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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3170 | 02 de Setembro de 2013

SICOOB: Carteira de crédito cresce 11,2% no primeiro semestre

Sicoob 02 09 2013O volume de operações de crédito no Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) cresceu 11,2% no primeiro semestre deste ano, atingindo R$ 22,4 bilhões. Os ativos do sistema também evoluíram, chegando a R$ 38 bilhões, marca 11,4% superior à registrada no mesmo período do ano passado. Ainda no quesito patrimônio líquido, as cooperativas do Sicoob apresentaram avanço de 5,5% com R$ 8,5 bilhões. Em depósitos, o crescimento foi de 15,2%, chegando a R$ 24,1 bilhões. O resultado líquido do período foi de 625 milhões.

Fortalecimento - Os números demonstram o fortalecimento do setor cooperativista, segundo o diretor de Negócios do Sicoob Confederação, Abelardo Duarte de Melo Sobrinho. Ele atribui os bons resultados à credibilidade do segmento, conquistada pela adoção continuada de um conjunto de ações. “O marco regulatório adequado às necessidades do setor e o aprimoramento do mesmo possibilitaram o fortalecimento das cooperativas, que puderam oferecer crédito de forma cada vez mais inclusiva e justa. Além disso, podemos atribuir a expansão do setor a diferenciais como distribuição de sobras, taxas e juros mais acessíveis, atendimento personalizado, entre outros”, diz.

Outros números - O saldo da carteira de crédito do Sicoob destinado à pessoa física teve um acréscimo de 17,9%, alcançando a marca dos R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2013. Para o produtor rural pessoa física, o acumulado do crédito ofertado foi de R$ 10,1 bilhões, o que equivale a um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para pessoa jurídica, as operações de crédito ultrapassaram a marca dos R$ 5,9 bilhões, o que representa crescimento de 16,8%. Para pessoa jurídica rural o saldo acumulado foi de R$ 1,9 bilhão.

Rede de atendimento - A rede de atendimento do Sicoob também evoluiu no primeiro semestre. O avanço foi de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A evolução na adesão de novos associados ao Sistema foi de 5,93%

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui mais de 2,5 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 500 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação) que tem a finalidade de defender os interesses das cooperativas representadas, ofertar serviços, promover a padronização, supervisão e integração operacional, financeira, normativa e tecnológica. Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob) especializado no atendimento às cooperativas de crédito e cujo controle acionário pertence às cooperativas do Sicoob; a Bancoob DTVM, distribuidora de títulos e valores; o Sicoob Previ, fundação que oferece plano de previdência complementar; a Cabal Brasil, bandeira e processadora de cartões e a Ponta Administradora de Consórcios. Conta ainda com o Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), que confere credibilidade ao Sistema e garante a proteção dos recursos dos seus associados. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfólio de produtos e serviços para seus associados e possibilitam acesso a recursos para empréstimos em geral e investimentos, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com juros mais acessíveis. (Imprensa Sicoob)

 

UNIMED CAMPO MOURÃO: Aprovada a construção de hospital próprio

unimed campo mourao 02 09 2013A Unimed de Campo Mourão aprovou quase por unanimidade a construção de um hospital próprio na cidade. Nos próximos 90 dias, será feito um cronograma para as obras e o orçamento. Depois desse período, os médicos cooperados voltam a se reunir para discutir os detalhes. A diretoria da cooperativa adiantou que serão 70 leitos e uma previsão de contratação de 300 funcionários – fora os médicos cooperados que atenderão no local.

Problema - De acordo com a presidente da Unimed, Maria Beatriz Silva Mildemberger, a falta de leitos é um problema mesmo para atendimentos particulares. “Em todo o Brasil é um problema você conseguir leito e ter qualidade. A qualidade também é um tópico que esteve muito presente nessas discussões. Os cooperados vão trabalhar no sentido de investir dinheiro e recurso dos médicos de Campo Mourão em um hospital para Campo Mourão.”

Atendimento - Ela explicou que não haverá qualquer concorrência com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Teremos um hospital Unimed para atender nossos beneficiários e os convênios de co-gestão e particulares. Os médicos estão vendo como é difícil conseguir leitos. Nós precisamos de leitos particulares e com independência dos outros serviços. A gente pede só paciência para a população nesse período que não esteja totalmente construído”, coloca.

Vontade - Segundo Beatriz, o hospital é resultado da vontade dos médicos. “Por isso vamos fazer uma coisa planejada e transparente”, reforça antes de detalhar que esse processo é próprio da estrutura das Cooperativas. “Não adianta vir da ‘cabeça’ da diretoria. A gente conseguiu interpretar isso e ficamos muito felizes.” A votação foi favorável inclusive entre os cooperados que não moram em Campo Mourão e são de municípios como Engenheiro Beltrão, Araruna e Mamborê.

Estudos de viabilidade - Os estudos de viabilidade para a construção começaram em setembro do ano passado. Após uma decisão do conselho de administração foi contratada uma consultoria que verificou a possibilidade, analisando inclusive o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse relatório foi entregue em dezembro e a partir daí começou a negociação com os outros hospitais particulares, para verificar se haveria interesse na venda. “Esse processo demorou, mas foi importante porque sedimentou tudo. É o dinheiro dos médicos e será do trabalho deles que vamos tirar.”

Comprometimento - O vice-presidente da Unimed, Eufânio Estéfano Saqueti, explicou que existe um pedido muito grande de comprometimento do médico com a situação da saúde no Brasil. “Tivemos uma semana extremamente turbulenta em relação ao médico com o sistema de saúde, com a presidente da República. E em meio a todo esse clamor os médicos de Campo Mourão têm maturidade de vir aqui discutir isso. Colocar recursos financeiros e o trabalho deles à disposição para um melhor atendimento para os nossos usuários e para toda a região”, completa. (Unimed Campo Mourão)

 

COAMO: Campeã do setor no ranking As melhores da Dinheiro

A Coamo recebeu, na noite de 29 de agosto, em São Paulo, o prêmio de campeã no setor “Cooperativas” da revista IstoÉ Dinheiro, figurando entre as 27 companhias da economia nacional que mais se destacaram em suas áreas de atuação no ranking  “As Melhores da Dinheiro 2013”. O presidente da Coamo, engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, recebeu a premiação em nome dos mais de 26 mil cooperados e dos mais de 6 mil funcionários da cooperativa, em evento solene que contou com  as presenças do vice-presidente da República, Michel Temer, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, da ministra da Cultura, Marta Suplicy,  do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e outras autoridades e empresários.

Critérios - A avaliação “As Melhores da Dinheiro” não se restringiu apenas aos aspectos financeiros, mas também a outros critérios fundamentais para medir e premiar a boa administração, a gestão de recursos humanos, a gestão em inovação e qualidade, a gestão em sustentabilidade financeira, a gestão em responsabilidade social e meio ambiente e a gestão em governança corporativa. “Em todos eles, as empresas mais bem avaliadas foram consideradas vitoriosas, segundo dados compilados e analisados pela Trevisan Escola de Negócios, e no segmento Cooperativas Agrícolas, a Coamo foi a vencedora com excelente performance” informa Caco Alzugaray, presidente Executivo da Editora Três.

Alavanca – Segundo o Anuário “As Melhores da Dinheiro”, os números do agronegócio ao contrário da maior parte da economia indicam que o setor está longe de viver uma desaceleração. “A Conab aponta que a safra de grãos 2012/13 será recorde, com 186 milhões de toneladas e metade deste montante passa pelas mãos de 1.561 cooperativas agrícolas do pais, que reúnem um milhão de cooperados. E é nesse campo próspero que a Coamo não para de crescer e  multiplicar seus rendimentos tendo obtido em 2012 o melhor resultado de sua história”.

Orgulho – A conquista de uma premiação nacional no ranking As Melhores da Dinheiro como a campeã do setor de Cooperativas é comemorada pela diretoria, cooperados e funcionários da Coamo. “É um reconhecimento muito importante que recebemos da sociedade, fruto da solidez, administração, capitalização e do trabalho que a Coamo realiza. Ficamos felizes pela performance da Coamo que foi reconhecida por especialistas com base no desempenho em vários critérios como os de responsabilidade social e sustentabilidade financeira. Partilhamos esta conquista com a diretoria, cooperados e funcionários”, comemora o presidente da Coamo. (Imprensa Coamo)

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FRIMESA: Cooperativa conquista prêmio com Projeto Parque Ambiental

frimesa 02 09 2013O Projeto Parque Ambiental Frimesa acaba de conquistar o troféu “Onda Verde”, que premia as melhores práticas ambientais nas empresas do sul do país. Também conquistou o 3º lugar da 9ª Pesquisa de Gestão Sustentável, na categoria Questões do Consumidor. Ambas premiações foram entregues pela Editora Expressão, em com o reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente.

Onda Verde - O troféu “Onda Verde” faz parte do 20º Prêmio Expressão de Ecologia e a entrega aconteceu em 16 de agosto, durante o Fórum de Gestão Sustentável em Florianópolis. Estiveram presentes representantes de empresas, ONG's e do setor público, destaques em sustentabilidade no sul do país. A Frimesa conquistou a categoria educação ambiental concorrendo com outros 193 cases inscritos.

Área - O projeto Parque Ambiental desenvolvido pela cooperativa mantém hoje uma área de 50 hectares de mata nativa integrada à Unidade Industrial de Medianeira. Há ainda uma trilha ecológica onde é possível visualizar a riqueza da biodiversidade, através da floresta nativa, cachoeiras e árvores exóticas. Até julho de 2013, o Parque Ambiental recebeu 3.484 visitantes, por meio de escolas, universidades, creches, Clubes de Mães, Grupo de Idosos, Grupo de Hipertensos, Grupos de Ginástica, entidades filantrópicas, Grupo de Corais e principalmente colaboradores, vindos de dez municípios de toda a região. (Imprensa Frimesa)

 

COCAMAR: Perdas com soja nos EUA são inquestionáveis, avalia grupo

cocamar 02 09 2013Fazendo uma avaliação de tudo o que viram em relação ao estado das lavouras de milho e soja na excursão promovida pela Cocamar durante a última semana ao Illinois, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, participantes acreditam que os danos causados pela falta de chuvas e o forte calor, são inegáveis.

Déficit hídrico - Para o engenheiro agrônomo Henrique de Biasi, que trabalha na Embrapa Soja, em Londrina, e integrou o grupo, a região visitada no Illinois já apresenta perdas. "Há um déficit hídrico elevado em pleno período de enchimento de grãos", comenta Biasi, referindo-se à soja. Segundo ele, a lavoura teve até agora um bom desenvolvimento, mas o potencial produtivo está diminuindo devido a falta de umidade. "Se não chover logo, a situação vai piorar", acrescenta, dizendo ser difícil, por enquanto, fazer uma estimativa. Mas mencionou que se um quadro de déficit hídrico semelhante ocorresse no Brasil durante a fase de granação da soja, a safra estaria liquidada.

Estiagem - Na última semana, quando a comitiva composta por 63 pessoas - entre produtores e técnicos - visitou propriedades e uma cooperativa em várias regiões, além de participar da Farm Progress Show (importante feira de tecnologias para o agronegócio), a estiagem já durava 40 dias e, para complicar, a temperatura estava ao redor de 40 graus - o que potencializa o risco de danos.

Manchas amareladas - O superintendente de operações da Cocamar, Arquimedes Alexandrino, lembra que em alguns lugares foram observadas manchas amareladas na lavoura de soja, um indicativo claro de estresse hídrico. E cita que a própria cooperativa Topt Light Grain, que opera com 1,2 mil produtores nas imediações de Champaign, admitiu no momento em que recepcionou os visitantes, uma perda considerável na cultura da soja. Diante de uma média tradicional ao redor de 160 sacas por alqueire, eles já cogitam uma expectativa de produtividade de 95 sacas por alqueire, resultado de uma série de problemas, começando pelo plantio tardio em razão do excesso de chuvas naquele período, seguido de temperaturas frias na fase de desenvolvimento e, agora, estiagem e forte calor na época de enchimento de grãos. De qualquer forma, comenta o superintendente, há uma grande variabilidade da situação das lavouras, que apresentam quadro melhor em algumas regiões e pior em outras.

Produção da safra passada - Ele diz que ainda não dá para fazer uma projeção, mas afirma acreditar em uma safra de soja com volume de produção semelhante a do ano passado, ao redor de 82 milhões de hectares. Inicialmente, acrescenta, o departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu uma safra de 93 milhões de toneladas, mas a quantidade já foi revista para baixo. Há alguns dias, o Crop Tour divulgou o resultado de um minucioso levantamento, apontando para algo próximo a 85 milhões de toneladas. "Como se vê, estamos chegando perto dos números do ano passado", completa.

Variabilidade - Já o professor Antônio Luiz Fancelli, consultor da Cocamar e docente da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), diz que a variabilidade do estado das lavouras é grande, mas, de um modo geral, apresentam bom desenvolvimento. Ele considera que, pelo menos até o momento, não é possível ainda ter uma noção mais clara em relação a possíveis perdas, embora acredite que elas já existam. Fancelli, no entanto, chama atenção para a possibilidade de uma mudança rápida do clima em setembro, com a chegada do frio e até das primeiras geadas. O clima, pelo menos, mostra sinais de semelhança com o ocorrido em 1996 e 1998, quando houve geadas precoces. Se isto acontecer, o risco de a soja ser atingida é grande e perdas serão inevitáveis", pontua.

Comprometimento - Com a experiência de produzir soja há 26 anos em Terra Boa e há dez em Querência do Norte, no Paraná, Valdomiro Peres Júnior, um dos produtores de soja que participou da viagem, diz que, pelo que viu, as lavouras de soja apresentam comprometimento em sua produtividade, como resultado do longo período sem chuvas. "Diferente dos nossos solos, que não retêm umidade, no Meio-Oeste dos Estados Unidos os solos permitem umidade por mais tempo, o que favorece a cultura,  mas o momento atual é crítico porque as plantas necessitam de bastante água para o enchimento de grãos, mas não está chovendo".

Milho - Quanto ao milho, a expectativa da delegação é que as lavouras já estão bem adiantadas e o percentual de perdas em razão do déficit hídrico, num contexto geral, deve ser pequeno.

Piores para a soja - "Se as coisas já não estão muito boas para o milho, elas parecem muito piores para a soja", afirmou o especialista em agronegócios Amílcar Centeno, que fez palestra para os integrantes do grupo da Cocamar em Champaign, na terça-feira (28/08). De acordo com Centeno - que por mais de 30 anos trabalhou na John Deere - o risco de geadas em setembro deve ser considerado. "Pelo jeito o campeonato vai ser decidido aos 45 minutos do segundo tempo", comentou.

Atraso na comercialização - Um outro detalhe na viagem aos Estados Unidos chamou a atenção do superintendente de operações da Cocamar, Arquimedes Alexandrino: o atraso na comercialização da safra deste ano, fenômeno que se observa tanto nos EUA quanto no Brasil, respectivamente o primeiro e segundo maior produtor mundial da oleaginosa.

Venda antecipada - Alexandrino lembra que na visita à cooperativa Topt Light Grain, em Seymour, os brasileiros souberam que apenas 38% do milho e 25% da soja foram comercializados antecipadamente pelos produtores, sendo que, de acordo com o histórico, ao menos metade da safra já deveria ter sido vendida. "No Brasil também os produtores estão segurando a comercialização, de um lado porque a cotação do milho está baixa e, de outro, porque certamente apostam em novas altas para a soja."

Problema - O problema é que o tiro pode acabar saindo pela culatra, observa o superintendente, explicando que se os sojicultores decidirem, em determinado momento, efetivar a comercialização, a oferta maciça da commodity poderá contribuir para derrubar o preço.

Capitalização - A explicação do site AGProfessional para essa demora é que os produtores norte -americanos estariam capitalizados em razão de vários anos seguidos de preços bons para as commodities e se colocam agora numa posição cômoda frente ao mercado, sem enfrentar pressão e segurando as vendas ao aguardo de novas altas. (Imprensa Cocamar)

 

COPACOL I: Mais de R$ 3 milhões são investidos em Centro de Distribuição

Com investimentos de mais de R$ 3 milhões, a diretoria da Copacol inaugurou, na última sexta-feira (30/08), as adequações do CD (Centro de Distribuição/Minda Alimentos) em Formosa do Oeste, que comtemplam armazenamento e distribuição de produtos para o Copacol Supermercados, além da produção do Minda Alimentos. No mercado desde 2009, a marca Minda Alimentos está em constante crescimento, oferecendo ao consumidor diversidade de produtos não refrigerados. 

Linha - O Minda alimentos conta com a linha de arroz, risoto, azeite de oliva, farinha de trigo, açúcar, feijão, e vem trabalhando para ampliar seu mix de produtos nos próximos anos.

Estrutura - Segundo o diretor presidente da cooperativa, Valter Pitol, após a desativação da algodoeira a diretoria vinha planejando a melhor forma de aproveitar a estrutura. “Com o crescimento dos produtos da marca Minda Alimentos e a necessidade de investir em um centro de distribuição, reestruturamos a nossa antiga algodoeira para atender estas demandas”, destaca Pitol, acrescentando que a expectativa é de faturar 40 milhões em 2014, com a marca Minda.

Investimentos - A estrutura inaugurada contempla duas máquinas de empacotamento de arroz com capacidade de empacotar 180 toneladas dia, capacidade de armazenar duas mil toneladas de arroz, estrutura física e operacional para dar suporte aos negócios do Minda alimentos, atacado e os seis supermercados da Copacol. Com os investimentos também será possível atender no atacado 40 municípios vizinhos, empregando 65 colaboradores diretos, frota própria de 11 caminhões, balança para pesagem e refeitório. (Imprensa Copacol)

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COPACOL II: Sipat é finalizada na sede e unidades

De 26 a 30 de agosto, aconteceu, na sede da Copacol, em Cafelândia, e nas unidades de Nova Aurora, Goioerê, Jesuítas e Formosa do Oeste, a 31ª Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho). O evento contou com o palestrante Dimas José Ditoni e integrantes da equipe Saúde e Segurança do Trabalho, sendo que o ponto alto foi o show do mágico Arcanjo, todos ressaltaram que para trabalhar com segurança e preservar sua integridade, o trabalhador não deve contar com a sorte. Também foi realizada a premiação do concurso cultural, sorteio de vários brindes e exames para colaboradores com idade acima de 40 anos.

Mensagem - “A forma com que o mágico trabalhou os temas foi muito interessante, ele passou a mensagem de forma descontraída e assim despertou a nossa atenção quanto a importância da prevenção de acidentes no ambiente de trabalho”, afirma a colaboradora da unidade de Formosa do Oeste Cleonice Sonsin Sirico.

Bons momentos - “Queremos parabenizar a todos os envolvidos na organização e realização da 31ª Sipat. Tivemos em nossa Aercol bons momentos de prevenção e descontração. Recebemos dos colaboradores participantes um feedback muito positivo”, afirma o gerente da unidade de Jesuítas Dirceu Claudino da Silva.

Integração - Além de conscientizar os colaboradores quanto à prevenção, redução e neutralização dos acidentes de trabalho e valorizar a Cipa (Comissão Interna de Acidentes), o evento também visa garantir maior integração entre os colaboradores.

Êxito - Neste ano, segundo o engenheiro encarregado do setor de Segurança do Trabalho Jozival Matias do Nascimento, o evento foi encerrado com grande êxito. “Foram superadas todas as expectativas que tínhamos para a nossa Sipat do cinquentenário da Copacol e mais do que nunca podemos afirmar o que disse nosso colaborador Cosme Zanella Mendes que “trabalhar com segurança e ter paixão pela vida”. A mensagem que deixamos para nossos colaboradores é que os conhecimentos adquiridos sejam cumpridos não apenas nesta semana, mas sim em todos os dias”, afirma. (Imprensa Copacol)

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AGENDA PARLAMENTAR: Aprovação da MP 613 no Senado foi um dos destaques da semana

agenda parlamentar 02 09 2013O Senado Federal aprovou essa semana a Medida Provisória 613/2013, que institui crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins na venda de álcool, inclusive para fins carburantes; altera as Leis 9.718/1998, 10.865/04, 11.196/05, e 9.532/97, e a Medida Provisória 2.199-14/01, dispondo sobre incidência das referidas contribuições na importação e sobre a receita decorrente da venda no mercado interno de insumos da indústria química nacional.

Pleito - Com o apoio dos membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o Sistema OCB incluiu no texto os pleitos das cooperativas produtoras de etanol. Com essa conquista as cooperativas de etanol responsáveis pelo recolhimento das contribuições do PIS/Pasep e da Cofins, passam também a ser responsáveis pela apuração do crédito presumido, o qual será compensado com as contribuições devidas por suas cooperadas.  A matéria segue para sanção presidencial.

Câmara dos Deputados - O Sistema OCB participou na quarta-feira (28/08), da audiência pública que debate o Novo Marco Mineral. O representante do Conselho Consultivo do Ramo Mineral, Gilson Camboim, apresentou para a Câmara dos Deputados, os pleitos prioritários das cooperativas de mineração. O debate realizado pela Comissão Especial do Novo Marco Mineral é um dos eventos programado pelo relator, deputado Leonardo Quintão, para obter subsídios para formulação do seu parecer. O Sistema OCB defendeu a isenção do pagamento de taxas por parte das cooperativas. Segundo o representante do Sistema, Gilson Camboim, o projeto apresentado pelo Poder Executivo retira a competitividade das cooperativas e dos pequenos mineradores.

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ÍNDIA I: Soja indiana cresce com herança ocidental, confere Expedição Safra

india I 02 09 2013A soja é originária da Ásia (China e Japão), mas referências tecnológicas do Ocidente estão elevando a produtividade das lavouras da oleaginosa na Índia, constatou a Expedição Safra Gazeta do Povo, que está encerrando viagem de duas semanas pelo país de 1,2 bilhão de habitantes. O aumento no consumo de proteína tem feito os indianos buscarem produção de soja cada vez maior.

Avanço - “Os trabalhos de pesquisas estão avançados e são semelhantes aos dos três principais players neste mercado de produção [Brasil, Estados Unidos e Argentina]“, avaliou o agrônomo Robson Mafioletti, analista técnico e econômico das cooperativas do Paraná no Sistema Ocepar, que participa da Expedição Safra há sete anos.

Roteiro - A comitiva de técnicos e jornalistas brasileiros percorreu lavouras, instalações portuárias e instituições como o Diretório de Pesquisa de Soja (DRS, na sigla em inglês).  Essa instituição tem 46 anos e assume funções que no Brasil são responsabilidades da Embrapa Soja.

Produtividade - Os entrevistados disseram que a produtividade da soja está passando de 1,5 mil para 2 mil quilos por hectare na Índia. No Brasil, o índice está passando de 3 mil quilos por hectare.

Sementes - A tecnologia do Ocidente chega como conhecimento em manejo e por meio das sementes. Porém, aponta Mafioletti, há questões locais que interferem na produtividade das lavouras indianas. “O tamanho das propriedades é pequeno, a mecanização agrícola torna-se mais difícil e os solos apresentam baixo teor de matéria orgânica.” Além disso, o quadro torna mais lenta a transferência de tecnologias.

Área - O avanço em produtividade é complementado pela ampliação da área de cultivo, que deve passar de 10,7 milhões para 18 milhões de hectares em uma década, relata o técnico da Ocepar. A capacidade de processamento de soja do país dá lastro à ampliação na produção. O país importou nos primeiros seis meses deste ano US$ 137 milhões em óleo de soja do Brasil, aponta Mafioletti.

Proteína - População que alimenta-se basicamente de vegetais e cereais como o milho tende a consumir mais proteína. Como a renda média do total de 1,2 bilhão de habitantes é baixa, a Índia concentra 1/3 dos pobres do mundo, conforme o Banco Mundial. O crescimento da classe média, no entanto, aumenta o consumo de proteína. A tendência é que as pessoas que se alimentam basicamente de vegetais passem a consumir produtos mais elaborados e, com isso, cresçam as exportações do agronegócio brasileiro para o país asiático, que já tem na China seu principal parceiro. (Gazeta do Povo)

 

ÍNDIA II: A caminho do Fome Zero

india II 02 092013Na semana passada, a Índia aprovou a National Food Security Bill, lei que institui o programa que pretende reduzir a fome no país. Semelhante ao programa brasileiro Fome Zero, o Food Security Bill vai garantir que mais de três quartos da população rural da Índia e mais da metade da população urbana possa comprar até cinco quilos de grãos por mês subsidiados pelo governo. Para isso, serão gastos cerca de US$ 20 bilhoes por ano para garantir alimentos a baixo custo para a população como  arroz, trigo, lentilha, entre outros grãos.

Subsídios - Os alimentos serão subsidiados pelo governo, que vai disponibilizar nos armazéns de todas as regiões do país arroz ao custo de $3 rupias por quilo (R$ 0,10), $2 rupias pelo kg do trigo (R$ 0,07) e $1 pelo kg de outros grãos (R$ 0,04), por até 5 kg por mês. Além de alimento barato para a população, a lei garante o preço mínimo pago ao produtor para estimular a produção no país.

Complexo e ambicioso - Apesar das intenções do governo, o programa ainda é considerado complexo e ambicioso. “Ainda não conseguimos entender direito como funciona, mas a medida que o programa se sustente, teremos que aumentar nossa capacidade de estoque. Só assim poderá fornecer alimento para toda a população”, afirmou D. K. Gulati, diretor executivo do National Agriculture Cooperative Marketing Federation of India (Nafed) , federação ligada ao governo que congrega as cooperativas comerciais da Índia – uma espécie de Conab em forma de cooperativas.

Pobreza - Aproximadamente 70% da população indiana vive com menos de $120 rupias (cerca de R$ 4,80) por dia, de acordo com Banco Mundial. Segundo maior produtor de arroz e trigo do mundo, depois da China, o país é habitado por um quarto dos famintos do mundo. (Alana Fraga / Diário da Safra – Globo Rural)

 

TENDÊNCIA: Agricultura pode viver era de moderação, diz economista

tendencia 02 09 2013Os preços agrícolas concluíram a escalada iniciada há sete anos, mas não devem sofrer um colapso. Para o economista Christopher Hurt, da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, a tendência é que a agricultura experimente um longo período de "moderação".

Equilíbrio - O economista vê um cenário de crescente equilíbrio entre oferta e demanda por alimentos, margens de lucro mais apertadas no campo e menos estímulos ao aumento da produção, mas minimiza a possibilidade de uma crise estrutural.

Exploração exagerada - Para Hurt, os mercados exploraram de maneira exagerada o potencial de aumento da demanda global e subestimaram a capacidade de reação da oferta. "Ouvimos muito que teremos de alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050, que seria impossível aumentar a área plantada. Isso é uma bobagem. Há enormes extensões de terra e muita tecnologia a serem incorporadas".

Adição - Segundo o estudioso, mais de 60 milhões de hectares foram adicionados à agricultura em todo o mundo desde 2005, com aumentos expressivos de produtividade em países como a China. "Não há um setor da economia em que um choque de demanda não tenha sido correspondido por um aumento da oferta. E se não é possível aumentar a oferta, então se muda o padrão de consumo. Nós, americanos, cortamos o consumo de carnes em 10% nos últimos anos. E ainda podemos cortar muito mais. As pessoas mudam, se adaptam. A gente pode comer diferente".

Demanda chinesa - O economista afirma que a demanda chinesa por carnes (e, consequentemente, a de milho e soja para a produção de ração) tende a desacelerar nos próximos anos, assim como o uso de milho para a fabricação de etanol nos EUA. "A China é a grande locomotiva da demanda, e o fato é que sua economia está desacelerando. Isso vai reduzir o ritmo da transição alimentar pela qual está passando, o que significa que o consumo de carnes vai crescer menos".

Consumo per capita - Hurt acrescenta que, a despeito da economia mais fraca, o consumo per capita de proteínas animais (incluindo o de pescados) na China pode se aproximar dos patamares observados nos países desenvolvidos num prazo de cinco a dez anos. "Isso realmente vai reduzir o ritmo de crescimento da demanda por grãos, o que significa uma maior competição, entre EUA e América do Sul, pelo que a China vai comprar".

Produção de etanol - O economista observa ainda que os EUA já estão próximos de atingir a meta para a produção de etanol a partir do milho (de 15 bilhões de galões) estabelecida pela Lei dos Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês). O mandato determina que a produção de biocombustíveis deve mais do que dobrar, a 36 bilhões de galões, até 2022. Mas impõe que praticamente todo o aumento daqui para frente venha de fontes mais eficientes que o milho, como a celulose e a cana-de-açúcar.

Consumo de milho - Desse modo, o consumo de milho para a produção de etanol - que mais do que dobrou desde 2007, para quase 125 milhões de toneladas anuais - está se estabilizando. "Os biocombustíveis implicaram um enorme aumento da demanda por milho, mas atingimos um platô".

Metas - O economista alerta, porém, que será impossível atingir as metas da RFS nos próximos anos, uma vez que a produção de etanol a partir da celulose ainda engatinha. Além disso, no lado da demanda, a evolução do etanol nos EUA é restringida pelo que Hurt chama de 'blend wall' - ou barreira da mistura. "As redes varejistas de combustíveis, que são controladas pelas companhias de petróleo, não querem ser obrigadas a misturar mais do que 10% de etanol na gasolina, não querem que o governo lhes tome mais do que isso".

Revisão - Diante desse cenário, o Congresso americano pode rever a RFS. Para Hurt, este é o principal fator de incerteza em relação à demanda por grãos nos próximos anos.

Resistência - Os agricultores americanos pressionam pelo aumento dos volumes de etanol de milho, mas enfrentam resistência crescente por parte da indústria de aves e das associações de consumidores. "O argumento desses grupos é: 'Revoguem a lei. Estamos destinando uma enorme quantidade de matéria-prima para fazer combustíveis, elevando os preços dos alimentos, tirando dinheiro dos consumidores pobres e dando aos fazendeiros ricos'".

Forte - Hurt avalia que a oposição aos biocombustíveis não estava suficientemente organizada em 2007, quando a lei foi aprovada pelo Congresso, mas nunca foi tão forte quanto agora. "À época, predominou a obsessão por reduzir a dependência do petróleo - fazia mais sentido dar dinheiro aos fazendeiros americanos do que aos 'terroristas' do Oriente Médio - e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Eram argumentos bons, especialmente porque não havia ninguém argumentando do outro lado".

Mistura - Segundo o economista, os americanos devem adicionar pouco mais de 13 bilhões de galões de etanol à gasolina em 2013, o que corresponde a aproximadamente 10% do consumo total do combustível fóssil. "Estamos misturando tudo o que podemos. Não há como ampliar o consumo". Hurt afirma ainda que, diante das restrições à expansão da produção, a indústria do petróleo "sente que agora tem a oportunidade de matar qualquer avanço no programa de biocombustíveis".

Catástrófica - Uma revogação da RFS, diz, seria "catastrófica" do ponto de vista da demanda. "Semanas atrás, deixei isso claro aos congressistas: 'Se vocês querem ver a agricultura americana e mundial entrarem em colapso, ouçam esses produtores de aves e acabem com o RFS'", afirma Hurt.

Cenário de depressão - Segundo ele, a medida poderia criar um cenário de depressão, semelhante ao que se sucedeu ao fim da Primeira Guerra Mundial, quando os produtores franceses voltaram a plantar trigo e abastecer a Europa, minando a demanda que havia sido construída para o trigo americano.

Preservação da base - "A outra possibilidade é o governo determinar que vamos usar o maior volume de etanol possível, mas adequando a RFS aos níveis de produção, o que significa preservar a nossa base de demanda". Não havendo mudanças drásticas na política americana, diz Hurt, a tendência é que os preços dos grãos fiquem estáveis nos próximos anos. "Meu palpite é que viveremos um ciclo semelhante ao que se seguiu à Segunda Guerra, quanto tivemos um 'boom' seguido de acomodação até os anos 1970. Mas isso depende do Congresso americano, e uma coisa que aprendemos é que o Congresso pode votar qualquer coisa". (Valor Econômico)

 

LEVANTAMENTO: Commodities recuam em agosto na BM&F

Pressionadas pela maior oferta, as commodities agropecuárias negociadas na BM&FBovespa tiveram mais um mês de baixa em agosto. Em queda livre, o café arábica foi o principal destaque e atingiu o menor valor desde julho de 2009. A exceção ficou por conta do etanol, que registrou alta.

Preço médio do café - Conforme levantamento do Valor Data com base nos contratos futuros de segunda posição de entrega (geralmente, os mais negociados), o preço médio do café arábica recuou 3,57% em agosto ante a média do mês anterior, a US$ 145,43 a saca de 60 quilos. Trata-se do menor preço médio desde julho de 2009. Em 2013, a queda é ainda maior, de 22,38%.

Oferta abundante - De modo geral, o café arábica é bastante pressionado pela oferta abundante. Não bastasse um estoque mundial elevado, a colheita da safra 2013/14 do Brasil, que está na reta final, é a maior da história para um ano de baixa produtividade no ciclo bianual dos cafezais. De acordo com a última estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 48,5 milhões de sacas de café.

Valorização do dólar - Além da maior oferta, a valorização do dólar ante o real foi mais um estímulo às exportações de café brasileiro, colocando uma pressão adicional sobre os preços em dólar.

Milho e soja - No caso de milho e soja, a colheita recorde no Brasil continua a determinar os preços. Em agosto, a cotação média da soja na bolsa paulista caiu 1,14% em relação à média do mês anterior, a US$ 28,29 a saca. No acumulado do ano, o preço médio da oleaginosa já caiu 7,22%. Já a cotação média do milho em agosto foi de R$ 24,14 por casa, retração de 0,66% ante a média de julho. Em 2013, o grão registra queda de 25,26%.

Estável - Depois de se valorizar de maneira "atípica" em plena safra devido à forte demanda dos frigoríficos, os contratos futuros de boi gordo ficaram estáveis em agosto, negociados, em média, a R$ 102,41 por arroba, leve queda de 0,01%. Em 2013, o preço médio do animal pronto para o abate subiu 8,17%.

Forte volatilidade - Apesar da estabilidade dos preços em agosto, a analista da FCStone, Lygia Pimental, explica que o boi registrou forte volatilidade no período. "Tivemos uma forte pressão de baixa no início do mês e uma forte pressão de alta no fim", afirma ela.

Clima - A analista explica que, no início do mês passado, o clima prejudicou as condições das pastagens, incentivando os pecuaristas a vender o gado que estava no pasto. Em contrapartida, o estímulo provocou uma forte restrição de oferta no fim do mês. "Os estoques de carne enxugaram e tivemos valores que não víamos desde 2011", afirma ela.

Exceção - Exceção em agosto, o preço médio dos contratos futuros de etanol subiram 2,35% ante a média do mês anterior, para R$ 1,054 mil por metro cúbico. No ano, no entanto, a cotação média do biocombustível recuou 10,46%, pressionada pela maior produção de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país.

Dados - De acordo com os últimos dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a moagem de cana no acumulado da safra 2013/14 até a primeira quinzena de agosto no Centro-Sul totalizou 315,1 milhões de tonelada, crescimento de 20,68% na comparação com o mesmo intervalo da temporada anterior. Desde o início do ciclo, a produção de etanol chegou a 13,2 bilhões de litros. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Novo ciclo global de crescimento deve ajudar menos o Brasil

Se considerado apenas o crescimento de 1,5% da economia no segundo trimestre, o Brasil não fez feio. Avançou mais, em termos anualizados, do que países como Chile, África do Sul, Peru, Alemanha, Reino Unido, Hungria e Estados Unidos. O México, que tem sido visto como o novo queridinho dos mercados na América Latina, inesperadamente mostrou retração de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. A Tailândia entrou em recessão técnica (definida por dois trimestres consecutivos de crescimento negativo do PIB).

Mérito - O mérito, no entanto, não pode ser atribuído ao Brasil, avaliam economistas, para quem há uma mudança em curso que deve levar a um novo ciclo de crescimento global, mas agora puxado pelos Estados Unidos e por outros países desenvolvidos. Embora todos se beneficiem de alguma forma da melhora do cenário externo, tendem a desacelerar com mais intensidade os dependentes das exportações de commodities e, consequentemente da China, caso da maioria dos emergentes.

Difícil - O cenário para os países em desenvolvimento também ficou mais difícil a partir da sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que deve começar a reduzir, possivelmente ainda neste ano, o volume mensal de compras de ativos, atualmente em US$ 85 bilhões, o que levou a uma corrida por ativos americanos e uma onda de desvalorização das moedas em diversos mercados emergentes. O Brasil não escapou deste movimento, que deve levar o crescimento a perder força nos próximos trimestres.

Choque externo - Para Tony Volpon, chefe de pesquisa para mercados emergentes nas Américas do Nomura Securities, a economia brasileira caminhava, de fato, para uma recuperação mais forte quando foi atingida pelo choque externo ditado pelo Fed, que levou a moeda brasileira a perder quase 20% em valor desde maio e os juros futuros a dispararem. Agora, "nem eu nem a maioria do mercado acredita que a economia no terceiro trimestre vai ter crescimento perto do que ocorreu no segundo".

Pontual - A questão, avalia Volpon, é que o crescimento entre abril e junho foi pontual e não muda a capacidade de crescimento da economia brasileira, que enfrenta restrições de oferta e um déficit em conta corrente elevado.

Diferente - O caso mexicano é diferente. Apesar do crescimento pífio no primeiro semestre, que deve levar a economia a avançar apenas 1,4% neste ano, as perspectivas lá são mais favoráveis porque o país tem maior correlação com os EUA e está promovendo reformas que devem alavancar a produtividade. Já no ano que vem o México deve voltar a avançar em torno de 4,5%, enquanto o Brasil deve crescer algo como 2%, prevê Volpon.

Bens intermediários - Como parece que é a vez dos desenvolvidos, e não dos emergentes, o México tende a ser beneficiado por ser fornecedor de bens intermediários para a indústria americana, que está se recuperando, afirma João Pedro Bumachar, economista do Itaú.

Mais afetados - Na América Latina, outros países, como o Chile e o Peru, além do Brasil, tendem a ser mais afetados pela moderação do crescimento na China. No entanto, afirma, esse movimento não será uniforme. "Quanto melhor os fundamentos, mais capacidade tem o país de implementar política anticíclicas", afirma. Atualmente, Bumachar vê maior margem de manobra no Chile e na Colômbia, por causa da inflação baixa, que permite cortar juros mesmo com desvalorização do câmbio. No Brasil, esse espaço é bastante limitado, diz.

Questões estruturais - David Rees, economista para mercados emergentes da Capital Economics, também avalia que para além do aparente fim do "superciclo" de commodities, com impacto negativo para os países emergentes, várias economias de peso - "todos os Brics, por exemplo" - também esbarraram em questões estruturais próprias. No caso da China, o crescimento de dois dígitos foi excessivamente sustentado por investimentos, e agora é preciso migrar para um novo equilíbrio, com maior participação do consumo.

Oposto - "O oposto é verdade para o Brasil", afirma, onde a expansão do PIB se baseou no avanço da demanda, estimulada pelo crédito, enquanto a indústria e os investimentos ficaram para trás. São essas questões estruturais, comenta Rees, que provavelmente desencadearam a mudança de expectativa em relação ao Brasil. Sem investimento, a economia tem potencial para crescer no máximo 3%, e não os 5% vistos em outros países em desenvolvimento.

Déficit em conta corrente - Os países que mais sofrem, comenta Volpon, são aqueles com elevado déficit em conta corrente, caso da Índia, ou países nos quais o rombo nas transações externas é crescente, como o Brasil. "Quando tínhamos um mundo com ampla liquidez, os investidores não olhavam problemas com lupa", afirma. Quando a maré baixa, diz, o mercado fica mais seletivo, o que leva à saída de capitais que tem sido observada desde junho em diversos países.

Expansão menor - A desvalorização das moedas em países asiáticos e o menor crescimento chinês, que prejudica exportações, levou economistas a projetarem expansão menor na região. De acordo com a Focus Economics, entre agosto e setembro as projeções para Índia, Indonésia, Malásia, Taiwan, Tailândia e Vietnã recuaram entre 0,3 (Índia) ponto e 2,4 ponto percentual (Tailândia). No caso da China, a projeção de crescimento, hoje em 7,5%, era 0,5 ponto percentual maior há três meses.

Hiato - Para Gesner Oliveira, sócio da GO Associados, o diferencial de crescimento entre emergentes e desenvolvidos, que havia sido ampliado na última década, principalmente após a crise global, mudou de tendência e a perspectiva é que esse hiato diminua nos próximos anos.

Recuperação mais sustentada - Os Estados Unidos e a Europa, que estavam "no buraco", dão sinais de recuperação mais sustentada. A economia americana, que ressurge da crise mais competitiva, avançou 2,5% no segundo trimestre, em termos anualizados, enquanto a zona do euro teve o primeiro resultado positivo após seis trimestres consecutivos de retração da atividade na região.

Mais exigentes - A perspectiva de alteração na dinâmica de avanço global, com melhora dos emergentes, faz com que investidores fiquem mais exigentes e reavaliem suas posições em mercados considerados mais arriscados. "O investidor aceitava qualquer desaforo, mas com perspectiva de diminuição da liquidez externa, o entusiasmo diminuiu".

Pessimismo exagerado - Para Oliveira, no entanto, assim como a empolgação com o Brasil de 2010 era excessiva, o pessimismo que domina o mercado atualmente parece um pouco exagerado. O Brasil, diz, não está fadado ao baixo crescimento e concessões de infraestrutura bem sucedidas no segundo semestre e a injeção de competitividade na indústria via câmbio podem alavancar a economia doméstica. Para tanto, o governo tem que priorizar o compromisso com o controle de inflação e abandonar a contabilidade criativa que gerou uma série de críticas à condução da política fiscal, diz. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR: Com alta do dólar, rentabilidade das exportações sobe 2% em julho

A desvalorização do câmbio resultou em elevação de 2% na rentabilidade das exportações em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com cálculo da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A cotação nominal do dólar alcançou R$ 2,25 na média diária de julho, com alta de 3,2% em relação ao mês anterior.

Compensação - Rodrigo Branco, economista da fundação, diz que de junho para julho a desvalorização do real compensou a elevação de custos e a queda média de 1,1% nos preços de exportação. Na comparação com julho do ano passado, houve ganho de margem de 1,3% na exportação. No acumulado do ano, porém, há perda de 0,8%. Em 12 meses a queda é de 0,3%.

Acumulado do ano - Caso o câmbio mantenha a tendência de real mais desvalorizado, diz Branco, o ganho de rentabilidade das exportações, que por enquanto está somente na margem, deve começar a aparecer nos números do acumulado do ano.

Maiores altas - Em julho, na comparação com o mês anterior, 22 dos 29 setores acompanhados pela Funcex registraram alta na margem de exportação. Dentre as maiores altas, ficaram os equipamentos de informática (20,9%), máquinas e equipamentos (4,7%), metalurgia (4,5%) e celulose e papel (4,3%). No acumulado do ano, porém, dos 29 setores, apenas 13 apresentam alta de rentabilidade. (Valor Econômico)

UNASUL: Venezuela e Paraguai sinalizam uma reconciliação

unasul 02 09 2013Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Paraguai, Horacio Cartes, expressaram, na última sexta-feira (30/08), a intenção de superar os conflitos diplomáticos em torno do Mercosul. O governo paraguaio não especificou, porém, uma data para o reingresso ao bloco — que o país deixou após suspensão imposta pelos outros países-membros, que consideraram o impeachment do ex-presidente Fernando Lugo um procedimento sumário. O incidente diplomático foi causado pela entrada da Venezuela no bloco durante o período de suspensão do Paraguai, sendo que o Senado paraguaio já havia rejeitado o ingresso de Caracas.

Agradecimento - “Agradeço ao presidente Maduro e à presidente Dilma Rousseff, nesta segunda vez que me pede e me explica a importância de que estejamos todos unidos no Mercosul”, disse Cartes, durante seu discurso na cúpula da União de Nações Sul Americanas (Unasul), em Paramaribo, capital do Suriname. Ele se referia ao encontro com Maduro e Dilma, na sexta à tarde, organizado durante a cúpula, por iniciativa do governo brasileiro, que marcou o início da reaproximação entre Venezuela e Paraguai.

Virando a página - O líder venezuelano expressou sua admiração pelo povo paraguaio e disse que pediu ao colega para virar a página. “Nós amamos o povo do Paraguai, o admiramos pela sua luta histórica. Eu disse a ele [Cartes] que se algum setor político, econômico, midiático que tenha se sentido de alguma maneira afetado em sua sensibilidade pela nossa atuação em junho do ano passado, sobre os acontecimento no Paraguai, nós pedimos compreensão e chamamos a virar a página.” (Valor Econômico)

 

EXPANSÃO: China revisa crescimento do PIB de 2012 para 7,7%

A economia chinesa cresceu 7,7% em 2012 ante o ano anterior, informou o Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira (02/09), revisando sua estimativa inicial de 7,8%, publicada em janeiro. O Produto Interno Bruto da China totalizou 51,89 trilhões de iuanes (8,48 trilhões de dólares), menos de 38 bilhões de iuanes em relação à estimativa original, afirmou o escritório em um comunicado. (Reuters / Gazeta do Povo)

CÚPULA: Declaração final do G20 deve reunir medidas de incentivo à economia mundial

Às vésperas da chegada dos chefes de Estado e de Governo para a Cúpula do G20 (as 20 maiores economias mundiais) em São Petersburgo (Rússia), os vice-ministros da Fazenda e representantes do grupo negociam os principais pontos abordados na declaração final. A reunião dos líderes está marcada para os dias 5 e 6, e a presidenta Dilma Rousseff participará. O objetivo é que no texto sejam incluídos incentivos à economia, como geração de emprego e renda, e medidas que possam ser executadas a curto prazo.

Rússia - A Rússia está no comando do G20 até 2014, quando entregará a presidência para a Austrália. Integram o G20 os seguintes países: a Alemanha, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, o Brasil, Canadá, a Coreia do Sul, os Estados Unidos,a China, França, Índia, Indonésia, Itália, o Japão, México, Reino Unido, a Rússia, Turquia, África do Sul e União Europeia.

Brics - O Brics, bloco que engloba os países industrializados e as economias emergentes (o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) reúne 90% do Produto Bruto Global, 80% do comércio mundial e dois terços da população do planeta.

Base - A ideia é que o chamado Plano de São Petersburgo, a declaração final assinada pelos chefes de Estado e Governo, sirva como base para os acordos do G20, definindo regulações financeiras a curto prazo e medidas para dar mais fôlego à economia mundial.

Compromissos - O texto deverá incluir compromissos firmados pelo G20, já consagrados em reuniões multilaterais, e estímulos para a geração de emprego, segundo autoridades russas. Para incluir os pontos na declaração, é preciso haver consenso. (Agência Brasil)

FOCUS I: Projeção para crescimento da economia sobe para 2,32%

focus I 02 09 2013A projeção de analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia subiu, este ano. De acordo com a pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,20% para 2,32%. Já a projeção para 2014 caiu, de 2,40% para 2,30%.

Crescimento - Na última sexta-feira (30/08), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao período anterior. Nos primeiros três meses do ano, o PIB cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior.

Expansão industrial - A estimativa das instituições financeiras para a expansão da produção industrial foi mantida em 2,11%, este ano, e ajustada de 2,90% para 3%, em 2014.

Dívida líquida - A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 35%, este ano, e ajustada de 34,70% para 34,85%, no próximo ano.

Transações correntes - A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi mantida em US$ 77 bilhões este ano e passou de US$ 78,55 bilhões para US$ 78,90 bilhões, em 2014.

Investimento estrangeiro - A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Dólar - A projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 2,32 para R$ 2,36, ao final deste ano, e de R$ 2,38 para R$ 2,40, no fim de 2014. (Agência Brasil)

 

FOCUS II: Estimativa de analistas para inflação sobe para 5,83%

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu de 5,80% para 5,83%. Para 2014, a estimativa foi mantida em 5,84%. As projeções são de pesquisa feita pelo Banco Central (BC), o boletim Focus, divulgado semanalmente.

Centro da meta - As projeções estão distante do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.

Selic - Um dos instrumentos usados pelo Banco Central para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, ao final deste ano, essa taxa estará em 9,5% ao ano. No último dia 28, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic para 9% ao ano. Para o final de 2014, a expectativa para a taxa Selic passou de 9,5% para 9,75% ao ano.

Mediana - A pesquisa do BC também traz a mediana (que desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,37% para 4,38% este ano e mantida em 5,27% em 2014.

IGP - A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,55% para 4,57% este ano, e de 5,57% para 5,64% em 2014. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), as projeções foram ajustadas de 4,5% para 4,45% em 2013, e de 5,5% para 5,55% no próximo ano.

Preços administrados - A estimativa  para os preços administrados foi mantida em 1,80% em 2013, e segue em 4,5%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte coletivo urbano. (Agência Brasil)

PARANÁ: PIB cresceu 3,9% no primeiro semestre de 2013

O Produto Interno Bruto (PIB) paranaense cresceu 3,9% no primeiro semestre de 2013, na comparação com igual período do ano passado, de acordo com estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). No mesmo intervalo, o PIB nacional teve expansão de 2,6%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (30/08). “O ritmo mais acelerado de crescimento da economia do Estado, em relação ao desempenho médio nacional, foi sustentado pela impulsão da renda do agronegócio e aquecimento do mercado de trabalho regional”, avalia o diretor-presidente do Ipardes, o economista Gilmar Mendes Lourenço.

Safra recorde - O Estado colheu uma safra recorde de verão em 2013, com mais de 23 milhões de toneladas. O resultado foi 31% maior do que o do ano passado. Os destaques ficaram para a soja (+46%) e o milho (+8%). Somadas todas as colheitas do ano, a produção agrícola paranaense deve superar 36 milhões de toneladas, com acréscimo de 17% sobre 2012. “A combinação entre preços internacionais de alimentos ainda favoráveis, desvalorização cambial próxima de 20%, entre janeiro e junho de 2013, e forte elevação da produção de grãos, produziu efeitos multiplicadores dinâmicos nas cadeias produtivas direta e indiretamente atreladas ao setor rural”, explica Gilmar Lourenço.

Emprego - Em relação ao mercado de trabalho, a Pesquisa Mensal de Emprego e Salário (PIMES), do IBGE, revela que o contingente ocupado na indústria do Paraná subiu 1,1% no primeiro semestre do ano, contra queda de -0,7% no País. “O Estado liderou a geração de postos no segmento fabril. A abertura de vagas industriais vem crescendo por 21 meses seguidos no Paraná, enquanto no País recua por 21 meses consecutivos”, informa o diretor-presidente do Ipardes.

Interior - Ele ressalta que levantamentos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho em Emprego (MTE), apontam que o interior foi responsável pela criação de 90% dos empregos formais da indústria paranaense nos primeiros seis meses de 2013, contra 79% entre 2011 e junho de 2013 e 68% no intervalo 2003 a 2010.

Expansão - Lourenço afirma que a expansão da economia paranaense deve continuar no restante do ano, apesar “da crise externa, as incongruências da orientação macroeconômica do Palácio do Planalto e as perdas de R$ 1,3 bilhão na agropecuária, por conta de fatores climáticos”. O economista entende que haverá recuperação dos níveis de produção e rentabilidade do agronegócio e ressalta a maturação da carteira de mais de R$ 21 bilhões de empreendimentos industriais privados nacionais e multinacionais do Programa Paraná Competitivo. “Além disso, a aceleração das obras de restauração e ampliação da competitividade da infraestrutura, por parte do executivo estadual, deve sustentar a continuidade da expansão da economia estadual”, ressalta Lourenço.

Brasil - O desempenho brasileiro foi puxado pela agropecuária (14,7%), enquanto serviços e indústria cresceram 2,1% e 0,8%, respectivamente. “A decolagem econômica brasileira vem sendo obstruída pelos crescentes desequilíbrios nas contas externas, pela debilidade das finanças públicas e pelos focos inflacionários domésticos”, afirma Lourenço.

Como é formado o PIB - O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma, em valor monetário, das riquezas geradas ao longo de um período de tempo. O índice serve como parâmetro macroeconômico para medir o desempenho da atividade produtiva de um País, Estado, região ou cidade. Na conta, entram somente os bens e serviços finais. A matéria-prima usada na fabricação de determinado produto não é contabilizado. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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