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INTERCÂMBIO: Sescoop/PR e Universidade Positivo promovem módulo internacional em Israel

Um grupo de cooperados e colaboradores de cooperativas da Região dos Campos Gerais realizam até o dia 19 de fevereiro uma imersão a Israel, país conhecido como a ´nação start-up´ e mundialmente reconhecido pelas soluções tecnológicas aplicadas à agricultura. A viagem técnica consiste em um módulo internacional da pós-graduação/especialização em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio, oferecido pela Universidade Positivo em parceria com o Sescoop-PR. Também integram o grupo pós-graduandos da especialização em Marketing para Cooperativas. Os dois cursos são oferecidos pelo Núcleo de Estudos e Laboratório de Agronegócio da Universidade Positivo. Acompanham a comitiva o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche e a analista da Gerência de Desenvolvimento Cooperativista, Carolina Bianoa Teodoro, o diretor de marketing do Grupo Positivo, Rogerio Mainardes, o coordenador da Pós em Gestão Estratégica no Agronegócio, Giovani Ferreira e a coordenadora da Pós de Markeitng para Cooperativas, professora Anelise Araújo.

Inovação e Tecnologia – A programação explora o ambiente inovador e de tecnologia do país. De universidades a centros de pesquisa, as aulas, palestras e visitas técnicas pautam um agronegócio moderno e sustentável, onde produzir não é opção, mas condição à sobrevivência e soberania de toda uma nação. Com mais de 60% de seu território deserto e com a apenas quatro meses de chuvas (média de 500 mm de novembro a fevereiro), Israel aposta na tecnologia, aliada à ciência básica, para explorar e potencializar os poucos recursos naturais disponíveis. É do uso racional do solo e da água que o país de 8,7 milhões de habitantes consegue ser autossuficiente em várias cadeias produtivas, em especial de leite, frutas, verduras, legumes, flores e cereais. Frutas, flores e legumes também se destacam na pauta de exportação.

Água Commodity – A disponibilidade de água sempre foi a principal preocupação de Israel. Hoje, graças a tecnologias de dessalinização e reciclagem, além é claro da conscientização da população urbana e do uso racional da água na agricultura, essa é uma limitação amplamente administrável. Contudo, não apenas em Israel como no mundo, a agricultura trabalha em busca de sistemas mais sustentáveis, o que passa pelo desenvolvimento de técnicas e tecnologias de irrigação mais eficientes e racionais no uso dos recursos naturais. Foi em Israel onde surgiram ou foram aprimorados os sistemas mundiais de irrigação, como por exemplo o gotejamento. Agora, por um agronegócio não apenas mais sustentável, como mais competitivo, a palavra de ordem é fertirrigação e quimigação, onde junto com a água se aplica fertilizantes, nutrientes e defensivos agrícolas.

PIB x Pesquisa – Para se ter uma ideia da importância do agronegócio, primeiramente como segurança e abastecimento alimentar, assim como para a economia do país, depois do Ministério da Defesa, o Ministério da Agricultura é o que recebe a maior parte dos recursos do governo. A verba é aplicada em extensão rural, crédito, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias. Proporcionalmente, Israel também é o país que mais investe em pesquisa no mundo, o equivalente a 4,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Estima-se que 50% da água disponibilizada do país vai para agricultura. Por outro lado, 90% da água residual é tratada e reutilizada na agricultura e na indústria. Se no Brasil commodity é sinônimo de soja e milho, em Israel a principal das commodities é a água.

Capacitação – Para Leonardo Boesche, o módulo internacional também representa uma inovação para o Sescoop-PR. “Essa é a primeira turma de especialização com um módulo no exterior, com um conteúdo focado em inovação, tecnologia e sustentabilidade.” Boesche destaca não apenas o aspecto tecnológico e de mercado proporcionado pelo intercâmbio, bem como as questões culturais, que acabam sendo decisivas na implantação de modelos/sistemas como o de Israel que podem ser replicados em países como o Brasil e, porque não, nas cooperativas, principalmente quando se fala de tecnologia aplicada, ressalta.

Tecnologia e informação – Giovani Ferreira, coordenador da pós pela Universidade Positivo, explica que não dá para falar de inovação e tecnologia sem olhar, se relacionar e tomar conhecimento do mundo cada vez mais globalizado do agronegócio. “As demandas são similares e as soluções integradas. Isso no campo e no mercado. Não basta ser sustentável. É preciso ser eficiente e competitivo. E não tem como criar esse ambiente que não seja pela tecnologia e informação”, destaca Ferreira. Sobre a relevância e o residual do intercâmbio, o coordenador do curso entende que “assim como o agronegócio, o conhecimento também não tem fronteiras.”

Educação e formação – Para a Universidade Positivo, o módulo internacional chega para consolidar e pavimentar uma nova era na educação e formação profissional da instituição, a do agronegócio. Para Rogério Mainardes, diretor de marketing desenvolvimento de negócios da área educacional do grupo, o investimento no setor mostra que a universidade está conectada às demandas do mercado. “Queremos oferecer não apenas a melhor educação, como formar profissionais mais preparados e alinhados à necessidade do mundo moderno e globalizado.”

Comitiva – Integram o grupo profissionais e cooperados das cooperativas Castrolanda, Frísia, Sicredi e Coonagro, Sescoop-PR e Universidade Positivo. A imersão em Israel ocorre de 9 a 19 de fevereiro.

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