são as metas para que a sociedade possa cobrar”, ressaltou. (Mapa)

SUSTENTABILIDADE II: Desacelera ritmo de emissões de gases de efeito estufa

Nas estimativas que apontam uma redução de 38,7% nas emissões de gases de efeito estufa no Brasil, aquelas geradas pelo setor agropecuário aparecem com um aumento de 5,2% de 2005 a 2010. O percentual, no entanto, representa um ritmo abaixo do verificado na década anterior. "Se você compara a taxa de crescimento de 1995 a 2005, de quase 24%, com os cinco anos seguintes, 5,2%, percebe que houve uma redução da velocidade em que as emissões vinham crescendo", observou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre.

Declínio -  "A agropecuária está aumentando seu produto econômico bem mais rápido que suas emissões. De 2005 a 2010, o PIB agrícola cresceu 26,5%." O secretário avalia que inovações tecnológicas no campo causarão um declínio ainda maior nas emissões. "O que nós provavelmente veremos nos próximos anos é a agropecuária cada vez mais melhorando sua intensidade de carbono", previu. "O plano de agricultura de baixo carbono deve diminuir impactos em biomas, ecossistemas, biodiversidade, água e solo fértil."

Iniciativas - Nobre citou iniciativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Mapa) para remover gases de efeito estufa da atmosfera. "Solos agrícolas podem se tornar sumidouros importantíssimos de carbono", disse. "A Embrapa tem uma série de simulações e cálculos, que, ao juntar a maior eficiência na produção com a factível absorção de carbono pelos solos, podem projetar uma diminuição das emissões da agricultura em médio prazo." A perspectiva de novos avanços nesse sentido também foram destacadas pelo ministro Marco Antonio Raupp em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC).

Energia - Responsável pela maior taxa de crescimento entre 2005 e 2010 - 21,4% -, o setor de energia manteve o ritmo da década anterior, quando ampliou seus valores em quase 42%. "Agora, a nossa matriz de gases estufa começa a tomar uma forma parecida com a dos países industrializados, onde a maior parte das emissões vêm de energia", ressaltou Nobre. "Isso já caracterizou a estimativa de 2010 e deve ser uma tendência que vai continuar no futuro."

Plano setorial - O secretário destacou o plano setorial do Ministério do Meio Ambiente para a área: "O Brasil precisa, logicamente, atentar para a eficiência energética e a mudança do padrão comportamental de consumo, e também explorar mais rapidamente o nosso potencial de energia renovável, que é muito grande." Para a diretora de Políticas e Programas Temáticos do MCTI, Mercedes Bustamante, a queima de combustíveis fósseis relacionada aos transportes pode ser amenizada. "Atacar o problema da mobilidade urbana ajuda na mitigação de gases de efeito estufa, reduz outros poluentes atmosféricos e representa um enorme salto de qualidade de vida das nossas populações, porque diminui impactos na saúde humana e o tempo em que os habitantes passam se deslocando de um ponto a outro das cidades", argumentou. No período analisado, as emissões de processos industriais aumentaram praticamente na mesma proporção que as do setor agropecuário: 5,3%.

Resíduos - O tratamento de resíduos ampliou seus números em 16,4% de 2005 a 2010. "Embora seja observado um aumento, é importante lembrar que o setor ainda representa somente 4% das emissões", ressaltou Mercedes. "Além disso, a estimativa se refere ao ano de 2010, e é provável que a gente tenha na próxima edição do relatório algum impacto da Política Nacional de Resíduos Sólidos." Nobre reforçou que os dados do relatório não abrangeram o período de atuação de sistemas de coleta de metano de aterros sanitários. "Só o lixão de Gramacho, na Baixada Fluminense, vai impedir que vários milhões de toneladas de gases cheguem à atmosfera", exemplificou. "Se você somar todos os sistemas de aproveitamento de metano dos lixões do Brasil que estão entrando em operação, é muito provável que comecemos a ver uma diminuição dessa taxa." (Ministério da Ciência e Tecnologia)

FAO/OCDE: Em 2020, carne de frango será a mais consumida no mundo

A diferença deve ser pequena, de menos de 200 mil toneladas ou cerca de 0,14% do total previsto. Mas dentro de sete anos - ou seja, em 2020 – o consumo de carne de frango deve superar pela primeira vez o da carne suína em um processo que, aparentemente, não tem mais retorno. A previsão integra trabalho conjunto desenvolvido pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e sugere que no último ano da corrente década o consumo mundial de carne de frango alcançará volume muito próximo dos 124 milhões de toneladas, enquanto o de carne suína não deve passar dos 123,8 milhões de toneladas.

Média - Na média do triênio 2010-2012 (dados preliminares para 2012), o consumo estimado de carne suína (109,456 milhões de toneladas) foi 6,13% superior ao da carne de frango (103,132 milhões de toneladas). Já a previsão para 2022 sugere consumo quase 1,5% maior para a carne de frango (128,377 milhões de toneladas, para 126,576 milhões de toneladas da carne suína).

Expansão - Isso acontece porque, nas projeções da FAO/OCDE, o consumo de carne suína tende a se expandir a uma média que não passa de 1,5% ao ano, enquanto a expansão prevista para o consumo de carne de frango se situa ligeiramente acima dos 2% ao ano.

Consumo mundial - Mantidos esses índices no decorrer do tempo, em mais três décadas (por volta de 2043) o consumo mundial de carne de frango ultrapassará a marca dos 200 milhões de toneladas, ficando quase 20% acima do consumo da carne suína (cerca de 170 milhões de toneladas). Naturalmente, para que haja aumento de consumo é preciso, antes, que aumente a produção. E o previsto, no período analisado pela FAO/OCDE, é um aumento de produção de 22,67% para a carne de frango, 15,43% para a carne suína e 14,14% para a carne bovina. (Avisite)

 

MILHO: Argentina mantém previsão de colher 24,8 mi toneladas do grão

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve em 24,8 milhões de toneladas a estimativa de produção para a safra 2012/13 de milho na Argentina. O número representa um ganho de 15,4% sobre o volume captado na campanha passada (2011/12) de 21,5 milhões de toneladas. A colheita do cereal com destino a grão comercial alcançou 61% da área semeada, com progresso intersemanal de 6,3 pontos percentuais, reduzindo o atraso interanual a -3,8 pontos percentuais. Em números absolutos, foram alcançados 2,17 milhões de hectares, permitindo acumular um volume de 15,8 milhões de toneladas.

Relatório semanal - Em relatório semanal divulgado na tarde desta quinta-feira (06/06) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elenca que os rendimentos obtidos em lotes de datas tardias estão dentro da média histórica na maioria das regiões produtivas.

Boas oportunidades - Lotes tardios no Centro-Norte de Córdoba (Oncativo, Oliva, Río I, Las Varillas, San Francisco y Villa Totoral) registram boas produtividades. De acordo com o relatório, os quadros pontualmente foram favorecidos devido às condições climáticas registradas durante o verão e que não afetaram o período crítico de cultivo. Nos núcleos Norte e Sul as áreas de segunda ocupação marcam uma leve diferença de rendimento. (Agrodebate)

ALGODÃO: Abrapa e produtores dos EUA chegam a acordo em contencioso

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) informou que chegou a um acordo com a National Cotton Council (NCC), que representa os produtores de algodão dos Estados Unidos, para encerrar o contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC). O acordo, que se aprovado pelos governos dos dois países, significará um pagamento financeiro e, está condicionado à redução significativa da subvenção dada pelos Estados Unidos aos seus produtores de algodão na nova lei agrícola (Farm Bill), em trâmite no Congresso americano.

Comunicação - Segundo a Abrapa, os governos de ambos países já foram comunicados das recomendações desse acordo, que sugerem uma compensação financeira por parte do governo dos EUA dentre outras medidas. A expectativa das duas instituições, segundo a Abrapa, é de que os governos atendam às recomendações e que incorporem as necessárias mudanças na nova legislação agrícola a ser aprovada pelo governo americano. “As entidades reconhecem que a questão do contencioso envolve vários outros aspectos que estão sendo avaliados pelo governo brasileiro e o esforço de ambas deve ser entendido como uma contribuição na busca de uma alternativa possível”, informou a Abrapa.

Depósitos - A disputa na OMC, que resultou na condenação dos Estados Unidos a pagarem US$ 830 milhões ao Brasil, já significou o depósito de US$ 420 milhões desde 2010 ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) — valor anual de US$ 147,3 milhões.

Investimento - Os recursos depositados até agora pelos Estados Unidos vêm sendo investidos em construção de centros de treinamento e capacitação de profissionais, com pagamento de cursos a funcionários de produtores e de empresas produtoras de algodão. A Abrapa informou que todos os projetos financiados com esse recurso são aprovados por um conselho gestor do IBA, formado por três produtores de algodão e 3 membros do governo (Ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio e Itamaraty). Ainda, que a execução desses projetos são auditados pela PricewaterhouseCoopers. (Valor Econômico)

IBGE I: Produção industrial cresce em 9 de 14 regiões; Paraná tem alta

ibge I 07 06 2013A produção industrial avançou em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de março para abril. Os destaques foram Minas Gerais (2,8%), Bahia (2,5%) e Pernambuco (2,3%). A Região Nordeste (1,2%), São Paulo (1,0%), Espírito Santo (0 7%), Santa Catarina (0,2%), Rio Grande do Sul (0,2%) e Paraná (0,1%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas, porém menos intensas do que a média nacional (1,8%). O Ceará ficou estável pelo segundo mês consecutivo.

Taxas negativas - Em sentido oposto, apresentaram taxas negativas o Pará (-1,4%), Goiás (-1,2%), Rio de Janeiro (-0,4%) e Amazonas (-0,4%).

Comparação -Na comparação com abril de 2012, 12 dos 14 locais pesquisados apresentaram expansão na produção industrial, o que foi classificado como "perfil disseminado de resultados positivos".

Destaques - Os destaque foram a Bahia (13,5%), o Rio Grande do Sul (11,2%) e São Paulo (10,7%). Os dois únicos resultados negativos foram registrados no Pará (-16,2%) e Espírito Santo (-8,0%). (Agência Estado)

 

IBGE II: Inflação pelo IPCA desacelera em maio

ibge II 07 06 2013O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,37% em maio, após alta de 0,55% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em igual mês do ano passado, o índice avançou 0,36%. A inflação do mês passado ficou abaixo da média de 0,38% apurada pelo Valor Data junto a 15 consultorias e instituições financeiras. O intervalo das estimativas ficou entre 0,35% e 0,41%.

Acumulado - Com o resultado de maio, o indicador acumulou alta de 2,88% no ano e de 6,50% em 12 meses. Nos 12 meses encerrados em abril, a inflação tinha ficado em 6,49%. No ano passado, no acumulado até maio, a inflação tinha alta de 2,24% e, em 12 meses, alta de 4,99%.

Grupos - Os nove grupos que compõem o IPCA apresentaram as seguintes variações de um mês para outro: alimentação e bebidas (0,96% para 0,31%), habitação (0,62% para 0,75%), artigos de residência (0,63% para 0,46%), vestuário (0,65% para 0,84%), transportes (-0,19% para -0,25%), saúde e cuidados pessoais (1,28% para 0,94%), despesas pessoais (0,61% para 0,41%), educação (0,10% para 0,06%) e comunicação (-0,32% para 0,08%).

Renda - O IPCA mede a inflação para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, além do município de Goiânia e de Brasília.

INPC - O IBGE informou ainda que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,35% em maio, depois da alta de 0,59% em abril. Em maio de 2012 o indicador marcou alta de 0,55%. No ano, o indicador registra alta de 3,02%. No acumulado em 12 meses até maio, o INPC tem alta de 6,95%, indicando recuo em relação aos 12 meses encerrados em abril, quando ficou em 7,16%. O INPC mede a inflação para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos nas mesmas regiões pesquisadas para o IPCA. (Valor Econômico)

 

FMI: Fundo propõe que Brasil crie comitê para monitorar riscos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, na quinta-feira (06/06), nota técnica avaliando o setor financeiro brasileiro e o conjunto de medidas adotadas em 2010 para garantir a estabilidade do sistema. O documento foi concluído em janeiro e traz sete recomendações. Uma das sugestões é para que o País crie um comitê para monitorar o risco sistêmico e coordenar a reação a crises. O comitê seria formado por representantes do setor financeiro.

Modelos analíticos - Outra recomendação é para que o Brasil desenvolva modelos analíticos avançados para avaliar o risco sistêmico. O relatório também propõe um índice de preços de moradia, com abrangência nacional. O documento do FMI revela preocupação com a alta de preços dos imóveis, que tem sido rápida em algumas regiões metropolitanas, especialmente São Paulo e Rio. Em média, o preço dos imóveis tem subido cerca de 30% ao ano, moderando um pouco em 2011, destaca o relatório.

Sistema financeiro - Sobre o sistema financeiro o documento destaca a concentração do setor, sobretudo na mão de grandes instituições locais, e a forte presença dos bancos públicos no mercado de crédito. A presença de instituições estrangeiras, que representam 20% dos ativos, é considerada baixa. O documento aponta que o risco sistêmico é baixo, mas o ambiente é desafiador. Um dos riscos mencionados é sobre a possibilidade de aumento de inadimplência, em meio ao forte crescimento do crédito em anos recentes, que elevou os níveis de endividamento das famílias a níveis que devem ser olhados com cuidado. O Brasil está exposto às incertezas da economia global e à volatilidade do fluxo de capital, mas as grandes reservas internacionais do País dão um “colchão” significativo.

IOF - Na nota técnica, o FMI avalia que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo Brasil, para controlar os fluxos de capitais ao País em 2009 e 2010 e evitar a valorização excessiva do real, foi eficiente no curto prazo em relação a capitais específicos. Mas a análise também mostra que os investidores estrangeiros tentaram logo depois dos anunciados aumentos do IOF contornar a alta do tributo direcionando suas aplicações a outros ativos e prazos diferentes.

Medidas macroprudenciais - O FMI faz uma avaliação de algumas medidas, chamadas macroprudenciais, adotadas a partir do fim de 2009, mas sobretudo em 2010, quando o Brasil teve grande entrada de recursos externos de curto prazo. A alta do IOF para os investimentos estrangeiros na renda fixa e ações foi uma dessas medidas.

Decisão - O relatório aponta que a decisão do governo foi acertada naquele momento. O aumento do tributo foi “largamente eficaz”, mas a estratégia de colocar as taxas do IOF em diferentes ativos e com prazos diversos levou os investidores a tentar burlar o aumento direcionando os investimentos a novas aplicações.

Dados - O estudo do FMI avalia os dados até dezembro de 2012. Por isso, as estatísticas de 2013 e a mudança anunciada pelo governo esta semana, que zera a alíquota do IOF na renda fixa, não fazem parte da análise.

Objetivos de curto prazo - Para as medidas macroprudenciais adotadas de 2009 a 2011, que incluem, além da alta do IOF, aumento de reservas exigidas dos bancos e mais capital para empréstimos ao consumo, entre outras, o relatório do FMI nota que ela foram efetivas em cumprir os objetivos de curto prazo. Medidas assim, no entanto, só devem ser usadas dentro deste contexto de assegurar estabilidade macroeconômica e financeira, destaca o relatório do Fundo. (Agência Estado)

POLÍTICA: Mudança na votação de vetos preocupa governo

O Palácio do Planalto aguarda uma definição mais clara do PMDB sobre a anunciada nova sistemática de apreciação dos vetos presidenciais para elaborar uma estratégia de como enfrentar este que deve ser o próximo embate congressual com o principal aliado. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agendaram uma reunião para terça-feira (11/06) sobre o assunto. A ideia de ambos é que o Congresso tenha uma rotina de votação de vetos presidenciais.

Cautela - Em razão disso, a ordem no Palácio do Planalto é de cautela para não confrontar previamente o que sairá deste encontro. A presidente Dilma Rousseff, evidentemente, é contrária à derrubada de seus vetos, mas sua equipe de articulação política avalia que, diante do cenário conflagrado na base aliada, essa é uma briga para comprar na hora certa.

MP 609 - "Nossa agenda para a semana que vem é aprovar a Medida Provisória 609. Nosso olhar está todo nela", disse o líder do governo n Congresso, José Pimentel (PT-CE), que dá sinais de respeito à eventual decisão do Congresso de tornar rotineira a derrubada de vetos. "Primeiro que se trata de uma competência do Congresso analisar os vetos, segundo que não há nenhuma sessão marcada para que isso ocorra". Segundo o petista, a única sessão marcada por Renan, que também é presidente do Congresso, é para a leitura de vetos.

Risco - A cautela do governo se explica pelo fato de ser uma operação de alto risco tentar interferir em uma sessão do Congresso para análise de vetos presidenciais. O motivo é simples: o voto é secreto. Com isso, se entrar a fundo para tentar manter vetos importantes - como os da MP dos Portos - pode fazer de uma derrota no plenário mais uma grande derrota política.

Estilho - Além disso, ao menos nessa questão, o PMDB mantém seu estilo de atrapalhar o governo, mas nem tanto assim. O partido defende que sejam apreciados apenas os vetos publicados a partir da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Fux, em dezembro de 2012, quando o Congresso começou a forçar a votação do veto da lei que redistribuiu os royalties do petróleo. Desse modo, ficariam de fora vetos que, assim como o da MP dos Portos, também assombram o governo: o que acaba com o fator previdenciário, o que regulamenta a emenda constitucional 29 e o do Código Florestal.

Posição - Mais cedo ou mais tarde, porém, o governo terá de tomar uma posição sobre a apreciação dos vetos. Ainda mais porque o PMDB já começa a condicionar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) à não-interferência do governo nesse ponto. "A gente não vota a LDO enquanto não tiver uma definição para isso", disse o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Debate - Principal parlamentar contrário ao governo no debate da MP dos Portos, Cunha evita relacionar uma coisa à outra. "Não quero deixar contaminar o debate dos vetos com o dos portos. O objetivo não é prejudicar o governo, é ter um instrumento congressual. Parar com esse negócio de ficar todo mundo se desmoralizando com vetos em cima de acordos realizados no Congresso." (Valor Econômico)


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