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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3180 | 16 de Setembro de 2013

CRÉDITO RURAL: Caixa Econômica Federal busca aproximação com cooperativas

O agronegócio é o mais novo foco de atuação da Caixa Econômica Federal (CEF). A instituição financeira entrou nesse mercado no ano passado e, em cinco anos, quer chegar a uma carteira de R$ 15 bilhões em operações de crédito rural. E, para atingir esse objetivo, está buscando parcerias, uma delas com o cooperativismo paranaense.  “A Ocepar é uma referência nacional. Tudo que se faz aqui é espelho para o Brasil. Sabemos da importância da entidade frente ao cooperativismo nacional. Eu acho que daqui poderemos sair com um caso de sucesso Caixa/Ocepar, que poderá se refletir no país inteiro”, afirmou a Sayonara Meirelles, gerente de padrões e operações da Superintendência Nacional do Agronegócio da CEF. Ela esteve na sede do Sistema Ocepar, na manhã desta segunda-feira (16/09), acompanhada de mais representantes do banco, e foi recebida pelo superintendente José Roberto Ricken. O encontro foi viabilizado por iniciativa do presidente da Cooperativa Cocari, Vilmar Sebold, que esteve presente junto com o vice-presidente, Marcos Antonio Trintinalha.

Necessidade e oportunidade - De acordo com Sayonara, a necessidade, aliada à oportunidade, motivou a CEF a investir mais no público rural. “A Caixa passou 150 anos sem entrar nesse negócio mas sabendo que precisava desse cliente. Nós o atendíamos parcialmente pois temos a caderneta de poupança e condições de financiar a habitação. Possuíamos um portfólio vasto para atende-lo mas não ainda naquilo que  é o principal: a atividade produtiva. A Caixa não participava desse mercado mas, quando nós vimos essa oportunidade, percebemos que não poderíamos ficar de fora. Temos que ter o crédito rural como complemento do nosso portfólio para fazer esse atendimento ao cliente de forma geral, já que o papel da Caixa é atender a sociedade brasileira”, explicou.

Estudo e articulação - Antes de começar a operar com crédito rural, a Caixa realizou um estudo de viabilidade técnica e de articulação junto a diversos órgãos públicos, como governo federal, Banco Central e Tesouro Nacional. O ingresso no setor de agronegócio iniciou após a conclusão desse processo. “Nós começamos em 2012/13 e estamos indo numa trajetória crescente. Em cinco anos, queremos nos igualar aos outros bancos em relação às exigibilidades sobre os depósitos à vista. Nós iniciamos com 6%, esse ano são 13% e aí vamos atingir 21%, 28% até chegar aos 34% que o mercado trabalha. Pelas regras atuais, isso significa que em cinco anos, nós devemos ser uma carteira de crédito rural de R$ 15 bilhões”, ressaltou Sayonara. 

Avaliação – Ela disse ainda que ficou bastante impressionada com as informações apresentadas na reunião com a Ocepar. “Os números apresentados aqui encantam qualquer um, embora não fossem totalmente desconhecidos porque já sabíamos da importância do setor pelos documentos que existem e estão publicados. Agora, o brilho nos olhos que nós vemos quando conversamos com as pessoas nos fazem sentir o entusiasmo delas pelo trabalho que estão fazendo pelo cooperativismo, enxergando a relevância de fazer acontecer e de fazer direto. Isso é muito diferente. Saio dessa reunião bastante impressionada e satisfeita por podermos fazer essa parceria com a Ocepar”, acrescentou.

Números do cooperativismo – Os principais dados sobre o cooperativismo paranaense foram apresentados pelo superintendente José Roberto Ricken. De acordo com ele, existem 237 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, com 900 mil cooperados. O setor gera 67 mil empregos diretos, atingiu faturamento de R$ 38,5 bilhões em 2012 e deve chegar próximo a R$ 45 bilhões neste ano. “Nós alcançamos no ano passado USS 2,2 bilhões em exportações, recolhemos R$ 1,5 bilhão em tributos e respondemos por 1,5 milhão de oportunidades de trabalho. Somente no ano passado, as cooperativas do Paraná somaram R$ 1,32 bilhão em investimentos e devemos chegar a R$ 2,156 bilhões no período 2013/14”, destacou. Ele informou que grande parte desses recursos são investidos na agroindustrialização e que em mais de 100 municípios do Paraná, as cooperativas são as maiores empresas, indutoras do desenvolvimento regional. “Diferente de outros empreendimentos, as cooperativas ficam no local onde estão instaladas, gerando emprego e renda para a população ao seu entorno”. Ricken lembrou ainda que as cooperativas respondem por cerca de 60% do PIB agropecuário. Sobre a parceria com a Caixa, disse que a Ocepar está a disposição para contribuir com a entidade. “Podemos fazer um bom trabalho juntos”, frisou.

Presenças – Também participaram da reunião ocorrida na manhã desta segunda-feira, o gerente técnico e econômico do Sistema Ocepar, Flávio Turra, o gerente de Desenvolvimento e Autogestão, Gérson Lauermann, o analista Robson Mafioletti e o coordenador de Comunicação, Samuel Milléo Filho. Pela Caixa, estavam presentes Roberto Luiz Bachmann e Amarildo Aparecido Paiva, da Superintendência Noroeste; Luis Henrique Borgo, da Superintendência Campos Gerais; Luiz Sussumu Sassaki, Janete Obadowski Ledur Hoeflich e Diego Ricardo Alves de Oliveira, da Superintendência Leste; Enilson Ferreira de Araújo, da Superintendência, Curitiba Leste, e Gláucia Eglantina Cruz dos Santos e Macus Vinicius de M. Pestana, da Gerência de Risco, em Curitiba. 

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COAMO I: Campo Mourão comemora 40 anos de plantio direto

coamo I 16 09 2013Das terras lavadas a uma das terras mais férteis do país. Esta é a revolução promovida na região de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, por agricultores pioneiros com a adoção na safra 1973 do sistema de plantio direto. Campo Mourão é o segundo Município na história do Plantio Direto no Brasil. – o primeiro foi em Rolândia – Norte do Paraná, onde o agricultor Herbert Bartz, considerado o “pai do plantio direto no Brasil” implantou a tecnologia fazendo em 1972 o primeiro plantio da história com a importação de uma plantadeira dos Estados Unidos, Allis Chalmers. Depois, vieram os municípios de Campo Mourão (safra 1973), Mauá da Serra (1974) e Ponta Grossa (1976).

Evento técnico - Para celebrar os 40 anos do plantio direto em Campo Mourão, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão (AEACM) realizou no sábado (14/09), importante evento técnico reunindo dezenas de profissionais na sede da entidade, que é a quarta mais antiga da classe agronômica no Paraná. Na oportunidade, a AEACM prestou homenagem aos cinco pioneiros do Plantio Direto na região Centro-Oeste paranaense: Ricardo Accioly Calderari, Joaquim Peres Montans e Antonio Álvaro Massareto, Gabriel Borsato e Henrique Salonski (em memória), representado no evento Carlos henrique Salonski. O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Campo Mourão, Roberto Destro destaca a importância da homenagem aos pioneiros. “Esses pioneiros merecem reconhecimento porque foram os primeiros que acreditaram nesse sistema em função das dificuldades que se tinha na época para conseguir lavrar a terra”, explica.

Médias superadas - Os resultados com o PD foram comprovados e melhorados ano após ano. Exemplo eficaz do incremento de produtividades nas lavouras da região com o uso da tecnologia está na propriedade de Joaquim Peres Montans. Na colheita de 1974 suas produtividades foram de 70 sacas de soja por alqueire, mas atualmente a média supera 150 sacas por alqueire. “O segredo é a continuidade do sistema e não mexer no solo”, explica Montans. Orgulhoso em fazer parte deste pioneirismo no Brasil, ele afirma que o plantio direto é um revolução para os agricultores. “Hoje, 40 anos depois, com novas variedades e praticando adubação verde, rotação de culturas é uma técnica de vanguarda, podemos elevar ainda mais nossas produtividades”.

Terras lavadas - Quem comemora o sucesso da agricultura com o advento do plantio direto é o engenheiro agrônomo Ricardo Accioly Calderari, diretor-secretário da Coamo. “O progresso foi tão grande nos últimos 40 anos que os novos agricultores nem imaginam como eram os solos e a agricultura lá na década de 70”, diz. Calderari lembra que os agricultores na época, tinham duas grandes preocupações: precisavam de chuva, mas quando chovia, às vezes nem precisava ser muito forte, para que as terras fossem literalmente ‘lavadas’ e tudo se perdia, a lavoura e o solo. “Se existe agricultura hoje é porque existe o plantio direto”, conta.

Adesão - No final da década de 70, a região de Campo Mourão contava com dez mil hectares de PD. Mas, foi a partir dos anos 80 que a tecnologia teve o seu grande momento. “Em 1984 já tínhamos catalogado na região de Campo Mourão cerca de 60 mil hectares de lavouras em PD. Hoje, o sistema ocupa praticamente 100% das áreas de cultivo da região”, comemora Calderari.

Vanguarda – As primeiras microbacias do mundo foram instaladas nos Municípios paranaenses de Campo Mourão e Toledo. O alto grau de conscientização e envolvimento dos produtores com o ambiente produtivo na região fez com que em 1976 o então ministro da Agricultura Alysson Paulinelli lançasse em Campo Mourão, o Plano Nacional da Conservação de Solos, com a inserção de um monumento histórico na Praça Bento Munhoz da Rocha Neto. (Imprensa Coamo)

 

COAMO II: Café Premium recebe prêmio de Melhores da Qualidade 2013

coamo II 16 09 2013Um café diferenciado, desenvolvimento dentro dos mais rígidos padrões de qualidade para que a combinação de grãos de café de bebida dura e com torra média, resulte numa bebida equilibrada, de sabor suave e marcante. Esse é o Café Coamo Premium que desde o lançamento em 2011 vem ganhando espaço e destaque no mercado nacional e que acaba de se classificar como o Melhor Café de Qualidade Superior no Programa de Qualidade do Café (PQC) 2013 da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC).

Programa - Lançado em 2006, esse programa criou três categorias de produtos: Café Tradicional, Café Superior e Café Gourmet. Segundo a ABIC, as empresas aderem ao programa e passam a ter seus cafés monitorados. “Esse monitoramento é feito por meio da avaliação da Qualidade Global do café na xícara. Experientes profissionais provam o café e avaliam, dando notas a cada uma das propriedades. A premiação é dada às empresas que melhor nota tiveram no ano”, afirma a associação.

Critérios – Nessa pesquisa, segundo a ABIC, são avaliadas diversas características sensoriais: aroma; acidez; amargor; sabor; adstringência; corpo e qualidade global.

Premium – Recém-chegado no mercado de produtos Premium, a Coamo já está à frente, reconhecimento que segundo o superintendente Comercial da Coamo se deve as diretrizes da cooperativa em seguir com rigor os padrões de qualidade e segurança alimentar. “Quando decidimos entrar nesse mercado prevíamos que o desafio seria grande. Mas, logo após o lançamento do Coamo Premium tivemos o reconhecimento por parte de especialistas da área de que o café seria um produto diferenciado. Este produto, sem dúvidas, veio atender aqueles consumidores que apreciam um café diferenciado, de qualidade superior, e que leva a qualidade das marcas dos Alimentos Coamo", comemora Goldoni.

Premiação – A cerimônia de premiação do evento “Melhores da Qualidade do Café – PQC 2013” ocorrerá durante a comemoração dos 40 anos da ABIC, no dia 18 de Outubro em São Paulo.

Cafés Coamo -  A Coamo conta com três marcas de café, Coamo Premium - torrado na versão de 1kg e 250 gramas e torrado e moído à vácuo em pacotes de 500 gramas e 250 gramas, Coamo Tradicional e Sollus - torrado e moído em embalagens à vácuo e almofada de 250 e 500 gramas. Toda a linha é originada da combinação de grãos selecionados, resultando em cafés equilibrados em cada categoria, de sabor marcante e aroma intenso. Esses produtos preservam o verdadeiro sabor do café, agradando a todos os paladares. (Imprensa Coamo)

 

COPAGRIL: Supermercados conquistam prêmio “Top of Mind Rui Barbosa”

copagril 16 09 2013Foi realizada, na noite da última sexta-feira (13/09), no Pavilhão de Eventos da Igreja Cristo de Marechal Cândido Rondon, a solenidade de entrega do Prêmio “Top of Mind Rui Barbosa”, no qual os Supermercados Copagril foram premiados. O Colégio Rui Barbosa realizou uma pesquisa entre os dias 24 de junho e 2 de julho, quando foram entregues 200 questionários às famílias dos alunos, destes, 45% apontaram os Supermercados Copagril como supermercados de preferência das famílias.

Honra - Para o gerente do departamento comercial insumos da Copagril, que foi receber o prêmio, Enoir Primon, é uma honra para a Copagril em ser lembrada pelos seus clientes. “Isso mostra que estamos no caminho certo. Conversamos com os clientes e trazemos para os supermercados o que eles sugerem e consideram essencial, sempre buscando satisfazer a necessidade de todos”, destacou Enoir Primon.

Destaque - A segunda colocação ficou com apenas 28% dos votos, colocando mais uma vez a Copagril em posição de destaque no ramo de supermercados. (Imprensa Copagril)

 

COCAMAR I: Cooperativa sedia o projeto “DuPont na Escola” em dois municípios

Na quarta e quinta-feira (18 e 19/09) desta semana, a Cocamar promove em parceria com a empresa DuPont, em dois municípios da região de Londrina, o projeto “DuPont na Escola”. Na quarta-feira, com início às 8h, a iniciativa será na Escola Municipal Dr. José Marcelino, em Bela Vista do Paraíso, envolvendo 50 alunos do 4º e 5º anos. E, na quinta, a partir das 13:15h, na Escola Municipal Arlindo José dos Santos, em São Jerônimo da Serra, com a participação de 50 estudantes do 4º ano.

Valorização - De acordo com a DuPont, que desenvolve esse mesmo trabalho junto a outras cooperativas em várias regiões do país, o projeto visa a valorização do homem e da mulher do campo, ressaltando a produção de alimentos e a sua importância para a preservação do meio ambiente. O conteúdo prevê a apresentação de desenho animado, revista com atividades lúdicas, concursos de redação e desenho com direito a prêmios.

Crianças - Como parte de sua programação voltada ao público infantil, a Cocamar desenvolve, há anos, outros dois projetos junto a estabelecimentos de ensino de sua região. Um é o “Escola no Campo”, com a empresa Syngenta, focado em atividades de conscientização ambiental; outro, o Cooperjovem, com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR),  para divulgação da prática cooperativista. (Imprensa Cocamar

COCAMAR II: Mulheres se reuniram em Doutor Camargo

Na última sexta-feira (13/09), em evento organizado pelas cooperativas Cocamar, Integrada e C.Vale, Instituto Emater, Opção Sistema Educacional e Sindicato Rural de Maringá, cerca de 180 convidadas participaram em Doutor Camargo, na Casa da Cultura, do 1º Encontro de Mulheres Rurais.  Concentrada na parte da tarde, a programação teve duas palestras: a primeira sobre o tema “O que faz você feliz?”, com a especialista Helen Messias Gusman; a segunda, “Sucessão familiar”, a cargo de Delma Fukui. Além de Doutor Camargo, o encontro contou com a presença de mulheres dos municípios de Paiçandu e Ivatuba, da região de Maringá. De acordo com José Conti, gerente da Cocamar local, esta primeira realização atendeu às expectativas e outros eventos do gênero devem ser promovidos nos próximos anos para integrar as participantes e discutir temas voltados à família do campo. (Imprensa Cocamar)

COPACOL: Jovens participam de “Encontrão” do cooperativismo

A Assessoria de Cooperativismo da Copacol promoveu, no último sábado (14/09), o segundo “Encontrão” do ano com a participação de 60 jovens filhos de associados com mais de 14 anos. Durante o evento que foi realizado na Aercol em Cafelândia, foi ministrada uma palestra com Elizeu Hoffman, que falou sobre vivência, cooperação e cooperativismo. “Tivemos a oportunidade de repassar para os jovens a importância que os mesmos têm, para dar sequência neste trabalho da Cooperativa e na administração das propriedades para manter o Cooperativismo forte na região”, destacou Elizeu.

Futuro - Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, investir na capacitação e na preparação dos jovens, faz parte do planejamento para garantir o desenvolvimento e crescimento da empresa e das propriedades das famílias dos associados. “Estes jovens são o futuro e temos que prepará-los para que possam dar sequência no trabalho que realizamos na administração da Cooperativa e das propriedades rurais”, afirma Pitol.

Atividades esportivas - Após as palestras os jovens participaram de uma tarde recreativa com atividades esportivas. (Imprensa Copacol

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LAR: 9º Cantarolar acontece de 3 a 5 de outubro

A Lar promove, dias 03, 04 e 05 de outubro, o 9º Festival de Interpretação da Canção Popular – Catarolar. O evento será realizado na Associação Recreativa da cooperativa, em Medianeira, no Oeste do Estado. É um evento que reúne funcionários da Lar, seus dependentes, cooperados, e os melhores cantores, cantoras e duplas na categoria adulta externa (sertaneja e popular), pois participam grandes intérpretes, vencedores de festivais. O Festival é aberto ao público sem cobrança de ingresso, inclusive para o baile no sábado. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de setembro às 11h, com Gabriela, pelo telefone (45) 3264-8852 ou pelo e-mail cantarolar@lar.ind.br.

Reconhecimento - O CantaroLar também é marcado pelo reconhecimento aos funcionários Lar, que completam no ano em curso, 25 anos de serviços prestados à Cooperativa. Nesse ano serão reconhecidos nove funcionários, e o ato será no dia 04 de outubro. (Com informações da Lar)

Programação

Dias 03 e 04 de outubro – Início às 20 horas – Apresentação dos candidatos

Dia 05 de outubro - A partir das 21 horas - Entrega da premiação aos cinco melhores de cada categoria e a interpretação musical dos dois melhores de cada categoria, com baile na sequência.

Categorias

Categoria Interna: (Funcionários e familiares; Associados Lar e familiares)

Infantil – (Até 11 anos e 11 meses)

Infanto-juvenil (12 a 17 anos)

Adulto popular – (Acima de 17 anos)

Adulto sertaneja – (Acima de 17 anos)                                 

Categoria Externa/Nacional

Adulto Popular - (Acima de 17 anos)

Adulto Sertanejo – (Acima de 17 anos)

COMMODITIES: Foco no clima

A soja devolveu na sexta-feira (13/09) os ganhos conquistados na sessão anterior na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro fecharam em queda de 14,50 centavos, a US$ 13,8150 por bushel. Relatório divulgado na quinta-feira (12/09) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou um recuo na produção de soja no país e no restante do mundo na temporada 2013/14. Mas, no pregão passado, as atenções se voltaram para as previsões de chuvas no fim de semana no Meio-Oeste americano, o que tende a aliviar o stress com o clima quente e seco que tem predominado na região. No oeste da Bahia, a saca de 60 quilos da commodity foi negociada a R$ 61,00, de acordo com levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Tendência de baixa - O milho seguiu em queda na sexta-feira em Chicago, depois de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ter surpreendido o mercado no dia anterior ao elevar em 0,58%, para 351,64 milhões de toneladas, a previsão para a safra 2013/14 do grão no país. Os lotes para dezembro fecharam em baixa de 7,25 centavos, a US$ 4,59 por bushel. "Apesar das quedas recentes, o milho americano está mais caro que o brasileiro e o ucraniano. Acho que o mercado pode escorregar mais para reduzir esse diferencial", disse Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache. Para ele, os preços podem ficar no patamar entre US$ 4,20 e US$ 4,25 por bushel, à medida que a colheita nos EUA avançar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o milho ficou em R$ 25,34 por saca, alta de 0,28%. (Valor Econômico)

CARNES: Comitiva do Paraná vai à Rússia negociar fim de embargo

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, viajou à Rússia neste domingo (15/09) para participar da 22ª Worldfood Moscow, importante feira de alimentos realizada na capital do país, e retomar o contato com as autoridades locais para que seja retirado o embargo para a exportação da carne paranaense. As restrições da Rússia às carnes do Paraná vêm desde junho de 2011, e se estendem também a Mato Grosso e Rio Grande do Sul. A Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil.

Expectativa - As exportações de frangos paranaenses foram liberadas no primeiro semestre deste ano. “Temos duas cooperativas, a Lar, de Medianeira, e a C. Vale, de Palotina, que habilitaram as vendas de carne de frango para a Rússia. Isso também aumenta a nossa expectativa para a volta às exportações das carnes bovina e suína”, disse Ortigara, em nota.

Reuniões - Até quinta-feira, o secretário e outros integrantes da comitiva farão reuniões com Sergey Dankvert, diretor do Serviço Veterinário Russo, técnicos do Ministério da Agricultura da Rússia e também com a Associação Nacional de Processadores de Carne da Rússia. (Valor Econômico)

CONAB: Leilão negocia 8,5 mil contratos de opções de venda de café

conab 16 09 2013No primeiro de três leilões a serem realizados em setembro, foram arrematados 85,6% dos 10 mil contratos de opções de venda de café ofertados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (13/09). Cada contrato equivale a 100 sacas de café arábica (seis toneladas) e tem exercício de opção para março de 2014, com preço de referência de R$ 343/saca. Ao todo, foram negociados 8.565 contratos. Os estados de Minas Gerais e São Paulo negociaram todos os contratos disponíveis, de sete mil e 1,4 mil, respectivamente. No Paraná, foram vendidos 80 dos 500 disponíveis; na Bahia, 65 de 400; e no Espírito Santo, 20 de 700.

Estratégia - Os leilões fazem parte da estratégia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para apoiar a comercialização de café e reajustar no mercado o preço do produto. Ao todo, o governo federal disponibilizou R$ 5,8 bilhões para auxiliar a cafeicultura brasileira, sendo que R$ 1,05 bilhão desse valor é destinado à realização de leilões de contratos de operações de venda pela Conab.

Datas - Na última segunda-feira (09/09), durante a abertura da Semana Internacional do Café, em Minas Gerais, o ministro da pasta, Antônio Andrade, anunciou as datas dos leilões. Além das negociações desta sexta-feira, outros dois estão programados para os dias 20 e 27 deste mês, ambos para a comercialização de um milhão de sacas cada. (Mapa)

 

INFRAESTRUTURA: Modelos de concessões são "anticompetitivos", diz Bacha

infraestrutura 16 09 2013Os modelos de concessões e de parcerias público-privadas elaborados até o momento pelo governo federal na área de infraestrutura são "inadequados" e inibem a competitividade. No setor de petróleo, a adoção do regime de partilha para exploração do petróleo do pré-sal na Bacia de Santos promove "o encarecimento da exploração do pré-sal, com requisitos excessivos de intervenção estatal e de conteúdo nacional".

Críticas - As críticas são do economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica-Casa das Garças e um dos formuladores do Plano Real. Para ele, ao lançar modelos "anticompetitivos" para essas áreas, o governo desperdiça oportunidade de ganhos de produtividade, que poderiam ter impacto sobre a economia.

Detalhes - Bacha detalha essas avaliações no trabalho "Integrar para Crescer: O Brasil na Economia Mundial", que será apresentado em sessão especial do Fórum Nacional. O evento, que começa quarta-feira, é promovido pelo ex-ministro do Planejamento e presidente Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE) João Paulo dos Reis Velloso.

Insatisfação geral - Ao ser questionado sobre os modelos adotados na área de infraestrutura, que poderiam ser considerados como os mais inadequados, o economista não poupou críticas aos delineados para leilões de aeroportos e rodovias este ano. "O mau desenho do primeiro leilão dos aeroportos propiciou um resultado que desagradou até o próprio governo", disse, referindo-se ao realizado em fevereiro, que incluiu os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília.

Mudança - "Agora, o governo mudou as regras para o segundo leilão de aeroportos. Vamos esperar para ver", disse Bacha ao Valor, comentando sobre as licitações para a concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG). "Quanto às rodovias, nada fizeram durante oito anos. Agora mudaram as regras e vão tentar de novo", afirmou, referindo-se ao leilão de concessão das rodovias BR-050 (GO-MG) e BR-262 (ES-MG), marcado para quarta-feira. " Por enquanto, as realizações são desastrosas, mas as promessas de melhora continuam."

Pré-sal - Em relação ao pré-sal - a licitação do campo de Libra está marcada para 21 de outubro -, Bacha afirma que, se explorado eficazmente, o pré-sal poderia, em breve, se unir à atual exploração dos minérios e à recente expansão da fronteira agrícola, para tornar o país "uma potência na área de commodities". A adoção do regime de partilha, no entanto, seria um entrave para a exploração competitiva do pré-sal, avalia.

Contrato de partida - Pelo contrato de partilha de produção, previsto para os campos do pré-sal, a propriedade do petróleo extraído é exclusiva do Estado. No caso de concessão, modelo seguido nas licitações anteriores, a propriedade do petróleo extraído em uma certa área, e por um certo período de tempo, é exclusiva do concessionário, em troca de uma compensação financeira.

Simples - "Teria sido tão mais simples adaptar o regime de concessões para as condições do pré-sal. Mas tinham que inventar um novo regime, que só deu confusão no Congresso, e ainda não saiu do papel", afirmou, lembrando o embate entre a presidente Dilma Rousseff e o Congresso para definir o destino dos royalties do pré-sal. "Não é só a partilha, é também o requisito que a Petrobras seja o único operador com um mínimo de 30% em todos poços", disse. "E uma nova estatal, que não sai do papel [a Pré-Sal Petróleo, responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção]. Enfim, muita confusão para pouco resultado."

Falta de estímulo - Ao inibir a competitividade nas áreas de infraestrutura e de petróleo, o governo, para Bacha, não estimula a concorrência e a presença de multinacionais. "A presença das multinacionais é um ativo importante para o país integrar-se às cadeias mundiais de valor", disse, considerando que isso facilitaria a integração da economia brasileira à economia mundial.

Ações - Para essa integração, o economista defende um conjunto de ações, embasado em três pilares: reforma fiscal, redução substancial de medidas protecionistas - o que permitiria acesso a insumos mais modernos - e acordos comerciais. "Se seguirmos o atual curso de isolamento econômico, continuaremos a gerar 'pibinho' atrás de 'pibinho'", disse. (Valor Econômico)

 

MEIO AMBIENTE: Basic pode anunciar proposta para reduzir efeitos das mudanças climáticas

O Basic - grupo formado pelo Brasil, a África do Sul, China e Índia - pode anunciar nesta segunda-feira (16/09) uma proposta com compromissos e metas para reduzir os efeitos das mudanças climáticas no mundo. Negociadores passaram o domingo (15/09) reunidos em Foz do Iguaçu, no Paraná. Eles discutir um texto que será ajustado pelos ministros dos países do bloco e apresentado durante a 19ª Conferência das Partes de Mudanças Climáticas (COP 19), prevista para ocorrer entre 11 e 22 de novembro, em Varsóvia, na Polônia.

Harmonização - Técnicos e especialistas dos quatro países tentaram, a portas fechadas, harmonizar posições sobre pontos polêmicos, como metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e critérios considerados prioritários para um acordo global sobre o tema, que incluiria compromissos de todas as nações.

Detalhes - Antes da divulgação do documento final, a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve ajustar os últimos detalhes da proposta com os chefes de delegação da África do Sul, Edna Molewa, da China, Xie Zhenhua, e da Índia, V. Rajagopalan.

Acordo “vinculante” - A expectativa das autoridades do bloco é que em 2015 as economias do mundo consigam concluir um acordo “vinculante” em que teriam que afinar políticas nacionais sobre o tema, como medidas de estímulo para que o setor produtivo busque alternativas menos poluentes em suas atividades às metas e obrigações globais estipuladas para todas as nações.

Entendimento - Representantes do governo brasileiro acreditam que o Basic, criado em 2007, tem contribuído para o entendimento no regime de mudança do clima e na definição de resposta ao aquecimento global. Um dos principais debates no bloco, assim como entre outros países, esbarra no financiamento de ações para a redução das emissões de gases nocivos e ajuda aos países mais pobres que sofrem diretamente os efeitos de inundações ou secas extremas. (Agência Brasil)

RELAÇÕES EXTERNAS: Indústria brasileira busca estreitar laços comerciais com os Estados Unidos

Uma missão de representantes da indústria embarcou neste domingo (15/09) para Washington, capital dos Estados Unidos, com o objetivo, entre outros, de discutir um acordo de livre comércio entre os dois países. A viagem, organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), incluirá visita a órgãos do Poder Executivo e ao Congresso norte-americano. A missão participará ainda da reunião anual do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, formado por representantes do setor privado dos dois países.

Espionagem - O gerente executivo de Comércio Exterior da CNI, Diego Bonomo, disse que a agenda comercial entre o Brasil e os Estados Unidos não pode parar em função do momento tenso, causado pelas denúncias de espionagem. “A questão da espionagem é grave e o Brasil faz bem em se posicionar de maneira assertiva. Mas Estados Unidos e Brasil têm momentos de aproximação e distanciamento. A agenda econômica e comercial vem avançando independentemente desses ciclos. Houve distanciamento em 2010 por conta da negociação com Turquia e Irã [o Brasil intermediou acordo para troca de urânio]. No entanto, em 2011, Obama veio ao Brasil e assinou acordos de cooperação comercial”, lembra. Segundo ele, a CNI não se posicionará por enquanto sobre a possibilidade de ter havido espionagem com fins econômicos.

Visita - Bonomo explicou que a missão de empresários atuará em Washington partindo da premissa de que será mantida a visita da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos. Desde que o escândalo da espionagem veio à tona, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o que acontecerá com a viagem, marcada para outubro. “Vamos discutir o que terá de interesse do setor privado nessa visita [da Dilma]”, disse o gerente-executivo. Outro tema em pauta será um acordo comercial envolvendo o mercado brasileiro e o norte-americano.

Potencial - “Queremos fomentar uma discussão sobre um potencial acordo comercial. Há dez anos Brasil e Estados Unidos não têm discussão formal sobre liberalização do comércio. A última foi em 2003, na reunião em Miami da Alca [Acordo de Livre Comércio das Américas, que enfrentou dificuldades de implementação]”, destacou. Para Bonomo, o momento é oportuno para retomada da discussão, já que os EUA dão sinais de recuperação da crise econômica. “Eles vão sair com economia aquecida da crise e estão com uma agenda de acordos agressiva. O acordo deles com os europeus pode excluir os brasileiros desses dois mercados. Temos de nos posicionar para não perdê-los”, avalia.

Congresso - Um indicativo do interesse do país em negociar um acordo com os brasileiros é que no Congresso norte-americano há uma frente de 35 parlamentares criada para discutir a agenda entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente a econômica. “Esses parlamentares querem criar uma comissão só para o Brasil. Esse será o tema discutido [na visita ao Congresso]”, disse Diego Bonomo.

Lei agrícola - Na visita também serão debatidas questões espinhosas, como a aprovação da nova lei agrícola dos Estados Unidos. A legislação atual, que expira em 30 de setembro, incorpora os subsídios ao algodão concedidos pelo país norte-americano, considerados abusivos pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Atualmente, os EUA fazem pagamentos anuais de US$ 147 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão como forma de compensação. “O ambiente político não é favorável [a uma nova lei que exclua os subsídios], mas vamos marcar nossa posição ou exigir que a compensação continue”, declarou. Outro tema em pauta serão potenciais novas barreiras ao etanol brasileiro. (Agência Brasil)

GUERRA FISCAL: Governadores reagem à reforma do ICMS

guerra fiscal 16 09 2013Governadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste articulam nova ofensiva contra o fim da chamada "guerra fiscal", aproveitando o ambiente político gerado pelas manifestações de rua e o período pré-eleitoral. "Nós não podemos apoiar uma política que significa suicídio das nossas economias", disse ao Valor o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), referindo-se à proposta de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em tramitação no Senado.

Objetivos - Os objetivos da ação dos governadores são: mobilizar suas bancadas para rejeitar, no plenário do Senado, o projeto de resolução que muda as alíquotas interestaduais do ICMS, convalidar os incentivos fiscais já concedidos, acabar com a unanimidade exigida para as decisões do Confaz e adiar a edição de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derruba todos os benefícios atuais.

Política nacional - Em outra frente, esses governadores vão propor um projeto de lei complementar ao Congresso que cria uma política nacional de incentivos fiscais e financeiros. Pela proposta em discussão, os incentivos seriam regulamentados em lei federal e concedidos de acordo com a participação de cada Estado no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os Estados menos desenvolvidos, com menor participação no PIB, poderiam conceder um volume maior de incentivos. Com essa fórmula, esses governadores esperam reduzir as atuais desigualdades econômicas entre as regiões.

Peregrinação - Um grupo desses governadores estará em Brasília nesta terça-feira (17/09) para uma reunião às 10h e, a partir das 12h, fará uma peregrinação ao STF. Já estão agendadas reuniões com oito ministros da Corte, a partir de 12h. "Vamos levar aos ministros nossa apreensão e angústia com a possibilidade de aprovação de uma súmula vinculante que poderá decretar, da noite para o dia, o fim dos incentivos. Seria um desastre para todo mundo, uma verdadeira bomba atômica. Teríamos nas ruas milhões de desempregados", disse Perillo.

Próximos - O tucano já visitou os governadores do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Ceará, do Tocantins, do Maranhão, de Pernambuco e de Sergipe. Os próximos a serem visitados são os de Alagoas, do Pará, do Espírito Santo e de Santa Catarina. Ele tem levado aos colegas a proposta de projeto de lei complementar que atrela os incentivos ao PIB do Estado, elaborada pela Adial (Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Industrial), entidade que representa as empresas incentivadas.

Consenso - Se houver consenso em torno de um texto, a intenção é escolher um parlamentar para apresentar a proposta na Câmara dos Deputados ou no Senado. "A ideia é criar uma política nacional de incentivos, como existe nos Estados Unidos, onde os Estados fazem feiras para receber investidores e oferecer diversos incentivos para que as indústrias se instalem nele", disse.

Questões urgentes - Paralelamente a essa discussão, há questões mais urgentes, como a negociação em torno do projeto de resolução aprovado em maio na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que modifica as alíquotas do ICMS em transações interestaduais. A proposta aguarda votação no plenário.

Debate - Na semana passada, os integrantes da CAE discutiram o assunto. O presidente da comissão, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a indefinição sobre a reforma do ICMS gera um clima de insegurança no país, que prejudica os investimentos. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que, por ser ano eleitoral, será impossível aprovar a proposta em 2014.

Acordo exequível - Para o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o projeto aprovado na CAE não é o ideal. Ele defendeu a necessidade de buscar um acordo exequível. "O que não pode é tirar a bola. Tiraram a bola do jogo e o jogo parou", disse. Lindbergh informou que pedirá reunião com o ministério da Fazenda.

Três alíquotas - Pelo projeto da CAE, o ICMS passará a ter três alíquotas interestaduais até 2018: 4%, 7% e 12%. A primeira será aplicada às mercadorias e serviços originários dos Estados das regiões Sul e Sudeste e destinados aos do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. A alíquota de 7% será aplicada aos bens e serviços provenientes das três regiões mais pobres destinados ao Sul e ao Sudeste. A alíquota de 12% valerá para os produtos da Zona Franca de Manaus, de nove áreas de livre comércio da Amazônia e para o gás natural. Atualmente, as alíquotas interestaduais são de 7% e 12%.

Desemprego - Segundo o governador goiano, a adoção dessas novas alíquotas interestaduais levaria "imediatamente" ao desemprego dois milhões de trabalhadores nos Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, porque as indústrias migrariam para São Paulo. Somente Goiás perderia quase R$ 2 bilhões por ano, de acordo com ele. Inicialmente, o governo federal e os Estados mais desenvolvidos, que querem acabar com a guerra fiscal, defendiam a unificação das alíquotas em 4%. "Isso significaria matar e enterrar os Estados emergentes e pobres", disse Perillo.

Negociação - Temendo que o rolo compressor do governo resultasse na aprovação da proposta original, representantes de cerca de 20 Estados que concedem benefícios para atrair empresa negociaram um texto menos prejudicial.

Manifestações - Mas, após as manifestações de rua, que afetaram a popularidade da presidente Dilma Rousseff e atingiram os governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a expectativa é que o ambiente político possa "ajudar a sensibilizar" governo federal, Congresso e ministros do STF para os prejuízos causados aos Estados emergentes.

Retomada - Governadores da base da presidente Dilma Rousseff estão encarregados de retomar o assunto com o governo. A própria Dilma já ouviu do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que essa reforma do ICMS não ajudará o governo federal e só beneficiária "adversários", como os governadores de Minas Gerais e São Paulo.

Sobrevivência - Para Perillo, essa briga, suprapartidária, é pela sobrevivência dos Estados menos desenvolvidos. "Convivemos com fortes desigualdades regionais e sociais e com ausência de uma política nacional de desenvolvimento regional", afirma Perillo. Segundo ele, os governadores não acreditam que, se perderem os instrumentos de atração de indústrias, os fundos criados pelo governo federal compensarão de fato as perdas.

Súmula vinculante - A súmula vinculante, a ser editada pelo STF, impõe que "qualquer isenção, incentivo, redução de alíquota ou de base de cálculo, crédito presumido, dispensa de pagamento ou outro benefício fiscal relativo ao ICMS pode apenas ser concedido pelo Estado às empresas por meio da aprovação unânime - sem nenhum voto divergente - do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz)". (Valor Econômico)

 

ALEP: CPI dos Pedágios ouve procuradora geral do Estado e representantes do TCE

alep 16 09 2013A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Pedágios (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deverá ouvir a procuradora geral do Estado, Jozélia Nogueira, nesta próxima terça-feira (17/09), a partir das 9 horas, na Sala de Reuniões das Comissões. Representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) também deverão participar da oitiva. O objetivo é que eles apresentem mais detalhes aos membros da comissão acerca de um relatório produzido pelo órgão, que aponta divergências no cumprimento de obras nas rodovias paranaenses. Já a procuradora, cujo depoimento estava agendado inicialmente para a semana passada, mas que não ocorreu em razão de compromissos perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falará aos deputados sobre o andamento de ações judiciais envolvendo o pedágio e quais serão, a partir desta nova gestão na PGE, as alternativas para um entendimento entre o Poder Executivo e as empresas concessionárias. (Assessoria de Imprensa Alep)

 

CONGRESSO NACIONAL: Multa adicional do FGTS e mais 94 vetos serão analisados terça-feira

congresso nacional 16 09 2013A disputa entre governo, oposição e setor produtivo sobre a manutenção ou suspensão da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que hoje é paga pelas empresas no caso de demissões sem justa causa, ainda parece longe do desfecho. Nesta terça-feira (17/09) senadores e deputados vão decidir se mantém ou suspendem a cobrança.

Projeto - O Legislativo aprovou um projeto que estanca a cobrança (PLS 198/2007) sob o argumento de que a multa já cumpriu a função de corrigir um desequilíbrio existente entre a correção dos saldos das contas individuais do FGTS. Mas o Planalto vetou a proposta, em julho, temendo perder mais de R$ 3 bilhões anuais em arrecadação, caso a multa seja suspensa.

Acordo - O veto ao projeto é o segundo item na pauta da próxima sessão do Congresso Nacional marcada para analisar dispositivos aprovados pelo Parlamento e suspensos pelo Executivo. O Planalto, seguindo a linha do diálogo que garantiu a manutenção de todos os vetos analisados no último dia 20, fez várias reuniões com líderes partidários da Câmara e do Senado para costurar um acordo em torno da decisão.

Projeto alternativo - Na semana passada, depois de uma reunião entre líderes no Senado e autoridades do governo, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que participou do encontro, informou que o Planalto enviaria um projeto alternativo destinando o valor arrecadado com a multa ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Até a tarde de sexta-feira (13/09), a Mesa da Câmara ainda não havia recebido o texto. Foram protocolados na Casa mais dois projetos suspendendo a cobrança, ou criando uma escala regressiva até que a multa deixe de ser paga. Independentemente da disputa entre os dois lados, a análise do veto está mantido na pauta de terça-feira (17/09), assim como a de mais 95 dispositivos. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL: Zona do euro tem inflação de 1,3% nos 12 meses até agosto

O Índice de Preços ao Consumidor da zona do euro subiu 0,1% em agosto na comparação com julho e 1,3% no acumulado em 12 meses, em linha com a previsão de analistas consultados por agências internacionais. O núcleo do índice, que exclui alimentos, energia e fumo, avançou 0,2% na comparação mensal e 1,1% em 12 meses.

Custo da mão de obra - Também nesta segunda-feira (16/09), a agência de estatísticas da região, Eurostat, informou que o custo da mão de obra por hora trabalhada aumentou 0,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, depois de ter avançado 1,7% no primeiro trimestre. O componente de salários e ordenados por hora trabalhada aumentou 1,1% e os demais componentes avançaram 0,1%. A alta dos salários e ordenados representa forte desaceleração na comparação com o aumento de 1,8% registrado no primeiro trimestre e é a menor taxa desde a registrada no terceiro trimestre de 2010. (Valor Econômico)

BRASIL: Nova projeção eleva PIB para 2,4%, diz BC

Os analistas e investidores do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) estão mais otimistas com o crescimento da economia e da produção industrial este ano. A nova projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) para 2013 chega a 2,4%, contra os 2,35% da estimativa anterior. Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. A projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece em 5,82% e a taxa de câmbio, no final do ano, deverá cair para 2,35%, em relação à estimativa de 2,36% da pesquisa anterior.

Preços administrados e juros - O crescimento dos preços administrados foi mantido em 1,8%. A taxa básica de juros deverá ficar em 9,75% ao ano, em dezembro, com a dívida líquida do setor público caindo de 35% para 34,75% em comparação ao PIB.

Produção industrial - A produção industrial estimada em 2,1% na pesquisa anterior passou para 2,12%. No setor externo, o Focus indica que o déficit em conta-corrente do Brasil chegará a US$ 78 bilhões, com a balanço comercial registrando saldo de US$ 2 bilhões em comparação aos US$ 2,5 bilhões da estimativa anterior.

Investimento estrangeiro - O investimento estrangeiro direto previsto pelo mercado financeiro será US$ 60 bilhões, preveem os analistas e investidores. (Agência Brasil)

OPINIÃO: Sem mudanças, país pisa no freio

opiniao 16 09 2013*Darci Piana

Não é novidade que o país precisa de reformulações urgentes nas esferas política, fiscal, tributária, previdenciária, trabalhista e educacional. Também não é de hoje que empresários e sociedade clamam pela redução do Custo Brasil, antigo empecilho que limita a economia brasileira, sua competitividade e produtividade.

O desempenho previsto da economia brasileira para o segundo semestre deste ano se mostra aquém do que esperávamos. Significa que as expectativas favoráveis do início de 2013 não estão se confirmando.

A promessa do Banco Central em desacelerar a inflação neste ano está sendo cumprida às custas da crescente taxa de juros. O Produto Interno Bruto cresceu 0,6% no primeiro trimestre, abaixo das previsões que variavam entre 0,9% e 1,2%. Além disso, a valorização da moeda americana, na casa de R$2,30, não incentivou as vendas externas e a balança comercial ficou no vermelho em mais de U$5 bilhões. Grande parte dos brasileiros, que até então tinha facilidade de acesso ao crédito, esgotou sua capacidade de endividamento e de compra, hoje encontrando dificuldades em assumir novos financiamentos.

Outro indicador que revela a necessidade de mudanças na economia brasileira é o Índice de Confiança dos Consumidores, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas. Há quatro meses a satisfação dos consumidores com a economia está em declínio e abaixo da média histórica.

Se não bastassem as limitações internas, as circunstâncias econômicas no exterior escurecem o nosso cenário. Não são poucas, já que compreendem desde a crise nas economias desenvolvidas e nos países do Euro, passando pelos bloqueios da Argentina aos nossos produtos e a debilidade do Mercosul, até chegar à desaceleração da economia chinesa. São fatores que impactam nossos índices e fazem os gráficos perder altura.

Há, no entanto, algumas boas notícias, o que contribui para que sejam amenizadas as tensões. Há de se destacar, por exemplo, que o mercado de trabalho está próximo ao seu nível pleno de ocupação e o bom desempenho do agronegócio está sendo fundamental para o aquecimento do comércio em cidades interioranas, inclusive pelo seu papel de incentivador do transporte de cargas.

E o elevado volume de reservas cambiais, acima de U$ 350 bilhões, permitiu ao Banco Central praticar sucessivas injeções de divisas no mercado para conter a valorização do dólar no último trimestre.

Não apenas a classe empresarial pede mudanças. Prova disso são as recentes manifestações em todo o país, exigindo transformações econômicas, sociais e políticas. A sociedade brasileira clamou, de maneira espontânea e não dirigida. Propôs prioridades e aguarda, ao lado da classe empresarial, por respostas e providências urgentes e adequadas do setor público.

No próximo ano, teremos a realização da Copa do Mundo. Se até lá nada for feito, o governo corre o risco de ficar refém de mais manifestações. Politicamente, ainda mais danosas para a sua imagem, porque estaremos, então, a pouco mais de três meses das eleições que renovarão mandatos federais e estaduais. 

*Darci Piana é presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR

 


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