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COCAMAR I: Cafeicultor tem boa safra mas seca castiga lavoura

 

A colheita de café começa a deslanchar nas regiões atendidas pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial, no norte e noroeste do Paraná. Os produtores têm neste ano uma safra com boa produtividade, enquanto os preços reagiram em comparação ao praticados no ano passado. No entanto, o mesmo clima sem chuvas que está permitindo acelerar a colheita, vai deixando suas marcas na lavoura e preocupando os cafeicultores. Na maior parte das regiões, não há registros de precipitações mais intensas praticamente desde o final do ano passado. Na última semana, as chuvas que estavam sendo esperadas mais uma vez frustraram as expectativas e o sinal de alerta foi ligado.

 

Secando - “A água não está chegando no ponteiro e nos ramos do café, está secando tudo”, lamenta o pequeno produtor Antônio Ortega Sardi, de Cianorte. Ele possui 15 mil plantas em diferentes idades numa área de 6 hectares onde mantém a média de produtividade de 42 sacas beneficiadas por hectare, bem acima do padrão estadual, de 27. A insuficiência de água prejudica também o tamanho e a qualidade dos grãos, que não crescem e muitos secam nos ramos antes de madurar.

 

Cuidado - Chamado pelos amigos de Toninho Mineiro, porque também possui propriedade em Minas Gerais, Sardi é um produtor cuidadoso, que segue às recomendações técnicas, mantendo seu café sempre em adequado estado sanitário e nutricional. “O café é o melhor negócio para a pequena propriedade, não tem igual”, garante. No dia 7/5, a propriedade recebeu a visita do gerente técnico Robson Ferreira, da Cocamar, e do consultor de café da cooperativa, Adenir Fernandes Volpato, o Gabarito*.

 

Não absorve - Ferreira constatou a produtividade e também que as plantas estavam minguando. “O café não apenas sofre com a falta de chuvas como, por falta de umidade, não consegue absorver os nutrientes do solo. Ou seja, é sede e fome ao mesmo tempo”. Segundo ele, uma boa precipitação no começo de maio sustentaria as plantas e promoveria o enchimento dos grãos. Sem chuva, o produtor não consegue nem adubar. “O produtor faz tudo o que é preciso: análise de solo, calagem, boa adubação e complementa com adubo orgânico. Mas, como a lavoura está sendo castigada pela seca, ocorrem duas situações: na atual safra, há perda de produtividade devido ao tamanho menor dos grãos. E, na safra seguinte, como as plantas terão que ser podadas, não haverá produção”, ressalta Gabarito.   

 

Prejuízo - Para se ter uma ideia do tamanho da perda financeira, Gabarito faz as contas e mostra que o café com uma produtividade de 42 sacas por hectare, ao preço conservador de R$ 450 a saca, proporciona um faturamento bruto de R$ 18,9 mil por hectare. Comparando, um produtor de soja teria que produzir 222,3 sacas por hectare (vendidas a R$ 85 a saca em média) para atingir o mesmo resultado. Outro tradicional cafeicultor do município, Edgar Brazoloto mantém 58 mil plantas em produção com média de 30 a 35 sacas por hectare. “O café é uma vocação, uma tradição da família e essa cultura, desde que bem cuidada, traz lucro”, comenta o produtor, mencionando que, apesar dos problemas climáticos, vale a pena apostar nesse tipo de negócio.

 

Precaução - Seguindo as normas para a prevenção da pandemia do novo coronavírus, o gerente Robson Ferreira e o consultor Adenir Fernandes Volpato visitaram as propriedades utilizando máscaras, álcool em gel para higienização das mãos e resguardaram distanciamento do produtor. (Assessoria de Comunicação da Cocamar)

 

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