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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3171 | 03 de Setembro de 2013

SISTEMA OCEPAR: Reinhold Stephanes se reúne com diretores na próxima semana

sistema ocepar 03 09 2013O ex-ministro da Agricultura e atual chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Reinhold Stephanes, é o convidado especial da 29ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, referente à gestão 2011/2015. O encontro será realizado na próxima segunda-feira (09/09), na sede da entidade, em Curitiba. Stephanes vai falar sobre os principais projetos que está coordenando na Casa Civil, com enfoque especial às áreas de interesse do cooperativismo, como infraestrutura, por exemplo. Ações ligadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e ao G7, grupo formado por entidades representativas do setor produtivo, também estarão em pauta na reunião.  

 

COOPAVEL: Expansão na área de carnes e lácteos

A Coopavel Cooperativa Agroindustrial planeja expandir o setor de frango e suínos nos próximos cinco anos, bem como aumentar a produção de trigo na região Oeste do Paraná. “Também pretendemos investir em armazéns para melhorar a recepção e armazenagem da produção dos nossos cooperados”, disse o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, na manhã desta terça-feira (03/09), em Curitiba, durante visita ao Sistema Ocepar. Segundo o dirigente, estas duas áreas (carne e trigo) são importantes porque agregam valor ao grão. “Ao trabalhar só com grãos, você é um repassador de matérias-primas, mas aliando-se a produção de carne, estamos agregando valor. Com isso estamos gerando emprego, renda, impostos e atividades para os associados”, ponderou.

Abrangência econômica e social– De acordo com Dilvo Grolli, ao fazer isso, a cooperativa ganha uma abrangência social e econômica ainda maior. “Econômica porque dá a oportunidade de melhoria de renda ao produtor rural. E social quando gera emprego, impostos, e tudo se reverte em benefício a comunidade. Então, a melhor maneira para que você seja uma empresa econômica e social é agregando valor aos grãos”, afirma.

Crescimento – Atualmente, a Coopavel possui 3.500 cooperados e 4.800 funcionários. Para este ano, a cooperativa projeta um faturamento de R$ 1,6 bilhão, volume 15% superior em relação ao ano passado e alavancado, justamente, pelos grãos e carnes, áreas em que a cooperativa planeja investir com mais força.  “Também temos boas expectativas em relação ao varejo, pois estamos ampliando nossa participação neste segmento e devemos aumentar ainda mais por conta da expansão na produção de carnes e grãos”, completa o dirigente. A Coopavel possui mais de 200 produtos voltados ao consumidor final, atendendo, principalmente, o mercado interno. “Isto representa um grande avanço também para os nossos cooperados. É a marca do produtor rural, é a mão de quem produz que está presente no mercado. É o nosso cooperado produzindo do campo diretamente para o consumidor, através da sua cooperativa”, ressalta Grolli. 

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TRIGO: Debate sobre a cultura deve ser permanente, conclui Fórum Nacional

trigo 03 09 2013Um debate qualificado sobre sistemas de produção e mercado do trigo reuniu mais de 400 pessoas, representantes de toda a cadeia produtiva no 8º Fórum Nacional do Trigo e 7ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), realizados de 27 a 30 de agosto, no Parque Ney Braga, em Londrina (PR).

Panorama - Pesquisadores, acadêmicos, representantes da indústria, produtores e técnicos de cooperativas discutiram o panorama atual da produção do trigo e apontaram as projeções para o futuro da cultura. Para Almir Monteceli, presidente da comissão organizadora, os eventos foram bastante proveitosos, mas ele ressalva que a reflexão sobre o tema deve prosseguir.  “É importante que as discussões não aconteçam apenas no evento, mas que tenham continuidade e que a participação seja ampliada”, afirma.

Objetivo cumprido - Montecelli considera que o evento cumpriu o objetivo de apresentação de trabalhos técnicos e discussão de melhorias genéticas, preço, tributação, seguros, logística de transporte, armazenagem, tecnologias, entre outros temas que influenciam direta e indiretamente a produção nacional de trigo. “Tivemos boas palestras, os assuntos foram bem discutidos e o público foi além do esperado”, diz. “Isso é novo. Esse tipo de discussão quase não se tem. Os elos dessa cadeia precisam continuar a se encontrar, pois assim as discussões vão tomando corpo”, destaca.

Disseminação de informações - Segundo o presidente da comissão organizadora, o papel dos participantes é fundamental na hora de disseminar as informações sistematizadas durante os eventos para a melhoria na produção do trigo. “Podemos produzir todo o trigo que a indústria precisa. O produtor deve saber quais as necessidades do mercado”, diz. Montecelli lembra que as pessoas tendem a voltar a atenção ao trigo apenas quando o preço do pão sobe. Porém, a busca de alternativas e soluções políticas para o setor deve ser constante. “O trigo não atende a demanda nacional porque o setor não alcança o nível de mobilização necessário”, enfatiza.

Discussões - Diferentes visões tiveram espaço garantido durante os eventos. Os representantes dos produtores afirmaram que a falta de política e incentivos ao setor acaba comprometendo a quantidade produzida. As opiniões da indústria de panificação destacaram a qualidade do trigo nacional e demonstraram apoio ao fomento do cultivo do grão. No entanto, a crítica quanto à deficiência no armazenamento e transporte do produto permeou grande parte dos discursos, sendo esse um dos principais entraves à produção. Houve também discussão das tributações sobre o mercado de trigo brasileiro.

Futuro - Em relação ao futuro, o setor de pesquisa demonstrou que tem alcançado avanços, por exemplo, disponibilizando variedades que alcançam bom rendimento, permitindo uma maior produção por área cultivada e que são capazes de atender as exigências do mercado.

Sistemas de produção - Além disso, discutiu-se a importância do trigo para os sistemas de produção de grãos no Paraná. De acordo com as pesquisas, a rotação de cultura com o plantio de trigo é de fundamental importância, pois traz benefícios para o solo, para as culturas subsequentes e auxilia no controle de plantas daninhas e doenças.  

Indicações técnicas - Revisão e indicação de informações técnicas sobre o trigo e triticale e ainda demandas das culturas foram o foco da 7ª Reunião da Comissão Brasileira de Trigo e Triticale (RCBPTT), realizada nos dias 29 e 30 de agosto. Pesquisadores debateram as tecnologias, doenças que afetam as culturas, variedades e critérios de classificação. “Muitos trabalhos tiveram como objetivo o estudo de formas de controle da brusone e giberela, doenças que afetam a cultura do trigo”, explica Ralf Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional e um dos coordenadores do evento.

Práticas aconselháveis - Segundo ele, o esforço dos pesquisadores é importante para definir as indicações técnicas para o trigo e triticale. “A Reunião mostra práticas que são aconselháveis ou não às culturas”, afirma. As discussões, feitas em subcomissões, partiram dos 106 trabalhos apresentados dentro dos temas ecologia, fisiologia e práticas culturais; entomologia; fitopatologia; melhoramento, aptidão industrial e sementes; solo e nutrição vegetal; e transferência de tecnologia e socioeconomia. No último dia, houve premiação aos melhores trabalhos.

Promoção - Os eventos foram promovidos pela Embrapa Trigo, Fundação Meridional e Cooperativa Integrada, com o apoio da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Sociedade Rural do Paraná e tendo o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Embrapa Soja e Embrapa Produtos e Mercado como instituições parceiras. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

FÓRUM DAS FIAÇÕES: Copasul vai receber profissionais das cooperativas no dia 12 de setembro

forum fiacoes foto 03 09 2013A Copasul (Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense) vai sediar o próximo Fórum das Fiações que o Sistema Ocepar promove com o objetivo de discutir as tendências de preços e de mercado para algodão e fios, bem como, apresentar indicadores técnicos e industriais do setor de fiações. Será no dia 12 de setembro, em Naviraí (MS), com a presença de representantes das áreas comercial, industrial e técnica das fiações da Coamo, Cocamar, Integrada e Copasul. O Fórum é realizado quatro vezes por ano em sistema de rodízio pelas cooperativas participantes. O último aconteceu em julho, na sede da Coamo, em Campo Mourão. A programação sempre é encerrada com visita à fiação da cooperativa anfitriã.

Inscrições – Os interessados devem confirmar presença até o dia 9 de setembro, pelo e-mail  aline.bernardo@sistemaocepar.coop.br. Mais informações com Robson Mafioletti, pelo fone (41) 3200-1100.

Clique aqui e confira a programação completa do Fórum das Fiações 

 

CAPACITAÇÃO: Especialização em pós-colheita de grãos tem aula inaugural, em Londrina

Foi realizada, na última sexta-feira (30/08), no Campus Palhano do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), em Londrina, Norte do Paraná, a aula inaugural do curso de especialização em pós-colheita de grãos na segurança alimentar, com a presença do superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Participam da capacitação 36 profissionais das cooperativas Castrolanda, Cocamar, Integrada, Agrária, Coamo, C.Vale e Unicampo. O curso tem ao todo 22 disciplinas sendo que sete serão realizadas neste ano e as demais vão até julho de 2014, somando 394 horas/aula. Entre os professores há especialistas, doutores e mestres de diversas instituições. A capacitação é promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), em parceria com a Unifil. 

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SISTEMA OCB: Aprovado programa de visitação à Casa do Cooperativismo

sistema ocb 03 09 2013As portas da Casa do Cooperativismo sempre estiveram abertas às cooperativas brasileiras. E, dentro em breve, elas poderão conhecer de perto o funcionamento do Sistema e as pessoas que representam o cooperativismo brasileiro na capital federal. Foi aprovado, durante o III Encontro de Superintendentes do Sistema OCB, em Brasília, o projeto “Conheça o Sistema OCB - Programa de visitação à Casa do Cooperativismo”.

Lançamento - Previsto para ser lançado em 2013, o projeto promete estreitar ainda mais os laços do Sistema OCB com a base. “Alguns aspectos administrativos do projeto ainda precisam ser estruturados, como os custos e cronogramas”, explica a gerente geral da OCB, Tânia Zanella. “Mas isso é apenas um detalhe, diante da excelente notícia, que é a aprovação dessa novidade”.

Diretrizes - Conheça, a seguir, as diretrizes do programa:

Objetivo - Estreitar os laços entre os cooperados de todas as regiões brasileiras, os técnicos das unidades estaduais e, também, os analistas e gerentes da Unidade Nacional.

Programação - Para melhor atender às expectativas dos visitantes, uma programação prévia já está definida e inclui desde passeio pela sede do Sistema OCB, em Brasília, a visitas ao Congresso Nacional. Também está programado um momento de diálogo com o presidente. “Nossa intenção é promover um encontro entre os visitantes e o presidente Márcio Lopes de Freitas, para que se conheçam e dialoguem”, divulga Tania Zanella.

Primeira visita - Se tudo correr bem, a primeira visita à Casa do Cooperativismo deve acontecer em meados de outubro. Farão parte do projeto-piloto as cooperativas inscritas no Prêmio Sescoop Excelência de Gestão, realizado pela Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas.

Apresentações - Técnicos do Sistema OCB se encarregarão de apresentar as atividades desenvolvidas em Brasília em prol do cooperativismo nacional. Além disso, espera-se que as cooperativas também façam apresentações sobre seu dia a dia, dificuldades e anseios.

Ramos - A programação inclui, ainda, visita aos parceiros técnicos. “Isso quer dizer que as cooperativas do ramo crédito poderão visitar o Banco Central; as do ramo agropecuário reunir-se-ão com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; outras com o Sebrae e, assim por diante, a depender do ramo”, acrescenta a gerente geral. (Informe OCB)

 

CVALE: Projeto que une educação e sustentabilidade será lançado em Palotina

cvale 03 09 2013O Programa de Educação e Adequação Ambiental Mata Viva®, iniciativa da BASF – empresa química líder mundial, implementado pela Fundação Espaço ECO® (FEE®), lança, nesta sexta-feira (06/09), o Atlas Ambiental Mata Viva® de Palotina. Trata-se de um projeto educacional de diagnóstico de municípios e capacitação de professores que compõe material didático exclusivo, com informações adaptadas à realidade das cidades beneficiadas. A solenidade de lançamento será às 10h, no auditório da C.Vale. O evento faz parte da programação da Expo Palotina que este ano tem como tema sustentabilidade.

Iniciativa - O Atlas Ambiental Mata Viva® de Palotina é uma iniciativa da Cooperativa C.Vale em parceria com a Prefeitura Municipal de Palotina, BASF e Fundação Espaço ECO®. Durante o lançamento, lideranças e autoridades envolvidas na ação estarão presentes. O projeto educacional Atlas Ambiental Mata Viva® de Palotina beneficiará cerca de quatro mil estudantes de 22 escolas e capacitará 44 professores das redes municipal, estadual e privada de ensino.

Sustentabilidade - “Não havia melhor ocasião para o lançamento do projeto. Neste ano, a Expo Palotina tem como tema a importância da sustentabilidade e o Atlas Ambiental Mata Viva® vem para mostrar como estamos colocando a sustentabilidade em prática na nossa comunidade”, comentou Alfredo Lang, presidente da C.Vale.

Ações - As ações do projeto educacional Atlas Ambiental Mata Viva® em Palotina contemplarão a realização de encontros de capacitação de professores, pesquisas, concursos de desenho, entre outras. Este processo ainda contará com a entrega de 3.899 livros compostos por textos, infográficos, imagens de satélite que aborda grandes áreas do conhecimento humano relacionadas às características do município. Entre as áreas abordadas estão história, geografia, aspectos econômicos e temas socioambientais.

Tema transversal - “A sustentabilidade é um tema transversal a diversas áreas. O Atlas Ambiental Mata Viva® deixa isso claro e ajuda nossos professores e alunos a entenderem isso no dia a dia da escola e em diversas disciplinas. A importância do tema é muito mais internalizada dessa forma”, acredita Judith Sendtko, secretária Municipal de Educação e Cultura de Palotina.

Aprendizado - Além de promover a capacitação dos professores, esse projeto oferece um aprendizado a alunos de escolas públicas e privadas sobre as características ambientais da região em que vivem, apresentando uma nova perspectiva das ações locais e seu impacto global. Com isso, pretende-se criar novos multiplicadores da sustentabilidade em cada região. Ao todo, o projeto já beneficiou mais de 50 mil estudantes e mais de 400 professores capacitados de 264 entidades entre escolas e instituições.

Material didático - “Queremos presentear Palotina com o fornecimento de um material didático para as escolas, mas também para que cada cidadão possa contribuir a partir de sua cidade, sendo um agente mobilizador para melhorar a qualidade de vida”, afirma Fernando Feitoza, gerente de Educação para a Sustentabilidade da Fundação Espaço ECO®.

Vertente educacional - O Atlas Ambiental Mata Viva® integra a vertente educacional do Programa Mata Viva® que ainda conta com os projetos Teatro Mata Viva® e o Núcleo de Educação Ambiental Mata Viva®. O Atlas Ambiental Mata Viva® já existe em outras seis cidades: Bebedouro (SP), Campo Mourão (PR), Castro (PR), Guaíra (SP), Guarapuava (PR) e Guaratinguetá (SP).

Histórico - O Programa de Educação e Adequação Ambiental Mata Viva® surgiu há quase 30 anos com o objetivo de adequar ambientalmente o trecho da mata ciliar no Rio Paraíba do Sul. Com o passar dos anos, devido ao êxito das ações desenvolvidas, o programa começou a ser trabalhado com clientes e parceiros da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF.

Parceria - Atualmente, sob responsabilidade de implementação da Fundação Espaço ECO®, o Programa acontece em parceria com agricultores, por meio de cooperativas agrícolas e de empresas de importantes regiões produtoras do País. Além dos projetos de educação ambiental, o Programa Mata Viva® conta com iniciativas de adequação ambiental, diagnóstico e monitoramento das áreas recuperadas. Ao todo, o programa já promoveu a restauração de 518 hectares, o diagnóstico de cerca de 42 mil hectares e atendeu 144 propriedades divididas em 75 municípios. (Imprensa C.Vale)

 

CAPAL: Cooperativa expande atividades em Taquarivaí (SP)

A cidade de Taquarivaí, em São Paulo, está recebendo uma nova Unidade da Capal. A obra já está chamando a atenção de quem passa pela rodovia e também vem gerando comentários muito positivos, pelo desenvolvimento da região e geração de empregos. Hoje, já emprega 120 pessoas na construção. Com área construída de 9.500 m², a Unidade vem suprir a necessidade da região para armazenar a safra. A nova estrutura operacional faz parte dos planos de expansão da cooperativa naquela região do estado de São Paulo. Com capacidade estática de 44 mil toneladas, deve iniciar as atividades já na próxima safra de verão.

Meio ambiente - A atenção com a conservação ambiental está presente desde a concepção do projeto, para que a unidade seja sustentável e reduza os impactos ambientais. Além disso, Taquarivaí terá como grande diferencial, um sistema de reaproveitamento do ar do processo de secagem, o que reduz significativamente o uso de lenha nas fornalhas.

Segurança no trabalho - Logo no início da obra em Taquarivaí os funcionários da construtora contratada tiveram uma pausa em sua rotina para participar da Integração de Segurança – momento dedicado exclusivamente para falar sobre Segurança no Trabalho, uma preocupação visível da Capal com a integridade dos funcionários das empresas prestadoras de serviços. Na integração os técnicos de segurança apresentam recomendações importantes para o dia a dia do funcionário, pensando em seu bem estar, segurança e saúde, e reforçam que o acidente acontece em questão de segundos, então, o uso dos EPIs, a conscientização e a concentração nas atividades são primordiais para afastar as condições de risco. (Imprensa Capal)

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa está de casa nova em Paiçandu

Com a presença de autoridades, colaboradores e associados, a Sicredi União PR/SP reinaugurou, na última sexta-feira (30/08), a sua unidade de Paiçandu, na Avenida Curitiba, 257, próximo ao antigo local. Na ocasião, houve também o descerramento do painel institucional criado pelo artista plástico Zanzal.

Satisfação - Em seu discurso, o presidente da instituição financeira cooperativa, Wellington Ferreira, ressaltou que os investimentos em maior segurança, conforto e qualidade de atendimento têm como objetivo a satisfação dos donos da cooperativa. Citou também os vários desafios vencidos desde a criação do Sicredi, destacando que o atual é fazer com que os associados movimentem mais com a instituição financeira cooperativa do que com as demais.

Luta - “Lutamos por mais de 20 anos para oferecer aos associados tudo o que os outros bancos oferecem. E as pesquisas mostram que não só atendemos às necessidades, mas ganhamos de longe em atendimento, relacionamento, agilidade, taxas, em tudo. Não há motivo para que a maior parte da movimentação não seja com a cooperativa”, afirmou, ressaltando que a cooperativa não cria produtos e vem oferecer, mas vê a necessidade dos associados e busca soluções para eles.

Conquista - O presidente lembrou ainda que “no início vendíamos sonhos, mas agora temos números. E essa conquista é de vocês. A cooperativa é do tamanho que vocês quiserem”. Dentre os números citados estão o de que o Sicredi é o terceiro maior repassador de crédito rural do País, detém o maior volume de repasse do Pronaf, o terceiro maior do BNDES e 30% dos recursos do BRDE, além de todos os diferenciais do cooperativismo, como a preocupação com as comunidades em que está inserido, gerando desenvolvimento sustentável e riqueza regional.

Foco - “Nosso foco sempre foi trazer recursos para o produtor rural que é o fundador. Por isso esses números nos deixam felizes. Mas é importante abrir para a participação do mercado, atuando também junto aos demais empresários para aumentar a solidez da instituição financeira cooperativa”, comentou.

Maior conforto - Com 280 metros quadrados de área, espaço bem mais amplo, moderno e confortável que o anterior (180 metros quadrados), a nova estrutura em Paiçandu foi projetada para dar maior conforto e comodidade aos associados, segundo o gerente, Mário Moreira Garcia. “Nosso objetivo é sempre garantir o melhor atendimento, gerando desenvolvimento regional”, diz. A instituição financeira cooperativa atua no município desde 2002 e conta com mais de 1.500 associados e sete colaboradores.

Números - Com unidades distribuídas nas regiões Noroeste e Norte do Paraná e Centro-Leste de São Paulo, a Sicredi União PR/SP possui 69 unidades em uma área de abrangência de 108 municípios e conta com mais de 81 mil associados. É uma das maiores cooperativas do Sistema Sicredi, que está presente em 1.200 pontos de atendimento em10 estados brasileiros, somando mais de 2 milhões de associados. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

COCAMAR: Integrantes da comitiva que foi aos EUA falam sobre o que mais gostaram

Produtores que viajaram pela primeira vez aos Estados Unidos, compondo o grupo organizado pela Cocamar que na semana passada cumpriu roteiro no estado de Illinois, voltaram bastante impressionados com o que viram. Para Flávio Haruki Kobata, cooperado no município de Floresta, região de Maringá, marcou principalmente a visita à fazenda da família Fischer, próximo a Champaign. Kobata, que ganhou a viagem por ter sido campeão de produtividade de soja na região tradicional da cooperativa, disse que ficou impressionado com a infraestrura da propriedade, a organização, a sofisticação dos maquinários e equipamentos, "É um produtor modelo que valeu a pena ter conhecido", afirmou.

Novas tecnologias - Também em sua primeira viagem aos EUA, o cooperado Juliano Varaschini, de Ivatuba, imediações de Maringá, disse que a ida à Farm Progress Show, em Ducatur, permitiu ter uma ideia dos produtos e novas tecnologias que futuramente estarão chegando ao Brasil. Conhecer a Bolsa de Chicago - a meca da comercialização de soja e milho no mundo, culturas com as quais trabalha - "foi também uma experiência muito boa", que atendeu suas expectativas.

Farm - A maior parte dos integrantes do grupo era de Umuarama e entre eles estava o agropecuarista Gérson Bórtoli, campeão de produtividade de soja no arenito, que viajou em companhia da esposa Neli e do filho Hugo. De acordo com Bórtoli, que esteve nos EUA pela segunda vez (a primeira foi no ano passado), o ponto culminante da excursão foi a visita à Farm Progress Show. "A gente teve a oportunidade de ver o que há de mais avançado em tecnologia para o agronegócio no mundo", frisou. No roteiro pelo Illinois, ele disse ter observado que, com relação à produtividade de soja, o Brasil não está muito atrás, diferente do que se vê quando o assunto é o milho.

Seguro - Também pela segunda vez nos EUA - a primeira foi no ano passado - o cooperado Mário Uehara, de Cianorte, enfatizou não apenas a organização do agricultor norte-americano, mas o fato de o mesmo contar com um seguro que cobre a renda e não apenas parte do custo de produção, como acontece no Brasil. "No mais, é um país que faz a gente sentir vontade de morar lá", assinalou.

Intercâmbio - Vinícius Surek, campeão de produtividade de soja na região de Londrina, afirmou que a viagem foi "um aprendizado em todos os sentidos". Nos Estados Unidos pela primeira vez, ele disse esperar ter a oportunidade de fazer mais intercâmbios assim, que o ajudam a "ampliar horizontes".

Colaboradores falam dessa e de outras idas - O coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, agrônomo Emerson Nunes, e o agrônomo Renato Watanabe, da Unidade Maringá, estiveram entre os colaboradores que participaram do grupo. Pelo segundo ano consecutivo nos Estados Unidos, Nunes lembra que desta vez, mesmo com a seca de mais de 40 dias e o calor forte que encontraram, as lavouras estão bem melhores que as observadas no ano passado. "Ainda há a chance de os danos diminuírem se chover bem, coisa que já não era possível em 2012."

Ligação afetiva - Já Watanabe tem uma ligação afetiva com os EUA, país onde residiu entre os meses de abril a dezembro de 2009. Ele conta que decidiu trancar o último ano de agronomia na Universidade Estadual de Maringá (UEM) para viver um período lá, onde trabalhou em uma fazenda em Sutton, na Dakota do Norte, um dos estados do Meio-Oeste norte-americano. Além de aprimorar o inglês, Watanabe auxiliou uma família na produção de trigo, girassol e soja. De volta ao Brasil, completou o curso, foi admitido na Cocamar e, em 2012, retornou àquele país, integrando uma delegação de produtores e técnicos da cooperativa, a exemplo do que aconteceu este ano, atuando como intérprete e apoiando os guias.

Características - Segundo o agrônomo, uma das características do produtor norte-americano é ser um profissional bem esclarecido, que busca estar informado sobre tudo o que se relaciona ao seu meio. Outra, é ter uma autonomia muito grande, sendo que os próprios produtores fazem a manutenção de suas máquinas, uma vez que custa caro contratar esse serviço. É uma regra, também, morarem em suas propriedades e executarem todos os serviços, pois não há empregados. Por fim, costumam acompanhar atentamente tudo o que se passa na agricultura brasileira, em especial no Centro-Oeste. E recebem pelos seus produtos um valor praticamente igual ao da Bolsa de Chicago - sem as variações de distância do porto, comoves vê no Brasil.

Leite, turismo rural e silo aberto - O gerente estadual do Instituto Emater, Diniz Dias Doliveira, que é agrônomo há 32 anos, foi um dos convidados da Cocamar a compor o grupo na viagem aos Estados Unidos. De acordo com Doliveira, uma das propriedades visitadas que o impressionou foi a especializada em produção de leite na região de Chicago. Ali são obtidos cerca de 24 mil litros por dia, com aproveitamento racional da alimentação, para uma média ao redor de 30 litros/dia por cabeça.

Proposta bem sucedida - Ele disse ter gostado bastante, também, da fazenda de apenas 30 hectares situada nos arredores de Champaign que sobrevive principalmente do turismo rural. O local serviu de parada para a comitiva brasileira, que almoçou ali. Conforme o gerente estadual do Instituto Emater, os proprietários são bem sucedidos nessa proposta, viabilizando um negócio rentável. Eles integram ao turismo receptivo e à comida típica daquela região dos Estados Unidos, criação de renas trazidas do Canadá e produção de 10 mil pinus que são vendidos, nos finais de ano, para serem usados como árvores de Natal. Nessa parada, os brasileiros foram inseridos em um autêntico "saloon" antigo, onde saborearam um prato à base de feijão agridoce, purê de batatas, carne bovina e bolo de milho, servido com chá gelado.

Destaque - Doliveira destacou também o curioso silo aberto da cooperativa Topt Light Grain, onde o milho é despejado e fica ali coberto, por algum tempo. Isto também chamou a atenção dos integrantes do grupo, que fizeram muitas perguntas sobre o seu funcionamento. A explicação é que o cereal ali guardado passa por um sistema de aeração e a retirada de todo o ar, não sofrendo perdas mesmo sendo guardado assim, em espaço tão rústico e simples.

Show Rural - Resguardadas as proporções, Doliveira comparou a Farm Progress Show à realização do Show Rural em Cascavel (PR), que considera de alta qualidade. "Na Farm, é de encher os olhos a quantidade de atrações em tecnologias e a impecável organização geral, mas em Cascavel temos também uma mostra de excelência para o agronegócio brasileiro e internacional", completou. (Imprensa Cocamar)

COPACOL: Alimentos saudáveis e saborosos

Com 50 anos de atuação no cenário cooperativista, a Copacol tem no seu quadro social a grande maioria pequenos produtores que atuam em suas propriedades de forma familiar, ou seja, com mão de obra própria. Além das atividades avícola, suinícola, piscícola e bovinocultura de leite, as quais são trabalhadas de forma integrada com os produtores, muitos optam por outras fontes de renda, como a produção de hortaliças por exemplo, que aos poucos tem ganhado espaço na região e tem melhorado a renda de muitas famílias. Esse é o caso do cooperado de Universo, no município de Nova Aurora, Devanir Candido, que além da agricultura, em uma pequena área de terra trabalha com a olericultura.

Verdura e legumes - Com a esposa, o associado trabalha o dia a dia no manejo das verduras e legumes que garantem a complementação da renda do casal, que antes atuava somente coma a produção de grãos, como soja e milho, por exemplo. Sentindo a necessidade de encontrar uma alternativa que lhes oferecesse um complemento na renda familiar e que lhes oportunizasse mais segurança para se manter na propriedade, o casal encontrou na olericultura uma forma  de se diversificar.

Melhoria da renda - Segundo ele, que há cinco anos está na atividade, a diversificação melhorou a renda da família no campo, pois consegue uma renda semanal com a comercialização dos produtos que são entregues em escolas do município de Quarto Centenário e na feira do produtor e comércio de Nova Aurora. “Com a atividade consegui comprar um carro novo financiado com juros baixos através do programa, “Mais Alimento” que contempla a agricultura familiar, caso contrário não haveria possibilidade de fazer este investimento, pois o veículo é o meu meio de transporte para a entrega da produção”, conta o olericultor.

Variedade - Na horta, ele produz uma variedade de verduras e legumes como, almeirão, alface, rúcula, brócolis, repolho, cheiro verde, vagem, pepino, couve flor, entre outras.  O próximo investimento conforme disse o cooperado, é a construção de uma estufa para a produção de tomate. (Imprensa Copacol)

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MÍDIA: Relevância do cooperativismo de crédito é destaque na Folha de S. Paulo

Expressivo símbolo de crescimento econômico – especialmente em meio às recentes crises – e com foco voltado às pessoas, as cooperativas brasileiras de crédito ganham cada vez mais espaço e confiança junto à sociedade. Nesta segunda-feira (02/09), o jornal Folha de São Paulo deu destaque especial ao setor com a matéria publicada na seção Mercado, intitulada “Cooperativas e órgãos do governo são opções para juros menores”.

Preocupação com associados - Sobre o assunto, o Informe da OCB conversou com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, que destacou como primordial a preocupação dessas instituições com os seus associados: “Cooperativas são sociedades de pessoas para atender pessoas”, resumiu Nobile. “Além de mostrar sua importância e pujança no mercado financeiro, oferecendo serviços e linhas de crédito para seus associados com taxas sempre menores que o sistema bancário e que se encaixam na realidade dos cooperados, o que difere as cooperativas de crédito de uma instituição financeira bancária é a sua preocupação com o sócio”, complementou o dirigente.

SNCC - Hoje, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) congrega dois bancos cooperativos, 1.191 cooperativas de crédito, com mais de cinco mil pontos de atendimento, administrando um volume de ativos na casa dos R$ 109 bilhões.

Confira a íntegra da matéria publicada pela Folha de São Paulo:

Cooperativas e órgãos do governo são opções para juros menores

Pela dificuldade que tinha de conseguir capital de giro, no começo do ano a transportadora Full Time, de São Paulo, teve de deixar de aceitar pedidos de clientes com os quais não conseguia arcar. O diretor comercial Thiago Martins, 29, diz que, desde a criação da empresa, há cinco anos, precisa de empréstimos com frequência, devido às características do negócio. "Nosso custo [com gasolina e frota, por exemplo] é pago à vista, mas geralmente recebemos dos clientes após 30 dias. Um banco convencional não entende isso."

Além das dificuldades de conseguir financiamento, a empresa pagava taxas de juros de cerca de 4% ao mês nas operações que realizava, diz Marcelo Wagner, 33, diretor comercial.  Por indicação de uma funcionária, decidiram procurar uma cooperativa de crédito, em busca de menores taxas e agilidade, diz.

Segundo Marcelo, a vantagem é que a cooperativa tem conhecimento sobre o setor. Depois de associados ao Sicredi, a empresa financia a empresa pagando taxas de cerca de 2% ao mês em operações como antecipação de recebíveis, diz Wagner.

Substituir financiamentos mais caros por linhas de crédito específicas para pequenas empresas, como as do BNDES, são uma forma de conseguir diminuir os custos da empresa, explica Paulo Feldmann, presidente do conselho da pequena empresa da Fecomércio-SP.

Foi o que fez Alfredo Bonduki, 53, da Linhas Bonfio, que produz fios e linhas para costura. Para tentar alongar os prazos de financiamentos que a empresa conseguia nos bancos de varejo, passou a usar também linhas oferecidas pela Desenvolve SP, agência de desenvolvimento do Estado de São Paulo, que atua com recursos próprios e do BNDES. "As taxas são fixas e corrigidas pelo IPC-Fipe, que fica mais baixo que a Selic."

Usando crédito da instituição desde 2009, a empresa financiou três ampliações em unidades de produção e varejo e fez dois empréstimos para capital de giro. Bonduki conta que dois dos financiamentos já foram quitados. Segundo ele, operações que custariam cerca de 18% ao ano foram feitas com juros de 12% ao ano. (Informe OCB)

PESQUISA: Paranaenses aprovam os serviços e produtos oferecidos pelas empresas do estado

bem feito 03 09 2013Os produtos e serviços oferecidos pelas empresas do estado têm boa reputação entre os paranaenses. Levantamento inédito da Paraná Pesquisas revela que 92% da população considera que o que é feito aqui é igual ou melhor do que nos outros estados. O agronegócio é, disparado, o setor com melhor imagem. Um terço dos paranaenses avalia que o setor é referência em qualidade. Em seguida, com 13% cada, vêm a indústria, a construção civil e o setor de energia.

Vínculo - “A pesquisa deixa claro que há um vínculo entre a população e as empresas instaladas aqui. Ao mesmo tempo, principalmente no interior, a relação muito forte com o agronegócio se mantém”, diz Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, diretor do instituto de pesquisas.

Sondagem - A sondagem ouviu 1,5 mil pessoas em 72 municípios do estado, entre 10 e 14 de agosto. Para os paranaenses, o produto bem feito é aquele que tem qualidade (32%), respeita o meio ambiente (18%), o consumidor (15%) e tem tecnologia (10%). O critério preço aparece apenas em quinto lugar, com 6%.

Referência - Da alta produtividade no campo ao design inovador, da tecnologia aplicada à indústria ao desenvolvimento de novos serviços, o Paraná se tornou, ao longo das últimas décadas, referência de qualidade em diversas áreas, diz Francisco José Gouveia de Castro, economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Impacto econômico - A preferência do público pelo agronegócio tem razão de ser, na avaliação do economista. A cadeia ligada à produção agrícola tem impacto econômico em boa parte do estado. Graças a investimentos em tecnologia e melhoramento genético, o Paraná vem batendo recordes de produtividade na área de grãos e leite e se tornou um dos principais exportadores de aves. Além disso, investiu pesado na industrialização da produção.

Indústria - A indústria, por sua vez, vem investindo em capacitação e inovação para driblar o cenário adverso dos últimos anos. O Paraná é o estado que mais forma e treina mão de obra para o setor: no ano passado, 304 mil pessoas passaram por cursos técnicos, de formação e qualificação do Senai, o equivalente a 11% do total nacional. Em 2014 esse número chegará a 350 mil, segundo Marco Secco, diretor de operações do Senai no Paraná. “Essa formação é um dos fatores de sucesso dos produtos feitos aqui”, diz.

Maior do Brasil, sistema de cooperativas paranaenses fatura R$ 40 bi - O sistema cooperativista do estado ligado à agropecuária é o maior do país em faturamento e exportações. Em 2014, as 80 cooperativas agropecuárias do estado devem apurar uma receita de R$ 40 bilhões, 14% superior à do ano passado. As exportações devem ter avanço semelhante e bater a marca de US$ 2,5 bilhões, segundo Nelson Costa, superintendente-adjunto da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Sucesso - Para ele, o sucesso do setor se ampara em dois fatores: “O primeiro é a rastreabilidade dos produtos. O segundo é o alto grau de internacionalização, que fez com cooperativas e empresas tivessem de se adaptar a padrões de exigência de padrão global”.

Avanço tecnológico - O avanço tecnológico também foi garantido pelos investimentos em assistência técnica. Hoje cerca de 1,5 mil agrônomos, engenheiros florestais, médicos veterinários e técnicos trabalham nas cooperativas para ampliar a produtividade, em otimizar o uso do solo e diminuir os impactos ambientais do setor. (Gazeta do Povo)

 

ALGODÃO: Nova praga preocupa produtores do país

helicoverpa 03 09 2013A Helicoverpa armigera é uma lagarta que chegou ao Brasil este ano e tem causado graves prejuízos às lavouras de algodão, milho e soja, entre outras. Por isso, ela será um dos principais temas científicos do 9º Congresso Brasileiro do Algodão, que começa nesta terça-feira (03/09) em Brasília e espera receber 2,5 mil visitantes, inclusive do exterior, para discutir as tendências do setor e a crescente importância da cotonicultura brasileira no cenário mundial.

Multiplicação da praga - Praga Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, a praga não existia no Brasil, mas a lagarta se transforma em borboleta e consegue voar até mil quilômetros, bota ovos e gera novas lagartas, o que explica seu surgimento nas lavouras algodoeiras do país. “Ela come a maçã do algodão com tal voracidade que destrói toda a plantação”, disse Pinesso. Outro assunto que, segundo ele, estará em pauta no Congresso é o do preço mínimo do algodão, que não é reajustado há mais de dez anos.

Etapas - De acordo com o presidente do Congresso, Milton Garbugio, essa edição do evento, que tem como tema geral Algodão, Gestão e Otimização de Resultados, será dividida em duas etapas. “Adotamos estrutura diferenciada das outras edições, com dois dias dedicados ao Módulo Negócios e dois ao Módulo Científico, para dar mais dinâmica aos debates e garantir a participação maior dos congressistas”,  disse Garbugio, que também preside a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Público-alvo - O público-alvo do Congresso é formado pelas principais lideranças do segmento, empresas que investem diretamente no setor e por todos os envolvidos na cadeia produtiva do algodão.

Licenciamento - A partir da safra 2013/14, o produtor brasileiro certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) será automaticamente licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI), iniciativa que busca garantir uma produção mundial ecologicamente correta. Segundo Gilson Pinesso, “O Brasil já é o maior produtor de algodão BC no mundo e com essa harmonização dos protocolos a tendência é termos um crescimento ainda maior”.

Safra menor - Apesar desse otimismo, os dados da Abrapa indicam que este ano a safra será menor que a de 2011/2012, quando atingiu 1,877 milhão de toneladas. Isso porque houve redução de 33% da área plantada, já que existe muita oferta do produto no mercado. Para este ano, portanto, a produção não passará de 1,263 milhão de toneladas.

Previsão - Para a safra 2013/2014, a previsão é de alta de 28% na área plantada, o que deve elevar a produção para 1,422 milhão de toneladas. A produção mundial do produto este ano está estimada em 25,587 milhões de toneladas. A China, maior produtor mundial de algodão, tem safra estimada em 7,284 milhões de toneladas. (Agência Brasil)

 

SANIDADE VEGETAL I: Mapa divulga resultados de resíduos tóxicos em produtos vegetais

Foi publicado nesta segunda-feira (02/09), no Diário Oficial da União, o resultado do Programa de Monitoramento realizado pelo Plano de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal) no ano-safra 2012/13. Foram analisadas as culturas agrícolas de abacaxi, amendoim, arroz, café, castanha-do-brasil, feijão, mamão, manga, milho, soja, tomate, trigo e uva.

Monitoramento - O objetivo do programa é monitorar a segurança dos produtos de origem vegetal, produzidos e importados pelo Brasil, no que diz respeito à presença de resíduos de agrotóxicos não autorizados, assim como resíduos de agrotóxicos e contaminantes acima dos limites máximos permitidos pela legislação em vigor.

Coleta - As amostras são coletadas por fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em propriedades rurais, estabelecimentos beneficiadores e em centrais de abastecimento e enviadas aos Laboratórios da Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários, constituídas pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) e por laboratórios públicos e privados credenciados pelo Mapa.

Índice satisfatório - De acordo com o chefe da Coordenação de Resíduos e Contaminantes de produtos de origem vegetal do Mapa, Marcelo Cláudio Pereira, a portaria mostra que, entre as culturas monitoradas, a maioria apresenta índice satisfatório de conformidade. “Entre as 13 culturas agrícolas monitoradas, 50% das amostras apresentam índice de 100% de conformidade em relação ao uso de agrotóxicos e 80% das amostras apresentam índice de 100% de conformidade em relação aos contaminantes orgânicos”, salientou.

Abacaxi - Entre os piores resultados, destaca-se a cultura do abacaxi, proveniente de Minas Gerais, que apresenta um índice de conformidade de 25%, em relação ao uso de agrotóxicos.

Parâmetros - Os parâmetros a serem observados no ano-safra 2012-2013 foram regulamentados pela Instrução Normativa nº 27, de 11 de dezembro de 2012. No caso das amostras com índice inadequado de resíduos ou contaminantes, o Mapa atua por intermédio de processo de investigação que objetiva orientar o produtor, apurar os fatos e adotar as ações fiscais cabíveis. (Mapa)

 

 

Para mais informações sobre o PNCRC/Vegetal, cliqueaqui.

 

SANIDADE VEGETAL II: Vazio sanitário da soja vai até 15 de setembro

sanidade vegetal II-3 09 2013A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) informa que mantém a fiscalização de propriedades e locais de cultivo de soja no território paranaense, que devem estar livres de plantas vivas até o dia 15 de setembro, quando se encerra o período do vazio sanitário da soja no Estado. Até lá os produtores devem se manter atentos. Nas situações de plantios voluntários ou restevas de soja resistentes e esquecidos, ainda é tempo de eliminá-los para não sofrer as penalidades da fiscalização, alerta a engenheira agrônoma da Adapar Maria Celeste Marcondes.

Período - O vazio sanitário da soja compreende um período de três meses, iniciado em 15 de junho, onde não pode haver plantas vivas de soja em nenhuma localidade do Estado, com exceção das entidades de pesquisa. A medida vem sendo adotada no Paraná desde 2007, também em 11 Estados brasileiros e no Paraguai, pais vizinho ao nosso Estado, para evitar a incidência de focos da ferrugem asiática, doença provocada por fungos que atacam as lavouras de soja.

Autuações - Em 2013, a equipe de fiscalização da Adapar já fez 76 autuações aos produtores, correspondente a uma área de 1.423,85 hectares onde foram encontradas plantas de soja que não foram eliminadas.

Sensíveis - Para Maria Celeste Marcondes, os produtores estão sensíveis aos apelos da pesquisa que orientam a eliminar todas as plantas vivas de soja que estejam em qualquer local do Estado, em ser lavouras, estradas, carreadores e até mesmo em pátios de empresas. O vazio sanitário é a única medida fitossanitária capaz de minimizar a incidência da ferrugem, já que a planta viva pode se tornar um hospedeiro do fungo que provoca a ferrugem asiática.

Eliminação do fungo - A engenheira explica que o objetivo do vazio é eliminar o fungo e assim retardar ao máximo a presença da doença nas lavouras de soja no plantio da safra regular, que será realizado a partir de outubro em todo o Estado. Os resultados do vazio sanitário da última safra (2011/12) estão comprovados no Paraná, onde a doença só foi se manifestar no mês de dezembro de 2012. Segundo o site do Consórcio Antiferrugem, que acompanha a incidência da ferrugem asiática no Brasil, em outros Estados a doença se manifestou bem antes, ou seja, logo após à emergência das plantas.

Prejuízos econômicos - Maria Celeste Marcondes informa que retardar o aparecimento da doença é muito importante, pois evita prejuízos econômicos aos produtores, com a diminuição do uso de fungicidas, reduzindo os custos de produção.

Consórcio Antiferrugem - Conforme o acompanhamento do Consórcio Antiferrugem, no Paraná foram registrados 112 casos de ferrugem que apareceram em lavouras na safra passada. Para a safra desse ano (12/13), o resultado será demonstrado pela presença ou não de plantas vivas na entressafra. Não havendo o hospedeiro (soja), o fungo da ferrugem asiática não sobreviverá e as plantas da nova safra estarão sadias, informou a técnica. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA: O agronegócio como estratégia à Índia

expedicao safra 03 09 2013Após uma semana em território indiano, a Expedição Safra Gazeta do Povo encerrou a temporada 2012/13 com uma missão, que passa por entender as demandas de um novo momento da economia que mais cresce – ou pelo menos a que mais crescia – entre os integrantes do BRICS, aliança formada por Brasil, Rússia, Índia e China e que recentemente ganhou a adesão da África do Sul. Na Índia, que abriu seu mercado e chegou a ser celebrada como um milagre econômico, muito ainda precisa ser feito para consolidar o país como um importante player do mundo globalizado.

Dilema - Com a moeda local desvalorizada e as contas públicas no vermelho, o país vive um dilema que estabelece uma contradição ao processo de ascensão que pautou sua economia na última década. O cenário atual coloca em xeque o futuro de um ambiente de prosperidade que aumentou do poder aquisitivo da população, melhorou a renda per capita e, por consequência, o consumo interno. Agora, a Índia precisa recuperar o fôlego da sua economia para não deixar de atender à demanda que foi criada e estimulada.

Questões econômicas e sociais - Assim como no Brasil, a estratégia indiana passa por questões econômicas e sociais, com impacto direto no agronegócio. A leitura parte do princípio de que, pelo menos em tese, a produção agrícola e pecuária é o segmento da economia que consegue dar uma resposta mais rápida à economia, já que é feita de ciclos mais curtos, renovados ano a ano. Na semana passada, o país anunciou uma série de medidas nesse sentido, que vão do combate à fome, com subsídio à aquisição de alimentos, previsto na recém aprovada Food Security Bill, com US$ 20 bilhões/ano, e um forte investimento em infraestrutura com o desembolso de US$ 28 bilhões.

 Contribuição - Para Robson Mafioletti, que acompanhou a viagem como representante da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o agronegócio brasileiro pode contribuir de forma positiva para fornecimento de alimentos à Índia. “Com uma população que passa de 1,2 bilhão de habitantes e com o equivalente a apenas um terço do território brasileiro, a produção superior a 250 milhões de toneladas entre arroz, trigo, milho e soja começa se tornar insuficiente para abastecimento interno.”

Petróleo e derivados - Mafioletti complementa lembrando que a grande relação comercial entre os países atualmente é no mercado de petróleo e derivados. Mas que na sequência entra o mercado de óleo de soja e açúcar, “em que o Brasil é altamente competitivo e pode ganhar espaço, contando com um parceiro [a Índia] com potencial de crescimento consistente no médio e longo prazo”.

Motivos - Para Jai Shroff, executivo da United Phosphoros Limited (UPL), que mantém negócios na Índia e em mais de 100 países, entre os quais o Brasil, as mudanças na economia indiana ocorrem basicamente por dois motivos. Um deles é que a renda da classe média cresce continuamente. O segundo, que na verdade é uma consequência do primeiro, é que, como as pessoas estão entrando na classe média, seus hábitos alimentares estão mudando. “O que define o Brasil como um parceiro natural, porque vocês têm muita produção agrícola, a agricultura é realmente uma indústria e a Índia é um bom consumidor”. (Gazeta do Povo)

Clique aqui e acesse o slide show com fotos da Índia tiradas por Albari Rosa

 

AGRONEGÓCIO: Setor deve exportar US$ 100 bi em 2013

agronegocio 03 09 2013As exportações do agronegócio estão a caminho dos US$ 100 bilhões neste ano, um novo recorde do setor. A previsão é de superávit acima de US$ 80 bilhões no setor, enquanto a balança comercial do país acumula déficit de US$ 3,76 bilhões.

Três dígitos - O câmbio favorável às vendas e o crescimento no volume embarcado devem fazer com que a agricultura e a pecuária atinjam pela primeira vez três dígitos no valor embarcado, com aumento acima de US$ 4 bilhões em um ano. A expansão é puxada pelo bom desempenho dos segmentos de grãos, carnes e sucroalcooleiro, que tiveram ganhos em preços e escala. A colheita 2012/13 foi 12% maior que a da temporada anterior, somando 185 milhões de toneladas de grãos, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Cifra bilionária - Considerando o período equivalente ao ano safra 2012/13 (julho de 2012 a junho de 2013), o setor já atingiu a cifra bilionária. Os embarques somaram US$ 100,6 bilhões, aponta a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As estimativas preveem desempenho semelhante para o ano civil (de janeiro a dezembro).

Receitas acumuladas - Até agora, nos oito primeiros meses do ano, o setor acumulou receitas próximas de US$ 70 bilhões, com avanço de cerca de 10% sobre o ano passado. “A demanda deve continuar aquecida e, no curto prazo, os preços não vão cair muito”, explica Andréia Adami, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Soja - A soja está entre os produtos que vão ganhar participação em volume. A Companhia Nacional de Abastecimento prevê que 37,8 milhões de toneladas saiam pelos portos brasileiros (alta de 16% frente aos 32,4 milhões de 2011/12).

Otimismo - O mercado faz um prognóstico ainda mais otimista. “A soja será surpreendente neste ano. Tivemos recorde atrás de recorde nos embarques e é possível chegar a um patamar entre 39 e 40 milhões de toneladas exportadas”, detalha Aedson Pereira, analista da Informa Economics FNP.

Sucroalcooleiro e carnes - Um levantamento realizado pelo Cepea indica que os setores sucroalcooleiro e de carnes também passam por um bom momento. Os embarques de etanol e açúcar cresceram 91% e 57%, respectivamente, seguidos pela carne bovina, que subiu 24%. Os dados não consideram agosto.

Milho - O milho consolidou expansão maior no primeiro semestre, apesar de a previsão ser de recuo em relação a 2012 (que teve as exportações concentradas no fim do ano). Houve crescimento de 358% em relação aos seis primeiros meses de 2012. Esse salto ainda reflete a ocupação pelo Brasil do vácuo no mercado internacional que os Estados Unidos deixaram após a seca histórica de 2012/13.

Ganhos - Robson Mafioletti, assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) lembra que a recente valorização do dólar frente ao real – com cotações acima de R$ 2,30 – favorece os ganhos, pois o poder de compra dos importadores que buscam produtos no Brasil fica maior. Do ponto de vista do produtor, “essas cotações amenizam a queda nos preços internacionais”, diz.

Importação - Pereira pondera que a mudança eleva os gastos na importação de produtos como os fertilizantes, mas ainda assim o saldo deve ser positivo para as exportações. A maior parte dos insumos, no entanto, foi comprada antes da atual escalada do dólar sobre o real. (Gazeta do Povo)

 

MDIC: Balança comercial tem pior resultado desde 1995

A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 3,764 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, ante superávit de US$ 13,149 bilhões em igual período do ano passado. O resultado do ano até agosto é o pior para o período desde 1995, quando o acumulado dos primeiros oito meses foi déficit de US$ 4,127 bilhões. Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações no acumulado do ano somam US$ 156,655 bilhões e as importações, US$ 160,419 bilhões. Em agosto, a balança tem superávit de US$ 1,226 bilhão, com exportações de US$ 21,425 bilhões e importações de US$ 20,199 bilhões. Na quinta semana de agosto, houve déficit de US$ 87 milhões: exportações de US$ 4,790 bilhões e importações de US$ 4 703 bilhões. (Agência Estado)

INFRAESTRUTURA I: Governo prepara MP que cria Empresa Brasileira de Ferrovias (EBF)

infraestrututra I 03 09 2013Empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes responsável pela construção e exploração de infraestrutura ferroviária, a Valec passará a ser chamada de Empresa Brasileira de Ferrovias (EBF). A mudança constará em uma Medida Provisória que está sendo finalizada pelo governo, segundo o ministro dos Transportes, César Borges.

Atribuição - Com a MP, a empresa passará a ter, como atribuição, a compra e a venda do direito de passagem das ferrovias. Dessa forma, o governo pretende diminuir os custos e a burocracia da logística, de forma a facilitar o escoamento da produção brasileira. “A empresa [Valec] ainda não tem as atribuições necessárias para comprar e vender a capacidade dessas linhas”, disse hoje (2) o ministro. “Estamos ajustando esse processo de adaptação dela ao novo papel que terá no processo de operar um sistema nacional de ferrovias”, acrescentou

Reforço institucional - Segundo Borges, a MP vai “reforçar institucionalmente” a empresa pública e prever “um novo modelo para o sistema de concessão”, no qual não haverá apenas uma concessionária detendo o direito de passagem. “Esse direito será da Valec/EBF, que será a única a deter [o direito de passagem]. Vários operadores de logística poderão usar a via”. O ministro garante não haver possibilidade de a tramitação da MP resultar em atrasos para o cronograma de licitações. “É um equívoco imaginar isso”, reforçou. Ele acrescentou que a empresa terá “caixa robusto” para cumprir as atribuições e que os R$ 15 bilhões colocados pelo governo federal na Valec serão repassados automaticamente à EBF. (Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA II: Com baixo interesse por leilões, governo busca estrangeiros

infraestrutura II 03 09 2013Enquanto grupos brasileiros ainda se mostram apáticos aos leilões de ferrovia, o governo pôs em prática uma força-tarefa para buscar potenciais investidores em outros países, como China e Rússia. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, voltou de uma viagem que tratou do assunto na última semana. Ao Valor, disse que não está pessimista com o resultado dos leilões e descarta alterações no edital, como a rentabilidade dos empreendimentos, apesar das críticas dos investidores.

Missão técnica - "Na semana que vem, receberemos a primeira empresa chinesa [ China Railway Corporation] que vem com missão técnica para falar sobre ferrovia e o primeiro trecho [a ser leiloado], em que eles têm interesse", afirmou. "E os chineses têm dinheiro para os investimentos. Tanto ela [a China Railway]

tem um braço financeiro como também há o Banco de Desenvolvimento da China, que nos falou formalmente que entrará aqui em parceria com empresas chinesas."

Mesmo objetivo - Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), embarcou no fim de semana para a Rússia com a mesma missão. "É outro país com experiência em ferrovias. Empresas podem vir e se consorciar com brasileiras", disse a ministra.

Caminho - Esse mesmo caminho foi adotado para outros tipos de leilões, como aeroportos e rodovias, mas no caso das ferrovias a ação se mostra mais necessária. Isso porque os investidores em geral estão com receio do modelo de concessão proposto pelo Planalto. O primeiro trecho de ferrovia que vai a leilão liga Açailândia (MA) a Barcarena (PA), e será disputado em outubro, com investimentos previstos pelo governo em R$ 3,2 bilhões.

Incertezas - Guilherme Quintella, empresário do setor e presidente na América Latina da União Internacional de Ferrovias (UIC, que reúne as 200 maiores operadoras do mundo e entidades relacionadas ao setor), diz que o governo precisa elaborar regras mais claras se quiser investidores nos leilões. Entre os principais pontos estão as incertezas relacionadas a estimativas de investimentos, já que o governo só faz o projeto básico para as obras de cada trecho, e não um estudo executivo. O investimento pode sair mais caro.

Dois modelos - Além disso, Quintella chama atenção para o fato de, no futuro, haver dois modelos para as ferrovias - um novo, com acesso aberto, e outro sob a gestão do antigo concessionário. Para o empresário, é preciso haver regulamentações mais claras sobre o direito de passagem nos dois tipos de ferrovia.

Retração - Sem um acerto com a ALL e a MRS, que detêm as concessões que chegam ao porto de Santos, os investidores ficarão retraídos para disputar um trecho mesmo lá em Goiás ou Mato Grosso, porque o que ele deseja é ter acesso ao porto para escoamento de cargas. "Os dois lados, governo e concessionárias, têm de baixar a guarda e chegar a um entendimento", disse. Para ele, o governo criou um modelo para criar competitividade ferroviária (baixar custo em 30%), mas não criou competitividade para os investidores na disputa.

Risco Valec - André Castro Carvalho, advogado do escritório Mattos Filho, lembra que a maior incerteza entre os investidores continua sendo o "risco Valec ". A estatal será a fonte de receitas do concessionário e, como pertence ao governo, o receio é que os pagamentos sejam interrompidos no futuro unilateralmente.

Defesa - A ministra defende o modelo. "Não estou pessimista com ferrovias. Apesar dessa novidade, apesar de existirem algumas dúvidas, estamos em um processo de interlocução intenso com investidores", disse. Ela afirma que o aporte de R$ 15 bilhões do Tesouro à Valec - que está em Medida Provisória enviada ao Congresso - já serve para assegurar o pagamento da estatal aos futuros concessionários. "Não são necessárias mais garantias".

Alterações descartadas - Apesar das mudanças, Gleisi descarta alterações, como aumentar a rentabilidade das concessões. Hoje, a chamada Taxa Interna de Retorno (TIR) de projeto das ferrovias está em 8,5% ao ano, segundo o governo. Mas a TIR, que leva em conta empréstimos públicos com juros subsidiados, pode chegar a 16%, descontada a inflação. "É um retorno muito bom. Esse processo não é uma queda de braço entre governo e setor privado", disse. E acrescentou: "Não posso ter uma tarifa que inviabilize ou prejudique o setor produtivo do país".

Percepção - A ministra admite, todavia, que há a percepção de risco de cada nova ferrovia custar mais do que o estimado, já que só há o projeto básico. E diz que o projeto executivo (mais preciso) não será feito antes do leilão por não haver "tempo". "O investidor está achando que pode ter que investir mais, mas o TCU [Tribunal de Contas da União] já nos sinalizou que nosso capex está muito elevado", disse Gleisi.

Interesse real - Apesar dos receios, ao menos uma empresa já mostrou interesse real. A Triunfo Participações e Investimentos (TPI), de concessões de rodovias, energia e aeroportos, decidiu participar. Mas deixou claro que vai mais para adquirir conhecimento do formato e do setor. Outros grupos, que estiveram em audiências públicas, entre eles Andrade Gutierrez, Ebate e EDLP, Odebrecht, Vale e Cosan estão entre os desinteressados. (Valor Econômico)

 

CÚPULA: G-20 quer subsídio para emprego a jovens

Empresas que derem emprego a jovens poderão receber subsídios para pagar parte desses salários. Essa é uma das promessas com que as maiores economias desenvolvidas e emergentes, que formam o G-20, vão acenar nesta semana em São Petersburgo. As economias que representam mais de 80% da produção mundial vão declarar uma "prioridade mundial" a promoção do emprego para jovens, que têm três vezes mais probabilidade de estar sem trabalho do que os adultos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Desafio - Conforme documento do G-20, ao qual o Valor teve acesso, o desemprego e o subemprego em vários países, particularmente entre os jovens, continua a ser um dos maiores desafios na economia mundial e "como resultado, todas as economias do G-20 estão enfrentando desafios em termos de produtividade e crescimento".

Inovação - Nesse cenário, os líderes do G-20 se dizem comprometidos em encontrar "maneiras inovativas para encorajar as empresas a contratar jovens oferecendo redução de custos trabalhistas ou subsídios para o salário desses jovens". Para os líderes, criar empregos para absorver milhões de jovens que entram no mercado de trabalho e aqueles que começam a ter desemprego de longa duração é essencial para reforçar demanda e estimular crescimento, reduzir pobreza e elevar a coesão social.

Flexibilização - Além de reformas tributárias favoráveis a empregadores, acenarão com flexibilização do mercado de trabalho com adequada proteção do emprego, "conforme as circunstâncias nacionais". Os líderes prometerão também apoio para motivar jovens empreendedores e "start-ups".

Protestos sociais - A reação do G-20 vem no rastro de protestos sociais em vários países e das advertências da OIT, de que o desemprego continuará aumentando nos próximos cinco anos entre a população jovem, definida como aquela com idade entre 15 e 24 anos. Atualmente, a taxa de desemprego globalmente nesse segmento aumentou de 11,5% em 2007, no começo da crise, para 12,4% neste ano e pode chegar a 12,8% em 2018.

Geração ferida - A OIT fala de "geração ferida", enfrentando um misto perigoso de alto desemprego, crescente inatividade ou trabalho precário nas nações desenvolvidas, e de trabalho mal pago nos países em desenvolvimento. A Europa é uma das mais interessadas numa mensagem firme do G-20 sobre crescimento e emprego. A zona do euro saiu da recessão, mas o desemprego continua com a taxa recorde de 12,1%. Pior ainda, o desemprego dos jovens alcançou 24% em julho.

Portugal e Espanha - Em países como Portugal e Espanha, essa taxa chega aos 50%. Analistas na zona do euro veem risco de as empresas continuarem a segurar a contratação de empregados, diante das incertezas que continuam pesando sobre economia global.

Subsídios - Subsídios para empresas contratarem jovens já vêm sendo dados em países como Canadá, França e Reino Unido, sob certas condições. Na África do Sul, uma experiência piloto mostra que o subsídio melhora as chances de emprego em cerca de 25%. Pelo plano sul-africano, os empregadores recebem ajuda estatal para pagar metade do salário no primeiro ano e 20% no segundo.

Ações - O combate ao desemprego é visto no G-20 como essencial para ajudar a restaurar a confiança na economia global. A questão é implementar as ações, ao invés de se limitar a discursos. (Valor Econômico)

CLIMA: Lazinski analisa condições de agosto e as tendências para os próximos meses

Os volumes de precipitações apresentaram uma grande variabilidade no Sul do Brasil. As chuvas foram muito irregulares e ficaram acima da média entre o sul do Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, ficaram abaixo da média para a época do ano, sendo que no Norte e Oeste do Paraná, praticamente não choveu ao longo do mês. O solo vem mantendo bons níveis de água para o bom desenvolvimento das lavouras nas áreas Central, Sul e Leste do Paraná. Porém, no Oeste e Norte do estado, o solo apresenta grande deficiência hídrica. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste praticamente não chove nesta época do ano, sendo assim, as chuvas ficaram dentro da média na maior parte destas regiões.

Massas de ar frias - Durante o mês de agosto, tivemos a passagem de três massas de ar frias: uma no começo do mês, com intensidade moderada e outras duas muito fortes, que provocaram geadas generalizadas na maior parte da região Sul do Brasil. Outra, em meados do mês, e mais uma no final de agosto, que foi a mais intensa, com formação de geadas, inclusive no Sul de São Paulo e Centro-Sul do Mato Grosso do Sul. As temperaturas, em geral, ficaram dentro da média, mas as observações mostraram os extremos, massas de ar quentes intercaladas com massas de ar muito frio, causando quedas acentuadas nas temperaturas no decorrer do mês.

Águas superficiais - Quanto ao comportamento das temperaturas das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial, bem como os padrões de circulação de grande escala, não apresentaram grades mudanças nos últimos meses e continuam mantendo o mesmo padrão próximos à média, seguindo a tendência de neutralidade. As temperaturas da superfície do mar nas áreas mais a leste do Oceano Pacífico continuam apresentando valores um pouco mais baixos que o normal e, nas áreas Central e Oeste, mantiveram-se dentro da normalidade. As condições climáticas em escala global observadas ao longo de agosto continuam indicando uma situação de “neutralidade climática” (nem “El Niño” e nem “La Niña”) para os próximos meses.

Chuvas irregulares - Com os prognósticos climáticos indicando uma tendência de neutralidade para os próximos meses, continuamos com a tendência de chuvas muito irregular, intercalando períodos curtos que concentram chuva acima da média com períodos maiores com pouca ou nenhuma precipitação, para o Centro-Sul do Brasil. Para as regiões Centro-oeste e Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média nos próximos meses. Vale ressaltar que nestas regiões as chuvas começam a ocorrer gradativamente a partir de meados de setembro. 

Temperaturas - As temperaturas também não mudam muito seu comportamento para o Centro-Sul do Brasil, intercalando períodos um pouco mais quentes, com quedas acentuadas de temperaturas, a exemplo do que ocorreu no decorrer do mês de agosto. Os extremos de temperatura se acentuam. Nas demais regiões do Brasil, as temperaturas seguem com os valores dentro da média. (Luiz Renato Lazinski / meteorologista do Inmet/Mapa)


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