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PARALISAÇÃO: Caminhoneiros mantêm sinalização de greve dia 29

 

paralisacao 22 04 2019A semana será decisiva para uma possível greve dos caminhoneiros, previamente marcada para o dia 29 deste mês. Integrantes da Confederação Nacional dos Transportadores  Autônomos (CNTA) serão recebidos nesta segunda-feira (22/04) pelo ministro da  Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Depois que a Petrobras reajustou o diesel em 4,84% na quinta-feira (18/04), lideranças da categoria elevaram o tom da crítica ao governo. Caminhoneiros reclamam que não estão sendo ouvidos.

 

Aumento do diesel - De acordo com a CNTA, o reajuste do diesel "aumentou ainda mais a tensão instalada na categoria, que carrega desde o ano passado a frustração de não ter a Lei do Piso Mínimo do Frete cumprida".

 

Saídas - O caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedeco, de Curitiba, uma das lideranças, disse nete domingo (21/04) que só há duas saídas para evitar a greve. "Ou o governo faz valer o piso mínimo em todo o país no prazo máximo de três dias após essa reunião, ou reduz em torno de R$ 0,50 a R$ 0,60 o preço do diesel até que o piso comece a valer", disse. A principal fonte de insatisfação é o não cumprimento do piso para o frete, dizem os caminhoneiros. A categoria tentou uma paralisação em 30 de março, mas, com baixa adesão, lideranças decidiram recuar.

 

Divisão - Batizado como "Onyx Lorenzone" [sic], em referência ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o novo movimento divide a categoria, já que algumas entidades sindicais identificaram boa vontade no pacote anunciado dia 16 pelo governo.

 

Linha de crédito - Na ocasião o governo criou uma linha de crédito de R$ 30 mil por caminhoneiro para manutenção de veículos e compra de pneus, lançou o um cartão para pagamento prévio de combustível de forma a proteger o motorista de eventuais reajustes mais a liberação de R$ 2 bilhões para reparo das rodovias federais.

 

Consulta - A CNTA consultou sua base de associados - 140 sindicatos, nove federações e uma associação colaborativa - e concluiu que há "insatisfação generalizada".

 

Sem representatividade - Caminhoneiros se queixam que as lideranças que negociam com o Planalto não os representam. "Infelizmente o governo tem escutado lideranças que não têm caminhão, não sabem o custo que é ter um caminhão, quanto custa um pneu, quanto se gasta de óleo, não sabem quanto de média faz um caminhão", diz Wanderlei Alves, um dos líderes da categoria.

 

Chorão - Nas reuniões com o governo, a categoria vem sendo representada pelo caminhoneiro Wallace Landim, o Chorão, de Catalão (GO). Chorão contaria com a confiança do diretor do Sindicam (sindicato dos autônomos da Baixada Santista e Vale do Ribeira), José Cícero Rodrigues, e do presidente do Sinditac-VR (Volta Redonda e Sul Fluminense), Francisco Wild. Com influência em áreas bastante afetadas pela greve de 2018, ambos garantem que os caminhoneiros dessas regiões não vão aderir a uma greve neste momento. (Valor Econômico)

 

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