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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3120 | 24 de Junho de 2013

MEIO AMBIENTE: Paraná prorroga a suspensão do Sisleg a pedido da Ocepar, Faep e Fetaep

meio ambiente 26 06 2013O governo do Paraná prorrogou, por tempo indeterminado, a suspensão da obrigatoriedade de cadastramento das propriedades rurais paranaenses no Sistema de Manutenção, Recuperação e proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (Sisleg). A medida consta na Resolução Conjunta nº 005/2013, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), publicada na última sexta-feira (21/06). Ela atende ao pleito da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná), Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) e Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná), que encaminharam ofício ao presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, no dia 19 de junho, solicitando que a suspensão do Sisleg, estabelecida em dezembro do ano passado e cujo prazo encerraria nesta segunda-feira (24/06), fosse mantida para não prejudicar os agricultores, que ficariam impossibilitados de proceder qualquer modificação em suas propriedades nos cartórios de registros de imóveis.

Reserva Legal - O cadastramento no Sisleg é uma das condições que devem ser seguidas pelos agricultores no processo de averbação da Reserva Legal. A nova Resolução mantém os efeitos de suspensão da averbação de Reserva Legal até a edição do Decreto que regulamentará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Estado do Paraná, previsto na Lei Federal nº 12.651/2012, que regulamenta o novo Código Florestal Brasileiro.

Proposta - O IAP conclui durante esta semana a proposta desse decreto que deverá seguir todos os trâmites legais para a sua publicação assim que o CAR seja homologado pela Presidência da República. No período de suspensão, os licenciamentos ambientais serão emitidos sem a obrigatoriedade do cadastro - junto ao Sisleg - ou com alguma notificação, devendo constar nas condicionantes que tal obrigatoriedade será exigida após definição das novas normas. Da mesma forma, a fiscalização desta obrigatoriedade também fica suspensa neste período.

CAR – O Cadastro Ambiental Rural (CAR) criado com a implantação do novo Código Florestal, no fim de 2012, prevê o cadastramento das reservas legais e de áreas de proteção ambiental de todas as propriedades rurais do país. O Ministério do Meio Ambiente, por meio do Ibama, vem firmando convênios com os estados para ceder imagens de satélite e sistemas de informática para que os proprietários rurais cadastrem seus imóveis. O Paraná foi um dos primeiros estados do país a implantar o cadastro de averbação das áreas de proteção nas propriedades rurais em 2004 com a criação do Sisleg. O Estado mantém o pioneirismo em adotar o CAR e é um dos 10 primeiros do país a firmar convênio com o Governo Federal. (Com informações da Agência de Notícias do Estado do Paraná)

 

OBJETIVOS DO MILÊNIO: Cooperativas do Paraná serão certificadas com o Selo ODM

odm 24 06 2013Nesta terça-feira (25/06), será realizada a cerimônia de entrega da certificação do 3º Selo ODM para as empresas e instituições públicas e do terceiro setor que realizam projetos que contribuem para o alcance dos Objetivos do Milênio. O selo foi lançado em 2011 pelo movimento Nós Podemos Paraná, articulado pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado (Fiep). Entre as empresas e instituições certificadas nesta edição do Selo ODM estão diversas cooperativas paranaenses: Cocamar Cooperativa Industrial; Sicoob Norte do Paraná; Sicredi Parque das Araucárias, de Pato Branco; Sicredi União Paraná, de Maringá; Unimed de Curitiba; Unimed de Cascavel; Unimed de Londrina e Unimed de Paranavaí.  

Solenidade -A solenidade de entrega do Selo será às 8h00, no Auditório Mário de Mari, na sede do Sistema Fiep, em Curitiba (Av. Comendador Franco, 1341, bairro Jardim Botânico).Nesta edição, 131 instituições e empresas se inscreveram para receber o Selo ODM. Na mesma ocasião haverá o lançamento da 5ª edição do Prêmio ODM Brasil.

Metas - As metas do milênio foram estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2000, com o apoio de 191 nações, e ficaram conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). São eles:

1 - Acabar com a fome e a miséria

2 - Oferecer educação básica de qualidade para todos

3 - Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

4 - Reduzir a mortalidade infantil

5 - Melhorar a saúde das gestantes

6 - Combater a Aids, a malária e outras doenças

7 - Garantir qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

8 - Estabelecer parcerias para o desenvolvimento

Clique aqui e confira a lista completa das instituições que vão receber o 3º Selo ODM

 

CRÉDITO RURAL: Evolução de recursos aplicados foi de 218% nos últimos 12 anos 

credito rural 24 06 2013O analista da Gerência Técnica e Econômica do Sistema Ocepar (Getec), engenheiro agrônomo Robson Mafioletti, fez um detalhado levantamento das principais medidas anunciadas pelo governo federal relacionadas ao Plano Agrícola e Pecuário - safra 2013/14. O estudo mostra ainda como tem evoluído a aplicação dos recursos destinados ao crédito rural no País, entre os anos de 2000 e 2012. “A evolução real de recursos efetivamente aplicados em crédito rural no período foi de 218%, passando de R$ 36,1 bilhões para R$ 114,7 bilhões, com ganho médio anual de 17% no período”, afirma. Também há um comparativo entre as taxas de juros de programas da agricultura empresarial e familiar. O documento mostra ainda algumas novidades previstas para esta safra em relação ao seguro rural, por exemplo, traz um balanço sobre os principais programas de investimento e os desafios que ainda precisam ser enfrentados na safra atual, entre outros itens.

Clique aqui e confira na íntegra a análise 

 

COOPERANTE: Realizado o 2º módulo do Programa de Desenvolvimento do Cooperativismo

A Cooperativa Cooperante e o Sescoop/PR promoveram, nos dias 18 e 19 de junho, o segundo módulo do Programa de Desenvolvimento do Cooperativismo que contemplou a realização do Curso de Administração Rural, com o instrutor Sandro Back. Houve a participação de aproximadamente 70 pessoas, divididas em três turmas. As aulas aconteceram em Campo do Tenente e Piên, no sul do Estado. O curso foi destinado para cooperados e empregados da cooperativa e contaram com a presença dos analistas do Sescoop/PR, Emerson Barcik e Fernando Mendes. 

Comemoração - O Programa de Desenvolvimento do Cooperativismo faz parte das atividades organizadas em comemoração aos 15 anos de fundação da Cooperante. O primeiro módulo aconteceu no dia 15 de maio com cerca de 200 participantes, que prestigiaram o evento “Café, Viola e Cooperativa”. No último módulo, com data a ser definida, será realizada uma imersão ao cooperativismo, com visita a várias cooperativas de outras regiões do Estado.  “Sem dúvida, é um projeto inovador elaborado pela equipe de analistas da região Centro-Sul do Sescoop/PR, em conjunto com a Cooperante, e que está contribuindo para o desenvolvimento da cooperativa e das pessoas ligadas a ela. Os eventos estão repercutindo por meio dos jornais da cidade. Todos os cooperados querem participar e fazer parte dessa história”, ressaltou o analista Fernando Mendes. 

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COCAMAR I: Unidade é inaugurada em Presidente Prudente (SP)

cocamar I 24 06 2013Em um evento realizado na última sexta-feira (21/06), no Restaurante Guaíba, em Presidente Prudente (SP), com a participação de mais de 300 pecuaristas e agricultores do município e região, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial fez uma inauguração simbólica de sua unidade de atendimento na cidade, situada na Av. Coronel José Soares Marcondes, 4.862, onde começou a operar nesta segunda-feira (24/06).

Porta de entrada - Na oportunidade, o presidente Luiz Lourenço, o vice-presidente José Fernandes Jardim Júnior e o superintendente de Negócios, José Cícero Aderaldo, fizeram uma apresentação da cooperativa, que está completando 50 anos em 2013. Segundo Lourenço, Presidente Prudente foi escolhida para ser a porta de entrada do projeto de expansão da cooperativa no Estado de São Paulo. Com 54 unidades operacionais nas reuniões Norte e Noroeste do Paraná, onde atende cerca de 12 mil produtores associados e 25 mil clientes, a Cocamar está entre as principais organizações cooperativistas do país, com faturamento estimado em R$ 2,5 bilhões este ano.

Produtos - Sob a gerência de André Longen e uma equipe de dez colaboradores, a unidade vai operar na comercialização de insumos agropecuários - rações, produtos veterinários, fertilizantes, sementes, defensivos, madeira tratada, implementos, filtros, pneus e lubrificantes. A linha de néctares de frutas “Purity”, produzidos pela cooperativa, também integram o portfólio. “Queremos crescer em Presidente Prudente”, afirmou o presidente da Cocamar, que é reconhecido no país como um dos principais defensores do sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF), o qual considera “uma revolução sustentável do agronegócio”.

Prestigiamento- Ao evento de sexta-feira compareceram o deputado estadual Ed Thomas, o secretário de Desenvolvimento Econômico Aristeu Santos Penalva de Oliveira, representantes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), coordenadores da Unoeste (instituição parceira da Cocamar), e outros. Entre os pecuaristas, alguns já tradicionais clientes da cooperativa, como Antonio Renato Prata, Laudério Leonardo Bottigeli e Henrico Cesar Volpon. (Imprensa Cocamar)

 

COCAMAR I: Para a cooperativa, mercado oferece oportunidade ao produtor de soja

A alta nas cotações da soja, nas últimas semanas, puxada principalmente pela valorização do dólar frente ao real, é acompanhada com justificada expectativa pelos produtores. Nesta segunda-feira (24), o preço da saca atingiu R$ 60,50, em Maringá. Na opinião do superintendente de Negócios da Cocamar, José Cícero Aderaldo, os produtores que ainda têm soja para comercializar e estavam aguardando por uma oportunidade oferecida pelo mercado, precisam avaliar se não é o momento de vender parte de seu saldo, reforçando a estratégia de vendas parceladas. Segundo ele, se levar em conta a segurança em relação ao lucro, o agricultor pode fazer neste momento a venda de ao menos uma parcela de seu estoque que já tem um custo conhecido. A justificativa do superintendente é que à exceção do fator dólar, a cotação da soja tem caído na Bolsa de Chicago nos últimos dias em função de uma normalização da situação climática nas lavouras daquele país. “Nos Estados Unidos, os indicativos são uma de uma safra praticamente normal, porém ainda estamos apenas na início e teremos um longo caminho até que essa safra se concretize”, cita.

Volátil - “Como o mercado é volátil, a variação do câmbio é imprevisível”, comenta Aderaldo, lembrando que recente alta do dólar ocorreu em razão de informações divulgadas na última semana sobre a retomada na economia dos Estados Unidos, que deve voltar a crescer. O temor é que, isto se confirmando, haja uma fuga de capitais investidos em economias emergentes para aquele país.

Negócios -  “De qualquer forma, o produtor tem um preço excelente à sua disposição para fazer negócios”, acrescenta o superintendente da Cocamar, finalizando: “a orientação da Cocamar no sentido de parcelar sua comercialização, tem permitido ao produtor participar desses ganhos no momento”. (Imprensa Cocamar

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa apresenta Sistema à população de Tangará (SC)

Em continuidade ao processo de expansão do sistema de crédito cooperativo em Santa Catarina, a Sicredi Parque das Araucárias PR/SC realizou, na semana passada, em Tangará (SC), um encontro que contou com a presença de autoridades, empresários e imprensa local. O objetivo foi apresentar à população Tangaraense o Sistema Sicredi: vantagens de ser cooperativa, diferenciais em relação aos bancos tradicionais e o portfólio de produtos e serviços do Sicredi. Também foi divulgada no evento a inauguração do Sicredi em Tangará, prevista para a segunda quinzena de julho de 2013. Esta será a vigésima Unidade de Atendimento (UA) da cooperativa e a décima no estado de Santa Catarina. A UA está sendo instalada na Rua Irmãos Picolli, 252, anexo a ACITA – Associação Comercial e Industrial de Tangará. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC)

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COPACOL: Comemoração do cinquentenário também foi destaque na Exposuper

Foi realizada, de 18 a 20 de junho, a Exposuper 2013 - Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados. A Copacol marcou presença no evento, que aconteceu em Joinville – Santa Catarina. Promovida pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats), a expectativa é que a feira tenha recebido este ano em torno de 35 mil visitantes, com a presença de aproximadamente 200 expositores. Nos eventos em que a Copacol participa este ano, em destaque estão as ações em comemoração ao cinquentenário da cooperativa. (Imprensa Copacol)

 

copacol 24 06 2013

 

C.VALE I: Campanha do Agasalho arrecada mais de 10 mil peças

Mais de 10 mil peças entre roupas, cobertores e calçados foram arrecadados durante a campanha do agasalho Aqueça Corações, promovida pela C.Vale e pelos núcleos femininos da cooperativa. Os donativos recebidos pela cooperativa no Paraná, entre 15 de maio e 10 de junho, foram repassados a entidades assistenciais da área de atuação da C.Vale. “A campanha foi muito positiva. Com o apoio dos núcleos femininos, associados, funcionários e da população, vamos proporcionar um inverno mais quentinho para muitas as pessoas”, diz Mirna Klein Fúrio, assessora de cooperativismo da C.Vale. (Imprensa C.Vale)

 

cvale I 26 06 2013

 

C.VALE II: Seminário do Jovem Cooperativista será realizado em Palotina

cvale 24 06 2013Jovens associados e filhos de cooperados da C.Vale e da Sicredi participam, dia 29 de junho, do 7º Seminário do Jovem Cooperativista. O tema do encontro deste ano é a Magia da Cooperação, em alusão as comemorações dos 50 anos da C.Vale e 25 anos da Sicredi Vale do Piquiri ABCD – PR/SP. Durante a manhã serão ministradas duas palestras; Tendências de Mercado Agrícola, com Robson Mafioletti e A Arte de Sair do Lugar Comum, com Marco Zanqueta. O seminário acontece na Asfuca, de Palotina. A abertura, às 8h30 terá a presença dos presidentes da C.Vale e da Sicredi, Alfredo Lang e Jaime Basso. O evento tem o apoio do Sescoop-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo). Os jovens interessados em participar do seminário, devem retirar os convites nas unidades da C.Vale e do Sicredi.(Imprensa C.Vale)

 

COAMO I: Encontro de Líderes Cooperativistas reúnem mais de 400 participantes

Comemorar o sucesso e a eficiência do cooperativismo, que congrega cerca de 1 bilhão de pessoas em todos os continentes, e ajuda sobremaneira na promoção do bem-estar e do bem comum com a prática do desenvolvimento técnico, educacional e social. Esse foi um dos objetivos do tradicional Encontro de Líderes Cooperativistas que a Coamo promoveu em Campo Mourão, na sexta-feira (21/06), reunindo mais de 400 cooperados - diretoria, membros dos Conselhos de Administração e Fiscal da Coamo e da Credicoamo, coordenadores e secretários dos Comitês Educativos, e jovens líderes das 17 turmas do Programa Coamo de Formação de Líderes Cooperativistas. O evento que comemorou de forma antecipada o Dia Internacional do Cooperativismo reuniu também, superintendentes, gerentes de Entrepostos e Angulares, e assessores.

Importância - Na abertura do evento, o idealizador e presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini reiterou a importância do cooperativismo como movimento de desenvolvimento econômico e social que está presente em todos os continentes, reunindo cerca de 1 bilhão de cooperados. "A Coamo está sempre ao lado dos seus associados, é uma cooperativa bem estruturada que está voltada totalmente para os interesses e desenvolvimento do associados e familiares", afirmou Gallassini.

Programa premiado - O Programa de Formação de Jovens Líderes idealizado pela Coamo em 1998 já formou mais de 700 jovens cooperados entre 18 e 40 anos, ao longo de 16 anos. Este ano está em andamento a 17a Turma com 45 jovens do Oeste e várias regiões do Paraná, e também do Mato Grosso do Sul.

Positivo - Para Gallassini, o trabalho realizado pela Coamo com suas lideranças é avaliado como positivo e de bons resultados. "Os frutos deste trabalho do Programa Coamo com os jovens líderes são positivos, com melhor conhecimento do cooperativismo e da Coamo. Os jovens cooperados são o presente e o futuro da nossa cooperativa. Eles estão participando mais ativamente dos eventos e reuniões na Coamo, e com isso colaborando para a prática do cooperativismo de resultados", disse o presidente da Coamo na aberturado Encontro de Jovens Líderes. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Conhecidos os campeões da Regional Centro-Oeste da Copa de Futebol Suíço

Com mais de mil atletas cooperados distribuídos entre 69 equipes, aconteceu, no sábado (22/06), a regional Centro-Oeste da Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço, que foi a penúltima entre todas as sete regionais previstas no cronograma do maior evento rural esportivo do país. A bola rolou nos campos da Arcam em Mamborê, Altamira do Paraná, Boa Esperança, Juranda e Roncador. A chuva que caiu durante a semana deu uma trégua no sábado para que cooperados e familiares festejassem no grande projeto de lazer e integração. Ao todo, a regional Centro-Oeste teve 102 jogos com a marcação de 252 gols e média geral de 2,47 gols por jogo. Em Mamborê, aconteceu a melhor média com 3,47 gols por partida.

Grande final - Estão garantidos desta regional para a grande final em Campo Mourão, no sábado, 3 de agosto, as equipes de Primavera (Juranda), Palmital 43 (Roncador), São Francisco (Altamira do Paraná), Vira Copos (Boa Esperança) e Fantin “A” (Mamborê). Estas equipes se juntarão aos outros  23 campeões das etapas regionais anteriores e aos quatro da próxima regional (Sede), programada para o dia 6 de julho em Campo Mourão, Luiziana, Araruna e Iretama.

Disputa - Das cinco decisões disputadas no Centro-Oeste, apenas em Altamira do Paraná o campeão foi conhecido nos pênaltis. A equipe São Francisco empatou com Altamira por 0 a 0 e venceu nas penalidades por 2 a 0. Em Mamborê, o Fantin “A” derrotou o Água da Palmeira por 2 a 0. O Viracopos venceu o Meia Boca Júnior por 1 a 0 e ficou com o título em Boa Esperança. Em Roncador, o Palmital 43 foi campeão ao vencer o Sambatti, por 1 a 0, e  em Juranda, o Primavera sagrou-se campeão ao derrotar o São Roque, por 2 a 0.

Tranquilidade - No campo disciplinar, a regional transcorreu de forma tranquila dentro e fora de campo. “Em mais de 100 jogos foram distribuídos apenas 48 cartões, dos quais 3 azuis. Isso mostra o bom andamento da Copa Coamo que é um projeto diferenciado e bem aceito pelos cooperados atletas e dirigentes”, aponta o professor Paulo Gilmar Fuzeto, coordenador geral da Copa Coamo 2013 que está completando 20 anos da sua primeira edição em 1993.

Festa elogiada - Para a diretoria da Coamo que faz questão de estar presente em todas as regionais, a Copa Coamo é um projeto de lazer e esporte que vem agradando e recebendo muitos elogios dos cooperados. “A regional Centro-Oeste foi muito organizada e participativa. Somos abençoados pois não choveu no sábado e o evento transcorreu na maior tranqüilidade e sucesso”, afirma o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. “Temos que parabenizar todos os cooperados desta regional e também os nossos funcionários que de forma voluntária deram um show no atendimento e organização aos cooperados e visitantes”, comemora. (Imprensa Coamo)

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COPAGRIL: Seminário Anual de Produtores de Leite é transferido

A Copagril comunica aos produtores de leite que, devido ao grande volume de chuvas que está ocorrendo na região, o Seminários Anual de Produtores de Leite do Mato Grosso do Sul, programado para esta semana, foi transferido. Nova data será marcada e, posteriormente, divulgada. (Imprensa Copagril)

CNCOOP: MTE divulga novas portarias sobre certificação digital

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, no dia 17 de junho, a Portaria nº 855, de 14 de junho de 2013. Por meio dela, fica instituído, a partir de 16 de setembro deste ano, o acesso com certificação digital (ICP-Brasil) ao sistema homolognet. Na última sexta-feira (21/06) também foi publicada outra Portaria do MTE (837, de 13/6/2013), alterando alguns dispositivos da 326, de 1/3/2013, que dispõem sobre os pedidos de registro das entidades sindicais de primeiro grau no Ministério.

Ações - De acordo com a gerente da Confederação Nacional das Cooperativas, Júnia Dal Secchi, as ações de autenticação e assinatura de transações de geração, quitação e homologação de rescisões contratuais passam a exigir o uso da certificação digital. “As alterações na portaria 326 reforçam a necessidade de as entidades sindicais de primeiro grau ficarem atentas a elaboração dos documentos exigidos pelo MTE para publicação dos pedidos de registro sindical ou alteração estatutária e atualização dos dados cadastrais, especificamente os que dizem respeito à Diretoria”. (Informe OCB)

Clique aqui para acessar a Portaria nº 855/2013.

Clique aqui para acessar a Portaria nº 837/2013.

CAGED: Agricultura concentra quase metade das novas vagas em maio

A agricultura respondeu por quase metade da criação de empregos em maio de 2013. Puxada pelas lavouras de cana-de-açucar, café e laranja, o setor registrou a abertura de 33,8 mil postos de trabalho, ou 47% do total de 72.028 empregos criados no mês em todo o país. Na comparação com maio de 2012, o setor diminuiu em 26,9% a criação de empregos ante os 46,3 mil na série sem ajuste — não considera informações entregues fora do prazo pelas empresas.

Serviços - Em seguida veio o setor de serviços, com 21,2 mil novas vagas no último mês, ante 44,6 mil sem ajuste no mesmo mês de 2012. Uma retração de 52% na geração de empregos.

Indústria de transformação - Em terceiro lugar está a indústria de transformação, com 15,8 mil novas vagas em maio de 2013. No quinto mês de 2012, o setor gerou 20,3 mil novos postos, sem ajuste. Assim, a retração foi de 22,2%.

Administração pública - A administração pública gerou 2,8 mil postos no último mês ante 2,7 mil em igual mês de 2013, enquanto a indústria extrativa mineral abriu 192 novos postos de trabalho ante 1,3 mil sem ajuste em maio de 2012.

Serviços industriais - Os serviços industriais de utilidade pública criaram 94 postos em maio de 2013 ante fechamento de 14 vagas no mesmo mês de 2012. O comércio teve criação líquida de 36 postos ante 9,7 mil no mesmo mês de 2012.

Construção civil - O cenário na construção civil foi um dos mais negativos: setor fechou 1,9 mil vagas em maio deste ano, ante criação de 14,9 mil postos no mesmo mês de 2013. Esse desempenho, de acordo com o MTE, pode ser atribuído, em parte, ao encerramento de obras ligadas à Copa. (Valor Econômico)

MILHO: Brasil deve ter safra recorde de 82,67 milhões de toneladas em 2012/13

O Brasil deverá produzir um volume recorde de 82,674 milhões de toneladas de milho na safra 2012/13, segundo o novo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisas Agroeconômicas SAFRAS & Mercado, que supera as 72,698 milhões de toneladas da temporada passada.

Soja - Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, a safra de milho irá superar até mesmo a produção esperada para a soja, de 82,336 milhões de toneladas. Na safra verão devem ser colhidas 33,046 milhões de toneladas de milho, volume acima das 28,874 milhões de toneladas registradas no ano passado. O destaque negativo fica com a queda na produção de milho no Norte e Nordeste, por conta da estiagem que atingiu a região, que deve atingir 3,818 milhões de toneladas.

Safrinha - Molinari destaca que para a segunda safra, popularmente conhecida como safrinha, a estimativa é de uma produção recorde de 45,809 milhões de toneladas de milho, bem acima das 37,976 milhões de toneladas colhidas na safrinha 2012.

Norte e Nordeste - O analista sinaliza que mesmo com a redução de 35,3%% na área cultivada pelas regiões Norte e Nordeste frente à safra 2011/12, de 1,936 milhão de hectares para 1,252 milhão de hectares, o Brasil conseguiu elevar em 3,4% a área cultivada na primeira e segunda safra. "A área cultivada ficou em 15,335 milhões de hectares, acima dos 14,825 milhões de hectares plantados na temporada 2011/12", afirma.

Crescimento - Na safrinha, Molinari indica um crescimento de 17,8%, passando de 6,963 milhões de hectares para 8,205 milhões de hectares. "Esse aumento reflete o bom incremento de área plantada nos estados de Goiás, de 44,1%, e Mato Grosso, de 27,1%", disse.

Produtividade  - A expectativa de produtividade média da safra 2012/13 também deve ter um aumento significativo frente à temporada passada, passando de 4.904 quilos por hectare para 5.391 quilos por hectare. "Na safra verão, a expectativa de rendimento médio é de 5.622 quilos por hectare, superando a produtividade de 4.873 quilos por hectare do ano passado", pontua. Na segunda safra, Molinari indica que a perspectiva de rendimento médio também deve ser maior frente à 2012, passando de 5.453 quilos por hectare para 5.583 quilos por hectare. (SAFRAS&Mercado)

TRIGO: Poucos negócios no mercado

trigo 24 06 2013A combinação entre a escassa oferta disponível do trigo colhido no fim de 2012 e a pouca procura pelo cereal da safra nova, que começará a sair dos campos somente em setembro, tem provocado lentidão às negociações do cereal no país, embora os preços permaneçam sustentados. Conforme analistas, os estoques dos moinhos não estão abarrotados, mas são suficientes para evitar uma correria às compras.

Negócios - "Nos últimos dias, foram fechados negócios a até R$ 770 por tonelada do cereal de melhor qualidade. Como existe uma boa procura por parte dos moinhos no mercado disponível e a oferta é pequena, o preço acaba evoluindo", disse Claiton dos Santos, sócio-diretor da TS Corretora, de Passo Fundo (RS).

Reação - Segundo ele, no começo de junho os preços estavam em torno de R$ 700 por tonelada, mas reagiram diante do reaquecimento das compras dos moinhos. Apesar da valorização nas cotações, muitos produtores gaúchos continuam a reter os enxutos estoques que possuem, na expectativa de que a tonelada possa chegar a pelo menos R$ 800. "Minha percepção é que resta no Estado cerca de 10% da safra passada [o equivalente a pouco mais de 180 mil toneladas] para ser comercializada", afirmou Santos.

Mercado futuro - Já no mercado futuro, os preços do trigo no Estado do Rio Grande do Sul estão bem menos atraentes ao produtor, em torno de R$ 500 a R$ 550 por tonelada. "Isso inibe as vendas por parte dos agricultores. Os moinhos também têm manifestado pouco interesse pelas compras antecipadas, já que é muito difícil garantir a qualidade do cereal que ainda está em fase de plantio", afirmou o corretor.

Paraná - No Paraná, maior Estado produtor de trigo do país, a situação não é muito diferente. "Há cerca de 60 dias não se fala em trigo por aqui. Praticamente não há trigo da safra velha e há pouca movimentação para compra antecipada da nova", disse Camilo Motter, economista e corretor da Granoeste, de Cascavel (PR).

Leilões - De acordo informações de Motter, as indústrias têm preferido recorrer aos leilões de estoques públicos que têm sido promovidos com frequência pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - o próximo está marcado para quinta-feira (27/06), com a oferta de 70,3 mil toneladas.

Importações - Ainda segundo o corretor, mesmo as importações, que costumam acontecer nessa época, também estão lentas em consequência dos conhecidos problemas de logística do país. "Houve alguns negócios com trigo do Paraguai, a cerca de US$ 400 por tonelada [o equivalente a R$ 896 por tonelada]", disse Motter.

Previsão - A Conab prevê que o Brasil colherá 5,5 milhões de toneladas de trigo este ano. Desse total, 2,62 milhões de toneladas devem vir do Paraná - onde o plantio já alcança 81% da área, segundo o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral) - e outras 2,45 milhões de toneladas são esperadas do Rio Grande do Sul, onde 55% da semeadura está completa, de acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS). (Valor Econômico)

 

COMÉRCIO I: Ucrânia reabre mercado para carne suína do Brasil

A Ucrânia, um dos maiores compradores de carne suína brasileira que havia suspendido as compras do país meses atrás alegando ter encontrado uma bactéria em produtos provenientes de frigoríficos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, anunciou a volta das importações do produto. O embargo foi imposto pelo governo ucraniano em março, quando as compras foram suspensas sob o argumento de que havia sido registrada a presença da bactéria Listeria em alguns lotes. Com isso, as exportações brasileiras de carne suína caíram 18% em maio.

Comemoração - Portanto, a reabertura da Ucrânia para a carne suína brasileira é comemorada pelo setor privado como uma das grandes notícias do ano, ao lado da abertura do mercado japonês, o maior importador mundial do produto. A retomada das exportações para a Ucrânia irá reaquecer as expectativas do mercado para 2013. Faltando ainda seis meses para terminar o ano, a reabertura deverá pesar favoravelmente para o resultado total das vendas externas de carne suína.

Habilitação - Especialistas do serviço estatal de medicina veterinária da Ucrânia, habilitaram seis empresas para realizar a exportação, sendo que cinco delas são de carne suína resfriada e congelada em embalagem a vácuo, produtos de carne suína, subprodutos suínos e a sexta é de peixe fresco congelado. (Mapa)

COMÉRCIO II: Egito deve retomar importação de carne do Paraná

egito 24 06 2013A partir de julho, os produtores de carne bovina do Paraná poderão exportar o produto para o Egito. O anúncio da retomada do comércio foi feito pelo chefe do Departamento de Quarentena Veterinária do Ministério da Agricultura do país, Youssef Mandouh Shalby. No ano passado, o país africano foi o terceiro maior comprador da carne do Paraná, com 1,3 milhão de toneladas. Os negócios renderam US$ 5,8 milhões.

Reunião - A reunião que viabilizou a retomada das exportações paranaenses aconteceu semana passada, no Egito, contou com a presença do diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, executivos do grupo Ragab, que tem 40 supermercados egípcios e o secretário-geral da Associação de Importadores de Alimentos Congelados, Ahmed Tarek Abdo.

Proibição - O Egito , terceiro maior comprador de carne bovina brasileira, proibiu a importação do produto com procedência do Paraná, no final do ano passado, em função do caso “atípico” da doença da vaca louca.

Negócios - Em 2012, o Paraná exportou ao todo 18 milhões toneladas de carne bovina e derivados, rendendo US$ 61,8 milhões ao estado. O principal cliente foi Hong Kong que comprou 11,3 mil toneladas (41%). (Gazeta do Povo/ Portal do Agronegócio)

 

COMÉRCIO III: Iraque quer ampliar compras de itens da cesta básica no Brasil

O diretor de Relações Internacionais do Ministério do Comércio do Iraque, Hashim M. Hatem Al-Sudani, esteve semana passada no Brasil em busca de alimentos da cesta básica de seu país. A intenção dos iraquianos é ampliar as importações de produtos como arroz, açúcar e até óleo de girassol, que fazem parte das 30 milhões de cestas que o governo do país do Oriente Médio distribui todos os anos, conforme informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Iraque.

Ramadã - Na época do Ramadã, realça a assessoria, feijão, lentilha e grão de bico também são incluídos na cesta básica do país, cuja população vem crescendo 2,4% ao ano, em média. Al-Sudani acredita que o Brasil pode exportar todos esses produtos ao Iraque, que já é grande importador de açúcar e, também, de carne de frango.

Fórum de negócios - Nesse contexto, o governo do Iraque pretende promover um fórum de negócios em São Paulo em novembro. Além de produtos da cesta básica, o país tem interesse em discutir investimentos nas áreas de infraestrutura de transporte, energia, indústria, habitação, saneamento e serviços como saúde e educação. “O empresário pode atuar como fornecedor (exportador), dentro de uma joint-venture, como operador local ou mesmo como investidor”, afirma Al-Sudani em comunicado. (Valor Econômico)

TRIBUTOS: Norma da Receita incentiva exportações

A Receita Federal ampliou a possibilidade de empresas exportadoras beneficiarem-se com a suspensão do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) nas saídas de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem por ela adquiridos. A benesse só pode ser utilizada por empresas “preponderantemente exportadoras”. O novo entendimento da Receita consta da Instrução Normativa nº 1.364, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (21/06).

Receita bruta - A nova instrução estabelece que as preponderantemente exportadoras são as empresas com receita bruta decorrente de exportação igual ou superior a 50% da sua receita bruta total de venda de bens e serviços no mesmo período.

IN 948 - Antes, vigorava o que diz o artigo 14 da IN nº 948, de 2009. De acordo com a norma, a receita bruta decorrente de exportação deveria ser igual ou superior a 70% da sua receita bruta para a empresa ser considerada “preponderantemente exportadora”. Apenas em relação a uma pequena lista de produtos exportados, segundo a IN anterior, esse percentual seria de 60%.

Custos - Para o advogado Rodrigo Rigo Pinheiro, do escritório Buccioli e Craveiro, Braz de Oliveira Advogados Associados, o percentual reduzido vai diminuir os custos das empresas brasileiras para exportar. “Assim, um número maior de empresas poderá usar o benefício fiscal da suspensão do IPI, incentivando as exportações”, afirma ele.

Simples - A norma também deixa claro que a suspensão do IPI não se aplica às pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), seja em relação às aquisições de seus fornecedores, seja no tocante às saídas dos produtos que industrializem.  (Valor Econômico, com informações da Lex Legis Consultoria Tributária)

PORTO: Appa emite nota sobre acidente no Terminal de Contêineres

Por volta das 4h30 da manhã de sábado (22/06), uma rajada de vento de 80 km por hora provocou a formação de altas ondas no Porto de Paranaguá e a balsa utilizada para cravação de estacas na obra de ampliação do Terminal de Contêineres, com um guincho posicionado sobre ela, acabou virando e afundando. Equipes de emergência contratadas pelo TCP foram acionadas imediatamente. Barreiras de contenção foras colocadas no mar nas imediações do acidente, para prevenir possíveis vazamentos de óleo.

Óleo - O tanque do guindaste que afundou tinha cerca de mil litros de óleo e outros 200 litros estavam nos motores do flutuante. As obras de ampliação do TCP estão sendo realizadas pela Tucumann Engenharia.mento não houve qualquer derrame de óleo no mar. Mergulhadores foram contratados e já fizeram a análise da situação debaixo d`água e afirmaram não ter risco de vazamento.

Salvatagem - Agora, o TCP trabalha um plano de salvatagem que deve ser dividido em duas etapas: a retirada do óleo que está nos equipamentos e, depois, a retirada dos equipamentos em si do mar.

Aviso -  IAP, Ibama, Força Verde e Marinha foram imediatamente avisados sobre o acidente. Como o fato ocorreu na extremidade leste do cais, onde estão acontecendo obras, não há prejuízo na navegação em Paranaguá e o Porto segue funcionando normalmente.  As obras de ampliação do TCP estão sendo realizadas pela Construtora Porto. (Assessoria de Imprensa da Appa)

CÂMBIO: Dólar fecha a semana em queda pela primeira vez após cinco dias de alta

Em um dia marcado por intervenções do Banco Central (BC), a moeda norte-americana fechou em queda pela primeira vez em cinco dias. O dólar comercial encerrou a sexta-feira (21/06) em R$ 2,2445 para venda, queda de 0,6%. O câmbio vinha operando em alta até o início da tarde e, por volta das 12h30, atingiu R$ 2,2693, a máxima do dia. O BC então vendeu US$ 1,827 bilhão no mercado futuro e conseguiu reverter a tendência. A cotação passou a cair até o fechamento do mercado.

Maior valor - Na quinta-feira (20/06), o dólar comercial tinha fechado em R$ 2,258, no maior valor desde 1º de abril de 2009. Há quase um mês, o mercado financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta.

Agravamento - A instabilidade agravou-se depois que Ben Bernanke, presidente do Fed, declarou, na última quarta-feira (19/06), que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano caso a economia dos Estados Unidos continue a se recuperar. Caso a ajuda diminua, o volume de moeda norte-americana em circulação cai, aumentando o preço do dólar em todo o mundo. (Agência Brasil)

BC I: Estimativa para crescimento da economia cai para 2,46%

A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia continua a cair. De acordo com a pesquisa semanal do Banco Central (BC), a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu pela sexta vez seguida, ao passar de 2,49% para 2,46%. Para 2014, a projeção caiu de 3,2% para 3,1%.

Expectativa- A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,56%, este ano, e de 3,2% para 3,1%, em 2014. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue 35%, tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Dólar - A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 2,10 para R$ 2,13, este ano, e de R$ 2,15 para R$ 2,20, no fim de 2014. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 6,55 bilhões para US$ 6,5 bilhões, este ano, e de US$ 9 bilhões para US$ 8 bilhões, em 2013.

Transações correntes - Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 73,66 bilhões para US$ 73,76 bilhões, este ano, e de US$ 78,5 bilhões para US$ 79 bilhões, em 2014.

Investimento estrangeiro - A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões, tanto para 2013 quanto para o próximo ano. (Agência Brasil)

BC II: Para o mercado financeiro, inflação chega a 5,86% este ano

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve chegar a 5,86%, este ano. A projeção é de analistas do mercado financeiro consultados todas as semanas pelo Banco Central (BC). A estimativa divulgada na semana passada era 5,83%. Essa foi a segunda alta seguida na projeção. Para 2014, segue a expectativa de 5,80%, há seis semanas seguidas.

Centro da meta - As projeções para a inflação neste ano e em 2014 estão acima do centro da meta de 4,5% e abaixo do limite superior (6,5%). Cabe ao  BC perseguir a meta de inflação e um dos principais instrumentos para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic.

Selic - De acordo com a expectativa das instituições financeiras, a taxa Selic deve chegar ao final de 2013 e de 2014 em 9% ao ano.

IPC-Fipe - A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,92% para 4,98%, este ano, e mantida em 5%, no próximo ano.

IGP-DI e IGP-M - A expectativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,60% para 4,72%, este ano, e de 5,17% para 5,20%, em 2014. O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) deve ficar em 4,58%, contra 4,49% previstos na semana passada. Para 2014, houve ajuste de 5,28% para 5,23%, em 2014.

Preços administrados - A estimativa para os preços administrados caiu de 2,75% par 2,65%, em 2013, e segue em 4,2%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo. (Agência Brasil)

OMC: Política comercial do Brasil vai a debate na Organização Mundial do Comércio

O Brasil terá de responder a 776 questões e será cobrado a abrir mais seu mercado, no exame de sua política comercial, que ocorrerá de hoje e quarta-feira na Organização Mundial do Comércio (OMC). Quanto maior é a percepção do país como protecionista, maior o numero de perguntas por parte dos outros 157 países-membros da OMC nesse exame, que se realiza a cada quatro anos, no caso de emergentes.

Economia brasileira - O exercício no caso do Brasil é considerado ainda mais importante, pelo tamanho da economia brasileira. As medidas tomadas pelo país para melhorar a competitividade e proteger a indústria doméstica estarão no centro dos questionamentos, como tem ficado claro nas posições de países industrializados em comitês da OMC nos últimos tempos.

Brasil Maior - Está no radar dos parceiros o programa Brasil Maior, espécie de guarda-chuva de uma série de estímulos a vários setores da economia. Um dos programas mais questionados é o Inovar-Auto, que prevê uma série de investimentos mínimos em produção local e desenvolvimento de tecnologia para as montadoras que quiserem ficar isentas de uma alíquota maior de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Telecomunicações - Igualmente é alvo de parceiros a exigência de conteúdo local feitas pelo Brasil no setor de telecomunicações. isso inclui medida que elimina a taxa sobre telefone celular que usa software desenvolvido no Brasil. Os créditos subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também serão abordados. Desta vez, até subsídios agrícolas aparecem nos questionamentos.

Antidumping - Outro aspecto é o número recorde de investigações antidumping no Brasil, 110 atualmente. Trata-se de instrumento de defesa comercial, previsto nas regras, mas a dimensão de seu uso implica restrição concreta às trocas comerciais, na percepção de vários parceiros.

Negociações multilaterais - Como a presidente Dilma Rousseff ressaltou recentemente no Itamaraty, o Brasil deve enfatizar a prioridade pelas negociações multilaterais e pelo Mercosul, enquanto o setor privado começa a pedir negociações bilaterais para ampliar o comércio. As questões para o Brasil poderão superar as 776 já enviadas, pois vão continuar chegando nesta semana. O governo normalmente despacha importante delegação para responder na OMC. O Brasil é um dos 21 membros da entidade a ter a política comercial examinada este ano. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: Para analistas, país terá só lado negativo da retomada dos EUA

Embora tenham espalhado nervosismo pelos mercados, os sinais de que a economia dos Estados Unidos começou a se recuperar, evidenciados pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na semana passada, são uma boa notícia para a economia brasileira e global. Contudo, na opinião de economistas ouvidos pelo Valor, o Brasil pode não conseguir aproveitar a boa maré em razão dos erros da atual política econômica.

Efeitos negativos - Para Carlos Eduardo Gonçalves, professor da FEA-USP, o país corre o risco de contabilizar apenas os efeitos negativos de fuga de capitais e da perda de investimentos para os EUA, além da pressão inflacionária do câmbio, decorrentes do processo de transição até que a economia norte-americana se recupere de fato, caso o otimismo de Bernanke se confirme. Essa transição, considera, será "muito difícil", porque as mudanças nos fluxos de capitais vão dar "uma chacoalhada tremenda nos países emergentes".

Sinalização - A deterioração do humor dos investidores começou na semana passada, com a sinalização de que os EUA começarão a reduzir o ritmo de seu programa de estímulo monetário, o que, eventualmente, poderia culminar no fim das compras mensais de títulos e na elevação dos juros norte-americanos.

Reação - "O mercado teve uma reação quase que histérica à subida dos juros dos EUA, como se o dinheiro do mundo todo fosse convergir para os EUA. Aí há claramente um movimento de manada", explica Luiz Carlos Mendonça de Barros, diretor da Quest Investimentos. "O Fed simplesmente avisou que, a partir de um determinado momento, desde que a economia continue crescendo, vai começar a reduzir a liquidez. Nada demais. Mas no contexto dos mercados especulativos, estamos vendo dois, três dias de volatilidade impressionante."

Adaptação - Apesar da reação positiva da economia americana, é a adaptação do mercado ao novo cenário que traz efeitos negativos. "A melhora das condições econômicas nos Estados Unidos não tem como ser ruim. O problema é que essa virada, para mercados que se acostumaram com um ambiente de liquidez abundante, tende a ser um pouco turbulenta", diz Monica Baumgarten de Bolle, sócia-diretora da Galanto Consultoria.

Normal e mais seguro - Na opinião de Gonçalves, da USP, a retomada da liderança econômica global pelos EUA em um cenário de desaceleração na China representaria "um mundo normalizado, mais seguro" e abriria oportunidades macroeconômicas para o Brasil. "Agora é uma oportunidade de ouro para aumentar a competitividade da indústria nacional via câmbio mais depreciado", diz. "A pressão externa já puxou o câmbio, isso é irreversível e é global", diz, referindo-se à valorização recente do dólar, que encerrou a sexta-feira cotado a R$ 2,24.

Ajuste fiscal - Entretanto, adotar tal estratégia, segundo Gonçalves, só seria possível se o governo apresentasse um ajuste fiscal crível e imediato, com "política fiscal e monetária um pouco mais duras", para suavizar a pressão inflacionária que veio para ficar. "O país está adotando políticas macroeconômicas erradas, que vão acentuar a pressão inflacionária do câmbio", diz.

Inflação - Para Monica, a desvalorização do câmbio terá repercussões inflacionárias. "Do jeito que o câmbio está se comportando, claramente a direção do real é a desvalorização, o BC não vai ter como evitá-la. Já gastou até agora US$ 18 bilhões nessas últimas operações. Vai ser administrada, mas não contida, então vai haver o efeito inflacionário, em um cenário já de inflação alta", diz a economista.

Transição - Para Monica, "nesse horizonte de 18 meses, o Brasil vai sentir muito mais os efeitos negativos da transição sobre o câmbio, sobre a percepção do investidor internacional em relação à solidez do Brasil, do que os efeitos positivos da melhoria americana."

Fundamentos - José Carlos de Faria, economista-chefe do Deutsche Bank, diz que o Brasil acaba mais afetado pela turbulência do mercado por causa da deterioração dos fundamentos macroeconômicos, o que levou também a agência de classificação de risco Standard & Poor's a rebaixar a perspectiva para a nota da dívida soberana do Brasil. "Tínhamos um sistema que tinha uma meta específica, e nos últimos anos tivemos mudanças de métodos no cálculo do resultado fiscal, o que abalou a credibilidade", afirma.

Mais que verbalização - Gonçalves diz que uma mudança crível na política fiscal exigiria mais do que verbalização. "Ninguém compra mais anúncio de mudança do tipo: ah, eu vou aumentar o superávit primário". [Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o setor público cumprirá superávit primário de 2,3% do PIB neste ano, mas não disse como fará isso.] Ninguém acredita mais. Então, tem que tirar a equipe econômica que está aí e colocar uma de maior credibilidade".

Disposição - Gonçalves, no entanto, não vê disposição do governo para tal mudança de política fiscal. "Um: a presidente Dilma não tem essa interpretação. Dois: tem o ciclo eleitoral que vai tornar isso mais difícil. Três: há perda de popularidade, o que é sinônimo de política fiscal mais frouxa. Quatro: a fragilidade de apoio no Congresso aumentou muito", diz.

Âncora - "Uma política fiscal clara, com um objetivo de primário claro, funcionaria como uma âncora de expectativas", diz Mendonça de Barros. "A contabilidade criativa, e programas como esse novo Minha Casa Melhor, tiram a confiança de que haja racionalidade de se lidar com o tipo de restrição que nós temos. Essa postura não mudou do ano passado para cá, mas a situação da economia piorou muito."

Pressão popular - A pressão popular das manifestações que acontecem em todo o país surge como outro obstáculo a um ajuste fiscal. "O mercado demanda aumento de juros e resposta fiscal para reduzir inflação. Mas as manifestações reduzem o grau de manobra do governo, já que demandam serviços públicos melhores e mais baratos", avalia Faria, do Deutsche.

Cedo - Monica, economista da Galanto, diz que ainda é cedo para medir o efeito das manifestações sobre a economia. "Eu vejo efeito bastante relevante, mas por enquanto não sei dizer qual é. Pode ser uma resposta fiscal mais leniente do governo", diz. (Valor Econômico)


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