BOM JESUS: Ciclo de palestras trata sobre a cultura do feijão

 

Ao longo de 67 anos de história na região da Lapa, a Cooperativa Bom Jesus promove ações que visam estruturar cada vez mais as cadeias produtivas de grãos. A soja é protagonista nos tempos atuais e sua ascensão aconteceu a partir de 2010, na qual ultrapassou o milho em recebimento de cereais dentro da cooperativa. O milho, por sua vez, esteve por 20 anos como o principal produto a ser trabalhado dentro da cooperativa, isso a partir dos anos 90. Mas antes disso, o carro chefe dos produtores regionais era o feijão e a cooperativa fazia o fomento dessa cultura. Mesmo com várias mudanças históricas no ciclo de plantio da região, o feijão continua como uma importante cultura regional, pois devido ao clima mais ameno e impossibilitando o plantio no mesmo ano de culturas com o ciclo de em torno 120 dias (por exemplo soja e milho), o feijão auxilia para a produção de duas culturas de verão no mesmo ano agrícola.

 

Variedades - Para melhor qualidade de produção com manejo consciente e discutir diversas variedades que essa cultura pode propor, a Cooperativa Bom Jesus em parceria com empresas parceiras como a Brandt, Syngenta e Timac, trouxeram para a região o engenheiro agrônomo e especialista na cultura do feijão, Antônio Marques “Brasinha”. Foram realizadas 4 palestras com o pesquisador nas cidades de Balsa Nova, Irati, Antonio Olinto e na Lapa.

 

Escada da Produção Potencial - Com o foco em melhor produção da cultura na região, Brasinha destacou que “para produzir mais e com qualidade, precisamos obedecer a Escada da Produção Potencial, passando pela correção do solo, sistema de produção, plantio, cuidados com ervas daninhas, cuidados relativos a pragas e doenças, adubação foliar e colheita”. Cada etapa é muito importante já que essa cultura pode ser mais suscetível a estresse considerando o fator clima, mas de acordo com a Escada de Produção Potencial, são vários manejos que estão na mão do produtor para melhor condução da cultura. “Feijão perde para erva daninha, baixa tolerância a seca, exige conhecimento, competência e bom senso. Com isso, assistência técnica é primordial”, completa Brasinha.

 

Ervas daninhas - O agrônomo chamou a atenção para as ervas daninhas. “Hoje temos na região um grande cuidado em relação a buva, mas o produtor precisa ficar atento em relação ao caruru que já aparece em algumas áreas do centro oeste e sul”. Outro ponto que chamou a atenção foram as variedades de feijão que o Brasil produz, com destaque na exportação do produto para mercados asiáticos e crescimento no mercado interno.

 

Melhores opções - Com esse intuito, de apresentar soluções aos produtores locais, a Bom Jesus busca melhores opções de variedades para a região e manejos diferenciados para maiores produtividades. (Imprensa Bom Jesus)

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn