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COPAGRIL: Falta de micronutrientes pode limitar produtividade de soja e milho

Experimentos realizados na região Oeste paranaense apontam que a falta de micronutrientes pode causar limitação de produtividade nas culturas de soja e milho. A informação é do professor  doutor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marcelo Augusto Batista, que proferiu palestra a produtores associados da Copagril, no último sábado (23/03), na sede da AACC, em Marechal Cândido Rondon (PR).

Tema - O tema da palestra foi "Manejo Nutricional Via Foliar". A intenção foi enfatizar a importância dos nutrientes, tanto macro como micronutrientes. “Para definição de produtividade a planta precisa ter um bom material genético, um bom clima e uma boa nutrição. No entanto, temos observado que muitos produtores têm se preocupado com os macronutrientes, mas não levam em consideram a importância dos micronutrientes”, salienta. Diante dessa constatação, o docente costuma fazer uma analogia das plantas com o ser humano, ao realizar a seguinte indagação: “Para o ser humano é mais importante respirar ou comer? Todas as pessoas respondem: ‘respirar’. Mas na verdade, se a pessoa parar de respirar ela morre, e se ela parar de comer também morre. Então os dois itens são essenciais. O mesmo acontece com a planta: tanto os macro como os micronutrientes são essenciais”, frisa. Conforme o professor, a única diferença entre eles é a quantidade que a planta precisa para se desenvolver e produzir.

Elementos - Para buscar identificar que tipos de nutrientes mais impactam na produtividade a universidade realizou um “experimento de elemento faltante” na cultura do milho, em que, para cada amostra foi retirado um elemento da adubação de solo: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K) e Zinco (Z), além de ter uma amostra completa (com todos os nutrientes) e outra sem qualquer nutriente. A hipótese inicial do estudo era de que o Nitrogênio seria o elemento que proporcionaria maior limitação da produção de milho, em razão do consumo da planta ser maior desse elemento (em quantidade), que é um macronutriente. No entanto, curiosamente o maior limitador foi o zinco, que é um micronutriente. “Ao mesmo tempo, isso não quer dizer que em todas as lavouras o problema é o zinco. É necessário fazer um bom diagnóstico e um bom acompanhamento, entender o histórico, ter uma boa análise de solo e de folha”, recomenda Marcelo Batista.

Deficiências - Enquanto o zinco pode estar faltando na lavoura de milho, em soja é mais comum a deficiência de manganês (Mn), assim como o elemento boro (B) costuma faltar em ambas as culturas. “Também chamo a atenção para a importância do molibdênio (Mo), usado para fixação biológica de nitrogênio em soja, e para maior eficiência do nitrogênio em milho, ainda mais considerando que N é um macronutriente essencial nas duas culturas”, pontua o professor universitário.

Aplicação - A aplicação dos micronutrientes pode ter respostas diferentes no caso do solo ou da folha, conforme a condição de cada um. “De forma geral, a aplicação foliar é mais eficiente porque se aplica direto no alvo, que é a planta. Já quando os nutrientes são aplicados no solo, muitas coisas podem acontecer com eles, uma delas é que sejam absorvidos pela planta. Ainda assim, a fonte principal de fornecimento de nutrientes é via solo, que é por onde corrigimos os problemas. Sendo assim, podemos usar uma suplementação via folha, que é uma prática que vem ganhado força nos últimos anos, com disponibilidade de maior tecnologia em produtos e até mesmo por termos observado vantagens nessas aplicações foliares, consistindo-se em mais uma ferramenta a mais à disposição dos produtores rurais”, conclui Marcelo Batista. (Imprensa Copagril)

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