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LIVE I: Brasil precisa diversificar pauta de exportações aos EUA, diz Filipe Sathler

live I 29 10 2020Até o mês de agosto, o Brasil exportou cerca de 5 bilhões de dólares em produtos agrícolas aos Estados Unidos. Do total comercializado em 2020, produtos florestais (41%), café (15%), complexo sucroalcooleiro (10%), carnes (6%) e sucos (4%) foram os principais itens exportados. Na opinião do adido agrícola do Brasil no país norte-americano, Filipe Guerra Lopes Sathler, o desafio do setor produtivo é diversificar e ampliar a presença comercial em setores ainda pouco explorados, como pescados, lácteos e frutas. “Apenas dois segmentos (produtos florestais e café) respondem por 56% da pauta agrícola de exportações aos EUA. Temos que trabalhar para que haja diversificação e uma participação maior dos produtos brasileiros nas importações americanas, que deverão fechar o ano em cerca de 153 bilhões de dólares”, afirmou. O adido participou, na tarde de terça-feira (27/10), da primeira Live do ciclo de palestras com os representantes brasileiros em países estratégicos para o agronegócio, transmitida pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo.

Paraná - O portfólio de produtos comercializados é ainda menor na pauta de exportações do Paraná aos Estados Unidos. De acordo com informações de Sathler, até agosto de 2020, os embarques paranaenses para o país norte-americano foram superiores a 610 milhões de dólares, com os produtos florestais respondendo por 75% das vendas, divididas entre madeira perfilada, compensada, serrada e obras de marcenaria. Os outros 25% dizem respeito a produtos agrícolas, principalmente café, couro, farinhas, sêmolas, produtos apícolas e leveduras, e uma presença menor de chás, mate, rações, fumo, pescado, frutas e lácteos.

Oportunidades - Na visão do adido agrícola, o Paraná tem grande potencial a ser explorado no comércio com os Estados Unidos, especialmente nos setores de pescado e carne bovina. “Chamo a atenção para as importações americanas de peixes, que neste ano já atingiram 13 bilhões de dólares. A participação brasileira neste segmento ainda é pequena. O Paraná é um grande produtor de tilápias, que já estão sendo vendidas para os EUA, mas as exportações deste produto podem crescer muito mais”, ressaltou. Em setembro, a cooperativa paranaense Copacol iniciou as exportações de filés resfriados de tilápia para o mercado norte-americano. “Há oportunidades também para a carne bovina in natura, com a reabertura do mercado para o Brasil, obtida em fevereiro. Vislumbro também boas possibilidades para os produtos lácteos e raçoes”, completou.

PIB - Com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, cerca de 19,3 trilhões de dólares ao ano, uma população de 330 milhões de habitantes, os Estados Unidos importam anualmente mais de 150 bilhões de dólares em produtos agrícolas. No ranking das importações americanas do agro, o Brasil figura como o oitavo maior fornecedor. Os principais parceiros comerciais dos EUA, tanto para importações quanto exportações agropecuárias, são Canadá, México e China. “É uma sociedade de consumo avançada, que vai muito além do básico, tendo o foco na importação de produtos destinados diretamente ao consumidor, sem necessidade de processamento posterior”, explicou.

Agentes do agro - Os adidos agrícolas do Ministério da Agricultura atuam na facilitação ao acesso de produtos brasileiros nos diferentes mercados internacionais, prospectando oportunidades, analisando e repassando informações sobre tendências de consumo, legislação, política agrícola, padrões de qualidade, além de apoiar a promoção de novos negócios, viabilizar contatos e parcerias, acompanhando notícias de interesse nas mídias locais. Também realizaram palestras na Live desta terça-feira (27/10), os adidos agrícolas na União Europeia, Bernardo Todeschini, na Arábia Saudita, Marcel Moreira Pinto, e na África do Sul, Jesulindo Nery de Souza Júnior.

 

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