ECONOMIA: Grandes empresas vão apoiar 21 mil pequenos comércios do Paraná

economia 07 08 2020O Paraná será um dos estados beneficiados pelas ações do Movimento Nós, uma iniciativa de oito grandes empresas para apoiar os pequenos varejos a superarem a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira (06/08), o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou de uma videoconferência com executivos das companhias envolvidas no projeto. A proposta do Movimento Nós é contribuir com a retomada de 21 mil estabelecimentos comerciais do Estado, que empregam cerca de 65 mil pessoas.

Quatro eixos - Formado pela Ambev, Aurora Alimentos, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo Heineken, Mondelēz International, Nestlé e PepsiCo, que figuram entre as principais companhias de alimentos e bebidas do País, a iniciativa atua em quatro eixos. A ideia é ajudar na retomada das atividades e garantir a reabertura de comércios locais, como bares, lanchonetes, padarias, mercearias, empórios e restaurantes.

Medidas - Ratinho Junior ressaltou que a proposta do movimento vem ao encontro das medidas tomadas pelo Estado para garantir a sobrevivência dos negócios paranaenses, principalmente das micro e pequenas empresas. “Estamos abertos a construir soluções com a iniciativa privada e com grandes empresas preocupadas com este momento e têm boa vontade de adotar iniciativas que possam contribuir com as pessoas afetadas”, afirmou.

Programa - “Temos um programa extenso para diminuir os impactos da pandemia e planejar a retomada econômica, mas também aceitamos novas sugestões”, disse o governador. “Desde o início da pandemia, zeramos o pagamento de ICMS de micro e pequenas empresas, a Fomento Paraná destinou certa R$ 480 milhões em créditos para autônomos e pequenos empresários e também vamos lançar uma série de iniciativas e pequenas campanhas para reativar a economia, semelhantes às adotadas pelo movimento”, salientou.

União - Para Victor Bicca, diretor de Relações Governamentais da Coca-Cola, as companhias deixam a concorrência de lado para contribuir com aqueles que mais são afetados com a diminuição da atividade econômica e pelas medidas adotadas para evitar a disseminação do coronavírus. Juntas, as oito empresas devem investir mais de R$ 370 milhões, beneficiando em todo o Brasil aproximadamente 300 mil estabelecimentos, com cerca de 1 milhão de empregados e que geram um impacto positivo a até 3 milhões de pessoas.

Levantamento - Bicca citou um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que estima que um terço dos estabelecimentos comerciais do Brasil podem fechar por causa da pandemia. “É um trabalho inédito não só no Brasil, como no mundo, para vencer este momento difícil que estados e países enfrentam. Esta ação traz um trabalho coletivo em prol do pequeno varejo, segmento que mais sofre neste contexto”, afirmou.

Importante - “O Paraná é um estado importante para todas essas empresas. Por isso, juntos, buscamos contribuir para ajudar na retomada econômica e para que os pequenos comércios tenham condições de passar com força por este momento crítico e que possam se reestabelecer”, salientou o executivo.

Recupera Paraná- Além das medidas tomadas desde o início da pandemia, com isenção fiscal a micro e pequenas empresas e oferta de crédito por meio da Fomento Paraná e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, o Governo do Estado planeja uma série de iniciativas para a retomada da economia, com projetos para atender principalmente os setores do varejo, serviços e turismo, que geram a maioria dos empregos do Estado.

Diferentes órgãos - São ações que envolvem diferentes órgãos estatais, como as secretarias da Fazenda; do Planejamento e Projetos Estruturantes; Invest Paraná; Fomento Paraná, BRDE. “O Estado pensa forte retomada do varejo e está para lançar um programa inovador envolvendo o turismo. Vamos entrar com força nesses segmentos”, salientou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Garantia - O vice-governador Darci Piana, que lidera as iniciativas do Recupera Paraná, ressaltou que o governo colabora com as iniciativas das entidades que representam esses setores. “Junto com outras instituições, o Governo do Estado colocou recursos nos fundos garantidores de crédito, que dão garantia que pequenos empresários tenham acesso a um montante de até R$ 900 milhões disponibilizado para financiamentos pelas instituições de crédito”, explicou.

Empregos - O objetivo do Governo do Estado, enfatizou o secretário estadual do Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, é manter o maior número de empregos. “Queremos ajudar os empresários a manter as portas abertas e garantir trabalho para as pessoas. Estamos com iniciativas para fomentar o consumo de produtos feitos no Paraná e a compra no comércio local”, destacou.

Movimento Nós - O suporte do Movimento Nós aos pequenos varejistas está dividido em quatro frentes, estruturadas para contemplar os principais desafios enfrentados pelo pequeno comerciante na retomada de suas atividades. Outras empresas, de diferentes setores, também podem contribuir com as ações.

Primeiro eixo- O primeiro eixo envolve a reabertura segura, com foco na saúde. Neste período de transição, o Movimento Nós compartilhará com os varejistas protocolos e treinamentos de proteção e saúde, kits com máscaras, álcool em gel, cartilha de boas práticas, cartazes, entre outros itens.

Segunda frente- A segunda frente tem relação com o reabastecimento facilitado do estoque. Respeitando as políticas comerciais de cada companhia integrante da coalizão, as empresas, de forma independente, comprometem-se a oferecer condições comerciais mais facilitadas para ajudar os pequenos pontos de venda a se reabastecerem, especialmente na primeira compra.

Benefícios - Os benefícios incluem prazos maiores e mais parcelas de pagamento, crédito digital para a primeira compra, descontos especiais, produtos bonificados e produtos consignados. Também está previsto o fortalecimento da relação entre comércios locais e consumidores. As empresas terão ações para estimular o consumo quando os estabelecimentos puderem retomar as atividades, ajudando o pequeno varejista a melhorar sua rentabilidade por, pelo menos, três meses.

Fortalecimento - Outro eixo diz respeito ao fortalecimento entre comércios locais e consumidores. Entre as ações desenhadas estão a reposição de estoques de produtos com descontos adicionais aos valores totais dos pedidos ou em itens selecionados; seleção de produtos com promoção especial, cujo desconto pode ser repassado para o consumidor; retorno de créditos a cada compra, para ser usado em pedidos futuros (cashback), entre outras ações.

Campanha - Também foi criada uma campanha publicitária – filmada na Mercearia Fantinatto, em Curitiba – com o intuito de conectar o consumidor ao pequeno varejo, mostrando a importância de privilegiar as compras no pequeno comércio local.

Divulgação - Por fim, a iniciativa também vai atuar na divulgação de informações relevantes do mercado. Pelo site www.movimentonos.com.br, os comerciantes podem ter acesso a informações públicas e às oportunidades oferecidas por governos, entidades e pelo próprio mercado às micro e pequenas empresas, como linhas de crédito, facilidades, entre outras medidas.

Alinhamento - De acordo com os executivos das companhias, todas as ações serão implementadas respeitando as decisões dos governos de cada cidade e Estado para a reabertura do comércio, tendo como prioridade a segurança e saúde de consumidores e comerciantes. O Movimento Nós conta, ainda, com uma consultoria independente em sua governança, que assegura que não há troca de informações sensíveis e respeita integralmente a legislação antitruste vigente.

Presenças - Participaram da videoconferência o secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia; e os diretores das áreas de Relações Institucionais e Governamentais da BRF, Grazielle Parenti; da Heineken, Renato Megda; da Ambev, Filipe Barolo; Rodrigo Moccia, gerente de Relações Governamentais da Ambev; da Nestlé, Helga Franco; da Pepsico, Cristiane Lopes; e da Mondelēz, Allan Grabarz. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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