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EDUCAÇÃO II: A escola pode ajudar a curar os traumas da pandemia, afirma Piangers

“Estamos passando por esse momento traumático de pandemia, distanciamento social, insegurança financeira e de saúde, e precisamos de métodos de cura, de usos e aprendizados que possam expressar nossas emoções e ajudar a nos curar mutuamente”, afirmou o escritor e jornalista Marcos Piangers, em sua palestra no Encontro Estadual de Educadores do Programa Cooperjovem, realizado nesta quinta-feira (15/10) por meio da TV Paraná Cooperativo (youtube.com/sistemaocepar). O evento foi uma iniciativa do Sistema Ocepar, viabilizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), com o objetivo de comemorar o Dia do Professor. Quando a pandemia acabar, segundo Piangers, o foco do sistema educacional deve ser o processo de conexão humana, muito mais do que “despejar” conteúdos técnicos acumulados. “Temos que reconhecer nossa vulnerabilidade e entender que a escola pode ser um ambiente de cura para as crianças, as famílias, mas principalmente para os professores. A gente tem que cuidar da saúde mental dos nossos educadores”, ressaltou.

Valorização - Segundo Piangers, o professor deve ser valorizado e cuidado, para que tenha saúde mental e estrutura financeira e profissional, e assim possa transmitir segurança e tranquilidade às crianças. “Pesquisas indicam que 70% dos professores têm medo ou insegurança com respeito ao retorno das aulas presenciais. Alguns países estão falando até em acabar com o recreio para conseguir repassar conteúdo. O que é triste, porque o recreio será um dos momentos de cura para as crianças. O conhecimento técnico não deve ser a coisa mais importante na volta da pandemia”, disse. Piangers é especialista em novas tecnologias, criatividade, inovação e uma das maiores referências sobre paternidade do país. O livro O Papai é Pop teve mais de 300 mil exemplares vendidos e foi lançado em Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Seus vídeos já ultrapassaram a marca de 400 milhões de visualizações no Facebook.

Desafios - Piangers lembrou dos esforços que muitos professores estão fazendo para conseguir ensinar seus alunos, com as restrições impostas pela pandemia. “É uma época desafiadora para muitos professores e educadores, que estão sendo cobrados para se reinventar e apresentar soluções, e cobrados não apenas por seus superiores, mas por si mesmos. Quantos professores não estão se sentindo pressionados por eles próprios para apresentar e oferecer aos alunos a melhor condição de ensino?”, questionou. “Os professores estão se transformando em educadores modernos, com equipamentos tecnológicos, internet, buscando engajar os alunos e ser inspiradores de alguma forma. Eles merecem a nossa valorização e palmas.”

Reinvenção - Na visão do escritor, todas as profissões estão sendo desafiadas. “Tudo que acreditávamos saber, de uma hora para a outra já não é mais aquilo que se sabe, e precisamos exercitar o que os cientistas chamam de flexibilidade cognitiva: desaprender, reaprender e reinventar a nossa forma de comunicar”, explicou.

Tecnologia - Mesmo com os impactos da tecnologia, segundo Piangers, o professor seguirá sendo “o grande diferencial do aprendizado”. “Não importam quais tecnologias sejam utilizadas, realidade virtual, robótica, salas com carteiras flexíveis ou outras técnicas modernas pedagógicas, ao fim da experiência, em qualquer parte do mundo, quando questionados sobre o que os marcou, os alunos sempre repetem a mesma resposta: o professor. É ele que inspira, engaja, tira da zona de conforto e percebe a potencialidade de seus alunos. O bom professor é sempre inspirador e precisa ser valorizado”, concluiu.

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