cabecalho informe

LIVE: Japão é vitrine para produtos brasileiros na Ásia, diz adido agrícola

live I 17 11 2020Com uma das maiores rendas per capita do mundo e um consumidor exigente e aberto a inovações, o Japão tem importância estratégica para a entrada de produtos brasileiros na Ásia. “Exportar ao mercado japonês abre oportunidades em demais países asiáticos. Muitas vezes um produto chega primeiro ao Japão e depois acaba sendo requerido por consumidores dos demais países da região”, afirmou o adido agrícola brasileiro em Tóquio, Ricardo Ossamu Maehara. O representante do Ministério da Agricultura no Japão participou, no dia 12 de novembro, da segunda edição do Fórum de Mercado Internacional, com a presença de adidos agrícolas do Brasil em países asiáticos. A Live foi transmitida ao vivo pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo.

Demanda - Com 127 milhões de habitantes, o Japão teve, em 2019, um PIB (Produto Interno Bruto) de 5,3 trilhões de dólares, o terceiro maior do mundo. A renda per capita no país é estimada em 45 mil dólares/ano. “O mercado japonês tem elevada demanda por produtos prontos e semiprontos e os consumidores são curiosos e abertos a novas experiências para mercadorias de alta qualidade. Um exemplo é a comercialização bem-sucedida no país de produtos brasileiros como o açaí e a tapioca”, explicou Maehara. “Outro aspecto é o custo elevado da mão de obra no Japão, que faz com que seja mais atrativo importar produtos já semiprocessados do que arcar com os custos de processamento internamente”, observou.

Indicadores - Em 2019, o Brasil exportou cerca de 3 bilhões de dólares em produtos agrícolas para o Japão. Os principais itens são milho (33%), carne de aves (28%), café (13%) e soja (7%). As importações agrícolas totais japonesas foram superiores a 60 bilhões de dólares no ano passado, e o Brasil é o sétimo maior parceiro comercial do país, depois de Estados Unidos, União Europeia, China, Austrália, Tailândia e Canadá.

Brasileiros - Segundo Maehara, existem 215 mil brasileiros vivendo no Japão, que garantem uma sólida demanda, mas também um potencial para estratégias de marketing para a difusão de novos produtos no mercado local. “Um determinado produto pode ser lançado primeiro na comunidade brasileira e depois amplia a divulgação para toda a população”, exemplificou. “No entanto, é preciso que exista identidade. O japonês precisa saber a origem do produto, algo que já acontece com o café do Brasil”, ressaltou.

Diversificação - De acordo com Maehara, há um esforço do Ministério da Agricultura em diversificar a pauta de exportações do Brasil para o Japão. “Estamos trabalhando também com o foco em produtos com alta demanda no país, como o gergelim, o feijão, o trigo sarraceno, além de itens com menos restrições fitossanitárias, entre eles o mel e as castanhas. Na carne suína, atualmente os japoneses importam apenas de Santa Catarina, mas as negociações estão acontecendo para que incluir outros estados brasileiros”, concluiu.

Evento - A Live com os adidos agrícolas foi uma iniciativa dos Sistemas Ocepar, OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Faep, Fetaep e secretarias de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e da Agricultura e Abastecimento do Paraná, juntamente com o Ministério da Agricultura. Atualmente o Brasil tem 24 adidos agrícolas em 22 países. Em sua função, de representantes do agronegócio brasileiro em outros países, eles estudam os hábitos do país onde estão lotados, prospectam negócios, antecipam possíveis mudanças políticas e sanitárias, fazem relatórios de análise do cenário e promovem os produtos brasileiros.

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias