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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3181 | 17 de Setembro de 2013

CAFÉ: Paraná elabora plano emergencial para revigorar a cafeicultura

cafe 17 09 2013O Paraná está solicitando apoio do governo federal para amenizar os prejuízos causados pelas geadas que atingiram os cafezais no Estado, em julho, e estão impactando na renda dos cafeicultores e na área cultivada com o grão no Estado, que já vinham decaindo nos últimos anos. Um documento intitulado “Plano emergencial de revigoramento da cafeicultura paranaense” foi encaminhado nesta terça-feira (17/09) aos ministros da Agricultura, Antônio Andrade, e do Desenvolvimento Agrário, Gilberto Vargas, com propostas elaboradas em conjunto pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Proagro e Seaf – Entre as medidas sugeridas pelas entidades paranaenses está a alteração nas normas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), com alongamento do prazo de cobertura por dois anos, considerando as perdas de produção do ano de contratação e as perdas por problemas climáticos que podem afetar a produção do ano seguinte. Isso ocorreria mediante comprovação de laudo técnico que delimite a área prejudicada e a intensidade das perdas. Também foi proposta a cobertura bianual do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), inserido no âmbito do Proagro, considerando o ciclo e as características da cafeicultura.

Linha de crédito – O Paraná está ainda solicitando que o governo federal disponibilize uma linha de crédito especial, ao amparo do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para financiar a recuperação das lavouras de café danificadas por geadas. Os recursos seriam destinados aos produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) e aos agricultores familiares atendidos pelo Pronaf. O benefício contemplaria cafeicultores que tiveram, no mínimo, 10% das áreas danificadas pela geada, para que eles possam fazer a recuperação e o replantio das lavouras. As garantias seriam as já requisitadas pelas demais linhas de crédito rural, com limite de crédito de R$ 8.000,00 por hectare de lavoura de café a ser recuperada, limitada a R$ 400 mil por produtor do Pronamp e de até R$ 150.000 por produtor do Pronaf, ainda que em mais de uma propriedade. O reembolso seria realizado em parcelas anuais que variariam de oito a cinco anos, com até três anos de carência.

Alongamento de prazo – Entre outros pleitos apresentados estão: o alongamento do prazo para pagamento de dívidas contraídas pelos cafeicultores até junho de 2013; a liberação imediata de recursos de custeio para a safra 2013/14, com prazo mínimo de dois anos de amortização; a autorização do rebate de 25% no saldo devedor das operações de custeio contratadas em 2012, com recursos do Pronaf; a disponibilização imediata de recursos para as operações de Aquisição do Governo Federal (AGF) de café em coco e beneficiado. Também, o lançamento imediato de leilões na modalidade Prêmio de Escoamento do Produto (PEP).

Desequilíbrio – No documento encaminhado aos ministros, as entidades paranaenses lembram que, nos últimos anos, a cafeicultura no Estado vem sofrendo forte desequilíbrio entre o preço recebido pelo grão e o custo da produção. Além disso, a área cultivada vem reduzindo e o quadro se agravou com as geadas registradas nos dias 24 e 25 de julho, que resultaram em perdas estimadas em até 62% da produção esperada para a safra 2013/14, ou seja, das 1,54 milhões de sacas estimadas para o período, cerca de 954,8 mil sacas deixarão de ser produzidas. Já as chuvas ocorridas em junho afetaram a qualidade da produção, contribuindo para reduzir os preços recebidos pelos produtores para uma média de R$ 260 a saca de 60 quilos, valor bem abaixo do preço mínimo de garantia de R$ 307 a saca de 60 quilos, tipo 6, bebida dura. No Paraná, cerca de 12 mil produtores cultivam café, sendo que 90% deles são agricultores familiares, com áreas médias de 3 a 8 hectares, e cuja principal fonte de renda é a cafeicultura. “A adoção das medidas propostas, aliada às ações que estão sendo promovidas pelo governo do Estado, são determinantes para salvar e afastar o processo de erradicação intensiva nos mais de 200 municípios onde o café é cultivado e evitar o êxodo de milhares de famílias”, ressalta o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, em ofício encaminhado junto com o “Plano emergencial” aos ministros da Agricultura e Desenvolvimento Agrário.

Clique aqui e acesse na íntegra o conteúdo do Plano Emergencial de Revigoramento da Cafeicultura Paranaense

 

FÓRUM FUTURO 10: Entidades apresentam demandas prioritárias à bancada federal

As principais entidades representativas paranaenses, reunidas no Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, apresentaram, nesta segunda-feira (16/09), a integrantes da bancada federal um levantamento com as obras que consideram prioritárias para melhorar a infraestrutura de transportes do Estado. No encontro, realizado na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba, ficou evidente a necessidade de mais investimentos, especialmente no Porto de Paranaguá, a fim de que ele atenda o constante crescimento da produção.

Subsídios - O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, explicou que a intenção da reunião com representantes do Paraná no Congresso Nacional foi fornecer subsídios para que os parlamentares possam incluir em suas emendas aos orçamento da União algumas das obras consideradas essenciais em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e dutovias (veja a relação completa ao final desta matéria). “Queremos unir todas as entidades empresariais e as lideranças políticas em torno de um único objetivo: o Paraná”, disse. “Pleiteamos que as emendas da bancada paranaense sejam destinadas para melhorar a infraestrutura de transportes do Paraná, fator fundamental para o aumento da competitividade do nosso setor produtivo e o desenvolvimento do nosso Estado”, acrescentou.

Escoamento da produção - Na apresentação das demandas, ficou claro que investimentos que tornem mais ágil o escoamento da produção no Porto de Paranaguá são essenciais para evitar um colapso no sistema de logística do Paraná. Entre as intervenções propostas, o Fórum Futuro 10 aponta a necessidade de agilizar o processo se novos arrendamentos e licitações na área do porto, além da ampliação do terminal, com a construção de novos cais. Melhorias nas vias terrestres de acesso ao porto, realização de dragagens de regularização e aprofundamento no canal de acesso de navios e a modernização de equipamentos do Corredor de Exportações também estão entre as prioridades.

Histórico - Para reforçar a necessidade de acelerar esses investimentos, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Luiz Henrique Dividino, apresentou um histórico do crescimento da produção paranaense e projeções para o futuro. Segundo ele, o porto já opera no limite. “Estamos com nossa capacidade muito acima do normal e nossas projeções de demanda apontam que devemos crescer cerca de 200% até 2030”, disse. Ele destacou ainda que a APPA já vem realizando uma série de investimentos próprios, inclusive na contratação de projetos, mas é preciso um esforço extra para realizar todas as obras necessárias.

Importante - O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), atual coordenador da bancada paranaense no Congresso, afirmou que os pleitos apresentados pelas entidades e representantes de órgãos estaduais serão levados em conta na elaboração das emendas ao orçamento. “É importante captarmos esse levantamento que o Fórum Futuro 10 fez sobre as necessidades da infraestrutura do Estado para que possamos levar à bancada e trabalhar nas emendas, que devem ser elaboradas nos próximos 30 dias”, disse.

Mobilização - O senador Sérgio Souza (PMDB), que também participou da reunião, elogiou a iniciativa das entidades e afirmou que o Paraná precisa de uma grande mobilização de todas as suas lideranças em torno do desenvolvimento do Estado. “Precisamos de agilidade nesse processo, por isso pretendemos promover em novembro uma reunião macro, chamando ministros, secretários e todas as agências federais ligadas à infraestrutura para que possamos colocar todas as nossas dúvidas e saber quais são as ações que serão implantadas e com que velocidade”, disse.

Presenças - Também participaram do encontro os deputados federais Eduardo Sciarra (PSD), André Zacharow (PMDB), Alex Canziani (PTB), Leopoldo Meyer (PSB) e Zeca Dirceu (PT). O governo do Estado esteve representado pelo secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Estiveram presentes ainda o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, José da Silva Tiago, e o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, entre outros representantes de órgãos ligados à área de logística.

Consenso - Para o coordenador do Conselho Diretivo do Fórum Futuro 10, Guilherme Döring Cunha Pereira, o Estado deve aproveitar o consenso que está sendo alcançado em torno das demandas prioritárias para alavancar seu desenvolvimento. “As entidades que compõem o Fórum têm mostrado que sabem exatamente o que querem e têm construído um consenso sobre o futuro do Paraná. Quanto mais conseguirmos trabalhar em conjunto, mais vamos avançar no desenvolvimento do Estado”, afirmou. (Texto e fotos: Agência Fiep de Notícias)

OBRAS PRIORITÁRIAS

Portos – Aumento da capacidade operacional

1. Agilizar novos arrendamentos e licitações;

2. Alteração da poligonal (permitir novos investimentos);

3. Acesso rodoferroviário (Av. Ayrton Senna, Viadutos, Vias Marginais e Pátio de Triagem);

4. Investimentos na ampliação de cais “T”, “F” e “L”;

5. Dragagens de regularização e aprofundamento;

6. Coberturas para operação com chuva leve;

7. Modernização de equipamentos do corredor de exportação.

Ferrovias – Aumento da Capacidade e Redução de Custos

1. Nova Ferrovia: Maracaju (MS) – Paranaguá e Pontal do Paraná;

2. Desvio Ferroviário de Curitiba;

3. Revitalização: São Paulo – Castro – Rio Negro – Rio Grande

4. Na 2ª fase do PIL – Programa de Investimento em Logística:

- Nova Ferrovia Norte PR ao Oeste de SC;

-Interligação com Portos de SC via Litorânea;

-Revitalização Maringá – Apucarana – Ponta Grossa – Eng. Bley

Aeroportos

Aeroportos operados pela Infraero:

1. Afonso Pena – Curitiba

- Duplicação Terminal / 2ª Pista / Desapropriações

2. Londrina

- Melhorias Terminal / ALS e ILS I / Aumento da Pista

3. Foz do Iguaçu

- Melhorias Terminal / Estacionamento

Outros Aeroportos / Aeroportos Regionais:

1. Cascavel

2. Ponta Grossa

3. Sudoeste (Pato Branco / Francisco Beltrão)

4. Maringá (sistemas de aproximação)

5. Projetos Arco Norte / Campos Gerais / Oeste

Rodovias Federais

1. Melhorias e duplicações na BR-163;

2. Implantação da BR-101 no Paraná (2º acesso ao Porto de Paranaguá, novo acesso ao porto de Antonina e desafogar BR-376 Curitiba – Joinville);

3. Obras de vias marginais no Contorno Sul de Curitiba;

4. Duplicação e conclusão do Contorno Norte de Curitiba;

5. Implantação da BR-487 (Boiadeira);

6. Melhorias e duplicações na BR 476 (Lapa – União da Vitória)

7. Melhorias e implantação de Trechos na BR 158;

8. Melhorias e implantação de Trechos na BR 153;

Rodovias Estaduais e Sob Concessão

1. Melhorias e duplicações na PR 323 (Guaíra – Maringá)

2. Melhorias e duplicações na PR 092 (Jaguariaíva – Santo Antonio da Platina);

3. Melhorias e duplicações na PR 445 (Londrina – Mauá da Serra);

4. Melhorias e duplicações na PR/BR 280 (Barracão – Palmas);

5. Duplicação Almirante Tamandaré – Rio Branco do Sul;

6. Obras nas concessões existentes e redução de tarifas;

Dutovias

1. Alcoolduto:

-Sarandi – Paranaguá

- Concluída fase de audiências públicas

2. Gasoduto:

- Repressurização do GASBOL;

- Terminal de GNL – Gás Natural Liquefeito em Paranaguá;

- Gasoduto Paranaguá – Araucária

- Gasoduto no Norte – Oeste do Paraná (nova linha)

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RAMO CRÉDITO: Sicredi crescerá mais de 20% em 2013, estima Dasenbrock

A cooperativa vai crescer mais de 20% em 2013, tanto em ativos administrados como em operações realizadas, estima o presidente da Central Sicredi Paraná/São Paulo, Manfred Desenbrock, que visitou a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, nesta segunda-feira (16/09). De acordo com o dirigente, os resultados já avaliados indicam que a expansão prossegue na casa dos dois dígitos percentuais. “Estamos próximos a R$ 9 bilhões em ativos e 650 mil cooperados. Há condições positivas para a abertura de novas unidades, um crescimento que projetamos se manterá também em 2014”, afirmou Dasenbrock. Segundo ele, os indicadores da Central são semelhantes ao que se verifica no Sistema Sicredi em nível nacional, que administra cerca de R$ 35 bilhões em ativos e congrega 2,5 milhões de cooperados.

CredibilidadePara o dirigente, o crescimento do cooperativismo de crédito está diretamente ligado aos diferenciais do cooperativismo, com forte investimento na profissionalização das equipes de colaboradores das cooperativas. “No caso do Sicredi, valorizamos a proximidade e a transparência, levando informações e prestando contas aos cooperados. Aliado ao atendimento profissional, são fatores que, juntamente com o respeito aos princípios do cooperativismo, explicam a credibilidade da cooperativa”, disse. Segundo Dasenbrock, a expansão traz como desafio a constante necessidade de capacitação. “Nesse aspecto, o Sescoop/PR tem sido um parceiro importante, e a cooperativa tem tido experiências positivas quanto à utilização dos recursos, à seriedade com que o tema é tratado, com resultados relevantes para o sistema”, concluiu.

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CAPAL: Cooperativa mantém crescimento firme e atrai novos cooperados

A Capal deve encerrar 2013 superando a projeção de faturamento feita no ano passado e registrando também crescimento no número de cooperados. “Nós estamos indo firmes. Estamos indo muito bem”, disse o presidente da cooperativa, Erik Bosch, na manhã desta terça-feira (17/09), durante sua passagem pelo Sistema Ocepar, em Curitiba. De acordo com ele, no ano passado, a cooperativa faturou cerca de R$ 540 milhões e a previsão inicial era atingir R$ 710 milhões em movimentação econômica nesse exercício. “Hoje, nós acreditamos que deveremos chegar a R$ 750 milhões ou até mais”, disse. Na avaliação de Erik, grande parte desse resultado se deve ao empenho dos colaboradores da cooperativa em cumprir as metas estabelecidas para 2013. “No decorrer do ano, percebemos que estamos alcançando praticamente todos os itens planejados. Isso mostra a capacidade dos nossos profissionais”, acrescentou.  

Cooperados - O presidente da Capal acredita que a mudança cambial também está favorecendo o bom desempenho da cooperativa. Por outro lado, ele apontou o aumento no número de cooperados como outro fator de destaque. Atualmente, a Capal possui aproximadamente 1.450 cooperados. “Todo mês, estão entrando pelo menos 15 novos cooperados, o que representa quase duzentos anualmente e, neste ano, isso está realmente se concretizando. A maioria é formada por pequenos agricultores ligados à pecuária leiteira”, informou. Na avaliação de Erik são produtores que estão demonstrando potencial produtivo e que, em pouco tempo, adotam as orientações fornecidas pela cooperativa. “Com um pouquinho de tecnologia que a cooperativa repassa, esses pequenos produtores de leite estão dobrando ou triplicando a produção deles”, disse. Ele lembra que a região onde a Capal está instalada se sobressai pela alta produção leiteira e que as unidades da cooperativa contam com linhas de produção já organizadas, principalmente em Arapoti, onde fica a sede da cooperativa “Lá, são em torno de 160 mil litros dia produzidos por 58 produtores, que dá uma média invejável de 2700 litros por produtor, que é muito alta”.

Grandes - Já na região de São Paulo, são os grandes produtores que estão se associando à Capal. “Muitos produtores que possuem mil, dois mil hectares, estão entre nossos novos cooperados. Teoricamente, são agricultores que estariam prontos para enfrentar a batalha econômica no mercado. Mesmo assim, estão aderindo ao cooperativismo. Para nós, isso mostra que o sistema está muito bem porque atende grandes e também os pequenos, sendo que os dois são respeitados da mesma forma. Esse é o nosso diferencial”, ressaltou.

Presença - Fundada em setembro de 1960, a Capal possui unidades em Wenceslau Brás, Carlópolis e Joaquim Távora, no Paraná. Já em São Paulo, está presente em Itararé, Taquarituba e Taquarivaí. Além da pecuária de leite, a cooperativa atua com recepção e secagem de grãos, comercializa insumos, tem uma farmácia veterinária, um posto de combustível e uma fábrica de ração. Também é uma das mantenedoras da Fundação ABC, que faz pesquisa voltada ao setor agropecuário. 

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CAPACITAÇÃO: Armazenagem foi tema do 2º módulo da especialização em pós-colheita

Foi realizado, nos dias 13 e 14 de setembro, em Londrina, o segundo módulo curso de especialização em pós-colheita de grãos na segurança alimentar, promovido pelo Sistema Ocepar, em parceria com a Unifil. Estão participando 35 profissionais das cooperativas paranaenses Integrada, Cocamar, Cocari, Coamo, Copagra, Cvale, Agrária e Castrolanda. Nessa etapa, eles foram divididos em seis grupos com o objetivo de fazer o planejamento de uma unidade armazenadora, estruturas de recepção, classificação, limpeza, secagem, estruturas de armazenamento, expedição dos produtos e higienização e manutenção das unidades armazenadoras. As atividades foram coordenadas por Alcemir Chiodelli, da C.Vale. O analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, também acompanhou o módulo.

Layout - “Previamente foi estabelecida uma unidade padrão para as cooperativas do Paraná com capacidade armazenadora de 24.000 toneladas e de recepção de 46.000 toneladas ao longo do ano, recebendo os seguintes produtos: 20.000 toneladas de soja, 21.000 toneladas de milho e 5.000 toneladas de trigo. No final da aula, foi possível fazer um layout da unidade inclusive com estimativas de custos de instalação. Estamos confiantes que o curso contribuirá para a formação dos profissionais e as cooperativas terão melhor performance nesta área tão importante nos resultados gerais da sociedade cooperativa”, disse Mafioletti.

Primeiro módulo - O curso teve início no dia 30 de agosto, com a participação do superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, que apresentou indicadores do cooperativismo e do agronegócio e os desafios que as cooperativas têm para os próximos anos, entre eles, o setor de armazenamento, que é estratégico para as cooperativas agropecuárias. De acordo com Ricken, o cooperativismo tem investido fortemente na agroindustrialização nos últimos anos e atualmente 43% das receitas das cooperativas são de produtos com valor agregado, sendo que a meta até 2015 é de chegar a 50%. No primeiro módulo, além da palestra inaugural, foram discutidos temas ligados à pós-colheita, no cenário da produção de grãos no Brasil, conduzidas pelo pesquisador da Embrapa/Soja e presidente da Abraphos, Irineu Lorini.

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AGRÁRIA: Wintershow 2013 confirma 60 expositores e ampla programação técnica

1agraria 17 09 2013De 16 a 18 de outubro, o distrito de Entre Rios, em Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná, fará novamente valer sua alcunha de polo regional de difusão de tecnologia de cereais de inverno. Há um mês para a abertura de mais uma edição, o Wintershow, da Cooperativa Agrária, conta com ampla programação e todos os 60 espaços de expositores vendidos. De cunho técnico, o evento espera receber mais de 2.000 pessoas.

Palestras - Nos dois primeiros dias, palestras de seis pesquisadores da Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) expõem a excelência das tecnologias desenvolvidas para trigo, cevada, canola, aveia, fertilidade, fitopatologia e mecanização agrícola. Quatro especialistas, sendo três nacionais e um convidado da Alemanha, apresentarão temas relacionados às novidades do mercado agrícola, manejo de doenças, influências climáticas e melhoramento de cevada.

Referência - Referência em tecnologias de cereais de inverno no Brasil, o Wintershow 2013 repete o formato do ano passado, sendo todo realizado nos campos da Fapa. “O distrito de Entre Rios é um polo regional de difusão de tecnologia de cereais de inverno”, frisou o presidente da Agrária, Jorge Karl. “As novidades e tecnologias desenvolvidas estarão novamente presentes no Wintershow”, acrescentou.

Programação - A programação inicia às 9h do dia 16 de outubro, com o palestrante convidado André Pessoa, da Agroconsult, que abordará o tema “Perspectivas de mercado agrícola de cereais de inverno e verão”. Em seguida, o especialista Dauri José Tessmann, da UEM (Universidade Estadual de Maringá), falará sobre “Manejo de doenças em cereais de inverno”.

Clima e melhoramento de cevada - No dia 17, o meteorologista do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Renato Lazinski, discorrerá, a partir das 9h, sobre a “Influência do clima nas produtividades das culturas de inverno e verão”. E, às 11h, terá lugar a palestra internacional com o pesquisador e melhorista alemão Markus Herz, da LfL (Bayerische Landesanstalt für Landwirtschaft - centro de pesquisa agrícola do Estado da Baviera), o qual apresentará “Avanços e perspectivas do melhoramento de cevada na Alemanha”.

Dinâmicas - Durante a tarde, ocorrerão as palestras simultâneas dos seis pesquisadores da Fapa, a partir das 13h30. Também haverá espaço destinado à dinâmica de máquinas agrícolas e test drive de pick-ups, com apresentação de novidades tecnológicas por parte de empresas expositoras. Produtores e interessados em adquirir equipamentos terão a oportunidade de avaliá-los com maior acuidade durante o balcão de negócios, que será realizado no dia 18. “O visitante poderá discutir detalhes com nosso pesquisador de mecanização agrícola”, explicou o coordenador da Fapa, Leandro Bren.

Produtividades acima da média - As pesquisas desenvolvidas pela Fapa possibilitam, aos cooperados da Agrária, materiais com produtividades acima da média brasileira, além de atender as demandas por qualidade exigidas pelos clientes das indústrias de malte, trigo, rações e óleo e farelo de soja da cooperativa. “A pesquisa na Agrária é o nosso norte em relação à atividade agrícola”, destacou Jorge Karl. “Estamos presentes em todos os elos da cadeia produtiva, desde a pesquisa até o fornecimento do produto final aos nossos clientes. E isso é apresentado no Wintershow”.

Recordes - O resultado da pesquisa, aliada às recomendações da assistência técnica específica, geraram produtividades recordes dos cooperados da Agrária, os quais chegaram a colher, em média, 4.400 kg/ha de cevada e 3.800 kg/ha de trigo (em 2011). Orientações agronômicas, como a época preferencial de plantio evitaram perdas, mesmo com as intensas geadas registradas em 2013.

Detalhes - A programação completa e demais detalhes estão disponíveis no site: www.wintershow.com.br. (Imprensa Agrária)

SERVIÇO:

WINTERSHOW 2013

Data: 16, 17 e 18 de outubro

Horário: das 8h30 às 18h30

Local: campos da FAPA, distrito de Entre Rios – Guarapuava (PR)

PROGRAMAÇÃO

DIA 16

9h - Perspectivas de mercado agrícola de cereais de inverno e verão – Palestrante André Pessoa – Agroconsult

11h – Manejo de doenças em cereais de inverno – Palestrante Dr. Dauri José Tessmann – UEM (Universidade Estadual de Maringá)

13h30 – Início das Palestras Simultâneas

16h00 – Dinâmica de Máquinas

DIA 17

9h – Influência do clima nas produtividades das culturas de inverno e verão – Palestrante Renato Lazinski

11h – Avanços e perspectivas do melhoramento de cevada na Alemanha – Palestrante Markus Hertz

13h30 – Início das Palestras Simultâneas – estações da FAPA

16h00 – Dinâmica de Máquinas

DIA 18

Balcão de negócios – Presença de instituições bancárias, concessionárias de veículos, empresas de máquinas agrícolas e implementos. Este dia é voltado para negociações de máquinas, equipamentos e veículos.

 

SICOOB I: Posto de atendimento é reinaugurado em Coronel Vivida

No dia 26 de agosto, o Sicoob Integrado fez a reinauguração de seu PA (Posto de Atendimento) na cidade de Coronel Vivida, no Sudoeste do Estado. Com a unidade totalmente remodelada, mais ampla e moderna, o Sicoob Integrado oferece mais comodidade a seus associados e colaboradores. Estiveram presentes na inauguração, além dos conselheiros, diretores e colaboradores do Sicoob Integrado, o prefeito municipal, Frank Anel Schiavini; o presidente da Associação Comercial, Antonio Baggio; o presidente do Sicoob Central Paraná, Jefferson Nogaroli; o diretor presidente do Sicoob Central Paraná, Mari - no Delgado; o superintendente de Relações Institucionais do Sicoob Central Paraná, Sérgio Gini; o assessor jurídico da Central, Blamir Machado e a gerente administrativo e financeiro da Central, Elenice Soares. (Informativo Sicoob Paraná)

SICOOB II: Cooperativas se unem no Sudoeste do Paraná

O Sicoob Integrado, de Coronel Vivida, e o Sicoob Sudoeste, de Pato Branco,  realizaram, no dia 26 de agosto, uma Assembleia Geral Extraordinária conjunta para completar as etapas exigidas pelo Banco Central visando a união entre as duas cooperativas. Com a aprovação unânime dos associados das duas cooperativas, a partir de agora o nome ficará apenas como Sicoob Integrado, tendo a sede jurídica na cidade de Pato Branco. No Conselho de Administração, Lindonês Colferai permanece no cargo de presidente até a próxima eleição. A vice-presidência passou a ser ocupada pelo antes presidente do Sicoob Sudoeste, Alcir Luiz Freisleben. Com a união, o Sicoob Integrado passa a contar com quase 6 mil associados e 11 postos de atendimento, expandindo a sua área de atuação até o município de União da Vitória.

Outra união – Também no dia 26 de agosto, os cooperados do Sicoob Vale do Iguaçu, de Dois Vizinhos, e do Sicoob Cresud, de Francisco Beltrão, votaram pela união das duas cooperativas em Assembleia Extraordinária realizada em Francisco Beltrão. Assim, a área de abrangência passa a 22 municípios do Sudoeste, sendo que a cooperativa já possui 15 postos de atendimento em 13 cidades. Será mantido o nome Sicoob Vale do Iguaçu, com sede administrativa em Francisco Beltrão. A nova cooperativa terá como presidente João Bactista Manfrói, que antes presidia o Sicoob Cresud, tendo como vice Gilmar Paulo Tomasson, anteriormente do Sicoob Vale do Iguaçu. Na opinião do presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Paraná, Jefferson Nogaroli, que participou das assembleias em Coronel Vivida e em Francisco Beltrão, a união das cooperativas do Sicoob no Sudoeste do Paraná, dará um ganho de escala significativo para impulsionar os negócios e beneficiar diretamente os associados. (Informativo Sicoob Paraná)

RAMO SAÚDE: Unimed Brasil realiza 43ª Convenção Nacional

Um dos ramos mais evidentes do cooperativismo é o da Saúde. Não há um só estado, capital, região metropolitana ou grande centro urbano que não tenha uma cooperativa de médicos, enfermeiros e outros profissionais dessa área. E, para prestigiar essa representatividade, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, participa da abertura da 43ª Convenção da Unimed.

Sustentabilidade - O evento começa nesta terça-feira (17/09) e vai até esta sexta-feira (20/09), em Belo Horizonte (MG), com a presença de dirigentes do Sistema Unimed de todo o Brasil. Juntos, eles discutirão a melhor forma de desenvolver esse modelo de negócios de forma sustentável, garantindo sua manutenção para os próximos 45 anos. Esta edição abordará o tema “Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade”, fatores que, segundo o presidente do Sistema Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, farão com que “o cooperativismo médico vá ainda mais longe, com energia e força para erguer um futuro de contínuo crescimento no cenário de saúde do País”.

Reinvenção - “Vivemos um momento de reinvenção. No entanto, uma coisa deve continuar entre nós para permanecermos no mercado: além da sorte, a dedicação a este sistema cooperativista”, destaca o dirigente. Ele deixa, ainda, uma mensagem aos cooperados, ressaltando a importância da participação no encontro: “aguardamos vocês para continuarmos escrevendo essa grande história de cooperativismo no Brasil”.

Representantes - Também representam o Sistema OCB na convenção, a gerente geral Tânia Zanella e o coordenador do ramo Saúde, Laudo Rogério dos Santos. (Informe OCB)

COPACOL: Entregue o terceiro veículo da promoção 50 anos

Com muita alegria e emoção Luciano Araújo Martins, de Campo Grande MS, recebeu na tarde desta segunda-feira (16/09), o terceiro carro da promoção Copacol 50 anos 50 Super Prêmios. Nem a forte chuva que caiu no momento da entrega atrapalhou a organização e a cerimonia, que aconteceu na concessionária da Hyundai de Cascavel, com a entrega do terceiro veículo HB20.

Felicidade - “Estou muito contente é uma felicidade inexplicável vim até aqui para receber este carro novinho, só tenho a agradecer a Copacol por produzir alimentos de qualidade e saborosos que e ainda dá a oportunidade dos consumidores participarem desta promoção, isto mostra o respeito e a valorização que a empresa tem”, afirma Luciano que comprou os produtos Copacol e logo se cadastrou no site www.promocopacol.com.br

Fortalecimento da marca - O prêmio foi entregue pelo diretor presidente, Valter Pitol, diretor vice-presidente Emílio Gonçalves Mori e pelo gerente nacional de vendas Sandro Luiz Facchini. “Entregamos o terceiro carro desta grande promoção que estamos promovendo em comemoração aos 50 anos da cooperativa, com esta ação fortalecemos a nossa marca e a visibilidade dos produtos Copacol nas gôndolas dos supermercados e ainda, damos a oportunidade dos consumidores de todo o país participar e comemorar o nosso cinquentenário”, destaca Pitol.

Maior campanha - Considerada a maior campanha já realizada pela cooperativa, a promoção começou no mês de junho e segue até dezembro. Os próximos sorteios comtemplam uma Range Rover, 2 veículos HB20, além de televisores, X Box, home theaters, câmeras digitais, tablets e blue rays.

Para participar - Para participar da promoção  é fácil, basta comprar dois produtos Copacol, cadastrar os cupons fiscais e o código de barras da embalagem no hotsite www.promocopacol.com.br e já estará concorrendo. O próximo sorteio acontece no dia 02 de outubro, são mais oito prêmios, com destaque para o veículo HB20. (Imprensa Copacol)

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SESCOOP: Conselho Nacional vai deliberar sobre proposta de reformulação orçamentária

sescoop 17 09 2013O Conselho Nacional do Sescoop se reúne nesta terça-feira, na Casa do Cooperativismo, em Brasília, para deliberar sobre a proposta de reformulação orçamentária das unidades nacional e estaduais. Se aprovada, a proposta balizará o monitoramento das ações finalísticas e das áreas administrativo-financeiras da instituição neste segundo semestre. Os projetos e ações estratégicas planejadas para 2013 levam em conta a busca permanente pela agregação de competências internas e externas, gerando economicidade, sem perder de vista o foco nos resultados.

Indicadores - Os ganhos das ações e projetos serão monitorados e avaliados por um conjunto robusto de indicadores que auxiliarão o Sistema OCB no monitoramento das transformações produzidas junto aos cooperados. De acordo com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, a proposta de reformulação orçamentária coloca o Sistema OCB nos trilhos do desenvolvimento nacional. “Essa proposta amplia significativamente a capacidade do Sistema de reforçar sua presença na agenda nacional, ao passo que assegura a melhoria das condições de vida do seu público-alvo”, considera Nobile.

Validação - Antes de ser levada a aprovação do Conselho Nacional – composto por representantes do governo, das cooperativas brasileiras e dos nossos cooperados – a proposta foi validada pelo Conselho Fiscal da instituição.

2014 - Após a provação da proposta, pelo Conselho Nacional, a Gerência de Planejamento do Sistema OCB iniciará o ciclo da elaboração da Proposta Orçamentária 2014. Essa nova etapa envolverá a participação das equipes técnicas e gerenciais das unidades estaduais e nacional. “Foco em resultados, simplicidade e objetividade são os motes desta empreitada, por isso, o envolvimento de todos é essencial”, enfatizou o gerente. (Informe OCB)

 

ISI: Senai inaugura seu primeiro Instituto de Inovação do Brasil no Paraná

laboratario-ISI 17 09 2013O Instituto Senai de Inovação (ISI) no Paraná foi inaugurado, nesta terça-feira (17/09), com a possibilidade de desenvolvimento de diversas linhas de pesquisa aplicada, em diferentes segmentos da indústria. Com equipamentos exclusivos no Brasil, o instituto vai oferecer soluções inéditas, ou que até então eram importadas pelas empresas, quando necessárias.O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, participou da solenidade de inauguração. 

Linhas de atuação - Uma das linhas de atuação será na análise de líquidos, por sensores eletroquímicos. A partir da sua estrutura, o instituto vai oferecer uma análise rápida sobre a qualidade da água ou do leite, por exemplo. O equipamento poderá analisar e determinar a qualidade de uma determinada amostra de bebida. Com o instrumento, a população e as indústrias produtoras passam a ter à disposição uma ferramenta no controle de qualidade dos produtos.

Patologias - A partir da inauguração, o ISI – PR também começará a desenvolver pesquisas e tecnologias que auxiliarão nos diagnósticos de patologias – de origem animal ou humana – por meio de sensores eletroquímicos. A detecção das doenças que provocam abortos entre bovinos – um dos problemas de maior impacto nos rebanhos – é outra das possíveis linhas de atuação do Instituto. O mesmo instrumento vai possibilitar também a detecção de doenças em animais domésticos, o que vai possibilitar sua adoção em petshops, mercado em ascensão no Brasil, que já ocupa a segunda posição mundial no segmento.

Tintas - Outra importante contribuição do Instituto Senai de Inovação no Paraná, em parceria com institutos de inovação do Senai de Minas Gerais e de São Paulo, será o trabalho de  desenvolvimento de tintas contendo nanocápsulas, que poderão permitir a regeneração pós riscos ou pequenos danos. Serão tintas “inteligentes”, “autocicatrizantes”. Esta linha de pesquisa deverá ser um diferencial para o segmento de veículos automotores, de cosméticos e de móveis, por exemplo.

Materiais nanestruturados - Outro equipamento inédito na pesquisa aplicada à indústria é o Spark Plasma Sintering (SPS), que permitirá produzir novos materiais nanoestruturados, unindo metal à cerâmica. Testes de tração mostram que essa união é mais forte que o próprio metal, o que favorece seu uso em ambientes de altíssimas temperaturas, como motores de carros ou microturbinas, por exemplo.

S3IE – A inauguração do  ISI de Curitiba acontece durante o 1º Seminário Internacional de Inovação Industrial em Eletroquímica – S3IE. A proposta do evento é estreitar a relação da indústria com a inovação, tendo a eletroquímica como indutora do processo. Representantes de universidades e dos mais renomados centros de pesquisa – nacionais e internacionais – apresentarão suas pesquisas aplicadas em Eletroquímica. Mais informações no site  http://s3ie.senaipr.org.br. (Agência Fiep de Notícias)

 

BRASIL: Balança comercial melhora desempenho e reduz déficit acumulado no ano

A balança comercial brasileira registrou novo superávit (exportações maiores do que importações) na segunda semana de setembro, de US$ 617 milhões. Com isso, o déficit acumulado no ano voltou a cair, de US$ 3,47 bilhões para US$ 2,85 bilhões. O superávit da segunda semana foi resultado de exportações de US$ 5,22 bilhões e importações de US$ 4,61 bilhões. As vendas externas de produtos básicos, ou seja, sem valor agregado, foram as principais responsáveis pelo resultado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16/09) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Produtos básicos - As exportações de produtos básicos tiveram elevação de 23,8% na comparação com a primeira semana de setembro, segundo o critério da média diária. Os itens que encabeçaram a alta foram petróleo bruto, minérios de ferro e cobre, milho e café. Na análise do mês, comparando-se a média diária acumulada de setembro deste ano com a do mesmo mês de 2012, as vendas de não industrializados aumentaram 3,1%, por conta, principalmente, de petróleo bruto, farelo e grão de soja, carne bovina e minério de cobre. As vendas de produtos de maior valor agregado (manufaturados e semimanufaturados) caíram tanto na comparação semanal quanto na mensal.

Petróleo - A elevação das vendas externas de petróleo pode apontar um início de recuperação da balança brasileira. Em função de fatores como aumento da demanda interna e parada programada para manutenção de plataformas de petróleo, o Brasil exportou menos e importou mais o produto em 2013. A situação provocou resultados deficitários sucessivos na balança. No início do mês, ao comentar os números da balança de agosto, o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, disse que o encerramento de 2013 com superávit dependeria da retomada da produção do combustível.

Importações - As importações também apontaram uma mudança na situação do petróleo. As compras brasileiras de combustíveis e lubrificantes, que estavam em ascensão, caíram 5,7% nas duas primeiras semanas de setembro deste ano, ante o mesmo mês de 2012, de acordo com o critério da média diária. No geral, as aquisições do Brasil no exterior registraram queda de 1,1% no período, com média diária de US$ 907,6 milhões. (Agência Brasil)

INFRAESTRUTURA: Governo faz mais ajustes na concessão de rodovias

infraestrutura 17 09 2013Emparedado diante do fracasso do leilão da rodovia BR-262, que não teve interessados, o governo corre contra o tempo para dar mais segurança aos investidores. Contrariada, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se ontem com os ministros e assessores envolvidos no programa de concessões. A primeira providência será eliminar o "risco Dnit" dos contratos, informou César Borges, dos Transportes, após o encontro.

Temores - Dos 375 quilômetros de duplicação da rodovia que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, 180 km são responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Isso despertava temores nas empresas. Se a autarquia atrasar a obra, comprometerá o fluxo de tráfego e as receitas da concessionária. O governo pretende dar garantias de que assumirá esse risco.

Corpo a corpo - Ao mesmo tempo, a presidente recomendou aos ministros e assessores que façam um "corpo a corpo" com cada uma das empresas que pediram certidão negativa para participar do leilão, a fim de conhecer os reais motivos da desistência. A intenção é saber até que ponto eventuais ajustes no edital permitirão a retomada da licitação no curto prazo. No Planalto, a convicção ainda é de que o fracasso se deve a razões políticas, com o risco jurídico criado pela oposição da bancada capixaba no Congresso à cobrança de pedágio.

Pedágio - A exigência de duplicação de todos os trechos licitados nos primeiros cinco anos da concessão seria uma das razões para os altos preços dos pedágios. Este, porém, é um ponto de honra para a presidente. O ministro dos Transportes disse ser "inaceitável" a mudança dessa regra.

Desistência - O governo também desistiu de licitar mais de um trecho de rodovia por leilão. No modelo inicial, os nove lotes que serão vendidos estavam agrupados em cinco leilões diferentes. O único trecho que seria vendido separadamente era o da BR 101, na Bahia, cujo leilão está mantido para o fim de outubro. (Valor Econômico)

 

AGRICULTURA: Com Patrulhas do Campo, Paraná já recuperou 700 km de estradas rurais

agricultura 17 09 2013As 30 Patrulhas do Campo que o governo estadual repassou aos consórcios municipais estão trabalhando a todo o vapor e já recuperaram 700 quilômetros de estradas rurais em todo o Paraná. De junho para cá, 44 municípios já receberam o conjunto de equipamentos e puderam melhorar as condições das estradas, beneficiando diretamente milhares de famílias da área agrícola.

Ariranha do Ivaí - Ariranha do Ivaí, no Norte do Paraná, tem 2.500 habitantes, boa parte da área rural, onde está a principal base econômica da cidade. O principal transtorno dos habitantes era a má condição das estradas rurais, porque dificultava o escoamento da produção, o tráfego de veículos escolares e o deslocamento dos moradores. Há quinze dias, uma Patrulha do Campo chegou ao município. “Quando chovia a criança ficava fora da sala de aula. Se alguém ficava doente era um transtorno para levar ao médico ou hospital. Um problema frequente, que vai acabar com a vinda da patrulha”, afirmou o prefeito Sílvio Petrassi.

Conjunto - Cada patrulha é formada por escavadeira, trator de esteira, motoniveladora, pá-carregadeira, rolo compactador, caminhão-comboio, carreta para as máquinas e cinco caminhões basculantes. O conjunto é repassado para consórcios intermunicipais e utilizado em rodízio, conforme acordo entre os próprios municípios. Até agora, 125 municípios já estão aptos a receber a patrulha do campo.

Ajuda - “Uma ideia brilhante, que veio pra ficar”, afirma o prefeito de Ariranha do Ivaí, que é também presidente do Consórcio Vale do Ivaí – do qual também fazem parte os municípios de Ivaiporã, Nova Tebas, Arapoã, Jardim Alegre, Borrazópolis e Grandes Rios. Ele ressalta que há anos não se via um trabalho como este. “Os municípios jamais conseguiriam uma estrada com essa qualidade se não tivessem a ajuda do governo do Estado”, afirmou o prefeito.

Melhoria de vida – Além de melhorar o escoamento da produção agrícola, as novas estradas facilitam o acesso a áreas rurais, por onde passam transportes escolares e unidades de saúde. A professora Silvia Vieira Vegam mora no Bairro Salto do Ariranha há quase 10 anos e todos os dias tem de se deslocar 15 quilômetros para dar aula na área urbana da cidade. Ela conta que havia trechos onde os veículos só passavam com a ajuda de tratores. "Só puxado no trator. As condições eram péssimas mesmo. O transporte vinha até certa altura, depois as crianças tinham que descer e continuar a pé", lembra.

Dificuldade - Ozoel Martins Lustosa é pecuarista e conta como era difícil o transporte de animais da sua fazenda. "A estrada era horrível. Quebrava os carros e caminhões. Agora posso carregar meu gado. Antes ficava uma semana sem o caminhão passar por lá".

Caráter social - “Além de toda a melhoria que estas estradas proporcionam para o escoamento da produção, esse programa tem caráter social por beneficiar diretamente a vida dessas pessoas”, afirmou o presidente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário (Codapar), responsável pelo programa, Tino Stankievskz.

Estradas de qualidade – O presidente da Codapar explica que o principal foco do programa é realizar um trabalho de qualidade. “Geralmente os municípios fazem um trabalho que deixa a estrada numa condição boa por um curto período apenas. Uma estrada readequada nos moldes do programa tem durabilidade de 20 anos, apenas com eventuais manutenções periódicas”, destacou. A atuação da Codapar, segundo Stankievskz, objetiva melhorar esta visão dos municípios para que continuem com a prática de executarem obras de qualidade e resistentes.

Práticas conservacionistas - Os trabalhos da Patrulha do Campo também seguem as práticas conservacionistas: não desrespeitam o meio ambiente e ajudam a combater problemas de solo, como a erosão. “Não adianta fazer uma estrada bonita se a propriedade tem problema de erosão. Então, antes de fazermos a estrada estudamos a conservação do local para realizar a obra da melhor maneira possível”, explica Tino Stankievski. “É uma nova filosofia proposta para um setor tão importante para a qualidade de vida dos trabalhadores do campo. É um programa de Estado, estruturante, que vem para ficar, e não um programa de governo, temporário”, acrescenta o coordenador do programa, Jair Vendrúscolo. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EUA: Fed deve dar início à redução de estímulo monetário

eua 17 09 2013Em uma surpreendente mudança de cenário, o mercado começou a semana com a desistência de Lawrence Summers como candidato à presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em substituição a Ben Bernanke, a partir de janeiro. É cedo, entretanto, para dizer que Janet Yellen é agora, por definição, certeza para o cargo no Fed. Mas, ao menos, "um bode" saiu da sala nos próximos dias, descomprimindo um pouco as tensões em torno do encontro do Fed.

Normalização - A reunião do Fed desta quarta-feira (18/09) deve dar início à normalização da política monetária dos EUA, após cinco anos de expansão quantitativa importante, juros próximos de zero e sinais de recuperação da economia. Este último ponto, porém, é objeto de intenso debate não somente entre os economistas e o mercado financeiro, mas dentro do próprio banco central americano. Se os sinais advindos da atividade econômica são mistos, seria inequívoco que a hora de diminuir os estímulos monetários chegou? Para 13 de 16 instituições financeiras estrangeiras entrevistadas pelo Valor, a resposta é sim.

Questionamentos - Foi feita a mesma pergunta a todos os entrevistados: "Quando o programa mensal de compras de ativos do Fed começará a ser reduzido e em que volume?". As instituições entrevistadas, todas em Nova York, foram: Capital Economics, Standard Chatered, Bank of America Merril Lynch, J.P. Morgan, HSBC, Societé Generale, UBS, Mint Partners, Jefferies, Citigroup, Barclays, Rabobank, Deutsche Bank, BNP Paribas, Santander e Credit Suisse.

Títulos do Tesouro e papéis hipotecários - Para a maioria das casas, a redução das compras de Treasuries (títulos do Tesouro) e papéis hipotecários (MBS) pelo Fed neste mês ficará entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, dos atuais US$ 85 bilhões mensais, um passo lento e condizente com a sinalização de Bernanke de que o programa teria fim em meados de 2014, quando a taxa de desemprego estaria próxima a 7%.

Divisão das compras - Thomas Costerg, economista do Standard Chatered, diz que "os dados econômicos recentes têm sido mistos e apoiam essa redução leve", e que o foco "tende a ser em Treasuries porque o Fed pode estar preocupado com o impacto do aumento das taxas hipotecárias". O banco ressalta que existe a possibilidade de o Fed dividir essas compras para atender as diferenças entre os integrantes do Fomc (comitê de política monetária do Fed).

Custo x benefício - Kevin Logan, economista-chefe do HSBC para os EUA, acredita que o Fed está considerando mais os potenciais custos do "quantitative easing" (QE, afrouxamento monetário) do que os benefícios para a economia americana. Segundo Logan, indicadores econômicos do país estão "bons o suficiente" para justificar tal ação.

Mercado de trabalho - Paul Dales, da Capital Economics, que vê redução já neste mês, diz que "a melhora do mercado de trabalho nos últimos 12 meses justifica tal movimento, mas recentes resultados mistos dão espaço para qualquer decisão [de diminuir ou não]. "Se [a redução] virá em setembro ou dezembro, é irrelevante para as perspectivas econômicas. Até agora não há nenhuma evidência de que as compras ao longo do último ano aceleraram a queda da taxa de desemprego."

Leitura mista - De fato, a leitura "mista" dos indicadores econômicos pode ser a base para uma surpresa do Fed, ou seja, a protelação da primeira redução. No caso específico da taxa de desemprego, se o nível caiu de 7,8% para 7,3% desde que o programa de compras por tempo indeterminado foi lançado, em setembro de 2012, há muito questionamento acerca da "qualidade" desta queda. Fatores como o encolhimento da população economicamente ativa, por exemplo, tiveram influência neste movimento.

Em linha - De toda forma, a economia deverá estar andando em linha com as projeções do Fed para que o fim do QE aconteça. A publicação da atualização destes números nesta reunião será de fundamental importância para que o quadro dos próximos meses seja desenhado.

Surpresa positiva - Bill Blain, da corretora britânica Mint Partners, diz que a economia pode surpreender positivamente e, assim, os retornos dos títulos de 10 anos podem se mover rapidamente para o intervalo de 4% a 5%.

Dependência - Em opinião diferente, Laura Rosner, economista para os EUA do BNP Paribas, diz que "o Fed tem trabalhado muito duro para sublinhar a sua dependência dos dados em sua comunicação recente e que o caminho de redução gradual do QE mais para o fim do ano foi condicionado à sua previsão". A economista lembra que os juros [de mercado] "subiram muito mais rápido do que era a intenção do Fed; os dados não estão mostrando aceleração do crescimento e a inflação ainda é muito baixa". "Levar a cabo esta redução em meio a um cenário econômico medíocre será uma escolha difícil." O BNP espera apenas para dezembro o primeiro movimento do BC e seu fim em setembro de 2014, o que implicaria um volume total de US$ 1,5 trilhão de compras de ativos pelo Fed.

Momento - Outra questão relevante é o momento da mudança de viés na política monetária, sinalizada pelo Fed para 2015. Há uma crescente expectativa de que o BC americano possa reduzir os parâmetros de desemprego e inflação de forma a "jogar mais para frente" a expectativa de alta dos juros, amenizando o impacto da menor liquidez via compra de títulos. Seria uma forma de reforçar o "forward guidance" (orientação futura) e manter a curva de juros "comportada". O BNP e o Santander acreditam que o "parâmetro" para a taxa de desemprego possa cair de 6,5% para 6%. Sobre a inflação, poderia ser introduzido um limiar para baixo também: o Fed não toleraria uma taxa acima de 2,5% tampouco abaixo de 1,5%. (Valor Econômico)

 

CHINA: Zona de livre comércio de Xangai começa em outubro

A zona de livre comércio planejada para Xangai será oficialmente lançada em 1 de outubro, informou o Ministério do Comércio da China nesta terça-feira (17/09). De acordo com anúncios oficiais, dentro da zona, o governo poderá permitir o investimento estrangeiro em uma ampla gama de indústrias, especialmente no setor de serviços. Entre janeiro e agosto, a China atraiu US$ 79,8 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED), montante 6,4% superior ao registrado no mesmo período de 2012.

Expectativa - Segundo Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio chinês a expectativa é que o IED de 2013 seja superior ao verificado no ano passado. Além disso, ele afirmou que o setor de comércio deve estabilizar e se recuperar nos próximos meses deste ano, liderado por uma recuperação nos países desenvolvidos.

Detalhes - O porta-voz do ministério chinês afirmou que a zona de livre comércio de Xangai será lançada no início de outubro, revelando uma data oficial pela primeira vez. Shen disse que o Conselho de Estado iria oferecer mais detalhes. "Os detalhes de como a zona de livre comércio de Xangai funcionará continuam incompletos e devem permanecer assim mesmo após a abertura formal da zona", avaliaram Mark Williams e Wang Qinwei, da Capital Economics, em uma nota de pesquisa divulgada na semana passada. (Dow Jones Newswires / Agência Estado)


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