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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3114 | 14 de Junho de 2013

COONAGRO: Cooperativas querem estreitar parceria com os portos no setor de fertilizantes

Integrantes do Comitê de Análise de Projetos e Investimentos (Capi) e dos Conselhos de Administração e Fiscal da Coonagro – Cooperativa Nacional Agroindustrial, estiveram reunidos na tarde de quinta-feira (13/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, para tratar de assuntos de interesse do setor e também ouvir o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Durante uma hora, o superintendente fez uma detalhada explanação sobre os trabalhos já realizados nos portos paranaenses, projetos que ainda necessitam de licitação e licenças ambientais e das diversas parcerias realizadas com o setor cooperativista. Segundo Daniel Dias, diretor executivo da Coonagro, “o encontro foi uma oportunidade para que todos os membros do Capi pudessem ouvir e questionar Dividino e assim planejamentos possíveis investimentos na área de fertilizantes (importação, armazenagem e mistura) e ainda entendermos se existem oportunidades nas áreas de terminal de exportação de grãos e carnes via container”. A reunião foi acompanhada pelo superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa e por Lourenço Fregonese, diretor empresarial da Appa.

Entrevista – Na ocasião, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, concedeu uma entrevista exclusiva ao Informe Paraná Cooperativo onde abordou sobre o debate realizado com os representantes da Coonagro e outros assuntos de interesse do setor cooperativista paranaense.

O senhor tem participado de reuniões em várias regiões do estado, como parte do programa Porto no Campo. Esses encontros tem sido positivos?

Luiz Henrique Dividino - Os resultados são muito positivos. Participamos de vários eventos no interior, com o objetivo de prestar contas sobre as atividades da Appa. E nesse momento em que prestamos conta, a gente ouve muita coisa importante, que nos permite, muitas vezes, corrigir rumos. A visita de hoje (reunião com a Conagro) foi muito positiva, viemos falar um pouco dos projetos do Porto, ouvir quais são os projetos da Conagro e das cooperativas que a integram, e tentar contribuir no que a gente puder. O programa Porto no Campo tem uma visão diferente, temos conversado com os formadores de opinião, principalmente do agronegócio, contextualizando o que estamos fazendo e, principalmente, coletando informações. Tínhamos vários casos de reclamações de usuários, de coisas simples, e que para resolver bastava apenas mudar um parâmetro. Eram coisas simples, e por isso é fundamental se aproximar do nosso cliente.  

E quanto a Operação Safra, qual sua avaliação?

Luiz Henrique Dividino - Nossa preocupação começou em agosto do ano passado, quando o agronegócio já dava sinais de uma grande safra. E aí começamos a sentar e conversar com representantes dos terminais, com os operadores portuários privados, uma visão de diálogo. Iniciamos um processo de divulgar o que a gente faria. Na medida em que existe comunicação, e todo mundo está sintonizado e entrosado no mesmo sentido, as coisas acontecem. É o que estamos vendo agora no porto. Estamos movimentando mais cargas sem fila de caminhão. Ainda temos que melhorar, mas, pelo menos, permitimos que os caminhões voltem mais cedo para o campo. Tem caminhões da região do Oeste do Paraná que fazem praticamente uma viagem e meia a mais por semana. É um contexto muito próximo do que a gente gostaria.  

A organização proporcionada pela Operação Safra causou migração de cargas para o Porto de Santos?

Luiz Henrique Dividino - Não, em nenhum momento isso aconteceu. Nós movimentamos 14% a mais de cargas esse ano nos portos paranaenses, em comparação a 2012. Não tem como ir pra Santos e ninguém se destina a ir para uma fila. O que aconteceu, e temos algumas informações pontuais, foi que alguns operadores insistentemente prometiam o que não entregavam para o cliente. E nós falamos a verdade para o cliente: - Se tem uma programação de carga, venha que ela será recebida. Não adianta virar um quebra galho. Em Santos, o que aconteceu foi que os terminais mandam vir, dizendo que irão resolver. E aí o “manda vir” causou o caos, a conta está aí e ninguém está querendo pagar as estadias dos caminhões, porque o exportador diz que a culpa é do terminal, e o terminal diz que a conta não é dele. O melhor a fazer é a gente se organizar e tratar melhor as pessoas.

Qual a sua opinião sobre a nova Lei dos Portos?

Luiz Henrique Dividino - Dois pontos a considerar. O primeiro é o positivo: a lei vem estabelecer um marco que permite à iniciativa privada entrar e avançar ainda mais na prestação de serviço portuário, o que é fundamental no nosso entender. Nós não enxergamos mais os portos com gestão fechada na operação, isso é uma coisa que não faz mais sentido. Temos que ter concorrência e disponibilidade para atender bem o cliente. Tem um lado muito positivo, com terminais privados concorrendo com terminais instalados em áreas públicas, tudo no sentido de promover melhor condição ao cliente. Por outro lado, a lei traz no bojo um excesso de centralização das ações e processos, e inclusive nos processos de ampliação do sistema e de investimento. Isso vai causar uma fila de processos. Todos os portos estão desesperados com suas licitações para investimentos, e virou uma fila em Brasília. No nosso entendimento, seria razoável, que se o porto não tem condições de fazer o serviço, que troque o administrador, mas não manter quem não consegue fazer e ainda levar isso a Brasília. Essa centralização poderia ser revista, o que seria de grande importância para o país. Independendo de contexto de quem fará a licitação. Isso não importa. O que importa é que temos que dar um atendimento ao cliente. 

E quanto às concessões para áreas das cooperativas no Porto, em específico no caso da Cotriguaçu e Coamo?

Luiz Henrique Dividino - Se analisarmos a lei pura e simplesmente, vamos entender que acabaram esses contratos. Mas não é verdade. A Cotriguaçu tem uma área privada, eu diria que 86% da área onde está estabelecida é privada e não pública. Não tem como arrendar essa área. Em função de ser nova a lei, vai se criar um mecanismo para se resolver esse problema. No meu entendimento a Cotriguaçu, além de obter a manutenção das áreas, vai obter talvez até um direito de passagem, porque são áreas privadas. E na Coamo, que ainda não venceu o contrato, não só pelo contexto de ter uma fábrica alocada em Paranaguá, de ter um pedaço que é arrendado, um pedaço de contrato vencido e um pedaço de contrato vigente, não se justifica e não acredito que em nenhum lugar do governo federal alguém irá querer fazer nova licitação. Posso afirmar, porque isso é público, tanto para a Coamo como para a Cotriguaçu, existem pareceres técnicos e jurídicos, inclusive do administrador do Porto, pleiteando, autorizando e assinando a necessidade da manutenção dessas cooperativas naquelas áreas. Eu sinceramente não acredito que tenhamos qualquer negativa por parte do governo federal. 

As cooperativas que tem interesse, como a Coonagro em fertilizantes  podem participar  de futuras licitações, elas estão possíveis ou acessíveis?

Luiz Henrique Dividino - Faz parte do projeto Porto no Campo, informá-las sobre os procedimentos que estamos levando a todo o estado. O programa Porto no Campo é também para que as empresas paranaenses, principalmente as cooperativas, tenham condição de participar desses processos de arrendamento. Não temos nada contra multinacionais ou empresas de fora, mas temos um compromisso com o Paraná e essa é a nossa preocupação. Se analisar as nossas apresentações do Porto no Campo, basicamente nos levamos informações para que todos no interior saibam o que vai acontecer. E quem tiver interesse pode chegar ao porto e a gente dá informações maiores para que possam participar das licitações e se estabelecer com uma nova atividade portuária. 

No que diz respeito à modernização dos portos de Paranaguá e Antonina, o que já foi investido?

Luiz Henrique Dividino - Temos investimentos não só na parte de dragagem e pavimentação, as licitações já foram feitas e estão em andamento. Temos agora a troca de quatro carregadores de navios, da década de 70 que serão substituídos por equipamentos novos, com ganhos de mais 30% na produção. Temos melhorias em diversas áreas no corredor de exportações, moegas, correias, motores, iluminação, equipamentos, substituição de acoplamentos, temos um aumento do pátio de triagem de caminhões, a área já foi desapropriada. A duplicação dos portões de acesso, melhorando o fluxo de entrada e saída do porto, enfim, um conjunto de ações para que o porto venha fazer frente às novas safras. São investimentos que deixaram de ser feitos e agora estão acontecendo. 

E quanto à dragagem, como está o andamento?

Luiz Henrique Dividino - Fizemos o canal externo da galheta, concluímos no final do ano passado, e vamos concluir agora a dragagem no Porto de Antonina nos próximos 20 dias. Paranaguá levamos a profundidade do calado para 15 metros, e Antonina vamos chegar a 8,60 m. A próxima fase é a dragagem da bacia de evolução e berços, para restabelecer os calados de projetos, ou seja, muitas vezes se fala apenas do calado do canal de acesso, mas os navios ficam nas áreas de fundeio, e que precisam também serem dragadas. Temos dinheiro em caixa e estamos esperando apenas a licença ambiental do Ibama. 

E sobre as exigências ambientais, como o Porto tem tratado a questão?

Luiz Henrique Dividino - Cumprimos 100% das exigências ambientais, é um trabalho extenuante, estão exigindo de um porto público mais do que se exige dos terminais privados. Não estamos reclamando, mas dizendo que temos que ser tratados de forma igual. O importante e que cumprimos 100% das exigências. Hoje depende simplesmente da análise da emissão por parte do órgão licenciador. Estamos aptos a receber a licença tanto de operação como para a segunda etapa da dragagem (bacia de evolução e berços). 

Qual sua opinião sobre o Porto de Antonina?

Luiz Henrique Dividino - É um porto complementar e que tem hoje uma movimentação expressiva no setor de fertilizantes. Mesmo sendo menor, não é menos importante para nós. 

Qual a importância do diálogo entidades como a Ocepar?

Luiz Henrique Dividino - A Ocepar tem um destaque no país inteiro. O sistema cooperativista paranaense é referência. As entidades indicam o que é necessário, e é um diálogo fundamental, porque a Ocepar retrata um dos segmentos mais importantes do estado. Estamos sintonizados, recebemos sempre as equipes técnicas da Ocepar, com quem conversamos e eles nos orientam. A gente tem humildade de dizer que nosso negócio é porto, e precisamos ouvir os clientes. E a Ocepar é um importante canal de comunicação, com uma equipe de profissionais com profundo conhecimento do sistema. 

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TREINAMENTO: Abertas as inscrições para novas turmas do Curso de Conselheiros Fiscais

conselheiros fiscais foto 14 06 2013Estão abertas as inscrições para turmas extras do Curso para Conselheiros Fiscais. No dia 24 de junho, a capacitação é destinada a profissionais de cooperativas paranaenses do ramo saúde e será realizada das 17h às 23h, na sede da Unimed Paraná, em Curitiba, e no Sicoob Central, em Maringá. Neste caso, os interessados têm até o dia 20 de junho para se inscreverem por meio dos agentes de Desenvolvimento Humano, por telefone ou e-mail. Já nos dias 25 e 26 de junho, o curso é dirigido aos conselheiros fiscais dos demais ramos, exceto saúde e crédito. As turmas receberão treinamento em Cascavel, na Unicoop, e na sede da Ocepar, em Curitiba. Para essas turmas, o prazo das inscrições vai até o dia 21 de junho.

Programação – A programação do curso inclui a abordagem sobre cooperativismo, o papel do conselheiro fiscal, contabilidade e análise de balanço. Profissionais do Sescoop/PR serão os instrutores.

 

Clique aqui e confira a programação do Curso para Conselheiros Fiscais do ramo saúde

Clique aqui e confira a programação do Curso para Conselheiros Ficais dos demais ramos

 

EXTENSÃO RURAL: Segunda turma reúne profissionais de cooperativas do Oeste, em Cascavel

Vinte e um profissionais de cooperativas do Oeste do Paraná estão participando, nesta sexta-feira (14/06), em Cascavel, do primeiro módulo do Curso de Extensão Rural em Produção Animal promovido pelo Sistema Ocepar, sob a coordenação do Sescoop/PR. É a segunda turma que começou a ser capacitada nessa semana. Na terça-feira (11/06), outro grupo, formado por 22 técnicos da Batavo e Castrolanda, concluíram o primeiro módulo, em Carambeí, região dos Campos Gerais. Ao todo, o curso terá quatro turmas. As outras duas iniciam o treinamento no dia 26 de agosto, também em Cascavel, e no dia 9 de setembro, em Castro. O curso, composto por quatro módulos, visa desenvolver competências dos participantes para criação e manutenção de um ambiente favorável à realização da extensão rural. O assessor técnico da Ocepar, Alexandre Amorim, está acompanhando o início das atividades de todas as turmas. 

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VISITA TÉCNICA: Palestra sobre cooperativismo é apresentada a agricultores do Sudoeste

O analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, ministrou palestra sobre cooperativismo para um grupo de 40 agricultores da região Sudoeste do Paraná, nesta quinta-feira (13/06), em Curitiba. Nesta sexta-feira (14/06) de manhã, os visitantes estiveram no litoral para conhecer o Porto de Paranaguá, incluindo o terminal da Cooperativa Coamo. As atividades fizeram parte de uma viagem técnica que os agricultores ganharam como prêmio por terem ficado entre os selecionados no concurso Propriedade de Referência em Sustentabilidade, promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e Emater em 23 municípios do Sudoeste. Foram avaliadas as propriedades que têm cuidados especiais com o solo, água, florestas e que produzem alimentos de forma sustentável, gerando boa qualidade de vida para o produtor e seus familiares.Na capital paranaense, o grupo este ainda no Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem da Agricultura) e na Seab, onde foram recebidos pelo diretor geral, Otamir Cézar Martins, e pelo assessor da secretaria, Paulo Meira, e demais representantes da Seab e da Emater. (Com informações e fotos da Agência de Notícias do Paraná)

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AGROEX: Evento orienta setores do agronegócio sobre mercado internacional

agroex logo 14 06 2013Será realizado, no dia 20 de junho, a partir das 9h, o 55º Seminário do Agronegócio para Exportação – AgroEx. O evento acontece no anfiteatro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Pato Branco, no Sudoeste do Paraná. A iniciativa é da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cujo objetivo é disseminar informações estratégicas visando estimular os agentes do agronegócio brasileiro a aumentar sua participação no mercado internacional. De acordo com os organizadores, ao longo de seis anos de realização, o evento atingiu cerca de 15 mil participantes em todas as regiões brasileiras.

Tema - Os principais temas abordados serão: desafios e oportunidades às exportações do agronegócio nacional; formas de agregar valor ao produto a ser exportado (as indicações geográficas, indicações de procedência, marcas coletivas); formas de integração dos elos das cadeias produtivas do agronegócio que facilitem o acesso ao mercado internacional; importância das questões sanitárias e fitossanitárias para as exportações do setor agroindustrial brasileiro; panorama das principais negociações internacionais e sua relevância para o setor agroindustrial; estratégias de promoção internacional; ferramentas de busca de informações sobre mercados em potencial; passo a passo da exportação do agronegócio; e apresentação de caso de sucesso da região como forma de estimular aqueles que não exportam a direcionar seus esforços para o mercado externo.

Público alvo - O AgroEx é destinado a estudantes, produtores rurais, cooperativas, distribuidores, agroindústrias, exportadores, associações, sindicatos, instituições de apoio ao agronegócio e agentes multiplicadores locais.

Clique aqui e confira a programação completa do 55º AgroEx

 

AGENDA PARLAMENTAR: Cooperativismo apresenta emendas à Lei do Motorista

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgou o resultado da agenda da semana no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, os trabalhos da Comissão Mista (CESP) destinada a propor alterações à Lei 12.619/2012 chegam à reta final.  Presidida pelo deputado Nelson Marquezelli (SP), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a CESP realizou 8 audiências públicas e contou com a colaboração da OCB para a aperfeiçoamento da lei conhecida como Estatuto do Motorista. O deputado Valdir Colatto (SC), relator da Comissão e representante do Ramo Agropecuário da Frencoop apresentou seu parecer no dia 05/06 quando abriu o prazo para apresentação de emendas e sugestões.

Sistema cooperativista - O Sistema, através do deputado Osmar José Serraglio (PR), representante do ramo tributário da Frente, apresentou emendas com os pleitos do setor cooperativistas.  Dentre as alterações propostas pelas OCB estão: 1) autonomia sobre o controle da jornada de trabalho para os transportadores autônomos de carga; 2) flexibilização dos descansos obrigatórios; 3) construção melhoria dos locais de parada e 4) isonomia de tratamento entre transportadores brasileiros e estrangeiros.

Análise - As emendas apresentadas deverão ser analisadas pelo deputado Valdir Colatto até o dia 18/06, quando acontece a próxima reunião. Após aprovação na Comissão Mista o projeto será distribuído para análise das Comissões de Mérito da Câmara dos Deputados. Para agilizar a tramitação da matéria, os membros da Comissão já estão negociando com a Casa Civil da Presidência da República um texto que atenda as demandas do setor e as expectativas do Governo Federal.

Senado Federal - A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), do Senado Federal, realizou nesta semana a audiência pública “Mecanismos de financiamento de infraestrutura de transportes”. O debate faz parte do 2º ciclo de audiências da CI que tem como tema o “Financiamento e Gestão de Transportes”. A agenda da Comissão para 2013 e 2014 está voltada para o debate sobre investimentos e gestão, com o objetivo de “desatar o nó logístico do país”. Durante a discussão, os representantes do setor privado criticaram a política de concessões do Governo Federal e disseram que o desenvolvimento do país está fortemente ligado à infraestrutura e logística. A diretora da ANTT, Natália Souza, ressaltou que a prioridade do Governo com a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) é a integração entre modais e a ampliação da capacidade da malha de transportes. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana,clique aqui.

COCAMAR I: Unidade de atendimento será inaugurada em Presidente Prudente (SP)

A primeira unidade de atendimento da Cocamar fora do Estado do Paraná será inaugurada no dia 21 (sexta-feira da próxima semana) em Presidente Prudente (SP). Trata-se de uma estrutura destinada a fornecer produtos, principalmente, para o segmento pecuário, como itens da linha veterinária, além de fertilizantes, sementes, defensivos, filtros, pneus, lubrificantes, implementos agrícolas, madeira tratada e outros.As instalações da cooperativa estão situadas na Avenida Coronel José Soares Marcondes, 4.862. A Cocamar possui 54 unidades operacionais nas regiões Noroeste e Norte do Paraná, onde faz a recepção de produtos agrícolas e a comercialização de insumos agropecuários. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Começa a terceira etapa do projeto “Fazendo Arte do Sabor”

O projeto “Fazendo Arte com Sabor”, implementado pela Cocamar por meio dos produtos Purity,  chega à sua terceira etapa, o teatro infantil. Nos dias 17, 18, 19, 24 e 25 deste mês, serão realizadas 13 apresentações da peça “Saltimbancos”, que mostra de forma lúdica a importância da reciclagem e de hábitos sustentáveis no cotidiano das crianças. Nos dias 17 e 24, as peças serão encenadas as 9h45 e 14h. Nos demais dias as apresentações ocorrerão as 8h30, 9h45 e 14h., todas no Teatro Calil Haddad. O teatro será levado para mais de 9,2 alunos de 1ª a 5ª série de 27 escolas municipais de Maringá, participantes do projeto.

Quarta edição - É a quarta edição do “Fazendo Arte com Sabor”, que tem como objetivo de chamar a atenção das crianças para responsabilidade socioambiental. O projeto atua no recolhimento de embalagens cartonadas que se transformam em oficinas de arte para os alunos da cidade. Com quase 3 milhões de embalagens recicladas e mais de 10 mil crianças atendidas, a iniciativa atua com a comunidade, utilizando a reciclagem como alternativa para os resíduos gerados. (Imprensa Cocamar)

CASTROLANDA: Agroleite define programação de julgamentos

castrolanda 14 06 2013A Castrolanda, organizadora do Agroleite 2013, evento que será realizado de 12 a 16 de agosto, no Parque de Exposições Dario Macedo, em Castro (PR) tem definida a programação de julgamentos. A agenda do Agroleite abre com o julgamento da raça simental, às 8h30 da segunda-feira (12 de agosto). No próximo dia é a vez da Raça Simlandês, cruzamento do simental e holandês entrar em pista (13 de agosto, às 8h30) e no período da tarde a etapa nacional da raça Pardo-Suíça. 

Jersey - A quarta-feira está reservada para a Raça Jersey. Às 8h30 da manhã o julgamento dos animais jovens e no período da tarde animais adultos. Na quinta-feira a raça holandesa vermelha e branca abre a manhã de julgamentos e no período da tarde os animais jovens da raça holandesa preta e branca.

Grande final - Sexta-feira, 16 de agosto, será a grande final. No período da manhã haverá o julgamento do clube de bezerras e de tarde animais adultos da raça holandesa e também o julgamento da vaca do futuro e a campeã suprema Agroleite 2013, que será anunciada com o tradicional de banho de leite, um grande show de luzes e pétalas de rosas. São esperados mais 90 expositores com cerca de 550 animais das raças holandesa, jersey, pardo-suíça e simental.

Inscrições - As inscrições serão realizadas até o dia 26 de julho. Os expositores interessados em participar do evento devem acessar o site (www.agroleitecastrolanda.com.br) e preencher a ficha de inscrição. Após colocar os dados do animal, o expositor deve encaminhar a documentação para a área de negócios leite da Cooperativa. Serão exigidos exames de tuberculose e brucelose dos últimos três anos do rebanho, atestado andrológico e ginecológico e atestado de vacinação de brucelose. 

Agroleite - O Agroleite é referência nacional da cadeia produtiva do leite, abrangendo desde a produção primária até a distribuição, com exposições das raças holandesa, jersey, simental e pardo-suíça e a participação dos mais tradicionais criadores do Paraná e outros Estados. Na última edição, o evento recebeu 80 mil pessoas e foram comercializados R$ 40 milhões durante os cinco dias. (Imprensa Castrolanda)

 

COAMO: Imprensa destaca bom resultado na venda de óleo de soja

coamo 14 06 2013O óleo de soja refinado Coamo está, mais uma vez, entre os preferidos do consumidor brasileiro, conforme pesquisas realizadas anualmente por diversos canais de vendas. Desta vez, segundo o ranking divulgado na pesquisa Reconhecimento de Marcas da Revista Supermercado Moderno, o produto subiu de colocação e agora aparece como o 3º mais vendido no país. O óleo de soja refinado Coamo também está posicionado em 3ª na região Sul, no interior de São Paulo e na capital paulista. Essa pesquisa - de share of mind - é realizada com exclusividade pela revista Supermercado Moderno que utiliza o critério da Nielsen de divisão do país, por áreas comerciais, junto a 32 mil supermercadistas do segmento varejo de todo o país.

Conquista - A equipe do Programa Diário Notícias, da TV Carajás, de Campo Mourão, esteve no Parque Industrial da Coamo e conversou com o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini sobre essa conquista. Para conferir a matéria acesse o link:  http://www.coamo.com.br/?p=YWxyb3RsaXMvYW16dG9sc2kvbGVyYWNhaUB6aHo/YWQ9NjMz  (Imprensa Coamo)

 

SICREDI UNIÃO PR: Apresentação para comerciários é feita com a Associação Comercial de Astorga

Como primeiro resultado de uma parceria firmada na recente Expoingá, em Maringá, a Sicredi União PR e a Associação Comercial, Empresarial e Agrícola de Astorga (ACEAA) promoveram, no último dia 10, no Astorga Tênis Clube, naquela cidade, uma apresentação teatral intitulada “A incrível arte de vender”, a cargo da empresa Seu Chico Treinamentos. Participaram cerca de 450 convidados, a maior parte formada por comerciários.

Preparação - De acordo com o presidente da ACEAA, Lourival Macedo, a iniciativa teve a finalidade de mostrar “a importância de se estar bem preparado para atender ao cliente e efetivar a venda”. “Foi um evento muito elogiado”, disse o gerente da Sicredi em Astorga, Nilson Gasparetto. A empresária e fotógrafa Maísa Benato foi uma das presentes. Segundo ela, “realizações como essas motivam os colaboradores das empresas, orientando-os em seu trabalho e no relacionamento com a clientela”.  (Imprensa Sicredi União PR)

SICREDI COSTA OESTE: Motocicleta é sorteada na primeira Semana Carros e Motos

sicredi costa oeste 14 06-2013Waldir João Barbian, morador da Linha Guará, em Marechal Rondon, é o ganhador da Honda C100 Biz, sorteada na quarta-feira (12/06) entre os clientes que compraram na primeira Semana Carros e Motos Sicredi Costa Oeste. O sorteio foi realizado na unidade Sicredi da Avenida Maripá, com a presença de dirigentes da cooperativa de crédito, da Acimacar e representantes das revendas parceiras da promoção.

Entrega - A motocicleta será entregue ao felizardo na próxima terça-feira (18/06), após reunião da diretoria da Associação Comercial. Conforme previa o regulamento da promoção, será premiado também o vendedor Hilson Aléssio, da Interlagos Veículos, com uma poupança de R$ 200,00 no Sicredi.

Cupons - O nome de Barbian foi sorteado em meio a um total de 68 cupons de clientes que efetivaram negócio durante a Semana Carros e Motos. Em volume de operações, a promoção gerou mais de R$ 1,6 milhão em vendas, sendo que 60% deste montante foi liberado em forma de crédito pela Sicredi Costa Oeste. O restante equivale a recursos próprios dos compradores.

Avaliação - “Tivemos um grande volume de negócios efetivados, movimentando todos os recursos em nossa cidade. Essa é a essência de uma cooperativa: agregar renda para as comunidades onde está inserida”, afirma o presidente da Sicredi Costa Oeste, Adolfo Rudolfo Freitag. A avaliação é a mesma do presidente da Acimacar, Josué Maioli. “Foi uma surpresa muito agradável o resultado alcançado com a promoção. Um evento que foi criado para suprir a ausência do tradicional Feirão de Veículos, cancelado em função da interdição do Centro de Eventos, mas que se mostrou altamente positivo para o comércio rondonense”, revela. (Imprensa Sicredi Oeste)

 

EMBRAPA: Agricultura familiar é a mais afetada pelas mudanças do clima

Os agricultores familiares são os produtores agrícolas mais intensamente afetados pelas mudanças do clima, como a alteração do ciclo das chuvas e o aumento das temperaturas causado pelo efeito estufa, informou o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad, um dos palestrantes do seminário Caminhos para uma Agricultura Familiar sob Bases Ecológicas: Produzindo com Baixa Emissão de Carbono, que ocorre nesta quinta e sexta-feira (13 e 14/06), na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O evento discute as formas de produção agrícola familiar de forma sustentável nos diversos biomas brasileiros.

Efeitos - Sobre os efeitos do clima na produção agrícola, o pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad, explicou que a chuva é um dos fatores mais importantes. No caso do Brasil, a quantidade total de chuvas não tem tido alterações, mas a intensidade das precipitações, sim. Isso resulta no aumento da erosão, na perda de fertilizantes e em inundações de áreas produtivas - como em áreas ribeirinhas, ocupadas, principalmente, por pequenos produtores.

Aumento das temperaturas - Assad também explicou que, em relação ao aumento das temperaturas, deverá haver uma mudança na geografia das produções agrícolas no Brasil, com o deslocamento de algumas plantações para o sul, onde o clima é mais ameno. No caso dos agricultores familiares, esse deslocamento ocorre em menor escala, pois a maioria das famílias está fixada em local determinado. Para elas, portanto, o prejuízo é mais intenso - também por ser, em muitos casos, a única fonte de subsistência.

Exemplos - Os exemplos de prejuízos são as produções de laranja e do café. Picos de temperatura, tanto para o quente quanto para o frio, alteram a floração da lavoura - o que faz com que as frutas e os grãos percam qualidade. De acordo com o pesquisador da Embrapa, em 2010, só o estado de São Paulo perdeu 250 mil hectares de café por causa das alterações de temperaturas. Atualmente, muitas plantações no estado foram substituídas por seringueiras, o que fez com que São Paulo tenha ultrapassado o Acre, como o maior produtor de borracha no país.

Programa ABC - Para tentar minimizar os impactos do clima sobre a produção agrícola familiar, Assad citou o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que propõe ações que minimizem as emissões de gases causadores do efeito estufa. Essas medidas têm o objetivo de evitar e, sobretudo, não intensificar os problemas já existentes, decorrentes das mudanças climáticas. O programa tem vigência de 2010 a 2020 e oferece linhas de crédito.

Sistemas agrícolas - Para o pesquisador, o programa parte da adoção de sistemas agrícolas (aplicação de técnicas e tecnologias), que podem ser conduzidos tanto por agricultores empresariais quanto por familiares - variando a escala das iniciativas. Segundo ele, no caso da agricultura familiar, é importante a participação de atores estratégicos, no sentido de conscientizar as famílias para a adoção desses sistemas. Entre esses atores estão cooperativas (só de grão, carnes e leite são mais de 900 no Brasil), produtores de sementes (mais de 700 entrepostos), postos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Aters) e universidades com cursos de ciências agrárias (atualmente, há mais de 400, considerando zootecnia e medicina veterinária). (Agência Brasil)

CEPAL: Produtividade agrícola brasileira cresceu 3,7 vezes em 35 anos

O índice de produtividade agrícola brasileiro multiplicou-se 3,7 vezes de 1975 a 2010, o dobro da velocidade observada nos Estados Unidos. O incremento da produtividade no Brasil corresponde a um crescimento médio de 3,6% por ano ao longo de 35 anos, descontados aumentos simultâneos na quantidade total de custos no campo, entre trabalho, máquinas e outros. Os resultados são de uma pesquisa apoiada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Concentração - Nas últimas décadas, o país diminuiu a grande lacuna de eficiência ainda existente em relação a estruturas mais modernas, mas manteve uma produção agrícola muito concentrada em poucas propriedades, com 10% dos estabelecimentos respondendo por 85% do valor bruto produzido.

Quantidade - Os autores, Armando Fornazier, doutorando em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e José Eustáquio Vieira Filho, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a produtividade agrícola calculada no estudo refere-se ao aumento da quantidade de produto que não é explicada pelo aumento da quantidade dos insumos, mas sim por ganhos de eficiência da produção, os quais dependem basicamente do desenvolvimento científico e tecnológico.

Pós anos 80 - Segundo os autores, a modernização do setor agrícola brasileiro transcorreu em momento posterior ao da agricultura americana. “No Brasil, a mecanização do campo e o uso de insumos modernos, bem como o avanço para novas fronteiras produtivas, como o Centro-Oeste, só vieram a ocorrer nos anos 1980, complementando o planejamento nacional de pesquisa agropecuária desde a criação da Embrapa em 1973”.

Estabilização econômica - O crescimento da produtividade, segundo os autores, ocorreu após a estabilização econômica na década de 1990, impulsionado por oferta de crédito e programas governamentais. As políticas, segundo o estudo, foram mantidas, o que proporcionou o avanço do agronegócio. (Valor Econômico)

AGRONEGÓCIO: Saldo da balança cai 0,8% em maio, para US$ 8,8 bi

O saldo da balança comercial do agronegócio somou US$ 8,85 bilhões em maio, queda de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações do setor encolheram 0,9%, para US$ 10,17 bilhões. As importações também caíram, 1,2%, para US$ 1,32 bilhão. O aumento de 1% nas exportações de soja,  que respondeu por quase metade da receita externa do setor (US$ 4,94 bilhões) foi insuficiente para conter a queda nas exportações de cereais  (-41,5%), açúcar e etanol (-12,6%) e café (-8,1%). Ao todo, 14 produtos da pauta registraram um desempenho inferior ao de maio do ano passado.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, a performance é mais satisfatória. Entre janeiro e maio, o saldo da balança cresceu 12,08%, para US$ 33,35 bilhões. No período, as exportações cresceram 10,1%, para US$ 40,39 bilhões, enquanto as importações avançaram 1,4%, a 7,04 bilhões. Carro-chefe da pauta, as exportações de soja e derivados cresceram 4%, para US$ 13,13 bilhões.  As carnes ocuparam a segunda posição, fechando o período com vendas de US$ 6,86 bilhões, alta de 7,9% ante igual período de 2012.  As vendas de açúcar e etanol também avançaram, 34,5%, para US$ 5,09 bilhões.

Destino - A Ásia foi o principal destino das exportações do setor, responsável por US$ 16,85 bilhões entre janeiro e maio,  24,7% mais que em igual período do ano passado. A União Europeia foi o segundo principal destino, com compras de US$ 8,69 bilhões, queda de 5,8% na comparação anual. (Valor Econômico)

COMÉRCIO MUNDIAL: Brasil se defende de questionamentos na OMC

O Brasil informou ontem a seus parceiros na Organização Mundial do Comércio (OMC) que não faz exigência de "desempenho exportador" para segmentos do agronegócio beneficiados com desonerações pelo Plano Brasil Maior. Atualmente um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo, o país tem sua política agrícola monitorada atentamente por outros países, que utilizam o Comitê de Agricultura da OMC para fazer constantes questionamentos.

Canadá - Nesta quinta-feira (13/06), o Canadá voltou a fazer indagações a respeito de segmentos contemplados com a isenção de 20% da contribuição previdenciária se 50% ou mais do faturamento tiver origem em exportações. A resposta brasileira foi que o governo apenas alterou a metodologia de cálculo da contribuição e que a não se trata de um subsidio.

Esclarecimento - Também a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) se mobilizou para esclarecer que "a desoneração da folha não está ligada às receitas de exportações, e sim ao que é produzido com destinação ao mercado interno", externando seu receio de que isso seja interpretado internacionalmente como subsídio às exportações.

Outros segmentos - Os canadenses questionaram se outros segmentos, além de suínos, frango, bovinos, vinho, nutrição animal e lácteos, estavam cobertos pelo beneficio. A resposta foi que a cobertura está definida desde janeiro e que a mudança na metodologia foi "apenas para simplificação burocrática".

PEP - Quanto ao questionamento dos Estados Unidos sobre qual o real montante de subsídios domésticos no Brasil, especificamente os referentes ao Programa de Escoamento da Produção (PEP), a delegação brasileira respondeu que, "no momento", o governo não pode fornecer a informação, mas que a Conab está desenvolvendo um "mecanismo de controle" que poderá tornar os dados disponíveis no futuro.

Outros países - União Europeia, Austrália e Nova Zelândia, outros países de peso no comércio agropecuário mundial, questionaram os apoios oferecidos pelo Brasil com base em notificação feita pelo país de seus subsídios agrícolas em 2010.

Alimentos nas escolas - Uma das questões foi se o programa de alimentos nas escolas exige suprimento apenas de produção doméstica. O Brasil respondeu que a exigência é que pelo menos 30% do volume venha da agricultura familiar. Explicou que a agricultura familiar, definida como quem tem entre 5 e 110 hectares, representa 33% do PIB da agricultura brasileira e emprega 74% da mão de obra no setor.

Financiamentos - O Brasil informou, também, que 93,3% dos financiamentos para investimentos agrícolas foram fornecidos pelo governo ou por fundos privados com juros controlados. (Valor Econômico)

INDÚSTRIA: Governo inclui mais cinco empresas no Paraná Competitivo

industria 1406 2013O Governo do Estado incluiu nesta quinta-feira (13/06) mais cinco empresas no programa Paraná Competitivo. Os benefícios fiscais foram concedidos para indústrias que estão ampliando suas unidades instaladas no Estado, com investimentos que somam R$ 273 milhões. Em pouco mais de dois anos e meio o Paraná Competitivo já atraiu mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos, que estão gerando 136 mil empregos com carteira assinada em todas as regiões do Estado.

Incentivos - Em Mandaguari, no Noroeste do Estado, a Romagnole que produz equipamentos de redes elétricas e transformadores foi beneficiada. Na Região Metropolitana de Curitiba, receberão os incentivos a Kabel, fabricante de peças para máquinas agrícolas e equipamentos, e a Quantum, de placas e circuitos eletrônico, em Almirante Tamandaré, e Magius, fabricante de peças e acessórios para veículos. em São José dos Pinhais. Na capital, a WHB Fundição, que fabrica peças para o setor automotivo, também integra o Paraná Competitivo.

Negociação - Segundo o secretário em exercício da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul Horácio Monteschio, os benefícios foram negociados juntos ao setor produtivo para garantir a competitividade das empresas. “São ações do Governo que mantém e ampliam os empregos das empresas já instaladas no Paraná com o aumento da produtividade industrial”, afirmou, durante a reunião do conselho gestor e deliberativo do Paraná Competitivo, no Palácio das Araucárias.

Presenças - Também participaram da reunião os secretários Reinhold Stephanes (Casa Civil), José Richa Filho (Infraestrutura e Logística), Luiz Claudio Romanelli (Trabalho, Emprego e Economia Solidária), Alípio Leal (Ciência e Tecnologia) e Edson Casagrande (Assuntos Estratégicos) e representantes das secretarias do Planejamento, Família e Desenvolvimento Social, Meio Ambiente e Fazenda.

Desburocratização - Além da concessão dos benefícios, foi convocada reunião com o Conselho Consultivo do Paraná Competitivo para receber sugestões e debater propostas que eliminem a burocracia e a lentidão em processos administrativos. “Vamos ouvir os segmentos da agricultura, comércio, indústria e serviços. Ouvir de quem mais sofre no dia a dia com a burocracia da máquina pública. Queremos coletar propostas práticas que ajudem na desburocratização e, assim, aumentar a produtividade paranaense”, explicou o secretário Edson Casagrande, que é o coordenador do eixo de desburocratização do Paraná Competitivo.

Integrantes - O conselho é formado por representantes do Sebrae, Federação das Indústrias do Estado Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Federação dos Transportadores do Paraná (Fetranspar), Federação das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), Federação das Associações Comerciais e Industriais do Paraná (Faciap), Associação Comercial do Paraná (ACP) e Federação das Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Fepampar). (Agência de Notícias do Paraná)

 

AMCHAM: EUA querem investir no Brasil, mostra pesquisa

archam 14 06 2013Empresários americanos mostram grande interesse em investir no Brasil no curto prazo, atraídos principalmente pelas perspectivas de crescimento do mercado interno, indica pesquisa realizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 92 empresas dos Estados Unidos, das quais 60% ainda não têm negócios no país. Desse grupo, 65% das companhias estão dispostas a começar a operar no país nos próximos seis meses. Das empresas que já têm vínculos com o Brasil, 89% pretendem ampliar operações ou abrir um escritório no país, com 47% planejando fazê-lo já no próximo semestre.

Setores - A pesquisa da Amcham recolheu informações de empresas automobilísticas, de logística, varejo, bens de consumo, educação, petróleo e gás, tecnologia da informação e comunicações, agronegócio e transporte e turismo. As possibilidades de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, com oportunidades de investimento em infraestrutura, atraem Brad Lurie, presidente da Bright Light Systems, que fabrica equipamentos de iluminação para aumentar a eficiência energética em portos, aeroportos e grandes fábricas. Lurie disse que pretende montar uma operação no Brasil daqui seis meses ou um ano.

Dúvidas - O empresário ainda tem dúvidas se vai se estabelecer sozinho ou se terá um parceiro brasileiro. "O Brasil é um mercado em expansão, e a expectativa é que haverá muito investimento em infraestrutura e logística", afirmou Lurie, participante do seminário "Como fazer negócios e investir no Brasil", promovido pela Amcham, em Atlanta. Montar o negócio no Brasil e criar uma cadeia de fornecimento local lhe parece hoje a melhor opção.

Potencial - Para a gerente de comércio exterior da Amcham, Camila Moura, a pesquisa indica que o crescimento mais fraco nos últimos anos não tirou o ímpeto dos empresários americanos de investir no país. "Estão olhando o potencial, não para o curto prazo", disse ela, ressaltando o interesse de investimentos americanos imediatos.

Principal motivo - Das empresas que ainda não têm ligações com o Brasil, 37% apontam o crescimento do mercado consumidor como o principal motivo para querer investir no país, com 22% citando a importância diversificação de mercados e de depender menos da economia dos EUA. No caso das companhias que já fazem negócios no Brasil, o crescimento do mercado interno é mencionado por 50% dos entrevistados como a grande vantagem.

Oportunidades - Diretor de operações e analista-sênior da Libreum Capital Management, Tony Martin considera normal o país ter um período de menor crescimento. "O Brasil não está imune ao ciclo de negócios." A proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada oferecerá oportunidades interessantes de investimento, disse ele, considerando que as obras de infraestrutura continuarão a beneficiar o país mesmo depois dos eventos.

Mais informações - Martin foi ao evento da Amcham para buscar mais informações sobre qual a melhor opção de investir no Brasil nesse momento: se por meio do fundo de hedge ou fundo de participação no capital (private equity) da Libreum. Para a sua empresa, é importante entender questões de regulação, taxação e da liquidez das alternativas de investimento. Otimista com as perspectivas de crescimento de longo prazo do país, Martin planeja investir no Brasil num prazo de seis meses a um ano.

Mercado interno - Radicado em Atlanta, o presidente Advanced Global Advisers, Wilson Faure, faz consultoria para empresas americanas que pretendem atuar no Brasil. Segundo ele, os empresários dos EUA veem o crescimento do mercado interno, com a ascensão da classe média, como boa opção de negócios na área de bens de consumo, além de mostrar muito interesse no setor de infraestrutura. "A Geórgia (Estado cuja capital é Atlanta) é muito forte na área de logística, serviços e tecnologia."

Concessões - Para Faure, as recentes mudanças nas regras de concessões são um ponto favorável, que podem atrair mais capital americano para o país. A taxa de retorno das concessões de rodovias e ferrovias, por exemplo, foi elevada.

Sistema tributário - Um fator que preocupa bastante os empresários dos EUA é a complexidade do sistema tributário brasileiro, destacou Faure. Na pesquisa da Amcham, a alta carga tributária aparece como o segundo maior obstáculo para fazer negócios e investir no Brasil. O peso dos impostos é mencionada por 21% das empresas que já atuam no Brasil e por 20% das que ainda não estão no país. A burocracia dos processos administrativos e aduaneiros ficou à frente como o grande problema, apontado por 33% das companhias que já atuam no país e por 27% das que não têm negócios no Brasil.

Investimentos estrangeiros - "Os empresários olham para esses problemas, mas isso não impede que queiram investir no país", diz Camila, para quem esse interesse no mercado brasileiro contribui para sustentar o elevado fluxo de investimentos estrangeiros diretos para o Brasil, que totalizam US$ 64 bilhões nos 12 meses até abril. (Valor Econômico)

 

BANCO CENTRAL: Economia brasileira cresceu 0,84% em abril, aponta índice do BC

banco central 14 06 2013O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), criado pela autoridade monetária para antecipar a tendência do Produto Interno Bruto (PIB), aponta que a economia do país cresceu 0,84% em abril na comparação com o mês anterior, já descontados fatores sazonais. A alta foi mais acentuada do que a média das apostas das 13 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data. As projeções variaram entre queda de 0,3% e avanço de 1,2% e a média das previsões ficou em avanço de 0,6%. Sem ajuste sazonal, o IBC-Br teve alta de 2,7% em abril ante março, informou o BC na manhã desta sexta-feira.

Março/fevereiro - Em março sobre fevereiro, o indicador subiu 1,07%, na série com ajuste, uma revisão do dado divulgado no mês passado - que foi de alta de 0,72%.

Abril - Na comparação de abril com o mesmo mês de 2012, o indicador do BC apresentou avanço de 7,3% nos números sem ajustes sazonais (o melhor critério, já que se trata de períodos iguais do ano). Com ajuste sazonal, o índice subiu 4,85%.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, o IBC-Br registrou alta de 3,2% na versão sem ajustes, ante o mesmo período do ano passado.

IBC-Br - Já o IBC-Br médio de 12 meses acumulados em abril aumentou 1,57% quando comparados os períodos terminados em março deste ano e em março de 2012.

Variáveis - O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos.

PIB - O PIB, por usa vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

Relatório de março - O BC, no Relatório de Inflação de março, divulgou uma estimativa de expansão do PIB de 3,1% neste ano. Já para os analistas de mercado, consultados para o Boletim Focus da última semana, o crescimento será de 2,53%. Depois da divulgação de expansão de 0,6% no primeiro trimestre na comparação com os três últimos meses de 2012, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o governo vai revisar para baixo a previsão de crescimento para este ano – atualmente em 3,5%.

Revisão e descolamento - Junto com a divulgação dos dados de abril, o BC informou que as leituras do seu IBC-Br em 2013, na série com ajustes sazonais, foram revisadas. No caso de março, o indicador, que antes apontava alta de 0,72% em relação a fevereiro, foi revisado para aumento de 1,07%. A queda apurada em fevereiro sobre janeiro agora é de 0,26%, ante 0,36% divulgados anteriormente. O número de janeiro também foi revisado, de alta de 1,05% para aumento de 1,03%. Assim, pelo IBC-Br, a atividade econômica brasileira cresceu 1,22% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses do ano passado.

Descolado - A revisão deixou o IBC-Br ainda mais descolado do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de expansão de apenas 0,6% no primeiro trimestre de 2013, sobre o quarto trimestre de 2012. (Valor Econômico)

 


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