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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3178 | 12 de Setembro de 2013

TRIGO: Ocepar e Faep solicitam revogação de medida que prorroga importação com isenção de imposto

trigo 12 09 2013O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) querem que o governo federal suspenda imediatamente a Resolução nº 65, da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que prorroga até o dia 30 de novembro o prazo para importação de trigo com redução do Imposto de Importação de 10% para zero, com uma cota adicional de 400 mil toneladas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União da última terça-feira (10/09) e o pedido da Ocepar e Faep para que a Resolução seja revogada foi encaminhado por meio de ofício dirigido aos ministérios da Agricultura, Fazenda, Indústria e Comércio, Desenvolvimento Agrário, Relações Exteriores, Planejamento e Casa Civil.

Redução - A redução da alíquota para trigo vem ocorrendo desde abril deste ano, com o prazo tendo sido estendido e a cota ampliada. No total, 2,7 milhões de toneladas do produto tiveram autorização para entrar no Brasil com isenção do Imposto de Importação. De acordo com as entidades, a nova prorrogação desmotivou o setor produtivo, que esperava obter rentabilidade na safra 2013/14, considerando os elevados custos de produção e os resultados não favoráveis obtidos em safras anteriores. Além disso, elas lembram que os triticultores estão em plena colheita e comercialização da safra nacional.

Redução da área - No documento enviado aos ministérios, a Ocepar e a Faep ressaltam que a área de plantio no Paraná já reduziu significativamente em relação à área cultivada em safras anteriores. “Na safra 2012, o Brasil foi destaque por cultivar uma das menores áreas dos últimos 30 anos, somente 1,8 milhão de hectares. Isso ocorreu pelos constantes desestímulos à produção nacional, dado pelo mercado e principalmente pela falta de uma política pública consistente de apoio à produção e comercialização do trigo”, salientam as entidades.  

Importações - Elas destacam ainda que as importações brasileiras do cereal, até 31 de agosto, já haviam chegado a 4,65 milhões de toneladas, o que representa 70% do total previsto para safra 2013/14, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. “Além disso, a partir de novembro, tem início a oferta do produto argentino, que deve ter uma produção 20% maior em relação à safra 2012/13, atingindo 12 milhões de toneladas, com exportações 50% maiores, segundo estimativas do Usda. Dessa forma, as importações provenientes da redução da TEC se somarão as importações do Mercosul no período de colheita e comercialização do produto brasileiro. A indústria formará estoques, como foi visto em 2008 com a mesma medida adotada pelo governo federal, que pressionou os preços médios recebidos pelos produtores e criando problemas de liquidez na comercialização do produto e redução de área plantada nos anos subsequentes”, frisam a Ocepar e a Faep no ofício.

Clique aqui e confira a íntegra do documento

 

COMUNICAÇÃO: Criatividade será tema de evento no Sistema Ocepar

Site Destaque Forum De Com 12 09 2013No próximo dia 24 de setembro, acontece no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, o Fórum dos Profissionais de Comunicação das Cooperativas Paranaenses, que terá como tema principal Criatividade. Durante oito horas, profissionais da Escola de Criatividade de Curitiba irão passar alguns conceitos e técnicas, atitudes e comportamentos necessários para o desenvolvimento do pensar de forma criativa. Três em cada 100 pessoas se dizem criativas. Antes de ser criativa, precisa se considerar criativa. Um dos sócios da escola, o publicitário Eloi Zanetti e que também será um dos palestrantes do evento, afirma que o assunto do momento em muitas empresas é inovação, mas que não pode se deixar de lado o tema criatividade. “Fala-se muito em inovação, só que se esquece da criatividade. Até no dicionário criatividade vem antes da inovação. Para ser inovador é preciso, antes de tudo, ser criativo”, brinca ele. Especialista em criatividade, Eloi Zanetti construiu uma carreira de sucesso, com cargos de diretoria em empresas como o Bamerindus e O Boticário. Zanetti ainda é conhecido pelos seus artigos e pela criação da Escola de Criatividade, além de ser um dos fundadores da Casa do Contador de Histórias em Curitiba.

Despertar – Para o coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, a ideia deste Fórum é despertar em cada participante o seu lado criativo. “Todos nós, em especial os colegas que atuam na área de comunicação, possuem, sem saber, um comportamento criativo, só que não damos conta disso, muitas vezes por não entender exatamente o que é ser criativo. E o curso tem essa missão: despertar para a criatividade”, lembra. Seguindo a mesma linha de pensamento de Zanetti, Milléo lembra que no dicionário Houaiss, criatividade pode ser definida como "a qualidade ou característica de quem [...] é criativo; inventividade; inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar". O dicionário Aurélio define criatividade como "capacidade criadora, engenho, inventividade; capacidade que tem um falante nativo de criar e compreender um número ilimitado de sentenças em sua língua". “O importante é sair da caixinha, da rotina, do senso comum e assim poder desenvolver ferramentas internas para inovar, criar”, destaca ele.

Programação – O Fórum tem início às 8 horas no auditório do Sistema Ocepar (Av. Cândido de Abreu, 501, Curitiba) com término previsto para as 18 horas do dia 24/09. Veja a seguir mais detalhes da programação do evento:

Desenvolver o espírito da curiosidade a intuição - quando você percebeu e não ouviu a intuição e ouviu? Relacionar uma coisa com outra; medo de se expor; observar as circunstâncias e tirar proveito delas serão alguns dos pontos abordados durante o curso.

Criatividade na vida pessoal e profissional - Fases da vida e a interferência da criatividade; empresas querem profissionais criativos; estudos e pesquisas sobre criatividade e empresas e casos práticos de criatividade.

Como desenvolver hábitos criativos -  O uso das notas e dos apontamentos; não mate a idéia no nascedouro; simplicidade; inovação; a função do erro; como reconhecer a hora da incubação e da iluminação; atender as necessidades; insight e conexão de ideias.

A arte de realizar - Como aproveitar os momentos de serendipty, definição do “inesperado bom”; frases e os exemplos das invenções ao longo da história;            como perceber, viver e tirar proveito desses momentos; sonhos criativos; como organizar, participar e conduzir um brainstorm; como tudo começou; os cuidados antes, durante e depois do processo e exemplos práticos de tirar a ideia da cabeça. 

ServiçoEste Fórum, promovido pela Ocepar e pelo Sescoop PR, é exclusivo para profissionais que atuam nas cooperativas paranaenses e as vagas são limitadas. As inscrições podem ser realizadas com o auxílio do Agente de Desenvolvimento Humano da cooperativa. Após realizar o processo de  inscrição no Portal www.paranacooperativo.coop.br, enviar e-mail de confirmação para:  stella.soliman@sistemaocepar.coop.br e  israel.filipe@sistemaocepar.coop.br. Informações pelo fone (41) 3200-1150.

Clique aqui e veja o folder com a programação do evento

 

ATO COOPERATIVO: Deputado André Vargas cobra agilidade em reunião com a Receita Federal

ato cooperativo 12 09 2013O deputado André Vargas (PR) promoveu uma reunião de sensibilização com o secretário executivo da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, na terça-feira (10/09), em Brasília. A intenção do parlamentar, que é vice-presidente da Câmara e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), foi alinhar estratégias para possibilitar que o Projeto de Lei Complementar (PLP) 271/2005, que trata sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, seja votado ainda neste ano.

Empenho - De acordo com André Vargas, os deputados federais estão empenhados na aprovação do PLP. “Precisamos que o governo defina sua posição em relação ao ato cooperativo, para que ele saia do papel e faça justiça tributária nas operações das cooperativas”, enfatiza o parlamentar, sugerindo que uma reunião técnica seja agendada com a Casa Civil, a fim de agilizar a elaboração de um texto consensual.

Comprometimento - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reuniões como essa demonstram o comprometimento dos parlamentares em relação às demandas das cooperativas brasileiras. “Vemos a atitude do deputado André Vargas como o resultado de nossa ação de evidenciar a necessidade de o movimento cooperativista ter uma legislação tributária própria. Esperamos que os demais órgãos do governo federal também compreendam essa urgência”, declara Márcio Freitas.

Casa Civil - O deputado informou que sua assessoria entrará em contato com a Casa Civil, nas próximas semanas, para agendar a reunião técnica. Também estavam presentes os deputados Dr. Ubiali (SP) e Geraldo Resende (MS), integrantes da Frencoop.

Saiba mais – O PLP 271/2005 versa sobre a regulamentação do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, prevista na Constituição Federal de 1988. O objetivo é evitar a bitributação e garantir ao setor cooperativista condições para concorrer em pé de igualdade com outras empresas. Ele, atualmente, tramita em regime de urgência e aguarda inclusão na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados e, caso aprovado, segue para a análise do Senado Federal. A nova legislação vai ajudar a preencher uma lacuna jurídica para as cooperativas e afastar as eventuais inseguranças vividas pelo sistema cooperativista. (Informe OCB)

 

MEIO AMBIENTE I: Cadastro Ambiental Rural (CAR) está prestes a ser lançado

meio ambiente I 12 09 2013Os membros do grupo de implantação do Código Florestal, do qual o Sistema OCB faz parte, se reuniram nesta terça-feira (11/09) para dar continuidade às ações de sua agenda de trabalho. Entre os temas discutidos, os principais foram: o sistema de cadastro ambiental rural off line e a síntese da arquitetura dos sistemas CAR que serão utilizados pelos estados.

Estratégia - O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é uma das estratégias do governo federal para assegurar o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil e tem sido acompanhado com atenção. Já o CAR Off Line é uma alternativa fundamental criada pelo Ministério do Meio Ambiente visando à plena adesão dos proprietários rurais. Sua maior vantagem é que para seu preenchimento não é necessário estar conectado à internet. O produtor pode receber uma mídia digital contendo o programa, preencher os campos e, posteriormente, enviar seu arquivo de algum ponto de apoio com internet.

Espaço - “Esta ferramenta abre espaço para que as pessoas que moram em regiões sem cobertura de internet possam realizar seu cadastro. A ideia é simples: uma pessoa pode visitar várias propriedades, auxiliando o produtor a preencher os formulários. Só a partir daí, é que esse voluntário desloca-se a um ponto com internet para enviar os dados necessários ao portal do CAR”, comenta o analista técnico do Sistema OCB, Marco Olívio Morato.

Importância - o produtor rural que concluir o preenchimento do CAR estará apto a receber créditos oficiais, possibilitando assim a continuação de suas atividades e até mesmo o acesso a recursos que poderão ser usados para sanar possíveis passivos ambientais.

Arquitetura dos sistemas – Onze estados desenvolverão um sistema próprio de preenchimento do CAR. O desafio para o planejamento das ações de implementação do cadastro é conhecer as peculiaridades de cada um desses sistemas estaduais. Nesse sentido, o MMA vem realizando um diagnóstico das diferenças e semelhantes entre esses sistemas, levando em consideração informações como: exigências de anotação de responsabilidade técnica (ART) e se o sistema está vinculado à regularidade fundiária, por exemplo.

Fundamental - “Este diagnóstico é fundamental para o desenvolvimento de ações de suporte ou de orientação aos produtores rurais, com o objetivo de estimula-los a preencherem o CAR. Conhecendo cada sistema regional, o MMA poderá traçar estratégias específicas para, por exemplo, facilitar a compreensão sobre o processo de cadastramento”, conclui Marco Morato.

O CAR - O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste do levantamento de informações geográficas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. Para saber mais sobre o CAR, clique aqui. (Informe OCB)

 

MEIO AMBIENTE: Paraná fará levantamento das emissões de gases de efeito estufa

meio ambiente II 12 09 2013O Paraná saberá, no prazo máximo de um ano, o quanto emite de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. A Secretaria estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos iniciou nesta quarta-feira (11/09) a elaboração do primeiro Inventário das Emissões e Remoções de GEE do Paraná. O inventário de GEE é o levantamento das emissões de diferentes fontes e setores e é fundamental para a sugestão de medidas de redução dos gases de efeito estufa na atmosfera, uma das maiores causas das mudanças climáticas globais. Além disso, o inventário vai fazer o levantamento dos plantios florestais no Paraná que contribuem para compensar o Gás Carbônico (CO2) emitido na atmosfera, possibilitando medir a variação do estoque de CO2.

Contrato - O secretário do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, assinou o contrato com a empresa ganhadora da licitação para desenvolver o estudo e sugerir propostas para reduzir as emissões desses gases no estado. Os trabalhos iniciados nesta semana têm prazo de um ano para serem concluídos. O Governo do Estado está investindo R$ 850 mil para elaboração do inventário.

Setores estratégicos - Serão contabilizadas as emissões de cinco setores estratégicos, conforme prevê a Lei Estadual de Mudanças Climáticas, e em conformidade com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima.

Energia - O inventário deverá apresentar dados sobre o volume de gases emitidos pelo setor de energia, contemplando queima de combustíveis, transporte, construção, petróleo e gás natural; sobre processos industriais, uso de solventes e outros produtos; setor agropecuário, florestas e outros usos do solo e sobre as emissões geradas nas áreas de saneamento e resíduos sólidos.

Divisor de águas - “Fico muito feliz com a possibilidade de iniciar este estudo no Paraná que será um divisor de águas na política ambiental. Sabendo o quanto a sociedade paranaense, do campo e da cidade, emite de gases que pode mudar o clima, poderemos formular políticas públicas. Queremos nos antecipar e evitar fenômenos que possam gerar danos à saúde da população e à economia do Paraná”, declarou Cheida.

Trabalho – A elaboração do inventário será dividida em fases. O cronograma inclui ações de mobilização e planejamento, preparação do plano de trabalho, formação de grupos técnicos, escolha da metodologia para coleta de dados, procedimentos de controle de qualidade, definição do modelo de protocolo e fórmula de cálculo, determinação do ano base e a realização de seminários setoriais e regionais, processamento do relatório, análise de projetos para redução das emissões de gases e seminários de divulgação dos resultados.

Plano Nacional - O coordenador de Mudanças Climáticas da Secretaria do Meio Ambiente, Carlos Garcez, explica que as políticas públicas de mitigação e adaptação estão alinhadas ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas. "O inventário também será uma importante ferramenta para a elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas", acrescenta Garcez. Ele cita como exemplo: estabelecer metas de redução de emissões para o setor industrial, fiscalizar as emissões de carbono onde há concentração de lixo e implantar ações de educação ambiental.

Comprovação - Durante o processo licitatório para escolha da empresa que executará o inventário, as concorrentes precisaram comprovar experiência na área, apresentar a equipe que irá elaborar o levantamento e o plano de trabalho com atividades detalhadas, além do cronograma para a execução dos serviços. A Way Carbon Soluções Ambientais e Projetos de Carbono foi a vencedora desta etapa técnica e também da etapa comercial. A empresa já desenvolveu inventários para o governo do Distrito Federal e empresas privadas.

Modelo - O representante da empresa, que irá elaborar o inventário sob a coordenação da Secretaria do Meio Ambiente, Breno Rates, explica que o Paraná terá um inventário nos mesmos moldes do inventário brasileiro, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. "Vamos aplicar as diretrizes sugeridas pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima), que organiza as emissões de acordo com setores da economia e que foi utilizada para elaboração do inventário do Brasil. Ou seja, o Paraná terá um inventário elaborado com diretrizes reconhecidas internacionalmente".

Sexto estado - O Paraná é o sexto estado a realizar o inventário. Antes, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco tomaram a medida.

Ações - Entre as medidas que podem ser adotadas para reduzir os impactos das mudanças climáticas estão o emprego de sistemas mais equilibrados na agricultura e na pecuária, a manutenção permanente da cobertura do solo e a adoção de fontes de energia mais limpas. Os cidadãos também podem contribuir, adotando práticas mais sustentáveis como a reciclagem, o uso de transporte e combustíveis menos poluentes e utilizando a água e a energia de maneira racional. (Assessoria de Imprensa da Sema)

 

AGROPECUÁRIA: CAPADR e OCB unem esforços para atender às demandas de cooperativas

agropecuario 12 09 2013A liberação de garantias concedidas pelas cooperativas em razão das renegociações de dívidas agropecuárias e ajustes na Circular SUP-AGRI-BNDES 24/2013 sobre o Procap-Agro foram dois dos itens de maior destaque na reunião convocada pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), Deputado Giácobo (PR), e realizada terça-feira (10/09), na Câmara Federal, em Brasília.

Presenças - A reunião contou com presença do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, do coordenador do Ramo Agropecuário, no Sistema OCB, Paulo César Dias, e do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Tibério da Rocha.

Garantias - As renegociações do endividamento dos produtores e cooperativas, através destes programas, exigiram a cessão das propriedades como garantia. Depois de mais de 15 anos, no entanto, essas garantias continuam integralmente comprometidas com as dívidas, de modo que limita a capacidade do produtor rural e cooperativas de fazer novos contratos de financiamento e expandir a produção. “No caso do Procap-Agro, a restrição normativa, em especial do item 5.4 tem causado muitas dificuldades, uma vez que apesar da dotação orçamentária de aproximadamente R$ 3,24 bilhões e de um limite de R$ 50 milhões por cooperativa (safra 2013/14), mesmo quando ocorre a liquidação de parte de seu saldo devedor, não abre-se a possibilidade da tomada de crédito, explica o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile.

Outros pleitos - Além dos dois pontos apresentados, outros pleitos do Sistema OCB constaram da pauta. São eles:

a) O retorno do limite adicional de crédito de custeio de R$ 500 mil para a cultura do milho, independente do resultado do último ano safra. A argumentação do Governo é de que não é necessário estimular a produção do grão, tendo em vista a “produção recorde” da última safra;

b) Pré-custeio para as cooperativas - A Resolução nº 4.233, de 18 de junho de 2013, no MCR 5-2-1-b trata da aquisição de insumos e de bens para fornecimento aos cooperados (sementes e mudas, maquinaria, implementos e utensílios agrícolas, veículos, animais, bens essenciais ao consumo, materiais diversos e produtos utilizáveis nas explorações rurais). No entanto, a sistemática adotada impede que as cooperativas realizem operações de pré-custeio o que resultará na redução da competitividade e na elevação dos preços dos insumos.

Resultados - Em relação às demandas que envolvem a flexibilização das garantias, o restabelecimento de crédito destinado ao pré-custeio e do financiamento para capital de giro, estabeleceu-se que uma reunião técnica será agendada, possivelmente, para os próximos dias. A intenção é aprofundar a discussão e tentar, junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), uma solução para as questões acima. Além do Sistema OCB, do Mapa e da CAPADR serão convidados representantes do Ministério da Fazenda e do BNDES.

Limite adicional - Em relação ao restabelecimento do limite adicional de crédito de custeio de R$ 500 mil para a cultura do milho, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Caio Tibério da Rocha, informou que o Mapa já está fazendo minuta de voto para apresentar aos membros do Conselho Monetário Nacional, apoiando a proposta. (Informe OCB)

 

MINAS GERAIS: Ocemg completa 43 anos de atuação em prol do cooperativismo

minas geraisA Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) completou, nesta quarta-feira (11/09), 43 anos de dedicação e serviços prestados aos cooperativistas mineiros. Junto com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Minas Gerais (Sescoop-MG), a Ocemg forma o  Sistema Ocemg, que agrega, hoje, cerca de 775 cooperativas e mais de 1,2 milhão de cooperados em todo o Estado, com geração aproximada de 37 mil empregos diretos.

Defesa - Sempre primando pela aplicação dos princípios e valores do cooperativismo há mais de quatro décadas, o Sistema Ocemg defende o setor e seus interesses nos âmbitos legislativo, executivo e judiciário, bem como promove a formação profissional, o monitoramento e atividades de promoção social junto às cooperativas em todo o Estado.

Números - O resultado desse empenho é refletido em números. Dados da publicação de Informações Econômicas e Sociais do Sistema Ocemg, ano base 2011, apontaram um faturamento de R$ 27,2 bilhões pelas cooperativas mineiras, o equivalente a 7,2% do PIB mineiro. (Assessoria de Imprensa da Ocemg)

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Orçamento aprova crédito de R$ 230 mi para seguro da safra 2013/2014

A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta quarta-feira (11/09) projeto de lei (PLN 4/13, do Executivo) que abre crédito suplementar de R$ 230 milhões para pagamento de seguro rural da safra 2013/2014. O recurso será destinado ao Ministério da Agricultura e, segundo o Executivo, irá beneficiar 31 mil produtores rurais em uma área produtiva de 10 milhões de hectares. De acordo com o governo, os recursos virão do superávit financeiro registrado nas contas de 2012 e foram necessários porque a demanda pelo seguro foi maior que a da safra anterior. A comissão acompanhou o voto do relator, deputado Fábio Ramalho (PV-MG), pela aprovação da proposta.

Tramitação - A proposta segue agora para o Plenário do Congresso. (Agência Câmara de Notícias)

SICREDI: Destaque no ranking das Melhores Empresas para Você Trabalhar

sicredi 12 09 2013Pela sétima vez e pelo terceiro ano consecutivo, o Sicredi é uma das Melhores Empresas para Você Trabalhar, segundo o Guia elaborado pela revista Você S/A em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração). O evento de premiação foi realizado no dia 9 de setembro, em São Paulo.

Resultados - Entre os resultados obtidos pelo Sicredi está a nota final, que é o Índice de Felicidade no Trabalho (IFT), de 77,7, que posiciona a instituição como a segunda melhor pontuação no setor Bancos e Serviços Financeiros. O Sicredi é a única cooperativa de crédito presente no setor Cooperativas. O Guia destacou como ponto positivo da instituição o incentivo para a formação dos colaboradores como bolsas que cobrem até 70% dos cursos de graduação, pós e idiomas e a oferta de diversificados cursos online.

Nota - Os colaboradores deram ao Sicredi a nota de 83,3, que representa o Índice de Qualidade no Ambiente de Trabalho (IQAT), 81,9% estão satisfeitos e motivados, 81,7% acreditam ter desenvolvimento e 82,5% aprovam seus líderes. O percentual de identificação com a empresa é de 90,6%. A idade média dos colaboradores é de 30 anos e o tempo médio na instituição é de seis anos.

Gestão de pessoas e qualificação - Na avaliação da superintendente de Gestão de Pessoas do Sicredi, Viviane Furquim, a presença no Guia é reflexo do investimento constante em políticas e ferramentas de gestão de pessoas e programas de qualificação. "Nosso foco são as pessoas, seu bem-estar e o desenvolvimento individual e coletivo. Sabemos que isso se traduz nos desafios do dia a dia, consolida nosso modelo de gestão e fortalece o Sistema", destaca.

Motivação - Para o presidente da Central Sicredi PR/SP e da Sicredi Participações, Manfred Dasenbrock, este resultado é fruto do trabalho realizado pelas cooperativas do sistema. "A gente percebe que os colaboradores vestem a camisa porque nosso discurso está muito alinhado com a prática. O que nós prometemos, nós fazemos. E isso motiva ainda mais a equipe para encarar os desafios e superar as metas", aponta.

Presença - O Sicredi marcou presença no Guia As Melhores Empresas para Você Trabalhar em 2005, 2006, 2007, 2008, 2011, 2012 e 2013. Para fazer parte do levantamento, que está na 17ª edição, as empresas precisam ter uma gestão de pessoas estruturada, bem comunicada em todos os níveis e os efeitos percebidos pelos colaboradores. Na edição 2013, foram avaliadas empresas privadas de 16 setores, cooperativas e empresas públicas. As 150 instituições que são modelo de gestão de pessoas, reconhecido pelos seus funcionários, foram destacadas pela publicação.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.233 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 107 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

 

LAR: Unidade Industrial de Aves completa 14 anos

Os 14 anos da Unidade Industrial de Aves (UIA) da Cooperativa Lar foram comemorados, no último dia 9 de setembro, em Matelândia, Oeste do Estado. No evento, foram reconhecidos os 125 funcionários com maior assiduidade, ou seja, aqueles que menos faltaram ao trabalho. Estiveram presentes o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues; o diretor-secretário, Urbano Inacio Frey; o gerente da Divisão Industrial, Clédio Roberto Marschall; a gerente da Unidade Industrial de Aves, Lérida Fantin de Vargas; o gerente de Suporte, Rafael Franco de Camargo, e os médicos veterinários Paulo e Daniel Pinto, do Serviço de Inspeção Federal.

Abates e geração de emprego - Hoje, a UIA da Lar industrializa diariamente 265 mil aves, contando com  uma das mais modernas e equipadas estruturas para abate de aves do Brasil, conforme declaração de clientes e organismos de certificação. A unidade gera 3.845 empregos diretos, considerando o processo de abate e de industrializados. Para Irineo da Costa Rodrigues, ao comemorar os 14 anos de industrialização de frango, é surpreendente verificar a evolução regional, tendo como base essa atividade. “Nos surpreendemos com o avanço registrado na geração de empregos, arrecadação de tributos pelos municípios e novas empresas para assumir a demanda gerada”, enfatizou o dirigente, elogiando os associados que se dedicam à atividade e aos funcionários, onde cresce a cultura da assiduidade.

Impactos - De acordo com o balanço de 2012, o valor comercializado pela cooperativa por meio desse segmento é superior a R$ 450 milhões.  A avicultura de corte movimenta o campo e a cidade, auxiliando famílias de agricultores, gerando emprego na Unidade Industrial e em todas as atividades dela decorrentes, o que movimenta a economia também no comércio das cidades da região, de onde vêm a maioria dos funcionários.  “Assim vamos conduzindo a atividade, com profissionalismo e visão de futuro, pois o abate tende a crescer, uma vez que estrutura hoje posta tem capacidade para industrializar 300 mil aves ao dia. Para isso acontecer precisamos mobilizar todos os setores novamente”, acrescenta o presidente da cooperativa.

Agregação de valor - Para o gerente da Divisão Industrial, Clédio Roberto Marschall, o aniversário da Unidade Industrial de Aves destaca a importância e o papel da industrialização na agregação de valor à produção dos associados da cooperativa. A Lar fomenta as áreas de grãos com a assistência técnica e a venda de insumos; recebe a produção; transforma parte em farelo de soja, depois em ração, que é fornecida aos associados juntamente com os pintainhos, e retorna novamente à cooperativa sob a forma de frango para abate. Todo esse processo é coordenado pela cooperativa, numa complexa e integrada cadeia de produção.

Técnico de segurança – Com três contratos já firmados com a cooperativa, Valdemar Back trabalhou 10 anos em Medianeira, depois na Unidade Industrial de Soja, em Céu Azul, e, desde 2002, está na Unidade Industrial de Aves. Desempenha a função de técnico de segurança no trabalho e a preposição nas audiências trabalhistas.  Segundo Valdemar, a cooperativa prima muito pelo bem-estar do funcionário, mantendo no local um médico do trabalho, engenheiro de segurança, técnico de segurança no trabalho, enfermeiros, assistente social e psicólogo. “É toda uma equipe para dar suporte ao funcionário, para que ele desempenhe o seu papel com profissionalismo”, relata. “Fico agradecido pelo reconhecimento da assiduidade e tenho alegria de prestar esse serviço há vários anos. O meu pensamento e ação é continuar trabalhando com a mesma garra de sempre”, concluiu.

Carreira - Carla de Morais Antunes, residente em Ramilândia, trabalha na UIA há 6 anos no setor de evisceração e ambém tem o objetivo de seguir carreira na Unidade. “É bom trabalhar aqui, com carteira assinada, férias e outros benefícios que me deixam feliz”. Da família, ela e uma prima trabalham na Unidade e sua intenção é investir nos estudos para garantir um bom futuro lá.

História - Cristina Funari Rodrigues tem uma longa história na Unidade pois ingressou antes da inauguração, quando a UIA ainda estava em construção. “Era o pessoal da obra, do almoxarifado, uma zeladora e eu”, confirmou. Trabalhando no setor de recursos humanos, desde o início acompanhou a contratação das pessoas. Gaúcha de Morro Redondo, município próximo a Pelotas, Rio Grande do Sul, disse que sempre ouvia falar por lá que as pessoas que vinham para o Paraná gostavam daqui e ficavam para desenvolver o seu trabalho, fazer a sua vida, porque era uma região próspera. “Eu vim com essa intenção, gostei e não imaginei que fosse ficar tantos anos. Realmente é uma região muito rica. Foi uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida, vir para essa região e trabalhar nessa empresa que cresce a cada dia, desafiando a todos nós, mas possibilitando também o nosso crescimento”, declarou. (Imprensa Lar)

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COPAGRIL: Alunos do Cooperjovem visitam propriedade de associados

Nesta quarta-feira (11/09), 62 crianças visitaram a propriedade dos associados da Copagril, Tarcísio e Marli Hentz, localizada na linha Flor da Serra, em Quatro Pontes. Elas fazem parte do programa Cooperjovem, por meio da Escola Municipal Dona Leopoldina de Quatro Pontes, e foram acompanhadas pela professora Ilone Bremm, a orientadora educacional e a coordenadora da entidade. Os associados trabalham com avicultura, pecuária leiteira e lavoura. Durante a visita, o técnico do fomento leite e o técnico do fomento de aves Leomar Dunke e Carlos Eberts, respectivamente, acompanharam a visita e explicaram como é o trabalho com cada atividade.

Teoria e prática - Esta visita, segundo a coordenadora da escola, Rosali Schmoeller, teve o objetivo de aliar a teoria com a prática. “Os alunos estão estudando a produção do município, por isso a visita é muito importante, para que eles vejam de perto a realidade das atividades, que neste caso foram a de avicultura e pecuária leiteira”, ressaltou.

Conhecimento - A professora do 4º ano, Ilone, destacou a importância da visita. “É um conhecimento de grande valia para nós e, principalmente, aos alunos, pois além de conhecerem as atividades eles aprendem matemática. Um exemplo é a explicação da porcentagem de mortalidade, peso dos animais e conversão alimentar”, destacou. A orientadora educacional Angela Maffei disse que foi muito valioso este momento diferente proporcionado aos alunos. (Imprensa Copagril)

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AGRÁRIA: Festival da Melhor Idade terá apresentações culturais em Entre Rios

Na tarde da próxima sexta-feira (13/09), grupos da Fundação Cultural Suábio-Brasileira promovem uma apresentação no Centro Cultural Mathias Leh como parte da programação do Festival da Melhor Idade. A sétima edição do festival promovido pela prefeitura de Guarapuava traz inúmeras novidades, entre elas um passeio dos participantes por Entre Rios em que o ponto alto será a apresentação cultural. Para isso a Fundação Cultural prepara uma programação especial com a participação de corais, grupos de flauta, flauta transversa, tenores, violino, clarinete, saxofone, orquestra de sopros e grupos de danças. (Imprensa Agrária)

SERVIÇO:

Festival da Melhor Idade em Entre Rios

Data: 13/09/2013

Horário: 14h

Local: Centro Cultural Mathias Leh - Colônia Vitória - Distrito de Entre Rios / Guarapuava (PR)

AGRONEGÓCIO: Exportações em agosto somaram US$ 10,17 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio, em agosto de 2013, foram de US$ 10,17 bilhões, valor que representa um crescimento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2012. As importações sofreram um pequeno recuo de 0,5%, de US$ 1,47 bilhão para US$ 1,46 bilhão. Desta forma, o saldo de US$ 7,79 bilhões da balança comercial foi positivo. As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa).

Complexo soja - Em agosto, o principal setor exportador foi o complexo soja, responsável por 35,6% das exportações do agronegócio ou US$ 3,95 bilhões. O segundo setor exportador foi o complexo sucroalcooleiro, com um crescimento de 12,7% em relação a agosto de 2012. As exportações de carnes aparecem logo em seguida com receita de US$ 1,43 bilhão e aumento de 8,5% nas vendas.

Blocos econômicos - Em referência às exportações do agronegócio brasileiro divididas por blocos econômicos, as vendas para o continente asiático se destacaram mais uma vez e atingiram o montante de US$ 4,55 bilhões. A participação da Ásia se elevou de 37,8% para 44,7% em 2013. O segundo principal bloco de destino foi a União Europeia com o valor de US$ 2 bilhões.

China - As vendas para os chineses passaram de US$ 1,82 bilhão para US$ 2,8 bilhões, aumento de 53,3%. A China foi o destaque entre os países de destino, logo em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 763,62 milhões ou crescimento de 8,5%.

Resultado de janeiro a agosto de 2013 - Entre janeiro e agosto, as exportações do agronegócio cresceram 10,3% e atingiram a cifra de US$ 69,04 bilhões. Um crescimento de 10,3% em relação aos US$ 62,57 bilhões exportados no mesmo período de 2012. Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram complexo soja (US$ 24,89 bilhões); carnes (US$11,02 bilhões); complexo sucroalcooleiro (US$ 9,11 bilhões); produtos florestais (US$ 6,36 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 4,02 bilhões). (Mapa)

 Clique aqui para baixar a nota da balança comercial do agronegócio de agosto


CAFEICULTURA: Funcafé repassa recursos para agentes financeiros

O Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinou contratos com 26 agentes financeiros para repasses de recursos de R$ 3,16 bilhões autorizados do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na safra 2013. O dinheiro já disponibilizado financia as operações de custeio, investimento, colheita, estocagem, aquisição de café, capital de giro para a indústria e linha extraordinária de crédito destinada à composição de dívidas de produtores.

Publicação - Os extratos dos contratos assinados com o bancos foram publicados em edições do Diário Oficial da União entre os dias 15 e 20 agosto e 6 e 11 de setembro. São eles o Banco ABC Brasil, Banestes, Banco BNP Paribas Brasil, Banco BPN Brasil, Banco Bradesco, Banco CITI, Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Banco do Brasil, Banco Fibra, Banco Original, Bicbanco, Itaú S.A., Itaú BBA, Rabobank, Banco Pine, Santander Brasil, Ribeirão Preto, Votorantim, Banco Tokyo, Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Credivar, Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo, Agrocredi, Cooperativa de Crédito Rural de Patrocínio (Coopacredi), Cooperativa de Crédito da Região de Alpinópolis e Cooperativa de Crédito do Carmo do Rio Claro.

Distribuição dos recursos - Conforme distribuição dos recursos do Funcafé para 2013, no total de R$ 3,16 bilhões, foram destinadas para as operações de crédito de custeio até R$ 650 milhões; para estocagem, R$ 1,14 bilhão; para financiamento para aquisição de café, R$ 500 milhões; para financiamento de contratos de opções e operações em mercados futuros, R$ 50 milhões e para recuperação de cafezais danificados, R$ 20 milhões. Também foram distribuídos recursos para o financiamento de capital de giro para as indústrias de café solúvel de até R$ 150 milhões. Já para as indústrias de torrefação de café, até R$ 200 milhões, e para as cooperativas de produção, R$ 450 milhões. (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Bancos financiam rodovias, mas garantia preocupa

infraestrutura 12 09 2013Os bancos públicos e privados esperam concluir nesta semana, sem maiores contratempos, a formação dos consórcios para financiar os vencedores dos dois primeiros lotes de concessões de rodovias, que serão leiloadas no dia 18. Mas já vislumbram obstáculos nas ofertas seguintes de rodovias e outros setores de infraestrutura, por conta de problemas não resolvidos sobre a falta de garantias.

Provável solução - As discussões entre bancos e governo, nas últimas semanas, apontaram como provável solução o sistema de Contrato de Suporte de Acionistas (ESA, na sigla em inglês), em que os sócios dos empreendimentos se comprometem a injetar capital, caso seja necessário, durante a obra. Exame mais minucioso da ideia, porém, mostrou que as grandes empreiteiras brasileiras já têm usado esse tipo de solução, o que levou auditorias independentes a recomendar que o risco seja explicitamente carregado nos balanços.

Garantia - Os consórcios de bancos deverão garantir a oferta de financiamento para o primeiro leilão de rodovias, da BR-262, que liga Belo Horizonte ao Espírito Santo, e BR-050, entre Minas e Goiás. Nesse formato, bancos públicos e privados vão repassar aos empreiteiros linhas de financiamento do BNDES, dividindo entre si os riscos das operações.

Reunião - Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne com banqueiros para discutir o tema. Uma das decisões deverá ser a redução do "spread" do BNDES no repasse de recursos que fará aos bancos públicos e privados, dos atuais 0,75% para no máximo 0,5%. Para o tomador final, os juros devem permanecer em 2% ao ano mais TJLP, atualmente em 5% ao ano.

Interesse - Como o interesse das empresas pelos primeiros dois trechos rodoviários é grande, a constituição de garantias não deverá ser obstáculo. Mas o problema deve se impor nas cinco rodovias seguintes e em outros leilões de concessões, como aeroportos e ferrovias.

Empreiteiras com porte - Há quatro ou cinco empreiteiras no país com porte para assumir projetos dessa dimensão. Algumas já estão com os balanços sobrecarregados com garantias de projetos anteriores. Quem ainda tem espaço deverá preenchê-lo com garantias para financiamentos, caso seja vencedor nos primeiros leilões a serem realizados. Uma forma para fornecer garantias no curto prazo seria fortalecer a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias, criada em agosto. (Valor Econômico)

 

INDÚSTRIA: Emprego cresce pelo 22.º mês consecutivo no Paraná

industria 12 09 2013Em ritmo inverso ao da média brasileira, o emprego na indústria do Paraná cresce pelo 22.º mês consecutivo. Em julho, houve alta de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2012 e no acumulado dos 12 meses (até julho), a taxa de crescimento foi de 1%, a melhor do País. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), foi divulgada nesta quarta-feira (11/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São avaliados dez estados, mais as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Comparação - Na mesma comparação em que o Paraná cresceu 0,3%, a média nacional recuou 0,8%, 22.ª queda seguida no Brasil. Os principais destaques da indústria estadual foram os ramos de fumo (17,9%), têxtil (13,1%), máquinas e equipamentos (5,1%), papel e gráfica (3,6%) e fabricação de meios de transporte (3,4%).

Acumulado - No acumulado de janeiro a julho de 2013, houve avanço de 0,9% na criação de empregos no parque fabril do Paraná. A média nacional registrou retração de 0,8%. Onze dos quatorze locais pesquisados apresentaram queda.

Doze meses - Na avaliação dos últimos 12 meses, encerrados em julho de 2013, houve queda de 1,1% no total de empregos na indústria nacional. A expansão no Paraná foi influenciada por novos postos de trabalho nos setores têxtil, fumo, produtos químicos, alimentos e bebidas e máquinas e equipamentos.

Folha - O volume de salários reais cresceu 5,2% no Estado no ano, frente aumento de 3,9% para o Brasil. O valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) expandiu 2,7% em julho de 2013, no confronto com o mesmo mês do ano passado, frente crescimento de 3,4% para o País.

Influências positivas - Em relação à remuneração, as maiores influências positivas no Estado foram verificadas nos setores têxtil (13,1%), refino de petróleo e álcool (12,3%), minerais não metálicos (9,4%), papel e gráfica (7,6%), borracha e plástico (6,0%), vestuário (5,8%) e máquinas e equipamentos (5,7%).

Fabril - O indicador do número de horas pagas do setor fabril do paranaense apresentou recuo de 1%, contra queda de 0,8% na média nacional, com taxas negativas em 11 dos 14 locais investigados. Em 2013, a folha de salários reais do setor fabril do Estado avançou 2,6%, contra elevação de 2,8% na média nacional. Em horas pagas, a indústria paranaense apontou acréscimo de 0,1% no acumulado deste ano, frente queda de 0,9% para o País. Em relação ao número de horas trabalhadas, o Paraná registrou incremento de 0,02%, diante recuo de 1,2% para a média nacional.

Análise – Ana Silvia Martins Franco, economista do Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a pesquisa “confirma o estágio de acentuado dinamismo exposto pelas variáveis do mercado de ocupações no Paraná, ancorado na agroindústria e metalmecânica”.

Empregos líquidos - Ela destaca que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho em Emprego (MTE) mostra que o Paraná foi responsável por 11,7% dos empregos líquidos, com carteira assinada, da indústria de transformação (com maior remuneração) gerados no Brasil, em 12 meses terminados em julho de 2013. “Dos empregos industriais, 99,5% foram criados no interior do Estado, corroborando a tendência de disseminação geográfica da expansão do mercado de trabalho industrial vivida pelo Paraná”, afirmou Ana Silvia.

Recuperação – Para a economista, o crescimento da mão de obra empregada na indústria paranaense reflete a recuperação dos níveis de produção do setor fabril e a maturação de investimentos de empresas que vem se instalando no Paraná desde o começo de 2011. “Nesse panorama, ressalta-se a influência positiva da política de atração de investimentos e da valorização do setor produtivo, por conta do Programa Paraná Competitivo, que já atraiu mais de R$ 25 bilhões em investimentos para o Estado, além das obras de restauração e ampliação da competitividade da infraestrutura”, disse a economista. (Agência de Notícias do Paraná)

 

POLÍTICA: Adiada a votação da PEC que extingue o voto secreto

politica 12 09 2013Pedido de vista apresentado pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 43/2013 transferiu para a próxima semana a votação da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposta acaba com a votação secreta no âmbito do Poder Legislativo. Encampada por outros senadores e transformada em "coletiva", a vista foi embasada na demora da Câmara dos Deputados em votar PEC de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que prevê o fim do voto secreto apenas para a cassação de mandatos parlamentares. “Devemos aguardar a Câmara aprovar a PEC do senador Álvaro Dias”, afirmou Lopes, com a concordância do autor da matéria e do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Na opinião deste, se os deputados aprovarem a proposta do senador pelo PSDB, a PEC 43/2013 "ficará prejudicada".

Relatório favorável - Antes que o pedido de vista fosse concedido pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o senador Sérgio Souza (PMDB/PR) leu seu relatório favorável à PEC. No texto, Sérgio Souza mantém o texto original da proposta (PEC 349/2001) aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 3 de setembro passado. Assim, a votação relacionada ao processo de perda de mandato de deputado federal ou senador acusado de quebra de decoro parlamentar, ou que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado, passa a se dar de modo aberto e público. 

Outros  - Também ficam abertas todas as votações, nas comissões e no Plenário, relativas a indicações de autoridades feitas pela Presidência da República, ou seja, à escolha de ministros dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União; governadores de territórios; presidente e diretores do Banco Central; procurador-geral da República; chefes de missão diplomática de caráter permanente; e titulares de outros cargos que a lei determinar. O voto secreto será banido igualmente para as votações referentes a vetos presidenciais apostos a projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional e à exoneração do procurador-geral da República antes do término de seu mandato.

Injustificável - Em seu parecer, Sérgio Souza afirma que não se justificam mais votações secretas no Legislativo. “No passado, justificavam-se essas votações sob o argumento de que era necessário proteger o parlamentar das pressões oriundas de diversas instituições detentoras de poder político e administrativo. Hoje, diante da presença maior e mais expressiva da cidadania no acompanhamento das atividades do Congresso Nacional, podemos entender e afirmar que todas as pressões que atuam contrariamente à independência e à autonomia do parlamentar na formação de sua vontade podem ser compensadas pela vigilância dos cidadãos. Avançamos nas páginas da História e hoje a sociedade clama por transparência para melhor fiscalizar o seu representante”, diz o senador.

Convencimento - Após apresentar seu relatório, Sérgio Souza disse que continuará buscando convencer os líderes partidários a orientarem suas bancadas a votarem favoravelmente ao texto original enviado pela Câmara. “A transparência e a publicidade devem reger a vida pública e o funcionamento das instituições do Estado, além de contribuir para a vigilância do cidadão sobre as atividades do Congresso Nacional. Por isso, defendo o voto aberto em todas as circunstâncias”, afirmou Sérgio Souza. (Agência Senado)

 

FINANÇAS: Real lidera correção entre emergentes

A melhora para as perspectivas de crescimento da China e a expectativa emfinancas 12 09 2013 torno da possibilidade de uma redução mais moderada dos estímulos monetários do Fed (banco central dos EUA) ser anunciada na próxima semana têm colaborado para reduzir a aversão a risco, com impacto nas moedas de emergentes. Nesse cenário, o real, que foi uma das divisas que mais se desvalorizaram até o mês de agosto, tem se destacado no movimento de correção, ao lado da rupia indiana e do dólar australiano.

Risco - No entanto, apesar da recuperação, analistas dizem que o recente movimento de alta das moedas emergentes é mais uma redução de exposição a risco com a diminuição das posições em dólar após dados fracos do mercado de trabalho americano, do que uma reversão de tendência que mostre um retorno das apostas nessas divisas.

Câmbio - Desde o anúncio pelo BC brasileiro, em 22 de agosto, do programa de injeção diária de liquidez no mercado de câmbio, que pode chegar a US$ 60 bilhões até o fim do ano, o real apresenta a maior valorização em relação ao dólar, comparado com 14 das principais moedas de mercados emergentes. No período, até o dia 10, o dólar acumulou queda de 6,17% em relação ao real, enquanto caiu 2,92% frente ao dólar australiano, e 1,23% em relação à rupia indiana, segundo dados do Investing.com.

Performance - "O real está tendo uma recuperação mais forte porque vinha apresentando uma das piores performances", afirma Italo Lombardi (foto), economista para a América Latina do Standard Chartered Bank.

Cedo - Para o estrategista de mercados emergentes do Brown Brothers Harriman & Co em Londres, Ilan Solot, ainda é cedo para afirmar que há um aumento de fluxo de investimento para moedas emergentes. "Estamos vendo mais os investidores cobrindo posições vendidas em moedas emergentes que um retorno do fluxo para esses ativos." Para Solot, o teto para o dólar em relação ao real já foi atingido quando a moeda americana chegou a ultrapassar o patamar de R$ 2,45 em agosto. "Acho que o real vai ficar nesse patamar de R$ 2,30."

Mais penalizadas - Com o fortalecimento da expectativa, após maio, de que viria em breve uma redução da injeção de liquidez pelo BC dos EUA, as moedas de países com maior vulnerabilidade das contas externas, como Turquia, Índia e Brasil, foram as mais penalizadas pelos investidores. Isso obrigou os bancos centrais desses países a intervirem no mercado de câmbio para tentar controlar uma desvalorização mais acentuada dessas divisas.

Juros - Para ajudar na atração de capitais de curto prazo e conter a inflação, os bancos centrais de Brasil e Indonésia elevaram suas taxas básicas de juros para 9% e 7%, respectivamente. Desde o início do programa de venda diária de dólares, em 22 de agosto, o BC brasileiro já vendeu US$ 9 bilhões em contratos de swap (que equivalem a uma venda de dólar no mercado futuro). Além disso, a autoridade monetária já ofertou mais US$ 5,11 bilhões em linhas de dólar com compromisso de recompra.

Novas volatilidades - Para o economista do Standard Chartered Bank, o real ainda pode enfrentar novas volatilidades no curto prazo e mesmo novas desvalorizações até o final do terceiro trimestre, em resposta aos próximos passos do Fed, devendo encerrar o ano em R$ 2,35.

EUA - Os últimos dados do mercado de trabalho nos EUA, divulgados na sexta-feira, vieram abaixo da previsão dos analistas e ajudaram a reforçar a visão de que o Fed adotará uma postura mais cautelosa na redução das compras mensais de títulos, que hoje somam US$ 85 bilhões por mês, que pode começar, segundo parte dos analistas, na próxima reunião de política monetária, nos dias 17 e 18. "Houve uma melhora de humor, mas ainda é cedo para falar que os investidores estão assumindo posições compradas em moedas emergentes", diz Lombardi.

Notícia positiva - Os analistas destacam, no entanto, que qualquer notícia mais positiva sobre a economia americana, rumores sobre a mudança na presidência do Fed ou um aumento da tensão em relação a uma invasão militar na Síria por parte dos EUA podem gerar novas volatilidades para o mercado de moedas.

Reservas internacionais - O diretor de mercados emergentes e estratégia do Citibank em Londres, Luis Costa, diz que o real pode ter uma performance relativa melhor no curto prazo em relação às moedas do grupo de países mais vulneráveis à mudança da política monetária do Fed, como Índia, Indonésia e Turquia, dada a posição mais confortável das reservas internacionais brasileiras, de US$ 373,404 bilhões. "O real pode até chegar a ser negociado a nível mais baixo que o atual em relação ao dólar no curto prazo, mas ainda há muitas dúvidas em relação à condução da política monetária e a comunicação do governo que afetam o preço dos ativos."

Recomendação neutra - Solot, do Brown Brothers, está com uma recomendação "neutra" para esse grupo de moedas. "Preferimos moedas de países com déficit em conta corrente menor."

Cotação - Nesta quarta-feira (11/09), o dólar fechou em queda de 0,09%, a R$ 2,28, acompanhando a desvalorização da moeda americana no exterior, com a redução dos temores de um ataque militar à Síria. A queda da moeda americana se acentuou nesta quarta-feira após o resultado de leilão promovido pelo Tesouro Nacional, que não aceitou nenhuma proposta de troca de títulos indexados à inflação por Notas do Tesouro Nacional - Série A (NTN-A), títulos públicos federais atrelados ao câmbio. O Tesouro rejeitou a proposta de troca de 1.313.300 em títulos, que equivalem a uma oferta de R$ 3,098 bilhões. Segundo operadores, um investidor institucional havia comprado dólares no mercado futuro esperando vender as NTN-A para o Tesouro. Depois do fracasso da aposta, desmontou as posições. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Limite para os biocombustíveis na UE

internacional 12 09 2013O Parlamento Europeu aprovou, em votação realizada nesta quarta-feira (11/09), um limite para o uso de biocombustíveis na União Europeia. A medida faz parte de uma série de possíveis alterações nas políticas do bloco relacionadas às mudanças climáticas - que, conforme investidores, estão gerando incertezas e reprimindo aportes no setor de energia.

Proposta - O Parlamento aprovou a proposta de, até 2020, limitar a quota de biocombustíveis originados de culturas agrícolas a 6 % do consumo total de combustíveis por carros e caminhões. Isso significa que, para cumprir a meta de ter, até lá, 10% dos combustíveis de transportes da Europa vindo de fontes renováveis, a UE teria de contar com uma expansão muito mais rápida de carros elétricos e de biocombustíveis feitos a partir de produtos não alimentícios, cuja viabilidade comercial ainda não foi comprovada.

Distanciamento - A decisão, que ainda precisa ser ratificada pelos governos da UE antes de entrar em vigor, representaria um distanciamento das regras definidas há quatro anos para incentivar o uso de biocombustíveis, um termo geral para substitutos da gasolina e do diesel derivados de matéria-prima vegetal.

Produção agrícola - Esses combustíveis são cada vez mais considerados pelos especialistas, inclusive na Comissão Europeia, como responsáveis por desviar parte da produção agrícola e abrir espaço para altas nos preços dos alimentos.

Cenário de incertezas - O debate sobre os biocombustíveis ocorre em um momento em que a fragilidade da economia europeia superou o aquecimento global como preocupação principal dos legisladores, criando um cenário de incerteza que os investidores dizem que os têm deixado hesitantes em investir em projetos de longo prazo. "Precisamos de uma estrutura política energética clara e estável ou então os investimento no setor de energia vão secar", afirmou Craig Mackenzie, diretor de investimento e chefe de sustentabilidade da empresa britânica de seguros e previdência Scottish Widows Investment Partners.

Preços - No principal programa da UE ligado a mudanças climáticas - o Sistema de Negociações de Emissões (ETS, na sigla em inglês), mercado em que as companhias da Europa negociam direitos de produzir dióxido de carbono -, os preços despencaram nos últimos anos, criando poucos incentivos para que os poluidores adotem iniciativas custosas para reduzir as emissões.

Redução de metas - Espera-se que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, proponha ainda este ano que o bloco reduza significativamente suas ambições na área de mudanças climáticas. A política atual para 2020 inclui compromissos para reduzir as emissões de dióxido de carbono para níveis 20% inferiores aos de 1990. As metas estabelecidas para 2050 visam emissões de CO 2 ao menos 80% menores do que os níveis de 1990, assim como praticamente eliminar as emissões do setor de energia elétrica.

Planos - A Comissão vai apresentar planos de como a Europa deve atingir essas metas, estabelecendo objetivos de redução de gases do efeito estufa para 2030, aumentando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo total de energia. Essas propostas podem ter grande influência sobre a forma como a Europa vai gerar sua energia durante os próximos dez anos. Mas uma grande questão será se os alvos para 2030 serão obrigatórios ou meramente recomendações.

Falta de consenso - Günther Oettinger (foto), comissário de Energia da UE, tem afirmado que já não existe o mesmo consenso político no combate às mudanças climáticas como havia em 2007, quando a legislação para 2020 foi aprovada.

Mudança oficial - A política energética da UE mudou oficialmente em maio, para levar mais em conta as considerações econômicas. Os líderes da UE aprovaram propostas que visam manter as empresas europeias competitivas ao abordar os altos preços da energia, com algumas empresas tendo afirmado que poderiam ser forçadas a se mudar para outros países.

Declaração - A Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, declarou em junho que a incerteza quanto às políticas de energia renovável da Europa eram o "inimigo público número 1" dos investidores.

Ajuste - Também se espera que uma nova proposta surja nos próximos meses para tentar ajustar o mercado de negociação de carbono, que começou em 2005. Um excesso de licenças limitou a utilidade do mercado e fez os preços para emitir uma tonelada de carbono despencar de mais de € 30 (US$ 40), em 2008, para € 5.

Debate difícil - O debate sobre biocombustíveis foi "muito difícil", disse a parlamentar Corinne Lepage, acrescentando que, devido à votação ter sido muito apertada, o setor ainda não tem "certeza sobre seus investimentos". O Conselho Europeu de Biocombustíveis, que representa os produtores, informou que a indústria não pode ser punida com base em "uma ciência inconclusiva".

Lugar - O lugar atual para os biocombustíveis na política da UE permanece incerto. A decisão pode estimular o desenvolvimento dos chamados biocombustíveis de segunda geração, que não estão relacionados à agricultura de alimentos. O Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento defendeu em março o uso de combustíveis feitos de resíduos agrícolas, como palha e esterco. Plantas não alimentícias, como grama e algas, também são uma possibilidade.

Negociações - As negociações com os governos dos países da UE sobre o teto dos biocombustíveis devem vir a seguir. Caso não haja consenso, o tema voltará ao Parlamento. As propostas da UE sobre mudanças climáticas são oficialmente uma responsabilidade dos departamentos de energia e mudanças climáticas da Comissão Europeia, cujos integrantes nem sempre se reúnem pessoalmente.

Influência - Mas, com a fraqueza economia, tem crescido a influência exercida por Olli Rehn, comissário de Economia, e Joaquín Almunia, que lidera o órgão antitruste do bloco. Ambos têm argumentado que as propostas da Comissão não devem reduzir a competitividade econômica da região, segundo autoridades da UE.

Custos - Alguns grupos, incluindo indústrias de consumo intensivo de energia, argumentam que metas climáticas rígidas para 2030 iriam aumentar os custos de energia e se tornar um entrave ao crescimento. Grupos ambientalistas afirmam que a falta de metas vinculativas permitem que combustíveis fósseis se mantenham como fonte dominante de energia e tornam mais difícil o cumprimento das metas da UE para 2050.

Defesa - Nem todos os setores se opõem à regulação climática. Algumas empresas defendem tendem a se beneficiar dela. A indústria de isolamento térmico, por exemplo, afirma que metas mais rígidas de eficiência podem ajudar a atingir as metas climáticas da UE, promovendo ao mesmo tempo a criação de empregos e a produção econômica.

Legislação - Para Barry Lynham, diretor do grupo de estratégia e comunicação da fabricante de materiais isolantes Knauf Insulation, as leis da UE que exigem melhoria contínua podem "fundamentalmente mudar a nossa perspectiva" e podem levar a empresa a construir fábricas na região. "O [segmento de] isolamento é muito guiado pelos ambientes regulatórios", disse Lynham. A Knauf está presente em 35 países e sua maior empresa de isolamento está na UE. (The Wall Street Journal / Valor Econômico)

 


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