SERVIÇOS: Setor cria mais de 200 mil empregos em 2019

servicos 25 08 2021O número de pessoas ocupadas no setor de serviços subiu 2,1% em 2019, totalizando 12,8 milhões de pessoas, 269,9 mil a mais do que 2018. Apesar do aumento na criação de vagas, o setor apresentou uma queda de 1,2% em relação ao patamar de 2014, quando ocupava 13,0 milhões de trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quarta-feira (25/08) pelo IBGE.

Pré-pandemia - Em 2019, último ano pré-pandemia, o setor de serviços apresentou um crescimento de 1,6% no número de empresas. Ao todo, 1,4 milhão de empresas atuaram no setor, em 2019, gerando uma receita operacional líquida de R$ 1,8 trilhão, com R$ 1,1 trilhão de valor adicionado bruto. Essas empresas pagaram R$ 376,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações a 12,8 milhões de trabalhadores.

Segmento líder - A participação do segmento líder - de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio - na receita líquida caiu para 29,0% em relação a 2018. Na segunda posição, estava o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (27,0%). Na sequência vieram serviços de informação e comunicação (21,8%), serviços prestados principalmente às famílias (11,7%), outras atividades de serviços (6,5%), atividades imobiliárias (2,4%) e serviços de manutenção e reparação (1,6%).

Queda - “O principal destaque é a queda de participação de Informação e Comunicação, que em 2010 figurava como o segundo maior segmento, com 27,4% na geração de receita, e perde 5,6 pontos percentuais passando para o terceiro lugar com 21,8%. Foi o único dos sete grandes segmentos analisados que perdeu participação, devido à queda de 6,1 p.p do setor de telecomunicações. Um dos fatores pode ter sido a evolução da tecnologia com perda de receitas de alguns serviços como de mensagens de texto. Por outro lado, ainda no segmento de informação e comunicação, o setor de tecnologia da informação é o que mais cresce, mas não no mesmo patamar da perda do setor de telecomunicações”, destaca o analista da PAS, Marcelo Miranda.

Ganho - Miranda ressalta que todos os outros seis segmentos analisados ganharam participação, com destaque para serviços profissionais, administrativos e complementares que saiu da terceira para a segunda posição na geração de receita operacional líquida, com 27%.

Receitas - “Entre as 34 atividades, a que mais gera receitas em todo o setor de serviços é a de transporte de carga – do segmento de segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio - com 11% de participação. Já em relação a pessoal ocupado, a atividade que mais gera emprego é a de serviços de alimentação do segmento de serviços prestados principalmente às famílias. Embora seja a que tem o menor salário mínimo (1,5 s.m.)”, completa Miranda.

Regiões - A região Sudeste, puxada sobretudo por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais permaneceu como a principal região do país, em receita, pessoal ocupado, salários e número de empresas. Mas vem perdendo participação em todas essas variáveis. Em 2010, a participação na receita bruta era 66,3% e em 2019 esse número caiu para 63,9%. As regiões que ganharam participação foram Sul, de 14,2% para 15,5%, ganho de 1,3 p.p.; e Centro Oeste que ganhou 1,0 p.p. passado de 6,7% para 7,7%. O Nordeste teve leve crescimento de 10,1% para 10,2%. Apenas a região Norte não ganhou participação.

Maior geração - “Em relação às unidades da federação, o estado de São Paulo ainda é a unidade que tem mais geração de receita (42,9%). O Rio de Janeiro é o estado que mais perde participação de receita, caindo de 14,0% para 11,7% em dez anos. Já o Paraná, com ganho de 0,4 p.p, ultrapassou o Rio Grande do Sul, mas ambos com valores muito próximos brigando pela quarta e quinta colocação ao longo dos últimos dez anos. Outro destaque é Santa Catarina, um dos estados que mais ganharam participação de receita, 0,9 p.p, ultrapassando a Bahia na sexta posição”, destaca Miranda.

Salário - Em dez anos, houve uma queda no salário médio mensal pago pelo setor em todas as regiões com recuo de 2,5 salários mínimos em 2010 para 2,3 salários mínimos em 2019. A região Sudeste continua sendo a que paga o maior salário médio (2,5 s.m.) e a região Nordeste, a que menos paga (1,7 s.m.).

Acima da média - Serviços de informação e comunicação (4,5 s.m.), outras atividades de serviços (3,0 s.m.) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 s.m.) continuaram a pagar, em 2019, salários acima da média do setor. Apesar da tendência de queda da maioria das atividades, algumas apresentaram uma pequena variação positiva na remuneração média na comparação com o ano de 2010, como serviços prestados principalmente às famílias (1,5 s.m.) e outras atividades de serviços (3,0 s.m.). (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

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