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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3176 | 10 de Setembro de 2013

SISTEMA OCEPAR: Diretores expressam suas opiniões sobre a economia brasileira

Nesta segunda-feira (09/09), os diretores da Ocepar participaram da 29ª reunião ordinária da gestão 2011/15, na sede da entidade, em Curitiba. Na oportunidade, o Informe Paraná Cooperativo ouviu os dirigentes sobre o atual cenário da economia brasileira. Nesta edição, publicamos a avaliação de mais diretores. Na opinião do presidente da Cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, o momento é preocupante, mas não deve ser visto isoladamente. “É claro que o que está acontecendo no país nos preocupa muito, em especial no que diz respeito à falta de investimentos em infraestrutura. Nós estamos vendo um cenário de crescimento econômico insignificante, que só é positivo porque está ancorado na agricultura. Mas, pior do que isso. Nós vemos agora, no fim do primeiro semestre de 2013, um déficit de transações correntes de R$ 47 bilhões, algo que não ocorria nos últimos dez anos. Esse déficit de transações correntes deixa essa condição desajustada em termos de balanço de pagamento e, ao mesmo tempo, a carga tributária em torno de 40%, atestam que o país está gastando muito mais do que arrecada”, afirmou.

Investimentos – Devido às circunstâncias, ele acredita que as cooperativas deverão reavaliar seus investimentos. “Deveremos continuar investindo porque o nosso produtor precisa disso. Mas é algo que deve ser feito com os pés no chão, já que não há contrapartida por parte do governo, como citei anteriormente, nem em melhoria de infraestrutura, nem em alívio da carga tributária”, disse Baggio. Ainda de acordo com o presidente da Bom Jesus, a agricultura brasileira está obtendo bons resultados e o cenário internacional também é favorável ao agronegócio. “Outro dia, o repórter do programa Terra Viva me perguntou sobre o ganho do setor no ano 2012/13. Ele comentou que o agricultor teve uma receita muito boa. Eu devolvi a pergunta para ele. Com quem ficou o ganho do produtor rural nos últimos dez anos? Ele ganhou dinheiro nos últimos dez anos? Nós estamos avaliando um único momento. Assim também as cooperativas têm que olhar para os últimos dez anos e para os próximos dez anos para calibrar os seus investimentos e não se ater a apenas um ano”, acrescentou.

Instabilidade – O presidente da Cooperativa Copagril, Ricardo Chapla, também se manifestou sobre esse quadro de incertezas quanto aos rumos que o país está tomando. “Em primeiro lugar, não há muita clareza no Brasil em relação a vários pontos. As manifestações populares que aconteceram e estão acontecendo sinalizam, evidentemente, que há algo obscuro para a própria sociedade e, consequentemente, teremos problemas para frente”, disse. “O momento econômico nos preocupa porque o crescimento do país deve ficar bem abaixo do esperado. A inflação está aparecendo e praticamente inexistem investimentos públicos, especialmente em infraestrutura. Se fala muito e se faz pouco. Essa instabilidade nos deixa preocupados porque nós, como cooperativa e como produtores rurais, precisamos continuar produzindo e melhorando a produtividade”, frisou.

Adaptação – De acordo com o presidente da Central Sicredi PR/SP, Manfred Dasenbrock, o momento é desafiador mas o cooperativismo tem demonstrado habilidade em lidar com esse tipo de situação. “O que nos desafia nesse momento é entender a lógica da política econômica do governo que, no ano passado, foi no sentido de baixar as taxas de juros, a Selic. Sabemos isso foi feito artificialmente já que o mercado não comportava essa medida e, agora, está cedendo dentro das pressões de mercado, buscando especialmente o controle da inflação. Por outro lado, acredito que devemos procurar, junto com nossa equipe de profissionais, entender essa lógica do governo, estudar a situação e ter uma reação de curto prazo para que, rapidamente, possamos nos adaptar e seguir na linha das estratégias definidas pelas cooperativas. Estamos otimistas, mesmo entendendo que a política econômica tenha suas variáveis pois isso tem acontecido ao longo da história e as cooperativas sempre tiveram a capacidade de adaptação muito rápida”, ressaltou.

Planejamento - De acordo com Manfred, outro fator que tem pesado favoravelmente ao cooperativismo de crédito é a atuação com base em um bom planejamento e na organização das pessoas, o que tem propiciado um diferencial competitivo importante na prestação dos serviços. “O crescimento de associados continua numa velocidade dentro do esperado e deveremos encerrar 2013 com 700 mil cooperados no Paraná e em São Paulo. Todo mês, uma gama enorme de pessoas está se somando ao Sicredi. Para o segundo semestre nós também entendemos que vamos cumprir com o planejado no passado, ou seja, um crescimento acima de 20% dos ativos, em crédito e em depósitos”, disse. 

Agronegócio – O presidente da Central Sicredi PR/SP lembrou que o otimismo das cooperativas de crédito também ocorre devido ao forte vínculo com o agronegócio. “É um setor que vem correspondendo e que possui mecanismos muito seguros em relação ao crédito, à alavancagem, ao acesso aos recursos e a toda dinâmica que há em torno do setor. Essa é a base de sustentação de inúmeras cooperativas e isso tem dado segurança ao longo do tempo para pensarmos positivamente o próximo ano”, destacou.

Canais de relacionamento– Ainda segundo Manfred, outros fatores contribuem para conservar uma boa perspectiva do Sicredi em relação ao próximo ano, como a implementação de novos canais de relacionamento, os programas de responsabilidade social, entre outros. “Tudo isso faz com que a gente olhe 2014 com otimismo, mesmo entendendo que é um ano que tem a Copa do Mundo e eleições. Mas isso, ao longo da caminhada não tem impactado em nada. Muito pelo contrário, tem oferecido até algumas janelas de oportunidades para otimizar e até mesmo acelerar alguns quesitos em termos de crescimento. Também está vindo na esteira de tudo isso, o próprio fundo garantidor de crédito das cooperativas, algo que vai ajudar na disseminação dos diferenciais das cooperativas e também na própria relação do setor com o sistema brasileiro,  com o Banco Central, com grande perspectiva de ser um canal aberto para discutir os principais desafios que existem no cotidiano das cooperativas de crédito”, concluiu. 

RANKING: Unimed Cascavel entre as 150 melhores empresas para se trabalhar

Unimed Cascavel 10 09 2013Pela primeira vez a Unimed Cascavel participou do Guia Você S/A – Exame e ficou entre as 150 melhores empresas do país para se trabalhar. Para estar no ranking, a Unimed Cascavel passou por um levantamento que atribui notas em termos de número e qualificação de funcionários, local de trabalho, além da posição da instituição com relação ao mercado atual. Também foram levadas em consideração as notas do Índice de Felicidade no Trabalho, Índice de Qualidade na Gestão de Pessoas e o Índice de Qualidade no Ambiente de Trabalho, elaboradas pelo Guia para formular o resultado final.

Motivação -“Receber a noticia que estamos entre as 150 melhores empresas para se trabalhar no país, além de desafiador nos mostra que estamos no caminho certo e nos motiva a continuar aprimorando nossas práticas de gestão de pessoas. A Diretoria da Unimed Cascavel parabeniza a todos pelo trabalho exercido com dedicação e competência”, orgulha-se Dr. Francisco Augusto Del Arcos Carneiro, Diretor Presidente.

Indicadores -A Unimed Cascavel conta, atualmente, com 170 colaboradores, 467 médicos cooperados e mais de 73 mil clientes. Dentre eles, segundo o Guia, 88% dizem se identificar com a empresa, 78% estão satisfeitos e motivados, 75% acreditam ter desenvolvimento e 74% aprovam seus líderes. A nota final da cooperativa foi 71,7.

Categorias - A pesquisa que dá origem ao Guia avalia todas as empresas participantes em sete grandes categorias: Carreira, Desenvolvimento, Liderança, Remuneração, Estratégia e Gestão, Saúde e Cidadania Empresarial. Para se destacar em qualquer uma delas, as empresas participantes precisam receber o aval da Fundação Instituto de Administração (FIA), responsável por avaliar suas práticas de gestão e também de seus funcionários, que vivenciam, na prática, o que elas realmente significam. A composição dessas notas, além da percepção dos jornalistas durante as visitas às empresas pré-classificadas, revelam as organizações que mais se destacam em cada uma das categorias. As respostas dos funcionários têm 70 % de peso na nota final. (Imprensa Unimed Cascavel)

TREINAMENTO: Cooperativa realiza curso de prevenção de incêndio

 Com o objetivo de capacitar os colaboradores na prevenção e no atendimento de acidentes, é que a Unimed Cascavel realizou durante a última sexta-feira (06/09), um curso de Brigada de Incêndios.“Além de prevenir e evitar os prejuízos gerados por um eventual sinistro, o treinamento capacita os funcionários quanto à identificação de materiais com defeito e vencidos. Instrui quanto ao manuseio correto de extintores e torna os participantes da Brigada responsáveis pelo zelo e manutenção dos equipamentos da empresa, visando uma maior proteção do local,” comenta Mauro Nascimento Barros - Sargento Bombeiro Militar.O treinamento teve como eixo principal transmitir aos participantes informações teóricas e práticas dos princípios básicos de prevenção e combate a incêndios, bem como estabelecer um padrão de comportamento visando uma atitude adequada, rápida, segura e isenta de pânico em situações de emergência.(Imprensa Unimed Cascavel)

COAMO: Diretoria mundial da Monsanto visita cooperativa

Coamo 10 09 2013A Coamo Agroindustrial Cooperativa recebeu nesta segunda-feira (09/09), em Campo Mourão (PR), visita da diretoria mundial da Monsanto  - maior empresa de engenharia genética alimentícia do mundo.  O CEO mundial Hugh Grant e o presidente mundial da Monsanto Brett Begemann, juntamente com André Dias, vice-presidente mundial Supply Chain e Rodrigo Santos, presidente da Monsanto Brasil, foram recepcionados no encontro pelo diretor vice-presidente da Coamo, Claudio Rizzatto, diretor-secretário Ricardo Calderari, superintendente Técnico José Varago e também pelos superintendentes Administrativo Antonio Sérgio Gabriel, Operacional Airton Galinari e vários gerentes da cooperativa.

Tecnologia - Para o CEO da Monsanto, a companhia é otimista por natureza,  acredita no presente e no futuro do mundo, destacando a importância do Brasil na produção mundial de alimentos.  “Toda vez que venho ao Brasil tenho certeza de que teremos um bom futuro. Além da melhor tecnologia e produtos, temos também que criar melhores relações. A Monsanto investe sempre pensando na frente, em 10, 15 anos, e está otimista com o desenvolvimento atual e o futuro da nossa agricultura”, destacou Hugh Grant, CEO da Monsanto.

Parceria – O vice-presidente da Coamo, Claudio Rizzato falou no encontro em nome da cooperativa. Ele agradeceu a visita e elogiou a parceria que vem registrando bom relacionamento e sucesso nos negócios entre as duas companhias. “A Coamo sente-se orgulhosa em receber a diretoria mundial da Monsanto, sempre tivemos uma posição firme em relação a biotecnologia e defendemos os interesses dos mais de 26 mil cooperados que estão satisfeitos com os resultados das novas tecnologias”, disse Rizzatto, acreditando na consolidação dos avanços em relação a diversos materiais como para o milho resistente a seca e o controle de percevejo, este um grande problema para o  controle e a produção de soja no Brasil.

Prato típico - Ao final do encontro, os visitantes saborearam o carneiro no buraco, prato típico de Campo Mourão, conhecido no Brasil e em várias partes do mundo. (Imprensa Coamo)

 

 

COCAMAR: Dia de Campo sobre produção de borracha será dia 26, em Indianópolis

 

A produção de borracha natural desponta como uma alternativa interessante para a diversificação das atividades rurais na região noroeste do Paraná. Nos últimos anos, o governo do Estado anunciou seu interesse em estimular o setor, levando em conta a instalação de uma fábrica de pneus da companhia japonesa Sumitomo na região metropolitana de Curitiba.

Dia de campo - Parceira do governo do Estado, a Cocamar organiza no próximo dia 26 em Indianópolis, região de Cianorte, um dia de campo inédito sobre a cultura da seringueira. O evento, realizado em conjunto com a Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), será na propriedade do produtor Ângelo Romero e conta com o apoio do Instituto Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Estadual de Maringá (UEM).

 

Participação - Com previsão de reunir em torno de 300 agricultores, o dia de campo tem a finalidade de apresentar informações sobre aspectos de mercado, rentabilidade, tecnologia de produção, linha de crédito para financiamento e outros assuntos relacionados.

 

De acordo com a Seab, para atender a demanda da Sumitomo, será fomentado o plantio de 36,4 mil hectares de seringueiras em um prazo de até 18 anos. Atualmente o Paraná possui menos de 1 mil hectares com essa cultura. Além do aspecto econômico, a atividade é importante também por preservar o meio ambiente, evitando o processo erosivo, podendo compor a reserva legal.

 

Presenças - O dia de campo contará também com a presença do secretário Norberto Ortigara, dirigentes da Cocamar, prefeitos de municípios da região e especialistas no assunto. Entre eles, o técnico Heiko Rossmann, que vai traçar um panorama acerca do mercado da borracha natural; João Sampaio, ex-secretário da Agricultura de São Paulo, que abordará a experiência paulista nessa área; Valter Bianchini, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), sobre o cultivo de seringueira na agricultura familiar em reserva legal, e um representante do Banco do Brasil, que falará sobre linhas de crédito. (Imprensa Cocamar)

 

TRIGO: C.Vale é destaque nacional em produção

 CVale trigo 10 09 2013A C.Vale foi homenageada como destaque nacional em produção de trigo. Foi a 23ª vez seguida que a cooperativa conquistou a premiação, entregue pela Revista A Granja durante a Expointer, em Esteio (RS). Em solenidade com a presença de líderes empresariais, políticos e de produtores rurais, no dia 27 de agosto, o vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, recebeu o troféu do presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira. (Imprensa C.Vale/Crédito foto: Andrei Saul/Rodrigo Fanti) 

TRIGO II: Camex estende isenção do Imposto de Importação

 A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou até o dia 30 de novembro deste ano o prazo para importação de trigo com isenção de Imposto de Importação de até 400 mil toneladas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a decisão da Camex considera a redução dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o impacto inflacionário do produto.Segundo o MDIC, há uma escassez do grão no mercado brasileiro em função da quebra da safra no Paraná, principal produtor nacional e na Argentina, principal fornecedor do grão para o Brasil.A redução da alíquota para trigo vem ocorrendo desde 1º de abril deste ano, com o prazo tendo sido estendido e a cota ampliada. No total, 2,7 milhões de toneladas do produto tiveram autorização para entrar no Brasil com isenção do Imposto de Importação.(Gazeta do Povo)

RAMO CRÉDITO: Iniciativa da OCB promove intercâmbio germano-brasileiro

1ramo credito 10 09 2013A Alemanha tem tudo a ver com o cooperativismo brasileiro. Para quem não sabe, a primeira cooperativa brasileira de crédito foi registrada no município gaúcho de Nova Petrópolis, quando trabalhadores vindos da Alemanha decidiram fundar uma entidade semelhante às que existiam em sua terra natal. Mais de cem anos depois, o cooperativismo alemão continua servindo de referência e influenciando as organizações brasileiras, a ponto de motivar uma comitiva formada por líderes cooperativistas, técnicos do Banco Central e profissionais do ramo Crédito a conheceram – in loco – o cooperativismo de crédito Alemão. Eles ficarão no país até a próxima sexta-feira (13/09). 

Projeto - A iniciativa do Sistema OCB faz parte do Projeto de Prospecção de Boas Práticas e Aprendizado Experimental em Cooperativismo de Crédito. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre boas práticas no cooperativismo de crédito nacional e internacional e estabelecer proposta de aplicação destas experiências. Mais do que isso o grupo está determinado a desenvolver um centro de inteligência para o cooperativismo de crédito, que servirá de referência para o setor que investe em profissionalização, sem perder a essência de cuidar da melhoria de vida do cooperado. As etapas começaram em 2012 com visitas às cooperativas do Rio Grande do Sul e do Paraná. Este ano o mesmo grupo visitou as cooperativas da Bahia e Rondônia. No próximo ano o grupo segue para Canadá e Espanha. Participam representantes do governo, Banco Central do Brasil, dos Sistemas de crédito (Sicoob, Unicred, Sicredi, Confesol), das cooperativas e centrais (Cecred e Credicoamo), Sebrade e de auditoria (CNAC). 

DGRV - A primeira parada do intercâmbio é na cidade de Bonn, onde se encontra um dos escritórios da Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV sigla em inglês). O diretor do departamento de Relações Internacionais da DGRV, Paul Armbruster fez um panorama das cooperativas alemãs que constituem um elemento essencial da economia e da sociedade. Combinando cooperação igualitária e orientação para o mercado, elas são modelo econômico atraente há 160 anos, tanto para países industrializados quanto para países em desenvolvimento. 

Responsabilidade - A DGRV é a instituição responsável pela fiscalização do sistema cooperativo alemão e presta assessoria nas áreas de contabilidade, auditorias, direito, tributação, impostos, além  de  promover a cooperação internacional e desenvolvimento de recursos humanos. A instituição foi fundada em 1972, por meio da união das organizações Raiffeisen e Schultze-Delitzsch e, atualmente, possui 145 filiadas, dentre federações nacionais, federações de auditoria regionais e especiais, federações centrais regionais e federais, cooperativas centrais e especializadas.

Diferenças - Diferente do Brasil, que possui uma Lei  especifica para as cooperativas (5.754/72), na Alemanha, a lei que regula os bancos é a mesma para as cooperativas. “Isso é importante, pois nós podermos fazer todas as atividades financeiras que outros bancos oferecem”, diz Armbruster. Mas fazer parte de uma cooperativa, ele assegura, que sempre trará benefícios singulares: “Desenvolvimento regional, decisões mais rápidas - em especial na aquisição de crédito e direito a dividendos”, enfatiza. Todas as atividades cooperativas têm como foco o fomento do sócio e de suas necessidades econômicas, seja particular ou como empresa. As cooperativas estão abertas a todas as pessoas, filiados ou não.

Agradecimento - O presidente da Organização das Cooperativas da Bahia e da unidade Estadual do Sescoop (OCB/Sescoop-BA), Cergio Tecchio, agradeceu, em nome do grupo,  ao representante da DGRV, Paul Armbruster, pela oportunidade de conhecer o cooperativismo Alemão. “Nós estamos repensando o cooperativismo brasileiro. Por isso esse grupo quer entender o  funcionamento dos bancos cooperativos Alemão, para posteriormente sugerir novas formas de trabalho”, disse o presidente. 

Participantes - Saiba quem esta nesta missão:

Cergio Tecchio (Sistema OCB)

Lucas Matias (Ministério da Fazenda)

Ailton Aquino, Paula Ester Leitão, Rodrigo Monteiro, João Paulo Magalhães, Alexandre Bastos, Jaime da Fonte Neto, Marco Antônio Pinheiro, Sandra Lúcia Castro, Márcia Assunção (Banco Central do Brasil);

Alexandre Euzebio – (CNAC)

Ivo José Bracht (Cecred)

Dilmar Antônio Peri (Credicoamo)

Jonas Klein (Confeso)

Evandro Kotz (Unicred)

Blair D’Avila (Sicredi)

Daniela Cancian (Sicoob)

Ricardo Senra (Sicoob)

Sotaque germânico - No Brasil, a DGRV mantém parceira com o Sistema OCB há 25 anos  para apoiar o desenvolvimento das cooperativas crédito. Entre as atividades estão cursos de capacitação para gestores, consultorias, intercâmbios e divulgação do cooperativismo. Coordenador da DGRV no Brasil, Mathias Knoch, está acompanhando o grupo de 24 brasileiros que estão hoje na cidade de Bonn, e ele explica que a unidade, instalada em Salvador (BA), mantém atuação especialmente nas regiões Norte e Nordeste, além de uma cooperação triangular com Moçambique. Atualmente, o principal foco do trabalho da DGRV no Brasil é a introdução das microfinanças nas cooperativas ligadas ao Sicoob. Projetos piloto já foram instalados em cinco entidades, sendo três na Bahia, uma em Pernambuco.

Teste - "Estamos testando planos de implementação, de novos produtos e tecnologias de microcréditos, para depois implementarmos em todo o Brasil. Essa tarefa representa hoje 80% de nosso trabalho”, diz Mathias Knoch. Para o coordenador da DGRV, investir na área das microfinanças é uma boa estratégia para que as cooperativas de crédito possam ampliar sua participação no mercado financeiro. Isso porque, segundo ele, o público atendido, prioritariamente de baixa renda, ainda é discriminado pelas instituições bancárias, apesar de ser constituído por trabalhadores e pequenos empreendedores economicamente ativos. (Informe OCB)

2ramo credito 10 09 2013

SESCOOP: Técnicos concluem estratégias da Diretriz Nacional de Promoção Social

Sensação de dever cumprido! É com esse sentimento que os membros do Comitê Técnico da Diretriz Nacional de Promoção Social retornam para casa, depois de dois dias de intenso trabalho, em Belém (PA). Na bagagem, duas certezas: 1) em breve, o Sistema OCB terá uma definição mais clara sobre a atuação de promoção social junto às cooperativas e comunidade; 2) no futuro, o cooperativismo estará muito mais voltado ao desenvolvimento social.

Ações sistêmicas - O grupo – composto por técnicos das cinco regiões do País e do Sistema OCB – teve o papel de construir, propor, validar e, agora, o de acompanhar a Diretriz Nacional de Promoção Social (DNPS). “Esse documento será capaz de nortear e inspirar as ações sistêmicas de promoção social do Sescoop junto às cooperativas”, afirma a gerente de Promoção Social do Sescoop Nacional, Maria Eugênia Ruiz. A DNPS (Diretriz Nacional de Promoção Social) estará estruturada em três eixos: Cultura da Cooperação, Qualidade de Vida e Sustentabilidade. Cada eixo, por sua vez, possui três linhas de atuação: sensibilização, mobilização e desenvolvimento.

Intercooperação - Durante a reunião realizada em Belém, também foi discutido o eixo “Cultura da Cooperação”, onde ficou determinada a importância de se fortalecer o 6º princípio do cooperativismo: a intercooperação. “Precisamos fortalecer a intercooperação no Sistema, sabemos que ela tem um viés maior no setor econômico, mas ficou evidente que, por meio da promoção social, é possível estimular o relacionamento entre cooperativas e isso e propicia um ambiente favorável para aumentar o capital social e gerar confiança no processo de desenvolvimento, seja humano, econômico ou social”, complementa Maria Eugenia. (Informe OCB)

EXPEDIÇÃO SAFRA: Espaço aberto na mesa dos indianos

expedicao safra 10 09 2013É quase que dispensável discutir o potencial de consumo de um país com mais de 1,2 bilhão de habitantes. O que se questiona é para onde caminha a Índia, em que ritmo o país vai crescer, se modernizar e inserir-se de fato no mundo globalizado do agronegócio. O desafio, imposto a partir da prioridade número um do governo indiano, que é a segurança alimentar, é manter a economia aquecida para segurar a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2012, a Índia teve o segundo maior crescimento entre os países do BRICS. O Brasil registrou 0,9%; Rússia, 3,4%; Índia, 5%; China, 7,7%; e África do Sul, 2,5%.

Infraestrutura - A estratégica passa por investimentos para melhorar a infraestrutura do país, mas principalmente pelo agronegócio, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de 11 dias pelo país asiático. Nos últimos 20 anos, a Índia passou de altamente dependente das importações a autossuficiente na produção de alimentos. Mas, mais recentemente, o aumento da população e do poder aquisitivo dessa população está obrigando o país a voltar ao mercado internacional.

Subsídios - Para sustentar um consumo que começa a ser estimulado pelo próprio governo através de programas sociais, a Índia amplia os subsídios ao consumidor final, medida que pretende atingir 2/3 da população. Aprovada há três semanas, a Food Security Bill, a nova lei de segurança alimentar do país, abre novamente o mercado e a economia indiana, a exemplo das reformas realizadas na década de 90.

Parceiro natural - Com área, produção e tecnologia limitada, a Índia mira o Brasil, que se apresenta como um parceiro natural para a nova era de crescimento. Hábitos alimentares ainda impõem barreiras culturais nesse comércio. Como o fato de quase metade das pessoas ser vegetariana e a maioria não consumir carne bovina, por conta de a vaca ser considerada um animal sagrado aos hindus. Aos poucos, porém, isso passa por uma transformação. Mais por necessidade que por opção, os tabus são quebrados e hábitos ocidentais ganham espaço em meio à tradição.

Comércio bilateral - Na mesma linha segue o comércio bilateral entre Brasil e Índia, que em 10 anos cresceu mais de 1.000%. “Estamos mais próximos, mas o Brasil ainda está pouco de olho na Índia”, lamenta o chefe adjunto da Embaixada Brasileira em Nova Deli, César Augusto Vermiglio Bonamigo. “O Brasil precisa se defender nas áreas de interesse direto, como é o caso do agronegócio”, sugere o diplomata.

Pauta - A pauta entre os países não apenas cresce como se diversifica e está bastante equilibrada. Dos US$ 10,5 bilhões fruto da transação bilateral no ano passado, US$ 5,5 bilhões foram embarques do Brasil e US$ 5 bilhões da Índia. A liderança é do petróleo e seus derivados, seguida por açúcar, óleo de soja, produtos têxteis (seda e algodão) e defensivos agrícolas.

Presença brasileira - Empresas indianas ampliam sua presença no Brasil. A United Phosphorus Limitd, que há dois anos aportou mais de US$ 300 milhões em território brasileiro, se prepara para um novo investimento milionário no país (leia mais na página 3). Outro grande grupo que imobilizou capital no Brasil é a Renuka, empresa indiana produtora que açúcares que comprou usinas sucroalcoolerias em São Paulo e no Paraná. Entre as brasileiras presentes na Índia estão a Weg, do setor elétrico, a Vulcabrás, de calçados, a Gerdau, de aços, e a Marcopolo, de carroceiras. (Gazeta do Povo)

CAFÉ: Brasil terá recorde histórico de produção em baixa bienalidade

Este ano, o Brasil irá colher a maior safra de café já produzida no país no período de baixa bienalidade. A informação é da terceira estimativa da produção brasileira do grão para 2013, divulgada nesta segunda-feira (09/09) pelo secretário de Produção e Agroenergia interino do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles, e o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, na Semana Internacional do Café, em Minas Gerais.

Produção - De acordo com o levantamento, o Brasil deverá colher 47,54 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado (arábica e robusta). O resultado representa uma redução de 6,46% (3,28 milhões de sacas), se comparado aos 50,83 milhões do período anterior, de alta. A maior redução foi observada no café arábica, que teve queda de 1,68 milhões, seguida pelo robusta, 1,61 milhões.

Redução do ciclo - O diretor Silvio Porto observa que a pesquisa revela outra tendência, nas últimas safras, a redução da diferença entre o ciclo de alta e de baixa bienalidade. Isso ocorreu na maioria das áreas de café arábica. “Este fato se deve à maior utilização da mecanização, aliada às inovações tecnológicas, às exigências do mercado, à qualidade do produto e à boa gestão da atividade”, esclarece Silvio Porto. Segundo ele, esses fatores são extremamente importantes e necessários para o avanço e modernização da cafeicultura.

Outros fatores - Outro fator que interferiu na queda foi o regime de chuvas bastante irregular, aliado às altas temperaturas na maioria dos estados produtores e geadas no Paraná.

Arábica e robusta - Estimada em 36,7 milhões de sacas, a produção de café arábica corresponde a 77,12% do volume de café produzido no país, e tem como maior produtor o estado de Minas Gerais, com 25,87 milhões de sacas. Já a produção do robusta, contabilizada em 10,9 milhões de sacas, representa 27,88% do total nacional e tem como maior produtor o Espírito Santo.

Área plantada - Em relação à área plantada no país, a cultura do café totaliza 2,3 milhões de hectares, 0,74% inferior à safra passada, com uma redução de 17.205 hectares. Desse total, 302.287,4 hectares (13,07%) estão em formação e 2 milhões de  hectares (86,93%) estão em produção. Em Minas Gerais está concentrada a maior área, 1,2 milhão de hectares, predominando a espécie arábica com 98,82% no estado. A área total estadual representa 53,49% da área cultivada com café no país, e, consequentemente, o maior estado produtor.

Embarques - A Conab estima que cerca de 30 milhões de sacas serão embarcadas para os países compradores de café e que 17,5 milhões de sacas serão consumidas no mercado brasileiro. Na avaliação do diretor Silvio Porto, “a situação de mercado é extremamente favorável a uma franca recuperação de preços dos grãos”.

Geotecnologia – Em relação aos avanços tecnológicos, a Conab vem utilizando, desde 2004, imagens de satélite, fotografias aéreas e informações georreferenciadas para fazer o mapeamento das áreas cultivadas nos principais estados produtores. Isso permite o aperfeiçoamento metodológico do sistema de previsão de safras no Brasil. No caso do café, já foram realizados mapeamentos em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia e Goiás, para mais de uma safra, e estão previstas ainda novas atualizações nesses estados. Também serão mapeadas as áreas cultivadas no Mato Grosso, no Rio de Janeiro, no Pará e no Distrito Federal. No principal Estado produtor, Minas Gerais, o resultado da validação foi de mais de 90% de exatidão para o Estado, sendo de 94,53% para o Sul e Centro-Oeste; 82,44% para o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste; 89,58% para a Zona da Mata, Rio Doce e Central; e 79,73% para o Norte, Jequitinhonha e Mucuri. O secretário Gerardo Fontelles ressaltou a importância da metodologia utilizada pela Conab: “o que é importante é a estatística oficial para a formulação adequada das políticas públicas para a cafeicultura”.

Seminário Internacional - O Seminário Internacional do Café e o cinquentenário da Organização Internacional do Café acontecem até o próximo dia 13 em Belo Horizonte e é considerado o maior encontro do país voltado ao setor cafeeiro e reúne produtores, cooperativas, indústrias, profissionais do mercado e delegações internacionais. (Mapa, com informações da Conab)

CARNES: Auditoria europeia avalia produção avícola brasileira

Entre os dias 9 e 20 de setembro, especialistas da União Europeia estarão no Brasil para avaliar o cumprimento das exigências relacionadas à importação de carne de aves para aquele bloco econômico. As autoridades europeias farão uma auditoria na cadeia de produção de carne de aves visando avaliar os procedimentos aplicados pelo Departamento de Inspeção e de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para certificar a produção exportada.

Visitas - Durante a auditoria, um laboratório de análises microbiológicas no Rio Grande do Sul e a sede do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal de Goiás serão visitados. As avaliações também ocorrerão em nove estabelecimentos de abate de aves e duas granjas produtoras de frangos de cortes, localizados nos estados de Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Importância - O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Rodrigo Figueiredo, ressalta a importância da missão: "A vinda dessa missão é muito importante para o Agronegócio brasileiro. Além de ser a oportunidade do Brasil dar continuidade às relações comercias com a União Europeia já existentes, abre a possibilidade de aumentá-las já que estão previstas visitas em novos estabelecimentos, portanto, novas habilitações". (Mapa)


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