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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3164 | 23 de Agosto de 2013

INTERCÂMBIO: Cônsules da Costa Rica, República Dominicana e Albânia visitam a Ocepar

Os cônsules honorários da Costa Rica, Sergio Levy, e da República Dominicana e Albânia, Thomas A. Amaral Neves, visitaram, na tarde desta quinta-feira (22/08), a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Acompanharam a visita representantes do Instituto Nacional de Fomento Cooperativo da Costa Rica (Infocoop). O grupo reuniu-se com o superintendente adjunto Nelson Costa e o analista técnico e econômico Gilson Martins. Os cônsules conversaram também com o presidente João Paulo Koslovski. Os visitantes querem ampliar o intercâmbio com as cooperativas do Paraná e fomentar novos negócios entre os países. “Já temos uma relação muito positiva com o cooperativismo do Paraná, mas queremos avançar nessa interação, gerando bons negócios e também compartilhando experiências”, afirmou Sergio Levy. Desde 2012, o Sistema Ocepar possui um acordo de intercâmbio com o Infocoop. “Temos a indicação das áreas com maiores possibilidades de sinergia entre as cooperativas, em especial nos ramos saúde, crédito e transportes. Vamos estender a parceria com o Paraná”, disse a gerente do Infocoop, Jorlene Fernández Jiménez.

Aproximação Para o cônsul da República Dominicana e Albânia, Thomas A. Amaral Neves, ambos países têm interesse em aprofundar parcerias com as cooperativas do Paraná e do Brasil. “A República Dominicana está no centro do Caribe, voltada para o comércio internacional, com boa infraestrutura e estabilidade econômica e política. Por sua vez, a Albânia é um excelente portão de entrada para o leste europeu, está próxima à Itália e Croácia, vizinha da Grécia e Sérvia, também com estável política e economicamente. Os dois países querem estreitar seus laços com o Brasil e ampliar os negócios. Possivelmente, missões comerciais serão organizadas para visitar o Brasil e o Paraná”, afirmou.

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FRENCOOP: Parlamentares vão trabalhar pela aprovação do ato cooperativo

frencoop 23 08 2013Os integrantes da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) estiveram reunidos na última quarta-feira (21/08), em Brasília (DF), com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. A intenção do encontro foi tratar sobre o plano de ações da Frencoop para o segundo semestre deste ano, com a definição das principais proposições que deverão ser trabalhadas nos próximos meses por cada ramo do cooperativismo.

Ato cooperativo - O adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, que tramita através do Projeto de Lei Complementar (PLP) 271/2005, foi o tema elencado como prioridade à atuação dos parlamentares neste ano. Neste sentido, foi adotada como estratégia de atuação o avanço das negociações com o Governo Federal para chegar ao texto que atenda aos anseios de todos os ramos do cooperativismo. O PLP 271/2005 tramita em regime de urgência e aguarda inclusão na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados, e, caso aprovado, segue para a análise do Senado Federal.

Presenças - A reunião contou com a presença de 19 parlamentares, representando todas as regiões do país. Pelo Sistema OCB, participaram do encontro o superintendente, Renato Nobile, a gerente geral, Tânia Zanella, e a gerente de Relações Institucionais, Fabíola Nader Motta.

Prioridades - O presidente de honra da Frencoop e atual coordenador executivo da Frente, Odacir Zonta, entregou a cada deputado e senador uma pasta com pleitos específicos em defesa do cooperativismo, conforme a atribuição do parlamentar na diretoria da Frencoop. A intenção é subsidiar o desempenho de suas atividades, tendo em vista a importância de cada representante de ramo e coordenador regional da Frente para o avanço do marco regulatório em defesa das cooperativas. Como temas que demandam esforço coletivo, foram pautados os seguintes projetos:

• PLP 271/2005 – Ato Cooperativo;

• PL 3.067/2011 – Recursos do FAT ao cooperativismo de Crédito;

• PLS 250/2009 – Inclui as cooperativas educacionais no Prouni.

Vídeo institucional - Os parlamentares também assistiram ao novo vídeo institucional do Sistema OCB, disponível para download em sua página oficial (www.brasilcooperativo.coop.br). O vídeo possui três formatos diferentes, podendo facilmente ser reproduzidos em palestras, reuniões ou eventos. O filme trata sobre os princípios do cooperativismo, seus números e sobre as entidades que compõem o Sistema OCB.

Evento institucional - Os membros da Frencoop sugeriram a realização de um encontro institucional para a apresentação dos deputados e senadores, responsáveis pela representação política do Sistema OCB no Congresso Nacional, aos líderes cooperativistas no País. É possível que o evento aconteça em outubro, com a realização de palestras e a apresentação dos resultados da pesquisa de opinião parlamentar sobre o cooperativismo no Congresso Nacional, realizada pelo Sistema OCB em conjunto com o Instituto FSB Pesquisa. (Informe OCB)

 

UNIMED MARINGÁ I: Regional recebe selo ouro em governança cooperativa

A Unimed Regional Maringá é, mais uma vez, destaque no sistema de cooperativismo médico brasileiro. A entidade, terceira maior em seu setor no Paraná, acaba de conquistar o Selo Ouro em Governança Cooperativa, concedido pela Unimed Brasil. É a segunda edição do prêmio que foi instituído em 2012 e prevê reconhecimento nas modalidades prata, ouro e, o mais cobiçado de todos, diamante. A distinção será entregue oficialmente no dia 20 de setembro, em solenidade durante a Convenção Nacional Unimed, em Belo Horizonte (MG).

Avaliação criteriosa - Conforme explica Valéria Pazzinato, analista administrativa do Núcleo de Inteligência de Negócios da Unimed Regional Maringá, todas as cooperativas singulares que integram o sistema Unimed, no Brasil, são avaliadas criteriosamente. “Recebemos um questionário com muitas perguntas sobre, por exemplo, informações relacionadas à ISO 9001:2008 do sistema de gestão da qualidade, manual de qualidade, área da saúde, contabilidade, transparência e informações aos cooperados”, cita.

Evolução - Para ela, o fato de a cooperativa ter conquistado o Selo Ouro já no segundo ano de existência do prêmio, “revela que o modelo de gestão está evoluindo”.  “A conquista do selo é um grande diferencial e o mesmo poderá ser utilizado em divulgações”, acrescenta Valéria, informando que a Unimed Regional é detentora, há quase uma década, de outro selo importante conferido pela Unimed Brasil, o de Responsabilidade Social. (Imprensa Unimed Maringá)

UNIMED MARINGÁ II: Cooperativa apoia prova de revezamento, no domingo

No próximo domingo (25/08), Dia Nacional de Combate ao Fumo, centenas de equipes formadas por oito atletas cada, nas categorias masculina, feminina e mista, participam em Maringá de mais uma edição da Prova de Revezamento “Pare de Fumar Correndo”, que leva o nome do ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima.

Patrocínio - Promovida pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a maratona com circuito de 42.195 metros tem início às 7h30 e conta com a Unimed Maringá entre as empresas patrocinadoras. "Nossa meta é atingir cada vez mais pessoas, levando a atividade física à população de Maringá. E sempre na luta contra o tabagismo", diz o organizador Celso Conegero. 

Incentivo  - A Unimed será representada na pista por vários médicos cooperados que, praticantes da modalidade, participam de competições na cidade e região. Além do apoio a essa prova, a Unimed Maringá é uma das principais patrocinadoras da tradicional Prova Rústica Tiradentes, também organizada pelo município, que acontece anualmente em Maringá, no mês de abril. “Incentivar as pessoas a adotarem um estilo de vida mais saudável é prioridade da cooperativa médica”, comenta o presidente Daoud Nasser. (Imprensa Unimed Maringá)

SICREDI: Sistema cresce 16% no primeiro semestre em São Paulo e Paraná

sicredi 23 08 2013As cooperativas de crédito filiadas ao Sistema Sicredi no Paraná e São Paulo estão se constituindo numa grande força do mercado financeiro. O desempenho e os resultados positivos do Sicredi no primeiro semestre deste ano comprovam que o modelo de gestão e a transparência na administração contribuem para o sucesso e sustentabilidade do empreendimento cooperativo. Além disso, o Sistema realiza ações sociais e reinveste na própria comunidade onde está inserido.

Solidez - Os resultados dos últimos anos demonstram a solidez do negócio, que existe há mais de 100 anos e faz sucesso em todo o mundo, principalmente na Holanda, Alemanha e China. Os ativos totais do Sicredi no Paraná e em São Paulo (contando com 37 cooperativas de crédito) cresceram no primeiro semestre deste ano 16%, em relação ao mesmo período de 2012.

Altas - O patrimônio líquido também teve um incremento de 10,2%, em comparação ao primeiro semestre do ano passado. O capital social subiu 11,4%, e as reservas 46,3%. A carteira total de crédito aumentou 31,5% em junho de 2013, em comparação com o mesmo período do ano passado. O número de associados também cresceu mais de 23%, chegando a 615 mil.

Governança - O desempenho das cooperativas, que se mostra melhor a cada ano, é reflexo de um modelo de governança alinhado às boas práticas de mercado e de programas que oferecem a formação necessária para que os associados participem efetivamente do processo de gestão. Segundo o presidente da Central Sicredi PR/SP e da Sicredi Participações S.A., Manfred Dasenbrock, é resultado de um modelo de gestão e atuação diferenciado, no qual os associados têm poder de decisão.

Premiação - Em nome do Sicredi, Dasenbrock recebeu a premiação na Assembleia Geral do Woccu (Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito), realizada de 14 a 17 de julho, em Ottawa, no Canadá, do maior incremento no percentual de ativos - dentre as cooperativas de crédito espalhadas em mais de 70 países. Na solenidade, o presidente do Woccu, Manuel Rabines, e o presidente-executivo, Brian Branch, declararam que o modelo sistêmico que o Sicredi desenvolveu, aliado ao profissionalismo implantado nas cooperativas integrantes do Sistema, é a razão do destaque concedido.

Propriedade coletiva - O Sicredi é uma sociedade de propriedade coletiva, a serviço do desenvolvimento econômico dos associados e de suas comunidades, com práticas sustentáveis de governança corporativa. "Além disso, as pessoas veem o investimento feito nas próprias comunidades, por meio de ações como A União Faz a Vida, o principal Programa de Responsabilidade Social do Sicredi, que já está em desenvolvimento em 51 municípios", reforça Dasenbrock.

Capilaridade - O Sicredi também registrou crescimento na capilaridade no primeiro semestre de 2013, somando 424 pontos de atendimento. No projeto de expansão no Estado do São Paulo foram inauguradas dez unidades de atendimento no interior do Estado e serão abertas mais oito até o final de 2013, chegando a 435 pontos. "São Paulo é uma região estratégica para o Sicredi. Por isso, não estamos medindo esforços para aumentar nossa presença e oferecer bons serviços para a região", destaca o superintendente da Central Sicredi PR/SP, Maroan Tohme.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,3 milhões de associados e 1.232 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 108 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Professores do Sesi participam de formação do Programa A União Faz a Vida

Após o lançamento do Programa A União Faz a Vida, os professores do Colégio Sesi de Umuarama participaram da oficina de formação. A primeira etapa do encontro aconteceu na quarta-feira (21/08). O treinamento convidou os professores a conhecerem melhor a comunidade de entorno do Lago Aratimbó, através da expedição investigativa. Eles percorreram as ruas, conversaram com os moradores e trouxeram informações importantes que servem como base na aplicação da metodologia do programa. “A ideia é justamente proporcionar aos educadores a vivência da metodologia para que possam posteriormente aplicar em sala de aula”, argumenta a assessora pedagógica, Norma Frost.

Complemento - Para a equipe do Colégio, a vivência da metodologia é um complemento aos projetos já desenvolvidos em sala de aula. “O Programa vem agregar o nosso conhecimento. Vejo que a metodologia aplicada irá nos auxiliar no cotidiano. Tivemos experiências novas e com certeza iremos crescer juntos, em uma longa parceria”, ressalta a diretora do Colégio Sesi em Umuarama, Marta Cristina Iombrili.

Lançamento - O Programa A união Faz a Vida foi lançado em junho, contemplando professores, equipe Sicredi e lideranças. O Programa tem por objetivo construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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CMN: Aprovadas novas regras do Programa de construção e ampliação de armazéns

cmn foto 23 08 2013 (Small)O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou, nesta quinta-feira (22/08), a Resolução nº 4.261, com ajustes nas normas do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), amparado por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A partir de agora, para ter acesso ao financiamento será necessário apresentar um projeto técnico específico, elaborado por profissional habilitado, além dos demais documentos exigidos nas operações de crédito rural. A norma não abrange projetos para ampliação e construção de armazéns destinados à guarda de etanol e outros biocombustíveis.

Clique aqui e confira na íntegra a Resolução nº 4.261

 

 

PROFISSIONALIZAÇÃO: Sistema OCB e MDA assinam convênio para capacitação de cooperativas

convenio 23 08 2013Mais um passo importante para a profissionalização do setor cooperativista brasileiro foi registrado nesta quinta-feira (22/08), em Brasília (DF). O Sistema OCB assinou um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a realização conjunta de atividades de capacitação voltadas às cooperativas agropecuárias. “Esse é o nosso grande desafio, conscientizar os agricultores familiares da importância de se investir no aprimoramento da gestão”, destacou o ministro Pepe Vargas, se dirigindo ao presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. A cerimônia ocorreu na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Mesmo público - Em seguida, Márcio de Freitas ressaltou que todas as instituições trabalham para atender o mesmo público. “Praticamente 70% dos nossos associados têm até 50 hectares de terra. Ainda com relação a eles (os associados), vale enfatizar a seguinte relação: 76% dos agricultores atendidos pelo MDA, registrados em cooperativas, estão ligados ao Sistema OCB”, disse.

Benefícios - O dirigente também chamou a atenção para os benefícios que serão gerados pelo convênio. “Vamos unir forças, assim como propõe o cooperativismo, e levar mais conhecimento e ferramentas para que as cooperativas possam efetivamente trabalhar na melhoria dos seus mecanismos de gestão. Temos certeza de que todas essas informações serão convertidas em benefícios para os agricultores e suas famílias - como maior competitividade, e consequentemente, aumento da renda”, frisou.

Processo - A ideia é realizar esse processo a partir de projetos já realizados pelo Sistema e pelo ministério. “Poderemos fazer isso por meio, por exemplo, do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas, o PDGC, que foi formatado coma a participação da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ). O mesmo vale para as ações promovidas pelo MDA, como o Programa Mais Gestão”, explicou o líder cooperativista.

Presenças – Também estavam presentes no momento da assinatura, pelo MDA, o secretário da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, o assessor especial Marco Antônio Viana e o chefe de gabinete Gerson Bem. Representando o Sistema OCB, participaram, além do presidente, o superintendente Renato Nobile, a gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, o analista Técnico e Econômico Gustavo Beduschi e analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas Divani de Souza.    

Números – As 1.561 cooperativas agropecuárias do Sistema OCB reúnem hoje cerca de 1 milhão de associados e 321 mil empregados. Elas têm uma participação expressiva na produção agrícola nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 50% de tudo que é produzido no País passa de alguma forma por uma cooperativa. Além disso, o setor responde por 98% da pauta de exportação do cooperativismo – que, em 2012, fechou em US$ 6 bilhões. (Informe OCB)

 

CAFÉ: OCB, Cocapec e Fundação Procafé querem o desenvolvimento do setor

cafe 23 08 20013O Brasil é o maior produtor mundial de café. A produção nacional representa um terço de tudo que é produzido ao redor do mundo. Pode-se dizer, então, que de cada três xícaras de café consumidas no mundo, uma é de origem brasileira. Apesar de a informação saltar aos olhos à primeira vista, especialistas dizem que o cenário poderia ser bem melhor.

Momento econômico - Para o presidente da Fundação Procafé, José Edgard Paiva, o momento econômico do Brasil desestimula o produtor rural. “O setor do café passa por um período difícil, atualmente. Além dos baixos preços pagos pela saca de 60 kg, o que desestimula a produção, faltam políticas que promovam o desenvolvimento. Não há plano ou projetos bem delineados que envolvam temas como renovação, estocagem, mercado interno, regulação de exportação, por exemplo”, considera.  Para ele, um plano nacional e duradouro, que abordasse esse tipo de questões, poderia solucionar o problema.

Reunião - Paiva se reuniu com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o superintendente, Renato Nobile, no início da noite desta quarta-feira, 21/08, em Brasília. O encontro contou, ainda, com a presença do presidente da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), João Alves de Toledo Filho. A reunião objetivou o alinhamento de estratégias que serão utilizadas na sensibilização de parceiros que contribuam com o processo de desenvolvimento do setor cafeeiro no Brasil.

Sensibilizado - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que também faz parte do rol de cafeicultores brasileiros, se mostrou sensibilizado com a questão. “Nós estamos aqui para defender o interesse do cooperado e do pequeno produtor. De nossa parte, não olvidaremos esforços para encontrar uma alternativa rápida e eficiente para estimularmos o desenvolvimento do setor cafeeiro do Brasil”, anuncia Márcio Freitas. 

Representatividade - A representatividade do Sistema OCB é um dos fatores principais que o torna estratégico nessa luta. “Aqui em Brasília, na sede da OCB, nos sentimos em casa para discutir os nossos problemas políticos que atendam ao setor cafeeiro. A Cocapec tem trabalhado para aperfeiçoar o atendimento aos nossos cooperados. A cooperativa transformou o cenário da cafeicultura da região, motivando o desenvolvimento tecnológico no campo e criando condições melhores na aquisição de produtos. Nós trabalhamos para facilitar a compra e venda de café – que a cada ano melhora em qualidade. A Cocapec é responsável por projetar o café da Alta Mogiana para o Brasil e exterior”, relata o presidente, João Toledo.

Números – Em 2012, a produção de café no mundo, segundo a Organização Internacional do Café (OIC), foi de cerca de 144,5 milhões de sacas de 60 kg. Desse total, o Brasil produziu mais de 50,8 milhões, seguido pelo Vietnã (22 milhões), Indonésia (10,9 milhões), Colômbia (8 milhões) e ainda Etiópia, Honduras, Índia, México e outros países. Além de ser o maior produtor, o Brasil também é o segundo maior consumidor, após os EUA.

Esforço - Grande parte desse desempenho produtivo pode ser atribuída aos esforços de dezenas de instituições de pesquisa, ensino e extensão reunidas no Consórcio Pesquisa Café – cujas pesquisas são coordenadas pela Embrapa Café. Desde sua criação, há quase 17 anos, o Consórcio tem mudado positivamente o cenário da cafeicultura nacional. Em 1997, quando foi criado o Consórcio, o Brasil possuía 2,3 milhões de hectares de área cultivada com uma produtividade de 12 sacas/hectare e produção de 27,5 milhões de sacas. Em 2012, com praticamente a mesma área, o País saltou para 24 sacas/ha e a produção de 50,8 milhões de sacas, segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cocapec – A Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), foi apontada como a melhor cooperativa do segmento de café do País pelo segundo ano consecutivo na revista Maiores e Melhores, da Exame. A cooperativa figura em três categorias: Melhores empresas do setor de café, 400 maiores do agronegócio e 1.000 maiores. A Cocapec foi fundada em 1985 e hoje conta com cerca de dois mil cooperados na região da Alta Mogiana e nos municípios mineiros de Capetinga, Claraval e Ibiraci. A área de atuação da cooperativa é de 455 mil hectares, sendo 51 mil hectares formados por lavouras de café. Na safra do ano passado, os armazéns da cooperativa receberam mais de 1 milhão de sacas de café. (http://www.cocapec.com.br/)

Procafé - Os objetivos para os quais a Fundação Procafé foi criada, e procura até hoje seguir, surgiram da necessidade de preservar e ativar o patrimônio tecnológico do ex-IBC, constituído de banco genético, laboratórios, fazendas experimentais e do corpo técnico (com toda sua experiência de mais de 30-40 anos) nas atividades de pesquisa e difusão de tecnologia cafeeira. Com a diminuição do corpo técnico, nas diversas regiões cafeeiras, foi preciso maior concentração de esforços, voltados para a pesquisa e difusão de tecnologia, levando à criação da Fundação Procafé em 2001, sucedendo e aperfeiçoando o mecanismo do programa do Procafé, agora com maior atuação em Minas Gerais, especialmente no Sul de Minas Gerais – maior região produtora de café do País. (www.fundacaoprocafe.com.br). (Informe OCB)

 

CONAB: PAA atende mais de 128 mil produtores familiares

A Companhia Nacional de Abastecimento atendeu mais de 128 mil produtores pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2012. Foram investidos recursos na ordem de R$ 586,5 milhões e atendidos cerca de 2,6 mil projetos. Os estados que o maior número de produtores atendidos no ano foram São Paulo (18,5 mil), Rio Grande do Sul (17,5 mil) e Santa Catarina (12,2 mil). O valor do investimento é variável com as características da produção de cada estado – quanto mais beneficiado o produto adquirido, mais elevado o preço. Assim, um estado com um menor número de produtores pode ter um maior valor investido.

Investimentos - Quanto ao volume de investimentos, os estados que receberam maior destaque foram Rio Grande do Sul (R$ 115,6 milhões), São Paulo (R$ 74,4 milhões) e Santa Catarina (R$ 53 milhões). No número de projetos, lideram o ranking São Paulo (417 projetos), Bahia (231) e Rio Grande do Norte (214).

Por regiões - A região Sul foi a que teve maior número de produtores atendidos – cerca de 42 mil pequenos agricultores; seguida da região Nordeste (37 mil) e da região Sudeste (32 mil). Já a região Centro-Oeste teve 9,5 mil produtores atendidos e a região Norte 8 mil. Em cada região, os estados que ficaram à frente no ranking foram: Rio Grande do Sul (17,5 mil); Bahia (10,4 mil); São Paulo (18,5 mil); Mato Grosso (4,5 mil) e Pará (2 mil).

Recursos - Quanto ao volume de recursos, a região Sul recebeu o maior investimento, com mais de R$ 220 milhões; seguida da região Nordeste (R$ 154,9 milhões) e da região Sudeste (R$ 131,7 milhões). A região Centro-Oeste recebeu R$ 44 milhões e o  Norte recebeu R$ 36 milhões. Em cada região, os estados que ficaram à frente no ranking foram: Rio Grande do Sul (R$ 115,6 mi), Bahia (R$ 40,4 mi), São Paulo (R$ 74,4 mi), Mato Grosso (R$ 19,4 mi) e Pará (R$ 9,7 mi).

Projetos por período - Já em relação ao número de projetos atendidos no período, a região Nordeste fica na frente, com 1017, seguida do Sudeste (747) e do Sul (421). A região Centro-Oeste atendeu 219 projetos e o Norte 198. Em cada região, os estados que ficaram à frente no ranking foram: Bahia (231), São Paulo (417), Santa Catarina (176), Mato Grosso (101), e Pará (68).

2013 - Até o dia 20 de agosto deste ano, a Conab já operou mais de R$ 60 milhões em aquisições de produtos de 237 projetos do PAA. Com isso cerca de 12 mil produtores familiares foram beneficiados pelo programa. Segundo técnicos da Companhia, a tendência é haver uma maior procura dos agricultores pelo PAA no segundo semestre. A expectativa é operar R$ 700 milhões em 2013. (Conab)

IAPAR: Publicação avalia cultivares de milho disponíveis no mercado

iapar 23 08 2013O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está lançando boletim técnico com a avaliação anual de cultivares de milho, realizada pelos pesquisadores Pedro Sentaro Shioga, Antonio Carlos Gerage, Pedro Mário de Araújo, Adriano de Paiva Custódio e Rodolfo Bianco. Segundo os autores, o objetivo do trabalho é auxiliar os técnicos e produtores na tarefa de planejar a próxima safra e decidir sobre cultivares de melhor rendimento e mais adaptadas às condições de solo e clima nas diversas regiões produtoras do estado.

Produtos - Contemplando produtos de 11 empresas de sementes que atuam no Paraná, a obra avalia 15 cultivares convencionais e 34 Bt (geneticamente modificadas para resistência à lagarta). Os estudos foram conduzidos em 13 municípios do Paraná – Cambará, Cascavel, Campo Mourão, Floresta, Guarapuava, Londrina, Palotina, Pato Branco, Ponta Grossa, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Umuarama e Wenceslau Braz.

Donwload - Produzida pelo Iapar em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Agronegócio (Fapeagro), a publicação custa R$ 5 e pode ser adquirida no www.iapar.br, onde também é possível baixá-la gratuitamente em formato PDF. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

TRIGO: Argentina reduz previsão de área a 3,9 milhões de ha na safra 13/14

TRIGO 23 08 2013A área cultivada com trigo no ciclo 2013/14 na Argentina deverá atingir 3,9 milhões de hectares, ante os 4 milhões de hectares previstos em julho, disse nesta quinta-feira o Ministério da Agricultura. Apesar da leve redução na estimativa, o país sul-americano, grande exportador global e principal fornecedor de trigo ao Brasil, deverá elevar substancialmente a área plantada na comparação com a campanha anterior, quando os produtores semearam 3,2 milhões de hectares em meio a um clima adverso.

Poucas chuvas - A primeira metade do mês teve poucas chuvas, o que afetou particularmente o trigo da semeadura tardia. O cereal precoce se encontra, de forma geral, em melhor condição, disse o Ministério da Agricultura em seu informe mensal. Segundo a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, o plantio foi encerrado na semana passada. (Reuters / Agrolink)

 

MEIO AMBIENTE: Governo anuncia mudanças nos processos de licenciamento de PCHs

meio ambiente 23 08 2013O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, anunciou nesta quinta-feira (22/08) mudanças nos processos de licenciamento ambiental para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Paraná: a Análise Ambiental Integrada da Bacia Hidrográfica, que está em fase de elaboração. “O Paraná já conta com um Plano Estadual de Recursos Hídricos e com os Comitês de Bacias Hidrográficas. A Secretaria do Meio Ambiente levará em conta os projetos de cada comitê ao analisar o licenciamento ambiental e as medidas compensatórias dos empreendimentos”, explica Cheida.

Documentos - Segundo o secretário, em vez de cada PCH cuidar apenas do local impactado pelo empreendimento, juntos, os diversos empreendimentos que têm o interesse de se instalar em uma bacia hidrográfica, cuidarão da recuperação e da conservação do rio como um todo. “Os documentos serão expedidos por bacia hidrográfica, de forma que todos os novos empreendimentos que nela se instalem se comprometam de forma integrada com a sua preservação”, reforça Cheida.

Encontro - O anúncio foi feito durante o 1º Encontro Nacional sobre o Futuro das PCHs, realizado em Curitiba pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em parceria com a Associação Brasileira de Fomento às PCHs (AbraPCH). O evento lançado no Paraná será realizado em todos os estados brasileiros para discutir aspectos regulatórios, programas ambientais, geração distribuída de energia, inovações tecnológicas e outras questões relacionadas às PCHs e às Grandes Centrais Hidrelétricas (GCHs).

Avaliação - Atualmente, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) - autarquia da Secretaria do Meio Ambiente responsável pelo licenciamento e fiscalização ambiental - avalia os impactos ambientais e as medidas mitigadoras e compensatórias de cada empreendimento de forma isolada, mesmo que eles tenham interesse de se instalar na mesma bacia hidrográfica.

Agilidade - Com a nova medida, o governo espera agilizar o processo de licenciamento, otimizar os recursos e garantir empreendimentos mais sustentáveis, que gerem água de qualidade, energia limpa e garantam a conservação da biodiversidade. De acordo com Cheida, com a mudança, os empreendedores passarão a se responsabilizar por toda a extensão da bacia, desde a sua nascente até a foz, e não apenas pelo trecho onde a central será construída. “Esta é uma determinação de governo, orientada pelo governador Beto Richa”, enfatizou o secretário.

Pedidos - O IAP tem mais de 100 pedidos de licenciamento ambiental para PCHs. Existem bacias hidrográficas que comportam cerca de 14 empreendimentos.

Repercussão - André da Nóbrega, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), compartilhou a mesma opinião. “O governo federal segue a linha adotada pelo governo do Paraná. Também estamos dispostos a abrir caminhos para a implantação das PCHs, que acreditamos ser componentes importantes da matriz energética nacional”, disse Nóbrega durante a abertura do encontro.

Aprovação - Ivo Pugnaloni, presidente da AbraPCH, disse que aprova as novas medidas: “São excelentes notícias em um momento em que precisamos muito de uma previsão otimista. Estamos com boas expectativas sobre a liberação dos pedidos que aguardam o licenciamento há anos. A sustentabilidade desses empreendimentos está cada vez mais clara e este respaldo do governo é muito importante”.

Plano estadual - O Plano de Bacias Hidrográficas do Paraná está instalando 16 Comitês de Bacias Hidrográficas no estado. Eles começam, em setembro, a adotar o Pagamento por Uso da Água. Os usuários da bacia farão o pagamento, o comitê recolherá o recurso e o Instituo das Águas do Paraná fará a divisão: 6% irão para a gestão e o restante será aplicado em projetos de recuperação da própria bacia. “Toda essa estrutura formada para a gestão de nossas bacias é mais um motivo para tratarmos qualquer assunto que envolva os rios paranaenses de uma maneira absolutamente técnica. Afinal, o que todos queremos, ambientalistas, empreendedores e governo, é um meio ambiente para hoje e para sempre”, avalia Cheida.

Descentralização - Outra medida do governo do Paraná que será adotada em breve é a descentralização das atividades de licenciamento e fiscalização ambiental aos municípios, conforme prevê a Lei Complementar Federal 140/2011. A resolução que implanta a descentralização no estado, que será assinada ainda neste mês, estabelece critérios, procedimentos e tipologias para o licenciamento ambiental municipal de atividades, obras e empreendimentos que causem ou possam causar impacto de âmbito local. O documento considera os critérios de porte do empreendimento, potencial poluidor e natureza da atividade. (Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente)

 

INFRAESTRUTURA I: Paranaguá tenta zerar déficit de capacidade

infraestrutura I 23 08 2013Porto que lidera as exportações de grãos e as importações de fertilizantes do país, Paranaguá, no litoral paranaense, desponta como uma das mais atraentes áreas para os aportes que são necessários para zerar um déficit histórico de capacidade que recorrentemente prejudica o comércio exterior brasileiro. Mas, para que o porto apare as arestas que insistem em atrasar avanços nesta frente e conseguir agilizar os investimentos nos 25 terrenos que poderão ser licitados pelo governo na reforma portuária - 20 deles de áreas novas -, investidores cobram melhorias de gestão e pressionam por menos burocracia ao longo dos processos de aprovação de projetos.

Estimativa - A estimativa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) é atrair pelo menos R$ 1,6 bilhão em recursos privados com as licitações. Só na parte de grãos, um de seus principais motores de crescimento, Paranaguá opera hoje com déficit de 30% na oferta de capacidade. "Precisaríamos de seis novos terminais para o granel já. Aí a gente zera o relógio", afirma Luiz Dividino, superintendente da APPA. Ele identifica em uma falta de planejamento nas últimas décadas o principal fator para o gargalo. Quando o Valor esteve no porto na semana do dia 12, havia 86 navios na barra à espera de "vaga", e para entre 30 e 35 deles o problemas era justamente a falta de capacidade de recepção no porto.

Produtividade - Especialistas entendem, também, que a produtividade poderia aumentar em Paranaguá se o poder público saísse da operação de embarque - algo que a reforma portuária de 1993 defendeu e o convênio de delegação do porto determina. A APPA foi recentemente multada em R$ 100 mil pela Antaq, agência reguladora dos portos, por continuar na faixa portuária. Em parte do corredor de exportação de grãos, quem atua no cais é a APPA. Ali os terminais não têm berços de atracação arrendados, como em outros portos, e as instalações privadas são interligadas ao cais público com correias. Nove terminais, dois públicos e sete arrendados à iniciativa privada, conectam-se por meio de 32 quilômetros de correias em um eixo comum que desemboca em três berços públicos de atracação. Cada berço tem dois "shiploaders" públicos que embarcam as cargas nos navios.

Modelo - "Esse modelo prejudica melhorias de eficiência. O ideal é que fosse feito como no Tegram [no Maranhão], em que um pool de empresas faz toda a operação", defende Luiz Fayet, consultor de logística da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e integrante do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá. Segundo ele, há momentos em que as empresas têm de fazer "caixinha" para sanar problemas públicos no corredor. "O CAP já foi informado há anos que, para evitar paradas, as empresas que usam a estrutura pública se cotizam para fazer pequenas manutenções e evitar perder tempo com licitações", afirma.

Troca - Atualmente, a APPA está trocando os equipamentos por modelos mais modernos, que poderão elevar a produtividade da expedição no navio em 30%. A substituição integra um plano de investimentos com recursos próprios de R$ 400 milhões. Os aportes, que deverão ser concluídos em 2014, envolvem desde a dragagem até serviços de manutenção.

Maior plataforma - Dividino concorda que não é bom o poder público dividir esse espaço com a iniciativa privada. "Mas tem o lado positivo. Foi criada a maior plataforma de embarque FOB do mundo. O afretador, o comprador, não se obriga a comprar de um só. Os três berços recebem os navios e em qualquer navio chegam duas correias de qualquer um dos terminais. Foi criada uma condição de versatilidade na operação". No caso dos fertilizantes, que lideram a movimentação de cargas no porto, a capacidade tambem será ampliada.

Alfandegamento - Contudo, um dos maiores investimentos realizados no porto nesse ramo está pronto há quase um ano e meio e ainda não iniciou as operações. A Rocha Terminais Portuários e Logística, maior empresa de operação portuária com fertilizantes da região, espera há quatro meses o alfandegamento de seus armazéns. A empresa investiu R$ 100 milhões na modernização e na ampliação da capacidade de importação e passou a ofertar um complexo formado por quatro armazéns com capacidade estática para 400 mil toneladas.

Conjunto de esteiras - O investimento foi realizado com a promessa de mudar a forma de escoar a carga, já que contemplou a construção de um conjunto de esteiras aéreas que se interligam ao Terminal Público de Fertilizantes (Tefer). Com as esteiras no lugar dos caminhões, aumenta a velocidade de descarga e parte das multas por sobrestadia dos navios ("demurrage") é evitada. Um navio parado custa entre US$ 20 mil e US$ 30 mil por dia, ou quase US$ 1 por tonelada.

Exigências - Entre as exigências para o alfandegamento dos terminais da Rocha, salta aos olhos as mais de 200 câmeras exigidas - e compradas - para o monitoramento dos quatro armazéns. "O porto opera com padrões africanos e exige de quem investe excelência suíça", diz o representante de um embarcador. Estima-se que a Rocha tenha deixado de faturar de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões desde que sua estrutura ficou pronta, mas a empresa não quis se manifestar.

Explicação - A Alfândega em Paranaguá explica que os armazéns da Rocha só poderiam ser alfandegados após o mesmo processo ter sido concluído no Tefer, o que ocorreu em maio. Segundo Jackson Corbari, inspetor-chefe da Alfândega no porto, uma vez cumpridas as questões formais e técnicas da regra do alfandegamento, o ato é publicado em 15 dias, em média. "O cumprimento dos requisitos técnicos independe da Receita. E o fato de um eventual recinto ter preenchido as questões formais não quer dizer que ele tenha preenchido as questões técnicas", diz Corbari.

Regras - A regra do alfandegamento está descrita em portaria da Receita Federal de 2011, que endureceu os critérios para terminais de contêineres ao determinar, também, o uso de scanners para vistoriar as cargas, exigência dispensada para instalações de granel. "A regra de 2011 praticamente mantém o mesmo texto dos últimos dez anos", diz o inspetor. Há dois pedidos pendentes de alfandegamento em Paranaguá - o da Rocha e um da Cattalini, líder em movimentação de líquidos, para duas linhas que acessam o píer público.

Desvio - Por conta das filas de navios, são comuns casos de embarcações carregadas com fertilizantes que desviam a rota para portos próximos. A primeira alternativa costuma ser São Francisco do Sul (SC), que recebe, em média, quatro navios por mês carregados de fertilizantes originalmente destinados a Paranaguá, informa a autoridade do porto catarinense. Em 2012, o porto paranaense recebeu 42% das 19,5 milhões de toneladas de fertilizantes importados, conforme a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). A fatia do porto de Santos foi de 17%.

Frete mais barato - "Não é que esse navio desviou, ele já ia para lá. Ele tentou Paranaguá porque aqui o frete do caminhão é muito mais barato que em São Francisco do Sul", diz Dividino. Segundo ele, isso ocorre porque os milhares de caminhões que levam grãos ao porto retornam vazios ao interior.

Atuação - Ex-presidente do terminal privado Ponta do Félix, em Antonina, Dividino assumiu a APPA em 2012 com a promessa de modernizar Paranaguá, um dos 16 portos delegados ao governo estadual, atualmente liderado por Beto Richa (PSDB) depois de oito anos de administração do senador Roberto Requião (PMDB-PR). No governo Requião, Dividino foi diretor empresarial da APPA e diretor do porto de Antonina, o que não o livrou de herdar problemas da gestão anterior.

Tefer - Contrariando o convênio de delegação do porto, que veda a operação pública, a APPA construiu o Tefer em 2008 e prometeu interligá-lo com os demais armazéns privados por meio de um chamamento público (com dispensa de licitação). O caso redundou em ações do Ministério Público e em uma CPI na Assembleia do Estado. Parte das irregularidades foi corrigida com uma resolução da Antaq, mas o imbróglio atrasou em quase quatro anos o início da operação do Tefer, o que aconteceu em julho.

Teste - Como não pode operar, a APPA permitiu que a Associação de Granéis Sólidos de Importação (Agrasip) iniciasse os trabalhos no Tefer em caráter de teste e pediu à Antaq uma orientação sobre o que fazer enquanto o terminal não é licitado - o Tefer foi incluído no programa de arrendamentos do porto. "É um abacaxi", diz o superintendente.

Posição - O Valor entrou em contato com a Antaq para saber se já há uma posição sobre o assunto, mas não obteve resposta. A Agrasip é presidida por um representante da Rocha, a única das três empresas habilitadas no chamamento público que, até agora, efetivamente construiu instalações para se conectar ao Tefer.

Chamamento público - Por meio de sua assessoria, o senador Roberto Requião disse que o chamamento público "foi claro e transparente, e está previsto na Lei de Licitações estadual". E ressaltou que o governo federal, na Lei dos Portos, criou a chamada pública como uma das maneiras de estabelecer "a comprovação da inexigibilidade de licitação através do atendimento a todos os interessados".

TCU - Sobre a operação do Tefer, disse que o Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu, em 2005, que a APPA não pode fazer a carga, descarga e movimentação da mercadoria, mas "que a armazenagem é receita e faina permitida à APPA". Apesar de servir como um armazém, o Tefer precisa ser operado, diz a APPA.

Gargalos - Mas, se alguns gargalos resistem, outros vêm sendo eliminados. Em julho, por exemplo, finalmente saiu, depois de anos de espera, uma licença de operação do Ibama que regularizou uma década de pendências ambientais. O projeto mais premente é a dragagem de manutenção do canal de navegação, bacias de evolução e berços, que de tão assoreados comprometem as operações.

Dependência - A Paraná Operações Portuárias (Pasa), uma das maiores exportadoras de açúcar do porto, só depende da dragagem para dobrar a expedição de embarque. Para tanto, precisa substituir o atual "shiploader", com capacidade para 1.500 toneladas por hora, por um de 3.000. "Só não trocamos o equipamento porque o berço público não tem calado suficiente para receber navios maiores, do tipo panamax", afirma o diretor da empresa, Pérsio Souza de Assis.

Licitação - A licitação para restabelecer as profundidades originais foi aberta em 13 de agosto. Seis empresas compareceram. O resultado sai em setembro. O teto do valor para a obra é de R$ 131 milhões. O canal de navegação já tem 15 metros, mas alguns pontos têm de ser recuperados. Já os berços terão a profundidade restabelecida, de 8,5 metros (a parte mais antiga do cais) para até 13 metros. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA II: Movimento deve dobrar em 20 anos

A movimentação de cargas em Paranaguá e Antonina deverá quase dobrar em 20 anos, para 80 milhões de toneladas por ano. Com essa expectativa, a APPA, que administra os dois portos, traçou um plano de crescimento para as próximas duas décadas e já realizou 16 estudos de viabilidade técnica e econômica (EVTEs) das novas áreas disponíveis, que deverão atrair R$ 1,6 bilhão em recursos privados quando licitadas.

Reforma portuária - No meio do caminho, porém, houve a reforma portuária, que voltou a centralizar as decisões de planejamento e licitações em Brasília. Assim, a APPA entregou planejamento que fez ao governo federal e agora espera as licitações. O reordenamento prevê, por exemplo, um novo complexo em forma de "T" que avança sobre as águas com quatro berços de atracação e é capaz de ampliar em 30% a oferta para grãos. Hoje, só o corredor de exportação tem estoque estático para 1,3 milhão de toneladas e movimenta cerca de 16 milhões de toneladas por ano.

Traçado - Além desses projetos, a APPA quer rever a poligonal do porto organizado, traçado que define a área do porto público. Se não for feito, diz a APPA, haverá estagnação e a cidade de Paranaguá acabará prejudicada. O fluxo diário médio de caminhões em Paranaguá é de 4.800 carretas, mas o porto já chegou a receber num mesmo dia 8.600. Também são estudadas opções para elevar a chega de cargas por ferrovia. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA III: Desembolsos do BNDES para o setor devem crescer 10% em 2014

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que os desembolsos diretos para infraestrutura podem crescer 10% no ano que vem, na comparação com a expectativa que o banco tem para 2013, que é de R$ 30 bilhões. Segundo o presidente do banco de fomento, este valor já inclui o montante que deve ser destinado às concessões. "Em infraestrutura as consultas estão crescendo e podemos ter aumento de 10% nos desembolsos no ano que vem", disse. (Valor Econômico)

SEBRAE/PR: Reino Unido pode ser boa opção para micro e pequenas empresas do Paraná

O Reino Unido é a sede de mais da metade das empresas estrangeiras que foram se instalar na Europa, nos últimos anos. Londres, a capital da Inglaterra, é o maior centro financeiro do mundo. A Escócia, o País de Gales, a Irlanda do Norte e a Inglaterra, juntos, somam 60 milhões de habitantes, um Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4 trilhões de dólares e crescimento anual de 0,2% ao ano. Devido ao seu mercado cosmopolita, profissionais altamente qualificados, localização geográfica estratégica e cultura empreendedora, o Reino Unido tornou-se a maior plataforma global de negócios.

Apresentação - Os principais benefícios, incentivos e oportunidades de investimentos no Reino Unido foram apresentados, na última quarta-feira (21/08), na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), durante o GREAT Roadshow de Investimentos. O evento foi uma realização do UK Trade & Investment (UKTI) - um departamento do governo britânico -, em parceria com a Fiep, Associação Comercial do Paraná (ACP) e Sebrae/PR. A proposta foi mostrar o que a UKTI pode oferecer para as empresas brasileiras que têm planos de internacionalização, uma forma de atuar no comércio exterior com presença física em outro país, em busca do sucesso na economia mundial.

Incentivos - “São muitos os incentivos oferecidos pelo governo britânico para o empresário estabelecer e administrar o seu negócio. Para abrir uma empresa lá você leva cerca de 13 dias, enquanto a média mundial é de 35 dias. Cerca de 60% de todas as empresas da Europa têm sede no Reino Unido, que está no topo dos países europeus que mais retêm investimentos corporativos internacionais”, contextualizou Raquel Kibrit, gerente de Investimentos para o Reino Unido - UKTI, que realizou uma apresentação multissetorial da economia da região.

Qualificação profissional - De acordo com Kibrit, os quatro países investem em qualificação profissional e reúnem o melhor ambiente favorável para pesquisa e desenvolvimento da Europa. Oito das dez melhores universidades do continente, como Oxford e Cambridge, estão lá.  “As autoridades já sabem que a recuperação da crise econômica se dará pelo setor privado, que é o grande gerador de empregos. E os especialistas afirmam que esse é o melhor momento para empresas estrangeiras entrarem no mercado europeu, justamente porque ele não está 100% fortalecido. E a internacionalização é a melhor opção para as empresas captarem novos clientes e ganharem o mercado exterior sem que isso seja custoso”, explicou.

Vantagens - Dentre as vantagens levantadas pelo UKTI está a possibilidade de se instalar no Reino Unido e só pagar impostos a partir do momento que a sua empresa tenha lucro – até 2015 a taxa será reduzida para 20% -, além de começar a operar de forma ‘enxuta’ (softlanding): com uma mesa, uma cadeira e uma linha telefônica, no centro de Londres, pagando 99 libras (moeda do país), por mês (o equivalente a  cerca de R$ 350,00). "Isso é mais barato do que em São Paulo", comparou Raquel Kibrit.

Oportunidades - “O UKTI já colaborou para que 40 empresas brasileiras se estabelecessem no Reino Unido e a nossa intenção é levar outras 30 para crescerem lá. Existem muitas oportunidades nos setores de Engenharia Avançada, como a Aeroespacial, Ciências da Vida e Inovação, e ainda Tecnologia da Informação. Em Manchester, região com maior crescimento do Reino Unido, temos um polo de produtos manufaturados, automotivos, químicos, além de um forte setor de tecnologia da comunicação”,  explicou Richard Turner, cônsul geral adjunto britânico, em São Paulo, informando que cerca de 90% das empresas do Reino Unido também são pequenas empresas.

Internacionalização - “Resolvemos otimizar esse encontro para atender os interesses da Fiep, ACP e Sebrae/PR e da UK Trade & Investment. Para nós, foi um momento muito prazeroso porque  proposta é apresentar caminhos para as empresas paranaenses que têm planos de internacionalização. E aqui, pudemos ver que a inovação, muitas vezes, trata-se de pequenas ações, que podem não custar nada para o bolso do empresário”, observou o vice-presidente da Fiep, Rommel Barion. 

Pequenos negócios - “Os pequenos negócios devem estar antenados com oportunidades de internacionalização. Hoje o empresário pode fechar negócios e tomar decisões pelo celular que carrega no bolso. O Sebrae/PR apoia esse encontro porque justamente enxerga na internacionalização  um fator importante de conquista de competitividade também para as micro e pequenas empresas”, avaliou o consultor do Sebrae/PR, Eduardo Sousa Amaral, que representou a instituição durante o evento.

Importância - O cônsul honorário da Inglaterra em Curitiba, Allan Marcelo de Campos Costa, também reforçou a importância do evento para as micro e pequenas empresas. “A internacionalização é uma grande oportunidade para o pequeno negócio que pode encontrar no Reino Unido o melhor ambiente para o crescimento do seu empreendimento no exterior. Isso porque o Reino Unido é um ponto central de negócios no mundo, serve como plataforma para acessar os mercados europeu, asiático e norte-americano. Os incentivos ofertados pelo governo britânico, para uma empresa estrangeira se instalar no Reino Unido, certamente são mais vantajosos que qualquer outro país da Europa”, avaliou.

Sobre o Sebrae/PR - O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada nos anos 1970 para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, seis regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes.  (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

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MDIC: Exportações cresceram em três regiões do País em julho

As exportações da Região Centro-Oeste tiveram crescimento de 19,26% em julho de 2013 em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas regionais passaram de US$ 2,289 bilhões para US$ 2,730 bilhões, representando uma participação de 13,13% sobre o total mensal exportado pelo país (US$ 20,806 bilhões). O superávit do Centro-Oeste, em julho, foi de US$ 1,661 bilhão, o maior entre as regiões, e as compras externas foram de US$ 1,069 bilhão. O estado que mais exportou no Centro-Oeste foi Mato Grosso, com vendas mensais de US$ 1,530 bilhão, e Mato Grosso do Sul foi o que mais importou no período (US$ 468 milhões).

Valores absolutos - Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais vendeu ao setor externo (US$ 10,021 bilhões) e as exportações registraram retração de 10,90% em relação a julho de 2012 (US$ 11,247 bilhões). A participação da região sobre o total embarcado pelo país foi de 48,17%, sendo esta a porcentagem mensal verificada este ano. A importação foi também a maior entre as regiões brasileiras no mês e somou US$ 13,551 bilhões. Com isso, o saldo regional ficou negativo em US$ 3,529 bilhões. São Paulo foi o maior exportador da região e do país (US$ 4,932 bilhões) e o estado também foi responsável pelo maior volume de importações na região e no país em julho (US$ 9,534 bilhões).

Sul - A Região Sul vendeu US$ 4.419 bilhões, com crescimento de 10,21% sobre o comercializado em julho do ano passado (US$ 4,009 bilhões), e com participação de 21,24% nas exportações brasileiras. A região adquiriu US$ 4,584 bilhões no exterior, o que resultou no déficit mensal de US$ 165 milhões. O Rio Grande do Sul exportou o maior valor entre os estados da região no mês (US$ 1,875 bilhão) e também foi o maior importador regional em julho (US$ 1,641 bilhão).

Nordeste - Os embarques da Região Nordeste (US$ 1,784 bilhão), em julho, corresponderam a 8,58% do total exportado pelo país e tiveram aumento de 11,61% na comparação com o mesmo mês de 2012 (US$ 1,599 bilhão). O Nordeste importou US$ 1,986 bilhão do mercado externo e houve saldo negativo de US$ 201 milhões. A Bahia foi o estado nordestino que mais exportou em julho (US$ 1,355 bilhão) e o estado também foi o maior importador regional (US$ 660 milhões).

Norte - Na Região Norte, houve queda de 0,56% no comparativo das vendas ao mercado externo em julho deste ano (US$ 1,530 bilhão) com as do ano passado (US$ 1,538 bilhão). As exportações regionais representaram 7,35% do total mensal. Em relação às importações, as compras somaram US$ 1,500 bilhão, o que levou a um superávit no mês de US$ 30 milhões. O Pará foi o maior exportador regional (US$ 1,208 bilhão) e o Amazonas registrou o maior valor nas importações do Norte (US$ 1,347 bilhão) no mês. (Assessoria de Comunicação do MDIC)

Confira os números da balança comercial dos estados e regiões

ECONOMIA: Mantega revê para baixo previsão para PIB de 2013 e 2014, diz site

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (22/08) que a previsão do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste e no próximo ano será reduzida. Em entrevista ao portal G1, Mantega afirmou que “o governo vai trabalhar no orçamento de 2014 e no relatório que vamos ter no mês que vem com a revisão do PIB para 2013. A revisão será para 2,5%”, disse. A última previsão feita pelo governo era de crescimento de 3% este ano. Para 2014, o ministro afirmou que a previsão será reduzida de 4,5% para 4%.

Câmbio - O ministro também falou sobre câmbio, destacando que a alta do dólar – que chegou a R$ 2,45, a maior cotação desde 2008 – é passageira. “Essa excesssiva [alta] é passageira. Para onde vai, nós não sabemos. Mas acho que depois da turbulência do Fed, ela volta para patamares menores”, disse. Mantega reforçou ainda que o câmbio continua flutuante. "O importante é que nosso câmbio é flutuante, e que flutua em todas as direções". (Valor Econômico)

CÂMBIO: BC terá dose diária de intervenção no mercado

O governo federal mudou nesta quinta-feira (22/08) a estratégia para tentar conter a crescente escalada do dólar. Em ação pouco usual, o Banco Central (BC) informou ao mercado que vai oferecer, desta sexta-feira (23/08) até o fim do ano, no mínimo US$ 60 bilhões em contratos de proteção contra a flutuação da moeda norte-americana, chamados de swap cambial, e linhas de crédito com compromisso de recompra. O objetivo é fornecer um caminho claro ao mercado, tranquilizando investidores e empresas sobre como a autoridade monetária vai atuar.

Leilões - O BC informou que vai oferecer leilões todos os dias da semana até 31 de dezembro deste ano. Esse caminho, chamado tecnicamente de guidance para o mercado, só foi adotado em duas oportunidades: no fim de 2008, diante da explosão da crise mundial, e em 2002, quando o dólar disparou diante do temor com a eleição de Lula. Nas duas oportunidades, a operação foi apelidada de “ração diária ao mercado”.

Volume maior - Desta vez, no entanto, o volume é ainda maior. Os leilões de contratos de swap ocorrerão todos os dias, no mesmo horário. De segunda a quinta-feira, o BC vai ofertar US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, a autoridade monetária fará um leilão de venda, com compromisso de recompra, de uma linha de crédito de US$ 1 bilhão. Em nota, o BC avisa que “se julgar apropriado”, realizará operações adicionais.

Sinal verde - O objetivo do governo é conter a sangria que abateu o mercado de câmbio brasileiro nas últimas semanas. A operação do BC foi desenhada nesta semana, e recebeu o sinal verde da presidente Dilma Rousseff na quarta-feira. Após sucessivos dias de estresse, em que o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,45, a presidente convocou os principais agentes da equipe econômica para encontrar uma forma de “suavizar” esses movimentos, considerados bruscos pelo Planalto. Desde o início da escalada do dólar, em maio, o BC já usou US$ 45 bilhões em suas intervenções.

Governo estuda opções para aumentar preço da gasolina - Técnicos do governo estimam a necessidade de um reajuste entre 25% e 30% nos preços dos combustíveis nas refinarias, caso a área econômica decida cobrir a defasagem entre os valores praticados no exterior – agora inflados pela elevação das cotações do dólar – e no mercado doméstico. Mas qualquer que seja o porcentual, este não seria repassado integralmente ao consumidor. A tendência cada vez mais forte é de o aumento ser parcelado em duas ou até três vezes, tendo em vista que uma alta de dois dígitos poderá ter efeitos desastrosos na inflação. Uma das alternativas em estudo seria autorizar um aumento de até 10% no fim deste ano e o restante em 2014, o que resultaria em uma alta de 5% nos postos revendedores, já que o impacto do reajuste na bomba equivale à metade do que é dado na refinaria.

Problemas financeiros - Como a Petrobras está com sérios problemas financeiros, não se descarta a hipótese de o governo cobrir ao máximo a defasagem enfrentada pela estatal. O que se discute nos bastidores é que a autorização da primeira parcela se daria no fim de dezembro, na semana entre o Natal e o Ano Novo, e o segundo aumento em 2014, na sexta-feira de Carnaval. Isso diminuiria o impacto junto à opinião pública em um ano eleitoral.

Estabilização - Segundo técnicos, o governo vai esperar o dólar se estabilizar em um patamar menor, algo entre R$ 2,30 e R$ 2,35, para autorizar o reajuste. A decisão de autorizar o aumento reivindicado pela Petrobras só no fim do ano também se deve à expectativa de quem será o novo presidente do Fed (o banco central americano) – decisão que se espera para o mês que vem – e o que a instituição fará com a economia dos Estados Unidos, incluindo as taxas de juros.

Diesel - Outra questão que está sendo avaliada é o impacto que teria um reajuste no diesel antes do período de chuvas, quando o governo está recorrendo às térmicas, que usam o combustível, para suprir a necessidade de energia do país. “Um aumento agora jogaria por terra a redução na tarifa de energia anunciada pela presidente Dilma Rousseff no início deste ano”, disse um técnico.

R$ 2,4320 por dólar -  Essa foi a cotação de fechamento do mercado nesta quinta-feira (22/08). O preço recuou 0,78%, principalmente em reação às intervenções feitas pelo Banco central, já prometidas desde o fim da tarde de quarta-feira. Durante o dia, a queda chegou a ser mais intensa, acima de 1%. O real tem sofrido o impacto dos sinais de mudança da política monetária dos Estados Unidos e também com certa desconfiança em relação à economia brasileira. (Agência Estado)

COMÉRCIO EXTERIOR I: Fatia brasileira no comércio global deve cair a 1,25%, diz AEB

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou nesta quinta-feira (22/08) que o Brasil deve reduzir a participação no comércio internacional para 1,25% em 2013. Segundo ele, no ano passado, essa fatia foi de 1,33%. Em 2011, de 1,41%. Segundo ele, o Brasil tem potencial para dobrar o volume de exportações atual. Ele lembrou que o país possui o sétimo maior PIB do mundo, mas é apenas o 22º maior exportador. "Temos todas as condições. Potencial existe. Depende de nós fazer com se concretize", disse, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

Agricultura - Castro ressaltou, como ponto positivo, que o Brasil aumentou a eficiência na agricultura. "Nos últimos anos, desde 2010, o Brasil aumentou muito a quantidade de produção. Não foi só por causa da chuva e do sol na hora certa, mas pela tecnologia. Estamos aumentando a produtividade", disse. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR II: Acordo entre Mercosul e UE pode sair até fim do ano, diz secretário

O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está trabalhando para a construção de um acordo do Mercosul com a União Europeia para o final deste ano, afirmou o secretário de comércio exterior do Mdic, Daniel Godinho. Em sua avaliação, o acerto pode trazer ganhos diretos aos exportadores brasileiros. "Estamos preparando uma oferta importante que será apresentada à União Europeia. Quando se fala de acordo comercial, tem que lembrar que já temos rede importante na região, esse é o ponto de partida", afirmou. O secretário disse, ainda, que o Brasil está mapeando interesses para um possível acordo comercial do Mercosul e Índia. (Valor Econômico)


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