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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3169 | 30 de Agosto de 2013

RAMO INFRAESTRUTURA: Lideranças cooperativistas se reúnem com ministro Edison Lobão

Com o objetivo de sensibilizar o governo sobre o momento delicado que 65 cooperativas de eletrificação rural passam, devido alguns normativos vigentes de enquadramento e que colocam em risco a continuidade do importante trabalho de prestação de serviços para três milhões de produtores rurais do país, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, acompanhado do presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, do presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Eletrificação Rural (Infracoop), Jânio Stefanello, esteve reunido nesta quinta-feira (29/08), com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e com o secretário Nacional de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. Também acompanharam o encontro a senadora Ana Amélia Lemos (PP/RS) e o analista do Sistema OCB do ramo de infraestrutura, Marco Olívio Morato de Oliveira.

Extinção - Nesta reunião com o ministro Edison Lobão, as lideranças entregaram um ofício onde detalham a situação das cooperativas de eletrificação rural. No documento, as entidades alertam que o enquadramento proposto e em execução pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, como os Decretos 6.160/2007 e 7.893/2013, que estão sendo aplicados atualmente ao setor, implicará na extinção de várias cooperativas de eletrificação rural.

Luz Para Todos - Os dirigentes ainda lembram que essas sociedades cooperativas surgiram no Brasil em 1941 com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento do meio rural, levando energia para milhões de produtores. “Os índices de aceitação do trabalho realizado pelas cooperativas estão na ordem de 95% e devido a esta eficácia e qualidade do trabalho o Executivo Federal as reconheceu dentro do programa Luz Para Todos, com excelente desempenho, obtendo melhores resultados e menores custos se comparadas às concessionárias, elevando inclusive o número de produtores atendidos”.

Mais consumidores atendidos - Para o setor cooperativista, o modelo de enquadramento proposto pela Agência força as cooperativas a se adequarem às regras das concessionárias, empresas com visão apenas no resultado econômico-financeiro, enquanto que as cooperativas têm como objetivo maior o capital humano, composto por seus associados. “As concessionárias, que têm características urbanas, atendem até 20 consumidores/km de redes, ao passo que as cooperativas centradas no mercado rural atendem, em média 4 associados/km de rede, ou seja, mercado cinco vezes menor do que o das concessionárias”, destaca o documento entregue ao ministro Edison Lobão. Eles ainda alertaram que as dificuldades atuais decorrem da metodologia proposta pela Aneel, e não da atuação das cooperativas que sempre deram respostas mais rápidas e eficientes no atendimento aos cooperados.

Justiça - Segundo o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, a reunião com o ministro serviu para informar sobre a gravidade do problema e que medidas necessárias precisam ser tomadas com certa urgência para que as cooperativas de eletrificação rural deixem de existir. “É necessário que as alterações dos decretos aconteçam e venham atender as reais necessidades do setor. Não defendemos um tratamento diferenciado, mas sim uma questão de justiça, especialmente pelo que essas cooperativas representam para o desenvolvimento do setor produtivo do país. Se hoje produzimos grandes safras e impulsionamos a nossa balança comercial, isto também se deve ao trabalho realizado pelas cooperativas de eletrificação o longo dos anos em manter o campo com a energia necessária”, frisou. Koslovski informou que foi agendada pelo próprio ministro uma reunião com representantes da Aneel no período da tarde desta sexta-feira (30/09), em Brasília, para debater sobre os decretos.

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RAMO AGROPECUÁRIO: Conselho Consultivo recomenda “cautela” às cooperativas

ramo agropecuario 30 08 2013“O momento é de muita cautela!”, afirma Luiz Roberto Baggio, coordenador do Conselho Consultivo do ramo agropecuário do Sistema OCB. Na quarta-feira (28/08), ele e os demais membros do conselho nacional estiveram reunidos em Brasília, para discutir as perspectivas das economias nacional e mundial e seus impactos no agronegócio brasileiro. A reunião contou com a participação de representantes da maior parte dos estados.

Momento delicado - Baggio afirma que o momento econômico atual é delicado. “Não é só a situação cambial que nos preocupa, em função da pressão sobre o custo de produção, mas todo o ambiente macroeconômico de uma forma geral”, argumenta o coordenador.

Olhar atento - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, garante que é necessário ver a cojuntura econômica com cuidado. “A questão do câmbio contribui para a nossa competitividade comercial, entretanto, nos impõem restrições a médio e longo prazos”, observa Márcio Freitas, reforçando ser necessário ter equilíbrio na economia global, visando a manter as vantagens competitivas.

Preço - Para ele, outra questão fundamental é o preço de algumas commodities agrícolas nesse ambiente econômico. “A grande preocupação que tem passado frequentemente pela cabeça dos agropecuaristas brasileiros é: até quando a influencia do câmbio resultará no bom patamar de preços? Ou estamos vivendo uma bolha? Nós precisamos discutir este assunto para, pelo menos, mitigar os riscos sobre as nossas decisões estratégicas”, considera o presidente do Sistema OCB.

Economia – Os representantes das cooperativas agropecuárias também assistiram a uma palestra do especialista Nathan Blanche – da Tendências Consultoria. Sua apresentação foi pautada pelo tema “Perspectivas da Economia Brasileira e Mundial e suas Implicações no Agronegócio”. Ao fazer uma avaliação do contexto econômico atual, Blanche chamou a atenção dos presentes para um diferencial do movimento cooperativista.

Vantagem comparativa - “Sem dúvida, estamos vivenciando um cenário complicado, mas vocês, cooperativas que atuam no setor agropecuário, contam com uma vantagem comparativa, que deve ser potencializada, principalmente em situações como essa. O agronegócio, como um todo, tem uma eficiência maior na produção diante de um contexto de alta do câmbio, por exemplo. Com certeza, o segmento sente os reflexos dessas situações de instabilidade, como a alta de preço dos insumos, mas, se comparado a outros, acredito que ainda seja de forma mais amena”.

Exportações - Ao fazer a análise, o especialista destaca as cooperativas que produzem itens comercializados não somente no País, mas externamente. “Essas cooperativas têm um cenário mais favorável do que aquelas que estão voltadas apenas ao mercado interno. Isto porque a renda da população brasileira, que ganhou um poder de compra considerável nos últimos oito anos, vem sofrendo uma perda relativa e isto traz consequências diretas para o comércio interno. Ao mesmo tempo, as que são exportadoras contam com outro fator positivo – uma certa estabilidade de parceiros comerciais importantes, como a China e a Índia – países que tem sido menos afetados por essa conjuntura econômica”. 

Exemplo – As experiências realizadas na Cocamar Cooperativa Agroindustrial (Cocamar) também foram apresentadas aos participantes da reunião por seu presidente – Luiz Lourenço. Na oportunidade, ele destacou os avanços conseguidos com o fomento da tecnologia de ILPF na região de atuação da cooperativa. O dirigente também chamou a atenção para os problemas logísticos que afetam o setor produtivo.

Gargalo – Esse é um dos assuntos que mais demandam a atenção dos membros do Conselho Consultivo do Ramo Agropecuário. “É um gargalo de verdade em nosso País. Temos, hoje, um crescimento fantástico em termos de produtividade, superando de longe os 180 milhões de toneladas de grãos, mas não tem logística para isso”, afirma Baggio.

Investimentos - Por ser um problema localizado de Norte a Sul do Brasil, com manifestações em todas as regiões brasileiras, somente investimentos pesados é que irão resolver a situação. “O custo de logística pesa muito na hora de comercializar o produto, com isso, perdemos vantagem competitiva. Deverá existir um programa de investimento pesado, maciço e urgente em logística, do contrário, perderemos espaço no mercado mundial”, relembra o coordenador do Conselho Consultivo do ramo agropecuário do Sistema OCB.

Estratégias - Na avaliação do Sistema OCB, a reunião especializada do ramo agropecuário ocorrida nesta quarta-feira é fundamental para traçar estratégias e definir uma agenda e uma pauta de atuação. Além disso, é oportunidade para esclarecer quais as necessidades e gargalos do setor, como a logística, por exemplo.

Evento nacional – Durante a abertura da reunião ordinária do Conselho Consultivo do Ramo Agropecuário, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas lançou um desafio aos membros do conselho: “Há algum tempo, temos discutido no âmbito da nossa diretoria os benefícios de um evento de proporções nacionais. Então, quero propor isso a vocês”, anuncia. Sobre este assunto, o coordenador do Conselho Consultivo do ramo agropecuário do Sistema OCB foi taxativo. “O desafio lançado pelo presidente Márcio foi aceito pelo ramo. Vamos programar para que ele aconteça ainda no primeiro semestre do ano que vem”, conclui Baggio. (Informe OCB)

 

OCESC: Aos 42 anos, exemplo nacional de desenvolvimento

ocesc 30 08 2013A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) completa 42 anos de fundação, nesta semana, apresentando um desempenho que reafirma a força do cooperativismo catarinense. Somente em 2012, as 263 associadas da Ocesc expandiram em 12,72% as receitas totais que atingiram 17 bilhões 337,3 milhões de reais. Foi o quarto ano consecutivo de crescimento, após a crise financeira internacional de 2008/2009 que atingiu todos os continentes.

Quadro social - O quadro social teve uma expansão de 16,29%, alcançando 1 milhão 464 mil pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo barriga-verde. O quadro geral do desempenho das cooperativas revela que, em 2012, o número total de empregados aumentou 11,72%, passando a 42.634 colaboradores. As cooperativas pagaram 1 bilhão e 30 milhões de reais em impostos (aumento de 25,91%) e fecharam o exercício com patrimônio líquido 14,99% maior, ou seja, R$ 5 bilhões e 534 milhões. “Nossa sensação é de dever cumprido. Temos orgulho de dizer que o cooperativismo catarinense é referência nacional”, destaca o presidente da Ocesc/Sescoop, Marcos Antonio Zordan.

Ocesc - A Ocesc representa todos os ramos das atividades cooperativistas e dedica-se a realização de estudos e proposição de soluções; promoção da divulgação da doutrina cooperativista; fomento e criação de novas cooperativas e estimulo ao fortalecimento do sistema de representação do cooperativismo. Proporciona, ainda, assistência geral ao cooperativismo; prestação de serviços de ordem técnica em nível de direção, funcionários e associados às cooperativas filiadas; promoção de congressos, encontros, seminários e ciclos de estudos; integração com as entidades congêneres das demais unidades da Federação.  

História - O primeiro órgão representativo do setor cooperativista catarinense foi a Associação das Cooperativas de Santa Catarina (Ascoop), fundada em 1º de agosto de 1964, em Blumenau. A estruturação legal-institucional, entretanto, ocorreu em 1971, quando o Governo Federal editou a Lei nº 5.764, de 16/12/71, que definiu a política nacional de cooperativismo e instituiu o regime político das cooperativas. Naquele ano foi criado o Conselho Nacional de Cooperativismo.

Legislação - Por conta da legislação editada, foi constituída a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), órgão de cúpula do sistema na esfera nacional, na capital federal, e fundadas as Organizações de Cooperativas Estaduais (OCE) nas capitais das unidades federativas. Em 28 de agosto de 1971 surgiu a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) para representar efetivamente o sistema cooperativo catarinense e disciplinar a criação e o registro de cooperativas singulares, cooperativas centrais e federações de cooperativas.

Sede - Em 2011, ao completar 40 anos, inaugurou a nova e moderna sede na capital do Estado. A estrutura ocupa uma área de 1.104 metros quadrados, situada na esquina da avenida Almirante Tamandaré e com a travessa Aroldo Pessi, no bairro de Capoeiras, em Florianópolis, próximo às pontes que ligam a Ilha de Santa Catarina ao continente. (Assessoria de Imprensa da Ocesc)

 

TRIGO: Cadeia produtiva reivindica investimentos

trigo 30 08 2013“As dificuldades da triticultura no Brasil resultam das questões de mercado e não de tecnologias e de produção”. A afirmação de Eugenio Stefanelo, técnico de operações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi corroborada por vários participantes do 8º Fórum Nacional do Trigo, realizado na quarta-feira 28/08), em Londrina (PR). O evento reuniu no Parque Ney Braga representantes da cadeia produtiva do cereal e foi realizado simultaneamente com a 7ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT).

Painel - Stefanelo participou do painel “Mercado do trigo brasileiro: tendência de preços para a próxima safra, importação, exportação, situação atual de logística e tributação”. Visões dos produtores, industriais e da área tributária foram contempladas nos debates sobre o tema.

Problemas climáticos - O técnico da Conab afirma que problemas climáticos agravaram os problemas do trigo nesta safra. “As geadas vão provocar perdas até agora de quase 900 mil toneladas, que devem aumentar com a geada de hoje (dia 28 de agosto)”, afirmou. Stefanelo ressalta que a falta de uma política de segurança alimentar causa dependência da importação. Hoje o Brasil não produz 50% das quase 11 milhões de toneladas necessárias ao abastecimento

Estoque - Segundo o técnico, atualmente não há trigo em estoque e as perdas com as geadas podem comprometer em algum grau o abastecimento no Brasil. “A primeira safra que entra no mercado é a paranaense, seguida da gaúcha, que também sofrerá perdas por causa da geada. O trigo argentino só chegará a partir de janeiro”, afirma. Com isso, o Brasil tem contado com o trigo importado dos Estados Unidos e Canadá, que tem um custo de US$ 50,00 a mais por tonelada.

Logística e infraestrutura - Logística e estrutura de armazenagem são outras questões que interferem decisivamente no mercado de trigo. Stefanelo afirma que mesmo que a produção da região sul chegasse a 4 milhões de toneladas, não haveria mercado para o produto. “É mais vantajoso para os moinhos comprar trigo importado do que usar o brasileiro. Não há no país condições para remoção da região produtora ao mercado consumidor”, afirma.

Armazenagem - A deficiência do setor de armazenagem também afeta o setor. Segundo Stefanelo não há estrutura para manter trigo estocado na entressafra quando as condições de comercialização são mais favoráveis. “O trigo tem que ceder espaço para a soja e milho e quando o governo adquire o produto também não tem estrutura para armazenar”, diz. O técnico da Conab afirma que a solução deste problema exige muitos investimentos, o que vem sendo buscado com a política de estímulo, como o Programa de Construção de Armazéns (PCA) do governo federal, que tem financiamento com prazo de 15 anos, com três de carência.

Remuneração - Os produtores também se queixam da remuneração do trigo. “Na colheita, corre-se o risco de não cobrir os custos de produção. O produtor precisa de liquidez na hora da comercialização”, diz Tarcísio Minetto, superintendente da Federação das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Fecoagro). Minetto ressalta que os investimentos na produção são importantes porque além de contribuir para a economia nacional, o trigo é uma alternativa para a rotação de culturas. “É preciso investir em políticas de longo prazo, que deem maior segurança ao produtor”, sintetiza.

Política de incentivo - Presidente da Cooperativa Integrada, Carlos Murate, cobra uma política que incentive o agricultor a permanecer na produção de trigo. “Se o apoio fosse efetivo não viveríamos a realidade de estar perdendo áreas de cultivo do produto”, critica. Ele cita a situação enfrentada pelos produtores no ano passado. “Ficamos cinco meses sem mercado. Em setembro, início da colheita paranaense, não tinha ninguém comprando”, relata.

Importância - Murate afirma que a importância do cereal para a economia brasileira justifica investimentos e atenção especial. “O produtor planta, colhe, tem gastos e quando vai vender muitas vezes não recebe pelos custos da lavoura”, enfatiza.

Moinhos - Os produtores têm procurado atender as necessidades dos moinhos. Segundo Nelson Montagna, responsável técnico do Moinho Anaconda, o produto ofertado às indústrias é de qualidade, porém falta homogeneidade. “A quebra nesta safra trouxe algumas complicações porque recebemos trigo bom e ruim, além de termos que importar dos Estados Unidos porque não há produto: a safra brasileira ainda será colhida e a Argentina não está vendendo ao Brasil”, descreve.

Nacional - Montagna diz que no Paraná 60% do trigo industrializado no Moinho Anaconda são de origem nacional. “Incentivamos a produção com a troca de sementes. Fornecemos a semente para o plantio e o produtor devolve em trigo”, afirma. De acordo com o técnico, as características apresentadas pelo grão levam as empresas a importar. “Produzimos 60 tipos de farinhas e, por isso, precisamos de trigos diferentes. Muitas vezes mesclamos trigos nacionais e importados para obter o produto certo”, explica.

Transporte - Ele também destaca que o transporte encarece o custo do produto nacional, por vezes inviabilizando a comercialização. “No Nordeste acaba compensando importar trigo americano do que arcar com os custos da remoção do trigo do sul por rodovia ou cabotagem”, diz. Montagna acrescenta que a falta de estrutura dos portos também dificulta o recebimento dos grãos.

Promoção - A 7ª RCBPTT e 8º Fórum Nacional do Trigo são promovidos pela Embrapa Trigo, Fundação Meridional e Cooperativa Integrada, com o apoio da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Sociedade Rural do Paraná. O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Soja e Embrapa Produtos e Mercado são instituições parceiras. O evento encerra nesta sexta-feira (30/08). (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

EVENTO: Fórum vai discutir inovações na produção sustentável de alimentos

forum inovacao 30 09 2013A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) celebra, entre os dias 10 e 17 de outubro, a Semana Mundial da Alimentação. Para marcar a data no Brasil, vai realizar o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável, em parceria com a Andef  (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e  Abag (Associação Brasileira do Agronegócio). Será no dia 10 de outubro, em São Paulo (SP). Os participantes vão debater o papel do conhecimento e das inovações na produção de grãos, fibras e energias de fontes vegetais para o desenvolvimento sustentável brasileiro. Na oportunidade haverá o lançamento de publicação com as propostas dos setores produtivos ligados à agricultura, pesquisa e indústria de alimentos.

Público – O evento é destinado a pesquisadores, acadêmicos e profissionais de diversas áreas interessadas nos temas que serão abordados no Fórum. Também é voltado a representantes de órgãos públicos e governos, empresários, profissionais e lideranças de entidades do agronegócio.

Informações – Mais informações no site www.forumagriculturaealimentos.org.br .  

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Unidade será reinaugurada em Paiçandu

A Sicredi União PR/SP em Paiçandu está de casa nova. A reinauguração da unidade será nesta sexta-feira (30/08), a partir das 19 horas, mas a instituição financeira cooperativa só funcionará no novo endereço a partir de segunda-feira (02/09), na Avenida Curitiba, 257, próximo ao antigo local. Com 280 metros quadrados de área, espaço bem mais amplo, moderno e confortável que o anterior (180 metros quadrados), a nova estrutura foi projetada para dar maior conforto e comodidade aos associados, segundo o gerente, Mário Moreira Garcia. “Nosso objetivo é sempre garantir o melhor atendimento, gerando desenvolvimento regional”, diz. A instituição financeira cooperativa atua no município desde 2002 e conta com mais de 1.500 associados.

Números - Com unidades distribuídas nas regiões Noroeste e Norte do Paraná e Centro-Leste de São Paulo, a Sicredi União PR/SP possui 69 unidades em uma área de abrangência de 108 municípios e conta com mais de 81 mil associados. É uma das maiores cooperativas do Sistema Sicredi, que está presente em 1.200 pontos de atendimento em10 estados brasileiros, somando mais de 2 milhões de associados. (Sicredi União PR/SP)

COCAMAR: Solos do Meio-Oeste estão perdendo nutrientes, nos Estados Unidos

1cocamar 30 08 2013A afirmação feita na terça-feira (28/08) pelo consultor brasileiro Amilcar Centeno, durante palestra em Champaign, região de Chicago, de que os produtores norte-americanos do Meio-Oeste não estão fazendo a reposição adequada de nutrientes no solo, surpreendeu o grupo da Cocamar que durante esta semana visitou o estado de Illinois. Com mais de 30 anos de experiência, Centeno já atuou em importantes companhias do setor, entre as quais a John Deere.

Realidade - Para o professor Cássio Tormena, especialista em solos do departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que integra a comitiva, isto é uma realidade, apesar de muitos não se darem conta. Segundo Tormena, enquanto os produtores brasileiros estão construindo a fertilidade dos solos em suas propriedades, a situação é um pouco diferente em relação a seus colegas norte-americanos.  Ele citou que nas extensas planícies do Meio-Oeste, o solo precisa ser drenado para eliminar o excesso de água, mas a superfície é rica em matéria orgânica (entre 5 e 6 por cento) - com cerca de um metro de espessura - e há bom nível de fertilidade natural. De acordo com o professor, o agricultor norte-americano pode estar esgotando gradativamente a fertilidade do solo em alguns nutrientes, mas lembrou que, de qualquer forma, eles contam com fertilidade natural e alto teor de siltre,  o que ajuda a reter água. Por isso é que, quando falta chuva como agora, o solo apresenta rachaduras. No Brasil, os solos agricultáveis são pobres, com modesta camada de matéria orgânica.

Contaminação - Entretanto, como o lençol freático é próximo da superfície, os produtores do Meio-Oeste enfrentam um dilema: a lixiviação de nutrientes, fator que somado à necessidade de drenagem quando ocorre encharcamento, impacta fortemente nos rios, contaminando-os.

Fertilidade - Centeno comentou em sua palestra que os níveis de fósforo e potássio estão caindo, o que obriga os agricultores a investirem cada vez mais em fertilizantes, mas sem conseguir recuperar fertilidade. O efeito disso, conforme mencionou Centeno, é que 47 por cento dos rios apresentam excesso de fósforo e 53 por cento uma quantidade além da conta de nitrogênio.

Plantio convencional - Outra informação citada por Centeno que, segundo Tormena, merece destaque, é que só 10 por cento dos agricultores norte-americanos fazem plantio direto e os restantes 90 por cento, convencional. Isto porque a janela para o plantio é curta e ocorre logo após o inverno. A exemplo do que aconteceu neste ano, os produtores de diversas regiões tiveram que remover a superfície gelada do solo para aquecê-lo e conseguir plantar. A uma temperatura inferior a 10 graus centígrados, as sementes não germinam. Por outro lado, os resíduos da cultura do ciclo anterior não se decompõem, o que dificulta o plantio direto.

Brasil X EUA - Amilcar Centeno apresentou algumas informações e comparativos ao grupo da Cocamar que revelam o crescimento da importância do Brasil frente aos EUA e no agronegócio mundial:

- o saldo da balança comercial do Brasil é maior que o dos Estados Unidos. De 2006 a 2010, nós crescemos 123 por cento em exportações, enquanto os EUA, só 92 por cento;

- O Brasil cultiva 69 milhões de hectares e os EUA, 165 milhões. O valor da produção do agronegócio brasileiro é de US$ 122 bilhões e do país norte-americano, US$ 352 bilhões;

- O agronegócio brasileiro é bem menos dependente que o dos EUA. Importa só US$ 11 bilhões, em média, contra US$ 102 bilhões do outro país;

- O Cerrado brasileiro é maior que todo o Meio-Oeste dos Estados Unidos. O Cerrado está para a alimentação do mundo, no século 21, o que o Meio-Oeste foi no século 20, segundo a FAO;

- O Meio-Oeste é composto por 12 estados e responde por 90 por cento de todo o milho produzido nos Estados Unidos. São 35 milhões de hectares e uma produção ao redor de 300 milhões de toneladas. De 1965 a 2010, os EUA ampliaram a produtividade de milho de 4 para 8 toneladas por hectare;

- No Brasil, são 27 milhões de hectares cultivados com milhões uma produção de cerca de 72 milhões de toneladas;

- A China é o país que mais subsidia a agricultura em todo o mundo: são US$ 147 bilhões por ano, seguida de União Europeia (US$ 101bi), EUA (US$ 25,5 bilhões), Rússia (US$ 15,5) e Brasil (US$ 7,1). (Imprensa Cocamar)

2cocamar 30 08 2013

 

 

SAFRA 2012/13: Paraná vai colher mais de 36 milhões de toneladas de grãos

safra2 30 08 2013No Paraná, a safra de grãos 2012/13 caminha para a reta final e sinaliza para um resultado recorde, acima de 36 milhões de toneladas, mesmo com as ocorrências climáticas sérias durante o seu percurso, como estiagem, seguida de excesso de chuvas e mais recentemente com a incidência de fortes geadas sobre as lavouras.

Pesquisa - A pesquisa mensal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, referente ao mês de agosto, divulgada nesta quinta-feira (29/08), informa que a safra total de grãos da safra 2012/13, considerando o período de verão, inverno e terceira safra, está estimada em 36,8 milhões de toneladas.

Perdas - Neste resultado já estão incorporadas as perdas decorrentes das fortes geadas que aconteceram entre os dias 24 e 25 de julho, avaliadas em 2 milhões de toneladas de grãos correspondentes aos prejuízos nas safras de trigo e milho da segunda safra. O café também sofreu com as geadas e deverá perder até 62% da safra, mas só em 2014.

Coleta de informações - Sobre as geadas ocorridas nesta semana, o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, informa que os técnicos saíram novamente a campo para coletar as informações e o resultado será divulgado no final de setembro. Ele antecipa que dessa vez apenas o trigo está em fase suscetível à baixa de temperaturas e certamente foi atingido. Cerca de 60% do trigo está em fase de floração e frutificação, considerada bastante sensível à queda das temperaturas. Mas o nível de intensidade ainda não é conhecido.

Safrinha - O milho da segunda safra, que registrou uma pequena perda de 960 mil toneladas até as geadas de julho, dessa vez não foi mais atingido porque toda a safra já estava em maturação, na reta final para a colheita, o que ajudou a escapar do rigor do clima essa semana. Não fossem os problemas de clima como seca, seguida de chuvas e depois de geadas, a segunda safra de milho teria sido mais um recorde, disse a técnica do Deral, Juliana Tieme Yagushi.

Outras culturas - Outras culturas de inverno que estão em campo, como cevada, canola, aveia, triticale e frutas também foram atingidas pelas geadas, mas não deverá significar grande impacto econômico para o resultado total do Estado, explicou Simioni. Em relação às frutas, de acordo com o engenheiro agrônomo. Agrônomo Paulo Fernando de Souza Andrade, responsável técnico por essa área no Deral, as mais atingidas foram o pêssego e a ameixa, cultivares precoces e de meia estação que são frutas de clima temperado e estavam no período da florada, mais sensíveis aos efeitos do frio/geadas.

Safra 2013/14 - O Deral espera divulgar a primeira estimativa da safra 2013/14 que começa a ser plantada até o dia 6 de setembro.

Produtividade - O aumento da produtividade foi o elemento fundamental que contribuiu para a safra recorde colhida este ano. O produtor recorreu a novas variedades de sementes, incorporou o conhecimento da pesquisa e da assistência técnica plantando variedades mais precoces, adubou corretamente as lavouras e fez o manejo correto e controle de pragas de forma mais intensiva, elementos que ajudaram a elevar a produtividade das lavouras, explicou a engenheira agrônoma Juliana Tieme Yagushi.

Soja - A safra de soja atingiu 15,8 milhões de toneladas, também recorde, que correspondeu a um aumento de 46% sobre a safra anterior. A produtividade média da soja alcançada no Paraná foi 3.381 quilos por hectare, 37% acima da média de produtividade do ano anterior.

Para o economista e chefe da Divisão de Conjuntura Agropecuária do Deral, Marcelo Garrido, esse avanço na produtividade significa que o produtor usou mais tecnologia, mas representa também uma recuperação sobre a safra anterior que sofreu com a seca. “Este ano, o produtor estava capitalizado e aplicou mais insumos na lavoura, mas por outro lado o clima contribuiu e houve uma recuperação”, explicou.

Milho - A mesma situação ocorreu com o milho da primeira safra, que resultou em 7,14 milhões de toneladas, 8% acima da safra anterior, afirmou a engenheira agrônoma do Deral, Juliana Tieme Yagushi. A produtividade média alcançada no milho foi de 8.158 quilos por hectare, 17% acima da produtividade média alcançada na safra anterior (2011/12). A segunda safra de milho está estimada em 10,42 milhões de toneladas, um aumento de 5% sobre a safra em igual período do ano passado. Mesmo com as geadas ocorridas em julho, que provocaram perdas nas lavouras, a segunda safra de milho no Paraná ainda é recorde.

Feijão - As duas principais safras de feijão cultivadas no Paraná estão encerradas, restando uma terceira safra em campo que é restrita à região do Norte Pioneiro e volume pequeno com pouco impacto econômico sobre a safra total do Estado. Entre as três safras estão sendo colhidas 675 mil toneladas, volume 4% acima da safra passada. O feijão também foi muito prejudicado pelo clima, o que contribui para manter os preços firmes no mercado. O Paraná é o maior produtor de feijão do País, contribui com 23% da safra nacional e os problemas climáticos ocorridos ao longo do ano influenciam na escassez do produto no cenário nacional.

Janela - Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, entre setembro a novembro, “há uma janela de entressafra onde não há colheita de feijão em nenhum lugar do País, o que deve manter os preços firmes”. Segundo ele, pela cotação de 28 de agosto o feijão de cores estava sendo vendido pelos produtores em média por R$ 129,00 a saca e o feijão preto por R$ 131,00 a saca de 60 quilos. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE: Paraná vai cobrar água usada por indústrias e grandes usuários

A partir do mês de setembro, aproximadamente 76 indústrias e grandes usuários que utilizam a água dos rios da Bacia do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira com finalidades comerciais, em seus processos de produção e operação, terão que pagar pelo uso da água. O Conselho Estadual de Recursos Hídricos aprovou na última quarta-feira (28/08) os mecanismos e valores da cobrança. O projeto piloto no Paraná abrange a bacia do Alto Iguaçu, na área que vai da Região Metropolitana de Curitiba até União da Vitória, localizada no Sul do Estado, incluindo 21 municípios em uma área de 5.870 quilômetros quadrados.

Captação - De acordo com a proposta, todas as indústrias que captam mais do que 1,8 litro de água por segundo - o que representa a captação aproximada de 75 mil litros de água por dia - para operação e produção, vão pagar pelo uso da água. Também passarão a pagar os usuários despejam efluentes tratados e as companhias de saneamento.

Contrapartida - O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, disse que o momento é histórico. "Vamos começar a cobrar dos grandes usuários que utilizam a água na bacia mais impactada pela poluição, que é a do Alto Iguaçu. Em contrapartida, vamos recompensar financeiramente proprietários e agricultores que preservam fontes de água e mananciais de abastecimento", anunciou Cheida.

Primeiro do Sul - O Paraná será o primeiro estado da região Sul a instituir a cobrança pelo uso da água por esses grandes consumidores. A medida tem como objetivo principal educar a sociedade, dar um valor econômico para a água e com isso incentivar o seu uso racional.

Valores - O valor que será pago é praticamente simbólico, R$ 0,01 centavo por metro cúbico de água captada diretamente nos rios. Para os grandes usuários que captam a água de poços ou aquíferos - as chamadas águas subterrâneas - o valor cobrado será de R$ 0,02 o metro cúbico. Pelo despejo de efluentes (líquidos resultantes de processos industriais) será cobrado R$ 0,10 pelo quilo de demanda biológica de oxigênio (DBO) lançado no rio.

Mensagem - "A principal mensagem que queremos passar com a cobrança é que a água passa a ter valor econômico, visando seu uso racional e a melhoria da sua qualidade com a redução do lançamento de efluentes e técnicas avançadas de tratamento de esgoto", ressalta Cheida.

Boletos - Os boletos de cobrança serão emitidos a todos os grandes usuários que possuem outorga - uma autorização que é concedida pelo Instituto das Águas do Paraná para uso da água de determinada fonte, com finalidade e prazo especifico.

Dados - Dados do Instituto das Águas do Paraná , autarquia da Secretaria do Meio Ambiente, informam que cerca de 4,2 mil usuários têm outorga para captar água ou despejar dejetos nos rios no Paraná. "Quem vai pagar são aqueles que utilizam os recursos hídricos de forma significativa, retirando água dos rios ou de poços e lançando carga orgânica diretamente nos rios da bacia, tal como as indústrias, mineradoras e prestadoras de serviço de abastecimento urbano", explicou o presidente do Instituo das Águas do Paraná, Márcio Nunes.

Arrecadação - Márcio Nunes explica que a cobrança não é um imposto, mas uma remuneração pelo uso de um bem público. O preço foi fixado a partir de um pacto entre os usuários da água - grande parte formado pelas indústrias, a sociedade civil e o poder público que integram os Comitês de Bacia Hidrográfica. "Ou seja, para instituir esta cobrança, o Governo do Paraná cumpriu várias etapas e discutiu com a sociedade como ela seria feita. Um grande avanço", completou Márcio.

Lei - A lei determina que 92,5% dos recursos advindos da cobrança pelo direito de uso da água sejam aplicados na bacia onde foi arrecadado, e 7,5% aplicados no custeio do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Fundo - A cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira vai arrecadar R$ 6 milhões por ano. O valor será destinado ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos, que terá uma conta exclusiva para cada Comitê de Bacia Hidrográfica. O Comitê de Bacias do Alto Iguaçu será responsável por aprovar os projetos para melhorias nos rios da Bacia.

São José dos Pinhais - O prefeito de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim, comemora a iniciativa. "Em nossa cidade está um trecho do rio Iguaçu muito prejudicado pela poluição. Os recursos arrecadados poderão ser utilizados em projetos para melhoria da qualidade da água, para evitar ocupações irregulares e reduzir os níveis de poluição do rio", disse Setim.

Paraná - Todas as 12 bacias hidrográficas do Paraná deverão cobrar dos grandes usuários pelo uso da água. Agricultores serão isentos. A previsão de arrecadação é de R$ 20 milhões por ano e os recursos arrecadados só poderão ser investidos em ações para a recuperação das bacias hidrográficas em que são gerados.

Política - A cobrança pelo uso da água é uma das ferramentas da política nacional e da política estadual de recursos hídricos, estabelecida pela Lei 9.433, de 1997. No Brasil, a cobrança já está implantada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraíba e em rios de domínio de União, nas bacias hidrográficas do Piracicaba-Capivari-Jundiaí (PCJ), Paraíba do Sul, São Francisco. (Agência de Notícias do Paraná)

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CARNES: Rússia habilita frigoríficos brasileiros

carnes 30 08 2013Dois frigoríficos brasileiros, do Estado do Pará, foram aprovados a exportar carne bovina para a União Aduaneira de Belarus, Cazaquistão e Rússia. A decisão foi comunicada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelas autoridades sanitárias russas na quarta-feira (28/08). A iniciativa faz parte do processo de negociações que vêm ocorrendo entre as autoridades russas e brasileiras nos últimos anos. Os embarques podem ter início imediatamente.

Feira - Além disso, com o intuito de estreitar ainda mais as relações comerciais entre Brasil e Rússia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) participa de 16 a 19 de setembro de 2013, da 22ª World Food Moscow. Neste ano, 19 empresas foram selecionadas e a participação brasileira será focada nos setores de carnes (oito frigoríficos) e de frutas. Para o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, a notícia ratifica a boa relação que há entre o Brasil e a Rússia, bem como o efetivo trabalho do Ministério da Agricultura, sob a orientação do ministro Antônio Andrade, de buscar novos mercados e de ampliar os já existentes.

Embarques - De janeiro a julho de 2013, o Brasil exportou US$ 700,8 milhões de carne bovina para a Rússia. (Mapa)

 

CRÉDITO RURAL: Financiamentos de máquinas e implementos agrícolas têm alta

Os empréstimos autorizados por meio do Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), em julho de 2013, apresentaram alta de 61,7% sobre o mesmo período da safra anterior. Esta modalidade permite que o produtor rural financie a aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Com a taxa de juros de 3,5% e a programação de R$ 7 bilhões em recursos pelo PSI-BK, já foram aplicados no primeiro mês da safra deste ano R$ 915,6 milhões. No mesmo mês da safra 2012/13 o valor atingido foi de R$ 566,3 milhões.

Resultado - Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, este resultado é devido à melhora nas condições de crédito nas modalidades de investimento, afirma que o governo está comprometido com o setor. Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação de julho de 2013 somaram R$ 9,5 bilhões, um aumento de 55% em relação ao mesmo mês da safra anterior, que foi de R$ 6,1 bilhões.

Avaliação - A avaliação das contratações do crédito agrícola é atualizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa). (Mapa)

COMMODITIES: Volatilidade continua a dar o tom na bolsa de Chicago

O nervosismo que dominou os mercados de grãos da semana passada para cá e provocou fortes valorizações na bolsa de Chicago não foi suficiente para evitar que soja, milho e trigo encerrassem agosto com cotações médias mais baixas que em julho. Segundo cálculos do Valor Data, baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez), o milho lidera as perdas (8,12%), mas a queda da soja também é expressiva (6,17%). No caso do trigo, que oscilou à reboque dos outros grãos, mais negociados, a baixa é mais modesta (2,46%). O balanço foi fechado no dia 29.

Tendência estrutural - Dessa forma, a tendência estrutural de queda dos preços dos grãos derivada da recomposição da oferta nos Estados Unidos prevalece, mas todos os sinais indicam que ainda haverá fortes emoções nesses mercados em setembro, reta final do desenvolvimento das lavouras americanas.

Clima - Como o clima quente e seco que afeta um quarto do Meio-Oeste dos EUA (incluindo o coração do cinturão do milho), é uma realidade, não apenas fruto da imaginação de especuladores, as próximas semanas prometem uma bateria de testes para cardíacos - ainda que as perdas tendam a ser bem menores do que indicam os eletrocardiogramas.

Trajetória - Assim, antes da confirmação desse cenário os preços médios dos grãos ainda poderão interromper, em setembro, a trajetória de queda em que se encontram. Agosto foi o terceiro mês seguido de baixa das cotações médias da soja em Chicago, o quinto mês de recuo do milho e o terceiro de desvalorização do trigo.

Pressão - Só que as médias de agosto foram pressionadas pelo comportamento dos preços nos primeiros 20 dias do mês. Nesta quinta-feira (329/08), em Chicago, a segunda posição da soja fechou a US$ 13,6850 por bushel, ante média mensal de US$ 12,7693. O milho chegou a US$ 4,8150 por bushel, ante média de US$ 4,6913, e o trigo ficou em US$ 6,54,25 por bushel, ante média de US$ 6,5367. E os patamares atuais mais elevados puxarão as médias de setembro para cima.

Relatório - Decisivo para essa definição será o próximo relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no dia 12. No levantamento publicado no início deste mês, o órgão cortou em cerca de 5 milhões de toneladas suas previsões tanto para a produção de milho quanto para a colheita de soja do país em 2013/14.

Novos cortes - A tesoura refletiu as adversidades climáticas do Meio-Oeste, e novos cortes são esperados - daí as recentes altas de preços. Mas, apesar dos ajustes, as produções serão muitos superiores às do ciclo 2012/13, castigada pela mais severa estiagem nos EUA em mais de 50 anos - daí a tendência estrutural de baixa.

Inflação - Do ponto de vista inflacionário, pode não ser uma boa notícia. Mas haverá espaço para que os produtores brasileiros acelerem as vendas antecipadas da grande produção esperada no novo ciclo (2013/14) em condições melhores do que as que vinham sendo observadas. E o câmbio também permanece favorável para isso. "É importante que os produtores aproveitem essas oportunidades porque o cenário de queda perdura. Ainda é preciso dimensionar corretamente os danos causados pela atual estiagem nos EUA, mas não deverá ser nada capaz de interromper a tendência", afirma Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da GO Associados.

Especulação - Enquanto isso, o manancial segue rico para especulação. Para Silveira, ela se concentrará mais na soja, em linha com o que vem progressivamente acontecendo desde o marcante aumento da "financeirização" dos mercados de commodities agrícolas, na década passada. "É um dos mercados de commodities de maior liquidez do mundo, atrás do petróleo. Com isso, tem atraído os investidores que querem se rentabilizar nos mercados futuros diante da piora dos retornos em outras aplicações. Mas a tendência é que esse movimento perca força".

Colchão - Silveira observa que hoje há no mundo uma massa monetária que tem funcionado como um colchão para os preços agrícolas. Mas medidas como o provável aumento dos juros nos EUA, por exemplo, poderão desinflar esse colchão, o que abriria espaço para uma baixa mais acentuada dos preços. "Esse movimento derrubará sobretudo a soja, que, por sua grande liquidez, tem sido o principal bastião de resistência nos mercados futuros agrícolas". Um dos motivos que explicam a preferência especulativa pela soja é o volume proporcionalmente elevado para comercialização no mercado externo.

Exportações globais - Conforme o USDA, as exportações globais de soja em grão deverão atingir 107,4 milhões de toneladas em 2013/14, ou 38,1% de uma produção mundial estimada em 281,72 milhões de toneladas. No milho, os embarques somarão 104,02 milhões de toneladas, ou 10,9% da de uma produção global calculada pelo órgão em 957,15 milhões.

Soft commodities - Entre as "soft commodities" negociadas na bolsa de Nova York, o destaque é a alta de 7,96% dos preços médios dos contratos futuros de segunda posição de entrega do cacau, basicamente motivada pela escassez de chuvas no Oeste da África, onde estão localizados os principais países produtores da amêndoa. O açúcar recupera parte das perdas recentes e fecha o mês com cotação média 0,97% superior à de julho, enquanto o algodão continua a se afastar das mínimas de 2012 e sobe 2,11%. Já o café ainda sente a pressão da oferta global confortável e cai 2,27% e o suco de laranja, sem danos causados por furacões à citricultura da Flórida, recua 2,61%. (Valor Econômico)

LEGISLATIVO: Senado aprova MP que desonera produtores de etanol

legislativo 30 08 2013O plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (29/08), a Medida Provisória (MP) 613, que permite aos importadores e produtores de etanol o desconto do crédito presumido da PIS/Pasep e Cofins nas vendas ao mercado interno. O texto segue para sanção presidencial. A MP também reduz as alíquotas desses tributos para quem importa insumos e vende à indústria petroquímica nacional, além de reduzir os impostos sobre a receita. O Ministério da Fazenda calcula que a renúncia fiscal decorrente dos benefícios será de cerca de R$ 2,1 bilhões em 2013 e de R$ 3,55 bilhões em 2014, alcançando R$ 3,88 bilhões em 2015.

Destinação - O relator, Walter Pinheiro (PT-BA), incluiu no texto a destinação de R$ 3 bilhões da União aos municípios. O montante foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff durante a Marcha dos Prefeitos, em julho, para ser investido na melhoria da qualidade dos serviços públicos municipais. O pagamento será feito em duas parcelas: a primeira metade até 15 de setembro deste ano e a segunda até 15 de abril de 2014.

Portos secos - Pinheiro tinha incluído, no projeto, dispositivos que tratavam da regulamentação dos portos secos – originalmente tratados pela MP 612, que perdeu a validade por falta de acordo acerca do conteúdo. Esse trecho foi retirado durante a votação no plenário da Câmara e a decisão foi referendada pelo Senado. A discussão sobre o assunto deve ser retomada na MP 619. (Valor Econômico)

 

BNDES: Banco terá spread menor em leilão de infraestrutura

O governo vai reduzir o spread cobrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos repasses de recursos aos bancos para financiamento de concessões de infraestrutura. O objetivo é aumentar a atratividade dessas operações para as instituições financeiras privadas e estatais que atuarem como agentes repassadores.

Cobrança atual - Hoje, o BNDES cobra 0,75% nos repasses que faz aos bancos que realizam empréstimos com seu funding. O percentual, segundo informou ao Valor uma fonte qualificada, será reduzido drasticamente. "O BNDES cobra 0,75% apenas para 'carimbar' os recursos que repassa aos bancos", disse uma fonte a par das discussões. "Isso não faz sentido, até porque o risco dos empréstimos é inteiramente dos bancos".

Funding - A decisão de usar dinheiro do BNDES como principal funding dos financiamentos a projetos de infraestrutura sepulta proposta polêmica que vinha sendo estudada pelo governo e que trazia grande desconforto ao BNDES. Por essa proposta, o Tesouro repassaria recursos diretamente a um fundo e este os emprestaria aos bancos, também com a finalidade de financiar as empresas vencedoras nos leilões de concessão.

Agilidade - Com o repasse de recursos do BNDES a bancos privados e estatais em melhores condições, o governo quer dar agilidade às operações de financiamento de grandes obras de infraestrutura. Atualmente, os desembolsos do BNDES levam até 18 meses entre o pedido do crédito e a liberação. Agora, com o envolvimento dos bancos, a intenção é diminuir o prazo para, no máximo, quatro meses.

Operações de financiamentos - Também para atrair os bancos privados, o governo já concordou em aumentar o spread das operações de financiamento de 1,5% para 2% ao ano, acrescida da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). As novas condições vão vigorar já no leilão das rodovias BR-262 e BR-050, agendado para o próximo dia 18. (Valor Econômico)

CESTA BÁSICA: A desoneração fiscal chegou ao bolso do consumidor

cesta basica 30 08 2013Cerca de cinco meses após o governo ter zerado os tributos federais incidentes sobre produtos da cesta básica, a maioria dos itens desonerados registrou queda de preços em Curitiba. Levantamento do Disque Economia feito a pedido da Gazeta do Povo mostra que açúcar, óleos, carne (bovina e suína), café, sabonete, papel higiênico e creme dental tiveram, em média, redução de valor. A pesquisa foi feita entre os dias 7 de março, um dia antes do anúncio da desoneração, e o último dia 27 de agosto.

Maiores reduções - A maior redução foi no óleo de soja, cujo preço caiu, em média, 21%, para R$ 2,54 a embalagem de 900 ml. O açúcar refinado registrou queda de até 18%, para R$ 7,22 (pacote com cinco quilos) e o sabonete, de 17%, para R$ 1,41. A manteiga, no entanto, ficou 7% mais cara, a embalagem com 200 gramas está R$ 4, e a sardinha, subiu 6,03%, para R$ 2,46 a lata com 130 gramas.

Efeito safra - A redução de preços também foi registrada nos dados da cesta básica medida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Paraná. Em julho (último dado disponível), o preço da cesta básica em Curitiba ficou em R$ 279,66, 5,04% menor que em junho. Em relação a março, a queda é de 5,12%.

Outros fatores - Para Fabiano Camargo da Silva, economista do Dieese, no entanto, a queda foi influenciada muito mais por outros fatores, como a sazonalidade e a entrada da safra de alguns produtos que pelo repasse da desoneração de impostos na ponta. De acordo com ele, seria necessário medir caso a caso, mas em geral as desonerações dificilmente chegam ao bolso do consumidor, tornam-se margem para as empresas. “Já se esperava que os efeitos da safra fossem benéficos sobre os preços. Muito provavelmente eles tiveram mais peso do que o corte de impostos. O que significa que os valores poderiam ter caído mais”, diz. As maiores quedas de preços foram justamente em preços de produtos relacionados à safra, como óleo de soja e açúcar.

Estimativas - Anunciada pela presidente Dilma Rousseff em março deste ano para reduzir pressões inflacionárias e estimular o consumo, a desoneração dos produtos da cesta básica acabou com a cobrança de PIS/Cofins e IPI sobre todos os itens que ainda sofriam a tributação. Entraram nessa lista carnes (bovina, suína, aves, peixes, ovinos e caprinos), café, óleo, manteiga, açúcar, papel higiênico, pasta de dente e sabonete.

Peso político - Apesar do peso político dado à medida, boa parte da cesta básica já não sofria tributação. Caso do leite, feijão, arroz, farinha de trigo ou massa, batata, legumes, pão e frutas.

Incidência - Antes da desoneração, a incidência do PIS/Cofins sobre carne, café, óleo, manteiga, açúcar e papel higiênico era de 9,25%. Sobre a pasta dental e o sabonete a taxa era de 12,5%. Todos esses produtos já tinham isenção de IPI, com exceção do açúcar e do sabonete (5%) que também tiveram o imposto extinto.

Impacto - Segundo o governo federal, as desonerações dos produtos da cesta básica representarão um impacto anual na arrecadação de R$ 7,3 bilhões. Somente em 2013, R$ 5,5 bilhões devem ser subtraídos dos cofres da União com a medida. (Gazeta do Povo)

 

IBGE: Economia brasileira cresce 1,5% no segundo trimestre

A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, totalizou R$ 1,2 bilhão no período de abril a junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 0,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB teve crescimento de 3,3%. A economia também cresceu 2,6% no acumulado do ano e 1,9% no acumulado de 12 meses. (Agência Brasil)

BRASIL: Governo estima alta de 4% para o PIB e 5% para inflação em 2014

O governo entregou nesta quinta-feira (29/08) ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária para 2014. Conforme informações dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão, os parâmetros macroeconômicos para 2014 preveem crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB), que, em valores nominais, deve somar R$ 5.242.900.000. O salário mínimo passa para R$ 722,90.

Inflação - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5%. A meta do resultado primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) é 2,2% do PIB, ou R$ 116,1 bilhões. A meta fiscal de empresas estatais é zero e a de estados e municípios e suas estatais fica em 1% do PIB ou R$ 51,3 bilhões. Com isso, o superávit primário do setor público deve atingir R$ 167,4 bilhões ou 3,2% do PIB.

Abatimento - O governo estimou ainda o abatimento do Governo Central no Projeto de Lei Orçamentária Anual em R$ 58 bilhões, o que representa 1,1% do PIB. Com isso, o resultado primário pode ficar em R$ 109,4 bilhões ou 2,1% do PIB.

Economia - Para 2013, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) havia fixado que o Governo Central tem de economizar R$ 63,1 bilhões, já levando em conta o abatimento de até R$ 45 bilhões de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de perda de receitas com desonerações. O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução, no médio e no longo prazos, do endividamento do governo. Desde o fim dos anos 1990, o governo segue uma meta de superávit primário. (Agência Brasil)

BRICS: Balança comercial em queda une Brasil e China

Em tempos de preocupação com o déficit em transações correntes, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou um dado nada animador para o Brasil. Apesar da fraqueza da economia doméstica, Brasil e China foram os únicos países entre as 12 maiores economias do mundo - desenvolvidas e em desenvolvimento - que registraram, ao mesmo tempo, aumento das importações e redução das exportações no segundo trimestre de 2013.

Contas externas - Um dos resultados desse fenômeno é a piora das contas externas, fato que tem sido apontado por analistas como uma das causas do aumento da aversão ao risco nos países emergentes. No segundo trimestre deste ano, o Brasil exportou US$ 85,6 bilhões. O valor é 4,63% menor do que o dos três primeiros meses do ano. Ao mesmo tempo, a importação de mercadorias somou US$ 62,9 bilhões, valor 0,22% maior que o do primeiro trimestre, segundo dados da OCDE.

Balança comercial - Ou seja, exportações diminuíram e importações cresceram em um período em que a economia brasileira continuou a apresentar sinais de fraqueza. O mesmo fenômeno ocorreu na China, onde as importações cresceram 1,42% e as exportações diminuíram 3,44%. O resultado desse movimento é visível na balança comercial. O superávit comercial brasileiro diminuiu em US$ 4,3 bilhões em um trimestre e o saldo chinês recuou ainda mais: US$ 26 bilhões em três meses.

Demais países - Entre os demais países da pesquisa, Estados Unidos e África do Sul registraram aumento das exportações e redução das importações. O quadro permitiu a redução do déficit comercial dos dois países. Houve ainda contração das importações e também das exportações na Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Índia e Rússia. O único país que registrou, ao mesmo tempo, aumento na compra de importados e também na venda para outros países foi o Reino Unido.

Estudo - O estudo da OCDE mostra ainda que o comércio exterior global continuou em retração no segundo trimestre. Essa desaceleração afeta tanto os países ricos como os países em desenvolvimento.

Retração - A retração, porém, é mais forte em mercados como Brasil, Rússia, Índia e China. Na comparação trimestral, a corrente de comércio - soma das exportações com importações - caiu 1,4% nas sete principais economias do mundo desenvolvido, o chamado G-7, e recuou 1,8% no grupo dos grandes emergentes, o Brics. (Agência Estado)

PUBLICAÇÃO: Conselho de Economia dá dicas sobre consumo consciente

corecon 30 08 2013O Conselho de Economia do Paraná (Corecon/PR) lançou a 4ª edição da publicação Entenda de Economia, com dicas sobre consumo consciente. Na apresentação, o Corecon lembra que o Brasil vive um momento especial, de grande impulso ao consumo, seja pelas facilidades de crédito, seja pela melhoria das condições de emprego e renda. Isso tem desencadeado um alto grau de endividamento e inadimplência. “Essa cartilha busca levar à população conhecimentos de finanças pessoais, com o intuito de ajudar nas escolhas de maneira a complementar as iniciativas de apoio e orientação aos cidadãos, incentivando o consumo consciente, a preservação do meio ambiente e as compras dentro das suas condições financeiras, lembrando sempre: não gaste mais do que você recebe”, afirma o Conselho na apresentação.

Conteúdo - A cartilha tem 32 páginas e é dividida em oito tópicos: Consumo consciente; orçamento familiar; finanças familiares; como lidar com as dívidas; portabilidade de crédito; dicas para não cair na inadimplência; como poupar e formas de crédito. Ao final, há ainda dicas de economia para crianças acima de 10 anos. 

 


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