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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3118 | 20 de Junho de 2013

VISITA: É preciso disseminar a cultura do cooperativismo, diz presidente da Sicredi Credjuris

“É preciso disseminar a cultura do cooperativismo, nas escolas e universidades, para que mais pessoas conheçam e compreendam o alcance do trabalho cooperativo.” A opinião é do presidente da Sicredi Credjuris, Paulo Habith, que visitou, na tarde desta quarta-feira (19/06), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, onde foi recebido pelo presidente João Paulo Koslovski. Também acompanhou o encontro o presidente da cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio. Segundo Habith, o cooperativismo tem tido forte expansão no Paraná, com crescente qualificação de seus quadros administrativos. Ele cita o Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas, do qual participa, como um exemplo da preocupação do setor com o aprimoramento e intercâmbio de conhecimento. “Entendo como fundamental buscar o aperfeiçoamento por meio de cursos de alcance internacional, porque dá aos gestores uma visão mais ampla sobre os procedimentos de governança, de constituição e atuação de sistemas cooperativistas de outros países, modelos muitas vezes distintos do que temos no Brasil”, analisou. “O Programa Internacional traz subsídios importantes para que possamos aperfeiçoar nossa atuação, além de favorecer a criação de relações com cooperativas de outros países, favorecendo o intercâmbio constante de informações e estratégias”, completou.

Intercâmbio - O presidente da Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, concorda quanto à importância das cooperativas brasileiras manterem um constante intercâmbio de informações com o que ocorre em outros países. “Estudar o cooperativismo, evoluir do ponto de vista estratégico e comercial, é algo prioritário e que deve exigir atenção contínua”, defende. O dirigente, que participa do Programa Internacional de Formação, ressalta a percepção que os cooperativistas tiveram em recente viagem de imersão aos Estados Unidos. “As cooperativas de crédito e de produção, em pleno momento de crise econômica, foram o contraponto, com resultados melhores aos obtidos por grandes grupos e conglomerados mercantis. Serviram de âncora e porto seguro, sem nunca se desligarem das pessoas, de seus cooperados. O que ocorreu nos Estados Unidos foi uma quebra de paradigma”, avaliou. “A outra condição que observamos, é a força e organização dos sistemas de representação das cooperativas da América do Norte. Mostra que, juntamente com o lado econômico, é preciso intensa articulação política para evoluir nas questões de legislação, na parte tributária, entre outras, para garantir a sustentabilidade e longevidade dos empreendimentos cooperativistas”, concluiu Baggio.   

Crescimento - A Sicredi CredJuris (Cooperativa de Crédito Mútuo dos Integrantes da Magistratura e do Ministério Público do Estado do Paraná) foi fundada em setembro de 2001, com sede em Curitiba. Atualmente tem cerca de 900 cooperados (juízes, promotores, procuradores e desembargadores), e administra mais de R$ 55 milhões em ativos. Segundo Habith, com o tempo e o crescimento da cooperativa, as vantagens oferecidas aos cooperados ajudaram a equilibrar as taxas médias do sistema financeiro. Bancos tradicionais passaram a oferecer taxas de empréstimos diferenciadas para profissionais do Judiciário. “A atuação da cooperativa, que trabalha com juros de 1%, 1,20% e 2%, percentuais muito pequenos, fez mesmo com que a média das taxas praticadas pelo mercado também caíssem. Ao cooperado, além de não serem cobradas taxas para a formação de conta corrente, talão de cheque, anuidade de cartão, entre outros serviços, há também o repasse das sobras do exercício”, explicou. Em 12 anos de atuação, a Credjuris já distribuiu mais de R$ 3 milhões em sobras aos cooperados. Quanto a 2013, Habith mantém o otimismo, mas prefere cautela antes de estimar os resultados do ano. “Nosso crescimento tem sido de 20% ao ano, porém, em 2013, ainda estamos analisando o comportamento da economia nacional, com a valorização do dólar, aumento de custos e inflação crescente. São situações que precisam ser avaliadas”, finalizou.

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PARCERIA: Representante do governo de Cingapura prospecta negócios no Paraná

1parceria 20 06 2013Ampliar os negócios com países da América do Sul, envolvendo a compra e vendas de produtos. É com esse propósito que Alberto Piovezani, do escritório comercial do governo de Cingapura no Brasil, está percorrendo diversos estados brasileiros. Nesta quarta-feira (19/06) à tarde, ele esteve na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, acompanhado de Danniele Varella Rios, do Centro Internacional de Negócios do Paraná, entidade que integra o Sistema Fiep. Piovezani foi recebido pelo gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, e pelo analista Gilson Martins. “Cingapura está prospectando novos fornecedores e compradores para diversos itens. No caso das cooperativas, o interesse se concentra nos produtos alimentícios”, informou Gilson Martins. Ele lembra ainda que Cingapura possui um dos cinco portos mais movimentados do mundo. “É um local estratégico de entrada e distribuição de produtos na Ásia”, acrescentou.

Exportações - Atualmente, as cooperativas do Paraná mantém uma relação comercial discreta com aquele país. Em 2012, as exportações do cooperativismo paranaense para Cingapura somaram cerca de US$ 5 milhões em produtos como carnes de suínos, frangos e suco de laranja. No ano passado, as vendas externas do setor atingiram o total de US$ 2,1 bilhões. As cooperativas do Paraná comercializaram cerca de 76 diferentes produtos para 106 países, sendo que a China foi o destino da maior parte dos embarques feitos pelo setor.

Sobre Cingapura - Cingapura está localizada no sudeste asiático e é formada por 63 ilhas. A economia depende fortemente da indústria e dos serviços. O país é um líder mundial em diversas áreas: é o quarto principal centro financeiro do mundo e o terceiro maior centro de refinação de petróleo. O Banco Mundial o considera como o melhor lugar para se fazer negócios. O país tem o terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra e uma população de 5 milhões de pessoas, formada principalmente por descendentes de chineses, malaios e indianos.

 

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 Cingapura possui um dos cinco maiores portos do mundo

AGROEX: Cooperativas participam de debates sobre comércio exterior, em Pato Branco

Profissionais de cooperativas da região sudoeste estão entre os cerca de 350 participantes do 55º Seminário do Agronegócio para Exportação – AgroEx, que acontece nesta quinta-feira (20/06), no anfiteatro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Pato Branco, Sudoeste do Estado. A iniciativa é da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com apoio de várias instituições, entre elas a Ocepar. A entidade está sendo representada no Agroex pelo analista técnico e econômico, Robson Mafioletti. “A programação integra apresentações que tratam de temas ligados ao comércio exterior, como a importância do Paraná e do Brasil neste contexto. No Brasil, o agronegócio responde por 39% das exportações. No Paraná, este percentual é de 73% do total embarcado pelo Estado”, informa Mafioletti. O evento encerra às 16h.

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DEPÓSITO INTERFINACEIRO: Uma saída para agilizar a liberação de crédito por cooperativas

interfinanciamento 20 06 2013Um novo instrumento criado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) tende a agilizar a concessão de crédito por parte das cooperativas agrícolas do país. Na terça-feira (18/06), o órgão regulamentou o chamado Depósito Interfinanceiro Vinculado ao Crédito Rural (DIR). O instrumento visa facilitar a transferência de recursos do sistema nacional de crédito rural dos bancos para as cooperativas. "Era um sonho antigo nosso", afirma Dilmar Antônio Peri, gerente de produção da Credicoamo, braço de financiamento da Coamo, maior cooperativa do país, com sede em Campo Mourão, no Paraná.

Cédula-mãe - Peri explica que as cooperativas já captam recursos junto aos bancos, por meio de um instrumento conhecido como cédula totalizadora (ou cédula-mãe) - uma espécie de carta de crédito, com base na qual a cooperativa pode oferecer empréstimos aos agricultores.

Documentação - A liberação do dinheiro só acontece, porém, quando a cooperativa apresenta a relação e a documentação dos agricultores a serem contemplados. Segundo o gerente, o processo demora até 15 dias. "É um período no qual o produtor fica descoberto, sem seguro", observa ele.

Captação direta - Com o DIR, explica Peri, as cooperativas passam a captar o recurso diretamente dos bancos, sem a necessidade de apresentar a lista dos tomadores. "A partir de agora, quando o produtor assinar o financiamento, o dinheiro já estará disponível", diz.

Exigências - Com o novo instrumento, os bancos também devem ter mais facilidade para cumprir as exigências em relação ao crédito rural. Os bancos são obrigados a direcionar 34% dos depósitos à vista para o financiamento agrícola, uma tarefa difícil para instituições menores ou com pouca penetração nas zonas rurais. Quem não cumpre a exigência tem de deixar o recurso depositado por 12 meses no Banco Central, sem remuneração.

Juros controlados - Os recursos do sistema de crédito rural possuem juros controlados, e os bancos não podem cobrar spread. Para financiar a safra 2013/14, está prevista a liberação de R$ 136 bilhões com taxas de 1,5% (nas linhas disponíveis para a agricultura familiar) a 5,5%, conforme o Plano Agrícola e Pecuário anunciado este mês.

Credicoamo - Segundo Peri, a Credicoamo capta cerca de R$ 700 milhões do sistema de crédito rural junto a bancos de pequeno e grande porte. O recurso é repassado a aproximadamente sete mil produtores. (Valor Econômico)

 

COAMO I: Jovens líderes fazem módulo sobre planejamento Estratégico

coamo I 20 06 2013Cinquenta jovens cooperados com idade entre 18 e 40 anos, e representando mais de 30 entrepostos de várias regiões do Paraná e do Mato Grosso do Sul, estão participando da 17ª turma do Curso de Jovens Líderes Cooperativistas da Coamo. No 3º módulo que foi iniciado na quarta-feira (19/06) termina nesta sexta-feira (21/06), o tema é "Planejamento Estratégico com visão de gerenciamento empreendedor". Segundo o instrutor do curso, professor Juacir João Wischenski, "o planejamento é uma ferramenta que percebe a realidade e permite avaliar e abrir caminhos, além de construir um referencial para o futuro, ajudando a estruturar as atividades".

Qualificação - A proposta deste trabalho idealizado pela Coamo desde 1998 com a primeira turma é promover o desenvolvimento cada vez maior do quadro social e a sua qualificação com ampliação de conhecimentos e visão global do ambiente produtivo e social. “O nosso principal propósito é desenvolver o potencial criativo e o conhecimento dos cooperados, em várias dimensões, para que eles reconheçam em si os seus verdadeiros potenciais. Este projeto da Coamo vem vendo sendo bem sucedido e apresentando resultados positivos. É um investimento voltado para a formação do ser humano, para o presente e o futuro, não somente na parte econômica, mas também no social, no cultural e na formação de uma família cooperativista cada vez mais atuante e comprometida com a sociedade”, assegura o diretor-presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

 Realização - O Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas é uma realização da Coamo com apoio do Sescoop/PR e é realizado anualmente, desde 1998. Foram capacitados mais de 700 jovens cooperados. Os trabalhos são desenvolvidos em quatro módulos, de abril a julho. (Imprensa Coamo)

 

COAMO II: No caminho certo com o na “Ponta do Lápis”

coamo II 20 06 2013A utilização do gerenciamento nos negócios dentro do ambiente produtivo rural é um fator determinante para o sucesso dos produtores rurais nas atividades. O processo de gestão possibilita conhecer, avaliar e acompanhar os negócios, oferecendo subsídios para a tomada de decisões visando impulsionar novos resultados. A gestão pode levar em consideração não só a visão da propriedade, mas também da economia doméstica, no âmbito familiar.

Boas experiências - O Jornal Coamo apresenta, em sua última edição, boas experiências de cooperados que vem utilizando o Programa Coamo de Aperfeiçoamento em Gerenciamento Rural, o conhecido programa Na Ponta do Lápis. Para o casal Daniel e Valdirene Veber, da Fazenda Burity, na região de Boa Ventura de São Roque (Centro do Paraná), os últimos sete anos foram importantes para mudança de conceito e resultados na administração da propriedade. Eles estão encerrando o 7º caderno do Programa Na Ponta do Lápis. “Tão logo ficamos sabendo do programa não tivemos dúvida e começamos a participar”, conta o cooperado Daniel. Passados alguns anos, ele está satisfeito com os resultados obtidos no gerenciamento da propriedade de 45 alqueires, dos quais 18 com lavoura e quatro com pastagem.

Apoio - Daniel ressalta que para manter o programa em dia tem o apoio da esposa Valdirene, que é a responsável por receber e guardar as notas, os documentos e preencher a cartilha. “É preciso ter uma visão abrangente do que se está fazendo e muita disciplina, caso contrário, o programa não anda, não avança. No momento em que se começa pode ser difícil, mas com a prática e a rotina no dia e dia tudo fica mais fácil. Mas uma coisa é certa, tem que ter o hábito”.

Mudança - Para o cooperado, um dos benefícios adquiridos com a prática do ´Na Ponta do Lápis´ é ter noção dos custos na propriedade. “Quando termina um ano a gente vê os custos, analisa e já está com o foco na safra do próximo ano. O importante é que o nosso pensamento está em melhorar os resultados da nossa empresa.” Segundo ele, o custo direto de produção tem se mantido estável, mas o desafio é aumentar a produção e reduzir os custos de uma forma geral, tanto os de casa como os da lavoura. “Nos meus 12,5 alqueires de soja o custo de produção tem ficado em torno de 42 sacas por alqueire e no total, incluindo outras despesas, 60 sacas por alqueire.”

Como fazer? - A esposa Valdirene que conta com a colaboração dos filhos explica: “A gente lança todas as despesas primeiro no caderninho, item por item, e por segmento – despesas de casa, da propriedade e da lavoura -, depois eu faço o lançamento na cartilha que tem o Raio X do nosso negócio. Eu anoto tudo, levo anotado todos os gastos. Penso que a mulher é muito importante, pois geralmente gosta de controlar as despesas e ver aonde está indo o dinheiro”, informa.

Mais fácil - Segundo a esposa do “seo” Daniel, com as anotações tudo fica mais fácil, mas se a pessoa perder a disciplina, perde tudo e pode não concluir o programa. Ela destaca que as despesas invisíveis têm aumentado bastante e se a família souber quais são e como estão sendo seus gastos pode melhorar os investimentos. “Quando sabemos onde e porque gastar temos um conhecimento geral. Com os filhos crescendo é normal que as despesas aumentem devido as necessidades que também são maiores.”

Números - Quando recebeu a reportagem do Jornal Coamo, dona Valdirene estava prestes a concluir o 7º caderno (cartilha) com o indicativo de que os números do ano agrícola (encerrado em maio) serão bem melhores que os do ano anterior. “Percebo que estamos melhor a cada ano, e essa ferramenta é muito útil para planejar o nosso negócio, seja para comprar insumos ou investir na propriedade. Precisamos planejar a vida, do contrário, os resultados não ficarão visíveis e nem o futuro. O segredo é a disciplina e fazer todo dia, fazer certo”, considera.

Cultura - Para o engenheiro agrônomo Delvanei de Souza Droppa, chefe do departamento Técnico da Coamo em Boa Ventura de São Roque, a dedicação e a prática do ´Na Ponta do Lápis´ pelos Veber impressiona e serve de exemplo. “O programa já faz parte da cultura da família que tem continuidade e perseverança. A agricultura é uma empresa a céu aberto e com uma visão ampliada a família faz o ´Na Ponta do Lápis´ com regularidade. Com isso, tem a exatidão dos negócios e valoriza o programa como forma de conhecimento para o crescimento na atividade.” (Imprensa Coamo)

 

SOJA: Intacta RR2 PRO™ é aprovada pelo governo chinês

soja 20 06 2013O governo chinês, maior comprador da oleaginosa brasileira, aprovou a soja Intacta RR2 PRO™. “Juntamente com os agricultores brasileiros, acreditávamos na liberação e estávamos aguardando ansiosos. Agora trabalhamos em ritmo acelerado para o lançamento e comercialização de volumes significativos da tecnologia, a tempo do plantio da nova safra”, comemorou o presidente executivo da Coodetec, Ivo Carraro.

Mais uma aliada - A política comercial da soja Intacta RR2 PRO™ está sendo finalizada e, em breve, o produtor terá a oportunidade de contar com mais uma aliada: a soja CD IPRO. Carraro lembra que a Coodetec foi a primeira empresa brasileira a assinar contrato de licenciamento com a Monsanto para utilização da tecnologia, por isso já possui cinco variedades prontas para comercialização no Sul do Brasil, sendo duas delas recomendadas também para o mercado paraguaio.

Menor ciclo - A cultivar CD 2590IPRO é a que apresenta o menor ciclo em dias e o menor porte de plantas. É recomendada para o Sul do Brasil e Paraguai, nos plantios de outubro e novembro. A CD 2610IPRO é precoce e foi destaque de rendimento no Oeste e Norte do Paraná nos plantios de outubro e novembro. A também precoce CD 2611IPRO possui hábito de crescimento indeterminado e elevado tamanho e peso de grãos. É recomendada para o Sul do Brasil nos plantios de setembro e outubro. A 2644IPRO, com hábito de crescimento indeterminado e elevado tamanho e peso de grãos, possui recomendação para o Sul do Brasil e Paraguai nos plantios de setembro e outubro. Já a CD 2694IPRO é semiprecoce e tem excelente adaptação em solos de várzea ou compactados. É resistente à podridão radicular de fitoftora.

Produtividade - Conforme o gerente de Licenciamento e MKT da Coodetec, Marcelo Bohnen, a nova tecnologia, aliada à qualidade genética Coodetec, proporcionará ao agricultor, incremento na produtividade. Outro diferencial é a resistência às lagartas (lagarta da soja, falsa medideira e broca das axilas). Recentemente a Monsanto ampliou o espectro de lagartas alvo da tecnologia posicionando para a supressão da lagarta Helicoverpa. “O ataque destas pragas vinha causando grandes prejuízos aos agricultores, pois o custo para o controle é muito elevado. É importante destacar também que o plantio da soja CD IPRO garante uma redução do uso de recursos naturais”, explicou Bohnen.

Segunda geração - Soja Intacta RR2 PRO - A soja Intacta RR2 PRO™ é a segunda geração da tecnologia da Monsanto. Entre as principais características, além da tolerância ao herbicida Roundup Ready, estão o potencial produtivo superior e a proteção contra as principais lagartas da cultura.  (Imprensa Coodetec)

 

COPAGRIL: Seminário Anual dos Suinocultores acontece nesta quinta-feira

copagril 20 06 2013Nesta quinta-feira (20/06), a Copagril realizará um evento muito importante aos produtores de suínos: o Seminário Anual de Suinocultores, em parceria com a Frimesa. O evento está marcado para começar às 13h30, no Pavilhão de Eventos da Igreja Martin Luther, situado na rua José Bonifácio, n° 65, no centro de Marechal Cândido Rondon, oeste paranaense. Muitas informações serão repassadas aos produtores de suínos da Copagril, que possuem Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), crechários e terminadores.

Conhecimentos - Segundo o gerente do departamento de produção pecuária da Copagril, Udo Herpich, é um momento para os produtores ampliar seus conhecimentos. “É importante que todos participem, pois serão abordados assuntos de grande interesse. É uma oportunidade  para o produtor buscar conhecimento e ter um maior desempenho na atividade da suinocultura”, destacou Udo.

Produtores - Conforme Udo, a Copagril tem hoje 61 produtores que possuem Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), 20 produtores com crechários e 204 em sistema de terminação. A expectativa é de que, com a presença de familiares e funcionários, participem do seminário em torno de 450 pessoas.

Programação - A abertura será realizada pelo diretor-presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla. Em seguida, o diretor-executivo da Frimesa, Elias Zideck, fará uma abordagem sobre o projeto de certificação da carne suína. Na sequência, as palestras serão específicas para cada sistema de produção. Confira abaixo:

Sistema Crechário e Terminadores:

Manejo pré-abate de suínos - médico veterinário José Vicente Peloso

Manejo e medicação de suínos via água – médico veterinário Flávio Hirose

Sistema Unidade Produtora de Leitões (UPLs)

Desafios e oportunidades na produção de leitões – médico veterinário Thiago Mores

Manejo em matrizes suínas de alta performance – médico veterinário Marcelo Coelho

Premiação - Ao final do evento, a Copagril premiará os melhores produtores do ano de 2012 dos sistemas crechário e terminadores, nas categorias Melhor Conversão Alimentar e Menor Percentual de Mortalidade. No sistema UPLs, serão premiados os dois primeiros lugares em produtividade. (Imprensa Copagril)

 

CONFLITO: Serraglio aponta caminhos para a segurança jurídica no campo

Durante a manifestação organizada pelos produtores rurais em Guaíra, no oeste paranaense, na sexta-feira (14/06) em razão da insegurança jurídica causada pelos conflitos entre indígenas e produtores, que vem inclusive assustando o próprio governo, o deputado federal Osmar Serraglio, representando a Frente Parlamentar da Agropecuária e a Frente Parlamentar do Cooperativismo, defendeu ações urgentes em defesa do setor produtivo e esclareceu que há muito tempo o Congresso Nacional vem procurando alternativas para resolver o problema, e que, atualmente, são três os caminhos que estão sendo trilhados.

Meios legais - Entre eles estão a retomada da vigência da Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU), que determina a aplicação das condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol; aprovação pelo Congresso do Projeto de Lei Complementar 227/2012 do deputado Homero Pereira, que eleva à categoria de lei as condicionantes do STF e prevê indenização aos proprietários; e, finalmente, a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 que faz com que o Congresso Nacional participe de qualquer nova criação ou alteração de reservas.

Funai - Segundo o deputado, há um convencimento generalizado de que a Funai, por ter como função defender os interesses dos indígenas, não tem condição jurídica para decidir sobre o assunto. “Essa parcialidade precisa encontrar limites. Por isso a ministra Chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann anunciou que de agora em diante será exigida manifestação da Embrapa, do Ministério da Agricultura, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, entre outros, quando se tratar do assunto”.

Tempo constitucional - Para Serraglio o tempo constitucional (artigo 67 dos Atos das Disposições Transitórias) foi de cinco anos a partir de 05 de outubro de 1988, o prazo para que fossem concluídas as demarcações, o que significa que desde 1993 qualquer nova reserva indígena deveria se realizar através de desapropriação, ou seja, mediante pagamento ao proprietário da terra, o que não tem acontecido. “Tem sido muito cômodo para a Funai criar reserva indígena, uma vez que não paga um centavo pela terra, empobrecendo milhares de agricultores da noite para o dia pelo Brasil afora”.

Conflitos - Ultimamente os conflitos têm se acentuado, inclusive em terras antropizadas, como o caso de Guaíra, para onde, segundo o deputado, centenas de indígenas se mudaram oriundos do Paraguai, criando enormes dificuldades para o município que tem que providenciar escola, saúde, alimentação, dentre tantas outras assistências.

Descontentamento - Serraglio destacou que o movimento realizado na sexta-feira é muito importante para mostrar o descontentamento generalizado no ambiente rural, uma vez que a insegurança jurídica está esparramada por todo o Brasil. Ele elogiou a manifestação ordeira dos produtores comandada pela Confederação Nacional da Agricultura, federações estaduais, frentes parlamentares da agricultura e do cooperativismo e sindicatos.

Solução - Ainda segundo o deputado, foi muito importante a manifestação da grande imprensa sobre os conflitos nas demarcações das reservas. “A solução da questão indígena não passa pela criação de novas reservas, mas pela atenção que deve ser dada ao indígena. As áreas já disponibilizadas são mais que suficientes para os 800 mil índios que temos, sobretudo porque uma parte expressiva já não vive mais na zona rural”, afirmou. Serraglio defende que é necessário oferecer ao índio, melhor qualidade de vida. “O branco não pode obrigar o índio a viver isolado, ao contrário, deve viabilizar oportunidade para que ele faça uma opção”, finalizou. (Assessoria de Imprensa do deputado federal Osmar Serraglio)

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MILHO: Colheita de safrinha segue em ritmo normal no PR

milho 20 06 2013A colheita do milho cultivado no inverno, conhecido como milho safrinha ou segunda safra, foi concluída em 3% da área do cereal no Paraná, informou o Departamento de Economia Rural (Deral) do estado nesta quarta-feira (19/06). O índice está praticamente em linha com o levantamento realizado nesta mesma época do ano passado, quando 4% do território ocupado pelo grão já havia sido colhido.

Boas condições - No mesmo relatório, o órgão afirma que 4% das lavouras não estão em boas condições, contra 2% registrados em junho de 2012. O porcentual de plantações em boas condições deste ano, consequentemente, também está abaixo do alcançado no ano passado – o Deral aponta que 79% dos campos de milho estão em bom desenvolvimento, ante 86% indicados no ano passado.

Clima - A diferença no indicador de condições das lavouras se deve ao clima, que castigou parte das plantações após um período de seca e calor em algumas regiões do estado.

Safra cheia - Apesar disso, o Paraná deve colher uma safra cheia do cereal e maior que a do ano passado. A estimativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado (Seab) é que os produtores locais vão retirar das lavouras 10,8 milhões de toneladas do cereal, quase 1 milhão a mais do que no ciclo passado. (Gazeta do Povo)

 

SUCROALCOOLEIRO: Ritmo intenso de moagem de cana-de-açúcar

O ritmo de moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país está mais intenso nesta temporada (2013/14) que no ciclo anterior, segundo a consultoria Datagro. Desde o início da safra, no fim de março, até 1º de junho, o processamento de cana na região totalizou 116,1 milhões de toneladas, ante 70,8 milhões no mesmo período da temporada passada (2012/13).

Volume - Segundo Plinio Nastari, presidente da Datagro, o volume de cana a ser moído no fim do ciclo, cujo rendimento é menor, deverá diminuir. Contribuíram para o desempenho até agora, o melhor rendimento industrial, a produtividade agrícola maior graças ao clima favorável, além da renovação dos canaviais no ano passado. Contudo, aumentou a infestação de pragas, como a cigarrinha e a broca. Por enquanto, a consultoria não revisou os números da moagem desta safra, estimada em 584,5 milhões de toneladas no Centro-Sul e em 50,5 milhões de toneladas no Nordeste.

Etanol - Neste ciclo, as usinas devem ampliar em dois pontos percentuais, para 52,6%, a fatia de cana destinada à produção de etanol. Com isso, o percentual da safra destinado à fabricação de açúcar deve cair para 47,4%. De acordo com a Datagro, a mudança reflete a maior remuneração do biocombustível.

Levantamento - Um levantamento realizado nesta semana pela consultoria mostrou que 62% dos postos de combustível de São Paulo indicam um aumento de saída de etanol hidratado em relação à gasolina. Conforme a Datagro, o aumento do consumo de etanol hidratado se deve à transferência para o consumidor da queda dos preços ao produtor. (Valor Econômico)

ARGENTINA: Menos soja, mais milho

argentina 20 06 2013O Ministério da Agricultura da Argentina revisou para cima - de 25,7 milhões para 26,1 milhões de toneladas - sua estimativa para a produção de milho no país nesta safra 2012/13, que já está na reta final. Se confirmado, informou a Dow Jones Newswires, o volume será 23% superior ao registrado na temporada passada (2011/12). Em contrapartida, a Pasta cortou sua estimativa para a produção argentina de soja de 50,6 milhões para 50,2 milhões de toneladas. Apesar do ajuste, a produção ainda é 25% maior do que a da temporada 2011/12, cuja colheita foi afetada por estiagem. Na fase de plantio, os produtores do país previam perto de 55 milhões de toneladas. (Valor Econômico)

 

CONTENCIOSO: Sobra dinheiro da vitória do Brasil na disputa do algodão

O que era para ser canalizado como uma ajuda aos produtores de algodão brasileiros está rendendo juros nos bancos. Grande parte dos US$ 147 milhões pagos por ano desde julho de 2010 (US$ 12,275 milhões por mês) pelos Estados Unidos aos cotonicultores brasileiros para compensar os prejuízos provocados pelo apoio ilegal concedido a seus produtores está parada em fundos de renda fixa e outras aplicações financeiras.

Repasse - Os recursos do acordo fechado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) são repassados ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que encerrou o primeiro trimestre de 2013 com R$ 735,5 milhões aplicados em investimentos financeiros diversificados, dentre os quais CDB, Letras Financeiras, Debêntures e fundo de renda fixa. Segundo a assessoria de imprensa do IBA, quando não há projeto aprovado para o dinheiro, ele é aplicado. "Assim que surge uma demanda, os valores são resgatados e investidos. Eles estão sendo investidos enquanto os projetos são analisados".

Regimento interno - O regimento interno do IBA estabelece uma política de aplicação dos recursos financeiros baseada em projetos de entidades associadas. Hoje, há 46 projetos em execução no IBA - 33 aprovados até 2012 e 13 no primeiro trimestre deste ano. Os projetos em questão envolvem sobretudo a construção de centros de treinamento e capacitação de profissionais, com pagamento de cursos a funcionários de produtores e de empresas produtoras de algodão do Brasil.

Desembolsos - De janeiro a março de 2013, foram desembolsados R$ 6,7 milhões para esses 46 projetos. Há, ainda, R$ 42,5 milhões a realizar, entre abril e dezembro de 2013. O valor total desses projetos é de R$ 195,9 milhões, com desembolsos previstos até 2017. Ao todo, já foram investidos R$ 101 milhões.

Apoio - Dentre os projetos, também está o apoio à realização da 8ª e da 9ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão, inclusive financiamento a caravanas para os evento. "Os desembolsos serão aprovados e liberados, tal qual previsto no Estatuto Social, em conformidade com o orçamento de cada projeto aprovado pelo Conselho Gestor do IBA, respeitando sempre o Memorando de Entendimento entre o Brasil e Estados Unidos", informa o relatório de atividades 2012 do IBA.

Acordo - Nas últimas semanas, associações de produtores de algodão de Brasil e EUA entraram em acordo para encerrar o contencioso e abreviar e reduzir esses pagamentos, mas o pacto ainda não tem respaldo dos governos dos países. (Valor Econômico)

EVENTO: Foz do Iguaçu sedia o Fórum Mundial do Meio Ambiente

meio ambiente 20 09 2013O Paraná irá sediar nesta sexta-feira e sábado (21 e 22/06), em Foz Iguaçu, o Fórum Mundial de Meio Ambiente que, de maneira inédita, será realizado por lideranças empresariais e governo para debater assuntos relacionados ao tema “2013: Ano internacional da cooperação pela água”. O governador Beto Richa fará a abertura do Fórum, sexta-feira, às 12 horas, ao lado da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; do secretário do Meio Ambiente do Paraná, Luiz Eduardo Cheida, e de autoridades na área ambiental.

Troca de experiências - Cerca de 400 lideranças empresariais, políticas e organizações socioambientais trocarão experiências de gestão durante o evento, que está sendo realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), com o apoio do Governo do Estado. O encontro terá a participação de Robert F. Kennedy Jr. e de Jean-Michel Cousteau. "O Fórum Mundial do Meio Ambiente debaterá o tema água, com personalidades nacionais e internacionais, para apontar caminhos sustentáveis no uso deste recurso, ampliar os conhecimentos e apontar soluções e tendências", declarou o governador Beto Richa.

Temas - Serão debatidos temas como “A crise global da água”, “Gestão da água no Brasil e no mundo”, “Serviços ambientais dos oceanos” e “Os desafios do desenvolvimento sustentável e não sustentado”. “Para o Paraná é um grande momento, já que este Fórum demonstra a prioridade que o tema meio ambiente está tendo na agenda do setor empresarial", afirmou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida.

Conceito - De acordo com o presidente do Lide, João Doria Jr, o Fórum fortalecerá o conceito de sustentabilidade para a preservação socioambiental e fomentará parcerias pela água como prioridades máximas. Entre os comprometimentos do Fórum, ele destaca a preservação dos mananciais de água, o acesso à água potável e ao saneamento. “Fortalecer o compromisso político e empresarial com o desenvolvimento sustentável do planeta é uma forma de consciência pública e cidadania”, diz Doria Jr.

Palestrantes - Um dos palestrantes convidados é Robert F. Kennedy Jr., ativista e advogado especializado em direito ambiental, que já foi nomeado pela revista Time como um dos “Heróis do Planeta”, por sua contribuição na luta para salvar o rio Hudson, em Nova York, e fez parte de manifestações com um grupo de ambientalistas diante da Casa Branca contra a construção de um oleoduto. É filho do ex-senador norte-americano Robert F. Kennedy.

Cousteau - O outro palestrante internacional é Jean-Michel Cousteau, que segue inspiração do pai, o oceanógrafo, mergulhador e explorador francês Jacques Cousteau na luta pelos oceanos. Ele fundou em 1999 a Ocean Futures Society (OFS) - organização sem fins lucrativos a favor da proteção dos habitats do alto-mar.

Celebridades - O evento também promete reunir celebridades nacionais engajadas com o tema, entre eles, o casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, a jornalista Rosana Jatobá e os atores Márcio Garcia e Victor Fasano.

Informações - Mais informações sobre o evento estão no site http://www.forummundialmeioambiente.com.br/index.html

Programação - Em paralelo às palestras, o Fórum Mundial de Meio Ambiente trará seis workshops, com exposições sobre “Gestão de recursos hídricos: participação da sociedade civil”; “Gestão de unidades de conservação: Parque Nacional do Iguaçu, um exemplo brasileiro e argentino de sucesso”; “Água e saneamento: o papel da parceria público-privada”; “Pagamentos por serviços ambientais”, “Oceanos: ações em prol da sua conservação”; e "Como as empresas podem ser mais sustentáveis".

Sobre o Lide - Fundado em junho de 2003, o Lide - Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 49% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para a educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FAO: Produção agrícola triplica, mas subnutrição afeta 12% no mundo

A produção agrícola mundial triplicou nos últimos 50 anos, por meio de maiores rendimentos por unidade de terra e a oferta global de alimentos per capita também cresceu, de 2.200 calorias por dia no início de 1960 para mais de 2.800 calorias por dia em 2009. “Com 3.370 calorias por pessoa por dia, a Europa tem atualmente a média mais alta de oferta de alimentos per capita”, traz a Agência para Agricultura e Alimentação da ONU (FAO) em seu anuário estatístico sobre agricultura, suas consequências nas mudanças climáticas e os tendências sobre fome e desnutrição no mundo.

Grãos - Os grãos ocupam mais da metade da área cultivada em todo o mundo e são a fonte mais importante de alimentos para consumo humano. Dos 2,3 bilhões de toneladas de grãos produzidos a cada ano, 1 bilhão são destinados ao consumo humano, 750 milhões de toneladas são utilizados como ração animal e 500 milhões de toneladas são processadas pel a indústria, usados como semente ou desperdiçado.

Tendências econômicas - Em relação as tendências econômicas do setor, a FAO afirma que, depois de uma década de crescimento lento em 1990, os gastos globais em pesquisa e desenvolvimento agrícola aumentaram continuamente de US$ 26,1 bilhões em 2000 para US$ 31,7 bilhões em 2008. “A maior parte deste aumento foi gerada nos países em desenvolvimento. China e Índia são responsáveis por quase metade desse crescimento, mas outros países, especialmente Argentina, Brasil, Irã, Nigéria e Rússia, também aumentou significativamente os gastos públicos para P&D na agricultura.”

Emissão de gases - Sobre a emissão de gases que geram efeito estufa provenientes da agricultura, a FAO afirma que houve um crescimento de 1,6% ao ano durante a década de 2000 na emissão. “Entre as várias atividades agrícolas, a pecuária e o uso de fertilizantes sintéticos são os principais contribuintes para este crescimento”, diz a FAO no livro.

Fome e desnutrição - Em relação a fome e a desnutrição, a publicação afirma que cerca de 870 milhões de pessoas, 12,5% da população mundial estavam subnutridas no período 2010-2012, a maioria (852 milhões) em países em desenvolvimento. “Entre 2005 e 2011, um em cada quatro países africanos sofreu um atraso na velocidade de crescimento de pelo menos 40%. Estas taxas também ultrapassaram 40% de atraso no Sul e Sudeste da Ásia durante o mesmo período, com picos na Índia, Laos, Nepal e Timor-Leste.”  (Valor Econômico)

IBGE: Taxa de desemprego em maio permanece estável em 5,8%

A taxa de desemprego em maio ficou em 5,8%, mesmo índice registrado em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação a maio de 2012 (5,8%), a taxa também não apresentou variação. Já o rendimento médio real teve uma queda de 0,3% em relação a abril, recuando de R$ 1.869,87 para R$ 1.863,60. Na comparação com o ano passado, o rendimento subiu 1,4% - em maio de 2012, o valor era R$ 1.838,20.

Sem variação - Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas - Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre - não houve variação na taxa de desocupação na comparação maio-abril. Na análise anual (maio/2012 com maio/2011), a taxa também permaneceu estável com exceção da capital mineira que registrou índice de 5,1% em 2012 e 4,3% neste ano.

Índices - As taxas de desocupação nas regiões pesquisadas são: Porto Alegre (3,9%), Belo Horizonte (4,3%), Rio de Janeiro (5,2%), Recife (6,1%), São Paulo (6,3%) e Salvador (8,4%).

Rendimento real - A massa de rendimento real dos ocupados também foi considerada estável, passando de R$ 43,2 bilhões em abril para R$ 43,3 bilhões em maio. Comparada à massa de maio de 2012, houve crescimento de 1,5%. (Agência Brasil)

CÂMBIO: Dólar fecha acima de R$ 2,20 pela primeira vez em quatro anos

cambio 20 06 2013As indicações do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, de que deverá reduzir o ritmo de ajuda monetária para a economia dos Estados Unidos fizeram o dólar fechar acima de R$ 2,20 pela primeira vez em quatro anos. O dólar comercial encerrou o dia em R$ 2,2205 para venda, com alta de 1,94% e na maior cotação desde 27 de abril de 2009.

Queda - Durante boa parte desta quarta-feira (19/96), o câmbio operou em queda, chegando a atingir R$ 2,1691 por volta das 15h, patamar mínimo do dia. Logo depois, no entanto, saiu o comunicado da reunião do Fed, cujos diretores se encontraram terça (18/06) e quarta-feira (19/06) para discutir a situação da economia norte-americana. A cotação então inverteu a tendência e subiu expressivamente no fim da tarde.

Declaração - Em entrevista, o presidente do Fed, Ben Bernanke, declarou que, por enquanto, o Banco Central dos Estados Unidos pretende manter o ritmo de injeção de dólares na maior economia do mundo. Ele, no entanto, admitiu que, caso a situação do país melhore nos próximos meses, o Federal Reserve pode diminuir o ritmo de compras de ativos “mais para o fim deste ano”.

Ativos - Por meio da compra de ativos, como títulos públicos, o Fed joga dinheiro no mercado e aumenta a quantidade de dólares na economia mundial. Caso a ajuda monetária diminua, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo.

Análise - Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os técnicos da pasta ainda estão analisando o comunicado do Fed. Segundo ele, as turbulências no câmbio nas últimas semanas decorrem do fato de existirem dúvidas sobre a velocidade do ajuste monetário.

Enigma - “A fala deles [dos diretores do Fed] é enigmática. Não sei se confirmaram nem se deram o horizonte de qual será a velocidade [da retirada dos estímulos monetários]. Então, o cenário fica instável, acarretando a desvalorização das moedas de vários países”, declarou.

Transitório - O ministro, no entanto, disse acreditar que esse processo é transitório. “Neste primeiro momento, observa-se maior volatilidade do dólar, mas os mercados se reposicionam e depois se acalmam novamente”, disse. Mantega reiterou ainda que o Brasil está preparado para lidar com a alta repentina da moeda norte-americana. “O Banco Central e a Fazenda estarão atentos para evitar volatilidade excessiva. Temos muita bala na agulha para fazer isso. Temos muitas reservas [internacionais], muito dólar em carteira”, acrescentou. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Fed revela projeções otimistas para PIB e emprego nos EUA

internacional 20 06 2013O Comitê de Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) revelou projeções otimistas para o Produto Interno Bruto (PIB) e para mercado de trabalho dos Estados Unidos para 2014. O comitê do Fed (Federal Reserve, o BC americano) decidiu nesta quarta-feira (19/06) manter o programa de estímulos monetários no país e a taxa de juros entre zero e 0,25%.

Desemprego - Para 2014, a instituição projetou que a taxa de desemprego pode atingir 6,5% e, para este ano, entre 7,2% e 7,3%. Os integrantes do comitê estimam impulso no crescimento do PIB em 2014, com melhora no mercado de trabalho. Neste momento, no entanto, a instituição ressalta que o desemprego continua elevado.

PIB - Sobre o PIB dos Estados Unidos, o Fomc projetou uma expansão entre 2,3% e 2,6% em 2013 e de 3,0% a 3,5% em 2014.

Inflação e juros - Os integrantes estimaram ainda inflação entre 0,8% e 1,2% em 2013 e entre 1,4% e 2,0% em 2014. Sobre os juros, segundo o comunicado, 10 dos 19 integrantes do Fed veem taxa de juros em 1,00% ou abaixo disso até fim de 2015.

Crescimento - Após a reunião do Fed, o presidente da instituição, Bem Bernanke, afirmou que a economia dos EUA está em crescimento, apesar dos cortes fiscais, e que o programa de estímulos pode começar a ser reduzido ainda neste ano, dependendo das condições econômicas e da confirmação das projeções.

Apreensão - Há semanas o mercado vive clima de apreensão e instabilidade com as especulações sobre como e quando o Fed vai começar a reduzir os estímulos monetários, caracterizados pela compra mensal de US$ 85 bilhões de títulos do Tesouro e papéis hipotecários.  (Valor Econômico)

 


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