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IPCA: Inflação desacelera para 0,07%, a menor para março desde o início do Plano Real

ipca 09 04 2020A inflação oficial do país desacelerou para 0,07% em março, depois de registrar alta de 0,25% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (09/04) pelo IBGE. Esse é o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No ano, o indicador acumula alta de 0,53% e, nos últimos 12 meses, 3,30%.

Contribuição negativa - Embora a maior deflação tenha sido registrada nos artigos de residência (-1,08%), a maior contribuição negativa (-0,18 p.p.), que puxou a inflação para baixo, foi do grupo dos transportes (-0,90%), com mais um recuo nos preços das passagens aéreas (-16,75%) e dos combustíveis (-1,88%). Todos os combustíveis caíram em março: etanol (-2,82%), óleo diesel (-2,55%), gasolina (-1,75%) e gás veicular (-0,78%).

Passagens aéreas - Os preços das passagens aéreas já vinham em queda nos últimos meses. Por isso, ainda não é possível afirmar se o recuo deste mês tem relação com o coronavírus. “A variação de março reflete uma coleta de preços que foi feita em janeiro para quem ia viajar de avião no mês de março, portanto, não podemos afirmar se há relação com a pandemia. Parece que foi pela demanda mesmo”, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Alimentos e bebidas - O IPCA mostra ainda que comer em casa ficou mais caro. Os preços do grupo alimentos e bebidas aceleraram de 0,11% em fevereiro para 1,13% em março, principalmente por conta da alimentação no domicílio (1,40%). “Os números sugerem que as pessoas estão comprando mais para se alimentar em casa, o que indica que não estão saindo para comer”, comentou Kislanov.

Maiores altas- As maiores altas foram registradas nos preços da cenoura (20,39%), da cebola (20,31%), do tomate (15,74%), da batata-inglesa (8,16%), do ovo de galinha (4,67%). Já as carnes caíram (-0,30%) pelo terceiro mês consecutivo, embora o recuo nos preços tenha sido menos intenso na comparação com fevereiro (-3,53%).

Outros grupos - A maioria dos outros grupos que compõem o indicador também registraram alta, com destaque para educação (0,59%), que apresentou a segunda maior variação positiva, seguida da habitação (0,13%), vestuário (0,21%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e comunicação (0,04%). Despesas pessoais recuou 0,23%.

Quatro regiões tiveram deflação - Entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, quatro tiveram deflação em março. O menor índice ficou com Goiânia (-0,74%), por conta das quedas nos preços da energia elétrica (-6,67%) e da gasolina (-3,25%). Em seguida vem Porto Alegre (-0,32%), Brasília (-0,22%) e Belém (-0,16%).

Maior resultado - Já o maior resultado foi registrado no município de Campo Grande (0,56%), em função das altas no tomate (21,20%) e na gasolina (0,52%). Rio de Janeiro (0,46%), Aracaju (0,41%), São Luís (0,37%) e Recife (0,31%) também apresentaram as maiores taxas de inflação.

INPC tem alta de 0,18% em março - O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos. O indicador teve alta de 0,18% em março, acima do 0,17% registrado em fevereiro. No acumulado do ano, o INPC variou 0,54% e, nos últimos 12 meses, teve alta de 3,31%.

Coleta de preços remota - Essa é primeira divulgação do IPCA e do INPC feita com preços coletados de forma remota. No último dia 18 de março, o IBGE suspendeu a coleta presencial nos locais de compra devido à pandemia do coronavírus. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

Menos - Segundo Pedro Kislanov, a suspensão da coleta presencial reduziu a quantidade de preços coletados, mas isso não gerou problemas para a análise. “Conseguimos contornar as dificuldades com a coleta remota. Em alguns casos, a resposta foi muito positiva, como nos postos de combustíveis, em que boa parte dos preços foram coletados por telefone. Assim como outros institutos de estatísticas do mundo, estamos buscando maneiras de evitar uma redução drástica da nossa amostra”, concluiu ele. (IBGE)

FOTO: Eduardo Peret / Agência IBGE Notícias

 

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