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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3166 | 27 de Agosto de 2013

SISTEMA OCB: Superintendentes de todo o país se reúnem em encontro nacional

sistema OCB 27 08 2013Representantes de todos os estados brasileiros estão na capital federal, nesta terça e quarta-feira (27 e 28/08) participando do III Encontro de Superintendentes do Sistema OCB. O objetivo da reunião nacional é fortalecer a atuação e o desenvolvimento do grupo de superintendentes, bem como direcionar as ações e avaliar resultados dos trabalhos desenvolvidos. O encontro ocorre no Centro de Eventos do CNTC. O Paraná está sendo representando no evento pelo superintendente José Roberto Ricken e pelos gerentes do Sescoop/PR, Leonardo Boesche (Desenvolvimento Humano) e Gerson José Lauermann (Desenvolvimento e Autogestão). Eles farão uma apresentação sobre o trabalho integrado realizado entre as duas gerências no Estado.

A programação do evento é a seguinte:

TERÇA-FEIRA (27/08)

8h30: Abertura – presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas;

9h: Histórico e prestação de contas dos últimos fóruns;

10h15: Apresentação GDA e GDH – Sescoop Nacional e Sescoop/PR;

14h: Agenda administrativa;

18h: Encerramento do primeiro dia.

QUARTA-FEIRA (28/08)

8h30: Palestra – “Atuação Sistêmica e Profissionalização da Gestão”;

10h15: Apresentação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários;

11h15: Debates/diálogos/estratégias;

14h: Debates/diálogos/estratégias;

16h: Construção da Etapa Regional do Fórum e Programa de Capacitação de Líderes e Executivos, etapas nacional e internacional;

17h: Proposição do programa “Cooperativa vai a Brasília” integrado com cada unidade estadual;

18h: Encerramento

 (Com informações da OCB)

 

SICOOB PARANÁ: Instituto recebe título de Utilidade Pública do Estado do Paraná

instituto sicoob 27 08 2013No dia 19 de agosto, o Instituto Sicoob Paraná para o Desenvolvimento Sustentável recebeu o título de Utilidade Pública do Paraná. O Instituto é uma associação civil criada no ano de 2004, por iniciativa do Sicoob Metropolitano que, até 2008, desenvolveu ações locais em parceria com entidades sociais. Em 2009, passou a atuar em todo Estado do Paraná com ações conjuntas e integradas com as 18 cooperativas do Sistema Sicoob e com a filosofia cooperativista, interagindo com suas políticas e dinâmicas de desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Maringá - Em 2012 a instituição recebeu o título de “Utilidade Pública Municipal”, do município de Maringá, e, apenas um ano depois, foi contemplado com título Estadual. O título garante às entidades, associações civis e fundações o reconhecimento como instituições sem fins lucrativos e prestadoras de serviços à sociedade, tal como confere credibilidade à entidade, pois é um reconhecimento oficial do serviço prestado por ela. (Imprensa Instituto Sicoob Paraná)

 

 

SESCOOP/PR I: Colaboradores do Sistema Ocepar participam do Programa de Neurogestão

Vinte e cinco colaboradores do Sistema Ocepar estão participando do Programa de Neurogestão, promovido em parceria com o ISAE/FGV. A capacitação vai somar carga horária total de 88 horas. As aulas iniciaram nos dias 23 e 24 de agosto, em Curitiba. Na abertura, o presidente do ISAE/FGV, Norman de Paula Arruda, destacou que a parceria existente entre as duas instituições vem de longa data e está se fortalecendo a cada ano. “Há cerca de três anos, nós já comemorávamos juntos a marca do aluno nº 1000, que se formou em um curso de especialização realizado pelo Sescoop/PR e ISAE/FGV”, lembrou. Na oportunidade, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, foi representado pelo gerente de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop/PR, Gerson José Lauermann, que também reforçou a importância da ação conjunta entre as entidades na área de capacitação profissional.

Programa – O Programa de Neurogestão é dividido em cinco módulos: Introdução à Neurociência, Neuroliderança, Neuroestratégia, Neuromarketing e Laboratório de Neurogestão. O pesquisador científico, membro do Comitê de Inovação Tecnológica no Instituto DOr de Pesquisa e Ensino e doutor em Psicofarmacologia, Fabricio Alano Pamplona, ministrou o primeiro módulo. Ao final do programa, a expectativa é de que os participantes estejam habilitados a aplicar os conceitos da neurociência e encontrar soluções para os problemas enfrentados no dia a dia, no sentido de melhorar os resultados e a efetividade das ações tomadas.

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SESCOOP/PR II: Pós-graduação em Gestão de Negócios de Saúde tem início em Cascavel

O Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), está promovendo a pós-graduação em Gestão de Negócios de Saúde, com 32 participantes, entre cooperados e colaboradores das cooperativas médicas filiadas ao Sistema Unimed das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. O curso teve início no último dia 16 de agosto, no Hotel Copas Verdes, em Cascavel, com a presença do analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski, e do diretor de Provimentos de Saúde da Unimed Cascavel, Humberto Golfieri Junior. A especialização terá duração de 20 meses e os módulos serão ministrados por profissionais da Fundação Unimed, sendo que o primeiro tratou de gestão de conflitos e foi ministrado pelo coordenador e professor da pós-graduação, Walden Carvalho.

 

sescoop II 27 08 2013

 

COAMO I: R$ 465 milhões serão investidos na modernização de unidades no PR, SC e MS

Os associados da Coamo aprovaram na 54ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada dia 26 de agosto, em Campo Mourão, investimentos da ordem de R$ 465 milhões que serão efetivados nos próximos três anos, até a safra de verão de 2015. Os novos investimentos serão realizados para melhorar o recebimento, a armazenagem da produção e a qualidade no atendimento as necessidades dos associados, além de propiciar a redução de custos com transportes. A Coamo promoverá investimentos na modernização, adequação e ampliação de 67 unidades em todas as suas regiões no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Os associados aprovaram também a construção de quatro novas unidades em Bom Jesus (Santa Catarina), Guaíba, distrito de Ponta Porã e em Vista Alegre, Maracaju (Mato Grosso do Sul), e Santa Maria do Oeste (Paraná).

Estrutura - "A Coamo está perto dos seus mais de 26 mil associados e durante os seus 43 anos de existência tem trabalhado forte com o objetivo de ter uma estrutura adequada e ágil para o recebimento da produção dos seus produtores associados. Mas com as tecnologias e máquinas modernas que tem aumentado as produtividades há necessidade de uma maior agilidade nas colheitas, por isso é que a diretoria propôs e foram aprovadas a atualização e melhoria nos fluxos de recebimento e beneficiamento, e no aumento na capacidade de armazenagem", considera o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo.

Recorde - Segundo Gallassini, em 2013, a Coamo irá encerrar o ano com um recebimento de mais de 105 milhões de sacas de produtos colhidos nas safras de verão e inverno, superando o montante de seis milhões de toneladas, entregues nos armazéns da cooperativa em mais de 120 unidades no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.  “Foi a primeira vez em 43 anos que a Coamo ultrapassou a marca de 100 milhões de sacas de produtos agrícolas. Esse montante é próximo dos 20% da produção paranaense. Investimos muito forte na estrutura das unidades e na qualificação dos funcionários para que os nossos associados tenham sempre o melhor atendimento”, assegura. Segundo o presidente da Coamo, a cooperativa é voltada totalmente para o melhor dos seus associados, e está junto deles o ano todo. (Imprensa Coamo)

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COCAMAR: Grupo visita propriedades e americanos avaliam possibilidade de perdas

Na última segunda-feira, o mercado internacional de grãos entrou em polvorosa com a expectativa, cada vez mais evidente, de que a safra norte-americana será impactada pelo clima de uma maneira acima do previsto pelo mercado. No último final de semana, o Crop Tour Pro Farmer divulgou projeções abaixo das estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), anunciadas no mês passado. Segundo o Crop Tour, a safra de milho é esperada em 341,9 milhões de toneladas e a de soja em 85,95 milhões. Pelo Usda seriam, respectivamente, de 349,73 milhões e 88,59 milhões de toneladas.

Soja - Como efeito, a cotação da soja, que já vinha sustentada desde o mês passado em razão dos cortes anunciados pelo Usda, disparou. No mesmo dia, o preço saiu de R$ 63 para R$ 66 a saca de 60 quilos. E nesta segunda-feira, chegou a R$ (R$ 80,60 por saca) no contrato de setembro.

Situação crítica - De fato, a situação das lavouras de milho e soja pode ser considerada crítica na região de Chicago, Meio-Oeste dos Estados Unidos, parte importante da principal área produtora de grãos do país. "Definitivamente, não é um ano bom", resume o produtor Jeff Fischer, cuja família cultiva 600 hectares em Champaign, a 222km da capital do estado de Illinois. Fischer, que faz rotação em sua propriedade, com metade de soja e metade de milho, conta que a maior parte das lavouras teve que ser plantada fora do prazo recomendado, bem depois de 15 de maio, a data limite, por causa do excesso de chuvas. "Ficamos totalmente fora de época, o que é muito perigoso", acrescenta. Na última segunda-feira, vestindo a camisa do Barcelona e dizendo ser fã do futebol brasileiro, ele recebeu em sua propriedade um grupo formado por produtores e técnicos ligados à Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá.

Calor - Além da falta de chuvas - comum nesta época - estar prejudicando as plantações, já se admitindo a possibilidade de uma quebra mais severa que o estimado pelo mercado, o calor é intenso, ao redor de 30 graus, o que potencializa o risco de perdas. Mas os agricultores estão ficando ainda mais preocupados porque existe a possibilidade de, já em setembro, o tempo sofrer uma reviravolta e o frio trazer as primeiras geadas - que podem ampliar os danos. A colheita está prevista para outubro.

Definição da safra - Fischer cita que não chove há seis semanas e lembra que o atual momento é de definição da safra. Segundo ele, a fase é de "enchimento de grãos" e, sem um bom volume de água, o estrago pode ser considerável, a exemplo do que aconteceu no ano passado, quando a quebra foi uma das maiores da história. Ele comenta que, devido a exiguidade de tempo, foi obrigado a acelerar o plantio, completando-o em apenas seis dias quando, em épocas normais, gastaria 20. "Agora, a seca prejudica ainda mais."

Última chuva - O produtor cita que a última chuva razoável aconteceu no dia 19 de julho, totalizando 56 milímetros. Pelos seus cálculos, a perda até agora deve ficar entre 10 d 20 por cento na média das duas culturas, mas pode pode ir aumentando a cada dia, daqui para a frente.

Estimativa - Integrando a comitiva paranaense, o engenheiro agrônomo Sérgio José Alves, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), estima que, à primeira vista, o prejuízo dos produtores do Meio-Oeste norte-americano, em relação ao milho, pode ser de 20 a 25 por cento até agora. "A lavoura está desuniforme e requeimado muito", explica. Quanto à soja, o dano é calculado em 10 a 15 por cento. "Como ela está em fase de enchimento de grão, pode piorar bastante se o tempo continuar assim", aponta.

Cenário preocupante - Para o agrônomo Antônio Luiz Fancelli, especialista em produtividade de grãos, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), também no grupo, o milho já quebrou em pelo menos 15 por cento e a soja em 10 por cento. E avisa: "Não tem previsão de chuva pelos próximos dez dias. O cenário é muito preocupante".

Solo - O superintendente de operações da Cocamar, Arquimedes Alexandrino, notou o solo das lavouras com rachaduras, detalhe típico de seca prolongada, mas disse que as perdas ainda podem ser amenizadas se chover bem, "mas não pode demorar".

Lavoura está segurada - Se a perda da safra se confirmar, Jeff Fischer está preparado. Toda a produção é segurada e ele vai receber o equivalente a 85 por cento da média de produtividade dos últimos cinco anos. Nos Estados Unidos, os produtores não deixam de fazer seguro.  Mas Fischer diz estar animado com híbridos de milho tolerantes à seca que passou a utilizar no ano passado. "Apesar de ter sido uma safra muito castigada pelo clima seco, a produtividade desses materiais foi boa", diz, explicando que enquanto um híbrido não tolerante produziu cinco sacas, por exemplo, o outro rendeu 50, dez vezes mais.

Sem funcionários - A propriedade não tem funcionários e Fischer cita que conta com a ajuda do pai, dono da área há 42 anos, para executar os serviços. A família é também produtora de sementes de milho. O produtor salienta que, habitualmente, vende 50 por cento de sua produção antecipadamente, mas este não vendeu nada, por enquanto, porque as cotações vinham abaixo das do ano passado. (Imprensa Cocamar)

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CAPAL: Cooperados são premiados na Agroleite

Bovinocultores da cidade de Arapoti, que são associados da Capal, obtiveram importantes conquistas recentemente. O criador Dirceu Osmarini, por exemplo, participou da última edição da Agroleite e obteve os prêmios de “Grande Campeã da Raça Holandesa” e “Campeã Suprema das Raças”, conquistados com a Diamantina Roca Goldwyn Tocha – TE. O título de Grande Campeã, disputado pelas campeãs das categorias da mesma raça já é sem dúvida motivo de muita alegria, mas Tocha ainda garantiu a premiação como Campeã Suprema, entre todas as Grandes Campeãs das várias raças participantes na feira. Para Dirceu, a busca pela perfeição do animal deve ser incessante: “Eu quero em meu rebanho os animais mais perfeitos e mais parecidos com o modelo idealizado, trabalho para isso, e em exposições posso ter o reconhecimento por alcançar estes objetivos”. Em 2012, Tocha foi premiada como Grande Campeã da Expoleite Arapoti e também Campeã Reservada na Agroleite. A Chácara Diamantina, propriedade de Osmarini, tem hoje 170 animais, 81 deles em lactação. O criador é cooperado da Capal desde 1996 e é figura representativa entre os produtores da região, já que preside o Sindicato Rural de Arapoti.

Destaque no pardo suíço - O gado pardo suíço vem trazendo muitas alegrias para Korstiaan Bronkhorst, proprietário da Chácara Ouro Verde em Arapoti. A raça, que entrou na sua propriedade como presente de casamento dado por um amigo, já rendeu muitos troféus, faixas e rosetas, e na última Agroleite não foi diferente. Dos 17 animais colocados na exposição, 8 foram premiados, trazendo ao expositor pela segunda vez o prêmio de “Melhor criador e melhor expositor de gado pardo suíço da Agroleite” e o relevante título de “Melhor criador e melhor expositor nacional de gado pardo suíço 2013”.

Atividades - Na propriedade de 70 hectares há produção de milho, trigo e aveia para alimentação animal, e soja para rotação de cultura. O rebanho, que mistura gado holandês e pardo suíço, hoje conta com 90 vacas em lactação, com uma produção diária de 3.100 litros de leite. O cooperado é associado da Capal desde 1984 e acredita na cooperativa como grande facilitador e fortalecedor dos negócios. É o único criador de pardo suíço na região e já coleciona muitos troféus conquistados pelo rebanho. Korstiaan agora está se preparando para a Expoleite Arapoti, onde pretende também garantir alguns prêmios, como aconteceu em anos anteriores. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Capal)

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COPACOL I: 31ª Sipat é realizada na sede e unidades

A Sipat- Semana Interna de Prevenção de Acidentes chega em 2013 a sua 31ª edição na Copacol. As atividades começaram na filial de vendas de Curitiba, passaram pelas demais filiais e nesta semana acontecem na sede e unidades da cooperativa. Este ano um dos diferenciais é a palestra com o mágico Arcanjo, que entre seus números faz a plateia dar muita risada além de reforçar  a importância da prevenção, uso de EPI’s, e o alerta de que os colaboradores não devem contar com a sorte, temas que foram reforçadas na palestra do professor Dimas José Ditoni.

Integração - Além de conscientizar os trabalhadores quanto à prevenção, redução e neutralização dos acidentes de trabalho, valorizar a Cipa (Comissão Interna de Acidentes), a ação também visa garantir maior integração entre os colaboradores. “A cooperativa investe e oferece segurança a todos e que este trabalho vem a somar, queremos cada vez mais colaboradores satisfeitos e atuando de forma segura em seu ambiente de trabalho”, afirma o diretor presidente Valter Pitol.

Concurso cultural - No mês de julho foi lançado o concurso cultural para a escolha da frase da Sipat 2013. Foram mais de 800 participantes que mostraram que sabem da importância da saúde e segurança estar presente no ambiente de trabalho. Todas as frases foram avaliadas pela comissão julgadora, que atribuiu notas e elegeu a frase vencedora. Com a frase “Trabalhar com segurança é ter paixão pela vida”, o ganhador do concurso foi o analista de suprimentos Cosme Zanella Mendes, que levou uma TV de 32 polegadas para casa. Ele que iniciou na Cooperativa com auxiliar de produção do Abatedouro de Aves, passou pelo carregamento hoje é colaborador da Gerência de Logística, afirma que quis despertar nos colaboradores a importância do trabalho com segurança.

Interesse - “Logo que vi a divulgação me interessei e me inscrevi, busquei fazer uma frase para motivar os colaboradores. Fiquei surpreso com o primeiro lugar no concurso e feliz com o reconhecimento”, afirma Cosme. Também conforme regulamento do concurso foi feito um sorteio entre os integrantes da Cipa do administrativo/financeiro, que é da área do colaborador vencedor do concurso e a sorteada foi a colaboradora da Assessoria de Lojas Adrieli Becker, que ganhou um tablet. “Incentivei muitos colaboradores a mandarem suas frases. Há seis anos trabalho na Copacol e neste ano passei a integrar a Cipa, estou gostando bastante, é um grande aprendizado, uma nova experiência”, afirma a cipeira. (Imprensa Copacol)

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COPACOL II: Confraternização com a imprensa faz parte das ações dos 50 anos

No ano em que a Copacol completa 50 anos de atuação no cooperativismo brasileiro, várias ações estão sendo realizadas com a proposta de fazer com que mais uma página da história da cooperativa seja marcada pelas atuais e futuras gerações. Uma dessas ações foi a confraternização realizada para a imprensa no último sábado (24/08), na Aercol, em Cafelândia.

Programação - Empresários e profissionais dos meios de comunicação tiveram a oportunidade de participar de um dia diferente. Após apresentação do diretor presidente, Valter Pitol, que mostrou aos participantes, um resumo da cooperativa na trajetória dos 50 anos, os profissionais acompanharam o show de stand-up, com o humorista Bruno Mota, que descontraiu o público com o seu jeito irreverente de fazer humor utilizando os últimos acontecimentos nacionais como política, economia, esporte e sociedade, entre outros assuntos.

Competição - Após o almoço, as competições esportivas entre os veículos de comunicação nas modalidades futebol sete masculino e voleibol feminino, fecharam a confraternização com êxito e muita festa. Para o diretor presidente da Copacol, Valter Pitol, o momento foi importante para agradecer a todos os veículos de comunicação. “Tanto o jornalismo, quanto os setor comercial, merecem nosso agradecimento”, diz Pitol. (Imprensa Copacol)

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AGRÁRIA: Cooperativa sobe 97 posições no ranking do “Valor 1000”

A edição especial “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, traz o ranking das mil maiores empresas do Brasil. A Cooperativa Agrária Agroindustrial, de Entre Rios, aparece em 212º lugar – ascensão de 97 posições, se comparado com a classificação de 2011. A publicação traz também as organizações com as melhores posições de acordo com o setor e com a região geográfica na qual estão inseridas. Entre as 50 maiores empresas da região Sul, a Agrária ocupa o 34º lugar. Já no ramo agropecuário, a Cooperativa é destaque nos quesitos receita líquida e liquidez corrente. No primeiro, a Agrária é a 7ª maior empresa, com vendas anuais de R$ 1,9 bilhão, conforme a publicação. Em liquidez, ocupa a 10º posição, com 1,66 pontos. Esta é a segunda vez no ano que a Agrária aparece com destaque em rankings das maiores empresas do Brasil. Em julho, a cooperativa apareceu na publicação “Melhores e Maiores”, da Revista Exame, com o 7º maior crescimento do Brasil. (Imprensa Agrária)

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LAR: Ganhadora de Medianeira recebe terceiro carro da Campanha de Vendas

lar 27 08 2013Foi realizada no sábado (24/08) a entrega do automóvel Etios/Toyota/2013 à Dosolina Ines Guisso, ganhadora do 3º sorteio da Campanha de Vendas Lar 50 anos. O evento, promovido na loja de supermercados de Medianeira, reuniu a família da ganhadora, clientes, funcionários e o diretor presidente da cooperativa, Irineo da Costa Rodrigues. A família da ganhadora tinha em torno de 100 cupons preenchidos e depositados, segundo a declaração do marido, senhor Domingos, que tem um caminhão, faz frete em Medianeira e região, e sempre abastece no posto de combustíveis Lar, “pela qualidade dos combustíveis e pelo atendimento sempre abasteço posto da Lar, porque eu gosto do meu caminhão”, ressaltou ao ser entrevistado.

Surpresa - Dosolina preencheu os cupons em nome do marido, do filho e alguns no seu nome também. “Fiquei muito emocionada. Foi uma grande surpresa quando recebi a ligação. Acho até que assustei os netos que estavam lá em casa. Chorei de alegria e vim aqui no supermercado conferir na mesma hora”, relembrou a ganhadora. Como tem uma pequena chácara, a família vai trocar o automóvel por um utilitário para ter maior serventia. O casal não poupou elogios à Cooperativa Lar, seja o posto de combustíveis, o supermercado e a unidade. “Sempre compramos aqui porque os produtos são bons e o atendimento é especial, felicidades a todos”, finalizou Dosolina.

Compromisso - O diretor presidente da Cooperativa Lar, Irineo da Costa Rodrigues, parabenizou a ganhadora e a todos os participantes da Campanha de Vendas Lar 50 anos. “Cumprimos o compromisso de presentear os clientes contemplados com automóveis. De forma pública, fizemos os sorteios e da mesma forma fazemos a entrega. A campanha de vendas está indo muito bem, superando as expectativas e temos ainda mais 5 veículos para serem entregues”, declarou o dirigente, convidando a todos para prestigiar a cooperativa.

Próximo sorteio - O próximo sorteio será no dia 05 de outubro, e para participar é preciso comprar em Lar Supermercados, Postos de Combustíveis Lar e nas Unidades Lar. A cada R$ 50,00 o cliente receberá um cupom que deve ser preenchido e depositado na respectiva urna. (Imprensa Lar)

 

EDUCACIONAL: Ramo fará diagnóstico nacional

educacional 27 08 2013O Conselho Consultivo do ramo Educacional pretende realizar um raio-X nas cooperativas que compõem o setor. Para isso, as perguntas e ferramentas de compilação de dados de um questionário que será aplicado a partir do dia 2 de setembro, foram apresentadas na sexta-feira (23/08), durante a reunião ordinária do Conselho Consultivo. A reunião aconteceu na sede do Sistema OCB, em Brasília-DF, e contou com a participação 16 pessoas. Oito estados enviaram seus representantes e unidade nacional disponibilizou analistas para repassar informações a respeito do andamento das atividades inerentes ao ramo, no âmbito nacional.

Necessidades mais urgentes - Esse diagnóstico pretende conhecer as necessidades mais urgentes. Para isso, foi dividido em duas fases. A primeira será realizada em setembro em todos os estados brasileiros. O resultado deve ser divulgado no mês de outubro. Já o segundo questionário deve ter sua aplicação iniciada ainda em novembro, com foco em duas demandas muito fortes das cooperativas educacionais: o acesso a financiamentos e questões inerentes à tributação. Os dados consolidados desta fase devem ser publicados em dezembro.

Importância – As informações obtidas com as pesquisas subsidiarão o Sistema OCB na apresentação do ramo educacional ao Governo Federal, especialmente ao Ministério da Educação. Também serão utilizados na formulação de uma política efetiva de reconhecimento social e, também para que essas cooperativas sejam claramente diferenciadas das empresas escolares. “Nosso objetivo é mostrar ao MEC quem são as cooperativas do ramo educacional, já que, atualmente, o governo federal as enxerga como escolas privadas. Isso dificulta muito o acesso a programas como o ProUni, Alimentação Escolar (PNAE) e, até mesmo, a recursos do FNDE, por exemplo”, explica o representante nacional do ramo, Ricardo Lermen.

Números - Atualmente, o Sistema OCB registra 299 cooperativas do ramo educacional. Juntas, elas reúnem cerca de 60 mil e cooperados e empregam a aproximadamente quatro mil pessoas. (Informe OCB)

 

CNCOOP: Confederação realizará 1ª Capacitação Sindical 2013

Com o objetivo de atualizar técnicos e analistas do Sistema OCB a respeito de assuntos inerentes ao universo sindical tais como sua estrutura, os conflitos de representação e sua mediação e, ainda, aspectos políticos da contribuição a sindicatos, será realizada a 1ª Capacitação Sindical 2013. O evento é uma realização da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e acontece no dia 29/08 (próxima quinta-feira).

Especialistas - Os assuntos serão abordos pelos especialistas em Direito Coletivo, Paulo Roberto da Cruz e Luiz Alberto Matos dos Santos. Todo o conteúdo será disponibilizado por meio de videoconferência, a ser transmitida ao vivo, a todas as unidades estaduais. Os participantes receberão certificados.

Programação*:

9h às 13h – Estrutura sindical: sindicato, federação e confederação; abrangência, territorialidade, representatividade, conflitos de representação; aspectos de autocomposição e mediação; análise das portarias nº 326/13 e nº 186/08 do Ministério do Trabalho e Emprego.

13h às 14h - almoço

14h10 às 18h – Aspectos políticos da contribuição sindical e atualidades; certificado digital e simulação on line.

Informações - Para obter mais informações, o interessado deverá entrar em contato com a CNCoop por meio do e-mail: mariana.loureiro@cncoop.coop.br ou do telefone (61) 2196-2820. (Informe OCB)

* É importante destacar que o início da transmissão obedecerá ao horário oficial de Brasília.

EXPEDIÇÃO SAFRA I: A Índia que flerta com o Brasil

expedicao safra 27 08 2013Da cana-de-açúcar irrigada à soja 100% convencional, o agronegócio da Índia é tão peculiar e característico quanto a cultura, a história e os hábitos locais. No país onde a vaca é sagrada e a pouca carne que se come é de frango, quase 50% da população é vegetariana, numa opção extrema, onde nem mesmo o ovo é permitido. Por outro lado, uma realidade que exigiu investimento em outras cadeias produtivas. Atrás apenas da China no arroz, os indianos ocupam o segundo lugar também no trigo e crescem na produção de soja, café e algodão.

Autossuficiência - Não faz muito tempo que o país se tornou autossuficiente no atendimento à oferta doméstica de alimentos. Atualmente, as importações e exportações têm mais a ver com as sazonalidades, provocadas por questões climáticas, do que com a necessidade de abastecimento. Contudo, um equilíbrio que está com seus dias contados. Com o crescimento da população – e do poder aquisitivo dessa população de 1,2 bilhão de habitantes –, a ascensão de milhões de indianos à classe média faz aumentar o consumo e acende uma luz amarela quando o assunto é segurança alimentar.

Desvalorização da moeda - A moeda local, a rúpia, enfrenta uma das maiores desvalorizações de mercado desde a abertura da economia, na década de 90. Nos últimos três meses, ela despencou mais de 13%. Apontado como um milagre econômico, o país enfrenta dificuldades para consolidar sua economia no mundo moderno e tem no agronegócio uma das suas principais apostas para evitar um possível revés e segurar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima dos 5%. Um ambiente em que vai precisar, necessariamente, ampliar seu relacionamento com o Brasil.

Contraste - Há uma semana em visitas técnicas, políticas e comerciais na Índia, a Expedição Safra 2012/13, da Gazeta do Povo, encontrou no país um agronegócio rudimentar na base, mas ao mesmo tempo moderno em negócios, tecnologia e manufatura. Pouco globalizado, é verdade, mas que começa a ganhar o mundo.

Novo player - Particularidades e oportunidades que contribuem para a consolidação de um novo player internacional, que pelo potencial de produção e consumo começa a influenciar preço e mercado, flerta com América do Sul e mira o Brasil como um dos seus principais parceiros. Há sede por informação, intercâmbios comerciais e de conhecimento.

Indústria - Para o executivo Jai Shroff, CEO da United Phosphorus Limited (UPL), reuniao-expedicao 27 08 2013empresa indiana com expertise em negócios de insumos agrícolas, a Índia tem muito a crescer, em produção e produtividade, como também muito a oferecer na relação com o mercado internacional. Em 2012, a UPL investiu US$ 150 milhões na compra de 51% da DVA, empresa de agroquímicos no Brasil. O objetivo foi ampliar a presença global da companhia e identificar oportunidades para a promoção do agronegócio indiano. Além da UPL, a Índia mantém outros negócios no Brasil, como a Renuka, que recentemente adquiriu usinas de açúcar e álcool no Brasil, em São Paulo e no Paraná. Em uma joint venture com um grupo italiano, a UPL detém também 50% da Sipacam, outra empresa de agroquímicos no Brasil.

Cultivo - No campo, o interesse dos agricultores indianos no Brasil não é diferente. Da cooperativa de produtores de cana em Gujarat aos produtores de soja em Madhya Pradesh, a Expedição Safra não só fez perguntas como teve que responder a inúmeros questionamentos sobre o agronegócio brasileiro, de questões técnicas e agronômicas a curiosidades sobre mercado e tecnologia.

Produção crescente - Jitendra Singh, gerente da The Soybean Processor Association of Índia – a associação da indústria de esmagamento de soja do país –, explica que a produção nacional da oleaginosa cresce a cada ano, em produção e rendimento, mas que ainda tem muito a evoluir. Pelos números da associação, a produtividade média das lavouras de soja é de 1,5 mil quilos/hectare, com máximas de até 2 mil quilos em áreas comerciais.

Áreas experimentais - Em áreas experimentais, como na Shree Asha Purna Bio Agri, fazenda em Ujjain, estado de Madhya Pradesh, o produtor Ashiwinw Singh relata que tem conseguido até 3,5 mil quilos/hectare. No Brasil, a média nacional chega a 3,1 mil quilos/hectare, com marcas acima de 4 mil. (Gazeta do Povo)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA II: Movimentação em portos mostra força do mercado

Com mais de 100 portos, boa parte da exportação e importação da Índia, inclusive do agronegócio, é via contêineres. Na região de Mumbai fica o Porto Jawaharlal Nehru Port Trust (JNPT), o maior do país, com três terminais que movimentam exclusivamente contêineres. São 4,5 milhões/ano. Para ter uma ideia do tamanho dessa operação, o Porto de Santos em São Paulo movimentou em 2012 o total de 3,15 milhões de contêineres, Itajaí em Santa Catarina 1,5 milhão e Paranaguá no Paraná 750 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O Porto JNTP é responsável por 60% de todos os embarques da Índia. (Gazeta do Povo)

 

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EXPEDIÇÃO SAFRA III: Em Nova Deli, grupo cumpre agenda política e institucional

A equipe de técnicos e jornalistas que acompanha a Expedição Safra Gazeta do Povo na Índia chega nesta terça-feira (27/08) à Nova Deli, capital do país, para uma agenda mais política e institucional. Estão programados encontros com a área de comércio internacional da Embaixada do Brasil e representações do agronegócio indiano: National Cooperative Union of India (NCUI), Indian Farmes Fetiliser Cooperative (IFFCO) e National Agriculture Marketing Federetion of India (Nafed).

Comércio bilateral - A discussão será sobre o potencial do comércio bilateral entre as duas nações dentro do agronegócio. Gerente do grupo Ceagro/Mitsubishi no Brasil, Marcos Pinto Lima, trader que acompanha o grupo, explica que o comércio entre os dois países está por acontecer. “Os negócios ainda ocorrem de maneira bastante tímida, a considerar o grande potencial.” O executivo complementa que é um comércio que não se resume à área de oferta e demanda de grãos e derivados, mas de insumos à produção, como agroquímicos e fertilizantes.

Retorno - Depois de uma viagem de quase duas semanas, a delegação que percorreu a Índia retorna ao Brasil no sábado, dia 31. Nos últimos dias foram realizadas visitas a produtores, agroindústrias e empresas do agronegócio dos estados de Maharashtra, Gujarat e Madhya Pradesh. A equipe já rodou cerca de 1,5 mil quilômetros em solo indiano.

Características - Em Maharashtra está o centro financeiro da Índia e também a maior cidade do país, Mumbai, com cerca de 18 milhões de habitantes. Gujarat é conhecido como polo químico e também um importante produtor de açúcar. Em Madhya Pradesh está concentrada boa parte da produção de grãos, como soja, milho e trigo. (Gazeta do Povo)

COMMODITIES: Soja retoma alta e fecha perto de valorização máxima

commoditie 27 08 2013A soja avançou 62 pontos nesta segunda-feira (26/08) na Bolsa de Chicago na comparação com a cotação de sexta-feira (23/08)  e atingiu US$ 14,28 por bushel (R$ 80,60 por saca) no contrato de setembro. A alta foi uma reação à previsão de que vai faltar água e sobrar sol nos próximos dias. A meteorologia confirmou o que o mercado temia semana passada e o Departamento de Agricultura, o Usda, informou que as lavouras boas e excelentes de soja representam 58% das plantações, quatro pontos a menos do que há uma semana. As cotações voltaram a patamares registrados em setembro do ano passado, depois de três séries de baixa.

Milho - O milho também segue o mercado climático. O contrato de setembro fechou em US$ 5,15 por bushel (R$ 29,20 por saca de 60 quilos) após alta de 15 pontos ante o preço de abertura. O contrato de março recuperou 23 pontos e atingiu US$ 4,89/bu (R$ 27,70/sc) — duas vezes o preço pago atualmente em Mato Grosso. As lavouras boas e excelentes caíram de 61% para 59%, conforme o Usda. Diferente da soja, a cotação do milho ainda segue movimento de queda na comparação com setembro de 2012.

CâmbioHouve 17% de alta na cotação do dólar ante o real, de maio para cá, valorizam a soja e o milho no Brasil. Mesmo assim, após supersafra, o cereal rende metade da cotação de Chicago aos produtores de Mato Grosso. (Gazeta do Povo)

 

FINANCIAMENTO Agricultura empresarial contrata R$ 9,5 bi em julho

Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação de julho de 2013 somaram R$ 9,5 bilhões, um aumento de 55% em relação ao mesmo mês da safra anterior, que foi de R$ 6,1 bilhões. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, comentou o resultado do crédito rural nesta segunda-feira (26/08). “A perspectiva é que no mês de agosto e setembro se intensifique a demanda para o financiamento de custeio com a aproximação do plantio da safra. Os recursos estão disponíveis nos agentes financeiros com o objetivo de atender as demandas que virão fortes nestes próximos meses”, pontuou o secretário.

Melhor desempenho - De acordo com Neri Geller, este resultado é o melhor desempenho do mês de julho do Plano Agrícola e Pecuário. No primeiro mês do inicio da safra 2013/14, os produtores rurais contrataram R$ 7,6 bilhões pelas modalidades de custeio e comercialização e R$ 1,9 bilhão pela de investimento. Entre as linhas de crédito para custeio e comercialização, destaque para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com total de empréstimos de R$ 698,3 milhões – alta de 119% sobre julho do ano passado.

Inovagro - O secretário ainda ressaltou que neste ano foram criados o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), que tem o objetivo de financiar a incorporação de novas tecnologias nas propriedades rurais para modernização e melhoria na competitividade do agronegócio.

Avaliação - A avaliação atualizada mensalmente das contratações do crédito agrícola é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa). (Mapa

Clique aqui para baixar a tabela de crédito de julho deste ano.

MAPA: Diplomacia estrangeira mais próxima do agronegócio brasileiro

mapa 27 08 2013Destinado a diplomatas estrangeiros lotados no Brasil, foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (26/08), pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, e pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, o V Programa de Imersão do Agronegócio Brasileiro. Diplomatas de oito países - Filipinas, Indonésia, Tailândia, Índia, Canadá, Moçambique, México e Nova Zelândia, incluindo as embaixadoras do México e das Filipinas - participam do evento promovido pelo Mapa.

Oportunidade - Em sua saudação, Antônio Andrade lembrou o momento como uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre as características do setor produtivo no país. “Nesses dias, os diplomatas visitarão indústrias, frigoríficos, produções de vinho e a Expointer. Com isso, poderão confirmar a qualidade dos nossos produtos agropecuários, tanto no mercado interno como no externo, bem como o rigor da nossa fiscalização. Além disso, priorizamos uma produção sustentável e a preservação do meio ambiente. Queremos que os nossos consumidores sejam aqueles que possam falar bem da realidade dos nossos produtos”, explicou.

Visitas - Durante os quatro primeiros dias, entre 26 a 29 de agosto, os diplomatas estrangeiros visitarão uma usina de cana-de-açúcar, uma unidade de processamento de carne de frango e duas vinículas, nas cidades de Cosmópolis (SP), Chapecó (SC), e Bento Gonçalves. Além de divulgar a excelência do setor, incluindo as boas práticas produtivas, manejo sustentável da agroindústria e controle sanitário, o evento é uma forma de proporcionar o estreitamento das relações entre o Ministério da Agricultura e os representantes das delegações estrangeiras.

Encerramento - O encerramento da atividade ocorrerá, no dia 30, durante a 36ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agrícolas (Expointer), em Esteio (RS). Na feira, o grupo conhecerá o pavilhão de gado de corte, o leiteiro e o de equinos, além do setor destinado a Máquinas e Implementos Agrícolas.

Modelo - A embaixadora das Filipinas no Brasil, Eva Betita, ressaltou a importância do evento e disse que a agricultura brasileira serve de modelo para as Filipinas. “Queremos desenvolver a nossa agricultura e o Brasil pode nos ensinar como melhorar. Em 2010, importamos búfalos do Brasil e com isso aumentamos a nossa produção de leite e de queijo. A idéia é estreitar cada vez mais esse comércio”, frisou.

Familiarização - De acordo com Junqueira, o programa de imersão contribuirá para que os diplomatas se familiarizem com o agronegócio e conheçam os controles oficiais que garantem a qualidade do produto agrícola. “Atualizar e ampliar o entendimento sobre o setor agropecuário é fundamental para dinamizar as relações comerciais do Brasil no exterior”, enfatizou.

Troca de informações - O secretário disse ainda que a troca de informações entre os participantes, técnicos do Mapa e representantes do setor privado é essencial, pois além de gerar o conhecimento sobre o setor, também facilita o encaminhamento das questões do agro no mercado internacional. (Mapa)

 

INFRAESTRUTURA I: Governo cria “via rápida” para licença ambiental em concessões

O governo encontrou uma forma de driblar a burocracia do licenciamento ambiental e criou uma “via rápida” para agilizar o início das obras de duplicação das rodovias federais que serão concedidas à iniciativa privada. Em trechos de até 25 quilômetros, as futuras concessionárias poderão começar os trabalhos de duplicação com base apenas em um termo de compromisso a ser assinado com o Ibama, antes mesmo de ter as licenças prévia e de instalação.

Condições - Para isso, no entanto, é preciso que esses trechos cumpram uma série de requisitos: devem estar fora da Amazônia Legal e não implicar supressão de vegetação nativa, realocação de população, impacto em unidades de conservação ou em terras indígenas e quilombolas. De acordo com Dino Batista, diretor do departamento de concessões do Ministério dos Transportes, a ideia é acelerar as obras. “A nossa esperança é que elas comecem em até quatro meses depois de assinados os contratos”, afirmou Batista, que apresentou as novas regras a investidores, nesta manhã, na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Pedágio - Para iniciar a cobrança de pedágio, o governo exige que as futuras concessionárias tenham duplicado pelo menos 10% sob administração privada. O temor de muitas empresas é que dificuldades no licenciamento prolonguem a execução das obras, que são fundamentais para gerar fluxo de caixa.A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) fez, entre junho e julho, um levantamento de trechos “passíveis de liberação” com os termos de referência. Eles somam quase 2,5 mil km dos 7,5 mil km que serão concedidos.

Trechos - Na BR-050 e na BR-262, cujos leilões estão marcados para o dia 18 de setembro, há 258 quilômetros que podem ser enquadrados no novo sistema. Essa “via rápida” foi criada pela portaria interministerial 288, publicada em julho. Isso não significa, no entanto, que todos os trechos “passíveis” serão liberados sem licença. O Ibama já teria uma sinalização que as obras, por meio da “via rápida”, deverão contemplar, no máximo, de 15% a 20% do trecho concedido. Isso permitiria às concessionárias iniciar a cobrança de pedágio mais rapidamente.  (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA II: Autorização para novos portos sai até outubro

Os primeiros terminais portuários privados devem ser autorizados, dentro da nova Lei dos Portos, até fim de setembro, ou início de outubro, segundo previsão de Mário Povia, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Povia afirmou que a Secretaria Especial de Portos (SEP) deve dar até amanhã o sinal verde para que os 20 primeiros terminais de uso privado habilitados pela agência dentro do novo marco regulatório do setor sigam adiante para obter a autorização por período de 25 anos, prorrogáveis.

Assinatura - "Até fim de setembro, começo de outubro podem ser assinados alguns contratos de adesão", disse Povia. Esses contratos são os instrumentos legais que formalizam as autorizações dos terminais privados por prazo de até 25 anos, prorrogáveis por períodos sucessivos, segundo a nova lei.

Seleção - Os 20 primeiros terminais foram selecionados a partir de uma lista com 50 projetos, anunciada pelo governo em evento no Palácio do Planalto no começo de julho. Desse total, apenas 20 projetos apresentaram toda a documentação para serem habilitadas em uma primeira fase, que incluía, entre outras, informações como o memorial descritivo, uma espécie de projeto básico do empreendimento. Os demais projetos ficaram com algum ponto pendente na documentação exigida e estão em fase de recurso dentro da agência reguladora.

Correção - Povia disse que a lista original dos 50 terminais foi posteriormente corrigida para 49, porque havia um projeto em duplicidade. Também houve acréscimo à lista de seis empresas interessadas em obter outorgas. Os 20 projetos habilitados terão agora, a partir do sinal verde da SEP, 90 dias de prazo para complementar a documentação. Nessa segunda etapa, serão exigidos documentos relacionados à licença ambiental, à Marinha do Brasil, ao município onde o projeto está instalado e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), nesse caso referente ao uso de águas pelo terminal portuário.

Documentação - O diretor da Antaq disse que, dos 20 terminais habilitados, há cerca de 7 que já entregaram à agência quase toda a documentação necessária para receber as autorizações, faltando apenas algumas certidões. É esse grupo de terminais que pode ser autorizado até outubro. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA III: Porto de Antonina ganha nova sede administrativa

infraestrutura III 27 08 2013O governador Beto Richa inaugurou, nesta segunda-feira (26/08), o novo prédio administrativo do Porto de Antonina. O novo prédio, reformado com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), não recebia melhorias desde a década de 60. “Estamos cumprindo nossa obrigação de modernizar as estruturas e tornar os portos paranaenses cada vez mais eficientes. A gestão que temos feitos dos portos já está sendo reconhecida nacionalmente. Os portos são os grandes indutores do desenvolvimento e do progresso, gerando emprego e renda. E temos dado atenção especial ao nosso Litoral”, afirmou o governador.

Investimento - Ao todo, foram investidos R$ 591 mil para a revitalização do prédio administrativo e a construção de uma guarita de controle. A reforma integra um amplo projeto de revitalização do porto de Antonina, com recuperação de cargas e geração de empregos para a região. Até o mês de julho, foram movimentados pelo Porto de Antonina 962,9 mil toneladas de mercadorias. O volume  é 61% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. “Os portos paranaenses estão se desenvolvendo de forma satisfatória, batendo recordes sucessivos. Isso faz com que o Brasil se torne mais competitivo, reduzindo os custos de produção com portos mais eficientes como temos hoje, além dos investimentos de industrialização que estamos trazendo para o litoral. Muitas empresas, muitas indústrias, garantindo o desenvolvimento econômico e social de toda a região”, completou o governador.

Obras- Os serviços no novo prédio administrativo iniciaram em abril e foram concluídos no início de agosto. Foram substituídos todos os equipamentos de trabalho.  A maior parte da mão-de-obra contratada pela empresa vencedora da concorrência foi do próprio município. "Não se trata apenas de se promover a reforma de um prédio. Esta inauguração que fazemos hoje traz a esperança de um futuro promissor para Antonina", afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Estudo - De acordo com Dividino, outros trabalhos estão em estudo para angariar mais investimentos à Antonina, como a reforma do cais público e novos serviços de dragagem do canal de atracação. Uma obra de dragagem de manutenção dos pontos críticos do acesso ao Porto de Antonina, iniciada este ano, retirou aproximadamente um milhão de metros cúbicos de sedimentos, ampliando a profundidade no local - que está superior a 8 metros. Há 15 anos o Porto de Antonina não recebia uma dragagem.  Ao todo, a Appa investiu R$ 37 milhões em recursos próprios para a realização da obra

Resgate - Para o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a inauguração do novo prédio administrativo é o primeiro passo para fortalecer o Porto de Antonina. "Um porto só consegue prestar um bom serviço se tem um bom equipamento para isso. É gratificando poder vir a Antonina e inaugurar uma obra como essa que marca o início do processo de revitalização que temos planejado para cá", destacou Richa Filho.

Barão de Teffé - O novo prédio administrativo de Antonina recebeu o nome de Barão de Teffé, em homenagem ao almirante da Marinha do Brasil Antônio Luís von Hoonholtz, um dos maiores incentivadores para instalação do Porto de Antonina ainda no século XIX. “Depois de muitos anos de só destruindo, estamos com um prédio novo e agora nossa meta é continuar trabalhando para trazer mais conquistas para a nossa comunidade portuária”, afirmou o diretor do Porto de Antonina, Luis Carlos de Souza.

Renda - "Esta reestruturação é o início para o porto gerar mais renda e atrair mais empresas para si. Nosso município e todo o Litoral ganha muito com isso", afirmou o prefeito de Antonina, João Ubirajara Lopes. "O porto ficou anos a merecer e agora a atual gestão volta a investir aqui", salientou o prefeito. (Assessoria de Imprensa da Appa)

 

MDIC: Balança tem superávit de US$ 880 milhões na 4ª semana de agosto

mdic 27 08 2013A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 880 milhões na quarta semana de agosto, informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Foram US$ 5,172 bilhões em exportações e US$ 4,292 bilhões em importações. O resultado no mês é superavitário em US$ 1,139 bilhão. Já no acumulado de 2013, a balança comercial de bens é deficitária em US$ 3,851 bilhões.

Média diária - A média diária de US$ 978,5 milhões nas exportações nas quatro primeiras semanas de agosto é 0,6% superior à média diária de US$ 973,1 milhões dos embarques realizados em todo o mês de agosto do ano passado. Essa queda é explicada pelo maior embarque de produtos básicos.

Produtos básicos - As exportações de produtos básicos subiram 4,3%, de US$ 469,1 milhões da média diária de agosto de 2012 para US$ 489,3 milhões no acumulado deste mês. O resultado foi puxado, principalmente, por soja em grão, minério de cobre, arroz em grão, carne de frango, bovina e suína, e farelo de soja.

Semimanufaturados - No caso dos semimanufaturados, a média caiu 2,2%, passando de US$ 130,7 milhões em agosto de 2012 para US$ 127,9 milhões no acumulado deste mês. O resultado se deve ao menor embarque de ferro fundido, borracha sintética/artificial, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, ouro em forma semimanufaturada e alumínio em bruto.

Manufaturados - Já os manufaturados apresentaram baixa de 4,8% na comparação da média diária no acumulado deste mês (US$ 338,7 milhões) com agosto do ano passado (US$ 355,7 milhões). As maiores quedas foram registradas nas vendas de aviões, óleos combustíveis, bombas e compressores, motores e geradores, autopeças, medicamentos, polímeros plásticos e pneumáticos.

Importações - Na outra ponta, as importações subiram 9,4% até a quarta semana de agosto, com média diária de US$ 858,4 milhões, ante US$ 833 milhões em todo o mês de agosto do ano passado.

Gastos maiores - Nessa comparação, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+41,0%), instrumentos de ótica e precisão (+26,2%), farmacêuticos (+25,0%), borracha e obras (+10,6%) e equipamentos mecânicos (+9,9%). (Valor Econômico)

 

CLIMA: Nova geada ameaça Centro-Sul do Paraná

clima 27 08 2013A onda de frio que atinge a Região Sul desde a noite do último domingo (25/08) ficará ainda mais intensa nos próximos dias no Paraná. Além das baixas temperaturas, a previsão é de geada no Centro-Sul, área que não foi prejudicada pelo efeito climático de julho. As geadas dos dias 23 e 24 do mês passado geraram prejuízo de 2 milhões de toneladas de café, milho e trigo no Paraná, conforme dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Frio - “O frio começa a entrar com vontade no Paraná. Deve ocorrer geada no Sul do estado, principalmente em Palmas e General Carneiro, no amanhecer de quarta-feira”, diz Luiz Renato Lazinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Abaixo de zero - Na quarta-feira (28/08), a mínima deve ficar abaixo de zero grau, inclusive na região dos Campos Gerais e no Sudoeste. Na região Oeste, a temperatura deve variar entre zero e dois graus positivo. No Norte, caso ocorra geada, será de intensidade mais fraca. O clima só começa a melhorar a partir de quinta-feira.

Mudança de mês - Porém, a mudança de mês não deve interromper a incidência de geada no Paraná. De acordo com informações do Inmet, os produtores precisam estar preparados, pois não está descartada a possibilidade de mais geadas em parte do estado Paraná ao longo do mês de setembro. “Com exceção do Norte, onde a chance é remota, em outras áreas ainda há risco. Inclusive no Centro-Sul pode ser entre moderada a forte”, ressalta Lazinski.

Vizinho - A geada também deve atingir o Paraguai. A preocupação principal é com as lavouras de trigo. O Brasil aguarda para saber qual será a produção do país vizinho, pois programa comprar parte para abastecer os moinhos nacionais. (Gazeta do Povo)

 

EMERGENTES: BRICS estão próximos de criar fundo de reserva, diz China

O grupo dos BRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, está mais próximo de criar um fundo de reserva de US$ 100 bilhões que poderá ser acessado por qualquer membro em caso de necessidade de apoio financeiro, disse nesta terça-feira (27/08) o vice-ministro de Finanças da China, Zhu Guangyao. Em entrevista coletiva, o vice-ministro disse que a China participará - antes da realização, na próxima semana, da cúpula do G-20 em São Petersburgo, na Rússia - de encontro informal dos BRICS em que será discutido “o arranjo do fundo de reserva de emergência e o fortalecimento de uma rede de proteção financeira que assegure estabilidade”.

Contribuições definidas - Segundo Zhu, as contribuições dos países participantes  para o fundo – bem como o modelo operacional, a estrutura de governança e as práticas de empréstimo  – já foram definidas pelos integrantes do grupo dos BRICS. O fundo de reserva de contingência contribuirá para “estimular a confiança”, de acordo com o vice-ministro chinês. “É bom que se tenha tal estrutura multilateral de reserva e, no nível operacional, temos obtido avanços”, disse o vice-ministro, acrescentando que os líderes dos países envolvidos na iniciativa têm alcançado “mais consenso” sobre os detalhes do fundo. “É seguro dizer que, em um futuro próximo, veremos o lançamento do fundo”, afirmou.

Acordo - Em março, durante encontro anual, na África do Sul, os ministros de finanças dos países que integram o BRICS assinaram um acordo para colocar em operação o fundo, que será constituído com o uso de reservas dos Bancos Centrais dos países do bloco, de acordo com uma fonte brasileira próxima à questão. A China contribuirá com US$ 41 bilhões; Brasil, Rússia e Índia, com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul, com US$ 5 bilhões, de acordo com uma autoridade do grupo. (Dow Jones Newswires / Valor Econômico)

OPINIÃO: Deixem o preço do dólar em paz

eugenio 27 08 2013*Eugenio Stefanelo

Nas últimas semanas, o preço do dólar se tornou o centro das atenções e muitos foram os comentários contra ou a favor do aumento da taxa de câmbio. Mas poucos foram os que se deram conta que a taxa apenas atingiu o valor onde deveria estar.

Esta afirmação é de fácil explicação. Desde 1999, quando foi implantada a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo tem superávit primário abaixo da meta prevista na maioria dos anos (sem considerar o pagamento dos juros nominais) e déficit nominal em todos os anos (considerando o pagamento dos juros) nas contas públicas, apesar do aumento da carga tributária para 35,5% do PIB, a maior de todos os países das três Américas e uma das mais elevadas do mundo. Isto provocou o aumento da dívida pública total para R$ 2,72 trilhões ou 59,3% do PIB em junho deste ano. Também é um dos principais motivos de a inflação, desde 2010, fechar o ano em nível superior ao centro da meta de 4,5%.

Na política monetária o governo praticou uma das maiores taxas reais do mundo, acima de 15,3% ao ano nos anos 90, entre 12,8% e 5,4% nos anos 2000 e abaixo de 4,6% ao ano a partir de 2010. Estas altas taxas, embora decrescentes, geraram três efeitos importantes na economia: o elevado gasto do governo em juros (R$ 1 trilhão apenas nos últimos 5 anos), o aumento do crédito total para R$ 2,5 trilhões ou 55% do PIB (em junho deste ano) e o elevado ingresso de dólares no país (em 18 dos últimos 20 anos a balança financeira e de capitais apresentou saldo positivo e desde 2002 o balanço de pagamentos também), o que provocou a redução da taxa de câmbio, fato observado desde 2002 até o segundo semestre de 2011, quando a taxa reduziu de R$ 3,97 para R$ 1,53. A queda da taxa de câmbio também é explicada pelas baixas taxas reais de juros praticadas nos países desenvolvidos (Europa, Japão e EUA) e pelos elevados preços das commodities no mercado internacional, que contribuíram para o saldo comercial positivo na balança comercial brasileira desde 2001 até 2012.

A queda na taxa real de juros e o aumento do crédito favorecem o crescimento da demanda agregada e a inflação. A queda na taxa de câmbio favorece as importações, reduz os preços e combate a inflação, mas desestimula as exportações e provoca a substituição de produtos e insumos nacionais por importados, gerando déficit na balança de transações correntes.

Neste ano de 2013 a baixa taxa de câmbio está mostrando seu efeito sobre a balança comercial, que apresenta o primeiro déficit desde 2001, e sobre a balança de transações correntes, que apresentará o maior déficit desde 2008, entre U$ 75 a 80 bilhões. Tais fatos mostram claramente que a taxa de câmbio está abaixo da taxa de equilíbrio, embora em elevação desde o segundo semestre de 2011.

Em abril deste ano, o Banco Central do Brasil iniciou o movimento de aumento da taxa Selic de 7,25% ao ano para os atuais 8,5% ao ano, visando o combate à inflação. O aumento da taxa Selic deveria provocar a queda na taxa de câmbio, considerando a livre circulação de capitais entre o Brasil e o exterior. No entanto, o anúncio do Fed do possível aumento na taxa básica de juros nos EUA em 2014 e a interrupção da monetização da economia via compra de títulos públicos inverteu o sentido do fluxo de capitais e isto manteve o aumento da taxa de câmbio nos países emergentes, inclusive no Brasil. Também contribui para esta situação os graves problemas estruturais apresentados pela economia brasileira, o que está reduzindo as expectativas favoráveis em relação ao futuro da nossa economia.

Assim, os fundamentos econômicos internos e externos explicam o aumento da taxa de câmbio a partir do segundo semestre de 2011 e evidenciam que a mesma ainda se encontra abaixo da taxa de equilíbrio, entre R$ 2,4 a R$ 2,6, segundo diferentes fontes do mercado.

Às vésperas de um ano eleitoral a maioria das autoridades econômicas olha mais para os efeitos favoráveis do câmbio baixo, mas os resultados desta política podem ser desastrosos no médio prazo para a economia brasileira. Portanto, deixem o preço do dólar em paz.

*Eugenio Stefanelo é doutor em Engenharia de Produção, professor da FAE - Centro Universitário e do Centro de Ciências Agrárias da UFPR

 


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