Imprimir
Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3119 | 21 de Junho de 2013

BRDE: Banco anuncia linha de financiamento para inovação

Durante visita ao Sistema Ocepar na tarde desta quinta-feira (20/06), o vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Jorge Gomes Rosa Filho informou que a agência paranaense está oferecendo uma linha especial para inovação. Chama-se Inovacred, que passou a ser operado pelo banco de fomento do Sul no mês de abril de 2013 e atende micro, pequenas e médias empresas/cooperativas com receita operacional bruta anual de até R$ 90 milhões em ações de inovação que abarquem projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos e, também, inovações organizacionais e na área de marketing.

Enquadramento - Segundo Rosa Filho, o BRDE poderá enquadrar dentro do Inovacred projetos que tenham valor fixado entre R$ 150 mil e R$ 10 milhões. A taxa de juros da linha de crédito equivale à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente está em 5% ao ano. O prazo de pagamento é de oito anos e o período de carência é de 24 meses. Jorge Rosa Filho estava acompanhado pelo superintendente da agência do BRDE no Paraná, Paulo Cesar Starke Junior e foram recebidos pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Cooperativas – O dirigente disse que o programa, inicialmente, poderá atender as pequenas e médias cooperativas do Estado, mas salientou que a direção do banco está se mobilizando para que seja também oferecida uma linha de financiamento para as cooperativas que tenham receita acima dos R$ 90 milhões. “Nossa visita à Ocepar tem por objetivo, além de anunciar este novo programa, convidar o presidente João Paulo Koslovski, para que junto com o BRDE, organize uma reunião para a segunda quinzena de julho, em Curitiba, para que possamos também estender às demais cooperativas paranaenses linhas de crédito para inovação”. Jorge Gomes Rosa Filho também disse que o BRDE foi a primeira instituição financeira do país credenciada para utilizar recursos oriundos do Inovacred, repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), braço inovador do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior (MDIC). “Pretendemos financiar inicialmente R$ 90 milhões em projetos de inovação de empresas da Região Sul”.

Avaliação – Rosa Filho aproveitou também para fazer um relato das atividades realizadas pelo banco no ano de 2012. Segundo ele, foi um ano excepcional. “Nesses 52 anos de existência do BRDE podemos afirmar que foi um ano de recordes, muito representativo na concessão de crédito, atingindo o patamar de R$ 2,9 bilhões, sendo que a agência paranaense foi responsável por mais de 50% deste total, ou seja, disponibilizamos no ano R$ 1,423 bilhões para empresas e cooperativas do Estado”, lembrou. O dirigente disse que este resultado se deve a dois fatores importantes: “primeiro a política de taxas de juros reduzidas do governo federal e pelo ambiente econômico favorável que o Paraná atravessa. Para 2013, pretendemos avançar ainda mais”, garante.

Primeiro semestre - Somente no primeiro semestre de 2012 o banco já realizou o repasse de R$ 700 milhões, indicando que o BRDE deverá repetir ou ultrapassar o recorde do ano anterior aqui no Estado. Jorge também lembrou que entre os principais clientes do banco estão às cooperativas do Paraná. “Ao longo de sua história o banco tem acompanhado de perto o desenvolvimento das cooperativas, quando lá atrás, financiou importantes investimentos em armazenagem e hoje contribuí para a transformação do perfil dessas sociedades em empresas agroindustriais, com dezenas de plantas instaladas e apoiadas pelo BRDE, contribuindo de forma direta para o desenvolvimento, com geração de empregos e distribuição de renda”, frisou.

{vsig}noticias/2013/06/21/BRDE/{/vsig}

EXPOCOOP 2014: Organização do evento esclarece diferença entre a Expocoop e a ICA Expo

logo atualComo noticiamos no Informe Paraná Cooperativo do dia 13 de maio deste ano, o Paraná, mais especificamente a cidade de Curitiba, sediará entre os dias 15 e 17 de maio de 2014, a Expocoop 2014 – Feira Internacional das cooperativas que será realizada na Expo Unimed. O evento, promovido pela Aliança Cooperativa Internacional (ICA, na sigla em inglês), em parceria com os Sistemas OCB e Ocepar, deverá reunir na capital paranaense representantes de 25 países.

Esclarecimento – Em contato com Josiel Bastos, responsável pelo marketing da WTM Feiras e Congressos, empresa detentora da marca e organizadora do evento, existe uma certa confusão de entendimento entre a Expocoop e ICA Expo. Ele esclarece que é uma feira comercial de produtos e serviços cooperativistas, pertencente à WTM Feiras e Congressos, que vem sendo realizada desde 2004. “No início, a feira era restrita ao mercado brasileiro e chamava-se Fenacoop - Feira Nacional de Cooperativismo, com o passar das edições a Feira atraiu outros países que participaram sob forma de convidados”, ressalta.

Interesse – Segundo Bastos, “o crescente sucesso da Feira chamou a atenção da ICA que, em 2007, fez o convite para feira passar a ser de âmbito internacional e, em 2008, teve sua realização em Lisboa (Portugal) e passou a chamar-se Expocoop”. Como estratégia comercial, foi agregado ao nome da Feira a marca ICA, que cedeu o seu uso por três edições, levando a chamar-se ICA Expocoop, “mas os expositores a chamavam carinhosamente de ICA Expo e informalmente era assim tratada”, lembra.

Brasil - Na edição Brasil, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de maio de 2014, na capital paranaense, “a marca ICA já não se encontra presente no nome do evento e, por norma contratual, não se pode mais usar as denominações e logomarca que remetam àquela instituição. A ICA continua a ser um dos apoiadores do evento e estará presente com seu estande na Expocoop 2014 Brasil”, explica o representante da WTM.

evolucao 21 06 2013

 

RAMO SAÚDE: Para diretor da Unimed PR, aprovação do Ato Médico foi um avanço

ramo saude 21 06 2013A aprovação do projeto de lei sobre o Ato Médico, que regulamenta a atividade médica, ocorrida na última terça-feira, no Senado Federal, foi avaliada positivamente pela diretoria da Unimed Paraná. A matéria tramitou quase onze anos no Congresso Nacional e agora segue para sanção presidencial. “Sem dúvida, foi um avanço. Espera-se que não haja vetos por parte da presidente. Analisando o projeto de lei, vemos que não há nada que vá usurpar os direitos de outros profissionais de saúde, como por exemplo: fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros”, afirmou o diretor de Mercado da Unimed Paraná, Faustino Garcia Alferez.

Atividades exclusivas - O projeto, na forma aprovada em Plenário, estabelece quais são as atividades exclusivas do médico, como cirurgias; aplicação de anestesia geral; internações e altas; emissão de laudos de exames endoscópicos e de imagem; procedimentos diagnósticos invasivos; exames anatomopatológicos (para o diagnóstico de doenças ou para estabelecer a evolução dos tumores), entre outras. Na avaliação de Faustino, algumas dificuldades podem ocorrer em regiões com carência de médicos.

Dificuldade de acesso - “Acredito que poderá ocorrer, sim, problemas em locais onde não haja médicos disponíveis. Locais em que a assistência à saúde seja realizada por outros agentes não-médicos, e que a dificuldade de acesso induza à necessidade de execução, por esses agentes, de pequenos procedimentos, como drenagens de abscessos superficiais, retiradas de corpo estranho superficial (ou até orificíal), pequenas suturas em pele, entre outros previstos como atos exclusivos dos médicos”, avalia Faustino. 

 

Outros procedimentos - “Da mesma forma, a indicação de atos como hidratação, seja oral ou parenteral, e tratamento de algumas doenças, como a malária, por exemplo, não há como evitar que sejam realizados nesses rincões. Creio que o governo, ao analisar essas questões, possa fazer vetos, para permitir esse tipo de atendimento a esta parcela da população, sem risco de infringir a lei que está para ser sancionada, que não trata dessas e outras particularidades. Não está expressamente prevista na regulamentação, proibição à assistência ao trabalho de parto natural, o que é bastante positivo, principalmente quando se trata de locais em que não há a presença do médico”, completa ele. 

 

UNIMED LONDRINA: Selo Unimed de Responsabilidade Social é conquistado pelo 5º ano seguido

Pelo 5º ano consecutivo, a Unimed Londrina recebe o Selo de Responsabilidade Social, atingindo o nível 4, o mais alto concedido pela Unimed do Brasil. O Selo de Responsabilidade Social certifica as cooperativas que adotaram práticas socialmente responsáveis de 2012 para 2013. Este ano, a comemoração tem o motivo ainda melhor, em relação à nota do último ano, a Unimed Londrina aumentou sua pontuação, atingindo 93,53 dos 100 possíveis. Para as cooperativas que recebem o Selo, é muito importante olhar os resultados alcançados, além do reconhecimento em forma de certificação, o selo permite às Unimeds o acesso ao autodiagnóstico de sua gestão em relação aos aspectos sociais, econômicos e ambientais.

Evolução - Fabianne Piojetti, Especialista em Responsabilidade Social, comemora o resultado, reconhece que a evolução nos Indicadores de Responsabilidade Social são reflexo de um comprometimento de toda a gestão da Unimed Londrina. “Estamos muito felizes com a conquista. Manter-nos no estágio 4 do Selo é extremamente importante e demonstra o envolvimento não só da área de RS, mas de todas as áreas da Cooperativa, que faz com que seja possível a realização de nossas ações. Estamos empenhadas em buscar sempre resultados positivos e a conquista do selo demonstra isso”, salienta Fabianne.

Continuidade - Em 2013, a Unimed Londrina continuará desenvolvendo ações para manter a qualidade em responsabilidade social e nutre a expectativa de futuramente atingir resultados tão bons quanto este. (Imprensa Unimed Londrina)

COCAMAR: Número de cooperadas subiu de 6% para 13% em oito anos

Cada vez mais inseridas na administração da propriedade rural e no dia a dia da Cocamar, as mulheres têm marcado presença em eventos técnicos da cooperativa, sendo os núcleos femininos os principais canais para estas atividades. O que antes era incomum, mulher em dia de campo, agora virou rotina. Interessadas, elas perguntam, buscam informações e, quando demandadas, mostram que estão preparadas para o desafio.

Crescimento - “Só temos motivos a comemorar”, afirma a coordenadora de Relação com o Cooperado, Cecília Adriana da Silva, falando da crescente participação feminina na Cocamar. “Quando iniciamos o trabalho com o primeiro núcleo em Floresta, em 2005, o percentual de cooperadas em toda a cooperativa era de 6%. Atualmente elas já somam 13% e participam ativamente”, destaca. Atualmente, os 25 núcleos mantidos em toda a região envolvem mais de 620 participantes.

Encontro Anual - Nesta quinta-feira ( 20/06), cerca de 480 convidadas, entre cooperadas, esposas e filhas de produtores associados, participaram em Maringá, na Associação Cocamar, do Encontro Anual do Núcleo Feminino. O evento visa intensificar o relacionamento entre elas.

Homenagem - Ao ressaltar a importância da participação feminina na gestão da propriedade e nos eventos da cooperativa, o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, citou como exemplo e prestou uma homenagem à cooperada Maria de Lourdes Piazon, de Sabáudia, região de Londrina. Com o tema “Anos Dourados”, alusivo ao cinquentenário da Cocamar, o encontro contou com palestras, atividades de entretenimento, show e sorteio de brindes. (Imprensa Cocamar)

{vsig}noticias/2013/06/21/cocamar/{/vsig}

AGRÁRIA: Cooperativa lança nova logomarca

agraria 21 06 2013 sede administrativaA Cooperativa Agrária lança oficialmente, nesta sexta-feira (21/06), sua nova logomarca a cooperados, colaboradores, clientes e fornecedores. A primeira aparição aos clientes do símbolo, que representa o momento de crescimento com excelência pelo qual passa a cooperativa, terá lugar na próxima semana, em São Paulo, durante a Brasil Brau 2013, principal evento da cadeia cervejeira.

Novo símbolo - Ao longo das últimas décadas, a Agrária foi sustentada por marcas que igualmente evoluíram e representaram a rica e sexagenária história da cooperativa. Passados 62 anos de sua fundação, a Agrária tem um novo símbolo. Para tanto, foram ouvidas mais de 200 pessoas, de cooperados a clientes. Conceitos como maior diálogo com o mercado, flexibilidade e dinamismo estão agora representados na logo. Os conhecidos dois pinheiros continuam a reforçar a cooperação e as tradições. “Não se trata apenas de reestilização de marca, mas de um novo posicionamento perante o mercado, com a Agrária mais conectada, visionária, ágil e inovadora”, destacou o diretor presidente da Cooperativa, Jorge Karl.

Comunicação interna - A comunicação interna aos mais de 1.000 colaboradores da Agrária já obedece à identidade visual agora vigente, com uma Intranet reestruturada, igualmente mais moderna, dinâmica, interativa e intuitiva. Já a comunicação externa contará com materiais de divulgação, mailings, releases e frota de veículos com plotagem nova.

Apresentação aos cooperados - Aos cooperados, a nova logomarca foi apresentada no dia 4 de maio, durante evento alusivo ao aniversário de 62 anos da cooperativa. “A substituição da nova marca será gradativa e realizada ao longo dos próximos doze meses”, previu o coordenador de marketing da Agrária, Arival Cramer. “A Agrária terá consistência de imagem ainda maior, com todas as unidades de negócio se direcionando para a mesma marca”, acrescentou.

Momentos importantes - Em 62 anos de história, a Agrária passou por momentos importantes, sintetizados por termos como esperança, superação, industrialização, expansão, gestão profissional e reconhecimentos. E cada fase foi simbolizada por uma logo – seis no total. A sétima logomarca representa uma cooperativa unida, forte e moderna, sempre em busca do crescimento com excelência. (Imprensa Agrária)

agraria 21 06 2013

Evolução da marca da Agrária

COOPERTRADIÇÃO: Crianças aprendem brincando a importância da reciclagem

coopertradicao 21 06 2013Para evidenciar a importância da preservação do meio ambiente, a Coopertradição participou, no dia 05 de junho, de uma série de atividades desenvolvidas na Praça Getúlio Vargas, em Pato Branco. As ações fizeram parte das comemorações em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que reuniu dezenas de crianças de escolas públicas do município.

Oficina - Em seu estande, a Coopertradição realizou uma oficina de material reciclável. Lá, as crianças aprenderam a montar um brinquedo de bolinha de sabão, feito com materiais totalmente reaproveitáveis. O objetivo da ação foi de mostrar as crianças que é possível reaproveitar matérias e se divertir ao mesmo tempo.

Compromisso - A Responsabilidade Social é um dos pilares que a cooperativa carrega em seus projetos e ações. Para o diretor- presidente da Coopertradição, Julinho Tonus, a ação evidencia o compromisso da Coopertradição. “Como cidadãos temos o deverde incentivar a conscientização. Quando ela é feita com crianças, as chances determos adultos mais responsáveis se torna maior. A natureza é uma fonte de bens esgotáveis e nós, que dependemos deles, devemos zelar”.

Ações educativas - De acordo com a professora da Escola Municipal Maria Jurema Ceni, Denise Silverio,as ações educativas são fundamentais para a formação das crianças como cidadãos. “Embora seja enfatizado em sala de aula, quando as crianças visualizam atividades como estas, elas acabam gravando com maior facilidade. E isso se torna um fator importante para que tenhamos cidadãos responsáveis”.

Surpreso - Aluno da Escola Municipal Maria Jurema Ceni, Pedro Henrique Tigre, se disse surpreso com a possibilidade de fazer brinquedos com utensílios antes jogados fora. “Achei bem legal e a brincadeira é divertida. É uma novidade porque não sabia que podíamos fazer isso com material reciclável. Além de ajudar a natureza, a gente se diverte”. (Imprensa Coopertradição)

 

COAMO: Linha de Alimentos traz novas gorduras hidrogenadas ao mercado

A Coamo por meio da sua linha alimentícia lança as gorduras hidrogenadas Coamo Cake e Coamo Cream destinadas ao cliente transformador. Os dois produtos ampliam o portifólio da linha industrial dos Alimentos Coamo, que são comercializados com as marcas Coamo, Primê, Anniela e Sollus. A aplicação será na produção de bolos em geral, por meio da gordura Cake e biscoitos recheados com a Cream. As novas gorduras chegam ao mercado com garantia de qualidade e alta tecnologia empregada na produção dos Alimentos Coamo e serão comercializadas em caixas de 24kg e 20kg, respectivamente.

Solicitações - De acordo com o gerente Comercial de Alimentos, Domingos Marzulli, o lançamento atende às solicitações dos clientes e perspectivas para o mercado desse produto.  “Nós temos que atender a demanda de produtos industriais voltado para gorduras e margarinas. Cada uma tem uma função específica para seus utilizadores e é preciso fornecer todo esse leque de opções aos nossos clientes”, afirma.

Utilização – A gordura Coamo Cake será destinada a produção de bolos prontos, além de panetones, colombas de páscoa e outros produtos que exigem a utilização de uma gordura específica. Já a Coamo Cream  é para outro segmento de biscoitos recheados. O gerente comercial de Alimentos esclarece a necessidade de complemento do portifólio. “Quando se produz, por exemplo, um biscoito recheado, na massa utiliza-se uma gordura que nós já temos há muitos anos, a Coamo Mass. Mas, quando você fala do recheio desse biscoito é um produto diferente. A gordura Coamo Cream será a gordura correta, com características muito interessantes, ou seja, tem que ter uma aderência ao biscoito, quando a pessoa morder, as partes não podem se separar, enfim, é um equilíbrio de diversas funções que fazem dessa gordura, um produto diferenciado e complementa a linha”, explica.

Produtos – Marzulli ainda destaca a participação dos Alimentos Coamo nesse mercado. “Nós temos uma grande participação nesse segmento, contamos com a Coamo Ice, Coamo Fry e Coamo Mass. É um mercado que conhece a qualidade e performance das nossas gorduras que tem excelente aceitação. Em geral são destinadas para aplicação em frituras, aspersão, massas, biscoitos, doces, salgados, panificação industrial, sorvetes e confeitaria, além de multiuso em outras aplicações na indústria de alimentos.”

Tecnologia – Neste ano, a indústria de hidrogenação da Coamo teve a capacidade dobrada. Segundo o gerente Industrial de Alimentos, Leonardo Marcello Lucas, com uma produção de 4.500 toneladas por mês, a nova hidrogenação, dá um salto expressivo, que coloca a Coamo entre as cinco maiores do país. “Com o que há de melhor em tecnologia, agora contamos com operações 100 % automáticas, o que traz  mais qualidade, agilidade e precisão ao produto, além da possibilidade de produzir outros tipos de gorduras, como é o caso da Cake e Cream”, afirma. (Imprensa Coamo)

{vsig}noticias/2013/06/21/coamo/{/vsig}

UNIODONTO CURITIBA: Conferência reuniu mais de 200 pessoas

Mais de 200 pessoas, entre cooperados, clientes, colaboradores e parceiros, participaram da I Conferência Uniodonto Curitiba, realizada no dia 14 de junho, no Hotel Pestana, na capital paranaense. O evento contou com a palestra do filósofo mestre e doutor em Educação pela PUC/SP Mario Sergio Cortella, que discorreu sobre o tema “Da oportunidade ao êxito: Mudar é complicado? Acomodar é perecer!" O evento contou com o patrocínio do Sistema Ocepar/Sescoop e apoio da Editora Luz e Vida.

Oportunidades - Cortella iniciou sua apresentação incitando os participantes a aproveitarem as oportunidades. “Procure sempre fazer algo diferente, ao invés de se acomodar. Para crescer é necessário passar pelo desconforto. Pois a sorte segue a coragem, coragem para romper com a familiaridade”, afirmou o filósofo. Ele tratou de aspectos inerentes à busca e aceitação das oportunidades que a vida nos dá, tanto no campo pessoal quanto profissional, citando alguns exemplos.

Dica - Uma dica dada a quem busca sucesso no mundo dos negócios ter paciência, persistência e resistência. “Para avançar você tem que ter paciência, mas ela não pode ser confundida com lerdeza. Paciência é sinônimo de inteligência. Excelência não é o lugar onde você chega e sim o horizonte”, complementa o filósofo. Cortella também falou sobre a diferença entre pessoas que possuem raiz e pessoas que possuem âncora. “A pessoa que tem raiz está sempre sendo alimentada com conhecimento, vontade, vida. A pessoa que possui âncora permanece sempre igual, e fica permeando no campo das lamentações, ao invés de buscar a melhoria contínua”, frisou.

Excelência – Na abertura da Conferência, o presidente da Uniodonto Curitiba, Luiz Humberto de Souza Daniel, agradeceu a presença dos convidados neste novo evento e falou sobre a busca pela excelência da cooperativa. “A Uniodonto hoje tem 480 mil beneficiários e por isso tem buscado constantemente a melhoria na qualidade dos seus serviços. Seja no atendimento feito pelo cooperado, pela equipe comercial e também por parte dos colaboradores. Para isso, estamos sempre atentos a inovações e investimos em capacitação e aperfeiçoamento de cada um. Pois na corrida pela excelência não existe linha de chegada”, afirmou Luiz Humberto.

Parceria - José Roberto Ricken, superintendente da Ocepar destacou a parceria com a Uniodonto. “A Uniodonto Curitiba, representa a Odontologia na Ocepar”. Ricken afirmou que serão realizados pela Ocepar em 2013 mais de 5 mil eventos. “Em 2013, a expectativa é de que o cooperativismo alcance movimentação econômica de R$ 40 bilhões”, complementou.

Acordo - Em seguida, na presença do Conselho Administrativo da Uniodonto Curitiba e autoridades da Universidade Positivo, Luiz Humberto e Manoel Knopfholz, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Universidade Positivo assinaram o Acordo de Parceria, que garante aos cooperados e colaboradores desconto em cursos de graduação e pós graduação na UP. Para Knopfholz, a parceria com a cooperativa será vantajosa para todos. “Nossos projetos na UP buscam a construção e edificação social. Por isso buscamos conveniar empresas que tenham isso dentro de si também, por isso a Uniodonto Curitiba está no nosso rol dos 40 parceiros mais estratégicos”, concluiu. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Uniodonto Curitiba)

 {vsig}noticias/2013/06/21/uniodonto_curitiba/{/vsig}

ARMAZENAGEM: Paes Landim destaca investimento do Plano Nacional ao cooperativismo

Durante sessão do Plenário da Câmara realizada na quarta-feira (19/06), o deputado Paes Landim (PI) destacou a inclusão das cooperativas no Plano Nacional de Armazenagem do Governo Federal, com previsão de investimentos de R$ 500 milhões na modernização da rede pública de estocagem.

Projetos - “A Região Nordeste foi campeã no número de projetos apresentados, com um total de 610, e o Piauí participou com 49 projetos inscritos que, juntos, totalizam mais de 2,36 milhões de reais. Nesta primeira etapa, serão liberados R$ 5 milhões em todo o país, destinados às associações ou cooperativas de produtores que operacionalizam o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, ressaltou o deputado.

Destinação - Segundo Paes landim, dos R$ 23 milhões destinados ao Nordeste para projetos de armazenagem por meio de acordo entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), R$20 milhões serão destinados à estruturação de cooperativas e associações selecionadas por chamadas públicas. (Blog OCB no Congresso)

LEI DO MOTORISTA: Heinze destaca importância das alterações feitas na matéria para o ramo transporte

Durante sessão do Plenário da Câmara realizada na quarta-feira (19/06), o deputado Luiz Carlos Heinze (RS), coordenador da Região Sul da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), destacou a importância do relatório que foi lido nesta semana na Comissão Especial destinada a debater e propor modificações à Lei 12.619/2012, que regulamenta a Profissão de Motorista (Cemotor).

Alerta - “É preciso chamar a atenção para esse projeto de que deputado Valdir Colatto (SC) é o relator e o deputado Marquezelli (SP) é o presidente da Comissão. Na terça, foi iniciada a leitura do relatório. Nós insistimos que para os caminhoneiros autônomos, para as pequenas empresas e para as cooperativas é extremamente importante isso”.  Segundo Heinze, milhares de caminhoneiros em todo o Brasil estão atentos aos trabalhos da comissão para que esta possa votar o relatório que modifica o estatuto do motorista (Lei 12.619/2012) o mais rápido possível.

Colaboração -A construção do texto contou com a colaboração do Sistema OCB, que apresentou emendas por meio do deputado Osmar Serraglio (PR), representante tributário da Frencoop. Dentre as alterações propostas pelo Sistema OCB estão: 1) autonomia sobre o controle da jornada de trabalho para os transportadores autônomos de carga; 2) flexibilização dos descansos obrigatórios; 3) construção melhoria dos locais de parada e 4) isonomia de tratamento entre transportadores brasileiros e estrangeiros.

Votação - O relatório do deputado Valdir Colatto, representante do Ramo Agropecuário da Frencoop, deve ser votado na próxima semana pela Comissão Especial que analisa as mudanças no estatuto do motorista. Caso aprovado, o texto passa a tramitar como Projeto de Lei (PL). (Blog OCB no Congresso)

 

INFRAESTRUTURA I: Governo e associações comerciais discutem parcerias público-privadas

infraestrutura I 21 06 2013As parcerias público-privada em projetos de infraestrutura rodoviária, portuária, ferroviária, hidroviária e aeroportuária foram discutidas na tarde desta quinta-feira (20/06) pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e diretores da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap). Também participou da reunião o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

União de esforços - “As parcerias que estamos criando com diversos setores do Paraná ajudam a alavancar a infraestrutura do Estado. Temos que unir esforços”, disse o secretário de Infraestrutura, José Richa Filho. Ele explicou que a modernização da infraestrutura do Estado tem como princípio a integração de todos os modais. “Essa integração é feita para que a logística de escoamento possa ser feita de maneira eficaz”.

Investimentos – Os investimentos de infraestrutura, em relação aos modais, já somam mais de R$ 2 bilhões. Entre as principais ações, estão R$ 840 milhões na conservação de quase 12 mil quilômetros de rodovias estaduais, onde 2 mil homens trabalham em recuperação. Outra ação é a ampliação dos investimentos no Anel de Integração, a cargo da iniciativa privada, que somam R$ 1,5 bilhão.

Destaque - Um dos programas destacados foi o Caminhos do Desenvolvimento – Sucroalcooleiro, parceria entre o Governo do Paraná, prefeituras e iniciativa privada. Este programa vai melhorar as rodovias de acesso ao campo de cana-de-açúcar até as usinas. O trajeto ficará mais curto e rápido, o que reduzirá o custo de produção, melhorando as estradas municipais e estaduais do Paraná. Com as parcerias, serão investidos R$ 300 milhões até 2016. Nos próximos dois anos 75 municípios do Noroeste e Norte Pioneiro serão atendidos.

Portos - Na área portuária, o Richa Filho disse que o Governo do Estado conseguiu recuperar o porto e fazer com que ele melhore a produtividade. “Todas as ações do governo, para melhorar o escoamento da safra, são exemplos para o País. Agora temos que investir mais na modernização”, afirma Richa Filho. A previsão é que o Porto tenha capacidade de obter mais de R$ 5 bilhões em investimentos em parceria com a iniciativa privada. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Instabilidade do momento não afeta concessões, afirma Coutinho

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou nesta quinta-feira (20/06) que a volatilidade observada nos mercados atualmente não vai afetar o programa de concessões do governo federal. De acordo com Coutinho, a curva de rendimento desses projetos é de longo prazo. Portanto, não são afetados pelas oscilações pontuais. Coutinho esteve reunido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e com o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Rodolpho Tourinho. A pauta da reunião foi a estruturação do modelo de financiamento que será utilizado para as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. (Valor Econômico)

MERCADO: Reação a Fed derruba commodities agrícolas

As commodities agrícolas refletiram o mau humor dos mercados financeiros e registraram nesta quinta-feira (20/06) a maior queda em dois meses e meio nas bolsas americanas. O índice Dow Jones-UBS AG, que monitora uma cesta composta por contratos futuros de soja e derivados, milho, trigo, algodão, açúcar, café e cacau, fechou o dia em baixa de 2,13% - o maior recuo desde 1º de abril. O surto de aversão ao risco - detonado pelos sinais de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) pode encerrar em breve seu programa de estímulo monetário e reforçado por temores sobre a vitalidade da economia chinesa - levou os fundos a liquidar posições de compra em todo o mercado de commodities.

Softs - Entre as agrícolas, as chamadas 'softs' foram as mais afetadas. Em Nova York, os contratos de café arábica amargaram baixa de 4,8% e atingiram os valores mais baixos desde julho de 2009, enquanto o açúcar demerara recuou 3,6% - a maior baixa em oito meses.

Café e açúcar - Os preços do café e do açúcar são particularmente afetados pela desvalorização do real, uma vez que o Brasil domina as exportações globais dessas commodities. Os elevados estoques mundiais dos dois produtos abriram caminho para a correção.

No vermelho - Os mercados de grãos também ficaram no vermelho, mas se comportaram melhor. Na bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa de 1,9%, enquanto a soja e trigo recuaram 1,8% e 0,9%, respectivamente.

Componente emocional - Pedro Dejneka, presidente da consultoria PHDerivativos, disse que a reação dos mercados às declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, teve "forte componente emocional" e deve ser "temporária". "Me parece prematuro falar em alguma nova tendência neste momento", afirmou.

Influências - Segundo Dejneka, o mercado de grãos tem sido mais influenciado por questões relacionadas aos fundamentos - sobretudo, pela incerteza sobre o tamanho da próxima safra nos Estados Unidos. Ele afirmou que os preços devem se manter sem direção clara pelo menos até o fim do mês, quando o governo americano divulga novos números sobre os estoques e a área plantada, e o cenário para o clima estiver mais claro. "Se o tempo ficar relativamente benéfico às lavouras até meados de julho, aí sim poderemos ter o início de uma forte tendência de baixa", disse Dejneka. Nesse caso, afirmou, os contratos de soja para entrega em novembro podem ceder dos atuais US$ 12,89 para menos de US$ 10 por bushel.

Brasil - No Brasil, a queda nos preços dos grãos tem sido mais do que compensada pela alta do dólar - o que é um motivo de alento para os produtores, mas de preocupação para os consumidores, já castigados pela escalada dos preços em dólar no ano passado.

Impacto  - Nesta quinta, o CEO da BRF, José Antonio do Prado Fay, afirmou que a valorização do dólar pode impactar os preços dos grãos no Brasil e pressionar os custos de produção da maior processadora de carne de frango e suína do país. Soja e milho são a matéria-prima para a produção das rações, cujo preço tem impacto relevante sobre os negócios da companhia. Fay ponderou, porém, que a depreciação da moeda brasileira beneficia as exportações da BRF. (Valor Econômico)

BRASIL: Intervenções do BC não seguram câmbio e dólar fecha acima de R$ 2,25

As intervenções do Banco Central (BC) não conseguiram impedir a alta da moeda norte-americana. O dólar comercial subiu 1,69%, encerrando a sessão desta quinta-feira (20/06) a R$ 2,258 para venda. Foi o quinto dia seguido que o câmbio se desvalorizou e a maior cotação desde 1º de abril de 2009, quando o dólar tinha fechado em R$ 2,281 para venda. Pela manhã, o BC injetou US$ 2,986 bilhões vendendo dólares no mercado futuro. No início da tarde, a autoridade monetária promoveu um leilão de até US$ 3 bilhões com compromisso de recompra. Os leilões não inverteram a valorização da moeda norte-americana. Por volta das 16h, o dólar comercial atingiu R$ 2,2725, na máxima do dia. Nos minutos seguintes, a cotação desacelerou um pouco até cair abaixo de R$ 2,26.

Fed - Na quarta-feira (19/06), o presidente do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, declarou que a instituição pode diminuir os estímulos monetários até o fim do ano caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. A expectativa do fim da política expansionista tem provocado turbulências no sistema financeiro global nas últimas semanas. Caso a ajuda diminua, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo. (Agência Brasil)

COMÉRCIO EXTERIOR I: Azevêdo vê limites para debate cambial na OMC

comercio exterior I 21 06 2013As distorções cambiais, alvo da reclamação de muitos países nos últimos meses, não podem ser decididas em negociações dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa foi a visão defendida pelo diretor-geral eleito do órgão, o embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, que também não classificou os movimentos de Estados Unidos e China como "guerra cambial", durante o evento "Novo momento no comércio mundial", promovido ontem pelo Valor. Azevêdo, que será empossado em 1º de setembro, defendeu o multilateralismo como arma dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento contra oscilações prejudiciais no cenário internacional e reconheceu que a OMC passa por um momento de paralisia.

Assimetria - Uma das principais questões na pauta dos países quando se discute comércio exterior, a assimetria cambial entre os países, não deve ser vista apenas da ótica das trocas entre as nações. O valor de uma moeda nacional é consequência de medidas tomadas nas áreas fiscal, monetária e tributária, por isso não é algo que possa sofrer qualquer tipo de controle por parte da OMC, segundo Azevêdo. "Desde que foi abandonado o padrão ouro, todos os embates foram acertados entre governos e não entre organismos internacionais", disse.

Oscilações - Azevêdo evitou chamar o programa de afrouxamento monetário ("quantitative easing") norte-americano e o controle cambial chinês de "guerra cambial", apesar de reconhecer que o preço da moeda afeta o comércio mundial. Para ele, a taxa de câmbio flutuante oscila dentro de certos limites, estabelecidos pela política econômica de cada governo. "Os movimentos de oscilação cambial hoje, muitas vezes, valem mais que a tarifa de importação na fronteira. O problema não é o patamar de apreciação ou depreciação, mas a velocidade da oscilação e a ausência de mecanismos para lidar com isso."

Importante - Mesmo sem entrar na discussão cambial, o diretor-geral eleito acredita que a OMC é importante para as políticas comerciais de países como o Brasil. Um órgão supranacional evita que países que "não têm cacife para mudar as regras do jogo da noite para o dia" sejam muito afetados por políticas de países desenvolvidos e possam ter mais voz na liberalização.

Novo ânimo - Para que essa visão se fortaleça, no entanto, a OMC precisa de "um novo ânimo". O brasileiro disse que a próxima reunião ministerial, que será realizada no fim do ano em Bali, carrega a possibilidade de "dar um passo modesto" em direção ao destravamento de acordos de livre comércio. "Genebra tem o hábito de ser pessimista."

Paralisia - Para Azevêdo, o sistema de negociações de liberalização comercial da OMC já foi "muito mais vibrante, ágil e relevante". Segundo ele, com a paralisia nas negociações nos últimos anos, "poucas pessoas hoje acompanham o que se faz no órgão, que está se desgarrando do mundo real." Azevêdo quer devolver a capacidade do órgão de ser relevante no sistema.

Tendência - A tendência de busca de acordos bilaterais por parte de países e blocos econômicos, como o que está sendo negociado entre Estados Unidos e União Europeia, não é visto como um problema. Azevêdo defende, contudo, que as negociações multilaterais avancem.

Natural - "Eles [acordos bilaterais] sempre aconteceram e é natural que aconteçam. Há o sistema multilateral que vai de forma lenta. Os plurilaterais vão mais rápidos porque envolvem número limitado de países e objetivos semelhantes e os acordos bilaterais vão avançando. Que o bilateral caminhe não é problema, o problema é o multilateral paralisado", disse ele. (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Empresários apoiam política de acordos multilaterais

A opção pela negociação de acordos multilaterais, adotada atualmente pela política de comércio exterior do Brasil, deve ser mantida, de acordo com empresários ouvidos durante o seminário "Novo Momento no Comércio Mundial", promovido nesta quinta-feira (20/06) pelo Valor, que contou com a presença do diretor-geral eleito da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. As amarras que o Mercosul impõe ao Brasil na hora de negociar acordos comerciais bilaterais, contudo, foi criticada por alguns executivos.

Expectativa de mudança - Para Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, há uma expectativa de mudança na OMC sob a gestão de Azevêdo, que assume o posto em 1º de setembro. Para o empresário, não seria necessária a retomada da Rodada Doha especificamente, mas sim o retorno à negociação de um acordo multilateral. "O Brasil tomou, há muito tempo, a decisão de apoiar a multilateralidade, no lugar de fazer acordos bilaterais. A negociação de um novo acordo, portanto, é fundamental para uma inserção maior do país no mercado internacional."

Diretriz - Paulo Feldman, professor da USP e diretor-geral da Câmara de Comércio Brasil-Israel, disse que o país não deve abandonar a política de multilateralismo como diretriz, apesar de o acordo de comércio entre Mercosul e Israel "não ter rendido o que poderia até agora", e "haver pouco conhecimento entre empresários israelenses e brasileiros." Presente na comitiva do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou o acordo entre Mercosul e Israel em 2007, Feldman disse que há espaços ainda não ocupados na relação comercial entre os dois países. Automóveis e aeronaves, setores em que o Brasil é forte, poderiam ser exportados.

Gestão - A gestão de Azevêdo deve ser direcionada aos acordos multilaterais, na visão de Rubens Ometto, presidente da Cosan. Ele, porém, acredita que os acordos bilaterais poderiam ser uma opção para o Brasil. "Sou pragmático. Acho que o bilateralismo é mais fácil de negociar e há mais resultados." Ometto não quis destacar nenhum mercado específico com os quais o Brasil poderia reforçar ou iniciar negociação de acordos. Para ele, o Mercosul é um obstáculo para isso e seria necessária uma flexibilização no bloco para viabilizar o andamento das negociações bilaterais.

Bayer - Qualquer medida que favoreça a implementação de acordos de livre comércio é incentivada pela multinacional alemã Bayer. Atualmente, a matriz está empenhada na confecção do acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia, de acordo com o vice-presidente para assuntos corporativos da empresa, Christian Lohbauer. "É mais importante que haja passos rumos a acordos do que necessariamente a definição de uma política multilateral ou bilateral", diz. (Valor Econômico)

OPINIÃO: O reconhecimento das cooperativas

*Edivaldo Del Grande

Esses empreendimentos sofrem excessivas e injustas tributações, uma vez que não têm o objetivo do lucro. Em alguns casos, os tributos inviabilizam a continuidade das cooperativas. Na década de 1970 foi criada a Lei Geral das Cooperativas com um dispositivo que trata do ato cooperativo. Naquela época, a legislação teve forte influência das cooperativas agropecuárias. Com a evolução dos empreendimentos cooperativistas nas últimas décadas e a consolidação e especificidade de outros ramos - como saúde, consumo, trabalho, produção, infraestrutura, transporte, etc. - aumentou a defasagem da regulamentação nas questões tributárias. Assim, as cooperativas passaram a interpretar a legislação de uma maneira, o governo de outra e as instâncias jurídicas, de uma terceira.

É urgente a aprovação de uma lei específica que defina um tratamento tributário justo às cooperativas. Elas nunca deixarão de recolher os tributos que são devidos. O que queremos, no entanto, é que sejam analisados os atos cooperativos, operações que não implicam receita ou faturamento.

A nova regulamentação deve estabelecer exatamente em que momento incidem e se incidem os tributos nas operações das cooperativas dos diferentes ramos. Não há porque tributar em algumas situações que redundarão em bitributação. O cooperado, dono da cooperativa, já é tributado individualmente.

Apesar de ter um vasto campo para se desenvolver no País, a força do cooperativismo está presente no cotidiano dos brasileiros e é essencial para a nossa economia. Como exemplo, vale citar que, apenas no primeiro quadrimestre deste ano, as exportações das cooperativas brasileiras alcançaram o recorde de US$ 1,838 bilhão. O valor representa 9,8% a mais em comparação com o mesmo período de 2012. Graças ao esforço do cooperativismo, os produtos brasileiros chegam a 124 países. O cooperativismo do ramo consumo é outro exemplo que ajuda na economia brasileira. Sua presença, nos mais diversos municípios, contribui para o aumento da concorrência e ajuda no equilíbrio de preços e oportunidades.

O ramo crédito, por sua vez, cresce como opção de oferta de taxas e juros bem abaixo daqueles praticados pelos bancos tradicionais. Essas cooperativas contribuem ainda para a educação financeira de seus cooperados, ajudando no equilíbrio de suas contas domésticas. As cooperativas de crédito enxergam que o crescimento do associado, sem se afogar em dívidas, é essencial para sua sobrevivência. No cooperativismo de saúde e nos demais ramos não é diferente. As cooperativas zelam pela qualidade dos serviços prestados e sempre buscam melhorar a vida de seus associados.

Precisamos, então, de agilidade nos próximos passos para garantir a sobrevivência do sistema cooperativo. Necessitamos, agora, de um texto que seja consenso entre a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e os Poderes Executivo e Legislativo. É preciso que os parlamentares entrem em acordo para colocar logo o projeto de lei na pauta de votação. Temos que entender que os empreendimentos cooperativos são verdadeiros aliados dos governos. Nas cooperativas, a responsabilidade é muito maior porque envolve o nome de um grande contingente de cooperados. Tudo é feito às claras, dentro da lei e auditado. Além disso, as cooperativas ajudam os governos na medida em que proporcionam benefícios diretos à população. Elas promovem o desenvolvimento econômico e contribuem efetivamente para diminuir as desigualdades sociais.

*Edivaldo Del Grande é presidente do Sistema Ocesp (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo. Artigo publicado nesta quinta-feira (20/06) no Jornal DCI/SP


Versão para impressão


Assessoria de Imprensa do Sistema Ocepar - Tel: (41) 3200-1150 / e-mail: imprensa@ocepar.org.br