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LIVE III: Protecionismo é entrave à ampliação de exportações para a África do Sul, enfatiza Jesulindo Nery de Souza Júnior

live III 29 10 2020No topo da pauta de exportações do Brasil para a África do Sul está a carne de frango, com vendas, em 2019, superiores a 175 milhões de dólares. Mas a tarifação elevada sobre muitos produtos brasileiros restringe os negócios e gera insegurança aos exportadores. “A carne de frango mecanicamente separada tem tarifa zero, porque é matéria-prima para as indústrias locais. No entanto, cortes que podem ser colocados diretamente à venda nos mercados são taxados de forma extremamente alta. Em março, a tarifa de importação sobre o corte com osso saltou de 37% para 62%, enquanto o corte sem osso teve elevação de 12% para 42%”, relatou o adido agrícola que atua no país africano, Jesulindo Nery de Souza Júnior, durante a primeira Live do ciclo de palestras com os representantes brasileiros em países estratégicos para o agronegócio, transmitida na terça-feira (27/10) pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo.

Acordo comercial - Segundo Souza Júnior, para tentar amenizar os entraves às exportações brasileiras, o melhor caminho seria renegociar o Acordo de Comércio Preferencial (ACP) Mercosul-SACU (união aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia, que está vigente desde abril de 2016). “A inserção no acordo de novos produtos agrícolas poderia garantir que as tarifas fossem fixas, o que daria mais segurança jurídica aos exportadores. No entanto, esta renegociação não é considerada uma prioridade pelo bloco africano”, explicou.

Oportunidades - Com 57,7 milhões de habitantes, a África do Sul, segundo o adido agrícola, será sempre um importador de grãos, por questões fundiárias e hídricas que restringem a capacidade produtiva do país. “Soja, milho, arroz, são produtos nos quais podemos ampliar as exportações brasileiras. Em médio prazo, a carne de suínos também pode ter um espaço maior na pauta de comercialização”, listou. “A carne de frango, especialmente o corte mecanicamente separado, seguirá sendo o carro-chefe das exportações do Brasil”, completou.

Desinformação - Outro aspecto que preocupa, de acordo com Souza Júnior, é a difusão de informações negativas sobre o Brasil, especialmente na questão ambiental. “A imagem do agronegócio brasileiro é muito atacada na África do Sul, com muitas notícias que vêm da mídia europeia repercutindo localmente. A disseminação de conteúdos difamatórios, juntamente com a pressão política dos produtores africanos, gera um problema para a divulgação de nossos produtos, que possuem qualidade e segurança reconhecida em todo o mundo”, relatou.

Agentes do agro - Os adidos agrícolas do Ministério da Agricultura atuam na facilitação ao acesso de produtos brasileiros nos diferentes mercados internacionais, prospectando oportunidades, analisando e repassando informações sobre tendências de consumo, legislação, política agrícola, padrões de qualidade, além de apoiar a promoção de novos negócios, viabilizar contatos e parcerias, acompanhando notícias de interesse nas mídias locais. Também realizaram palestras na Live de terça-feira (27/10), os adidos agrícolas na União Europeia, Bernardo Todeschini, nos Estados Unidos, Filipe Sathler, e na Arábia Saudita, Marcel Moreira Pinto.

 

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