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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3165 | 26 de Agosto de 2013

TRIGO I: Cooperativas discutem situação do mercado no 8º Fórum Nacional

trigo 26 08 2013O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, participa do 8º Fórum Nacional do Trigo, que inicia nesta terça-feira (27/08), em Londrina, Norte do Paraná.  Ele será um dos debatedores do painel que irá discutir o mercado do trigo brasileiro na visão do produtor, na quarta-feira (28/08), juntamente com o diretor executivo da Fecoagro, Paulo Cezar Pires, e com o gerente de Produção de Sementes da Coopadap, Celso Hideto Yamanaka. Nesse mesmo dia, o diretor da Ocepar e presidente da Cooperativa Integrada, Carlos Yoshio Murate, participa do painel sobre qualidade industrial e pós-colheita, na visão do produtor, que irá ainda contar com a presença do diretor executivo da Copercampos, Clebi Renato Dias e do vice-presidente e superintendente comercial da Cortijal, Jairo Marcos Kohlrausch. O cooperativismo também estará representado no painel que vai discutir o futuro do trigo no Brasil. O presidente executivo da Coodetec (Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola), Ivo Marcos Carrara, será um dos painelistas, juntamente com o chefe geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto; Armando Androcioli Filho, diretor técnico-científico do Iapar, e André Rosa, gerente de negócio da Biotrigo.

Indústria e governo - A programação contempla ainda debates sobre o trigo sob a ótica da indústria. Haverá também representantes do governo federal. Na abertura do Fórum, o coordenador-geral de Oleaginosas e Fibras, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese irá tratar do tema "Política agrícola para a produção de trigo no Brasil".

Palestra – No dia 28, o técnico de operações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Eugênio Stefanelo, ministra palestra sobre o mercado para o trigo brasileiro: tendência dos preços para a próxima safra, importação, exportação, situação atual de logística e tributação.

Reunião Técnica - O fórum acontecerá de forma simultânea com a 7ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), que será aberta na quinta-feira (29/08), às 8h30, com a conferência “A importância do trigo em sistemas de produção de grãos no Paraná”, com José Salvador Simoneti Foloni, pesquisador da Embrapa Soja. Em seguida, haverá o trabalho das subcomissões. Na sexta-feira (30/08), estão programadas a finalização dos trabalhos e atas das subcomissões, sessão plenária final e premiação dos melhores trabalhos.

Promoção - A promoção é da Embrapa Trigo, Fundação Meridional e Cooperativa Integrada, com o apoio da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Sociedade Rural do Paraná. Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Soja e Embrapa Produtos e Mercado são instituições parceiras.

Câmara Setorial – A 7ª RCBPTT e 8º Fórum Nacional do Trigo serão precedidos da Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno, que será realizada nesta terça-feira (27/08), com a presença do gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, que também é coordenador da Câmara Setorial das Culturas de inverno.

Saiba mais – Acesse mais informações no site www.reuniaotrigo2013.com.br.

 

TRIGO II: Pesquisador afirma que produção brasileira pode ser autossuficiente

O Brasil tem tecnologia e áreas disponíveis para a produção de trigo, condição para por fim à dependência do produto importado. Este será o tom da palestra do pesquisador Sérgio Roberto Dotto, chefe-geral da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), no 8º Fórum Nacional do Trigo, de terça-feira (27/08) a sexta-feira (30/08), em Londrina, Norte do Estado.

Painel - Ao lado de dirigentes de outras instituições de pesquisa, Dotto participa do painel “Futuro do trigo no Brasil”, programado para a quarta-feira (28/08), a partir das 13h30. Materiais e tecnologias de cultivo vão ser abordados também por Ivo Marcos Carraro, presidente executivo da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec); por Armando Androcioli Filho, diretor técnico-científico do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); e André Rosa, gerente de negócios da Biotrigo.

Comércio - O chefe-geral da Embrapa Trigo é taxativo. “A dificuldade do trigo não é tecnologia. O gargalo é o comércio”, afirma. Dotto diz que falta uma política para o produto no país, lembrando que as indústrias moageiras preferem importar trigo do Mercosul a comprar o produto brasileiro. “Por uma questão de logística, o trigo produzido no Sul não chega aos moinhos, que estão localizados entre São Paulo e Fortaleza”, completa. Segundo ele, 75% do consumo estão localizados no Sudeste, Nordeste e Norte do país. Ele também sustenta que a busca pela independência no abastecimento do trigo é uma questão de segurança nacional. “A evasão de moeda é grande”, diz.

Variedades - Por outro lado, a pesquisa disponibiliza variedades que alcançam bom rendimento e atendem as exigências do mercado. Segundo Dotto, a produtividade que na década de 1970 era de 700 quilos por hectare, hoje alcança 2.500 quilos por hectare. “Em algumas áreas, colhem-se de 4 a 5 toneladas; em outras irrigadas a produtividade fica entre 6 e 7 toneladas por hectare”, afirma. O pesquisador acrescenta que 90% do trigo colhido no sul é panificável, o que desmonta argumentos de que o produto brasileiro não atende as necessidades da indústria. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

EXPEDIÇÃO SAFRA: Na Índia, técnicos e jornalistas visitam cooperativas e agricultores

1expedicaco safra 26 08 2013A equipe da Expedição Safra, formada por jornalistas e técnicos, desembarcou semana passada na Índia, onde passará duas semanas conhecendo o sistema de produção de grãos, a logística e o potencial de consumo do país de 1,2 bilhão de habitantes. O roteiro integra a última viagem do projeto no ciclo 2012/13, que percorre todos os anos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Paraguai. De acordo com o analista técnico e econômico do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, que participa da viagem à Índia, as visitas estão sendo proveitosas, com muitas discussões sobre a realidade indiana. “Estamos tentando entender um pouco sobre esse país, formado por imensos contrastes de pobreza e riqueza e, principalmente, de respeito e não violência diante do caos do trânsito e da situação de miséria da maioria da população”, conta Mafioletti.

Visitas – Ainda segundo ele, a Expedição Safra esteve na Bardoli, uma cooperativa de produção de açúcar, fundada em 1956, nove anos após a libertação da Índia do domínio dos ingleses. “Desde o início, tem 5.600 cooperados e processa atualmente 850 toneladas por dia. Ao todo são 25 mil hectares de área plantada. Em média, cada cooperado cultiva 4 hectares de cana de açúcar, com produtividade média de 70 toneladas por hectare”, informa ele. “Nessa semana, vamos visitar uma cooperativa de leite que possui 5 milhões de cooperados”, acrescenta.

Porto – A equipe esteve ainda no maior porto da Índia, em Mumbai, que movimenta 4,5 milhões de contêineres por ano. “Para efeito de comparação, os portos brasileiros movimentam 3,1 milhão de contêineres em Santos, 1,1 milhão em Itajaí e 750 mil em Paranaguá”, afirma Mafioletti. .

Dia de campo – Neste domingo, os jornalistas e técnicos estiveram em Indore, no estado Madashya Pradesh. Eles participaram de um dia de campo com 150 produtores de soja, onde houve troca de experiências e os produtores demonstram muita curiosidade sobre a produção no Brasil. Depois, a equipe foi à propriedade do maior produtor da Índia, que possui 27 hectares. “Ele equivale no Brasil ao Erai Maggi, que planta 300 mil hectares de soja. A diferença entre as duas realidade é grande, mas a visita foi muito positiva. Lá, nós também conhecemos a produção de milho, mamão e limão. Em média, os produtores na Índia possuem 2 hectares e alcançam produtividade média de 1,5 t/ha nos 10 milhões hectares cultivados no país”, ressalta o analista da Ocepar. “A experiência está sendo fantástica”, afirma ainda. Nessa semana, a Expedição Safra irá conhecer instituições de pesquisa e uma associação de processamento de soja, também em Indore. Em Nova Deli, o grupo visita a Embaixada do Brasil.

Opinião – O jornalista Giovani Ferreira, também fala sobre a viagem da Expedição Safra na Índia, em artigo publicado na edição desta segunda-feira do Informe Paraná Cooperativo. 

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COPAGRIL: Curso modular Jovemcoop forma primeira turma

Na última quinta-feira (22/08), nas dependências da AACC de Marechal Cândido Rondon, 29 jovens se formaram no curso modular Jovemcoop, promovido pela Copagril em parceria com o Sescoop/PR. A solenidade contou com a presença do diretor-presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, o vice-diretor-presidente, Elói Darci Podkowa, o diretor-secretário, Márcio Buss, além do representante do Sescoop, Guilherme Gonçalves, o mediador do curso, Ney Guimarães, a facilitadora Helda Elaine, gerentes, funcionários, associados da cooperativa e familiares dos formandos.

Resumo - Para que todos os presentes pudessem saber um pouco do conteúdo aprendido nesta caminhada de cinco meses, os formandos apresentaram o resumo de cada módulo. Também realizaram homenagens, agradecendo a Deus, aos familiares e a Copagril pela oportunidade oferecida, aos professores e ao Sescoop.

Satisfação - Ricardo Chapla disse estar satisfeito do empenho de todos em buscar novos aprendizados. “Este é um momento muito importante. Que o conhecimento adquirido no curso tenha contribuído na vida de todos, e que seja aproveitados no dia a dia, na sociedade, na família e também na cooperativa”, ressaltou. O presidente complementou dizendo que o estudo não para por aí. “Que vocês continuem se aperfeiçoando para que possamos ter no futuro pessoas preparadas para enfrentar os desafios, seja na continuidade familiar e também na Copagril”, enfatizou.

Felicitação - Pelo esforço de todos os jovens, eles também foram homenageados pelos instrutores. Nair Onofre, que não pôde estar presente, enviou uma mensagem parabenizando-os. “Felicito a todos por essa etapa vencida. Que todos façam a diferença no mundo com o que aprenderam nesse processo”, destacou. Ela ainda agradeceu a Copagril e os organizadores pela seriedade com que atuaram nesse processo.

Sucesso - A instrutora Helda Elaine desejou aos formando muito sucesso, e agradeceu aos pais por terem apoiado. “Que vocês somem o estudo adquirido com a experiência, e que exista a cooperação entre pais e filhos. O tempero que não pode faltar no dia a dia é a cooperação”, frisou. Ela também parabenizou a Copagril por ter investido neste curso, e ao Ney Guimarães pela idealização. 

Maior aprendizado - “Todos aproveitaram a oportunidade desta formação, trazendo e compartilhando suas histórias e levando consigo um maior aprendizado, especialmente, sobre o cooperativismo. Ficamos satisfeitos em conseguir repassar aos jovens o objetivo proposto. Parabéns a Copagril que tem a visão de futuro e está investindo nos jovens”, comemorou o também instrutor, Ney Guimarães.

Futuro - Guilherme Gonçalves, que representou o Sescoop, também disse estar gratificado em poder compartilhar a conquista dos jovens. “Felicito os formandos, também aos pais que incentivaram os filhos e a Copagril por mais essa iniciativa. Garantir o futuro é preciso investir na juventude. Com certeza os frutos deste trabalho serão colhidos”, destacou.

Entrega dos certificados - Para finalizar, foi feita a entrega dos certificados aos formandos. (Imprensa Copagril)

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CVALE: Contratada nova turma de jovens aprendizes

cvale 26 08 2013Quarenta adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, passaram a integrar o quadro de funcionários da C.Vale. O grupo faz parte da sexta turma do programa Jovem Aprendiz Cooperativo, desenvolvido pela C.Vale e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). Acompanhados dos pais, os jovens aprendizes estiveram no auditório da cooperativa, no dia 22 de agosto, e foram recebidos pelo presidente Alfredo Lang. "Vocês terão um aprendizado que poderá ajudá-los a definir a profissão. Aproveitem a oportunidade porque vai ter gente observando vocês e os melhores poderão ser convidados a permanecer na cooperativa", orientou Lang.

Contraturno - Durante dois anos, no contraturno escolar, os jovens exercerão atividades administrativas na sede da cooperativa e no abatedouro de aves, em Palotina, e nas unidades de São Camilo e Maripá. Aos sábados eles terão aulas sobre o funcionamento e os benefícios do cooperativismo, na Uespar (União de Ensino Superior do Paraná), em Palotina.

Oportunidade única - Empolgados com a nova experiência os jovens aprendizes consideram a aprovação no programa uma oportunidade única. “É um sonho que se realiza, pois há muito tempo queria fazer parte da C.Vale. Pretendo aproveitar as oportunidades e crescer dentro da empresa”, destacou Marlon Vilhalba. “A C.Vale é uma empresa de referência. Estou muito feliz pois aqui tenho a oportunidade de crescer profissionalmente”, complementou Karina Coldebella. (Imprensa C.Vale)

 

CASTROLANDA: Agroleite 2013 confirma potencial de investimentos no setor

castrolanda 26 08 2013A 13ª edição do Agroleite, realizada entre os dias 12 a 16 de agosto, em Castro/PR, surpreendeu as expectativas da organização. Durante os 5 dias do evento a feira movimentou R$ 50 milhões em negócios. O valor recorde ultrapassou 20% do ano passado. Com um público de 80 mil pessoas de diversas localidades do Brasil e exterior e também o volume de negócios, o Agroleite deste ano confirma o interesse dos pecuaristas em investir em novas tecnologias, maquinários e instalações para suas propriedades. “Como já faz parte do calendário nacional de feiras e eventos, por se tratar também da maior bacia leiteira do Brasil, é uma ótima oportunidade de negócios e exposição das novas tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas, que levam ao produtor uma enorme gama de conhecimento e avanço tecnológico, propiciando ao consumidor produtos de melhor qualidade e confiabilidade”, relata Antonio Maurício Muller, da DHL.

Contato - Para  a Munters, uma companhia global em serviços e aplicações para tratamento do ar que participou pela 1ª vez do Agroleite, a presença na feira também propiciou o contato com outras empresas fornecedoras do setor, o que favorece para disseminar a tecnologia para controle do clima na pecuária leiteira.  “Nossa participação elevou a crença na Munters no mercado leiteiro, pois pudemos observar a empolgação dos produtores ao ver de perto a tecnologia que normalmente só tem acesso em revistas ou visitas internacionais”, avalia Marcel Hoffmann.

Fóruns - Além de acompanhar as novidades dos 152 expositores desta edição, o público que veio a Castro pode participar também dos fóruns da pecuária leiteira, suinocultura, agricultura e do seminário internacional, com temas desde a comunicação como um dos elos do agronegócio, sistemas de produção, eficiência e intensificação da produção de leite, temas que ganham cada vez mais força e interesse dos participantes, como também mercado e perspectivas das áreas de negócios.

Diferenciais - O Agroleite também trouxe com ênfase seus dois grandes diferenciais das feiras do país. As dinâmicas no campo, onde os produtores puderam acompanhar as máquinas em movimento e através dessas demonstrações, captarem o que existe de tecnologia nesse mercado de máquinas e equipamentos e também o Dia de Campo que com apoio da Fundação ABC e Emater atraiu quase mil pessoas para ver de perto a vitrine de novas tecnologias para forragens.

Inauguração - Com os constantes investimentos na Cidade do Leite a abertura oficial ficou marcada pela inauguração da 1ª casa da Vila Holandesa. No futuro após a construção das demais casas será uma grande atração do evento e mais que isso, este local será um centro comercial do agronegócio. Durante o evento diversas empresas já sinalizaram interesse em fazer parte deste seleto time que vai ocupar as casas. Ao todo serão 25 todas retratam a arquitetura holandesa, ricas em detalhes.

2014 - Para 2014 o evento já está marcado. De 4 a 8 de agosto o Agroleite pretende reforçar a referência em tecnologia, produção, conhecimento e negócios. Os investimentos devem seguir para os próximos e assim contribuir para o desenvolvimento do Município de Castro, considerado polo leiteiro do país. (Imprensa Castrolanda)

PRINCIPAIS NÚMEROS:

:: Empresas participantes: 152

:: Volume de negócios: R$ 50 milhões

:: Público: 80 mil pessoas

:: Animais: 594 (raça holandesa p&b, v&b, jersey, pardo-suíça, simental e simlandês)

 

COAMO: Aumentam os investimentos em torrefação de café

coamo 26 08 2013A Coamo acaba de investir na ampliação da estocagem e em tecnologia de automação na indústria de torrefação de café. De acordo com o gerente Comercial de Alimentos, Domingos Marzulli, o investimento aconteceu por conta da crescente demanda dos três cafés da cooperativa – Coamo Premium, Coamo Tradicional e Sollus Extra forte.

Crescimento - Marzulli esclarece que o mercado de cafés está em ascensão. “Devido ao crescimento do mercado de produtos de alto valor agregado, facultou à cooperativa ter uma atuação mais forte nos outros segmentos que já atuava. O último levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) - entre novembro de 2011 e outubro de 2012 -  aponta que o mercado de cafés torrado e moído no Brasil registrou o consumo de 20,33 milhões de sacas, um acréscimo de 3,09% em relação ao período anterior, e a Coamo tem conseguido acompanhar e sustentar essa evolução, sendo que no último ano crescemos 21%”, comemora.

Tecnologia - Segundo o gerente Industrial de Alimentos, Leonardo Marcello Lucas, essa ampliação permitirá que a capacidade de resposta em produção seja mais rápida. “Todo aparato eletrônico instalado nesses silos, nas roscas de alimentação e nas máquinas, permitirão que de forma ágil e eficaz, consigamos fazer todos os direcionamentos e produções que desejarmos”, explica.

Cafés Coamo - A Coamo conta com três marcas de café, Coamo Premium – torrado na versão de 1kg e 250 gramas e torrado e moído à vácuo em pacotes de 500 gramas e 250 gramas, Coamo Tradicional e Sollus – torrado e moído em embalagens à vácuo e almofada de 250 e 500 gramas. Toda a linha é originada da combinação de grãos selecionados, resultando em cafés equilibrados em cada categoria, de sabor marcante e aroma intenso. Esses produtos preservam o verdadeiro sabor do café, agradando a todos os paladares.

Evolução – O superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, lembra que desde que a torrefação de café Coamo foi construída, em 2009, o crescimento da demanda dos cafés Coamo levou a investir anualmente na ampliação industrial com melhorias constantes na performance dos cafés. “Contamos com profissionais especializados em blends e na torrefação de café e investimos em equipamentos de alta tecnologia. Nosso objetivo é oferecer produtos que atendam a expectativa de cada tipo de consumidor e com o trabalho focado neste objetivo, temos obtido êxito e queremos agradecer a confiança que o consumidor tem depositado nos Alimentos Coamo retribuindo, da melhor forma possível, com o desenvolvimento e a produção de alimentos com qualidade e sabor e que respeitam o consumidor em primeiro lugar”, garante Goldoni. (Imprensa Coamo)

 

SICOOB: Parceria é firmada com o Sebrae

sicoob 26 08 2013O Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) firma convênio nesta segunda-feira, (26/08) com o Sebrae. O objetivo é oferecer capacitação técnica e gerencial para as cooperativas de crédito do Sistema, além de promover intercâmbio de informações entre as instituições. A parceria visa, ainda, ampliar a capacidade competitiva dos pequenos negócios por meio do acesso aos serviços financeiros disponíveis na Rede de Cooperativas de Crédito do Sicoob. Estarão presentes na assinatura do termo representantes do Sebrae, entre eles, o presidente Luiz Barreto, o diretor-técnico Carlos Alberto dos Santos, o Gerente da Unidade de Acesso a Mercado e Serviços Financeiros (UAMSF), Paulo Cesar Rezende Carvalho Alvim, a Gerente Adjunta da UAMSF, Patrícia Mayanna, a Gerente da Unidade de Assessoria Institucional, Renata Costa Ziller, e dirigentes do Sicoob Confederação e Bancoob.

Evolução - Com a parceria, o Sebrae pretende medir a evolução da qualidade dos serviços prestados pelas cooperativas do Sicoob aos pequenos negócios, um dos objetivos do Projeto de Fomento de Boas Práticas de Cooperativas de Crédito, no qual as Cooperativas do Sicoob aderiram em 2011. Os associados PJ (pessoa jurídica) das Cooperativas de Crédito do Sicoob, qualificados como empreendedores individuais, micro e pequenas empresas, serão beneficiados tanto na melhoria do atendimento como no aumento da oferta de novos produtos e serviços financeiros.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui mais de 2,5 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 500 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação) que tem a finalidade de defender os interesses das cooperativas representadas, ofertar serviços, promover a padronização, supervisão e integração operacional, financeira, normativa e tecnológica. Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob) especializado no atendimento às cooperativas de crédito e cujo controle acionário pertence às cooperativas do Sicoob; a Bancoob DTVM, distribuidora de títulos e valores; o Sicoob Previ, fundação que oferece plano de previdência complementar; a Cabal Brasil, bandeira e processadora de cartões e a Ponta Administradora de Consórcios. Conta ainda com o Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), que confere credibilidade ao Sistema e garante a proteção dos recursos dos seus associados. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfólio de produtos e serviços para seus associados e possibilitam acesso a recursos para empréstimos em geral e investimentos, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com juros mais acessíveis. (Imprensa Sicoob)

 

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativa está entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil

No último dia 19 de agosto, o Sicoob Metropolitano foi eleito como a 172ª melhor empresa para trabalhar no Brasil, na categoria Pequenas e Médias Empresas (de 100 a 999 colaboradores), pela Great Palce to Work -GPTW. Estavam presentes na cerimônia, promovida pela revista Época, representantes da cooperativa. Esta classificação, em âmbito nacional, foi resultado de um processo de pesquisa com os colaboradores, que avalia, através de um questionário on line, se as políticas e práticas da cooperativa geram em seus colaboradores os sentimentos de: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem. Concorreram a premiação 1.095 empresas e mais de 2 milhões de colaboradores entrevistados.

Estadual - A cooperativa participa deste processo, em âmbito estadual desde 2011, onde obteve a 252ª colocação. Em 2012, foi eleita a 72ª melhor empresa para trabalhar no Paraná. Para comemorar a premiação desse ano, o Sicoob Metropolitano confeccionou chaveiros, para todos os colaboradores, com a marca: Orgulho de ser Sicoob Metropolitano. (Informativo Sicoob Paraná)

EXTENSÃO RURAL: Projeto que cria Anater será deliberado no Plenário da Câmara

extensao rural 26 08 2013O Projeto de Lei nº 5.740/13, que autoriza o Poder Executivo a criar Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), foi aprovado pelas três comissões técnicas responsáveis por analisá-lo, na Câmara dos Deputados. A matéria segue agora para deliberação do Plenário antes de seguir para votação no Senado Federal. A proposta de autoria do Poder Executivo chegou para análise dos deputados no mês de junho e recebeu 42 emendas. Em regime de urgência constitucional, o projeto tranca a pauta de votações do Plenário da Casa Legislativa.

Modificações - A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), única comissão de mérito, fez modificações ao texto original, incluindo temas como a promoção social no meio rural e a prioridade na articulação entre órgãos públicos estaduais de extensão rural e a nova Agência.

Compatibilização - Para o relator, essa articulação poderá compatibilizar a atuação em cada Unidade da Federação e ampliar a cobertura da prestação de serviços aos beneficiários. O texto aprovado na CADAPR também explicita que a agricultura familiar e os médios produtores rurais serão o público-alvo da Anater.        

Comissões - As Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) deliberaram sobre as implicações financeiras e orçamentárias, além da constitucionalidade e juridicidade da matéria, respectivamente.

Prazo - Após aprovação na Câmara dos Deputados, o Senado Federal tem o prazo de 45 dias para analisar o projeto, de acordo com a tramitação em regime de urgência constitucional. (Informe OCB)

 

MEIO AMBIENTE: GT avalia sistemas do Cadastro Ambiental Rural (CAR)

meio ambiente 26 08 2013Os membros do grupo de implantação do Código Florestal, do qual o Sistema OCB faz parte, se reuniram  semana passada para obter um panorama a respeito da implementação do Cadastramento Ambiental Rural (CAR). Dada a importância do tema, a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, tem acompanhado todas as reuniões sobre o cadastro.

Arranjos institucionais - Além dos sistemas, os estados apresentaram os arranjos institucionais e parcerias desenvolvidos para atingir a meta de cadastrar todas as propriedades no prazo estabelecido pela Lei n° 12.651/12. “O fato de conhecer os sistemas que serão implantados nos diversos estados é fundamental para contribuirmos com o aprimoramento e com a divulgação da ferramenta entre as cooperativas e seus cooperados, o que facilitará a tomada de decisão”, avalia o analista técnico do Sistema OCB, Marco Olívio Morato.

Bancos – O CAR é uma das estratégias do governo federal para assegurar o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil e tem sido acompanhado com atenção. Tanto que na última quarta-feira, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, participou de evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. O encontro teve o Cadastro Ambiental Rural como tema central e reuniu mais de 100 representantes de instituições financeiras. O objetivo foi esclarecer aos bancos os desdobramentos do CAR na hora de conceder crédito ao homem do campo.

Créditos oficiais - “Assim que o produtor rural concluir o preenchimento do CAR, estará apto a receber créditos oficiais, possibilitando assim a continuação de suas atividades e até mesmo o acesso a recursos que poderão ser usados para sanar possíveis passivos ambientais”, destaca Marco Morato.

Parcerias - O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente abordou as iniciativas colocadas em prática pelo ministério para fortalecer a capacidade dos órgãos ambientais federal e estaduais, além das diversas parcerias já estabelecidas com os representantes dos produtores rurais, para implantar o cadastro. Dentre esses representantes, está o Sistema OCB, na luta pelos direitos dos cooperados.

O CAR- O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste do levantamento de informações geográficas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. Para saber mais sobre o CAR, clique aqui. (Informe OCB)

 

SIMPÓSIO INTERNACIONAL: Prorrogado prazo de inscrição de trabalhos para o Siap2013

Foi prorrogado o prazo de inscrição de trabalhos para o 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais – Siap2013. A nova data para submissão é 06/09/2013, com prazo de pagamento dos boletos de inscrição até 02/09/2013. O evento acontece de 8 a 10 de outubro, em Curitiba, Paraná, e tem como objetivo estimular o debate sobre a integração da pecuária com árvores e pastagens em busca de um sistema mais sustentável.

Programação - A programação contempla painéis e palestras sobre temas como mudanças climáticas; espécies forrageiras e arbóreas potenciais; experiências da Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai; experiência nos diversos tipos de pecuária (leiteira, de corte e agroecológica); além de discutir as perspectivas para pesquisa e extensão rural.

Organização - O Simpósio está sendo organizado pela Embrapa Florestas (Colombo/PR), com participação da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná e Instituto Emater/PR, e apoio do Senar Paraná, Iapar, Sistema Fiep, Universidade Federal do Paraná, Emater/RS, Associação Paranaense da Empresas de Base Florestal (APRE) e apoio de mídia da Revista Referência e Painel Florestal.

Mais - Mais informações em www.siap2013.com.br <http://www.siap2013.com.br/>  (Assessoria de Imprensa da Embrapa Florestas)

COMMODITIES: Forte valorização da soja em Chicago

As previsões de clima em áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos continuam a guiar os preços dos grãos em Chicago. As atenções estão concentradas sobretudo no sul do cinturão produtivo, e a depender do que indicam os radares meteorológicos sobre temperatura e umidade, as reações na bolsa são de alta ou baixa. Na sexta-feira (23/08), a preocupação com o tempo quente e seco aumentou. Portanto, as cotações subiram, já que nesse contexto cresce o temor com danos às lavouras. No mercado de soja, os contratos para novembro fecharam a US$ 13,28 por bushel, ganho de 41,25 centavos de dólar sobre a véspera. No oeste baiano, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 61 no mercado balcão, de acordo com levantamento da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba)

Milho - Ainda que já esteja menos suscetível que a soja a eventuais danos provocados pelo clima quente e seco no sul do Meio-Oeste americano, o milho, plantado antes que a oleaginosa nos EUA, também registrou ganhos expressivos em Chicago na sexta-feira em razão das previsões meteorológicas mais adversas às lavouras divulgadas na sexta-feira. Os contratos para entrega em dezembro fecharam a US$ 4,70 por bushel, em alta de 5,50 centavos de dólar. Traders realçaram, porém, que o "rally" nos mercados de grãos pode ter vida curta. Qualquer previsão de melhora climática nos EUA tende a provocar fortes perdas. No Paraná, a saca do grão, saiu, em média, por R$ 18,16, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. (Valor Econômico)

FOCUS: Mercado projeta inflação e juros mais altos em 2013

Analistas do mercado financeiro revisaram para cima suas estimativas para o dólar, para a inflação e, por consequência, as apostas para a taxa básica de juros brasileira. Ao mesmo tempo, as projeções para a atividade econômica voltaram a cair. O Boletim Focus, do Banco Central (BC), que compila estimativas de cerca de cem instituições, mostra que, na esteira da alta da moeda americana nos últimos dias, a mediana das estimativas para o dólar ao fim de 2013 saiu de R$ 2,30 para R$ 2,32.

IPCA - Consta do relatório que a mediana para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 saiu de 5,74% para 5,80%. Para 2014, passou de 5,80% para 5,84% de avanço. Em 12 meses, a previsão saiu de 5,97% para 6,08% de aumento. Na contramão, a projeção para a alta do IPCA em agosto foi de 0,29% para 0,26%.

Selic - Inflação mais salgada pode induzir os juros para cima - depois de ficar estável por sete semanas, a aposta para a taxa Selic ao fim deste ano foi ampliada de 9,25% para 9,50%. Os analistas veem o juro nesse patamar até o fim de 2014. Na quarta-feira (28/08), o Comitê de Política Monetária (Copom) informa sua decisão sobre Selic, que atualmente está em 8,50% ao ano. Espera-se aumento de 0,50 ponto percentual.

Economia menos ativa - Enquanto veem inflação e juros maiores, os analistas estimam uma economia menos ativa. A mediana das projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi alterada de 2,21% para 2,20% em 2013 e de 2,50% para 2,40% em 2014.

Produção industrial - Quanto à produção industrial, a expectativa é de um avanço de 2,11% neste ano, em vez de 2,08%, e de 2,90% em 2014, no lugar de 3%.

Balança comercial - No caso da balança comercial brasileira neste ano, a projeção é de um superávit de US$ 3,40 bilhões, ante os US$ 4,35 bilhões estimados no documento anterior. Para 2014, o saldo positivo projetado passou de US$ 8 bilhões para US$ 9 bilhões.

Top 5 - Os analistas top 5 - aqueles que mais acertam as previsões – estimam agora IPCA de 5,57% em 2013, ante 5,47% na semana anterior. A estimativa para 2014 seguiu em 5,80%. Para a Selic, a aposta para este ano continuou em 9,75%, mas para 2014 saiu de 9,75% para 10,0%. (Valor Econômico)

SELIC: Copom se reúne nesta semana para definir taxa

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça (27/08) e quarta-feira (28/08) para discutir o possível aumento da taxa básica de juros (Selic), que está em 8,5% ao ano. Esse patamar foi alcançado depois de três elevações seguidas, todas de 0,5 ponto percentual, em linha com as expectativas de uma centena de analistas financeiros que todas as sextas-feiras são consultados pelo BC.

Balizamento - O resultado da consulta aos analistas, consolidado no boletim Focus, divulgado sempre no primeiro dia útil da semana seguinte à pesquisa, baliza as perspectivas da iniciativa privada sobre os principais indicadores da economia. De acordo com as expectativas da maioria dos analistas, nesta reunião o Copom deve manter a dosagem, elevando a Selic para 9%, com possibilidade de mais aumentos também nos encontros do colegiado agendados para outubro e novembro.

Elevações mais fortes - Alguns analistas chegaram a defender a necessidade de elevações mais fortes da taxa, como forma de a equipe econômica do governo exercer combate mais efetivo à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Afinal, a inflação teve comportamento crescente até o mês de junho, quando acumulou 6,7% nos 12 meses até então.

Julho - Em julho, o comportamento dos preços deu um alívio, quando o IBGE mediu IPCA de 0,03% e a inflação acumulada em 12 meses caiu para 6,27%. O resultado, assim, ficou abaixo do teto de 6,5%, fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano. De acordo com o boletim Focus da última segunda-feira (19/08), a expectativa é a de que o controle sobre os preços se mantenha nos últimos meses do ano, de modo que o IPCA de 2013 termine, segundo as previsões dos economistas, em 5,74% – um pouco abaixo dos 5,84% do ano passado. (Agência Brasil)

COMÉRCIO EXTERIOR: Mercosul trabalha por proposta única para UE, diz Ramalho

Apesar das possibilidades de um atraso na harmonização de propostas entre os países membros do Mercosul para a negociação com a União Europeia, o alto representante do Mercosul, o brasileiro Ivan Ramalho, disse não acreditar na necessidade do bloco sul-americano levar aos europeus uma proposta de velocidade variada de liberalização comercial.

Negociação em bloco - "O que existe de concreto hoje é que a negociação continua sendo em bloco", disse, ao Valor PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior 2013 (Enaex), no Rio. "É evidente que se não houver um acordo, se não houver consenso, é natural que os negociadores possam estudar outras alternativas", reconheceu.

Proposta consensual - Dizendo-se otimista, Ramalho afirmou que ainda é possível que a negociação interna dos países do Mercosul leve a uma proposta consensual até o fim do ano. No cronograma original, os países do bloco devem concluir em setembro suas listas de produtos a serem harmonizadas com os vizinhos.

Atraso - Um possível atraso pode vir da Venezuela. O novo membro ainda não aderiu completamente à Tarifa Externa Comum (TEC). O embaixador José Ferreira Simões, subsecretário-geral do Itamaraty para a América do Sul, Central e do Caribe, também aposta no cumprimento do cronograma.

Listas - Ramalho frisou que todos os países do Mercosul ainda estão elaborando suas listas de produtos a serem discutidas. "Depois de prontas, elas terão que ser harmonizadas, mas naturalmente alguns poderão pedir exclusões ou inclusões de produtos antes de uma lista final ser levada à União Europeia", explicou. Segundo ele, o risco de intenções protecionistas atrapalharem a negociação entre os dois blocos não ocorre apenas do lado sul-americano. "Se esse acordo não andou até hoje não foi só por causa do Mercosul, mas porque a União Europeia, todos sabem, tem também preocupações defensivas muito grandes na área agrícola", disse.

Prioridade - Ramalho defendeu que o Brasil continue dando prioridade ao bloco nas suas relações comerciais, pois a qualidade da pauta de exportação tem sido mantida. No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para os países do Mercosul cresceram 4,4%. A diferença entre as vendas para o Mercosul e os outros grandes parceiros comerciais do Brasil é a qualidade da pauta de exportações. Cerca de 90% das exportações brasileiras aos países membros do bloco são produtos manufaturados, com alto valor agregado.

Atenuante - "O Mercosul não é parte do problema que o Brasil enfrenta hoje no seu comércio exterior, tem sido, pelo contrário, um atenuante", disse. Ele frisou que ainda que hajam desencontros no comércio com a Argentina, o país continua sendo o grande comprador de produtos manufaturados do Brasil. Entre janeiro e julho de 2013, as vendas do Brasil para a Argentina cresceram 9,1%, frente ao mesmo período do ano passado, o maior avanço entre os principais parceiros comerciais do país.

Percentual - O percentual está acima da evolução das vendas para a China, que cresceram 8,5% na mesma comparação. As vendas para a União Europeia no período caíram 6,4% e para os Estados Unidos a queda foi de 14%.

Cenário pessimista - O embaixador Simões traça um cenário pessimista para a economia mundial e acredita que o Brasil deve valorizar o relacionamento com o Mercosul. Para ele, a economia americana apresenta recuperação econômica ainda "muito sensível", enquanto a China tem sinais claros de desaceleração.

Crescimento - Para o embaixador, a economia chinesa deve crescer perto de 7,5%, este ano, e menos de 7% no próximo ano. Ele também disse que o desemprego na Europa tem trazido mais instabilidade. "Falem mal, mas falem do Mercosul. É preciso que as pessoas conheçam o Mercosul", afirmou, em defesa do bloco. Desde sua criação, o comércio entre estes países representava US$ 4,5 bilhões. Em 2012 esse número alcançou os US$ 60 bilhões.

Aliança do Pacífico - Sobre a criação da ainda embrionária Aliança do Pacífico, Ivan Ramalho é otimista. Ele acredita que o novo bloco pode favorecer as trocas comerciais do Mercosul com os outros países da região, favorecendo a integração regional. "Para ele, a possível entrada do Paraguai na Aliança do Pacífico não enfraquece sua participação no Mercosul.

Mesma opinião - O embaixador Simões partilha da mesma opinião. "Não [enfraquece o Mercosul]. O Mercosul é um conjunto de regras, um conjunto legal. Ele [o Paraguai], mesmo suspenso, continuou, digamos assim, ligado a essas regras", disse Simões, frisando que o Paraguai ainda não entrou na aliança do pacífico, é apenas um observador como o Mercosul também é um observador.

Processo de conformação - "A Aliança do Pacífico é um acordo que está ainda em processo de conformação, ainda está concluindo o seu acordo entre os quatro países-membros. O prazo ainda não foi concluído", arrematou Ramalho. Ele lembrou que o Paraguai não está mais suspenso do Mercosul e que a decisão sobre quando voltar plenamente ao bloco é do governo do país. "O Paraguai nunca deixou o bloco, foi suspenso apenas politicamente de participação nas reuniões deliberativas. Mas as operações do Paraguai no que diz respeito a tarifas e até mesmo financiamentos, nada disso foi paralisado", disse Ramalho. (Valor Econômico)

PREVISÃO: Frio e chuva seguem até o meio da semana, prevê Simepar

O tempo em Curitiba será de chuva e frio pelo menos até quarta-feira (28/08), prevê o Instituto Tecnológico Simepar. Até lá, uma frente fria causa instabilidade e provoca chuva a qualquer hora, com possibilidade de pancadas fortes. Apenas depois da passagem desse sistema é que as condições começam a melhorar, com o sol aparecendo com maior intensidade na quinta (29/08).

Instabilidade na capital - Sheila Paz, meteorologista do Simepar, descreve que a frente fria deve terminar de passar pelo estado já nesta segunda, mas que o tempo permanece instável por mais alguns dias na região de Curitiba. “A frente fria vai embora a partir desta segunda à noite e nesta terça o tempo abre gradativamente de Oeste para Leste. Mas o sol ainda não aparece amanhã [terça-feira] na faixa leste, continua fechado e ainda pode ter uma garoa.”

Temperaturas - A expectativa é de que a mínima em Curitiba na terça-feira (27) seja de 7ºC, com máxima de 24ºC. A quarta, que deve ter a menor temperatura da semana, amanhece com 5ºC. As temperaturas só não ficam mais baixas porque toda a Região Metropolitana terá tempo encoberto, o que influencia nos termômetros.

Interior - A situação da capital é um pouco diferente da que ocorre no interior, onde o tempo deve abrir já a partir desta terça (27/08). No Sudoeste e Sul, a previsão é de temperaturas próximas de 0ºC, com possibilidade de formação de geada. Francisco Beltrão, Pato Branco, União da Vitória e Rio Negro amanhecem, na terça, com 0ºC. Cascavel, Laranjeiras do Sul e Guarapuava terão 2ºC de mínima. (Gazeta do Povo)

OPINIÃO: A caminho da Índia

opiniao 26 08 2013*Giovani Ferreira

As diferenças são gigantes, a começar pela população. Com uma área equivalente a 1/3 do território brasileiro, a Índia tem seis vezes mais gente que o Brasil. Aí vêm as questões culturais, religiosas e também de tecnologia e desenvolvimento, econômico e social. Um cenário que estabelece um verdadeiro abismo entre os dois países. Mas que não esconde similaridades e interesses comuns, principalmente comerciais, onde o potencial é enorme e as oportunidades, então, inúmeras. Após uma semana na Índia, com a Expedição Safra 2012/13, do Agronegócio Gazeta do Povo, além da adaptação ao fuso – oito horas e meia à frente do horário de Brasília – está sendo possível não só conhecer, como mergulhar na Índia urbana e rural, de um país que cresce, surpreende o mundo e está cada vez mais ocidental.

Na maior cidade da Índia, Mumbai, na Costa Oeste, o visível contraste do rico e do pobre, da favela e das mansões, da frota sucateada e dos carros de luxo, de uma moeda desvalorizada ($ 60 Rúpias é igual a US$ 1) com um dos PIBs (Produto Interno Bruto) que mais cresce no mundo. Distorções e divergências que desafiam o mundo a entender a realidade, compreender as mudanças e tentar imaginar para onde caminha a Índia. Com mais de 1,2 bilhão de habitantes, talvez o que de mais certo possa estar relacionado com o futuro do país é o agronegócio. Da produção e do consumo, de uma oferta regular e uma demanda bastante sensível, a considerar que qualquer que seja o movimento, para cima ou para baixo, será de milhões de pessoas, milhões de toneladas e bilhões de dólares, reais ou rúpias, a moeda indiana.

O aumento do PIB na Índia, que também significa renda maior, promove o consumo e estimula a demanda, naturalmente requer maior investimento em produção. O que de certa forma está ocorrendo. Mas como a expansão da produção doméstica é bastante limitada, não há outra saída que não seja trazer de fora, importar alimentos, commodities agrícolas e derivados. É onde entra o Brasil, um dos poucos parceiros internacionais capazes de garantir o abastecimento, em volume e periodicidade. Um potencial à que se soma o indicador que aponta para um crescimento mais urbano que rural da população.

Em 2022, segundo dados da FAO - Organização Mundial das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a Índia terá 1,41 bilhão de habitantes, crescimento de 12,6% sobre 2012. A população rural tem aumento estimado em menos de 6%, enquanto que a urbana cresce mais de 28%. Se nesses 10 anos a Índia consumir 1 quilo a mais de alimento, pelo aumento da renda per capita ou então pelo crescimento da população, é possível imaginar o tamanho desse mercado. É claro que a relação não é direta, mas se a economia (PIB) indiana continuar a crescer acima de 5% ou até próximo da casa dos dois dígitos, como chegou a ser registrado em algumas ocasiões na última década, não é de duvidar que isso realmente seja possível.

Se hoje um dos principais parceiros do agronegócio brasileiro é a China, não tenho dúvidas de que amanhã será a índia. Pode ser daqui a cinco ou dez anos, mas vai acontecer, e logo. O ritmo de intensificação desse comércio bilateral vai depender da disposição dos lados em se adaptar, atender demandas específicas e respeitar diferenças.  Quebrar paradigmas culturais e comerciais, mas principalmente de hábitos de um povo que preserva tradições seculares de alimentação e consumo. O Brasil tem muito para vender e também para comprar. Os indianos não só estão dentro da cadeia produtiva do agronegócio, como estão presentes no Brasil, produzindo ou exportando. A pauta é extensa, vai de grãos e fibras a agroquímicos e fertilizantes.

A Expedição Safra continua sua exploração pela Índia até a próxima sexta-feira (30/08). Outros detalhes sobre a viagem ao 10º país visitado pelo projeto, nesta terça-feira (27/08), na edição do Agronegócio Gazeta do Povo.

Trigo I - A reunião é técnica, em tese para falar de pesquisa, questões agronômicas e de tecnologia. Mas o que deve realmente dominar as discussões do 8º Fórum Nacional do Trigo e 7ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), nesta semana, em Londrina, Norte do Paraná, é o abastecimento. Em uma das apresentações o pesquisador Sérgio Roberto Dotto, chefe-geral da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), vai destacar que o Brasil tem tecnologia e áreas disponíveis para a produção de trigo, condição para por fim à dependência do produto importado. Com todo o respeito, isso todo mundo sabe. A questão é: porque não faz?

Trigo II - Com a quebra climática provocada pelas geadas, a produção de trigo do Paraná deve ser entre 30% e 40% menor que no ciclo anterior. O revés no estado, que junto com o Rio Grande do Sul respondem por quase 90% da produção nacional, amplia a dependência externa do produto para mais de 70%. Ou seja, de cada 10 pacotes de trigo consumidos no Brasil, pelo menos sete terão de ser importados. Para piorar a situação, Argentina e Paraguai, fornecedores naturais para o mercado brasileiro, também estão com problemas de abastecimento. A Argentina chegou a suspender os registros de exportação.

*Giovani Ferreira é jornalista, gerente de Agronegócio da Gazeta do Povo e coordenador da Expediçã Safra (giovanif@grpcom.com.br) 

 


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