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INTERNACIONAL: Trump adia parte das novas tarifas para não afetar vendas de Natal

 

internacional 14 08 2019O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou de seu prazo de 1º de setembro para a adoção de tarifas de 10% sobre as importações chinesas ainda não taxadas, adiando impostos sobre celulares, laptops e outros bens de consumo, na esperança de amenizar o impacto nas vendas nas festas de fim de ano.

 

Reflexos - O adiamento - que afeta cerca de metade dos bens chineses equivalentes a US$ 300 bilhões que serão alvo das tarifas - junto com notícias de uma retomada das negociações comerciais entre autoridades americanas e chinesas elevaram fortemente as ações e causaram um alívio cauteloso entre varejistas e grupos de tecnologia.

 

Em vigor - A tarifa de 10% de Trump entrará em vigor em 15 de dezembro para milhares de produtos, de peças de vestuário a calçados, e provavelmente vai proteger a temporada de vendas natalinas de parte dos efeitos colaterais da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. Até essa data, todas as importações desses produtos chineses para venda no Natal já terão sido feitas.

 

Natal - "Estamos fazendo isso pela época do Natal, só para o caso de que algumas das tarifas tenham um impacto sobre os clientes americanos", disse Trump a jornalistas, ao explicar o adiamento das tarifas.

 

Anúncio - O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou a decisão poucos minutos depois de o Ministério do Comércio da China informar que o vice-premiê Liu He recebera um telefonema de autoridades comerciais dos EUA, e que eles voltariam a conversar na próxima semana. Trump tem dito que os dois lados ainda podem se reunir no começo de setembro, como estava marcado.

 

Alta - O adiamento das tarifas sobre uma parte substancial da lista de US$ 300 bilhões em produtos chineses importados causou uma alta significativa das ações americanas, depois de fortes perdas na última semana. O índice S&P 500 subiu 1,5% e o Nasdaq Composite, quase 2%. As ações da Apple dispararam 4,2% com a notícia de que seus principais produtos em iPhones, tablets e laptops seriam poupados das tarifas por enquanto.

 

Queda - Desde os tuítes de Trump em 1º de agosto, que anunciaram as novas tarifas, o índice referencial de ações S&P caiu mais de 4%.

 

Produtos - O governo Trump, porém, ainda planeja impor a tarifa de 10% sobre milhares de produtos chineses das áreas de alimentação, vestuário e bens de consumo eletrônicos a partir de 1º de setembro. Entre eles estão relógios inteligentes da Apple e da Fitbit, alto-falantes inteligentes da Amazon, do Google e da Apple, e fones de ouvido e outros aparelhos bluetooth, produtos de valor estimado em US$ 17,9 bilhões no ano passado pela Consumer Technology Association.

 

TV - TVs de tela plana da China, categoria avaliada em US$ 4,5 bilhões, também sofrerão a aplicação das tarifas de 10% em 1º de setembro, após terem sido poupadas na primeira rodada de tarifas de Trump, mais de um ano atrás. Animais vivos, laticínios, esquis, bolas de golfe, lentes de contato e baterias de lítio são outros produtos que serão taxados a partir de setembro.

 

Metade da lista - Com base em análise da Reuters, o adiamento deverá beneficiar cerca de metade da lista de US$ 300 bilhões dos produtos chineses incluídos na nova tarifa. Os produtos importados da China sujeitos a tarifas em 15 de dezembro totalizavam cerca de US$ 156 bilhões no ano passado, de acordo com dados do Departamento de Censo.

 

Associação de Varejo - A Associação dos Dirigentes do Setor de Varejo disse que "tirar alguns produtos da lista e adiar a adoção do adicional de 10% das tarifas sobre outros produtos, como brinquedos, produtos eletrônicos de consumo, confecções e calçados até 15 de dezembro, é boa notícia, uma vez que vai mitigar alguns problemas para os consumidores nas festas de fim de ano".

 

Aprovação - A Associação de Tecnologia de Produtos de Consumo aplaudiu o adiamento das tarifas sobre alguns produtos, mas acrescentou: "No mês que vem começaremos a pagar mais por alguns dos nossos aparelhos tecnológicos preferidos – como TVs, alto-falantes inteligentes e PCs. O governo deveria eliminar permanentemente essas tarifas prejudiciais e encontrar uma outra maneira de cobrar responsabilidade à China por suas práticas comerciais desleais."

 

Retirada - Um grupo paralelo de produtos será retirado totalmente da lista de tarifas, disse o USTR, "com base em fatores como saúde, segurança, segurança nacional e outros". O órgão não identificou esses itens de imediato.

 

Responsabilização - Trump anunciou as novas tarifas menos de duas semanas atrás, responsabilizando a China por não cumprir as promessas de comprar mais produtos agrícolas americanos feitas durante as negociações ocorridas em Xangai no fim de julho. Essa medida teve como reação a desvalorização do yuan chinês alguns dias depois, o que fez com que o governo Trump declarasse a China como país que manipula o câmbio. Isso provocou uma queda dos mercados por vários dias na semana passada.

 

Concessões - O adiamento da adoção das tarifas, associado a novas negociações com a China, sugerem que Trump pode estar disposto a fazer concessões. Em um sinal de que o governo pode estar esperando algo em troca, Trump tuitou ontem: "Como de costume, a China disse que vai comprar 'grandes volumes' dos nossos grandes Agricultores Americanos. Até agora não fizeram o que dizem. Talvez essa vez seja diferente!"

 

Desaceleração da economia - O adiamento das tarifas de Trump ocorre em meio a crescentes preocupações em torno de uma desaceleração da economia mundial. O Goldman Sachs disse no domingo que temores de que a guerra comercial EUA-China leve a uma recessão estão aumentando e que o Goldman não prevê mais um acordo comercial entre os dois países antes da eleição presidencial americana de 2020. (Valor Econômico)

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