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ENCONTRO ESTADUAL III: Estratégia voltada para a sanidade animal abrirá mais e importantes mercados para o PR

Da agenda da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, nesta sexta-feira (06/12), em Medianeira (PR), constou a assinatura da Instrução Normativa nº 63, que separou o Paraná da Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC) formada por outros 13 estados do sudeste, centro-oeste, incluindo alguns do nordeste e de parte do Amazonas. “O Paraná foi retirado desse grupo, porque está fazendo o dever de casa. Estivemos aqui há pouco mais de um mês formalizando a suspensão da vacinação contra a febre aftosa do rebanho bovino. Então, saindo deste bloco (da PSC) ele fica sozinho em busca do reconhecimento da OIE, no caso da condição de área livre de aftosa sem vacinação. Assim que tivermos isso, o estado vai ter todos os benefícios provenientes desse status”, enfatizou.

Ganhos - Tereza Cristina citou, entre os benefícios que virão em decorrência da comprovação de sua condição sanitária, a exportação para muitos países, não só de carne suína, mas de bovina também. “Por exemplo, o Japão diz que vai importar, mas não importa, porque quer comprar de estados que também estejam livres de aftosa sem vacinação. Isso dá um ‘upgrade’ ao estado do Paraná, que tem feito o dever de casa e que o Ministério da Agricultura tem apoiado”, acrescentou.

Prestígio - A ministra disse que, em quase um ano do novo governo do Brasil, “trabalhamos muito junto com as cooperativas e fizemos muitas coisas interessantes para o setor no brasil, e para o Paraná, que tem o cooperativismo em seu DNA. Por isso, eu não poderia deixar de estar aqui com todo o sistema cooperativista do estado nessa reunião tão importante. Então, eu fico muito feliz de passar pouco mais de uma hora aqui com vocês para dizer que este é o sistema que dá certo. Então, temos de prestigiar o que está dando certo e trabalhar para que ele continue crescendo não só no Paraná, mas que possamos levar o cooperativismo que dá certo para todo o Brasil”. 

Condição - Por intermédio da Instrução Normativa nº 25, de 25 de julho de 2016, a OIE reconheceu que o Paraná, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e parte do Amazonas como livre da febre suína clássica. O setor produtivo paranaense, por meio de suas entidades e do próprio governo estadual, se mobilizou para se desmembrar do bloco. A medida se justifica porque o grupo faz fronteira com regiões que ainda enfrentam problemas com a presença do vírus de PSC. E, caso ocorra uma reintrodução da doença no norte da zona livre, o Paraná perde o status, mesmo tendo uma estrutura sanitária efetiva contra a doença.

Próximo passo - O gerente de Desenvolvimento de Técnico da Ocepar, Flávio Turra, disse que no dia 13 de dezembro próximo, deverá ser oficializado, por intermédio do Ministério da Agricultura, o pleito do Paraná junto à OIE para reconhecimento do desmembramento do estado do grupo livre de PSC, do qual fazia parte. Isso deve ocorrer em maio de 2020, durante reunião extraordinária da entidade internacional. O Paraná integra a região sul que responde por 90% do mercado de carne suína no país. E 95% dos volumes exportados de carne suína têm origem nesta região.

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