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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3121 | 25 de Junho de 2013

EXPOCOOP 2014: Feira Mundial de Negócios Cooperativos deverá atrair seis mil visitantes

expocoop 25 06 2013Representantes do cooperativismo dos 27 estados brasileiros e de mais 20 países da Europa, África, Ásia e Américas são aguardados na Expocoop 2014 -  Feira Mundial de Negócios Cooperativos, que será realizada de 15 a 17 de maio de 2014, na Expo Unimed, em Curitiba. O evento deverá atrair seis mil visitantes à capital paranaense. Além de exposição com 102 estantes, comercialização, divulgação de produtos e de inovações tecnológicas, haverá grandes oportunidades para as cooperativas brasileiras como: rodadas de negócios, internacionalização, bolsas de investimentos, networking para alianças estratégicas e a promoção da intercooperação com o mercado nacional e mundial.

Ampliação - Em sua 9ª edição, a feira foi ampliada e estimulada pelo sucesso dos eventos anteriores realizados no Brasil, Portugal, Índia e Inglaterra. A Expocoop 2014 transformou-se num importante instrumento de inserção dos produtos e serviços no mercado interno e externo, assegurando sua incorporação no calendário das mais importantes feiras mundiais.

Informações – Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com Ana Branco, da WTM Europe ( anabranco@wtmeurope.com / telefone +351 214 827 503  celular +351 912165592) ou na Ocepar, com Neuza Oliveira ( neuza.oliveira@sistemaocepar.coop.br)  ou Jussara (jussara.silva@sistemaocepar.coop.br).

Clique aqui e confira o mapa da Expocoop 2014

 

SESCOOP/PR: Conselheiros Fiscais são capacitados em turmas extras

Mais duas turmas extras do Curso para Conselheiros Fiscais estão sendo capacitadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), nesta terça e quarta-feira (25 e 26/06), uma em Cascavel, com 25 inscritos, e outra em Curitiba, com 21 participantes. Em ambos os casos, são profissionais de cooperativas paranaenses dos ramos agropecuário, infraestrutura, transporte, educacional e trabalho. Nesta segunda-feira (24/06), outros sete conselheiros fiscais do ramo saúde receberam treinamento na sede da Unimed Paraná, também na capital paranaense. O curso visa promover a reciclagem dos membros do Conselho Fiscal, integrar e padronizar os trabalhos, propiciando a correta realização das atividades que eles exercem nas cooperativas. A programação inclui a abordagem sobre cooperativismo, o papel do conselheiro fiscal, contabilidade e análise de balanço. As orientações são repassadas por profissionais do Sescoop/PR. Em Cascavel, os instrutores são os analistas Leandro Macioski e Alfredo Benedito Kugeratski Souza. Em Curitiba, Fernando Mendes e Emerson Barcik.

Total – Em abril, o Sescoop/PR já promoveu a capacitação de oito turmas, formadas por conselheiros fiscais dos ramos saúde, agropecuário, entre outros, somando 72 horas de aula, com 284 participantes.

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RAMO SAÚDE I: Koslovski tem encontro com presidente da Uniodonto Curitiba

uniodonto curitiba 25 06 2013

O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, esteve com o presidente da Unidodonto Curitiba, Luiz Humberto de Souza Daniel, durante um café da manhã, nesta terça-feira (25/06), ocorrido na nova sede da cooperativa odontológica, inaugurada no início de junho e localizada no bairro Hauer, na capital paranaense. Na oportunidade, Koslovski parabenizou pelas novas instalações e enalteceu o trabalho feito pela cooperativa e por todos os colaboradores. “Graças ao trabalho e esforço que vejo em cada um de vocês, que tem dentro de si o espírito do cooperativismo, a Uniodonto Curitiba é a melhor Uniodonto do Brasil”, afirmou. Ele também ressaltou o esforço feito pela Uniodonto Curitiba em prol do desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores e cooperados, por meio de várias ações de capacitação. “A Uniodonto Curitiba vem fornecendo um forte apoio nesse sentido. Destaco aqui a grande participação de mulheres no quadro de funcionários. Com a sensibilidade feminina, elas estão contribuindo para o excelente trabalho feito pela cooperativa. O profissionalismo é fundamental para prestar um bom atendimento aos cooperados e usuários. Esse pode ser o grande diferencial da Uniodonto Curitiba que está fazendo com que ela se destaque em âmbito estadual e nacional”, disse Koslovski.

Agradecimento – Já Luiz Humberto aproveitou a ocasião para agradecer ao apoio do Sistema Ocepar e do Sescoop em toda a jornada da cooperativa. “Quando me tornei presidente da Uniodonto Curitiba em 2005, quem deu todo o suporte que necessitamos, foi o João Paulo e sua equipe. Se hoje fazemos eventos e treinamentos, que garantem nosso sucesso, é graças à Ocepar e Sescoop”, disse o presidente da Uniodonto Curitiba.

Número - Nos últimos cinco anos, a Uniodonto Curitiba apresentou crescimento superior a 100%, alcançando a marca de 480 mil beneficiários, 1.200 cirurgiões dentistas cooperadas e unidades espalhadas pelo Estado do Paraná. 

RAMO SAÚDE II: Unimeds estudam hospitais próprios

ramo saude 25 06 2013A Unimed Brasil anunciou neste mês um investimento de R$ 200 milhões na construção de sete hospitais e ampliação de outros três nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. No Paraná há seis unidades próprias (Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Palotina, Paranaguá, Paranavaí e Ponta Grossa) e mais três podem surgir em breve. O investimento tem sido necessário para a manutenção e ampliação da rede assistencial dos usuários frente às dificuldades em se firmar convênios com entidades públicas e privadas. É o que diz o cirurgião Orestes Barrozo Medeiros Pullin, presidente da Unimed Paraná, que reúne as 22 cooperativas do estado.

Cidades menores - “Isso tem sido necessário em cidades menores, em que o setor privado deixou de investir. As cooperativas estão entrando em um negócio que não era o seu original, mas que é necessário para manter a rede assistencial aos usuários e também para dar condições de trabalho a seus cooperados”, explica.

Redução - Os números do Datasus, do Ministério da Saúde, mostram que realmente houve, de 2005 para cá, uma redução no número de hospitais gerais da esfera privada no país, no estado e em algumas das cidades onde a Unimed precisou investir.

Revisão - Os convênios dos planos com os hospitais que atendem pelo sistema público de saúde também têm passado por uma revisão. Segundo o diretor financeiro da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Fehospar), Benno Kreisel, isso vem ocorrendo porque o SUS passou a oferecer outras complementações orçamentárias, além dos valores tabelados por procedimentos. “Algumas entidades filantrópicas, públicas e privadas, estão preferindo atender 100% SUS por conta disso, o que, em algumas localidades, acaba diminuindo a rede assistencial dos planos de saúde”.

Comitê - Para aperfeiçoar a gestão das unidades próprias, a Unimed Paraná formou um comitê que está reunindo históricos e pensando em soluções e indicadores que ajudem na eficiência do novo negócio. “Não focamos lucro, mas precisamos sempre buscar a melhoria da qualidade com um bom controle de custos”, ressalta Pullin.

Modelo - As duas Unimeds que começaram a estudar a possibilidade de hospitais próprios são Guarapuava e Campo Mourão. Em Londrina, o projeto conduzido pela diretoria para um hospital de média/alta complexidade e 150 leitos acabou sendo rejeitado pelos cooperados no último dia 11, em assembleia. Dos 310 votantes, 166 foram contrários e 144 favoráveis ao projeto de R$ 107 milhões. Embora a proposta não tenha sido aprovada, ela poderá voltar à negociação em breve.

Em Ponta Grossa, aposta é na acreditação - Quase seis anos após a sua instalação, o Hospital Geral da Unimed (HGU) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é o primeiro das cooperativas no Paraná a obter a acreditação, que é uma espécie de selo de qualidade em gestão e em atendimento ao paciente. Dos R$ 16,2 milhões investidos no complexo, pelo menos R$ 180 mil foram destinados ao processo. O selo foi conferido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) em abril deste ano.

Média complexidade - O hospital é considerado de média complexidade e, apesar de não ser referência em nenhuma especialidade médica, possui setores de pronto-atendimento, oncologia, transporte de urgência e emergência, além de um centro de diagnóstico equipado com aparelhos para a realização de exames de mamografia, ultrassom, densiometria óssea, tomografia computadorizada, radiologia digital e ecodopplercardiografia (exame complementar do coração). Nos 2,3 mil metros quadrados da construção, que foi inaugurada em 2007, estão os cinco pavimentos que comportam os 71 leitos de internamento e mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Adequado - Na opinião de usuários ouvidos pela Gazeta do Povo, o atendimento é adequado. O auxiliar de mecânica Jorge Luiz dos Santos, acompanhou a esposa que deu à luz no hospital. “Foi tudo muito bom, a operação durou só 10 minutos”, acrescenta.

Tratamento intensivo - Já a professora Jocélia Huk de Lima precisou do tratamento intensivista do HGU para o filho Andrey, que sofreu ferimentos no braço esquerdo durante um acidente de trabalho. Ela aprovou o atendimento no hospital. No pós-operatório, o filho terá de comparecer diariamente ao hospital para os curativos. A rotina será a mesma nos próximos dois meses até a recuperação total. “Não posso me queixar do atendimento e da estrutura”, completa Jocélia. (Gazeta do Povo)

 

PRÊMIO ANDEF I: Sistema OCB é finalista do concurso

andef 25 06 2013Um dos mais importantes prêmios da agricultura brasileira será entregue nesta terça-feira (24/06) à noite, em São Paulo – e o Sistema OCB é um dos finalistas. É a 16ª edição do Prêmio Andef, uma iniciativa da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), em parceria com diversas entidades do setor, dentre elas, o sistema cooperativista. A cerimônia de entrega será realizada no Esporte Clube Sírio, na capital paulista, e contará com a presença do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Sustentabilidade - Por meio de iniciativas socioambientais, o prêmio Andef tem a missão de unir e incentivar líderes do setor agro em busca de uma agricultura cada vez mais sustentável para as futuras gerações do planeta. O reconhecimento é dividido em quatro categorias: boas práticas agrícolas, responsabilidade ambiental, responsabilidade social e jornalismo. E é justamente nesta que o Sistema OCB está concorrendo.

Pensando verde - A revista Saber Cooperar publicou, em sua edição nº 8, a matéria “Pensando verde”. De autoria da jornalista Daniela Lemke, o texto trata de exemplos dados por cooperativas no descarte correto de embalagens de defensivos agrícolas. A reportagem mostra como as cooperativas estão ajudando o Brasil a ser referência mundial no assunto. Entre os entrevistados, estão o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e o presidente da Andef, João César Rando,  além de representantes de cooperativas do Paraná e do Mato Grosso. (Informe OCB)

 

PRÊMIO ANDEF II: Cooperativas do PR também serão premiadas por ações ambientais e sociais

Cooperativas do Paraná também estão entre as finalistas do 16º Prêmio Andef. Entre as onze classificadas na categoria responsabilidade ambiental estão a Agrária, com o projeto Sempre Alerta; Cocari (Olho D´Agua); Coopavel (Central de Resíduos) e Coopertradição (Controle Mosquito da Dengue). Em responsabilidade Social serão premiadas a Sicredi Central PR/SP (Futuro em nossas mãos) e Sicredi Parque das Araucárias PR/SC (Informando e Prevenindo).

Clique aqui e confira a lista completa dos finalistas do 16º Prêmio Andef

COPACOL: Lançada a promoção 50 anos, 50 Super Prêmios

Começou neste mês de junho, a promoção 50 anos, 50 Super Prêmios. É a maior campanha já realizada pela Copacol e acontece em alusão ao cinquentenário da cooperativa. Entre os destaques dos prêmios que serão sorteados estão uma Range Rover e cinco veículos HB20, além de Televisores, X Box, Home Theaters, Câmeras Digitais, Tabletes e Blue Rays. Serão realizados sorteios todo o mês, até dezembro.

Participação - Para participar é fácil, basta comprar dois produtos Copacol, cadastrar os cupons fiscais e o código de barras da embalagem no hot site www.promocopacol.com.br e já estará concorrendo a 50 prêmios. Na página você encontra mais informações além do regulamento da promoção. O primeiro sorteio acontece no dia 03 de julho.

Consumidores - "Todos os consumidores, comprando nossos produtos em qualquer parte do país podem se cadastrar e participar dos sorteios. Isto vem para somar ao trabalho que realizamos para fortalecer nossa marca, nosso produto e a nossa participação no mercado. É uma grande campanha, que entre as várias atividades realizadas, vem para marcar os 50 anos da cooperativa", destaca o diretor presidente da Copacol, Valter Pitol. (Imprensa Copacol)

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SICOOB: Sistema vai liberar R$ 4,07 bilhões para safra 2013/2014

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) prevê liberar R$ 4,07 bilhões em crédito rural para seus associados. Os recursos são provindos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2013/2014, lançado pelo Governo Federal no início deste mês. Desse montante, em torno de R$ 1,2 bilhão está orçado para investimento e o restante para custeio. Dentro do volume de custeio, R$ 50 milhões serão destinados à comercialização.

Desempenho superior - De acordo com Luciano Ribeiro Machado, gerente de Agronegócios do Bancoob, instituição financeira provedora do crédito rural para as cooperativas do Sicoob, espera-se um desempenho superior aos níveis projetados com a taxa média das safras passadas. “Com o processo de implantação do financiamento do agronegócio em diversas regiões do país, as taxas de crescimento da oferta do crédito nas cooperativas do Sicoob registram uma tendência de aumento nivelada com o mercado nacional”, diz.

Demanda - Segundo o gerente, a demanda de investimentos tem como fontes o BNDES, com R$ 300 milhões; R$ 60 Milhões do Fundo Constitucional do Centro-oeste (FCO) e R$ 38 milhões de recursos próprios do Bancoob. Os demais valores são oriundos do Depósito Interfinanceiro Rural (DIR) e da Poupança Rural Equalizada pelo Tesouro Nacional.

Participação - Luciano destaca, ainda, que o crescimento da participação do Sicoob no financiamento do agronegócio brasileiro representa um avanço na capacidade de promoção do desenvolvimento econômico local. “Em diversas localidades do interior, o PIB do agronegócio supera a casa dos 40% do PIB total, com inúmeros efeitos positivos sobre a economia. Dessa forma, aprimoramos nossa capacidade de promoção do bem-estar social, com crescimento e distribuição de renda”, completa. (Sicoob)

EXPEDIÇÃO SAFRA: Evento em Paranaguá encerra levantamento do ciclo 2012/13

O setor de Agronegócio do Jornal Gazeta do Povo promove, na próxima sexta-feira (28/06), o encerramento da Expedição Safra 2012/13 e o lançamento da temporada 2013/14. O evento acontece no Porto de Paranaguá, litoral paranaense, visando fomentar a discussão sobre infraestrutura e logística, um dos grandes desafios da produção agrícola brasileira.

Tour da Soja - A programação, realizada em parceria com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), tem como atração o “Tour Caminhos da Soja”, uma visita técnica que segue o roteiro do grão dentro do Porto, da chegada ao embarque nos porões dos navios. As vagas ao tour são limitadas e devem confirmadas junto com a presença no evento por meio do e-mail rsvp@gazetadopovo.com.br.

Sobre a Expedição Safra - Na estrada desde o ciclo 2006/07, a Expedição Safra Gazeta do Povo realiza um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte. A sondagem periódica ocorre em 14 estados brasileiros, mais as regiões produtoras dos Estados Unidos, Paraguai e Argentina. Para ampliar a discussão de mercado, nas últimas duas safras os técnicos e jornalistas estenderam o trabalho de campo com incursões à Europa (Alemanha, Holanda, Bélgica e França) e China. E nesta temporada desembarcou na Índia. Desenvolvida pelo Agronegócio Gazeta do Povo, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), na edição 2012/13 a Expedição contou com apoio técnico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Toyota e apoio institucional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com patrocínio do grupo Ceagro/LosGrobo, Governo do Paraná, New Holland, Caixa, UPL/DVA, Intacta RR2 PRO e Seara. (Com informações da Gazeta do Povo / Portal do Agronegócio)

 

expedicao safra 25 06 2013

RECICLAGEM AGRÍCOLA: Simpósio Nacional vai debater destinação adequada de resíduos

A Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e a Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná promovem, nas próximas quinta e sexta-feira (27 e 28/06), o II Simpósio Nacional de Reciclagem Agrícola de Resíduos de Origem Rural, Urbana, Industrial e de Grandes Geradores do Comércio. Será no Centro de Eventos Expo Unimed, em Curitiba. O evento tem com tema “Logística Reversa e a Reciclagem Agrícola como Alternativa Sustentável para Destinação de Resíduos: Aspectos a se Considerar em Projetos e Políticas Públicas”.

Debates - A ideia é discutir a destinação adequada de resíduos de origem urbana, industrial, rural e do comércio que possuam potencial para serem reciclados como fonte de nutrientes e de matéria orgânica em solos cultivados com sistemas agrícolas de produção. De acordo com os organizadores, os debates serão realizados com a participação de diferentes agentes que atuam no processo da reciclagem agrícola: governo, iniciativa privada e terceiro setor. Também serão apresentadas oportunidades profissionais, empresariais e para ações de municípios, estados e do governo federal para equacionar soluções sustentáveis aos resíduos sólidos neste momento que antecede a proibição dos lixões em 2014 por meio da Lei Federal 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos.

Clique aqui e confira mais informações sobre o evento

CRÉDITO RURAL: Seguro obrigatório pode colocar fim a rolagem de dívidas

credito rural 25 06 2013O Brasil começou a dar os primeiros passos para colocar um fim à sua longa tradição de calotes e renegociação de dívidas da agricultura. Para a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), essa deve ser a principal consequência da decisão do governo de obrigar todos os agricultores que tomam recursos do sistema de crédito rural (com juros controlados de até 5,5% ao ano) a aderirem ao seguro público rural.

Bancos - A medida, publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada, passa a valer a partir de 1º de julho do ano de 2014 - o início da safra 2014/15. A resolução também prevê ações para baixar o custo de operação dos bancos. "Trata-se de uma mudança significativa do ponto de vista da mitigação de risco do setor", afirma Ademiro Vian, diretor de produtos e financiamento da Febraban.

Conforto - Segundo o executivo, a ampliação da cobertura "dá mais conforto aos bancos, permitindo que aumentem o volume de empréstimos e diminuam as exigências de capital". E, mais importante, "reduz a alocação de recursos públicos para a prorrogação e renegociação de dívidas, que trava a liberação de novos financiamentos".

Pequenos e médios - Até a safra 2011/12, apenas os pequenos agricultores, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), eram obrigados a contratar o seguro. Na safra 2012/13, o governo estendeu a obrigatoriedade aos médios produtores, enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Somente os dois grupos devem tomar R$ 36,2 bilhões em linhas do crédito rural na safra 2013/14, de acordo com a previsão do Plano Agrícola e Pecuário para o período.

Origem - Batizado de Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o sistema público de crédito rural foi criado em 1973, durante o governo Médici. Sua história ficou marcada por calotes e fraudes famosas como o "escândalo da mandioca", descoberto em 1982, em Pernambuco.

Orçamento - Para 2013, o orçamento da União prevê R$ 1,3 bilhão para o pagamento de indenizações e restituições contempladas pelo Proagro. Ao todo, cerca de 600 mil apólices foram assinadas na temporada 2012/13, que termina neste mês.

Restituição - No caso dos médios agricultores, com renda anual de até R$ 800 mil, o Proagro garante a restituição de até 100% do valor de custeio no limite de R$ 300 mil - que, segundo Vian, contempla 98% das operações de crédito desse segmento. O Proagro cobre ainda 100% dos investimentos e 65% da renda esperada dos agricultores familiares. O custo de contratação do seguro varia entre 1% e 3% sobre o valor da operação.

Experiência positiva - Segundo o representante da Febraban, a decisão de ampliar a obrigatoriedade do seguro rural reflete a experiência positiva dos últimos anos. Ele lembra que o mecanismo evitou que a quebra da safra 2011/12, em função de uma severa estiagem na região Sul, resultasse em uma ampla crise de inadimplência. "O governo aprendeu com a experiência da agricultura familiar que a escolha entre exigir seguro e prorrogar dívida é óbvia", afirma.

Inadimplência - Os índices de inadimplência do crédito rural já são um dos menores da história - para o que contribuiu a escalada da renda no campo nos últimos anos, marcados por safras cheias e preços recorde. Até abril, o Banco do Brasil, de longe o maior financiador do setor, ostentava uma inadimplência de apenas 0,6% em sua carteira rural. Além dos recursos previstos para o Proagro, o governo prevê desembolsar R$ 700 milhões em 2013/14 para subsidiar a contratação de seguros agrícolas privados. O montante visa a atender os produtores que demandam recursos além daqueles previstos no sistema de crédito rural. De acordo com o Ministério da Agricultura, o recurso deve garantir que pelo menos 10 milhões de hectares sejam assegurados. (Valor Econômico)

 

FEIJÃO: Alíquota de importação é reduzida a zero

feijao 26 06 2013Para ajudar a combater a inflação, o governo decidiu reduzir de 10% para zero o Imposto de Importação do feijão, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O feijão branco não está incluído na redução da alíquota de importação.

Validade - A medida está valendo desde esta segunda-feira (24/06) e vai até 30 de novembro, com a publicação da Resolução Camex nº 47/2013 no Diário Oficial da União. De acordo com o comunicado da Camex, a ''redução da alíquota tem como objetivo facilitar a compra externa, aumentar a oferta de feijão no mercado brasileiro e reduzir o preço do produto, já que houve queda na produção nacional e ainda não há perspectivas de aumento da oferta doméstica''.

Objetivo principal - Para o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Francisco Carlos Simioni, o principal objetivo do governo foi reduzir a inflação. Segundo ele, hoje a maior parte do feijão importado vem da Argentina, seguida da China e da Bolívia. A produção nacional atende a 52% do consumo interno. Ele acredita que a redução do imposto de importação pode reduzir o preço pago ao produtor no curto prazo e, consequentemente, para o consumidor. ''O principal objetivo da medida é segurar a inflação, já que no inverno se consome mais feijão e feijoada no Centro-Sul do Brasil'', disse.

Preocupação - O gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra, também acredita em queda de preços para o produtor e o consumidor dentro de dois a três meses. Segundo ele, a preocupação é que sobrem estoques de produto importado depois de 30 de novembro, o que pode afetar os preços da safra das águas do Paraná que é colhida em novembro e dezembro.

Liderança - O Paraná tem a liderança nacional na produção de feijão. Neste ano, o Estado vai produzir 755 mil toneladas ou 8% a mais que em 2012. De janeiro a maio, o feijão preto subiu 46% no Paraná e o de cor aumentou 27%. Ontem, o preço médio da saca de 60 quilos do feijão preto no Estado era de R$ 139,33 e o cor de R$ 145,33. No Brasil, a safra deste ano deve ser de 2,8 milhões de toneladas contra 2,9 milhões de toneladas no ano passado. (Folha de Londrina, com agências)

 

LEGISLAÇÃO: PR pode ganhar lei estadual para micro e pequenas empresas ainda em 2013

O Paraná deve estadualizar, ainda em 2013, o Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O projeto, que tem como objetivo a criação de uma legislação estadual em favor dos pequenos negócios, pode ser aprovado até o final do ano. A expectativa é de representantes do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná. Representantes do Fórum, responsável pela elaboração da proposta, reuniram-se no Sebrae/PR, em Curitiba, na semana passada, para ajustar os últimos detalhes do texto. Eles avaliaram sugestões feitas pela Procuradoria Geral do Estado e agora o projeto será enviado à Casa Civil.

Base - A proposta da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas Estadual foi feita com base na legislação federal, a chamada Lei Complementar 123, que instituiu o Estatuto Nacional que entrou em vigor em dezembro de 2006. O texto da futura legislação estadual prevê, basicamente, a criação de um ambiente favorável de negócios, por meio da criação de medidas legais, como mais acesso ao crédito, desburocratização do sistema de abertura e fechamento de empresas, incentivos fiscais e novos nichos de mercado para os pequenos negócios, como o de compras públicas, dentre outros.

Oportunidades - O coordenador estadual de Desenvolvimento Industrial e Comercial da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul e coordenador do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Mário Dória, explica que a lei trará oportunidades aos empresários locais. “A partir da aprovação, o Paraná terá um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas. A proposta prevê, por exemplo, que as licitações sejam regionalizadas e facilitadas, incentivando pregões presenciais e não eletrônicos, além da criação de linhas de crédito diferenciadas e com juros reduzidos. As medidas vão garantir benefícios exclusivos”, argumenta.

Expectativa - Nos próximos dias, a proposta será encaminhada ao poder legislativo estadual e a expectativa é que ela seja defendida pelos deputados que integram a recém-criada Frente Parlamentar de Apoio à Micro e Pequena Empresa, na Assembleia Legislativa. O coordenador de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae/PR, Luiz Marcelo Padilha, conta que estão programados cursos de capacitação aos empresários e funcionários públicos, para “preparar terreno” antes da aprovação do texto.

Ações - “Nós faremos uma série de ações para capacitar servidores públicos, para que eles façam licitações que abram espaço para as micro e pequenas empresas, conforme prevê a legislação. Também vamos preparar os empresários para que eles conheçam as vantagens e dificuldades de participar de uma licitação. Pretendemos começar no segundo semestre, independente da aprovação da proposta, porque grande parte das cidades já tem a lei municipal aprovada”, reforça.

Sebrae/PR - No Paraná, com o apoio do Sebrae/PR, 365 dos 399 municípios já aprovaram leis municipais sobre o assunto. A meta é atingir todas as cidades do Estado até o final do ano. O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, destacou a importância de ouvir os empresários durante a elaboração do texto. “A aprovação da Lei Geral Estadual será mais um importante passo na busca pela melhoria do ambiente de negócios para micro e pequenas empresas no Paraná. O Sebrae/PR esteve presente em todas as etapas e continuaremos à disposição para auxiliar esse processo. É importante destacar o quanto foi válida a participação dos empresários na formulação da proposta, porque eles serão os principais beneficiados”, pontua.

Análise - Na reunião de sexta-feira (21/06), foram analisados os nove capítulos da proposta. As questões sugeridas pelas participantes serão reunidas em um documento, que servirá como base para formular a redação final da proposta de Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná. (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

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COMÉRCIO EXTERIOR I: Balança tem superávit de US$ 1,29 bi na semana

As vendas ao exterior de plataforma para extração de petróleo, aviões e etanol puxaram o superávit de US$ 1,29 bilhão na balança comercial da terceira semana de junho, melhor resultado semanal desde maio do ano passado e que deixou o acumulado do mês com um saldo positivo de US$ 1,64 bilhão. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (24/06) pelo Ministério do Desenvolvimento, mostram que se mantida essa tendência, será a primeira vez no ano que um saldo mensal será melhor do que o verificado em igual mês de 2012. Na terceira semana de junho, as exportações somaram US$ 6,05 bilhões e as importações US$ 4,75 bilhões. O resultado no acumulado reduziu o déficit nas compras e vendas de bens do ano para US$ 3,74 bilhões.

Média diária - A média diária de US$ 1,07 bilhão nas exportações nas três primeiras semanas de junho é 11,1% superior à média diária dos embarques de junho do ano passado. Esse aumento é explicado pela exportação maior de manufaturados e básicos. Na outra ponta, as importações subiram 4 % na terceira semana ante junho do ano passado, com média diária de US$ 965 milhões.

Desempenho mensal - De janeiro a maio, os desempenhos mensais foram todos piores quando comparados aos mesmos meses de 2012. Apesar de fraca, a balança comercial de maio - com superávit de US$ 758 milhões - foi um sinal claro de recuperação, segundo avaliação feita pelo ministério na época da divulgação.

Discordância - José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), contudo, discorda do ministério. Excluindo o saldo positivo da terceira semana, junho está se mostrando um mês ruim. "Sem plataforma, aviões e caminhões, o saldo seria próximo de zero, o que é ruim para um mês historicamente de grandes superávits", afirma.

Minério de ferro - Castro chama atenção para a queda no preço do minério de ferro, que até o fim de maio estava em US$ 108 a tonelada, valor um pouco acima do registrado ano passado. "O preço veio caindo e agora está em US$ 93", diz.

Ponto fora da curva - O superávit forte registrado na terceira semana de junho foi considerado "ponto fora da curva" por Fabio Silveira, economista da GO Associados, que mantém a estimativa de saldo positivo de US$ 8 bilhões para o comércio exterior brasileiro neste ano. "A desvalorização cambial recente e o crescimento menor do consumo e do investimento devem fazer o saldo convergir para esse número", diz Silveira. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR II: UE, Japão e Canadá lideram críticas ao Brasil na OMC

A orientação política tomada pelo governo brasileiro é privilegiar a produção nacional, e não para abrir a economia ao comércio internacional e a investimentos. É assim que vários parceiros interpretam o relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), que serve de base para o exame da política comercial do Brasil.

Abertura - A própria OMC é menos incisiva, mas sugere ao Brasil, que chama de sexta economia do mundo, a abertura de sua economia. "Devido ao tamanho e a importância da economia brasileira, é crucial para o país continuar a se abrir ao comércio e ao investimento e adotar políticas que favoreçam o crescimento", diz a entidade.

Acusação - No primeiro dia de exame da política comercial brasileira na OMC, a União Europeia acusou o Brasil de "estar agora determinado a prosseguir uma política industrial cada vez mais protecionista, indo contra seus compromissos internacionais", depois de "ter resistido por vários anos a essa tentação". O Canadá foi além, acrescentando que a desaceleração econômica do Brasil, o crescente déficit nas contas correntes e alta da inflação servem para "mostrar como barreiras ao comércio não garantem crescimento, empregos e prosperidade". Por sua vez, o Japão disse esperar que "a deterioração do status econômico do Brasil não cause a introdução, ou continuação, de medidas protecionistas".

Virulentos - Esses foram os três parceiros mais virulentos, enquanto os EUA mostraram-se firmes, mas moderados. No geral, todos pediram para o governo brasileiro acabar com medidas que afetam o comércio e investimentos. Cada parceiro usa e interpreta o relatório feito pela OMC como lhe convém. Boa parte dos países faz declarações no plenário e envia questões por escrito ao Brasil, que devem ser respondidas amanhã. Não há propriamente debate. Até ontem, o país tinha recebido quase 800 questões.

Inquietação - Após a apresentação do Brasil, a UE abriu fogo, declarando-se "seriamente inquieta" com práticas do país e avaliando que o Brasil pode estar entrando numa nova fase de desenvolvimento econômico, caracterizada por "crescimento real muito mais baixo" desde o segundo semestre de 2011. A exemplo de outros parceiros, a UE apontou como as práticas mais problemáticas e em alta, a restrição às importações e os subsídios a produtores domésticos pela via da desoneração fiscal. Para a UE, o programa Inovar-Auto, para o setor automotivo, é emblemático, mas apenas ilustra um problema maior.

Queixa - A UE queixou-se da decisão do Mercosul de aumentar cem tarifas, e prevê multiplicação das dificuldades para seus exportadores, se o bloco sul-americano levar adiante o plano de elevar mais cem alíquotas este ano. Bruxelas disse esperar que o Brasil procure alcançar seus objetivos econômicos e sociais respeitando as regras da OMC, uma maneira de dizer que atualmente o país estaria violando essas regras.

Desvantagem - Para o Canadá, o programa Brasil Maior cria desvantagem para companhias estrangeiras nos setores industriais. Para os canadenses, com o aumento de barreiras restritivas ao comércio o Brasil corre o risco de se tornar "cada vez mais isolado dos fluxos globais de comércio, o que terá impacto negativo no crescimento e na competitividade da economia brasileira".

Responsabilidade adicional - Os Estados Unidos conclamaram o Brasil a assumir "responsabilidades adicionais de acordo com sua posição proeminente na economia global". Washington disse que "deficiências" na proteção de propriedade intelectual continuam a ser um obstáculo para exportações e investimentos dos EUA no Brasil. De maneira geral, a China e a grande maioria dos parceiros destacaram o aumento do comércio com o Brasil e fizeram questões especificas de interesse de seus exportadores.

Uso inteligente - A Argentina foi provavelmente o país mais entusiasmado com as práticas do Brasil, destacando um "uso inteligente dos espaços de política comercial para desenvolver sua economia através de maior investimento e maior conteúdo tecnológico em sua produção".

Resistência - Em seu documento, a OMC diz que o Brasil resistiu bem à crise econômica mundial, graças a uma forte demanda interna e externa e a políticas macroeconômicas coerentes, e que o aumento considerável das importações pelo país contribuiu para a recuperação da economia global.

Desaceleração - Mas nota que o crescimento econômico brasileiro desacelerou consideravelmente desde o segundo semestre de 2011, atribuindo parcialmente a perda de dinamismo à valorização do real e à fragilidade da economia mundial. Segundo a OMC, isso também é reflexo de problemas estruturais de longa data, que minam a competitividade da economia brasileira, como infraestrutura inadaptada, acesso insuficiente ao crédito e carga fiscal muito pesada.

Impacto restritivo - Para a OMC, ao tentar resolver esses problemas, o governo adotou também medidas que têm impacto restritivo sobre o comércio, como alta temporária de alíquotas de importação, exigência de conteúdo nacional em produtos e serviços nas compras públicas e aumento de crédito à exportação. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR III: País reage e destaca aumento das importações

comercio exterior III 26 06 2013Acusado de protecionismo, o Brasil reagiu, destacando que um dos aspectos mais interessantes da evolução de sua balança comercial tem sido a alta das importações, bem mais dinâmicas do que as exportações nos últimos quatro anos, em plena crise global. "O Brasil vem fazendo a sua parte"', disse o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, diante dos demais 157 países-membros. Segundo ele, o país contribuiu para a recuperação e crescimento dos parceiros comerciais.

Desafios - Segundo o embaixador, o Brasil continua "plenamente convencido" que o comércio pode ser ferramenta decisiva para enfrentar os desafios da economia mundial, mas que esse é um esforço coletivo, que envolve todos os membros da OMC - maneira de cobrar abertura dos outros também. Durante o pior momento da crise global,disse o diplomata, o Brasil "permaneceu aberto ao comércio" e que a alta de tarifas de importações, que parceiros reclamam, significou ir de 11,5% em 2008, na média, para 11,7% em 2012.

Força - Em relatório distribuído com antecedência aos países, o governo brasileiro reiterou que o crescimento da economia brasileira deverá ganhar força ao longo de 2013. E que, apesar das incertezas na economia mundial, as perspectivas da economia nacional para os próximos anos são de crescimento contínuo e sustentável.

Efeitos - No entanto, diz o texto, o Brasil se ressente dos efeitos que as políticas monetárias expansionistas das nações desenvolvidas exercem sobre a taxa de câmbio. Nota que, por causa dessas políticas, o real foi supervalorizado nos últimos anos em relação à sua taxa real de equilíbrio, o que colocou os produtores brasileiros em condições de concorrência desfavoráveis em relação a produtos importados.

Estímulo - O documento brasileiro foi preparado, e distribuído aos parceiros, antes da turbulência nos mercados, com a confirmação, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de pôr fim ao afrouxamento monetário. A delegação brasileira disse que o governo continuará a privilegiar estímulos para pequenas e médias empresas, que representam 20% do PIB e 60% dos empregos formais no país. Além disso, mais 15 milhões de pessoas poderão se juntar à classe média até 2014, passando a representar 69% da população total. (Valor Econômico)

 

CÂMBIO I: Dólar interrompe sequência de altas e registra queda nesta segunda

Depois de ter subido 5,7% na semana passada, o dólar à vista -referência para as negociações no mercado financeiro- deu um "alívio" nesta segunda-feira (24/06) e fechou em queda de 0,77%, cotado em R$ 2,243 na venda. Com este desempenho, o dólar interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas no mercado à vista. O dólar comercial -utilizado no comércio exterior- caiu 0,71%, para R$ 2,228 na venda.

Balança comercial - Segundo operadores consultados pela reportagem, a moeda oscilou perto da estabilidade durante o dia por conta do resultado da balança comercial e da arrecadação recorde do governo federal em maio. "Esses indicadores vieram melhores do que o esperado, o que influenciou na queda da moeda hoje", diz José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora.

Leilão de swap - "O dólar acentuou um pouco a queda na última hora de negócios depois que o Banco Central avisou que fará nesta terça um leilão de swap cambial tradicional -equivalente a venda de dólares no mercado futuro- para rolar contratos que venceriam em 1º de julho deste ano", completou Amado.

Contratos - De acordo com o operador, a autoridade deve vender até 66,6 mil contratos, com vencimentos em 1º de outubro e 1º de novembro de 2013. Para especialistas, a tendência da moeda americana, porém, continua de alta no longo prazo, diante da fuga de investidores dos mercados emergentes (considerados de maior risco), após a indicação do BC dos EUA de que irá começar a cortar os estímulos econômicos no país ainda neste ano.

Recompra - O BC americano recompra, mensalmente, US$ 85 bilhões em títulos públicos. Com a sinalização de que essa recompra vai ser totalmente encerrada no ano que vem, cresce no mercado a aposta de aumento dos juros dos EUA -atualmente quase zero- no médio prazo.

Projeção - Juro mais altos deixam os títulos do Tesouro dos EUA, remunerados pela taxa e considerados de baixo risco, mais atraentes aos investidores globais do que aplicações em mercados emergentes. A projeção é que, com o fim das recompras, o BC americano deixe de injetar cerca de US$ 1 trilhão na economia americana em 12 meses. (Folhapress / Gazeta do Povo)

CÂMBIO II: Dilma pedirá aos Brics ação coordenada para conter dólar

A presidente Dilma Rousseff telefonou na manhã desta segunda-feira (24/06) para o presidente da China, Xi Jinping. O contato faz parte de uma série de telefonemas que a presidente pretende fazer ao longo da semana para os países que integram os Brics. O contato durou cerca de 30 minutos e serviu para iniciar uma maior coordenação entre os dois países contra a política monetária dos Estados Unidos. Na semana passada, o FED (o banco central norte-americano) manteve seu programa de estímulo à economia, com a compra de títulos de US$ 85 bilhões mensais.

Valorização excessiva - O governo teme a valorização excessiva do dólar frente às moedas dos países do grupo. No Brasil, a ascensão da moeda em relação ao real demandou que o governo anunciasse uma série de medidas para conter a moeda. Dilma ainda deverá telefonar nesta terça-feira (25/06) o presidente da Rússia, e para os presidentes da Índia e da África do Sul ao longo da semana. (Folhapress / Gazeta do Povo)

BRASIL: Presidente sugere constituinte para reforma política

brasil 25 06 2013Reunida nesta segunda-feira (24/06) por três horas com os 27 governadores e os prefeitos das capitais, a presidente Dilma Rousseff defendeu a convocação de um plebiscito popular que autorize a convocação de uma Constituinte específica para uma ampla e profunda reforma política. Ao mesmo tempo, propôs a aprovação de uma lei que classifique a corrupção como crime hediondo, com penas muito mais severas, e anunciou sua decisão de ampliar a desoneração do PIS e da Cofins que incide sobre o óleo diesel usado pelos ônibus e sobre a energia elétrica utilizada pelos trens e metrôs, com o objetivo de baratear as tarifas. A presidente informou também que decidiu destinar mais R$ 50 bilhões para os investimentos em mobilidade urbana, mas não especificou se serão mais financiamentos ou se haverá também recursos orçamentários.

Apresentação inicial - Em sua apresentação inicial, Dilma disse que todos sabem que são incontáveis as dificuldades para resolver os problemas que estão sendo apontados pela população que foi às ruas, nas recentes manifestações por todo o país. "Eu mesmo tenho enfrentado, desde que assumi a Presidência, inúmeras barreiras, mas a energia que vem das ruas é maior do que qualquer obstáculo", afirmou. "As ruas estão nos dizendo que o país quer serviços públicos de qualidade, quer mecanismos mais eficientes de combate à corrupção que assegurem o bom uso do dinheiro público, quer uma representação política permeável à sociedade onde, como já disse antes, o cidadão e não o poder econômico esteja em primeiro lugar", observou.

Pactos - Para resolver os problemas apontados pela população, a presidente propôs aos governadores e prefeitos cinco pactos. O primeiro deles é pela responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação. Mas nem Dilma e nem os ministros que falaram sobre a proposta após a reunião esclareceram em torno de que meta fiscal será definido esse pacto. Atualmente, os mercados reclamam uma política fiscal menos expansionista, que colabore com a política monetária do Banco Central no controle da inflação.

Reforma política - O segundo pacto proposto por Dilma diz respeito à construção de uma ampla e profunda reforma política. A presidente lembrou que "esse tema já entrou e saiu da pauta do país por várias vezes" e que "é necessário que nós tenhamos a iniciativa de romper o impasse". Para ela, esse passo só poderá ser dado por meio de uma Constituinte específica. Para convocá-la, Dilma propôs a realização de um plebiscito. "O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está."

Mandato popular - Após a reunião, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explicou que o plebiscito é necessário porque será ele que "vai delegar o mandato popular" aos constituintes. Ele informou que o governo encaminhará uma proposta de convocação do plebiscito ao Congresso Nacional e que ele poderá ser realizado, por exemplo, no dia 7 de setembro ou 15 de novembro.

Legislativo - A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que Dilma deverá fazer uma reunião, ainda nesta semana, com os presidentes do Legislativo para discutir a questão. "Os governadores e prefeitos concordaram com a presidente que a reforma política é fundamental e é sobre isso que o governo vai conversar com o Poder Legislativo", afirmou. Deputados e senadores querem incluir na Constituinte, também, a reforma tributária.

Crime hediondo - O pacto político prevê também a aprovação de uma lei que classifique a corrupção dolosa como equivalente a crime hediondo, com penas muito mais severas.

Saúde - O terceiro pacto é em torno da saúde. "Quero propor aos senhores e às senhoras acelerar os investimentos já contratados em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde" disse Dilma. Ela sugeriu ampliar também a adesão dos hospitais filantrópicos ao programa que troca dívidas por mais atendimento e incentivar a ida de médicos para as cidades e regiões que mais precisam. "Quando não houver a disponibilidade de médicos brasileiros, contrataremos profissionais estrangeiros", afirmou. Segundo ela, o Brasil continua sendo um dos países do mundo que menos emprega médicos estrangeiros, apenas 1,79% do total, contra 25% nos Estados Unidos.

Salto de qualidade - O objetivo do quarto pacto, segundo Dilma, "é dar um salto de qualidade no transporte público nas grandes cidades". Para isso, ela decidiu ampliar a desoneração tributária federal, que havia sido negada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Agora, o governo vai reduzir o PIS e a Cofins do diesel usado pelos ônibus e da energia elétrica usada por trens e ônibus. Haverá mais R$ 50 bilhões em programas de transportes. O quinto pacto será em torno da educação. A presidente pretende destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação e 50% dos recursos do pré-sal, a serem recebidos pelas prefeituras, pelo governo federal, e pelos municípios. "Confio que os senhores congressistas aprovarão esse projeto que tramita no Legislativo com urgência constitucional", afirmou. (Valor Econômico)

 


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